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Ser pensante
Li impressionado o editorial publicado no Observatório no 7, cujo título é muito intuitivo. De fato, o tema ali tratado é de suma importância para o esclarecimento da opinião pública, atualmente tão manipulada pela má imprensa. Porém, o que mais me entusi-asmou foi a franqueza, a imparcialidade e, sobretudo, a inte-ligência da abordagem feita sobre alguns aspectos negativos da mídia escrita. Finalmente, senti-me prestigiado como leitor, valorizado como ser pensante, que, agora, tem um bom par-ceiro informativo. Parabéns!!! Dines, continue defendendo o modo certo de fazer jornalismo. Nós, leitores, carentes de bons jornalistas, agradecemos penhoradamente.
Ilídio Benites de Oliveira Alves
Pesquisas
Foi com satisfação que encontrei a página do OBSERVATÓRIO e li o artigo de Alberto Dines sobre as pesquisas eleitorais. Há um aspecto, no entanto, que não foi observado no artigo e que merece destaque, apesar de não ser atribuição da imprensa.
Os partidos amarraram-se às "pesquisas qualitativas" para definir seus candidatos, seus programas, suas propostas, o perfil que devem seguir, dizer, ou como devem se comportar. Por estas pesquisas, todos os candidatos pensam, falam, agem, propõem exatamente a mesma coisa. Em São Paulo, não soubemos qual a diferença entre Pitta, Serra, Erundina, ou sei lá quem. Não se pode falar mal do PAS porque a população (esta coisa mística e mágica) o apóia. O Cingapura passou a ser a solução para todos os males. O prefeito Maluf não pode ser atacado porque há uma "aceitação" - forjada ou não pelas reportagens da Rede Manchete - de sua administração. Os partidos deveriam, todos, lançar o candidato Pitta à sucessão de Maluf.
Pior que isso, esta homogeneização de candidaturas - através das pesquisas qualitativas - acaba com a única função do processo político, que é o processo de mudança. O caminho da mudança é o caminho político, através do conflito das idéias. Se não há conflito não há por que continuar fazendo política, tendo atuação política, discutindo política, etc., etc., etc.
O processo democrático - especialmente no período de eleições - é o momento de avaliar e criticar as políticas públicas até então adotadas. Se a "opinião pública" não permite que se faça a crítica então eu fico em casa. E foi o que fiz. Desde 1974, esta foi a primeira vez que não participei do comitê de algum candidato.
Um outro aspecto que gostaria de comentar é sobre as opiniões dos candidatos. É justo que os eleitores conheçam tudo a respeito de seu candidato. Se ele é a favor do aborto, se fumou maconha, se acredita ou não em deus, se bateu na sogra. Homens públicos não têm vida privada. Se não quer se expor fique em casa, ninguém é obrigado a se candidatar e estamos nas eleições para eleger nossos líderes e temos o direito de saber tudo a respeito destas pessoas. Se quisermos escolher gerentes de serviços públicos, nós os contratamos e o processo de escolha é outro.
Mas isso tudo é outra história e eu já me desviei. Mais uma vez, parabéns pela iniciativa. Do admirador,
Heitor P. Battaggia
Independência
Gostei muito de ver vocês no novo endereço e da transparência perante o leitor, reafirmando a independência do OBSERVATÓRIO expressa em contrato. O texto "Da imunidade ao privilégio", do professor Renato Horta Nunes (edição de 5 de outubro), é uma pequena amostra da liberdade que, sinceramente, espero seja mantida.
Alceu Nader
Rádio
Gostei muito do dossiê de Alberto Dines sobre rádio (OBSERVATÓRIO, 5 de outubro). Gostaria de ler no futuro algo sobre as rádios comunitárias, que talvez estejam surgindo como um contraponto às questões apontadas no artigo.
Cláudio Márcio, 2004, Rio Candidato
Londrina
Surpreso, deparei-me com o Observatório da Imprensa. Muito bom para nós! Agradeço pelo empenho de vocês! Vamos prestigiá-los, pois é importante termos uma opção como a do O.I. Aproveito para indagar sobre como encontrar o livro do Gabriel García Márquez. Grato! Sucesso.
Edgard Carbonell, de Londrina, Paraná.
Não foi lançada ainda uma tradução brasileira de Noticia de un Secuestro, mas a Livraria Cultura, de São Paulo, vende uma edição em espanhol publicada na Argentina.
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