ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 482 - 9/2/2010
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O GENERAL FALOU
A farda que seduz a imprensa

Por Luciano Martins Costa em 22/4/2008

A imprensa ainda não conseguiu explicar, para quem vive nas cidades brasileiras, o que realmente acontece na região da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. A rigor, o leitor está longe de entender a importância econômica da produção local de arroz, dada a distância entre aqueles arrozais e os grandes mercados consumidores, bem como os efeitos do negócio no desenvolvimento da região. Da mesma forma, o noticiário está devendo algum esclarecimento sobre a influência das reservas indígenas de grandes extensões – ou de latifúndios, produtivos ou não – sobre a questão da soberania nacional nas fronteiras.

O que os jornais e as revistas demonstraram, nos últimos dias, foi a permanência de certa vocação da imprensa para babar na farda dos militares – e, neste caso, as exceções confirmam a regra. A palestra do general-de-exército Augusto Heleno Pereira, comandante militar da Amazônia, no Clube Militar do Rio, ocorrida semana passada, ganhou espaços generosos nos jornais e uma página de elogios na revista Veja. O general Heleno, que já havia concedido entrevista à revista Época na primeira semana de janeiro deste ano, falando sobre o mesmo tema da vulnerabilidade das fronteiras amazônicas, foi em seguida advertido pelo ministro da Defesa, a pedido do presidente da República.

O Clube Militar

No final dos anos 1980, os jornais davam grande importância ao que se dizia no Clube Militar. Alguns colunistas até costumavam funcionar como canais para "advertências" ou manifestações de desconforto da elite das Forças Armadas com o ritmo do processo de redemocratização do país, manifestadas regularmente sobre o chão de azulejos quadriculados na sede do clube na Avenida Rio Branco.

O comandante da Amazônia, que adquiriu boa reputação profissional como o primeiro chefe da missão de paz da ONU no Haiti, tem uma influência considerável sobre a opinião da tropa. Mas o que não é assim tão considerável é o peso da opinião da tropa – e assim deve ser no regime democrático. Ao amplificar as críticas do militar em temas complexos como a política indigenista e a questão da gestão territorial do país, a imprensa produz certo desequilíbrio na balança dos poderes. E revela certo saudosismo que não é compatível com os tempos que correm.

Por essas e outras é que surpreende, de certa maneira, a entrevista publicada pelo Estado de S.Paulo no caderno "Aliás" de domingo (21/4). O entrevistado, Eduardo Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é apresentado como o mais influente antropólogo do Brasil. Tido, pelo pensador francês Claude Lévy-Strauss, como o fundador de uma nova escola na antropologia, Viveiros de Castro distribui críticas severas aos opositores da criação de grandes reservas, afirmando que essas áreas não aumentam a vulnerabilidade das fronteiras.

Ele observa, por exemplo, que os produtores de arroz, em cujo nome se levantam os inimigos da demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, são apenas seis, e lembra que ninguém se preocupou em questionar o fato de que empresas e cidadãos estrangeiros são donos de porções consideráveis do território nacional, especialmente na Amazônia.

Vale a leitura. E vale também a observação de que, quando quer, um jornal pode passar por cima de suas próprias convicções e surpreender o leitor com reflexões que o fazem entender que nem tudo é o que parece.

Comentários (55)
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Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 28/4/2008 às 19:49:04
Pois é, Sr. Sergio Troncoso, eu escrevi algo parecido com o seu, um pouco mais grosseiro, admito, e a censura do OI vetou. No entanto, as ilações desse programador refluem. Tudo bem, sem problemas. Durante o regime militar bati de frente com baionetas caladas e continuo aqui. Não é um censorzinho que me porá no cabresto. A minha grande preocupação, contudo, é que esse pensamento do tal programador dissemina-se pela mídia. As grandes corporações de jornalismo do país estão apostando num conflito dessa ordem, para ter motivos, é claro. Sequer pegam um aviaõzinho e saem do Sul -Sudeste e verificam, in loco, o que vai na região. Precisam de babadores neoliberais a lhes dar o recado. O relativismo é tanto, que daqui a pouco alguém também vai defender o trabalho escravo. Afinal, os insumos trabalhistas são altos, etc, etc.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 28/4/2008 às 10:25:09
Resumindo : malditos índios, ameaçando nossa soberania. Em vez de nos passar gripe, sífilis e varíola como fizemos com eles, se associam a capitalistas nojentos que, quando conseguirem o que vieram buscar aqui, trairão esses silvícolas sem piscar. O melhor que podemos fazer é exterminar essa raça - que com sua civilização primitiva, perdeu o direito sobre qualquer terra há muito tempo. E, em no máximo dez anos, uma nova Nação nascerá dentro de Roraima - Sunfox Hills, onde só se entrar se você for minerador ou sub-assalariado de algum empreiteiro-amigo. Samba do crioulo-doido perde. É uma vergonha.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 27/4/2008 às 13:56:45
(continuando) Portanto não entendi qual era a sua intenção ao mencionar o Iraque. Ilustrar que o Brasil poderia se recusar, assim como os EUA, e que nenhuma ação seria tomada contra nós, exceto algumas reclamações de representantes da ONU? Hahahaha. O Brasil não é os EUA nem militarmente e nem economicamente. Contra o Brasil eles podem muito mais do que simplesmente choramingar. Seria como uma guerra na Bósnia onde nos acusariam de genocídio para justificar uma possível intervenção. É claro, esse tipo de raciocínio vai além do primário. Para gente de raciocínio primário um comunista só é comunista se ele estiver usando uma camiseta do Che, carregando o manifesto comunista em uma mão e uma bandeira soviética na outra, e pregando o fim da propriedade privada. E mesmo assim ainda é capaz de dizerem: "não é nada disso, ele não está falando sério". Troncoso, não é arrogância rir de gente como você, de raciocínio primário, afinal de contas vocês são de fato engraçados.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 27/4/2008 às 13:48:07
Troncoso, o problema não é o seu raciocínio primário, mas sim que raciocínio primário é tudo o que gente como você tem. Não pensam como enxadristas, vendo diversas possibilidades dentro de uma estratégia dada as condições e possibilidades, mas fecham os olhos, os ouvidos e a boca na esperança vã de que as coisas más e feias vão embora. Precisamos esperar pelo xeque-mate para lamentar? É graças a gente como você, de raciocínio primário, que a esquerda conseguiu dominar quase toda a AL e hoje dizem abertamente implementar o "socialismo do século XXI", fazendo inclusive propagandas na TV sobre o socialismo (assim como o PT e o PCdoB fizeram). O Lula (e não o FHC como alguns insistem) comprometeu o Brasil com a declaração dos direitos indígenas, que abre o caminho para uma possível independência. Eu disse que a independência seria feita na semana que vem? Não, pois a demarcação da terra em si não é uma independência. Mas observando os itens de tal declaração vemos claramente o que é possível a partir da agora, com todas as letras, sem meias palavras ou eufemismos. O meu comentário sobre os EUA foi apenas uma referência ao seu comentário sobre a ONU nada fazer sobre a invasão do Iraque. Oras, os EUA são a maior potência militar do mundo e financiam a maior parte da própria ONU, tudo o que a ONU pode fazer nesse caso é choramingar. (continua)
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 27/4/2008 às 12:07:15
Sr. Thiago,apesar da sua falta de educação e raciocínio primário,ainda assim,acho que todos merecem resposta e respeito,ofereço-lhe o nºdo decreto que vige no Brasil a respeito da atuação das forças armadas nos territórios indígenas,é o decreto 4412 de 07/10/2002,assinado por FHC.Lá o Sr. verá que para efeito de patrulhamento em área indígena,o exército não necessita da permissão de ninguém,precisa da permissão do ministério da defesa para construir instalações,mas até aí quem não precisa?O resto são ilações políticas,que podem ser traduzidas por mentiras mesmo.Quanto a sua "hipótese" sôbre a divisão de nosso território sob pressão da ONU e o papel dos EUA no imbróglio,o Sr. tem sua vida inteira para descobrir onde está o "furo".E quanto as adjetivações arrogantes,do tipo "eu rio da burrice de vocês","todos que de mim discordam são comunistas","eu canso de explicar,mas vocês,imbecis,insistem em não entender"e outras,apenas demonstram uma patologia de quem,no fundo,possui uma baixíssima auto-estima.Procure ajuda.
cid elias , fortaleza-CE - hoteleorp
Enviado em 26/4/2008 às 17:24:59
DIGA-ME COM QUEM ANDAS...:"fundamental: o governo do PSDB fez a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol...O DEM-PFL em sua nota de apoio...ao general Heleno, que incluíram a exigência peremptória de que o governo faça a "mudança imediata" da política indigenista e suspenda a homologação da reserva, foi primária como teor e tb irresponsável como propósito...oportunismo barato...convocação do general, prometido para hoje no Senado, depoimento em sessão secreta. Nada mais vazio, em política, do que o sentido de secreto. A maioria dos presentes estará logo pronta a abastecer jornalistas (muito agradecido, pelo que me toca) de relatos do que foi dito e quem o disse na sessão secreta. O pormenor no requerimento é, digamos, uma concessão ao pudor. Mesmo porque A. Virgílio, em seu primeiro comentário à exaltada manifestação do general, ao apoio contraditório juntou a ressalva de que a manifestação militar era imprópria por ser pública e...Secreta ou não, a convocação tem óbvia finalidade agitadora -nem haveria como ter outra. O general Heleno, tido como identificado com a velha linha dura...uma figura polêmica. Chegou ao noticiário por ocasião das investigações do juiz Nicolau"(LALAU)"...descobertos quase 200 telefonemas desse hoje condenado, pro Gabinete de Segurança Inst.da Pres. República, cerca de metade reconhecida pelo general Heleno como destinada a ele..."(Jânio de Freitas)
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 25/4/2008 às 15:42:28
Sérgio Troncoso, só existe um problema: O BRASIL NÃO É OS EUA! A ONU pode espernear e não fazer nada sobre eles, mas o Brasil é outra história. Por isso que perguntei de forma retórica o que o governo faria caso a comunidade internacional exigisse a independência dos índios. Perdiriam ajuda ao tão odiado "império do norte"? Nessas horas é bom ser quintal dos EUA, não é? A ONU e pessoas com projetos civilizacionais globalistas estão armando para todos, entre eles o Brasil, que em breve terá o seu território mutilado. Vocês são traidores de nossa pátria.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 25/4/2008 às 14:31:55
Vocês sabem como age o vírus da gripe ? Ele domina o organismo inteiro. Não há nada que você possa fazer contra isso - apenas aliviar um pouco os sintomas. Da mesma forma, o capitalismo está destinado a dominar Gaia. Cada pedaço, cantinho, plantinha e inseto de Gaia. Ele não vai parar porque a satisfação não está em ter e usufruir, mas CONSEGUIR. A Gripe comum, passado um tempo, se acaba antes de destruir o organismo hospedeiro; mas o capitalismo, como a gripe asiática, não tem esse mecanismo - seu destino é matar o planeta, porque essa é a sua satisfação plena. Subamos mais alto e enxergemos o problema de forma global : fica evidente que só começamos a pisar um pouquinho no freio agora, mas parece que o foi perto demais do abismo. E ainda tem gente aqui querendo pisar no acelerador.
Magnus Saavedra , Campinas-SP - Historiador
Enviado em 25/4/2008 às 14:13:01
Da mesma forma que o senhor considera de forma pejorativa a imprensa que ouve os militares atentamente, eu considero como ridícula essa posição de confronto de certos jornalistas como você em relação aos militares. E caro João Fernandes, um curitibano que não entende nada de Amazônia. O que o governo Lula faz por lá é entreguismo, mesmo! Às 18 horas fecha a porteira da reserva e a estrada federal que liga Boa Vista a Manaus fica impedida de circulação, a não ser para os helicópteros norte-americanos, britânicos e franceses, que sugam durante a noite nossas riquezas e ensinam outra língua aos indígenas. Existe outra reserva em que um padre italiano faz a catequese (por que os católicos podem e os demais não?). À entrada da tribo, uma faixa de patrocínio da Agip. O que eles querem por lá? Diamantes. Enquanto isso, você paga uma tremenda e caríssima gasolina em Curitiba e ainda tem de suportar um jornalista desses falando asneira, com medo de generais.
Luis Alberto Da Silva , Goiânia-GO - Advogado
Enviado em 25/4/2008 às 11:30:38
A "terra" antes de mais nada pertence ao Estado brasileiro. Aparentemente o que existe é um grupo de pessoas (6 rizicultores) querendo ganhar no grito o que não têm, o que não é deles e a imprensa que também não conhece a região e sempre apoiou as forças conservadoras do Brasil" ressoa a opinião desses grileiros (ladrões de terras alheias), alias como sempre fez. Não conheço o Gal. e nem o Antropólogo, mas acredito, tenho fé, que essas pessoas conhecem do que estão falando, cada qual no seu ramo. Não acredito e nem confio na ONU e nem em soluções globais. Fico peocupado com as vivandeiras que ficam atiçando os militares colocando em suas bocas palavras que eles não disseram. No mais as terras indigenas devem ser demarcadas e deixo a lembrança de que falar em livre determinação dos povos no quintal dos outros é fácil.
Fábio Sakatsume , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 25/4/2008 às 09:40:10
Ao que parece, a preocupação do Gen. Heleno, que foi um funcionário público insubordinado, pois no regime presidencialista o presidente acumula funções de chefe de Estado e Governo, está tendo resultados. As ONGs serão fiscalizadas pelo Governo. Ao que parece, o problema maior está na atuação das ONGs junto aos índios do que na criação da reserva. Por outro lado, é fato que todos os governos não dão atenção ao índio. É necessário levar educação e cidadania para os povos indígenas. Infelizmente, ainda não tenho notícias e um índio phd, mestre, ou graduado, tão pouco empresário. Isso é uma dívida do Brasil com os índios. Isto é importante, pois é ilusão achar que a cultura indígena será preservada intacta. Os índios têm que aprender a se defender, a fim de defenderem o que eles acham, realmente, importante e não o que outros vão até lá e dizem o que importante para eles, índios. Outro aspecto é a exploração da riqueza das reservas naturais que não podem se manter inatingíveis. Com conhecimento e recursos de royalties pagos pela União, os índios terão mais chance de manter, preservar e perpetuar a sua cultura, deles. Mas sempre ressalvando que eles, os índios, têm que ter identificação cultural clara com o Brasil, o povo brasileiro.
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 25/4/2008 às 09:34:15
Deixo esta arena,visto que além do assunto estar relativamente bem expôsto em vários ângulos e opiniões,o espaço está contaminado.Abraços a todos.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 25/4/2008 às 09:33:11
Perfeito, Sergio. Ótima a sua colocação. Fiquei sabendo hoje que os madeireiros querem acabar com a lei anti-desmate. A alegação é que esta lei leva ao desemprego na região amazônica. Entenda-se, então, que para o país se desenvolver precisa pôr meio dúzia de índios malandros nas fábricas a produzir para o grande capital e que devemos dinamitar a floresta em busca de minérios e derrubar suas árvores para dar "empregos" (que significa lucros). E eu, perdendo tempo, ensinando meus filhos a respeitar o meio ambiente. Talvez se eu dissesse a eles que devemos acabar com a cultura dos povos da floresta e transformar a Amazonia em uma grande plantação de soja e pasto pra gado, eles viveriam num país "desenvolvido".
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 25/4/2008 às 09:18:58
Tenho sérias dúvidas de que se num país com o poderio dos EUA ou Grã Bretanha,alguma etnia ou grupo de crenças homogêneas que ocupe uma infinitesimal parte de seus países a séculos(tipo os Navajos nos EUA)e queira a independência com o apoio da ONU e da maioria de seus membros,afinal essa maioria são países como Etiópia,Malaui,Brasil,Argentina,Azerbaijão ou mesmo europeus tipo Finlândia ou Turquia,êles conseguiriam alguma coisa além de chumbo grosso.O barão do Rio Branco,ganhou o Acre porque a "conversa" foi na Europa e obteve o apoio da turma do chumbo grosso da época.A história todinha da humanidade mostra:segura a terra quem tem poder ou apoio de quem tem poder.E qual é a última instância que o poder usa,quando a conversa não da certo,ou os avisos não dão certo?.A propósito,a ONU condena a invasão do Iraque pelos EUA,lembram?
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 25/4/2008 às 08:43:57
E se eles foram manipulados por interesses estrangeiros? Empresas e cidadãos estrangeiros já são proprietários de partes consideráveis do Brasil. Detêm extensões enormes de terra e parece não haver inquietação em relação a isso. Agora, quando os índios estão em terras da União, que lhes são dadas em usufruto, daí fala-se do risco de interesses estrangeiros. A Amazônia já está internacionalizada há muito tempo, não pelos índios, mas por grandes produtores de soja ligados a grupos estrangeiros ou pelas madeireiras da Malásia. O que não falta por lá é capital estrangeiro. Por que então os índios incomodam? Porque suas terras, homologadas e reservadas, saem do mercado fundiário. Pergunta feita pelo Estadão e resposta de Viveiros de Castro.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 24/4/2008 às 23:49:40
Alexandre Carlos Aguiar, eles merecem desenvolvimento e progresso. Eu tenho antepassados indígenas e gente como você, que os trata como animaizinhos de zoológico, como se fossem incapazes de aprender a viver em um mundo moderno e precisassem ser amparados, me dão nojo. Vocês não ajudam a ninguém, exceto a si próprios. Comuno-petistas, caiam na real, ninguém precisa de vocês! Por que que todo comunista se arroga o papel de "salvador do mundo" e ao tentar "salvá-lo" apenas o destrói? Se tivessem um pingo de humildade saberiam o seu lugar. Essa "cultura" indígena não passa de bazófias pré-históricas, esses povos estariam muito melhor servidos se tivessem acesso a mesma educação e serviços que todo mundo. Preconceituoso? Só pode ser piada! Enquanto isso o Brasil é esquartejado para que pessoas mais inteligentes do que vocês tirem proveito. Por um lado eu sinto muito pelo Brasil, mas por outro eu me divirto com a sua burrice (vamos ver o moderador é homem e vai deixar a palavra "burrice", que dá sentido a toda a frase. Geralmente, e já aconteceu várias vezes, eles picotam as minhas mensagems, mas deixam os xingamentos contra mim nas mensagens de seus "cumpanheiros").
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 24/4/2008 às 21:42:17
Caro osvaldo camargo, o soldadinho de chumbo não emitiu uma opinião ou infrigiu a lei. Ele desrespeitou uma ordem superior. Apenas isso. Acha pouco? Obviamente que uma pequena parcela da população neste país não quer a democracia e, como ressaltou o Rogerio Alencar aí abaixo, o bom seria um belo golpe a 1964. Hein! Que tal? Foram incompetentes quando governaram, são incompetentes na oposição e agora, quando também são incompetentes até para ganhar uma eleição, querem voltar ao poder na marra, no grito. Sabe o que ouvi de um cabra hoje, anti-Lula? Que o aumento dado ao soldo dos militares inibe qualquer tentativa de tirá-lo do poder. É isso o que as viuvas querem. Tirar na força, já que não conseguem pela razão e pela competência. Aceite o conselho do programador: montem uma nação para vocês e tenham um final feliz. Não seria o máximo?
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 24/4/2008 às 21:32:44
Thiago, obviamente que o que vou escrever não fará a menor diferença para você, uma vez que na sua visão maniqueísta mediocrizada e preconceituosa do mundo, interpreta os textos a seu bel prazer e convicção pessoal. É certo que isto que está descrito no texto você, mais uma vez, fez uma interpretação equivocada, baseada no seu preconceito. Não é nada disso. Mas gostaria, sinceramente, que fosse, para livrar os povos indígenas de gente como você. Eles não merecem. Aconselho, de verdade, procurar um especialista.
osvaldo  camargo , Porto Real-RJ - PROFESSOR APOSENTADO
Enviado em 24/4/2008 às 19:59:35
O general emitiu uma opinião respaldado em sua experiência profissional e pessoal. O país é democrático? Então todo cidadão, fardado ou não, pode opinar, se não infligir a lei. Como militar, jurou defender a integridade territorial do país. Ele diz que a demarcação contínua pode causar a divisão territorial. É seu dever dar o alerta. O governo deve ouvir a todos.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 24/4/2008 às 18:15:47
Thiago Conceição, quem demarcou a Raposa Serra do Sol foram os demos-tucanos, na época dos espetaculares governos de Fernando Henrique. Quanto ao apoio da mídia ao general: isso é novidade? É o PIG tentando outro 1964. Já que não conseguem derrubar Lula pelo voto, querem derrubá-lo pela força.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 24/4/2008 às 16:02:53
Alexandre Carlos Aguiar, aqui está um link para a declaração dos direitos indígenas adotada pela ONU: http://www.iwgia.org/sw1592.asp . O que os comuno-petistas não percebem, e jamais perceberam, e é por isso que volta e meia o exército precisa agir contra esses malucos entreguistas que adorariam entregar o país para qualquer um, é que o texto é muito claro em dizer que os índios têm direito a uma nação, economia, sistemas de leis, educação, "proteção aos costumes" (aquelas coisas pré-históricas que não tem serventia alguma no século XXI) independentes. A indepedência legalmente reconhecida é apenas uma questão de tempo, pois a demarcação e a expulsão dos não-índios são apenas os primeiros passos para uma segregação total deles em relação ao Brasil. Então logo eles serão em todos os aspectos independentes do Brasil, bastando somente o reconhecimento oficial da comunidade internacional. Interessante que eles dizem que eles podem ter uma economia independente no texto, será que já prevêem negócios diretamente com os índios sem precisarem consultar o governo brasileiro? O Brasil é indivisível, eles que parem com essa frescura e participem da sociedade assim como qualquer outro, afinal de contas, onde eles esperam chegar com costumes pré-históricos? Em plena época onde robôs são enviados à Marte, o que eles querem com isso?
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 24/4/2008 às 14:55:54
Para os que querem uma informação, digamos, mais palatável, seria interessante ler o que está no link: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=55670 Claro, isso é para aqueles que têm boa vontade.
Alexandre Carlos Aguiar , Flroianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 24/4/2008 às 14:10:51
No começo achava que esse programador era sério. Verdade! Eu achava que se poderia abrir um bom canal de debates, pois com toda a controvérsia disposta em seu discurso, o debate seria rico. Depois do que ele acabou de escrever, sem comentários. Não dá, não consigo.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 24/4/2008 às 13:32:36
Deixem de ser tacanhos! Não se luta apenas com armas. O problema não é que se alguém desejar fazer a independência dos índios deverá ter um exército que possa fazer frente ao do Brasil, MAS SIM QUE a independência já foi assinada pelo próprio Lula. Quando já estiverem bem instalados e com uma infraestrutura e economias independentes das do Brasil postas em prática eles apenas pedirão o que já fora definido! Com o apoio da ONU, da opinião pública internacional, ONGs, pessoas ricas interessadas em explorar a região, etc! Que coisa de [ ] de achar que só com armas se resolvem as coisas, o indigenismo internacional nocauteou o Brasil sem dar um tiro e quando vocês se derem conta o mundo inteiro estará contra nós exigindo independência para os índios.
Thiago  Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 24/4/2008 às 13:22:55
Sérgio Troncoso, o problema maior não são os EUA, pois eles também têm populações indígenas e a própria forma como votaram na ONU em relação a esses supostos direitos indígenas deixa claro a sua posição (sim, são "supostos" porque a cultura indígena é oral, não possui escrita, portanto pré-histórica. A noção de estado é uma invenção moderna e não algo pré-histórico. Os portugueses não roubaram nada de ninguém, porque jamais houve país algum para ser roubado e sequer a noção de propriedade privada para começo de conversa. Como pode-se roubar algo que você não tem?). Os inimigos do Brasil são a ONU e o indigenismo internacional formado por pessoas e ONGs que visam instigar nacionalismos étnicos nas populações amazônicas para facilitar uma futura exploração. Sobre a possível independência da região, isso é claro como água. Assentamentos de populações estrageiras em países sempre foi pretexto para secessão e independência. Isolando essas comunidades indígenas do restante do país em áreas segregadas nós apenas estaremos criando um abismo entre o Brasil e eles e dentro de algumas gerações, duas ou três, eles próprios pedirão à ONU a sua independência do Brasil. Não será necessário que tenham exércitos para fazer frente ao brasileiro, basta exigirem na ONU. O que o governo faria nessa situação? Pediria ajuda ao "império do norte"? A ONU ainda vai acabar com esse país.
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 24/4/2008 às 10:52:49
Escrevi antes de ler o que o Eng. Fábio escreveu.É assunto relevante,que deve ser trazido à discussão.O que não dá para engolir,é ver colegas de site descredenciando êsse ou aquêle,por motivos geográficos ou profissionais.O Brasil é um continente,e se fôr para colocar a discussão em proximidade com o problema,a minha sugestão é que deixem os índios(que estão ali a milhares de anos),resolvam os problemas com os 6 rizicultores na conversa ou na bala,e que se danem o Brasil e a opinião dos brasileiros,sejam êles engenheiros,biólogos,industriários,antropólogos ou generais,pois não?Quanto a entreguismo de fronteiras,a história mostra que perde território,sejam fronteiras de países ou terras particulares,quem não tem poder e capacidade de defendê-las,e muitas vêzes essas coisas foram resolvidas na bala.Se alguém quiser tomar ou tornar indenpendente algum território brasileiro sem a concordância da maioria do povo brasileiro,cabe a êle povo,acionar o exército,e êle irá para perder ou ganhar.Com o atual aparelhamento de nossas fôrças armadas,eu diria que se alguma Ong ou um país da América do Sul com recursos próprios tentasse,perderia.Agora se fôr o império do norte,por exemplo,não haverá ONU,tratados,índios ou generais que impedirão.Os amazônicos podem começar a abrir as escolas de inglês.
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 24/4/2008 às 10:07:47
Acredito que as questões levantadas no texto tenham 2 enfoques.Um é a segurança de nossas fronteiras amazônicas,outro é a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol em si.Acredito que no caso da reserva,o que há é disputa econômica sim.Para dar o meu "palpite",li na íntegra as entrevistas do general,do antropólogo,do governador de Roraima(no caso dêle duas),e li os preâmbulos mais os 46 artigos da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas aprovada na ONU por 146 votos contra 4(EUA,Canada,Nova Zelândia e Austrália) e 11 abstenções.A frase pronunciada pelo general que me incomodou foi:Eu não vou deixar de ir onde eu quiser na Amazônia por conta da resolução da ONU.Primeiro a declaração é dúbia nos artgos 4,19 e 26,e depois desdiz tudo dos artigos no 46,tambem não gosto muito dela.Mas a legislação brasileira de demarcação de terras indígenas,fala de direito de usufruto dos recursos naturais,adicionado do direito de impedir o acesso às terras como se fôssem dêles,de resto valem as leis brasileiras.Em outras palavras,o general,respaldado por motivos do Estado brasileiro,pode entrar onde precisar,agora sem motivo,não entra nem na reserva,nem na minha casa e nem nas fazendas dos deputados ruralistas.Quanto a conhecer índios,as aldeias em que estive,de fato não têm as características das da amazônia,mas ela não é uma só e São Paulo não é um só.Rio Branco no AC fica a 2000Km de RR.
Fábio Sakatsume , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 24/4/2008 às 09:57:43
Para pensar: segundo os mapas georreferenciados do Governo de Roraima, a reserva indígena Raposo foi demarcada, exatamente, coincidindo com as reservas minerais de Roraima, que é uma das mais valiosas do mundo, tanto pela qualidade quanto pela quantidade. Por quê não maior, ou menor? Os profundos conhecedores da região, que aqui debatem, se habilitam a comentar ou desementir essa informação? Obrigado.
Silvio  Miguel Gomes , Olimpia-SP - Escrivão de Policia
Enviado em 24/4/2008 às 08:25:52
Há muitos anos li o que escreveu o Escritor Marcio de Souza sobre o Estado Amazonas. Dizia ele que todo mundo dá palpite como se lá morassem somente gente inferior. Mais ou menos este sentido. Ele està certo, o povo de lá também quer desenvolvimento. Vi uma entrevista com trabalhador quando ele disse: "eu mudei porque quero que meu filho não seja burrão como eu". Mas é estranho que de repente aparece um GEneral bombardeando o que se está fazendo há muitos anos. A imprensa vai á reboque porque é contra o Lula. É IGUAL O CASO DO ÚLTIMO POÇO DE PETROLEO. DESDE o começo do ano já existe livro sobre tal poço. UMA REVISTA INTERNACIONAL (a Word oil) em março já tinha publicado sobre o mesmo fato. DE REPENTE PROVOCA TERREMOTO NA BOLSA. ORA!, tenham a santa paciencia!.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 24/4/2008 às 07:39:17
Caro acreucho jorge nascimento, sou tudo isso que você define e acrescento: também sou cínico. Mas não está em discussão o que eu sou ou deixo de ser. Estou expondo é a empáfia dos ditos ultra-liberais em definir quem deve ou quem não deve ter acessos. A grande questão por trás de toda essa celeuma são os fazendeiros não quererem largar o osso. É óbvio que há interesses comercias, financeiros nisso tudo e vêm com a desculpa esfarrapada de "integridade das fronteiras". Bah!, vão contar isso pra vovozinha. Ah, pra seu governo, a minha formação me exigiu um trabalho na Amazonia, sim. E conheci tribos indígenas, sim. E percebi, sim, o quanto nós, os chamados civilizados, estamos acabando com eles, impondo nossa torpe cultura. Nós os tratamos ora como deficientes, ora como pecinhas de estante. E se não fossem os antropólogos, esses povos seriam apenas estátuas em museus de cera. Infelizmente a mídia está preocupada em ouvir apenas a parte que lhe interessa, sem sair a campo e analisar o que realmente ocorre na Amazonia, vivendo das palavrinhas de soldadinhos de chumbo. Viu como também sou bobo!
acreucho jorge nascimento , rio branco -AC - autonomo
Enviado em 24/4/2008 às 00:29:53
Meu caro Alexandre Carlos Aguiar, o deboche é algo típico das pessoas pedantes e arrogantes. Nosso presidente Lula é professor neste tipo de coisa, ele debocha de tudo. Você perguntou se alguém sabe o que um Antropólogo. Pergunto a você: Você sabe o que é ou já esteve na Amazônia? Já viu um índio? Sabe dos problemas que eles tem por aqui? Conhece as condições em que vivem os brasileiros que vivem na Amazônia? Acho que não. Embora ache que não, se você responder positivamente a todas as minhas indagações, então você é somente um bobo.
antonio carvalho , fortaleza-CE - advogado
Enviado em 23/4/2008 às 23:20:24
Sugiro aos palpiteiros da zona sul, que entre um gole e outro de 12 anos dão sua opinião sobre a Amazônia, a darem um pulinho por lá. O General está certíssimo. Tem gente entregando a rapadura, só não está claro ainda como é o negócio. A Vale do Rio Doce nós sabemos como foi. Agora a outra turma (que era do contra) começa a entregar a Amazônia. A surpresa da imprensa é porque ainda existe gente preocupado com o Brasil, coisa que o jornalista parece não estar.
Geraldo Magela Pereira de Freitas Freitas , Belo Horizonte-MG - Contador
Enviado em 23/4/2008 às 22:32:33
Que falem os generais, com grande entusiasmo, porém, apenas para suas tropas. A falar para a sociedade brasileira, somente o Presidente da República tem a credencial, que fique bem claro. O assunto desperta interesses e "interesses" . O Judiciário se manifesta, o Legislativo também o fez. Felizmente isso acontece, bem diferente de tempos sombrios de nossa história. Papel feio tem feito a grande mídia, agindo na contra-mão da via democrática. Percebe-se que interesses movem a grande imprensa.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 23/4/2008 às 21:25:59
Imaginei que as pérolas ditas aqui cessariam, pois, vou ser sincero, estava até inclinado a recomendar que o nosso programador procurasse um profissional. Mas alguém se superou e eu não consigo parar de rir. Então quer dizer que "naquela época se viveu uma guerra não declarada entre a democracia e o comunismo totalitário,"? Ah, isso é muito bom. Continua, continua. Há tempos não ria tanto. E tem mais: "quando os militares apoiados pela sociedade civil, impediram o surgimento de uma nova Cuba." E eu pensava que o nosso programador é que tinha traumas. Vou parar! Vou parar! Os meus vizinhos estão achando que estou pasando mal, de tanto que eu rolo de rir aqui na sala. A propósito, repito: alguém sabe o que é um antropólogo? Por que de general acho que tem gente bem entendida.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 23/4/2008 às 19:56:51
Ele é o Castro que não deu certo. Falar o que deve ser feito não traduz o que precisa ser feito na prática, essa falácia é apenas teoria militarista com vontade de poder ser poder.
Fabiano Mendes , Belo Horizonte-MG - Rep Copmercial
Enviado em 23/4/2008 às 19:49:22
Quem assistiu o discurso do Ministro Celso de Mello na posse do Ministro Gilmar Mendes, ouviu ele dizer entre outras coisas, sobre a respeitabilidade pelas instituições a Constituição Brasileira. Pois é, nela está explícita que o Presidente da República é o Chefe Maior das Forças Armadas, portanto a fala do general de “que serve a Pátria e não a Governos”, além de quebra de hierarquia é uma tremenda baboseira. Quem é eleito pelo povo é quem realmente comanda o País, queiram ou não os generais , incluso os de pijamas.
Sergio Villaça , Recife-PE - Engenheiro Civil
Enviado em 23/4/2008 às 19:17:15
A questão não é de antropologia e sim de segurança nacional, onde os militares são versados. O sr. Eduardo Viveiros de Castro nessa questão não passa de um [ ] palpiteiro. Considero que não é prudente, em nenhuma democracia, a hostilização sistemática de suas Forças Armadas por outros poderes ou instituições. Elas fazem parte da sociedade e tem papel reservado na Constituição. Essa geração não tem responsabilidade sobre os fatos de 1964, apesar de considerarem que naquela época se viveu uma guerra não declarada entre a democracia e o comunismo totalitário, quando os militares apoiados pela sociedade civil, impediram o surgimento de uma nova Cuba. Essas demarcações de reservas continuas não podem ser resolvidas por leigos, mas com o suporte estrategico das nossas Forças Armadas. Que os comuno-petistas não fiquem vendo assombrações, pela simples opinião de um general preocupado com os destinos daquela região. Chega de hipocrisia !!!
Alexandre carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 23/4/2008 às 17:15:18
Sr. Sergio Troncoso, para alguns ultra-liberais, vale a velha máxima orwelliana: Todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os demais. Ressalte-se que esses "mais" iguais geralmente são aqueles que detém o poder econômico. Mas não se incomode em explicar o lógico para as pessoas sãs. A propóstio, será que eu li bem, ou meus óculos estão ofuscados? Quer dizer que um antropólogo (e dos bons, um dos mais renomados do mundo) não pode demandar sobre causas indígenas? E general poooode? Eu, hein, é o rabo abanando o cachorro. Será que os "saudáveis" sabem o que é um antropólogo?
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 23/4/2008 às 15:23:49
Senhor campineiro estudando detalhadamente sua postura de comentarista amador, fica patente que você é um petista [ ] daqueles roxo ao extremo. Não se acanhe, abra o jogo e assuma sua verdadeira identidade. Abraços socialistas livres!
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 23/4/2008 às 15:07:32
Parte do debate está desfocado.Eduardo Viveiros de Castro,não só defende a presença do exécito brasileiro nas fronteitras amazônicas,como também o quer nas reservas indígenas.O que êle refuta é a privatização de terras da união para meia dúzia de pessoas,ao invés de dar o usufruto para os macuxis e wapixanas,habitantes originais.Segundo a legislação brasileira,êles não possuirão nem as terras,nem seu subsolo.Trata-se de uma velha questão de grilagem e esperteza num território relativamente recém explorado e com um general instrumentalizado por "proprietários" para variar.Quanto a liberdade que êle tem de expressar a sua opinião,lembro aos ultra liberais,que segundo seus próprios princípios,êle pode falar o que quiser,mas o patrão dêle tem todo o direito de reprimí-lo se não gostar da exposição pública de problemas internos da "firma".Ultra liberalismo têm que valer para todos,ou não vale para ninguem,não é mesmo?Óbviamente para mim as coisas têm que ser tratadas de uma forma diversa.O debate franco,expôsto,factual,sem fetiches ideológicos é o melhor caminho para a verdade e para a justiça.
José Luiz Frare , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 23/4/2008 às 14:31:37
Ô, Tiago, menas... Você acha realmente que Buhs é uma pessoa sã?
Paulo Cesar da Rosa Romão Romão , São José-SC - Tec. Seg. Patrimonial
Enviado em 23/4/2008 às 14:29:38
Vamos ver se dá para entender: um Oficial Comandante(Regional) de uma Instituição do Estado (e a propósito, secundado pelo Governador da própria região) cuja missão constitucional (principal) é defender a soberania territorial do país não pode falar sobre o que conhece em profundidade e contribuir para o debate; mas um antropólogo, que não se sabe o que conhece da região, dos problemas locais e da estratégia de defesa do país, pode dizer (sob aplausos) que a criação da reserva em questão não coloca em risco o território nacional. Certamente o General Heleno numca se meteria a opinar sobre antropologia. É isso aí. Achincalhar as Forças Armadas tornou-se o esporte favorito dos acólitos do lulo-petismo na imprensa e fora dela, nestes tempos obscuros. O texto acima é só mais um exemplo disso.
Ruy Passos , Pirapora-MG - Aux. Adm.
Enviado em 23/4/2008 às 13:26:51
Se hoje os Indios e algumas ONGs já falam em ONU, imagine daqui a 5 anos. Penso que se o STF não reverter a demarcação os brasileiros podem dizer adeus aquela área, inclusive com os bilhões de reais em riqueza. Sou fã do Pres. Lula mas não concordo que a demarcação.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 23/4/2008 às 12:51:32
Alexandre Aguiar, aquele é território é do Brasil e de ninguém mais. Os índios devem ser integrados com o resto da sociedade brasileira e não mantidos segregados em territórios a um passo da independência. A secessão e o conflito étnico interessam somente aos inimigos do Brasil. Outros países que são governados por pessoas sãs, assim como os EUA, não assinaram a declaração da ONU justamente porque não são doidos de repartir o seu próprio território em sub-países. PT = socialismo = entreguismo e a ruína do Brasil.
Fernando Meiras , São Paulo-SP - Dentista
Enviado em 23/4/2008 às 11:14:14
Pessoal, não critiquem o programador. Ele representa, de forma igual, ao povo que se deixa influenciar pelas notícias do caso Nardoni. Antes da colonização dos portugueses, quais humanos habitavam o Brasil? O general devia auxiliar com seus conhecimentos duvidosos outros grandes problemas do Brasil, assim como alguns programadores, também.
antonio barbosa filho , taubaté-SP - jornalista
Enviado em 23/4/2008 às 09:48:26
Desde que se transformou em partido político (e o mais reacionário de todos), parte da mídia manipula qualquer fato menor para transformá-lo numa crise para o governo Lula. Uma crise militar seria a ideal para o golpismo militante. Certa vez uns almirantes fizeram um manifesto criticando o presidente JK, que lhe foi levado pelo ministro antes de ser divulgado. JK, como comandante-em-chefe, pediu ao ministro que destruísse o papel, ou ele, presidente, prenderia todo o almirantado. O documento foi refeito, com participação do governo, e saiu dentro das normas disciplinares. Aquela sim poderia ter sido uma crise militar (JK enfrentou outras, com energia e com genrosidade, anistiando revoltosos). Agora foi apenas uma manifestação pontual de um oficial superior, devidamente enquadrado em seguida por seus superiores. Só a mídia golpista, como diz Luciano Martins, habituada a bajular a farda (sei que os militares abominam esse tipo de lambedores de coturno), quis inventar um conflito a partir de uma ocorr6encia normal em qualquer Democracia. É a boca torta...
Alessandro  Martins Esposito , Rio de Janeiro-RJ - Militar
Enviado em 23/4/2008 às 09:25:05
Colocar uma autoridade mundial em antropologia para falar de soberania nacional nas fronteiras o "jornal " e o "Senhor Antropólogo", só podem estar de brincadeira, será que nunca ouviram falar na expressão popular "cada macaco no seu galho" é o mesmo que colocar uma autoridade em medicina para falar de História da Arte como se tivesse tambem autoridade para falar disto.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 23/4/2008 às 08:09:28
Parece que o tal programador surtou. E, o mais engraçado, por muito menos que isso, eu já fui censurado. Esse Oi mesmo não tem jeito. Agora, nesses momentos em que psiquiatras aparecem para desvendar o discurso do casal Nardoni, seria importante analisar o por quê de tanto trauma em relação aos indígenas. Será algo freudiano, de a imagem do índio pelado atacando-o em sonhos quando era criança? Em relação ao comunismo é fácil: os comunistas comem criancinhas. Só com pilherias mesmo para analisar o discurso do Sr. Thiago, programador. Ah, não se importe com as determinações da ONU, afinal ela é uma caixa de ressonância para a auto-determinação dos povos e, para pessoas como o senhor, povo é só um mero detalhe, não é mesmo? Vamos fazer assim: eliminamos os índios primeiro (gente que não trabalha e vive o dia todo deitado na rede), depois podemos passar para a periferia (onde só há malandros e traficantes), depois os eco-chatos (que só defendem ararinhas e não fazem mais nada na vida), logo depois os nordestinos (que vivem dando votos pro Lula) e, assim, o Brasil estaria mais limpo e pertencente aos verdadeiros brasileiros. Certo, sr. Thiago?
Hugo Santos , São Paulo-SP - -
Enviado em 22/4/2008 às 23:28:45
Ao contrário, pra outras pessoas que vivem do passado, a farda causa ojeriza sem razão, ranço da ditadura que parece afetar quem mais a critica. Se numa democracia os militares não governam, tampouco não podem deixar de serem ouvidos democraticamente por assim serem, colhendo suas opiniões sem os preconceitos arraigados de um regime que há décadas inexiste e não há a menor possibilidade de voltar, graças a Deus (aliás, a atual possibilidade de ditadura que aqui se aventa é de esquerda). O militar não deve se limitar a ser um acéfalo cumpridor de ordens, mas emitir respeitosamente suas opiniões dentro de suas atribuições, pra progresso e soberania da nação. O general, como comandante local, fala com conhecimento de causa e é opinião mais abalizada de quem sequer conhece a região e critica baseado apenas na entrevista de um "influente" antropólogo.
ThiagoConceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 22/4/2008 às 23:25:55
João Maria, procure se informar. Essa declaração dos direitos indígenas da ONU é a mesma coisa que entregar nosso território. Aqui está ela: http://www.folhabv.com.br/noticia.php?Id=38869 "Esta será a primeira sessão do Fórum desde a aprovação da Declaração da ONU sobre Direitos Indígenas, a que o Brasil votou favoravelmente. Assim serão tratados também os rumos do monitoramento da implementação de tal declaração pela ONU e pelo movimento indígena internacional." Por um valor cristão eu não desejjo o mal a vocês. Desejo que vejam a verdade e deixem de ser comunistas e outras coisas negativas, mas isso é deimais! Não posso deixar meu país ser entregue assim! Se alguns comunistas pelo menos vissem a [ ] que fizeram já seria ótimo. Vocês estão dando o território brasileiro de mão beijada!!!! [ ], o que vocês têm na cabeça?
jacó gomes , Garanhuns-PE - policial
Enviado em 22/4/2008 às 23:16:09
É por esta demonstração da chamada grande imprensa, que sistematicamente estila veneno contra o presidente LULA, chegando desastrosamente a apoiar um militar que deveria se submeter ao chefe supremo das forças armadas e não tecer comntários ao seu superior ferindoi mortalmente o principio basilar do militarismo que é o respeito aos superiores e como cidadão desrrespeito admocrácia, por isso deixixei de assinar a veja como também aconselhei alguns amigos a fazerem o mesmo, buscar informação nas buscas da internet pois é o mais democrático meio mediatico atual.
Maria de Fatima Araújo de Morais , Brasilia-DF - servidora pública
Enviado em 22/4/2008 às 21:19:27
Senhor Luciano Martins, são as nossas "vivandeiras". Elas estão sempre prontas para amplificar vozes sa caserna. Eu viví toda a minha juventude sob uma ditadura (estou com 50 anos) e prefiro a morte a viver sob outra. Mas nós estamos cercados de saudosistas da "ordem". Infelizmente. Autorizo a publicação.
joão Maria fernandes , Londrina-PR - professor
Enviado em 22/4/2008 às 21:12:28
Sr Tiago Conceição.... Tá por fora heim cara.... quanta baboseira...... vê se não fala tanta besteira assim..... Entreguismo foi o que o grupo do FHC (PSDB E PFE DEM) fizeram ao longo dos 8 anos vendendo a preço de banana estatais como a Vale e por pouco a PETROBRÁS não foi pro saco..... imagina agora com as gigantescas reservas nas mãos privadas.....com o petroleo a 118 reais o barril , não dá para ouvir essas coisas que vc diz e ficar calado..... abraços e JUIZO....
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 22/4/2008 às 18:21:46
Essas demarcações ocorrem por exigência estrangeira em detrimento aos interesses nacionais. A ONU exigiu e o Lula obedeceu. A ONU também determinou que os índios tem direitos a nações independentes, com economias, sistemas jurídicos e governos independentes, e o Lula concordou. Embora a demarcação não inclua a noção de uma nação indígena nova e separada, ela é o primeiro passo para a separação do norte do país. É um novo colonialismo, mas ao invés das metrópoles usarem exércitos para fazerem valer a sua vontade eles incentivam "nacionalismos étnicos". Isso é puro entreguismo do governo Lula e graças a Deus ainda existem homens de verdade com [ ] para denunciar isso.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 22/4/2008 às 11:48:49
As manifestações políticas de militares, hoje no Brasil, ainda são poucas e tímidas - o regime militar ainda é algo fresco nas mentes das pessoas. Porém, a fala do general, que foi em tom opinativo e moderado, ligou os sininhos em algumas cabeças, como um repique de LSD décadas depois da última lambida. Muita gente por aí está esperando o retorno do Messias, que deve vir de alguma caserna e salvar o Brasil dos malditos vermelhos. O destaque dado à fala do Comandante foi um reflexo desse messianismo que, tirando o Jair Bolsonaro, tem poucos seguidores de destaque. Acredito que a opinião da caserna deve ser respeitada e sempre ouvida, principalmente quando se trata de soberania, mas soluções radicais e impositivas devem ser sempre fortemente contra-argumentadas.
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