ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 405 - 9/2/2010
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DEPOIS DA CAMPANHA
A ofensiva contra a mídia

Por Alberto Dines em 2/11/2006

Comentário para o programa radiofônico do OI, em 2/11/2006

Qual a razão da súbita ofensiva contra a mídia um dia depois da estrondosa vitória do último domingo? Se o presidente reeleito dá provas efetivas da sua disposição de aproximar-se da imprensa, então por que esta sucessão de episódios na direção contrária sugerindo um clima de ameaças ao exercício do jornalismo?

Existem várias hipóteses para explicar a disparidade e o paradoxo. Uma das hipóteses, a mais humana e a mais compreensível, refere-se ao estresse. As equipes do governo e do PT estariam simplesmente esgotadas pela tensão dos últimos dois meses. Neste estado, as reações são exageradas, impensadas, e como há muita gente envolvida, sai tudo pelo avesso, desordenado.

Numa outra linha de raciocínio, estão as hipóteses do tipo conspiratório: de acordo com elas, a intenção de aproximar-se da mídia acompanhada por uma série de trancos seria uma forma de manter a mídia na defensiva, impedida de forçar as investigações a respeito dos desdobramentos do malogrado Dossiê Vedoin.

Papel essencial

Nos próximos dias, em seguida à primeira entrevista coletiva do presidente, as dúvidas talvez possam ser esclarecidas. Enquanto isso é preciso lembrar que esta blitz antimídia com cara de revanche prejudicou a agenda de uma discussão séria a respeito da estrutura da mídia em nosso país.

Ao se desgastarem numa briga em torno dos procedimentos jornalísticos no período eleitoral – no qual nem o governo nem o PT têm razão alguma – queima-se uma preciosa chance de iniciar o debate estrutural sobre mídia e que jamais foi ensaiado.

O feriadão talvez sirva para o repouso dos guerreiros e a sua substituição por estrategistas menos tensos e desgastados. Então ficará claro que a mídia é essencial para levar adiante o projeto de reconciliação nacional. Com os mensageiros assustados a mensagem chega sempre truncada aos destinatários.

Comentários (153)
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Luis Sousa , Porto Alegre-RS - Funcionário Público
Enviado em 7/11/2006 às 11:02:30
Caro Dines, Lamentável tambéma sentença qu eum juiz deu contra o professor Emir Sader, por fazer uma crítica ao presidente do PFL, num artigo em um site (agenciacartamaior.com.br), um juiz condenou-o a perda do emprego de professor, não vi repercursão nenhuma na mídia contra esse atentado a liberdade de expressão, nem sequer aqui mesmo no observatório da imprensa. Será que perseguir quem critica o PFL pode? Um abraço
Alvaro Antonio Fernandes Mesquita Mesquita , Petrópolis-RJ - Engenheiro
Enviado em 5/11/2006 às 22:05:36
Alberto Dines Assisti algumas vezes na TV os seus programas de debate sobre a ética na mídia e gostei muito. Sobre a crítica do PT e do Presidente Lula contra a imprensa, em alguma coisa eles têm razão. Eu sou mero leitor e não faço parte de qualquer militância política. Eu era assinante do “Jornal do Brasil” e da “Veja” a mais de 16 anos e há um ano cancelei a renovação dos dois, porque não agüentava mais algumas reportagens políticas absurdas que não eram comprovadas mais adiante e o desrespeito pela figura do presidente do Brasil. Se fosse críticas bem intencionadas, tubo bem, mais às vezes sobressaía o achincalhamento moral. Hoje sou assinante do Jornal “O Globo” e de uns meses para cá, também li centenas de reportagens negativa contra o governo, principalmente dos colunistas, articuladores e fazedores de opinião, com vários artigos às vezes repetitivos contra o Lula e quando não tinham mais argumento passaram ao xingamento e a ofensa preconceituosa. Ora, a grande impressa tem o dever de informar os seus leitores o mais próximo da verdade, é claro ela pode divergir e colocando artigos a favor ou contra, o que ela não pode é tomar partido. Ninguém quer a impressa censurada por qualquer governo ou serviço de grupos de interesse, assim creio que a impressa deveria fazer a sua autocrítica para firmar a democracia em nosso país. Anteciosamente, Álvaro Antonio Fernandes Mesquita
Miro Junior , SP-SP - Analista
Enviado em 3/11/2006 às 20:49:24
O último programa do OI lembrou mais uma reunião do PC da Albânia do que um programa de TV com mentes livres. Palco armado para dar um alento ao combalido apresentador. Revelador foi o pessoal da filmagem quando abria o foco e se podia ver Dines de sorriso largo ao ouvir dos parceiros de mesa aquilo que não consegue repercutir. Conversa de surdos.
Sírio  Possenti , Campinas-SP - Professor
Enviado em 3/11/2006 às 14:52:28
O Sr. Villas Boas não tem nenhum direito de rir dos "erros" de concordância de Lula. Antes disso, ele poderia ouvir-se em um programa "falado" e perguntar-se por que, nessa idade e com toda sua instrução, é tão pouco fluente. Aliás, o mesmo se pode dizer de Alberto Dines! Posam de sabichões, riem do outro (até por ignoraram que fala não é escrita), mas deveriam, se tivessem auto-crítica, ficar escrevendo, porque falando são um desastre!
Marco Vicente Dotto Köhler , Imbituba-SC - Estudante
Enviado em 3/11/2006 às 13:50:26
Sr. Francisco Campos , Porto Velho-RO - Revisor de acórdãos. Se a Veja fala a verdade, deve-se repensar o conceito de "verdade". Diogo Mainardi ser o articulista mais inteligente do Brasil? De sua pena brota a verdade absoluta? Tenha dó... Petismo, nova adoração ao demônio? o quê isso significa? Alckmin, cristo reencarnado? "foi crucificado, morto e sepultado pelo povão, que preferiu o Barrabás ex-operário, nordestino, corintiano??" "Guerra Santa" contra quem não conhece a obra de algumas pessoas? Por quê? são menos humanos esses cidadãos? Não, são, humanos e cidadãos, tanto quanto o sr., Francisco Campos. Absurdas palavras as suas. Inacreditável e inaceitável tanto preconceito em um comentário só. Simplesmente lamentável. Abraço.
Diogo Rangel , brasília-DF - ECONOMIÁRIO
Enviado em 3/11/2006 às 12:23:00
Prezado Dines, Já acompanho o Observatório há um tempo, no entanto é a primeira vez que me manifesto. Assisti ao programa de terça e gostaria de fazer alguns comentários: 1) Por que não foi convidado um representante da opinião contrária, tão necessária para qualquer debate? Convidar apenas jornalista de veículos sobre os quais recaem as duras críticas é no mínimo pouco democrático, para ficar na elegância; 2) Muito pertinente a análise dos convidados de que o Governo deve ser cobrado e criticado. Aliás, a crítica existe na vida do ser humano em qualquer área de atuação: seja nas artes, no trabalho, na família, na igreja, no esporte, nas intuições democráticas, nas agências controladoras, nas Organizações Não-Governamentais, nas Comunidades Eclesiásticas de Base, nos meios de comunicação..... SIM! Nos meios de comunicação também! A imprensa deve cobrar, criticar tudo que nos cerca e deve ser cobrada também! É um exercício de civilidade. Cabe a quem recebe a crítica sabe lidar com ela. Recebê-la de forma aberta, agradecer, refletir, debater e evoluir. Desculpe-me, mas não percebi isso no Observatório da Imprensa do dia 31. O que pareceu é: “podemos criticar, mas não podemos ser criticados”. Quanto à disposição do Governo para receber críticas honestas, minha avaliação fica prejudicada em face do comportamento "pouco honesto" da mídia. Vale um bom debate. 3) Os petistas que agrediram os repórteres, e “agridem em toda oportunidade”, são completamente bárbaros, insanos, selvagens e não tem nenhum motivo para tal atitude? Registre-se que são intoleráveis atos de violência, mas devem ser analisados dentro de um contexto e devidamente refletidos. E não se pode mais negar: não são só petistas que criticam a parcialidade da mídia. 4) Acompanhei muito atentamente a mídia na cobertura das eleições e não percebi uma "clara" imparcialidade, como sugeriu o debate do OI. O que percebi foi exatamente o contrário: EVIDENTE PARCIALIDADE. Uma coisa é buscar informações outra é criar; outra é omitir; outra é abordar de maneira distinta fatos semelhantes e às vezes referentes ao mesmo fato; outra é utilizar técnicas de mensagem subliminar... Alto lá! Isso é desinformar! Poderia citar vários exemplos, mas sei que você sabe. 5) Auto-análise não se impõe, mas creio que é a razão de existir do Observatório da Imprensa. No caso do OI exige-se sim e não há mal nenhum nisso, a não ser que exista realmente uma má vontade pérfida. Aliás, como dito, auto-análise é fundamental para nosso crescimento e deve ser feito sempre. Assim, é compreensível que parte da sociedade espere que a imprensa assim o faça. Existe farto material para um rico debate. Terça-feira, dia 31/10 foi decepcionante. Diogo Rangel
nilda maia maia , Olinda-PE - funcionária pública
Enviado em 3/11/2006 às 11:35:30
Senhor Alberto Dines, antes de mais nada, gostaria de dizer, gosto muito esse programa. Sempre que posso não perco. Mas o último programa do dia 31/10/06, quando o jornalista Vilas Boas, fez críticas quando se referiu os erros de português do presidente Lula, e outro jornalista estava falando e endoçou as observações de Vilas Boas, além dos dois jornalistas fazerem a mesma crítica, quando o outro jornalista estava falando a câmera voltou para Vilas Boas e esse estava dando uma rizadinha irônica. Achei de mau gosto e preconceitoso. Quem verdadeiramente nesse país não gostaria que todos brasileiros tivessem a oportunidade de aprender desde cedo o nosso lindo idioma e falar e escrever fluentemente. Sou professora e sei disso, quando não se aprende as coisas no tempo certo, sempre ficará com deficiências, mesmo que as pessoas estudem mais tarde. Achei desrespeitoso e preconceito.
Marcelo  del Questor , Belo Horizonte-MG - assalariado
Enviado em 3/11/2006 às 10:14:41
Parabéns Francisco Campos , Porto Velho-RO - Revisor de acórdãos, Adorei seu comentário. Fechou a sessão! Parabéns!
Marcelo del Questor , Belo Horizonte-MG - assalariado
Enviado em 3/11/2006 às 09:54:53
O que esta acontecendo, na minha opinião, é que não estamos visualizando a totalidade dos fatos. Eu suspeito, suspeita pessoal repito, que existem interesses maiores do que a preocupação com a liberdade de imprensa defendida aqui. Algo acobertado de nossa visão. Mas como não tenho certeza, me calo. Não quero agir aqui como esses segmentos que manipulam de forma maliciosa a opinião pública. Mas a quase totalidade dos comentários aqui, salvo alguns gatos pingados que decadentes ou com interesses diversos ao interesse nacional compactuam com essa defesa estranha dos erros da mídia, transportando seus comentários a ataques políticos, disvirtuando maliciosamente e intencionalmente o assunto mídia, a conclusão é uma só. A imprensa não é merecedora de credibilidade. O fato ilustrado abaixo, com o "indeciso" de Fortaleza exemplifica o "modus operandi" da "grande imprensa" nacional. Existe um movimento claro de justificação ou, até mesmo, de acobertamento das ações dessa "blitzkrieg" midiática contra a governabilidade do país. Matérias editadas, informação apenas parcial e unilateral dos fatos e até criação de acontecimentos que depois são desmacarados, como o caso de Fortaleza, me deixam com um temor de que algo maior esta sendo armado. Li que um canal de televisão nacional deve em torno de 3 bilhões de dolares, como disse em comentário abaixo, e que este canal aguardava o pagamento dessa dívida pelo BNDS, pagamento este vetado pelo TCU, que inclusive determinou uma maior fiscalização na cobrança desta dívida. Fatos como esse me deixam apreensivo. Será que todos esses movimentos e manipulações tem haver com a frustração dos interesses desses segmentos? E como disse em outro comentário, será que veremos os defensores desse comportamento empregados, num futuro próximo nestas empresas? Se for, a institucionalização da imprensa terá que ser imediata. E para aqueles que defendem uma imprensa livre, digo que liberdade vem com responsabilidade e honestidade. Quem nega esse dois valores faz mal uso desta liberdade.
guilherme pessanha mary , Niterói-RJ - advogado
Enviado em 3/11/2006 às 09:36:40
O feriadão está servindo para o "descando" do Presidente "Eu não sabia". Apesar do pandemônio, do desrespeito aos infelizes trabahadores, estes sim, que pretendiam viajar no feriado e cumprirma um "programa forçado" nos aeroportos, o Ministro da Defesa Waldir "Eu também não sabia" Pires segue a linha do seu Chefe neste e no próximo, o que é pior, Governo(?):eu não sei de nada, não me comprometa. A culpa é da mídia. Foi a mídia que causou a tragédia da colisão entre o Boeing 1907 e o Legacy, ou terá sido falha no controle de vôo, dolosamente omitido pelo Ministro "Eu não sabia" que quando confrontado com as suspeitas respondeu; "que infâmia"! Infâmia é ocupar alto cargo, enfim qualquer cargo público e tentar se eximir da responsabilidade pelos ilícitos administrativos, penais, cívis e políticos simplesmente dizendo "eu não sabia". De "eu não sabia o inferno está cheio" e Nuremberg ouviu muito essa frase, ao lado da também desgraçadamente famosa (famigerada) "eu só cumpria ordens". Dines, concordo inteiramente com o seu artigo e no mesmo dia em que foi publicado, 2/11, Villas Bôas Correia publicou um outro no JB, página A 2, Coluna Coisas da Política com o seguinte título -"Imprensa Livre, só a favor." É preciso ficar atento contra o autoritarismo, porque daqui a pouco voltarão as infames tentativas de controlar a imprensa, a produção audiovisual e toda aquela baboseira já conhecida. A propósito, quais os novos nomes para figuras como zé dirceu, valério, dilúvio, silvio "land rover", palofi, freud dossiê, lorenzetti (churrasqueiro), ângela "pizza guadanin, ingenuíno, lulinha telemar? Quanto tempo os novos escândalos de corrupção de novo aparecerão?
Francisco Campos , Porto Velho-RO - Revisor de acórdãos
Enviado em 3/11/2006 às 09:16:25
Por que essa perseguição brutal contra a imprensa? Por quê? A revista Veja fala a verdade. Diogo Mainardi é um dos articulistas mais inteligentes do Brasil e, de sua pena, brota a verdade absoluta. Nós, humildes assinantes, temos de, aos domingos, ajoelharmo-nos em direção à sede da Editora Abril e saudar as grandezas e maravilhas dos sesquipedais Civitas. Como não se sensibilizar com a fúria santa despejada por Alexandre Garcia, no Bom Dia Brasil, da manhã de hoje? Como se calar diante da sabedoria envolta no lençol da verdade exposta por um Arnaldo Jabor, por uma Eliane Cantanhede, por um Ricardo Aze(re)do? Ah, vocês que criticam a haute imprensa merecem umas chibatadas no lombo! O petismo é a nova adoração ao demônio! Lula bebe! Lula fala errado! Lula não tem o mesmo charme moreno de FHC, esse Nobel da moralidade e da decência! E Alckmin, como um Cristo reencarnado, foi crucificado, morto e sepultado pelo povão, que preferiu o Barrabás ex-operário, nordestino, corintiano. Movamos uma guerra santa contra esses que não sabem ler, que não sabem quem é MacLuhan, Adorno, Walter Benjamin, Nelson Traquina, Goebells, Guy Fawkes e Damião Experiença. O verdadeiro jornalismo de verdade deve verter como água batismal em nossas cabeças empetezadas! Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!
Marcelo Pinto , Salvador-BA - Engenheiro civil
Enviado em 3/11/2006 às 09:07:04
Depois de uma campanha em que a mídia se comportou de forma absurdamente parcial, se arrogando direitos de poder judiciário ao julgar e execrar pessoas seletivamente, sem ao menos lhes dar o direito de defesa, com o claro intuito de influir no pleito, vemos a continuação do comportamento acompanhado da auto vitimização! Claro que a parte dos 61% dos eleitores de Lula, que acompanham a mídia se encontra inteiramente decepcionada, com a campanha suja, que condenou indiciados, distorceu fatos e manipulou manchetes. Vejamos o caso do Dossiê Vedoim, que o candidato da oposição usou como tema central de sua campanha desastrosa. Durante semanas se discutiu de onde teria vindo o dinheiro, como se todos nós não soubéssemos, que vieram de empresas que usam caixa 2 para doações políticas e se aproximar do poder, o que sempre ocorreu, basta ver a evolução de gastos dos candidatos dos 2 partidos principais nesta eleição, com relação ao pleito anterior com o aperto da fiscalização. E o conteúdo do Dossie? Não interressou a imprensa divulgar por que? O candidato derrotado disse ser falso e contra êle, em um processo de vitimização parecido com o que a mídia derrotada adota agora. Ví a fita dos tucanos com o José Serra a frente, na sede da Planam, ouvi os discursos, ví cópias de pagamentos ao Abel Pereira, não ví nada contra o o Geraldo. Em nenhum momento nada me pareceu falso. Não ví os principais meios da mídia abordar honestamente estes fatos. Por que? Leio ontem um artigo da Eliane Catanhede bradando contra a selvageria petista, ao tempo em que cita como motivos a notícia de fatos contra políticos como se estivessem julgados e condenados, quando são apenas indiciamentos de políticos "petistas" que nem ao menos foram aceitos pela justiça. Feitos por quem? Pelo Procurador Geral da República, que substitui o antigo Engavetador, o mérito do governo de uma Procuradoria isenta se dilue e o efeito se inverte! A Veja que nestas eleições, se tornou ao meu ver um panfleto irresponsável, sem limites para acusações sem provas, ferindo direitos individuais sem o menor pudor ou cuidado. Agora aparece como vítima e defensora dos seus repórteres, supostamente intimidados pela PF! A procuradora que acompanha o caso desmente, como acreditar nesta revista? Dines, lamento pois considero a imprensa um dos pilares fundamentais da democracia, e sei da sua importancia porque vivi a ditadura militar. Infelizmente no momento o chamado 4º poder exagerou na dose, se desmoralizou, se a culpa é dos jornalistas ou dos patrôes, é algo a se apurar, mas o fato é que a imprensa colhe o que semeou. Viva a Internet que nos dá alguma opção! Parabens ao Presidente Lula que apesar de tudo, qubrou os currais dos Oligarcas, derrotou os supostos donos da opinião pública e conquistou o povo brasileiro!
Marco Vicente Dotto Köhler , Imbituba-SC - Estudante
Enviado em 3/11/2006 às 09:00:22
Não deu, a mídia, como se diz, "um tiro no pé", ao procurar provar o seu poder, tentando derrubar Lula e, não conseguido isso, buscando eleger o Alckmin? Fica a pergunta: A mídia é vítima ou algoz dessa situação?
Marnei Fernando , Anapolis-GO - Designer
Enviado em 3/11/2006 às 07:54:55
Eu fico bestificado com a prepot~encia da midia... nô dá o braço a torcer de forma alguma... sempre tentando defender o indefensável ao invés de assumir publicmente... ERRAMOS, FOMOS IRRESPONSÁVEIS... DESCULPEM-NOS PROCURAREMOS ADOTAR UMA POSTUMA MAIS PROFISSIONAL DE AGORA EM DIANTE... Ao contrário defendem que tudo que foi feito por eles foi correto e fazem chacota com a inteligência dos leitores... Vocês perderam... Perderam... Perderam... intendam isto!
Geneis Maciel Mendes , São Paulo-RS - Representante de Vendas
Enviado em 3/11/2006 às 07:17:29
Talvez, com a mesma lógica da pressa com a qual os jornalistas e a mídia lhe davam com as notícias nas eleições e cobravam das instituições em lampejos de relâmpago as respostas que queriam antes do pleito destas eleições, agora estes também cobram discursão com começo rápido e continuo sobre tal debate estrutural, se não, de repente chegam as próximas eleições e não teremos a mídia estruturada. Geneis Maciel
Daniel Gonzales , SP-SP - estudante
Enviado em 3/11/2006 às 06:39:35
Relamente , porém a revista Veja durante a campnha esteve bem longe do " exercício do jornalismo", foi um vedadeiro panfleto do PSDB. Impossível de se respeitar essa revista depois do que ela praticou e chamou de jornalismo ??
Mirna Vieira , sp-SP - vendedora
Enviado em 3/11/2006 às 02:00:04
Emir Sader pode ser preso por causa do [ ] Bornhausen.... e nenhum jornalista se manifestou contra isso! Liberdade de imprensa???? bobagem.. é defesa de INTERESSES CORPORATIVISTAS. E só... o resto é papinho para enganar trouxa!!! Outra coisa... quer dizer que o pt tem 58 milhões de filiados??? CARAMBA!!!!
Danilo Barreiros , Salvador-BA - Estudante
Enviado em 3/11/2006 às 01:26:28
Quem sempre esteve do lado da truculência e contra a liberdade de expressão foi justamente a midia; é só recordar os anos militares em que quase todos veiculos de comunicação( estadão, folha, Globo, etc) deram sustentação ao regime e agora esses mesmos veículos vêm falar em ameaça autoritaria por parte do governo, querendo dar aula sobre democracia. Tenha PACIÊNCIA!!!!!!!!
Thogo Lemos dos Santos , Uberlândia-MG - Médico
Enviado em 3/11/2006 às 01:20:05
Caríssimos Sr Dines e participantes deste espaço: que tal um pouco de calma, serenidade, tolerância. Acredito que podemos tornar a discussão mais objetiva e menos emocional. Queremos, sim, uma imprensa LIVRE; que não se confunda crítica com agressão; que se investiguem e tornem públicos os meandros da mídia, seus financiadores, seus métodos, seus interesses, seus apoios e apoiadores; que sejam reavaliadas as concessões quanto ao cumprimento de suas funções constitucionalmente definidas (vale a pena ler o artigo 221 da Constituição, só não vale rir). Enfim, que tal começar com uma série de entrevistas, tipo "canal livre", com represntantes da mídia? Menos ódio, menos partidarismo, menos fundamentalismos, companheiros..
Reynaldo Gonçalves , Rio-RJ - estudante
Enviado em 3/11/2006 às 01:05:51
È impressionante como as coisas mudam de uma hora para outra. Em dois anos de total massacre midiatico o governo se manteve fora de comentários mais ácidos sobre a cobertura da mídia, escândalos nutridos de baixeza jornalística. Ficava pensando quando haveria uma reação do governo colocando em debate de forma mais veemente os desmandos e corrupções da era FHC, isso nunca ocorreu. Esta espera me angustiava já que o brio do militante estava sendo ferido. Hahaha eu que por hora cheguei a temer uma derrota do Brasil vejo hoje uma vitória linda e de grande relevância histórica. Lembro-me do Observatório e sua analise responsável sobre a construção dos poderes através da mídia, um refugio ao senso comum! Penso que o discurso do Tarço e Marco Aurélio foi feito em boa hora, como você mesmo disse “a mais humana e a mais compreensível” relevância de um coração aliviado depois do histórico massacre das mídias. Ou não? Minha humilde opinião é que a reflexão deve ser feita sim! Ou a classe jornalística busca nesta crise a força para se transformar perante a sociedade ou cada vez mais será marginalizada e condenada. Aos jornalistas libertários e justos peço que não somente defendam sua categoria, mas também se permita refletir. Caso este fator histórico não se transforme na quebra dos velhos paradigmas, só lamento, mas a roda da historia mais uma vez passara por cima. Dines você é um herói para nos estudantes de jornalismo, não deixe seus brios de jornalista te afetar. Faça de seu espírito justo uma ferramenta para transformar o jornalismo em algo humano. Abraços
Ana Bednarski , Florianopolis-SC - nada a declarar
Enviado em 3/11/2006 às 00:41:45
Eu sou um ususaria da mídia em busca de informações, se eu votei no LULa? votei. Se eu sou petista ou de qualquer outro partido? Não Como uma pessoa acostumada a ler nas entrelinhas não posso deixar de apontar que a mídia sempre foi tendenciosa, raramente democrática, e ultimamante, o pior, sequer dominam as técnicas de escrita, ou oratória para se expressarem de maneira apropriada. Não questiono o que se denúncia, mas como se denúncia, e se acha justo por exemplo que um colega seu que inventa uma "metafora" sobre uma ONG em defesa de PLutão que seria patrocinada pelo govêrno, que passa por matéria jornalística, é divulgada como tal, para bem depois seu autor revelar tratar-se de uma "metafóra". Este é apenas um pequeno exemplo bem "descarado", imagina se eu fosse desfiar exemplos de entrelinhas, de questões mais subliminares? a mídia agiu errado sim, porque se deve ser a primeira a apontar tem que fazer isso diante de rígidos códigos de ética e assim como cobramos a ética de um médico por ser culpado de um erro, temos que cobrar o mesmo da mídia, e o mesmo do govêrno, mas como podemos enquanto cidadães cobrar algo do governo usando uma mídia que é tão tendenciosa, quando não sabemos mais o que é matéria jornalística e o que é "metáfora sobre Plutão".
Victor Moretto , Rio de Janeiro-RJ - Historiador e Jornalista
Enviado em 3/11/2006 às 00:26:08
Sinceramente, eu não entendo como o Sr. Dines, o qual eu sempre assisto na TV e leio seus artigos por aqui, acha do papel da democratização da mídia. Entendo que seu posicionamento é mais "brando" do que o do resto, mas realmente não compreendo como que alguém que dispõe de seu tempo para discutir o papel da mídia no cenário nacional pode dizer que " ao se desgastarem numa briga em torno dos procedimentos jornalísticos no período eleitoral – no qual nem o governo nem o PT têm razão alguma"!!! Não há razão alguma? Ora, elementar em 9 dos 10 comentários transcritos nesse site, a insatisfação dos leitores (e telespectadores) sobre a cobertura da grande mídia nas eleições. Ora, Dines, não entendo. Aí existem, sim, duas coisas - e eu concordo: uma é a discussão sobre a democratização da mídia; outra é criticar o que ela tem feito agora. E isso, Dines, é impensável; seria calar diante do absurdo por conta de, como dizem os governistas, uma governabilidade. No nosso caso, seria calar em função de um medo de como poderia reagir essa grande mídia, principalmente a Rede Globo. Realmente eu não entendo. Agora que a discussão está posta, não podemos ter medo. Que o senhor prefere uma atuação mais calma, eu percebo, agora dizer que estão errados os que falam que não houve - nem há - uma forma caluniosa na cobertura da mídia nessas eleições é igual a eu aceitar as declarações "simpsonianas" de Ali Kamel. Não dá.
José da Silva , Ipatinga-MG - Industriário
Enviado em 3/11/2006 às 00:10:53
Jornalistas, meu amigos jornalistas, ponham a mão na consciência e me digam com s-i-n-c-e-r-i-d-a-d-e, que nunca, mas nunca mesmo, ouviram falar/dizer/comentar que alguém, ou alguma coisa, alguma vez, contrariou a imprensa, e a mesma (ou parte dela) começou um verdadeiro massacre a essa pessoa. Passando um verdadeiro pente-fino da vida dela, vasculhando qualquer fato que possa revelar uma falha de caráter. Aí do coitado se inadvertidamente deixar cair um pedaço de papel no rua. Vão dizer que ele não está nada comprometido com o bem-estar do planeta, com a qualidade de vida. Não que os fatos não sejam verdade, mas também não deixam de ter motivação na mais pura e simples represália, raivinha, beicinho. Fomos contrariados: ao ataque. ÊTA CORPORATIVISMO. Aí que saudade do nosso antigo leitor. Eu digo, você repete. Viva a liberdade de imprensa, mas viva também a responsabilidade na apuração de uma notícia. Pessoas são afetadas pelo que vocês escrevem. Muita das vezes não dá para consertar os estragos.
ricardo florencio , recife-PE - eng.civil
Enviado em 3/11/2006 às 00:08:21
A mídia está aí para isso mesmo. Fiscalizar, denunciar, ficar atenta a todo e qualquer tipo de desmando de qualquer governo de plantão. Os eleitores que julguem, e votem no seu CORRUPTO preferido.
Paulo Eduardo Araujo Antonechen , Curitiba-PR - Estudante
Enviado em 3/11/2006 às 00:04:36
Caro Alberto Dines, é engrassado ver essas suas ponderações de que exista uma "ofensiva contra a mídia"! E outros artigos como "Jornalistas e a mídia sob fogo cruzado" ou "O Leitor Patrulheiro assusta editores" de Carlos Castilho. É engrassado pelo simples motivo de que se a mídia tem a responsabilidade de fiscalizar o governo (prerrogativa que em essência é do Congresso Nacional) e informar nós leitores. Nós como cidadãos leitores temos uma dupla missão - a de entender e compreender para podermos fiscalizar tanto a vocês jornalistas quanto nossos governantes! É esse nosso papel, e nesse processo de discernimento que forjamos através do que temos de informação e leitura critica, somos forçados a ver uma contradição real, entre a forma como a mídia trabalha, nessa "cruzada" anti-LULA e o PT! Não vamos nos furtar de "patrulhar" como disse Castilho em seu artigo, apesar do tom pejorativo desse termo, pois estamos no mais claro direito de cobrar da mídia senão a imparcialidade desejada, por saber que isso é impossível no Brasil, pela concentração dos meios de comunicação na mão de poucos, mas que sabemos sim que vocês tem PARTIDO e interesses e fizeram de tudo para desestabilizar um governo e destruir um partido, para que que os interesses de vocês (meios de comunicação de massa - salvo alguns meios) prevalecessem! Vocês, caro Dines, estão fazendo desse espaço aquilo que dele não esperavamos, que ao invés de ponderar sobre os problemas e as questões da mídia, virou o ideólogo desse modelo, do status quo midiático! Não venha culpabilizar o Governo, o PT, os leitores por esse fogo cerrado, o erro é da imprensa, que utilizou-se dos mais sórdidos meios para tentar manipular corações e mentes! A parcialidade e a ação coordenada foi tamanha que qualquer um sentiu o cheiro de golpe midiático no AR (é claro, salvo alguns meios que denunciaram isso - CARTA CAPITAL)! Falar de paradoxo?? Acho que o paradoxo está aqui, ou rediscutimos os meios de comunicação de massa em nosso país, pautando para uma agenda de democratização do acesso a informação e da produção de informação, ou não mudamos nada, aí o paradoxo está contigo!! Falar que a mídia cumprirá um papel de reconciliação nacional é forçar a barra, sendo que foi essa mesma mídia que (se existe mesmo essa ruptura na sociedade brasileira, depois desse 2° turno) criou tal divisão! Ou vocês querem reconciliar a mídia com cidadãos leitores que bombardeiam vocês, aí a mídia vai ter que fazer como propoê Marco Aurélio Garcia - uma "auto-crítica", pois o que vocês irão ver daqui pra frente é uma cobrança sempre maior de uma visão mais pluralistas dos assustos nacionais. Basta Dines! Não vamos mais nos calar diante das falsas verdades midiáticas, queremos discutir sim, e de forma soberana, não importa essas manchetes VITIMIZADORAS de vocês (jornalistas), cada qual é responsável por suas ações e é cobrado por elas!! E isso não é patrulhamento, é discussão e tomada de posição. Se querem investigar o dossiê VEDOIN, vão ter que investigar também o que de irregular havia na compra das ambulâncias, ou seja, o teor de tal dossiê! Se querem investigar os sanguessugas, vampiros vão ter que investigar para além do governo LULA e o PT, tem que chegar até FHC/SERRA/BARJAS NEGRI PSDB/PFL! Não tem mais sentido para nós a noticia pela metade, queremos completa, com todos os envolvidos! Chega de meias verdades, chega de meia fiscalização por parte da mídia, basta de interresses obscuros permeando as redações dos jornais, TVs, site, blogs... ou vai pra além desses interesse corporativos e ideológicos, ou a mídia vai perder mais e mais credibilidade! Espero que esse Observatório cumpra esse papel, afinal ele é um Observatório da Imprensa, ou é o defensor do Jornalismo Marrom! Retome esse papel Dines, ou peça licença e reveja seus principios - se quer de fato uma mídia mais plural, mais democrárica ou se defende o que aí está! Vista a camisa, coloque o adesivo no peito, mas não venha de enganação! Você pelo histórico que tem sabe dos problemas dos meios de comunicação de nosso país e tem idéias para que possamos melhora-lo, mas tem que se definir, ou propôe uma discussão séria, de fundo e substancial da estrutura da mídia, ou fica na superficiê no raso, defendendo-se e aos outros desse papelão que foi a cobertura dessas eleições! A bola está contigo é hora de jogar! Paulo Eduardo
Carlos  Caser , Brasília-DF - bancário
Enviado em 2/11/2006 às 23:43:21
Sr. Dines, creio que o senhor lerá os comentários feitos até agora, vai notar a indignação, a raiva de todos contra a manipulação, a mentira, a desinformação, a deturpação. Nada temos contra a liberdade de imprensa, mas temos o direito de nos indignar contra os abusos cometidos pelos seus coleguinhas e seus patrões. Viva a internet, que nos deu a chance de conhecer o áudio da já famosa fita do delegado...aliás, alguma TV divulgou? ora, ora. Não, senhores jornalistas, não me venham com essa velha e surrada cantilena que as reações legítimas da sociedade, organizada ou não, como se vê aqui, cidadãos protestando indignados, são "ameaças à liberdade de imprensa". Só tenho um adjetivo para essa reação da reação: patética.
Joana Santos , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 2/11/2006 às 23:39:07
Dines, estou aguardando o seu pronunciamento sobre o caso Emir Sader, condenado a um ano e meio de prisão em regime semiaberto além de afastamento da condição de professor da Uerj. Não me esqueço que as mídias (me refiro àquelas que você tanto defende) são as que acham normal que se chame o presidente Lula de "bêbado", "chefe de quadrilha", “mentiroso”, “ladrão”, “corrupto”, "nordestino" (com conotações de raça inferior), dentre outros adjetivos até mais pesados que estes. Ou será que você e os seus amigos midiáticos apenas protegem - produzindo manchetes garrafais - a corporação dos detratores do presidente?
dioniso  artuffo , campo grande-MS - professor
Enviado em 2/11/2006 às 23:33:37
Sr. Bandarra, a Globo, a Veja, a Folha, o Estado superaram o DIP na tentativa de controlar e manipular todas as manifestações do pensamento. Ao não alinharmos nossas idéias aos ditames da GRANDE MÍDIA ,somos imediatamente acusados de conspiração contra a liberdade de imprensa. O nosso protesto, e isso está bem claro, não é contra essa liberdade. É um protesto contra aqueles que, utilizando-se dos meios de comunicação, violam e desrespeitam as regras do jogo eleitoral. É um protesto contra os que,distorcendo e manipulando grasseiramente os fatos, tentam, por todos os meios, desqualificar e desmoralizar candidaturas que não lhes são política e ideológicamente apetecíveis. Sr. Bandarra, pouco a pouco o povo brasileiro vai se libertando da escravidão mental que nos foi imposta pelos que, ainda há pouco, supunham deter, no Brasil, o monopólio da informação . E isso obviamente não está agradando nem ao sr. nem ao sr. Alberto Dines.
Adilson  Rocha , São Paulo-SP - Empresário
Enviado em 2/11/2006 às 23:31:11
Sr. Dines, Estou chocado com o patrulhamento ideologico que está ocorrendo. É PROIBIDO DENUNCIAR CRIMES COMETIDOS PELO PT, POR PETISTAS E ASSOCIADOS (coligados). Caso não seja respeitada essa nova regra democratica, a perseguição de que serão alvos aqueles que ousarem desafiar essa regra será tremenda. Veja e Folha de S.Paulo sempre foram acariciadas por todos os petistas quando as denuncias eram contra os governantes de plantão, casos do Maluf, Sarney (aquele a quem o Lula chamava de ladrão), Collor, FHC (aquele que o Tarso Genro moveu a campanha democrática de FORA FHC!). Na verdade, os petistas só servem para ser estilingue, não sabem ser vidraça e conviver com as pedras, maior parte das quais são atiradas por eles mesmos e por seus asseclas (Roberto Jefferson não consta ser aliado do PSDB!). Todos os homens que desejam um Brasil melhor, devem aceitar opiniões contrárias, denuncias verdadeiras, devem inclusive questionar seus correlegionários sobre quaisquer medidas ou providências que sejam tomadas por partidos e governantes que sugiram a intimidação de jornalistas e empresas de comunicação. Não concordo com Marco Aurélio Garcia que coloca-se acima da liberdade de imprensa, pretendendo como presidente do PT não dever satisfações a sociedade através da imprensa. Não concordo com as ilações de uma petista ensandecida sobre os trajes de uma apresentadora da TV Globo que consta do site do PT, não concordo com o Ciro Gomes ao tentar (e talves até tenha conseguido) separar o Brasil dele, do nosso Brasil, e ainda propor financiamento publico para imprensa alternativa (isso na fantasia dele seria democratizar a imprensa, não seria comprar opinião com dinheiro publico). Hoje li em blogs criticas até ao fato de a imprensa comentar o paradoxo do Lula apoiar a Roseana, e ser apoiado por Jades Barbalho em cena de beijar a mão. Os comentários foram raivosos contra a imprensa tendenciosa, quanto ao fato ter ocorrido nenhum comentário, bastaria a imprensa não divulgar essas ações. Hoje, todos os jornais criticam a situação dos controladores de voo, todos os petistas em blogs atacam a imprensa dizendo que querem fazer um 3o Turno aproveitando da situação (esses não estão esperando horas por um voo no aeroporto!). Cuidado, muito cuidado, ao calar a imprensa, mesmo aquela cujas idéias não compartilhamos, pode ser um caminho sem volta. Não concordo com nada do que Mino Carta escreve, porém, sempre que quero saber a opinião do PT sobre um determinado assunto sei que lendo sua revista fico atualizado, por isso mesmo acredito que ele deva ter todo o direito de escrever sua opinião.
Angélica Matos , São Paulo-SP - Aposentada
Enviado em 2/11/2006 às 23:29:37
Quem deve estar assustando os jornalistas são os donos das empresas de comunicações que, inconformados com a goleada sofrida, devem estar cobrando dos seus subalternos a derrota. O Jô, o Jabor, a Miriam Leitão, a Lúcia Hypólito e outros tantos assustados, já voltaram à carga com tudo, de onde se conclui que não é o povo quem está assustando os mensageiros.
Mirna Vieira Vieira , sp-SP - vendedora
Enviado em 2/11/2006 às 23:09:48
ora ora ora.... se o governo não reagir agora, vai reagir quando??? Se a gente não fizer nada agora, vai fazer quando? Quase perderam a eleição por causa da imprensa! Pode haver terceiro , quarto quinto turno graças a imprensa!!! Pelo amor de Deus, parem de se vitimizar !!! Essa luta caro senhor, trascendeu o pt, trancendeu o governo Lula... é uma luta de leitores e telespectadores INDIGNADOS que não aguentam mais tanta manipulação! Vão acordar para essa realidade quando?
Cristiano Lima , rj-RJ - Comerciante
Enviado em 2/11/2006 às 23:04:45
Dines, quer dizer, que jornalistas especulando com a altitude do avião e com a conversa entre a torre e os pilotos pode. Jornalistas promovendo um laranja podre também pode. Uso de termos no mínimo preconceituosos, com bêbado, pobres, negros, petitas e muitos outros também pode. Nada disso é agressão. No caso do avião, vidas se perderam e vidas então em jogo. A verdade é que uma parte da mídia desceu ao nível dos piores políticos desse país.Vocês não estão acima das leis, e a sociedade tem o dever de fiscalizar.
Regina Braga , Rio-RJ - Secretária
Enviado em 2/11/2006 às 22:30:04
A inocência só se justifica em crianças. o Senhor pode não saber, mas o povo brasileiro sabe, tanto assim que votou no Lula.
Naaman Sousa de Figueiredo , Sao Joao de Meriti-RJ - Aposentado
Enviado em 2/11/2006 às 22:21:50
Meu caro Dines Qual a razão para ignorar tantos comentários negativos postados? Ontem assisti a reprise do programa de sábado, só para ver novamente a cara-de-pau de um jornalista do Estadão, insistindo que a posição da maioria dos órgãos da imprensa brasileira foi de total imparcialidade durante a campanha eleitoral. Quando o senhor vai voltar à realidade e esse Observatório vai voltar a ser o que era antes?
Nilton César Forte da Costa , Rio de Janeiro-RJ - administrador
Enviado em 2/11/2006 às 22:06:59
Sinceramente fiquei surpreso com este seu artigo. Vi na tv vários de seus programas com convidados de boa extração, bem como li neste site seguidas críticas a um certo tipo de imprensa (Veja, Isto é e a própria Globo) que acusa sem investigar, publica toda e qualquer denúncia sem averiguar a sua veracidade. É contra essa imprensa, que infelizmente é a dominante, que o povo se revolta. Tive por instante a sensação de que o senhor, a quem admiro a trajetória e independência (caso JB p.e.x.) tinha essa abertura para perceber o exagero de alguns de seus colegas, a crítica pela crítica e de outros sem verve jornalística como Arnaldo Jabour e Jô Soares, mas parece que me enganei. Lamento.
Adriano Soares de Assis , Foz do Iguaçu-PR - Contador
Enviado em 2/11/2006 às 21:33:09
Fico triste em saber que também o sr. se enveredou pelo lado da mentira junto com toda a midia. Ao defende-la o seu comentário perde muito, ou melhor, perde tudo que o sr. havia conquistado de credibilidade jornalística até agora. Com o seu posicionamento, tudo que o sr. falou e escreveu contra a revista Isto É se perdeu. Neste mesmo caldo também entra a revista Veja, cuja publicação está mais para o comentário do senador Borhausen a respeito do PT, quando queria se "ver livre dessa raça por mais trinta anos" e que, não por acaso, um juiz de São Paulo condenou o sociólogo, articulista da Agencia Carta Maior e também professor Emir Sader por ter dado destaque da frase, chamando-o de racista, a perder o emprego na UERJ no Rio de Janeiro, veja que coisa estranha, e que o sr. sequer comentou. Agora quando o povo mostra sua revolta com esses órgãos vem esta defesa fajuta de seu emprego? Ora sr. Dines; todo brasileiro com um pouquinho mais de informação sabe que as quatro famílias midiáticas brasileiras não suportam o PT e , por extensão, não suportam os pobres. Não venha agora o sr tentar nos convencer de que os jornalistas não estão "nem aí pra isso"! Nenhum deles têm isencão. Todos são comprometidos até o pescoço!
Minotauro Patricius P , Curitiba-AP -
Enviado em 2/11/2006 às 21:19:28
Este Observatório da Imprensa, pelo jeito, não está observando nada. Muito menos da IMPRENSA.
Pericles Sozua , Conceição-AP - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 20:56:08
E quem disse que a midia quer uma reconcialiação nacional? É só ler a Folha de Sao Paulo desta quinta-feira, 02/11. E ler a fraca articulista Eliane Cantanhede. E ler o site do provocativo e desrespeitoso Josias. A midia quer confronto, quer deslegitimar a vitoria incontestavel de Lula. Quer ridiculariza-lo.
Mauro Bertin , Bagé-RS - Economista
Enviado em 2/11/2006 às 20:52:33
Defendo a mais ampla liberdade de imprensa. Lutei toda a vida para ter o direito de ser informado. Mas todo o direito vai até que o leitor não seja prejudicado. Afinal como enquadrar a mídia no dirieto do consumidor, por que exigir ser tratado como cidadào pela mídia (brasileira) é pedir demais. A mídia (seus proprietários), e seus comunicadores estrela, estão no golpe contra a tenra democracia braileira, a mídia deve ter responsabilidade, por que o santo é de barro. Será que temos que ler os jornais argentinos, franceses, ingleses para saber o que esta acontecendo no nosso pais, como no tempo da ditadura. A mídia fez o papel de policial, juiz, sem ter mandato para isso, julgou, linchou, destrui reputaçòes, destruiu pessoas vide Escola de Base, mas não se curou de sua arrogancia. Sujiro que todos os politicos eleitos renunciem aos seus mandatos, e que sejam nomeados os comunicadores e seus patrões para administrarem o Brasil, os Estados os Municipios, para ver se teremos um país melhor.
Jose Roberto Garbuggio , Alfenas-MG - aposentado
Enviado em 2/11/2006 às 20:38:29
A grande midia bateu a vontade, mentiu, manipulou, tomou partido, foi desrespeitosa, etc,etc....Agora,tudo que se comenta a esse respeito, e censura.......eles se julgam acima da sociedade.
Nádia Chacra , São Paulo-SP - Docente
Enviado em 2/11/2006 às 20:37:34
Gostaria de saber como processar criminalmente os editores assim como seus patrões responsáveis por um sem-número de reportagens tendenciosas e ofensivas contra o Povo Brasileiro. Meu sentimento foi, e ainda é, de profundo despero. Cheguei a ficar doente e com depressão pela impossibilidade de reagir. Afinal, a "mídia" é intocável, o Presidente e o Povo Brasileiro, não.
Paulo  Nunes , Belém-PA - Economista
Enviado em 2/11/2006 às 20:21:26
Sr. Dines, concordo plenamente com o que disse no seu comentário, Carlos Alberto , São Paulo-SP - Empresário enviado em 2/11/2006 às 7:28:39 PM. Estou pasmo com você. Se bem, que já tinha percebido isso qdo de sua opinião acerca do caso das fotos do dinheiro e seus bartidores. É uma pena, se ainda fosse um blog, vá lá, mas aqui no OI ?
Miro Junior , SP-SP - Analista
Enviado em 2/11/2006 às 20:19:48
O Padre e sua Igrejiinha... Desde de Cláudio Abramo aprendi que o papel da imprensa (principalmente a escrita) deveria ser o de buscar elevar o nível geral de conhecimento e dos debates, e tenho a impressão que você e outros estão colhendo pouco do que ajudaram a plantar nestes últimos tempos. Entristece ver que parte de nossós mídias continuam a olhar para o próprio umbigo, dando importância este assunto num momento em que a nação necessita se reordenar para novos 4 anos de desafios. Muitos dos antigos "formadores de opinião" estão saindo desta eleição aturdidos diante de um sentimento de impotência que me parece não estavam preparados para conhecer. Percebo no vosso uma incompreensão que não considero bom adubo para os novos tempos que se anunciam.
nelson  perez de oliveira junior , iturama-MG - bancario
Enviado em 2/11/2006 às 20:13:40
Paulo Bandarra, o senhor está ficando famoso e estou mais inclinado a concordar com duas opiniões que o desabonam. Não há supostos vencedores nas eleições, o senhor é médico eentenderá que não há meia gravidez. Lula e outros tantos foram vencedores, não é o senhor que diz foi o TSE, foram 58 milhões de brasileiros, se estes 58 milhões são PTISTAS como o senhor insiste em rotular quem não concorda com o senhor, eu acho melhor o senhor se conformar, tomar um calmante ou mudar de pais, porque um desses 58 milhões de aloprados PETISTAS são potenciais clientes, são muitos não acha? Não rotule (desculpe o trocadilho), o senhor é médico e não o remédio ou a cura.
Luiz Nova , Cachoeira-BA - Professor Universitário
Enviado em 2/11/2006 às 20:12:09
Mestre Alberto Dines, como sempre, sua opinião é importante. Gostaria de acrescerntar um enfoque. É importante a discussão estratégica sobre a mídia e seu lugar de fala na sociedade. Destaco, no entanto, que isto não pode acontecer com o enquadramento desta insatisfação enquanto algo impróprio. A mídia está colhendo o que plantou e, assim como nas eleições, a população tem mantido a visão crítica, sem absolutizar suas escolhas. Não há uma reação à mídia enquanto espaço público contemporâneo mais destacado, mas sim ao seu uso. Por outro lado, o distanciamento da população em relação aos caminhos que a mídia aponta, como o resultado eleitoral confirmou, revela a distância entre os dois. O momento exige muita maturidade, é verdade. Principalmente dos magnatas da mídia brasileira quanto ao descumpirmento do seu papel público. Discutamos a democratização dos meios de comunicaçã de massa. Já está mais do que na hora.
Marcelo Silva , uberaba-MG - historiador
Enviado em 2/11/2006 às 20:01:36
Sr. Dines, faz pouco tempo que sou leitor do OI, mas já noto a incrível breviedade e superficialidade das análises, diferentemente do que ocorre com seus outros colegas. A que se deve isso? Não conheço seu passado, confesso, mas pelo que leio dos comentários à seus textos, tenho a impressão de que a qualidade decaiu muito. Por que o sr. não se digna a responder a todas as considerações negativas de seus leitores? Eles, por acaso, não importam?
Joao Mocorongo , Santarem-PA - biologo
Enviado em 2/11/2006 às 20:00:34
Dines: Voce quer convencer quem, afinal? Porque quem assiste seu programa e quem acessa este site são pessoas que leem jornais, assistem teve e não adianta você escrever estas bobagens porque todos sabemos que a imprensa fez um papel lamentavel nestes ultimos tempos. Moro em Santarem, PA. Sou possivelmente uma das pouquissimas pessoas do oeste paraense que assistiam seu programa. Voce perdeu mais um telespectador. [ ]
alfredo  sternheim , são paulo-SP - jornalista/cineasta
Enviado em 2/11/2006 às 19:31:22
"Ao se desgastarem numa briga em torno dos procedimentos jornalísticos no período eleitoral – no qual nem o governo nem o PT têm razão alguma – ".... Como é? Dines, você não quer ver o óbvio? Houve uma imprensa excessivamente partidária e que apelou para imagens e palavras chulas contra Lula e seus colaboradores. Caso daquela capa grosseira da Veja com o chute na bunda; os trocadilhos com o nome do assessor Freud, depois inocentado. Mas Eliane C, Rossi e outros que fizeram acusações e ironias, não pediram desculpas. Eliane ainda reclama das cartas ofensivas de petistas (como ela sabe que é de petistas?). Os citados colunistas e outros se desqualificaram nessa eleição. Não existe uma ofensiva contra a mídia, mas uma reação indignada e forte contra os maus jornalistas, contra o jrnalismo tendencioso que deu amplo espaço contra os petistas mas se omitiu sobre o teor das denúncias do Dossiê Vedoin, sobre a mentira de um candidato eleito governador do estado... Há críticas aos jornalistas que se indignam com um eventual constrangimento de jornalistas da Veja pela PF (será verdade?, há provas?) e não se indignam com a sentença dada ao prof. Sader no caso Bornhausen. O governo e, as vezes, o PT tem razão contra o tratamento recebido de boa parte da imprensa. Só que desta vez, a mídia não teve influência nas urnas, o público está ficando mais esperto, está percebendo essas blindagens, essas bravatas parciais. Tudo bem certas publicaçõess serem a favor deste ou daquele candidato. Mas se distanciar deliberadamente da verdade, partir para o achincalhe, para desqualificar o eleitor do oponente ("é pobre, é desinformado"), ai foi dose. Ao menosprezarem a inteligência do leitor, esses articulistas se menosprezaram e se diminuiram. Pena.
Carlos Alberto , São Paulo-SP - Empresário
Enviado em 2/11/2006 às 19:28:39
Dines, Vou lhe dar um depoimento pessoal. É a primeira vez que vejo uma clara indignação, entre meus amigos leitores do OI, quanto ao seu papel. O primarismo com que você tem tratado essa "ofensiva contra a mídia" é de um ridículo patético. Está tentando insuflar um monstro, enquanto ignora que criticar a mídia pode e deve ser um direito inalienável e normal de um processo democrático. Ou o recado é que a mídia é intocável? Ou que desnudar o partidarismo de setores importantes dos empresários midiáticos é atentar contra sua liberdade? Seu ranço com a vitória do Lula está comprometendo sua imagem. Os comentários que ouço criticando seu novo papel abobado é uma clara indicação que nós, leitores e cidadãos, estamos mais atentos. Você está perdendo o respeito de muitos. Lamento por você e por nós.
Frank Rodrigues , Montes claros-MG - Contador
Enviado em 2/11/2006 às 19:13:04
Não, que eu queira apoiar as falcatruas cometidas por quaisquer politico , seja do PT , PSDB ,PDT , PV , seja lá qual partido. Agora , a midia querer se colocar como vitima é duro, talvez os jornais , televisões , radios , etc ,. etc., não tenham consciencia das inumeras reportagens , artigos tendenciosos que dia a dia tentam nos enfiar goela a baixo , sempre atacando o governo. Eu pergunto : quem pertence a revista Veja ,Epoca , o jornal a folha de são Paulo , os principais orgãos de comunicação deste Pais ? Rede Globo ? Nos sabemos que "todos " os "profissionais " que fazem parte destes orgãos , jamais , em tempo Algum teriam coragem de emitir uma linha , ou frase que fosse contrario as opiniões dos DONOS. Portando é de certa forma , um insulto a inteligencia do Brasileiro , estas tentativas até certo ponto , Bobas , de tentar nos direcionar. É chegada a hora de todoas nós , BRASILEIROS , trabalhar-mos em prol de um país melhor. Felismente , hoje temos a internet , que nos da condições de informa-mos ,"QUASE" da veracidade dos fatos. Então , DEIXEM O HOMEM DESCANSAR , para depois DEIXAR O HOMEM , GOVERNAR.
Ronan Melo Silva , Belo Horizonte-MG - Bancário
Enviado em 2/11/2006 às 19:02:05
Gostaria de perguntar ao Sr. Dines se, nos últimos meses, ele estava abduzido ou em coma profundo, pois, só uma destas situações poderá explicar sua opinião em defesa de empresas como Globo, Veja, Folha de São Paulo, Istoé etc. É por isso que a imprensa perde crédito junto a população. Jornalistas defendendo colegas, não importando os desvios que cometeram.
Verbena Melo Melo , Brasilia-DF - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 18:37:53
PREZADO DINES: Que vergonha se prestar a um papel destes. Acho que você agora conseguiu mostrar para seu público que o que tu escreve não merece ser lido
Carlos Martins , Rio de Janeiro-RJ - Economista
Enviado em 2/11/2006 às 18:32:00
No mais, não há coisa alguma de "súbito" na alegada "ofensiva" contra a "mídia" (não confundir com imprensa). Não são de hoje as denúncias contra os atentados praticados contra a liberdade de expressão pelas megacorporações "midiáticas", Marinhos e Civitas e seu$ pau$ mandado$ à frente, que cada vez mais gozam da complacência quando não do apoio desabrido de AD.
Wallace  Capucho , Vitória-ES - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 18:28:58
Olá Dines, pela primeira vez não conseguir assistir ao OI até o final. O programa de segunda-feira foi dose.
Maria Isabel  Lopes da Costa , Petrópolis-RJ - oceanógrafa
Enviado em 2/11/2006 às 18:24:41
Caro Dines, Minhas opiniões são direcionadas ao papel e ao formato das notícias divulgadas por uma parcela da mídia. Cansamos Dines, pelo menos eu cansei. O presidente Lula terá mais quatro anos de governo e após ele entrará outro representante pela vontade legítima do povo, seja ele de esquerda, centro, direita ou nulo, mas esta mídia se não se reformular será a mesma, como foi no passado. Não subestime minha avaliação por uma eleição. Já tenho arquivado em minha memória as ações anteriores deste mesmo grupo. A tecnologia também reformulou as comunicações para o lado de cá. A Internet deu publicidade as nossas opiniões engasgadas durante anos ao ler revistas, jornais e assistir noticiários e mensagens em novelinhas água com açúcar e não podermos nos manifestar, porque esta mídia era cega e surda para os seus leitores e telespectadores. Como poderíamos nos manifestar contra esta manipulação no passado? Através da seção carta aos leitores? Eu nunca obtive uma resposta! E com relação a Grande Emissora de Televisão, como fazer? Não faço parte da equipe de governo e nem sou filiada ao PT, ou a qualquer partido. Sou eleitora. Só vi como muitos que aproximadamente 60 milhões de eleitores disseram não a esta manipulação da mídia e todos os eleitores de esquerda na Internet cobraram um posicionamento com relação a esta mesma mídia que o achincalhou e ao partido não respeitando a vontade do povo e dos seus filiados que não se resumem a 10 pessoas. É a vontade das urnas. Ou aqui também o conceito de democracia só serve para o outro? Ontem em um dos artigos os jornalistas representavam o povo, hoje existe uma agenda que foi prejudicada. Quem organizou esta agenda está precisando de tratamento porque esqueceu de avisar ao povo e ao governo que ela existia. E neste pacote chamado razão, no qual vc não coloca o governo e nem o PT esta mídia também não se encontra. Agora a relação entre a mídia e o governo cabe a estes discutirem. Nós só observamos! Se alguém “queimou” esta possibilidade de debate não foi o e-leitor. E esta sua frase, a mídia é essencial para levar adiante o projeto de reconciliação nacional, me lembra estes autores de novelas da GET que ao perderem o fio da meada da história, viram todo o contexto para ter o final feliz. A martirização da mídia! Daqui a um ano irei postar como a mídia do papel de divisor de águas se tornou o elo necessário e essencial para um projeto de “reconciliação nacional” entre o governo Lula, a Veja, A GET, FHC, ACM, etc. Será que ela conseguirá convencer os e-leitores de Lula de este grupo são necessários ao governo? Cenas para o próximo capítulo...
Carlos Martins , Rio de Janero-RJ - Economista
Enviado em 2/11/2006 às 18:20:36
AD é irrecuperável. Assumiu de vez o papel, que presumo lhe traga benefícios, de defensor inabalável do cerceamento da liberdade de expressão praticado diuturnamente pelas oligopólicas megacorporações "midiáticas", através de suas "colunas e ruínas" e da editorialização perversa do pseudo-noticiário, desde as manchetes "escandalosas", passando pelas enviesadas "caras e bocas" dos bonecos falantes da "mídia" eletrônica até o vocabulário, a paginação e a digramação cuidadosamente planejadas para distorcer a realidade. E ainda tem a cachimônia de se arvorar em guardião, acima do bem e do mal, da "liberdade de imprensa". Que "liberdade"? Que "imprensa"? Assuma logo, AD, saia do armário, ouse dizer seu nome.
Eugênia Loureiro , Rio de Janeiro-RJ - cientista da informação
Enviado em 2/11/2006 às 17:57:57
Não penso que esteja havendo uma ofensiva contra a mídia. O que está acontecendo é a necessidade de se discutir erros e acertos da atividade jornalistica e de informação. Mas parece que jornalista gosta de jogar pedra, mas não admite ser vidraça. Ando lendo em muitos lugares sobre o papel da imprensa de vigiar (???) fiscalizar (???) Me parece mais um caso de auto-atribuição de papel. Mesmo porque quem vigia (???) e quem fiscaliza a midía/imprensa/jornalistas?
Pedro Afonso , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 2/11/2006 às 17:29:49
Começou o patrulhamento ! Polícia Federal interrogando jornalistas, relançamento dos mecanismos de controle da imprensa, a mentira como norma, distribuição de verbas de publicidade do governo só para amigos, amordaçamento das verdadeiras instituições de defesa da democracia (ABI e OAB), maioria governista no STF, maioria governista no congresso (a base de mensalão), etc. Daí para a restrição das liberdades individuais é um pulo ! Devemos fazer como a D. Marisa, esposa do "nosso guia", e conseguir logo uma dupla cidadania italiana. Se ela, que sabe de tudo, está se preocupando com isso, algo de muito ruim nos espera se ficarmos no Brasil. Quem viver verá.
David Rodrigues , São Paulo-SP - Funcionário Público
Enviado em 2/11/2006 às 17:20:29
Vira e mexe a imprensa gosta de citar Goebells e a história de que um mentira repetida inumeras vezes se torna verdade. Parece que desta vez o tiro saiu pela culatra. A imprensa, em geral, parece acreditar que os eleitores de Lula são realmente ignorantes, imbecis e despreparados. Quantos alienados manipuláveis estariam dispostos a acessar a internet para ler comentários sobre mídia e política? Sr Dines, será que a esmagadora maioria de seus leitores é composta de imbecis? Blitz antimídia? Ligar o pronuciamento de Marco Aurélio Garcia, que apenas sugeria que a mídia fizesse uma auto-reflexão ao fricote de jornalistas de Veja (acompanhados de um advogado - incompetente, por extensão) em depoimento na PF cola em que tipo de idiota? Quando o saberemos o conteúdo do falso (sequer examinado) dossiê? Eu sei. Mas quando a imprensa o divulgará à população? Quando a imprensa resolverá investigar os aloprados do PSDB mineiro? Seus leitores já sabem: nunca.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 2/11/2006 às 17:16:12
Neste momento só posso me solidarizar com a opinião do Engenheiro Pedro Afonso , do Rio de Janeiro -RJ – Este é ponto crucial que os militantes, por não defenderem realmente a liberdade de imprensa e de opinião, desejam uma falsa democratização da mídia. Não se admite nem mesmo que o Observador observe, mas que necessariamente se alinhe aos supostos vencedores da eleição. Liberdade de imprensa, por mais paradoxal que possa ser, só existe um remédio. A própria liberdade de imprensa. Percebemos aqui nas manifestações uma paixão quase religiosa contra a imprensa. Não poderíamos encontrar melhor paralelo do que as investidas de censura religiosa praticados pelos adeptos do novo credo, o lulismo. É só lembrarmos que o NSDAP e Partito Nazionale Fascista também seduziu as massas que tomaram a dianteira para as reformas do estado nas mesmas bases propostas agora. E para a massa, a liberdade de imprensa atrapalhava. O Estado Novo foi instaurado no Brasil ao mesmo tempo em que uma onda de transformações varria a Europa, instalando governos autoritários e reforçando a versão de que a democracia liberal estava definitivamente liquidada. O governo do Estado Novo foi centralizador, ou seja, concentrou no governo federal a tomada de decisões antes partilhada com os estados, e autoritário, ou seja, entregou ao Poder Executivo atribuições anteriormente divididas com o Legislativo. Sua ideologia recuperou práticas políticas autoritárias que pertenciam à tradição brasileira, mas também incorporou outras mais modernas na época, que faziam da propaganda e da educação instrumentos de adaptação do homem à nova realidade social. Era esse o papel do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), destinado não só a doutrinar, mas a controlar as manifestações do pensamento no país. Hoje temos a construção da nova ordem latino-americano nos mesmos moldes. E o departamento é sonhado em ser recriado com outro nome para realizar as mesmas funções, com amplo apoio popular.
Django de J. , Sunnyvale-IN - matemático
Enviado em 2/11/2006 às 17:07:03
Você queria que ele agradecesse, depois das capas de Estadão, Folha e Veja logo antes das eleições? Depois de a Globo não noticiar o maior acidente aéreo da história do Brasil para mostrar o dinheiro do dossiê? Depois de metade dos maiores jornais em circulação no Brasil relegarem a segundo plano a falsidade de um dos depoimentos-chave da investigação do dossiê contra Serra logo antes do segundo turno? Você realmente acredita que a imprensa no Brasil é imparcial como propala ser? Você acha que a reação, e não estou falando do governo, seria cordata e educada de todos os lados? Você não acha que há uma desconfiança generalizada contra a imprensa ocorrendo? Enfim, já não é hora de se reconhecer que realmente há algo de errado?
Augusto Mourão , Rio de Janeiro-RJ - Consultor de Marketing
Enviado em 2/11/2006 às 16:47:54
Dines, O fato de não concordar com você não me desqualifica como interlocutor e, espero, que você entenda que o respeito. Seu artigo de hoje, foi comentado por 84 pessoas das mais diversas profissões, idades, naturalidades, ideologias e partidos. Gravei em Word os comentário, 84 até as 03:29:43 PM, dos quais apenas 2 (dois) eram favoráveis à sua explanação. Dois em oitenta e quatro são 2.4%. Isto significa que 97.6% das pessoas que leram o seu texto não concordam com você e, a esmagadora maioria deles é leitora permanente do OI. Sou de opinião, Dines, que se está perdendo um tempo precioso. As pessoas não são mais aquelas do tempo em que você não observava a imprensa. Você fazia parte dela. É preciso que você assuma o papel de mediador entre uma corrente de opinião que se formou a partir do advento e democratização da internet e que não aceita sem mais aquelas pratos feitos e coisas que tais que a chamada grande mídia tenta fazer com que a população engula sem chiar. Acabaram-se os tempos do "deu no jornal" como atestado de verdade. Os tempos são outros. Por que você, ao invés de ficar procurando pelo em ovo não começa por explicar ao seu distinto público o que é, porque é tão importante e quais seriam os limites dessa tão propalada liberdade de imprensa. É liberdade de imprensa colocar na capa de uma revista uma cahrge do Presidente da República levando um pontapé na bunda? O jornalista está acima da lei? E por que? Quem conferiu a você ou a qualquer outro coleguinha seu direitos de deidade? Venha a público, com a autoridade de ser um dos fundadores deste Observatório da Imprensa e tenha a humildade de discutir, honestamente como todos queremos, a democratização da mídia, suas mazelas, fraquezas, interesses. Se você não fizer, ou alguém deste OI, vocês terão perdido o bonde da história. Saudações Augusto Mourão
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 16:43:05
Nem o PT, nem o governo, nem Lula (e, arrisco dizer, nem a parcela fanática de seu eleitorado) conseguirão conter as fundadas críticas de cidadãos brasileiros. São bancários, funcionários públicos, médicos, engenheiros, professores, donas-de-casa, jornalistas e outros que pensam e são os responsáveis pelo que fazem. Todos, reagem ainda mais quando são tratados como gado, como massa de manobra de aloprados autoritários. Não aceitam ser tutelados e questionam os doutos juízos sobre a mídia no Brasil. Os consumidores do mau jornalismo produzido reúnem informações, dosam as versões publicadas e ali fundam seu discernimento. São eles que podem salvar a imprensa de sua rápida escalada rumo à venezuelização. Ressalvadas as isoladas tentativas de agressão física e o palavreado xulo (que anda na boca de muita gente, na minha opinião), há muita crítica ponderada e sustentada sobre argumentos razoáveis. Errar é humano, mas quando os erros são dolosos é mais difícil engoli-los. Os leitores querem que se publique um "erramos" com destaque, querem mudar o rumo daquela cantilena.
Washington  Ferreira , Ubá-MG - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 16:31:29
Vamos concordar, mesmo a contragosto, com a sua assertiva que afirma que "nem o governo nem o PT têm razão alguma" em criticarem os procedimentos jornalísticos da grande imprensa no período eleitoral. E as conclusões do Observatório Brasileiro de Mídia, são suficientes para você? E aí, vai responder? Ou, a exemplo do que disse o estudante André Amaral, você simplesmente ignora os nossos comentários? Cuidado: ao exercer o papel de Advogado do Diabo você pode ser confundido com o mesmo. Como jornalista, estou profundamente decepcionado com você. E outra pergunta: você confiaria na revista Veja ou no Jornal Nacional para levar adiante um projeto de reconciliação nacional?
JOÃO  PRADO , Belo Horizonte-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 2/11/2006 às 16:29:57
Pobrezinhos dos jornalistas. Uma malta de coitadinhos, tão massacrados.... Não confundam liberdade com libertinagem.... Está passando da hora do povo deste país enquadrar a "imprensa"...
humberto costa , itaperuna-RJ - médico
Enviado em 2/11/2006 às 16:22:12
Dines, o repúdio à cobertura da midia não tem nada a ver com as hipóteses citadas (aliás são patéticas). O que se quer é uma cobertura imparcial, resposável, com a manifestação de todos os envolvidos com o mesmo destaque. Os veículos de informação devem expressar suas posições através dos editoriais e não editorializar as notícias e fazerem-se de imparciais.
Marco Tognollo , São Bernardo do Campo-SP - sem profissão
Enviado em 2/11/2006 às 16:11:34
Dines, vou ser breve (não tenho mais ânimo para comentar os seus textos): A eleição já acabou; desça do palanque!
Roberto Figueiredo , BH-MG - Engenheiro Mecanico
Enviado em 2/11/2006 às 15:51:10
O observatório da imprensa poderia mudar o nome agora para "defesa da imprensa". Ao invés de monitorar o exercício da imprensa este espaço se tornou trincheira de defesa da imprensa contra o governo. Agora o governo federal se tornou o vilão da história e a imprensa é a vítima. Tenha dó! Fiquei longe do observatório da imprensa durante o segundo turno porque percebi que ele tomou partido na disputa mas parece que a perseguição contra o governo continua depois das eleições. Precisamos de um observatório da imprensa de verdade!
Lica Cintra , Rio-SP - educadora
Enviado em 2/11/2006 às 15:50:27
Lembrei-me de algo que li: os jornalistas perderam a solidariedade com o povo, hoje estão solidários com os banqueiros.
André Amaral , Vitória-ES - Estudante
Enviado em 2/11/2006 às 15:29:43
Dines, quanta decepção, eu que sempre indiquei seu programa para toda a minha família, amigos, na universidade.. Como vc mudou em Dines... E tenho a certeza que o senhor não ler nehum desses comentarios, o senhor os ignora.
marcela caldas , SP-SP - médica
Enviado em 2/11/2006 às 15:27:12
Todos os atos têm conseqüência, e isso vale para qualquer um, inclusive os jornalistas. Se os senhores estão sendo alvo de indignação, convêm que procurem a causa em seus próprios atos. Jogar a culpa na população, no PT, no Presidente Lula, na eleição ou na Polícia Federal é tentar usar a técnica do bode espiatório, ou seja, acusar os outros enquanto pisa no próprio rabo. Enquanto os senhores não focalizarem os atos que deram origem a essa justa indignação, não estarão, de fato, contribuindo para que os ânimos se acalmem, e nem colaborando para que nossa imprensa saia da mediocridade em que se meteu.
Ivan Moraes , Union NJ --USA-MG - sem profissao
Enviado em 2/11/2006 às 15:23:28
"revista Veja e da rede Globo não estão usufruindo do feriado" Mas tres quintos do congresso ainda estao de ferias. Quantos jornais estao falando disso? De volta ao trabalho, gente!
Daniel Campos , Curitiba-PR - Cientista
Enviado em 2/11/2006 às 15:13:24
Dines, você e a "grande mídia" estão apenas colhendo o que plantaram. Jogaram no lixo todas as regras do bom jornalismo, agora aguentem as consequências...
Carlos  Cassaro , Curitiba-PR - aposentado
Enviado em 2/11/2006 às 15:13:06
O que queriam? Que Lula e o PT agradecessem o trabalho da mídia,que fez de tudo para derrubar o governo?Que buscaram notícias fantasiosas,escandalos pouco esclarecidos,sempre livrando a cara do PSDB e do PFL (Arghh!),e acusando o governo pelas denúncias de corrupção,quando este estava apenas fazendo seu serviço,sem dar uma de Ricupero (-O que é bom a gente mostra,o que é ruim a gente esconde...) Lembram-se??? Quem sabe daqui pra frente a imprensa (a Boa) deixe de ser parcial e mostre apenas a verdade dos fatos...
Antonio  Valadão , Pelotas-RS - Repres. Coml.
Enviado em 2/11/2006 às 15:00:50
Não concordo que com esta ¨blitz¨,como voce prefere chamar, queima-se uma preciosa chance de iniciar o debate estrutural sobre a mídia. Penso o contrário. Esta ¨blitz¨ se fortalecendo, amplia a conscientização e fortalece mais para uma discussão´séria sobre a mídia, da qual a sociedade tem que ser SUJEITO, e não ficar passivamente esperando. Aí a mídia assume a blitz, como aconteceu por ocasião do projeto da FENAJ, que ela trabalhou para abortar antes mesmo de discutir com a sociedade. Da necessidade da mídia, para levar adiante um projeto de reconciliação nacional, acho papo furado, papo de direita reacionária. Foi com esta conversa fiada de reconciliação e, de unir o estado, desenhar o mapa do estado dentro de um coraçãozinho, que a direita tomou novamente o poder no R. G. do Sul e, com uma ajudazinha da mídia diga-se de passagem. Reconciliação rima com democratização. Esta ¨blitz¨não pode esfriar.
Paulo Kaiser , Sção Paulo-SP - Tradutor
Enviado em 2/11/2006 às 14:58:41
Infelizmente, os jornalistas da revista Veja e da rede Globo não estão usufruindo do feriado, portanto, nada de repouso aos guerreiros de lado de lá... Sem mais comentários.
Reni  Martins , Indaial-SC - Funcionário público
Enviado em 2/11/2006 às 14:58:05
A liberdade e o bom senso É claro que a liberdade de imprensa é sagrada. Nisto estamos de acordo. No entanto, a mídia, em grande parte, deveria fazer uma autocrítica, deixar a hipocrisia de lado e se assumir como conservadora e de direita. Isto é legítimo e democrático em qualquer democracia do mundo. O que esta parte da mídia não pode é posar de imprensa isenta, isto é propaganda enganosa. No Brasil, raros são os veículos que assumem claramente sua posição política. O fato é que achincalharam com Lula e o PT, de várias formas, por opinião explícita, ou com meias verdades, por omissão. Fizeram o mesmo com Requião, governador reeleito no Paraná. Esta “imprensa” tem o direito de desconstruir quem achar conveniente desconstruir, no entanto nós, pobres mortais, não temos direito de achar parte da imprensa brasileira anti-democrática e tendenciosa. Precisamos de mais opções,democratizar os meios de comunicação, desconcentrar. Não fazer censura, como maldosamente dizem a Veja e Rede Globo, mas ampliar as fontes de informação. A campanha de desqualificação da vitória de Lula passa pela afirmação de que o Brasil foi dividido em dois. Como assim? Lula venceu em vinte estados, perdeu por pouco em outros dois, e praticamente empatou no Paraná. Será que uma eleição só é legítima quando se consegue maioria no sul? Uma obervação: na última edição do "Observatório" na TV, ficou a impressão de corporativismo... Cadê o contraditório? Porque não foram convidados jornalista que tem opinião diferente de Alberto Dines? Toda unanimidade é burra... Aliás, creio não tratar-se aqui de uma questão de opinião, foi visível a posição tendenciosa de parte da mídia, agora e em outros carnavais. Então, ou é corporativismo, mesmo, ou hipocrisia, ou obediência cega aos donos da mídia, ou simplesmente medo de enfrentar aqueles que concentram excessivo poder midiático nas mãos. Só uma certeza temos: dizer que a Veja e Rede Globo fazem jornalismo sério é um insulto à nossa inteligência.
Nicolau  Frederico de Souza , Natal/RN-RN - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 14:54:31
Dines, Você tem razão. É chegada a hora de "embainhar" as armas e "baixar" os ânimos exaltados durante a campanha das eleições 2006. É também momento de reflexão "pela grande mídia". O quê adiantou pautar apenas um noticiário político negativo? O quê ela ganhou com isso? Adiantaram as notícias "plantadas" e sem checagem? Adiantou alimentar um clima raivoso no meio político, alimentado por algumas personalidades já conhecidas do público? Então! O melhor agora é "baixar" essa "onda negativa" e buscar uma nova estratégia, pois acho que muitos brasileiros não vão querer ver novamente o clima criado na mídia, principalmente em alguns veículos de comunicação, como vimos desde 2003 ...
Francesco i Gatti , Laguna-SC - topógrafo
Enviado em 2/11/2006 às 14:51:12
Exemplo rencente caro colunista...foi a abertura de quase 20 minutos no JN de ontem, praticamente convocando os passageiros ao quebra-quebra. Uma desordem pública incentivada pelo discurso acima do tom e a reação inconformada daqueles que , mormente, perderam a eleição. Como explicar que a repórter Brasília da Globo entreviste um deputado federal do PSDB gaúcho como se fora um incógnito viajante ? Isso é ser honesto ? Ético?
ro horta , Brasília-DF - artista
Enviado em 2/11/2006 às 14:43:51
Com todo respeito, você está convicto do que está dizendo? De que não houve um massacre articulado da imprensa tentando mobilizar os eleitores contra o PT ? Se estiver, recomendo-se um psicólogo, porque sua visão pode estar contaminada, o que não é aconselhável na sua profissão. Eu, por exemplo, que nem mesmo gosto muito do PT, votei no Lula em protesto contra a imparcialidade da mídia. Acha que é um procedimento jornalístico correto colocar em manchete "PODE HAVER DINHEIRO DOS FUNDOS DE PENSÃO NO DOSSIÊ CONTRA TUCANOS" e escrever, na matéria, que fulano de tal, do PSDB, disse isso? Ou dizer que o PT vai usar o crime organizado contra o PSDB? Esse tipo de procedimento foi corriqueiro, e se não acredita em mim, basta ler as manchetes. Por que a Polícia Federal não pode investigar um caso em que está sendo acusada de procedimento ilícito? E como investigar sem chamar os que a acusaram? Pode estar certo de que a maior parte dos brasileiros que lêem jornais e revistas concorda comigo. E está achando pouco e bom que os repórteres da Veja tenham sido chamados à fala.
Zé Miguel , Goiânia-GO - jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 14:42:36
Vejamos. Não tranformemos este discurso esquálido, de mídia acuada, em biombo. Este espaço tem tornado-se repetitivo, beirando a monotonia, suscitando dúvidas e traquinagens de caráter franzino. Espanta-me a verborragia, digna de confronto entre torcidas organizadas, utilizada por vosmecê. Quando diminui a nata, pior o leite. A trégua que sugeres guarda similitude com a ameaça do torpe. Gosto quando és incisivo, decisivo....pequeno ? Jamais.
Paulo Mora , Rio de Janeiro-RJ - Médico
Enviado em 2/11/2006 às 14:42:06
Qual foi a reação da mídia contra as agressões sofridas pelo ex-ministro José Dirceu nos últimos meses, incluindo a intolerância perpetrada contra ele nas últimas eleições ? Qual foi a reação indignada da mídia quando se descobriu que Freud Godoy nada tem a ver com nada, que foi envolvido por interferência do ilibado delegado Bruno ? Qual o nível de indignação da mídia quando o presidente do PFL chamou os petistas de "raça" a ser eliminada ? E qual foi a reação quando um professor universitário foi condenado por chamá-lo de racista ? Agora a mídia quer a nossa simpatia quando muitos se revoltam justamente contra sua manipulação enviesada ? Sr. Dines, a discussão deveria buscar QUAIS os erros da mídia no processo, antes de mais nada, senão nem o senhor, nem seus colegas, descobrirão o porquê de tanta gente estar descontente com a mídia.
Vitor Le , Niterói-RJ - estudante
Enviado em 2/11/2006 às 14:36:55
Em 2002, votei nulo nas eleições presidenciais por não enxergar um pleno comprometimento por parte do pt e do então canditado lula em alterar a nossa excludente estrutura social. Este ano votei em lula nos dosi turnos destas eleições, não porque agora acredite que transformaremos o país a partir deste governo. Votei contra a oposição ( de direita e de esquerda) e contra a imprenssa. Política não é novela, devemos tratar politicamente a política. Nem sempre o óbvio é tão claro assim. O ideal seria que consiguissemos democratizar pelnamente este país, mas já será válido se este governo pelo menos logre em iniciar um processo conseguente de democratização dos meios de comunicação.
Vivian  Stipp , São Paulo-SP - autônoma
Enviado em 2/11/2006 às 14:27:54
É patética a atitude da imprensa em tentar se tornar agora VÍTIMA de um "governo autoritário", quando ela própria agiu de forma totalmente anti-democrática na última eleição. Tal argumentação novamente afronta nossa inteligência e parece que nosso grandes jornalistas continuam nos tomando por pessoas de parcos recursos mentais. Mas felizmente existem exceções: www.blog.contrapauta.com.br, o verdadeiro Observatório da Imprenda: "Todas as profissões, cujo exercício trazem riscos de prejuízo aos cidadãos e à sociedade, são exercidas sob rigorosos códigos de ética e conduta – menos os jornalistas. Todas prevêem sanções em casos de comportamento antiético, imoral ou ilegal – menos os jornalistas. Todas são exercidas por pessoas físicas claramente identificadas pelos números de sua ordem ou conselho regional – menos os jornalistas. Essas exceções produzem outra deformação. Quando se exige o cumprimento do preceito constitucional do respeito à liberdade de imprensa, não se defende a liberdade do cidadão jornalista, mas sim dos grupos econômicos que controlam a indústria de mídia no Brasil. É mais do que urgente que os jornalistas se dêem conta de que a adoção de um código de conduta para o exercício da profissão não pretende cerceá-los, mas garantir sua liberdade de expressão dentro de um conjunto de cuidados e obrigações que são comuns em outras profissões. Esse blog tem se manifestado continuamente sobre essa necessidade, e tem procurado apresentar garantias à liberdade de imprensa proporcionadas pela auto-regulamentação. Países mais e menos desenvolvidos do que o Brasil adotaram, com sucesso e sem ameaças à democracia, comissões e códigos de conduta que supervisionam a auto-regulamentação que protege todos os cidadãos, inclusive os jornalistas."
milton pereira , bauru-SP - bancario
Enviado em 2/11/2006 às 14:25:21
DINES Talvez a resposta seja o próprio resultado da eleição em que a mídia, apesar das tentativas exasperadas, não conseguiu mudar RESULTADOS e influenciar os votos como queria. Essa frustração da mídia deve-se, em parte, porque ela autodenomina-se o QUARTO PODER, tendo funções “fiscalizadoras”, e também porque não admite críticas (como acontece com o governo) alegando sempre que isso acabaria com a liberdade de expressão. - um adendo: para nós, leigos, o papel principal da mídia seria o de INFORMAR do modo mais CORRETO e OBJETIVO possível, mesmo contra os mais diversos interesses e pressões. A entrevista do jornalista Luis Nassif talvez possa também fornecer uma idéia do quão terrível pode ser este quarto poder e em que medida houve a reação do PT e do Governo (do meu ponto de vista NÀO CORRETA, mas que não deixa de ser uma reação). Antes de reproduzir uma parte de tal entrevista, que é bastante relevante sobre o papel da mídia no último ano, gostaria que esse observatório da imprensa, para ser isento e não apenas corporativista, convidasse os jornalistas Luis Nassif, Paulo Hentique Amorim e Mino Carta (que tem uma acusação grave sobre a mídia - leia-se Globo, Folha, Estadão, Jovem Pan - no caso do dossiê) e como debatedores, do outro lado, jornalistas da Folha, Estadão , Globo e se possível (caso não fuja) alguém da Veja (Diogo Mainardi?). Trecho da entrevista concedida a André Cintra e Priscila - Lobregatte (fonte: vermelho.org.br): “No começo do ano passado, alguns colunistas - não oriundos da imprensa propriamente dita -, intelectuais e pessoas do showbiz, basicamente o (Arnaldo) Jabor e o Jô (Soares), começaram uma crítica mais pesada ao Lula e ao PT. Essa crítica, num determinado momento, resvalou para uma posição de intolerância e teve eco na classe média. Quando teve eco, aconteceu algo que, para mim, é o mais inacreditável que eu já vi em mais de 30 anos de jornalismo: a Veja entra na parada e começa a usar aquele estilo escabroso. É inédito em termos de grande imprensa - e é um suicídio editorial. Agora, aquele estilo acabou batendo aqui, em São Paulo, em alguns círculos do Rio de Janeiro, induzindo a mídia a apostar na queda do Lula. Quando não conseguiu derrubar Lula, a mídia enlouqueceu. E então todos os jornais caminhavam na mesma direção. Isso não existe. Todo mundo endoidou. Criou-se um clima muito pesado de patrulhamento, ataques, macarthismo. Os colunistas, de uma maneira quase unânime, entraram nesse clima - até por constrangimento”.
Eder Fonseca , Candido Mota-SP - Estudante
Enviado em 2/11/2006 às 14:18:22
Eu não entendo as vezes esses tipos de artigos que fazem parecer que o PT está matando jornalistas. Engracado, a midia distorce, inventa, recria fatos, ajuda no processo eleitoral de maneira negativa, e ainda assim fala-se em perseguição? Qual o motivo, da policia federal querer investigar a obscuridão que ronda a divulgação das fotos? Quem é a vitima, os jornalistas, o governo, ou nós que temos de nos remoer na cadeira ao ler coisas imparciais desse tipo, como o escrito de Dines?
Roberto C.C , Curitiba-PR - Administrador de Empresas
Enviado em 2/11/2006 às 14:15:47
Clima de ameaça? Paradoxo? É esta falta de sensibilidade que impressiona! O que falta à mídia, é colocar-se no seu devido lugar. Sair de sua adolescência e assumir responsabilidades, antes que acabe por se tornar um entrave à democracia. Enxergar as manifestações contra a mídia como comportamento exclusivo de um grupo - o PT - é, no mínimo, miopia. Eu nunca fui petista, não tenho intenção de aderir aos movimentos de esquerda (que tb merecem respeito) e, mesmo assim, estou perplexo com o comportamento irresponsável, pra dizer o mínimo, da imprensa.
Mauro Bertin , Bagé-RS - Economista
Enviado em 2/11/2006 às 13:56:09
Sr. Dines, quem chamou o Presidente da República de "ladräo", "bebado", ïletrado", afinal como tratou a mídia os generais, FHC. A campanha da mídia contra 60,8% dos eleitores já dura dois anos, uma verdaeira guerra, a mídia está acima da critica. A mídia brasileira por acaso é Deus?
Vitor  Ley , Niterói-RJ - Estudante
Enviado em 2/11/2006 às 13:53:49
A ofensiva contra a mídia não é obra do governo ou do pt. É sim de toda a população que anda cansada da forma que a imprensa optou por retratar os fatos da política nacional. Dines, ao menos você deveria ler os comentários que nós te enviamos. Será que todos nós estamos errador e vocês estão sempre certos. Preparasse bem, já que brigar com a realidade nunca foi a mais fácil das tarefas.
Antonio Pereira , Salvador-BA - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 13:53:18
Concordo que o clima de tensão não levará a uma solução. Entretanto, é bastante compreensível a reação de Marco Aurélio., depois de tantas ofensas, mentiras e acusações infundadas. Acho que a imprensa tem de ser repensada. Por ora, por ela mesma, como destacou Garcia. Todos que trabalham com e no espaço público estão sujeitos à críticas. Por que a mídia não estaria? Por que ela pode criticar, investigar o poder público e o mesmo não pode ser feito com as empresas e jornalistas. Se as urnas não garante imunidade, o que garantiria imunidade as empresas jornalísitca. A opinião pública? Mais as urnas não são a mais efetiva exibição desta? A liberade de imprensa não pode servir de subterfúgio para esconder interesses espúrios. DEMOCRATIZAÇÃO JÁ!
Cesar Augusto Dutra da Rosa , Ji-Paraná-RO - Eng. Agrônomo
Enviado em 2/11/2006 às 13:50:09
Caro Alberto Dines! Estes seus releases sempre estão levantando um "cheiro" de conspiração contra a "empresa livre", perdão a imprensa livre quero dizer, por que que tem que ser apenas militantes do PT cansados de tanta perseguição, por exemplo todo os seus comentários o OI tem recebido várias mensões contra a imprensa, em um espaço dedicado a discuti-la. É válido e legitimo a reação da população contra veículos de comunicação que tentaram impor a força seus candidatos (leia-se globo, veja, Folha de São Paulo, Estadão, etc), a manipulação de alguns desses veículos e antiga por isso sobreviveram a Ditadura Militar, é só assistir o documentário "Além do Cidadão Kane", sobre a cooporação global (família Marinho). Quanto as suas observações não passam de corporativismo, que chega a ser cansativo, ao ter apenas um olhar unilateral de que a mídia esta sobre ataque. Atenciosamente Cesar
james paiva , sao paulo-SP - analista
Enviado em 2/11/2006 às 13:49:17
Dines, ja encheu a sua analise CORPORTIVA sobre o papel da imprensa. Deveriamos mudar o nome do site simplesmente para OBSERVATORIO DAS ATITUDES DO GOVERNO LULA. Acredito que seria mais sensato e estaria em conformidade com suas analises.
dioniso  artuffo , campogrande-MS - professor
Enviado em 2/11/2006 às 13:47:10
Terça-feira, assisti (estou em São Paulo)o Observatório na Tv. Cultura, pensando em assistir a um debate proveitoso sobre essa "ofensiva" contra a mídia, supostamente estimulada e empreendida por alguns integrantes do governo Lula e por eleitores e militantes de esquerda. Fiquei decepcionado, pois todos os quatro participantes do "debate" eram adeptos da tal teoria da "vilanização" da imprensa nacional. Isto quer dizer que não houve debate algum, apenas aquela velha e rançosa choradeira de velhos ,futriqueiros e arrogantes jornalistas, que se sentem ameaçados com qualquer crítica que se faça à sua atuação. Pude perceber que esses jormalistas odeiam críticas. Pude notar, também, o quanto desprezam e insultam descaradamente os seus leitores mais críticos, quando afirmam que a grande imprensa comete apenas um "errinho" aqui,outro acolá, e que tais "errinhos" ocorrem somente devido à pressa em aprontar o jornal para o dia seguinte. Sei que existem leitores que são compreensíveis e acabam entendendo e perdoando esses "pequenos" deslizes ocasionados pela correria das redações. Eu, no entanto, não sou tão "compreensível" quanto alguns leitores desses jornalões e revistões, cuja atuação mina a credibilidade da nossa imprensa. Exijo, como cidadão, leitor e eleitor livre, explicações mais honestas e detalhadas sobre o comportamento, sim, suspeito e mal-intencionado de uma parte da mídia. O jornalista tem que entender que ele não está acima das leis deste país e que nós, cidadãos, temos o direito sim, de desconfiarmos, de questionarmos e de denunciarmos os abusos de certos procedimentos de parte da mídia brasileira. Colocar a imprensa nacional, quando criticada, como vítima insuspeita da ação de grupos que desejam amordaçá-la,no mínimo é indecente.
Mauro Bertin , Bagé-RS - Economista
Enviado em 2/11/2006 às 13:40:50
Se alguém desfechou uma ofensiva primeiro foia a mídia contra quem: os pobres, os negros, os nordestinos, criminalizou os movimentos sociais. Sr. Dines o que o Sr. acha quando a classe média alta e burguesa perde a compustura nos aeroportos, veja as fotos no site terra, a policia militar esta precisando intervir para conter a revolta do andar de cima. Qual será o comportamento dos jornais de circularão amanhã. A mídia está há muito tempo brincando com pólvora. o titulo coreto de seu artigo seria a contra-ofensiva dos debaixo. Outro ero é vincular a reaçào a um partido político. Esta reaçào partiu de setores lúcidos e que honram a profissào do jornalismo. O Lula é um bonachão, até com os meninos da Globo conversou depois do primeiro turno.
Hercules  Souza , Vitoria-ES - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 13:38:23
Infelizmente e realmente, a atuação da mídia nessas eleições foi vergonhosa. Todos os jornalões trabalharam contra o presidente Lula e a favor das candidaturas tucanas. Aqui em Vitória, os jornais A Gazeta e A Trbibuna só divulgavam noticias negativas, tanto em relação ao governo federal quanto em relação à candidatura petista. Enquanto isso, o governdor(PSDB vestido de PMDB)só recebia elogios por parte destes órgaos. Isso que é liberdade de imprensa? Tudo bem, podem fazer o que quiserem, mas devem assumir o papel de que são orgaos a serviço do PSDB, nao ficar fingindo, transformando opinião em notícia.
Andréa  Martins , Recife-PE - Médica
Enviado em 2/11/2006 às 13:37:52
Creio que está faltando ao Dines e à imprensa em geral um dignóstico mais preciso desta situação. Não é o Governo que está lançando uma ofensiva contra a imprensa, simplesmente. São os cidadãos brasileiros, leitores, ouvintes, telespectadores, internautas que, indignados com tanta parcialidade dos grandes veículos, resolveram dizer: - basta, não somos idiotas, merecemos respeito. Jornalista não é um ser onipotente, acima do bem e do mal. Nem tampouco tem procuração da sociedade para cometer abusos, usando a desculpa da liberdade de imprensa como licença para cometer arbitrariedades. Cansamos, senhor Dines. Queremos uma atitude mais responsável da imprensa. E seria ótimo os jornalistas tivessem humildade suficiente para fazer uma autocrítica, reconhecessem seus exageros e resgatassem o seu papel - essencial na construção de uma democracia sólida. Caso contrário, como registrado em um comentário abaixo, resta a vocês continuarem delirando sobre um pedestal de gelo, cada vez mais distanciados do pensamento dos seus leitores e isolados da realidade.
Márcia Coelho , Rio de Janeiro-RJ - jornalista/atriz
Enviado em 2/11/2006 às 13:34:50
Dines, sua percepção e suas crenças conduzem você a estar refletindo dessa forma. Contudo, apesar de tudo, como sei que você é um homem comprometido com a democracia, proponho que reflita também sobre um outro viés. Acredito que não seja exclusivo dos petistas esse clima ácido entre os vencedores da eleição e a imprensa alinhada com os pontos de vista da oposição (a não ser que se compartilhe da opinião que a imprensa antipetista seja santa). Os perdedores também também estão rancorosos e ainda sob o clima de promover sucessivos constrangimentos a Lula e ao PT. Se considerarmos a nota da procuradora que acompanhou os depoimentos dos jornalistas da Veja à PF, temos que considerar a hipótese de ter havido uma boa dose de distorsão alarmista por parte dos jornalistas. Antes de abraçar uma versão precipitada sobre essa questão, creio que seja necessário considerar a possibilidade dos fundamentalistas da oposição estarem dispostos a perpetuar, pelas mesmas táticas vistas durante o processo eleitoral, o arranca-rabo com Lula e o PT. Muitos já deram várias declarações nesse sentido. O Jungmann, o Gabeira e o Roberto Freire, por exemplo, parecem bastante empenhados em criar mal-estar entre imprensa e governo federal. Do outro lado, Lula deu claros sinais de que quer maior abertura nas relações entre Planalto e imprensa. Aliás, quem foi condenado foi o Emir Sader, que está ideologicamente do lado oposto da Veja. Emir perdeu até o cargo de diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Uerj. Isso porque, segundo li no blog do Nassif, ele chamou o Bornhausen de racista, já que este vivia se dirigindo aos petistas como "essa raça de petistas". Gostaria de saber, inclusive, se o Observatório da Imprensa vai comentar, ou não, o caso do Emir Sader.
Mauro Bertin , Bagé-RS - Economista
Enviado em 2/11/2006 às 13:32:51
Leia resposta de Garcia a Mainardi Quarta, 1 de novembro de 2006, 20h39 Leia abaixo troca de e-mails entre o colunista da revista Veja Diogo Mainardi e Marco Aurélio Garcia, presidente do PT. Diogo Mainardi: Prezado Marco Aurélio Garcia, Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente. Muito obrigado, Diogo Mainardi Marco Aurélio Garcia Sr. Diogo Mainardi, Há alguns anos - da data não me lembro - o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas. Minha resposta não foi publicada pela VEJA, mas sim, sua resposta à minha resposta que, aliás, foi republicada em um de seus livros. Desde então decidi não mais falar com sua revista. Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável. Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista. Marco Aurélio Garcia. Terra Magazine
José  Sousa , diadema-SP - Estudante
Enviado em 2/11/2006 às 13:29:42
Mais uma vez a imprensa exagerou, deu muito na cara, concordo que a imprensa deva ser investigativa e denunciar qualquer fato que seja de interesse público, porém TODOS OS FATOS de interesse público [não os do meu interesse eu publíco] sem distorções e omições , "transcrever panfleto de partido político" não é interesse público. Se existe uma lei que eleva a imprensa ao patamar de DEUS, existe também o direito do cidadão não ser manipulado por quem quer que seja. Se for preciso temos sim que rever as questões relativas ao regulamento da imprensa, niguém é perfeito.
Eduardo  Guimarães , São Paulo-SP - Comerciante
Enviado em 2/11/2006 às 13:26:33
Quase sessenta milhões de brasileiros pensam diferente de Alberto Dines, pois, instados a opinar, nas urnas, sobre as acusações da imprensa ao presidente Lula durante mais de um ano e meio, essa massa esmagadoramente majoritária do país, tão relativizada pelo grupo opinativo que Dines integra, desprezou tais acusações. Dines e o resto da imprensa - que, por sua vez, diz exatamente o mesmo que ele, ou seja, que Lula não tem razão nenhuma em suas queixas da imprensa - dizem que não é que os brasileiros não tenham acreditado na mídia e, sim, que são intrinsecamente propensos a aceitar corrupção, o que faz da maioria do país um bando de corruptos em potencial. Mas o fato é que Dines e seus congêneres não têm nenhum elemento para afirmarem, com razão absoluta, que as coisas são assim. É mais do que possível - e é até provável - que a maioria massacrante que reelegeu Lula simplesmente não tenha acreditado nas denúncias contra ele e ache, até, que a imprensa disse o que disse do presidente durante, repito, um ano e meio antes da eleição presidencial, porque tomou partido dos adversários do presidente.
Pedro Afonso , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 2/11/2006 às 13:17:01
Esplêndida análise do momento atual do jornalismo e suas contínuas interrelações com o poder. Agora, alguns comentários aqui postados merecem reparos. Propor "conselhos", "agências reguladoras" ou quetais é pura censura. Do estilo mais safado e interesseiro possível. Não se "controla" a "mídia". Da mesma forma que não se cura a febre quebrando o termomêtro. Se você não gosta de um determinado programa ou publicação a forma correta é mudar de canal ou não comprar a revista. Todo mundo civilizado e desenvolvido é assim. O governo atual tem diversos meio$ de manifestar suas idéias, inclusive conta com diversas publicações que lhe são favorávei$!. Qual o problema ? Lê e acredita nestas publicações quem quiser. Se pouco mais de 60% do povo apóia o Lula temos ainda quase 40% de descontentes com o rumo "neoliberal/ditadura da mentira" do seu governo. Para estes, tais publicações estão espelhando a verdade que eles querem ler! Lembro ainda que a opinião do povo é sugestionável. Hoje elegem Collor, amanhã o condenam, depois o elegem de novo. O PT foi mestre na divulgação de notícias plantadas nestes mesmos órgãos de imprensa (VEJA e Globo) que hoje ele critica. É só chamar o Waldomiro e deixar ele contar. Como gato escaldado tem medo de água fria, aqueles mesmos que usaram deste artifício agora querem impedir de outros usarem do mesmo ardil. Como se todo cidadão fosse moleque como eles sempre tem sido, vivendo do peleguismo e da enganação. No fundo desta sugestão de "debate" estamos vendo gestar um "ovo da serpente". Direitinho como manda o figurino do Foro de São Paulo na sua tentativa de implantar uma ditadura do pensamento único no Brasil apoiado na "opinião pública" (ditadura da maioria) ? "NÃO CONCORDO COM NADA DO QUE DIZES, MAS LUTAREI ATÉ A MORTE PELO SEU DIREITO DE DIZÊ-LO". Esta é a alma do jornalismo e da democracia. É por isto que devemos defender. E não criar mais cabide de empregos para pelegos e apaniguados em agências e conselhos que somente tem por finalidade calar e amordaçar quem não concorda com o governo de plantão. FORA A NEOCENSURA NO BRASIL!
José DuarteP. , Curitiba-PR -
Enviado em 2/11/2006 às 13:15:36
Penso que o Observatório da Imprensa também se deixou levar pelo clima de golpismo que imperou na eleição. A imprensa QUIS MUDAR O RESULTADO DA ELEIÇÃO!! Quem pode negar? A grande imprensa quis melar a eleição, quis direcionar a vontade do eleitor, quis alterar o resultado do jogo. PROCONSULT quis funcionar!!! Só que hoje existe uma rede de informação extra-grande imprensa que é a internet. Poucos perceberam. O Observatório certamente não percebeu. Pelo jeito, Dines, vocês continuam "observando" a imprensa com lentes bifocais e invertidas.
Luis Santos , santos-SP - publicitário
Enviado em 2/11/2006 às 13:11:08
Mesmo que o Sr. Dines tenha levado 3 "Bulldogs" pra atacar o governo no último OI na TV e mesmo que mais uma farsa da revista Veja já tenha sido desmascarada pelas declarações da promotora, o Sr. Dines vem mais uma vez com seu discurso vazio e parcial. É engraçado o fato de acharem absurda teorias conspiratórias em relação à mídia, mas ao mesmo tempo achar normal suspeitar de conspirações do governo ... Ora Sr. Dines, conspirações há por toda parte ...
Antonio Buarque Ferreira , Rio de Janeiro-RJ - vagabundo
Enviado em 2/11/2006 às 13:08:55
Prezado sr. Dines, em respeito aos seus cabelos brancos, me limito a dizer que sua indignação frente à "ofensiva contra a mídia" é apenas infantil. O curioso disso tudo é que o contraditório vem ganhando cada vez mais espaço nos espaços novos e democráticos da internet, como seu oportuno OI, enquanto na grande mídia, é claro, permanece, quando não o silêncio constrangedor, uma argumentação ridícula e envergonhada de mão única. Sinto muito, mas o sr. está sozinho num barco furado.
Walton Lima , Brasília-DF - Professor
Enviado em 2/11/2006 às 12:46:46
Se a grande imprensa sempre se "inspira" nas grandes redes norte-americanas, deveriam apoiar abertamente (em editorial) o candidato de sua preferência, em vez de tentar "melar" eleições, baseadas em jornalismo medíocre. Agora, querem ser "companheiros" ou se encontrarem "ameaçados" pelos vitoriosos, só demonstra que precisam fazer um transplante de retina e enxergar melhor o mundo ao seu redor.
ari castro , gama-DF - administrativo
Enviado em 2/11/2006 às 12:46:23
Caro Observador, Tenho sentido um movimento estranho nas suas observações. Os seus enunciados se assemelham àqueles daqueles que estão dentro da contenda. Me parece que trocaste a lupa por truques editoriais tão comuns. Por favor Dines, observe. A verdade factual sempre foi a tua grande referência. Não deixe isso escapar.
Selmi Escobar , Belo Horizonte-MG - Professora
Enviado em 2/11/2006 às 12:45:55
Não seria o caso de estarmos discutindo a ofensiva da mídia contra a realidade?
Rodrigo Anderson Nascimento Lucheta , Santos-SP - Funcionário Público
Enviado em 2/11/2006 às 12:42:38
Caro, Dines. Li todos os comentários feitos aqui antes do meu. Leio diariamente sites e blogs e interesso-me grandemente pelos que abordam o tema "mídia". A verdade (a minha) nua e crua é a seguinte: existe um abismo entre as opiniões dos "formadores de opinião" e a de grande parte dos "consumidores de informação". Insistir no contrário ou defender de olhos vendados a ação da imprensa (como o senhor faz) é uma estultice.
carlos caser , brasília-DF - bancário
Enviado em 2/11/2006 às 12:39:28
Caro Dines, Falta a você, como jornalista que eu admiro, incluir uma terceira alternativa: não seria o inconformismo com um "jornalismo" de araque, que tomou partido, que transformou jornalistas respeitados em militantes com colunas diárias, abdicando de suas funções de jornalistas com J maíusculo, distorcendo, exalando preconceitos, manipulando, mentindo, desinformando? Sinto muito, meu caro Dines, mas as reações nada tem de conspiração, ameaças às liberdades de opinião, ameaça à liberdade de imprensa, nada disso, somos democratas, não queremos ditadura, não queremos manietar ninguém, mas a mentira, a manipulação, devem ter limites. Na minha modesta opinião, que não tenho colunas diárias em grandes jornais, parte da militância do PT está apenas exausta de tanta hipocrisia, de tanta mentira, de tanto preconceito. É apenas uma reação humana. Outras virão, até porque ninguém, nem mesmo vocês, são capazes de fazer sequer uma única auto-crítica, uma única reflexão do tipo, "será que não estamos exagerando?" Um abraço. Carlos Caser
Antonio Stefane , Uberlândia-MG - Bancário
Enviado em 2/11/2006 às 12:25:43
Veja que o Sr. Dines acredita na versão da Veja, inclusive tirou a matéria das denuncias dos jornalista contra a PF da página.Os comentários eram já em numero de 161 sendo 99.9% contra a Veja.Melhor mesmo foi tirar.
Marcelo Seráfico , Porto Alegre-RS - Sociólogo
Enviado em 2/11/2006 às 12:25:03
"Blitz antimídia"... Dines, o teu discurso está cada dia mais próximo do que faz o Reinaldo Azevedo. O dele, porém, soa mais autêntico e honesto, pois ao invés de presumir isenção, parte de uma clara posição política. Acho que esse biombo da "defesa da imprensa" já não serve mais nem para proteger quem detrás dele se esconde, nem para encaminhar qualquer discussão sobre a estrutura da mídia. Para se manter uma postura crítica diante de governos, seja de que matiz ideológico forem, é preciso um certo culto à auto-crítica. E, aparentemente, esse exercício não é visto com bons olhos pelos que se julgam vítimas da tal "blitz". Tudo que se diz criticamente sobre os procedimentos dos meios de comunicação é visto como "vilanização", "blitz", "patrulhamento", termos pelos quais alguns dos articulistas desse OI vêm se expressando. Mas isso não seria o mais grave. Isso tudo estaria articulado a uma "venezualização" do Brasil malandramente formulada e orquestrada pelo governo e imposta à sociedade. Nesse quadro, Dines, Reinaldo Azevedo, Ali Kamel e outros apareceriam como os guardiões da liberdade, os apóstolos da objetividade, os cruzados da verdade. Tudo se encaixa. Não fosse, evidentemente, pela teimosia com que a realidade nega essa visão entre tola e desengonçada da realidade. Mas até disso há boas lições para nós leitores: aos poucos vamos entendendo como raciocinam aqueles que se pensam "formadores de opinião" e, com isso, damo-nos conta de que a liberdade de que falam, decididamente, não é a mesma com que muitos de nós sonhamos. O conflito, de novo, o conflito... como os cavaleiros da crítica se comportarão agora que são, também, objetos dela?
eduardo fernandes , sao paulo-SP - estudante
Enviado em 2/11/2006 às 12:23:55
Sr. Dines. Me diga uma coisa. É tudo ironia, né? O sr. não pensa mesmo, assim literalmente, o que escreveu, pensa?
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 2/11/2006 às 12:23:16
"...nem o governo nem o PT têm razão alguma..." E nós? será que temos alguma razão? Sr. Dines, acho que o senhor está desvirtuando o verdadeiro papel deste OI (eu disse que acho). Afinal, não foi criado para observar a mídia? No que este seu artigo se coaduna com esse propósito? O senhor transformou-se em mais um patrulhador do governo (federal, é claro). Como vão os governos estaduais que têm à frente o psdb e o pfl? O senhor teria alguma notícia? Por que essa fixação no Lula? O que ele fez ao senhor? Abra o jogo: faça a sua catarse, todos nós teremos a ganhar com isso, principalmente o senhor. Se for preciso, senhor Dines, eu irei às ruas para defender um projeto que vise sim à democratização da imprensa. Chega de poder concentrado. Precisamos de iuma imprensa livre, que procure mostrar-nos a verdade, pelo menos uma suposta verdade, em lugar dos factóides que têm sido veiculados nos últimos tempos. Um abraço.
rubens pires osorio , sorocaba-SP - professor
Enviado em 2/11/2006 às 12:21:18
Há muito tempo, quando queria se afirmar a veracidade de algo, dizia-se: "Pois deu no jornal !!!" Hoje, ao se faser essa afirmação, o simples cidadão responde: "E...???" A realidade é uma só, e é bom que os profissionais de midia se conscientizem dela: AS NOTÍCIAS ESTÃO PERDENDO CREDIBILIDADE Muito corporativismo, orgulho, parcialismo e pouco profissionalismo e ética. É o que sinto, como mero cidadão.
Selmi Escobar , Belo Horizonte-MG - Professora
Enviado em 2/11/2006 às 12:13:53
De fato, é muito estranha a guinada do Sr. Alberto Dines.
Carlos E Bocchi , são paulo-SP - projetista
Enviado em 2/11/2006 às 12:10:43
http://viomundo.globo.com/site.php?nome=VoceEscreve&edicao=381 http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca&edicao=380 TRECHO da resposta de Luis Nassif a Euripedes Alcantara: "...2. De fato, imprensa só derruba governo quando ele não tem sustentação. Por isso, quando querem derrubar governos, campanhas de mídia visam erodir sua sustentação política. A queda é mera decorrência. É um bom jogo de palavras. ..." Que dizer então dos interesses comerciais envolvendo Abril e Telefonica que devem passar por aprovação de orgão do governo? Qual a relação entre os mundos e fundos que a Veja tentou mover para derrubar Lula e eleger Alckmin e esses negócios?
Pedro oda , São Paulo-SP - estudante
Enviado em 2/11/2006 às 11:59:05
Oh Caro Dines! Não esta na hora do sr. se mancar? Vale a pena jogar sua biografia fora, por esse corporativismo?Até quando esses abusos da imprensa? Pare e faça uma reflexão!
nonato barboza , Fortaleza-CE - aposentado
Enviado em 2/11/2006 às 11:54:43
Meu caro Alberto Dines. Mesmo com sua defesa exagerada dos valores da mídia acredito que essa imprensa extrapolou. Acredito que, durante o processo eleitoral a mídia acreditava nos resultados dos seus sucessos editoriais. Como vc já disse, mesmo em outro contexto, a imprensa, como o Stefan Zweig do seu livro "MORTE NO PARAÍSO" deixou de fazer a fria análise política. Talvez estivesse inebriada pelo sucesso das vendas de jornais e revistas e audiências de rádio e tv. "O doce perfume do sucesso não deixa" fazer análises políticas racionais. Entendo ainda que a imprensa se jacta de ser indispensável para o projeto de reconciliação nacional. Pode até ser. Mas acredito que, depois de tantas patifarias dentro da política e, reconheça-se, também da própria mídia, ambos devem dar um freio pois são importantes para o q vc chama de reconciliação nacional. Mas isso não é uma via de mão única. Seria bom que ambos recolhessem as armas pois neste processo o entendimento é fundamental. Juntos eles se tornam preponderantes para o Brasil.
Aldeir Ferraz , Ubá-MG - secretário
Enviado em 2/11/2006 às 11:54:13
Repensar com razão e emoção A ofensiva contra a mídia é o limite que chegou diante ao papel que se fez até hoje, ou seja, a grande imprensa achou e ainda se acha acima da sociedade e não parte dela. É preciso sim, repensar o papel da informação com razão e com emoção, pessoas sem credibilidade pautam as manchetes emitem opiniões como se fossem verdades e levam ao rídiculo nossa mídia. As urnas deram seu recado para os politicos, mas, também para a imprensa. A notícia tem que ser encarada com responsabilidade, pois, se não corremos o risco da banalização. O leitor, o ouvinte, o telespectador já começa a etender que a mídia de fulano tem um interesse,a de beltrano tem outro interesse e tudo se torna uma grande mentira pra se conseguir algo, a verdade, esta não dá lucro! Entendo que os profissionais desta area, ou deixem seus egos de lado e os ineresses menores e de grupos poderosos ou realmente ficaremos aprisionados sem a liberdade da verdade.
sara lopes , Salvador-BA - relações públicas
Enviado em 2/11/2006 às 11:50:57
Não acho que seja nenhuma histeria. pelo contrario é o governo quem agora se defende da tentativa da mídia de derrubar a candidatura do presidente Lula. Depois de todos os artifícioa que usaram e, até "golpes" ja manjados, como aquele que aplicaram contra Roseana Sarney. sem sucesso é claro que a imprensa tem que se por na defensiva. o povo desta vez foi mais vulnerável ao apelo do Bolsa Família do que ao tom de seriedade de William Bonner.
Thiago Pinheiro , Rio de Janeiro-RJ - Estudante
Enviado em 2/11/2006 às 11:44:52
Pelo que eu leio aqui e em outros lugares, a culpa dos ataques à mídia é da própria mídia. Me lembra os casos de estupradores que dizem que só atacaram as vítimas pois elas provocaram passando com roupas sensuais demais.
felicio rodrigues , porto alegre-RS - engenheiro
Enviado em 2/11/2006 às 11:40:29
Ofensiva contra a imprensa, é? Tadinha. Tão corretinha, tão ligada na verdade dos fatos. Nunca mente, nunca erra. Assim num dá cumpradre! Cairam do cavalo e estão procurando as esporas!
Marcus Sá , Fortaleza-CE - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 11:36:52

Prezado Alberto Dines, Leitor assíduo deste Observatório, permito-me algumas observações sobre suas posições a respeito da cobertura da mídia da eleição presidencial de 2006 e o rescaldo dessa cobertura neste ainda curto período pós-eleitoral. Para iniciar, reproduzo comentário seu em outro artigo aqui publicado: "A mídia não errou? Claro que a mídia errou, mas não como instituição". Nisso concordamos, assim como a grande maioria daqueles analistas, leitores, eleitores e cidadãos que têm se manifestado sobre os erros cometidos pela mídia durante a campanha e já agora, nesta primeira semana após o fim do segundo turno eleitoral. Não identificamos erros institucionais da mídia, mas erros, digamos, empresariais, erros cometidos por publicações e empresas jornalísticas. Note que aqueles que apontam erros da mídia não o fazem de maneira generalizada, mas indicando os veículos, as reportagens, as atitudes e os profissionais sob os quais esses erros teriam sido cometidos. Isso nos leva a um segundo comentário seu, nesse mesmo outro artigo: "Quem ultrapassou o sinal foram os observadores da mídia. Ou melhor, alguns observadores de mídia que insistem em politizar algo que não pode nem deve ser politizado sob pena comprometer a sua própria função".

Não tenho a intenção de sair em defesa de ninguém, mas me soou estranho a forma de construção do comentário: primeiro você generaliza, para depois restringir a alguns observadores de mídia aqueles que insistem em politizar o debate. Fica parecendo que a retificação sobre os observadores de mídia se deu não pela sua condição de observadores, mas pelos temas sobre os quais alguns deles ousaram comentar. Ou seja, passou a impressão de que, na sua opinião, os que ultrapassaram o sinal foram aqueles que analisaram os erros da mídia. Concordo que parte desses alguns observadores, uma minoria, errou a mão, mas não creio que o debate em torno dos erros da mídia tenha sido comprometido. No artigo que motiva essas observações, você faz o seguinte comentário: "Acontece que a mídia impressa é autônoma, absolutamente autônoma, mas a mídia eletrônica depende de concessões públicas. Sua qualidade, grau de abertura ou democracia dependem do Estado – nele compreendidos o Executivo e o Legislativo. Portanto, quem falhou nesta suposta insuficiência democrática foi o Estado brasileiro". A lembrança é pertinente, ainda que quase óbvia. Só faltou observar que o Estado não é Estado em si mesmo, mas pressupõe a própria sociedade, esta, acima de qualquer outro, responsável direta e indiretamente pelo grau de abertura ou democracia que decidiu construir. Se a democracia está comprometida na mídia eletrônica, cabe à sociedade, por meio do Estado – nele compreendidos os seus representantes no Executivo e no Legislativo – corrigir as distorções. E isso se faz assumindo posturas diante dos erros ou das atitudes da mídia eletrônica contrárias à democracia que a sociedade pretende construir. Por outro lado, não custa admitir que a mídia impressa é absolutamente autônoma, inclusive para errar – e nesse caso o erro é deliberado.

Cabe à sociedade, inclusive por seus observadores de mídia, identificar e denunciar os erros deliberados que possam ser comprados como jornalismo pelos incautos. Alguns títulos da mídia impressa cometeram irresponsabilidades que não podem ser absolvidos por suas prerrogativas de tradição e tiragem, sob pena de, aí sim, estarmos contribuindo para comprometer a mídia como instituição e a própria democracia em nosso país.

sergio José Dias , rio de janeiro-RJ - professor
Enviado em 2/11/2006 às 11:30:33
Sugiro a leituda da matéria - "Entre eleitos, 80 parlamentares controlam rádio ou televisão", por ALCEU LUÍS CASTILHO no site: www.reportersocial.com.br
zeca ferreira , rio de janeiro-RJ - produtor cultural
Enviado em 2/11/2006 às 11:28:50
Ora Dines, não se trata de ofensiva contra a mídia. Se trata de uma discussão ampla que a sociedade deve fazer, para que exatamente a imprensa seja livre, plural, democrática. As manifestações exaltadas contra jornalistas não devem ser incentivadas, óbvio, mas também não podem servir para jogar uma pá de cal sobre a discussão, como alguns veículos vem fazendo. Ao desqualificar os que não concordam com as suas posições, parte da imprensa atenta muito mais contra a liberdade de imprensa do que esses militantes exaltados. a DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO não surge agora como uma espécie de revanche pela cobertura das eleições, é uma demanda histórica de boa parte da população.
FELIPE FERREIRA , SERRA-ES - ENGENHEIRO ELÉTRICO
Enviado em 2/11/2006 às 11:25:58
Veja Alberto Dines: http://blog.contrapauta.com.br/
Ivan Bispo , cristalina-GO - ambientalista
Enviado em 2/11/2006 às 11:15:23
É sagrado o direito de manifestação, também é sagrado o direito do presidente da república ou qualquer outro cidadão de manifestar contra a mídia, por isso num passado recente lutamos tanto pelo direito de expressar. Quem foi que disse:? Posso não concordar com nenhuma palavra do que disseste, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la".
Jedeão Carneiro , Cuiabá-Mt - Arquiteto
Enviado em 2/11/2006 às 11:12:51
Primeiro veio o choro contra a “vilanização da imprensa”. Agora vem a reza da “vitimização da imprensa”. É a ressaca da derrota. Dar o braço a torcer para o vencedor, que foi o povo? Nunca!
sergio José Dias , Rio de janeiro-RJ - professor
Enviado em 2/11/2006 às 11:09:09
Caro Dines, fico feliz pela existência do Observatótiro da Imprensa. Certamente toda esta manifestação crítica a respeito do papel da grande mídia nas eleições recentes tem muito a ver com o trabalho realizado por vocês, tanto na internet, quanto na televisão. Por outro lado, não posso concordar com a sua afirmativa de que as demonstrações de descontentamento contra a grande imprensa prejudicam o debate sobre a mídia brasileira. Acho que pelo contrário, elas fazem parte de um processo muito mais amplo, o da luta por mudanças radicais da estrutura midiática de nosso país. Nesta luta excessos podem ser cometidos, entretanto de maneira nenhuma são em vão ou desnecessários. Afinal quantas violências sofremos ao longo de tantos anos, com a sonegação de informações, com a distorção de verdades, enfim, com a má-fé deliberada desta imprensa malfazeja. Vítimas somos nós quando observamos a que padrão de alienação mental estamos submetidos por tais empresas de telecomunicações.
JOÃO RICARDO FRANCO , FORTALEZA-CE - ADVOGADO
Enviado em 2/11/2006 às 11:08:13
[ ] Se repararmos o jornalismo que o sr. fazia até dois meses e o que faz agora tenho razões suficientes para pensar assim. Foi uma guinada de 180º. Na verdade, embora com todo o corporativismo que é comum à maioria dos profissionais da imprensa, que se sentem deuses nessa terra, alguns ainda têm a humildade de reconhecer os erros e exageros, o que parece não mais ser o seu caso. A reação à forma prepotente e desonesta como tem se comportado a grande imprensa (notadamente a Rede Globo, a Revista Veja, a Folha de São Paulo e o Estadão) partiu do povo, das pessoas que não aceitam mais um jornalismo faccioso e dissimulado como o praticado nessas eleições. Partiu também das pessoas de imprensa séria desse país, que não aceitam a achincalhe da sua profissão. A Rede Globo, pra fechar com "chave de ouro" a sua participação tendenciosa e maléfica "armou" um "debate" com o claro objetivo de ajudar o seu candidato. Só um pequeno exemplo disso: apareceu um dos participantes, um eleitor "indeciso" chamado Alan Brito que mora em Fortaleza dizendo que pega três ônibus por dia pra ir pra faculdade. Quem mora em Fortaleza sabe que se pode até pegar três conduções, mas devido ao sistema integrado de transportes só paga uma passagem. Se não bastasse, o cara mora em frente à faculdade onde estuda. A máscara caiu na mesma noite, pois os seus próprios colegas o denunciaram. Qual o intuito da Globo em promover aquele "debate" naqueles moldes, claramente direcionado para prejudicar o Lula? O senhor quer que o Lula e o PT fiquem mortos de satisfeitos com esse tipo de imprensa marrom? [ ]
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 2/11/2006 às 11:07:02
As relações entre o petismo e a liberdade de imprensa sempre foram tensas quando os mesmos estiveram no poder ou fora dele. Não são pessoas dispostas a aceitar as derrotas, mesmo quando aparentemente ganham. Não se pode negar que não foi o petismo que venceu, mas por ampla margem de aceitação, o neoliberalismo radical buscando mercados na Índia, China ou até na África num perfeito movimento de globalização. E a oposição ao projeto do presidente foi derrotado no RGS com Olívio Dutra. Não há como negar que a política que se harmoniza com a do governo central é a do PSDB pelas mãos da Yeda, e não o projeto retrógrado do PT radical do Sul. O método do atual governo não é novo. O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato derrotado, em outubro de 1998, em comício em agosto de 1999, disse que não tinha divergências com o presidente do PDT, Leonel Brizola, seu vice derrotado, sobre a necessidade de o presidente Fernando Henrique Cardoso renunciar. Apenas não acreditava nessa possibilidade. – “Só tenho uma discordância com Brizola. Renúncia é um gesto de grandeza. Só um grande homem tem essa grandeza. Fernando Henrique não tem. Ele é orgulhoso e prepotente” - afirmou. No discurso, Lula, dizendo estar emocionado, assinalou: - “Estou duplamente gratificado, porque conseguimos dizer a Fernando Henrique e a sua corja que nunca mais ousem duvidar da capacidade de organização da sociedade brasileira. As pessoas não estão aqui por causa de um lanche de brinde, mas para recuperar a auto-estima e a dignidade”. O presidente do PT, José Dirceu, seguiu essa linha. Disse, primeiro, que Fernando Henrique tentara intimidá-los afirmando que a manifestação era golpista. Em seguida, arrematou: - “O grito do Brasil é de que ou Fernando Henrique muda de modelo econômico ou o Brasil vai mudar de governo”. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, “Golpe mesmo é a CPMF. É o FMI que controla Malan (o ministro da Fazenda, Pedro Malan). Não podemos esperar. Quando Fernando Henrique quis a reeleição mudou a Constituição. Então também podemos mudá-la já para que ele saia” - afirmou. Um dos principais dirigentes do MST, João Pedro Stédile disse que condiciona a permanência de Fernando Henrique à aplicação imediata de um programa econômico de emergência com quatro pontos: rompimento com o FMI, moratória da dívida interna, confisco de R$ 7 bilhões que teriam sido especulados pelos bancos na mudança da política cambial e suspensão do envio de dólares ao exterior. – “Se Fernando Henrique não atender ficará isolado politicamente. A situação só vai piorar - disse Stédile”. Veja que o golpismo do partido já é histórico. E o ataque a imprensa e a liberdade da mesma possui objetivos bem definidos. Apenas tentam se fazer de vítimas quando os mesmos estão no palácio usando até a polícia de estado para “amansar” a oposição da mídia. Como tenho escrito, não foi a imprensa que mudou, forma os moradores do poder que trocaram.
Jeferson Jonas Avila , Chapecó-SC - jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 11:05:47
Ameaça? Diria, democratização! Bem, em poucas palavras quero comentar esta materia do Dines. Depois de semanas acompanhando os textos públicados pelo OI, especialmente os de autoria do Dines, vimos a serviço de quem esta grande parte da imprensa "imparcial" do Brasil. Chega de hipocresia, é chegada a hora de cosntruirmos uma nova imprensa, democrática, verdadeira e que defenda os interesses do povo brasileiro. Não podemos concordar com os monopólis familiares que a décadas tem comandado e dado as cartas nos veículos de comunicação. Precisamos de um conselho que responsabilize as práticas jornalistas e que defenda os interesses da categoria e não dos patrões da mídia. Não temos que temer as mudanças e os avanços. Embora, as barbaridades que a imprensa tem praticado, não acredito em uma conspiração comandanda pelo presidente LULA contra os "ilistrissimos" jornalistas, que ano a ano vem perseguindo-o. Viva a democracia, viva a liberdade de imprensa e o jornalismo democrático e responsável.
Maria do Carmo , Cuiabá-Mt - Professora
Enviado em 2/11/2006 às 10:56:24
A reação do povo à tentativa da mídia em definir quem seria o presidente do Brasil, ao contrário, reforça a discussão séria a respeito da estrutura da mídia em nosso país. Insistir para que nos calemos, isso sim, é uma tentativa de queimar essa preciosa chance de debate, cujo melhor exemplo de como não deve ser feito foi o programa do OI na TV dessa semana, que pregou, unilateralmente, a perfeição da mídia.
edu jo al al , b horizonte-MG - comerciante
Enviado em 2/11/2006 às 10:52:50
Caro Dines, infelizmente mais uma vez constato, a sua adesão ao tipo de mídia tão bem representada no Brasil pelas revista Veja e jornais como o Estadão.
RONALDO ALVES , são aulo-SP - func publico
Enviado em 2/11/2006 às 10:52:47
Sinceramente se o Brasil depender de alguns comentaristas de determinados jornais e tvs viveremos o resto de nossos dias no caos e na pobreza tal é a má vontade com o país nem digo que contra o governo, é contra o país mesmo; li que a imprensa representa o povo, aonde??????? Eu sou baiano, já passei fome, já estive desempregado, já andei a pé por naõ ter dinheiro para pagar o busão, e nem para pagar as minhas contas e não me acho representado por nenhum orgão de comunicação NENHUM!!! Que se vá no fundão da zona leste no Itaim Paulista ou outro bairro qualquer e pergunte isso as pessoas, determinados bairros não existem para os meios de comunicação;o que dizeer daquele guia mapografico que a folha lançou a alguns anos de SP, eu o comprei e para minha surpresa só tinha o miolinho de SP, e os extremos?? AHHH esses não existem no mapa desse pessoal. A verdade da vida é que cada um cuida da sua sobrevivencia e a imprensa não foge disso.
Mantos del Questor , Belo Horizonte-MG - assalariado
Enviado em 2/11/2006 às 10:46:27
A razão desta dita "ofensiva" contra a mídia foi causada pelo seu comportamento antiético. A mídia provou cortejar mentiras. Provou ser, como demonstra a cada artigo publicado, ser corporativista. A mídia, como foi demonstrado no último programa do dia 31/10, criou um bloco defensivo e insiste em desmentir os fatos. Justamente essa mídia que tem por única OBRIGAÇÂO, informar os fatos. Se essa mídia fosse tão proba teria publicado o teor do dossiê naquele momento. E não apresentado apenas fotos do dinheiro e conjeturando sobre seu teor. A imprensa e a "grande mídia" de forma geral não conjectura. Isso não é função dela. Novamente digo que a mídia INFORMA os fatos. Não traduz, não interpreta, não MANIPULA os fatos. A mídia INFORMA. É uma afronta esse patético parágrafo onde se diz que forçam a mídia para a defensiva tentando impedi-la de investigar isso ou aquilo. Uma afronta porque ficou mais do que comprovada a manipulação dos fatos. A mídia não tem mais MORAL para investigar nada. Ela própria demonstrou que sua moral só vai até onde lhe é conveniente. A mídia não se propõe a investigar. A mídia se preocupa em MANIPULAÇÂO. Porque o mensalão e o valerioduto foram atribuídos ao governo atual, quando sabida e comprovadamente vem da época do governo anterior? Deve ser porque existe uma dívida de bilhões de dólares que o TCU do governo atual se recusa a pagar... Os procedimentos jornalísticos do período eleitoral são a verdade que veio à tona sobre o procedimento da mídia desde o fim da ditadura militar. E o governo atual tem total razão em buscar uma fiscalização mais amiúde dessa mídia, para tentar moralizá-la e fazê-la digna de credibilidade, o que ela demonstrou não ser. A mídia realmente é necessária à democracia. Não essa mídia que atua nos bastidores, nas sombras e que tem o desplante de dizer que esta agindo com lisura e isenção. Quanto a essa coisa de "essencial para levar adiante o projeto de reconciliação nacional", só pode ser piada. E de péssimo gosto. Essa mídia que tenta inviabilizar a governabilidade de um presidente eleito por mais de 58 milhões de brasileiros, que vem a campo desrespeitar a vontade desses mesmos brasileiros, que manipula fatos ao seu bel-prazer, que classifica nosso voto como o "voto dos grotões" não tem legitimidade para buscar união nacional. Acabou. A mídia deixou de ser toda poderosa. E não apenas por aqueles que tem acesso à Internet. A maioria esmagadora de brasileiros viu o que temos como mídia e não aceita mais suas imposições tendenciosas. Matérias compradas em defesa dessa mídia pífia e maliciosa não surtem mais efeitos. Chegou a hora dessa "grande imprensa" se recolher a sua função que é a de noticiar os fatos. Vocês não são FORMADORES DE OPINIÃO. Não são o QUARTO PODER! São repórteres. Limitem-se a reportarem. Mais do que isso é presunção e arrogância vazia. É chegada a hora de vocês da "grande imprensa" colocarem-se no seu devido lugar e deixarem de prestar um desserviço ao povo brasileiro.
Eduardo Oliveira , São Paulo-SP - Funcionário Público
Enviado em 2/11/2006 às 10:42:11
É uma falácia este tipo de título, não estou aqui para defender nenhuma sigla partidária, mas e sensível observar as manchetes nos jornais desta semana sobre o caso dos sanguessugas, vocês repararam como ficou pequena as notícias e manchetes, afinal os meios de imprensa estava fazendo campanha para algum partido ou não?
Vamos fazer a comparação dos jornais da semana passada para esta semana. Isto aí, veja como é suspeito estas edições tucanas e pefelistas da mídia!

Não devemos permitir partidarizar o meio de comunicação nem para o PSDB, PFL E muito menos para o PT, porque só assim iremos finalmente romper com as últimas correntes que assolam os direitos de todos os brasileiros. Senhores(as), vamos refletir a situação e construir um país melhor!
Sergio Carvalho , RJ-RJ - Designer
Enviado em 2/11/2006 às 10:39:51
Alberto Dines diz: “Ao se desgastarem numa briga em torno dos procedimentos jornalísticos no período eleitoral – no qual nem o governo nem o PT têm razão alguma...” Mas... Venício A. de Lima diz: “A postura escancaradamente partidária de alguns veículos que insistem em reafirmar sua imparcialidade...”. Luiz Gonzaga Motta diz: “A cobertura política da imprensa brasileira não é equilibrada, como se espera de uma mídia independente. No sábado (28/10), a imprensa deu mais uma demonstração de partidarismo...” Valério Cruz Brittos e Paola Madeira Nazário dizem: “Concluída a campanha eleitoral, o balanço do período indica o flagrante aumento da capacidade de inserção da mídia nos rumos políticos do país, criando realidades a partir de interpretações distorcidas dos fatos políticos.” Liziane Guazina diz: “Ao longo desta campanha eleitoral, tem ficado claro para quem acompanha o jornalismo político praticado pela grande mídia brasileira que a missão de cunho iluminista, de "trabalhar em prol do interesse público" e do "esclarecimento dos fatos", está cada vez mais próxima da retórica legitimadora da profissão e longe da realidade prática...” Aparentemente o uso da expressão “razão alguma” não encontrar eco nem mesmo neste Observatório.
irvando Mario Borges , Santos-SP - Representante Comercial
Enviado em 2/11/2006 às 10:38:21
Caro Alberto,eu tambem não concordo com a ofensiva contra a Midia,porque não essa resposta que queremos.Queremos que os próprios veículos de comunicação façam uma alta análise do comportamento adotado no tocante as eleições.É louvável o comportamento e o amadurecimento do povo,dos eleitores brasileiros,por não se deixarem levar de clima de terrorismo que foi divulgado,ou imposto ou passado pela grande midia,contra o governo em favorecimento nítido e claro ao outro canditato.Eu fiquei tão indignado que deixei de assistir a telejornais e de ler revistas e jornais.Passei a procurar informações e notícias pela Internet,para tirar as minhas próprias conclusões.No meu modesto entendimento a imprensa deve:informar,denunciar,noticiar com total imparcialidade e os leitores ou espectadores analisarem e tirarem as suas conclusões.pois qundo se assume um lado ou toma se partido põe em xeque a credibilidade.Para o bem da democracia,vamos repensar o papel da imprensa.Obrigado,um abraço a todos e que DEUS os Abençoe.
Sérgio Baker , Fortaleza-CE - Funcionário Público
Enviado em 2/11/2006 às 10:29:53
Os reporteres da Veja afirmam que foram intimidados por delegado da PF. O delgado nega, a procuradora que presenciou o interrogatório também nega. Quer dizer, palavra contra palavra. O delegado pode ser da ala petista da polícia, como os reporteres podem estar a serviço dos interesses políticos de Veja, que já ser uma espécie de partido político. A atitude mais prudente é, enquanto não se investiga o caso, não prejugar. No entanto, parece que a mídia não aprendeu com a derrota sofrida nessas eleições, de pronto assumiu a versão dos reporteres como verdadeira. P.S.: Emir Sader foi condenado por crime de opinião. Até agora não vi nenhum campeão da liberdade de expressão se manifestar, tudo indica que liberdade de expressão deve ser apenas para a imprensa direitista. Continuo esperando a manifestação deste OI...zzzzzzzzzzz
Fátima Aguiar Aguiar , Pontal do Paraná/pr-PR - comerciante
Enviado em 2/11/2006 às 10:28:44
Caros Senhores, debater com quem??? Como sempre vcs irão afirmar que estão cerceando o inalienável direito de informar, mas informar o que??? As opiniões carregadíssimas de tendencias, como costumeiramente fazem, ou de fato, informar o que está acontencendo, o que de fato a população pensa, de maneira tranparente e perfeitamente imparcial???? Voces realmente, definitivamente, me cansam!!! Eu sou uma simples comerciante, moro na remotíssima Pontal do Paraná, não sou candidata a rigorosamente nada, e digo e repito, inclusive sinto tristeza de não ter o mesmo espaço de mídia que "suas excelências" dispoem, voces não são o "quarto poder", tentam sim, serem o primeiro!!! O pior, é que não são vcs, o cérebro pensante, mas sim, os donos dos jornais em que vcs trabalham!!! Nosso jornalismo é retrógrado, impositivo e principalmente pobre, por conta dos meia dúzia de donos dos meios de comunicação, que preferem primeiro atirar, para depois saberem que era, nada fazem para buscarem um maior desenvolvimento da população tão absolutamente necessitada. Vcs são em sí mesmos, a mais fiel imagem de um povo sofrido, que não consegue encontrar uma saída, inclusive até, para se defenderem de vcs!!! Eu lamento profundamente o pocisionamento infeliz, a forma ignóbel como vcs atuam!!! Meus sinceros pêsames!!! Fátima Aguiar
joão neto , juiz de fora-MG - antropólogo
Enviado em 2/11/2006 às 10:24:01
Caro Dines, só pode ser brincadeira ou ironia muito enrustida esse seu comentário, ao insistir que diante do descalabro da cobertura das eleições por alguns meios "nem o governo nem o PT têm razão alguma"... Dar como fato o que não passa de ficção maldosa não seria também uma espécie de crime de estelionato? Além de mal jornalismo?
Carlos Andre , Curitiba-PR - empresario
Enviado em 2/11/2006 às 10:20:15
Sr. Dines: Podemos usar aqui o mesmo argumento que o senhor usou quando disse que o dôssie repercutiu daquela forma por culpa exclusiva de petistas aloprados.Pois vejamos,se não tivessemos uma mídia tão aloprada (no caso a veja) e outros veículos claramente parcias (folha e globo)com certeza nada disso estaria acontecendo correto????Infelizmente até o OI está sujeito a dar umas "VEJADAS",é só ver o título do texto da jornalista Bia Moreira sobre o gov. Requião,quem ouviu e viu a entrevista notou que o governador bateu nas "empresas de comunicação",os jornalisatas ali presente(para o azar deles)nada mais eram que os olhos e ouvidos do seu patrão,portanto não existe um "GOVERNADOR CONTRA JORNALISTAS" como afirma Bia Moreira,existe sim um homem público contra os desmandos dos grandes meios de comunicação,só isso!!Fica minha pergunta: Até quando jornalistas servirão de capacho para editores,diretores e patrões???
Adriano Molero , São Paulo-SP - Analista
Enviado em 2/11/2006 às 10:15:06
Blitz antimídia? Estresse pós-eleição? O quê você está escrevendo, Dines? Que maluquices são essas?
nelson perez de oliveira junior , iturama-MG - bancario
Enviado em 2/11/2006 às 10:14:41
O Sr. Dines, está com a macaca coporativista assanhadissíma. Fatos:A Veja não fez queixa formal sobre os supostos abusos, apenas publicou sua versão e pronto todo mundo da grande mídia comprou a estória; a PROCURADORA FEDERAL que acompanhou os depoimentos, citada por VEJA como testemunha dos abusos negou que houvesse coação e que incorreções na condução dos depoimentos foram corrigidas no seu decorrer não causando interferência nos mesmos. Os procedimentos do PF MOYSES é incompatível e o do ED BRUNO, é o quê? Depende do benefício?
João Negrão , Cuiabá-Mt - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 10:09:38
Se toca, ô Dines! [ ] Não enxerga mesmo o que está acontecendo com a imprensa e com a consciência dos cidadãos. Uma revista lança uma grave denúncia contra uma instituição e esssa instituição, se é séria, tem que se investigar. É o que está fazendo a Polícia Federal. Entre acreditar em Veja ou na procuradora da República, eu fico com esta última. Pena que você continua [ ]defendendo cegamente o pior veículo de comunicação do país, que merecia ser observado e muito bem observado por você. Estou muito triste, Dines. Você, que foi um dos exemplos para a minha geração, está pisando feio na bola. Será que você não lê os comentários que centenas de leitores deste OI postam sob os artigos, em especial os que você publica? Pelo amor de Deus, Dines, não faça isso com o Dines! Por favor, não jogue a sua história no lixo assim [ ].
Cristina Luzio , Assis-SP - Professora
Enviado em 2/11/2006 às 10:05:14
Seria muito bom que terminasse essa histeria e prevalecesse o bom senso. O governo deve governar. O PT se reorganizar e se refundar . A PF investigar o que tiver que investigar. O professor Emir permanecer na universidade e continuar exercendo suas atividades pois não é nenhum criminoso. O Senador..., ora o senador deve ouvir o clamor das urnas e se recolher. A imprensa, principalmente a Veja, Folha, a TV Globo, deve relatar os fatos e não informar as opiniões das empresas de comunicação sobre os mesmos como se fossem as verdades factuais. Está impossível ler e ouvir algo na imprensa nesse momento. Penso que a liberdade de imprensa é fundamental para uma democracia, mas ela não é e não pode ser seu único pilar. A liberdade de imprensa não pode aprisionar a mente do leitor. Portanto, abaixo as condutas ditatoriais, inclusive da imprensa. E como no momento a Ética está em pauta em todos os segmentos, que tal um movimento pela Ética na imprensa já.
taciana oliveira , natal-RN - aposentada
Enviado em 2/11/2006 às 10:04:46
Dines, bom dia!( Espero que este não seja o nosso dia durante um longo tempo, ainda!) Por que o OI não fala a respeito da condenação de Emir Sader? Pensei que sairia em grande peleja a favor da liberdade de imprensa na mesma hora. Estava assistindo seu programa na tv, vendo gente como Villas Boas, L.Gutemberg e o senhor falarem coisas que absolutamente não condizem com os seus alinhamentos históricos.E pensei, mais uma vez, no que vem me encafifando o juízo faz um tempo.Por que esse novo alinhamento? Eu sei que alinhamento automático pode ser muito burro ou cego, mas uma virada tão grande dá para pasmar os mais desavisados. Não posso retirar-lhes o crédito que sempre lhes dei. Mudei eu ou os senhores? Meus ídolos, paladinos da liberdade, mudaram tanto? E acho que compreendi: nós que sofremos as limitações da Ditadura e da intolerância ideológica que sempre existe, temos muito medo que qualquer crítica à Imprensa possa representar uma ameaça à sua liberdade e a possibilidade da sempre recorrente volta da censura. Mas Dines, não dá para tapar o sol com a película. A Imprensa vem se comportando mal quando se trata deste Governo e de outros assuntos relativos ao momento. È preciso não desconhecer os erros, é preciso analisá-los e condená-los. Se não for feito assim, não salvamos a nossa liberdade, pois os senhores jornalistas vão perder o que há de mais precioso para a manutenção da liberdade: A FÉ E O APOIO DA POPULAÇÃO! Toda idéia que escorrega no descrédito, não se sustenta e começa a cair. Até desaparecer. A propósito, eu ontem vi uma interessantíssima entrevista do ex.Senador Passarinho na TV Senado, com ótimas teses como: a morte de Herzog não representou resultado de ato de restrição à liberdade e que a Imprensa no governo Figueirêdo era totalmente livre. Parei por aí. E decisão sobre Emir, vão comentar no OI? Ainda não ví nada.
Moab Oliveira , Recife-PE - Instrumentista indutrial
Enviado em 2/11/2006 às 09:55:20
os desdobramentos do Dossiê Vedoin sera quando a midia revelar os Nomes, Municipios e Partidos dos Que ao Licitar a Compra das Ambulancias Consumara o Crime. Onde a midia revelou os Nomes e Partidos Deles? Onde a midia revelou os Nomes e Partidos Deles? Onde a midia revelou os Nomes e Partidos Deles? A Resposta é ...........................................................
Telma Virginia Azevedo , Recife-PE - professora
Enviado em 2/11/2006 às 09:54:49
Gosto muito do programa televisivo observatório de imprensa, lá aprendi que as notícias nem sempre são "verdades", muitas vezes expressão a opinião de um grupo que detem a máquina, portanto acho que com o desconfiometro ligado assisti essa avalanche de notícias as vésperas e durante (o que é mais lamentável) as eleições denegrindo o Partido dos Trabalhadores. Era óbvio e ululante a parcialidade da notícia, mas o povo provou que não esta mais sendo manipulado pela impressa que quase em sua unanimidade se posicionou contra o governo Lula e o Partido dos Trabalhadores, e provou que tem independência pra julgar e escolher o melhor para o seu país. Chega a ser cômico o título desse texto...como é que é mesmo:" A ofensiva contra a mídia"...que peninha.
Roger Dupuis , rj-RJ - liberal
Enviado em 2/11/2006 às 09:53:30
Olha sr Dines, o problema é mais complexo, veja meu exemplo sou simples cidadão, não sou do PT, não tenho partido, mas deu para constatar o posicionamento de certos vehículos de comunicação, não precisa citá-los aqui, são aqueles que pertencem a quatro familias que defendem abertamente as posições deles mentindo, lançando suspeitas e acusações sem provas e sem inquérito, ousados no insulto, fechados à democracia. Repito não sou do PT e portanto estou procurando outra TV por assinatura para fugir da NTtv para boicotar os produtos da "globo" como já boicoto os outros papeis higiénicos. Então acusando o PT por uma revenche na mídia o sr está equivocado. Tem que levar o problema mais a sério, porque francamente esta TV brasileira é uma verdadeira pocilga. E volto a repetir, não sou do PT, não tenho partido, sou simplesmente um cidadão democrata que quer democracia, por isso a mídia tem que ser mais isenta e imparcial.
glauber rocha , juiz de fora-MG - advogado
Enviado em 2/11/2006 às 09:36:12
numa briga em torno dos procedimentos jornalísticos no período eleitoral – no qual nem o governo nem o PT têm razão alguma ,ñ sei seus criterios para aferia alguma razão mais por baixo o taxo de ingenuo descartando tendencias deum protecionismo interessado.
Mauricio Oliveira , SJCampos-SP - Industriário
Enviado em 2/11/2006 às 09:36:06
Nada disto estaria acontecendo se não tivesse ocorrido uma tremenda "promiscuidade" jornalística. Por favor, não continue a subestimar a nossa inteligência. As pessoas estão se tornando cada vez mais capazes de formar sua própria opnião, seu próprio juizo, sem a ajuda da mídia e não se deixam mais serem influenciados por textos como este publicado.
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