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A imprensa em Brasília
Vivi em Brasília por 13 anos. Parte do que Alberto Dines diz nesta edição do O.I. (ver Cinco lições de patologia) é, de fato, verdade.
Boa parte, entretanto, infundada. Houve um enorme esforço para tornar a imprensa de Brasília mais agressiva e independente. Passamos por um traumático processo, ainda hoje com marcas, que consistiu em impedir o duplo emprego. Movimento que não vi em outras praças.
A agressividade foi estimulada por um ambiente super-competitivo que se, de um lado, provocava afobações, revelava um esforço por notícias exclusivas, promovendo um contínuo aprendizado investigativo.
Sempre apostamos na formação de um profissional melhor, tentávamos ver onde errávamos. Há pelo menos quatros anos começamos a discutir publicamente se não estávamos imersos no denuncismo, devido à competição. E se este denuncismo não iria nos levar ao descrédito, prejudicando denúncias sérias.
Foi de Brasília que fizemos, na
Folha de S.Paulo, coberturas alternativas, mais voltadas ao Brasil, envolvendo massacres à infância, prostituição infantil, violência policiais. Antes mesmo das praças de São Paulo e Rio, onde o problema é recorrente. Há anos estávamos defendendo a tese, a partir de Brasília, de privatização do noticiário.
Nunca escrevi o que vou dizer agora, mas sempre suspeitei que, em parte, as críticas sobre a cobertura de Brasília, feitas por célebres jornalistas do Rio de Janeiro, eram exageradas por um ressentimento pela perda de poder político da capital. Raros tiveram, como Carlos Castello Branco, a aguda percepção de se mudar para Brasília.
Com todos os problemas, o processo Collor foi educativo e um exemplo de esforço investigativo; assim como as demais investigações que, hoje, servem de base para que erros não se repitam.
Quando se jogam os repórteres de Brasília num mesmo caso, comete-se uma generalização imperdoável para quem tem a função, agora, de ver as nuances, evitar mistificações, apontar novas visões, cortar o ciclo de repetições estéreis.
Gilberto Dimenstein
| O cachorro e a lingüiça
Prezado Dines,
acredito que a saída para o senador Requião seja renunciar ao seu
mandato e ir morar em Miami como o sr. Collor, para poder dar entrevistas
alteradas a posteriori, meio mártir, meio bandido! Aliás a semelhança de
ambos é nítida!
Infelizmente, o cachorro foi amarrado com a lingüiça!
Paulo Gaba Junior
| Quem são eles?
Acho muito interessante as duas primeiras partes do artigo. Contudo,
acho abominável citar a mídia no geral sem especificar quem são so
opinionistas. Quem são? Estão ligados a quem? Seria interessante mesmo,
principalmente depois que foi revelado o esquema de um jornalista para o
banco Vetor, que estes fatos fossem revelados, ao invés de ficar num tom
de fofoca e de bate boca de cortiço.. Afinal, onde está a coragem de um
jornalista de mais de 45 anos de experiência, e com todo marketing das
duas últimas partes do artigo?
Um fraterno abraço...
Wagner Aparecido de Moraes
Resposta
Meu caro Wagner,
Não somos corporativistas, ao contrário, o OBSERVATóRIO incomoda a corporação pelas cobranças insistentes. Veja o caso da CPI dos Precatórios.
Quanto à questão que coloca: citamos mais de uma vez o nome dos opinionistas que, na véspera do 1º turno, deram um cala-a-boca nas denúncias do Jornal da Tarde acusando-as de terem sido infiltradas pelo Banco Central, etc. Como o fizeram por afobação, sem má-fé (acreditamos),
não achamos importante fazer carga contra ambos. Além do mais, um deles está licenciado. Caso queira mesmo saber, vá ás edições anteriores - os nomes estão lá com todas as letras.
Apareça
Alberto Dines
| Divergência e momento
Prezado Dines
A quem interessa nesse momento um debate ou uma guerra entre o relator
Requião e o jornalista Dines?
Faria isso parte da CPI dos Precatórios?
Seria esse o momento mais oportuno para se apresentar essa divergência?
Não consigo ainda entender essa charada.
Saudações
Gil Lopes - Rio de Janeiro
Resposta:
Entramos no assunto dos Precatórios um mês antes do Requião, quando ainda
não estava nas primeiras páginas. Portanto temos todo o direito de
continuar acompanhando o desempenho da mídia. Por isso, quando a Gazeta
Mercantil publicou (em 3 de março) a a ficha do relator Requião
estranhamos que a imprensa tivesse esquecido deste detalhe de
apresentar à sociedade, na hora certa, aquele que deve representá-la na
CPI. Requião bufou porque quer a CPI servindo aos seus projetos
políticos pessoais.
Veja o que sobre Requião está dizendo há dias D.
Paulo, Cardeal de S.Paulo. Depois diga-me o que acha.
Saudações
| Outros arquétipos
Caro Dines.
Li hoje, 24 de março 97, seu artigo no JB. Muito bom. Quero
discordar, no entanto, do seguinte: você diz que não há um arquétipo
conservador, liberal etc., porque são posições...dissociadas de perturbações
ou desvios psíquicos. Acho que há, sim - é o arquétipo do sem caráter, do
oportunista etc. Muita gente passa de socialista democrático para conservador
somente por ser mau caráter, aproveitador etc. Também acho que não é só a
racionalidade que nos leva a uma direção ou outra. O mau caráter muda de
opinião para saciar seus objetivos mesquinhos. Não é fascista mas é um
tremendo mau caráter e sem um mínimo de ética.
José Rosa Filho - Brasília.
| Sem arrependimento
Dines,
Estou decepcionado contigo.
Aprendi a admirá-lo ainda nos bancos escolares, quando estudava jornalismo, na PUC-PR. Li muitos dos seus livros. Não estou aqui fazendo uma defesa do senador Roberto Requião. Votei nele para governador e para senador e não me arrependo.
Conheço-o bem e sei por que o TRE do PR o cassou. O Requião pode ter até
errado ao autorizar a emissão de diárias frias e aquelas outras picuinhas
que o Hélio Duque elencou contra ele naquele processo.
Mas não é nada em comparação, por exemplo, ao rombo que a atual direção do Banestado, vem provocando no Paraná. O Banestado comprou R$ 274 milhões em títulos podres emitidos pelos governos de Santa Catarina, Pernambuco, Alagoas etc. Vai acabar ficando com o mico na mão. A Banestado Leasing emitiu R$ 300 milhões em debêntures para cobrir o furo de caixa do banco, basta ver o balanço da Banestado Leasing publicado no último fim de semana: foram R$ 71 milhões de prejuízo. Lerner já emitiu mais de R$ 400 milhões em debêntures da Copel para fazer não sei o quê. Para a Renault tem R$ 400 milhões em "incentivos". Para estimular a geração de empregos, ajudar o micro-empresário, não tem nada. O Paraná, segundo a Folha de 16 de março de 97, ficou em 27º lugar na geração de novos postos de trabalho em 1996. O estado perdeu 6 mil empregos. Minas Gerais gerou mais de 60 mil empregos.
Eu não entendo a sua fúria contra o senador Roberto Requião (PMDB). Não sei se é porque o sr. é muito ligado ao governador Jaime Lerner ou se tem algum problema particular com Requião. Pelo que sei, o sr. é reitor virtual da Universidade Virtual das Américas, mais uma obra de ficção do governador Jaime Lerner - que gastou R$ 17 milhões em propaganda num único mês, o mês de novembro do ano passado. Tá certo que o sr. deve receber um polpudo cheque mensal - não-virtual - para ser reitor dessa universidade, mas, cá entre nós, caro Alberto Dines, o seu artigo pegou mal. Primeiro, pelos seus vínculos com Lerner. Segundo, porque o sr. está entoando o coro de um bando de juízes corruptos aqui do TRE-PR. Terceiro, porque parece que o sr. está querendo - ao bater em Requião - acobertar as investigações da CPI. Estou decepcionado contigo. Quando li aquele primeiro artigo seu, me deu um nó no estômago. Foi muito baixo. Mas a decepção maior é saber que tudo aquilo que li em seus livros não passou, como o governo Lerner, de uma grande ficção.
O sr. perdeu um admirador.
Gilmar Piolla - Jornalista
Resposta:
Desconfio que você não aprendeu nada do que leu em meus livros. Antes de
jogar lama num jornalista cuja luta você desconhece e se conhecer não
alcança, mande-me o seu currículo. Deve ser tão imaculado quanto o do
Requião. Terminei um projeto para um programa de treinamento para os
jornalistas do Paraná cujo padrão, parece-me, você espelha
admiravelmente. Acho que foi tempo perdido. Não tenho compromissos com
ninguém, muito menos com o governo de Jaime Lerner. Se o Banestado
participou do escândalo deve ser punido, se o governador Jaime Lerner
participou do escândalo deve ser punido. Mas o Senador Requião já foi punido e não quer que isto seja lembrado ao resto do país. Veja o que D. Paulo está dizendo do Requião e, depois, conversamos. Com admiradores deste padrão, fico até feliz em perdê-los.
Dines
| Fora de pauta?
Talvez o assunto não interesse mesmo, ou esteja fora de lugar,
inoportuno, já que não é um comentário direto sobre a mídia. É uma
pergunta que passa uma preocupação: há alguém por aí escrevendo, pensando
sobre as relações educação e mídia? Não estou pensando em CD-ROMs, e toda a parafernália que o governo disse que está pondo ao alcance de todos.
Penso em algo mais simples (sic) que de certa forma é o que vocês fazem
no OBSERVATÓRIO. Ensinar a ler a imprensa, a ver, a ouvir. Desde o
comezinho ato de assistir a um telenoticiário e saber o que está vendo
ouvindo e lendo. Não deveria ser alguma coisa ensinada? em cursos de
formação de professore/as, em Faculdades de Educação? Não aceito que essa
idéia seja uma originalidade, por isso perguntei se há alguém pensando
isso, nisso. Se não há parece-me urgente que comecemos. O que acham
vocês?
Eliane Marta Teixeira Lopes
Resposta
Prezada Eliane Marta Teixeira Lopes
Não por acaso este OBSERVATÓRIO nasceu dentro de uma instituição de ensino, a Unicamp. De fato, a consciência crítica é algo que precisa ser ensinado na escola, com as primeiras letras. Se há professores que não o fazem por covardia mental, e outros que substituem a crítica por esquemas que dão apenas a ilusão da consciência, há também muitos que procuram transmitir lucidez. Claro que será preciso ensinar os atuais professores a ensinar, como disse Carl Sagan, "ceticismo e admiração". Mas os meios de comunicação são o mais poderoso instrumento de esclarecimento. Trata-se de um avião que vive no ar. E mesmo assim precisa ser reparado. (M.M.)
| Chirac na lupa
Sr Editor,
Parabéns pelo projeto do OBSERVATÓRIO. Não costumo escrever para
a imprensa mas, nesse caso, não posso deixar de manifestar a minha "audiência" à
este veículo. Não pelo veículo em si, é claro, mas pelo conteúdo, único na
mídia brasileira a se expressar simultaneamente com Inteligência e
Personalidade, pairando acima da mediocridade e trivialidade da imprensa
nacional (estou me referindo à imprensa que conta, isto é, aquela dirigida à
pequena "elite" intelectual brasileira) que, com raríssimas exceções
ocasionais, tenta condicionar o leitor à robotização (vide a
falta, total ou quase, de crítica à farsa marqueteira durante a campanha
Rio-2004). Que, à custa de muito dinheiro (público naturalmente) e impulsionado
pela mídia em geral, pretendeu tratar o povo como gado ao tentar,
artificialmente, extrair das massas um entusiasmo não existente, embora
repercutido e mistificado ad-nauseaum pela mídia, inclusive a imprensa, sem
voz discordante numa impressionante e monocórdia "carneirização" da opinião
pública).
Isto posto, sugiro uma versão em papel. Uma espécie de "revista para gente
grande" sem concessões, sem tema específico, mas centrada em política, economia
e arte (a mídia, como quarto poder, inclusa em política). A circulação seria
pequena é certo, mas suficiente para atrair certa gama de anunciantes
interessados no nicho à que se destinaria. Além do mais teria prestígio
e influência no melhor sentido dos dois termos.
Sem Mais e Atenciosamente,
Ricardo Saldanha Guimarães
| Versão em papel
O que ocorre na França hoje em dia é um processo curioso e que merece ser melhor avaliado. O fato é que a esquerda francesa aderiu, montou um bloco de consenso, abolindo a separação esquerda-direita que nasceu na Revolução de 1789. O filósofo Jacob Rogozinski, professor titular de Filosofia na Universidade de Paris VII fez, numa entrevista ao professor Newton Bignotto, da UFMG, a seguinte análise da situação na França:
"Acho que Chirac não quer nada, ele é incapaz da menor vontade.(...) De Gaulle tinha a estatura de um 'Príncipe', um príncipe no sentido de Maquiavel, com uma grandeza e uma dignidade notáveis. E o que vem depois, na seqüência do curso da vida democrática, seria a repetição em farsa_como diria Marx_a retomada caricatural de uma posição fundadora, que, no caso de Chirac, assume o aspecto de uma grotesca caricatura.(...) Em sua longuíssima carreira política, nós o vimos adotar, a cada momento, as mais variadas posições: ele defendeu um 'trabalhismo à francesa', depois um neo-liberalismo reaganiano desenfreado, depois uma posição intermediária. Na campanha eleitoral da última primavera, para ultrapassar Balladur, seu adversário liberal clássico, no primeiro turno, ele adotou uma posição voluntarista e populista, enfatizando justamente a necessidade de lutar contra a 'fratura social', a recusa do que ele chamava 'pensamento único', ou seja, o neo-liberalismo dominante. Mas quase no mesmo dia em que foi eleito, - é claro que todo mundo já podia prever isso - ele se aliou, na escolha de seu primeiro ministro, Juppé, a este mesmo 'pensamento único' neoliberal que não cessara de atacar durante toda a campanha. (...)Há a ingenuidade do filósofo do consenso, para o qual, no fundo, o ideal é que (...) quanto menos divisões houver, quanto menos conflitos, mais avançamos em direção a esse ideal de comunicação, de consenso racional. (...) Ora, o que se constata hoje? Quanto mais este bloco central baseado no consenso tende a se desenvolver, mais se vê aparecer nas bordas a oposição antagônica, a divisão radical, que se pretendia superar no nível central. Um exemplo seria a aparição de um partido de extrema direita, que se define como verdadeiro representante do povo".
Lúcio Emílio do Espírito Santo
| De Gaulle e o Brasil
Gostaria de esclarecer que de Gaulle jamais disse que "O Brasil não é
um país sério" - trata-se de um engano ocorrido há muito tempo.
Em relação a este assunto, meu pai possuía em seus guardados um artigo
recortado do Estado de S. Paulo esclarecendo o fato
Fernando Mattar
| Agências demais
Prezado Dines,
soube outro dia que o Brasil é o país do mundo que mais usa o
home-banking e me senti orgulhoso! O que os gringos não sabem é que
home-banking significa segurança, pois sexta-feira passada a agência
do Banco Real, onde tenho conta, foi assaltada na hora do almoço! Mesmo
assim, descobri a tecnologia dos depósitos automáticos e as poucas
vantagens que anos de inflação trouxeram para os correntistas
brasileiros há pouco tempo e percebi que agencia aberta é desnecessário!
Se o sindicato dos bancários chiar, será por ignorância! Os banqueiros
devem estar reduzindo o horário a pedido do próprio sindicato, que, condenado a morte, tenta salvar alguns empregos hoje desnecessários tendo em vista a tecnologia! A profissão de bancário perdeu seu status e, quanto menos se trabalhar, menos desemprego haverá!
Como usuário, acredito que não haverá mudanças. Se fosse bancário, estaria
preocupado com essa reveladora carga horária, que demonstra a escassez de
emprego. Em bate-papo com o gerente da agência, este revelou que está com
metade do pessoal de dois anos atrás! Como cliente, volto a repetir que
não houve mudanças, mas internamente, é certo que houve! Todo gerente com mais de 40 anos e mais de 15 de banco está apreensivo ou já está mesmo
freqüentando as feiras de franquia para investir sua indenização!
Espero que seja bom para ambas as partes!
Atenciosamente,
Paulo Gaba Junior
| Atendimento bancário
Sr Dines:
Pela primeira vez tenho a honra de dirigir-me ao senhor. Devo dizer que há muito tempo tenho profunda admiração por seu brilhante trabalho na
imprensa brasileira. Acompanho-o desde a época do saudoso Pasquim on
assinava, se não me engano, a coluna "Jornais dos Jornais".
Quanto ao assunto em questão, nós do Sindicato dos Bancários do Rio de
Janeiro, ficamos felizes em saber que nossa opinião quanto aos clientes
é a mesma sua.
Em nosso jornal diário, sempre que tratamos da questão o fazemos,
também, sob a ótica do usuário do sistema bancário. Achamos, inclusive,
que este é tanto ou mais prejudicado pela falta de sensibilidade dos
banqueiros.
É verdade que o centro de nossa intenção, como não podia deixar de ser,
são os bancários. Mas os bancários e seus familiares também são clientes
de banco e sofrem juntos.
Somos da opinião que, ao contrário, o expediente deveria ser dilatado
para 9h às 17h, em 2 turnos. Tal medida aumentaria o emprego no setor e
ainda melhoraria as condições de atendimento ao público.
Para finalizar, devo dizer que seu site é brilhante sob todos os
aspectos. Além de informativo, nos dá a possibilidade de ver (desculpe o
lugar comum) o outro lado de nossa imprensa nem sempre imparcial.
Afinal, os companheiros jornalistas também são oprimidos por este
sistema injusto que aí está.
Parabéns
José Márcio Tavares - Diretor do Sindicato dos Bancários do Rio
| Boa impressão
Pela primeira vez visito o OBSERVATóRIO, apesar de já saber se sua
existência e ter ouvido vários comentários favoráveis. Apenas registro
minha ótima impressão do trabalho dos colegas - também sou jornalista.
Além da qualidade dos textos e dos assuntos abordados, impressionou-me a
qualidade da criação gráfica do site. Pretendo retornar mais vezes!
Sucesso!!!
Érika Dios - Bauru - São Paulo
| Arquétipo fascista
Caro Dines
Seu artigo - O arquétipo fascista - merece ser divulgado via
Internet. Como o JB não o fez, peço que seja inserido no OBSERVATÓRIO.
Desde já, muito grato,
Thadeu Niemeyer
Prezado Thadeu Niemeyer: Publicamos os dois artigos no Entre aspas. (Os Observadores.)
| Estadão x Estadão
Em referência ao artigo: Estadao x Estadao, Quanto vale a Vale?, tenho duas coisas a dizer:
1) O Estadão, bem como a Folha de S. Paulo não são sérios;
2) Discordo totalmente do Sr. Alberto Dines, que insiste em
afirmar que este governo (FHC) e' transparente. E so' olhar
o esquema que esta sendo montado para que se possa privatizar
a Vale, A NOSSA VALE!!! DO POVO
Everaldo Carlos Venâncio
Resposta:
Você não preferiria entrar no mérito das questões que levanto no lugar de ficar patrulhando a minha opinião política
Dines
| Barbosa Lima Sobrinho
Sou jornalista no Rio de Janeiro (reg. prof. Mtb. 12.704/56) e estou
colaborando na divulgação do comício contra a Venda da Vale do Rio Doce
programado para o próximo dia 11 de abril, sexta-feira, a partir das 16
horas, na Cinelândia. O comício está sendo organizado pela Associação
Brasileira de Imprensa (ABI) e pelo Movimento de Defesa da Economia
Nacional (Modecon), entidades presididas por Barbosa Lima Sobrinho.
Solicito a divulgação do texto abaixo
Barbosa Lima acusa; venda da Vale do Rio Doce é traição ao Brasil
"Quando a gente vê o empenho de algumas pessoas em transferir para o capital estrangeiro empresas que são fundamentais para o desenvolvimento
do Brasil chegamos a conclusão de que há brasileiros que não merecem o
título de brasileiros", afirmou ontem a noite (24/3) o jornalista
Barbosa Lima Sobrinho atacando duramente a equipe econômica e a política
de privatizações do Presidente Fernando Henrique Cardoso. "Os que querem
vender estatais estratégicas como a Companhia Vale do Rio Doce não
merecem ser chamados de brasileiros porque essas vendas são absurdas,
verdadeiros roubos, traições ao povo brasileiro", acrescentou.
Barbosa Lima Sobrinho participou, ao lado de militantes de diferentes
partidos, entidades nacionalistas, parlamentares, intelectuais,
militares e estudantes, do encontro que reuniu cerca de 100
pessoas na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) preparatório
para o ato público em defesa da Vale do Rio Doce marcado para o próximo
dia 11 de abril, na Cinelândia, a partir das 16 horas. Entre outros
estiveram lá o Brigadeiro Ivan Frota, o professor Bautista Vidal, a
Deputada Jandira Feghali, a viúva do general Andrade Serpa, Maria José;
e o Presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, Fernando
Siqueira.
Bautista Vidal, coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da
Universidade de Brasília, fez um relato das manifestações públicas que
estão ocorrendo em Minas Gerais contra a privatização da Vale,
especialmente a realizada em Itabira, que reuniu mais de 20 mil pessoas,
inclusive 160 prefeitos mineiros; além das que participou em Belém,
Cuiabá, Natal, São Luiz e Curitiba. "Temos que promover mil
manifestações públicas ao mesmo tempo, no mesmo dia, para impedir que a
Vale seja vendida. A população se exalta quando fica sabendo o que
realmente representa a venda da Vale. A chama está se propagando pelo
País todo", acrescentou.
Ainda segundo Bautista Vidal, o apoio que a Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB) já está dando informalmente à luta contra a
venda da Vale é importantíssimo: "Participei de uma reunião com
Bispos em Brasília e na opinião deles esses executivos do BNDEs que
querem apressar as privatizações são, no mínimo, uns vendilhões da
pátria". Bautista Vidal acrescentou que o Prefeito de Belo Horizonte,
Célio de Castro, está trabalhando na organização de um ato público para
19 de abril próximo onde pretende reunir 100 mil pessoas. O Brigadeiro
Ivan Frota, que participou semana passada de um debate sobre a venda da
Vale na Assembléia Legislativa de Minas de Gerais com o Presidente do
BNDEs, Luiz Carlos Mendonça de Barros, disse que ficou impressionado coma falta de argumentos técnicos de Mendonça de Barros para defender a
privatização da Vale.
Maria Augusta Tibiriçá, vice-presidente do Movimento de Defesa da
Economia Nacional (Modecon), entidade presidida por Barbosa Lima
Sobrinho, apresentou a agenda de eventos com o apoio do Modecon que se
realizarão nos próximos dias em várias cidades brasileiras, entre elas
Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Vitória e Belo Horizonte.
Ressaltou também a importância do ato público na Cinelândia do próximo
dia 11 de abril, a partir das 16 horas.
Osvaldo Peres Maneschy
Maiores informações: Henrique Miranda (Tel 021-2360421) ou Maria Augusta (021-2625734).
| Imagem e consciência
A abordagem de Boccanera nos conduz a reflexão sobre o fazer
jornalístico. Não só sobre o ofício de fotografar. Essa reflexão nos
conduz ao escrever, ao olhar. A guerra, afinal, está tão distante quanto
perto. De qualquer forma somos, todos, testemunhas dela. É só olharmos o
nosso cotidiano com os olhos que não se contentem apenas com o manuseio
mecânico, istintivo, do globo ocular. Temos que olhá-lo com também
através da consciência. Belo artigo, bela crônica.
Wilson Nogueira
| Misteriosa relação
Excelente análise do Sr. Nelson Wedekin. Mas os escândalos da época em
que ACM foi Ministro das Comunicações (Governo Sarney) explicam bem qual a origem da sua misteriosa relação com a mídia. É bom lembrar.
É emocionante ver o esplendor da criatividade de Millôr Fernandes.
Não é tietagem. Há muito que não via o Millôr em plena atividade. Estou
gratamente surpreso com a pujança da criatividade demonstrada nesse
texto...
TTNSDR - Sindicato dos Técnicos do Tesouro Nacional
Resposta
Prezado,
Millôr Fernandes está no apogeu há uns 50 anos. É realmente impressionante. Quanto ao texto publicado no O.I., não é exatamente atual, mas de 1992, como está no crédito.
(Os Observadores.)
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