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| ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 544 - 30/6/2009 |
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jornal de debatesJornal de Debates® e Jornal de Debates.com® são marcas registradas do Instituto Projor A querela a respeito do diploma, ou melhor, do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, é secundária. Outra deve antecedê-la: jornalismo é profissão, ocupação, ofício, ferramenta de trabalho? Ou, além disso, também é missão, tal como a de um magistrado, treinado para destrinchar a dialética dos códigos, administrar a justiça e ser justo?
imprensa em questão
Primeiro, foi o episódio da "ditabranda"; agora, é a história da ficha falsa da ministra Dilma Rousseff, que acaba de ganhar mais um capítulo: não será exagero dizer que a atitude arrogante e provocativa da Folha de S.Paulo já configura um caso clínico, do qual só vale a pena tratar porque o jornal ainda se inclui entre as publicações de referência no país.
diretório acadêmico
O STF decidiu pela não obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista. Qualquer pessoa poderá exercer o jornalismo, mesmo que tenha apenas curso primário. Empresas jornalísticas poderão contratar e colocar nos cargos de repórter ou editor os seus afilhados pessoais, compadres e apadrinhados políticos, independente do preparo da pessoa para a responsabilidade destas funções.
monitor da imprensa
O golpe que apeou do poder, no domingo [28/6], o presidente Manuel Zelaya, de Honduras, deu início, ao que parece, a um período de censura dos meios de comunicação no país. Zelaya foi tirado da cama por militares e levado, ainda de pijamas, para o aeroporto de Tegucigalpa, onde foi colocado em um avião para a Costa Rica.
circo da notícia
Faça um teste: pergunte a alguém quais são os crimes pelos quais o banqueiro Daniel Dantas foi condenado, e por quais outros é investigado. Não é questão de discutir sua culpa, mas apenas ganhar a certeza de que alguns dos mais ferozes adversários do banqueiro entre os repórteres não têm a menor idéia do motivo pelo qual o detestam.
armazém literário
Depois de quatro meses de encontros, intensas leituras, troca de mensagens e de telefonemas, saiu a decisão do Prêmio Cruz e Sousa 2009, promovido pela Fundação Catarinense de Cultura. Foram 626 concorrentes. Seis autores dividirão o prêmio de 160 mil reais e terão seus romances publicados.
ENTREVISTA / URARIANO MOTA
Soledad, beleza e sangue
Conceição Lemes
Soledad no Recife, de Urariano Mota, Boitempo Editorial, São Paulo, 2009, lançamento em julho
ESTANTE
Roniwalter Jatobá e a literatura proletária
Luiz Ruffato
Contos Antológicos de Roniwalter Jatobá, 176 pp., Editora Nova
Alexandria, São Paulo, 2009
caderno da cidadania
Não peçamos à informação mais do que a informação possa dar. Quem quiser aprofundar em determinados temas deverá realizar pesquisa pessoal, que ultrapasse as páginas dos jornais ou da Wikipédia. Terá de ler tratados, teses, artigos científicos, e o escambau (como se dizia em 1950-1960).
feitos & desfeitas
Michael Jackson era notícia toda vez que aparecia de máscara (para evitar germes), tinha mais um filho ou ficava um pouco mais branco. Mas bastou morrer para que a mídia esquecesse tudo isso. Era Jacko, era o esquisitão, era o molestador de crianças. Até quinta-feira (25/6). Sua morte foi o acontecimento da semana.
tv em questão
Passou quase despercebido o anúncio feito pela Editora Abril de suspender, a partir de 30 de junho, as atividades de dois de seus novos canais de TV por assinatura, o Ideal e o Fiz TV. No anúncio, a Abril atribui a decisão ao afunilamento promovido pelas operadoras de TV por assinatura.
interesse público
É bom contemplar a parcela da imprensa livre que traz numerosas contribuições para a sociedade. É muito ruim ver prosperar uma outra imprensa, "filha" de uma mídia inescrupulosa, que usa os mesmos métodos daqueles tempos de escuridão para distorcer ou ocultar a informação, satisfazendo sua insaciável fúria e ambição em busca da audiência e do dinheiro certo do patrocinador.
e-notícias
Os protestos no Irã foram chamados de "Revolução Twitter". O termo não poderia ser mais preciso. Tanto no aspecto político (mobilizações para protestos) como no aspecto midiático (a cobertura do evento em si), o Twitter e o Facebook foram os protagonistas em uma sociedade onde o Estado proibiu os jornalistas estrangeiros de trabalharem livremente.
observatório da propaganda
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