ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 474 - 9/2/2010
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OI NA TV
Processos da Igreja Universal
reforçam defesa do Estado laico

Por Lília Diniz em 27/2/2008

A avalanche de processos que fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) está movendo contra jornais foi o tema do Observatório da Imprensa transmitido terça-feira (26/02), ao vivo, pela TV Brasil. A campeã de processos é a repórter especial da Folha de S.Paulo, Elvira Lobato, que contabiliza mais de 60 ações por conta de uma reportagem publicada no final do ano passado na qual detalha o império empresarial que a Iurd construiu ao longo de 30 anos.

Os jornais Extra, do Rio de Janeiro, e A Tarde, de Salvador, também estão sendo alvo de processos. No caso do jornal baiano, os fiéis alegam que se sentiram ofendidos por uma reportagem sobre a destruição de imagens sacras por um crente. Já a ação movida contra o Extra é relacionada a uma matéria que conta a história de uma fiel que doou um carro à igreja em troca de um milagre.

O programa contou com a presença de Elvira Lobato no estúdio do Rio de Janeiro. Em São Paulo, participou o jornalista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Eugênio Bucci e, em Brasília, o advogado João G. Piquet Carneiro. No editorial que precede o debate ao vivo, Alberto Dines comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 21/02, de revogar parte da Lei de Imprensa. O assunto será debatido no próximo programa, com a presença do deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), autor do pedido de liminar que levou à suspensão.

A respeito dos processos da igreja contra a imprensa, o jornalista disse que "ao orquestrar esta litigância de má-fé, para usar a expressão jurídica apropriada, a Igreja Universal prestou inestimável ajuda a todos aqueles que defendem o princípio democrático do estado secular e da mídia secular."

Dines frisou que a concessão de um canal ou rádio não deve ser colocada a serviço de uma religião. "A questão da secularidade está indissoluvelmente ligada ao estado de direito. O bispo Edir Macedo construiu um império midiático que agora revela-se permeado de irregularidades, mas esqueceu que o calvinismo autoritário foi derrotado no século16 por um correligionário chamado Sebastião Castellio, defensor do humanismo e da tolerância", disse.

A orquestração da igreja

A reportagem exibida no programa ouviu a opinião de Taís Gasparian, advogada de Elvira Lobato e da Folha de S.Paulo. A advogada afirma que nos mais de quinze anos que atua na área de imprensa nunca viu uma "orquestração tão bem organizada". Gasparian explicou que o grande número de ações, algumas delas movidas em locais distantes dos grandes centros urbanos, tornou o acesso à defesa difícil. Ranulfo Bocayuva, diretor de jornalismo do grupo A Tarde, contou que o objetivo da reportagem foi revelar o fanatismo do fiel que invadiu a igreja para destruir a imagem e ressaltou que o rapaz, na delegacia, confirmou que pertencia à Iurd.

Para Bruno Thys, diretor da Unidade Jornais Populares do Infoglobo, o que está ocorrendo pode ser classificado como assédio judicial. O jornalista acredita que a intenção é intimidar e cercear o direito à informação. "Liberdade de expressão é um dos pilares de uma sociedade aberta, livre e democrática". O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, acredita que os processos constituem uma agressão ao exercício da liberdade de imprensa que a Constituição Federal assegura com plena abrangência.

De Londres, em entrevista gravada por internet, o jornalista Sílio Boccanera analisou a onda de processos. Boccanera explicou que no Reino Unido não é possível um grupo religioso fundar um grande império de comunicação porque o órgão regulador do setor impede. O jornalista observa que algumas instituições brasileiras parecem sofrer de "paranóia diante de crítica da imprensa", como grupos religiosos, e que a falta de transparência de certas organizações estimula o trabalho investigativo da mídia. Para ele, o papel da imprensa é fiscalizar o governo e os poderosos, não só na política, como em todos os setores da sociedade.

A difícil tarefa de cobrir concessões no Brasil

No debate ao vivo, Elvira Lobato contou que desde 1994 desenvolve um mapeamento sistemático dos meios de comunicação no Brasil. Desta data até 2003, as informações sobre os acionistas de rádio e televisão eram sigilosas, ficando somente no âmbito do governo, e este fato a levou a estudar o tema. Lobato contou que mesmo quando as informações foram liberadas, o trabalho de investigação continuou árduo porque muitas vezes as emissoras estão em nome de familiares e outras pessoas próximas aos detentores das concessões, como bispos e pastores, no caso das igrejas. Além disso, muitos dados estariam defasados.

O primeiro mapeamento realizado pela jornalista estudou as famílias que detém o maior número de concessões. Em seguida, e jornalista se dedicou a apurar as concessões para políticos, pois "grande parte das concessões foram dadas no governo Sarney como moeda de troca para a aprovação do quinto ano de mandato dele". O terceiro foco foram as igrejas. A jornalista lembrou que já havia realizado este tipo de estudo com as igrejas católica e evangélica mais de uma vez. Elvira Lobato também investigou o processo de concessão das TVs educativas onde, por muito tempo, foi usado o critério político na escolha de quem receberia as concessões.

Para chegar aos números publicados na matéria que gerou a polêmica – que apontam a Iurd como proprietária de 23 canais de tv e 40 emissoras de rádio - a jornalista precisou consultar juntas comercias, diversos cartórios e o sistema de informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A repórter especial da Folha afirmou que em todas as vezes que escreveu sobre a Iurd, o enfoque foram os meios de comunicação e não a religião em si. O último trabalho se estendeu a outras empresas do grupo porque a igreja estava completando 30 anos. A reportagem tinha o formato de "raio-x e não de denúncia".

Eugênio Bucci avaliou que os processos da Iurd contra a jornalista foram "um ataque a um símbolo da profissão e contra todos nós." Para ele, existe o risco de que a avalanche de ações impossibilite a acusada de comparecer às audiências. Na visão do jornalista, o objetivo de tantas ações seria tumultuar o processo e não fazer justiça. Uma das lições do episódio seria necessidade de um debate maduro sobre a legislação sobre imprensa para repelir iniciativas deste tipo.

Acesso à justiça x liberdade de imprensa

Os direitos constitucionais de acesso à justiça e de liberdade de imprensa são, para João G. Piquet Carneiro, harmonizáveis, e não contraditórios. O advogado acredita que a simultaneidade dos processos teve o intuito de impedir a defesa adequada e que não foi uma boa estratégia: "Não inibe a imprensa e causa repúdio na opinião pública". Para ele, os fiéis que entraram com a ação não tinham esse direito porque não eram o alvo da reportagem.

Elvira Lobato criticou a edição da matéria exibida no programa Domingo Espetacular, veiculado pela Rede Record no dia 17/02, sobre os processos. A jornalista afirmou que a maneira como a reportagem foi editada a feriu. "Me trataram como se eu fosse um bandido", avaliou. Lobato acredita que foi ética em seu trabalho para a Folha por não ter entrado no mérito da religiosidade e por ter procurado a Iurd para oferecer ao leitor a visão da igreja. Já a igreja teria instigado os fiéis contra ela, que chegou a temer agressão física.

A falta de regulação definida para o setor de comunicações no Brasil foi levantada por Eugênio Bucci. A preocupante associação de partidos políticos, com grupos religiosos e meios de comunicação em instituições únicas seria um círculo que a legislação permite que aconteça. O jornalista avaliou que faltam transparência e fiscalização no setor. Para João G. Piquet Carneiro, o sistema de fiscalização está obsoleto.

Elvira Lobato afirmou que vai continuar escrevendo reportagens com esse teor porque tem absoluta certeza de que não é guiada por nenhuma ideologia e não discrimina nenhum grupo religioso. A jornalista acredita que o assustador volume de ações não pode mudar o trabalho do repórter. "Eu me norteio simplesmente por uma busca que eu empreendi há mais de trinta anos, que é uma busca pela verdade", afirmou a jornalista.

O Observatório da Imprensa é transmitido ao vivo, pela internet, no site da TV Brasil: www.tvbrasil.org.br . Um compacto com os melhores momentos do programa estará disponível no link www.tvbrasil.org.br/observatorio na quinta-feira pela manhã.

Perfil dos convidados

Eugênio Bucci, jornalista, é doutor em Ciências da Comunicação USP, onde é professor do Instituto de Estudos Avançados. Faz parte do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta. Foi presidente da Radiobrás.

Elvira Lobato é repórter especial da Folha de S. Paulo. Formada em Jornalismo pela UFRJ, tem 29 anos de profissão. Trabalha na Folha desde 1984. É especialista na área de comunicação e radiodifusão.

João Geraldo Piquet Carneiro, advogado, e presidente do Instituto Helio Beltrão. É sócio do escritório Veirano e Piquet Advogados em Brasília. Foi secretário executivo do Programa Nacional de Desburocratização e presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

***

A Igreja Universal e a liberdade de expressão

Alberto Dines # editorial do programa Observatório da Imprensa na TV nº 450, no ar em 26/02/2008

A liberdade de expressão está na ordem do dia e o conceito de imprensa livre foi definitivamente consagrado na quinta-feira (21/2), quando o Supremo Tribunal Federal acolheu o pedido de liminar apresentado pelo deputado Miro Teixeira suspendendo parte da funesta Lei de Imprensa, promulgada pela ditadura, em 1967. Foi uma decisão simbólica, mas a história é um conjunto de símbolos e a Lei de Imprensa sempre encarnou o lixo autoritário que sobreviveu à ditadura. Voltaremos ao assunto.

A reação da Igreja Universal à reportagem da jornalista Elvira Lobato entrou para a pauta internacional e vai certamente incorporar-se à história do jornalismo brasileiro. Ao longo destes 200 anos de imprensa são freqüentes os episódios de censura, alguns com décadas de duração.

Jamais tivemos um processo de intimidação tão evidente e tão grosseiro. Até hoje à tarde já haviam dado entrada na Justiça, nos quatro cantos do país, sessenta, repito, sessenta processos contra a Folha de S. Paulo, sem contar aqueles dirigidos contra os jornais Extra, do Rio de Janeiro e A Tarde, de Salvador, movidos por crentes da Igreja Universal.

A matéria de Elvira Lobato falava em religião, discutia teologia? A repórter Elvira Lobato já participou deste Observatório uma dúzia de vezes, sempre na qualidade de especialista na área de comunicação, telecomunicação, concessões de rádio, TV e mídia eletrônica.

Ao orquestrar esta litigância de má-fé, para usar a expressão jurídica apropriada, a Igreja Universal prestou inestimável ajuda a todos aqueles que defendem o princípio democrático do estado secular e da mídia secular. Uma concessão pública de comunicação não pode ser colocada a serviço de uma religião. A questão da secularidade está indissoluvelmente ligada ao estado de direito. O bispo Edir Macedo construiu um império midiático que agora revela-se permeado de irregularidades, mas esqueceu que o calvinismo autoritário foi derrotado no século 16 por um correligionário chamado Sebastião Castellio, defensor do humanismo e da tolerância.

Comentários (35)
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adolfo  krauniski , bertioga-SP - publicitário
Enviado em 18/12/2008 às 20:56:32
Cara Jornalista, Quero crer que há uma forma de defesa. Todas as igrejas evangélicas são pessoas jurídicas sem fins lucrativos. Fato que as obrigam a prestar anualmente uma contabilidade exemplar. E, minha cara amiga: duvido que as mesmas declarem o que captam de seus fiéis que sob o pretesto de serem prosperos e conquistarem o reino dos céus, pagam religiosamente seus dízimos. Aliás, precisariam o governo acabar com este tipo de meio ilicito de arrecadação. Basta fazer um estatuto. Caso a jornalista queira enriquecer rapidamente, monte uma igreja. E conte comigo! Tamb´m quero participar dos lucros e quem sabe não iniciar um impérios como a do Edir e outros. Um abraço!
antonio carlos bicudo , campos dos goytacazs-RJ - advogado
Enviado em 11/4/2008 às 21:56:13
Tive acesso a 02 (dois) destes processos e fico feliz de terem sido rejeitados pelo Poder Judiciário, inclusive o de Conceição de Macabu (RJ), onde em decisão inédita, um Juiz do Juizado Especial Cível (conhecido como de pequenas causas) abriu os olhos da Justiça e aplicou multa pela litigância de má-fé operada pelo Autor, um pastor da Universal, numa cidade onde nem ao menos circula a Folha de São Paulo e o conteúdo do site é restrito. Parabéns Elvira. Que Deus continue iluminando seu caminho e suas idéias. Não desista nunca!!!
Paulo  Roberto , Botucatu-SP - Ferroviario
Enviado em 23/3/2008 às 07:46:09
Concordo com a matéria de Elvira Lobato, e acredito que quem deve mover ações são as religiões afro brasileiras contra a igreja universal pois são visivelmente criticadas nos programas da emissora de Edir Macedo (ex pai de santo)
Sidnei Brito , São Paulo-SP - Servidor Público
Enviado em 2/3/2008 às 12:44:57
Se a liberdade de imprensa for encarada como normalmente se deseja, ou seja, sem nenhum freio, sem o direito do contraditório e sem o direito à busca de salvaguarda jurisdicional, a jornalista Elvira Lobato e tantos outros precisam se acostumar a assistir a mais reportagens pesadas como as exibidas pela Record, ora bolas! Então quer dizer que a "Folha" em direito à liberdade de expressão, mas a "Record" não?
Marta Santos , Guarulhos-SP - corretora
Enviado em 1/3/2008 às 11:06:42
Hoje eu acordei meio "irritadiça" e ler muitos destes comentários não me ajudou muito..rs. Francamente, tentar defender um suposto "direito de liberdade de expressão" de uma Organização [ ] como a "Igreja" Universal do Reino de Deus, comandada pelo Infame [ ] Edir Macedo é o fim da picada!!!!!!!
JOSE VALMIR  ANDRADE , ADUSTINA-BA - PROFESSOR
Enviado em 29/2/2008 às 18:34:40
Quando o Estado de Direito ainda nao estava implememntado, a Igreja católica impos a santa inquisicao. Nos Paises onde o Estado é pusilanime, a guerra religioso é ordem do dia; quando um grupo de fnaticos como é o caso da IURD se apossa de uma fatia da midia e do poder politico, o risco é grande.
Fábio Gomieiro , Guarulhos-SP - administrador de empresas
Enviado em 29/2/2008 às 16:41:29
Palavras da reporter: "eu me norteei simplesmente por uma busca que empreendi há mais de trinta anos, que é uma busca pela verdade". Pergunto: 1-) e outra confissões religiosas que possuem emissoras de rádio e televisão, utilizando-as para divulgação de suas doutrinas e solicitação de contribuições? 2-) e os canais públicos que transmitem cerimônias religiosas da Igreja Católica? 3-) e a proximidade incetuosa (simbiose?) da administração pública com a Igreja Católica? 4-) qual o real motivo da campanha sistemática contra a IURD? Para ser coerente a reporter poderia "buscar pela verdade" investigando e expondo esses fatos. Esclareço: I-) não tenho nenhuma ligação com a IURD; II-) sou católico; III-) imagino viver em um estado laico (ou o significado da palavra "laico" mudou?).
Claudio Bacelar , Belem-PA - e
Enviado em 29/2/2008 às 11:58:10
Faço minhas as palavras do estudante Eduardo Goulart. Ele foi preciso na sua avaliação. Enquanto existir esse patrulhamento ideológico, de parte a parte, nada poderá ser discutido com argumentos lógicos e a desqualificação da parte contrária será a arma usada, em prejuízo da inteligência.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 29/2/2008 às 10:32:51
Isso é que é pano pra manga...
marcos roberto  azevedo , GOIOERE-PR - DIAGRAMADOR
Enviado em 28/2/2008 às 21:37:43
Materia foi fala que "acha que os dizimos da IURD era lavados em paraiso fiscais" (ela acha ou tem certeza) porque se tem certeza então mostrado com documentos. Todos pagamos impostos para ter direitos correto, porque não entrar na Justiça contra quem for, se nos sentimos ofendidos caluniados etc. SO PARA TERMINAR TEM QUE PARAR COM O PRECONCEITO NÃO SÓ O RACIAL, MAS TAMBÉM O RELIGIOSO. POR QUE A REDE GLOBO É CATOLICA E DESCRIMINA AS OUTRAS RELIGIÕES COMO AS EVANGELICAS MESMO. SO PORQUE AS REDE RECORD É DA IURD TÃO FAZENDO ISTO. Imprensa Brasileira é muito autoritária e gosta de impor suas opiniões à população, é só observar a repercussão dessa ações da IURD, sendo taxadas cabalmente de litigância de má-fé, ora cabe a Justiça determinar se é ou não litigância de má-fé e determinar as sanções cabíveis ao caso.
alfredo sternheim , são paulo-SP - jornalista/cineasta
Enviado em 28/2/2008 às 17:23:21
Certo que emissoras de TV, por serem concessões do estado, não podem e nem devem oferecer proselitismo religioso de qualquer credo e espécie. Mas, há anos, não é o que se vê nas TVs do Brasil. Essa reação indignada a onda de procesos contra a jornalista Elvira e outros é justa, mas inferior em casos similares como o que apontei. A própria TV Cultura - que transmitiu o programa do Observatório da Imprensa - sustentada pelo povo do estado de São Paulo esquece de ser laica (será que esquece?) e transmite gasta um bom dinheiro nosso transmitindo a missa dominical da Basília de Aparecida. Se a emissora quer ser objetiva tinha que transmitir o shabatt, as celebrações budistas, islâmicas, etc... Porém, nesse caso, não vejo nenhuma indignação na imprensa escrita. Por quê? Afinal um emprego na Fundação Padre Anchieta (até padre no nome)é tudo de bom para qualquer jornalista . Ela paga altos salários
Pablo  Vilarnovo , Rio de Janeiro-RJ - Securitário
Enviado em 28/2/2008 às 14:41:51
Eu pergunto: porque existem concessões? Porque não acabam com isso? Porque o Estado deve ter o poder de decidir quem abre ou não um canal de TV, rádio e etc? Porque no mundo de hoje existem pouquíssimos canais abertos? Querem uma mídia democrática? A solução não é regular mais, é regular menos. Basta alguns dispositivos contra monopólio e pronto. Quem quer ter um canal religioso que tenha, quem quer ter um canal só de carros que tenha. Assite quem quiser assistir. Ninguém é obrigado. Isso é democracia.
Eduardo Goulart , Niteroi-RJ - Estudante
Enviado em 28/2/2008 às 12:55:31
Acho que assim como a IURD usou de má fé as suas "ovelhinhas", tem muita gente aqui fazendo o mesmo utilizando os comentários. Não que seja proibido expressar suas opiniões, isso é ótimo, mas o que eu vejo sistematicamente aqui no OI é uma oposição ao trabalho da imprensa antes de tudo. Críticas a alguns jornais e tvs tudo bem, isso é normal em qualquer democracia, mas a todos ? Muitas vezes nem o OI escapa, quando os artigos não agradam aos "patrulheiros ideológicos" que lotearam esses espaços de comentários. Porque na verdade, mesmo que existisse uma imprensa totalmente isenta nesse país, esta não interessaria a estes. Só o que importaria, na verdade, seria um jornalismo voltado aos seus interesses ideológicos.
Luiz Lage , BH-MG - estudante
Enviado em 28/2/2008 às 10:42:58
A Imprensa Brasileira é muito autoritária e gosta de impor suas opiniões à população, é só observar a repercussão dessa ações da IURD, sendo taxadas cabalmente de litigância de má-fé, ora cabe a Justiça determinar se é ou não litigância de má-fé e determinar as sanções cabíveis ao caso. Nesse artigo consta uma opinião da advogada de Elvira Lobato, mas onde está a opinião de um advogado da IURD? Achava que o OI era mais isento.
AndréMartins , Bauru-SP - Engenheiro
Enviado em 28/2/2008 às 08:16:37

Reitero aos responsáveis pelo OI a pergunta do Fábio José de Mello , Descalvado-SP - Jornalista Por que não havia nenhum representante da Record?

Nota do OI: Procuradas desde quinta-feira (21/2), as assessorias de imprensa da IURD e da Rede Record mantiveram, até às 17h de terça (26/2), a mesma posição: a igreja e a emissora não haviam tomado uma decisão sobre o convite do Observatório da Imprensa. Tradução: o convite foi recusado. (L.E.)

Nelson  Barbosa , São Paulo-SP - professor
Enviado em 28/2/2008 às 06:32:56
O assédio e o desrespeito ao Estado Laico por entidades religiosas que temos visto ultimamente não pode ser uma mera coincidência, lembremos o caso da "pílula" e agora essas investidas da Iurd. Em SP, temos feito muitas denúncias desse assédio, como o caso de um casarão histórico e público dos Campos Elíseos que o ex-governador Alckmin "doou" à entidade católica "Toca de Assis". Além do vergonhoso e precaríssimo assistencialismo ali praticado, a "Toca" transformou o imóvel público em mosteiro, usando-o como templo e para a formação de seus quadros vocacionais, e se acha acima da lei para continuar desrespeitando a vigilância sanitária e mesmo as ações da prefeitura que interditou o local. E ainda temos que aturar o padre Lancelotti (sim, o mesmo!) chamando-nos de "higienistas" e "burgueses" por exigirmos do Estado que retome o imóvel e se responsabilize por efetivas ações sociais e de saúde para um real atendimento a moradores de rua, para que não precisem se humilhar por esmolas em troco de sua fé ou religiosidade. A prefeitura tem se empenhado em resolver o caso, mas o governo do Estado, dono do imóvel, continua se fazendo de surdo a essas denúncias, talvez cedendo a pressões de "poderosos" que precisam aliviar a consciência praticando assistencialismo à custa do patrimônio da coletividade. Temos recorrido à imprensa, mas essa parece que anda acuada depois dos últimos fatos.
Juan Carlos Carrio , Rio de Janeiro-RJ - Aposentado
Enviado em 28/2/2008 às 03:05:50
Devo comunicar que não pude assistir o programa com esta matéria pois não recebiaa sinal, ou recebia fragmentado e initeligível. Esse canal antigamente era um dos melhorese hoje sem dúvida o pior. Incompetência técnica ou interferências criminosas? Antigamente a IURD no Estado do Rio agredia os cidadãos com altofalantes potentes que feriam os ouvidos. Hoje tenho que houvir a palavra JESUS de manhã à noite sem ter alternativas a não ser anûncios comercias. Afinal este pais continua sendo laico?
Carlos Lyra , BH-MG - estudante de jornalismo
Enviado em 28/2/2008 às 00:40:54
Qual liberdade de imprensa? Engraçado a liberdade de imprensa só vale para alguns. A matéria da Record também é liberdade de imprensa. Aliás esta imprensa precoceituosa que a mais de 30 anos persegue e discrimina os evangélicos neste país. O que, agora estão com medo, porque alguém se levantou para responder e dizer que chega de ser derepeirado, execrado e humilhado pro esta imprensa dirigida. Vocês falam em liberdade de imprensa, porém eu não vejo a mesma cobertura livre desta imprensa quando se trata de evangélicos. Aliás ela mente o tempo inteiro, e não retrata a realidade dos fatos. É por isso que tem crescido o número de evangélicos neste país, pois quando eles chegam em nossas igrejas, são párias para a sociedade, nós os recuperamos e entregamos homens e mulheres dignas de volta. E isso faz a diferença para as pessoas que nos conheciam antes, elas também querem ser transformadas e ter a mesmo brilho que veêm em nós. Agora aqueles que pensam que somos incautos e pobres coitados sendo enganados, é porque não conhecem os evangélicos, apenas emitem o conceito desta imprensa facista que nos persegue com tanto ódio. Porém aplaudem o carnaval com muitas páginas. carnaval este que patrocina o tráfico de drogas e a violência. Cadê a Elvira Lobato que não fez matérias mostrando o envolvimento de traficantes e bicheiros com as escolas de samba? E o dinheiro gasto no carnaval?
carlos  antonio , são josé -SP - funcionário público
Enviado em 27/2/2008 às 23:08:47
A IURD entrou com as ações orquestradas mas não há uma linha que DESMINTA A REPORTAGEM DE ELVIRA LOBATO. Minhas homenagens à corajosa jornalista. Não esmoreça. Fico pasmo de ver quantas pessoas vêm aqui defender a tal igreja e sua manipulação dos fiéis SÓ PORQUE ELA TEM SERVIDO DE SUPORTE AO GOVERNO (E PARTIDO) NO PODER. PARTIDO QUE A TAL IGREJA SEMPRE REPUDIOU, VIOLENTAMENTE. Acorda, pessoal.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 18:33:12
"a respeito da avalanche de processos que fiéis da Iurd move contra os jornais": "avalanche de processos de fieis" foi O QUE SARNEY FEZ NO AMAPA. Aonde estava Elvira entao? E aonde estava a Record, aonde estavam a Globo que pertence a Sarney no Amapa e as outras Globos? AONDE ESTAVA O JUDICIARIO?
nina aires , joão pessoa-PB - func. pública
Enviado em 27/2/2008 às 18:23:47
Quero ver como vai ficar o judiciário, já empanturrado de tantos processos acumulados, se cada cidadão “ofendido” com o que a imprensa diz propuser uma ação no estilo IURD. Ora direis: “Problema do judiciário. O sistema que modifique as leis processuais e contrate mais serventuários para movimentar os processos e juízes e promotores para atuar neles”. Digamos que se mude o sistema para melhor e tenhamos tudo isso para agilizar os processos. Com certeza não darão conta da demanda, pois a sede de justiça é insaciável. Mas, pensando bem: não se mudará o sistema para melhor, pois, se o sistema fosse mudado para tanto, nem haveria igrejas do tipo IURD e assemelhados.
Bruno Ferrari , bRASILIA-DF - estudanteQ
Enviado em 27/2/2008 às 17:34:09
Matar? É ruim mas pode. Roubar, crime, mas vá lá. Estuprar? Falta de respeito mas acontece. Atacar a liberdade de imprensa? Aí não, a imprensa é responsável por tudo de bom no país! Como alguém ousa ir contra a imprensa? Lógico que a Universal é uma desgraça para o país e para seus fiéis, Edir Macedo é o [ ], mas a Folha é o que? E falar de concessão para da Record para a Universal pode, falar das concessões da Globo dadas pelos milicos não pode. Vai ser parcial assim na casa do chapéu.
Fábio Joséde Mello , Descalvado-SP - Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 17:12:58

Por que não havia nenhum representante da Record?

Nota do OI: Procuradas desde quinta-feira (21/2), as assessorias de imprensa da IURD e da Rede Record mantiveram, até às 17h de terça (26/2), a mesma posição: a igreja e a emissora não haviam tomado uma decisão sobre o convite do Observatório da Imprensa. Tradução: o convite foi recusado. (L.E.)

Luiz Carlos Bernardo , Campinas-SP - advogado
Enviado em 27/2/2008 às 16:12:11
Considerando-se que já comentei idêntica matéria em outro blog, ouso apenas dizer o seguinte: não sei quem erra mais se é a própria IURD, que manipula a boa-fé de seus fiéis incautos (missão nada evangélica), ou os ideólogos de plantão que se arvoram em defendê-la deturpando os fatos em seus comentários esdrúxulos e grotescos, tudo para atingir a "mídia golpista". A volta do tempo jurássico e as incongruências que atingem o cristianismo não combinam com as idéias progressistas. Quem sabe ler um pingo é letra.
Jon Vas de Souza , Rio de Janeiro-RJ - Autônomo
Enviado em 27/2/2008 às 15:49:52
Me considero um Livre Cidadão e adoto a pesquisa do "funciona ou não? É ou não é bom?...". Independente de Religião/Crença/Ateísmo, Grupos/Elites e/ou Partidos Políticos, penso que o Meu Direito termina onde começa o do Próximo. Dito isto, o que tenho observado, por experiência Própia minha, de familiares e vizinhos, além de reportagens e outras informações diversas, é que essa igreja universal do reino de deus vem crescendo de modo, posso agora concluir, bastante suspeito e vislumbro um futuro de possíveis conflitos de "religião" (tal qual as sangrentas guerras santas, que de santas não têm nada); há que se apurar (inclusive de forma velada e protegendo o anonimato de pessoas que temem ameaças da iurd), também pela mídia, as várias denúncias de pessoas e/ou entidades que já foram ou estão sendo prejudicadas/ameaçadas pela iurd; é só procurar que tem muita coisa suja. Seus, nefastos, métodos de catequização envolvem técnicas psicológicas e de menságens/imágens subliminar; além de som em volume ensurdecedor (que com certeza causam e/ou irão causar graves danos à saúde, principalmente em crianças) que vem causando muitos transtornos àqueles que não pertencem a essa seita e têm que conviver com ela, pois moram próximo de alguma iurd. Fato é que eles, cheguei a esta conclusão, são bastante dissimulados e ladinos, tudo pra eles é o diabo, falam mais em diabo que em DEUS.
Dênia Freitas , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 15:43:52
Parabenizo o programa transmitido ontem (26/02), a respeito da avalanche de processos que fiéis da Iurd move contra os jornais. O programa foi muito esclarecedor. Elvira Lobato tem demonstrado sensatez e equilíbrio neste momento. e Eugênio Bucci contribuiu de maneira significante no debate. Quisera que outras emissoras seguissem o exemplo, atendendo as necessidades de mostrar ao público a real história e as providências que estão sendo tomadas, e não confundir a opinião do público, como a falta de esclarecimentos sobre os fatos traz. Dênia
Ary Nunes , Cotia-SP - vig.
Enviado em 27/2/2008 às 15:41:18
A reporter Elvira Lobato dizem que a reportagem veiculada no Domingo Espetacular a tratou como se fosse um bandido. Mas e a reportagem que ela veiculou na Folha, acusando a igreja sem provas, com bases em meras hipóteses, então é o que? Liberdade de imprensa? Engraçados esses jornalistas que se acham acima do bem e do mal, falando pelos cotovelos, e quando alguem se rebela eles alegam liberdade de imprensa. E quando alguem usa a imprensa para rebater o ataque,alegam que estão sendo tratados como bandidos. Meu total repúdio à reporter Elvira Lobato, e a todos repórteres que, como ela,não medem as consequencias dos seus atos. E olha que nossa imprensa está cheia deles. Em tempo: Não sou evangélico. Sou católico não praticante e desejo justiça para todos, acima de tudo.
Antonio Morais , Belo Horizonte-MG - Vendedor
Enviado em 27/2/2008 às 15:13:21
"Dines frisou que a concessão de um canal ou rádio não deve ser colocada a serviço de uma religião". Mas a rede Globo é Católica e muitas vezes despreza as outras religiões e ninguém fala nada.
José Orair Silva , Belo Horizonte - MG-MG - Bancário
Enviado em 27/2/2008 às 14:05:49
Ok, ok. Já é tempo de o poder judiciário esquecer o formalismo rigoroso e as complexidades processuais que o colocam tão distante da população brasileira, pois somente os ricos têm condições de pagar os caros e bem relacionados advogados que conhecem o caminho das pedras e sempre isentam os seus clientes. A jornalista Elvira Lobato, na minha opinião, tem todo o direito de ver facilitado o seu sagrado direito de defesa respondendo ao processo apenas em uma esfera judicial, preferencialmente no foro de seu domicílio. Tal direito deve ser estendido também ao jornalista Luís Nassif que estaria sendo vítima de inúmeras ações judiciais patrocinadas pelo Departamento Jurídico da revista Veja em nome da revista e de seus empregados. Chegamos à conclusão entretanto de que, no Brasil, o pau que bate no Chico realmente não serve para bater no sensível lombo dos Franciscos. Elvira Lobato criticou a reportagem do programa Domingo Espetacular do dia 17/02, sobre os processos. A jornalista afirmou que a maneira como a reportagem foi editada a feriu. "Me trataram como se eu fosse um bandido", Ora, ora, o que aconteceu com a sensível jornalista no programa da Record já aconteceu com inúmeras pessoas posteriormente declaradas inocentes. A cada episódio, como disse um comentarista aquí no OI, a mídia que sempre ataca aos berros, retrata-se aos sussurros e parte para outra...
André Martins , Bauru-SP - Engenheiro
Enviado em 27/2/2008 às 13:51:39
Toda solidariedade com a Elvira Lobato por ter que enfrentar essa situação. Mas, alguém se lembrou de perguntar à Elvira Lobato se ela estava "testando hipóteses" ao acusar a IURD de lavar dinheiro? A IURDI foi consultada para se explicar? O seu lado foi dado? Essa denúncia foi comprovada? Se não for comprovada, haverá um desmentido? OI significa Observatório da Imprensa ou Observatório da Igreja?
claudia zardo , Uberlândia-MG - indefinida
Enviado em 27/2/2008 às 13:19:23
Eu fiquei grudada na Cultura ontem , mas não vi o programa. Estou perdida com horários e canais. Igualmente, já que era uma espécie de programa de debates, visando imparcialidade, por que ninguém da Record ou da Igreja compareceu ou foi convidado para expor o motivo que os levou a abrir as ações? Eles não aceitaram ou nem foram convidados? Ou o enfoque era mesmo mostrar a " litigância de má-fé", expressão que ,ao final, apesar de ser muito usada pela imprensa, caberá mesmo é ao Judiciário julgar se está representada por meio da lei ou não. Questiono ainda, é realmente justiça que está em jogo ou temos mais outros interesses no jogo?
Abadia Flaeni Araujo do Amorim , São Gonçalo-RJ - academica de enfermagem
Enviado em 26/2/2008 às 23:34:58
Lembrando o epsodio da Santa , da pra ver que a igreja Universal não tem respeito pelo proximo.S.G é um municipio extremamente pobre aqui em Alcantara a igreja é uma aberração pra um municipio que,tem o maior numero de (lepra no país, o maior numero de tuberculosos do Estado) Então acredito eu que a universal usa os pobres sem muita estrução para crescer. E espero que Deus abençoe a jornalista(Euvira Lobato) a resolver essa questão.E que a liberdade de expressão seja mantida.
iara regina fernandes , Rio de janeiro-RJ - Analista de Sistemas
Enviado em 26/2/2008 às 23:32:39
Gostaria que fosse analisada a falência do ensino no Brasil nos últimos 30 anos, e o crescimento do Império da Igreja Universal nestes mesmos 30 anos.
carlos roberto oliveira , samambaia df-DF - estatistico
Enviado em 26/2/2008 às 23:29:39
Toda vez que qualquer, movimento no sentido de informar como, igrejas e poucas familias e alguns parlamentares, se apropriaram dos meios de comunicação, para informar o povo brasileiro que usam, contra o proprio povo para fazer o que o Dines já debeteu neste programa que é só informar o que interessa, ou seja, para o povo mentir, mentir, mentir, mentir!!!!!!!1!. Só tem uma excessão que é a Radioibras, esperiencia que tivemos em entrar contato com este grande brasileiro Eugenio Bucci, que quando foi Presidente da Radiobras, abriu a mesma para a participação do povo. Nós da frente de Entidades Populares,somos pela desregulamentação do sistema facista que os meios de comunicação que previlegia a elite brasileira. a televisão deveria de fato informar e educar o que não faz os meios de comunicação. bom ver Eugenio, com saude e tudo que nós lhe desejamos.
antonio carlos d.gomes , embu-SP - aposentado
Enviado em 26/2/2008 às 23:11:25
Quero manifestar aqui meu total apoio a jornalista Elvira Lobato!!!
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