ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 496 - 9/2/2010
  Interesse Público
Início > Índice Geral > Interesse Público + A | - A
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
 

LEI AZEREDO
Congresso pode parir um monstrengo

Por Henrique Costa em 1/8/2008

Reproduzido do Observatório do Direito à Comunicação, 30/7/2008; título original "Em defesa da liberdade na rede, sociedade civil mobiliza-se contra PL-89"

Prestes a ser votado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 89/2003, que pretende enquadrar crimes cometidos pela internet e cujo substitutivo tem a autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), vem causando grande comoção e um número significativo de protestos entre entidades e organizações que reúnem usuários, jornalistas e acadêmicos em defesa da liberdade de expressão na rede. Apenas uma das iniciativas, o abaixo-assinado online organizado pelos professores Sérgio Amadeu, André Lemos e João Caribé pela não-aprovação do projeto, reuniu até agora mais de 93.500 assinaturas.

O PL-89, entretanto, já foi aprovado no Senado com poucas alterações e agora aguarda apenas que o plenário da Câmara o aprecie. Há uma solicitação, do deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP) para que ele tramite em regime de urgência e, portanto, seja votado assim que o Congresso voltar do recesso parlamentar.

Resolvida de maneira apressada, a nova legislação proposta pelo senador tucano e encaminhada quase sem restrições pelo senador Aloízio Mercadante (PT-SP) caminha em direção oposta à tendência internacional. "Partindo diretamente para a esfera criminal, sem que tenhamos criado sequer um marco regulatório civil para a internet, o Brasil segue na contramão da maior parte dos países desenvolvidos", afirma o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social em nota sobre o PL. O projeto, ainda segundo o Intervozes, qualifica como crimes práticas genéricas e não define com clareza termos como "transferência de dado", "titular da rede" ou "código malicioso".

"O que significa a palavra `dado´ neste projeto de lei? Um endereço de e-mail é considerado como tal? E um texto publicado online?", questiona a ONG Repórteres Sem Fronteiras. "O que acontece se um internauta transmite um vírus inadvertidamente? Punir alguém com prisão por uma `transferência de dado´ seria dramático para a liberdade de expressão na internet."

Cibercapatazes

Um dos dispositivos criado por Azeredo e mantido pelo relator Mercadante no PL-89 tenta induzir os provedores de internet a se tornarem ciberagentes policiais. O prestador desse serviço terá que conhecer quais crimes são passíveis de "acionamento penal público incondicionado". A partir disso, deverá repassar denúncias que chegarem ao seu conhecimento, se não quiser se tornar ele mesmo um criminoso.

Nenhum provedor, evidentemente, correrá o risco. Portanto, é provável que encaminhem quaisquer denúncias que lhe chegarem, mesmo que não exista a certeza do crime. Para o professor Pedro Antônio Dourado de Rezende, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília, os provedores de internet terão que agir como "cibercapatazes e, a partir da suas automatizadas denúncias, o Estado poderá, legalmente, perseguir o que lhe convier".

A Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet) já manifestou sua preocupação com esta possibilidade. "A função do provedor não é essa. É a polícia quem investiga, não o provedor. Investigar é função do Estado", disse o presidente do conselho diretor-executivo da Abranet, Eduardo Parajo, em entrevista à Folha Online no início de julho.

"O artigo 22 instala o vigilantismo no provimento de acesso a internet, dificultará a implantação de redes wireless aberta, dificultará a existência de provedores nas escolas e pequenas empresas, além disso, poderá criar um novo negócio de segurança para consultorias e auditorias", acusou o sociólogo e pesquisador da sociedade da informação Sérgio Amadeu em seu blog.

Vários crimes

A última versão do projeto também não resolve uma outra polêmica contida na redação do texto. O PL-89 altera o Código Penal para impedir o acesso não autorizado pelo "legítimo titular" de redes de computadores ou dispositivos eletrônicos protegidos. Uma interpretação possível poderia transformar em criminoso o sujeito que destravasse um CD para ouvir seu conteúdo em outro dispositivo, como um MP3 player.

Cria também o crime de estelionato eletrônico, que é cometido pelo usuário que "difunde, por qualquer meio, código malicioso com intuito de facilitar ou permitir acesso indevido à rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado".

Para Sérgio Amadeu, o PL-89 pretende coibir a livre troca de dados, mesmo sem fins comerciais. "Tal como Sarkozy, na França, criou uma lei anti-P2P (peer to peer), pois com a lei de copyright francesa não se conseguia conter a troca e compartilhamento de arquivos digitais, o grupo do senador Azeredo percebeu que pode criminalizar os internautas por violarem regras de segurança."

Para o Intervozes, a criminalização serve à indústria "interessada em bloquear mídias e dispositivos". O coletivo ressalta que o projeto permite que seja acionado criminalmente o usuário que burlar estas travas mesmo depois de terminado o prazo de proteção sobre aquele conteúdo ou equipamento.

Além disso, a nota do Intervozes chama a atenção para o fato de que o texto considera crime um "ato preparatório". "Ou seja, não o crime em si, mas uma ação anterior necessária para cometê-lo, já que a mera difusão de código malicioso será considerada crime e não apenas a quebra do sistema" [ver a íntegra aqui].

Bancos

A justificativa principal para a aprovação do PL-89 no Senado e a pretendida aceleração da votação na Câmara é o combate à pedofilia. Curiosamente, na mesma madrugada em que o controverso PL-89 foi aprovado, o Plenário do Senado apreciou também outro projeto de lei, este dedicado exclusivamente à questão. O PL 250/2008 é fruto de intensos e produtivos debates na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia. A CPI contou com a participação de seis promotores de Justiça da Vara da Infância de cinco estados, dois delegados da Polícia Federal, dois consultores legislativos e dois técnicos da Safernet, entidade que atua no combate a este crime na rede.

"Pedofilia já é crime no Brasil e crianças e adolescentes têm todo um aparato legal que as protege. Em 99% dos casos, não é preciso de uma nova lei", comentou o jornalista Pedro Dória, em sua coluna no jornal O Estado de S.Paulo.

A insistência na aprovação do projeto encontra explicação em interesses de setores específicos e poderosos, especialmente os bancos. O setor bancário pretende suprimir o boleto bancário a partir de 2009 e transferir para a rede grande parte de suas operações, o que representaria uma redução de custos brutal. É necessário, no entanto, garantir não apenas segurança na internet, ainda muito sujeita a fraudes, mas dividir com alguém – no caso, os provedores e os usuários da rede – os custos da vigilância.

Essa parece ser uma justificativa plausível para a insistência do Congresso em um projeto condenado, inclusive, por especialistas em Direito. O Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro, divulgou uma análise jurídica que aponta "problemas graves" em cinco artigos do PL-89. "Em síntese, a imprecisão do texto e suas conseqüências imprevisíveis demandam que sejam vetados no mínimo os artigos 285-A; 285-B; 163-A, parágrafo primeiro; Art. 6º, inciso VII; Artigo 22, III. Caso os artigos persistam, condutas triviais na rede serão passíveis de punição com penas de até 4 anos de reclusão."

 

Leia também

Projeto do Senado cria o provedor dedo-duro – Sérgio Amadeu da Silveira

Uma ameaça à liberdade na rede – Cristina Charão e Henrique Costa

Comentários (13)
Comentar
Compartilhe
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas – e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.
         
Nome :   Sobrenome :
E-mail:   Profissão:
Cidade:   Estado:
Comentário:


para o limite de 1400.
 
The CAPTCHA image
Clique aqui para ouvir o
texto soletrado(mp3)
Digite no campo abaixo o texto
que você vê na imagem ao lado.

 
Ivo A. Auerbach , Palhoça-SC - Aposentado
Enviado em 5/8/2008 às 01:48:17
Essa lei veio comprovar a tese de que a vida imita a arte ou a ficção. Isto é mais verossímil do que a nossa vã filosofia pode supor. Iniciamos com: “O Grande Irmão” – mais conhecido atualmente como “Big Brother”- romance de Orson Wells, onde tudo será vigiado e a privacidade será banida de vez da sociedade. A seguir tivemos a notícia de que o Google teria que entregar os registros históricos dos vídeos do YouTube, inclusive nomes de usuários e endereços de IP de cada um. A seguir veio o imbróglio dos laptops, que se acatada pela justiça, abrirá um precedente perigoso para que as privacidades dos usuários da internet desapareçam de vez! Estamos caminhando para o temido estado totalitário, imaginado por George Orwell com o seu “1984”.
Giovanni Giocondo , Eunápolis-BA - Jornalista
Enviado em 3/8/2008 às 20:59:24
Viagem ao Centro da Terra: Ficção científica de primeira, sonho tão distante e maravilhoso, livro histórico, de alcance sem igual, mas que até hoje não conseguiu se traduzir em realidade, não que alguns não a tenham tentado... Senado Federal: Drama contemporâneo, pesadelo rotineiro e desalentador, daqueles em que você quer acordar mas não consegue. Transformou a legislação no controle diário da vida das pessoas, de seus relacionamentos, de suas descobertas e de sua mínima subversão em um veículo que se dizia pelo detestável senso comum como anárquico em poeira... Vamos fugir! Mas pra onde?
lu  dias (f) , belo horizonte-MG - empirista
Enviado em 2/8/2008 às 22:14:08
Luiz Eduardo Azeredo é um daqueles políticos, que quem não o conhece compra por um bom dinheiro. Mas, que depois de conhecido faz devolução 0800. O seu governo em Minas Gerais foi um fracasso, sob todos os ângulos, por isso não alcançou êxito ao tentar colocar o seu cunhado no seu lugar. Só este exemplo de nepotismo já nos alerta para a qualidade do fervoroso praticante. E não me espanta que agora queira aparecer através de uma lei estapafúrdia. Esse senhor quer deixar o seu nome gravado nos anais da história do país, a qualquer jeito. Se não foi por bem, que seja por mal. Atitude própria dos medíocres. São indivíduos como ele que me amedrontam, pois são desprovidos de sensibilidade. E podemos ter a certeza de que objetivos escusos estão por baixo desses supostos limites. Por que ele nunca disse nada a respeito do cala-boca dado ao jornalismo mineiro, por um governador de seu partido? Porque não preza a liberdade democrática. Aqui estão todos amordaçados e, como a grande mídia não dá a mínima para o nosso Estado, parecemos viver em outra galáxia. Durante as greves realizadas no Estado mineiro, Azeredo, sem dúvida alguma, foi o mais castrador. Como exemplo tempos o caso da greve da Polícia Militar, com um morto. Ele desconhece o diálogo. O que lhe falta em quilogramas, abunda em prepotência. Portanto, fiquem de olho nele. Vamos derrubar essa sua lei de meia-tigela. Abraços!
João Sérgio  da Silva Costa , Cataguases-MG - Universitário
Enviado em 2/8/2008 às 20:29:00
Me estranha que na televisão não se fale nada desses pontos polêmicos do projeto
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 2/8/2008 às 19:39:20
O monstrengo gera milhões de famintos!“Atualmente muitos Feliciano estão perambulando país afora infelizes pelo caos que sua querida terra vem passando e verifica que foi abandonada e roubada pelas máfias dos Palácios em geral. Esse Feliciano de hoje esta esperando, não o trem, mas um emprego que possa dar-lhe alguma esperança para quem saiba voltar a se orgulhar de seu lindo nome Feliciano Abandonado da Silva!
Edmilson Fidelis , Belo Horizonte-MG - Analista de sistemas
Enviado em 2/8/2008 às 11:34:56
Por favor, antes que seja muito tarde retirem o comentário do jornalista Alfredo Sternheim. Se o Azeredo ler a idéia de se ter carteira de habilitação nacional para navegar na Net com certeza vai leva-la a plenário. Imaginem só: net-escola, exame psicologico, exame de legislação, exame de navegação, entrega das carteira nivel A, B, C, D( nivel A com direito somente a leitura, B leitura e gravação restrita, blá, blá.blá), um ano de experiência, multas por desobediências leves e/ou médias, prisão para as mais graves, renovações bi-anuais, etc, etc, etc... Não se iludam: virá aí o CBNN - Código Brasileiro de Navegação na Net. Supimpa!
Luiz Antônio  Costa , Patrocínio-MG - Radialista
Enviado em 2/8/2008 às 00:12:14
Há determinadas atitudes que me deixam envergonhado o cidadão. O senhor Eduardo Azeredo deveria, primeiro, limpar seu nome, acusado de envolvimento em mensalões, etc. Querer patrulhar a comunicação na internet é um retrocesso só comparável ao famigerado AI5. Tão cioso do seu "dever" - e poder - de policiar o povo brasileiro, o Dr. Eduardo Azeredo poderia criar uma lei para punir o cidadão por antecipação. Aí nem teríamos crime. Quem sabe assistindo o filme "Minority Report" e se inspirado naquela obra, ele resolva todos os problemas do País? O filme que se passa em Washington no ano de 2054. Nele, a divisão pré-crime conseguiu acabar com os assassinatos, nesse setor da polícia o futuro é visualizado antecipadamente por paranormais, os precogs, e o culpado é punido antes que o crime seja cometido. Quando eles têm uma visão, o nome da vítima aparece escrito em uma pequena esfera e em outra esfera está o nome do culpado. Tentem isso. Seria interessante e tão inteligente quanto tutelar a comunicação na internet. Ora, senhor senador, nos poupe. O Brasil tem coisas muito mais urgentes. Além do mais, essa preocupação é tola. E se o indivíduo usa provedor em outro país, como os senhores farão para controlar? Por favor. Procurem algo melhor para fazer e deêm uma trégua ao povo brasileiro. Menos, senhores, menos Luiz Antônio Costa
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 1/8/2008 às 19:59:05
É,como não tem o que fazer de mais importante ficam maquinando qual a próxima malvadeza que vão fazer com a população brasileira.VOTO, uma arma importante que muitos brasileiros ainda não sabem usar para afastar da vida pública,políticos desse quilate.Falando nisso e o Maluf, tão inocente e usando o velho jargão da "perseguição política".Haja óleo de peroba pra essa turma.
Martim Abel , São Paulo-SP - Químico
Enviado em 1/8/2008 às 19:02:58
Isso não é nada comparado à lei que permite participação de capital estrangeiro nas empresas jornalísticas brasileiras. Começou com a Globo, indo até a editora Abril. Mas nisso ninguém toca mais no assunto, pois é coisa de "direita (1965) e dos neoliberais (época FHC)". Esses são intocáveis. Mas voltemos aos escândalos do governo PT como a maioria deseja.....
João Leme , Cuiabá-Mt - Estudante
Enviado em 1/8/2008 às 18:52:49
É imperativo que atentemos bem aos ilustres e idônes políticos apoiadores desse projeto abusivo que tende a nos trazer os primeiros passos necessários a criacao de um estado onde as premissas básicas do povo brasileiro sao esmagadas em prol de uns poucos bastardos e ricos banqueiros. Há também de se atentar aos possiveis ganhadores, afinal no Brasil uma lei só é criada se alguém puder com ela faturar muito dinheiro. Certos escritorios de advogados estao radiantes com o brilhantismo de tal projeto. Alguns grandes nomes estrangeiros que visam defender suas propriedades intelectuais a todo e qualquer custo também encontram-se no estado de nirvana com esse retrocesso nacional. Enfim, tudo isso demonstra uma coisa apenas. A inclusao digital só serve mesmo pra aumentar o mercado consumidor, porque no final das contas, em nosso estado do capital, perdoe-me, estado de direito, o que vale é que todos sejamos ou potenciais consumidores ou potenciais criminosos.
alfredo sternheim , são paulo-SP - jornalista/cineasta
Enviado em 1/8/2008 às 17:36:29
Essa lei do senador tucano que esteve citado no mensalão e que tem relator o senador Mercadante em quem votei ( espero que ele se explique ), é uma confusão, cria dificuldades naqueles que usam a Internet como fonte de ifnromações, debates e enriquecimento cultural. Enquanto isso, o senado gasta gasta gasta na contratação de 129 jornalistas (e o senado só tem 81 senadores), mais as fartas verbas de gabinetes que permitem a acontratação de até 15 assessores e/ou funcionários para cada senador. O Senado é um mau exemplo de esbanjamento de dinheiro públicoe pouca produtividade. A democracia só com a Câmara poderia funcionar melhor. Aliás, parece que o poder público tem um prazer em criar limitações e dificuldades até mesmo para as distrações do povo. Primeiro, proibiram o bingo (eu detesto qualquer jogo), um divertimento saudável para os idosos e que gerava muitos empregos legais, ao contrário do jogo do bicho que continua existindo com a complacência do governo e do senado. Depois, a lei do bafometro que limitou o prazer de beber uma taça de vinho em um aniversário. Nosso senado realmente mostra ser alienado da realidade brasileira. E neste caso, o senador Azeredo parece se inspirar no livro 1984 de Orwell ao transferir poder policial ou atuação policial e punitiva para os provedores Daqui a pouco vai ser necessário carteira oficial de habilitação para usar a Internet.
João sérgio da Silva Costa , Cataguases-MG - Universitário
Enviado em 1/8/2008 às 11:12:04
é lamentável como nosso congresso aprova coisas absurdas
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 1/8/2008 às 10:18:54
O congresso não vai parir o congresso já pariu muitos monstrengos, lobisomem, chupa-cabras entre outros monstros da cara feia e o bolso cheio. O Brasil poderá sentir uma melhora se tomar a vacina do movimento de massas, a fim de eliminar essa corriola dos belos castelos existentes em mais de cinco mil municípios. Não temos saída nem pelo mar, terra e ar, a única saída é uma revolução que coloque frente a frente pobre e rico, quem sabe os poucos RICOS aceitem dividir em partes iguais o grande bolo da festa chamada Brasil Futebol Clube.
Compartilhe este texto
Blig Blig BlinkList BlinkList BlogBlogs BlogBlogs BlogLines BlogLines Delicious del.icio.us
Digg Digg Furl Furl Google Bookmarks Google Bookmarks Linkk Linkk Magnolia ma.gnolia
netscape Netscape netvibes Netvibes newsvine Newsvine reddit reddit Stumble Upon Stumble Upon
Technorati Technorati Twitter Twitter Windows Vista Windows Vista Yahoo! MyWeb Yahoo! MyWeb Facebook
Henrique Costa

Outros artigos desta Seção
CONCESSÕES DE RADIODIFUSÃO
Entidades vão pressionar
Congresso Nacional

Ana Rita Marini
29/7/2008
Entidades pedem debate sobre
concessões da Rede Globo

Laycer Tomaz / Agência Câmara
29/7/2008
MÍDIA RADIOFÔNICA
O rádio AM e o
desprezo da sociedade

Francisco Djacyr Silva de Souza
29/7/2008
LEI AZEREDO
Congresso pode parir um monstrengo
Henrique Costa
1/8/2008

Últimos 5 artigos de
Henrique Costa
ENTREVISTA / LANGDON WINNER
O mito da tecnologia fora de controle
3/11/2009
TV DIGITAL
Procuradoria Geral da
República diz que Decreto
5.820 é inconstitucional

14/7/2009
POLÍTICOS NA RADIODIFUSÃO
Organizações vão ao MP contra concessões
5/5/2009
LEI ROUANET
Reforma não altera essência do modelo
28/4/2009
CASO SARNEY
O coronelismo eletrônico sem controle
23/2/2009
Mais artigos de
Henrique Costa >>