Observatório da Imprensa

 
Suprima-se o 222
Esse artigo tem que ser suprimido da Constituição, pois sua manutenção somente afasta a população brasileira de maiores possibilidades de acesso à informação, inclusive com melhor qualidade, já que a concorrência é sempre estimulante e saudável até para as empresas jornalísticas.

Apesar de ser uma tradição de nosso direito constitucional, atualmente, a restrição contida no art. 222, é totalmente descabida.

Augusto N. Sampaio Angelim Agrestina/PE

O que é de quem?
De acordo, A. Dines. Por exemplo, quem realmente é dono da "Folha"? É ou não é do Quércia? A gente tem o direito de saber os reais proprietários? Você acredita nesta possibilidade a curto prazo? Continue, um dia chegaremos lá !!!
Pedro Cavalheiro


Time is money
Parece que mais uma vez: Time is money...
Parabéns pelo Observatório
Alberto Pecegueiro

Viúvas da inflação
Claro que há um país na fossa, mas há também um país confiante, pois não? De qualquer sorte, vários truques já foram tentados por prestidigitadores tipo Sarney, Collor, e outros tantos Delfins e Mandrakes.

Agora, fica inafastável a idéia de arte do atual acesso das massas a bens de consumo nunca dantes alcançados, seja o peru de Natal ao forno de microondas. Nesse passo o país é mais confiante. Apesar dos ainda excluídos.

Na fossa encontram-se as viúvas da inflação que navegavam no mar azul da ciranda financeira. Sem ela, os coitados têm de trabalhar. Ou renunciar ao caviar e champanhota.
Alcedo Ferreira Mendes , advogado

Artes e truques
Não, domar a inflação é coisa séria, e só jornalistas blasés como os da Veja), bêbados e equilibristas parecem não perceber o que é comer coisas a que nunca se tinha comido antes: biscoito com chocolate, iogurte, frango todos os dias. Acontece que a gente não quer só comida, a gente quer comida e compostura, e parece que Serjão e cia. estão perdendo a compostura na negociação da reeleição. Faz com que aqueles que, como eu, sempre foram a favor do instituto da reeleição fiquem um pouco com raiva.

É claro que, num país onde a oposição é adolescente e birrenta (PT) ou arrogante (PPB), a oposição se faz mesmo é dentro das forças governistas. O tempo que FH perde corrigindo gafes de seus ministros é muito maior do que o que ele dedica à oposição. Assim, ficamos dependendo de jornalistas blasés para conferir alguns limites institucionais ao governo, porque oposição mesmo não existe.
hippoli@ibm.net

Tudo, menos misturar
Ser Jornalista é antes de mais nada ser ético.
Da ética de um Jornalista dependerá o sucesso ou insucesso de uma matéria transmitida. E desta matéria dependerá, muitas das vezes, a posição à qual ficará sujeito o suposto "culpado" de uma "Estória".

Na minha opinião seria quase que impossível que o Jornalista não se envolvesse com as matérias às quais fica atrelado. Como bem disse o nosso ilustre Heródoto Barbeiro , é difícil permanecermos inertes à uma notícia quando esta notícia faz parte do mundo em que vivemos.

Inerentemente, sempre teremos alguma opinião formada ou a ser formar. É mais do que natural...

O que não podemos é misturar as coisas a tal ponto em que comecemos a fazer prevalecer a nossa opinião em detrimento da matéria em si.

Aqui deixo a minha opinião.

Visto que sempre entro no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, tenho argumentos suficientes para dizer que é sempre deveras interessante!
Sílvia Helena Mussolini de Oliveira


Pontos a considerar
Observei que, ao responder aos internautas, vocês assinam "Os observadores". Não seria o caso de assinar "Os co-observadores", já que OBSERVADORES da imprensa somos todos nós?

Esse é o primeiro ponto.

O segundo é uma reflexão que fiz - como mãe e jornalista - sobre a notícia divulgada pela TV Globo, na terça (dia 27/1) nos telejornais da emissora. Era sobre a China ter-se tornado a maior exportadora de cabelos de nenê para fabricar pincéis, o que significa que outros países já praticam essa violência contra o o corpo da criança. Foi-nos mostrada a imagem de um chinezinho , de uns 6 meses, tendo a cabeça raspada por uma máquina barulhenta. Ele não chorava. Seus olhos, entretanto, refletiam MUITA confusão mental. Para o bebê parecia obvio que ele nada DEVIA temer: estava no colo de sua amada e amorosa mãe e seu pai, postado à sua frente, o filmava na - com certeza - já conhecida "coisa inofensiva" de sempre. A Fátima Bernardes, editora de jornalismo e, portanto, responsável totalmente pelo noticiário, dividia a apresentação da notícia ao lado do marido. Sorridente, suas últimas palavras soaram como se isso fosse um novo nicho de mercado para nós, empobrecidos pais brasileiros, pois os pincéis são procuradíssimos na Europa "principalmente quando são feitos com cabelos de chinezinhos", disse. Pensei imediatamente na população infantil do Bairro da Liberdade/SP e no incompreensível barulho que - provavelmente - levarão vida afora, dentro de suas mentes.

Pensei, também, que um casal de jornalistas, mesmo não sendo pais, deveriam - senão sensibilidade - ter ao menos o profissionalismo de ouvir um psicólogo, quando se tratar de "notícias-do-mundo-infantil" e, finalmente, pensei que, numa dessas, todo o dinheiro, tempo e talento que a TV Globo gastou para produzir as vinhetas "Criança Feliz, Adulto Feliz" foram prás cucuias.
Neide Chagas Wacker

Fuxicos & casamentos
Sr. A.D.

Não acho nada de estranho na comoção nacional com a separação do Chico e da Marieta.

Até eles, Brutus!!!

Assim fica difícil acreditar no "amor".

[]
Silvia

[]significa um abraço em internetês
Silvia Gruenbaum

Imparcialidade e isenção
A imprensa não pode perder de vista que tem grande influência sobre a população.
Imagine se a imprensa resolvesse esclarecer a população, informando-a corretamente, ao invés de realizar a pauta escrita nos gabinetes governamentais! O poder da imprensa pode ser observado tanto pelo impeachment ou as diretas quanto pela sanha manipuladora dos arautos da reeleição.

Não quero dizer que os jornalistas não sejam afetados pela notícia. O que está ocorrendo, no entanto, é que o jornalista chega para a notícia com a emoção já pronta pelos poderosos de plantão. Sou assinante de um jornal (Folha de S. Paulo) e acompanho alguns outros, seja lendo no serviço, seja pela Internet. Da televisão nem falar. Nestes últimos dias notei um descaramento total no caso da reeleição.

Este assunto mal discutido, mal alinhavado, que poderia até ser tratado no bojo de uma reforma política, foi descaradamente propagado como se fosse tão importante para os brasileiros quanto as diretas-já ou o impeachment. Foi a manchete de todos os jornais. A televisão, que só mostra o Congresso Nacional para dizer que está vazio, mostrou a votação diretamente, em pleno horário nobre. Colocou esse assunto menor - a reeleição - apenas fruto da vaidade incomensurável de um Fausto botocudo e sua pajelança estalinista, de filósofos de ocasião e políticos vendilhões (Venderam-se por menos de 30 dinheiros, inflacionando o mercado dos judas, dos joaquim silvérios... ) como assunto mais importante do País. Se algum marciano chegasse no Brasil, São Paulo, na segunda-feira passada (27 de janeiro) haveria de pensar que, neste País carecemos tanto de problemas, que já ingressamos naquele estado em que a razão diletante cria, descria e recria os próprios problemas, como num jogo para gastar a energia supérflua do organismo. A enchente de segunda/ terça-feira, que parou literalmente esta cidade, poderia ser considerada pelos marcianos como uma extensão de nossas belas praias. Haveriam de pensar na prodigalidade divina para com este País: o sertão virando mar... literalmente...
Esse Brasil de fantasia é o que a imprensa tem mostrado.

Alguns dirão que eu talvez queira desgraça, pois não!? Não é bem assim. É que o fato da imprensa preocupar-se apenas com o bas-fond da realeza planaltino-brasiliana, ou seja, com a verdadeira Ilha de Caras, não quer dizer que não existam no País problemas mais importantes, alguns que levam sofrimento a milhares de pessoas sem voz ou talvez.... com a voz rouca de tanto clamar por saúde, educação, reforma agrária, emprego... Aliás, num País onde o Ministro das Comunicações e o Ministro da Educação (Pasmem!... quem vê pensa que temos uma educação belga, holandesa!...) cuidam apenas das "roupas novas do imperador" (ver Hans Christian Andersen), que outro assunto haveria para a imprensa senão aquele relacionado à tessitura das tais magníficas roupas com as quais o imperador pretende desfilar em 1998, até o ano 2050, quem sabe? Afinal a esperança de vida média do brasileiro vem aumentando tanto, né?!

A imprensa brasileira, salvo exceções, tornou-se refém da pauta governamental. Neste caso da reeleição poucas foram as manchetes que mostraram o caráter chantagista da campanha pela prorrogação do mandato do Fausto. Alguns poucos jornalistas o fizeram, servindo a essa grande imprensa apenas como elementos de sua tática de politicamente correta.
Sueli Loschiavo da Silva

Endereço Eletrônico
Segue-se e-mail que enviei para o programa Manhattan Conection, da GNT, e que mereceu, no ar, durante o último programa a seguinte resposta: eu tinha razão, quanto ao texto sobre NY [("Foi muito debochado, sim." E quanto à Santa ..." sic)´´. Nada falei sobre a tal santa, de forma que atribuo a segunda parte da resposta a uma questão de o Lucas Mendes não ter conseguido ler direito o teleprompter.

Remeto este texto como exemplo do progresso de programas e colunistas que fornecem seus endereços eletrônicos para receberem a reação de leitores/espectadores. Tal procedimento poderia se generalizar total e amplamente. Reparem que mesmo que as observações sejam desconsideradas, indicam uma possível correção de rumos.

Não seria o caso de se ter isto em todos os artigos assinados em um jornal? E também nas principais matérias não assinadas, com um endereço geral e alguém da redação encarregado de responder e reagir?

Fica a sugestão.
Haroldo Netto


Lucas Mendes,

Não é para se zangar nem pra ler no programa. Nem pra mostrar a ninguém. Basta pensar nisso: seus textos não estariam ficando pouco informativos em troca de um brilho verbal gratuitamente sarcástico? Na prática:

1. A "Megalomania de NY" nada informa, só opina e procura fazer graça. E por trás da graça será que às vezes não se pode sentir o cheiro de algo parecido com despeito provinciano? Não é um texto substantivo. Nada informa. Me desculpa, mas se quisesse falar sobre todas as coisas de que NY se orgulha em um texto de mais nível, podia ter discutido a veracidade daquilo que a cidade se jacta e até o seu (dela, cidade) nickname, Empire State. Por que o "Show Me NY" vai fracassar: é caro? Comparado com que, com o helicóptero que sai ali de perto da ONU ou com um sightseeing de ônibus? Falou várias vezes em "alta definição" e nada informou sobre a novidade tecnológica em empreendimento de tal vulto. Aliás, essa coisa de antever o futuro é complicada: Madonna e Evita já começaram a faturar os primeiros prêmios.

2. O texto sobre Esther Williams, Doris Day e Debbie Reynolds é gratuitamente agressivo. Ao tirar a história das "virgens" profissionais do contexto do cinema dos anos 40 e 50, onde isto era a norma e também eram norma os papéis estereotipados, coloca sobre as três artistas a culpa por uma escolha que não foi delas e nem foi aberrante na época. Ao dizer que qualquer uma das três podia ter sido escolhida, acho que você cedeu à vontade de não perder a piada. Milhares de artistas com cerca de 60 anos poderiam ter sido escolhidas, cara! A graça da informação teria sido explicar porque foi escolhida a Debbie. Ao falar no tempo em que essa gente ficou parada, esqueceu de ver que isso aconteceu com inúmeros artistas, com os especializados em western e as estrelas de musicais, por exemplo.Gente que perdeu o lugar na industria do cinema e aas vezes construiu outras carreiras na TV, como a própria Doris Day.Ou que virou "personalidade", fazendo pontas eventualmente até em Flint! stones, como a Elizabeth Taylor. A propósito do filme "Mae", o Brooks, ao responder uma pergunta do Larry King, disse que "teve a intenção de mostrar que por trás das mães e dos parentes em geral, existe um ser humano". Em vez de simplesmente chamar o cara de idiota, como fez alguém da banca, talvez tivesse sido melhor discutir essa sua informação. Mas para isso teriam que ter assistido ou se inteirado da entrevista, não é mesmo.

3. E, por último, e não menos importante: é muito fácil exibir ironia e impaciência com aquilo que a gente está aproveitando há tanto tempo...Ou vocês prefeririam fazer "La Paz Conexion"?

Desculpe o mau jeito. Mas noto que você cede muitas vezes a esse seu estilo 'witty' também nos textos que manda para a TV Cultura. Claro que vai ser impossível trocar de estilo. Mas sempre vai dar para fazer um exame de consciência e responder a perguntas como estas: Estarei sendo gratuitamente sarcástico? Fui informativo? É um texto substantivo e imparcial? É um texto cujos conceitos não apequenam o autor e quem os ouve?

Só me dou ao trabalho de fazer essas considerações, que evidentemente correm o risco de estarem erradas, mas que são sinceras e de boa vontade, por gostar do seu trabalho. Se não gostasse, o iludiria com mais um elogio, entre os tantos que deve receber.

Abraços,

Haroldo

PS : o erro do cenário é a antipatia da mesa, que parece uma daquelas mesas atrás das quais funcionava uma BANCA de exame. Para o programa do Flávio Cavalcante a distância, que já é pequena pela presença do Nelson Motta, diminui mais ainda com aquela mesa.

volta

Estrada de mão dupla
Eugênio,
Com relação ao código de defesa do telespectador acho um idéia interessante, porém um tanto polêmica.

Sim, todos - ou a maioria - dos meios de comunicação tem seu feed back com o ouvinte. A TV, não. Nem mesmo através da Internet, onde as mensagens recebidas têm sempre a mesma resposta.

Claro, o telespectador tem o direito de mudar de canal, o controle remoto facilita as coisas mas o importante é o feed back.

Eu, por exemplo, tenho um programa de produção independente no SBT de Ribeirão Preto. São 30 minutos semanais, aos domingos. Um programa de dicas, onde fazemos vendas de serviços e produtos que incluem desde uma promoção até sugestões para o cinema e teatro. Enfim, tenho necessidade de interagir com meu telespectador.

Entro em 90 municípios da região. Não tenho números de audiência porque as pesquisas não existem por aqui. Penso e reflito sempre numa forma de atender aos desejos do telespectador quanto às informações que ofereço. Abro espaço para plantões tipo ligue já e diga o que você espera do programa.

Sim, fico plantada no telefone e recebo ate 100 chamadas de toda a região.

O interesse é sempre o mesmo: nada que possa acrescentar alguma coisa à minha programação.

Gostaria de discutir mais este assunto, pois ele me interessa e ofereço meu espaço na TV para testarmos se o telespectador realmente quer interagir ou é um autômato no controle remoto de sua TV, sentado no sofá de sua casa.

É fácil olhar de frente para a TV, em sua sala de estar, e mandar ver na crítica quanto ao conteúdo e o serviço dos profissionais.

O que você sugere além do jornalismo de sandálias e protetor solar ?

Que tipo de serviço público - que não sejam os que estão sempre na mídia - podem ser enfocados. Onde fica o lazer? e a diversão? Agora, pior do que não saber o que fazer é não fazer. Dar férias e reprisar toda a grade de programação. Filme inédito, hoje, só é inédito naquele horário.

O que mais procuro é estimular toda a possibilidade de interação entre o que anuncio e aquele que me ouve. Mas a TV não é um meio com estradas de mão-dupla.

Piti Meinberg

Direitos do telespectador
Caro Eugênio,

parabéns pelo texto, concordo com tudo, ou quase tudo. Tenho dúvidas particularmente com relação ao ponto 4, sobre o "direito" de escolher o que entra na sua casa etc. O que entra entra só depois de alguém ligar a TV e sintonizar um canal. A escolha está feita. Dispositivos automáticos de seleção servem apenas para contornar a necessidade, por vezes penosa, de que pais orientem seus filhos, conversem com eles sobre o que ver e quando ver TV. É um dos ônus de ser pai. Aparelhinhos do gênero V-chip serviriam para livrá-los dessa carga, assim como há quem pense que a escola é que deve educar seus filhos. Não é por aí.

Abraço,
Marcelo Leite

Páginas estratégicas
Suas observações e propostas são obviamente muito corretas e oportunas. Particularmente considero sua necessidade urgente já há muito tempo. Entretanto gostaria imensamente de conhecer sua opinião sobre como fazer face aos poderosos interesses econômicos e ideológicos que usualmente estão por detrás das violações a que o Sr. se refere. P.ex.: assino a revista Superinteressante e não gostaria de ver publicidade da parte erótica da revista Playboy em suas páginas, principalmente porque são estrategicamente colocadas no verso de páginas imprescindíveis de determinadas reportagens. Porque não se inserir publicidade de outra das tantas publicações do Grupo Abril? O senhor certamente me entendeu bem.
Gorla

Ficção, realidade e dignidade
Caros,

Aqui vão dois assuntos que eu gostaria de ver tratados no Observatório:

As novelas da Globo estão cada vez mais misturando ficção com realidade.

Tivemos senadores reais contracenando com senadores personagens da novela. Isto dá à Globo recursos enormes de manipulação da opinião pública. Não me parece que a imprensa tenha reagido, com exceção do artigo da Sra. Hamburguer na Folha.

Outro assunto que não vi tratado decentemente na imprensa é a lei que propõe a autorização automática de doação de órgãos. Assunto também seriíssimo, que envolve direitos, dignidade e liberdade individual. Posso estar enganado, mas não vi matérias analisando esta lei em profundidade.

Abraços
Geraldo Coen

Transmissão limitada
Trabalho em uma rádio comunitária, ganho bem, mas não estou satisfeito profissionalmente, devido à limitação de transmissão (50 wattzs) não há grande audiência!!!
MDN

A favor da reserva
Devido à grande falta de bom senso da comunicação do nosso país, nossos estados JECAS, como tantos outros, metrópoles ou não, apresentam cursos de nível superior de péssima qualidade, formando assim horríveis profissionais de imprensa, principalmente aqui, em Campo Grande-MS. Além do nível fraco, o sindicato da classe da imprensa é conivente em deixar pessoas que não são da área, trabalhando no lugar daqueles que concluíram o curso, principalmente da habilitação de jornalismo. Queria deixar em questão se em todos os estados do Brasil ocorre o mesmo.
Marcelo Cesar Siqueira , Acadêmico de Comunicação Social

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