ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 495 - 9/2/2010
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IDÉIAS FORA DE LUGAR
"Liberdade de expressão publicitária", uma falsa discussão

Por Paula Ligia Martins e Maíra Magro em 22/7/2008

A discussão sobre a regulamentação da publicidade ganhou força durante o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, realizado de 14 a 16 de julho, em São Paulo, cujo tema principal foi a defesa de uma "liberdade de expressão publicitária". Foi uma reação de anunciantes, agências de publicidade e grupos de comunicação contra propostas do governo de regulamentar a publicidade de medicamentos, alimentos e bebidas que podem causar danos à saúde, além da publicidade para crianças. Esses grupos argumentam que qualquer tentativa nesse sentido é censura, uma forma de violação à liberdade de expressão dos anunciantes. Mas até que ponto o discurso publicitário é protegido pela liberdade de expressão?

A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal e por diversos tratados internacionais de direitos humanos. O artigo 19 da Declaração Universal de Direitos Humanos diz que "todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de ter opiniões sem sofrer interferência e de procurar, receber e divulgar informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras". A liberdade de expressão é um fundamento essencial da democracia e a pedra angular de todas as liberdades: permite o debate de temas de interesse público, a construção do processo decisório, o progresso de idéias, costumes e valores e a realização de outros direitos.

Regulamentação é legítima

Mas a liberdade de expressão não é um direito absoluto; ela pode estar sujeita a restrições. Isso ocorre quando existe um interesse legítimo de se proteger outros direitos humanos, como o direito à vida, à saúde, à segurança, à dignidade humana, inclusive o direito à liberdade. Liberdade como valor universal implica que ela pode ser restringida em seu próprio nome. O interesse público, o alcance do bem comum, é o objetivo maior que baliza a restrição da liberdade. O mesmo ocorre com a liberdade de expressão.

Podemos, então, voltar à pergunta, mas de outro modo: até que ponto o discurso publicitário pode estar sujeito a restrições? Para analisar se a regulamentação da publicidade é legítima, é preciso ver se há interesse público em proteger outros direitos que podem ser colocados em risco pelo discurso publicitário. Mesmo que se admita a existência de uma "liberdade de expressão publicitária", é necessário primeiro avaliar os interesses da sociedade e verificar o que é mais importante: veicular a publicidade, garantindo a liberdade de expressão, ou proteger outros direitos e valores que podem ser prejudicados por ela.

O Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária define a publicidade e a propaganda como "atividades destinadas a estimular o consumo de bens e serviços, bem como promover instituições, conceitos ou idéias". A publicidade é, portanto, uma prática comercial, destinada a promover a venda. Para isso, ultrapassa o discurso informativo e entra no campo da persuasão. Ao estimular o consumo por meio do convencimento, o discurso publicitário tem o poder de interferir na saúde, na segurança, na definição de valores culturais e educacionais de uma sociedade e de cada indivíduo, incluindo a formação de crenças e valores das crianças. Se uma sociedade está preocupada com o tipo de influência que a publicidade pode exercer na formação de valores e no exercício de outros direitos, regulamentá-la é perfeitamente legítimo.

"Liberdade de escolha"

Além da liberdade de expressão poder ser restringida para proteger outros interesses, o discurso publicitário, originalmente, já não está sujeito ao mesmo nível de proteção de outros discursos. Ao proteger a opinião e a livre expressão do pensamento, a Constituição Federal teve a intenção de garantir a manifestação de idéias e convicções individuais ou da coletividade, mesmo que estas possam causar incômodo. Publicidade não se trata disso: seu fim não é expressar uma convicção ou uma informação, mas vender. O titular da liberdade de expressão como direito fundamental é sempre o indivíduo ou a coletividade, não as empresas.

Defensores da "liberdade de expressão publicitária" também argumentam que a regulamentação da publicidade fere o direito à informação, um direito humano fundamental que deriva da liberdade de expressão. Alegam que a publicidade é uma prática informativa que permite o exercício da liberdade de escolha: sem ela, consumidores não poderiam tomar decisões bem-informadas sobre como gastar seu dinheiro da forma mais eficiente.

Definição dos limites

Este é um argumento falacioso. Embora a publicidade possa ter algum conteúdo informativo, sua intenção final não é informar, mas convencer o consumidor a comprar algo. Se a publicidade tivesse por objetivo final informar, publicitários e anunciantes teriam aplaudido as propostas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de inserir nos anúncios de certas bebidas e alimentos dados sobre riscos à saúde.

Ao proteger o direito à informação, a Constituição Federal e os instrumentos internacionais de direitos humanos tiveram o objetivo de proteger o direito dos indivíduos de saber, de ter disponíveis informações que lhes permitam fazer escolhas bem-avaliadas em diversos aspectos de suas vidas. Nesta noção está implícita a idéia de acesso a informações verdadeiras, balanceadas e imparciais.

O direito à informação está vinculado à tomada de decisões individuais e coletivas de forma livre e bem-fundamentada, ao exercício do controle social da administração pública, ao acesso a informações em poder do Estado, à transparência pública e à realização de outros direitos. Mais uma vez, publicidade não se trata disso. Já algumas tentativas de regulamentá-la vão justamente nesse sentido: ao exigir maior quantidade e qualidade de informação nos anúncios (como, por exemplo, sobre os riscos que um produto pode causar à saúde humana), elas buscam que a publicidade esteja mais próxima aos ideais do direito à informação.

Finalmente, é necessário apontar a imensa confusão que se está fazendo entre liberdade de imprensa e publicidade. É certo que a imprensa depende de verbas publicitárias diversas para viver com independência. Mas afirmar que regulamentar a publicidade ameaça a liberdade de imprensa não se sustenta. O que se busca ao regular a publicidade não é impedir seu exercício legítimo, mas definir parâmetros que estejam de acordo com os valores da sociedade. Quem deve definir os limites da regulamentação é, portanto, a própria sociedade, de maneira participativa e democrática, e não os publicitários e anunciantes isoladamente.

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Sobre a "liberdade de expressão comercial" – Venício A. de Lima

 

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Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 28/7/2008 às 15:44:48
Tem gente que não se toca e escreve "O uso da razão é a antítese de tudo o que há na esquerda no mundo." e depois, no mesmo fôlego, diz "O método utilizado pela esquerda é justamente o de apelar para emoções e defender ideologias irracionais com um fanatismo quase religioso.". É uma hipocrisia palpável, mais do que gritante. É o fanático reclamando que quem não segue a sua cartilha é fanático. Essas pessoas demonstram sua doutrinação ideológica tão explicitamente, soterrando seu discurso com toneladas de preconceitos e falta de razão, que chega a ser engraçado. É a caricatura da direita mais raivosa, o herdeiro dos CCCs. Ainda se as afirmações malucas dele tivessem alguma razão, seria o roto falando do esfarrapado. Mas como não tem - e o preconceituoso nunca tem argumentos, mas apenas justificativas pífias -, é o roto falando do bem vestido. O absolutismo dos fanáticos é engraçado, mas é perigoso. Felizmente, a grande maioria das pessoas não cai mais nessas afirmações ridículas - apenas as viúvas do muro de Berlim - as verdadeiras, aquelas que precisavam do muro como símbolo do "mal", como instrumento de propaganda, como motivo para justificar ainda que porcamente seus preconceitos - ainda repetem essas insanidades. Vai procurar um psicólogo, Thiago. Dizer q tudo q não segue a sua cartilha ao pé da letra é irracional é sinal de megalomania, pra dizer o mínimo.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 26/7/2008 às 20:30:38
Ao invés de sustentar a idéia de um Estado mínimo, esse raciocínio só sustenta a idéia de um Estado pleno, que não é "máximo", como a propaganda tenta estabelecer, mas adequado, "do tamanho certo", que não é o mínimo necessário para garantir os negócios dos poderosos, mas o suficiente para garantir que os mais fracos
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 26/7/2008 às 20:29:59
E é por sabermos disso que limitamos nossa própria liberdade, que nos obrigamos a não matar, roubar, etc, contribuindo com o bem comum. Por fim, o Estado é a sociedade politicamente organizada. Ou seja, é o próprio conjunto de cidadãos e todas as regras que decidiram impor a si mesmos. Como tal, não pode ser propriedade tanto quanto os próprios cidadãos não podem sê-lo, vez q estes fazem parte daquele. A organização da sociedade é feita através da regulamentação dos atos potencialmente danosos - quantos mais atos danosos estiverem regulamentados, maior a organização da sociedade e os benefícios de nela viver, e vice-versa. O libertarianismo confunde propositalmente a regulamentação desses atos danosos com a regulamentação de atos inócuos, que não prejudicam ninguém. Esses, sim, são abusivos e devem ser banidos. Mas não é por causa dessas regras impróprias, atípicas, abusivas, que toda organização, toda regra, todo governo, é ruim, como prega sua religião. Pelo contrário, elas só reforçam a idéia de que atos danosos, incluindo a criação desse tipo de normas, devem ser regulados e evitados. (cont)
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 26/7/2008 às 20:29:18
Thiago, nem "grupo", nem "sociedade" são sinônimos de "governo". Sua confusão entre os termos apenas demonstra a fragilidade de seu raciocínio. Da mesma forma, regulamentar a propaganda não é "legislar cada aspecto da vida pessoal de cada um", mas apenas regulamentar a propaganda - um ato potencialmente danoso igual a qualquer outro e que, como tal, necessita ser regulamentado para punir o dano e assim evitá-lo. Outrossim, se "a liberdade de um não interfere na de outro", seu conceito de liberdade arbitrariamente exclui atos capazes de produzir dano - ilegais, imorais ou anti-éticos -, o que me leva a perguntar que raio de libertário é vc cujo conceito de liberdade é naturalmente limitado pela lei ou pela moral e não inclui, por exemplo, matar alguém. Contrato social, meu caro, não é escravidão - ninguém lhe obriga a viver em grupo. Mas uma vez que vc escolha fazê-lo, deve aceitar as consequências de sua escolha - q existe, apesar do libertarianismo odiar o conceito. As pessoas vivem em grupo para compartilhar de seus benefícios (prosperidade, segurança, etc), que são, nada mais, nada menos, que o bem comum que vc tanto despreza, mas que compartilha mesmo assim. É por sabermos que juntos podemos fazer mais e ter uma vida melhor do que isolados que vivemos em sociedade. (cont)
Liber Matteucci , Lisboa-IN - Jornalista/Publicitário
Enviado em 26/7/2008 às 20:16:53
Quando a lei exige que os anúncios incluam dados sobre riscos à saúde e outros, a publicidade dá a volta por cima e mente de forma vergonhosa para a sociedade. Dou um exemplo de Portugal, onde certos produtos de higiene oral - para gargarejo - são obrigados a incluir nos anúncios um grande número de precauções ligadas ao uso indevido e a reações adversas. O que fazem os anunciantes? Incluem um aviso quilométrico, em letras pequenas, no final dos comerciais de TV, durante 2 ou 3 segundos (não sei o tempo exato, o fato é que humanamente impossível ler aquilo, mesmo para um super-homem com visão raio-X e conhecimentos de leitura dinâmica). Dessa forma, a "liberdade de expressão comercial" sobrepõe-se à saúde pública, ao abrigo da lei, e a mesmo um super-homem corre o risco de morrer desavisado, gargarejando produtos com kryptonita.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 26/7/2008 às 18:39:03
Espectro Político Europeu, copiado pelo Brasil: Vide Bula Fernando Collor, FHC e Lulá-lá: Ambas as formas de Liberalismo partilham as preocupações com a defesa da liberdade individual, mas enquanto o termo Liberalismo Social é adequado para descrever alguns partidos liberais que se situam à esquerda do centro no que toca a questões económicas e suportam um vasto conjunto de direitos democráticos, o Liberalismo Conservador coloca a ênfase na defesa da liberdade económica e tende a situar-se à direita do centro. Por exemplo, partidos liberais conservadores como o Holandês VVD, Alemão FDP, PSDB e PT neste quintal adoptam uma agenda economicamente conservadora, defendendo um Estado mínimo na economia. Alguns autores, como Merquior, defendem que o Liberalismo Conservador se baseia no conceito de liberdade negativa (“onde não existe lei não existe transgressão”), são moralmente pluralistas, defendem o progresso, o individualismo e um Estado controlável pelo cidadão, enquanto os Liberais Sociais se focam na ilegitimidade de um Estado tirânico que controla em demasia a vida dos cidadãos e nas condições sociais que tornam esse governo possível. Infelizmente estamos vivenciando este lixo chamado Liberalismo Conservador troglodita, que prega a liberdade somente para a venda de seus produtos venéfico?
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 26/7/2008 às 15:59:48
Alexandre Aguiar, releia atentamente os meus comentários e interprete-os novamente. Educação socialista? Haha. O uso da razão é a antítese de tudo o que há na esquerda no mundo. O método utilizado pela esquerda é justamente o de apelar para emoções e defender ideologias irracionais com um fanatismo quase religioso. E por último, colocam o grupo a frente do indivíduo, ou seja, o ser humano não é um ser com sua própria história, direitos e vontades, mas apenas um número sem nenhum pensamento ou vontade que vá além do que o partido determinou. Vocês são deprimentes, são a escória dessa terra, os inimigos da humanidade.
roberto lacourt de mendonça , Curitiba-PR - Bancário aposentado
Enviado em 26/7/2008 às 12:42:17
De tanto nos querer vender a felicidade, a publicidade acaba fabricando legiões de frustados.De tanto provocar desejos que derivam em decepções, a publicidade perde o objetivo e dá origem a deprimidos e delinquentes. De tanto serem seduzidos da manhã à noite, aqueles que dão um duro danado para equilibar o orçamento doméstico, os que ganham pouco, os empregados ameçados, acabam por se sentir alijados da sociedade. Fracassados. Os filhos ficam pressionando para que eles lhes comprem aquele videogame radical, suas mulheres choram por não possuírem aquele creme de polpa de seda à base de fruta ou aquele eterno diamante. E eles têm que suar sangue. A publicidade não vende felicidade, ela gera depressão e angústia . Cólera e frustação. (Oliviero Toscani) Pergunto eu : Onde está a "informação" ? Veja-se que RIDICULO que é uma cerveja (bebida alcoólica) ser representante oficial dos jogos panamericanos (esporte) ? Os anúncios de cervela mostram jovens saudaveis, bonitos , mulheres de bunda grande, felizes e rindo. Tá correto isso ?
Alexandre Carlos  Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 26/7/2008 às 09:54:22
Engraçado! O sujeito se diz defensor do sistema capitalista de qualidade, um baba ovos americanóide, mas repete o discurso da educação socialista e depois a lógica bakhuniana. Qual é? Complexo existencial? Torce pro Palmeiras, mas veste a camisa do Corinthians? O sabido sabe, obviamente, que desde o Neolítico, ou seja, há uns 10.000 anos, o homem deixou sua condição errante e passou a viver em comunidade. O caçador-coletor deixou de existir para dar lugar a um animal sedentário e apegado à sua terra. E adotou uma característica gregária, ou seja, começou a participar em comunidade. Mas para isso, são necessárias regras. Ninguém era mais dono do seu nariz, mas a comunidade passou a ser. Você, caro sabidão programador, pode até querer se distanciar disso, aplicar esse discurso anarquista anacrônico, mas a vida em sociedade está nos rincões do planeta até as grandes cidades. É apanágio da condição humana, salvo raríssimas exceções. A humanidade se criou assim. Não tem nada a ver com partidos políticos à destra ou à canhota, com bandeiras socialistas ou liberais, nada disso. Essas outras coisas gerem a forma de roubar menos ou mais dinheiro dos trouxas. A vida em sociedade, contudo, é um outro assunto e requer, sim, limitações. E como dizia minha avó: "se não gostou, come menos".
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 25/7/2008 às 20:58:16
Conceição eu me lembro muito bem dá tua teimosia em acreditar que o sistema dos ricos é que deve determinar o que devemos ouvir, falar, escrever e comer. Capitalista também tem suas obrigações no sentido de respeitar o povo no seu direito de viver. Nesse regime neoliberal os estúpidos empresários querem impor a venda de toda e qualquer porcaria nesse maluco sistema consumista desenfreado. Conceição não seja ingênuo a ponto de entender que você é alguém nessa bagunça generalizada, você, eu e milhões de pessoas não passamos de números na estatística dos pobres mortais. Doença de insanidade tem cura, basta dar uma chegadinha até Cuba que você conhecerá uma das melhores medicinas do mundo, após esse tratamento você ira mudar seu conceito sobre o que significa o socialismo para o pobre com nós.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 25/7/2008 às 20:29:42
Ricardo Pierri, a escravidão acabou faz tempo. Ninguém nesse país é propriedade do governo e não somos obrigados a aceitar nada.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 25/7/2008 às 20:24:10
Todo governo, assim como ditadura, é ruim. Submeter-se a um governo não é o estado natural do homem e tampouco de sociedade alguma. Uma sociedade avançada alcançaria um estágio onde governo não seria mais necessário. Até lá é um mal necessário, e por isso devemos minimizar esse mal e NÂO AUMENTÁ-LO! Nenhum cidadão pertence ao Estado, É O CONTRÁRIO! Esses imbecis que criam esses absurdos só estão lá porque nós acreditamos e participamos desse sistema. Se as pessoas simplesmente perdessem o interesse e parassem de participar de qualquer atividade eles não teriam legitimidade alguma! Precisamos começar uma campanha de desobediência civil e abstenção de qualquer atividade política. Só quando o povo estiver sintonizado em outra estação, não dando a mínima para esses candidatos a ditadores, eles se darão conta de que quem tem o poder é o indivíduo, não essas organizações de boçais cuja mente sequer consegue organizar seus próprios pensamentos.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 25/7/2008 às 20:15:07
Ricardo Pierri, a liberdade de um não interfere na de outro. O problema da esquerda não é com a sua própria liberdade, mas sim com a audácia de muitos em recusar fantasias e preferirem o mundo real. Vocês vivem em um mundo de sonhos. Desejam legislar cada aspecto da vida pessoal de cada um em prol de um genérico e vago "bem-comum". Por quê? Para quê? É irracional. A própria idéia de que é dever do estado dizer o que pode e o que pode em publicidade por causa de suas "influências deletérias" no povo é sinal de que somos para a elite burocrática do partido nada mais que gado. O que precisamos é de lógica e racionalidade e não doutrinação ideológica que apela para as emoções e palavras de ordem. Essa irracionalidade Gramsciana precisa acabar e seus promotores expostos ao ridículo se desejamos não viver em um inferno.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 25/7/2008 às 18:45:08
Direito a liberdade de expressão comercial para vender produtos que podem trazer prejuízos a saúde do consumidor desatento e mal esclarecido no que tange seus direitos fundamentais que é o direito a vida. O capitalismo neoliberal esta chegando ao extremo a fim de vender até a alma da própria mãe. Num futuro não muito distante estarão fazendo propaganda da venda de maconha, cocaína, anabolizante para cavalo dizendo que tais produtos fazem bem a saúde do usuário. Na vida para tudo tem que ter regras e normas para que o lucro de poucos não se tornasse prejuízos para muitos. Não existe propaganda honesta, pois elas só falam bem do produto a ser vendido, porém os sortilégios que ele trás é escondido na propaganda enganosa e sofista. Abaixo a ganância desses capitalistas desumanos e desalmados, que apenas visam o lucro pelo lucro exorbitante?
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 25/7/2008 às 18:24:10
Falácia absolutista típica de neocons: "Nada justifica restrição a liberdade". Nem mesmo a própria liberdade, cara pálida? A sua liberdade não limita a minha? Ou será que, como desconfio que ocorra na mente desses libertários, a frase é entendida como "Nada justifica a restrição *da minha* liberdade"? A vida em sociedade EXIGE a restrição da liberdade. Se vc não gosta disso, se quiser liberdade absoluta, vá para uma ilha abandonada e viva sozinho. Aí vc não terá que se preocupar se seus atos irão invadir e cercear a liberdade alheia, ou a segurança, ou a saúde, ou o direito de outrem. Me se quiseres viver em sociedade, terá que aceitar esses limites e ponto final. Terá que aceitar que o bem comum - que é o OBJETIVO de se viver em sociedade, a razão pela qual vc escolheu viver em grupo e do qual vc se beneficia todos os segundos de todos os dias - cerceará sua liberdade. Não existe, e jamais existirá, uma sociedade onde "Nada justifica restrição a liberdade" - se há liberdade absoluta, a vida em grupo é impossível e vice-versa, e ponto final. O libertário não sobrevive sem o grupo - o mesmo que ele quer que se dobre aos seus desejos, mas que não existe para serví-lo. Quer os benefícios de viver em sociedade, sem abrir mão de uma liberdade absoluta, o que só é possível se apenas a SUA liberdade for absoluta e o grupo for submisso a ele. Puro egoísmo e nada mais.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 25/7/2008 às 17:29:37
Vocês sequer sabem o que significa neocon. Parem de repetir termos como papagaios.
Sérgio Henrique Cunha Zica , Taguatinga-DF - Técnico - Informática
Enviado em 25/7/2008 às 15:18:33
Há uma clara cooptação do direito de liberdade de expressão pelo poder econômico das empresas de publicidade. Chamar a regulamentação de censura chega a ser engraçado, se não encontrasse eco em inocentes (e não-tão-inocentes) úteis. Alguns até batem no peito, "sou Neocon com orgulho". Afinal, nós sabemos como esses comunistas amaldiçoados são insidiosos... Eles bebem sangue de criancinhas, sabiam?
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 25/7/2008 às 13:32:20
Então vamos combinar assim, Thiago: você escreve melhor e TALVEZ a gente entenda. Quem sabe você desenhe, porque a minha burrice não alcança a sua inteligência. Você sabe.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 25/7/2008 às 12:33:49
Alexandre, a educação socialista coloca o grupo acima de indivíduo. Essa é apenas uma das muitas diferenças entre o que escrevi e o que você escreveu. Talvez você precise treinar mais interpretação de texto? Se o povo fosse um décimo daquilo que eu escrevi o Lula jamais teria sido eleito, pois eles seriam seres racionais.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 23/7/2008 às 19:38:47
A sanha em disseminar a corrente neocon é tamanha, a necessidade de impor suas "grandezas" ideológicas é tal que o sujeito se contradiz. A frase: "Educar com valores positivos, buscando-se ver a realidade pelo que ela é, sem envolvimento emocional, sem irracionalidades ideológicas de qualquer tipo, uma educação para criar observadores de si próprios e dos outros é o que precisamos." é um apanagio da educação socialista. Parabéns, programador, finalmente está convencido do caminho a seguir. Porém, sinto muito, mas embora a regulamentação não tenha nada de ideais socialistas, ela se convence de que certas premissas podem, sim, ser adotadas. Ninguém vai morrer por causa disso. Não teremos dor de barriga por desejar uma sociedade mais justa. Aliás, parece que não ficou devidamente compreendido: a regulamentação não pretende impedir ninguém de divulgar seus produtos, apenas exije que sejam honestos. Quer vender cigarros? Venda. Às toneladas. Mas informe que ele pode causar câncer de pulmão. Quer vender bebidas? À vontade. Desde que se diga que tal produto pode causar dependência. Quer vender antinflamatórios? Eu tomo de vez em quando. Mas que se informe que eles prejudicam a função renal com o tempo. Ou seja, que lucrem, mas com honestidade. Claro, a gente sabe que isso é quase impossível.
André Guedes , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 22/7/2008 às 22:59:11
Paula e Maíra, grande texto! É uma bela consolidação da questão. Abraços, André.
Joao Carvalho , Salvador-BA - economista
Enviado em 22/7/2008 às 19:10:34
"Mas a liberdade de expressão não é um direito absoluto; ela pode estar sujeita a restrições." Essa foi a maior tolice que eu já li. As autoras desse descalabro demonstram profundo desconhecimento das bases tque fundamentam as democracias em todo o mundo. Sugiro que voltem à universidade (se tiver realmente cursado alguma) e estudem mais. Há cura para [ ]...
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 22/7/2008 às 17:05:16
"O interesse público, o alcance do bem comum, é o objetivo maior que baliza a restrição da liberdade" Só se for em Cuba. Nada justifica restrição a liberdade. A doença mental na cabeça dos esquerdistas, esse bichinho que eles alimentam com alucinações e fantasias, é a insistência em por o Estado e o "grupo" (geralmente representado por uma políticos ou "sociedade civil organizada", leia-se "ONGs corruptas") a frente do indivíduo! Precisamos de um povo poderoso, e para isso precisamos de indivíduos poderosos. Educar com valores positivos, buscando-se ver a realidade pelo que ela é, sem envolvimento emocional, sem irracionalidades ideológicas de qualquer tipo, uma educação para criar observadores de si próprios e dos outros é o que precisamos. Se assim fosse não precisaríamos nos preocupar com propaganda alguma, ou político algum, pois as pessoas entenderiam que tais coisas, a publicidade ou a política, são apenas formas de programar as nossas mentes a reagir de determinada maneira quando estimulada de uma certa forma. A maioria das pessoas não pensa, incluindo os autores deste artigo. Eles apenas reagem a estímulos e só enxergam fantasias e alucinações. Se há emoção envolvida, ou a negação do indíviduo como vemos acima, há desejo e se há desejo há a criação de uma fantasia. Como podem pessoas que sequer conseguem controlar os seus próprios pensamentos controlar os dos outros?
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