ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 405 - 9/2/2010
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OI NA TV
Truculência contra a mídia não estimula a auto-análise

Por Alberto Dines em 31/10/2006

Truculência contra a mídia não estimula a auto-análise

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Uma boa notícia: o Brasil está se transformado num gigantesco Observatório da Imprensa. Parabéns aos observadores e observados! O lado ruim é que neste imenso observatório a imprensa foi convertida num saco de pancadas.

Ontem à tarde, em Brasília, militantes do PT e funcionários do governo esqueceram que viviam numa democracia e hostilizaram os jornalistas que cumpriam o seu dever profissional.

A vilanização da mídia pode ser entendida como manifestação de ceticismo político, mas o linchamento da mídia e dos seus trabalhadores é truculência política, ato totalitário, inaceitável.

O presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, ontem mesmo condenou a violência dos militantes e cobrou da mídia uma reflexão sobre a sua atuação na campanha eleitoral, mas é preciso lembrar o que disse o próprio presidente Lula no debate da Record: é legítimo queixar-se da imprensa, isso faz parte do jogo democrático. Não é legítimo nem republicano levar a mídia aos palanques eleitorais e culpá-la por atos que não cometeu.

A auto-análise sugerida pelo professor Marco Aurélio Garcia é oportuna, imprescindível. Nós do Observatório da Imprensa reclamamos a mesma coisa da mídia há mais de uma década. Mas uma auto-analise não pode ser imposta.

Colocar a imprensa no banco dos réus não é convite à reflexão – parece coação.

Comentários (81)
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Heloisa Guimarães , Rio de Janeiro-RJ - Professora
Enviado em 9/11/2006 às 09:13:01
CÓPIA DO E-MAIL ENVIADO AO "OBSTV", COM ACRÉSCIMO DE 3 ASSINATURAS Com relação ao "Observatório da Imprensa", do dia 31 de outubro, queremos comentar: A respeito da declaração do Presidente Lula sobre o seu relacionamento com a imprensa a partir de agora, o Sr. Villas-Boas Correa afirmou, com arrogância, que o governo Lula tem que levar muito "bolo" para depois ir conversar com a imprensa... que Lula deveria agradecer... que Lula é fruto da mídia... que nos últimos 30 anos sempre esteve na mídia... E - perguntamos - e o valor do nosso Presidente? Ele só existe por conta da mídia? Pobre dele se dependesse da mídia... da considerável parte da imprensa que não vem cumprindo a sua função. Além disso, foi dito que: Lula é um fenômeno que se afirmou graças à liberdade de imprensa... Lula conseguiu a votação que teve por conta da imprensa... Lula deveria ser grato à imprensa e à campanha incompetente da oposição... Lula deveria agradecer, Lula deveria ser grato, Lula deveria, deveria, deveria... Questionamos: o Presidente Lula deve agradecer à imprensa e à campanha incompetente da oposição os mais de 58 milhões de votos que conquistou? Paciência tem limite... Realmente, a imprensa tem peso, ele teria obtido mais votos se não fosse o desrespeito com que foi tratado por grande parte da mídia. Nessas ocasiões é bom lembrarmos um fragmento do excelente texto de Luís Fernando Veríssimo - Parcialidades - na sua coluna de 21/8/2005: "(...)que se chame o fervor ideológico que move certos políticos e certa imprensa pelo seu nome verdadeiro: massacre.(...)" O Sr. Villas-Boas afirmou, também, que Lula não gosta de ser criticado. E alguém gosta? A imprensa gosta? A imprensa deveria primar pelo equilíbrio informativo, e não pela distorção da notícia. Quantas vezes mostram uma manchete com título tendencioso que difere desonestamente do conteúdo, conforme (apenas para citar um exemplo recente) jornal O Globo de 16/10/2006: "PT usará facção do crime para abafar dossiê". Isso é informação? Isso é esclarecedor? Uma vergonha para quem propala que faz jornalismo isento. E não podem ser criticados?! Acham-se num patamar acima dos humanos normais? Estão acima do bem e do mal? Não necessitam nunca fazer um mea-culpa? Consideram-se Deus? Não podemos questionar a imprensa que logo nos remetem à censura, nos remetem ao tempo da ditadura. Ainda o Sr. Villas-Boas, criticando o Legislativo, disse, como se a responsibilidade do que lá se apresenta fosse do presidente Lula, que o Executivo tem que ficar "em cima" do Legislativo, como se não fossem poderes independentes. O Sr. Carlos Marchi declarou que o nosso Presidente deveria desautorizar o que disse o Sr. Marco Aurélio Garcia quando fez convite à imprensa para uma auto-reflexão. Por quê? A imprensa é intocável? A imprensa não tem mácula? Com referência ao que foi dito sobre o comentário do Sr. Marco Aurélio a respeito do cancelamento de assinaturas de jornais e revistas, queremos informar que nove de nós estamos cancelando assinaturas do jornal O Globo, sim, e que isto não é uma fantasia dele conforme se tentou passar para os telespectadores. Baseado em que levantamento o jornalista supõe não ser verdadeiro o fato? O Sr. Luiz Gutemberg asseverou que é preocupante e perigoso o controle, a censura, a intolerância. Concordamos. Mas, intolerância de quem? Do governo ou da imprensa? Distorcer fatos, fazendo pouco da boa fé ou da credulidade das pessoas, faz parte da democracia? Defender a inatacabilidade da imprensa faz parte da democracia? Não é da mesma forma preocupante? Na época da ditadura não se podia atacar a imprensa "autorizada". E o programa continuava e nós não acreditávamos no que estávamos vendo e ouvindo. Ouvimos que Lula é um fenômeno de mídia, maior personagem da mídia brasileira, tratado com "carinho" (sic), com "cuidado" (sic), com "desvelo" (sic), que Lula deveria agradecer à imprensa, e que "já pensou se a imprensa fosse colocar um sic atrás de toda palavra errada de Lula?", ironizou o jornalista Carlos Marchi. Nesse momento, a câmera focalizou o Sr. Villas-Boas com um sorriso de deboche. Desdém, desrespeito, deselegância... E não podem ser criticados?! E não precisam fazer uma auto-reflexão?! O Sr. Villas-Boas, dando continuidade, afirmou que Lula é bom de improviso, não de gramática. Afirmamos nós: é absolutamente necessário que fique claro, se ainda não ficou, que a linguagem de Lula é a forma de expressão da maioria do povo brasileiro e é tão digna de respeito quanto qualquer linguagem erudita. O testemunho de Leonardo Boff, em seu admirável artigo - Lula e a derrota da Casa-Grande - de 25/10/2006, também merece ser lembrado: "(...)Dou meu testemunho pessoal: corri quase todo o planeta, encontrei-me com nomes notáveis da política, das ciências, do pensamento e das artes. Dentre os mais inteligentes que encontrei, está Luiz Inácio Lula da Silva, agora nosso presidente. Somente ignorantes podem chamá-lo de ignorante. Sua inteligência pertence ao seu carisma: desperta, arguta, indo logo ao coração dos problemas e sabendo formulá-los do seu jeito próprio, sem passar pelo jargão científico.(...)" Além de tudo, o Sr. Marchi, criando um estigma - que é sempre gerado pela desinformação e/ou pelo preconceito - disse que os manifestantes do PT são sempre agressivos, assim como os do MST, e que repórteres são constantemente xingados e maltratados por militantes do PT. Queremos lembrar, alguns na posição de militantes, que em nossas passeatas sempre pregamos a paz, o não entrar em confronto e o não aceitar provocações, e o que vimos foi uma parte do dedo de uma militante petista ser arrancada por uma [ ] tucana... Em qualquer instituição, seja religiosa, social, educacional, política, filantrópica, repito, em qualquer instituição (principalmente em instituições com a dimensão do PT) existem pessoas que se afastam da linha de conduta, pessoas que se afastam do caminho principal. Isso não quer dizer que seja a regra dentro da instituição. O PT precisa (TODOS precisamos, de quando em quando, inclusive a imprensa) fazer uma auto-análise, porém o PT não deve ser tratado com desrespeito (o PT não é apenas quem errou, o PT é muito maior), não deve ser tratado de modo depreciativo, inclusive, como "a patota", "a companheirada", conforme bem gostava de fazê-lo o Sr. Alckmin. O Sr. Marchi disse ainda que desafiava a dizerem que houve desequilíbrio na cobertura da mídia com relação aos dois candidatos. Vejam uma pequena parte (de 2 a 6/10) do que mostra o Observatório Brasileiro de Mídia, que acompanhou a cobertura da mídia impressa - apenas a impressa - sobre as eleições presidenciais: Relatório da cobertura entre os dias 2/10 e 6/10: Relatório sobre reportagens dos jornais Folha, Estado, Globo, Correio Braziliense e JB em relação aos candidatos Lula e Alckmin. Também foram observadas as reportagens referentes ao presidente Lula. O número de reportagens dedicadas aos quatro candidatos tem sido equilibrado? Quem tem tido mais matérias positivas, negativas e neutras? Todos os jornais Negativo % Neutro % Positivo % Alckmin 30,7 28,6 40,7 Lula 41,9 30,0 28,1 Lula Presidente 52,4 42,9 4,7 Mais: O Sr. Villas-Boas falou que existe uma profunda ignorância com relação ao modo de se fazer um jornal. Óbvio, saber como se faz um jornal cabe aos jornalistas e aos demais participantes da feitura de um jornal. Da mesma forma, existe uma total ignorância por parte dos jornalistas do que é governar um país, e por parte de todos que jamais governamos um, claro. Com todo o respeito, inclusive aos macacos, doces criaturas: "cada macaco no seu galho". O que está em discussão é que grande parte da imprensa não admite críticas. O que está em discussão é que boa parcela da imprensa se expressa de forma tendenciosa; e o que lemos e ouvimos - aqui e acolá - é que considerável parte da imprensa escrita, falada e televisionada está a serviço de grupos políticos e econômicos, e se expressa conforme interesses de setores dominantes da sociedade. E, no caso em questão, não admite a crítica e/ou a defesa do Presidente. O que esperamos é que a imprensa cumpra o seu importante papel histórico. Desejamos que a imprensa informe de maneira honesta; critique, sim, se necessário, porém com imparcialidade, sem inferências, sem distorções. Já nos estendemos bastante, mas, para finalizar, vale lembrar uma parte do texto, de 19/9/2005, do escritor e jornalista Luciano Martins Costa, no próprio site do Observatório da Imprensa: O PAPEL DA IMPRENSA A partidarização oculta os problemas reais "(...)Difícil aceitar que a imprensa jogue deliberadamente um jogo de esconde-esconde com a opinião pública, mas não é complicado entender que, depois de haver enfrentado uma crise de quase uma década, durante a qual perdeu muitos colaboradores e foi obrigada a firmar compromissos com credores, ela possa ter se tornado mais vulnerável à tentação de se manter alinhada a grupos de poder cujas premissas, afinal, não teria dificuldade para assimilar. Problema mesmo é constatar que a imprensa abdicou de participar da formulação de grandes estratégias sociais e políticas para se resignar ao papel secundário de correligionária na tarefa de fazer muito barulho para não revelar o essencial." Adriana Marins Aglaé Vieira Caffé Aline Fonseca Ana Paula Brandão Bárbara da Silva Jardim Érika Jardim da Fonseca Heloísa Guimarães Jéssica Silva Souza João Gabriel Leonardo Machado Leonardo Menezes Lúcia Souto Luís Carlos Guimarães Fernandes Marco Antônio Monteiro Coutinho Maria Helena Vieira de Matos Maria Souto Marina Oliveira Michele de Souza Patrícia Oliveira Fernandez Renata Guimarães Fernandes Rodrigo Jardim Monteiro Vanda de Souza Vanessa Jardim Vítor Barroso
jorge alberto , Rio de Janeiro-RJ - empresário
Enviado em 6/11/2006 às 23:45:53
Diletíssimo Alberto Dines, como seu espectador e admirador, por anos, tomei a liberdade de envia-lo este, com o proposito de ver em nosso OBSERVATÓRIO, dar-se espaço, do porque tôda imprensa, e principalmente os grandes veículos, tenta nos fazer crer, como os próprios politicos do PSDB e PFL, que o que os personagens destes partidos fazem é diferente, do que os de outros partidos fazem, a exemplo do senador Eduardo Azeredo de Minas Gerais, que teve o mesmo tipo de negócio com o empresário Marcos Valério, que teve o Sr. Delúbio Soares, e nos tratam os veículos de comunicação e esses senhores, como se fossemos todos, imbecis e retardados, que não pensamos com a sabedoria, que nos deu o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO. Gostaria muito de assistir, em nosso OBSERVATÓRIO, uma pauta sôbre este assunto, que é de grande valia, para nós CIDADÃOS-CONTRIBUINTES-ELEITORES. Abraços Fraternos, e que o nosso OBSERVATÓRIO, nos brinde durante anos com suas pautas sempre bem debatidas.
maria soares , Joao Pessoa-PB - desing
Enviado em 6/11/2006 às 09:49:53
bom dia Registro aqui o meu protesto É constrangedor ver a Tv Educativa ser colocada em um nivel tao deplorável. Aqui na Paraiba, ela passa a ser TV Miramar. A programaco de pessima qualidade, parecem amadores. Isso sem falar em um programa da esposa do " dono " da Tv, sem dicção. artificial , pedante e pior que tudo ,detestaveis clips dos shows apresentados na casa de show do superitendente. Lamentável, o povo Paraibano nao merece isso!!!!!!!!!!!!!!!! Registro aqui
Adelmo Ferreira do Prado , Miracema do Tocantins-TO - Professor
Enviado em 5/11/2006 às 09:29:45
Prezados Srs. Assisto o programa semanalmente e, nesta última terça-feira fiquei estarrecido com o conservadorismo do programa e um preconceito velado do Presidente Lula. Os jornalista do Estadão e da Globo (umas das imprensas mais reacionárias deste país, que ao invés de prestar um serviço de qualidade para a população, só sabe manipular e trabalhar para uma elite dominante que sugam este país à séculos) como não há o que falar do Presidente, busca na oralidade os defeitos da língua normativa para denegrir a imagem do Presidente. Eu como cidadão me orgulho do Presidente Lula, porque me vejo comandando este país, coisa que não acontecia antes. O país ainda precisa de muitas mudanças e o governo Lula teve muitos erros, mas comparados com os "POLIGLOTAS" que não tem erros de português e com aqueles que sempre mandaram neste país, em 4 anos o governo Lula mudou a cara deste país e nos deu esperança. Eu não me lembro de ter assistido algum programa de vocês que tivessem como convidado algum jornalista da "Caros Amigos, Carta Capital, Brasil de Fato. Ora! o programa da última terça-feira merecia um direito de respostas daqueles que se sentiram ofendidos e humilhados por pessoas que construíram uma carreira com todas as oportunidades possíveis que suas condições sócio-econômicas lhes proporcionaram. O programa bem que poderia convidar outros profissionais que não comungam destas idéias, só assim ele seria imparcial. Obrigado pelo espaço. E me pedoem pelos erros de português, "SOU POVO, SOU BRASILEIRO COM MUITA ESPERANÇA"
Gil Carlos Teixeira , São Paulo-SP - Artista
Enviado em 4/11/2006 às 13:04:28
Quando a imprensa deforma as notícias, retira uma frase do contesto ou omite informações ela é "crítica". Mas não podem criticar os senhores jornalistas, vocês não sabem que eles são deuses? Eles podem condenar sem provas, arrasar reputações em manchetes espalhafatosas nas primeiras páginas e depois desmentir num rodapé escondido num caderninho lá no fundo... Menos, senhores, e, por favor, não generalizem, nem todos que estão metendo o pau em vocês são petistas, inclusive conheço pessoas que votaram em primeiro turno no candidato da mídia e só mudaram de voto depois de verem a "isenção" dos senhores deuses do Olimpo. Pois se o sr Alckimin teve menos 11 milhões de votos no segundo turno ele deve a vocês. Aliás, sr Dines, por que não explica o desaparecimento súbto do caso "dossiê" da pauta da maioria dos jornais? Será que é por estar chegando muito próximo dos verdadeiros mentores do golpe? Ou será que neste momento o que está sendo investigado é o conteúdo do tal dossiê? Ainda pergunto: por que não noticiaram a dinheirama pega num hotel no Paraná com um tucano... Mas o juiz decretou sigilo... sei, pelo que consta o caso "dossiê" também está sob sigilo, mas os senhores onipotentes não se furtam a publicar o menor boato..., o que estamos cobrando é os dois pesos e as duas medidas com que os senhores tratam aqueles que lhes são desafetos! desçam de seu púpito, senhores, saiam de seus gabinetes e venha caminhar ao lado do povo, como nos anos setenta, quando enfrentavamos juntos os cães da polícia pedindo democracia e liberdade de expressão. Ou os senhores são como os políticos, que só lembram do povo quando é pra defender seus trazeiros?
Roberto Chiaranda Chiaranda , Cuiabá-Mt - Professor
Enviado em 4/11/2006 às 02:48:26
ACORDA ALICE!!!!!!!Auto-crítica é quando voces querem??? Não quando necessitam, devem???????? Por acaso voces se consideram os deuses infalíveis da atualidae??????? Pobre de nós, turba ignara, manada desmiolada em busca de quimeras, casado de ver jornalistas em transe histérico em telivisões e jornais destilando comentários em nome da pobre e combalida imprensa (INSTITUIÇÃO) e não em nome próprio, como nós, aqui e agora!!!! Me perdoem, mas a credibilidade que é bom e lhes dava prestígio se foi. Portanto, nos faço o favor, façam a auto-crítica.
LUIZ GUILHERME DA M. L. JORGE , SALVADOR-BA - ENG. QUÍMICO
Enviado em 4/11/2006 às 00:35:53
DESTA VEZ EU CONCORDO COM SR. DINES , NÃO SE DEVE CHUTAR NEM UM CACHORRO VIRA LATA , A VIOLÊNCIA NÃO LEVA A NADA , MESMO QUE O CHUTADO TENHA TENTADO FAZER UMA LAVAGEM CEREBRAL/COAÇÃO NO POVO BRASILEIRO COM NOTÍCIAS TOTALMENTE FACCIOSAS , REPETINDO-SE POR DIVERSAS VEZES E EM DIVERSAS EMISSORAS , REVISTAS E JORNAIS DE FORMA ORQUESTRADA . DIFÍCIL ERA SABER QUEM ESTAVA COMO MAESTRO . TÍNHAMOS QUE ENTENDER QUE A IMPRENSA FOI E ESTÁ SENDO TOTALMENTE FACCIOSA OU QUE ELA NÃO ESTAVA VIVENDO NO BRASIL NOS ANOS PSDB/PFL/PRIVATIZAÇÕES/DITADURA . QUE ÉTICA É ESSA QUAL A MORAL QUE OS CABOS ELEITORAIS DO PSDB/PFL TEM DE COBRAR ÉTICA DE QUEM QUER QUE SEJA ??
Everson Brito , Belo Horizonte-MG - Eletricista Industrial
Enviado em 3/11/2006 às 01:26:17
Prezado Odines, Após ler seus últimos artigos, me arrependo de ter enaltecido o "OI" no email anterior. Vejo que os pólos estão se invertendo, e para mim não há outra solução senão a de cortar também o "OI" de dentro de casa. Ainda bem que existem bons comentários que sempre são postados pelos leitores (menos mau), pena que são só comentários. O jeito é procurar pela internet por agências de notícias estrangeiras que sejam de comunidade brasileira (pois assim estará em português). Um absurdo não acha? A televisão usarei para ver VHS e DVD s, pois é só para isto que agora serve. Mídia impressa... nem pensar. Atenciosamente, Everson
José da Silva , Ipatinga-MG - Industriário
Enviado em 3/11/2006 às 00:57:45
O que vi foi o "alto clero" da imprensa defendendo, naturalmente, o próprio umbigo. Por que se recusam ao menos pensar sobre o assunto? O porque dos ataques? Será que têm fundamentos? Existe a mínima possibilidade de estarmos (imprensa) errados? Homer Simpson pode estar certo, ao menos, uma vez em um milhão de vezes?
Miro Junior , SP-SP - Analista
Enviado em 2/11/2006 às 23:17:19
Mais triste do que cômico o enterro do OI desta semana na TV. Já não consigo olhar para Alberto sem lembrar aquela anedota sobre o velho pároco que mesmo com água até o pescoço se nega a abandonar a sua igrejinha. De tão obcecado na defesa de seu querido espaço acaba por morrer amaldiçoando Deus por tê-lo abandonado depois de tantos anos de serviços prestados.
Everson Brito , Belo Horizonte-MG - Eletricista Industrial
Enviado em 2/11/2006 às 23:16:43
Prezados Senhores, Quero antes de mais nada dizer que sou apenas um "eletricista industrial". Desta forma peço desculpas pelos erros de português. O motivo de meu contato é em primeiro lugar parabenizar pelo trabalho do "Observatório" na TV e na Internet. É um dos poucos programas de cunho jornalístico que ainda assisto e acredito. Quero passar aos senhores que o Hommer Simpson" aqui, já decretou que não se liga mais a TV nos canais 12 (Globo) e 7 (Band) dentro de casa. Faço isto para o bem da própria família, e estou a ponto de incluir no "Decreto" os canais 4 (RedeTV) e 5 (SBT). Bem... como estou em Belo Horizonte, me restará apenas a "Rede Record" (canal 2), e "Rede Minas" (canal 9). É tamanha a minha indignação, que não havendo mais o sinal do canal 9 (Rede Minas), ou se este mudar de lado, não exitarei em retirar de dentro da minha casa o aparelho chamado "Televisão". Aparelho este que tem sido usado para manipular, discriminar, desinformar e até mesmo ofender a classe pobre (da qual faço parte) com comparações à sátiras da própria TV, e também desconsiderando que não possuimos um diploma de nível superior, mas ainda somos racionais. Não quero ser discriminado, não quero ser comparado com "Hommer Simpson" ou qualquer outro personagem da TV, pois a arte é quem imita a vida, e não a vida imita a arte. E em algumas imitações, a arte faz abuso de seu direito para obter audiência e público, fazendo com que na maioria das vezes, fique longe da realidade da vida. Gostaria de poder ver Willian Bonner sentado na cadeira do "Roda Viva", onde os reporteres convidados, de forma impiedosa o façam perguntas sobre tais temas; mas creio que isto é praticamente impossível, pois poucos tem a coragem que o "Observatório" tem. Além do que, todos os reporteres convidados certamente estariam do lado do jornalista "Global", e não iriam crucificar-lhe da mesma forma que fazem com os políticos. Afinal Bonner ofende e discrimina apenas a classe pobre, e jornalistas talvez não tenham motivos para estarem indignados como eu. Não dá para expor meu trauma em apenas algumas linhas, mas acho que o que vale aqui é o teor do objeto, e isto ficou bem claro. Aqueles que tanto gostam de noticiar sobre ética, demonstram sequer saberem do que estão falando, ou... como é para os "Simpsons" pode ser de qualquer jeito. O que esperar da imprensa? Será que este mau não tem cura? Será que o problema está na forma de ensino, ou no próprio caráter? Pois quando se entra na faculdade, o caráter já está formado. Podem até me taxarem como radical, mas será que tv agora só presta para ver DVD s , K7 s e o "Observatório"? Estou extremamente decepcionado. Atenciosamente, Everson M. Brito
Marcia Simon , Goiânia-GO - bancária aposentada
Enviado em 2/11/2006 às 17:21:51
Depois desse programa, estou questionando a isenção do OI. Não se justifica a defesa unânime de uma boa parte da imprensa que se posicionou claramente pela candidatura Alkmin. Nada contra uma empresa de mídia ter seu candidato. Mas tudo contra não assumir tal posição e ainda alegar, hipócritamente, isenção. Muito mais digna a postura de Mino Carta, que assumiu e justificou sua opção por Lula. Quanto ao episódio Veja x PF, a suposta coação foi desmentida pela procuradora (acho que do MP) que acompanhava os jornalistas. Aliás a Veja se comportou nesta eleição, não como um orgão de imprensa minimamente comprometido com a verdade, mas como mais um co- mitê de campanha dos tucanos. Tudo bem, o PT tem pisado na bola e deve ser criticado sim. Mas não é isto o que acontece em relação a Veja. Ela vem praticando uma oposição insana ao PT desde 2002, com capas desrespeitosas, deixando também de merecer respeito da população. O que ela faz não é oposição, é ataque virulento. En- graçado, o apoio explícito (até descarado) da grande mídia (Globo, Veja, Folha SP, Estadão) aos tucanos/PFL não conseguiu impedir o povo de recusar a manipulação e votar pela sua cabeça. Tanto pode- rio foi inútil. Quem diria, hein? Talvez uma pessoa se sinta vingada neste momento: Ibsen Pinheiro, que agora retorna, apesar de tudo, apesar de um pasquim chamado Veja. Só lamento a parcialidade do OI, que eu respeitava.
edward chaddad , Dois Córregos-SP - advogado
Enviado em 2/11/2006 às 16:31:16
No último programa, onde, ao que me lembro, compareceram jornalista do Estadão e outros, procuraram os convidados passar que na mídia nunca houve a tal da teoria conspiratória em relação ao governo Lula. De fato, os donos da imprensa, ou seja, os proprietários dos jornais e emissoras de rádio e televisão, não se reuniram e conspiraram contra o Governo. Mas certamente, os homens da imprensa, representando o Poder Conservador deste País, certamente, convergiram no sentido de abater a candidatura Lula. E foi uma vergonha. Nos meus sessenta e três anos de vida,nunca vi tamanha perseguição, tantas mentiras jogadas nas páginas de jornais e nos programas televisivos, para desmentidos posteriores, que influenciaram a população. Todavia, também jamais presencie tamanha derrota da mídia, que hoje discute onde falhamos. Qua! Qua! Qua!. Estou morrendo de rir.
Django de J. , Sunnyvale-IN - matemático
Enviado em 2/11/2006 às 15:26:27
A auto-análise não pode ser imposta, mas veja que uma, digamos, exo-análise parece estar em curso. O massacre está nos olhos de quem vê, parafraseando Ali Kamel recentemente em "O Globo." É compreensível o "esprit de corps" de quem viu a mídia massacrada e manipulada tão de perto na não tão recente história do Brasil. Mas é importante que a imprensa reconheça que existe uma reflexão em curso e que tente entender o que há de legítimo nela. É fundamental sair da defensiva, passar deste estágio de negação para um de reflexão. Quando a imprensa se der conta de que pode participar ativamente desta discussão, isto certamente será melhor para todos. De fato, eu acredito que isto não é matéria que exija a tal "vontade política" para acontecer. Estar em sintonia com a sociedade vai refletir em maiores credibilidade e qualidade e, colocando os pés no chão, mais circulação, pageviews ou qualquer outra métrica comercial destas. Minha visão muito pessoal da mídia no Brasil é que ela terá amadurecido quando a relação de sócia do "British Country Club" que tem com os 20 maiores anunciantes deixar de pautá-la, e quando a própria mídia deixar de acreditar que pauta a sociedade.
PAULO MEIRELLES , SALVADOR-BA - MEDICO
Enviado em 2/11/2006 às 09:11:53
ASSISTI AO ULTIMO PROGRAMA E FIQUEI IMPRESSIONADO COM O SHOW DE CORPORATIVISMO E O DESFAVOR PRESTADO AO POVO BRASILEIRO. MUITO MAIS INTERESSANTE E CORRETO SERIA DAR DIREITO A VOZ E DEFESA A MINO CARTA E RAIMUNDO, TENDO OS CONVIDADO AO PROGRAMA. FIQUEI TRISTE EM PERCEBER QUE COLEGAS CONCEITUADOS ERAM CHAMADOS DE INSANOS, SEM QUALQUER DIREITO A DEFESA. ASSITIREI AO PROXIMO PROGRAMA, COM A ESPERANÇA DE QUE A DISCUSSÃO SE APROFUNDE, UMA VEZ QUE ESTE PROGRAMA É MINHA RESERVA CRITICA SOBRE A IMPRENSA.
nelson perez de oliveira junior , iturama-MG - bancario
Enviado em 2/11/2006 às 02:03:24
Estou abismado, assistindo o OBSTV de 31/10/2006. O OBSTV se tornou o observatório para a imprensa, FREUD explica, é um narcisismo só. O OBSTV desconhce até o que é dito sobre ele nos comentários e nas votações que promove. O Dines fala em "dinheirama", absolutamente chulo, fala também em ensandecimento, de quem. Eles estão discutindo o depoimento dos jornalistas na PF, sendo que a procuradora federal citada por veja como testemunha das arbitrariedades negou as mesmas. O Blota Jr ensandeceu [ ], dizendo que a imprensa tem o direito de errar e erra pra burro e minimizar o posicionamento sectário de meios de comunicação é no mínimo uma bofetada na opinião pública. A Veja chega ao paroxismo da raiva a LULA e ao PT. O Dines e o Blota falaram que Globo e Veja conquistaram sua hegemonia porque vendem mais, mas, me responda se elas têm 58 milhões de leitores em um domingo, se ela não devia por educação, aquela dada por mãe e pai de respeitar o PRESIDENTE do BRASIL e os seus 58 milhões de eleitores que não concordam que ele é tudo de mal. Imprensa para só jogar pedra tendo pecados e telhado de vidro é fácil. Além do mais o Dines cometeu um ato falho falando que o presidente conclamando a imprensa/oposição. Então a imprensa e a oposição são farinha do mesmo saco.
Vivian Stipp , São Paulo-SP - autônoma
Enviado em 2/11/2006 às 01:17:06
Coação foi o que a grande imprensa fez, agindo de forma parcial, leviana e até criminosa, em alguns episódios. Liberdade de imprensa não autoriza cometimento de crimes. A mídia é a grande culpada pelas reações que vem sofrendo por parte da população. Quem agiu de maneira violenta, agressiva e até desrespeitosa com o presidente da república, quer agora o quê? A mídia estimulou esse clima de vale-tudo, que se manisfestou nos casos de agressão noticiados recentemente (note que os envolvidos foram pessoas normalmente pacatas - mulheres de meia idade de classe média - que não tem por hábito praticar luta livre nas ruas), e na repulsa demonstrada pelas pessoas que não concordam com o linchamento desenfreado contra o presidente e seu partido político, ao mesmo tempo que os adversários eram acintosamente poupados de críticas, investigações, etc. Não adiante forçar a barra, porque a imprensa não é VÍTIMA NESSA HISTÓRIA, AO CONTRÁRIO, AGIU DELIBERADAMENTE E USOU TODO O SEU PODER e TRUCULÊNCIA PARA INTERFERIR NA SUCESSÃO A FAVOR DO SEU CANDIDATO. E quando alguém tenta negar esse FATO, OU INVERTER OS PAPÉIS demonstra subetimar a nossa inteligência. Merecemos mais respeito.
Marcelo del Questor , Belo Horizonte-MG - assalariado
Enviado em 2/11/2006 às 00:44:35
A mídia aprendeu bem. Depois de tantos anos convivendo com a Ditadura Militar esses velhos senhores aprenderam as artimanhas. E agora, além de usá-las, passam os ensinamentos a alguns de seus predecessores. São eficientes nesse mister. Mas se esquecem que durante a ditadura não existia a Internet. Esqueceram que a PM não pode entrar na Internet e “baixar o cacete” (se me permitem a expressão). Esses velhos senhores ao meu ver buscam uma notoriedade a muito por eles perdida. Que coisa patética um programa de debates que tem opinião unilateral. Estão fadados a serem sepultados pela modernidade. Em breve cairão no esquecimento e, se lembrados será para mostrar o que não é jornalismo. Eram muito bons esses velhos senhores quando podiam dizer o que queriam sem que existisse um espaço para serem contestados. Hoje, tal não ocorre. São contestados, desmascarados e achincalhados por sua arrogância ultrapassada e sem propósito. Não perceberam que não possuem mais razão para serem arrogantes. Hoje são olhados como patéticos defensores de tudo que a população abomina. Tenho pena daqueles que lhe servem como alunos. Não terão os anos benéficos das ditaduras para usufruírem. Serão execrados muito antes. Pobres e caducos velhos senhores. Motivo não de revolta, mas de riso.
Vera Oliveira , Sta. Bárbara d Oeste-SP - professora
Enviado em 1/11/2006 às 23:02:23
Sr. Alberto Dines, Sempre admirei sua imparcialidade na crítica à cobertura da mídia, em relação aos mais diferentes assuntos. Mas, ontem, fiquei decepcionada com seu programa, na TV Cultura. Você só convidou jornalistas tucanos que, há tempos, massacram o PT e o governo Lula, e ninguém para defendê-los. Percebe-se, em suas falas, o preconceito latente, principalmente quando o Vilas se refere aos erros de português do presidente. Tenho lido e ouvido na tevê, jornalistas e outras presonalidades graduadas cometendo erros ortográficos e de concordância muito piores que os de Lula e não vejo ningyém criticá-los. Por que será? Também discordo de suas opiniões quanto à tão endeusada "liberdade de imprensa". Em nome dela, quantas pessoas tiveram suas vidas arrasadas, como a professora que foi acusada pela jornalista Renata Ceribeli, da TV Globo, de ter esquecido uma criança de castigo, atrás da porta da sala de aula, o que foi desmentido depois pelos outros alunos, mas a poderosa Globo, tão exaltada por seus convidados de ontem, não deu à professora o direito de defesa nem se retratou pelo mal cometido. Eu poderia citar aqui milhares de erros cometidos em nome da tal liberdade de imprensa. E você poderia me responder o que o Gutemberg disse ontem: "os injustiçados que procurem a justiça" e rastejem por anos a fio na lama da desonra, como aconteceu com os donos da escola Base. Se até a justiça tem um órgão controlador, por que imprensa não pode tê-lo? E dizer que existe imparcialidade na mídia é subestimar nossa inteligência. Até um retardado mental percebe que a mídia, sem exceção, faz o que pode e o que não pode para "derrubar" o presidente Lula. E dizer , como o fez o Vilas, que o Picolé é um homem impoluto ... Me poupem! Quanto aos jornalistas que apanharam, bemk feito! Ou eles esperavam ser recebidos com flores depois de todas as maldades que disseram ou escreveram sobre o governo Lula. Os governos Alkimin e FHC foram recheados de corrupção, mas como eles tomam "uísque", todos se calam. Atenciosamente, Vera.
Luiz Fernando Mendes de Santana , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro Mecânico
Enviado em 1/11/2006 às 22:18:41
Prezado Dines, O programa do OI exibido noite passada (31/10) só tem um adjetivo possível. Lastimável. Não houve contraditório. Foi uma louvação às posições do Sr. Ali Kamel e da grande mídia. A imprensa realmente optou por um candidato a presidente nestas eleições. Basta ver pesquisas do Observatório Brasileiro da Mídia. Esta manchete tudo: "PT usará facção criminosa para atacar Alckmin" veiculada no Jornal O Globo duas semanas antes das eleições. Somente no corpo do texto a matéria diz que o PT questionaria as ações do PCC em São Paulo para mostrar que o Governo de Alckmin não resolveu a situação da violência. Para um transeunte que passa e lê esta manchete em letras garrafais a interpretação é totalmente diferente. Tenham um pouco de humildade e reconheçam que vocês são seres humanos e possuem lado e que, por mais que queiram mostrar isenção, às vezes não conseguem. É uma atitude mais honesta e digna.
WANDERSON MENDES , PARNAMIRIM-RN - SERVIDOR PÚBLICO
Enviado em 1/11/2006 às 22:10:14
Lamentável a visão unilateral do Dines, a quem eu sempre adimirei. A violência (física ou moral) deve sempre ser condenada, mas não podemos deixar de observar que existia um grito de indignação na garganta de muita gente (petistas ou não)contra a cobertura tendenciosa da grande imprensa, no que diz respeito àpolítica nacional. Se há profissionais do jornalismo que se sentem no direito de caluniar, julgar e condenar pessoas segundo os interesses de seus patrões, promovendo um verdadeiro linchamento moral de pessoas e instituições, escondendo-se atrás da chamada "liberdade de imprensa", também há muita gente, cansada de tanta hipocrisia que deseja exercer o seu direito constitucional de se expressar livremente, inclusive, denunciando a acintosa manipulação de um direito humano, que é o direito à informação (completa). A tentativa de caracterizar a legítma manifestação de indignação contra os principais órgão de imprensa do país, como antidemocrática, essa sim, é inaceitável e autoritária.
JOAQUIM FERNANDES DE OLIVEIRA , ALTONIA-PR - Contador
Enviado em 1/11/2006 às 21:38:25
Assisto sempre o OI, mas o programa do dia 31/10/06 me deixou decepcionado, nao entendi, gostaria da explicação do Dines. Para mim se tratava do Sindicato dos Jornalistas defendendo a classe, foram convidas raposas do jornalismo para defender sua visao, apenas defender imprensa, claro que nao podia ser diferente do que se viu, RAPOSA TOMANDO CONTA DE GALINHEIRO, cade a auto critica? a grande imprensa fez feio na cobertura das eleiçoes e isso, ficou claro, por que nao convidou tambem para participar jornalistas com pontos de vista diferentes. O Marco Aurelio ta com a razao.
Geraldo Pereira , Belo Horizonte-MG - Secretário Escolar
Enviado em 1/11/2006 às 20:57:31
Triste! Este programa de ontem me deixou profundamente triste.
Daniel Augusto SOARES PINTO , ILHÉUS-BA - CONTABILISTA
Enviado em 1/11/2006 às 20:18:09
DINES BOA NOITE, PARABÉNS PELOS PROGRAMAS. NO ENTANTO GOSTARIA DE FRISAR QUE OS DEBATEDORES DO PROGRAMA EXIBIDO EM 31/10/06. TODOS TEM O MESMO PERFIL, POLITICO E IDEOLOGICO.PARA O DEBATE SEREM MAIS DEMOCRÁTICO SERIA NECESSÁRIO UM JORNALISTA, COM UMA CONCEPÇÃO IDEOLOGICA MAIS A ESQUERDA.NADA CONTRA O GUTEMBERG E O VILAS BOAS. GOSTARIA DE VER UMA PARTICIPAÇÃO DO MINO CARTA. GRANDE ABRAÇO.
Ulysses Valladão Santos , Belo Horizonte-MG - Administrador
Enviado em 1/11/2006 às 17:35:42
A imprensa enfrenta uma crise de credibilidade. É o mínimo que se pode dizer diante da absoluta indeferença demonstrada pela população ao enredo desenvolvido ao longo dos últimos meses por grandes veículos de comunicação. Agora se questiona a reação de parte da população a esses mesmos veículos, como se toda a questão envolvesse apenas o princípio da liberdade de imprensa. É isto mas é também muito mais, pois há uma reação muito forte contra o denuncismo sem provas, contra a estratégia da construção do escândalo e, principalmente, contra o aparelhamento político de veículos de comunicação, como reconheceu até o Ministro Joaquim Barbosa do STF. Por tudo isto, acredito que seja oportuna a discussão levantada pelo OI sobre esta questão, mas fazê-la pelos olhos corporativistas dos próprios profissionais da imprensa é repetir o erro e correr o risco de perder credibilidade. É preciso ter humildade para conduzir esta análise, incluindo profissionais de destaque de outras áreas de atuação, é preciso se estabelecer paralelos com outros países desenvolvidos onde não há uma concentração tão absurda dos meios de comunicação na mão de poucos grupos empresariais, é preciso ter coragem de separar o joio do trigo. Dizer-se que há um controle natural, onde um veículo se contrapõe natualmente ao outro, como se a atuação da GLOBO podesse ser questionada pela RECORD ou como se a atuação da VEJA pudesse ser contraposta, de um momento para outro, pela CARTA CAPITAL, por exemplo, é ignorar o efeito do poderio econômico que representam. É ignorar as evidências que a população tem rechaçado. Houve e há uma interferência indevida e absurda de certos meios de comunicação na ordem social e política e isto precisa ser discutido com seriedade, sob pena de se colocar realmente em risco a tal liberdade de imprensa. Liberdade de imprensa não pode ser confundida com libertinagem ou com liberdade de construir e divulgar suas próprias verdades, conforme interesse dos grupos controladores. Um grande abraço, Ulysses Valladão dos Santos
Humberto Paulino , Belo Horizonte-MG - Engenheiro
Enviado em 1/11/2006 às 16:54:00
Caro Alberto Dines, É a primeira vez que entro em contato e o assunto não poderia melhor ser nominado : espanto. Acompanho com admiração seu trabalho, desde a época que começei a ler jornais, sobretudo no Pasquim. Sua dedicação em desmascarar essa dita "neutralidade" da mídia, contra tudo e contra todos, sempre foi o motivo maior de minha admiração. Taí a explicação para meu espanto. Porque mudar de postura a essa altura do campeonato ? Suas últimas posturas de conivência com o massacre que a imprensa promoveu contra o Lula me deixaram indignado. Sinceramente não estou entendendo. Você se lembra do programa que você fez com os correspondentes estrangeiros? Até eles perceberam o tratamento desigual e qual é o interesse dos repórteres e jornalistas brasileiros (e claro de seus patrões)em quase a totalidade: derrotar o Lula a qualquer preço. Tomara que você tenha sido tomado de um mal desconhecido, mas de breve permanência e tenhamos logo de volta nosso incansável Alberto Dines. Abraço, Humbeto Rolo Paulino.
Wilson Cunha Junior , Goiânia-GO - rep. comercial
Enviado em 1/11/2006 às 16:41:29
Ridículo. Senhores acima dos setenta anos agindo como se tivessem 17. Eu que sempre admirei os mais velhos devo admitir que os anos também pioram as pessoas. Esse foi o OI de ontem. Deprimente a atitude do Villas Boas, flagrado pela câmera numa gargalhada debochada e preconceituosa, quando o sujeito do estadão criticava o Lula por falar errado. Me senti insultado também. Notável o desprezo que sentem pelo povo. Em tempo, tenho curso superior.
Emerson José Campos , Itapuranga-GO - Professor
Enviado em 1/11/2006 às 16:36:51
É incrível como a mídia que está a serviço do mercado, insiste em dizer que está ilesa na maioria dos casos em que acontece nesse país. Eles querem enganar a quem? O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, a VEJA, Isto É, Época, fazem do jornalismo um voyeur de espetáculo e desinformação. Como não duvidar de que a Globo, não teve interesse em demonstrar um interesse inominável em mostrar o dinheiro e "esquecer" de informar sobre o desastre da GOl. Assista Muito Além do cidadão Kane. Nós, o povo esquecido ainda sim em menoria, mas buscando entender essas locupletações dos donos do poder como diria Raymundo Faoro, nesse país. Espero que o Observatório da Imprensa mantenha sua linha de imparcialidade, e aja sob o perscruto da verdade.
joao Lima , Niteroi-RJ - trc contabil
Enviado em 1/11/2006 às 16:30:49
Causa surpresa ouvir alguns dos convidados do programa Observatorio da Imprensa, TVE, do dia 30/10, afirmando que houve equilibrio na cobertura da imprensa na campanha eleitoral deste ano. A eles aconselho rever o programa em que participaram apenas os correspondentes estrangeiros no Brasil, que de maneira isenta e ai sim, equilibrada, avaliaram a participação da midia brasileira na cobertura das eleições deste ano. Talvez aprendam a fazer um jugamento mais "equilibrado" sobre a participação desta instituição neste pleito que se encerrou de maneira tão desassociada do que gostariam que acontecesse do acontecido.
Evânio Mafra , Natal-RN - Jornalista
Enviado em 1/11/2006 às 15:31:30
Acabei de ler o seu índice geral e me ficou uma pergunta atravessada na garganta: por que será que a reclamação com a mídia é tão grande? Dos concorrentes federais aos estaduais. De Requião a Wilma de Faria? Por que? Será que isso é invenção ou a mídia tem partido? Partido da Mídia. PM. Bem que essa sigla me lembra polícia militar, repressão, falta de uma segunda opinião, e como dizia minha mãe: não adianta brigar com a PM, a família é grande, e quando vc pensa que venceu um, vem logo outro soldadinho vestido de cinza. É assim que a mídia tem se comportado. Uma imensa família coorporativa, destrutiva e auto-destrutiva. Que se acha acima da lei, da ordem e da verdade!
José Galindo , São Paulo-SP - professor
Enviado em 1/11/2006 às 14:34:26
Meus amigos, ontem a noite assisti ao programa do obsevatório da imprensa na TV Cultura e fiquei bastante indignado. Acompanho sempre que posso as discussões efetuadas pelo programa e faço propaganda do mesmo para os meus amigos. Gostaria que me informassem se vocês fizeram outros programas sobre o acirramento das relações do governo com a mídia em geral em que por acaso tenham também ouvido componentes do governo sobre o tema na medida em que o programa de ontem me paraceu extremamente tendencioso e anti-democrático. Isto porque todos os componentes da mesa compartilhavam as mesmas opiniões, ou seja, a de que o governo Lula tende para o autoritarismo e a de que a mídia tem feito uma cobertura neutra e equilibrada nos últimos anos. Meu deus, falam tanto em democracia e se perdem nos fundamentos básicos da mesma em um simples programa que se propôe estabelecer um sério debate sobre o assunto. O que aconteceu ontem não foi uma discussão democrática sobre algo, mas um manifesto aparentemente - espero que não - corporativista. Vejam, eu não condeno a opinião dos que ali se apresentaram, mas sim o fato de que não foi oferecido espaço algum para a contraposição de idéias. Se é esta a noção de neutralidade de um órgão que se encontra na posição de fiscalizar os possíveis desvios da imprensa brasileira, o que dizer então dos outros órgãos que não se impôem esta respondsabilidade. Haja discurso único e tendencioso. Saudações!
Pedro Tardelli , Goioerê-PR - médico
Enviado em 1/11/2006 às 14:27:58
Tadinha da imprensa... escreve e fala o que bem entende, defende interesses, presta contas a quem sabe-se lá, e na hora que é questionada, como qualquer atividade profissional, fica toda dolorida. Cá entre nós: a atitude agressiva de "populares" no dia em que o ex-ministro José Dirceu foi votar foi divulgada com alarde e chacota pela imprensa. A mesma que incitou a população a agredir políticos, ainda não julgados, do mensalão. O inverso poderá ocorrer...
Lucia Angela Macêdo França , Recife-PE - Professora
Enviado em 1/11/2006 às 14:05:54
Sou assídua telespectadora do programa e ontem o debate foi mais uma vez sobre a liberdade de imprensa que tanto se deseja neste país. Entretanto, as ultimas notícias veiculada pela imprensa é que os repórteres da Veja sofreram agressão por parte da PF. Hora, pergunto então, que credibilidade pode ter uma imprensa que divulga matérias mentirosas, desrespeitosa e preconceituosa a exemplo de: 1- informações falsas sobre o dossiê; 2- uma capa, com a foto do presidente, levando um pontapé no traseiro; 3-na revista nº 43 de 01/11/06- faz uma comparação entre o Sudeste e o Norte/Nordeste, onde mostra uma imagem de salas de aulas em realidades distintas, mas carregadas de discriminação. Porque em todo Norte/ Nordeste, também são encontradas salas de aulas com ar condicionado, cadeiras confortáveis e recursos tecnológicos atualizados. A imagem mostrada foge à realidade pois, salas de aulas com pessoas carregando jegues(entenda-se que a figura com o destaque na parede, é mais importante que as pessoas, ou podemos entender também com uma representação da burrice nordestina). Creio que a revista precisa urgentemente rever seus valores e conceitos e conhecer melhor as diversas realidades brasileiras, ao invés de ficar fazendo comparações injustas e divulgar idéias separatistas, achado que apenas São Paulo tem capacidade de pensar o Brasil. Assim, como posso acreditar nestas denúncias, sabendo que a PF é um órgão competente e tem se comportado exemplarmente? Como confiar nestas pessoas que, pra mim hoje, estão sob suspeita tanto quanto as denúncias que são veiculadas por eles? Como leitora nordestina, sinto-me, extremamente agredida na minha cidadania, pois creio que para reinvindicar liberdade de impressa, os órgãos têm que ser competentes e responsáveis pelo que escrevem. Lucia Angela Professora de Geografia-Secretaria de Educação e Cultura
Willian Dias , Belo Horizonte-MG - Repórter Fotográfico
Enviado em 1/11/2006 às 13:52:20
Assisti ao programa desta última terça-feira, e confesso que fiquei chocado ao constatar uma suspeita que a muito venho levantando. A presença constante de jornalistas, representantes do que há de mais atrasado na mídia escrita e televisiva. No programa a que me refiro, os participantes estavam representando a opinião dos grandes grupos da mídia gorda existente em nosso país. Até quando? Gostaria de ver um debate com jornalistas que realmente pensam uma imprensa diferente, estou farto deste "grupinho" que ainda nos julgam insanos; acho que este OI, pode ser uma opção a quem procura ver a mídia de uma outra maneira. Se não, vamos buscar outros meios alternativos. Atenciosamente Willian Dias
Marcos Leonel de Campos Leonel , Pompéu- -MG - Empresário
Enviado em 1/11/2006 às 11:58:10
Começei a assistir o programa do Observatório, ontem na TV EDUCATIVA, abandonei, pois colocaram um jornalista, rep. da direita, do Estadão, que atua praticamente como partido politico, da coligação PSDB-PFL, para mais uma vez criticar o PT E O LULA, a maioria dos cidadãos, na mesma margem dos votos do Lula, falam e pensam que a midia, foi os unicos cabos eleitorais do Alckmin, pois o PFL E PSDB, não defenderam seu candidato, você não via nem panfleto, Aqui em Minas, na minha cidade o Prel é do PSDB, não moveu uma palha, o AECIO, vocês ja sabem , visitou RS, RN, mas em MG, de vez enquanto, o papel ficou para a imprensa, a maior derrotada desta eleições,
Ivan Moraes , Union NJ --USA-MG - sem profissao
Enviado em 1/11/2006 às 11:55:13
"Se a imprensa deve ser isenta, porque não tratou com a mesma profundidade a compra do dossiê e as denúncias contra Negri, Serra e Abel Pereira?" Porque vendeu seu voto por um quilo de feijao.
joao paulo araujo silva , divinopolis-MG - estudante
Enviado em 1/11/2006 às 11:29:05
lamento que minha primeira mensagem ao observatório seja uma crítica. ja assisti bons debates no programa mas o de ontem, se é que isso tem alguma importância pra alguém daí, foi decepcionante. um palco de debates principalmente sobre imprensa, acho que todos os lados tem que ser ouvidos, mas os jornalistas que participaram ontem do programa não passavam de meros críticos burgueses de um gorveno de esquerda.... principalmente o jornalista do jornal estado de são paulo falou coisas infelizes que eu achei que nunca ouviria num programa de tão alto nível... todos nós sabemos que vivemos numa sociedade patriarcal e que o que manda é o dinheiro no bolso....sabemo também que como diniz disse ontem a mídia está concentrada nas mãos de poucos poderosos que a detem não por mero acaso... nós também sabemos que o governo lula está longe de ser um governo que a esquerda sonhou mas votamos no lula não por deslumbre ou vontade de paticipar ou "tirar uma casquinha". eu que sou filho de petista e conheço pt desde que me entendo por gente me sinto no direito de criticar e ressaltar minha escolha é política, de posicionamento político. por isso votei no lula e acredito que quem tem uma posição de esquerda realmente votou por acreditar em entre o [ ] alquikim e lula ele era a melhor opção. no mais acredito no brasil, tenho utopia, acredito que ainda iremos ser um país justo e isso irá acontecer quando conseguirmos destronar pela via democrática a elite branca e facista que domina desde os meios de produção à imprensa. joao paulo araujo.
Marcelo del Questor , Belo Horizonte-MG - Assalariado
Enviado em 1/11/2006 às 11:22:35

Meu caro Sr. Dines. Lendo e meditando sobre todos os assuntos transcorridos nestes últimos dias aqui no Observatório, conclui que este não é o fôro adequado para tais opiniões. Julgamentos emocionados à parte, fica claro que o Observatório julga que a grande mídia, em linhas gerais, comportou-se de forma adequada isenta e ética. Tentei em outros comentários não me nortear pelo processo político, pois não é sobre este assunto que trata este site. Ele trata do comportamento da mídia no contexto social. Nesse quesito, num momento em que a mídia é duramente acusada, acho que o Observatório se contradiz a seu propósito. Não acho importante no contexto, as armações de quaisquer dos partidos políticos no processo eleitoral. Isso comento em outros forums. Acho que negar imparcialidade a pessoas que prestam serviço à grande imprensa é ser anti-democrático. Todos nós temos direito as nossas preferências. Como disse em outros comentários, esse comportamento, quando atribuído a mídia é se torna inadequado. Gostaria que o senhor me respondesse, embora saiba que isso é inviável, a sua opnião real sobre o comportamento da mídia como um todo. Mas não em forma de discursos acalarado. Gostaria que me fizesse um balanço sincero deste comportamento.

Muitos acusam a mídia e se baseam na apresentação de fatos. Falo especificamente de jornalistas que fazem parte desta mídia. Outros defedem a isenção da mídia, mas talvez, por não apresentarem fatos concretos ou contestarem efetivamente tais fatos, ficam meio que desacreditados. Deixo patente aqui que me refiro a mídia única e exclusivamente. Não aos conchavos e artimanhas políticas. Houve realmente isenção ou, este ou aquele segmento foi tendencioso. Não se pode radicalizar, ou generalizar determinado comportamento e atribuí-lo a totalidade de um segmento. Isso é irracionalidade. Mas estiveram todos isentos? O que dizer das manifestações de jornalistas que acusaram a mídia? Que me perdoem os trabalhadores da imprensa e em especial deste Observatório, mas ao meu ver, neste evento ocorreu uma mudança de discurso. E se em um momento em que a imprensa é questionada de forma real e em larga escala, ocorre essa mudança de discuros, isto é, parafraseando um repórter, o momento de ligarmos o botão de alerta.

Acho que o advento da internet vai afetar a imprensa de forma definitiva. O profissional ético certamente se firmará neste novo momento. Desprezar a força deste meio é ir na contra do futuro e isso vai se transformar em revez. Será que realmente a mídia deve ser institucionalmente regulada. Seria essa uma forma de censura ou de coibir abusos? Esse é um pensamento que deve ser considerado. Ver jornalista como Villa Boas chamar de comentários ignorantes pessoas que comentam e manifestam os acontecimentos e restrições a esta imprensa também é sintomático. E ele próprio corre o risco de se tornar bananeira que já deu cacho. Será que amanhã veremos os defensores desse Observatório empregados nessa empresas que hoje são colocadas sob suspeição pelo seus críticos? Embora saiba que não obterei resposta de sua parte aos meus questionamentos, o silêncio e o tempo, aliados à intenet poderão, quem sabe, me dar respostas.

ivone vidal , brasilia-DF - bancária
Enviado em 1/11/2006 às 10:57:12
Dines, Assisto sempre seu programa e como telespectadora tenho ficado muito preocupada com as fortes tendências de ambos os lados da imprensa. Se a imprensa deve ser isenta, porque não tratou com a mesma profundidade a compra do dossiê e as denúncias contra Negri, Serra e Abel Pereira? Acho até que o Sr. Ali kamel teve razão em não colocar no ar a matéria sobre o vôo da Gol por se tratar de especulação mas, porque a Globo não fala sobre o conteúdo do dossiê? Diante dos últimos acontecimentos envolvendo a imprensa na cobertura das eleições, apesar de toda a informação a que tenho acesso, tenho me sentido muito desinformada por não reconhecer nesta a isenção necessária. Gostaria de sugerir, reconhecendo minha ignorância no tema jornalismo, afinal não tenho esta formação, que a própria imprensa tivesse um organismo regulador para impedir as fortes tendências existentes.
Sidnei Brito , São Paulo-SP - Servidor Público
Enviado em 1/11/2006 às 10:05:28
Bom dia, amigos do OI! Assisti ontem ao programa televisivo e vi um sujeito do jornal O Estado de São Paulo, no encerramento, falando de uma frase de Marco Aurélio Garcia, que teria dito que pessoas andaram cancelando assinaturas de publicações. O jornalista desmentiu o coordenador da campanha de Lula. Ora, amigos! É claro que as assinaturas do Estado não diminuiram, afinal este é um jornal extremamente conservador, preconceituoso e elitista, sendo, desse modo, simpático a um dado tipo de leitor, que, provavelmente, não apenas não cancelou a assinatura, como ainda deve renová-la. Os arautos do atraso de São Paulo encontram nesse jornalão um porto seguro para embasar seus preconceitos e para destilar seu ódio com os mais pobres. Não nos esqueçamos que o Estadão, numa má interpretação de uma pesquisa do IBOPE, teve o descaramento de querer associar pobreza, grau de instrução e cor de pele com a tolerância para com a corrupção, numa clara tentativa de estigmatizar o eleitor de Lula. Em primeiro lugar, o eleitor de Lula não é conivente com a corrupção; ao contrário, jornais que se calaram com a compra de votos para a reeleição de FHC e com as quase 70 CPIs sufocadas por Alckmin é que são. Além do que, como bem disse Franklin Martins, não foram os negros ou os pobres e analfabetos que pilharam esse país durante quinhentos anos, mas, em grande medida, a "elite branca" de Lembo, a qual o Estadão sempre se dirigiu. O rapaz que falou no programa ainda disse que o presidente deveria desautorizar atitudes "intolerantes" para com a imprensa. É incrível! Em primeiro lugar, o sujeito, em vez de limitar-se à sua insignificância, se acha no direito de dizer o que o Presidente da República deve fazer; em segundo, cabe perguntar como um sujeito de um jornal preconceituoso e elitista como o EStadão pode falar em intolerância. Como, amigos do Observatório? Gostaria, outrossim, de pedir que a imprensa seja mais tolerante com o presidente que teve quase 60 milhões de votos. Repito: TOLERANTE, não subserviente. Subserviência, aliás, que jornais como o do moço é em relação aos interesses dos grandes grupos econômicos e das oligarquias de São Paulo, também conhecida como burguesia decadente, incapaz de eleger o seu boneco de plástico. Quanto a pessoas que cancelam assinaturas, gostaria de falar do meu caso particular. Eu, desde o dia 02 de outubro, ou seja, após o golpe midiático que levou a eleição para o segundo turno, não compro mais jornais. De vez em quando comprava a Folha. Percebi que estava sendo um burro em comprar um jornal que me tratava como um porta-voz do que há de pior no Brasil. Caras-de-pau! Acham que o bom para o Brasil é aquilo que eles querem. Portanto, amigos do OI, talvez os leitores do Estadão continuem fiéis ao jornal consevador, burguês e elitista. Mas outros estão perdendo mercado por conta de sua irresposabilidade e interferência no processo democrático. Azar deles, são mercenários, são doentes que têm orgasmos múltiplos em ver e exibir fotos de dinheiro, e estão perdendo mercado! Abaixo a imprensa brasileira, abaixo o golpismo, viva o presidente reeleito do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva. PS: parem de dar colher de chá para a mídia. Afinal, que observatório é esse?
ROQUE ALBERT , flores da cunha-RS - administrador
Enviado em 1/11/2006 às 09:43:48
Lamentavel o programa de ontem. Analises parciais e apenas um lado da história, como tem sido comum nos jornalões a cobertura das eleições. Algumas perguntas que eu gostaria que fossem respondidas: 1- Há alguma profissão reconhecida que não tenha um órgão regualmentador? Porque apenas jornalismo não possui?A justificativa de poder apelar para a injustiça invalida os demais conselhos, portanto é invalida. 2- Liberdade de imprensa, é contar apenas o que interessa ao dono da empresa? Ou é contar a verdade dos fatos? O episódio das fotos mostra como se comporta a imprensa: Um policial comete um crime,com uma fraude, confessa perante jornalistas, mas isso é omitido da noticia. Isso é jornalismo? A tendencia do programa de ontem, fica clara quando se utiliza a expressão "petistas" para deixar claro a quem se procura atingir. Quanto a camapanha de cancelamento de assinaturas, eu já cancelei a VEJA, não por questões partidarias, mas porque eles não produzem jornalismo há muito tempo.
joilson Bergher , Vitória da Conquista-BA - Servidor Público
Enviado em 1/11/2006 às 08:52:05
Sr Coordenador do Observatório da Imprensa., A despeito do mote quem vê esse observatorio verá a imprensa de um outro jeito, venho observando uma outra postura acintosa e até mesmo intolerante contra o governo do Presidente Lula. Até entendo que a esmagadora Vitória do Lula para seu segundo mandato tem deixado essa mídia do Brasil atônita e batendo cabeça. Ainda ontem no programa desse mesmo observatório a intolerância desse programa beirou as raias do absurdo, fiquei procupado, desapontado e decepcionado com a visão crítica dessa imprensa baseada no sul do país em tentar colar no Lula uma visão intolerante e golpista, acho mais, o dito mestre Villas Boas deveria urgentemente fazer novas leituras do Brasil, a imprensa de 50 anos passados é diametralmente oposta aos dias de hoje, temos blogs, outras visões de mundo até mesmo fora da chamada gde imprensa, várias revistas propositivas e alternativas. Esse senhor tem que botar o pé no chão e entender que a elite política baseada no sul do páis, não representa mta coisa para o Brasil. Vocês que tese deveria formar opinião estão em cheque. Entendam que enfretamos uma elite perversa e preconceituosa, Lula veio do seio do povo, não tem diploma e não é poliglota como gostaria o Villas boas e o resto dessa imprensa em crise que não precisa do Estado e que não gosta que os movimento sociais sejam recebidos no Palácio do Planalto por exemplo. É fato, a partir do momento que essa imprensa assumi uma posição anti-Lula, como diz Luiz Nassif, essa entra numa rota suicicida formidável e isso ficou claro no Observatório de ontem a noite. Dizer que a imprensa foi ou é parcial é no mínino de uma hipocrisia fantástica como quiz dizer esse programa de ontem. Não vejo pecado algum a imprensa ter o seu candidato, representante de seus interesses, mas querer patrulhar uma crítica à posição de vocês aí sim é de uma intolerância abominável. Esse ódio contra o povo se materializa através de frases absurdas tais como vamos banir por 30 anos essa raça de petista. Senhores vocês não conhecem o Brasil, venham conhecer a Bahia ou o Recife, ou ainda o Maranhão para verem o grau de perversidade que é isso aqui e curiosamante vocês desse observatório não tem interesse em mostar ao resto do país... Sinto que por mais contrários que vocês sejam contra o atual governo, a história está aí para mostar que o povo é sábio e sabe exatemente o que quer, e isso, para vocês deve ser extremanete doloroso. Esse observatório não tem sido parcial, fico triste com essa repentina mudança de comportamento. Joilson Bergher.
Luis Guilherme Burza , Ouro Fino-MG - Advogado
Enviado em 1/11/2006 às 08:10:25
Bom dia Tenho acompanhado as ponderações sobre o papel da imprensa brasileira no período eleitoral. Fiquei feliz ao perceber que, como eleitor do Lula, não estava sofrendo de mania de perseguição, mas que realmente a cobertura era desfavoravel ao candidato do PT. Pois bem, acabadas as eleições sinto um clima mais perigoso, pois a grande mídia continua a linha editorial anti-lula, sendo que esta postura já abre discussões sobre a derrubada do presidente reeleito. Não seria a primeira vez que a imprensa cuspiria para cima ao incitar um golpe de Estado, cujas conseqüencias a médio prazo serão a censura e a perseguição! Será que a grande mídia não se lembra de Vladimir Herzog? Será que passaremos a vegonha de termos outro Herzog morto, mas em pleno seculo XXI? Pois eu não duvido que seja possível isso, já que históricamente os golpes resultam em violentas ditaduras e as forças políticas que esperavam chegar ao poder acabma também perseguidos por ele. Carlos Lacerda e Eduardo Frei (no Chile) que o digam. Assim humildemente gostaira de sugerir a discussão sobre o papel da imprensa neste periodo entre a reeleição do presidente Lula e a sua nova posse! Obrigado Luis Guilherme Burza
Fernando Menezes , Recife-PE - Gerente hoteleiro
Enviado em 1/11/2006 às 04:16:07
Assistí hoje o programa na TV. Achei muito producente o debate entre os 04 "baluartes" reunidos. Confesso que algumas vezes não consegui segurar o riso! Como é que 04 tarimbados jornalistas dizem tantas abobrinhas?! Sem nenhuma escamoteação de um ranço descarado contra o presidente Lula e o PT. Ora, querer que o presidente "desautorize" o sujeito violento que deu uma cacetada em um reporter, é querer culpar a mim, ao presidente, aos petistas, a renomados jornalistas e a uma multidão que acha que a mídia tem sido muito imparcial pela atitude violenta e condenável de alguns manifestantes fanáticos (petistas ou não). Engraçado é que muitos da mídia justificaram a bengalada daquele Sr. em José Dirceu como uma expressão da indignação dos brasileiros, narrando o fato até em tom jocoso! O fato, é que os editoriais e os artigos dos articulistas dos "jornalões" foram um prefáçio da edição de cada dia destes "jornalões". A escolha das palavras, o formato e os temas ou fatos das manchetes encheram minha vista e meu coração. Mas, a forma como apresentavam os fatos políticos e/ou policialescos nem sempre condizentes com o estardalhaço das manchetes e a rotineira ausência do "outro lado" só pingaram incertezas em minha mente! Dizer que houve apenas alguns escorregões aqui e acolá é realmente preocupante. A desculpa da "correria das redações" já mofou há muito tempo! Como diz o poeta popular Jessier Quirino: "desde que Jesus era cadete" que eu ouço esta alegação! Quando um ícone do jornalismo brasileiro culpa o presidente Lula pela morte de Jean Charles alvejado pela polícia londrina, não há como deixar de pensar que deve haver um parafuso a mais ou a menos nesta mente tão iluminada! Pode escrever o que quizer que tudo faz sentido! Quando um presidente recém-eleito de uma pobre nação vizinha, toma atitudes que seriam contrárias aos nossos interesses e uma revista nacional, ao invés de tratar de um assunto de alta relevância com a seriedade que o caso exige para chegarmos ao bom termo, aproveita-se do fato para, quase exclusivamente, humilhar o nosso presidente eleito no texto da revista e na capa dá-lhe um chute no traseiro, é lícito pensar que o interesse desta revista encontra-se bem desfocado das pretensões de ser um grande semanário jornalístico. Tenho certeza que se fosse com o nosso querido fhc ele diria: "assim não pode, assim não dá"! É bom parar por aqui, senão vou terminar faltando com o respeito pela nossa mídia!
Evanildo Souza Santos , Salvador-BA - Assalariado
Enviado em 1/11/2006 às 03:22:57
Sempre ouvir ( ou li), que a imprensa deve ouvir o outro lado, infelizmente neste programa não houve. O pior programa que assisti nos ultimos anos, por favor reflitam sobre isso. Quanto ao cancelamento de assinatura convido aos jornalistas a provar o inverso do que esta realmente acontecendo, e isto é apenas o começo pois esta campanha ( de cancelamento) ainda vai pegar fogo. Um abraço.
Nilda scalser , Cariacica -ES- Brasil-ES - aposentada
Enviado em 1/11/2006 às 01:42:15
Hoje assistindo observatorio da imprensa na Tv cultura, fiquei impressionada como alguns decanos do Jornalismo brasikeiro se comportam. Esse Sr. jornalista Vila dizer que o presidente presica levar mutas palmatorias ate a mao inchar mostra como esta a midia no Brasil, detalhe participou da ditadura e nao aprendeu nada. Outro disse que a imprensa tem suas leis e deve ser julgada pela mesma, mas esqueceu de dizer que a mesma imprensa que ele defende condena e condenou sistematicamente o presidente e seu partido antes de serem julgados pela lei maior que ha no País, essa contradiçao deixa claro aquele ditado: para os outros vale tudo para a imprensa deixe que a Lei a julgue. Outro cidadao falou sobre os erros de portugues do presidente, ri muito, pois, cansei de ler jornais com erros gritantes e gravissimos de portugues, e veja, esses jornais tem especialistas para correçao. São coisas assim que a imprensa joga para o publico como sendo sabedores de tudo que é correto e verdadeiro, mas que na pratica sabemos que nao passa de hipocrisia e uma forma de manipular opinniao. Como ja disse em comentarios anteriores a imprensa se modernizou tecnologicamente mas nao reciclou seu profissionais. Outra fato grave que veio a publico foi a forma escusa e ilicita como se conseguem as informaçoes, isso é gravissimo, na medida que condenamos a ilicitude alheia e fazemos o mesmo. Que ética é essa que se cobra tanto e nao se pratica? Penso que esta na hora da midia repensar seus valores e a maneira de coduzir a informaçao sem deforma-la. Hoje o que vemos é o jornalista emitir sua opiniao ante o fato concreto, isso é perigoso. A midia nessa eleiçao saiu manchada nao pelas informaçoes dadas. mas pela forma como distorceu os fatos e isso ficou claro .O povo respondeu nas urnas, que nao precisa de interlocutor para expressar, tem pernas proprias e soube distinguir o que era fato informativo de factoides tendenciosos. Acho que nao é somente o presidente que nao gosta de critica, a imprensa quando é submetida a julgamento, lança o slogan de que esta sendo censurada sua liberdade, como se fosse acima da Lei , a imprensao que fica é que todos os cidadaos podem e devem ser julgados e condenados pela midiai, menos a imprensa essa tamberm tem imunidade parlamentar.
ana sarmento , recife-PE - servidora pública
Enviado em 1/11/2006 às 01:14:04
Muito legal o Observatório da Imprensa veiculado hoje pela TV. Sem espaço para o contrditório, não é mesmo? Até as perguntas de telespectadores que foram selecionadas eram favoráveis às uníssonas lamúrias dos debatedores, todos temerosos em relação aos ímpetos antidemocráticos do governo Lula contra a equilibradíssima mídia (na avaliação da múmia Gutemberg). Sabe como é: todos os poderes podem e devem ser fiscalizados e criticados, mas qdo se trata da imprensa... Essa é intocável sob pena de se colocar a democracia em risco. Dá um tempo, Dines! A esmagadora maioria da mídia foi derrotada e não está sabendo perder. Um pouco de autocrítica lhes cairia bem. O rabo tá de fora.
Mmanuel Santana , Feira de Santana-BA - Professor
Enviado em 1/11/2006 às 01:13:40

É lamentável que numa discussão tão importante haja tamanha homogeneidade em vossas falas. "Tapar os erros da imprensa com a peneira" com o poder que os jornalistas tem ou minimizá-los não ajuda nossa democracia. Foi citado que desconhecemos o trabalho dos jornalistas e da imprensa. Qual a razão disso? Será a escola que não ensina? Piada, não é? Dizer que imprensa não passou da dose, pois se aasim fosse Lula não seria reeleito, é brincadeira, não é caro jornalista? (O senhor assiste Tv aberta?) O que aconteceu nestas eleições é que parte da imprensa foi obrigada a enxergar que seu poder de influência e indução quando lhe é conveniente, desta vez não funcionou. E muitos devem estar até agora se perguntando como não??????? Mas muito bonito foi assistir a globo transmitir o enorme pronunciamento do presidente e sem poder ter o privilégio que gostaria de ter.

É 0h47 e tenho a impressão de que estou perdendo meu tempo dando credibilidade a este programa que no pouco período que acompanho, acreditei ser um diferencial na televisão brasileira. E que fique claro não tenho e nunca tive filiação partidária, sou apenas um cidadão comum e que compartilho a opinião de dezenas de amigos, colegas de trabalho etc de que a imprensa tem "partido" e seus interesses parecem ser diferentes dos da maioria da população - diga-se de passegem - que também trabalha e tem dificuldas como os jornalistas (como foi citado).

Mas se este programa destina-se apenas à classe média-alta e a jornalistas desconsidere o que falei e irei buscar outras fontes de informação e de espaço mais heterogêneos, afinal, os convidados de hoje pareciam os ministros do governo após uma reunião ministerial com o presidente. Emanuel Fonseca

Gilson Raslan , Jaru-RO - Advogado
Enviado em 1/11/2006 às 01:04:01
Dines, quem acredita que a mídia aceita um convite à reflexão? Com a sua arrogância, como dona da verdade, somente por coação ela entrará no eixo. Deixe de corporativismo e caia na real, meu caro.
wanderlei de sousa gomes junior , rio de janeiro-RJ - professor
Enviado em 1/11/2006 às 01:01:46

Não sei se a intenção de vocês é realmente séria. Acredito que deve haver alguns jornalistas realmente interessados na verdade. Não sei se estão no programa de vocês. O que eu vi foi um programa de defesa da imprensa sem uma voz que atue como um "promotor". Que programa de crítica é esse em que só há advogados? Um deles diz, mais ou menos: "Desafio alguém a demonstrar que a imprensa fez uma cobertura desequilibrada". Demostrar como, se só vocês têm o poder de dizer o que querem, de réplica, tréplica e "quádrupla"?

Mas, só para dar um exemplo, toda a imprensa disse que o primeiro debate entre Lula e Alckmin foi claramente vencido por Alckmin. É uma opinião, mas vocês a passaram como fato. Outro diz que objetividade é besteira (ou algo assim). Tal como vai a imprensa, parece que é mesmo. Diria que, mais que besteira, é uma quimera. O que ninguém lhe contestou no programa é que não se trata de objetividade, senão de imparcialidade. Mas jornalistas sabem a diferença entre um termo e outro?

Outro diz que se a imprensa tivesse sido tão favorável a Alckmin, Lula não teria tido a votação que teve. Como ele sabe? Não se esqueçam de que vocês, jornalistas, estão sempre se surpreendendo de que o mundo real não atue como o mundo "real" de vocês espera.

Outro diz que Lula é um fenômeno da imprensa... e que deve agradecê-la por isso. Por favor, essa já é demais. Quem não é um fenômeno da imprensa, então? Ayrton Senna também é, porque se ele tivesse ganho todos os grandes prêmios de fórmula 1 e a televisão e a imprensa em geral não o noticiassem ele não seria nem conhecido. O que esse jornalista que fez tão inteligente observação parece pensar é que o bom mesmo seria que a imprensa só desse notícia sobre alguém que depois vai ficar agradecido. É essa a prática corrente?

Não, senhores, vocês não são os donos da verdade. Vocês têm os olhos tapados porque não admitem críticas a não ser com direito a ter a antepenúltima, a penúltima, a última palavra e a que vem depois. Se algum de vocês realmente quer uma imprensa preocupada pela verdade, penso - se me permitem dar conselhos, além de criticar - que o que vocês devem fazer é ser menos corporativos e mais incisivos (pelo menos aqueles de vocês que não correm o risco de perder o emprego). Muito obrigado.

Regina Andrade , Salvador-BA - Assistente Social
Enviado em 1/11/2006 às 00:54:06

Pelo que pude sentir do debate no observatorio desta noite, vendo sob a ótica dos debatedores, não haverá mudança na postura da imprensa, não haverá autocritica, porque obviamente vocês não erram, não erraram e portanto não há o que corrigir. A questão, caros amigos, é o mesmo mal que assola o governo e as instituições do país. A questão é ética, há uma grave crise ética no país e a imprensa não poderia ficar de fora. Vocês como os demais não conseguem reconhecer o grande equivoco que cometem. No caso da imprensa esta brutal parcialdiade (isto na visão não do governo, nem da imprensa, mas dos consumidores do material que vocês produzem - nós). A clara obsessão de parte da mídia em influenciar nossa decisão a favor do candidato que vocês julgam ser melhor para o país. Isto é absolutamente claro.

Com raríssimas exceções, esta foi a tônica da imprensa. Claro que somos a favor da liberdade de imprensa, isto não se contesta. O que questionamos é o grau de responsabilidade de parte da imprensa na transmissão das notícias, o grau de parcialidade, o comprometimento com a ética. É uma pena que vocês não achem necessário pensar sobre o assunto. Seria um debate interessante. Mas devo advertí-los que quem mais perde com esta postura é a própria imprensa. E não perde devido a qualquer pressão que possam vir a sofrer por parte do governo (como vocês gostam de insinuar), mas perdem pelo descrédito em que caem junto ao público.

fabio lopes , fortaleza-CE - professor
Enviado em 1/11/2006 às 00:49:16
foi visível a forma facciosa como a imprensa brasileira cobriu não apenas a eleição como o governo lula como um todo. No Brasil a liberdade de imprensa é uma falácia por conta da concentração da propriedade da mídia. Eu sou um dos q trabalharao pelo cancelamento de assinaturas de certos orgãos de "IMPRENSA" existentes em nosso país. E é bom que fiquem em alertas porque a internet é um precioso instrumento para neutralizar o monopólio das consciências que a mídia deteve até hoje.
Francisco Marinho , Belo Horizonte-MG - Professor Universitário
Enviado em 1/11/2006 às 00:43:40

Srs. fui chargista por 14 anos nos Jornais Diário da Tarde e Estado de Minas. Sou Engenheiro Mecânico (UFMG), Mestre em Artes, (UFMG) e Doutor em Ciências da Comunicação (USP) e Professor da UFMG. Nunca vi, em meus 14 anos de imprensa, algo tão sórdido e escandaloso como o comportamento da maioria dos jornais e jornalistas. Senti vergonha pelos que permanecem submissos aos seus chefes de redação, talvez temerosos pelos seus empregos, não sei. Senti asco pelos deliberadamente manipuladores da opinião pública.

Srs., a imprensa não deve temer cobrança do povo, esses milhões de “Homer Simpson”, segundo as palavras "carinhosas e polidas" do Bonner. A imprensa deve temer, sim, as novas formas de comunicação de várias mãos e vias, como a internet. Lá o ethos, o logos e o topos da cidadania se revelam como uma nova ágora da democracia emergente. A imprensa deve temer o livre fluir das informações nas redes auto-organizadas das novas mídias. Deve temer a alteridade e a tolerância. A imprensa deve temer a verdade, filha da polêmica, como diziam os gregos.

A imprensa não precisa e nem pode pensar em auto-reflexão, pois refletir é verbo alijado dos manuais das redações. Os verbos ordinários são repetir e servir, na pior das acepções. Aliás, se vocês notarem a palavra servil de trás para frente é lida como “ livres”.

Nós, brasileiros, chamados de idiotas por elegermos quem achamos que deveríamos eleger, caminhamos no sentido das letras que formam a palavra “livres” e não no sentido contrário “servil”. A capacidade de tolerância, perseverança e espírito público, estampada na conduta de um verdadeiro chefe de estado como Presidente Lula deveria ser um motivo para a reflexão da imprensa, caso houvesse por parte dela certa dignidade em reconhecer seus erros.

Srs., os Homer Simpson estão acabando. O que nós presenciamos nessas eleições é a emergência do brasileiro com opinião própria, apesar do massacre vil das notícias amplificadas e distorcidas ao absurdo. Sim, brasileiros livres e opinativos surgem nas novas formas de comunicação plural e esse deve ser mais um verdadeiro fato que vocês não noticiarão e nem publicarão. Seria a crônica de um suicídio anunciado.

Fernando Pinto Coelho , Maceió-AL - professor
Enviado em 1/11/2006 às 00:36:20
Vocês acham que os novos escandalos desse governo como os cartões corporativos e a filha do presidente envolvida no escandalo do dossiê, divulgado pelo jornal Alerta Total, podem ser abafadas pela imprensa por uma nova operação abafa do governo?
Mônica Vasconcellos , São Paulo-SP - médica
Enviado em 1/11/2006 às 00:28:44
Por que todos têm que aceitar as criticas numa boa e a mídia, a cada crítica, acha que a liberdade de imprensa está ameaçada? Em todas as profissões existem bons e maus profissionais. Enquanto a mídia se comportar de modo corporativo, vão ocorrer generalizações desnecessárias.
susana fabra , porto alegre-RS - auditora fiscal da receita federal
Enviado em 1/11/2006 às 00:23:01

Defendo a liberdade de imprensa e expressão. O problema que deve ser discutido é: por que a sociedade não pode discutir a avassaladora interferência que alguns meios de comunicação (os grandes grupos têm) enquanto tentam botar o pé em cima das rádios e TV s comunitárias? Em qualquer país decente há um controle SIM da sociedade civil sobre isso. Por que a imprensa entende toda e qualquer crítica ou menção a isso como uma censura? Convenhamos, senhores. Vocês melhor do que eu sabem que nos países europeus por exemplo existe sim um controle da sociedade sobre a mídia. Por que aqui não poderia haver?

abaixo a ditadura da imprensa. eu quero e desejo como cidadã não vinculada a nenhum partido que, por exemplo, se um jornal é claramente favorável a uma determinada candidatura ou contra um governo legitimamente constituído diga claramente que é. se você for ali no uruguai, por exemplo, você tem um jornal de esquerda, um jornal de direita e um de centro e as pessoas escolhem qual ler. por que, por exemplo, aqui no RS a ZH tenta esconder que é parcial? tentando dar um viés de imparcialidade, até demitindo jornalistas que são claramente conservadores para tentar enganar os seus leitores? vocês podem responder?

Daniel Menezes , Natal-RN - Sociólogo
Enviado em 1/11/2006 às 00:22:37
Sr Dines, Penso que é simplesmente ridículo o Sr chamar apenas jornalistas conservadores, tais como do Estadão, Folha, etc (só faltou a veja). e dizer, posteriormente, que os "veículos de comunicação menores" (faltou o Sr dizer, para expressar melhor a sua idéia, "ilegítimos") estão tentando polarizar o questão da "atuação da imprensa", perdendo de vista a busca pelo esclarecimento. O Sr quer esclarecer alguma com tal tipo de atitude?! Penso que não.
joao tome , sao paulo-SP - vendedor
Enviado em 1/11/2006 às 00:18:05
Cadê o contraditório neste programa de hoje?
Regina Andrade , Salvador-BA - Assistente Social
Enviado em 1/11/2006 às 00:14:42
Eu faço a seguinte pergunta ao Sr. Gutemberg, Quando a imprensa ataca em bloco o presidente Lula, de forma agressiva e sem limites, quando a revista Veja chama o presidente de chefe de quadrilha e estampa Alckmin na capa como Salvador do País e espalha esta capa por diversos outdoors de S.Paulo, quando a Rede Globo ataca veementemente o presidente e o PT, muitas vezes com razão, mas sem sombra de dúvidas com exagerado zelo e excesso visivel, tudo isto é normal, tudo se refere a Liberdade de Imprensa e os erros são decorrentes da pressa em se fechar matéria (alega a imprensa). Quando qualquer político pede que a imprensa faça uma autocritica, isto cheira a golpismo. Não há um corporativismo que claramente deturpa a ética em seu benefício? Não é realmente hora de haver uma auto critica da imprensa, ao menos de boa parte dela?
Roberto Pavanelli , Parapuã-SP - Bombeiro
Enviado em 1/11/2006 às 00:04:27
Muito se comentou sobre as pesquisas no período pré-eleitoral, nestas eleições o que se viu foi uma avalanche de pesquisas que acabaram direcionando os votos de muitas pessoas que mudavam seu voto tanto quanto deputados mudam de partidos, as pesquisas nada acrecentam ao eleitor só influenciam aqueles bois que vão aonde as vacas vão. Agora depois de eleito o Sr Lulalá quer pagar de simpático com a imprensa, o pior é que tem profissional que vai acabar acreditando nele, é uma pena que os cidadãos que estão em postos que podem formar opinião se deixem levar por esta aberração politica.
Andro Silva e Silva , Recife-PE - Aposentado
Enviado em 31/10/2006 às 23:54:01
E verdada sim! Varios assinantes aqui em Recife e outras cidades, pessoas que eu conheço, estão anulando assinaturas: revista Veja, Folha de S. Paulo e até do Estado de S. Paulo. O motivo é o comportamento durante o período da campanha eleitoral. Como confiar e acreditar em uma imprensa que fere todas as regras usadas no mundo inteiro? Como? Tenho um amigo na França e fiquei completamente envergonhado quando ele me questionou sobre a revista Veja. O que eu deveria dizer? Sinto muito, mas é a verdade. Andro da Silva e Silva
Sônia Zamboni , Porto Alegre-RS - Professora
Enviado em 31/10/2006 às 23:52:50
Não sou PETISTA. Não SOU PETISTA. NÃO SOU PETISTA. Assisto sistematicamente a esse programa... Sou professora e por diversas vezes preparei aulas a partir desse Observatório, recomendei a assistência do Programa. Achei que ESSE fosse a luz no "fim do túnel"... a indispensável reflexão sobre a mídia... Como educadora, sentia uma esperança porque ESSE PROGRAMA levantava questões vitais...MAS O QUE É ESSE PROGRAMA DE 31.10.06? QUE VERGONHA... NEGOU TUDO QUE FEZ ATÉ HOJE... CORPORATIVISMO. Coitadinhas da Rede Globo e da Veja? Cansaram? Venderam-se?... sendo até MAL-EDUCADOS E IRÔNICOS com o Povo Brasileiro e com o PRESIDENTE... Como eu disse, REFORÇO: não sou petista, mas como brasileira, estou, profundamente, ofendida pela montanha de raciocinios ilógicos e mentirosos que vocês tentaram impor aos telespectadores... ATÉ PARECE QUE NINGUÉM NOTOU QUAL ERA O OBJETIVO DESSE PROGRAMA. EM QUEM SERÁ QUE VOCÊS VOTARAM? QUE INTERESSES TÊM? Para que serve falar corretamente a gramática? Para usar do PODER que a MÍDIA dá para fazer injustiça, para tentar desmoralizar as pessoas, para favorecer as elites, para ser preconceituoso? Marco Aurélio Garcia tem toda a razão...Vocês precisam pedir desculpas, principalmente, pelas distorções que fizeram hoje. Que decepção DINES!... Que fraude!
santana moura , Recife-PE - Professora
Enviado em 31/10/2006 às 23:52:36
Prezado Jornalista Dines O que me move a escrever é o desejo de expressar que também senti o impacto de toda a carga pesada sobre um presidente, pois sou ouvinte de rádio, telespectadora de TV, leitora de Jornal e com toda frieza digo:nunca vi tanta artilharia contra um governo em toda a minha vida. Embora em minha vivência eu sempre tenha sabido, por observação in locu, que os políticos que hoje se arvoram defensores da ética são os mesmos que compravam votos de eleitores desinformados, são os mesmos que ameaçam e até demitem, com a anuência dos donos dos veículos, os jornalistas que ousarem denunciar algo que vá contra seus interesses. E voces sabem disso!! Por que nunca denunciaram??? Voces não denunciam, mas o povo sabe dessas verdades, então, imaginam: que grandes hipócritas, os denuncistas e os propagadores. As pessoas mais extremistas chegam a se indignar a tal ponto de se tornarem agressivas, como vimos ontem. É pra imprensa refletir sim, sobre o papel que tem na construção da cidadania e não na omissão ou realce de notícias pra A,B ou C. Existe muita coisa a se discutir e este programa é o forum apropriado, mas espero encontrar um corajoso que denuncie as pressões que os jornalistas que estão na ponta sofrem para maquiar uma notícia ou distorcê-la. Vamos enfrentar este problema? se a imprensa critica, por que a imprensa não pode ser criticada?? Por que não abre espaço para a crítica? talvez assim acalme os ânimos.
Genaro Leno Neto , João Pessoa-PB - Aposentado
Enviado em 31/10/2006 às 23:44:14
A mídia é tão corporativa quanto qualquer outra instituição, como, por exemplo, o programa de hoje está revelando. A mídia tem um poder enorme e usa esse poder. Nós, cidadãos comuns, como podemos fazer para expressar a nossa indignação com a forma com que a mídia trata determinados assuntos ou situações? Nem as nossas "cartas de leitor" são consideradas quando expressamos nossa indignação, quando ela ocorre. A mídia empresarial escamoteia seu poder e dissemina a razão cínica. Por exemplo, a nota de Veja sobre as agressões a seus repórteres (condenável em todos os sentidos) se considera "imprensa independente". Por que a revista não assume que é uma imprensa que faz oposição cerrada ao atual governo? Pelo menos, a Carta Capital é honesta e esclarece, em editorial, a sua adesão político-eleitoral ao atual governo. O Observatório da Imprensa de hoje, infelizmente, confirma o sentimento que muito de nós, cidadãos comuns, temos sobre a grande imprensa brasileira: nela, prevalece o cinismo. Apesar, disso, não deixarei de assistir a esse programa, toda terça-feira, desde que não deixe de lado o exercício crítico da mídia, para se tornar, mais um, defensor da corporação. Nós, cidadãos comuns, precisamos do Observatório da Imprensa, da mesma forma que precisamos de oxigênio. Obrigado pela atenção.
jose fontes , aracaju-SE - economista
Enviado em 31/10/2006 às 23:41:40
Prezados Srs. do OI. Estou no momento assistindo ao programa OI na TV, e tenho o seguinte recado para passar aos Srs. Jornalistas: É fato que a mídia de forma generalizada jamais é parcial, ela sempre assume um partido ,naturalmente, o erro gorsseiro é dizer-se imparcial. Isto é o que leitores e telespectadores como eu e a grande maioria do povo brasileiro já enxergou há muito tempo, e a grande votação do Presidente Lula no 2 turno, apesar da massificante quantidade de "INFORMAÇÕES NEGATIVAS" veiculadas pela mídia, ainda assim não conseguiram demover o eleitor. Hoje com o surgimento da INTERNET, onde é possível um caminho de volta, um feedback para os jornalistas, que como pude presenciar hoje à noite no programa OI, não aceitam as manifestações dos telespectadores e arvoram-se em donos da verdade última e absoluta. Graças à Internet podemos dizer agora que os jornalistas vão passar a ouvir a voz dos leitores, telespectadores e ouvintes. Espero que vocês saibam receber o retorno do que pensam os massacrados leitores, telespectadores e ouvintes dos antigos meios de informação de mão única. Pensem um pouco e não se enxerguem como os únicos detentores da verdade absoluta. A inteligência vive tambérm fora da mídia. Senti no rpograma a arrogancia que exala de V.sas., como a dizer: Você, que lê, assiste TV e ouve rádio não tem direito a pensar, nós pensamos por vocês. Mais uma vez graças à internet este tempo está passando. Espero ver publicado este comentário.
José S. Rozário , Itajaí-SC - Empresário
Enviado em 31/10/2006 às 23:40:27
Caros jornalistas, Estava assistindo ao programa Observatório da Imprensa nessa terça dia 31/10/06 e não pude deixar de me indignar com o que foi discutido. Será que veremos em breve nas culunas dos jornais SÉRIOS desse país que vivemos umas receitas de BOLO DE BANANA OU DE BAUNILHA?
antonio soares , recife-PE - divulgador cultural
Enviado em 31/10/2006 às 23:36:52
Caro Dines A acentuação do mal estar entre a imprensa e as pessoas comuns, neste último ano, se fez exatamente pela percepção que se teve de que todas estas coisas de corrupção, etc,etc, não estavam acontecendo pela primeira vez. Já era uma prática muito antiga, mas nunca foi denunciada, nunca foi tão repercutida. Pra se ter um idéia, bandido passou a ter espaço não apenas nas colunas ou programas policiais, mas também nos grandes jornais, telejornais, etc. Palavra de bandido, mesmo sem provas, passou a ser verdade. Então isto exacerbou o sentimento de injustiça que já existia entre as pessoas argutas e observadoras. Isso chegou ao grande público também. Ninguém é mais tão bobo ou manipulável como se imagina. O que se quer é uma imprensa imparcial que seja punida quando der notícias irresponsáveis sem as devidas provas, porque ninguém vai poder mais juntar os cacos de quem foi destruido por uma notícia mentirosa.
Sílvia Rosa Castro , Valparaíso-GO - Bancária
Enviado em 31/10/2006 às 23:34:20
O papel da mídia nos últimos tempos tem sido vergonhoso pela sua parcialidade e arrogância. Estou escrevendo isso mas tenho certeza de que quase nenhum jornalista admitirá esses "pecados". Para eles "o inferno são os outros". A Rede Globo errou em deixar de divulgar uma informação importante sobre o desaparecimento do avião da Gol, optando por divulgar fotos do dinheiro para dar uma ajudazinha ao Alckmin. Ao observar o triste quadro da mídia brasileira, pergunto-me como devem estar os currículos dos cursos de Jornalismo. Fico com a impressão que eles devem estar equivocados para formar tanto jornalista vaidoso, arrogante, autoritário e sonso! Desculpem-me a franqueza. Sílvia
Norma Dias Andrade , Salvador-BA - Administradora
Enviado em 31/10/2006 às 23:29:38
Boa noite! Gostaria de perguntar ao Sr. Carlos Marchi o que ele poderia me dizer sobre o acordo do Delegado Bruno com alguns reporteres sobre a farsa das fotos roubadas, e que inclusive, a globo veiculou como se tivessem sido roubadas de fato! Qual a explicação que se dá sobre a Globo ter aparecido no hotel (realizar a prisão) antes mesmo da polícia? e por fim, por que Globo quando se direcionava aos integrantes do PSDB, não fazia referencia ao aludido partido (por exemplo, Abel, do "governo passado"), enquanto em contrapartida, quando de referia aos integrantes do PT, destacava muito bem o partido (por exemplo, Lula DO PT)! Grata, Norma D. Andrade.
edson moreira borges , goiania-GO - psicólogo
Enviado em 31/10/2006 às 23:26:21
Gostaria que os debatedores comentassem a possibilidade do presidente Lula, a pretexto de "democratizar os meios de comunicação", aplicar uma tremenda mordaça, seja econômica, seja através da chantagem, leia-se movimentos sociais, seja através de alterações manipuladas da legislação pertinente. (Já se falou em mini-constituinte fora do congresso). Grato
Marcelo Porto Porto , Brasília-DF - Policial Militar
Enviado em 31/10/2006 às 23:25:25
Falo como leigo, mas como alguém que recebe a notícia e se posiciona criticamente. O fato é que, uma vez formadora de opinião, a mídia tem sim um papel influenciador que por vezes exagera. Vejo cada vez mais que o discurso de "neutralidade" da grande impressa tem se tornado numa falácia, e na hora de receber críticas e fazer uma auto-crítica vcs da mídia, em grande maioria, se blindam e não dão ouvidos com humildade, assumindo erros e menos corporativismo.
Marcelo Ribeiro , Aracaju-SE - Professor
Enviado em 31/10/2006 às 23:18:39
Negar o papel de oposição da Veja, é hipocrisia. Como não ligar a eleição de Collor à revista. E o caso Ibsen Pinheiro? E o dinheiro que Fidel mandou para o PT? E o apoio incondicional ao governo FHC? O leitor não é bobo. Obrigado, Marcelo Ribeiro
Luiz Armando Pedroso Rosa Rosa , Porto Alegre-RS - Bancário
Enviado em 31/10/2006 às 23:15:24
O Governo Lula tem recebido um tratamento inadequado da imprensa que se tornou um partido político contra o Governo e que está agora tentando fazer o que houve na Venezuela contra o Chávez. A Revista Veja, entre outras, destrata e desrespeita o Govverno Lula e agora propõe o terceiro turno da eleição. Então se, uma Revista faz denúncias através de seus jornalistas é porque eles devem saber do que falam, então a Polícia Federal tem mesmo que chamá-los, como a qualquer outro cidadão, para prestar depoimentos e responsabilizar-se pelo que publicam. A imprensa faz agora um desserviço ao País. Meu entendimento como cidadão é que o mesmo que vale legalmente para mim vale também para os jornalistas que não estão acima da lei. Se caluniam, tem que prestar contas. Isto é imprensa livre, sóbria e lúcida. Não entendo o Governo pressionanando a imprensa e sim a imprensa querendo desconstituir um Governo legitimamente eleita. A imprensa age de maneira covarde e só quer ouvir a sua própria voz e defender seus próprios interesses. A imprensa tem sim que pedir desculpas à Nação pelas mentiras e denúncias não comprovadas. Caso não o faça, perde a credibilidade, como tem acontecido. Chega de jornalistas que não não publicam notícias mas que fabricam fofocas e mentiras. O povo brasileiro merece respeito. Nunca um Presidente foi tão atacado. Querem o silêncio de quem tem razão?? Até acho que o Presidente tem tido paciência demais.
vera lopes , Pelotas-RS - jornalista
Enviado em 31/10/2006 às 23:12:29
é demais! esta orquestração do medo do "estamos nos sentindo ameaçados e quem perde com isto é a demmocracia", está muito além do aceitável... é um comportamento cínico que eu não esperava ver no OBSERVATÓRIO. Sr. Dines a imprensa tem dono, tem lado, faz parte de um grupo de interesse, pressiona... os formadores de opinião perderam espaço, não atingiram seus objetivos, é natural que estejam magoados, mas A ÚNICA COISA QUE NÃO DÁ PARA ENTENDER agora é esta funéria reunião antecipando o "réquiem" da liberdade do uso e do abuso do poder ecnômico intolerante e totalitário que é o eterno porta voz de uma só verdade.
Claudius Ceccon , Rio de Jneiro-RJ -
Enviado em 31/10/2006 às 23:12:22
Com todo o respeito, quando multidões se reuniam nas praças pedindo as diretas e isto não era noticiado pela TV Globo que nome se dá a isso? E no caso Proconsult? Por que a imprensa não se interessou um pouco mais pela história do "pobre caseiro" e seu pai? E esse estranhíssimo dossiê, com figuras manjadas envolvidas e outras, menos manjadas, mentindo para a Polícia Federal, não mereceria um pouco mais de curriosidade? Por outro lado, a intolerância é uma coisa abjeta, que deve ser repudiada com firmeza por todos. Agora, cá entre nós, quando Marco Aurélio Garcia diz que a imprensa deve auto-examinar-se... por qual razão há tantos chiliques? Não deve não? O que deve ser perguntado aqui é o seguinte: a liberdade de imprensa é a liberdade de quê? Do dono do jornal dizer o que bem entender? Ou a imprensa livre em um país democrático tem compromissos éticos com a informação equilibrada, equânime, que oferece a seus leitores, deixando sua opinião para os editoriais?
Nilton Araujo , Rio de Janeiro-RJ - Liberal
Enviado em 31/10/2006 às 23:10:25
Vcs poderiam chamar o Paulo Henrique Amorim, o Azenha da Globo, o Mino Carta para discutir a mídia. Um asunto que vcs não discutem é a briga de todos os meios de imprensa pelas verbas de veiculação do governo federal, como petrobras, caixa, BB e outras empresas.
robson rubenilson , picui-PB - professor
Enviado em 31/10/2006 às 23:01:38
É possivel afirmar que a grande mídia sai com a credibilidade abalada apos a cobertura " parcial" feita durante a campanha presidencial?
Paulo Campos , Cabo Frio-RJ - Professor
Enviado em 31/10/2006 às 22:59:21
Reconhecendo o imprescindivel papel da imprensa no processo democrático, chamo atenção para a responsabilidade na condução dos assuntos da nação por parte deste "quarto poder". Me parece que há uma preocupação legítima no equilíbrio interpoderes no que tange o legislativo, o judiciário e o executivo. Mas me parece também que existe uma certa liberalidade quanto à responsabilidade da imprensa na sua ação democrática, destinando a este quarto poder apenas os direitos e uma cobrança muito tênue das suas responsabilidades. Um governante, um parlamentar ou um juiz tem seus erros flagrantemente divulgados na mídia. O mesmo não ocorre com relação ao "quarto poder". Não é isto injusto??
Luciano Oliveira , Pouso Alegre-MG - empresário
Enviado em 31/10/2006 às 22:56:09
Uma das maiores derrotas desta eleição foi da imprensa. Ela foi parcial, contra o Presidente, o tempo todo. Ela estava acostumada a ser formadora de opinião e, agora, foi desmoralizada, porque o povo não acreditou nela. E, ficaria muito satisfeito, se os senhores admitissem isso. A corrupção que vocês viram agora, aconteceu sempre e com muito mais vigor em outros governos. E, para encerrar: e o PFL (gargalhadas), virou um partidinho. Bem feito.
Hildeberto Aquino , Russas-CE - Aposentado
Enviado em 31/10/2006 às 22:51:47
Perguntem ao entrevistado Vilas Boas: e a imprensa agiu com correção para com o Presidente? Será que ele não tem conhecimento de todas as armações que foram articuladas pela imprensa? Negar isso é assinar um atestado de completa alienação. Francamente!
Hitler José F. Cardoso , São José dos Campos-SP - Projetista Aposentado
Enviado em 31/10/2006 às 22:51:44
A imprensa nacional, ou melhor, a mídia nacional se empenhou como nunca para impedir a reeleição do Presidente Lula; não conseguiu! E agora? Será que vão aceitar a derrota, ou vão trabalhar para derrubar o Presidente contrariando a vontade do povo? Sou um grande admirador do jornalista Alberto Dinis. Atenciosamente, Hitler José F. Cardoso
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