ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 432 - 9/2/2010
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MEMÓRIA / LUIZ CARLOS BARBON
Mais um papelão da Fenaj

Por Luiz Antonio Magalhães em 9/5/2007

Três entidades já se manifestaram em relação a morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, assassinado a tiros no sábado à noite, em Porto Ferreira (SP): a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo divulgaram uma nota comum e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) também se manifestou nesta segunda-feira (7/5), em nota oficial, assinada pela diretoria da entidade.

Os dois documentos, reproduzidos ao final deste comentário, são de fato bem diferentes. De um lado está a Fenaj, cuja direção se revela por completo no documento trazido a público. Na nota sobre a morte de Luiz Carlos Barbon, os diretores da Fenaj e do sindicato paulista ao invés de demonstrar indignação com o assassinato do jornalista, acusam a vítima de exercício ilegal da profissão. A covardia dos sindicalistas é evidente: Barbon não está aqui para se defender das acusações que lhe foram feitas. Em contraste, há a nota da Abraji, serena, porém firme na defesa da liberdade de imprensa e na cobrança das autoridades para que o crime não fique sem punição.

É o diploma, estúpido

A verdade é que há muito tempo a Fenaj se transformou em um verdadeiro estorvo, um peso morto inclusive para aliados históricos, como o PT e o presidente Lula, a quem a entidade conseguiu prejudicar no episódio do Conselho Federal de Jornalismo. O oportunismo dos dirigentes Fenaj não é propriamente uma novidade, mas realmente neste caso em particular causa espanto a desfaçatez da entidade em usar um assassinato para lembrar a questão da "regulamentação" da profissão de jornalista. O que moveu a Fenaj nesta nota asquerosa é a sua "luta" pela obrigatoriedade do diploma e decorrente delimitação de um "lugar" exclusivo para os formados no mercado de trabalho. Um corporativismo tacanho e ultrapassado, que certamente dará seu último suspiro muito em breve.

Felizmente, no entanto, esta gente acovardada que hoje encontra abrigo na Fenaj está perdendo a guerra em torno da obrigatoriedade do diploma, seja no Judiciário, no debate público da sociedade brasileira e também no mundo real – a internet em breve enterrará de vez qualquer possibilidade de limitação da atividade jornalística em função do canudo que a Fenaj tanto preza e para o qual terão de arrumar um uso alternativo.

Leia a seguir as notas da duas entidades:

1. Nota da Fenaj e Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo

"A morte de qualquer cidadão nas circunstâncias ocorridas na cidade de Porto Ferreira, interior de São Paulo, onde Luiz Carlos Barbom Filho, de 37 anos, foi assassinado a tiros, obviamente, gera indignação, repulsa de toda a sociedade. Inicialmente, é preciso exigir o esclarecimento, bem como a punição dos responsáveis e hipotecar toda a solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

Luiz Carlos Barbom Filho, apesar de se auto-intitular, não era jornalista de fato e de direito. O jornal de sua propriedade, Realidade, foi fechado pois nunca esteve regularizado e Barbom Filho não possuía o registro de jornalista, tendo sido, inclusive, processado por exercício ilegal da profissão.

No entanto, esses fatos não justificam nenhum ato de violência contra sua pessoa e tampouco desabonam as denúncias que eventualmente tenha tornado públicas contra desmandos de autoridades ou grupos.

Esse episódio exige uma reflexão profunda sobre o atual estágio de fragilidade social à qual está exposta a profissão de jornalista e grande parte da população.

Não é possível que crimes e ilegalidades só sejam alvo de ação efetiva do poder público, após se tornarem fenômenos midiáticos. A população não pode ter suas demandas atendidas pelo Estado somente após terem se tornado manchetes dos veículos de comunicação. É preciso existir canais abertos para que o povo exerça a cidadania, denuncie os desmandos dos poderosos, exija o cumprimento da Lei, enfim, faça valer seu direito à cidadania.

Para a realização plena dessas condições básicas de liberdade, os jornalistas têm um papel fundamental a cumprir. Isso é obvio, mas é doentio pensar que todo cidadão, para poder exercer esses direitos, deva se arvorar à condição de jornalista.

Estamos diante de uma prova de "déficit de cidadania" no País, que precisa ser solucionado, sob pena de jamais ser uma democracia de fato e de direito!

São Paulo e Brasília, 07 de maio de 2007.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e Federação Nacional dos Jornalistas

2. Nota oficial da Abraji

"Abraji repudia assassinato de jornalista e alerta para atentado à liberdade de imprensa

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudia o assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, 37 anos, de Porto Ferreira (SP), e alerta para os riscos à liberdade de imprensa que o crime representa. Barbon Filho foi executado com dois disparos a queima-roupa na noite de sábado, em um bar próximo à rodoviária da cidade. O jornalista havia produzido reportagens, em 2003, sobre um grupo de políticos e empresários locais envolvidos em aliciamento de menores. Segundo sua mulher, Barbon Filho recebera ameaças por cartas e telefonemas. De acordo com o delegado Eduardo Campos, Barbon Filho tinha vários desafetos, incluindo autoridades, por sua atuação como repórter. A Abraji se solidariza com a família do jornalista.

Além do crime bárbaro cometido contra Barbon Filho, a execução é um atentado à liberdade de imprensa. O fato de ter sido realizada em local público, de modo premeditado e com extrema violência revela uma tentativa clara de intimidação da imprensa e de impedi-la de cumprir sua obrigação de relatar fatos à sociedade. Exige-se do poder público uma atuação exemplar, com rápida e criteriosa investigação, a fim de que os autores materiais e intelectuais do crime não fiquem impunes. Omitir-se nesse caso é um estímulo à repetição de crimes como esse.

                               Diretoria da Abraji"

Comentários (14)
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Cristiano  Gomes , Nova Friburgo-RJ - Universitário
Enviado em 18/6/2009 às 02:39:55
Alguém pode me responder pra que serve um diploma de Comunicação Social???Tô no 3° período de Publicidade e Propaganda...essa graduação tem valor pra concurso publico e afins?Tô confuso.
JUVENAL RIBEIRO RIBEIRO , porto ferreira-SP - advogado
Enviado em 5/3/2008 às 18:49:39
be, a fenaj critica o barbom por não ser jornalista de direito, mas de fato era melhor que de direito, inclusive foi premiado com prêmio esso de noticias, coisa que sequer diplomados não possuem, diploma não é capacidade, é oportunidade......... A familia de barbom devia sim entrar com indenização pelas repoertagens que jornais se utilizavam exploravam-no ingênuamente e tinham muito lucro com suas matérias. Tive o prazer de em vida ser seu advogado, mas em morte, sua esposa contratou aquele que defenderá os vereadores do qual foi pivo em suas prisões, vislumbrando que Barbom um homem simples ingênuo, deixou como herança as mesmas caracteristicas a sua familia, ou seja simplicidade e ingenuidade, que Deus tenha aquele que denunciou nepotismo em Porto Ferreira, apropriação indebita de advogado, dos vereadores, que utilizavam do dinheiro do povo para orgias com crianças............de um delegado de quinta categoria que se promoveu com aquele inquuerito se tornou prefeito, porém Barbom preferiu não comer em seu prato e denunciar seus desmandos, doações de milhoes a ongs criadas de dia para a noite, de milhões doados enquanto cidadão morriam sem atendimento..............o que pretendia barbom salvar a humanidade, se mataram até a CRISTO?, CRISTO MESMO FALOU NÃO É LOUCO DE RETORNAR A TERRA...............
Maurício Tuffani , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 13/5/2007 às 10:57:41
O sr. ALCIMIR CARMO, diretor regional em Bauru do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, não se envergonha por demonstrar que não conseguiu aprender a interpretar textos na faculdade de jornalismo nem no ensino fundamental e médio. Se não for isso, nem puder alegar insanidade temporária, a única possibilidade que resta é a de sua argumentação ser deliberadamente mentirosa, o que faria de seus incessantes brados pela ética jornalística nada mais que um hipócrita expediente retórico. Não estou defendendo nem nunca defendi Luiz Carlos Barbon por quaisquer atos que ele tenha praticado. O que pessoas como eu e entidades como a Abraji, Repórteres sem Fronteiras, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Comitê para Proteção de Jornalistas e outras estão fazendo é caracterizar o crime como um atentado à liberdade de imprensa, pois esse é um valor que transcende a pessoa da vítima. Enquanto alguns sindicaliistas dentro da própria Fenaj já reconhecem sua própria nota oficial como um desastre, outros continuam cegos à necessidade de defender um valor maior, e se agarram cartorialmente a seus diplomas, em uma atitude que só pode provocar gargalhadas de jornalistas de todas as partes do mundo, exceto em países como a África do Sul, Aráia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Indonésia, Síria, Tunísia e Ucrânia.
Alcimir  Carmo , Bauru-SP - Jornalista
Enviado em 12/5/2007 às 18:19:40
Com quem Barbon estava mexendo? rsss Ora, caro Tuffani, com todos. Quem pagava não era mais incomodado! Fim de picareta é assim mesmo. Já passou por sua cabeça o pensamento sobre a quantidade mentira que sujeito levou ao ar ou nas páginas do jornaleco para intimidar e obter resultado financeiro do "jornalismo" que praticava? Por que o senhor não vai até Porto Ferreira e conversa com fontes (não aquelas que o senhor disse não valer e ouvidas pelo Comunique-se). Passe lá uma semana, duas... Tá cheio de picaretas e não é só em Porto Ferreira, não. Acho doentia sua insistência em defender a atuação de um desqualificado legal e moral. E pior, ter a sua complacência no campo da ética. Sejamos inteligentes e defendamos os que fazem do ofício do jornalismo um meio de transformar para o bem comum e não para corrupção, para a malandragem, para fins políticos (politiqueiros). Vamos por a mão na consciência! Reitero: lamentamos a morte do cidadão, mas, a sociedade precisa saber que ele não é jornalista coisa nenhuma. Usava jornal e rádio para os seus interesses comezinhos. É preciso ter ética, respeito para com os enfocados nas matérias, ouvir o outro lado, enfim, não vou aqui ministrar aula - aliás, o básico do jornalismo. Duvido que o sujeito soubesse do que trata a tal ética, o tal jornalismo. A escola de jornalismo, no mínimo, proporciona a oportunidade do debate sobre ética! Abs
Maurício Tuffani , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 11/5/2007 às 10:26:24
Existe um ditado zen, cuja tradução eu não me lembro, mas o sentido é mais ou menos este: quando o mestre aponta a lua com o dedo, o sábio enxerga a lua, mas o ignorante enxerga o dedo. O que importa nesse caso é o recado dado para a imprensa de Porto Ferreira e região por meio dessa execução pública exemplar, encomendada para marcar a história da cidade e continuar no imaginário coletivo da comunidade local para sempre. OK, está correto buscar descobrir se Barbon era achacador ou não. Isso tem de ser esclarecido, doa a quem doer. Porém, mais importante do que isso é saber quem matou e QUEM mandou matar. Já sabemos O QUE, QUANDO, ONDE e COMO. Aliás, quando se descobre quem matou, mas não QUEM mandou matar, muitas vezes só se descobriu COMO. Mas, para nós, jornalistas, existe algo que pode ser varrido para baixo do tapete até mesmo com a identificação e prisão do(s) mandante(s): POR QUE foi preciso mandar matar? Ou seja, com o que Barbon estava mexendo? Trocando em miúdos, se ficarmos "enxergando o dedo" (se Barbon achacava ou não e quem ele estava incomodando) , correremos o sério risco de deixarmos os jornalistas de Porto Ferreira e região com o recado: não se metam a bestas de quererem brincar de jornalismo por aqui. Por isso é que se trata de um atentado à liberdade de imprensa.
Maurício Tuffani , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 10/5/2007 às 00:18:20
Senhor AlLCIMIR CARMO, já que seu mote é o da "hipocrisia e mau jornalismo", vamos nessa! Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Por se basear em um dispositivo legal desmoralizado desde sua origem e questionado por eminentes juristas, não aprovo sua linha argumentativa, mas, se para o senhor ela vale contra os outros, vale também contra o senhor, não é mesmo? Já que seu argumento é o da estrita observação à "lei", vamos então considerar os fatos do ponto de vista estritamente legal. O senhor, na condição de diretor regional de Bauru do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, não pode alegar desconhecimento do fato de que o espúrio decreto-lei 972/1969 perdeu sua eficácia de outubro de 2001 a julho de 2003, de dezembro de 2003 a setembro de 2005 e desde novembro de 2006 até agora. Desse modo, o sr., de acordo com o que entende ser verdade, não pode afirmar que Luiz Carlos Barbon Filho esteve na época de suas principais reportagens e agora, recentemente, "exercendo profissão para a qual não estava legalmente habilitado". Não é, mesmo? Mas eu prefiro outra linha de argumentação: como senhor, na condição de diretor regional do SJSP, tem se posicionado em relação a "jornalistas responsáveis" que alugam seus registros profissionais para donos de jornalecos vagabundos venderem anúncios? Enfim, senhor diretor, "hipocrisia e mau jornalismo" é o que mesmo?
João Ricardo  da Silva , Bauru-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 9/5/2007 às 22:49:58
Não vejo nada de repugnante na nota da FENAJ. Ela Condena o assassinato, aponta a ineficiencia do Estado, que só se compromete a agir quando crimes e ilegalidades se tornam fenomenos midiaticos, e cobra cidadania. O fato de a FENAJ lembrar que Luis Barbom FIlho não possuía registro de jornalista, despertou a ira do autor do artigo, contrário a obrigatoriedade do diploma. Embriagado por essa ira, ele distorceu totalmente o contéudo da nota da FENAJ.
Semy  Ferraz , Rio Branco-AC - Engenheiro
Enviado em 9/5/2007 às 20:29:03
Lamentavel a posicao da FENAJ. Mostra que a entidade esta servico do corporativismo doentil. Nada traz de volta o Jornalista Assinado covardemente. A tese da Fenaj so ajuda os politicos que fazem prostituicao infantil. Pessoas que estao soltas e assassinando jornalistas e criancas, porque tem gente que pensam e agem como a FENAJ.
Alcimir  Carmo , Bauru-SP - jornalista
Enviado em 9/5/2007 às 19:07:53
A nota da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas, lamenta a morte, condena a violência, pede o esclarecimento do crime e hipoteca solidariedade à família. Lembra que o jornalista é fundamental à liberdade, inclusive de expressão e que também o cidadão o é - sem a necessidade de se arvorar como jornalista. Da nota, observem :"Para a realização plena destas condições básicas de liberdade, os jornalistas têm um papel fundamental a cumprir. Isso é óbvio, mas é doentio pensar que todo o cidadão, para poder exercer esses direitos, deva se arvorar à condição de jornalista". É verdade que o Luiz Barbon era dono de um jornal na cidade, o Realidade, que foi mais contundente na cobertura (por que a denúncia foi do tio de duas das meninas) no gravíssimo caso de exploração sexual de crianças - talvez até porque defendia interesse de um grupo político, para o qual, inclusive, foi candidato a vereador e teve pouco mais de 80 votos e que não se elegeu. Rompeu com seu grupo. E é verdade que responde a processos e, inclusive, por exercer ilegalmente uma profissão para a qual não estava legalmente habilitado! Me parece ingenuidade do autor do artigo querer nos fazer crer que essas entidades são irresponsáveis. O papel do jornalismo é, sim, fazer com que a sociedade se desperte contra as mazelas, mas, com ética, respeito e imparcialidade. Hipocrisia e mau jornalismo seria esconder tais fatos!
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 9/5/2007 às 13:44:19
Um papelINHO, de fato --nem macio nem absorvente.
Marco Costa Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 9/5/2007 às 12:58:09
É repugnante a postura da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) com relação ao assassinato do jornalista Barbon, o qual exercia sua atividade na cidade de Porto Ferreira. Essa instituição, que tem como objetivo cuidar dos interesses da categoria dos profissionais da imprensa em geral, vem a público com a maior desfaçatez denegrir a imagem de um cidadão que nem ao menos esta aqui para se defender dessa ou outras agressões. A vida particular da vítima não pode ser questionada pôr quem quer que seja, o relevante nesta questão era a atividade de jornalista que ele exercia, a qual com ou sem uma formação acadêmica não demonstrava paura. O que conta nesta história era a sua função de escriba, que não temia às conseqüências de risco que sua atividade proporciona. Sua coragem foi tamanha, a ponto de desmontar um esquema de prostituição infanto/juvenil, que alguns poderosos do município estavam envolvidos. Perguntar não ofende, será que os envolvidos com a sexofesta não estariam envolvidos, também, com mais esse bárbaro crime? Assunto para a Secretaria de Segurança descobrir. Infelizmente, neste país não dá para acreditar nem ou menos numa instituição que esta autorizada a defender os interesses de uma categoria de trabalhadores.
César  De Paula , São Paulo-SP - servidor público
Enviado em 9/5/2007 às 12:48:25
O Brasil sempre tem umas aberrações endêmicas. O diploma de jornalismo é uma delas. Só no Brasil existe tal diploma. Se há um curso de graduação que não consegue formar um profissional, este é o curso de jornalismo, pela própria essência da profissão. Para que alguém escreva sobre economia, política, botânica, futebol, gastronomia ou seja lá o que for, ele precisa entender de cada um desses assuntos. O que isso tem a ver com diploma de jornalismo?
cleo santos , Ipatinga-MG - publicitária
Enviado em 9/5/2007 às 10:31:16
A colocação foi infeliz numa situação tão delicada, onde a questão maior é a liberdade de expressão e os risco que corremos ao denunciar os "poderosos", mas não acho que seja covarde. Defendo a obrigadoriedade do diploma.
clovis ferreira frias , Araraquara-SP - Advogado
Enviado em 9/5/2007 às 01:44:50
A nota da Fenaj e do sindicato dos jornalistas traz uma frase que, se pinçada do texto, nos dá uma conotação totalmente diferente da mensagem integral. Trata-se da afirmativa de que: "Para a realização plena destas condições básicas de liberdade, os jornalistas têm um papel fundamental a cumprir. Isso é óbvio, mas é doentio pensar que todo o cidadão, para poder exercer esses direitos, deva se arvorar à condição de jornalista". Decerto foi um ato falho, porque o que se pode concluir é que, não é necessário ser jornalista, para agir como um jornalista, porque faz parte da Democracia, a liberdade de expressão. Ou não? Quero acreditar que sim e que no fundo, mesmo aqueles jornalistas, que são corporativistas, não se sentem bem quando exercem a repressão à liberdade de expressão. Daí o ato falho.
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