ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 485 - 9/2/2010
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A IMAGEM FIXA
(QUE, NO ENTANTO, SE MOVE)

A empregada branca e a intolerância tolerada

Por Eugênio Bucci em 13/5/2008

Foi assim que aconteceu. No final do ano passado, chegou ao apartamento em que moro, em São Paulo, um aparador, desses que a gente põe ao lado da mesa de jantar. Não estou seguro quanto à palavra, aparador. Talvez o nome seja buffet. Além de oferecer apoio para travessas durante uma refeição, o móvel é praticamente um armário, com portas para guardarmos pratos, copos e bebidas, além de algumas gavetas, úteis para toalhas de mesa, talheres etc. Chegou em casa por volta de outubro de 2007, mais ou menos. Contratei um lustrador profissional para limpá-lo, recuperar o verniz e dar um jeito nas dobradiças, que estavam enferrujadas. Eu tinha comprado um aparador com pés de ferro, o corpo em madeira clara, bonito, mas um tanto derrubado. Era uma peça dos anos 40.

Ao retirar as gavetas, o lustrador encontrou uma folha dupla de jornal antigo. Eram quatro páginas do Diário Popular, de São Paulo, com data do dia 2 de julho de 1947. Já estavam bastante amareladas, enrijecidas e quebradiças, ressecadas a ponto de esfarelar-se, mas sem sinal de traças. Era uma folha defunta, mas intacta, da seção de classificados. Manuseei com cuidado aquela relíquia do jornalismo pátrio. Desfiz as dobras com movimentos delicados para não estragá-lo ainda mais.

Um anúncio logo me chamou a atenção.

"EMPREGADA: [o título vinha todo em caixa alta].

Branca, precisa-se p/ cozinhar e lavar, não arruma, durma no emprego. Exigem-se referências e documentos. Paga-se bom ordenado. Rua Conselheiro Crispiniano, n º 29, 9º, apt. 92. Falar com Dona Helena."

Guardei meu pequeno tesouro, sem saber que utilidade ele poderia ter. Foi então que, dias depois, Adauto Novaes me telefonou para falar do ciclo "Vida Vício Virtude" que ele começava a preparar. Ele me convidou para fazer uma das conferências. O meu tema seria a intolerância. Foi aí que entendi os propósitos secretos daquele jornal que chegou ao meu endereço com 60 anos e alguns meses de atraso. Aquele velho anúncio era um registro de intolerância racial – e, ao estar solenemente publicado no Diário Popular, era também um registro da tolerância com que a sociedade brinda sua própria intolerância, fazendo parecer que ela não é tão intolerante assim.

A Dona Helena, a que devia ser procurada pelas candidatas ao emprego, não queria saber de domésticas que não tivessem a pele branca. Intolerância. Ao mesmo tempo, não hesitou em mandar pôr isso no jornal. Tinha segurança de que sua intolerância contaria com a tolerância dos contemporâneos. Nos anos quarenta, aquele jornal a autorizava a publicar seu veto às candidatas negras. O Brasil já não era um país escravagista, mas ainda admitia, no jornal, critérios explicitamente discriminatórios para a contratação de empregados.

Já pensando na palestra que eu teria que preparar, lembrei-me de que uma das faces da intolerância repousa justamente nessa mentalidade social que autoriza a patroa provavelmente branca a acreditar que provavelmente não era racista porque provavelmente não quisesse eliminar os seres humanos de pele escura, mas apenas quer manter uma distância segura de todos eles. "Nada contra ninguém", a Dona Helena diria de si, com sobrancelhas arqueadas, "mas os negros lá e eu aqui". O que ela não queria era "se misturar". A intolerância pode bem ser assim mesmo: uma resignação distanciada, um eles-lá-e-eu-aqui disfarçado de tolerância de cara fechada.

Quando fui enfim fazer a conferência, no início de maio 2008, comecei minha fala mostrando aos presentes a cópia daquele Diário Popular de 1947.

Não há imagem mais fixa que uma letra impressa no papel

Claro que esse anúncio classificado, aqui reproduzido como imagem, é um retrato de seu tempo. Ele é um retrato da mentalidade de uma era. Não é uma fotografia. Tampouco é uma caricatura, um bico de pena – como se usava naqueles anos 40. Mesmo assim, como letra impressa, "letra de fôrma", retrata os valores e os limites da tolerância daquela época.

Aquele era um país, ou, melhor, aquela era uma São Paulo de Donas Helenas intolerantes em matéria da cor da pele de suas empregadas. Ao mesmo tempo, era uma cidade tolerante com a sua intolerância racial. Quem me garante isso? Quem me garante isso é a letra. Sim, a letra. A letra impressa. Leio aquele anúncio e sua letra me assegura: aqui temos racismo e aqui toleramos o racismo. A letra impressa é uma instância do ordenamento simbólico. Eu diria que a instância máxima, acima da qual não cabe recurso algum. Eu paro diante daquele velho fragmento de um diário e digo: racismo.

Em contrapartida, admito a possibilidade de que, ao fazer uma leitura tão categórica, eu possa incorrer, inadvertidamente, numa generalização temerária. Sim, pode ser que a minha leitura traga distorções de que não me dou conta. Claro que outros poderão olhar para o mesmo anúncio e decretar: não, isto não é racismo, mas um resquício de racismo já em extinção; isto aqui é um estágio na evolução da cultura brasileira para o não-racismo. Questão de perspectiva? Talvez, mas não apenas isso. A letra, posta como instância, depende do olhar do sujeito, por certo, mas ela própria determina o lugar em que é vista e, assim, determina seu sentido.

"Nós designamos por letra esse suporte material que o discurso concreto toma emprestado à linguagem", diz Jacques Lacan em A instância da Letra no Inconsciente ("Escritos", São Paulo: Perspectiva, 4a. Edição, 1996, p. 225). Suporte material, penso eu, é o que me traz esse Diário Popular de seis décadas atrás, bem aqui na minha frente. É ele o discurso feito de letras, mas, aos meus olhos, ele se põe como letra em si, ou, com mais ênfase, ele se põe como a instância da letra que já foi incontestável e que agora, depois de tantos anos, mal se agüenta. Eis aqui a instância da letra a ponto de esfarelar-se. A letra que compõe a palavra "branca", agora envelhecida, escancara para mim o que não terá ficado tão evidente para os leitores daquele tempo. O lugar da letra depende, portanto, da perspectiva do sujeito que olha para ela – e simultaneamente depende do lugar sobre o qual ela se fixou, e esse lugar é também um tempo. É essa palavra, a palavra "branca", na velha folha de jornal, que diz para mim: aqui houve racismo e houve tolerância com o racismo.

Outra vez, porém, vem a dúvida. Será que estou autorizado a ler aquela letra do passado atribuindo a ela cargas valorativas de que só disponho hoje? Não haveria nessa leitura um anacronismo? Será que, por estar deslocada no tempo, aquela letra faz parecer violento algo que, em seu período original, poderia indicar apenas um gesto preventivo contra o exercício mais explícito de racismo, ou seja, um gesto de cortesia? Explico-me. Naquele tempo, desconvidar por antecipação uma pretendente negra talvez fosse mais respeitoso do que rejeitá-la pelo mesmo motivo no instante em que ela se apresentasse. Enfim, será que o que vejo hoje como signo do racismo não poderia ter sido visto, há sessenta anos, como tentativa de superação do racismo?

Por que esse jornal demorou tanto tempo a chegar ao seu leitor?

Aquelas páginas de Diário Popular jornal foram entregues em minha casa com um atraso de sessenta anos e alguns meses e, por isso, não consegue comigo uma comunicação propriamente jornalística. Entre a data em que aquela edição foi impressa e a data em que ela chegou ao seu leitor – que sou eu – transcorreram mais dias do que os admissíveis para que a comunicação jornalística se processasse. Para mim, a comunicação jornalística está morta. Não acontecerá. Eu não posso mais responder àqueles anúncios. Não posso mais dialogar com eles. O tempo no qual eles existiram se desfez.

Ainda assim, outra comunicação se faz, uma comunicação diferente, para a qual já não posso dar respostas. Estou em comunicação com um outro tempo, uma outra cidade, um outro mundo. Por isso, posso ver com mais facilidade as fissuras no manto que mantinha, naqueles anos 40, as aparências dos bons modos. O lapso de tempo, tão expandido, gera o lapso lingüístico e, por trás dele, o lapso do sentido pelo qual pressinto o vulto esquivo do inconsciente – o meu e o de quem publicou aquele classificado para que eu o lesse.

Lapso lingüístico: há sessenta anos, a palavra "branca" designaria, entre as donas de casa de São Paulo, uma característica física neutra, como alto, baixo, jovem etc. Não conteria o valor racial e, portanto, manifestamente ideológico, que a ela atribuímos atualmente.

Lapso do sentido: nos anos quarenta do século passado, a recusa à pessoa não-branca talvez não se revestisse de uma carga de ódio racial, mas, ao contrário, talvez fosse indício de um abrandamento aceitável desse mesmo ódio. Não fosse assim, a recusa não estaria expressa num anúncio de jornal com assinatura e endereço embaixo. Aquela forma de tratamento – "negras não, por favor!" – estava inscrita dentro da norma, da normalidade de tratamento entre os cidadãos.

Por fim, o lapso do inconsciente: as camadas que recobrem o que nos é intolerável – e o que nos é intolerável não é outra coisa que não a expressão de nossa própria intolerância – surge falhada, esgarçada, desfeita pelo imenso hiato entre o instante que o jornal foi editado e o momento em que ele chegou ao seu destinatário improvável – eu.

Levando adiante essa perspectiva de leitura, eu diria que o salto de sessenta anos traz até o meu olhar aquilo que hoje nos vexa – e que há sessenta anos era normal e, por ser normal, talvez fosse invisível. Penso que os leitores de 1947, incluídas aí as candidatas negras à vaga na cozinha da Dona Helena, poderiam dizer algo como "que mal há em uma patroa ter preferência quanto à cor da pele de sua cozinheira?" O raciocínio não é tão descabido. Hoje, em 2008, nós ainda achamos natural que se recrutem recepcionistas de "boa aparência", não achamos? A cor da pele, há sessenta anos, na cabeça dos editores da sessão de classificados do Diário Popular, poderia ser algo como um atributo da "boa aparência". Ou não?

Aliás, que história é essa de "boa aparência"? Será que dentro de trinta ou sessenta anos, caso alguns dos nossos jornais fiquem dormindo num móvel que será lustrado no futuro, essa expressão, "de boa aparência", não poderá chocar alguns dos nossos descendentes?

A tolerância com a intolerância

De que me serve um Diário Popular cujos jornalistas já não existem mais? De que me serve um anúncio que oferece um emprego que já não está mais disponível?

Ele me serve apenas para mostrar que a letra, ali, repousa sobre um lugar que se deslocou. Ele serve para me dizer que a imagem fixa posta pela instância da letra também se move. Aquilo que está posto ali, daquele modo, já não é um retrato da mentalidade dominante na cidade de São Paulo. Aquele velho retrato, posto pela instância da letra, não no inconsciente, mas no jornal, foi revogado. Hoje, não aceitaríamos um anúncio com os mesmos dizeres em qualquer órgão de imprensa. Por isso, tendemos a constatar que houve uma evolução de mentalidade. Ou, pelo menos, houve uma alteração no tecido discursivo pelo qual o inconsciente se esconde, mergulhando na escuridão com as intolerâncias que o sujeito não consegue tocar com os dedos.

Isso significa dizer que o racismo acabou nas páginas dos jornais? Não exatamente. Mas significa, sim, que as manifestações explícitas de racismo recuaram. Significa que somos uma sociedade menos intolerante. Bem, quanto a isso, a resposta seria imensamente mais lacônica – e inconclusiva.

A nossa intolerância já não se manifesta contra a cor da pele. Não como antes. Não tão abertamente, no plano da letra posta, escancarada, na página de um diário de boa circulação. Mas, estranhamente, a intolerância anda por aí. Ela agora não se volta contra as "raças", mas dá sinais de que se levanta contra as opiniões acerca do tema das raças. Hoje, a intolerância é mais um obstáculo para o diálogo do que uma barreira racial no mercado de trabalho – ainda que essa, lamentavelmente, ainda ocorra. Talvez não seja mais tão difícil lidar com o nosso racismo – por mais que ainda sejam tortuosos os caminhos para localizá-lo e superá-lo – como ainda é difícil lidar com a nossa intolerância no plano das opiniões sobre os pontos em que a civilização brasileira ainda guarda ou já não guarda traços do racismo. A nossa intolerância é da ordem do diálogo, da obstrução ao diálogo. Como aquela outra, mais antiga, é uma intolerância tolerada, e às vezes aplaudida como se fosse prova de valentia cívica. Não impede o acesso das moças pobres a um emprego na casa da Dona Helena de 1947, mas talvez impeça o acesso de alguns ao suporte material onde se trabalha a letra – que depois nos servirá de instância.

O que já é outra conversa, mais problemática, que não será feita agora.

Comentários (97)
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Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 22/5/2008 às 15:18:51
Só para lembrar (se é que alguém lê comentário de edições anteriores): Thiago, eu te fiz, no mínimo, três perguntas, e você não respondeu nenhuma. E não, não é pra prender os índios à sua técnica, mas também não é pra jogá-la fora, pois tem valor. Responda às perguntas feitas, por favor.
Arnaldo Campos , Piracicaba-SP - Engenheiro
Enviado em 20/5/2008 às 18:35:15
Thiago irá negar até a morte a realidade para sustentar suas idéias (ou seria sua pose?). Se tirarmos sua insolência, mal criação e ofensas, não sobra nada além de um punhado de idéias desconexas e uma tendência de se esquivar de qualquer comprometimento (risos). O resto é só repetição.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 20/5/2008 às 13:19:50
Arnaldo Campos, para de inventar histórias e ocupar o espaço com besteiras. Eu disse quotistas e existem diversas pessoas pedindo quota, não apenas negros. E mesmo assim nem todos os negros querem quotas, apenas os mais vagabundos e pilantras. Aqueles que sabem o seu valor e têm capacidade não precisam e não querem. Todos os seus comentários até agora foram imbecilidades. Não acrescentou nada de útil a discussão.
Arnaldo Campos , Piracicaba-SP - Engenheiro
Enviado em 20/5/2008 às 12:55:49
Pego com a boca na botija, mais uma vez. Thiago, você disse: "ELE que disse que os negros se degradavam festa, EU JAMAIS DISSE ISSO, até porque o alvo da minha crítica foi o Carnaval e NÃO UM GRUPO ESPECÍFICO." (Thiago, com CAPS Meu). Isto não é verdade Thiago, e o senhor não irá nos tapear. Eis a realidade do que você disse antes: "SE ESSAS PESSOAS QUE PEDEM QUOTAS fossem um exemplo moral de como viver bem, sem excessos, e se fossem realmente esforçados tudo naturalmente funcionaria para elas, mas como é possível criticarem injustiças quando muitas vezes SÃO ELES PRÓPRIOS QUE PRODUZEM ESSE VENENO PARA A MENTE QUE APARECE NO CARNAVAL? Antes uma pessoa que cometa erros, mas reconheça os seus erros e trabalhe para consertá-los aos poucos, do que uma pessoa INTELECTUALMENTE E MORALMENTE FRACA que quer tudo de graça. Quem se esforça consegue, por que eles não conseguem?" (O mesmo, CAPS meu). O Senhor atacou os cotistas (e obviamente entre eles, os negros) e agora vem dizer que se alvo foi o carnaval? O senhor continua insinuando e dando a entender pra depois negar tudo e jogar no outro suas idéias. Se alimenta da sua propria dubiedade.Não se cansa de praticar este jogo sujo e capcioso?! O senhor não tem compromisso com o que fala. Pare de distorcer o que o Mário de Abreu e o Rodrigo Dias disseram.
Chico  Vitar , Maringá-PR - publicitário
Enviado em 20/5/2008 às 11:06:25
Parece que a intolerância está tomando conta dos debates. Parem as máquinas! Está na hora de discutirmos as discussões.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 20/5/2008 às 10:57:33
Pedro Marcos, se não são incapazes então do que vocês têm medo? Por que querem privilégios? O Carnaval é sim coisa de gente indolente e lasciva. O que vocês querem é RACISMO institucionalizado, são leis raciais, "one drop rule", segregação racial, poder para impor os seus sentimentos vis e baixos sobre os demais, é brutalizar o cidadão com essa cultura porca e rebolante, é anestersiar a mente de todos com essa constante sexualização e incitação a comportamentos negativos e vícios. Já demonstrei mais de uma vez em vários comentários aqui como funciona, quem estiver interessado em saber que leia.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 20/5/2008 às 10:50:55
Rodrigo Dias, a sua falta de visão é assombrosa. Você é um símbolo para aqueles tapados que defendem o que é errado. O que quer que eles tenham de técnica não é para ser mantido congelado no tempo segregado de todo o resto, mas sim para ser aproveitado. O mundo mudou nos últimos 1000 anos e NUNCA, jamais voltará a ser o que era antes. Ainda assim a segregação racial e o seu racismo não se justificam. São tolos guiando tolos, e assim todos cairão no abismo.
Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 20/5/2008 às 10:23:21
Thiago: 1) existe lei contra o racismo individual - uma pessoa sendo racista com outra. Mas não contra o racismo difuso, ou seja, a sociedade desfavorecendo um grupo. Gostaria que vc me explicasse porque há tão poucos negros nas universidades públicas (onde a maioria dos alunos são filhinhos de papai), uma vez que a cor da pele não está relacionada à capacidade cognitiva (e não está mesmo, não estou sendo irônico). 2) Sim, as pessoas são o que são, em boa parte determinado biologicamente, como na cor da pele e forma do cabelo. Se chamaremos isso de raça ou não, não vem ao caso. A questão é que os negros sempre foram discriminados no Brasil, e ainda são. Você nega isso? 3) A cultura costuma estar relacionada ao grupo étnico (um eufemismo para raça?). É claro que os índios de uma cultura podem achar mais fácil abandonar sua língua e sua terra, para fugir de ataques (como quando padres batiam nos índios que insistissem em falar a língua mãe), mas pergunte a eles se fariam isso tendo escolha. Eles reconhecem a própria cultura como uma RIQUEZA e não abrem mão dela tão fácil. É triste quando a perdem, pois são assimilados pela cultura envolvente como párias, coisa que não eram quando falavam a própria língua e viviam na própria cultura. Auto-estima se ganha pela conquista, mas às vezes precisamos de ajuda, se isso não fosse verdade livros de auto-ajuda não venderiam tanto.
Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 20/5/2008 às 09:52:46
Felipe, as várias culturas indígenas têm várias riquezas diferentes: sabem construir habitações que não exigem luz elétrica durante o dia nem ar-condicionado no calor da selva (ao contrário dos nossos edifícios públicos), conhecem a fundo inúmeras utilidades da biodiversidade, coisa que nós, biólogos, levaremos décadas "reinventando a roda" se não quisermos contar com a ajuda deles, têm arte e mitologia próprias e variadas, têm várias línguas que expressam culturas únicas e são de especial interesse para a lingüística e outras ciências cognitivas, conhecem a região onde vivem há gerações, sabendo detalhes sobre localização de minérios, plantas e animais úteis, entre outros. Seus costumes mesmo são uma boa medida para nós questionarmos o que consideramos certo e errado.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 20/5/2008 às 09:22:38
Haja vista a sua observação sobre haja com H, ou aja sem H, informo que houve uma pequena falha de digitação. Não se empolgue acreditando que conhece a língua portuguesa no seu conteúdo culto. Pois, você usa a linguagem popular, ou seja, do cotidiano. Menos, abaixa a bola, isto porque não se joga com bola murcha. Continue estudando quem sabe um dia se tornará um professor de correção de erros de digitação, ou melhor, falha de operadores que digita dados.
Pedro Marcos , Itaboraí-RJ - trainee
Enviado em 20/5/2008 às 09:18:47
Eu NÃO fico abismado quando a extrema direita mostra a sua cara,em virtude das conquistas e avanços dos menos favorecidos,daqueles que foram expoliados,dos humilhados. Essa é uma nação multi-racial,senhores eurocêntricos,do carnaval ingênuo que foi transformado sim pela classe dominante nessa desesperada orgia romana sem sentido e feita pra faturar milhões. Da música sincopada que faz o norueguês babar e balançar o alvo traseiro. O Sr. Thiago, imerso num mar de pré-conceitos,revelou o que quer essa elite "quase-branca": deter as reparações históricas cometidas contra os povos que levaram esse país nas costas por 500 anos. Ele nos taxa de incapazes,indolentes e lascivos (digo nós,pois TAMBÉM sou descendente de africanos) numa demonstração grosseira de desumanidade;usa argumentos furados como a prática da escravidão por algumas etnias na àfrica como justificativa. É como legitimizar o Holocausto judeu relacionado-o com todas aqueles massacres citados no Antigo Testamento. è ácido ascórbico demais!!!
Juca  Villaça , Sãp Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 20/5/2008 às 09:08:21
O que estuda o Felipe Faria? **** Por que o Thiago que se diz tão inteligente ainda é programador e não Analista de Sistemas? **** O estado mais racista, preconceituoso, arrogante e pretensioso é, de longe, São Paulo.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 20/5/2008 às 08:12:42
Marco Antonio, haja é do verbo haver , não se escreve aja. ....A política de cotas vai resultar nisso, os cotistas, com a vida facilitada, tendem a relaxar enquanto aqueles que não tem o privilégio das cotas, se esforçarão o dobro. No final, o cotista levará essa mancha curricular para a vida toda. Uma vez instituído o racismo oficial brasileiro, dificilmente ele desaparecerá...para qualquer lado.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 23:19:35
Arnaldo Campos, LEIA ATENTAMENTE O TEXTO! ELE que disse que os negros se degradavam festa, eu jamais disse isso, até porque o alvo da minha crítica foi o Carnaval e não um grupo em específico. O que ele fez não foi parafrasear nada, mas sim inventar algo para me difamar. É, falta-lhe capacidade para interpretar o texto corretamente. É uma pena, perdeste uma ótima oportunidade de ficar quieto.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 19/5/2008 às 20:34:21
Rodrigo Dias, a cultura dos índios é rica, tudo bem, mas rica em quê? Me dê um exemplo concreto, objetivo, de algo dessa riqueza.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 19/5/2008 às 19:41:19
Nem todo SACO é de papel. Mas todo SACO se enche com tanta falácia sem sentido, o qual deseja provar que esta ou aquela cor é superior as demais. Nem todo saco é de plástico, mas todo saco tem que ter muito espaço para encher de inutilidades faladas por um individuo que imagina ser o bom mocinho, aquele que ganha todos pela canseira. Aja SACO, saco de papel, papelão, plástico, pano, couro, carne entre outras matérias-primas.
Mário Abreu , Rio de Janeiro-RJ - Sociólogo
Enviado em 19/5/2008 às 19:36:03
Thiago, vou parar por aqui porque percebo que você, além de ignorante e grosseiro, é desonesto intelectualmente. Tudo o que citei na primeira parte do meu comentário dizia respeito ao que você havia dito na sua mensagem anterior, mas você tentou imputar seus argumentos a mim. Isto ficou muito claro para todos os que leram os dois textos, como o Arnaldo e o Rodrigo, a quem deixo a inglória e cansativa tarefa de educá-lo um pouquinho – [ ]. Você quer me "desmascarar"? Pois lá vai: 1) Não sou socialista, nem "de esquerda", como você supõe; 2) Tenho dúvidas com relação à eficiência das cotas como instrumento de combate aos efeitos do racismo; 3) Sim, gosto de Carnaval, porque sou sexualmente saudável. E você, do que gosta? (Agora vá, pegue este comentário e distorça tudo o que eu disse!)
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 19/5/2008 às 19:26:37
Caro Arnaldo, não perca seu precioso tempo com um individuo que ainda acredita que comunista dissipa criançinha e, que esta ou aquela raça é superior em função da cor da pele que reveste seu corpo e, não o caráter e inteligência que esse ser humano tem dentro de sua carcaça. Essa criatura, [ ], entende que somente ele é o verdadeiro dono da verdade. Muitos comentaristas já perceberam sua postura contraria a tudo aquilo que lhe incomoda, por essa razão deixaram de debater palavras vazias, as quais essa pessoa esta acostumada a despejar neste espaço democrático.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 18:34:49
Rodrigo Dias, o que você escreveu foi claro. Para você as pessoas "são" algo determinável biologicamente, uma raça. A sua cultura está ligada a isso e por isso não devem abandoná-la, pois estariam "negando o que são". Racismo, puro racismo. Todas as culturas se desenvolveram ao longo da história e estão em constante mudança. São o que as pessoas usam para lidar com o mundo a sua volta e com as outras pessoas. Por que isso seria imutável e precisaria ser "preservado"? Se é algo mutável não deveria ser adaptado as necessidades? Se determinadas características são indesejáveis não poderiam elas ser excluídas? Auto-estima se ganha através da conquista e não por um coletivismo fuleiro. O que a cor da pele de alguém muda na sua capacidade cognitiva? Não interessa a opinião de ninguém e até onde eu sei ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Se agirem racistamente para isso existe lei contra racismo.
Arnaldo Campos , Piracicaba-SP - Engenheiro
Enviado em 19/5/2008 às 18:27:00
Uma novidade pra você Thiago: ele estava parafraseando suas idéias que você tinha apresentado alguns posts antes! "Para Thiago Conceição, os sociólogos são todos "chegados a uma erva" e perigosos "esquerdistas". A TV, por si só, um instrumento do mal – não o seu conteúdo, não a sua programação, mas o equipamento em si. O Carnaval é uma festa profana, onde os negros se degradam como seres humanos (são seres humanos, não são, Thiago?) e ajudam a degradar a "moral" da sociedade." - Observe o PARA THIAGO (ou seja: na opinião de Thiago). Ou você acha que ele estava se declarando "chegado numa erva"? Como sempre, tergiversando e distorcendo.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 19/5/2008 às 17:40:10
Não basta estudar, tem que aprender! Caro estudante, saber percorrer com a vista às palavras que esta escrita milhões de pessoas sabem bem ou mal, tem que saber ler e interpretar aquilo que esta lendo, seja um bilhete, uma carta ou um artigo. Procure aplicar o QI para aprender, mas não o estudo faz de conta, aquele que o professor ensina e o estudante balança a cabeça afirmando que esta entendendo aquilo que esta sendo passado como matéria. Estude, estude, estude, quem sabe um dia você estará lendo, entendendo e interpretando tudo aquilo que lhe é passado na escrita. Caro estudante, filosofia é um conjunto de conhecimentos relativos. Razão; Sabedoria.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 16:35:17
Arnaldo Campos, você sequer ler o texto leu. Aqui está um trecho da resposta do Mário Abreu a que fiz referência: "O Carnaval é uma festa profana, onde os negros se degradam como seres humanos (são seres humanos, não são, Thiago?) e ajudam a degradar a "moral" da sociedade." Como você deseja criticar alguma coisa ou alguém se sequer ler e entender o texto consegue!? Quem veio com essa de degradação foi o Mário Abreu. Pare de ocupar o espaço de comentários com abobrinhas.
Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 19/5/2008 às 16:18:16
(continuando...) 6) Eu não disse que é ruim ensinar os povos indígenas as coisas dos brancos, por isso que as escolas indígenas são importantíssimas. Só que antes eles eram alfabetizados em português, e muitos jovens já não queriam aprender a língua materna, como se ela fosse inferior (e essa falta de auto-estima era o que acontecia com os Dâw). Hoje eles aprendem primeiro a escrever na língua materna, para depois aprender a escrever em português. E sua cultura é algo muito rico pra deixar eles jogarem fora por desespero. Agora que esses problemas diminuíram, pergunta se eles querem abandonar o que sabem, que é a única coisa que torna eles distintos no planeta?
Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 19/5/2008 às 16:16:59
Thiago, você adora entender pela metade e botar sua metralhadora giratória para rodar. Mas eu sou paciente, vamos por partes: 1) Se racismo é a crença em raças biológicas, então tratar mal quem tem a pele negra é o quê? Eu acho que devemos dar nomes diferentes para fenômenos diferentes. E ainda que não haja raças biológicas (concordo com isso), as pessoas negras sofrem racismo ou o quê? 2) Acho que você está forçando a barra, se o único objetivo que consegue enxergar no sistema de cotas é o de "separar os brancos dos não-brancos com a única razão de manter a pureza racial". Pureza racial no Brasil? 3) Desde quando criar escolas indígenas e alfabetizar os caras na própria língua é o mesmo que "manter pessoas na idade da pedra"? Se você não quer nem tentar me entender eu vou parar de brincar hein? 4) Cidadãos completos não exclui a identidade étnica e a manutenção da língua indígena, muito pelo contrário. Se você nunca saiu de São Paulo, acho que não devia dar palpite sobre o que não entende. 5) Não fui eu que associei a cultura com o sangue - algumas etnias indígenas aqui têm aparência e língua próprias. Foi a natureza e a história que determinou isso, eu só estou contando o que vi. (continua)
Juca Villaça , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 19/5/2008 às 15:57:41
O racismo no Brasil é mais forte nos estados do sul. Mas, São Paulo é o campeão de racismo e preconceito social. Alguém tem dúvida disso? Disseram abaixo que o Brasil é do Rio de Janeiro para cima. Concordo.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 19/5/2008 às 15:47:16
Ela agora não se volta contra as "raças", mas dá sinais de que se levanta contra as opiniões acerca do tema das raças. FF- aqui o autor quer o quê? Ele acredita ter o monopólio da razão sobe o assunto raças? Acha que por ser de determinada raça, sabe mais sobre o assunto do que as demais pessoas? Quer o debate, ou quer dar por encerrado o debate, de forma autoritária?
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 19/5/2008 às 15:44:13
O sistema de cotas é um sistema racista. prejudica o pobre, seja branco, rico, ou japonês. Quiseram resolver um problema (até agora não devidamente comporovado) e criaram outros vinte problemas. Marco Antonio, não dá para entender o que você escreve, seja mais claro.
Arnaldo Campos , Piracicaba-SP - Engenheiro
Enviado em 19/5/2008 às 14:59:08
"Se essas pessoas que pedem quotas fossem um exemplo moral de como viver bem, sem excessos, e se fossem realmente esforçados tudo naturalmente funcionaria para elas, mas como é possível criticarem injustiças quando muitas vezes são eles próprios que produzem esse veneno para a mente que aparece no Carnaval? Antes uma pessoa que cometa erros, mas reconheça os seus erros e trabalhe para consertá-los aos poucos, do que uma pessoa intelectualmente e moralmente fraca que quer tudo de graça. Quem se esforça consegue, por que eles não conseguem?" (Thiago). E depois: "Segundo o Mário Abreu no carnaval os negros se degradam como humanos?" (o mesmo). Ora Thiago, foi você que falou que os cotistas se degradam e entre eles estão, é claro, os negros. Eis um flash de suas ações: insinua e dar a entender para depois acusar o outro daquilo que você disse. É uma estratégia utilizada para se beneficiar das idéias que você mesmo planta. Ora, menos capciosidade. Assuma a responsabilidade. Muitos aqui são contrários às cotas e não precisam se utilizar desses expedientes. Aliás, o senhor prefere atacar as pessoas que discordam de você (chamando de "sociólogo chegado numa erva", "esquerdista", "comunista",etc) do que respondê-las. Não é o senhor que pede honestidade intelectual? Então aproveite este espaço para ensinar algo aos outros e não para manipulá-las.
Thigo Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 13:27:58
Humm, pensando bem algo me ocorreu. Algo deveras familiar, que já tinha visto em outros lugares. Obrigado, Rodrigo Dias, por me dar a oportunidade de expor tal malefício, tão bem arquitetado e sutil que com certeza passaria despercebido àqueles menos atentos. Aqui: " os Dâw começaram a querer perder sua identidade, sua língua e seus costumes. Começaram a querer ser outra coisa, menos Dâw" Ele faz exatamente o que um racista faria. Associa a cultura, no caso dos índios primitiva, com a raça biológica e o sangue. Se um deles porventura desejasse aprender matemática em uma universidade ele estaria "negando o que é", porque o que ele "é", e como a sua "cultura" está associada a sua raça biológica isso também significa o que ele pode fazer, está delimitado. O resultado deste pensamento é nocivo para todos. Primeiramente porque será negada a tais índios a oportunidade de adquirir conhecimento que vá além do que os racistas acreditem que eles "sejam". E estabelece-se também uma divisão clara na sociedade do que é de quem, como se determinado grupo fosse "dono" do conhecimento e não pudesse aprender nada com nenhum outro. Como se nascêssemos com uma cultura pronta e imutável. Cada um segregado, sendo o que se "é", a sua raça, o seu sangue, sem aprender nada e sem a possibilidade de almejar nada além. Aí está, claro como a água o modus operandi do racismo. Muito obrigado!
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 12:39:25
Rodrigo Dias, só para completar. Você é o que você faz de si próprio, e não um rótulo que colam a sua testa. O que você demonstrou até agora? Que as pessoas nada eram continuam nada sendo, mas agora possuem um rótulo colado a testa.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 12:32:43
Rodrigo Dias, racismo é a crença em raças biológicas. Não importa o objetivo. Se você defende isso então é racista. O pior é que no Brasil ainda querem copiar coisas como "one drop rule" para maquiar as estatísticas a favor de pilantras. Ou seja, além de serem racistas copiam o que há de pior na história da humanidade, que foi a segregação nos EUA. Para quem não sabe a one drop rule foi criada para separar os brancos dos não-brancos com a única razão de manter a pureza racial. Adotar esta imbecilidade hoje em dia é indesculpável. O seu exemplo parece que é inventado, mas mesmo que seja verdade ainda é uma imbecilidade. Como manter pessoas na idade da pedra ajuda alguém? Quer dizer que eles sequer detinham essa tecnologia moderníssima chamada alfabeto, e vocês ao invés de introduzi-los ao mundo civilizado apenas ensinaram que o beco sem saída evolucionário que é a cultura deles presta? Qual é o propósito disso!? Diga-me, o que será em 10, 50, 100 e 1000 anos? Por que perpetuar a estupidez? Precisamos de cidadãos completos, e não nações étnicas separadas.
Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 19/5/2008 às 11:00:39
Thiago, aqui no norte tem muitas etnias indígenas. Os Tukano historicamente escravizavam outras etnias, como os Dâw. Os Tukano são altos e numerosos. Os Dâw são baixinhos e contam com poucos indivíduos. Por serem constantemente escravizados e por sofrerem preconceito de outros povos, os Dâw começaram a querer perder sua identidade, sua língua e seus costumes. Começaram a querer ser outra coisa, menos Dâw. Antes que isso acontecesse, felizmente algumas pessoas de fora perceberam a situação e passaram a ajudar os Dâw, construindo escolas para eles, ensinando-os a escrever na própria língua e fortalecendo sua identidade étnica. Favoreceram uma raça mais que as outras. Se eles tivessem ajudado os Tukano e desprezado os Dâw, isso poderia ser racismo. Se eles tivessem ajudado todo mundo independente de etnia, os Tukano receberiam mais ajuda por serem mais numerosos, e a diferença se manteria. Mas eles ajudaram uma etnia que precisava de ajuda, e que hoje conquistou o amor-próprio novamente. Isso é identificar uma raça, agir diferentemente com ela, mas eu não chamo isso de racismo. Racismo seria negar que aquela raça estava desfavorecida e que algo precisava ser feito.
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 19/5/2008 às 10:50:46
Grande texto, exemplo impecável. Tomo a liberdade de narrar um episódio que ajudará você a perceber como a intolerância opera nos dias de hoje. Há cerca de um ano fiz um inventário da esposa de um senhor negro oriundo da Bahia. Certo dia, em meu escritório ele me fez a seguinte relevação "-Quando o inventário acabar venderei o imóvel e voltarei para a Bahia. Já estou cansado de São Paulo, aqui tem tanto filho e neto de estrangeiro branco que me sinto deslocado. O Brasil é do Rio de Janeiro para cima." Nunca tinha ouvido um comentário semelhante e senti muito estranhamento e alguma discriminação naquelas palavras. Para os padrões daquele senhor sou estrangeiro e não brasileiro. Sou branco de origem lusoespanhola e indigena. Meu tataravô era branco e emigrou para São Paulo em meados do século XIX a fim de estudar Direito na Faculdade do Largo de São Francisco. Um dos filhos do meu tataravô gerou meu pai. A irmã do meu avô paterno, que casou-se com um homem que era filho de uma índia apanhada no mato, gerou o pai da minha mãe. Meu cliente é negro e de origem africana, portanto, tão brasileiro quanto eu mesmo. Só que no imaginário dele ele é "mais brasileiro" que eu também sou descendente de índios que com toda razão são "mais brasileiros" que todos nós e que tem sido tolerantemente hostilizados há 500 anos.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 19/5/2008 às 10:35:44
Racismo nada mais é que tendência de pensamento, ou então, modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas. Senhor Conceição, será que existe distinção entre às pessoas seja ela verde, cor-de-rosa entre outras cores. Essa postura mental é apenas um fenômeno humano que procura crias às diferenças entre os homens. Certo ou Errado, eis a questão?
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 10:34:08
Carlos Mendes, as pessoas podem e devem se fazer, assim como muitos vieram para esse país e se fizeram. Quem quer coisas dadas gratuitamente é porque não quer ter o trabalho. Berço de nada adianta se falta a etica e a moral, tanto que vemos muitos se acabando em drogas, crimes e até atirando criança de alto de prédios, apesar de terem tudo para ter sucesso. Não, trabalho não é relativo.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 09:37:12
Mário Abreu, o que racistas como vocês defendem não coincide com a realidade. Quem está errado, a realidade ou vocês? Basta estudar a história do racismo para entender que essa história de quota É racismo. Mas a história para gente como você nada significa. Gostaria de chamar a atenção de todos para uma coisa que vocês costumam fazer que evidencia as suas intenções racistas. Segundo o Mário Abreu no carnaval os negros se degradam como humanos? Agora prestem muita atenção. Ao tratar a sociedade como algo binário, ou preto ou branco, assim como os racistas sonham, ao definirem "o outro" eles definem também a si próprios. Portanto relegar a um grupo de pessoas a "cultura" como carnalidade, assim como representada no carnaval, é também reservar para si o oposto. Carnaval não é uma festa exclusiva para negros, portanto todos que tomam parte nela se degradam como seres humanos, não apenas eles. Quem é rápido em apontar "racismo" ao se criticar o pandemônio do carnaval é porque não quer ser identificado com isso. Existe racista maior? Mário Abreu, a sua máscara caiu. Agora fala a verdade para a gente, você curte um carnaval, não é?
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 19/5/2008 às 09:13:40
Caro Thiago, eis um ponto interessante. Na sociedade brasileira e mesmo na americana, o trabalho não tem o valor que deveria ter. E era pior há 150 anos. Trabalhava-se 17 horas por dia e mal se ganhava para o pão nosso de cada dia. Foi no escopo dessa injustiça que nasceu o socialismo, filosofia que entre outras coisas tenta tornar mais justo o fruto do trabalho de cada homem. O que realmente vale no nosso mundo capitalista é o que se chama BERÇO. Quem nasce com esse valor tem 80% da vida garantida. O resto é sorte e um pouco de trabalho. Se trabalho fosse igual a posperidade, meu pai seria bilionário, assim como algumas dezenas de outras pessoas incansáveis que conheci ao longo de minha vida. Até para roubar o sujeito tem que ser trabalhar muito, o que me leva a crer que o trabalho tem um valor relativo - tem mais a ver com auto-confiança e dignidade do que com prosperidade. A verdade é, no capitalismo que hoje vivemos, a riqueza pertence a quem já a tem, e permanecerá com quem tiver capacidade de mantê-la. Cabe aos governos tornar esse jogo mais justo, e as cotas universitárias são apenas um pequeno aspecto do que pode ser feito. Um abraço.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 19/5/2008 às 09:08:30
Senhor Faria, o que escrevi é apenas uma questão filosofica. Não confunda alho com orvalho, se não gosta de orvalho, fica então carvalho, ou então baralho?
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 19/5/2008 às 09:05:32
Senhor Conceição, você vive dando murro na própria cabeça, pois a sua sede de razão extrapola os conceitos de uma boa convivência com a humanidade! Somente o que você escreve é que tem sentido, será. Não seja insolente, pois as pessoas são iguais em tudo, basta saber que todos vão ao aposento com vaso sanitário e fazem as mesmas coisas que os demais. Não queira ser superior, isso porque você já demonstrou o quanto é intransigente com as demais pessoas que comentam neste conceituado site. Coloque uma coisa em sua cabeça, ou melhor, cérebro, quando morrer se não queimar espiral do parafuso num crematório, será vizinho de tumulo de um negro, um amarelo e um vermelho, com certeza nesse ambiente o preconceito não prospera. Ou não?
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/5/2008 às 08:33:50
Rodrigo Dias, a esbórnia que é esse país fala por si só. Não vivemos no paraíso, e para dizer a verdade a cada fevereiro e março isso aqui se transforma em um verdadeiro pandemônio. Onde estão as pessoas interessadas em agir positivamente? Não vejo, só vejo esquerdistas [ ] e pessoas adeptas de bestialidades. Que eu saiba, esses "ritmos" que embalam o carnaval vão vieram da Noruega.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 19/5/2008 às 00:21:55
Eu afirmo o seguinte, se os negros que defendem cotas são igualmente inteligentes, geneticamente preparados, capazes, laboriosos , então eles não precisam de cotas. Para mim esta política é uma grande farsa.
Mário Abreu , Rio de Janeiro-RJ - Sociólogo
Enviado em 18/5/2008 às 23:38:26
Thiago Conceição, realmente, não suporta o contraditório. Quanto mais treplica quem o contesta, mas confirma sua intolerância e seu racismo – que, coitado, são imperceptíveis até para ele próprio. Para Thiago Conceição, os sociólogos são todos "chegados a uma erva" e perigosos "esquerdistas". A TV, por si só, um instrumento do mal – não o seu conteúdo, não a sua programação, mas o equipamento em si. O Carnaval é uma festa profana, onde os negros se degradam como seres humanos (são seres humanos, não são, Thiago?) e ajudam a degradar a "moral" da sociedade. Personagens como Thiago Conceição parecem improváveis no mundo de hoje, que já ultrapassou os conceitos de direita e esquerda e os preconceitos do moralismo, mas de fato existem. É legítimo e democrático que defendam suas opiniões, por mais bolorentas e equivocadas que possam parecer. E é bom que o façam publicamente, porque isto lhes dá visibilidade, permitindo que conheçamos e reconheçamos sua existência em nossa sociedade – nós, brasileiros, que nos achamos tão modernos e progressistas, temos entre nós muitas almas ultraconservadoras como Thiago. É o mesmo tipo de gente que, no século XIX, levantou-se contra a abolição da escravatura e povoou os jornais da época com argumentos de lavra semelhante. Thiago, você é um histérico histórico, se me permite o trocadilho!
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 18/5/2008 às 21:57:52
Nem todo branco é superior as demais pessoas que compõe a humanidade? Aqui, Marco Antonio, você afirma que alguns brancos são superiores as demais pessoas que compõe a humanidade..isso é racismo!
Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 18/5/2008 às 21:39:48
Thiago, você está insinuando que os negros não se esforçam o suficiente, que a culpa de quase não haver negros nas universidades é dos próprios negros, que eles são preguiçosos e libidinosos. A culpa de haver mais negros entre os pobres que entre os ricos seria culpa dos próprios negros "preguiçosos". Quem é racista aqui?
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 18/5/2008 às 19:33:28
Marco Antönio, você tem problemas de leitura. O que você escreve não faz sentido algum. As pessoas não são iguais, e definitivamente não sou igual a esses esquerdistas que gostam de vida mansa ou a esses racistas que querem privilégios. Se não são iguais é possível que umas sejam melhores que outras, mas isso se dá pelas suas ações somente. Do que você tem medo?
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 18/5/2008 às 19:21:53
Dá Nulidade Aparece os covardes?
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 18/5/2008 às 16:13:34
Não adianta ter dois braços, duas pernas e um cérebro! Para ter os dois braços necessita saber trabalhar, [ ], para ter duas pernas necessita saber andar sem auxílio de bengalas e para ter um cérebro ele tem que ter conteúdo e moral para poder pensar e executar tudo aquilo que a vida nos cobra, [ ]. Pois, não consegue entender que ser negro, branco, amarelo ou vermelho em primeiro lugar tem que ser humano, bem como respeitar a todos que está no mesmo veículo que transporta a vida até a morada final, aonde todos terão que residir junto a todas às raças que em vida, para alguns, não suportava as diferenças da superfície que compõe a casca principal do corpo, ou seja, a roupa natural. Seja humilde e, não queira ser melhor que ninguém? Nem todo branco é superior as demais pessoas que compõe a humanidade?
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 18/5/2008 às 12:36:06
Carlos Mendes, eu não preciso fazer teste de DNA, eu sei que tenho antepassados que vieram da África. Mas a diferença entre eu e os racistas é que eu tenho vergonha na cara. Sim, eu não quero quota para nada porque eu tenho dois braços, duas pernas e um cérebro e, graças a Deus, saúde para fazer o que eu bem entender da minha vida. Tudo o que eu tiver será por mérito, porque eu posso. Os racistas e [ ] da esquerda, de qualquer cor que sejam, são de uma cultura a parte, uma diferente da minha. Realmente não valorizam o trabalho assim como eu aprendi em casa.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 18/5/2008 às 12:28:25
Mário Abreu, o que a TV e a esquerda fazem é brutalizar o cidadão de tal forma que ele não consegue sequer raciocinar, e a sua genitália passa a ser o centro do seu ser de besta-humana. O Brasil se transforma a cada fevereiro e março em um imenso bordel, e isso é exibido como exemplo pela TV e pela esquerda. Exempo de quê? Se essas pessoas que pedem quotas fossem um exemplo moral de como viver bem, sem excessos, e se fossem realmente esforçados tudo naturalmente funcionaria para elas, mas como é possível criticarem "injustiças" quando muitas vezes são eles próprios que produzem esse veneno para a mente que aparece no Carnaval? Antes uma pessoa que cometa erros, mas reconheça os seus erros e trabalhe para consertá-los aos poucos, do que uma pessoa intelectualmente e moralmente fraca que quer tudo de graça. Quem se esforça consegue, por que eles não conseguem? Sou contra essa tolerância cultural pregada por sociólogos chegados em uma erva, que só incentiva vícios e maus hábitos. Não, as culturas não são igualmente válidas! E devemos nós melhorarmos a nós mesmos através da escolha de viver do jeito certo. Racista? Vocês delimitam fronteiras culturais, muitas vezes limitando "cultura" a carnalidade, baseada na sua cor da pele de alguém, e desejam rotular pessoas assim como os nazistas faziam. Quem é racista aqui? São vocês.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 18/5/2008 às 12:17:25
Uns anos atrás, outro anuncio de emprego chamou a atenção da midia. O anuncio procurava um mordomo que tinha que ser necessariamente negro. A "madame" acreditava que esteticamente combinava com sua casa. Qual a opinião de vocês, esta discriminação a favor racismo, no sentido do código penal?
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 18/5/2008 às 12:10:03
Marco Antonio, que coisa é essa de cor física?
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 18/5/2008 às 01:00:50
O maior traficante de escravos africanos se chamava Mohamed Ali. Esse faturou alto. E os brancos já foram escravos dos egípcios. Deve o povo egípcio pagar aos judeus hoje pelos séculos de escravidão? Mas respondam os negros sinceramente, se pudessem, teriam escravos brancos? Sim, pois ainda há um tráfico de escravas brancas para países islâmicos, provavelmente para alimentar harens e depois fazer o serviço doméstico.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 17/5/2008 às 20:02:54
A cor “negra” é física. Já o termo “branco” surgiu para definir os diferentes povos do mundo. Quanto ao amarelo é uma cor-pigmentada primária que representa a cor da pele do Asiático. O vermelho tem relação com o índio, o qual vive em contado direto com a luz solar. O preconceito não tem cor, bem como alma, pois pensamente não define cor ele vai a reboque do que a visão lê aquilo que esta a sua frente. Essa mania que o “branco” tem em ser superior esta somente na sua forma de pensar e ver o mundo há sua maneira, desrespeitando aqueles que ele entende ser inferior pela cor da pele. Se cor de pele ganhasse jogo, o coração do “branco” seria redondo, teria o fígado de plástico, nas artérias, veias e congêneres não corriam sangue, pois este é vermelho, correria um líquido da cor de sua pele ou outra grosseria qualquer, na cabeça não teria cabelo, mas sim penas ou chifres e similares.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 17/5/2008 às 18:22:38
O europeu não inventou a escravidão, mas ganhou MUITO dinheiro com ela, com certeza. Dinheiro manchado de vergonha e sangue. Tudo devidamente abençoado pela Igreja, que deve ter encontrado alguma explicação razoável para aquela sandice na Bíblia, o maior álibi que qualquer senhor de engenho poderia precisar. Tudo bem europeu.
Mário  Abreu , Rio de Janeiro-RJ - Sociólogo
Enviado em 17/5/2008 às 14:35:23
Finalmente o tal Thiago Conceição mostrou sua verdadeira face: intolerante, grosseiro, agressivo e ofensivo contra quem ousa discordar de suas idéias brilhantes e desmontar seus argumentos equivocados, como Rodrigo Dias. Certamente é mais um racista enrustido que acha que lugar de negro é na cozinha ou na favela.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 17/5/2008 às 02:04:14
O que vocês esquecem é que o homem branco, europeu, caucasiano não foi quem inventou a escravidão, mas foi quem decidiu dar fim a ela. Racistas há brancos, pretos, amarelos, vermelhos, enfim, que sofram com suas neuroses.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 16/5/2008 às 23:11:17
Thiago, sugiro a você deixar por uns momentos seu criticismo de lado e realizar, até para desencargo de consciência, um exame de DNA mitocondrial, que indica a sua ascendência; há ótimos laboratórios em Campinas. Você pode se surpreender e, dependendo do resultado, até solicitar sua própria cota universitária. Essa prática se tornou comum nos EUA, e mesmo aqueles que se achavam puros "WASPs" acabaram achando muito interessante ter sangue cherokee, pawnee ou judeu. Um abraço.
Luiz Carlos Bernardo , Campinas-SP - Advogado
Enviado em 16/5/2008 às 18:01:19
Belo texto, Eugênio. Inteligente, perspicaz, oportuno e bem escrito. A intolerância tolerada. A dona Helena deveria (se vive ainda) lê-lo. No entanto, o recado é abrangente e serve para as helenas de hoje. Textos assim lavam a nossa alma. Nem tudo no mundo está perdido.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 16/5/2008 às 17:30:30
Caros senhores, não existe aças, o que existe de fato são seres humanos que em função de sua localidade nasceram com a epiderme dessas ou daquela pigmentação. Ademais, pensamos com um cérebro que é igual e que tem as mesmas dimensões para todos, sentimos dores, ficamos doentes, vamos ao banheiro, somos um pouco broncos, outros pouco inteligentes e, no final dessa viagem muito louca vestimos o mesmo terno de madeira e, vamos morar sem reclamar ao lado do branco, negro, vermelho, amarelo e arco-íres, cuja moradia tem às mesmas dimensões.
Luísa  Alves , POrto Alegre-RS - Estudante
Enviado em 16/5/2008 às 16:51:48
Parabéns. Que engraçado! Hoje justamente estava ouvindo comentários hipócritas sobre os negros daquele nível senso comum - infelizmente - dos "brancos" brasileiros. Fazer o que? Já cansei de tentar apresentar outro ponto de vista. Esse racismo obscuro permanece gerações. Não posso, por enquanto, escolher colegas de trabalho.
Daniel Merli , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 16/5/2008 às 16:30:51
Eugênio, o racismo escancarado em anúncios de jornal não é, infelizmente, uma realidade só de 1947. Isso voltou a acontecer em 1997 (!!!). veja: http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/2006/oea-condena-brasil-por-nao-punir-caso-de-racismo/ e no jornal Folha de S. Paulo, que ainda existe.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 16/5/2008 às 15:32:40
AQUI: "Sim, é um tipo de engenharia social o que queremos" e AQUI: "Voltando às raças, é difícil separar uma linha entre o que é branco e o que é mestiço e o que é preto, mas isso não significa que não existam". O Rodrigo Dias é RACISTA e admite abertamente o objetivo de "engenharia social". Esse pessoal é tão perturbado quanto fascistas e comunistas do passado. É a isso o que o Brasil está entregue, a vermelhos racistas e entreguistas, parceiros das FARC e Hugo Chavez que, entre outras coisas, entregam a Amazônia para "nações indígenas independentes". Por que que no país da sacanagem, do Carnaval, das mulheres seminuas rebolantes, do uso excessivo de bebidas alcóolicas e drogas ilícitas, de dirigir bêbado e causar acidentes, da MARCHA DA MACONHA, etc, as pessoas culpam o racismo pelo estado de pobreza? Será que os valores em prática no Brasil de hoje não estariam ERRADOS? Será que as pessoas realmente fazem tudo o que poderiam ou vivem como deveriam? No Brasil trabalhar e obter sucesso é ser "bandido", e ser traficante é ser "vítima". Essa é a escala de valores que norteia nossos líderes políticos. Se realmente houvesse interesse em ajudar pessoas carentes a entrar na escola a ajuda seria feita na educação de base e com pessoas carentes. Os interesses em jogo são puramente racistas.
Wilson  Vieira , Rio de Janeiro-RJ - Servidor Público
Enviado em 16/5/2008 às 15:28:59
"Estudam em escolas piores". Pois é, o governo atesta publicamente a sua incompentência em oferecer educação de qualidade e quer lavar as mãos oferecendo chances, supostamente, mais justas, aos coitadinhos pobrezinhos ou discriminados pelo sistema. Trabalho e já trabalhei com diversas pessoas que seriam consideradas minorias ou excluídos, e que não precisaram de ajuda alguma, para conquistar seu lugar no mercado de trabalho. Que as mudanças comecem pela base, oferecendo educação digna e qualidade de vida. É simplemente ingênuo acreditar que as cotas vão gerar uma sociedade mais igualitária. Vai criar uma sociedade dividida, como já ocorre em algumas universidades, onde existe segregação devido à presença de estudantes intelectualmente incapazes que tiveram mais facilidade de entrar por que o governo julga-se justo com essas medidas.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 16/5/2008 às 14:33:32
"Mas não há dúvidas que negros e pardos são excluídos do sistema educacional brasileiro." Onde? Mas que história de pardo é essa? Mestiço não é negro e nunca foi. Se uns poucos traíras se sentem mais ligados a terras estrangeiras, como por exemplo a África, pois que sejam tratados como estrangeiros. Os mestiços são filhos desta terra e de nenhuma outra, e vão melhorar por seus próprios méritos ou morrer tentando.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 16/5/2008 às 14:23:14
Fernando Pinheiro, "O livro veicula críticas à suposta idéia de birracialização da sociedade brasileira" Faça a sua lição de casa. A birracialização não é suposta, ela é o objetivo do racismo estatal, como por exemplo em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u401394.shtml . É simplesmente uma vergonha.
Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 16/5/2008 às 12:50:27
Como é, Thiago? Identidade racial é uma "teoria obsoleta"? Realmente não existem só pretos e brancos; dependendo do lugar, basta ser mestiço para sofrer preconceito. E o projeto de cotas também inclui indígenas e alunos das escolas públicas, não sei se em todos os casos. O problema é simples, os brancos têm mais dinheiro, entre os pobres há muito mais pretos, e quem não tem grana tem que estudar nas piores escolas, e é por essas e outras que nas UFMG, USP e UFRJ da vida os negros quando estudam, estudam à noite (e mesmo assim são minoria). Sim, é um tipo de engenharia social o que queremos, dar maior oportunidade às pessoas que são desfavorecidas por nossa sociedade racista. Assim como o bolsa escola e o bolsa família, que permite que uma mãe de família trabalhe menos e tenha assim tempo para estudar, se quiser. Sem falar que seus filhos melhor alimentados têm mais chance de aprender alguma coisa na escola, e melhor alimentados terão menos chance de mofar nas filas dos hospitais. Voltando às raças, é difícil separar uma linha entre o que é branco e o que é mestiço e o que é preto, mas isso não significa que não existam, ou que não haja preconceito. O objetivo é fazer com que a proporção de negros formados seja mais próxima da proporção de negros (ou mestiços formados/mestiços), e isso antes que o mundo acabe, porque se for esperar educação básica de qualidade... falar é fácil.
fabio galvao , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 16/5/2008 às 12:43:20
Caros Ronaldo Santana e Thiago Conceição Não fiz juízo de valor sobre as cotas. apenas indiquei o estudo da professora. Faço agora: o tema das cotas é muito complexo para ser discutido em poucas palavras. Confesso que prefeiro cotas por renda. Mas não há dúvidas que negros e pardos são excluídos do sistema educacional brasileiro. Segundo dados oficiais, 70% dos analfabetos brasileiros são negros. Gostaria que a cota por raça, que já existe, diga-se, deveria ser emergencial, com data para terminar. Agora, que há racismo no Brasil isso eu não tenho dúvida. Mas sou otimista: nós vamos acabar com isso
Fernando Pinheiro Pinheiro , Rio de Janeiro-RJ - professor de história
Enviado em 16/5/2008 às 09:15:48
Em 1951 foi estabelecido a lei 1.390.51[ver texto http://www.direitoshumanos.usp.br/counter/Doc_Histo/texto/afonsoarinos.htm], conhecida como "lei Afonso Arinos", proibindo esses anúncios e outros atos racistas. A medida foi proposta pelo deputado federal Afonso Arinos depois que uma cantora norte-americana (negra) depois de realizar shows no RJ ao ir para o hotel, as estadias já estavam pagas, foi impedida de subir. Foi um escândalo numa época que se considerava o Brasil menos racista (ou não racista) em comparação com os EUA. Ou seja, as mudanças de tolerância para intolerância para com as atitudes racistas da dona Helena não se deram pelo abrandamento do racismo e progresso civilizatorio das elites (as que geralmente podem ter empregadas morando em casa), mas sim por uma disputa simbólica que gerou conseqüências práticas. Em outras palavras, discriminar racialmente é crime e deve-se pagar por isso. Além disso, no campo das mobilizações políticas há diversas entidades do movimento negro que sempre lutamram, nos últimos 120 anos, contra o racismo brasileiro. Quanto às cotas recomendo este artigo[http://publique.rdc.puc-rio.br/desigualdadediversidade/media/Nirema_desdiv_n1ano1.pdf], na qual sou um dos pesquisadores do CNPq, pela Puc-rio. Alguns dados estão defasados, pois ela foi publicada em março de 2007. Caso queira dados recentes peça pelo fepessoa@yahoo.com.br
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 15/5/2008 às 23:03:31
Caro Marco Antonio, tens razão. Somos todos energúmenos. Já gastei bastante energia em outros artigos deste OI tentando enfrentar idéias contorcionistas sobre brasileiros e seu racismo, mas me convenci que estava sendo um energúmeno, pois de onde menos se espera, daí é que não sai nada menos. Boa analogia sobre o vaso sanitário, é lá que todos nos igualamos, até a rainha da Inglaterra. Um abraço.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 15/5/2008 às 20:51:42
Qualidade ou sentimento de indivíduo racista atinge a todos nós, seres que pensam com a caixa craniana e não com o cérebro por inteiro. O racismo não esta somente na cor da porção superficial da pele humana. Essa atitude preconceituosa ou discriminatória, cujos pais têm muita culpa nesse sentimentalismo de superioridade, que sentimos em relação a indivíduo considerado de outra raça, acreditamos sermos superiores culturalmente e/ou moralmente com relação a determinado grupo social, ledo engano. Essa imbecilidade mental da noção da existência de raças humanas distintas e inferiores a nós, branco, negro, amarelo, vermelho e furta cor, isso apenas é fantasia criada nas profundezas de nossas mentes doentias. Porém, na essência somos todos iguais é só verificar quando saímos do vaso sanitário. Quem sabe somos energúmenos e não sabemos?
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 15/5/2008 às 19:41:56
E quase esqueci, Rodrigo Dias, isso não é emergencial, mas sim engenharia social. É o primeiro passo para uma racialização do Brasil. A partir daí o uso racial binário, ou se é preto ou branco, sem meio termos e sem miscigenação, será extendido para outras áreas. Os movimentos negros são financiados e apoiados por organizações internacionais que vêem os mestiços como "inimigos". Se você deseja viver então se mude para os EUA ou para a África do Sul.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 15/5/2008 às 19:36:52
Rodrigo Dias, uma revista "Raça" com um loiro na capa não seria redundante, mas sim uma referência a teorias raciais obsoletas do passado. É o cúmulo da hipocrisia acusar a sociedade brasileira de racismo e ao mesmo tempo defender projetos racistas e identidades raciais.
Ronaldo Santana , Campinas-SP - Empresário
Enviado em 15/5/2008 às 18:55:47
Caro Galvão, apesar de não apoiar a política de cotas do jeito que é feita aqui no Brasil, percebo que traz informações muito importantes sobre o desempenho desses alunos: estão com desempenho equivalente aos outros alunos. Vou ler todo o trabalho depois. O texto de Bucci traz dados muito relevantes sobre como o preconceito era tolerado pelo menos em São Paulo. Tão tolerado, que o responsável pelos anúncios não vetou o termo. A Dona Helena não se sentiu constrangida de deixar claro que se a candidata não fosse branca, nem deveria aparecer na entrevista. Certamente se não houvesse uma permissividade social pela seleção de cor, a referida patroa não colocaria no anúncio o próprio endereço. Atualmente fiquei sabendo que um parque de diversões aqui do estado de São Paulo coloca nas fichas de candidatos a vagas códigos que irão ser utilizados para selecionar os candidatos: identifica se o candidato é negro, gordo ou “feio”. A prática não ficou restrita ao nosso passado. Os termos mudam (“Branca”, “Boa aparência”, etc), mas a mentalidade permanece a mesma.
Rodrigo Dias , São Gabriel da Cachoeira-AM - Analista Ambiental
Enviado em 15/5/2008 às 18:21:12
É engraçado quando perguntam se uma revista chamada Raça com um louro na capa seria racismo - quando 90% das revistas trazem brancos na capa, com os mais diversos títulos, então essa revista Raça (de louros) seria apenas redundante. Quando uma minoria (de oportunidades, não de população) tenta se afirmar, é vista com desdém por boa parte da maioria. E sobre o sistema de cotas, ele não vai permitir a entrada de "negros despreparados" nas universidades, mas daqueles negros que foram quase tão bem nas provas quanto o último colocado branco - às vezes a distância entre quem tirou 242 e quem tirou 241 pode ser de mil candidatos. Entre eles tem algum negro? Que entre! Claro, a solução mesmo é melhorar o ensino público, mas como se sabe, o sistema de cotas é uma providência *emergencial*.
Marcos Vinicius Gomes da Silva , Taboão da Serra-SP - professor de inglês
Enviado em 15/5/2008 às 17:40:29
O texto de Eugenio Bucci vem em boa hora, quando ressurge o debate xenófobo em países europeus e nos EUA e quando setores da sociedade brasileira - indignados - opõem-se ao debate sobre discriminação racial em terras tupiniquins. Sim esta terra cantada como sendo paraíso de tolerância, um caldeirão cultural vigoroso que absorve tudo que é diferente de nossa própria cultura. Uma mentira que perdura em nosso dia-a-dia, seja na mídia, na academia, no clero e onde mais for possível. Vejamos o caso da migração japonesa. A mídia (obviamente percebendo o potencial de consumo da colônia nipônica) insere na TV atualmente em seus veículos "quadros" jornalísticos que exaltam a força e importância do povo japonês na construção de nosso país. Obviamente nenhuma referencia há em relação às perseguições em relação aos nipônicos durante a segunda guerra, nenhuma linha de textos xenófobos que intelectuais e jornalistas disponibilizavam para o público. Poderíamos citar também o antisemitismo reinante no meio diplomático nos anos quarenta, quando fotos tiradas em guetos judaicos da polônia eram documentos indispensáveis na comprovação do mal que a nação brasileira poderia sofrer se aceitasse judeus "doentes e velhos". Bucci alerta-nos para que não deixemos que o senso de igualdade de oportunidades ante discursos fabricados e que reinam em nossa sociedade dita igualitária.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 15/5/2008 às 17:30:33
Fábio Galvão, desde quando questionar esse disparate é negativo? É o mais sábio a se fazer. Agora por que você não se aprofunda na história do racismo científico, eugenia e outras barbaridades que, entre outras coisas, deram origem a idéia de quotas em outros países? Compare-as com o Brasil e diga se faz algum sentido.
Fabio Galvão , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 15/5/2008 às 15:14:41
Para quem quer se aprofundar mais sobre o assunto, vale a pena ler a tese da professora Theresa Frazão sobre a posição da imprensa em relação às cotas raciais nas universidades. Ela pesquisou nove veículos de comunicação entre 2003 e 2006. Advinhem o resultado? Veja matéria na Agência de Notícias da Universidade de Brasília (http://www.secom.unb.br/unbagencia/unbagencia.php?id=229) A tese de mestrado dela esta em http://www.unicap.br/tede//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=129 Um abraço Fábio Galvão http://www.cgceducacao.com.br
silvia a n de sá , são borja-SP - estudante
Enviado em 15/5/2008 às 13:02:57
É claro que as cotas raciais não resolvem o problema do nosso sistema de ensino público, no entanto, nos mostram a desigualdade racial entre aqueles que tem acesso ao ensino superior. Em minha sala de 60 alunos não posso apontar uma pessoa que tenha características negras. O que isto denuncia? O processo histórico de discriminação racial. Ainda que estejamos no RS e se leve em conta o tipo de imigração que recebeu, estamos numa Universidade pública que recebe pessoas de todo o Brasil, eu mesmo sou paulista. E também, por experiência, posso dizer que quando estudava numa faculdade em SP, os negros eram minorias. Assim, de diversas maneiras, podemos constatar os preconceitos raciais no Brasil, e as cotas, ao meu ver, ropem com esse silêncio hipócrita de nossa sociedade, que não admite suas falhas.
Wilson  Vieira , Rio de Janeiro-RJ - Servidor Público
Enviado em 15/5/2008 às 11:57:41
Basta de medidas políticas hipócritas ! A política de cotas, daqui a alguns anos, será vista como algo pré-histórico. Querem inserção social ? Por que não melhoram o sistema público de ensino, as condições sanitárias e o acesso à informação ? Não me venham falar de escravidão recente e blá-blá-blá. Pergunta: quem vendia os escravos lá na África ? Por acaso era o "homem branco" ? Está se criando um racismo às avessas. Se eu publico uma revista com nome RAÇA e estampo um louro na capa é racismo ? O inverso é policamente correto.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 14/5/2008 às 23:17:00
Prezado Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico, em nenhum momento eu quis contestar o racismo ou a intolerância racial no Brasil. Quis, apenas, questionar o modo como foi escrita a "história" da época, a partir de um simples anúncio de jornal. Há tantos anúncios fajutos nos jornais de hoje, que eu temo que a nossa história possa vir a ser contada por alguém que os leia daqui a 50 anos. Obs: O final do meu comentário anterior deveria ser: "os jornalistas de hoje não irão fazê-la". Saiu com um "a" a mais.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 14/5/2008 às 19:22:34
Caro Elieu Sobral, bom comentário, mas chamar de progresso o que acontenceu com a Conselheiro Crispiniano é fora de foco. Aquilo se chama decadência. O centro de São Paulo pagou o preço de não ter sido preservada como ambiente humano. Hoje começa lentamente a se levantar, mas a Cons. Crispiniano me entristece particularmente porque nem o centro da fotografia paulistana é mais. E pobre Mappin. E pobre Girstz Aronson, que desafiava o trânsito assassino com sua bicicleta. Rezo para que os paulistanos com poder adquiram via iluminação divina a visão do real valor do centro de São Paulo. Aquele lugar merece destino melhor.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 14/5/2008 às 18:51:59
O General Dutra no início de seu Governo manteve a Lei de Segurança Nacional e a Constituição de 1937, para pressionar a Assembléia Constituinte até que o país tivesse uma nova Constituição. A Assembléia Constituinte, que foi instalada em 2 de fevereiro de 1946 tinha participação de 320 parlamentares eleitos, sendo a maioria, de 201 parlamentares, representantes do PSD e do PTB, partidos que tinham Getúlio Vargas como Presidente de Honra. A UDN obteve 87 cadeiras e o PCB 15, as restantes 17 estavam pulverizadas entre diversos partidos. A Constituição era baseada na de 1934, mas continha elementos de 1891 e conservava muitas disposições da de 1937, principalmente no que se referia às questões sociais, mantendo a legislação sindical e trabalhista do Estado Novo.
Elieu  Sobral , Juiz de Fora-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 14/5/2008 às 16:50:54
Onde foi visto o racismo há um outro enfoque que não foi citado. O endereço da Da. Helena nos mostra a (r)evolução ocorrida na cidade de São Paulo. Há muito tempo a rua Conselheiro Crispiniano não mora neste endereço e nem poderia. Tudo mudou naquela cercania. Os habitantes (moradores) foram expulsos pelo progresso. Concordo com o autor. É racismo puro. Mas seria também racismo se o anúncio exigisse que a empregada fosse negra!
Antonio  Bittar , Maringá-PR - massagista
Enviado em 14/5/2008 às 14:55:10
Tolerância é um termo muito estranho. Quer dizer que tenho que tolerar alguém ter outra religião, pensamento ou cor? Eu já fui distratado por ser "um turco feio, narigudo e quase preto" agora por estar ficando velho e ter todos esses predicados acentuados. Quero que me tolerem? De modo algum. Quero poder conviver livremente e não ser tolerado, como fazem alguns vendedores de shopping. Eles toleram sua falta de elegância, mau gosto, sua feiura, sua velhice. Demostram isso claramente. Prefiro a intolerância à hipocrisia da tolerância.
Filipe Fonseca , Rio de Janeiro-RJ - Funcionário Público
Enviado em 14/5/2008 às 10:39:30
Caro Paulo Bandarra, o Estado Novo acabou em 1946 com a posse de Eurico Gaspar Dutra em 31 de janeiro.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 14/5/2008 às 09:00:34
O povo brasileiro nunca foi e não é tolerante com o preconceito, racismo e similares, o que ocorre com nossa insatisfação com aquilo que estamos vendo de errado no cotidiano, esta relacionada com o não cumprimento as normas que regulam e não permitem essas aberrações desumanas. A responsabilidade por esses desvios de conduta são das autoridades de plantão que consentem condutas inadequadas como essa que já na década de quarenta já era usada indiscriminadamente e as claras através de anúncios em jornais da época. Outro fato que não permite que o povo se manifeste contra esse comportamento é a falta de um canal que permita que possamos nos comunicar e relatar os fatos que passamos e vemos no dia-a-dia, ou seja, ninguém dá atenção para o que falamos sobre as nossas agruras com o preconceito social, racial, entre outras situações similares.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 14/5/2008 às 08:37:08
Caro ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo. Na verdade muito depois desta época que eu não existia, ainda havia este tipo de anúncio. E foi eliminado justamente pelo risco de acabar sendo processado e preso por racismo! Lembre que até a pouco empregado doméstico era obrigado a só andar em elevadores de serviço! Hoje não se atrevem a exigir isto!
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 13/5/2008 às 22:40:27
Senhor Eugênio, o senhor, como quase todo jornalista, pega um pedaço de papel, com letras escritas e inscritas e define uma época. Pois bem, vou fazer-lhe umas poucas perguntas: 1) Será que a dona Helena não teve o seu anúncio rejeitado por alguns jornais; 2) Será que a dona Helena não sofreu alguma ação judicial pela publicação do seu jornal? Não estaria a dona Helena desenvolvendo umas pesquisa sobre a intolerância racial, naquela época? Como se pode ver, muitas coisas poderão ter acontecido, antes e depois daquele anúncio, que, talvez, com uma boa pesquisa, poderiam vir a ser desnudadas. Mas, quem irá fazer essa pesquisa? Com certeza os jornalistas de hoje não a irão fazê-la.
Alcebíades Moreira Cândido , Aguaí -SP - cabeleireiro
Enviado em 13/5/2008 às 22:38:07
Como disse o presidente Lula a uma platéia formada por empregadas domésticas: "A patroa diz que você é praticamente da família, mas não te coloca no testamento". Empregadas negras- e bonitas - só nas novelas da Globo.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 13/5/2008 às 22:09:54
Josinaldo, procure aprender um pouco sobre a história do racismo no mundo, principalmente nos EUA, antes de tecer comentários sobre quotas. A sociedade americana é racista, sempre foi. Não precisamos seguir o mesmo mau exemplo. Pesquise sobre "one drop rule" e teoria nórdica.
Cid Elias , fortaleza-CE - hoteleiro
Enviado em 13/5/2008 às 21:38:34
Fico extasiado a cada novo artigo do grande bucci, ex-presidente da Radiobrás, este que a cada dia se afirma como observador do OI. Os temas abordados são estonteantes! Se bem que eu sempre imaginei sua preocupação maior pela questão política X imprensa, mas o escritor alogiadíssimo pelo imprensalão golpista, membro do conselho da tve tucana, oposto ao que pregava na Radiobrás e à saída desta, não dá mais a mínima para assuntos os quais defendia até então, a exemplo da tal "independência" jornalística, chapas brancas, azuis-amarelas, marrons.... Pois o bucci que diz uma coisa e depois desdiz com a maior naturalidade, resolveu abordar assuntos cuja importância é miríades de vezes maior pro desenvolvimento do país e para a manutenção da imprensa livre, DESDE que só ela. Parabéns.
Marcos André  Lessa , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 13/5/2008 às 16:48:44
Em tempo: o técnico do Zenit (clube russo finalista da copa da UEFA) disse em entrevista que não quer jogadores negros no time porque a torcida não gosta. Um dos torcedores foi flagrado pelas câmeras, sem pudor, envergando um capuz da KKK no estádio lotado.
Josinaldo  Nascimento , Paulista-PE - Estudante de Jornalismo
Enviado em 13/5/2008 às 16:31:44
Hoje a expressão:"Empregada Branca", foi substituida por "empregada de boa aparencia", não só para domesticas, mas todos os tipos de empregos. A dona Helena escreveu descaradamente, hoje escrevem poiticamente correto. só acompanhar os debates sobre as cotas e o prouni.
Raphael Carvalho , Recife-PE - Petroleiro
Enviado em 13/5/2008 às 16:01:52
É lamentável que num país tão "tolerante", "amistoso", alguém pense em implantar o sistema de quotas para negros na universidade. Colocar pessoas dentro da academia, de qualquer jeito, sem qualquer preparo, utilizando como critério de admissão simplesmente a cor da pele, é um desrespeito tanto para com eles, supostamente incapazes de se prepararem, quanto para os demais, aqueles que se prepararam e viram seu desempenho brilhante afetado por um "protegido da lei". Burrice. Parabéns, sr. Eugênio Bucci, pelo texto.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 13/5/2008 às 15:20:41
Em 47 tinha acabado de ocorrer a segunda Guerra mundial e os sobreviventes do holocausto vagavam em navio procurando onde aportar. O Estado Novo que agonizava era francamente anti-semita, devido a sua inspiração fascista. Assim, não desperta surpresa esta nota de emprego naquela época! Eram outros tempos em todo o mundo! Veja-se a história da Iugoslávia!
Lau Mendes , P.Alegre-RS - SST
Enviado em 13/5/2008 às 14:31:53
Texto muito bom, quase poesia senhor Bucci. Mas o mais interessante é que das conclusões o comentário atestado chega muito rápido e sem rodeios.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 13/5/2008 às 12:52:50
Ninguém disse que o Brasil é um lugar livre de racismo, mas apenas que o Brasil não é um país racista. Existe uma diferença entre uma sociedade racista, na qual os valores de raça são parte da cultura popular e da identidade das pessoas, assim como são os EUA, e uma sociedade que possui uma minoria de indivíduos racistas. A palavra "diálogo" aqui é usada pela esquerda como uma forma de impor a sua vontade. Quando vêem resistência apelam ao "diálogo". Continuam repetindo as mesmas asneiras, mas se nossa razão não pode aceitá-las então esperam que aceitemo-las por "civilidade". Não, não deve haver diálogo. Não devemos nos mover um milímetro do que é certo. Aceitar diálogo com vocês seria a mesma coisa que aceitar as premissas sobre as quais se sustentam como válidas. O Brasil não é racista, e política de quotas não serve para nada a não ser gerar ódio e alimentar parasitas. As leis raciais não mudarão nada na realidade da população pobre do Brasil que realmente precisaria de ajuda, e não mudará nada na educação básica. É racismo e somente racismo, tanto de racistas negros, que gostariam de roubar o mérito alheio, quanto de racistas brancos que realizarão o seu desejo de segregação depois de tanto tempo.
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