ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 405 - 9/2/2010
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REQUIÃO vs. IMPRENSA
Um governador contra os jornalistas

Por Bia Moraes em 1/11/2006

Reproduzido do portal Comunique-se, 31/10/2006; título original "Governador eleito do Paraná ironiza jornalistas e não responde perguntas"

A imprensa está na pauta do governador reeleito do Paraná, Roberto Requião (PMDB). Ou melhor, na mira. Na primeira entrevista coletiva que concedeu após o resultado da eleição, Requião atacou diversos veículos da imprensa paranaense e nacional, ironizou jornalistas presentes e ausentes (citando-os pelo nome), acusou boa parte da imprensa de, deliberadamente, manipular notícias durante a campanha para prejudicá-lo, e culpou a mídia pelos pontos perdidos nas pesquisas de intenção de voto e pela pouca diferença com que se elegeu em relação ao adversário.

A eleição entrou para a história política do Paraná como a mais disputada entre candidatos a governador. No segundo turno, a diferença entre o peemedebista candidato à releeição e o adversário Osmar Dias, senador pelo PDT, foi de pouco mais de 10 mil votos, em um universo de cerca de 7 milhões de eleitores.

Entre abstenções, votos brancos e nulos, a diferença foi o equivalente a 0,2% dos votos válidos. Requião teve 50,1% dos votos e Osmar ficou com 49,9%. Mas as pesquisas de intenção de voto e de boca-de-urna davam vantagem de seis pontos percentuais para o governador.

Claque ensaiada

A coletiva, que aconteceu na tarde desta segunda-feira (30/10)) no Palácio Iguaçu, sede do governo do estado, foi marcada não apenas pelos ataques à imprensa. O governador reeleito praticamente não respondeu às perguntas dos mais de vinte jornalistas presentes e pouco falou sobre seu plano de governo. Para a coletiva, foram convocados dezenas de políticos, aliados e funcionários públicos, que funcionaram como claque: aplaudiam declarações de Requião e vaiavam jornalistas que tentavam fazer questionamentos mais contundentes.

Havia, também, um mestre-de-cerimônias comandando o evento. A coletiva abriu com um discurso de Requião. Depois, foram abertas as perguntas – uma de cada veículo teria sido o combinado. Tanto no discurso quanto nas respostas, Requião atacou nominalmente: o Grupo RPC (da TV Paranaense, jornal Gazeta do Povo e portal Gazeta do Povo Online); Folha de S. Paulo; Mari Tortato, da mesma Folha; Fernando Tupan, do Jornal do Estado; rádio CBN; os jornalistas Miriam Leitão e Pedro Bial; e até a TV Iguaçu – emissora local que pertence a um aliado político, Paulo Pimentel, que foi candidato ao Senado em dobradinha com Requião na eleição passada e depois diretor da estatal de energia Copel. Sobre a TV Iguaçu, o governador reeleito disse que "O Congresso (nacional) tem mais credibilidade que a TV Iguaçu".

Ao ser questionado pela segunda vez pela jornalista Mari Tortato, da Folha de S. Paulo, Requião se irritou e a interrompeu dizendo que ela já havia perguntado. Mari rebateu que a assessoria dele havia autorizado a segunda pergunta. O governador disse que então "desautorizava" a própria assessoria e deu a coletiva por encerrada.

Repercussão

A coletiva repercutiu rapidamente na imprensa, provocou reação do sindicato profissional (leia abaixo a nota na íntegra), e virou manchete de jornais nesta terça-feira (31/10). A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) distribuiu nota oficial onde também repudia a atitude do governador do Paraná. Na rádio CBN – que havia transmitido a entrevista na íntegra ao vivo – o jornalista Hudson José, especialista em marketing e política, e atual colunista da Gazeta do Povo, entrou logo em seguida para comentar. Ele disse ter ficado surpreso com o comportamento agressivo do governador em relação aos jornalistas presentes e veículos de imprensa em geral.

"Requião surpreendeu. Todo o discurso do respeito, que estava na campanha, se perdeu no vazio. (A entrevista) foi um ato de desrespeito a toda a população do Paraná, ali representada pelos veículos de imprensa que estavam no local", comentou o jornalista. Para ele, foi um "espetáculo feio para a democracia".

Hudson lembrou que o histórico de lutas do PMDB, de Requião e seus aliados, contra a ditadura militar, pela liberdade de imprensa e pela pluralidade de informação, se transformou no contrário. "Eleição não é partida de futebol, em que torcidas opostas continuam brigando depois do jogo. A democracia não repete esse modelo. Na democracia, o dia seguinte é de conciliação, com a oposição trabalhando dentro de uma lógica responsável. Os brasileiros precisam de estadistas, pessoas dispostas a unificar e não dividir", concluiu.

Intimidação

Já na manhã desta terça-feira, o âncora José Wille, da CBN Curitiba, voltou a repercutir o episódio. Wille disse que criou-se um novo tipo de evento no Paraná: a "showletiva", com o governador "rodeado de áulicos e assessores" para criar "intimidação nos jornalistas". Wille disse que a coletiva vai entrar para a história do Paraná.

No mesmo debate, o comentarista político da CBN Curitiba, Luiz Geraldo Mazza, disse que nunca viu nada igual em seus 55 anos de jornalismo. Wille acrescentou que também, em 22 anos de profissão, nunca tinha presenciado nada "nesse nível".

Mazza classificou a coletiva de "ato de truculência", e de "fascismo" as técnicas de Requião e sua equipe, de manter poder sobre pessoas e organizações pela intimidação. O veterano jornalista disse que a mídia paranaense, ao contrário do que sugere o governador, é até "complacente demais" com os governos.

Mazza lembrou que, em comentário anterior na rádio, já havia alertado para esse tipo de coletiva "espetacularizada" com claque – procedimento que já havia sido usado por Requião ainda durante a campanha e que foi "copiado" pelo prefeito de Curitiba, Beto Richa, do PSDB, quando foi declarar apoio ao adversário de Requião no segundo turno.

Outros veículos

O portal Bem Paraná, do Jornal do Estado, entrou com matéria sobre a coletiva do governador reeleito logo depois do encerramento da entrevista. O título da reportagem publicada na internet diz que "Coletiva com o governador reeleito Roberto Requião é marcada por ataques à imprensa". No texto, a informação inicial é de que o governador não respondeu a perguntas e aproveitou para atacar os veículos representados pelos repórteres.

O jornalista Roberto José da Silva, titular do Blog do Zé Beto, que também entra no portal do Jornal do Estado, também comentou o episódio no mesmo dia. O blog chamou atenção para a agressividade de Requião em relação à imprensa.

Já na rádio Bandnews, que transmitiu trechos da coletiva de Requião, a chamada para o programa local do fim da tarde destacou que na entrevista o governador "falou o que quis, do que quis e do jeito que quis". A apresentadora Joyce Hasselman lembrou que o governador reeleito foi bastante irônico durante toda a coletiva. De acordo com ela, a coletiva pode ser resumida por uma única palavra: "ironia".

No Jornal do Estado desta terça (31/10), a coletiva e os ataques de Requião à imprensa foram manchete. O mesmo aconteceu na Gazeta do Povo e na Gazeta do Povo Online, que publicou reportagem sobre a entrevista do governador no mesmo dia. Os dois veículos, e mais a TV Paranaense, divulgaram nota oficial da direção do Grupo RPC repudiando os ataques de Requião.

A Folha de Londrina mancheteou "Requião abre artilharia em coletiva", no impresso e também no site.

Manifestação

Mas não foi apenas a coletiva do governador que caracterizou o dia de ataques à imprensa. Enquanto Requião concedia entrevista, manifestantes do PMDB promoviam uma manifestação na praça em frente à sede do jornal Gazeta do Povo, no centro de Curitiba.

Um caminhão de som chegou ao local por volta das 15h. Logo depois, alguns manifestantes, e mais quatro veículos da campanha à reeleição do governador, chegaram. O ato durou menos de duas horas e reuniu por volta de 60 pessoas.

Ao som de uma canção de Chico Buarque – "Apesar de Você" – os manifestantes dançavam, agitando bandeiras do PMDB e cartazes com os dizeres "Requião 100%".

O ato, segundo alguns participantes, era para comemorar a vitória de Requião e protestar contra o jornal, que, de acordo com eles, foi "parcial" e teria trabalhado contra a reeleição do governador. Em alguns momentos, o caminhão de som transmitiu a entrevista do governador.

Sinal da cruz

Entre os participantes estavam o secretário de Educação Maurício Requião (irmão do governador) e o diretor do Instituto Ambiental do Paraná, Rasca Rodrigues. Maurício Requião não quis dar entrevista para o Grupo RPC. Ao saber de onde era a repórter que o abordou, fez o sinal da cruz. "Tenho que me benzer com vocês da Gazeta", afirmou. Em seguida, declarou: "Para vocês, eu não dou entrevista".

Samuel Gomes, advogado da Ferroeste e colaborador da campanha de Requião, disse que o ato serviu para manifestar a "indignação frente à forma parcial como Gazeta do Povo e RPC influenciaram a população nesta eleição". Gomes disse que o Grupo RPC colocou apenas "a visão negativa" sobre o governador Roberto Requião.

Para ele, não haveria problema se o jornal manifestasse "claramente sua opinião em editorial, informando ao leitor e eleitor sua posição favorável ao outro candidato. Isso seria lícito fazer". De acordo com o advogado, "o que não é correto é usar a velha, enfadonha e enjoada manipulação deslavada dos fatos".

Povo oprimido

Um dos líderes do movimento foi o ex-radialista e compositor Cláudio Ribeiro, ligado ao PMDB e, segundo ele mesmo, "diretor cultural" do comitê de reeleição do governador Requião. Foi Ribeiro quem escolheu a música para embalar o ato e contagiar os participantes. De acordo com ele, a música de Chico Buarque "representa os anseios de um povo oprimido contra o arbítrio e a repressão".

Questionado pela reportagem da Gazeta do Povo Online se o manifesto pagaria ao autor da canção e à gravadora os direitos autorais pela execução da música em praça pública, Ribeiro desconversou. "Eu sou compositor também, o Chico é meu amigo", disse. "Toda música que representa os anseios populares é liberada pelo compositor", completou, sem esclarecer se havia realmente pedido autorização para usar a canção de Chico. Em seguida, Ribeiro questionou se a reportagem da Gazeta Online "trabalhava para o Ecad" (órgão de fiscalização e arrecadação de direitos autorais de artistas).

Confrontado com um papel em que estava xerocada a letra da canção de Chico Buarque, sem menção ao nome da música ou do autor – que havia sido entregue por um manifestante à reportagem logo no início do ato – Cláudio Ribeiro disse que "não era pra distribuir isso aqui".

O papel havia sido distribuído para vários manifestantes e transeuntes pelo mesmo rapaz que depois, subiu no caminhão de som e ficou agitando bandeira do PMDB. Ribeiro tentou arrancar o papel da mão da repórter, mas como não conseguiu, foi ao microfone se defender e atacar mais uma vez a Gazeta do Povo.

Meia hora depois, mais uma vez se defendendo, Cláudio Ribeiro pegou o microfone para anunciar que havia "acabado de receber um telefonema da irmã do Chico Buarque, minha amiga, garantindo que podemos usar a música sem problemas".

 

Jornalistas repudiam atitude de Requião

Nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná vem a público repudiar de forma veemente a atitude desrespeitosa, truculenta e deselegante do governador Roberto Requião. Nesta segunda-feira, dia 30 de outubro, durante a sua primeira entrevista como governador reeleito, Requião ironicamente acusou e ofendeu profissionais da imprensa, como se estes fossem os proprietários dos veículos que representam.

Enfaticamente, colocou os jornalistas, que cobrem as atividades governamentais, em situação altamente constrangedora. Confundiu a atuação dos repórteres, como se fossem eles os responsáveis pelos desentendimentos do governo com os proprietários das empresas de comunicação. O governador, como jornalista, o que sempre afirma ser, esquece-se que o papel da imprensa é reportar à sociedade os fatos, tais quais se apresentam. Esquece-se também que todo cidadão que se sentir lesado, dispõe de meios legais para sua defesa. Entretanto, quando um homem público desrespeita uma classe, expondo os profissionais de forma vexatória num ato público, como ocorreu nesta segunda-feira no Palácio Iguaçu, coloca-se acima das instituições democráticas.

Esse tipo de atitude também extrapola o respeito ao ser humano. Até porque o governador, no exercício de sua função, levou para a sala de entrevista uma platéia de apoiadores, que a cada pergunta intimidava os jornalistas com vaias, aplausos e manifestações inoportunas.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, além de repudiar as atitudes desairosas, sente-se no dever de recomendar aos profissionais, em virtude do ocorrido, que doravante tratem o governador, como servidor público que é – eleito e pago pelo povo -, exigindo dele a responsabilidade condizente com o cargo que exerce e, no mínimo, uma postura de respeito aos trabalhadores.

Comentários (63)
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marilze  lindner , curitiba-PR - advogada
Enviado em 2/6/2008 às 14:14:49
O governador roberto Requião, também é jornalista. Jamais iria ofender a categoria da qual também faz parte. O que existe é alguém querendo denigrir a imagem do governador, mas não está conseguindo porque o governador é inatingível. È justo, correto e integro.
edna cássia cerqueira , curitiba-PR - bioquímica
Enviado em 13/3/2007 às 15:26:01
Contra a imprensa marrom, e a exemplo de Requião, o Lula também dá o merecido: Jornalista está dispensado de bacharelado! Gostei, se é para atuar profissionalmente sem responsabilidade, qualquer um pode sê-lo.
Sonia  Pereira Gomes , Santo André-SP - funcionária pública
Enviado em 4/11/2006 às 23:19:33
A atitude da imprensa tem sido deplorável e não é de hoje! Mas o resultado das eleições mostrou que a mídia não é mais formadora de opinião... hoje todos já sabem que ela age de acordo com interesses econômicos. O problema não está no fato da mídia ser parcial, mas sim no fato de não assumir isso publicamente. Passa uma idéia falsa de isenção. Mas o resultado das urnas mostrou que essa mídia parcial não assumida aos poucos vem sendo derrotada... a ponto de ser ouvida somente por uma parcela da população que, felizmente, não é a maioria! Muita corajosa a atitude de Requião!
João Carlos Rocha , Brasília-DF - Servidor
Enviado em 4/11/2006 às 13:31:05
Minha Cara "Jornalista" Não é só o Gov. Requião, esta "livre e democrática" mídia protagonizou o mais deprimente papel que uma instituição do seu porte já se prestou nesse país. Uma vergonha, um acinte...Jornalista sim, lambe botas não...
Thea Tavares , Curitiba-PR - jornalista
Enviado em 3/11/2006 às 12:06:06
Ok. Aguardemos, então, o próximo episódio, que talvez não tenha a mesma repercussão que teve esse, por não estar sendo filmado, registrado, documentado ou gravado. Mas, certamente, não tardará a acontecer, seja durante uma audiência com agricultores, professores, servidores públicos ou quaisquer outras categorias profissionais. Eu já presenciei mais de um e sei que é inerente à pessoa do governador. Quem dera os próximos também sirvam a discussões úteis quanto ao papel dessas categorias, de suas funções sociais etc. Concordo com toda a crítica sobre informações tendenciosas, manipulações etc, e acho mesmo que a população precisa ser ouvida, mas isso passa por algo mais construtivo e não tão imediato, que é a educação. Só não abro mão de combater o assédio moral e o abuso de poder, manifestados em humilhação e constrangimentos. E esses estão na ordem do dia, infelizmente.
rodrigo aguiar , porto alegre-RS - historiador
Enviado em 2/11/2006 às 23:07:30
uma notícia repleta de sentimento corporativo. o corporativismo da imprensa, um problema que a gente não sabe como vencer...
Luiz Geremias , curitiba-PR - jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 17:36:27
Caro Edson Pereira, não posso elogiar a sua articulação de raciocínio, como elogiei a da Thea. Seu texto é uma coleção de lugares comuns e de frases feitas. Me perdoe, mas provavelmente está repetindo o que ouve, sem pensar. Há alguém entre a frase ouvida e a frase escrita e esse alguém é você. Nunca esqueça disso. Vamos lá: 1. A promessa não cumprida a que o Osmar Dias e você provavelmente se referem é a de não conseguir acabar com o pedágio. Ao que consta a todos no Paraná, ele tentou, e muito, mas os tais “contratos” foram feitos de forma que juridicamente – e nem sempre a letra da lei é justa – se mostraram bem blindados. Você nunca ouviu falar nisso? 2. Todo mundo que assistiu os programas eleitorais viu que a coligação do Requião teve vários direitos de resposta acatados. Assista mais tv, pelo menos os noticiários. As novelas, pode dispensar, se quiser. 3. Quais foram os fatos “verídicos”? Como estamos percebendo, suas informações não são muito confiáveis, por isso é melhor saber exatamente do que está falando. 4. O prejuízo não é do Requião, criança! É do público que compra jornais, escuta rádio e vê televisão. Por isso, estamos debatendo aqui! Me perdoe novamente, mas essa afirmação bem denota a estrutura de um pensamento voltado para o próprio umbigo e isso é um CRIME quando se trata de bom jornalismo. Requião realmente não respeita alguns jornalistas. Ok. Mas, cabe a questão, a recíproca não é exatamente verdadeira? Estude mais, leia mais, tente melhorar na profissão.
Luiz Geremias , curitiba-PR - jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 17:03:37
Depois de ler a nota oficial cínica do sindicato das empresas proprietárias de jornais e revistas do PR, me fica a certeza: o ódio que os jornalistas sentem, hoje, de Requião, está alimentado em boa parte pelo ódio salutar que certamente sentem de seus patrões. Não podendo chamar os donos dos jornais de truculentos, ditadores etc, precisam encontrar alguém para segurar isso. É compreensível. Certamente, a maioria dos jornalistas trabalharia com muito melhor qualidade não estivesse sob o comando de gente tão sórdida e cínica.
Luiz Geremias , Curitiba-PR - jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 16:51:12
Cara Thea, Antes de mais nada, parabéns pela articulação de seu raciocínio. Porém, gostaria de argumentar sobre alguns pontos de seu texto. De tanto apanhar, a gente cansa, não é? Pois então, é compreensível o sentimento de revolta contra a mídia. Se os jornalistas presentes à coletiva se sentiram ofendidos, muito mais ofendido se sente o público com a lamentável cobertura dada pela imprensa, não apenas ao governo do Requião e à eleição no Paraná e no Brasil, como a quase todos os temas de que trata. Chamar o comportamento de Requião de “truculento” se insere na tradição discriminatória do pensamento ocidental: todo aquele que não vai conforme as “boas maneiras” que convêm a um determinado grupo é taxado de “bárbaro” – o termo vem dos gregos, que consideravam “bárbaros” aqueles que não falavam grego (bárbaro = o que balbucia). O problema aqui é que o grupo de referência da cidadania e da civilidade não consegue enxergar a sua própria barbaridade. Isso cabe bem à mídia, notadamente à paranaense. Incentivo à violência? Ora, quem faz isso? A mídia não faz? Pois lhe asseguro que a mídia é a principal incentivadora, mais do que a própria polícia. Tenho um trabalho escrito sobre isso no site BOCC, chama-se “O charme do crime midiatizado: desconstruindo uma ‘guerra a Beira-Mar’”. Você é jornalista, deve saber disso. A posição de “líder de torcida organizada” do Requião pode estimular isso, mas, na prática, estimulou este debate. Nada de alarmismos, Thea. Nada de sensacionalismo, Thea. O Requião, aliás, o partido dele, tentou fazer uma campanha semelhante a do RS e pôs out-doors com a mesma frase que você cita. Não deu em nada. Talvez o Paraná seja diferente do Rio Grande do Sul. Mas, as vendas da Gazeta do Povo, principal jornal de Curitiba e maior opositor de Requião – apesar de se declarar cinicamente “isento” – certamente não andam bem. Não é o caso de aplaudir ninguém, Thea. Acho que talvez seja você que esteja por demais emocionada com tudo isso, querendo, quem sabe, vingança. Provavelmente, deve ser por conta da dura realidade da vida de jornalista. Você sabe bem que, além de ter que trabalhar no maior sufoco, ainda se tem que servir de papagaio para as idéias sórdidas do patrão. Tudo de bom para você. Leia mais, critique mais, proteste mais e participe mais. Isso é bom para todos.
José Cristian da Silva Pimenta , Goiânia-GO - Bancário
Enviado em 2/11/2006 às 16:49:19
Requião fez o que Lula deveria ter feito há muito tempo: cobrar imparcialidade da imprensa. A cobertura dessas eleições foi um péssimo exemplo de jornalismo por parte da mídia grande, que tomou partido de uma forma insana. Colocou na balança só os chamados governos de esquerda. A direita ficou de camarote enquanto se repercutia os famosos "escândalos castelo-de-areia", coisa comum nos quase quatro anos de Governo Lula. Todo dia, a mídia grande vem com uma história infundada e tenta fazer o povo engolir a maldita. Depois, comprovam-se que as matérias não se sustentam e não se dá o espaço de direito ao "erramos", porque os veículos da mídia grande não erram, eles apuram e expõem os pontos de vista de entreguistas do PSDB e PFL.
Paula Partz , curitiba-PR - jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 16:40:56
Thea, em nenhum momento Requião incentivou a violência e também não estimulou a agressividade. Ele apenas respondeu aos jornalistas que estavam presentes sem passar a mão na imprensa. Houve muitas perguntas respondidas sim. Quanto aos jornalista que ele não "respeitou" eles não se fizeram merecer tal respeito, não sei se vc está falando do Fernando Tupan ou do Francisco Cunha Pereira, tanto um quanto outro receberam respostas merecidas. Quanto ao incentivo a violência, fico escandalizada quando alguém usa esses termos para justificar a não ação de alguém. Realmente, a forma dos jornalões serem violentos é mais sutil, mas eles agridem muito mais com suas manipulações do que a maneira com que Requião falou. Caso ele não tivesse falado, duvido que esse debate tivesse vindo a tona. Que bom que ele colocou o tema em pauta, qual a confiabilidade que esses meios de comunicação estão passando atualmente? Ou melhor, sempre passaram? Pelo jeito o que desagrada é que ele não foi sutil, como a imprensa é!
Thea Tavares , Curitiba-PR - jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 11:01:22
Paula e demais, o que acredito estar havendo aqui é uma confusão entre um sentimento de vingança contra a manipulação da imprensa (razoável, que deve ser canalizado mesmo para coisas construtivas, que façam a sociedade participar mais e intervir mais nas mudanças de comportamento em comunicação social) e a aprovação de uma conduta truculenta, raivosa e que não contribui com a cidadania, apenas estimula a agressividade. Eu posso concordar com as razões de muitas pessoas que, por diversos motivos estão do lado do governador, até já escrevi neste espaço várias críticas. Mas nunca vou aplaudir a agressividade e a truculência, o incentivo à violência. Isso vai resolver os problemas de manipulação das notícias? Os donos das empresas de comunicação vão deixar de ser os políticos ou ligados intimamente a esses? Haverá mais controle social das políticas públicas em comunicação se todo mundo passar a agredir profissionais no exercício de suas funções? Estamos cheios de casos de violência contra jornalistas no mundo todo, o que a posição de "líder de torcida organizada" do governador só reforça e estimula. Eu concordo com muitas políticas que ele adotou no Paraná, mas não posso concordar nunca com a forma arbitrária e raivosa dos seus desatinos. Há quatro anos, quando o candidato de Olívio Dutra perdeu o governo do RS para o Germano Rigotto, os militantes petistas e boa parte dos formadores de opinião, representantes de movimentos sociais entenderam que o papel do Grupo RBS, do jornal Zero Hora, foi de manipular opiniões e contribuir para a derrota do PT gaúcho. O que fizeram? Puxaram uma grande campanha “RBS mente!” (teve até protestos) e isso provocou a queda em cerca de 40% (se não me engano) no número de assinaturas da ZH. Quando a revolta chegou no bolso da empresa, ela correu atrás do prejuízo e de tentar resgatar seus assinantes. Esse é um caminho diferente do adotado por Requião. Não é o melhor, porque gera desemprego (sobra pro lado mais fraco) e porque em uma sociedade crítica, a gente precisa conhecer o conteúdo do que vai combater e questionar. Mas foi um sinal de alerta bem dado. Pergunto aos leitores gaúchos se o “semancol” chegou a atingir mesmo a linha editorial do jornal e se isso foi sentido nas eleições deste ano ou não. A Veja também deve estar colhendo os frutos das suas manobras. O que acho salutar nesses episódios todos é que a indignação das pessoas tenha por objetivo participar mais, reclamar mais, ler mais e criticar mais. Nunca bater mais, destruir mais, agredir mais! Pra quem não sabe, o jornalista que foi humilhado na coletiva, de um modo geral, é um trabalhador que não tem fim-de-semana nem feriado, tem a saúde detonada, a família muitas vezes detonada também, vive estressado, sob pressão, ganha mal e sofre assédio moral. Uma redação não é o mar de rosas que as pessoas tendem a pensar que seja, pela vaidade que envolve e pela suposta visibilidade que os profissionais da imprensa tenham. Queremos viver num país mais igualitário, mais correto, mais educado? Então, vamos ler mais, criticar mais, protestar mais e participar mais. Violência demais já é uma realidade e se a gente quer fugir disso, não dá pra aplaudir o governador do Paraná. Votar nele, por uma série de motivos e nas políticas que ele defende e apóia, tudo bem. Está de acordo com nossa civilidade. Mas aplaudir a agressão é o mesmo que agredir de novo! E se tivermos essa oportunidade? Essa é a reflexão que convido vocês a fazerem.
Dimas Roque , Paulo Afonso-BA - Promotor de Eventos
Enviado em 2/11/2006 às 08:16:49
Cada dia que passa estou mais convencido de que o papel da mídia nestas eleições foi parcial por demais. Noticias chegam de todos os lugares do País. Rádios que só divulgaram o que o seu dono queria, jornal que só publicou o que um lado desejava e TV que só mostrou o que a direção achou conveniente para influenciar eleitoralmente as eleições. Não me causa surpresa à rapidez dos órgãos da mídia em defender a opinião dos seus. Ouvi a entrevista do governador, reeleito, Roberto Requião, achei uma obra prima a ser guardada para a posteridade e para ser mostrada a todos de como uma pessoa, que se sente ofendida, pode usar o local certo e a hora adequada para falar o que pensa. Não entendo a chiadeira de parte da mídia com o ato praticado por ele. Não lembro de ter lido, ouvido, assistido ou algo parecido, que a mídia tenha feito para defender o direito do senhor Requião. É hora de debater o quanto o sistema de comunicação Brasileiro influencia a sociedade. É hora de ter um órgão regulador civil.
osvaldo marques , Londrina-PR - comerciante
Enviado em 2/11/2006 às 02:51:19
Essa entrevista foi o resultado de uma das campanhas mais sujas que o Paraná já teve. Inclusive com a grande imprensa fazendo parte dela. Não há um cidadão de respeito que diga que a imprensa paranaense foi isenta em sua cobertura, especialmente nosso maior jornal Gazeta do Povo e a Rede Paranaense de Comunicação, filiada à Globo, ambos do mesmo grupo. As pessoas perguntaram o que Requião disse na entrevista. Houve apenas um ataque pessoal à um jornalista do Jornal do Estado (que durante a campanha serviu de panfleto da oposição) ao qual o governador citou o ditado "Puxar o saco do chefe é o corrimão da glória. Será?". No mais criticou os veículos CBN ("Parabéns pelo boca de urna feito para a oposição, perderam a eleição"), Folha de São Paulo, que reproduziu uma nota afirmando o governador ter um apartamento em Paris. Gazeta do Povo " diário oficial da oposiçao". E quando um jornalista perguntou se o congresso atual tinha credibilidade respondeu "tem mais que a TV Iguaçu, foi eleito pelo povo". Resumindo, o governador fez críticas aos veículos, nenhuma tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa. Há, sim, uma histeria por parte dos jornalistas, não acostumados a ouvirem críticas. O resto reflete sua tentativa de fazer política partidária no Paraná. Requião estava extremamente irritado com a imprensa e mostrou claramente isso, houve destempero e sarcasmo. Apesar disso tem razão quanto ao comportamento hipócrita da imprensa do Paraná durante as eleições. Quem se interessar deve ouvir a entrevista completa na cbncuritiba.com.br
Edson Pereira , curitiba-PR - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 01:48:09
O comportamento do governador reeleito Roberto Requião durante a entrevista coletiva de segunda-feira não é nenhuma novidade. Ele sempre foi agressivo com os jornalistas do Paraná, à exceção, é claro, do período eleitoral, quando precisava da mídia para aparecer. No histórico do relacionamento governador e imprensa é possível encontrar uma lista imensa de atos desrespeitosos do governador com os jornalistas. Quanto a parcialidade - na visão do governador - da imprensa paranaense durante as eleições é preciso observar que: 1) Requião não cumpriu boa parte das promessas que fez na campanha passada, por isso, é natural que seja cobrado; 2) Existe o chamado Direito de Resposta. Se o jornal/Rádio/TV não o concede por dever, a Justiça Eleitoral estava à disposição da coligação do governador para lhe auxiliar. Ao que consta, ele não ganhou nenhum direito de resposta. 3) A grande maioria dos fatos - se não todos - apresentados contra o governador eram verídicos. Só ele e seus assessores é que acham a administração uma maravilha. 4) Requião ganhou as eleições, portanto, não houve prejuízo. Requião está colhendo o que plantou, pois jamais respeitou os jornalistas.
Roberto C. C , Curitiba-PR - Administrador
Enviado em 2/11/2006 às 01:21:12
Os jornalões e revistonas reinvidicam liberdade irrestrita à seus escribas e oradores tal qual adolescentes, que buscam para si, todos os direitos e nenhum dever! Ora, liberdade sem RESPONSABILIDADE é simplesmente LIBERTINAGEM! Não querem discutir a incômoda questão da ÉTICA profissional ou da absolutamente necessária RESPONSABILIDADE TÉCNICA por seus atos ou omissões (principalmente esta última). Responsabilidade social? Imagine se isto é matéria de profunda reflexão! A regra é única: servir a quem os paga, sem preocupações éticas ou responsabilidades. Maravilha isto não? Fico imaginando o que ocorreria se outras categorias profissionais(engenheiros, médicos, advogados, cientistas, etc) resolvessem também aderir à esta juvenil postura. PS: Também não autorizeu à tal ABERT falar em meu nome. Aliás, não acho que o Governador Requião foi "contra os jornalistas" como quer a matéria demonstrar. Ele foi sim, contra a IRRESPONSABILIDADE dos jornalistas!
Carlos Andre , Curitiba-PR - empresário
Enviado em 1/11/2006 às 23:50:51
Um passarinho me contou que a jornalista da folha ,Mari Tortato,não anda muito contente com a chefia em São Paulo!!Um biscoito para quem adivinhar o motivo!!
Eugenio Marcelo , Londrina-PR - comerciário
Enviado em 1/11/2006 às 23:45:27
O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO pressupõe liberdade de expressão e imprensa livre. Roberto Requião exerceu o seu direito. A imprensa inatacável, inquestionável não existe na democracia.
zanuja castelo branco , recife-PE - aposentada
Enviado em 1/11/2006 às 23:42:26
Essa tal de mídia, que se diz representante do povo, foi candidata a quê mesmo? Não me recordo do nome dela nas urnas eletrônicas nem o seu nº. Aqui mesmo em Recife não teve nenhuma candidata c esse nome, e com certeza no resto do Brasil tb não teve. Portanto, se ela não foi eleita democraticamente pelo voto, ela NÃO REPRESENTA NINGUÉM. Quero acrescentar q tb não passei procuração para nenhum jornal, nem revista e nem TV. Eu mesma me represento.
Andréa Martins , Recife-PE - Médica
Enviado em 1/11/2006 às 23:38:16
Acho muito engraçada essa postura onipotente dos jornalistas, como se estivessem acima do bem e do mal e tivessem carta branca para desrespeitar, lançar calúnias, escrever matérias com denúncias sem provas, e tantos outros abusos em nome da "liberdade de expressão". Como em qualquer outro setor da nossa vida pessoal e da sociedade, liberdade só pode ser vivida com responsabilidade, senão vira anarquia. Os jornalistas precisam entender que NÃO TEM carta branca nem licença da sociedade para serem inconsequentes, irresponsáveis e levianos. O que o governador Requião fez, a seu modo, foi protestar contra esse massacre que a imprensa perpetra a quem bem entende - ou interessa. Acho muito válido, não só este protesto em particular como todo o questionamento que surge neste momento no País sobre os limites e a (ir) responsabilidade dos veículos de comunicação. A imprensa não pode ser amordaçada e tem que ser respeitada. Mas para isso precisa se dar ao respeito, não confundir liberdade com libertinagem, nem achar que estão acima do bem e do mal.
ide pereira pereira , Curitiba-PR - do lar
Enviado em 1/11/2006 às 23:25:07
Faz muito bem nosso governador!!!!!! A mídia deixou de ser esclarecedora, divulgadora das verdades ,prá se transformar em massa bruta que mais parece boiada tocada pelo berrante do patrão. Isso mesmo Requião!!!!!!!!!!!!!
Maria Isabel lopes da Costa , Petrópolis-RJ - Oceanógrafa
Enviado em 1/11/2006 às 23:03:34
O que isenta qualquer profissional deste tipo de ataque é o seu trabalho. Dou como exemplo o caso do cientista social e articulista político, Emir Sader, que ao responder a frase do Senador Bornhausen na qual se disse feliz com a situação política do pais que possibilitatia se ver livre da raça petista por 30 anos, foi qualificado de racista. Por este adjetivo foi julgado e sentenciado a perda de seu cargo de Professor na UERJ e a detenção de 1 ano em regime aberto! O proceso está tranmitando. Aí eu me pergunto e as injurias, as ofensas, incitações ao ódio e ao racismo, manipulação de informação, geração de informações falsas, geradas pela imprensa e direcionadas a população? Quem nos defende disto? Há alguma lei, conselho de ética que possanos recorrer quando vemos tal abuso de poder na difusão de informação? Dêem uma olhada nas manifestações de apoio ao Professor, Cientista e Articulista político Emir Sader. http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12728 http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-ssa/2006-February/0216-t7.html
Maria Isabel lopes da Costa , Petrópolis-RJ - Oceanografa
Enviado em 1/11/2006 às 22:48:30
Ouvi a entrevista. Não ouvi manifestação contrária dos jornalistas presentes de forma a fazer emudecer o governador. Não sou da região então não posso avaliar se o telhado deste é de vidro. O lado oposto, como corporação, já não posso dizer o mesmo já que suas práticas estão sendo questionadas a nível nacional. aqui mesmo neste site encontramos matéria que divulga " a violência" sofrida pelos jornalistas da revistaVeja e o posicionamento da Rede Globo em se tornar a voz e a imagem das palavras redigidas pelos seus jornalistas. A forma de Reqião pode ser quetionável mas o objeto da questão em si, não.
leonardo saboya , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 1/11/2006 às 21:15:48
Parabéns ao Governador Roberto Requião. Tem que ser corajoso para enfrentar este monopólio.
Juan Cordovez , Aracaju-SE - Professor Universitário
Enviado em 1/11/2006 às 20:33:59
Maurício tirou as palavras da minha boca. Não bastasse a atuação parcializada, hipócrita e obediente aos interesses dos seus chefes, patrões e donos, muitos jornalistas se atribuem uma representatividade que ninguém lhes deu. Quem representa o povo no caso em questão é Requião que, mesmo com pouca vantagem, venceu a eleição com os votos do povo paranaense e contra os interesses da mídia. Que eu saiba um jornalista em serviço representa, no máximo, a firma ou instituição em que trabalha, só isso.
Sidarta Cavalcante , Fortaleza-CE - Administrador
Enviado em 1/11/2006 às 20:16:10
Eu até entendo que os donos de mídia não aceitem a insatisfação cada vez maior das pessoas com relação ao trabalho da imprensa. Mas os próprios jornalistas? A coragem pode custar-lhes o emprego, mas a má reputação pode custar-lhes a profissão.
Maurício Meireles , Aracaju-SE - Arquiteto e Urbanista
Enviado em 1/11/2006 às 19:27:04
Com que direito o jornalista Hudson José coloca como representantes do povo os Jornalistas que estavam na coletiva. É muita arrogância da parte desse cidadão dar à sua classe profissional um título tão nobre, que o povo nunca deu a ela. Desde quando o povo fala através da imprensa. Nunca falou e não vai ser nos dias de hj que isso vai acontecer.
Lúcia Copetti Dalmaso , Santa Maria-RS - advogada
Enviado em 1/11/2006 às 18:39:20
A imprensa/empresa tem de se acostumar que não existe mais leitores e eleitores passivos, sem opinião própria. Existe muito mais inteligência e produção de comunicação para além dos espaços oficiais e especiais de veiculação da s informações (jornalões, televisão, etc). É com isso que os jornalistas tem de entender e respeitar. Em algum momento as noticias veiculadas pela imprensa terão resposta, não é uma via de mão única, onde é publicada qualquer notíca (por mais absurda que pareça) e isso será aceito passivamente, sem resposta, sem resistência, sem contraditório ou contra argumentação. A inteligência coletiva está cada vez mais disseminada e não vai aceitar arbitrariedades, unilateralidade. Abuso de poder e assédio moral é o que a imprensa corporativa fez nessas eleições, teimando em não respeitar as escolhas e opções da população. Claro, os jornalistas estão se sentindo ofendidos, dizendo que a proprietária do veículo é que deveria receber críticas. Me desculpem!! Nós não temos a quem reclamar senão aos que estão no fronte, trabalhadores que oferecem sua inteligência (?) seu corpo, sua capacidade cognitiva a realizar um jornalismo que desrespeita o leitor , que constrói apenas um simulacro da realidade. Vocês podem não ser os maiores culpados por tudo isso. Mas certamente tem sua parcela de responsabilidade e terão de ouvir o que as pessoas acham do seu trabalho, de sua atividade. É só isso! Respeitem a manifestação democrática de opiniões diversas das suas e suportem a resposta e a crítida pertinente à tentativa de ingerência abusiva das empresas/imprensa corporativa nas escolhas e opções da população!!
Ivan Bispo , cristalina-GO - ambientalista
Enviado em 1/11/2006 às 18:31:08
O direito de expressão só cabe a jornalista ou a qualquer outro cidadão? Então o Governador usou de seu direito. Devemos lembrar que o direito de expressão está na mídia, nos teatros, nas praças, nas universidades, etc e devemos compreender que o povo também tem essa liberdade.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 1/11/2006 às 18:15:43
É, parece que os políticos também perderam o medo da imprensa. Uma coisa ficou evidente neste episódio, a meu ver: ou a liberdade é prerrogativa da imprensa, ou deve ser por ela pautada. Por que o governador não pode expressar os seus sentimentos? Estando ele respaldado pelo voto do povo (da maioria do seu Estado, pelo menos) falou. Ao povo caberá julgá-lo. Quem sabe irá apoiá-lo? Essa pretensão que tem a mídia de ser a dona da verdade, já era. Quem está sob suspeita é a mídia. É a mídia que deverá modificar o seu comportamento. Foi parcial. Foi macaca de auditório. Foi torcedora descarada de alguns e não quer assumir o ônus disso. Que o povo do Paraná julgue a atitude do governador Requião. Não será a mídia quem irá fazê-lo. É o que espero.
Paula Partz , Curitiba-PR - Jornalista
Enviado em 1/11/2006 às 18:14:18
Thea Tavares, sou paranaense e me sinto orgulhosa de ter um governador como Roberto Requião. Os jornalistas que se submentem a ser papagaios de seus patrões deveriam tomar vergonha e fazer algo que preste, repensar no seu trabalho, que julgam moralmente correto. Então a imprensa pode falar o que quer, mas os que não concordam com ela devem ficar quietos? O Requião falou o que quis, assim como os jornalistas escreveram o que quiseram, e continuam escrevendo. Só não percebe que a RPC e os outros jornais de grande (não tão grande assim) estão ferindo a democracia e mentindo descaradamente quem não quer. E os jornalistas que trabalham nesses órgão estão sendo coniventes em aceitar esse tipo de tratamento. Como jornalista não represento a voz de ninguém aqui, a não ser a minha. Como paranaense me sinto orgulhosa de poder ter como governador alguém que tem coragem de denunciar a grande imprensa, muito mais marrom do que as que se julgam marrom. Quando quiser falar em nome de trabalhadores do paraná, fale por você, porque pelo que sei você não representa nada, a não ser a você mesma. Os outros jornalistas que me desculpem, mas também não são porta vozes de nada, a não ser de seus patrões!
Cesar Augusto Dutra da Rosa , Ji-Paraná-RO - Eng. Agrônomo
Enviado em 1/11/2006 às 17:52:42
è difícil de engolir a quantidade de bandeiras levantadas pela mídia, de que é representação do povo, de que os atos do governador são facistas, de que agiu imparcialmente na eleição, então porque só um lado é prejudicado? todos sabem que a mídia pautou vários candidatos, escolhidos por sues donos, a empresa que a mídia é não consegue ser imparcial, no caso da Globo, e jornaleco cujo o dono e um político local, imaginem só o jornal dos adversários estarem rasgando elogios a gestão pública do concorrente, é faz de conta. Requião foi um dos poucos governadores que se colocaram contra a entrada criminosa dos transgênicos, que começaram na forma de tráfico no RGS e depois com o apoio da grande mídia calculista, pois havia uma grande multinacional por trás destes atos (MONSANTO), logo apoio o crime, e atacou o governador do Paraná, muita imparcialidade.
Luiz Ferreira , Bento Gonçalves-RS - técnico
Enviado em 1/11/2006 às 17:17:29
O jornalista tem "total liberdade" para fazer sua matéria. Tem que ser responsabilizado nominalmente pelo que escreve ou diz. Quando repassa qualquer "informação", faz de caso pensado. Tem que sofrer a contrapartida. . Nota 8 para o Requião porque poderia ter denunciado ou representado contra alguns jornalista e empresas de mídia.
Fábio Pupo , Curitiba-PR - Estud. Jornalismo
Enviado em 1/11/2006 às 17:13:39
REQUIÃO não é nenhum santo. Assume a hipocrisia de pedir orações na campanha, pra depois xingar quem bem entender. Quanto à Gazeta, ela parece estar ainda aprendendo a fazer jornalismo. Acabou de sair da guarda do doutro Francisco . Lá, liberdade de imprensa - se é que ela existe mesmo - é coisa recente.
Thea Tavares , Curitiba-PR - jornalista
Enviado em 1/11/2006 às 17:11:29
Eros, vc se engana em pensar que ele fez isso apenas com a "mídia tendenciosa". Primeiro porque se ele quisésse realmente atingir esse setor, poderia ter tido a coragem de convidar para a reunião do "pito" os empresários da comunicação. Ou é mais fácil "bater" em trabalhador, usando como chamariz a primeira entrevista depois de reeleito, sabendo que todos cobririam? E, segundo, porque já presenciei audiências em que ele agrediu verbalmente sindicalistas, representantes de trabalhadores, do tal povo sem poder que você fala. O fato de ter uma platéia de apoiadores dele na coletiva já indicava a falta de seriedade da coisa... a armação e não foi à toa que se transformou em situação vexatória, capaz de envergonhar qualquer cidadão paranaense. Eu também questiono os conteúdos das informações que se veiculam por aí e o que está por trás de muitas notícias, isso é próprio do senso crítico e é saudável. Erros e manipulações acontecem aos montes, não podemos nos iludir. Mas há outras instâncias a se recorrer por quem se sente lesado. A passividade do povo diante das notícias é também fruto da falta de informação, de um sistema educacional que não gera cidadãos que saibam seu valor ou que promova o senso crítico. Sei de tudo isso, mas me nego a compactuar com uma conduta violenta, desrespeitosa e um abuso de poder desse tamanho. Hoje, é contra a imprensa (mas quem sofreu foram os trabalhadores) e isso soa agradável. Amanhã (ele tem mais quatro anos de arbitrariedade pela frente, legitimado por um pouquíssimo mais que a metade dos eleitores do estado), pode ser com a dona-de-casa, os professores, as mães, os garis, os sem-terra (ops, já foi uma vez!) e qualquer ser vivo... Porque pelo perfil do governador, essa prática não é um atentado só corporativo, é uma razão de ser!
Zilda de Araujo Rodrigues Araujo , Goiânia-GO - Professora
Enviado em 1/11/2006 às 17:03:57
Podemos discordar da maneira como Requião tratou os jornalistas mas não do que ele disse. Quem no Brasil está satisfeito com a mídia, fora , é claro, os jornalistas que têm medo de perder emprego ou que já incorporaram a "voz do dono"? Basta verificar as enquetes do pp OI. A mídia está na berlinda e devemos de discutí-la e batalhar pela sua democratização. Um órgão de fiscalização da imprensa seria o guardião dos interesses da maioria da população, como o é em países desenvolvidos: França, EUA, Canadá, Espanha etc., etc.,...
Eros Fabiano , Curitiba-PR - Gráfico
Enviado em 1/11/2006 às 16:42:25
Só quem mora aqui sabe que a Gazeta e a CBN com o Mazza estão mais para Veja do que para veículo de comunicação. A elite paranaense, como toda a brasileira, manda e desmanda nos meios de comunicação, caluniam, defendem interesses estrajeiros na cara dura e quando alguém se irrita com a palhaçada que eles praticam, dá nisso: Colocam uma etiqueta de ditador que tá tudo resolvido - e a mídia pode então continuar seu joguinho desinformativo. Se um governador passa apuros nas mãos deles - imaginem o que acontece quando esta malta ataca alguém sem tanto poder.
Thea Tavares , Curitiba-PR - jornalista
Enviado em 1/11/2006 às 16:34:42
1º - Ele destratou e constrangeu trabalhadores (sim, porque repórteres são trabalhadores e não a própria empresa para a qual vendem sua mão-de-obra). Não há dúvidas quanto a isso! Armou um circo e coordenou o espetáculo. E alimentar essa confusão entre trabalhadores da imprensa e veículos/proprietários é uma forma de aplaudir a violência. Enquanto, nas palavras, Requião vocifera contra a mídia em geral, ele janta com os patrões (é amigo de alguns deles), quem foi humilhado e submetido ao constrangimento foram os profissionais. 2º - Esse ocorrido é importante para repensarmos a cultura brasileira de idolatria do poder. Tudo bem que o homem é o governador (se bem que quem esquece mais facilmente disso é ele mesmo, especialmente no que tange às responsabilidades inerentes ao cargo). Mas, embora não possamos boicotar as notícias dele, não podemos também ser vítimas de manipulação, joguinhos, factóides, intimidações etc. Então, acho que cabe, sim, avaliar se é nossa responsabilidade se submeter ou não a uma agressão como a de segunda-feira. Uma coisa é ver até onde vai o “destrambelhamento” da situação para noticiar os fatos... outra, é avaliar, a partir da constatação da violência, se continuar ali atenderia ao interesse dos leitores, dos consumidores da notícia ou não. O governador merecia mesmo que os jornalistas se retirassem do local, esvaziassem a coletiva, até por uma questão de respeito a nós mesmos. Lembremos: era um circo armado. Já que ele chamou para desabafar, a conduta seria a mesma diante de qualquer pessoa descontrolada: fale o que quiser até gastar sua raiva, porque os microfones estão ligados, ou envie seu pronunciamento para a redação, mas não nos trate como crianças levando pito, pra não usar termos mais chulos. 3º - Como funcionário público que é, ele e qualquer cidadão que se sentir lesado pela imprensa, pela interpretação de um fato noticiado, dispõe de meios legais para fazer valer sua defesa. Somos também submetidos a um Conselho de Ética, que recebe as denúncias de abuso e julga os casos. Mas o Requião, acima de tudo e de todos, não tem o hábito de se submeter às instâncias democráticas, ele simplesmente vocifera, destila sua ira da maneira que bem entende, abusando do poder de que dispõe. Da mesma forma, entendo que o governador cometeu não só uma agressão, mas mais de um crime: assédio moral e abuso de poder e isso por si só já mereceria que enfrentasse um processo judicial. 4º - Outro detalhe que poucos sabem: em plena campanha salarial que a categoria se encontra, a quem interessa desqualificar o profissional jornalista? Certamente que não aos trabalhadores. Essa era a pergunta que um parlamentar fazia ontem na sessão da Assembléia Legislativa, comentando o ataque ocorrido. 5º - Enquanto o presidente reeleito do Brasil chamava todos os governadores e partidos para o diálogo em seu discurso após a confirmação do resultado e dizia que passadas as eleições os adversários são as injustiças e os problemas sociais (e olha que a Carta Capital denunciou uma relação estreita envolvendo os interesses de grupos empresariais da comunicação com a campanha presidencial, de forma a prejudicar o candidato Lula logo no primeiro turno), se portando como um estadista que é, o “Prata da Casa” fez o que fez com os profissionais da imprensa e ainda anunciou senão uma perseguição política ao prefeito da Capital, mas um tratamento diferenciado pra pior. 6º e último ponto. Não é a primeira vez na história do Requião, do Paraná e mesmo do jornalismo em que a agressão, a intimidação ou a força bruta foi utilizada contra os profissionais da imprensa. Essa prática é comum na história da humanidade, associada aos regimes totalitários e ao cerceamento das liberdades individuais. Além do que é um desrespeito ao ser humano. Se não demonstra uma desvalorização da pessoa, é, no mínimo, falta de educação, abuso de poder e assédio moral. Muita gente não sabe, mas esse último já é velho conhecido dos profissionais da imprensa. Eu também tenho minhas críticas e sempre as faço às muitas informações veiculadas ou desinformações que ganham publicidade pela força do interesse comercial. Mas, daí, a aplaudir ataques como o que aconteceu no Paraná, dando caráter oficial a uma violência que vitima jornalistas no mundo todo é, no mínimo, a perda do senso de racionalidade e, no máximo, a legitimação da selvageria social!
Betty Boopy , Natal-RN - Aposentada
Enviado em 1/11/2006 às 16:33:56
Vitor Silva , Curitiba-PR - Economista
Enviado em 1/11/2006 às 16:09:00
Respeito todas as opiniões das mais diversas mídias, mas havemos de convir que a dita "Grande Mídia" vêm passando dos limites do que seria razoável há muito tempo. Ocorre é que poucos têm a coragem de se manifestar contra, pois vicarão sujeitos aos mais diversos tipos de manestos, que poderão acabar com sua vida pública e privada. A mídia e muitos jornalistas demosntram uma arrogância e empáfia, dita dos senhores que detêm a verdade absoluta. E por incrivel que pareça detestam ser questionados nas suas co nvicções!!!!! Este país não têm dono, alguns pensam que tem como foram as palavras de Dona Lily (viúva do Dr. Roberto Marinho) a respeito do ex-presidente Collor; - "O meu marido o pôs lá, depois cansou-se dele e o tirou", no lançamento de um livro de memórias. Precisamos rever conceitos e substantivos não ficarmos apenas nos adjetivos. O governador Roberto Requião ao questionar a interferência da mídia no processo eleitoral, não é o primeiro homem público que vêm colocar no centro das atenções e sua avaliação, por parte da sociedade o papel da mídia. Talvez um dos poucos que tem coragem de questionar. E como sempre foi um questionador e enfrenta todos os que que lhe querem impôr posições e tratado com os mais diversos adjetivos depreciativos. Como talvez poucos saibam, todos os orgãos de imprensa eram concessões do Governo Federal, e as concessões só sobreveviriam se comunicassem as "boas notícias" dos tempos do regime militar, caso contrário teriam que viver na clandestinidade. O regime mudou, mas os donos dos jornais não e os jornalistas também, continuam escrevendo para os donos dos jornais. A imprensa afastou da população por isso está recebendo tanta manisfetação de critica. Como diria Noam Chomski; "A elite não precisa controlar a mídia, uma vez que é sua proprietária”. “Pelo poder, alcance, inovação e influência de suas idéias, Noam Chomsky é indiscutivelmente o mais importante intelectual vivo, hoje”. New York Times Book Review Abraços e parabéns. Vitor
Paulo Cesar Caringi Caringi , Florianópolis-SC - Engenheiro
Enviado em 1/11/2006 às 15:41:27

É interessante esta ideia de que a imprensa é a minha porta voz e a do povo e que esta representa os anseios do povo e etc..Isso não é uma verdade, e não será nunca, ainda mais em nosso pais...Na realidade o que temos visto é que a imprensa hoje atende a seus interesses, ou seja, aos projetos econômicos e políticos dos seus donos.. Não li na reportagem acima o motivo que motivou a retaliação sobre o Requião e uma discussão séria sobre estes motivos..A imprensa coitadinha nada fez....O Requião é maluco então..Só li a retaliação da imprensa e que por filosofia tem a caneta na mão e a ultima bala na agulha sempre e se utiliza sempre deste artificio para atender aos seus interesses nunca as vezes muito éticos..A imprensa deveria é divulgar e informar que é a função desta e fim.. Como agora temos visto a imprensa a querer queimar os controladores de vôo..Será que alguém já foi lá verificar as condições de trabalho dos controladores, o estresse que é envolvido no processo, as condições de trabalho e os salários que são pagos a estes profissionais e que tem uma responsabilidade terrível nas mãos..Um erro e temos morte .. O erro em uma opinião ou uma acusação leviana pelos meios de comunicação não tem a mesma emergencia e a mesma conotação do erro de um controlador de vôo. A imprensa se acha e se põe em uma importancia muito acima da sua real necessidade e isto é um fato..

Não discuto a importancia da imprensa e que tem mesmo, é claro, mas os meios de comunicação em um país democratico devem ter compromissos com o seu povo a nação e não com uma percela pequena do topo da piramide como acontece por aqui e o que temos visto são abusos e impunidade e um falatorio e um corporativismo sem falsa modestia. Uma parte dela,da imprensa, que falou mal do Requião ou de quem quer seja e que fala, escreve e denuncia as vezes sem prova e que fala na TV para todo o pais direto como fizeram com o Lula e com o Jabour e que usa o tal meio para difamar e acusar e na mairia das vezes sem provas, e é o que nós temos visto, e o que temos visto e sabemos é que fica por isso mesmo e não acontece nada..E para mim é uma impunidade tão grande quanto o tal mensalão e as tais privatizações..No caso das privatizações eu lembro que uma grande parte da imprensa apoiava , apoiou, e até hoje não fez a tal mea culpa dos malefícios que foi para o país e para o povo....Contou-se no eterno esquecimento do povo que melhororu muita a tal memoria..

No caso dos controladores eu não vi uma reportagem mostrando o outro lado da historia e hoje temos para o povo que os controladores de vôo são vadios e vagabundos e os riquinhos que viajam de avião e o topo da pirâmide que se utiliza deste meio para as suas viagens e seus negócios estão a sofrer muito o que é uma piada..Pobre não viaja de avião e sendo assim mais de 85% do povo não viaja de avião.E como os ricos é que menadamo e o país quer o sangue deles..É sempre assim..Vejo que os dois lados da moeda devem ser divulgados para que o povo opine ..E de mais a mais como os engenheiros tem o Crea os médicos o CRM os advogados OAB e vai por aí eu não consigo entender por que os profissionais de imprensa não tem um controle do exercício da profissão como todas as outras profissões existentes..Ou tem??

Alias até esta reportagem é discriminatória pois o Requião eu acho não está contra a imprensa..Eu vejo que ele está contra uma parte da imprensa pelo que li em outros locais sabendo que pelo ponto de vista dele, ela a imprensa, não agiu de uma forma correta como deveria ..Escrever contra a impresna é sinal de se querer a ditadura e dizer que a democracia só existe por que a imprensa é livre..É um pouco demais né..Alias o Luis Nassif escreveu sobre isso outro dia..É a minha opinião..

Karina Pierin Ernsen , Curitiba-PR - Jornalista
Enviado em 1/11/2006 às 15:38:21
Trabalho em uma das secretarias estaduais do Paraná e acompanho há mais 2 anos o desrespeito com que a imprensa trata Requião e todas as suas obras e iniciativas. O grupo RPC, afiliada da Globo, sempre foi tendenciosa e parcial contra Requião. Durante a campanha isso ficou extremamente visível. A RPC trabalhou para o outro lado, fez campanha descaradamente para Osmar Dias. O maior problema não é se posicionar de um lado, mas continuar se dizendo imparcial. Então assumam que estão defendendo um lado, não sejam tão hipócritas. Outra coisa, Requião não proibiu ninguém de falar nada, não censurou ninguém, logo não está ameaçando a democracia, já a imprensa citada, e até o sindicato, que é presidido por uma funcionária do grupo RPC, está querendo calar a boca de Requião. Quem está ameaçando a democracia? E outra questão, um governo deve governar para a imprensa ou para um povo? Porque o que percebo é que o mais importante para a Globo e suas afiliadas é que o governante deve fazer o que eles querem. A globo não é governo e nem representa ninguém, a não ser seus próprios interesses financeiros. Então deixemos a hipocrisia de lado, porque esse papo de imparcialidade e defesa da democracia só está enganando quem quer ser enganado.
Claudia Resende , caxias do sul-RS - Artista Plástica
Enviado em 1/11/2006 às 15:11:06
Eu ouvi a entrevista de Requião. Ai que inveja dos paranaenses... Parabéns governador. Há muito tempo alguém deveria ter dito isso a essa imprensa marrom. Os jornalistas reclamam, mas talvez não tenham mesmo percebido - pois há décadas fazem e dizem o que querem sem ninguém lhes confrontar diretamente - o quanto foram canalhas nestas eleições. Podem e devem investigar tudo e todos, mas aí é que param, pois não investigam "todos". O PT sim, mas e o PSDB e o PFL? Onde estão as manchetyes dizendo sobre o dinheiro encontrado com PSDbistas? A participação como PROTAGONISTAS de PSDbistas na máfia das ambulancias, vampiros, mensalão? Esta não é e nunca foi uma mídia imparcial. E agora vem a Veja, desesperada, tentar mais mentiras. Ao mesmo tempo que tem Mainardi xingando e ofendendo os leitores e, principalmente, os eleitores que deram, democraticamente, mais quatro anos de mandato ao PT. Por que ninguém fala dos xingamenteos e ofensas dos colunistas da revista Veja? Depois querem ser respeitados?
Fernando Ferreira , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 1/11/2006 às 15:04:15
Ouvi a coletiva inteira. Quem não ouviu, ouça antes de comentar: http://www.cbncuritiba.com.br/ Viva a liberdade de expressão. A imprensa fala e escreve o que quer. O Requião também pode. Não achei nada de mais.
Adriano Soares de Assis , foz do Iguaçu-PR - Jornalista
Enviado em 1/11/2006 às 14:52:12
Vi uns trechos do palavrorio do Sr. Requião pela Tv. Me assutei com tanta insanidade. Esse senhor pensa que é o Imperador do Paraná! Só pode ser. A sua falta de educação, a grosseria com que trata as pessoas que estão ali trabalhando, deveria ser motivo de estudo científico para se saber por que o povo vota nele. O paranaense não é tão grosso quanto este senhor! E ver a sua claque batendo palmas é risível!
JOSE ORAIR DA SILVA Silva , BELO HORIZONTE-MG - BANCÁRIO
Enviado em 1/11/2006 às 14:46:50
Concordo com a jornalista Márcia Coelho, do Rio de Janeiro. Quer dizer que agora nós, pobres mortais, além de sermos representados pelos impolutos membros do poder legislativo, somos representados, também, pelos imparciais e isentos veículos de imprensa... Quantos mais vão se arvorar em representantes do povo! Eu de minha parte, falando aquí das montanhas de Minas Gerais, não outorguei procuração a nenhum veículo regional ou nacional para me representar, pois não confio na sua credibilidade. Será que os paranaenses o fizeram?
joão carlos da silva martins , florianópolis-SC - eng. civil
Enviado em 1/11/2006 às 14:29:46
1. jornalistas se julgam intelectualmente superiores e, portanto, formadores de opinião. 2. jornalistas não tem dúvidas, apenas certezas absolutas. 3. jornalistas acreditam, como o Boner da Globo, que seus leitores são semi ou totalmente prejudicados mentais, necessitando de direção urgente e sem maiores digressões. 4. jornalistas consideram um direito sagrado, exclusivo de sua profissão, o espírito de corpo, não admitindo nenhuma crítica aos seus respectivos posicionamentos; qualquer crítica ou reclamação, segundo qualquer um verifica, trata-se de cerceamento de opinião, perseguição a sua (deles) esforçada classe ou ainda atentado à liberdade de imprensa. 5. Jornalistas não admitem que o país não seja dirigido por uma classe de "intelectuais" (entre aspas mesmo, coisa que os jornalistas também se consideram) que não permitam uma política social mais igualitária e que não saibam roubar direito. 6. Para esses jornalistas as intenções, e os fins não têm valor, nem são válidos para análise, o que interessa são exclusivamente os meios. 7. Esses jornalistas têm muito escrúpulo em defender os interesses de seus patrões, de modo a lhes garantir um meio de vida bastante razoável, e não consideram isso nenhum tipo de corrupção intelectual. Para classificação no acima exposto, eu não incluiria algumas exceções como L. Nassif, F. Martins, M. Carta, M.Santayana e vários outros analistas de boa fé, sérios e independentes. Já o resto...
Lucinei Lucena , Rio de Janeiro-RJ - Professor
Enviado em 1/11/2006 às 14:26:23
Afinal: o quê que o governador falou? Quais foram as perguntas?
André Martins , Bauru-SP - Professor
Enviado em 1/11/2006 às 14:15:35
O governador está no direito dele ao ser mal-educado e grosseiro, o que ele não pode fazer é usar o poder do estado para perseguir a imprensa. A liberdade de expressão vale para a imprensa mas vale também para qualquer cidadão. E quem se sentir ofendido que procure a justiça. O que não dá para aceitar é essa tentativa da imprensa de se fazer de santa e imaculada quando a gente sabe bem como são selecionados os funcionários de certas empresas (a mídia não passa disso) privadas.
ildefonso lima , fortaleza-CE - aposentado
Enviado em 1/11/2006 às 14:12:06
Leiam entrevista que o jornalista Mauro Santayana concedeu a Paulo H. Amorim no site http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397890/397890-1.html.
Leonardo Retamoso Palma , Santa Maria-RS -
Enviado em 1/11/2006 às 13:59:36
Cara Bia, caros editores do OI, basta que se ouça o áudio da entrevista para que se perceba que, em primeiro lugar, as perguntas foram respondidas, e em segundo, que não é honesto os relatos dos acontecimentos "interpretados" e "explicados", nem sua veiculação pela imprensa tal como vem se tornando um hábito ultimamente. É pouco inteligante supor que nós leitores carecemos de critérios e sensibilidade para berceber a manipulação onde ela ocorra de modo tão explícito. Ouçamso o áudio e, frente ao contraditório, vejamos se o texto acima se sustenta: http://www.cbncuritiba.com.br/! leonardo
ildefonso lima , fortaleza-CE - aposentado
Enviado em 1/11/2006 às 13:59:25
Gostaria que vocês jornalistas meditassem um pouco sobre o que declarou outro jornalista, Mauro Santayana: "No meu tempo, os jornais eram solidários com o povo, hoje os jornais são solidários com os banqueiros. Vou ser mais duro - são os jornalistas. Poucos jornalistas conseguem manter o sentimento de solidariedade com o povo brasileiro". É pra pensar!
Cesar Pereira , Curitiba-PR - aposentado
Enviado em 1/11/2006 às 13:52:55
Sérgio Mainardi, você está gozando ou falando sério? Você é o quê: "colaborador"? De quem? Ou é acólito do Diogo, aquele da VEJA? Há um provérbio árabe que diz: "...fale a verdade, mas saia correndo...". Felizmente alguns, como o governador eleito, cujo maior adversário não foi o Sr. Osmar, foi a mídia paranaense e os jornalões que a RPC reproduz fielmente, foi a verba monumental injetada pelo Itaú, foi a colaboração invisível dos concessionários do pedágio, têm peito e coragem. A truculência e desrespeito, apregoados, são, na verdade, o feeling dos cidadãos não desinformados quanto à tendenciosidade da mídia, paranaense ou nacional. Os donos da mídia (e alguns dos seus bajuladores jornalistas) precisam começar a entender que a liberdade de imprensa pressupõe responsabilidade. Liberdade de opinião não significa irresponsabilidade, engajamento seja de que lado for, mentira, deslavada parcialidade. A "denunciada" claque, na entrevista (ou puxão de orelhas, como queiram...) não existiu: eu, particularmente, teria gostado muito de ter estado lá para também aplaudir as verdades escancaradas pelo governador.
Silvano Carvalho , V. Velha-ES - Advogado
Enviado em 1/11/2006 às 13:44:47
Mídia, oh que pena desta pobre coitada, não pode ser peitada que começa a chorar, na hora de publicar o que bem entende( varias vezes sem provas), ela não quer nem saber. Estou com tanta dóóó.
RONALDO ALVES , SÃO PAULO-SP - FUNC PUBLICO
Enviado em 1/11/2006 às 13:04:23
Certo dia o Chico Pinheiro estava entrevistando o Mario Covas e bradou que estava la representando povo, sendo que o Covas com aquela elegancia dele retrucou que quem estava ali representando o povo era ele pois havia recebido os votos para tanto; eu não gostava do Covas, mas ele estava certo a imprensa não representa o povo não sei de onde tiraram isso, muitas vezes trabalha até contra o povo eu sou do povo e posso dizer isso, sou baiano moro na zona leste, já passei fome, já fiquei desempregado já andei a ´pe por nao ter dinheiro para a passagem de onibus, já dormi na rua, não tenho vergonha de nada disso, e afirmo que não me sinto representado´por nenhum orgaõ de imprensa, no minimo o que há é a tal da prestação de serviços que os orgão fazem.
Gilson Raslan , Jaru-RO - Advogado
Enviado em 1/11/2006 às 12:56:06
Quando a mídia era considerada um QUARTO PODER e tinha o respeito da população, todos tinham receio de atacá-la, porque sabiam do chumbo-grosso que adviria. Todavia, hoje, a mídia perdeu o respeito e a credibilidade da sociedade brasileira, face à sua postura irresponsável em todos os sentidos. Por isto Requião desafiou a mídia, no que fez muito bem. Ele, pessoa inteligente, sabe muito bem que não haverá repercussão negativa de sua atitude e será até mesmo aplaudido pela sociedade paranaense e brasileira. Para a mídia voltar ao seu passado, precisamos de vários Requião neste país.
Cristiano Medri , Londrina-PR - Biólogo
Enviado em 1/11/2006 às 12:50:56
Requião é um desbocado. Isto é um defeito dele. Mas a imprensa paranaense é extremamente parcial com verniz de imparcialidade. Extremamente desonesto.
Flausino von Rubiloca , Niterói-RJ - Pedreiro e construtor
Enviado em 1/11/2006 às 12:41:48
Resta saber se a população do Paraná delegou esta representatividade a midia.
Paulo Mora , Rio de Janeiro-RJ - Médico
Enviado em 1/11/2006 às 12:28:16
Interessante. O artigo falou, falou e não entrou no mérito da questão (pra quê, né ?): a imprensa foi tendenciosa ou não na eleição do Paraná ? O que o governador e seus comandados fizeram foi errado. Ponto. Mas, aqui para nós, a imprensa não pode ser vaiada por que ? Não é passível de crítica ? Não erra ? Já pararam para pensar que tem muita gente se queixando da imprensa e apenas a própria se defendendo corporativamente ?
Daniel Campos , Curitiba-PR - Cientista
Enviado em 1/11/2006 às 12:20:30
Faço minhas as palavras da Márcia. A imprensa do Paraná (e a nacional também) NÃO NOS REPRESENTA. Caiam na real, por favor.
Daniel Campos , Curitiba-PR - Cientista
Enviado em 1/11/2006 às 12:19:01
Vamos ver se eu entendi... A mídia AINDA acredita que o povo acredita no que ela anda publicando? Se eu fosse um repórter eu estaria usando o episódio do Requião para pensar se não fiz algo errado, afinal ninguém que eu saiba agride gratuitamente, sempre têm um motivo. Ficar achando que a mídia é "santa" é muita ingenuidade. P.S: a mídia perdeu o respeito que tinha entre o povo. Agora aguentem a consequência.
Márcia Coelho , Rio de Janeiro-RJ - jornalista/atriz
Enviado em 1/11/2006 às 11:23:31
Quero comentar esta frase da Abert: "(A entrevista) foi um ato de desrespeito a toda a população do Paraná, ali representada pelos veículos de imprensa que estavam no local". Como é que é? Os veículos de comunicação são representantes da população? De onde tiraram isso? Alguém passou alguma alguma procuração a algum veículo? A minha percepção vai na contramão do que prega a Abert. No atual estágio da indústria da comunicação, os grandes veiculos representam tão só os seus próprios interesses.
sergio mainardi , curitiba-PR - colaborador
Enviado em 1/11/2006 às 11:00:13
È isso que eles aprenderam com a ditadura, desrespeitar jornalistas e todos que se opem a eles. Requião, apoiou Lula e Gerado, e isso mostra.... basta
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