ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 471 - 9/2/2010
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A IMAGEM FIXA
(que, no entanto, se move)

Os donos da floresta e o jornalismo cultural

Por Eugênio Bucci em 4/2/2008

A ilustração de Luli Penna para o artigo do colunista Marcelo Coelho no caderno "Ilustrada" da Folha de S.Paulo de quarta-feira (30/1), propõe um retrato impiedoso da Amazônia: um tronco serrado no pé – e estamos conversados. Luli desenha seu elemento olhando-o justo no corte, bem de frente para o plano seccional deixado pela motosserra. Com linhas que vão do marrom ao amarelo pálido, a artista descreve os anéis concêntricos e irregulares que denotam a idade da planta.

Nisso se resume seu trabalho. Não há um único traço além da casca. Não há sombras, nada. No alto da página, flutua, levita, bóia a tora maciça, dessas que, fatiadas, rendem tampos de mesa em churrascarias. É uma figura grotesca, solitária, anônima, que, no entanto, representa bem mais que um pedaço de pau. Olhando com atenção, o leitor se dá conta de que aquilo parece um mapa, ou melhor, é um mapa, o mapa do estado do Amazonas sem tirar nem pôr. Metonímia visual: a geografia mais ampla reside em um naco de madeira.

Nas primeiras semanas do ano, quando os jornais trouxeram, por vários dias consecutivos, fotos quase obscenas de terra desmatada por tratores, motosserras e incêndios, Luli Penna rabiscou a imagem que, ao menos aos meus olhos, deu a síntese mais "jornalística" da temporada, a face real da floresta. Essa face é um toco. Um toco sozinho. Esse toco é o mapa do problema. O fim do caminho.

Função da crítica no jornalismo

Entram aí as palavras. Sob a ilustração, vem o título da coluna: "Quem disse que é nossa?". Para Marcelo Coelho, a Amazônia não é nossa coisa nenhuma. Ela é, sim, "dos que a invadem e devastam". O colunista afirma que o governo, as instituições e as autoridades brasileiras não reúnem as mínimas condições de impor a lei na região. Em lugar nenhum, aliás. "O poder público brasileiro não consegue sequer fiscalizar e impor a lei dentro dos presídios de segurança máxima..."

O texto lembra que, quando se verificam crimes de genocídio, as forças da ONU intervêm para repor a ordem – e nem por isso uma potência estrangeira passará a se apropriar das riquezas naturais do país sob intervenção. Como "o que ocorre na Amazônia tem tudo para ser comparado a um genocídio", o colunista considera que é, sim, o caso de permitir que representações internacionais fiscalizem de perto o desmatamento desbragado que ninguém aqui tem sido capaz de frear. Não vê outra solução, embora deixe claro que não defende uma internacionalização da área:

"Concordo que `internacionalização´ é uma palavra forte demais. Sugere a entrega de nossa soberania, sem nada em troca. Outras fórmulas, mais suaves, podem ser concebidas pelos especialistas no assunto."

Em resumo, essa conversa de que "a Amazônia é nossa" acoberta os beneficiários da destruição e a única saída é convocar órgãos internacionais para ajudar as autoridades locais na vigilância da área.

O colunista define a proposta como uma "observação simples e radical". Alguns, de fato, a tomarão por simplista, experimentando desconfortos os mais variados, mas não há simplismo, ingenuidade ou "entreguismo" no artigo. Bem como na ilustração. Retratando um objeto rudimentar, ela parece, à primeira vista, flertar com algum primitivismo, mas sabe se valer de uma linguagem complexa, tão complexa quanto a questão que ilumina.

Exploremos um pouco mais esse ponto. Nessa página da "Ilustrada", texto e imagem, em vez de se amoldarem ao que é bruto, rude ou inculto, quebram os caixotes do pensamento viciado e apontam, nesses caixotes, o que há, aí sim, de mais selvagem em nosso tempo. Nos caixotes mora a condenação ao imobilismo e à resignação. Texto e imagem vão além do rasteiro e do óbvio e cumprem, assim, uma das funções mais caras e insubstituíveis do chamado jornalismo cultural, ou, em termos mais amplos, da crítica em jornalismo: sugerir abordagens inusuais, capazes de dialogar com outros pontos de vista e capazes igualmente de arejar mentalidades, sem cair na mera reverberação de slogans e no achincalhe das vozes divergentes. O desafio passa por ultrapassar as polarizações abespinhadas, próprias da selvageria.

O leitor deve ter notado que a imagem, em sua economia quase árida de recursos, evita adereços e enfeites que possam significar qualificações, julgamentos, moralizações. Lá está apenas um tronco, que também é um mapa – ou um mapa que é tronco. Da mesma forma, o artigo, ainda que combata os ideologismos e ironize indiretamente as patrulhas – que necessariamente vêm e virão –, não faz uma proposta fechada, doutrinária; seu autor não se lança sobre a platéia como o portador da verdade para ser carregado nos braços da massa. Em lugar disso, pensa fora dos manuais politicamente corretos e pergunta: por que não?

É assim que consegue olhar para um tema desgastado (o desmatamento) sob uma perspectiva que desloca os dogmas (como o nacionalismo tosco) e convida o leitor a considerar alternativas menos convencionais. Nesse sentido, talvez seja possível dizer que o jornalismo tem mais parte com a qualidade da elaboração que brota do debate público do que com o resultado prático final. O que não é ruim.

"Nossos corruptos são mais patriotas que os honestos que não são nossos"

Combater esse nacionalismo que se põe a serviço dos extrativistas sem-lei é tarefa de utilidade pública e, sem a menor contradição, de alto interesse nacional. Há ranços tribais nesse nacionalismo, que ficam mais nítidos quanto mais nos aproximamos da selva – num sentido ou noutro. A argumentação beligerante – que na verdade é mais beligerante que argumentação – é própria das guerras tribais; não tem utilidade quando se trata de buscar pontes para o entendimento em sociedades de múltiplos sistemas de valores.

É contra o que chamo aqui de ranços tribais que Marcelo Coelho avança:

"Se governos estrangeiros e entidades internacionais, em concordância com o Brasil, puderem intervir no sentido de fazer da floresta uma região de preservação ecológica mundial, creio que a Amazônia seria mais `nossa´ (isto é, de quem vive lá e não a derruba) do que é atualmente".

Confesso que, de minha parte, desconfio um pouco desse caminho, sobretudo quando se usa o verbo "intervir". A categoria de observadores internacionais, como os que vão e vêm pelo mundo para acompanhar processos eleitorais, talvez me soasse mais adequada. Enfim, não sei se concordo integralmente com o colunista. Isso, porém, não tem a menor importância para o que discuto aqui. O que importa é que, com seu artigo, ele demonstra a necessidade de uma mudança de foco, e faz isso com tamanha força que não há mais como recusar: esse tipo de nacionalismo tem servido mais para encobrir os criminosos do que para proteger a nação. É como se nós, brasileiros, declarássemos abertamente para o mundo que preferimos os devastadores nacionais aos ecologistas estrangeiros – e que as nossas madeireiras clandestinas são melhores que as organizações internacionais comprometidas com o desenvolvimento sustentável.

O ranço tribal, que recusa a idéia de civilização, tem gerado no Brasil algumas cenas hilárias ou patéticas, como aquelas dos militantes de alguns partidos (tribos?) que afirmam, entre si, a boca pequena, que "os nossos corruptos são mais patriotas que os honestos dos outros partidos". Nessa história toda da Amazônia, poderá acarretar uma tragédia de proporções um pouco mais graves – para os brasileiros, antes de tudo. É por isso que digo que denunciar o ranço tribal não é dar uma de vendilhão da pátria, mas, ao contrário, é servir ao melhor interesse público, nacional e internacional (pois há, sim, um interesse público de âmbito internacional, ainda que incipiente).

A samambaia é de esquerda ou de direita?

Um outro esqueminha intelectual que sai quebrado dessa discussão é aquele que separa todos impasses políticos, culturais e econômicos entre esquerda e direita. Há todo tipo de gente – e de regimes políticos – envolvida no lucrativo negócio de devastar florestas e no esporte de degradar o meio ambiente, assim como há forças de esquerda e de direita combatendo o desmatamento e a poluição dos rios e da atmosfera.

Quando surgiram no espectro político, os movimentos ecológicos bagunçaram os modelos teóricos que separavam o mundo, a vida e o universo em dois compartimentos: esquerda e direita. Esses modelos, que deitavam suas raízes ou no determinismo a que muitos rebaixaram o legado marxista ou no fundamentalismo dos fanáticos da livre iniciativa, conheceram então uma nova crise. Propriedade, classe social e religiões perderam peso, ou, em outras palavras, tornaram-se dados de peso relativo.

O discurso ecológico tem no seu centro categorias menos demarcadas e mais difusas, como a saúde do planeta, visto como organismo integral, e toma como categorias secundárias a classe ou a origem étnica do cidadão. Claro que, hoje, há uma esquerda que diz explicar a ecologia e uma direita que afirma dominá-la, mas o fato é que não dá mais para falar de sustentabilidade rezando apenas pelas cartilhas de uma ou de outra. O principismo não resolve – ainda bem que não resolve – os dilemas pautados pela preservação da saúde ambiental e, a partir disso, o pensamento só pode fluir se aceitar o risco de pisar fora das cartilhas.

Também nisso, o texto do colunista da Folha e a arte que o acompanha compram o risco. Juntos, fazem a imagem que temos da Amazônia se mover – por milímetros, mas ela se move; fazem com que ela se arraste como um velho guarda-roupa, deixando ver as teias de aranha que o prendiam à parede – à parede da ideologia.

Curioso que, entre tanto falatório sobre o assunto, a proeza desse deslocamento tenha se dado numa coluna de cultura, essa "retranca" que agrupa assuntos supostamente menores, aqueles desimportantes, em cadernos apresentados como secundários ou acessórios. Curioso e, ao mesmo tempo, alentador, pois, no fundo de todo o rumor da mídia, o que move o discurso é um ato essencialmente cultural. O jornalismo, posso afirmar, é um aspecto da cultura – jamais o contrário. Logo, engana-se quem acredita que o texto de Marcelo Coelho e a ilustração de Luli Penna tratem de ecologia primordialmente: o que eles problematizam são os modos como o debate público e a cultura absorvem ou repelem o tema da Amazônia. Constituem por definição uma peça de (bom) jornalismo cultural.

Enquanto isso, ainda não sabemos de quem é a Amazônia. Recentemente, li que um sujeito flagrado em intimidade excessiva com o erário municipal teria dito ao interlocutor: "Este dinheiro não é de ninguém. É dinheiro público, da prefeitura" (O Globo, 25/1/2008). Vai ver, os capatazes da motosserra pronunciam frases parecidas sobre a vegetação que pretendem dizimar. Aos olhos deles, as árvores ficam ali de bobeira, dando sopa, largadas, até que alguém chega e toma posse, derrubando uma por uma. "Agora sim" – o sujeito diz lá para o escravo dele – "agora a gente pode dizer que elas têm dono."

É o que ensina a ilustração da Folha, pondo no espaço aquele imponente cadáver vegetal. Por meio de seu trabalho, Luli Penna diz ao leitor: "Como disseram que a Amazônia era sua, achei melhor entregar logo a parte que lhe cabe. Bom proveito".

Comentários (12)
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Alexandre Weiss , Jaragua do Sul-SC - Pensador
Enviado em 12/3/2008 às 05:53:47
O que me deixa mais chateado é ver esses políticos burgueses neoliberias que só se preocupam em aumentar as exportações de carne e soja e trata o povo como gado, enquanto tivermos burgueses Neoliberais, Mídia mentirosa e latifundiários no poder vai ser difícil esse país se desenvolver e o governo ficará fadado a dar bolsas esmolas das migalhas que não vão ao bolsos dos ricos.
Lenina Mendes , Brasilia-DF - Jornalista
Enviado em 8/2/2008 às 22:57:38
Bucci, vc já foi melhor... Muito melhor!! Vc era, é ou será? Anda afirmando cada coisa!! Exemplo: "" Curioso e, ao mesmo tempo, alentador, pois, no fundo de todo o rumor da mídia, o que move o discurso é um ato essencialmente cultural. O jornalismo, posso afirmar, é um aspecto da cultura – jamais o contrário."" Então tá. Ideologia nada? Política nada? Então tá. Viva a kulturra!!!
Patrick  Belem , curitiba-PR - estudante de jornalismo
Enviado em 8/2/2008 às 12:27:02
Concordo definitivamente que a internacionalização não seria o caminho mais pertinente. Mas não podemos negar que é de extrema importância colocar essas questões em voga para estapear o rosto do brasileiro quanto a um grande e velho problema que vem a assolar não só o nosso país, mas o nosso planeta. Belo trabalho.
Luiz Felipe Rangel , Belo Horizonte-MG - Arquiteto
Enviado em 7/2/2008 às 09:56:55
Engana-se quem acha que a culpa pelo desmatamento é do governo, seja ele municipal, estadual ou federal, de qualquer partido que seja. O avanço do desamatamento segue apenas uma lei, a lei do mercado. Enquanto houver mercado consumindor de madeiras nobres, seja aqui em terras tupiniquins, seja no exterior, está claro que o desmatamento não só da Amazônia, mas também do que resta da Mata Atlântica e outros ecossistemas de nosso país, vai continuar. Da mesma forma, a elevação do preço da soja no mercado mundial alavanca o avanço dos latifúndios sobre o solo pobre da Amazônia. Pode-se gastar milhões em projetos de "defesa" da floresta e sustentabilidade, não vai adiantar de nada enquanto o lucro oriundo do desmatamento for maior. Acredito que a solução deve passar pela proibição a nível mundial do consumo de madeira da Amazônia, bem como acabar com a indústria da seca para que a fronteira agrícola dos latifúndios mude de endereço para o Nordeste. Aí sim, restará a esperança de que os projetos de sustentabilidade da floresta vinguem, já que educação ambiental por si só não funciona, o que funciona é provar a todos que pode se ganhar mais com ecologia do que com desmatamento. Enquanto isso, os "bio-piratas" internacionais dirfarçados de ONGs de preservação continuam roubando o que há de mais precioso na floresta: sua biodiversidade. E isso, ninguém vê. Será que a Amazônia é nossa?
Richard Jakubaszko , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 6/2/2008 às 18:04:37
continuando... Ingenuidade do Marcelo Coelho na proposta, ou há algum compromisso não revelável por trás de tudo? A Amazônia, dependendo da premissa que se tome, é um ente em estado de climax, tanto emite como seqüestra CO2. Uma lavora de alface, soja ou de pastagem, seqüestra mais CO2 que a mesma área amazônica. O carbono, na floresta, está estocado na madeira, e somente volta a ser gás se for queimado. Se virar um móvel, cadeira, mesa, fica estocado. Mas as florestas do planeta, inclusive a amazônia, resgatam apenas 20% do CO2, os 80% principais são seqüestrados pelo mar. A Amazônia sustentável só tem chances na diversidade da flora, e em parte da fauna, para uso medicinal, químico, e não na "exploração sustentável" da borracha, da madeira, do turismo, porque é ambiente inóspito à vida humana, calor e umidade em excesso, animais peçonhentos, mosquitos, febre amarela... Internacionalizar a Amazônia? Esta foi a piada do ano, partindo de um brasileiro. É o que mais querem os globalizados e os neoliberais, junto com as ONGs que se dizem ambientalistas, mas estão a serviços de mantenedores inconfessos. Ser ambientalista, invocar o "princípio da precaução", é muito nobre... É praticado por quem nunca foi até lá, e ainda não tem problemas com a fome. Mas vai ter. Só resta uma alternativa: dar um freio no crescimento populacional. Mas isso é cutucar um dogma milenar...
Richard Jakubaszko , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 6/2/2008 às 16:18:43
Eugênio, parabéns pela sua análise sobre a ilustração do artigo. Ponto. O resto é uma lástima. Se o que move o discurso é um ato essencialmente cultural, estamos fritos, porque a emoção tomou conta de tudo, na imprensa em especial. Considere que hoje os maiores desflorestadores da Amazônia são os madeireiros, mineradores e os Sem Terra, estes aquinhoados com áreas pela INCRA, MDA e MST. Queimam, desmatam até 50% do permitido da área no 1º ano, e plantam. Esgotam a terra, que é pobre. No segundo ano desmatam o restante e plantam de novo. No 3º ano, sem dinheiro, vendem a terra cheia de tocos para pecuaristas, que plantam pasto. Não dá para fazer agricultura mecanizada nessa área de tocos, só depois de 10 ou 15 anos. Assim o Brasil vai comendo a Amazônia pelas bordas. E isso vai continuar: há falta de comida no mundo, somos 6,3 bilhões de pessoas, e vamos para 9,5 bilhões daqui a 30 anos. Não há terras para agricultura no mundo. Onde tem terra (Austrália, África, China, Índia) não tem água, o Brasil, assim, é privilegiado. Prova disso são os preços das commodities explodindo em tempo de paz, mesmo com recordes de produção. Dessa forma, plantar na Amazônia será uma necessidade incoercível. O que coloca a tal da "sustentabilidade" da Amazônia no plano desiderativo. Pior de tudo é o Marcelo Coelho disponibilizar a Amazônia para a tal da internacionalização...
Fernando Schweitzer de Oliveira , Florianópolis-SC - Desempregado
Enviado em 6/2/2008 às 07:57:17
Mas o que fazer se o povo ao encontrar um raro nacionalista ri e o chama de babaca?
J. Batista , guarulhos-SP - func publ
Enviado em 5/2/2008 às 11:01:41
Brasil, vagas para legisladores competentes Nações coloniais, visando perpetuarem suas influencias e satisfazerem seus interesses a qualquer custo, dividiram o mundo. Agora atendendo a interesses de grupos internacionais, estão dividindo o Brasil, em reservas indígenas, quilombos, depois em terras para os diversos grupos de imigrantes que adotaram o Brasil para viverem e seus filhos. Quando se discrimina o povo, se pratica um crime contra a formação de uma grande Nação.A Constituição Brasileira não é respeitada, sendo manipulada de acordo com interresses de uma minoria, tornando legal muita coisa imoral.O Brasil sendo uma Republica Federativa, não se pode dividir o território ou tornar alguns brasileiros privilegiados e de acesso as riquezas do solo em prejuízo dos outros nacionais. Qualquer lei que contraria a moral, os bons costumes e unidade nacional, contraria a Carta Magna, uma afronta a Nação. Todos que nasceram no Brasil ou o adotaram como Pátria, devem ser respeitados e lhes dado oportunidades de igualdades de condições de estudos, trabalho, saúde, segurança, possibilitando que cada um dê melhor de si para progresso pessoal e da Nação Brasileira. A ética, a moral e o patriotismo são os pilares na formação de uma Nação forte e respeitável internamente e internacionalmente.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 5/2/2008 às 01:04:57
Tenho 46 anos e desde criança ouço a mesma cantilena: a Amazonia está se acabando. Usando o mesmo bordão do filme Tropa de Elite, a Amazonia NUNCA SERÁ a floresta de nossos sonhos, preservada e conservada. É, sim, a galinha dos ovos de ouro do sistema capitalista. E da mesma forma que na fábula, estão matando a galinha. Se alguém se dispuser a ler a história dos maias, saberá qual deve ser o nosso fim.
Ivan Bispo , cristalina-GO - gestor ambiental
Enviado em 4/2/2008 às 20:08:39
E se trocarmos floresta por água? Aí sim, começaremos a discutir nosso futuro de país rico ou pobre... zeloso ou descuidado.
Jorge Cortás Sader Filho , Niterói-RJ - advogado/jornalista
Enviado em 4/2/2008 às 18:59:56
Muitas vezes a barbaridade cometida contra o meio ambiente, como é o caso da exploração criminosa da floresta amazônica, sente-se que este crime não pode ficar só na simples pena punitiva da liberdade. Os bens auferidos com o produto do crime devem voltar aos cofres dos Estados furtados. Este crime atinge todos nós. Uma ávore de jacarandá leva cem anos para atingir seu crescimento. É nestas horas que pensamos nos métodos usados por regimes mais severos... Um absurdo, mas uma realidade.
José  Gonçalves de Sá Neto , Cáceres-Mt - contador
Enviado em 4/2/2008 às 14:23:08
A Amazonia e nossa e é assim que temos que dizer, há interesses internacionais, há, porém a Amazonia é nossa, se querem ela intacta temos que cobra um preço alto para reverte-lo ao povo brasileiro, tão espoliado por governos e mais governos. A culpa da derrubada é uma só do governo estadual em pequena parte e em sua maioria do governo federal que detem 70% das terras, como terra da união, e os politicos sabem porque toda essa terra está lá, sendo tomada aos poucos, levantem as matriculas dessas terras e vejam quem está por tras disso. Porém a Amazonia é nossa no papel, precisamos tomar posse dela e fazer um levantamento de quem está lá nessa terra de ninguém, como dizem, porém não é bem isso. Atenciosamente.
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