ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 480 - 9/2/2010
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LEITURAS DA FOLHA
A estranha despedida do ombudsman

Por Luiz Antonio Magalhães em 8/4/2008

A despedida do jornalista Mário Magalhães do cargo de ombudsman da Folha de S.Paulo, em artigo publicado no domingo (6/4), está com toda a cara de ser o prenúncio de uma mudança bastante significativa na linha editorial do jornal, que de certa forma já vem tomando corpo há algum tempo. Não é possível, neste momento, afirmar que a "não-renovação" do contrato de Mário Magalhães é um "marco divisório" porque as mudanças ainda não foram totalmente concretizadas, mas o futuro provavelmente dará razão a quem apostar que a Folha está encerrando um ciclo neste início de ano.

Em primeiro, é bom analisar as alegações formais contidas no texto de Mário Magalhães para o rompimento do contrato – o primeiro desde que o jornal instituiu o cargo de ombudsman, em 1989. De acordo com o agora ex-ombudsman, a direção da Folha chegou lhe propor a renovação do mandato, mas com a condição de que deixasse de publicar na internet as críticas internas, que ele escrevia de segunda a quinta-feira comentando a edição do jornal. Magalhães conta que não concordou com a imposição e, considerando o fato como uma mudança na regra com o jogo em andamento, decidiu deixar o posto.

Ainda segundo o que escreveu Mário Magalhães, a direção da Folha alega que a tal crítica interna estava sendo aproveitada por jornais concorrentes, prejudicando assim o diário da Alameda Barão de Limeira. Ora, se isto é verdade, o prejuízo ocorria desde 2000, quando a crítica passou a ser publicada na internet. Ademais, Magalhães argumenta que é impossível manter o sigilo de um documento distribuído por e-mail a uma centena de pessoas (os jornalistas e a cúpula da Folha).

Argumentos frágeis

São dois os aspectos a serem analisados no rompimento do contrato do ouvidor. O primeiro diz respeito à decisão de não mais publicar a crítica interna na rede mundial de computadores. Mário Magalhães, em seu artigo de despedida, destrói a argumentação da direção da Folha de que o fato de outros jornais eventualmente utilizarem o trabalho do ombudsman para aprimorar seus próprios produtos seja empecilho relevante para a não publicação dos memorandos internos. Pelo que escreveu o ex-ouvidor, a não publicação dos memorandos é que poderá provocar ruídos de informação sobre o que de fato o titular do cargo tenha escrito na crítica interna, abrindo a possibilidade para a manipulação do teor dos comentários. E os jornais que quiserem ter acesso à crítica com certeza não terão maiores dificuldades de obter uma cópia, pois dificilmente o jornal conseguirá manter segredo do material.

No fundo, ainda analisando este primeiro aspecto, a alegação da Folha significaria uma capitulação da direção aos argumentos do departamento comercial, o que não é bom para o jornalismo. Por esta lógica, a própria coluna do ombudsman aos domingos deveria parar de ser publicada, pois aponta os erros da Folha, fornece dicas sobre os pontos fracos da cobertura do jornal e dá de graça uma opinião abalizada sobre como melhorar o produto jornal, inclusive o da concorrência.

Bode na sala

O segundo aspecto relevante no debate da saída de Mário Magalhães do posto de ouvidor é um pouco mais delicado. A fragilidade dos argumentos da direção da Folha abre espaço para uma outra forma de ver a questão, que obviamente jamais será admitida oficialmente na redação ou pela cúpula do jornal.

Mário Magalhães foi talvez o ombudsman que melhor encarnou a idéia de defensor dos leitores. A crítica do jornalista, especialmente a interna, vinha expondo o jornal muitas vezes ao ridículo, como ocorria com a cobrança pela correção dos erros cometidos, apontados à exaustão, dia sim, outro também. Este, porém, nem é o aspecto mais relevante. Importante mesmo é que Magalhães abordou com pertinência e uma certa insistência algo que poucos ouvidores tiveram a coragem de abordar: a relação do jornal com certos políticos e a editorialização da cobertura política.

Trocando em miúdos, especialmente na crítica interna o ombudsman vinha questionando se a Folha não estava demasiadamente "serrista" e volta e meia lembrava que o governador José Serra (PSDB) foi colunista do jornal. Mário Magalhães criticou, por exemplo, a cobertura do acidente no metrô de São Paulo, que abriu uma cratera junto à Marginal Pinheiros. Serra, de acordo com o que o ex-ouvidor escreveu à época, foi preservado de críticas mais duras na Folha.

Os exemplos abaixo, retirados da crítica interna, ilustram bem a firmeza de Mário Magalhães:

Bem na foto (12/07/07)

Mais uma vez, a Folha publica foto de divulgação em cobertura de evento com a presença do governador José Serra ("Manobra tucana `enterra´ CPIs em São Paulo", pág. A7).
Ou seja: o jornal só recebeu fotografias em que Serra aparece bem.
A Folha deveria escalar fotógrafo próprio, pautado com critérios jornalísticos, e não promocionais, para cobrir as atividades do governador de São Paulo.

Derrota ocultada (14/2/08)

Título do alto da pág. A8: "Vitória de Aníbal fortalece Alckmin".

Título do "Estado": "Candidato de Alckmin bate o de Serra na Câmara".

Do "Globo": "Aníbal vence no PSDB e derrota grupo de Serra".

José Serra é o governador de São Paulo.

O grande defensor, no PSDB, do apoio à candidatura de Kassab (DEM) a prefeito de São Paulo.

É presidenciável.

Mais que a vitória de Alckmin, o que ocorreu ontem foi uma derrota de Serra.
Mesmo que se divirja dessa avaliação, o título deveria incorporar a constatação inescapável: Serra perdeu.

A propósito, a reportagem informa até o placar da votação na bancada tucana de Minas. Mas não na de São Paulo.

A pergunta que faltou (21/08/07)

A Folha faz bem em publicar as opiniões de Fernando Henrique Cardoso sobre assuntos relevantes, como hoje, tratando do mensalão ("Só julgamento põe fim ao caso, diz FHC", pág. A10).

Mas faz mal quando não é crítica ao abordar o ex-presidente. Ele "lamentou que tenha demorado tanto (dois anos) para que o caso chegasse ao STF". E acrescentou: "No Brasil, a Justiça é morosa".

Por que o jornal não indagou o que o líder do PSDB pensa do desempenho do atual procurador-geral da República em comparação com o de um antecessor, indicado por FHC, que se notabilizou como "engavetador-geral da República"?

A insistência de Mário Magalhães em abordar este assunto deve ter provocado algum desconforto na cúpula da Folha. Já há na blogosfera gente defendendo a tese de que a história de não publicar a crítica interna na internet foi uma espécie de "bode na sala" do ouvidor para que ele tomasse a decisão de pedir o boné mais cedo do que o combinado, sem que a direção tivesse o ônus de, pela primeira vez desde 1989, romper o contrato unilateralmente. Não dá para ser tão assertivo, mas de certa forma faz sentido, ainda mais quando se analisa a linha editorial da Folha como um todo.

Mera coincidência?

De fato, de todos os grandes jornais brasileiros, a Folha de S.Paulo ainda é o que mais abre espaços para o contraditório e tenta aplicar a idéia de pluralidade editorial, permitindo um debate bastante arejado das idéias. Desde a segunda posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém, é possível perceber uma mudança, ainda sutil neste momento, em vários aspectos no jornal: aumentou o grau de hostilidade ao governo federal e ao presidente, ao mesmo tempo em que começaram a aparecer matérias espantosamente acríticas sobre o governo Serra. Nos bastidores, comenta-se que a direção da Folha estaria sondando jornalistas com opiniões mais "firmes" contra o governo do PT para fazer parte da equipe.

A saída de Mário Magalhães do posto de ouvidor pode até não ter nada a ver com as mudanças em curso na Folha e constituir uma mera coincidência. Neste caso, seria apenas uma estranhíssima coincidência. Outro jeito de interpretar o rompimento do contrato se dá a partir do velho ditado espanhol: "Yo no creo en brujas pero que las hay, las hay". Melhor torcer que tenha sido mesmo uma mera coincidência...

Comentários (44)
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José Roberto Magalhães , Fortaleza-CE - Comerciário
Enviado em 16/4/2008 às 00:36:21
Eu sou eleitor do PSDB e não Demo-Tucano como vocês afirmam. Não defendo e nunca defendi as coisas erradas feitas no Governo FHC. Fui e sou contra reeleição em qualquer nível. Fui contra a compra de votos para o segundo mandato. No governo FHC, foram muitas crises internacionais para atrapalhar. A política econômica do Lula é a continuação do governo FHC. Não me venha com esta de honestidade que não cola. Este é o Governo dos escândalos e da maior corrupção da história deste País. Só que todos os petista, inclusive o nobre Rogério, só sabem dizer amém e defender a roubalheira. Agora os petista defendem o terceiro mandato, depois será o quarto mandato e assim por diante. Por que o honestissimo PT não propõem para eleição do próximo Presidente, seja apenas um mandato de cinco anos.
Kleber Carvalho , B.H.-MG - -
Enviado em 15/4/2008 às 11:31:12
A "plebe ignara" também usa gravata e bebe champanha francês, ou vocês imaginam que um diplominha pendurado na parede transforma os demotucanos em seres extraterrestres dotados do mais alto nível ético-ideológico-social do planeta? mexam-se pois as eleições estão aí bem na porta, façam uma reflexão e digam ao povo brasileiro o que vocês fizeram nos últimos 15 anos, em São Paulo e no Brasil, esta parceria com a mídia bandida não trará os resultados esperados, é tão somente uma questão de tempo.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 15/4/2008 às 08:59:44
"Qual seria a motivação do Rogério? É uma motivação tão cega, que esta turma só ver virtude no Governo do Lula e no PT. " Minha motivação, caro demo-tucano José Roberto Magalhães, é ver Lula e o PT fazendo um bom governo, assim como vejo Luizianne Lins fazendo o mesmo, aqui em Fortaleza. Eu, que voto no PT desde a fundação dele, que sempre esperei ver o Lula faria, estou satisfeito, e por isso defendo o governo. Mas não é defesa cega, nem de quem só vê virtude, mas defesa parditária, pois não poderia ser isenta, e consciente. Sou consciente de quê Lula e o PT são, de longe, muito mais honestos, éticos e c ompetentes do que os que já ocuparam a presidência, e dão de lavada nos demo-tucanos. Agora, não sei o que o leva à defesa cega dos demo-tucanos, que estraçalaram o país, quando ocuparam a presidência, dando um shouw de desonestidade, incompetência e falta de ética. Foram golpistas, mudando a constituição para satisfazerem um projeto de poder. E mudando daquele jeito. A tropa de choque do Collor tinha uma motivação financeira. Qual a motivação da tropa de choque demo-tucana que emite opinião aqui, mas se dizendo apartidária? Você ainda se confessou demo-tucano, mas, e os outros? E esse Arno Esquivel, que se diz, além de tudo, professor? Será que você vai dizer que vocês são apenas honestos cidadãos que entendem que a mídia não prejudica o PT nem favorece a oposição?
Arno Esquivel , belo Horizonte-MG - professor
Enviado em 14/4/2008 às 22:27:19
José Roberto, não é turma: é gueto. Trata-se do bando do MSP: não, não se trata do movimento dos sem profissão ou dos socialistas panfletários; não, é o Movimento dos Sem Pudor: perderam a vergonha mas não perdem a pôse. Nem o instinto de bando. E arrulham em uníssono com a mesma tuba.
José Roberto Magalhães , Fortaleza-CE - Comerciario
Enviado em 14/4/2008 às 18:46:44
"Salinas, se alguém não entendeu a diferença não fomos nós." Nós quem, Pierri? A turma da patrulha da qual você faz parte? A turma que não tem nenhum compromisso com a verdade quando está defendendo o PT? A tropa de choque do Collor tinha uma motivação financeira. Qual a motivação da tropa de choque do PT que emite comentários aqui no OI? Será que você vai dizer que vocês são apenas honestos cidadãos que entendem que a mídia prejudica o PT? Qual a sua motivação Pierri? Qual seria a motivação do sid ellias? Qual seria a motivação do Ivan? Qual seria a motivação do Marcelo? Qual seria a motivação do Rogério? É uma motivação tão cega, que esta turma só ver virtude no Governo do Lula e no PT.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 13/4/2008 às 23:22:02
1--"Não me consta que os chefes de Luiz Lobo lhe tenham pedido para ser honesto": ?!?! Quem nao exige honestidade fora do Congresso? Sim, existem duas versoes, uma politica intencionalmente, que ao reporter foi exigido o uso da palavra "dossie"(!!!!), e outra profissional e igualmente intencionalmente, a que o reporter trabalhava menos que o Lula da media. Quem nao exige honestidade fora do congresso? 2--"Mas se o sr.prefere se informar só pela TV Brasil,não há nada que o impeça": essa frase eh simplesment deliciosa. Voce poderia repetir la mais frequentemente, por favor? Dado a propriedade intelectual dela que esta no youtube, e que eh excelente... quer dizer que a TV Brasil mal acabou de aparecer e ja virou terror das empregadas mediaticas?
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 13/4/2008 às 19:04:16
Advogado Pierri,atenha-se aos autos,como fazem (ou deveriam fazer) os juizes. Em primeiro lugar: há diferença,sim,entre público e privado.Um gasta o dinheiro que lhe pertence,outro gasta o dinheiro tirado do contribuinte.O sr não se incomoda em doar o seu para sustentar a patota dos companheiros,eu me incomodo.Em segundo lugar, a história do horário do funcionário da TV Brasil é a versão dos chefes.A versão do jornalista é diferente.Pra ser honesto,o sr,deveria citar as duas versões.Em terceiro lugar,se a falta dos 40 bilhões da CPMF justifica o mau estado da saúde pública,o que foi feito dos 60 bilhões do excesso de arrecadação? Isso também deveria ser noticiado.Não me consta que os chefes de Luiz Lobo lhe tenham pedido para ser honesto.Em quarto e último lugar,nas sociedades livres, de mercado,os jornais sao livres para manifestar as opiniões que consideram corretas, e nao para manifestar as opiniões do advogado Perri.Se o sr acha que isso é panfleto ou gibi,deixe de comprar,deixe de ler.Assim é nas sociedades plurais,democráticas,civilizadas.Mas se o sr.prefere se informar só pela TV Brasil,não há nada que o impeça.Só gostaria que eles não torrasem 500 milhões por ano do dinheiro público para dizer só aquilo que o governo gosta que eles digam.Ou seja; digam o que quiserem,mas não com o meu dinheiro.Como a Folha faz.Como a imprensa independente faz.
Cid Elias , fortaleza-CE - Hoteleiro
Enviado em 12/4/2008 às 21:14:53
Eduardo salina(será?), o sr não percebeu ainda que o artigo se refere, única e exclisivamente, à vergonhosa atitude da descrépita falha de Spsdb, que calou o único Ombudsman com O maiúsculo que por lá apareceu, JORNALISTA MÁRIO MAGALHÃES? Isso, apenas pelo fato dele estar cumprindo corretamente o papel do Ombudsman, cobrar da empresa que o contratou, no caso a falha de Spsdb, o verdadeiro jornalismo por ela abandonado. Então NÃO vamos discutir TV Brasil coisíssima nenhuma, do mesmo jeito que não vamos discutir a tve tucana do serracard. Leia bem o artigo correto escrito pelo LAM, e tente argumentar seriamente. Se pretenderes derramar clichês imprensaleios sobre outro assunto, solidarizar-se com o tal Lobo, o qual, segundo informações [ ], aproveite porque há um outro artigo nesta mesma seção, fazendo juízo suspeito sobre o fato.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 12/4/2008 às 15:45:18
Salinas, se alguém não entendeu a diferença não fomos nós. Primeiro, ser público ou privado é irrelevante se o veículo se chama "imprensa". Para se chamar assim é preciso ser honesto, ser imparcial, ser correto. uma "imprensa" q mente, manipula, censura, etc não é imprensa, independentemente de ser uma empresa privada ou uma estatal. O q vc está defendendo, claramente, é a liberdade de empresa. Ora, se uma empresa pode agir dessa forma, que não se chame de imprensa. Que se chame de panfleto ou gibi, manual doutrinário ou qquer outra coisa que não presuma imparcialidade, interesse público, a missão de informar, etc. Aí cncordarei com vc q ela poderá fazer o que quiser e ninguém terá nada a ver com isso. mas enquanto ela se chamar "imprensa", não terá essa liberdade de empresa, pois ambas são incompatíveis. Segundo esse papinho de q se vc não gosta não compra é irrelevante: a empresa continua a ter influência como se fosse imprensa quer vc compre ou não, e sempre existirá a torcida a financiá-la. Terceiro, o Lobo foi demitido por se recusar a cumprir um horário estabelecido, a publicar informações relevantes por não coincidirem com sua visão particular e seus interesses e por se recusar a assinar um contrato. Incluir informações pertinentes em uma matéria não é "falar bem" do governo, mas ser honesto. "Falar bem" e "falar mal" do governo é exatamente a mesma coisa.
William Maia , São Paulo-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 12/4/2008 às 14:30:31
A demissão de Mário Magalhães do cargo de Ombudsman da Folha me lembra outros dois fatos mais ou menos recentes: o escândalo que derrubou o governador de Nova York (que antes se conclamava arauto da moralidade e dos bons costumes e foi pego com prostituição de luxo) e a "não-renovação" da concessão da RCTV pelo governo venezuelano. Fico imaginando se Hugo Chavez propôs ao canal a renovação com a condição de que só o criticasse aos domingos, ou se Otávio Frias Filho vai convocar uma coletiva de imprensa (acompanhado da Elaine Catanhêde?) pra anunciar a renúncia da Folha do posto de defensora do jornalismo "plural, independente, crítico e criticado".
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 12/4/2008 às 00:01:50
Ei,ei,ei, gente. A Folha é uma empresa privada e escolhe o ombudsman que quiser, dentro das regras que ela mesmo estabeleceu: mandato de um ano,prorrogável (ou não) por mais um. O contrato náo foi renovado,e ponto final. Eu não gastei um tostão com o salário dele. Então vamos discutir o caso o de Luiz Lobo,demitido da TV Brasil por se recusar a dar às notícias o enfoque favorável ao governo que os chefes exigiam. Gastamos 500 milhões por ano do nosso dinheiro com o salário deles. Então entendam a essência das coisas de uma vez por todas: se a Folha faz um jornalismo que não me satisfaz,paro de comprá-la e eles continuarão pagando as contas com o dinheiro deles,que é o dinheiro com que, voluntariamente,seus leitores pagam seus serviços. Se a TV pública faz um jornalismo que não me satisfaz,continuarão pagando as contas deles com o meu dinheiro,que eles me arrancaram compulsoriamente,via impostos.. Deu pra entender a diferença entre uma coisa e outra?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 11/4/2008 às 23:31:51
"autocrítica não deveria subsidiar a crítica? Quem não se avalia, pode ser observatório alheio? (...)plebe ignara... claque... cartesiana... rebotalho previsível ... penúria crítica": Sinto que ninguem disse isso ainda, mas linguistica de desqualificacao exige um pouco mais do que isso! Nao dava pra tirar a galocha pra tentar ser menos chato?
Kleber Carvalho , B.H.-MG - -
Enviado em 11/4/2008 às 20:19:32
O mesmo discursinho [ ] de sempre, vai comentar sobre o artigo que retrata a mutreta da Istoé para blindar o presidente eleito, vai lá vai.
Arno Esquivel , Belo Horizonte-MG - Professor
Enviado em 11/4/2008 às 14:05:15
Sem entrar no mérito da questão, só uma perguntinha: jornalismo plural é fazer leituras da Veja, Folha, etc? Hum... Leituras do próprio OI nem pensar, né? Não sei o que ensinam nas escolas de jornalismo (talvez brincar de chacotinhas tipo imprensa PIG), mas a autocrítica não deveria subsidiar a crítica? Quem não se avalia, pode ser observatório alheio? Parece que sim, e o OI se LAMbuza disso. As ovações da plebe ignara (menos Arno, menos...) são óbvias demais. A claque aí embaixo, cartesiana como um poste (com honrosas exceções), é o rebotalho previsível dessa penúria crítica . Yo non creo en brujas pero...
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 10/4/2008 às 16:35:48
O Sr. Thomas Magalhães tomou o ônibus agora e não entendeu nada do assunto que estamos tratando. Desse assunto e de outros, dos que foram e dos que virão. Todos nós sabemos que as corporações de mídia, os organismos de imprensa, publicitários e coisas e tais estão sob a lógica do mercado. Obviamente constituem-se como empresas de caráter privado, com planos de metas, gestões estratégicas e financeiras, balanços, folhas de pagamentos e por aí vai. Tudo isto nós sabemos. Ocupamos este espaço aqui exatamente para discutir a desfaçatez desses organismos de se dizerem independentes, imparciais e estarem apenas sob a ótica da liberdade de expressão. É uma mentira! Claro que não, estão sob a planilha de algum capitalista de plantão, ou de seus representates. Certamente que seu xará de sobrenome foi demitido sob a batuta de metas gerenciais, mas a FSP nega até à morte que não. Esse é o ponto que se está discutindo. O Observatório da Imprensa e outros canais semelhantes existem para discutir exatamente esses argumentos furados das corporações de mídia. Foi aí que seu ônibus atrasou. Entendeu, meu caro. Não sei desenhar, mas se ficaram dúvidas, estou à disposição.
silvio tavares , sao paulo-SP - médico
Enviado em 10/4/2008 às 09:34:56
...ainda acho que fica mais bonito chamar o "ombudsman" de ouvidor-geral, como nos bons tempos do Brasil colônia, até porque continuamos a ser uma grande colônia exportadora de dólares da infindável dívida externa, etc, etc, etc...
Carlos Esteves , sp-SP - autônomo
Enviado em 10/4/2008 às 08:55:23
As críticas de Mário Magalhães demoliam a falsa isenção alardeada pela Folha. O episódio do "dossiê" mostra que a Falha de São Paulo está para se tornar uma Veja diária e em formatio standart. Magalhães descontruía as notícias sistematicamente, tornou-se um empecilho para o grande projeto da mídia: levar algum dos "seus" (Serra não foi colunista da FSP?) ao Palácio do Planalto em 2010. Suspeito que o novo Ombudsman da FSP terá a funçaõ de ajudar o jornal a refinar seus métodos de manipulação da informação para que episódios grotescos como este do "dossiê" não mais se repitam. Sai Magalhães, mas cônjuges de tucanos e marqueteiros tucanos continuam em alta...
Leandro Octávio Almeida , são gonçalo -RJ - bancário
Enviado em 10/4/2008 às 08:40:22
Agora o Mário vai ter a oportunidade de continuar "ombusdmando" na internet, com um blog bem livre e sem comprometimentos comerciais. Viva a Internet!
Carlos N Mendes , Santos -SP - industriário
Enviado em 10/4/2008 às 01:05:03
Atividade de cunho privado, intere$$e de cunho privado. E rabo preso com o anunciante. O Serra é privado ou é público ?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 10/4/2008 às 00:28:10
Mais uma vez vemos Max Suel e Thomaz Magalhaes introduzirem o "lulo-petismo" em mais uma pagina. Sinto que ninguem disse isso ainda, mas linguistica de desqualificacao exige um pouco mais do que isso! Nao dava pra tirar a galocha pra tentar ser menos chato?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 10/4/2008 às 00:23:50
1-"O Governo não desmente mais que o dossiê foi feito na Casa Civil": desmente sim. 2-"Até já mandou a PF descobrir quem vazou o documento": Alvaro Dias. Mas porque voce nao diz pra nos se ele vazou um "dossie" ou "documentos do banco de dados"? Eh que nao deu pra descobrir ainda e esta dificilimo saber... 3-"Folha apresentou uma cópia do dossiê e a Ministra não desmentiu": desmentiu sim, ja esta no youtube ha uma semana, e Eduardo Guimaraes postou hoje tambem. "não afirmou que era falso": foi um pouco pior do que isso, afirmou que eram dados roubados do governo primeiro, so secundariamente o "falso" vai entrar na historia toda --mal posso esperar. 4-"nem processou a Folha por apresentar documentos falsos": roubados. Ah, voce acha que eh uma boa ideia? E fala pelo resto da oposicao tambem ou so por voce? Eu preferia que Erenice comecasse entao. Dona Erenice, por favor: um processozinho nao faz mal a ninguem! Mas POR FAVOR: Alvaro Dias vazou "dossie" ou "banco de dados"? Ele vazou documentos roubados ou foi o montador do dossie?
Thomaz  Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 9/4/2008 às 23:03:02
Qem conta é o próprio Mário Magalhães: Um dia, faz tempo, a Folha deciciu que não queria mais os comentários abertosa aos leitores. Magalhães, o ouvidor da vez, não aceitou a mudança. Ficou, então, tudo como estava, até o final de sua gestão. Quando, então, ele decidiu que pela nova regra da casa não continuaria mais na função, e foi para outra. Diante desse fato, o lulo-petismo o fez de herói e encaixou o fato no tema "liberdade de imprensa". Como se nela estivesse contida a possibilidade de jornalista escrever o que bem entende no jornal do qual ele não é o dono. Nem chefe. É a velha dificuldade que a cumpanherada tem de entender que imprensa é atividade de cunho privado. Tanto, que acham que a TV Lula, por "pública" seria capaz, por exemplo, de ter audiência. Ou peso entre o público leitor. Ou, pior, que nela os jornalistas publicam o que bem entendem. A propósito, a demissão do editor da TV Lula não vai entrar em pauta por aqui?
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 9/4/2008 às 20:24:39
A descrição das práticas da imprensa estão, a meu ver, muito bem descritas pelo sr. Ricardo Pierri. Um conjunto de "pegadinhas" que o público engole diariamente. Uma pena que mentalidades simplistas queiram apequenar o debate. Nem todo mundo que critica a imprensa é a favor do governo, assim como nem todo mundo que critica o governo é oposição. A propósito, como a aprovação do governo continua alta, a medida que o tempo passa, esse discurso do PIG se desgasta, por ser vazio. Aliás, a oposição/direita e o PIG já tentaram de tudo. Primeiro, tentaram criminalizar o governo e ainda produziram, via intelectuais "disponíveis", estudos que indicam que a classe média-baixa e a classe baixa (principais votantes do governo) são, por falta de formação, mais fáceis de serem corrompidos. Em suma, esse pequena "elite" além de tentar desqualificar o governo, tenta desqualificar também quem vota nele. Mas essa tentativa também resultou em fracasso... cá entre nós, realmente é de se lamentar a saída do ouvidor, a única parte verdadeira do jornal.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 9/4/2008 às 20:04:54
O Serra é a garota (olhos) e o colírio que reluz na redação da Folha, no laboratório do Observatório e demais meios de comunicação do Estado. Aqui pode acontecer de tudo que esses meios nada falarão e, o povo de tanta mudes (aquele que não fala) dessa imprensa arco-íres achará que no Estado nada acontece de ruim. Essa imprensa é PSDB-sta ou não é? Ou é apenas esquecimento de veicular tudo que ocorre de mal no nosso Estadão, não é aquele de embrulhar peixe!Mesmo na luz ninguém pode se esconder no escuro, escuro de uma administração desastrosa e maléfica a população em geral! Ou não?
Luciano Prado , Fortaleza-CE - Advogado
Enviado em 9/4/2008 às 17:03:58
Sem reparos. Perdão, um apenas: em nenhum momento se leu a sigla do jornal: PIG.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 9/4/2008 às 16:46:54
É, quero ver como a Folha vai fazer com um novo pepino em conserva para o Serra. Foi decretada epidemia de dengue em Araraquara. Só pra começar, o Globo diz, agora em sua página, que a cidade está "à beira da epidemia", em página bem escondida. Se o Globo repetir a cobertura que fez no Rio sobre a dengue, veremos Serra nas capas dos jornais. Será?
Tiago Bevilaqua , Indaiatuba-SP - Economista
Enviado em 9/4/2008 às 14:43:27
Noves fora tudo o mais, o contrato do ombudsman é de 1 ano prorrogável por mais dois. Li “alhures” que este é o segundo caso em que não há renovação do contrato.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/n.c.
Enviado em 9/4/2008 às 12:10:03
Outra coisa q nao entendo. O OI q estaa ai para ser o monitor da midia, pq se cala sobre a demissao do editor chefe da TV publica, o jornalista Luiz Lobo? Seraa q nao ee importante? Seraa q nao interessa ao OI? Seraa q o jornalista nao pertence aa patota?
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/n.c.
Enviado em 9/4/2008 às 12:06:00
Eu como leitor, concordo 100% c/ as criticas do OI pelas criticas a falta de transparencia, mas nao c/ o certas partes do conteudo. Ao escrever "Mário Magalhães foi talvez o ombudsman que melhor encarnou a idéia de defensor dos leitores. " soo mostra um certo partidarismo do jornalista. O texto ficaria mais profissional. O importante ee a transparencia (q esta a ser negada) e liberdade (q sempre teve) p/ o ombusdman, ponto. Ao escrever a passagem, soo mostra q o jornalista tem um certa preferencia politica. Porem, aguardo a reacao da FSP...
José Roberto Magalhães , Fortaleza-CE - Comerciário
Enviado em 9/4/2008 às 11:36:06
O Lulo-Petista Pierri afirmou que quem mente sou eu. Que coisa mais feia. Falta "simancol" ao rapaz. Talvez o nobre advogado santista já tenha transformado as suas e as mentiras do Governo em verdade. O Pierri afirma que a Folha apresentou um documento falso e a honesta Ministra Petista, tão honesta quanto o Pierri, não processou a Folha e nem mandou a PF verificar o documento apresentado pelo Jornal Paulista. E o mentiroso sou eu? Pierri, sai de fininho pois você não está agradando. Volta lá para o blog dos petistas, que todas as suas mentiras serão verdades.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 9/4/2008 às 11:03:16
O advogado Pierri fez uma bela explanação sobre o discurso sofista que permeia por aí: disseminar à exaustão pontos supostamente negativos, sem elucidá-los, e esperar que a população engula um ou outro termo. Convenhamos, é uma bela aula de marketing político. Por isso, é necessário nessa caminhada contra o governo Lula eliminar quem descubra a artimanha e chame a atenção do leitor sobre o jogo que está sendo jogado. Um ouvidor do quilate de Mario Magalhães, que incentiva a análise crítica, não pode se manter à frente de tal planfleto serrogolpista.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 9/4/2008 às 11:02:50
"Estou curioso para ver quem será o novo ombudsman": bigode e sobrenome estrangeiro.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 9/4/2008 às 08:41:21
"Mais um golpe fernando-serrista contra a democracia. Ombudsmans nunca foram a praia dessa gente. E custa a acreditar que sua fortíssima influência na FDSP tenha demorado tanto para defenestrar esse incômodo." Carlos Mendes, acho que o que motivou a demissão do ombudsman foi justamente isso: críticas a José Serra e Fernando Henrique. E o que motivou a permanência, por tanto tempo, desse "incômodo" foram os comentários "espantosamente acríticos" sobre os dois, por parte dos ombudmen anteriores. Estou curioso para ver quem será o novo ombudsman. Ele já assumirá aceitando o que Mário Magalhães não aceitou: o podamento dos seus poderes.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 9/4/2008 às 00:51:50
"Investigação da PF se limita ao vazamento do dossiê anti-FHC" - o que a imprensa tem feito - aliás, sempre fez e continua fazendo - é o usar uma questão carregada (loaded gun em inglês). É o mesmo que perguntar a alguém se ele já parou de bater na esposa ou,na forma de afirmação, dizer que fulano continua a bater na esposa e por isso é um pedófilo - capciosamente levando o acusado a se defender da acusação mais grave e deixar a menor passar como verdade. Se derem sorte, o acusado ainda dirá que quem bate na esposa não é automaticamente pedófilo e voilá! aparentará ter admitido bater na esposa, o que será lembrado, depois de devidamente descontextualizado, como uma confissão. É um dos truques mais velhos do manual do sofista, mas ainda engana alguns desavisados torcedores. Um exemplo: a imprensa diz que "governo prepara dossiê com dados sigilosos com fins de chantagem". O governo diz que não fez chantagem e q vai investigar o vazamento e a imprensa retruca: "governo admite investigar o vazamento do dossiê". O gov repete que não irá investigar o vazamento do dossiê, mas dos dados sigilosos e a imprensa conclui (e os papagaios repetem): "governo admite ter feito um dossiê, e não o investigará". Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 9/4/2008 às 00:15:25
José, eu não fico chateado por vc mentir, não. Eu apenas ignoro suas mentiras. [ ], e coisa e tal...
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 8/4/2008 às 21:15:51
"A Falha chegou ao ponto de acusar uma ministra de mentirosa baseada APENAS em sua própria palavra": e nao so nao falou praticamente nada sobre Alvaro Dias como continua com cachorrada com os leitores. Agora mesmo, o headline do site diz que "PF apreende computadores na Casa Civil para investigar dossiê" mas eh so a escrita pequena que diz que apreensao foi para "Polícia Federal investiga(r) o vazamento de informações sigilosas da Casa Civil que deu origem ao dossiê". Ou seja, a PF esta sim investigando o dossie... mas so onde atrai atencao na capa. Mas nas letrinhas a PF nao investiga. Entendeu? E como eh bom levar o pe dos fatos bem no meio do traseiro: a palavra "dossie" so aparece la duas vezes hoje, no Globo duas -e uma eh o Noblat, nao conta-, e no estadao 3 vezes, uma das quais errada: "Investigação da PF se limita ao vazamento do dossiê anti-FHC" -aquele dossie que nao foi vazado porque nunca existiu dentro da casa civil ou outro dossie do qual nao fomos informados? Ninguem se atreve a tocar a contradicao do Alvaro Dias ainda, mas que a cobertura do estadao esta melhor esta sim, com um "Veja o dossiê com dados do ex-presidente FHC" -os dados que ninguem da media pode mencionar porque forcaria a barra imensamente **provar** que eles conteem **razao** para chantagem, e forcaria a barra muito mais ainda privar que nao tem -as viuvas de FQNSC teriam chiliques, tadinhas...
José Roberto Magalhães , Fortaleza-CE - Comerciario
Enviado em 8/4/2008 às 20:48:22
Depois o Pierri fica chateado quando eu afirmo que ele só fala bobagens. O Governo não desmente mais que o dossiê foi feito na Casa Civil. Até já mandou a PF descobrir quem vazou o documento. A Folha apresentou uma cópia do dossiê e a Ministra não desmentiu, não afirmou que era falso e nem processou a Folha por apresentar documentos falsos. Aí vem o nobre Pierri e afirma que a Folha está mentindo. Tenha santa paciência você. Era melhor você ter ficado calado.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 8/4/2008 às 20:05:41
Mais um golpe fernando-serrista contra a democracia. Ombudsmans nunca foram a praia dessa gente. E custa a acreditar que sua fortíssima influência na FDSP tenha demorado tanto para defenestrar esse incômodo. Eu entendo os tucanos : tal como outros animais em extinção, estão vendo seu espaço desaparecer pouco a pouco, não porque estejam desmatando a política brasileira, mas porque animais mais evoluídos ideologicamente estão ocupando seu nicho ecológico. Isso se chama evolução. Tão pouco adaptados aos novos tempos que, mesmo diante da única novidade em anos capaz de enfrentar Lula - Aécio - agem como autofagistas egocêntricos. Ou "serrocêntricos". Comportamento perfeitamente previsível.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 8/4/2008 às 19:06:32
"Desde a segunda posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém, é possível perceber uma mudança, ainda sutil neste momento, em vários aspectos no jornal: aumentou o grau de hostilidade ao governo federal e ao presidente, ao mesmo tempo em que começaram a aparecer matérias espantosamente acríticas sobre o governo Serra." Sutil? Queria o quê? Que a Folha estampasse, na capa, o slogan bolado por Jedeão Carneiro - Folha: de rabo preso com o eleitor...de Serra?// de Max Suel, o "apartidário independente": Vamos acompanhar a carreira de Mário Magalhães daqui para a frente. Com certeza em algum ponto do futuro haverá um contato imediato do 3º grau com o petismo. (se é que já não houve). As colocações do ex-ombudsman são contra o gov Serra e contra FHC; chega a chamar o ex-PGR de engavetador-mor, igualzinho tratamento dos lulo-petistas àquele senhor. quem fala engavetador-mór tem um pezinho no PT." Ou seja: os demo-tucanos, digo, os apartidários independentes sabem que a Folha é demo-tucana, e não admitem, lá, pelo menos um que não seja, explícitamente, demo-tucano.
antonio barbosa filho , taubaté-SP - jornalista
Enviado em 8/4/2008 às 18:37:11
Sem aderir a alguma teoria conspirativa, o fato é que a mídia cartelizada no Brasil optou por um caminho suicida: o de fazer política diretamente, pautar os políticos, desgastar ou, de preferência, derrubar o governo Lula. Não faz críticas, faz ataques; não investiga, reproduz dossiês, não registra nada de positivo que por acaso o governo faça (deve haver alguma coisa, afinal o povo está satisfeito como nunca). A blindagem de Serra é escandalosa, para dizer o mínimo, desde que jogou no lixo sua assinatura de que não sairia da Prefeitura no meio do mandato. O manual de redação agora diz: Serra não tem defeitos, Lula tem todos! Que jornalismo é esse? E não adinatou a derrota de 2006: a mídia aposta num público cada vez mais restrito, mas endinheirado. Logo, logo, estará sendo lida por pelos que a produzem, alheia ao enorme mercado brasileiro que anseia por informação, no mínimo, honesta.
Kleber Carvalho , B.H.-MG - -
Enviado em 8/4/2008 às 15:40:52
Seria muita ingenuidade não somente do articulista mas também do leitor da Folha imaginar que tenha sido mera coincidência a demissão do Ombudsman. Há em curso na mídia tupiniquim, um processo virulento de atacar o governo federal, custe o preço que for. Creio que o jornal está muito mais preocupado em satisfazer a sua linha ideológica do que informar seus leitores.Levando-se em consideração que seus leitores são na maioria paulistas, classe média/média alta e que na visão do jornal representam a fina flor do pensamento ético-político-ideológico brasileiro não chega ser surpreendente a demissão do Ombudsman tendo em vista o engajamento explícito da Folha ao barco de oposição ao governo federal. Sugiro à Folha recontratar o seu ex colaborador Caio Túlio Costa de volta ao posto, lembrando que o "T" segundo PHA significa "T" de TARTUFO.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 8/4/2008 às 14:48:20
Vamos acompanhar a carreira de Mário Magalhães daqui para a frente. Com certeza em algum ponto do futuro haverá um contato imediato do 3º grau com o petismo. (se é que já não houve). As colocações do ex-ombudsman são contra o gov Serra e contra FHC; chega a chamar o ex-PGR de engavetador-mor, igualzinho tratamento dos lulo-petistas àquele senhor. quem fala engavetador-mór tem um pezinho no PT.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 8/4/2008 às 14:25:17
A Falha chegou ao ponto de acusar uma ministra de mentirosa baseada APENAS em sua própria palavra. Já julgou e condenou a mesma pelo caso dossiê, novamene baseada apenas em sua prórpria palavra. Está claramente "batendo boca" com a ministra, defendendo uma interpretação própria dos fatos, que inclui suposições de ordem política e julgamentos morais que a Falha não pode expor como "fatos". Todas as vezes em a Falha se refere ao "dossiê", logo acrescenta "feito pela Casa Civil, etc", impondo sua "verdade" como um fato ao leitor. Afirma, mentirosamente, que o governo apresentou "várias versões diferentes". Antes dese episódio, a Falha já era um mero planfleto político. Agora virou um político da oposição na tribuna da câmara ou senado: pode dizer as maiores sandices e ninguém pode fazer nada. Com a diferença de que muita gente depende da falha para se informar, e só está recbendo um discurso político. E dpois ainda tenho q ler o Dines dizendo que é por "necessidade de sobrevivência de centenas ou milhares". Tenha a santa paciência!
Fernando Cesmari , São Paulo-SP - Dentista
Enviado em 8/4/2008 às 11:40:25
Se estão ocorrendo mudanças na Folha, essas são para pior. Essa marca PSDbista que a Folha tem, acaba com a maioria da credibilidade de seus leitores. Lida é, mas isso não representa júbilo por imparcialidade ou qualidade nas matérias. Um dinossauro demora para morrer. A Folha tenta aplicar a idéia de pluralidade editorial, e isso está bem longe de acreditarmos que ela realmente deseja isso. Luiz Antonio Magalhães, sua matéria foi muito boa, apesar de alguns panos quentes, aqui e acolá.
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Luiz Antonio Magalhães

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