ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 423 - 6/3/2007
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DIA INTERNACIONAL DA MULHER
A erotização feminina na mídia

Por Ligia Martins de Almeida em 6/3/2007

Na semana em que a mídia começa a falar do Dia Internacional da Mulher, com as tradicionais matérias sobre a história do feminismo, perfis e entrevistas com feministas, mostrando como a situação da mulher evoluiu – e melhorou – desde o surgimento do movimento, na década de 1960 –, a American Psychological Association (APA) liberou um estudo que poderia render boas matérias sobre a imagem da mulher na mídia.

O estudo, divulgado pelo Washington Post no artigo "Adeus à infância", mostra que as meninas norte-americanas estão cada vez mais sendo alimentadas por uma imensidão de produtos e imagens que promovem looks e atitudes sensuais:

"Na cultura americana, e especialmente na mídia, mulheres e meninas são mostradas sempre de uma maneira erotizada. Os autores do estudo dizem que essas imagens são encontradas em toda a mídia, de shows de TV a revistas, de vídeos musicais à internet. Embora poucas pesquisas tenham documentado o efeito dessas imagens especificamente em meninas, os autores do estudo da APA argumentam que é razoável inferir que algum dano seja provocado nas meninas de 18 anos ou mais. A erotização tem sido ligada a três dos mais comuns problemas de saúde mental de adolescentes e mulheres adultas: desordens alimentares, baixa auto-estima e depressão." (Washington Post, 20/2/2007)

Nova postura

Segundo o jornal, o processo nas meninas começa cada vez mais cedo, pela própria mensagem que elas recebem: "É normal que você tenha interesse em sexo. É normal você se vestir e agir de maneira sensual". As mães entrevistadas não vêem problemas para suas filhas, alegando que no mundo de hoje é importante querer se manter bonita, já que a beleza é parte fundamental no sucesso profissional. E alegam que são as filhas que escolhem os modelos de roupas e acessórios desde a primeira infância. As mães que não concordam com os modelitos infantis sensualizados confessam ter problemas ao procurar, no comércio, roupas mais tradicionais – ou menos sensuais – para suas filhas de 4, 5 ou 6 anos.

O que o jornal americano não discute – e que poderia ser discutido pela mídia brasileira – é justamente a parcela de culpa da mídia nessa erotização da imagem da mulher. Quer um exemplo? A revista Veja desta semana (nº 1998, de 7/3/2007) traz um especial sobre saúde ("A medicina revela a mulher de verdade"), ressaltando as diferenças entre o corpo do homem e o corpo da mulher, e mostra que – por razões econômicas e culturais – até muito pouco tempo atrás as pesquisas médicas se baseavam apenas na fisiologia masculina para desenvolver medicamentos.

A revista atribui, entre outros fatores, à igualdade conquistada pelas mulheres o fato da nova postura das pesquisas em relação à saúde. E, para ilustrar a matéria, as fotos são de uma mulher. Bonita e... nua.

Crianças vão ocupar o lugar

Uma foto que, nos dias de hoje, não espanta ninguém. Afinal, o corpo feminino (adulto) exposto na mídia virou coisa banal. Como rende belas fotos e ilustrações, e como as modelos são adultas, conscientes e remuneradas, ficam todos felizes. O perigo é que a idade das modelos foi diminuindo e, hoje, meninas de 12 anos, que nas fotos parecem adultas, tornaram as modelos de 20 e poucos anos ultrapassadas. Não demora muito e o lugar delas vai ser tomado por meninas cada vez mais jovens e cada vez mais erotizadas.

Não seria o caso de, nesse Dia Internacional da Mulher, usar o espaço destinado à história do feminismo para discutir o que está acontecendo hoje com as mulheres? No perfil do jornal O Estado de S.Paulo, Rose Marie Muraro, "a patrona do feminismo brasileiro", ganhou poucas linhas para falar de sua luta atual: o fim da violência doméstica de que são vítimas as mulheres rurais. E para dizer que, felizmente, hoje a violência contra mulheres é crime inafiançável. Ela teria muito mais a dizer se a imprensa tivesse interesse em discutir a causa feminina em profundidade.

Seria interessante descobrir como as feministas vêem a exposição feminina na mídia nos dias correntes. Porque uma coisa é certa: não foi para transformar as mulheres em objeto de consumo que o movimento feminista lutou pela igualdade feminina. Menos ainda para ter a imagem feminina tratada da forma como é vista na mídia atual. E, se nada for feito, em muito pouco tempo serão as crianças que vão ocupar esse nada honroso lugar na mídia.

Comentários (16)
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Jose  Leitão Neto , Fortaleza-CE - Analista de Sistemas
Enviado em 12/3/2007 às 12:53:42
Em tempo, quando perguntei à minha filha, que cursa direito, o que ela queria ganhar de aniversário ela pediu o livro "Violência Doméstica", baseado numa das agressões mais estúpidas contra uma mulher (Caso Maria da Penha), que originou várias leis de proteção às mulheres. Ainda bem que a minha jovem é mais realista que a sua.
Jose  Leitão Neto , Fortaleza-CE - Analista de Sistemas
Enviado em 12/3/2007 às 12:07:21
A novidade é que a TV dita o padrão e incita as muito jovens à sensualização precoce Foi a única coisa que vc entendeu do meu comentário. Só para esclarecer, eu me referí ao tema do artigo, a erotização precoce da mulher. Essa conversa de mercado, capital, consumo, trabalho, nem me passou pela cabeça e se ficou explicitado no meu comentário, foi percebido pela observação, não seguindo teoricos ou ideologos de qualquer pensamento politico. Através do seu comentário, descobri que sou comunista, e deduzi que vc é conservador pelo comentário chavinista de que a mulher oferece e o homen toma.
Luis Fernando D. Sant´Anna , Porto Alegre-RS - Estudante
Enviado em 11/3/2007 às 08:08:20
Falando em mídia e não diretamente sobre as mulheres, a questão é que não estamos preparados para uma mídia que possa ter a dita "liberdade de expressão" acabarão se tornando refém de si mesmas. As mentes muitas vezes cultas que ocupam lugar nos meios televisivos não possuem o discernimento moral, é visível isto ao se pronunciarem em defesa da conduta de suas emissoras. Bem, sobre a mulher, vejo o problema da erotização com uma gravidade maior do que é descrita. Se olharmos para os efeitos que causam hoje concordo com que foi descrito pelos leitores que deixaram aqui postado os seus somentários, mas se olharmos para o futuro, vejo o quanto é grave a questão da erotização da "menina mulher", digo isto, pois li a algum tempo atras, me desculpem não me recordar da fonte. Foi de uma pesquisa cientifica que relatava como as mulheres estavam ficando prontas para a procriação cada vez mais cedo, mas isto não queria dizer que o corpo estivesse pronto e muito menos o psicológico destas meninas. Isto acarretaria em fetos cada vez mais frágeis podendo a longo prazo chegar na extinção da espécie, e isto estava sendo causado pelas relações estabelecidas no meio social, ou seja, não era uma questão somente da evolução, mas sim de adaptação.
rafael chat , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 10/3/2007 às 22:06:19
Que legal, vários comentários interessantes. Menos aquela lenga-lenga marxista de considerar homem/mulher uma relação análoga à capital/trabalho. Só queria comentar uma coisa. Desde que o mundo é mundo, o erotismo é uma qualidade que se destaca na mulher. Basta ver aquelas antiguíssimas vênus africanas, verdadeiros monumentos à sensualidade, erguidos por humanos ainda muito primitivos. Então não foi a TV que inventou isso. E prestem atenção em outra coisa. É da índole e instinto da mulher - todas - preocuparem-se com sua aparência e atratividade. Elas arrumam-se para os outros, voltam-se pra fora. Pergunte a uma adolescente o que ela quer ganhar de aniversário, será algo que melhore sua imagem. Já um menino estará pensando em algo pra seu uso, volta-se pra si mesmo. Isto também não foi a TV que inventou. A novidade é que a TV dita o padrão e incita as muito jovens à sensualização precoce. Mas o potencial já estava aí há milênios.
Erildo Dorico , Florianópolis-SC - Experiementador
Enviado em 9/3/2007 às 18:47:36
Há uns 6 anos, havia uma garotinha de uns 10 anos que era sempre barrada à entrada da escola onde trabalhei em Belo Horizonte, E. E. Prof. Leon Renault, porque não estava vestida de uniforme. Ela tinha que trocar a blusa e a sainha curta, mas poderia continuar com os tamanquinhos. A inspetora perdoava a maquiagem carregada. Numa dessas ela disse que “uma mulher deve estar sempre linda para os homens”. Meu Deus, de onde essa menina tirou isso? E agora que já passou tanto tempo e estou na Capital do narcisismo que é Florianópolis, nem imagino o que dizem. Outra coisa que vejo sempre é alguma “celebridade” num programa idiota qualquer de tv dizer algo do tipo “..o lugar é cheio de gente bonita..”. Cheio de gente bonita?
Hélcio Lunes , São Paulo-SP - Administrador
Enviado em 9/3/2007 às 18:36:22
O ser humano é um produto do meio. O acesso à informação é que desperta mais cedo a sexualidade! Desde que, o corpo esta preparado, a sexualidade só precisa de informação para se instalar. É assim desde que o ser humano ficou em pé! E a mulher sempre usou da sedução desde que o mundo é mundo. É de sua natureza! No princípio por necessidade de sobrevi vencia, pois tinha que atrair o macho, a concorrência era grande e os machos escolhiam suas fêmeas expulsando os outros machos. Logo a carência! Se quiser, vá à explicação bíblica da gênese! Eva não seduziu a Adão? Por onde você for cara jornalista, a verdade é sempre a mesma. As mulheres seduzem, e se querem ao gosto dos homens para conquista-los. Esta errado isso? Deveriam se vestir, maquiar, perfumar todas, para parecerem belas às outras mulheres? Sou grato as nossas milenárias vovós primatas, ou a vovó Eva ( você escolhe a historinha) por terem sacado logo o lance! Em tempo minha bizavó casou-se aos treze e brincava de boneca com suas madrinhas de casamento! Vovó casou-se aos quinze. Do que me lembro eram pessoas felizes, bondozas e sábias. As mulhere de hoje em dia são?
Adelina Lapa , Brasília-DF - servidora pública
Enviado em 9/3/2007 às 14:27:52
Lígia , gostei muito do artigo e gostaria que você criasse uma campanha na Internet contra a erotização das crianças na mídia ( impressa e TV). O filme Little Miss Sunshine mostra muito bem essa hipocrisia das "mães educadoras" erotizando suas filhas desde muito cedo. O movimento feminista devia se rebelar contra tudo isso. É um absurdo. Xuxa , que hoje é mãe, cometeu muitas barbaridades nessa área. Criou até uma grife de roupas de crianças super erotizantes -"O Bicho Comeu". Ficava impressionada com amigas que compravam roupas nessas lojas e achavam normal. Hoje, penso que Xuxa reviu tudo o que fez. Podia ao menos fazer um mea culpa e anunciar que reviu valores. Gugu foi outro que cometeu barbaridades com concursos de crianças imitando o grupo É o Tchan. Em Brasília, a jornalista Graça Ramos escreveu, nessa época do Gugu, um belo artigo no Correio Braziliense sobre o assunto. Eu mesma fiz questão de ligar e dizer o quanto estava agradecida pelo belo artigo. A mídia e a propaganda no Brasil não têm nenhuma responsabilidade . Lembra da tartaruga fazendo propaganda de cerveja? Depois ficamos todos a reclamar da falta de valores na sociedade. Quem dá exemplos aos futuros adultos? Os pais são refens da TV . E ainda vêm nos dizer que temos opções de mudar de canal. Eu tenho, mas minha empregada não tem, nenhuma. E reclama todos os dias, pois é mãe muito zelosa.
daniel lebleu , são paulo-SP - advogado
Enviado em 9/3/2007 às 08:24:02
perfeito o comentário da Danúbia. E a descrição que ela faz da irmã de 10 anos é tristemente real. Passei o início do ano na praia, e a preocupação das meninas com a aparência passa, de longe, o saudável.
Daiana Ferreira de Cerqueira Ferreira de Cerqueira , Salvador-BA - Estudante
Enviado em 8/3/2007 às 21:40:46
É isso mesmo!!! Lutar por uma sociedade em que possamos ligar a TV e sem fazer bicos poder realmente assistir a um noticiário sem ver cenas de nossas mulheres fazendo "rituais" extremamente sedutores, mostrando as lindas curvas do corpo,chamando à atencão dos homens de plantão. Ainda pior, emitindo nas nossas crianças o forte desejo de se tornar uma mulher vista na sociedade pelo brilhante e gostoso corpo que aparenta ter. Por que será que aspectos como esse é alimentado pela mídia?? A resposta vem de imediato: é claro,dá audiência!!!!!` É preciso repensar o que acontece com nossa sociedade.A classe feminina já tem tantos preconceitos.Imagine se passarem a vislumbrar as guerreiras pelo corpo??? É sinal de realmente devemos rever nossos valores e sobretudo,os da sociedade e tentar resgatá-los o mais depressa possível.Senão,ó pá i ó!!!
Gisele Toassa , São Paulo-SP - pesquisadora
Enviado em 8/3/2007 às 19:28:04
Concordo com a Suelen. Já dizia o Engels, a primeira dominação é a dominação de um sexo pelo outro. E o mais espantoso é que tudo isso criou um surto de preocupação estética nas relações interpessoais, de modo que os homens impõem-se sobre as mulheres, e os bonitos sobre todos os outros, com uma humilhação social que leva o feio-mulher-pobre a ser, com sorte, um mero animal de carga, um escravo.
Danúbia Rodrigues , Olinda-PE - estudante
Enviado em 8/3/2007 às 13:46:41
Hoje me deram "parabéns" na rua, e também ganhei flores, quanta hipocrisia! O estado que vivo (Penambuco) é campeão em mulheres assassinadas. E o que a mídia faz? é assim: a notícia é divulgadapor um jornalista que berra um pouco, faz aqeula cena, mas muda logo de assunto e no mesmo instante entra uma moça bonita, esbelta para falar que mulher moderna tem que ser bela, magra e tenta vender seu produto emagrecedor, então resolvo mudar de canal e o que vejo? um programa local que exibe mulheres semi-nuas cantando músicas que mais parecem frases tiradas de filme pornô, na platéia as mães e as filhas, dançam e seguem o exemplo da cantora, fazendo caras e bocas(inclusive crianças) pra ver se chamam a atenção do câmera e tem 10 segundinhos de fama! o que se vai fazer? se isso é exibido as 12 h da manhã! Vamos continuar como bobas comemorando o dia internacional das mulheres ou vamos lutar para que cenas como estas que descrevi não sejam tão corriqueiras quanto são hoje? Para que minha irmã que tem 10 anos não passe o dia inteiro se maquiando e queixando-se que está gorda, parq que nós, mulheres, possamos ter orgulho da nossa feminilidades, sensualidade, mas que isso não seja algo a explorar num objeto inanimado que é uma mulher, cujo símbolo que melhor a representa hoje no nosso país é a "bunda".
Marco Costa Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 8/3/2007 às 12:24:06
No dia Internacional da mulher, o sexo frágil como é chamado injustamente, tem pouco a comemorar. As mulheres de uma maneira geral são discriminadas na família, no lazer social, no trabalho e nas atividades profissionais. Neste imenso país, muitas mulheres são usadas na prostituição, assassinadas, estupradas e sofrem todo tipo de agressões moral e física. Essa incomoda situação perdura já há muitos anos, sem que os governantes e a sociedade façam algo para minorar a dor e o sofrimento que atinge a alma e o moral dessas criaturas admiráveis. Criaturas que concebem a vida, educam seus filhos com dignidade, realizam suas tarefas com competência, seja no lar ou nas empresas, as quais exercem as mais variadas funções. Dar uma flor nesse dia não deixa de ser interessante. No entanto, o mais importante é reconhecer que as MULHERES são mais capacitadas, amigas e leais. Portanto, sem paternalismo, governantes e sociedade civil, vamos olhar com atenção e trabalhar para minimizar os problemas que afligem o cotidiano das MULHERES, no sentido de evitar todas as formas de exploração a que são submetidas, bem como aceitar e entender as MULHERES como seres humanos de grande valor a humanidade. Desejamos a todas parabéns e nossa admiração.
Marcio Gama , Brasilia-DF - Biologo
Enviado em 8/3/2007 às 11:39:52
Baudrillard, recentemente morto, já dizia que mulher nua vende tudo. Uma sociedade que acha bonito dança da garrafa, que se acotovela à frente da televisão para ver garotas siliconadas e garotos bombadões, que ouve RAP americano com um monte de mulheres parecendo "[ ]" e se oferecendo para transar por dinheiro quer o quê? Ainda falta muito para as concessões de canais obedecerem ao interesse público e principalmente atuar como elemento emancipador e de liberdade. Liberdade para as mídias diversas é falar o que quiser sem responsabilidade, é vender e vender o tempo todo. Baudrillard (ele novamente) já dizia que o principal programa da televisão é o comercial, entremeado por atrações fúteis. A televisão serve para construir uma sociedade de consumo desenfreado e não para entreter. Quem não acredita nisso, sinceramente, ainda não entendeu o mundo que vive. Emancipação da mulher, hoje, é propaganda para vender xampú.
Jose  Leitão Neto , Fortaleza-CE - Analista de Sistemas
Enviado em 8/3/2007 às 11:18:24
A erotização de crianças, começou na televisão quando foram introduzidas em programas "infantis", meninas com menos de 18 anos, com roupinhas sumáris e trejeitos sensuais, cuja denominação (paquitas), virou sinônimo de erotismo e promessas sensuais com mais força do que o tradicional "ninfeta" de Nabokov. Depois abriu-se o nicho de mercado da beleza e da sexualidade, padronizando-se o ideal de beleza vendido por revistas masculinas, belezas plastificadas, siliconizadas, botoxizadas, lipoaspiradas, depiladas, photoshopizadas e etc, oque rendeu muita grana a cirurgiões de plásticas estéticas, revistas , jornais, agencias de modelos, industrias de cosméticos e etc. A mulher normal, é retratada como feia e sem atrativos se não seguir a linha das "atrizes e modelos fotográficos" exibidos na TV nos jornais, revistas etc (de novo). Agora temos a onda das pré-adolescentes, que almejam desfilar, e ganhar milhares de dólares, mesmo que morram de inanição para manter um fisico de cabide, para costureiros da "moda". Tenho um bocado de anos de vida e acho que a beleza da mulher está na diversidade física, não na clonagem e repetição dos modelos comerciais que hoje nos são impingidos pela mídia. Sou do tempo que mulher pelada era calendário de borracharia, e não um artigo ordinário exibido até em capa de revista de futebol.
Fabio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 8/3/2007 às 09:13:10
Concordo e digo mais http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=115201&cidade=1 Não são poucas as mulheres que ADORAM a adulação intere$$eira dos publicitários e comerciantes! Pior para elas.
Suelen  Carvalho , Belém-PA - Jornalista
Enviado em 7/3/2007 às 12:28:29
Acredito que a mídia tenha boa parcela de responsabilidade quanto ao nível de erotização da mulher em tudo que diz respeito à ela hoje em dia. Mas não impressiona essa estratégia, já que tudo é oferecido para ser consumido, ou seja, tudo vira produto, objeto, principalmente a sensualidade feminina,a mulher. Já se nota as consequências nas crianças, nas anorexas e também nos homens...ao crescerem estimulados por imagens femininas "vendidas"como mercadoria, passam a não conseguir ver as mulheres comuns, aquelas do dia-a-dia sem maquiagem e produção, mães, namoradas, irmãs, esposas, como comuns e passam a tratá-las também como mercadoria passageira. Tem influência no comportamento da sociedade quanto à mulher...e esses resultados realmente não estavam contidos do ideal feminista. O homem também começa aser vítima dessa erotização e tem o mesmo efeito no comportamento feminino. Tanto as mulheres quanto o homens devem ser respeitos, amados e reconhecidos pela sua dignidade de ser humano e não avaliados pela sensualidade, que para mim, quanto mais natural, sem forçar a barra", mais eficaz.
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