ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 474 - 26/2/2008
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MÍDIA vs. PM
O "Galinho" cantou nos jornais

Por Vânia Ferreira em 26/2/2008

Polícia Militar do Distrito Federal é julgada por especulações, antes do resultado do inquérito policial, pela mídia e autoridades devido à ação do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) no descontrole de foliões que faziam parte do bloco de carnaval "Galinho da Madrugada", nas quadras 203/204 sul, em Brasília.

Os jornais extrapolaram suas funções de servir a sociedade e assumiram, de maneira extravasada, um papel ativo na defesa dos participantes do bloco, que é composto por parte de jornalistas. A cobertura desse episódio pela imprensa do Distrito Federal se reflete na desvirtualização de sua finalidade. O papel de ser guardião da ética pública serve para alertar a sociedade, e não impor opinião.

O enfrentamento entre homens da unidade da PM especializada em crises e rebeliões e alguns carnavalescos estourou por volta das 20h de segunda-feira, pouco depois que o bloco seguiu para o Gran Folia, na Esplanada dos Ministérios.

"Osso duro de roer"

A polícia usou spray de pimenta, bombas de efeito moral e deu tiros de bala de borracha para dispersar foliões que permaneciam na rua e agrediam os policiais com garrafas, pedras e chutes.

Assim que a bagunça estava em ordem, o coronel Nelson Souza, coordenador-geral da "Operação Carnaval", o tenente Cláudio Santos, responsável pelo grupo do Bope que agiu nas quadras, e o tenente da PM André Cirolini foram convocados pela deputada Érika Kokay (PT) para prestar esclarecimentos. Os três trabalharam na ação de desobstrução da área comercial que serve de concentração para o bloco e foram afastados sumariamente pelo governador em exercício, Alírio Neto. Além dos policiais, a deputada quer ouvir também o administrador de Brasília, Ricardo Pires, que teria telefonado para a polícia pedindo ajuda para acabar com a concentração de foliões na quadra.

Após retornar de Washington (EUA), onde estava durante o carnaval, o governador José Roberto Arruda diz que o BOPE só pode ser chamado em caso de absoluta desordem pública, o que não era o caso. "O policial deve estar preparado para lidar com esse tipo de situação", diz Arruda.

O governador insiste em descobrir o responsável por chamar o BOPE. Talvez, antes do filme Tropa de Elite, "osso duro de roer, pega um pega geral e também vai pegar você", ele insistiria em descobrir se atos foram cometidos indevidamente.

Preconceitos e julgamento racional

O Conselho Comunitário da Asa Sul afirma que o PM deve estar preparado para garantir a ordem pública. "É inconcebível que policiais cidadãos e pais de família, como muitos de nós, devam apanhar calados; tenham os veículos oficiais danificados; sejam afrontados e ameaçados com pedradas e garrafadas por foliões alcoolizados e drogados, e sejam esbofeteados, comenta Heliete Bastos, presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul.

"Com prudência e responsabilidade, através das técnicas de negociação aplicadas na corporação, o oficial responsável fez várias tentativas frustradas de negociação com os organizadores do evento. Mesmo assim, foi cercado e agredido por foliões. Ao chegar ao local, a tropa especializada também foi recebida com garrafas de cervejas, paus e pedras, não possibilitando outro recurso que não fosse a utilização de meios não letais para contenção da desordem", comenta major Lima Filho Presidente da Associação dos Oficiais da PMDF.

Até o momento, apenas o secretário de Segurança Pública, general Cândido Vargas de Freire, age com neutralidade. "Não farei nenhum pré-julgamento. O que fará isso é o inquérito policial militar", revela o secretário.

Não houve apuração dos fatos. Jornalistas ouviram foliões raivosos e formaram suas próprias conclusões.

Poucas vezes vi tamanha pretensão da mídia em definir que a PM agiu excessivamente. A mídia reproduz preconceitos e ainda ignora a capacidade do leitor de fazer seu próprio julgamento racional sobre a ação da PM e dos foliões.

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Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 26/2/2008 às 18:17:43
"coronel Nelson Souza(...), o tenente Cláudio Santos(...), e o tenente da PM André Cirolini foram convocados pela deputada Érika Kokay (PT)(...) e foram afastados sumariamente pelo governador em exercício, Alírio Neto": mas de acordo com a imprensa de Brasilia, nao foi alguem chamado nao-sei-quem Arruda que chamou o Bope? Provavel Que Seja Alguem Muito Importante --Importantissimo-- porque se existe na historia de Brasilia um historico de cidadao comum chamando Bope pra dispersar festa de rua talvez a populacao de la -que inclui familia minha- deveria saber mais. Se um cidadao comum chamasse o Swat ou FBI pra resolver um problema assim nos EUA ia ser um piti muito caro pra todos os envolvidos! Porque nao aconteceu em Brasilia? Nesse meio tempo, foram despedidos 3 sargentos pra cobrir Arruda, O Importante, ou pra manter o nome dele -a saber, Arruda- fora do jornal?
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