ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 479 - 9/2/2010
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A IMAGEM FIXA
(que, no entanto, se move)

Estereótipos e conspirações de leitores

Por Eugênio Bucci em 1/4/2008

Yo no creo en conspiración de prensa, pero las conspiraciones de lectores... que las hay, las hay.

A frase acima é uma brincadeira, naturalmente. É uma paráfrase de outra, aquela que fala em brujas etc. Eu a redigi no meu melhor portunhol pensando no nível de desaforo de parte dos e-mails que chegam aos articulistas aqui do Observatório e de outros sites. São raivosos, brutais, bestiais. O pior é que se trata de uma doença generalizada e suprapartidária: da esquerda e da direita, vêm ondas de ataques igualmente deseducados, que nos agridem sem argumentar, ofendem sem pestanejar, xingam em caixa alta. Armam tocaias para jornalistas de todos os matizes, com fúria e desespero. A internet virou um ambiente inóspito, corrosivo, um beco de baixo calão. É desanimador. Às vezes a gente pensa em desistir, e se pergunta: mas então era isso? É assim que era para ser o tal jornalismo da nova era?

Tento inferir de onde viria tal profusão de injúrias e infâmias. Talvez o grande culpado não seja o cinema falado, mas a televisão. Sim, a televisão. Na forma de caricatura, lá vai a explicação da minha hipótese heterodoxa. Penso nas posturas habituais da dupla Beavis e Butt-Head diante da TV. Os dois se batem contra o monitor vomitando impropérios entre arrotos que parecem risadas e risadas que soam como arrotos. Imagino um sujeito grudado no sofá, berrando vulgaridades para a mocinha seminua que dá duro no programa de auditório e que, por certo, não pode escutá-lo. Ele não sabe que a insulta, ou, pior, supõe que a elogia. Em seu delírio, acredita que a rapariga, se o ouvisse, tomaria seu grunhido gutural por galanteio.

A televisão adestrou o sujeito anônimo, diluído na multidão, a falar sozinho entre quatro paredes. Adestrou-o com a promessa de que ele jamais seria visto nem ouvido. Ela o ensinou que seus impulsos primários eram a razão de ser dos meios de comunicação de massa. Ela o converteu para a lógica do entretenimento, segundo a qual todo critério de qualidade repousa sobre as paixões mais baixas, inconfessáveis e anônimas que ele experimenta em seu próprio corpo.

Diante do monitor, esse sujeito foi intimado, durante décadas, a vituperar para ninguém. A televisão o domesticou a persistir na ilusão de sua própria invisibilidade como se ela fosse um manto protetor. Ela o ensinou a gozar na invisibilidade. "Sou invisível diante da atriz", ele comemorava. "Sou inaudível para o apresentador do telejornal." E assim, na presunção suprema do nada que significava, aprendeu a fazer micagens, sonoras ou gestuais, contra o vídeo. Para ele, o termo invisibilidade virou sinônimo de impunidade. Ele se refestelava dentro dela e, ao mesmo tempo, não a suportava – e aqui reside o nó mais complicado. Ele abominava, sem saber, sua própria invisibilidade. Ele a odiava com todas as vísceras.

O ofício cobra pedágio

A minha hipótese heterodoxa tem um quê de anedótica, eu sei, mas as anedotas têm um quê de realidade. Ela flagra o comportamento íntimo da platéia numa sociedade mediada por meios de massa, um padrão de comunicação que mascarava ou descartava sumariamente o comportamento íntimo da platéia. De repente, o que era descartável entrou em cena.

Com a transformação da tela da TV em tela da internet, deu-se um fenômeno estranho. O ser invisível de ontem revelou-se o candidato a tirano da moderníssima interatividade. Vingou-se de sua condição dos tempos do vídeo, a condição de nada. Com a internet, os seres do subterrâneo da democracia, os tais que, com seus gostos deformados pela oferta de sensacionalismo justificavam todas as excrescências do espetáculo, vieram à luz. Que coisa! Eles cospem, esbravejam, ateiam fogo ao diálogo. Eles são contra o pensamento. Querem reduzir o entorno à sua imagem e semelhança: a nada, a restos de nada. Pior: eles se fazem disfarçar de povo, de sua excelência o povo.

Venham da suposta esquerda – contra os latifundiários, por exemplo – ou da direita – contra o MST, por exemplo –, os agressores disfarçados de povo parecem iguais entre si. Ou melhor: são iguais. Inviabilizam o ambiente da comunicação. A internet vai mostrando que o público não é público – é massa, e massa truculenta. Massa antidemocrática, que despreza a dignidade humana, a própria e a dos semelhantes.

Como são mal escritas e vis as aleivosias que chegam para os jornalistas pelo correio eletrônico. Não obstante, como são capazes de ferir. Lembro-me de depoimentos de jornalistas, principalmente mulheres, sobre como as estultices que recebem da internet são capazes de ultrajá-las de fato. O nível desce aos porões do inferno. Há quem seja chamada de prostituta porque opinou contra as pretensões de um político qualquer. É incrível. O ofício do jornalismo, na era das redes interconectadas, passou a cobrar um pedágio de seus praticantes: o pedágio de ser alvo de desaforos diários.

Não venham dizer que faço aqui um queixume elitista: elitista, no limite, é o projeto político dos que agem para silenciar o debate pela intimidação dos seus profissionais. Mais que elitista, totalitário. Elitista, portanto, é quem se põe a serviço desse tipo de agressão.

E o que a imagem tem a ver com isso?

Visto como um vetor de interesses dissimulados, os jornalistas recebem bordoadas de um lado e de outro. São virtualmente – para usar o termo preciso – atropelados por hordas de destemperados fanáticos. Para certa ala de destemperados, tudo o que sai na imprensa é obra do conluio dos "patrões da mídia" para desestabilizar o "governo de esquerda" e promover o retorno glorioso das elites ao poder. Todo jornalista, portanto, não passaria de pau-mandado do patrão.

Claro que há nisso uma dose cavalar de preconceitos múltiplos e combinados: a idéia de que todos os patrões de todos os veículos jornalísticos estão conluiados é um preconceito (há patrões das mais diversas orientações ideológicas, muitos deles competindo entre si); a idéia de que todos se articulam com fins partidários é outro preconceito (a lógica econômica não se confunde com a lógica partidária); a idéia de que são contrários ao governo federal é outro preconceito (muitos ganham dinheiro com esse governo assim como ganhavam no passado; alguns ganham mais).

Para outra ala de destemperados, tudo o que a imprensa publica é produto do lobby sindicalista, ongueiro e comunista para matar as instituições que garantem a livre iniciativa e a liberdade de opinião. Mais preconceitos. Num extremo ou no outro, só há premissas absurdas, que abastecem os franco-atiradores de agressões verbais.

Por obra desses exércitos, as premissas absurdas ganham força. Os preconceitos ganham força. E o que são eles senão imagens distorcidas, imagens fixas e asfixiantes, deturpadas e deturpadoras? Sim, o preconceito é uma imagem, uma imagem que decorre de estereótipos, tal como os definiu o jornalista americano Walter Lippmann (1889-1974), em Public Opinion, publicado em 1922.

Lippmann ensinou que as opiniões que temos sobre isso ou aquilo se assentam como estereótipos – o que não é necessariamente negativo, mas apenas natural. Sem a condensação de sentidos promovida pelo estereótipo, seria impossível organizar o discurso e o entendimento entre as pessoas. As imagens subjetivas, aquelas que cada um traz, como ele diz, "dentro da cabeça", constituem os estereótipos. O repertório de idéias de um sujeito, idéias sobre qualquer coisa, sobre fatos, personagens, países, episódios históricos, constituem um portfólio de estereótipos, originados de todas as fontes possíveis.

"As formas estereotipadas emprestadas ao mundo não procedem apenas da arte, no sentido da pintura, da escultura e da literatura, mas também de nossos códigos morais, das filosofias sociais e das agitações políticas", escreve Lippmann. E continua: "A americanização, por exemplo, pelo menos superficialmente, é a substituição dos estereótipos europeus pelos norte-americanos".

O interessante é que Lippmann supõe uma razoabilidade nos estereótipos. Eles sintetizariam um modo de ver, um julgamento, e seriam essenciais para, digamos, fechar questão em torno de certos temas. Sem estereótipos, nesse sentido, não haveria vida em sociedade. Não haveria opiniões pessoais nem haveria a Opinião Pública, com maiúsculas, como ele mesmo diz: a Opinião Pública resulta de estereótipos compartilhados entre muitos. O estereótipo, enfim, não é um dado negativo, mas um processo mental inevitável. Surgem problemas, porém, quando um estereótipo deixa de ter parte com a razoabilidade. Lippmann não se aprofunda na idéia de preconceito, mas podemos dizer que, desvinculado da experiência comum, da vivência e da razoabilidade, o estereótipo deságua no preconceito – ou na loucura.

É mais ou menos isso, infelizmente, o que temos visto nesses ataques furibundos contra os jornalistas, vindos de um lado e de outro: eles partem de visões estereotipadas, anacronicamente estereotipadas. Em suma, partem de puro preconceito. Quem considera que todo jornalista não passa de um instrumento a serviço do Mal, esteja esse Mal à esquerda ou à direita, não entendeu nada. Não acredita na imprensa, na democracia, na produção de sentido; não acredita em comunicação.

Os agressores da honra de jornalistas têm dentro da cabeça uma imagem deturpada das funções da imprensa. No fundo, são contrários à existência da imprensa independente. Eles moralizam qualquer discordância, qualquer divergência – e condenam moralmente quem pensa com autonomia. Essas hordas prenunciam – e desejam – o obscurantismo.

O recurso do anonimato, outra vez

Temos falado muito de ética da imprensa – e nunca tratamos da ética do leitor. Os jornalistas não podem ofender as pessoas, mas alguns leitores pensam que podem ofender livremente os jornalistas. O mais inacreditável é que parecem pensar assim em nome da ética.

Ora, a ética da imprensa não existe sem a ética do público e a ética dos leitores. Em tempos em que a participação do cidadão incide sobre a própria confecção da notícia – o público deixou de ser apenas "receptor de conteúdos" –, a existência de uma relação respeitosa entre leitores e profissionais dos blogs e sites jornalísticos é requisito básico. Tanto é assim que Bill Kovach e Tom Rosenstiel, na edição revisada e atualizada, lançada no ano passado, de The Elements of Journalism, apontam, no décimo elemento constitutivo do jornalismo, exatamente os direitos e responsabilidades dos cidadãos em relação à imprensa. "Como cidadãos", dizem os autores, "temos a obrigação de buscarmos as notícias com mente aberta, aceitando novos fatos e examinando novos pontos de vista à medida que eles se apresentam." Se os cidadãos não fazem sua parte, a imprensa não se sustenta. A responsabilidade que cabe ao público não é cosmética. É central.

As avalanches de e-mails desaforados e ofensivos não apenas não cumprem essa responsabilidade como acabam por jogá-la no lixo. O nível desce a tal ponto que, às vezes, surge em muita gente a desconfiança de que alguns andam escrevendo para jornalistas escondidos atrás de nomes falsos e de endereços eletrônicos fajutos. Isso, se comprovado, torna o quadro mais preocupante: além de falta de formação democrática, estaríamos falando em má intenção e burla.

Jornais têm o sábio costume de exigir o número do RG para reproduzir uma carta em suas edições. Os sites não fazem a mesma exigência. Deveriam fazer. Se é mesmo verdade que alguns se valem de identidades forjadas para agredir os demais, temos aí uma situação em que o anonimato é construído como rota de fuga da responsabilidade. Outras vezes, fica no ar a impressão de que alguns leitores se articulam para agir em grupo. Haveria, nesse caso, uma ação organizada para simular uma reação natural e espontânea do público. Em lugar da manipulação da edição das notícias, teríamos então uma nova e curiosíssima modalidade de manipulação: a falsificação da reação do público. É uma hipótese, apenas uma hipótese, embora alguns jurem que isso acontece mesmo, todos os dias. De minha parte, não me cabe entrar em especulações, mas pelo que vi e vivi, retomo a frase que inventei para começar este artigo: Yo no creo en conspiración de prensa, pero las conspiraciones de lectores... que las hay, las hay.

Já é tempo de virar o disco. Já é tempo de buscar outro nível de diálogo. Já é tempo de remover do nosso meio o entulho dessas imagens preconceituosas. Uma imprensa ética exige leitores éticos, leitores comprometidos com um pacto de busca da verdade e da qualidade da interlocução. Ou vamos continuar falando sozinhos, todos ao mesmo tempo e em tempo nenhum.

***

Adendo necessário

Eugênio Bucci (incluído às 14h03 de 2/4/2008)

Diante dos vários comentários sobre o meu artigo, quero observar o seguinte:

1. O público – a reunião dos cidadãos em público – é a razão de ser do jornalismo. Já escrevi sobre isso muitas vezes. A existência do cidadão, fonte do poder e dotado do direito à informação, é quem funda o jornalismo, ou seja, só há relato jornalístico se há, também, o público soberano ao qual ele se destina. De modo nenhum, portanto, eu poderia considerar o jornalista mais importante que o leitor. Considero justamente o contrário: o jornalismo é um serviço para o público.

2. No artigo acima não manifesto nenhuma saudade do mundo antigo. Em vez disso, faço uma crítica às relações que os meios de massa firmavam com a platéia, na qual não havia lugar para o receptor ocupar o posto de enunciador da comunicação. Acredito que essa relação "descivilizou" a sociedade em lugar de aprimorá-la – e essa "descivilização" agora vem à tona, por vias tortas, injustas, selvagens. Muitas vezes, as manifestações que chegam por e-mail parecem vir de alguém que não sabe que vai alcançar seu interlocutor, que será ouvido por ele. Muitas vezes, parece que o remetente não leva em conta que poderá magoar aquele a quem se dirige. Isso denota que não há a expectativa de diálogo. Sequer há a expectativa da resposta. É uma pena que seja assim, mas é assim que é.

3. É claro que não generalizo nada. Logo no início, o meu texto fala em "parte" dos e-mails que chegam às redações. É claro, também, que não considero o jornalismo bom, satisfatório ou melhor do que os leitores. Parte da "deseducação" ("deseducação" política, não se trata meramente de descortesia) que aponto no público é, sim, reflexo de um ambiente rebaixado que às vezes encontramos no próprio meio jornalístico. Isso, porém, não desculpa nem leitores nem jornalistas. Ou encaramos a busca do diálogo como um valor ético ou vamos ficar patinando na armadilha de pôr a culpa no outro – ou no outro lado.

4. Passei a minha vida profissional criticando a comunicação e seus profissionais. Às vezes fui mal compreendido. Outras vezes, não. Para mim, a crítica da imprensa deve fazer parte de um esforço geral para que melhoremos os padrões pelos quais trabalhamos a informação. Foi isso e apenas isso o que me moveu ao longo da carreira. Agora, creio que é tempo de criticar também o público. Por que não? O público, hoje, é co-autor das narrativas jornalísticas, assim como os profissionais, mas muitos do público se imaginam inteiramente desobrigados com relação aos bons padrões de comunicação. Estão errados, profundamente errados. Os profissionais têm nome e endereço conhecido. Respondem pelo que escrevem. Nem sempre os leitores se apresentam com a mesma transparência. E nem sempre apresentam argumentos na direção da busca da verdade.

É, enfim, disso que procuro tratar. Que ninguém se iluda. Mais dia, menos dia, o tema será tão relevante quanto o tema da ética dentro das redações. Não será excessivo declarar aqui que eu não quis ofender ninguém, de modo algum. Quero apenas propor que olhemos a ética da imprensa – que inclui o público – também por esses novos ângulos. Afinal, estamos nisso juntos ou não? (E.B.)

 

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Comentários (136)
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Arlindo  de Almeida Jr. , São Bernardo do Campo-SP - cineasta
Enviado em 31/5/2008 às 13:31:40
Concordo que comentários de leitores em sites jornalísticos costuma se basear em agressões verbais; entretanto várias dessas agressões são praticadas entre eles (leitores) partidários ou apartidários que se polarizam em certos tópicos. Fico frustado quando leio um artigo que não devia polarizar opiniões partidárias servir para tiroteio verbal esquerda-direita; mas não seria esse o caminho que a opinião pública expressa e impressa começa a tomar até que amadureça? Não seria também a raiva de leitores contra jornalistas uma vingança ou ressentimento sobre esta profissão que, por remunerar um cidadão para escrever opiniões em um meio de grande circulação, pode se considerar - de certo modo- elitista? O jornalista não compactua necessariamente com os outros três poderes mas tem o seu (de imprensa) e eventualmente o comercializa tal qual legisladores e governistas sobre cargos e verbas. O ódio aos jornalistas é aparentado ao ódio pelo governo e pelo congresso, mesmo considerando-se as diferenças profissionais e éticas - há jornalistas e jornalistas e deputados e deputados. Em blogs comuns, o disordante agressivo se vê convidado a abrir seu próprio blog e procurar sua turma; este já não é um comungado ao poder, não tem poder, é outro integrante do povo. Ao jornalista resta lidar com seu próprio poder e corporativismo nesse meio que não é uma climatizada redação.
Ivo Aldo Auerbach , Palhoça-SC - Aposentado
Enviado em 12/4/2008 às 02:06:16
Se os dejetos lançados na imprensa aumentaram, então foi falha dos filtros (no caso os editores) que deveriam selecionar melhor o que vão publicar. Até parece que alguns setores da imprensa já aboliram a figura do editor.
Paulo Sousa , Balneário Camboriú-SC - jornalista
Enviado em 11/4/2008 às 18:57:47
Caríssimo Bucci: Muito bom o seu texto. No entanto, parece-me que não há nenhum "fenômeno social" a explicar isso tudo. Creio que, simplesmente, os iletrados e semi-alfabetizados conseguiram comprar computadores e acesso à internet. Seria mesmo natural, visto que também chegaram ao poder. A reunião de ignorância, burrice, intolerância e canalhice dá nisso que você combate: a falta de civilidade. É o povo brasileiro mostrando a sua cara. Não tem nada de "ordeiro" ou qualquer outro clichê, mas de obtuso e obscurantista. É deprimente, mesmo. Temos pouquíssimo apreço às liberdades individuais. Afinal, somos todos "socialistas", agora. Nada de espírito democrático. E nem venha me falar de liberdade de imprensa. Democracia é um conceito "burguês", pois não? Isso é um luxo reservado para o lado de cima do globo. Por aqui, reinam as cartilhas mofadas - à "direita" e à "esquerda" - escritas no finado século XX, e até no XIX.
Luiz Henrique Quemel , Brasília-DF - Estudante de jornalismo
Enviado em 10/4/2008 às 22:44:40
Caro Sr. Bucci, os 132 comentários só mostram realmente, de fato sua tese. Há males que vêm PARA...béns pelas linhas.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 8/4/2008 às 10:46:58
Max Silveira é mais um apartidário e independente? Deve ser, pois, se for demo-tucano, é partidário e, portanto, componente de um partidarismo burro. A não ser que o partidarismo demo-tucano, e só ele, seja um parditarismo inteligente.
Max Silveira , Campinas-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 8/4/2008 às 08:05:43
O que se percebe em alguns comentários é o autoritarismo de pessoas que não admitem críticas e as encaram como ofensa pessoal. O que piorou muito o debate político no Brasil nos últimos tempos é o dogmatismo dos partidários de Lula, que o tratam como se fosse alguém acima do bem e do mal. Esse partidarismo burro torna o debate estéril.
Kleber Carvalho , B.H.-MG - -
Enviado em 7/4/2008 às 17:17:14
Concordo com você Ney, o Dines deveria se limitar a escrever sobre a imprensa, e não promover ataques gratuitos a membros do governo, seja ele qual for, e ele faz isto em alguns de seus artigos.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 6/4/2008 às 17:50:11
"Os profissionais têm nome e endereço conhecido. Respondem pelo que escrevem." Onde é mesmo que isso acontece? Concordo com Eduardo Guimarães: esse texto é inacreditável e lamentável. Quem quiser ver exemplos de agressão pelos que "respondem pelo que escrevem" é só ler a Folha. Só nesta semana, em 31/03 e 04/04, trouxe artigos para lá de ofensivos: em 31/03, um artigo nojento de um [ ] chamado Fernando Barros e Silva disse,simplesmente,que os eleitores e apoiadores de Lula colocam a barriga à frente da moral; em 04/04, um tal Augusto Franco disse que temos um governo feito por bandidos, assim como são bandidos "essa gente" que apóia o PT e o governo. E eles respondem por isso? Onde? E se formos processá-los, estaremos atentando contra a liberdade de imprensa, contra a liberdade de expressão, contra a democracia...enfim, seremos incivilizados.
Ney José Pereira Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 6/4/2008 às 11:53:25
Acredito que o Eugênio Bucci quis dizer "nem sequer há a expectativa da resposta" em vez de "sequer há a expectativa da resposta" no final do item 2 do adendo necessário. Achei piegas a defesa que o Eugênio Bucci fez de seus colegas ( digo colegas, pois, coleguinhas além de pejorativo é breguissímo ). No entanto, concordo com suas críticas tanto aos jornalistas quanto aos leitores, embora os leitores sejam a parte que reage, não a parte que provoca. Quanto à ideologização da política no Observatório da Imprensa ou à vulgarização da imprensa no Observatório da Imprensa, acredito ser fomentadas pelo próprio Observatório da Imprensa. Disse isso ao observador da imprensa Alberto Dines em comentário ao "OI no Rádio" edição 746, mas, embora ainda no ar o artigo, meu comentário não foi publicado. Aliás, um comentário foi publicado , e o outro, crítico ao Observatório da Imprensa e ao próprio Alberto Dines, não foi. Afirmo e ratifico que o Observatório da Imprensa transformou-se num Blogostório da Política. Esse Blogostório da Política optou ( sem o trocadilho ) pela ideologização da política e até mesmo pelo engajamento político e/ou partidário. Em vez do Observatório da Imprensa e seus leitores ( ou usuários ) observarem a imprensa, eles estão observando a política. Ou pior, estão ideologizando a política, por intermédio do Observatório da Imprensa.
fabio lopes , fortaleza-CE - professor
Enviado em 6/4/2008 às 11:09:04
Só pode ter sido no primeiro de abril. O sr. Bucci devia estar de brincadeira ou de porre ou a noite de 3i/03 deepertou sentimentos de indignação com esses selvagens que em 64 omeçavam air pras ruas manifestar opiniões a seu modo e agora invadem eesa tal de internet. Mas eugênio, é assim mesmo, quem sempre disse o que quer, agora tem de ouvir o que não quer. Será que vc não percebe que tá se compoertando como opessoal da marcha com Deus pela Liberdade? é a mesma indignação de quem se chocou com o ingresso de novos atores no grande palco da democracia? Desculpe, sou apenas mais um selvagem das baixas classes que se aproveita da internet pra desabafar. O s incomodados que não leiam.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 5/4/2008 às 18:27:57
Os comentários dos jornalistas, aqui postados, estão corroborando a opinião do Pierri de que este modelo não é debate pois qualquer discordância é considerada como agressão pelos mesmos. Franco atiradores... Estes somos nós...
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 5/4/2008 às 12:26:48
Reitero, o ajuste é necessário dos dois lados do diálogo, nem todos leitores são arrasa quarteirão e nem todos jornalistas praticam jornalismo de qualidade. Trecho de mensagem postada pelo jornalista Ivan Berger: "as vozes discordantes desse irretocável artigo estão entre os tais franco-atiradores de agressões verbais que marcam ponto neste OI". Ou seja, discordar é agredir. Penso que discordei de pontos do artigo de Eugenio Bucci na sem agressão. Generalizações matam os argumentos.
Marcio Peralta , Petrópolis-RJ - Médico do Trabalho
Enviado em 5/4/2008 às 12:00:19
O 2º caderno de O Globo nos brinda hoje com um "Confidencial" artigo onde expõe o pensamento crítico do jornalista Bucci. Em especial destaque: "os 7 pecados capitais do discurso Autoritario ou os 7 segredos do discurso autoritário DE ESQUERDA" Dos 7 pecados elencados, observamos diuturnamente TODOS serem praticados pela grande imprensa, incluindo o que trata do "banimento da reportagem", substituida pela opinião. O texto faz menção ao livro do jornalista escrito com "exuberante ódio criativo" e cita a "identificação de sinais de alergia à opinião pública"seja lá o que signifique, tanto a alergia quanto a opinião. Restam as perguntas, caro Bucci: 1-Não há pecado no discurso autoritário da direita? 2-Entendida a Radiobras como "chapa branca e vermelha", poderiamos entender a grande mídia como chapa rosa e marrom? 3-As chamadas de caixa alta da edição feriram a ética jornalística ou representam o seu pensamento crítico?
Ademir Tamanini , São Paulo-SP - Analista de Informática
Enviado em 5/4/2008 às 00:08:58
continuação.. Cobram dos leitores e ouvintes que estes se intrometam, não, em minha opinião, não devem. Extraem da boca dos responsáveis pela investigação coisas que, no dia a dia, eles mesmos não diriam, pois sabem que isto pode prejudicar a investigação em um dado momento. Infelizmente não temos arraigados no nosso ser os pendores da democracia e a responsabilidade da liberdade de opinião que esta nos deu. Há uma ou mais geração que adoraria e sente falta do paternalismo que o regime militar alegando que se sentiam mais seguras, lamentável. Embora exerça uma profissão que nada tem a ver com minha formação, sou bacharel em história, na faculdade aprendi muito sobre a história humana e as conseqüências de seus atos no decorrer do tempo, aprendi muito com Tzvetan Todorov, no seu livro, A Conquista da América – A questão do Outro, de onde extrair a minha posição de sempre me colocar no lugar do outro antes emitir juízo de valor sobre os atos alheios. Creio que ainda estamos a engatinhar, não só em termos de democracia com em termos de discussão, quando assistimos os berros e palavras nada animosas entre os nossos Eleitos, achamos que tudo esta perdido, mas na verdade faz parte do aprendizado embora mais uma vez seja lamentável. Tenho certeza que o tempo se encarregará de se livrar deste tipo de comentarista, assim como se encarregar se livrar de jornalista que deles se nutrem.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 20:04:12
Prezado Thomaz Magalhães, cada qual com sua visão (como diria o comentador Cláudio Dias, cuja expressão tem um sentido ético). A capa de Veja não anota inconsistência alguma. "Daniel Dantas: o banqueiro-bomba. O seu arsenal tem até o numero da suposta conta de Lula no exterior". O lead sustenta que "o banqueiro Daniel Dantas está prestes a abrir um capítulo explosivo na investigação sobre os métodos da organização criminosa que se instalou no governo e o estrago causado por ela ao país". Esse tipo de esquentamento ante a inconsistências (= dados falsos) apuradas pela verificação do repórter é mau jornalismo, na minha opinião. O engajamento de jornalistas, seja ao golpismo ou ao chapa-branquismo, também fomenta a hostilidade de leitores e amplia o espaço das seitas.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 4/4/2008 às 19:58:45
Fábio, aproximar-se do debate não é ser debate, e nem produz seus efeitos. Não é impossível e nem mesmo difícil ter um debate de verdade entre jornalistas e sociedade (os comentaristas ou leitores) e, assim, não se justifica a mera aproximação, enquanto se mantêm a essência, a verticalidade da comunicação. com um debate real, honesto, só temos a ganhar, e evitaremos os abusos de ambos os lados. E isso deve partir de vcs, jornalistas. Sem isso, não adianta reclamar de abusos, pois eles vão continuar até q o debate ocorra. Cláudio, tbm considero errado a princípio ter propaganda de um órgão da imprensa no OI, por gerar dúvidas- ainda q infundadas - quanto a isenção do OI. vc tem razão ao dizer q o OI deveria manter distância do que pretende observar. Mas o q estou dizendo é q existe uma imensa diferença entre essa propaganda e o patrocínio direto da FF, q só é dado em razão de uma agenda política. Esse, sim, implica em parcialidade. O outro, não necessariamente. Se considero incorreto ter propaganda, muito mais incorreto é ter o patrocínio da FF. Thomaz, discordo: a imprensa não é janela, mas espelho com defeito.
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 4/4/2008 às 19:06:57
Ok, Fábio, tudo bem. Cada qual com sua visão, mas sempre com respeito.
Thomaz Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 18:17:02
Pois é, Fábio, eu não concordo com você nem com o Dines e nem achei cínica a reportagem da Veja, porque ela se explicou, deu a fonte e anotou inconsistência. Está longe de sua acusação que eu defendo publicação de informação falsa. O que discutíamos ali é se a Veja devia ou não publicar o acontecido. Eu acho que devia e o fez bem feito. Eu defendia, também, o Aith das acusações do Luiz Nassif. Você tem razão na confusão com os fábios, eu respondia ao Fábio Mello, mas o Fábio que eu citei ter comentado acima de mim era você, está lá.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 18:03:31
Prezado Cláudio Dias, quem compra a revista Veja também não espera ler anúncios, mas eles existem por ali. Quatro Rodas traz publicidade de montadoras de veículos. As revistas femininas, onde as editorias de moda e beleza são importantes, trazem anúncios de cosméticos e grifes de roupas. Os jornalões e TVs abertas nos informam sobre mercado imobiliário, planos de saúde, direitos do consumidor, sistema bancário, dengue e todos têm propagandas de construtoras, operadoras de saúde, insituições financeiras e medicamentos. Julgo mais aproriado comparar o OI à realidade verificável nos veículos de comunicação do que com servidores e poderes públicos. Como já assinalou o jornalista Luciano Martins Costa há cerca de dois anos, "a pluralidade deve defender a si mesma e a imprensa deve ser guardiã da pluralidade". Compreendo teu ponto de vista, mas sequer vislumbro sua viabilidade. O OI não detém o monopólio da crítica da imprensa, mas, sem dúvida, ocupa merecido lugar de destaque nesse segmento.
Ivan Berger , Santos-SP - jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 17:30:42
Não parece ser simples coincidência que as vozes discordantes desse irretocável artigo estão entre os tais franco-atiradores de agressões verbais que marcam ponto neste OI. São legítimos representantes de uma categoria de pessoas cuja mistura entre a radical desorientação e a auto-exaltação vaidosa insuflada pelos meios de comunicação ,especificamente a Internet, proporcionam esse show diário de "descivilização",para usar outro termo empregado por Bucci, a pretexto de impugnar com veemencia feroz o que lhe pareça contrariá-los.Sinal dos tempos,é claro,e infelizmente há um longo caminho a pavimentar até que as relações entre a imprensa e seus profissionais com seu público sejam melhor entendidas,e consequentemente mais respeitosas.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 16:47:27
Prezado Thomaz Magalhães, não sou eu que escrevi que os dados são falsos. A reportagem "descobriu" inconsistências. Donde, publique-se. A justificativa apresentada para a publicação da matéria, e que você endossa, é "cínica", segundo Alberto Dines. Concordo com ele.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 4/4/2008 às 16:28:29
O senhor Bucci mostrou nas entrelinhas de seu texto ser um chorão contumaz, ele precisa entender que o pensamento é plural e não igual como ele gostaria que fosse segundo seu choro no artigo. Senhor Bucci vamos aceitar todos aqueles que gostam ou não gostam da nossa maneira de andar, falar, escrever, da vestimenta que usamos e congênere isso fazem parte da índole humana. Quantos aqueles que lançam através da caneta toda a sua ira contra este ou aquele escriba isto também faz parte do jogo cultural de nossa gente, eu não posso exigir que todos gostem daquilo que eu gosto o que seria do feio se todos gostassem do bonito ou do vermelho se todos gostassem do amarelo, do leão se todos gostassem do bambi e similares.
Thomaz Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 16:09:04
Caro Fábio Carvalho, está aí o que escrevi. Acima do meu cometário, você diz que os dados são falsos. Ora, a própria Veja os comentou inconsistentes. Obrigado pela atenção. Ao texto: "Pois é, caro Fábio, mas a reportagem não caiu não. Tanto que o tema continua em pauta até hoje. O Daniel Dantas é o fatasma do lulo-petismo até hoje. Ele manda um dossiê falso ou inconsistente para a revista de maior circulação do país, ela publica e a reportagem caiu? Caiu sim, feito uma bomba na imprensa desmaiada. Até hoje. E acho que vai adiante. Sob essa ótica, Nassif está fazendo um bom trabalho, questionando. Minha crítica a ele é querer botar a culpa na imprensa, no caso a Veja e o PIG como ele e a turma dele chamam a grande imprensa. A coisa de culpar a janela pela paisagem.
Mauro Ferreira , Brasília-DF - ascensorista
Enviado em 4/4/2008 às 15:20:11
Creio que o leitor ainda não é suficientemente instruído para expor seu ponto de vista sem descambar para os impropérios e ataques pessoal. Nada se justifica as agressões que se lê aqui e acolá. Por outro lado, o jornalista, o blogueiro, etc, ainda se considera numa posição superior a do leitor e considera ultraje que este se oponha às suas idéias - comumente o blogueiro faz uso de sua força para humilhar os que contra ele impôs argumentos, ora explicitamente, ora utilizando-se do espaço para tentar direcionar o pensamento, como o fez, neste caso, o senhor Bucci. O tratamento respeitoso não deve ser imposto apenas à relação jornalista/blogueiro/leitor, mas sim permear toda a conduta de uma sociedade, sendo dessa forma a expressão ponderada e honesta no sistema de comentários uma consequência, não o objetivo.
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 4/4/2008 às 15:18:22
Ricardo Pierri, tudo bem? Discordo da sua posição e acho a situação bastante assemelhada às das demandas judiciais, nas quais se exige do magistrado o maior distanciamento possível dos interesses daqueles são objeto da sua atividade. Quem acessa este espaço está procurando análise crítica da imprensa, e não propaganda de um órgão de imprensa. Pouco importa se a propaganda é veiculada mediante banner do IG, pois tal veiculação seria facilmente evitável com um simples entendimento com o portal. As situações de incompatibilidade são, em tese, inúmeras. Cito apenas uma: é notório que a revista VEJA sofre críticas negativas de forma constante neste espaço (não estou entrando no mérito da justiça ou não das críticas). É notório que Carta Capital e Veja travam, hoje, uma disputa no mercado de idéias, inclusive nos seus aspectos comerciais e ideológicos. Pois bem, ainda que sem querer, várias seriam as situações em que este OI acabaria por tomar partido nesta disputa, pois o leitor veria de um lado uma crítica severa à revista Veja e, de outro, uma bela de uma propaganda com os dizeres "leia Carta Capital". Honestamente, pra quem se propõe a fazer uma análise crítica do mercado de idéias, a situação acima é constrangedora e mina a credibilidade deste OI. Enfim, quem se propõe a observar, e apenas a observar, deve manter a maior distância possível dos interesses dos observados.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 15:14:20
Prezado Ricardo Pierri, a possibilidade de inserir comentários ou escrever artigos, se não é, aproxima-se muito do debate. Em relação à Fundação Ford, sublinho que ela também apóia o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (www.fndc.org.br).
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 14:57:19
Prezado Thomaz Magalhães, minha acusação se ampara no que o senhor escreveu na seção de comentários de outro artigo. ("O dossiê falso", OI, edição 473). O esquentamento de "notícia" desse naipe contribuiu para a hostilidade que ora reclamamos.
Thomaz Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 14:24:19
Caro Fábio Carvalho , você diz que concorda com miha opinião em meu comentário abaixo e afirma que eu defendo a publicação de informação falsa. Não. Eu não defendo publicação de informação falsa não. Aqui nós somos por escrito. Por isso acho que não lhe seria sequer trabalhoso ilustrar tal acusação.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 4/4/2008 às 14:14:23
É preciso ter clara a diferença entre a propaganda da Carta Capital e o financiamento da fundação Ford. Primeiro, a natureza de ambas é diferente: a propaganda é a compra de um espaço e o financiamento é a compra de uma postura. Enquanto a CC adquire um espaço no OI para dar visibilidade ao seu produto, a FF dá apoio financeiro a organizações q adotem ou apoiem determinada ideologia. Segundo, a relação da CC é com o iG, e não com o OI, enquanto a relação da FF é direta com o OI. Terceiro, a FF tem um objetivo declarado: promover sua idéia de "democracia" e apoia financeiramente quem tenha o mesmo objetivo. Quarto, existe uma montanha de acusações de utilização ideológica e imperialista contra a FF, incluindo a dela ser parcialmente financiada pela cia. no final das contas, o apoio da FF é direcionado a quem a auxilia a divulgar seu sistema de valores, enquanto a propaganda da CC se dirige a quem possa dar à sua marca visibilidade, sem exigir ou condicionar o contrato a qualquer atitude do OI. São maçãs e laranjas.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 4/4/2008 às 14:04:07
Fábio, a possibilidade de escrever artigos do OI não equivale a ter um debate. É apenas deixar a posição de leitor e assumir a do articulista temporariamente. Discursar não é debater, ainda q se discurse contrariamente à opinião de outro articulista. O q estou dizendo é q todas as mazelas relatadas por ambos os lados tem a mesma origem: a falta de horizontalidade na relação articulista-leitor. Essa falta decorre do formato, uma adaptação do jornalismo tadicional para o ambiente eletrônico e interativo, q permite ao articulista - e até o incentiva - a manter a relação vertical entre os dois grupos. De certa forma, é a imprensa e os jornalistas mantendo seu monopólio dando a alguns "de fora" um pequeno espaço para fazerem o mesmo, de tempos em tempos, "alçando-os" à sua posição. Isso apenas evita o diálogo, em vez de promovê-lo. O Bucci, ao fazer um adendo, acaba por me dar razão: em vez de dialogar, ele optou por se manter em sua posição verticalizada, usando o próprio espaço para esclarecer seu texto. Não estou dizendo que isso seja errado, mas que a relação continua a mesma. Discursos são necessários, mas o diálogo tbm. O primeiro pode iniciar uma discussão qdo bem feito, ou impedí-la qdo mal feito, mas não a substitui. E sem diálogo JAMAIS teremos ética de qquer dos lados. Sem igualdade, o lado mais "fraco" só poderá apelar para o grito pois o "outro lado" se faz de surdo.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/n.c.
Enviado em 4/4/2008 às 13:40:19
Puxa vida, lendo os comentarios dos jornalistas fico pensando, como sao magnificentes. Realmente eles sao muito melhores q nos, insensiveis leitores (separando o trigo, leitores sensiveis, do joio) e q devemos tomar a palavra e a opiniao dos jornalistas como uma bencao. Leio profs. de jornalismo e jornalistas escrevendo q os leitores (a maioria, nao todos!) sao truculentos e s/ educacao. Lendo os comentarios dos jornalistas, tenho absoluta certeza q temos um jornalismo de primeira neste pais. Mas nos dao esperanca, esperam q aos poucos os leitores insensiveis sejam "melhores", q a partir da catequizacao jornalistica q o caro Eugenio propoe nos ilumine, raivosos leitores. Quo vadis caro leito insensivel?, esta nao ee a maneira de ler as noticias, esta nao ee a maneira de se expressar. Temos q ser suicos, temos q ser polidos. Temos q ser formal, ser educados, e p/ sermos tem q preencher um formulario apresentado o RG, CPF/CIC, apresentar a carteira de motorista c/ fotografia! chega de antropofagia! ee hora de nos tornarmos europeus (ocidentais, q fique bem claro). ps: Falando (escrevendo) serio, tem certeza q o texto nao ee um "primeiro de abril"?
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 4/4/2008 às 13:15:26
Fábio, respeito seu posicionamento, porém discordo. Quem se coloca na posição de avaliar a atividade alheia não pode fazer propaganda desta atividade. Em várias outras atividades, nas quais a imparcialidade é condição de credibilidade e de legitimidade, seus agentes são proibidos até mesmo da APARENTAR proximidade. É assim com a magistratura, é assim com o Ministério Público, é assim com os servidores públicos. Acho que a regra vale para o OI. No mais, foi bom conversar contigo e espero que futuras conversas também ocorram neste clima de civilidade. Um abraço.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 12:40:07
Prezado Cláudio Dias, o que eu chamo de "área de risco" tem potencial real. Por isso, nos veículos de imprensa, o departamento comercial e a redação devem ser como água e óleo. Testemunho que tive problemas com matéria que envolvia anunciante importante (empresa privada) de um jornal onde eu já trabalhei. Em outro veículo em que também trabalhei, abundavam anúncios oficiais: foi lá que o trabalho da editoria de política numa cobertura eleitoral significou uma pedra atirada contra uma amiga, conforme relatei num comentário abaixo. No caso do OI, observo que a quantidade de leituras de Carta Capital parece-me proporcional ao tamanho e importância da revista (o comparativo que faço é com os demais semanários: Veja, Época e Isto É). As leituras de Carta Capital aqui publicadas são críticas e independentes, não são exatamente elogiosas. Se não existem artigos meus ou do senhor sobre Carta Capital, foi porque a gente não escreveu - e não porque o OI tenha constrangido a publicação.
Manuel  Muñiz , Salvador-BA - Jornalista
Enviado em 4/4/2008 às 11:57:17
Caro Eugênio. Temos que ter muita paciência. Sei disso, sobretudo, ao ver a clientela das faculdades brasileiras. No exercício do magistério percebo que um novo País está emergindo das cinzas. Tosco, insensível e revoltado. Talvez tenhamos que conviver com a falta de educação até que esta legião de desassistidos tenha se integrado à sociedade, até que tenha se expressado o suficiente para perceber a própria truculência. Li vários comentários. Em grande parte percebo a revolta de quem acha que continua a ter razão (por xingar e esbravejar, pensando que está debatendo idéias). Isso não é de todo ruim. Como sociedade, começamos a depurar nossas feridas. Passamos a perceber o quanto nos falta crescer. A violência está em todos os níveis. Nem sempre percebemos a opressão que a classe dominante impõe. Tenho feito contato com vários executivos. Posso sentir o ódio reprimido, muitas vezes destilado em mínimas brechas. Sem falar nos péssimos exemplos da classe política. O brasileiro está dividido, e lutando cada um por si. Isso é terrível. O advento da interatividade é recente. Até mesmo neste OI. Podemos perceber agora a face do público leitor. É um paradoxo, mas que bom que ela começa a surgir. Podemos nos conscientizar (cada um de nós) de nossa responsabilidade. Do nosso papel em fazer um mundo melhor. Mesmo que seja individualmente.
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 4/4/2008 às 08:38:19
Sr. Fábio, eu concordaria inteiramente com você, se não fosse a missão a que se propõe o OI. Não há nenhum problema, por exemplo, sob minha ótica, é claro, na propaganda da EMBRAER acima, e tampouco com o da Fundação Ford (ressalvo aqui que não conheço a finalidade em razão da qual foi instituída a fundação, estou supondo que não se dedica à atividade de imprensa). A missão do OI é bastante diversa da que se propõe a Veja, a Carta Capital, a Época, dentre outros veículos. Ela se propõe a observar criticamente a atividade desses veículos e quando, ao invés disso, deles faz propaganda, acho normal o estranhamento por parte do leitor. Fico então me perguntando: por que o OI não evitou isso? Imposição, descuido ou opção? A meu ver, e com toda sobriedade, o OI é moderadamente de esquerda.Eu, por exemplo, acho que o OI falha na observação da Carta Capital, eis que são poucos, pouquíssimos, os olhares a ela dedicados (um ou outro comentário do Dines, do Malin). E tenho a convicção que a Carta Capital já tem importância suficiente no meio jornalístico para ser objeto de uma analíse crítica mais constante. Isso não é feito. Para piorar, há articulistas aqui que são escancaramente pró-governo. Por fim, acesso o sítio e me deparo com um "leia Carta Capital". Note, a ética a que me refiro, talvez seja aquela da "mulher de César": não basta ser honesta, também é necessário parecer honesta.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cienfitico/nc
Enviado em 4/4/2008 às 02:18:54
Sei laa, acho q o caro EB estaa a dizer q os leitores devem ser eticos. O q ee isso quemossabi? Qual a definicao de uma opiniao eitca? A critica q haa comentarios grosseiros e xulos ee sem fundamento neste espaco, jaa q haa no topo da pag. q nao vao ser publicados. Sobre quem escreve q os brasileiros sao s/ educacao e ignorantes, acho q estao naquela situacao, tem uma pessoa a afogar, e na tentativa de ajudar fica a falar sobre as propiedades d agua. O caso de ignorancia ee um problema educacional, portanto deve ser uma politica de estado. No caso de ser sem educacao, ee mais uma questao cultural, eu creio. Dai eu acho q nao tem jeito, pois nao acho q devamos ser reguladores de conduta (o q eu acho q ee isso q o jornalista/prof. de etica quer para os leitores). Alem do mais, como alguem escreveu num comentario abaixo, c/ o amadurecimento dos leitores vai melhorar a qualidade do dialogo. Agora reclamar aos leitores a qualidade dos comentarios, ee que nem escrever q o problema estaa no efeito e nao na causa.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 23:29:05
Prezado Cláudio Dias, é próximo e urbano o emprego do verbo "conversar" numa caixa de diálogo onde, a rigor, teclamos. Também gosto de conversar com o senhor. É fato que existe propaganda do governo na Veja, o que não impede a Veja de, digamos assim, observar o governo. O departamento comercial da Veja, sem dúvida, acusa o recebimento pela publicidade do governo. É fato que existe propaganda da Carta Capital no site do OI. Isso não impede o editor Alberto Dines de criticar a revista sempre que julga necessário (uma de suas críticas, aliás, é quanto à proporção de publicidade do governo em edições com selo de Carta Capital). O senhor pode escrever artigo sobre a Carta Capital, ou sobre a falta de leituras da Carta Capital aqui no OI. Não vislumbro, sinceramente, impedimento algum para o OI. Manifesto respeitosa divergência. No caso em tela, por estar a publicidade num banner do IG, que também hospeda a revista, é de se aventar até a hipótese de que a contabilidade do OI nem receba proventos diretos da Carta Capital (poderia até receber sem que isso comprometesse, necessariamente, a pluralidade do OI). É interessante e oportuno o senhor circunscrever essa "área de risco" - o que me leva a assinalar constraste ideológico com a opinião de comentadores que, em passado recente, acusaram o apoio da Fundação Ford.
Angela Dias Pereira , Osasco-SP - Gerente Financeira
Enviado em 3/4/2008 às 23:26:19
Concordo com o Sr. Alberto Gusmão, de SP. O brasileiro infelizmente é grosseiro e mau-educado, com raras exceções. Não foi preparado para o debate, mas sim para o combate. Se tornou comum aqui no OI comentários de valentões escondidos atrás de uma tela de computador escrevendo suas bravatas para os diversos articulistas que aqui postam. Duvido muito que teriam a mesma coragem estando cara a cara. Pelo linguajar e uso repetitivo de várias expressões, penso tratar-se de uma ação articulada. Mas como a verdade sempre aparece, logo descobriremos os mentores dessa turma...
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 3/4/2008 às 22:24:41
Sr. Fábio Carvalho, primeiramente, gostaria de dizer que é bom conversar contigo e com todos aqui. E tenho procurado me manifestar sempre com equilíbrio. Agora, é necessário deixar claro: eu não insinuo, mas afirmo que é incompatível um mesmo espaço servir, simultaneamente, de crítica e de propaganda da atividade que está sob pauta. A circunstância de estar "no banner do IG, onde o OI está hospedado" é irrelevante. O fato é que há propaganda da Carta Capital no sítio eletrônico do Observatório da Imprensa!!! Se é por meio de banner ou seja lá o que for, pouco interessa. O cidadão acessa o OI para buscar uma análise crítica da imprensa e dá de cara com um "leia Carta Capital". Com todo respeito, é incompatível em termos éticos e é facilmente evitável. No mais, um abraço sincero.
julio cesar ferreira ferreira , santa maria-RS - técnico segurança trabalho
Enviado em 3/4/2008 às 22:22:15
Parabenizo o nobre jornalista pelo excelente texto.Realmente acredito que nós cidadãos muitas vezes nos escondemos através da internet para agredir jornalistas que estão no seu papel de informar nós pessoas.Parabéns, concordo plenamente com o que o Senhor colocou.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 22:08:34
Prezado Thomaz Magalhães, o engajamento de jornalistas que, como o senhor, chegam ao cúmulo de defender a publicação de informações sabidamente falsas, faz com que leitores se comportem de modo hostil. Concordo, pois, com seu comentário.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 22:03:47
Prezado Ricardo Pierri, o autor fez adendo onde reafirma não fazer generalizações entre leitores (item 3). O OI é um espaço de opinião. Para além desses 1400 toques, também podemos escrever artigos, que são publicados às terças-feiras. Quanto mais diversas as opiniões, melhor será essa observação. Eu tenho artigos no OI onde discordo de Alberto Dines. Já apontei erros formais do blogueiro Luiz Weis (induzido ao erro porque se amparava em informação publicada na Folha de S. Paulo; os mesmos erros não foram corrigidos pelo jornal, embora eu tenha encaminhado reparos ao ombudsman, que me informou ter notificado a redação). Uma divergência não deve redundar, como de fato não redunda no nosso caso, no xingatório livre. Não consigo compreender por que um leitor pode chamar uma jornalista de prostituta, filha disso ou daquilo. Isso, no limite, faz com que a vilania jornalística faça pose de vítima. É gol contra! Por óbvio, em decorrência de colchetes inseridos pelos moderadores, esse espaço filtra expressões ofensivas (não sem receber acusação de censura). O caso de Elvira Lobato, entre outros que citei, é exemplar na minha opinião: ela é autora de uma reportagem séria, honesta, correta. O fato de ela sofrer uma campanha judicial abjeta animou comentadores que, assim como eu, têm mil reparos à Folha por publicar informações falsas e não se emendar.
Ricardo Ceragioli , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 3/4/2008 às 21:33:57
Discordo do jornalista Fernando Fernandes, ofender não é monopólio do "cidadão médio", e duvido que seja particularidade de comentaristas, até porque o sr. vem aqui hoje, respeitosamente, como tal.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 3/4/2008 às 21:30:15
Salvo raras exceções, os comentários deste post desmentem a generalização feita pelo Eugênio Bucci. Interessante também ver o apoio quase irrestrito dos jornalistas ao teor do texto. Se o texto frisasse logo de início que os comentários se dirigiam a uma parte especifica dos que se utilizam do espaço cedido creio que não haveria maiores discussões, pois a maioria concorda que há excessos. Mas logo de cara ele diz que o problema é uma “doença generalizada” e a quantidade de adjetivos pejorativos que usa durante toda o texto praticamente ofusca o “parte dos e-mails”. A mim não preocupa quem apoia o OI desde que quando aqui venha encontre assuntos e opiniões de diversas matizes e condições de debate-las mesmo concordando com o Ricardo Pierri que diz que tal debate é desproporcional. Talvez a intenção dos comentaristas nem seja debater com o articulista, que raramente se dispõe a escrever algo como réplica a não ser para desmerecer alguém mais afoito, mas mostrar suas idéias para os demais leitores e aí está a grande vantagem, que por sinal sobrepõe todas os pontos negativos, da internet. Podemos ter diferentes visões do mesmo assunto e estas visões se ramificam e propiciam que muitos tirem proveito. É claro que para radicais nunca haverá visão melhor e mais verdadeira que a sua. Confesso que não seria interessante termos um OI onde não pudéssemos discordar do que aqui lermos.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 3/4/2008 às 20:26:06
Senhor com-ceito de pensamento pouco instrutivo escreve aquilo que não deve. Para escrever necessitamos programar o pensamento para não escrever supercialidades, a qual não produz nada em termos de ensinamento. Não existe situação sem oposição, portanto direita sem esquerda ficaria um sistema maneta, como também homem sem mulher viraria lobisomem. Procure entender todas as alas políticas, de essa forma você ira aprender a conviver com os pros e contras. A unanimidade é burra assim dizia o velho Nelson Rodrigues. Preste atenção o que seria do prato sem comida, o que seria da comida sem fome, o que seria da agricultura se a chuva não molhasse, aprenda garoto mar-ato.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 3/4/2008 às 19:53:45
"Antes de criticarem o OI, procurem ter mais respeito. A imparcialidade deste veículo já foi elogiada inclusive pelos editores da BBC Brasil" Eu te desafio a ver imparcialidade neste artigo http://observatorio.ig.com.br/artigos.asp?cod=479IMQ006 ou em qualquer outro produzido pelo Luciano Martins. A propósito, dê uma olhada nos comentários daquele artigo e veja a mesma ladainha da militância sobre capitalistas malvados, donos de jornal manipulando notícias, jornalistas que só fazem o que patrão manda, bolivarianismo, Hugo Chavez. O OI seria mais apropriadamente chamado de OBI, Observartório Bolivariano da Imprensa, com a exceção de alguns poucos articulistas e comentaristas. Mas o problema maior no meu ver é que muitos jornalistas adotaram o relativismo moral como guia de sua "ética". Para eles a verdade não é algo que precisamos aprender, mas é somente um ponto de vista. Com a verdade sendo subjetiva tudo se torna um mero querer, gostar, opinar. Portanto eles dizem as suas opiniões tendenciosas e paixões não abalizadas em fatos e acham que isso é suficiente. A democracia para essa gente é apenas uma média de todas as opiniões, portanto a deles conta, por mais errada que esteja, para construir "a verdade" em uma democracia. Podemos notar que a sua noção de certo e errado é bem elástica e geralmente pode ser moldada conforme a conveniência.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 3/4/2008 às 18:56:07
Por fim, considero "jogar para a torcida" a utilização da linguagem, do discurso, dos conceitos e/ou das conclusões dela, provocando o julgamento da conclusão, e não de suas razões, analogo a usar, no meio de um jogo Corinthians e São Paulo, as expressões "gambás" ou "bambis", "Fiel" ou "tricolor".
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 3/4/2008 às 18:55:38
Fábio, eu não neguei que existam generalizações grosseiras. A questão é q utilizar essas generalizações como exemplos típicos do comportamento de um certo conjunto de leitores - aqueles que abusam das ofensas, etc - é, em si mesmo, uma generalização grosseira, um estereótipo do mesmo tipo q o autor condena. E isso sem falar q tais generalizações e os abusos em geral seriam evitadas, combatidas e expostas pelo diálogo que inexiste. Em vez disso, são amplificadas e reforçadas pela postura dos jornalistas que não se "dignam" a descer de seu "posto" para vir conversar com a "plebe ignara", limitando-se a utilizar seu espaço para esterotipá-la. É um ciclo vicioso no qual todas as partes tem responsabilidade, e com o qual o Bucci - à guisa de combatê-lo - apenas contribuiu. Em relação a seus exemplos, peço q reflita sobre os mesmos, pois me parece q em nenhuma delas se encontra algo que seja falacioso a priori, e me parece q cometes o mesmo erro do Bucci, ao confundir a crítica à opinião da qual ele discorda com a crítica àqueles que se portam de forma abusiva, como se fossem naturalmente ligadas. Discordo que existam aqueles que tentam interditar o debate simplesmente pq entendo q não há debate - o formato de blog não foi escolhido à toa, pois ele estabelece uma relação hierárquica desde o princípio, e não pode haver diálogo entre agentes que não sejam iguais. (cont)
Thomaz Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 18:39:45
A crítica de E. Bucci se fundamenta em fato notório. A interatividade traz consigo uma leva de comentários desrespeitosos e já a partir daí, incapazes. Na minha opinião temos aí a parte que deve ser simplesmente descartada, por jornalistas e leitores. Mas para complementar a crítica do Bucci, acho interessante levar em conta, e aí me dirigjo aos colegas jornalistas, que a selvageria nos comentários, geralmente de leitores engajados em ideologias, é diretamente proporcional ao engajamento dos jornalistas.
Daniel Martínez Cavenaghi , Manaus-AM - estudante
Enviado em 3/4/2008 às 18:09:52
Antes de criticarem o OI, procurem ter mais respeito. A imparcialidade deste veículo já foi elogiada inclusive pelos editores da BBC Brasil, na seção blog dos editores no endereço http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2008/02/
midia_vigiada_mas_por_quem_1.shtml
. Isso não é pouca coisa. Nada impede que se faça críticas, mas que Observatório da Imprensa merece respeito, na há dúvidas.
Fernando Fernandes , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 17:38:47
O brasileiro médio é, por definição, um ignorante. Consideram que xingamento, ofensa, zombarias compõem honestamente a liberdade de expressão. O brasileiro médio não tem poder de argumentação, nem sabem direito como é isso. Pra ele, tudo é feira. É no grito, no xingamento, na falta de educação que marca a cultura de povos menos civilizados, como o nosso infelizmente é. Esse é o ponto. Quando não há argumento, altera-se o tom (caixa alta e exclamações) e disparam xingamentos! São uns tolos cujo destino é serem ignorados. Esqueça-os, deixe que eles imaginem que seus "preciosos" comentários serão suficientes para mudar o mundo.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 16:05:35
Prezado Ricardo Pierri, existem, sim, generalizações grosseiras. Elvira Lobato, já citada, foi alvo de ataques recentes de comentadores aqui no OI, mesmo sendo sua matéria correta e totalmente amparada em fatos. Dines, que tem mais tempo de jornalismo que eu de vida, é venal (uma ofensa, convenhamos), tucano e lulista (predicados paradoxais) se considerarmos ilações tolas, desrespeitosas. Os profissionais do OI já foram cobrados acerca do apoio da Fundação Ford ao site, notadamente quando se comentava a não-renovação da concessão da RCTV, na Venezuela. Nesta edição e na anterior, há um comentador que insinua prejuízo ético da observação da imprensa quando há publicidade da revista Carta Capital (no banner do IG, onde o OI está hospedado!). Como já pontou um excelente comentador deste site, Ricardo Camargo, com quem o senhor já debateu em outras ocasiões, existe (à direita e à esquerda, como assinala Bucci) muitas vezes a tentativa de interditar o debate, não de debater. Eu reconheço que a arrogância e a pose de vestal de muitos profissionais de imprensa tem ficado em xeque com o advento da internet, da blogosfera e outros recursos - isso é BOM. Joga para a torcida, na minha opinião, quem recorre a xingamentos, ofensas e insinuações quaisquer para "debater" - e temos exemplos majestosos na grande imprensa a fazer esse tipo de coisa.
Flávia Sofia Brandão , Aracaju-SE - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 15:27:07
Ora! mas bem se sabe que palavrões, xingamentos, ou mesmo, o estupro da lógica , vêm à tona quando o interlocutor é incapaz de expressar o que PENSA (?) de forma a não abordar questões que não cabem na discussão - como a sexualidade do jornalista ou a natureza da profissão da mãe do jornalita. Onde está o espanto? Jornalistas são treinados tecnicamente para se comunicar de forma eficaz, quando se deparam com criaturas que corrompem o canal da comunicação, e abrem mão do argumento, como devem se sentir?
Luciano Prado , Fortaleza-CE - Advogado
Enviado em 3/4/2008 às 15:15:51
A "grande imprensa", para tristeza de todos, nos brinda neste exato momento histórico com mais vômitos e arrotos. Quem sabe um dia o Eugênio, empunhe a bandeira da ética e escreva sobre o tema. Mas para denunciar os vômitos e arrotos da "imprensa". Porque coragem para denunciar o leitor ele tem de sabra.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 3/4/2008 às 13:59:21
Fábio, vc escreveu, assim como o Bucci: "há uma dose cavalar de preconceito em quem acredita que todo jornalista é pau-mandado do patrão". Muito obrigado por me lembrar de algo q deixei de fora domeu último comentário: muitas vezes, qdo o articulista se digna a mencionar o arguento do leitor, o faz de forma distorcida, como esta. Não se diz que TODOS os jornalistas são pau mandado, mas que a maioria é pressionada pela mais valia a reproduzir - ou já é contratado por acreditar piamente - a opinião do patrão. Veja bem: ao evitar dialogar com o leitor, o jornalista não pode nem mesmo eventualente corrigir um entendimento errôneo como esse. E o q o leitor q jamais fez essa afirmação absurda, mas a vê ser atribuída a ele, deve fazer? Como ele se sente por ter sido não apenas ignorado mas tbm distorcido? Os jornalistas precisam se colocar na posição de leitores de vez em quando - melhor ainda se for com um pseudônimo (como acredito q alguns fazem) e tentar discutir com os articulistas. Bom mesmo seria se fizessem experiências, defendendo um ponto de vista diametralmente oposto ao do articulista para ver como não existe debate, mas monólogo, sermão, vaticínio, sempre de cima para baixo. E quem lê o artigo fica com a impressão de q esse espantalho é verdadeiro - como v fez -, ou seja, o autor joga para a torcida.
Paulo  Camargo , São Paulo-SP - professor Universitário
Enviado em 3/4/2008 às 12:45:04
Caro Eugênio Bucci. Concordo em parte com seu argumento sobre abaixaria dos e-mails. realmente, vindos da direita ou da esquerda não apresentam nada denovo se formos pensar em termos de internet como veículo alternativo. Mas há uma questão que me preocupa bastante nessas críticas contra os usuários que é ageneralização, ou seja, como se todos postassem mensagens dessa forma, o que não é verdade. Acho perigosa essa crítica que não aponta aqueles que realmente buscam através de critérios mais refletidos uma série de respostas. Por outro lado, essa crítica pode recair sobre a canonização dos jornalistas, como se não houvessem diferenças entre eles. Tenho visto mensagens de usuários que são muito melhores, inclusive no português, do que a grande maioria dos jornalistas. Há jornalistas que tem responsabilidade sim pelo baixo nível de mensagens. Aliás, meu caro Eugênio, é uma minoria destes que existem na grande imprensa. Falar mentiras e acobertar fatos propositalmente sob uma linguagem erudita e com registro profissional é também baixaria.
Gilberto Scofield Jr. , Pequim-IN - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 12:40:42
Sensacional. Absolutamente preciso no comentário sobre o desbunde geral e a ferocidade geral da turba.
Diego Rosinha , São Leopoldo-RS - jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 09:53:48
Não estou com muito tempo - muito menos saco para comentar. Mas para não passar em branco, vou usar um jargão que está na moda desse povo "burro e ignorante" que comenta seus nobres e intelectualizados escritos: "tá com medinho, seu E.B?" democracia não existe só em uma via, caro doutor. saudações libertárias,
J.Ronaldo Gonçalves , RJ-RJ - Sem
Enviado em 3/4/2008 às 09:37:08
Caro Sr.Bucci: Em primeiro pergunto: Porque não muda de profissão? Leitores críticos incomodam? Tire a aba de comentários. OU: Comentários só para assinantes. A favor. Garanto que vocêse sentirá muito melhor. .. Saudações
Márcio Lacerda , Brasília-DF - advogado
Enviado em 3/4/2008 às 02:21:01
É uma pena ver os jornalistas e a imprensa se autodesqualificarem, num processo autofágico, vez que o quarto poder agora é exercido por todos os leitores. Apenas críticas positivas podem? As críticas negativas nem podem chegar pela caixa do correio eletrônico? A liberdade de expressão só serve à mídias e aos seus jornalistas? O Cidadão não pode se expressar livremente? Santa internet. Chegaremos a um dia em que a eleição será na rede. sem mediação de quem quer que seja. Isso se o TSE não censurá-la...
Marcelo Nogueira , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 02:03:32
Eugênio, Seu desabafo está muito bem ancorado na realidade. Em praticamente todos os sistemas de comentários, leio a replicação de argumentos vazios, ataques desprovidos de razão, estupro da lógica em favor de corrente a ou b. Em pouco, a leitura dos comentários acrescenta, infelizmente. Mas uma verdade também parece ser o denominador comum dessa realidade. Uma queixa que, por arrogância ou despreparo, os jornalistas não leem, não escutam: É cada vez maior o distanciamento entre as necessidades do público e a confecção da pauta. Se somarmos a isso o despreparo técnico do jornalista em reportar um fato, teremos então uma das razões para esse esgarçamento. O que o jornalismo brasileiro carece, em minha sigela opinião, é de honestidade, não dessa que se opõe à falta de caráter, mas a que se alia à correção. Ainda se apura como se o leitor ainda fosse aquele sujeito sentado na poltrona, cuja voz e pensamento não se sabia além do que o publicado na seção de cartas. A apuração de hoje permanece a mesma da realizada antes desse fenômeno. Pouco se amplia a leitura dos fatos para as várias vertentes de um fato. O jornalista precisa entender que o leitor agora também é um "falador", e vai contestar o que considerar desonesto, incompleto, parcial. (o modo agressivo como ele atualmente faz isso faz parte do processo de amadurecimento de quem viveu amordaçado, é preciso paciência)
William José Fernandes , Guarulhos-SP - Professor
Enviado em 3/4/2008 às 01:48:49
Então, E.B.; o que o leitor têm é titica. Sempre que vou ao banheiro levo o jornal do dia e falo para minha mulher: "_Querida, vou fazer uma reflexão." Por que é isso mesmo. Se não há o vômito do leitor, grosseiro; mal educado e tudo mais que possa marcar esta atitude agressiva com o autor de um texo, o mesmo será digerido e a sobra sairá como produto de um sistema digestivo muito bem estruturado no complexo organismo humano que temos. Não vejo a internet como espaço para suprir esta necessidade orgânica de responder aos estímulos semântico-gramaticais que buscamos para conformar os impulsos da consciência pela verdade dos fatos. A verdade é também o ponto de vista do leitor, a linguagem é só um meio. Não é o conteúdo do computador ou da internet, mas o próprio computador é a linguagem a ser decifrada, a verdade oferecida aos pontos de vista. Bom, está acabando minha bateria e vou dormir, pois já me cobraram um cheiro e...
CArlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 3/4/2008 às 01:38:33
Caro Eugênio Bucci, só posso concordar. Se você não tem ética, a primeira coisa a se fazer é tomar consciência disso; a segunda é se cobrar ética, coisa difícil - é mais fácil se arrancar todos os dentes sem anestesia do que mudarmos hábitos antigos. Mas, se você lograr conseguir, aí sim poderá cobrar a ética alheia. Nossa sociedade é muito relaxada em relação à hipocrisia; colocamos nossas prioridades sempre acima das prioridades alheias, mas ai do ser que colocar as suas acima das nossas. Pessoalmente, ainda estou em processo de domestição de meus preconceitos,mas uma coisa já aprendi : tentar sempre argumentar com embasamento - porque ofender o dissidente é destruir seu respeito. Já é difícil ser ouvido ou respeitado sendo educado e coerente, que dirão de você berrando e espumando ? o OI não é rinha de pitbull, berrar pode ser válido, desde de que com conteúdo. O anonimato na internet é usado e abusado, cabe ao site criar algum controle. Seu artigo é pertinente. Um abraço.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 3/4/2008 às 00:39:47
Prezado Ricardo Pierri, há uma dose cavalar de preconceito em quem acredita que todo jornalista é pau-mandado do patrão. Nem todo jornalista é pau-mandado, ora. Há discussões internas, resistências e recusas explícitas a pautas encomendadas por interesses políticos ou comerciais travestidos de sei lá o quê. Há matérias exclusivas que não são publicadas "aqui": em inúmeras oportunidades, essas matérias são vazadas para repórteres da concorrência e são, sim, publicadas "acolá". Há até dribles bem-sucedidos nos assuntos considerados sensíveis e que passam por maior controle patronal. Vi isso acontecer, ninguém me contou. Ademais, eu não era pau-mandado, muitos repórteres e editores que trabalhavam ao meu lado também não eram. O jornal sabia disso. Sabia, inclusive, que precisava desses jornalistas: eram eles que tinham acesso a determinadas fontes, tinham credibilidade junto a segmentos políticos, sindicais ou ongueiros, por exemplo. A Record comprou briga judicial com a jornalista Elvira Lobato (a reportagem alvo da contenda é irretocável, aliás) e com a Folha num tema pra lá de delicado. Lobato também já publicou nome e sobrenome do coronelismo eletrônico. Thaís Oyama, na Veja, não me parece Policarpo Júnior: uma investiga, outro vive de arapongagem. Por fim, sabe quantos patrões diferentes já contrataram e demitiram Alberto Dines?
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 3/4/2008 às 00:29:35
O texto é uma auto-análise muito bem elaborada, só que inconsciente. Afinal, quem é o preconceituoso, o leitor ou o articulista? O leitor serviu-lhe de espelho. Esqueceu-se o articulista que, não obstante seja jornalista, também faz parte do grupo que, de bunda assentada no sofá, vê-se forçado a ouvir mentiras, injúrias, desrespeito à inteligência sem que possa desmentir o transmissor da mensagem. Quando muito, resta-lhe calar a voz do falante, desligando o seu rádio ou o seu televisor. Senhor jornalista, se os insultos endereçados a vossa senhoria são indevidos, faça como nós, ouvinte/leitores: devolva-os ou ignore-os. Que fique claro que a devolução, necessariamente, não deva ser insultuosa ou injuriosa. Um abraço.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 2/4/2008 às 20:59:19
"Diante dos vários comentários sobre o meu artigo, quero observar o seguinte": entao ja perdeu a graca te demonizar! Tao cedo assim? Assim nao da! Eu nem falei ainda a respeito do merecidissimo colapso do formadoriat de opinionat! (Ummmm... nao da pra saber se foi colapso do formadoriat ou explosao do opinionat!) (Mas que foi merecido, isso foi!) (Duas palavras: sociedade celular.)
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 2/4/2008 às 20:28:39
Sinto muito, Bucci, mas vc precisa refletir mais um pouco sobre o q escreveu. Não é possível afirmar q um determinado argumento é preconceito, sem apresentar a menor razão, e depois se dizer preocupado com o diálogo. Que diálogo pode existir entre quem estabelece como "verdade", de cima para baixo, autoritariamente, sua própria opinião, sem ao menos fundamentá-la? Não existe debate sem razões, sem argumentos, sem que o debatedor possa examinar as razões do outro, em uma troca de argumentos e contra argumentos no mesmo nível. Não é essa a mínima ética do debate? Se falta essa ética, essa disposição e abertura para o debate, como esperar que o leitor tbm não se feche ao diálogo? Pior, imagine que depois de comentar um texto com a maior boa vontade e fé e não receber a menor resposta, o leitor sejpresenteado comum novo texto ignorando completamente tudo o q escreveu, como se fosse algo tão banal, tão estúpido que não precisasse de argumentos para ser desprezado completamente ou, muito pior, veja aqueles argumentos serem considerados, sem a menor cerimônia ou fundamento, como "preconceitos". Vc sinceramente espera q esse leitor se porte eticamente na próxima vez? Vcs precisam encontrar o leitor no meio do caminho e tratá-los como iguais. Até lá, a surdez será respondida na mesma moeda na maior parte dos casos.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 2/4/2008 às 19:54:40
O artigo é muito oportuno e faz pensar. Diversos comentadores, em inúmeros artigos, já acusaram o problema aqui mesmo neste OI. O xingatório livre não só constrange o bom debate: ele também alimenta as torcidas organizadas, o fanatismo. O "adendo necessário" de Eugênio Bucci sublinha não haver generalização na sua crítica a leitores e que parte da responsabilidade pelo que acontece é, sim, do jornalismo feito e da falta de espaço à crítica de leitores. Relato dois casos, sem ligação com o xingatório virtual, para que reflitamos sobre as injustiças que todos devemos condenar. Em 1998, antes da "popularização" da internet, uma amiga levou uma pedrada na rua, atirada por um sujeito que reclamava da cobertura eleitoral feita pelo veículo em que ela trabalhava. Seu "crime" foi estar dentro do carro de reportagem, já que ela nunca foi repórter política (era da "Geral", tal como eu, à época). Recentemente, no excelente perfil de José Dirceu publicado pela revista Piauí, a repórter relata ter sido chamada de "safada" por um cidadão indignado com aquele que é acusado de liderar a quadrilha do mensalão. Seu "crime" foi estar na companhia do personagem sobre quem ela escrevia. O agressor não sabia que ela era jornalista. Se soubesse, talvez a agressão fosse ainda maior.
Filipe Fonseca , Rio de Janeiro-RJ - Funcionário Público
Enviado em 2/4/2008 às 18:34:11
São sintomáticas do problema explicitado no artigo algumas manifestações de leitores aqui publicadas. Outras, no entanto, provam que é possível haver um diálogo civilizado, embasado em argumentos. Já tive discussões interessantes neste OI. Já convenci e já fui convencido, e isso só é possível se os envolvidos na discussão estiverem dispostos a discutir de fato. Também já errei. Já exagerei na crítica ou na agressividade, o que teve a serventia de me ensinar que não é possível travar um debate sem que se demonstre respeito pelo pensamento alheio. Um autor alemão bastante conhecido, Arthur Schopenhauer, publicou um livro que considero fundamental para qualquer pessoa que pretenda debater com outras opiniões: Como Vencer um Debater Sem Precisar Ter Razão. O título diz tudo, e o livro é essencial porque aponta justamente o que NÃO fazer. São ardis aos quais, vez por outra, recorremos sem nos dar conta - como comparar a prática de um determinada doutrina com a teoria de outra, por exemplo. Um bom debate precisa de argumentos, e podemos produzir argumentos um tanto melhores quando evitamos o caminho da incivilidade e da desqualificação pessoal.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 2/4/2008 às 18:29:53
Quanta censura, diz aí imprensa que tanto solicita liberdade de livre pensamento e expressão?
Mario Cesar Souza Souza , Vitoria-ES - Professor
Enviado em 2/4/2008 às 17:47:37
O sr Cid Elias deve ter sido escolhido como defensor do atual governo... é de estranhar q ele esteja em todos os textos q ponham em dúvida alguns pontos, em algumas medidas deste governo... E com xingamentos, o q é um desrespeito aos leitores. Vai trabalhar, q estará ajudando muito mais o país do q destilar veneno...
Ricardo Ceragioli , são paulo-SP - comerciante
Enviado em 2/4/2008 às 17:12:59
Mas se nós, leitores, fôssemos tão educados como pretende o texto, não precisaríamos mais de jornalistas como Reynaldo Azevedo para nos dar o exemplo, não é?...até mesmo o Sr. Dines, junto com Lúcia Hippólito e outros, flagrados em constante deboche e gargalhadas diante da nossa Telinha Mágica.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 2/4/2008 às 16:28:34
Assombro é a sua capacidade de não refletir com os dois lados do cérebro sobre liberdade disso ou daquilo. Vale informar que são poucos, digo, privilegiados que tem acesso há este mundo "novo" inventado pelos seus ídolos americanos. Pensar, escrever e ler é uma necessidade que o ser humano tem para poder se comunicar bem com [ ], esquerda, direita, centro ou neutros. Alguns comentaristas têm que deixar de pensar com o pensamento americano e passar a pensar com o pensamento brasileiro. Americano não serve para ser espelho de nada, pois sua cultura esta baseada na mais valia e no consumo desenfreado das pessoas despreparadas intelectualmente, a fim de discernir se vale à pena ter mais ou ser mais.
cid elias , fortaleza-CE - hoteleiro
Enviado em 2/4/2008 às 16:06:06
Professora Marcylene, se a senhora acha que seus alunos saberiam o que está acontecendo no país, em especial sobre o tema "cartões coporativos, caso lessem jornalões marrons, me desculpe, a senhora está muito enganada. Quem pensa estar se informando da maneira como a sra cita, sem beber em fontes alternativas, na verdade está sendo adestrado por meia dúzia de famiglias que detêm o poder de decidir o que a sra pode e/ou deve saber, só o lado deles, o outro lado, a sra não tem DIREITO de saber.
Marcylene Capper , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista, professora
Enviado em 2/4/2008 às 15:17:55
O artigo me lembra Claudio Abramo em A Regra do Jogo. "A ética do Jornalista é a mesma do cidadão...O limite do Jornalista é o limite do cidadão." É interessante enfocar o ética do leitor, ouvinte e telespectador. Todos cidadãos. Acredito que falte informação, e sobretudo vontade de aprender. Hoje, meu alunos constataram uma certa "alienação" entre eles mesmos. "Não temos tempo de ler o jornal", argumentaram a respeito de uma pergunta sobre a CPI do Cartão Corporativo. Não sabem o que se passa no país. E vão se formar em jornalismo no próximo semestre. Céus!
beth rodrigues , barra mansa-RJ - professora
Enviado em 2/4/2008 às 14:46:52
Sou contra qualquer tipo de agressão ,as verbais para mim são um soco na boca do estômago. E lendo seu texto fico triste . Quando começo a ler uma matéria e vejo que não está batendo com que penso ou vai me irritar eu saio e é isto que acho legal na internet. O que você nos diz de Reinaldo Azeredo ou Azevedo ,sei lá???
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 2/4/2008 às 13:57:11
Este "admirável mundo novo", como alguns chamam a internet, foi concebido única e exclusivamente pelos EUA e viabilizado comercialmente pelo capitalismo. É no mínimo irônico que defensores de regimes fracassados do passado festejem-no e usem-no para destilar o seu ódio à liberdade de expressão e à democracia. Como o autor do artigo disse, e eu preciso concordar, há na militância anti-imprensa uma tentativa constante em desqualificar toda "notícia ruim" como sendo uma conspiração de donos de jornal que "ordenam" os seus funcionários a escreverem o que eles querem. Notícias e jornalistas que não servem ao projeto de poder do PT são "golpistas" e precisam ser "calados", nem que seja por uma avalanche de xingamentos. O governo Lula é atacado porque é sujo, simples. São mensalões, enriquecimentos ilícitos, pensões para terroristas, dossiês, cartões e todo tipo de mentiras e desculpas esfarrapadas que realmente torram a paciência de qualquer um, acrescentando-se a arrogância de alguns do governo que colhem o que foi plantado em gestões anteriores e dizem que o mérito é seu e não de outros. O governo Lula é sujo e se o Brasil fosse um país sério ele já teria sido tirado de lá há tempos.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 2/4/2008 às 13:41:57
Senhor Bucci então quer dizer que a atual imprensa cafona é ética. Diga-me em que lugar do planeta existe uma imprensa desse nível que foi colocada pela vossa sabedoria. Além disso, exige leitores comprometidos com a verdade. Pela sua colocação os leitores/comentaristas que aqui postam são todos sofistas de carteirinha, quanto desprezo de sua parte com o público que lhe da atenção e deve manter seu emprego ou participação gratuita nesse site. Antes de escrever algo que possa provocar o descontentamento da maioria, procure fazer um balanço sobre a cultura do povo brasileiro, somos a imagem que o espelho Brasil reflete de forma natural e espontânea.
Joana Balesteros , São Paulo-SP - estudante
Enviado em 2/4/2008 às 12:54:48
"Não acredita na imprensa, na democracia, na produção de sentido; não acredita em comunicação". Digamos que, no que diz respeito à imprensa, ela esteve envolvida em algumas falcatruas nos últimos anos. E continua envolvida, que o diga o sr. Daniel Dantas. Uma tal Fundação norte-americana andou contribuindo para algumas dessas falcatruas.
Menjol Almeida , São Paulo-SP - Cobrador
Enviado em 2/4/2008 às 12:50:25
Que saudades do velho jornalão, esses que ainda estão estendidos aí pela cidade e transformaram-se em meros vendedores de manchetes, misturando a crise do subprime com as curvas da Sabrina Sato. Ali o leitor lia, lia ou nem tanto. Os jornalões recebiam cartas de alguns leitores e publicavam o que bem entendiam. Agora o ambiente é "inóspito". É o admirável mundo novo.
cacalo kfouri , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 2/4/2008 às 12:07:13
o teor da matéria é confirmado pela maioria dos comentários postados.
Pedro Meira , Fortaleza-CE - Funcionário Público
Enviado em 2/4/2008 às 11:32:51
A referência a Beavis e Butt-head me fez lembrar da Dária, personagem principal de outro desenho exibido pela MTV, talvez o Bucci também se recorde. Era o completo oposto da prefalada dupla, uma garota inteligente e de forte espírito crítico. Nem de longe alcançou a fama dos dois meninos malcriados, o que é muito indicativo da cultura em que vivemos.
Paulo Fernandes , São paulo-SP - Consultor
Enviado em 2/4/2008 às 11:32:28
Na minha opinião esse texto sim, é uma tentativa de estabelecer estereótipos e preconceitos. Ao atribui-los a quem os critica. Desqualifica seus interlocutores, quem os critica ou são de uma facção ou de outra, não existe a possibilidade de tratar-se de um ato de insatisfação com a conduta da categoria que você representa. Infelizmente a imprensa segue cavando o próprio tumulo, perde a credibilidade a cada dia ao se posicionar de maneira histérica, em uma permanente cruzada ante governista. Espero que não tome os meus comentários como um ataque raivoso ou pratica intimidatoria ao sagrado direito de liberdade de expressão jornalística, mas o que estou apontando é uma questão estatística. A desproporcionalidade com que a imprensa bate no atual governo em relação ao antecessor, pode ser percebida e medida por qualquer um que tenha um pingo de sensibilidade. Não sou eleitor de Lula nem me considero de esquerda.
Reinaldo Leme , Sorocaba-SP - Segurança
Enviado em 2/4/2008 às 11:06:49
Talvez voçês queiram que o papel do internauta seja apenas de um mero consumidor dos produtos dos links. Assim como contece com as principais revistas, aonde é dispensado pelo menos 20% de suas páginas à propagandas comerciais. Resumindo: não questionem, apenas consumam.
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 2/4/2008 às 11:05:30
Muito bom, Eugênio Bucci. É um artigo que nos faz meditar. Quem pode atirar a primeira pedra? Jornalistas e leitores precisam realmente agir com responsabilidade, se queremos ter um dia uma democracia pra valer neste país. Boa essa sugestão de não admitir o anonimato, sobretudo de quem emite uma opinião em veículo público. A imprensa, a esse respeito, já melhorou muito. Quem não se lembra ainda dos tempos dos "A pedido", em que alguém, geralmente o dono do veículo, se valia do anonimato para tentar tirar uma castanha quente com mão de gato? Assis Chateaubriand e muitos outros já se valeram de recursos como esse ou assemelhados, usando para isso jornalistas que ou faziam ou eram demitidos. Já tivemos muitos maus e muitos bons patrões, como já tivemos - e temos - bons e maus jornalistas. E muitos maus e muitos bons leitores. Essa perseguição contumaz e sistemática a Alberto Dines, neste espaço, por exemplo, não pode ser recebida como coisa normal e democrática. Acho que essa é também a opinião da maior parte dos leitores desse OI, mas como saber, se eles não se manifestam com a mesma intensidade e empenho dos outros? Artigos como este, que nos fazem pensar, sempre serão bem-vindos. Pelo menos, para mim.
Thielli  Bairros , Cuiabá-Mt - Jornalista
Enviado em 2/4/2008 às 11:00:07
Acredito que comentários e críticas (construtivas e destrutivas) são sempre bem-vindas. Mas passar para um baixo nível, com palavras de baixo calão e sem nenhum argumento é demais! Concordo com o articulista quando pede um pouco mais de respeito...
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 2/4/2008 às 10:45:14
Caro jornalista,todos que frequentam os espaços interativos da internet,sabem que existem pessoas usando a relativa impunidade do anônimato do meio,para destilar ódio,falta de educação e destemperança,isso é fato,e em função da educação que recebi,sou de opinião que isso tem que ser combatido incansávelmente.Por outro lado,cabe aos jornalistas se abrirem os olhos para a nova realidade que a internet apresenta,e a menos que os srs. queiram acabar com ela,vão ter que se acostumar com a idéia de ver muita gente apontando para as asneiras que os Srs. falam e escrevem.Por exemplo,para mim que sempre fui empregado,achei hilária aquela parte que o Sr. fala sôbre o baronato da mídia ser plural,com várias orientações ideológicas,e o fato de êles ganharem dinheiro antes e/ou agora,os torna isentos de interêsses de classe,ou democráticos a ponto de dar liberdade aos seus empregados.Ficou parecendo que a mídia é formada por associações liberais e não empresas com os mesmos interêsses setoriais,e que se move em bloco qdo. certos interêsses são contrariados.
Kleber Carvalho , B.H.-MG - -
Enviado em 2/4/2008 às 10:36:07
Espero que o articulista não esteja propondo que os internautas tenham também "formação acadêmica" para divulgar comentários sobre o que se escreve na mídia, notadamente a eletrõnica, sugiro que você escreva sobre a triagem que o jornal Folha de São Paulo faz com as cartas dos leitores, chega ser bizarra, espero que você escreva sobre a triagem feita por alguns blogueiros que publicam somente comentários favoráveis às suas teses e textos, esta relação escritor/leitor vem se aprimorando mesmo que lentamente, o OI aparentemente não segrega comentários, até mesmo alguns ofensivos a comentaristas e articulistas, creio que a democracia eletrônica seja salutar para construírmos uma sociedade livre de interesses escusos e inconfessáveis do patronato midiático e a internet é um campo extremamente fértil para a proliferação deste tumor benigno para a sociedade, basta da ditadura midiática imposta goela abaixo, viva o contraditório, viva a INTERNET, única mídia onde o povo pode dar vazão à sua indignação contra a máfia midiática que impera no Brasil.
Paula Motta , Sao Paulo-SP - ---
Enviado em 2/4/2008 às 09:41:23
Ou seja, a imprensa é boa, o problema são os leitores, que não prestam e discordam de opiniões autoritárias. Se um colunista chama leitores de debilóides, o que ele espera receber? Flores e elogios?
Marcelo Thompson , Niterói-RJ - Engenheiro
Enviado em 2/4/2008 às 09:33:26
Assim como existem os jornalistas éticos e os não éticos, os que escrevem por si e os que são "cavalgados" e os que são de esquerda e de direita, existem leitores que expressão sua opinião de maneira educada e os que apenas esbravejam frases feitas e sem nexo entre si. Exemplo: neste espaço (o OI), parece haver mais do primeiro tipo. Leitores que expressam suas opiniões sem ofender. Mas, Eugênio, veja bem: o jornalista tem a OBRIGAÇÃO de ser ético, independente do leitor e não ao contrário! O que vemos hoje é um desespero da mídia em geral por escândalos, crises e coisa que o valha para aumentar vendas (que no final, é o que interessa). Porém, que ironia, as vendas de revistas e jornais impressos só cai. A audiência do monopólio GLOBO só cai. Não há como negar: no Brasil, a mídia (generalizando, obviamente) tem um lado bem definido, no que diz respeito à política.
Clodoaldo Damasceno , Natal-RN - Publicitário
Enviado em 2/4/2008 às 09:04:01
Caro Eugênio, há meses estava sem ler o Observatório e hoje retorno, dando de cara com seu texto. Entrar na discussão das minúcias não parece cabível nesse espaço. Mas deixo claro que sinto, a cada entrelinha do seu longo escrevinhar, o mesmo terror suscitado nos diretores da chamada grande mídia ao perceberem o fim do monopólio da distribuição de informação. A descentralização do poder de formar opinião, ao que me parece, é a marca desse "jornalismo da nova era". Deixe que os cães ladrem, esse é o seu papel social. Amordaçá-los é a atitude que gente como você parece ter combatido durante anos. Mas, ao mesmo tempo, contente-se em ser, nesse novo momento histórico, apenas mais uma fonte de informação e opinião.
marina chaves , marilia-SP - bancaria
Enviado em 2/4/2008 às 08:47:40
puxa, eu sempre participo desse espaço comentando artigos, expressando a minha opiniao, mesmo que não seja genial..... lendo o artigo me deixou a impressao de que estou tambem a agredir....
Alberto Gusmão , São Paulo-SP - Químico
Enviado em 2/4/2008 às 08:28:05
Corretíssimo Eugênio Bucci. Isso é preocupante e mostra o quanto o brasileiro é grosseiro e mal-educado. Na maioria das ocasiões, discute-se como se estivesse num boteco. Penso que essa oportunidade dada ao leitor para dar sua opinião infelizmente se tornou, ao invés de democracia, um democratismo.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 2/4/2008 às 03:09:44
O grande problema é q os jornalistas ainda não entenderam direito q coisa é essa de internet. Antes, estavam em posição superior, agora estão na posição de (quase) iguais. Antes, escreviam com impunidade. Não havia contraditório e o leitor passou a assumir a opinião do jornalista como verdade absoluta. Era puro vaticínio, pregação, nunca um diálogo. Agora, a relação é mais horizontal (embora não totalmente), eos jornalistas continuam a vaticinar em vez de dialogar, e se surpreendem q as pessoas não gostem de serem tratadas dessa forma. É claro que existem exceções de ambos os lados: alguns jornalistas como o Caroni (entre outros do OI), por exemplo, entenderam q não basta nos "iluminar" com suas conclusões e palpites e que para debater qquer coisa é preciso expor o raciocínio e as provas. Não basta dizer q "X é preconceito" sem dizer como se chegou a essa conclusão. Quem discute na internet - com algumas exceções - gosta e é capaz de pensar, e a opinião deste ou daquele não lhe interessa, mas sim como ele chegou àquela opinião. No dia em q vcs sacarem isso, a coisa melhora. Sempre vai ter o troll, essa praga da rede, mas pelo menos não serão confundidos com aqueles q não aceitam ser tratados como ovelhas. Em suma: mais fatos, mais argumentos e menos sermões.
Paulo  Rio de Janeiro , Rio de Janeiro-RJ - Analista de sistemas
Enviado em 2/4/2008 às 02:24:34
Na maioria dos países, exceção da China, Cuba, Coréia do Norte e outros onde vetustos regimes barram o acesso aos conteúdos que não lhes são, digamos, favoráveis, a internet é um espaço livre, democrático, onde estão presentes o melhor e o pior da manifestação humana. A disseminação do uso de computadores trouxe para o ciberespaço a mesma diversidade existente na sociedade. Há desde os que querem, sincera e honestamente se fazer ouvir, até os que são pagos para perseguir, achincalhar, ofender, agredir ou simplesmente, encher o saco. Os jornalistas são alvos preferenciais por pertencerem a um grupo diferenciado: - os profissionais. O jornalista faz por dever de ofício, compromisso ou por estar a soldo de alguém, o que o anônimo obra por idealismo, convicção ou até inveja. E é este o ponto. A virulência, a grosseria, a falta de ética são próprias dos descontrolados, mas, principalmente, dos amadores. Portanto, não há como conclamar a uma subida de nível. A mensagem não chegou até eles, e nunca chegará. Fazem por não saber fazer de outra forma. São amadores. E, na maioria dos casos, desocupados.Cabe, pois, aprender a conviver com a patrulha, com a perseguição, com a baixaria, com o oceano de asneiras que percorre a Grande Rede. Há lições importantes nisso, mas a melhor delas é entender que a mensagem chegará tão mais longe quanto maior a força do texto.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientfico/nc
Enviado em 2/4/2008 às 00:39:54
Este post ee tao estapafurdio... ee um chiste, nao? Primeiro de Abril? Se sim, foi realmente muito bem feito.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/nc
Enviado em 2/4/2008 às 00:36:00
Haha, certamente os jornalistas tupiniquins nao merecem os leitores q tem. Vejam o caso do Luis Nassif e Reinaldo Azevedo. Mostram ser tao cavalheiros e eticos. Um faz postagens c/ ameacas veladas, diz saber de casos extra-maritais, ataques de colera, e diz ter informacoes sobre o carater duvidoso do rival. O outro faz verboragia de tal maneira q realmente parece ser insano. Os dois fazem-se de vitimas... como o caro jornalista. Certamente com jornalismo deste tipo, tambem fico surpreso c/ a qualidade de comentarios q rola na web. Os leitores nao merecem os nossos cultos, educados, e eticos jornalistas. Segundo o raciocinio do caro Buci, foram os leitores q influenciaram o LN e o RA a escrever este tipo de sei-la-o-que (talvez os nassifistas e reinaldistas vao dizer q ee jornalismo, porem tenho as minhas duvidas).
Rodrigo Silva , uberlandia-MG - advogado
Enviado em 1/4/2008 às 23:20:47
Alguns dos comentaristas lêem a epígrafe e já pulam para os comentários. O Articulista não quer silenciar ninguém, só pediu educação. Não é muito.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 1/4/2008 às 22:23:16
Querer um ambiente totalmente asséptico na internet é mera utopia. Concordo que muitos não estejam capacitados para manterem um nível mínimo de cordialidade nas discussões.Que se eliminem os que ultrapassam os limites é aceitável. Que se identifique melhor os participantes é aceitável pois todos devem ser responsabilizados pelo que dizem. Entendo que articulistas fiquem abismados com algumas coisas que lêem, mas são ossos do ofício. O que não entendo é a radicalização que alguns articulistas estão fazendo quando pintam a internet como um local onde somente fanáticos, lunáticos, radicais e demais dementes venham destilar suas neuras. É lógico que os agentes primários são modelos de educação, perfeição, ética, abnegação, cultura e não são perfeitamente compreendidos pelos reles mortais que não habitam o Olimpo. E aí, os grandes deuses nos colocam todos em estereótipos tais como: raivosos, brutais, bestiais, horda de destemperados fanáticos, esquerdas, direitas, deseducados, furiosos, desesperados, injuriosos, infames, adestrados, anônimos, loucos, candidatos a tirano, vingativos, subterrâneos da democracia, agressores disfarçados de povo, massa, massa truculenta, massa antidemocrática, etc, etc, etc.(Obs:todos os adjetivos foram retirados do texto em questão).Se os articulistas tem de ler cada coisa dos leitores, nós leitores temos que ler cada coisa dos articulista.
Marcio Peralta , Petrópolis-RJ - Médico do Trabalho
Enviado em 1/4/2008 às 22:22:36
Comentários insultuosos, ofensivos e que tais, não serão publicados. Está bem nítido na página acessada. A advertência foi colocada óbviamente por quem já esperava destempêros verbais e a escandalização do autor soa um pouco pueril. Do outro lado da tela vemos também de tudo, embora sem direito a advertências: Tentativas de imbecilização de leitores, assassinatos à verdade factual, criminalização e julgamento sumários de pessoas e partidos Tudo bem protegido por "fontes anônimas", explicado por"spin doctors" e outras anomalias .O risco é imenso de ficarmos mal informados e com opiniões distorcidas. Interessante a tese de que a ètica da Imprensa deva ser diretamente proporcional à ética de seus leitores. Dificil será convencer os bom jornalistas a tal contorcionismo.
arnaldo boccato , campinas-SP - jornalista e publicitário
Enviado em 1/4/2008 às 22:03:46
1 - Por mais que Eugênio Bucci tenha explicitado e repetido à exaustão que não difere esquerda de direita (como se fosse ele um BBB extemporâneo), levou algumas pauladas carregadas de neo-ideologia excludente (“ou você pensa como nós ou está contra nós”, parafraseando George W. Bush). 2 - Patricia Valiño, apesar de dar uma discordadinha do autor, você, o Eugênio Bucci, o Nelson Motta (em artigo recente na FSP, com esse tema) falam da mesmíssima coisa. TER RAZÃO, pra muita gente, vale mais que o motivo pelo qual se está discutindo, discussão aqui no mais estrito sentido do salutar debate de idéias. A tentativa de imposição do discurso através de retórica suspeita é puro fascismo de esquerda tanto quanto é stalinismo de direita. A história prova que radicalismo não costuma gerar idéias novas, quando muito, cria guerra fria e estimula o terrorismo. O diálogo proposto por você e pelo Bucci funcionam muito mais. 3 - Quanto aos “posteiros” suspeitos, “yo no creo em posteros fantasmas, pero que los hay, los hay”. Quem circula pela “blogosfera observativa” consegue perceber quem é real (e merecem respeito, mesmo que sejam irritantes e que se discorde deles) e quem parece real, entidades cuja identidade e texto parecem ter saído de algum press-release, só PRA TER RAZÃO.
Eduardo Aunaso , Canavieiras-BA - Funcionário Público (Assist. Técnico)
Enviado em 1/4/2008 às 21:22:42
Transpomos a era da manipulação televisiva para entrarmos na era da manipulação massiva da internet? Somos capazes de entender, somos capazes de ouvir, de ler, de falar, de pensar. Não seremos capazes de respeitar? Da mesma forma que não devemos acreditar que todo jornalista é isento ou manipulador, também não devemos acreditar que todo internauta é crítico ou paranóico (deixemos o maniqueísmo de lado e observemos que subjacente aos diversos interesses deve sempre permanecer a fome de verdade). Escutemos o alerta agora para que depois não possamos dizer: "eu não sabia". O remédio para a estupidez é só um: educação que conduza à reflexão. Que o exercício da crítica seja sempre o exercício da reflexão.
José Orair da Silva Silva , Belo Horizonte - MG-MG - Bancário
Enviado em 1/4/2008 às 20:47:47
Acho que entendí. No pedestal a mídia brasileira plural, democrática e isenta. Um muro intransponível separa as redações dos departamentos comerciais e tal como um cinto de castidade, preserva a pureza virginal das redações dos assédios insidiosos dos interêsses econômico-financeiros. Patrões e jornalistas irmanados têm apenas um compromisso: divulgar a verdade doa a quem doer. Os jornalistas são considerados como uma sacrossanta e especial categoria de trabalhadores que, por definição, paira acima dessas atribulações que atormentam os comuns mortais. Os patrões, por outro lado, constituem uma categoria especial de capitalistas, que enxergam o lucro apenas como um mal necessário e decorrente do seu papel civilizatório... Em contraposição, temos os leitores, sempre ignorantes, preconceituosos e mal agradecidos, não entendem que as informações e interpretações devem transitar numa via única onde os transmissores, dotados do necessário preparo técnico e cultural, apontam o caminho do saber para a massa ignara. E o que é pior, agora estão envolvidos em grandes conspirações, perturbando a tranquilidade dos sacerdotes da informação. Assim, de agora em diante, arrependido e tomado de temor reverencial pela autoridade dos jornalistas, pretendo afastar-me desse perigoso e pecaminoso mundo da internet e retornar ao seio da mídia tradicional...
Cid Elias , fortaleza-CE - hoteleiro
Enviado em 1/4/2008 às 20:08:36
O eugênio foi "enquadrado". Um artiquete incorreto, baseado em generalizações pífias, o qual eu chamaria de "estréia do novo dines". O autor comprovou ao escrever o troço acima, que mais uma vez o Presidente Lula tomou a decisão certa.
Rogério de Almeida Abreu , Belo Horizonte-MG - comerciante
Enviado em 1/4/2008 às 20:04:16
Bucci, seu artigo é muito bom e trata de um tema que está na ordem do dia. Outros, vários, articulistas já tentaram decifrar o que vem acontecendo. De uma maneiro singela, sem a pretensão de aprofundar no tema, creio que o que acontece agora é pontual, é uma etapa que temos que passar. Independente do veículo, as formas convencionais de comunicação sempre foram unilaterais, não por culpa do veículo, a forma existente não permitia ser diferente. Por outro lado, a imprensa (sem generalizar) sempre atuou de forma muito arrogante. Para o cidadão comum, "era a dona da verdade". Há um refluxo na internet embasado nesta história. Mas aqui, no Observatório da Imprensa, encontro comentaristas mais arejados, propensos a discutir idéias. Provavelmente vocês, por aí, fazem uma triagem. Isto é razoável, isto não é razoável. E acho que deve ser assim mesmo. Faz parte de um processo educativo. Por outro lado Bucci a comunicação via internet tem muitas virtudes. Uma, dentre várias que me vem a cabeça,. é a de que o jornalista/articulista/colunista pensa, analisa um pouco mais sobre o que vai redigir, não para agradar mais, mas para errar menos.
Luciano Prado , Fortaleza-CE - Advogado
Enviado em 1/4/2008 às 20:02:41
Com todo o respeito, mas o texto do articulista não é o primeiro que leio recentemente orientado num mesmo sentido. Parece que a publicação de pesquisa sobre as relações na internet andou mexendo com a coragem e brio de alguns. Outro dia li artigo carrancudo de Heitor Cony descascando para cima dos internautas. Coisa de gente que sabe tudo sobre a vida, que conhece tudo, que tem a solução para tudo. Fiquei a imaginar que talvez ele tivesse a solução para o problema de espinhela caída que acomete o meu vizinho. Ou sobre aparições em Varginha. Com certeza, se chamado, resolveria o problema da dengue no Rio. Tem cada uma!
Cesar Martins , Itumbiara-GO - mecânico
Enviado em 1/4/2008 às 19:34:15
Queremos apenas nossa própria liberdade de expressão, enquanto que alguns jornalistas querem a liberdade de manipulação.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 1/4/2008 às 19:27:30
Senhor Bucci então esta zangado com os internautas que navegam nos pros e contras da via de mão dupla dessa estrada que vai desembocar na cidade do jaz - nunca mais. Na lapide estará escrito este foi um jornalista que não gostava de comentarista que fosse do contra e, que não escrevesse desaforos, apenas palavras que enaltece o ego do escriba de plantão. Senhor Bucci então deixa para lá seu aborrecimento e procure aceitar todos os tipos de culinária, seja ela bem feita ou mal feita, com erros ou acertos de muito ou pouco sal na forma de escrever ou falar a nossa complicada língua. Abraços socialistas...
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 1/4/2008 às 18:59:55
Abstratamente, não há nenhum retoque a fazer na idéias defendidas pelo articulista. Porém, quando avaliamos em concreto o contexto das participações, não há como deixar de concordar com as observações de vários comentaristas, no sentido de que muitas vezes apenas reagem a determinados textos publicados, inclusive neste OI. Note-se, por exemplo, nesta mesma edição, o artigo que trata do problema pelo qual passa o ex-jogador Casagrande, no qual o articulista se vale de palavras como "lixo", "picaretagem", "jornalismo-cafajeste", dentre outras. Muitos dos leitores deste OI são, por opção, leitores das revistas da Ed. Abril. Como devem reagir? Mais: a Carta Capital tem propaganda neste espaço. Como devem reagir aqueles que percebem a incompatibilidade existente entre a ação de observar e a de servir, ao mesmo tempo, de espaço de propaganda da revista a ser observada? Minha conclusão? É a de sempre, a de que certos veículos não são observados, ao menos sistematicamente, o que INDICA uma tomada de posição por parte deste OI. E nem sempre de forma elegante e educada, como já me referi acima.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 1/4/2008 às 18:17:10
"O ser invisível de ontem revelou-se o candidato a tirano da moderníssima interatividade": mais sobre os eus anonimos entao. Alguns deles repetem sentencas, estruturas verbais, erros de portugues, uso de pontuacao, uso de parentesis, uso de expressoes, uso de malapropismos, uso de analogias, e vai por ai... Eu estou suposto a fingir que nao estou vendo? Nao vai ser eu, que nao uso alias, que vou fingir que nao estou vendo a mesma fonte em diversos comentarios, e francamente, ate mesmo alguns blogs de extrema direita. (sorry, EB, eu nao conheco a extrema esquerda brasileira, e nao saberia muito a respeito, mas que tem muito mais gente real nos blogs de esquerda do que nos blogs de direita na ha duvidas. A coisa chegou a um ponto que, pelo menos nas infiltracoes espiritas, ate mesmo os avatares no orkut eram os mesmos dos trolls norte americanos cujas opinioes estavam sendo copiadas verbatimtim-por-timtim... sim, eu vi com meus proprios olhos.)
Nonato barboza , fortaleza-CE - aposentado
Enviado em 1/4/2008 às 18:03:31
Lamentável. Colocar no mesmo lugar comum todos internautas é uma sandice. Compreensível, vindo de quem estava acostumado a não ser questionado. Os tempos são outros. Os "desperdiçadores de tinta", como Schopenhauer assim chamava os escrevinhadores infames da época, agora estão tendo que provar do próprio veneno. Agora prevalece a ética da reciprocidade: [ ]
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 1/4/2008 às 18:00:14
"Já é tempo de virar o disco. Já é tempo de buscar outro nível de diálogo. Já é tempo de remover do nosso meio o entulho dessas imagens preconceituosas": diga o aa IMPRENSA LATINA E BRASILEIRA, ambas as quais esmagaram o dialogo. Eh a media brasileira que esta monologando ha mais de uma decada.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 1/4/2008 às 17:21:42
Percebe-se que a grande mídia, sem generalizações, está tentando se adaptar à convivência com o leitor, o ouvinte, o espectador, tanto quanto o outro lado com o jornalista. Antes era uma via de mão única. Acontece que a interatividade permitiu isso de forma abrupta e tal situação é natural. Deixando os afobadinhos de lado, desgutar uma informação é um exercício de aprendizagem mútua. Espaços como este do OI são ótimos para isso, pois além de se discutir a matéria em si, também se consegue bons diálogos com os outros freqüentadores. Gosto, por exemplo, de discutir com pessoas como o sr. Max Suel, ou o sr. Thiago Conceição, cujos pensamentos mesmo sendo diametralmente opostos ao meu, são inteligentes e sólidos, não apelativos. Da mesma forma com os jornalistas de plantão por aqui. Aos que se debatem em palavrões e impropérios, devemo-lhes dar o nosso desprezo.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 1/4/2008 às 16:49:41
O primeiro troll surgiu com o primeiro fórum, assim como o primeiro dono da verdade surgiu com a primeira discussão. Não é nenhuma novidade. Assim como não é novidade escrever um monumento ao ad hominem, como esse seu texto, tentando "colar" certos argumentos aos trolls e, assim, desmerecê-los a priori. Se uma imprensa ética exige um leitor ético - o q é um absurdo, pois uma coisa nada tem a ver com a outra - o q um argumento anti-ético como o ad hominem mencionado merece? Ofensas? O cerne da questão é q se combate fogo com fogo. Vcs, jornalistas, estão em uma posição privilegiada. Podem expor suas opiniões e defender seus interesses de forma a serem lidos por milhares de pessoas, muitas vezes com hipocrisias, falácias, mentiras. E a toda ação corresponde uma reação igual e contrária: os leitores, q estão em posição desfavorável, se enfurecem com sua impotência em relação ao q consideram falso ou abusivo ou injusto, etc. Por exemplo: ao criar os muitos espantalhos q vc criou, como "a idéia de que todos se articulam com fins partidários é outro preconceito", q não corresponde ao argumento efetivamente utilizado, vc induz o leitor a responder com força igual à sua falta de honestidade, o q pode facilmente levar à fúria quem se esforça para expor cuidadosamente seus argumentos e depois vê-los distorcidos dessa forma. Essa reação é compreensível. A ação, não.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/n.c.
Enviado em 1/4/2008 às 16:40:20
O caro jornalista fica a escrever q o problema sao os leitores... humm, seraa q ee verdade? Seraa q o problema nao seja soo leitores, mas tb quem escreve a noticia? talvez o problema ee a falta de cultura do brasileiro? ee isso q o jornalista estaa a insinuar? Deixa eu lhe dizer uma coisa, q talvez o caro nao saiba. Nao estamos na Franca, nao somos franceses. Todo o post parece ser um chororo danado... os "pobres" jornalistas, q viviam na torre de marfim agora tem q conviver c/ criticas. Se o problema ee a qualidade das criticas, talvez o caro jornalista estaa no lugar errado. Se nao quer um feedback, entao volta p/ a academia. Ee como aquele ditado mineiro (q veio da Italia), "se nao aguenta o calor, que saia da cozinha". Pelo jeito depois da implantacao do conselho federal de jornalismo, o proximo passo seria introduzir a etica dos "leitores", ou como os leitores devem ler as noticias...
Luciano Prado , Fortaleza-CE - Advogado
Enviado em 1/4/2008 às 16:30:06
Talvez haja outra teoria que explique os vômitos e arrotos dos internautas: a lei da física segundo a qual toda ação corresponde a outra de mesma intensidade e em sentido contrário. Olha o que o nobre jornalista escreve: “Uma imprensa ética exige leitores éticos”. Quer dizer que a relação da imprensa com o leitor deve partir da premissa de que a imprensa é e sempre foi ética? Tenha a santa paciência! E que antes do acontecimento da internet a imprensa venerava a ética e praticava a fina flor do jornalismo? E que só agora, em razão dos vômitos e arrotos dos internautas desandou? Pára que eu quero descer! Para ter o direito de exigir ética, boas relações, diálogo, crítica construtiva, argumentos civilizados a imprensa precisa, antes respeitar o leitor. A imprensa sequer admite a possibilidade da autocrítica, da correição. Tem vergonha do ERRAMOS. Só admite as escondidas. Suas entidades representativas de classe não são dignas de assim serem denominadas. Não existem, não representam os jornalistas. E não há no meio quem denuncie. Qual e quantos órgãos da imprensa acolhem a figura do ombudsman? Poderia passar o dia todo enumerando quantas vezes fui vítima de vômitos e arrotos, mas o espaço me escraviza.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 1/4/2008 às 16:14:45
O texto nos põe a pensar. A penúltima frase: " Uma imprensa ética exige leitores éticos." merece minha total concordância; contudo, e quanto à imprensa aética ? esta merece leitores éticos ? Quando a imprensa toma partido de forma deslavada, preconceituosa e desonesta, merece que nos portemos com ética ? Aqui neste espaço do OI temos diversos exemplos de jornalista e outros que abusam e não mostram a honestidade intelectual que seria desejada para um jornalista. Neste caso o que como leitores devemos fazer ? Agredir ? Não. Ofender ? também não; porém não podemos ficar inermes e muitas vezes nossas reações refletem um inconformismo pela atitude destes jornalistas. Acredito que este jornalista Bucci neste texto está sendo sincero e ético, e merece minha total aprovação. Quanto à eventual exigência de apresentação de um RG quando do envio de mensagens para o OI: de minha parte nada a opor, apenas exigiria que fosse preservada a identidade, a qual ficaria restrita ao site, tal qual acontece hoje com o meu endereço eletrônico.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 1/4/2008 às 16:11:09
Caro escriba não se poltronice em ler comentários quem vai do pensamento doce ou amargo, bem como o embolorado, isso faz parte do jogo da vida. Uns falam bem, outros mau e outros nem tanto. Unanimidade só existe na natureza, a qual nos apresenta animais dos mais variados trejeitos animalescos e tudo corre em harmonia milenar. Pensamento único só existe no neoliberalismo e, entre os burgueses, os quais não entregam a rapadura há quem quer que seja. Seja tolerante e continue sua curta viagem da vida aceitando gregos e troianos. Abraços socialistas...
italo dueck , campo grande -MS - tec telec
Enviado em 1/4/2008 às 15:55:19
O observatório da Imprensa sugere que se observe as discrepâncias da mídia, pensa o leitor que diante da liberdade de expressão que temos, todos os jornalistas são livres para estabelecer sua posição, sem ataques agressivos, mas denunciando sim toda maneira de supressão de espaço em virtude de opinião. Espera-se, também, enxergar equilíbrio nas manifestações político-partidárias emanadas por parte da Imprensa, não se pretende comparar forças com um tele jornal, veja o suposto dossie é tratado como falso contra II, e nessas horas queremos o observatório da Imprensa mais ativo, respondendo com igual intensidade. A sistemática sugestão aos eleitores, por parte da Imprensa, para que devolvam o Executivo Federal ao PSDB/DEM(ex-PFL) está virando hino. Não tem que ser petista, para não querer que nenhum cidadão esteja à mercê de estereótipos, que condenam e assassinam biografias.
João Motta , Florianópolis-SC - dentista
Enviado em 1/4/2008 às 15:49:43
Concordo com os que detectam problemas nas duas pontas: leitores e jornalistas. O artigo foi crítico com relação aos leitores e indulgente com o lado do jornalismo. Sobre o fla-flu direita e esquerda, a agressividade, falta de educação e orquestração ocorre de todos os lados.
Tiago de Jesus , SP-SP - analista de sistemas
Enviado em 1/4/2008 às 15:10:13
Leitores éticos não vão brotar do chão. Não funcionam assim as coisas na internet porque não funcionam assim as coisas entre pessoas. Sites que tratam seus leitores como platéia só podem esperar gritos e urros mesmo. Nada será como antes, já dizia, acho, um cantor da Jovem Guarda. Os exemplos estão aí: leia os comentários no Observatório da Imprensa, são em sua maioria civilizados, ao menos. Tratar os leitores com respeito e franqueza rende frutos, claramente. Compare com os comentários do blog do Josias de Souza da Folha, ou Lucia Hippolito da CBN, jornalistas sérios que, na minha opinião, jogam para a platéia, fazem embaixadinhas nos seus blogs. Quem é atacado como foi descrito acima não é culpado por trazer violência contra si mesmo, mas um retorno a outros tempos em que a mesma violência era uma prerrogativa não raro utilizada por jornalistas não me parece uma alternativa desejável. O pacto que o jornalista deseja no artigo envolveria milhões de pessoas, resolveria todas as guerras e crises diplomáticas do mundo instantaneamente. Como ainda não chegamos lá, que tal tentarmos todos entender uns aos outros melhor e deixarmos os ogros, públicos e privados, da tribuna do senado e do balcão do botequim, falando sozinhos, com as paredes talvez?
Antonio Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Fotógrafo
Enviado em 1/4/2008 às 15:05:19
Esqueceu de uma coisa básica nesse artigo: o jornalismo acabou. Agora só existe o leitor informado e informador. Suas informações são digeridas, processadas, contraditas, pensadas, reescritas e, por fim, o que sobrevive foi socialmente construido. ética jornalistica, padrão jornalístico, normas de educação?!?! Quando isso existiu como regra no país? Esse jornalismo das redações está nos estertores e ainda não entendeu. Pensa que a culpa é do leitor que opina. É nessas horas que penso até na pouca utilidade que temuma série como a da Veja do Luis Nassif. Pelo que ele está brigando? a profissão dele se acabou, em grande parte por culpa dos próprios jornalistas. Ainda poderosos na derocada, mas em fim de vida. Perdeu, tio! Deixa pros cientistas sociais explicarem o fenômeno :P
Ricardo  Ceragioli , são paulo-SP - comerciante
Enviado em 1/4/2008 às 15:02:36
O texto ficaria mais atraente se fosse, talvez, inverso, dizendo sobre a qualidade e o respeito com que muitos internautas imprimem dia-a-dia na internet. E não são poucos. Quanto aos grandes meios, respeitosamente minha opinião é que são, sim, um conglomerado político, mais do que isso, é um poder, não constituido, mas consagrado, como muitos já sabem. Não existem apenas para lucrar com suas atividades; pelo contrário, as vezes se metem deliberadamente em prejuísos, para que "suas causas" sejam atendidas. Extendendo isso também à muitos jornalistas, que jogam sua reputação no lixo para fazer valer sua opinião partidária... claro, existem também àqueles que procuram apenas ascensão no mercado de trabalho, ou mesmo por necessidade, mas que igualmente prestam o desserviço à informação. O ináceitável mesmo é quando vemos títulos, como este da nova enquete do OI: "A mídia consegue interpretar a opinião dos favelados?", que chega, assim, fora de contexto, sendo que a última enquete, por ter sido voto-contrária à opinião "maioritária" dos "profissionais" do jornalismo, dizendo que a informação é mais confiável na internet do que nos meios oficialescos. Acho, respeitosamente, que tentam desqualificar a opinião nobre, autêntica e democrática do internauta. Isso revolta.
Patrícia Valiño , Rio de Janeiro-RJ - Webmaster
Enviado em 1/4/2008 às 14:44:29
Pense no Galvão Bueno. Alguém q, em meio a um debate, quer ter razão acima de tudo. Tem um desejo incontrolável de provar que está certo. Alguém que buscará no mais profundo e oculto recanto de todo saber que possui aquele argumento que comprova o que diz. E tem prazer quando alguém lhes dá razão. Ouvindo-o falar na TV... Quando alguém lhe dá razão, nossa, é quase um prazer sexual. Ele se orgulha e repete mil vezes, durante uma semana ou mais: "eu falei e o Arnaldo CONCORDOU que..." Essas pessoas de q vc fala são assim. Qual o motivo que as leva a debater? O desejo de expor o que sentem e pensam? Não. De contribuir para encontrar a resposta? Também não. ELAS QUEREM TER RAZÃO. Argumentam, se desmentem, invertem (quando há!) a lógica e omitem fatos. Fazem tudo para alcançar aquele fim, aquele clímax, que é fazer o outro lhe dar razão. Às vezes ficam agressivos, quando vêem que não vão conseguir. Só q para cada Galvão, há centenas de telespectadores em casa dizendo "Ah, cala a boca!". E um monte de gente que até ri dessa mania boba de querer estar sempre certo (eu sou uma!). Meu conselho é: ignore o excesso de testosterona. Não vale a pena ligar pra isso, esse é o tipo de gente que te escreve pra te agredir e ainda acha q vc tem a obrigação de publicar insultos! Não se engane, não há dever democrático que obrigue alguém a isso. E por favor, não fale como se eles fossem maioria.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 1/4/2008 às 14:32:12
Complementando e concordando com o Eduardo Guimarães e Fabiana Tambelini, algumas generalizações feitas pelo autor são frágeis. Primeiro, todos os leitores (estou me referindo somente ao OI) são agressivos e destemperados? Em outros lugares não sei, mas aqui no OI são minoria. Quanto à generalização de que não há conluio entre os donos de grupos de mídia, nem vou me deter porque já foi amplamente demonstrado por diversos jornalistas, sejam do OI, sejam de blogs indepedentes. O articulista parece atravessar fase semelhante à que atravessou outro articulista do OI, Luiz Weis. Em meados do último ano, também reclamando da selvageria de alguns comentaristas, Weis "fechou para balanço". Admito que não é fácil lidar com ofensas, não só porque incomodam mas também porque perde-se oportunidade importante para discussão. Atravessamos um momento momento politicamente delicado, em que a direita, dona do poder nos últimos séculos, joga sujo de muitas formas, achatando e apequenando toda e qualquer oportunidade de discussão, e reduzindo toda tentativa de discurso a um fla-flu da pior espécie. Mas as pessoas que estão ocupando papel de destaque precisam encontrar forças para manter o equilíbrio e não ceder/se ofender com as tentativas de puxar o discurso para baixo. Por outro lado, respeito a posição do articulista e desejo-lhe paz.
Claudio Bacelar , Belem-PA - e
Enviado em 1/4/2008 às 14:01:17
Concordo com a idéia central do texto, sem entrar nas generalizações, que são sempre perigosas. Já li comentários aqui, onde o comentarista propunha a medida de matar o jornalista. Não há como dizer que uma pessoa como essa esteja em perfeito equilíbrio. Lógico, que também temos muitos jornalistas tendenciosos e desequilibrados. Temos este espaço democrático, e é assim que deve ser, para contestar fatos. Os fatos devem ser contestados com argumentos lógicos. Muitas vezes o que prevalece é a paixão, mormente a política. Nessas horas o argumento é obtuso e medíocre. Existe uma coisa que passa despercebida e, muitos dos comentaristas, por serem jovens, não tem idéia do que seja uma censura. Pensem nisso e no que foi sofrido por muitos para que pudéssemos, agora, exercitar, com plenitude, nosso direito de dizer o que pensa a quem bem entender.
Dante Caleffi , Rio de Janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 1/4/2008 às 13:58:27
Concordo.Leitores conspiradores tais como,Reynaldo Azevedo,Diogo Mainardi, Ricardo Noblat,Davi Nasser,Carlos Lacerda, Amaral Neto,não se despreza nessa relação, a linhagem dos difamadores tampouco dos golpistas.
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 1/4/2008 às 13:54:32
Você disse que "De repente, o que era descartável entrou em cena." Compreendo sua irritação com os leitores agressivos, deselegantes e rudes. Entretanto, como faço parte da maioria "descartável" gostaria de registrar aqui minha indignação. Você se esqueceu de levar em conta as duas pontas do problema. Se por um lado os vidiotas (como gosta de dizer o Mino Carta) não tinham a menor condição de interferir na produção dos conteúdos de TV (jornais e revistas impressos também), por outro os homens que estavam no centro do palco da mídia (jornalistas, telejornalistas, editores, etc...) adotavam uma atitude autista. Vocês só davam atenção aos seus colegas de profissão e só se interessavam pelas notícias que os concorrentes haviam publicado ou publicariam. Às vezes vocês se interessavam pelas plataformas dos políticos e partidos com os quais simpatizavam. Em razão do exercício contínuo de metalinguagem, vocês (profissionais da mídia) presumiam que os leitores gostassem do resultado de seu trabalho, recebiam seus salários e dividendos no final do mês e consideravam-se no direito de formular uma agenda pública que nem sempre atendia os interesses da maioria silenciosa. Agora que a maioria grita, chinga e ofende para ser escutada (porque nunca foi consultada ou ensinada a se manifestar pela mídia), vocês se dizem ofendidos! O mundo não é feito de espelhos como gostariam os mídia!
Eduardo Goulart , Niteroi-RJ - estudante
Enviado em 1/4/2008 às 13:35:31
Concordo em gênero numero e grau. E ainda acescento : em virtude da tese de "IMPRENSA GOLPISTA" formulada por setores radicais e por este ser um fórum que justamente discute o papel da imprensa esses grupos ideológicos fizeram do OI um refém que quando não se comporta "bem" recebe castigos (injurias). Existe uma óbvia dissintonia entre os comentaristas desse blog e muitos de seus leitores pois os primeiros acreditam que apesar dos erros da imprensa essa não é anti-democratica enquanto que para os segundos a democracia só interessa se para servir a seus propósitos politicos e ideológicos sendo a imprensa apenas um porta voz de suas idéias. Tudo que eu posso fazer é ser uma voz dissonante da maioria aqui e dizer para os mencionados comentaristas : NÃO DESISTAM. A democracia é um processo de aprendizado que se aprimora praticando. Mas mesmo nas democracias mais avançadas existem os radicalismos as injurias a intolerancia. Isso faz parte da natureza humana. Infelizmente.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 1/4/2008 às 13:18:18
O articulista tem razão até certo ponto, mas culpa as pessoas erradas. Nada do que acontece hoje no Brasil aconteceu por puro acaso, o PT e o Foro de São Paulo planejam tomar o poder e não largar mais dele há tempos. Movimentos políticos de esquerda orientam o seus seguidores a militar contra a imprensa. Portanto os ataques nesses casos não são do "leitor mal educado", mas sim orquestrados ou promovidos por determinadas organizações interessadas em calar a boca de seus "inimigos políticos". No caso da direita nós não temos nenhum partido que nos diga o que fazer, e quando há alguma manifestação geralmente ela é baseada na indignação de vermos o errado ser festejado e o virtuoso ser esculhambado. Na direita há um senso de justiça, na esquerda há apenas a manipulação dos fatos para realizar um desejo de escravizar a todos sob uma ditadura socialista. A patrulha ideológica e os militantes anti-imprensa são os únicos inimigos da democracia.
Gersier LIma , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 1/4/2008 às 13:10:17
Eugênio, concordo com vc em parte. O que eu já pude observar e já descobri é que existem pessoas não sei se pagas para isso, que freqüentam os blogs para destilar seu ódio contra o Governo e contra quem o defende. Usam vários pseudônimos, ora falam que são jornalistas, ora falam que são engenheiros, etc., mas pelo palavreado, geralmente grosseiro e desprovido de fundamentos, sabe se que é um aspone ou coisa parecida. O que é ético? Esconder os escalabros dos gastos do Sr. Fernando Henrique e tentar impingir a culpa a Ministra Dilma? Na ótica e na ética da imprensa, o suposto vazamento é mais grave do que os gastos, claro, quem está governando é o Lula. Na questão das ambulâncias foi a mesma coisa, escondeu se o conteúdo e foi dado enorme destaque a suposta compra do suposto dossiê. Isso é ético? Se fosse o contrário, ou seja, fosse o pessoal do FHC que tivesse vazado o suposto dossiê, a maioria da população tem certeza que a mídia estaria dando o maior apoio divulgando os gastos que vazaram. E claro, livrando a cara e até elogiando o vazador mor, não do dossiê, porque nesse caso chamariam do nome correto, dos dados. Estamos em um novo tempo, e os jornalistas precisam saber disso. Foi se o tempo em que mentiras e calunias soltas no ar não tinham respostas. Achar os leitores, ouvintes e telespectadores sem inteligência, sem discernimento também é uma agressão.
Sidnei Brito , São Paulo-SP - Servidor Público
Enviado em 1/4/2008 às 12:55:19
A certa altura o texto diz: "a idéia de que são contrários ao governo federal é outro preconceito (muitos ganham dinheiro com esse governo assim como ganhavam no passado; alguns ganham mais)." Eis algo que realmente me incomoda: é o fato de boa parte da imprensa ganhar muito dinheiro, como prova de que são beneficiários do bom momento da economia, e mesmo assim ficarem numa verdadeira cantilena contra o governo federal. Isso só prova que, em verdade, eles é que são preconceituosos. Aliás, isso fora observado pelo Presidente Lula na Venezuela, quando em discurso alertou o então candidato Chávez a isso: muitos estão bem na Venezuela, nunca estiveram tão bem, mas por uma questão de mero preconceito ou de interesses de classe se oporiam ao bolivariano. Lula o dizia para Chávez, mas sabia que estava falando de sua próopria situação no Brasil. O OI publicou esse discurso acompanhado de texto crítico do Dines, se não me engano. Não consegui encontrá-lo na busca aqui do OI. Espero, sinceramente, não ter distorcido ou descontextualizado as palavras do presidente. Elas foram mais ou menos como descrevi, e acho que foi, por antecipação, um comentário à afirmação epigrafada de Bucci.
Otávio Santos , Sobral-CE - Psicólogo
Enviado em 1/4/2008 às 12:50:38
Concordo com o ponto de vista. Também entendo que esse processo é natural, como se falou. O jornalista está tendo dar conta realmente de hordas de gente com estereotipos diversos. Mas o que falta é regulamentação de ambos os lados. Nem o jornalista tem o direito de emitir opiniões hostis, ofensivas, atentatórias da moral, ou inverídicas; assim como não deve fazê-lo o eleitor. Isso acontece porque as leis sempre corre atrás dos costumes. Essas relações também devem que ser regulamentadas por lei.
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 1/4/2008 às 12:39:52
Embora o artigo aponte corretamente o destempero de parte do "leitorado", peca ao generalizar, super dimensionar e dar a impressão que a ausência de dialogo é a regra, quando na verdade não é. Assim como existem leitores raivosos também existem jornalistas e jornalismo que desrespeitam o leitor. A crítica se ateve só a um lado do diálogo. Se existem leitores que não possuem jogo de cintura e até educação para criticar também podemos ver muito jornalista sem o mínimo jogo de cintura para lidar com o questionamento e a crítica. O ajuste é necessário dos dois lados. .
Eduardo Guimarães , São Paulo-SP - Comerciante
Enviado em 1/4/2008 às 12:04:02
É inacreditável o que li. Ainda mais tendo sido escrito por quem foi. Uma generalização absurda sobre o público da internet, sobre os leitores em geral, e uma absolvição espantosa de grandes meios de comunicação que, com argumentos, prova-se diariamente que estão unidos aos interesses de um grupo político específico. Já li coisas assim em miríades de textos da grande imprensa. Além de não ter acrescentado nada ao debate, coloca a classe jornalística num pedestal e o resto (os leitores) na lama. Lamentável.
Fernando  Mathias , São Paulo-SP - engenheiro
Enviado em 1/4/2008 às 11:57:58
Concordo em tese. Mas o que dizer do blog do "jornalista" Reinaldo Azevedo e do podcast de Diogo Mainardi? O que dizer das "isentas" matérias publicadas diariamente por diversos "jornalistas"? O que dizer dos "ERRAMOS" publicados com minúsculos destaques? O que dizer da falta de diversidade de opiniões nos órgãos de imprensa? O que dizer dos "jornalistas" se acharem acima da lei e se julgarem inimputáveis?
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Eugênio Bucci

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