ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 508 - 9/2/2010
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DRAMA DE SANTO ANDRÉ
Quem matou Eloá?

Por Nelson Hoineff em 21/10/2008

A desastrada participação da mídia eletrônica no episódio do seqüestro de Santo André (SP) revela menos sobre o seqüestro do que sobre a própria mídia. O seqüestrador não tinha antecedentes e estava tomado pela emoção. Tornou-se um assassino pela sua inabilidade em lidar com uma situação circunstancial. A televisão, porém, essa incentivou – e provocou – o assassinato.

A mídia tinha inúmeros antecedentes – e estava movida pela cobiça. O seqüestrador vai passar alguns anos numa penitenciária, apanhar bastante, possivelmente ser estuprado e ser devolvido para a sociedade inutilizado. A mídia, nesse período, já terá tirado proveito de várias dezenas de casos semelhantes. Para os programas policialescos, o caso de Santo André será na melhor das hipóteses lembrado como um número. Um bom número que só interessa ao Comercial.

A impunidade de um tipo de "jornalismo" (o nome vai entre aspas para preservar a dignidade da atividade) movido pela hipocrisia, pela estupidez e pela maldade só não é maior que o dinheiro que ele gera. No episódio de Santo André, a mídia (ou uma certa mídia) foi um agente ativo dos acontecimentos. O desfecho só foi possível pela ação direta da cobertura ao vivo da TV sobre o seqüestrador, pela sua capacidade em entronizá-lo como uma rápida celebridade midiática (não mais efêmera do que qualquer outra), de transtorná-lo, de amplificar uma ação criminosa pueril e deixar o seqüestrador sem opções. Tudo, enfim, o que já é conhecido por quem acompanhou o caso.

Não há dúvida possível sobre quem de fato matou a jovem de 15 anos. Para a mídia que matou a jovem não há punição e muito menos remorso. Já na manhã seguinte, as emissoras disputavam o privilégio de falar com a nova advogada do seqüestrador, uma pobre senhora já àquela altura deslumbrada com os holofotes, isca viva de repórteres e "âncoras" à espera da carniça.

Quem saca primeiro

O mau jornalismo que se pratica em boa parte da televisão brasileira tem a perversa característica de não alimentar dúvidas do espectador sobre o que ele está vendo. Ele – que para as emissoras não é um indivíduo, mas um consumidor – dificilmente se dá conta das circunstâncias que levam à espetacularização do fato policial e do que isso representa para a sua banalização.

Os espectadores são levados a acompanhar o desfecho de um seqüestro da mesma forma como acompanham o grand finale de uma série de ficção, sem perceber que ambas estão sendo escritas da mesma maneira: a ficcional tendo como base o papel, a real como matéria-prima a manipulação dos sentimentos dos protagonistas – a audiência e os diretamente envolvidos nos acontecimentos. Uns como os outros, seres humanos.

Na cobertura do dia-a-dia, helicópteros e holofotes acompanham ao vivo até as mais banais rixas de rua, e é um milagre que não as transformem todos os dias em crimes pesados. Isso acontece para gerar um ponto percentual de audiência, e para que isso aconteça os espectadores são induzidos a acreditar na relevância daquelas pequenas disputas.

A má televisão não hesitou um segundo em transformar um obscuro namorado abandonado de 22 anos numa celebridade instantânea, como se fosse um reality show com direitos gratuitos. A morte de uma menina e a destruição de famílias foram corolários espetaculares desse sucesso. Está na hora das suítes, depois os especiais e as matérias requentadas, até que essa mesma televisão transforme outro infeliz no sucesso do momento – e o repórter que sacar primeiro um celular gere aquele 0,1% de audiência capaz de vender algumas caixas de iogurte a mais.

A propósito: como era mesmo o nome completo daquela menina que jogaram pela janela?

Comentários (67)
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Geraldo Silva , Belo Horizonte-MG - **
Enviado em 6/7/2009 às 09:51:05
Cíntia, você também cometeu um erro. O verbo haver no caso é impessoal. Então o correto é houve e não houveram . Vou parar por aqui para não correr risco de errar também. Se é que ainda não errei...
Cíntia  Carvalho , Belo Horizonte-MG - estudante
Enviado em 27/10/2008 às 10:43:34
No primeiro comentário, postado por mim, Cíntia Carvalho, houveram erros visíveis e imperdoáveis. Mas a idéia da crítica e repúdio a ações tão errôneas quanto "extremo" com "s" permanece. É lamentável que o Brasil seja palco de coisas como essas, e não me insento de culpa, faço jornalismo e me envergonho de ambos os erros: tantos os gramaticais quanto a omissão diante do macabro que se tornou cômico.
cíntia  carvalho , belo horizonte-MG - estudante
Enviado em 27/10/2008 às 09:45:25
mais uma vez nao só a ação polícial se mostrou falha, o outro pilar da sociedade tambem sucumbiu, a mídia. Como já estamos acostuados a ver em casos de grande repercursão, houve uma trágica inversão dos papeis: jornalistas tentaram negociar com o sequestrador, brigaram entre si, tudo isso diante das câmeras. Com estremo descaso, se esqueceram que mais do que um número no ibope estavam sendo atingidas mais de duas familias que viram suas vidas e lares se transformarem num inferno. Todavia, o povo, que deveria ser reperentado pelos reporter e protegidos pela policia, ja se acostumou com tao lamentavel situação, afinal esse é o pais que luta pra manter a regulamentacao do jornalismo, se regulamentado é assim, imagine se nao for?
Sandra Cristina , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 26/10/2008 às 19:04:50
A idéia do texto não é discutir a atuação da polícia. O foco é a cobertura da mídia e a capacidade de espetacularizar fatos. A "imprensa marrom" impera em praticamente todos os meios de comunicação de massa, ávidas por audiência a qualquer custo. É triste, mas é real. Da mesma forma que mta gente pára pra ver o último capítulo da novela, parou pra ver o desfecho do sequestro. A imprensa, de fato, foi extremamente sensacionalista. Mas como qualificar pessoas que dão audiência à massante repetição de tal tragédia????
Ana Karla  Farias , Caicó-RN - jornalista
Enviado em 26/10/2008 às 10:53:01
Depois do caso extremamente debatido e pautado pela mídia, de Isabela Nardoni, a nova vítima do "showrnalismo"(o jornalismo que espetacula os acontecimentos), tornou-se a jovem de 15 anos cuja história teve um infeliz desfecho. Mas o que seria do jornalismo de espetáculos se não fossem esses trágicos fatos . Lamentavelmente, a mídia gosta de explorar a miséria e o sofrimento humano. O sensacionalismo do qual eles se revestem garantem mais ausiência do que quando se noticia a vida.
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 26/10/2008 às 08:54:57
Discordo. Você está superestimando o papel da mídia. Quem tinha a função de prevenir a tragédia era a POLICIA MILITAR e não os jornalistas. Se os policiais não cumpriram sua tarefa à contento porque o comando da PM ficou paralisado com medo de uma possível reação da opinião pública em decorrência da intensa cobertura midiática do incidente algo deve ser repensado. Mas não creio que seja a liberdade de imprensa ou o trabalho dos jornalistas. O comando da PM deve ser preparado para tomar decisões impopulares ou deve ficar à mercê da mídia?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 24/10/2008 às 16:58:21
Interessa a quem? Voce gosta de crianca?
Luiz  Serenini , Goiânia-GO - Publicitário
Enviado em 24/10/2008 às 16:33:34
Vamos ao que interessa: a menina que sobreviveu já assinou algum pré-contrato com a Playboy?
Anamaria  Duarte , Crato-CE - Jornalista
Enviado em 24/10/2008 às 13:31:31
Sou jornalista recém formada e é muito triste constatar essa realidade. É um desestímulo tão feroz que me faz pensar em desistir da profissão. Sinceramente é vergonhoso!
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 24/10/2008 às 11:30:25
Ah, então a PM não teve responsabilidade pelo desfecho ? O que eles estavam fazendo lá ? Jornalismo ? Sim, porque trata-se de assumir responsabilidades. Que os jornalistas não assumam seu papel, vá lá, nem todo jornalista brasileiro faz isso, mas a Polícia Militar paulista ? Meu Deus, o "monitoramento" do apartamento era feito enconstando-se um COPO DE VIDRO numa parede !O Inspetor Closeau faria melhor ! Bonito seria o responsável - deve haver um, acredito - vir a público e dizer : "Paulistas e paulistos, foi mal. A gente achamos que, se pegássemos pesado nesse caso, a pinião publica ia cair matando em cima, dizendo que a gente é truculento, e coisa e tal ... Não deu certo, na próxima vez que algum remediado for feito refém, nós vamos fazer um ajuste fino, mesmo porque vai estar todo mundo olhando." "Foi o Lindenberge que atirou" é lavar as mãos de uma forma comodamente seletiva. A PM não ganha para bancar avestruz. Nem vou falar do Serra aqui que pode atrapalhar a eleição do misterioso Kassab.
Thaís  Vargas , Curitiba-PR - estudante
Enviado em 24/10/2008 às 09:46:45
Realmente, a mídia se aproveita de todas as situações, se morre gente ou não por culpa dela, não interessa, o importante é vender noticías, e noticías tristes vendem mais do que as boas. Depois de Isabela Nardoni, veio Eloá, e depois de Eloá, o que virá?
Liliane  Fracari , Santa Maria -RS - estudante de jornalismo
Enviado em 23/10/2008 às 19:26:43
Muito bom seu texto, notificou exatamente o que muitos brasileiros revoltados pensam sobre o caso. Um jornalismo falho sem preocupação com os fatos, agiu por interesse e permanece negligente com reportagens como essa. É só Brasil mesmo.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 23/10/2008 às 15:44:19
Todos somos bárbaros!. Só não é bárbaro quem é enviado especial a algum país "civilizado" (explorador de países não-civilizados) para "cobrir" a crise -financeira- mundial com todo o conforto propiciado pelos mesmos "patriarcas" da banca que produziram a tal crise. Qual é o papel dos ditos "conselheiros editoriais" figurões (todos machos) que faturam altas remunerações?. Esses conselheiros não aconselham a Redação, a Reportagem, os Editoriais?. Eles se safam de suas atribuições (remuneradíssimas) e depois deitam "opinião"!. Eles acham que suas "mídias" são imunes e inocentes?. Ou eles também não sabiam e não sabem e não saberão de nada!.
Marcos  Masini , Franca-SP - jornalista
Enviado em 23/10/2008 às 14:06:57
Comecei no meu blog, o Divã do Masini, uma série de reportagens sobre a Imprensa. Não quero transformar meu espaço em um Observatório da Imprensa, afinal, Dines e sua equipa já faz isso com muita propriedade - inclusive fiz questão de colocar essa observação em uma das matérias. Mas o faço como multiplicador da reflexão. Sobre a questão em si, a Imprensa apenas mostrou o que nossa sociedade abutre deseja ver. abraços
Thogo  Lemos , Uberlândia-MG - Médico
Enviado em 23/10/2008 às 13:24:56
Primeiro, parabéns pela coragem, Hoineff! É claro que já surgem os que defendem a mídia tão livre quanto irresponsável. O poder maior e acima de tudo e todos, o único a ser resguardado de qualquer questionamento ou crítica. O fundamentalismo histérico mais que religioso há de se manifestar com toda sua força e insensatez. Mas, há uma luz no fim do túnel. Lendo os comentários, percebo que, felizmente, os jornalistas são os mais lúcidos, ainda capazes de se mostrarem acima das paixões e do famigerado "sprit du corps" ou, mais adequado, "sprit du porcs".
Renato santos , Curitiba-SP - servidor publico
Enviado em 23/10/2008 às 12:54:18
A midia foi sensacionalista sim agora culpar a policia porque um jovem entra armado rede meio mndo a midia o tranforma em celebridade o qual se apolicia tivesse dado o tiro de comprometimento hoje esta mesma midia que critica a ação policial estaria defendedo o rapaz o qual um dia antes estava protegendo afim de levantar a suas audiencias hoje quem atira quem paga e quem pagaria certamente seria o policia que teria atirado no rapaz com a propia carreira e do propio bolso ja que a midia esquece de que o policia teria de pagar advogado para se defender e o governador estando nesta corrida eleitoreira não pensaria 1 segundo em acabar com este policial a midia esquece de ver e os cometarios os quais eu tenho de discordar alguns o GATE é uma das policia mais bem treinada no mundo é uma referencia apesar de ser mal paga hoje a midia não cobre isso o policia para se especializar tem de pagar do propio bolso curso com especialista que varia de 400 a 4000 reais oq ue leva a crer que amidia esquece de que não se tem uma politica seria de segurança publica e leis que neste caso poderia eximir a policia de ter dado tal tiro e mais eles não perdem em nada para SWAT,do EUA, GOE de São Paulo ,BOPE do Rio, GSG 9 Alemanha entre outras no mundo a fora o que falta é investimento não so neles mas no pais todo nas policias em salario, equipamento.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 23/10/2008 às 12:16:22
"A entrevista do sequestrador com a apresentadora é um caso de polícia. Foi abuso escandaloso": aonde estava a policia? Nao tinha?
Heitor Silva , São Paulo-SP - Tesoureiro
Enviado em 23/10/2008 às 11:20:14
Esse caso Eloá e a greve da Polícia Civil são alicerces para balançar qualquer reputação política. E como a ineficácia do governador de São Paulo está em foco por todo o Brasil, a imprensa e seus fãs de carteirinha colocam a culpa em quem seria mais cômodo fazê-lo, sem dar importância as circunstâncias e falhas que permitiram a mal preparada ação da polícia e da SSP/SP, claro. Essa é a estratégia política em voga. Tudo pelas eleições!
Frederico Martinez , São Paulo-SP - Comerciante
Enviado em 23/10/2008 às 11:14:57
Quem matou foi o ex-namorado. Quem permitiu que o ex-namorado a matasse foi a PM. Quem permitiu que a PM trabalhasse sem preparo adequado foi a Secretaria da Segurança Pública. Quem deveria "governar" a Secretaria da Segurança Pública é o Serra. Quem votou no Serra?
Ernâni Getirana Getirana , Pedro II - PI-PI - Professor
Enviado em 23/10/2008 às 10:59:45
Um desastre total da mídia na cobertura. A entrevista do sequestrador com a apresentadora é um caso de polícia. Foi abuso escandaloso. Como alguém tecnicamente despreparado como ela pôde se prestar àquele papel? A polícia também errou absurdamente. Só Eloá perdeu em tudo isso. Elóa e a sociedade como um todo. ERNÂNI GETIRANA
Eyrimar  Bortot , Curitiba-PR - professor
Enviado em 23/10/2008 às 10:46:22
O Autor todo sabemos, mas o CO-AUTOR, foi antes de tudo o Governo SERRA. Ah mais porquê? Simples, a partcipação do grupo especializado da Policia Civil de intervenção e negociação não se fez presente, um lado pela greve e pela mal tratamento daquele governador, outro pela ausência de comando no secretariado de Segurança Pública, que tem que ter em mente que Repressão é com a Polícia Civil e não a Militar, que apenas deveria ter isola a área, mais nada. Então a politica salarial desejada pelos Policiais Civis, e a sua necessidade teve a mais justa prova de que eles devem também ganhar dignamente.
Anselmo Fukuciro , Sorriso-Mt -
Enviado em 23/10/2008 às 10:37:47
Os "grandes nomes do jornalismo" das várias emissoras de televisão envolvidas, se esqueceram de perguntar aos "especialistas de crise independentes", do tipo perito Molina, qual é a conseqüência na mente do [ ], das informações que chegavam pela TV sobre o meio externo e sobre as estratégias da polícia. As câmeras avisaram ao sequestrador que a polícia estava preparando a porta para ser aberta; da mesma forma que deram espaço para um cara bonzinho, que pagava as contas em dia. Ora, francamente...
Edimara Fagundes , Lucas do Rio Verde-Mt - jronalista
Enviado em 23/10/2008 às 09:56:02
Perfeita colocação. Ando com vergonha de dizer que sou jornalista. E depois disso tudo ainda se discute se precisa regulamentar a profissão. Se qualquer um pode ser jornalista, então que se aguente as conseqüências. Muito nojo disso tudo!!
luiz reis , vitoria-ES - bancario
Enviado em 23/10/2008 às 09:33:14
Volto a dizer: o que se avalia não é quem matou. Óbvio que foi o sequestrador, mas, pensando no futuro, em situações semelhantes, é que devemos fazer a análise e verificar, sem direcionamentos político-partidários, que houve uma série de erros criminosos, diferente do crime do sequestrador... é difícil assim entender isso? Mídia, Governo do estado, PM... ah, nenhum deles errou? Nenhum deles colaborou para que o desfecho fosse esse? E podem colocar aí, claro num grau menor (pela ignorância) a família da menina, que apóia um namoro entre um sujeito de 19 anos e uma menina de 12, idade que tinham quando começaram o relacionamento. Aos pais dela (e nem dele) não cabe culpa nesse momento, o sofrimento já os está martirizando o suficiente para se levantar mais um iceberg em suas vidas... finalmente, é essa PM que o fascista Reinaldo Azevedo defende ser a melhor do país, opinião que apresenta com dados sobre quantidade de prisões no governo Serra. Faltou dizer que agora tem mais um preso: o sequestrador, só que a vítima está morta.
Shaianna Araújo , Teresina-PI - Estudante de Comunicação Social - Jornalismo
Enviado em 23/10/2008 às 02:52:18
Ué? Já começou a novela? Eu nem percebi... Ou será o reality show?
Pedro Pereira Pereira , Palmas-TO - flanelinha
Enviado em 23/10/2008 às 01:26:26
¨O seqüestrador vai passar alguns anos numa penitenciária, apanhar bastante, possivelmente ser estuprado e ser devolvido para a sociedade inutilizado¨ Há duvidas caro articulista, talvez volte como protagonista de um filme!!! Imagino o título (trocadilho) Ele e a Eloá, e a propria mídia que matou a moça o redima das falsas acusaçoes. Tem gente que pensa que tem gente que não pensa!!!!!!!!!!!!!
Leygue Jann Lima , Picos-PI - Jornalista
Enviado em 23/10/2008 às 00:35:52
Ridículo ver jornalista forjando hipóteses, situações, incrementando os fatos , numa narrativa que dá asas a imaginação. Isso não é jornalismo! Vi na maioria dos canais se querer achar um "culpado" , como se fosse um folhetim do século XVIII, onde os romances eram impregnados de amor, ódio, e vigança- e se tinha"os mocinhos e os bandidos". A cobertura de tragédias no Brasil está se tornando um espetáculo do pão e circo!
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 22/10/2008 às 22:56:45
Ilana, acho que você pegou bem o tom da situação, ams sou obrigado a discordar num ponto. O que é mais dramá´tico nesse mundo que um homem adulto ameaçar a vida de 2 menores de idade com uma arma de fogo e mantê-las em cativeiro por horas-dias a fio? Súo uma tragédia coletiva pode ter mais comoção que isto. O que as pessoas tem que entender é que uma vez que um sujeito armado diz que vai matar, é melhor acreditar. O fato de não ter antecedentes criminais é irrisório, afinal ele disse que ia matar caso ela não reatasse o enlace. Isto já é suficiente para isolar a área, cortar água e luz, chamar 12 atiradores de elite e mostrar ao pistoleiro que seus atos terão consequências graves para sua integridade física. Numa democracia, num regime de direito, o monopólio da violência é do estado. É a única coisa que não pode ser privatizada, o monopólio da violência, exercido dentro da lei, mas sem tibieza. Se isso não ocorre, se instala o caos. O estado brasileiro é fraco para impor suas sanções, e voraz para arrecadar, explicando o clima de impunidade evidente em todas grandes cidades. Querer explicar os motivos que o levaram a tal ato, querer desculpar os erros que cometeu, é coisa para historiadores que podem começar seu trabalho DEPOIS que a menina estiver salva e o rei do gueto preso.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 22/10/2008 às 22:46:21
A televisão, porém, essa incentivou – e provocou – o assassinato. FF - como que o articulista não disse o que disse? Minha esperança é um artigo do Alberto Dines para tirar o site da lama.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 22/10/2008 às 20:15:25
1--"Se a polícia brasileira não fosse sucateada, se os policiais tivessem melhor salário e melhor treinamento o desfecho teria sido o mesmo?": pois eh, mas e se o governador nao tivesse cortado 32 por cento do orcamento anual da policia o desfecho teria sido o mesmo? 2--"Ora, quem matou foi quem deu o tiro na cabeça da [ ]. Chega de lucubrações intelectualóides! (...)Para quem não conhece, vai aí o link": que tipo de media voce esta pensando que o OI eh, Casa E Cozinha Da Sogra?
Ilana Ramos , Fortaleza-CE - Estudante - Jornalismo
Enviado em 22/10/2008 às 18:59:44
Sou obrigada a discordar. A mídia, sim, teve influência sobre o caso, mas o que não tem? Se o negociador fosse preparado para lidar com isso, o desfecho teria sido o mesmo? Se a polícia brasileira não fosse sucateada, se os policiais tivessem melhor salário e melhor treinamento o desfecho teria sido o mesmo? Hipocrisia culpar a mídia. Ela não fez mais do que a obrigação dela de informar o fato. Tudo bem que tem aquele lance de dramatizar a situação mais do que ela merecia, mas isso não foi - absolutamente - o que provocou o desfecho da situação. O garoto estava nervoso, a polícia estava cansada. Não fechem os olhos para os problemas sociais reais como a falta de preparo da polícia para culpar a mídia. Muito fácil.
Alexandre Motta , Belo Horizonte-MG - freegan
Enviado em 22/10/2008 às 18:59:30
Ora, quem matou foi quem deu o tiro na cabeça da [ ]. Chega de lucubrações intelectualóides! Esse negócio de uns dizerem que foi o Serra que matou, outros que foi o Lula, a mídia, a hipocrisia da classe média(...) tá parecendo aquele texto intitulado por que o frango que atravessou a rua , que circula na internet. Para quem não conhece, vai aí o link http://www.osvigaristas.com.br/textos/inutilidades/por-que-o-frango-atravessou-a-rua-43.html
luiz reis , vitoria-ES - bancario
Enviado em 22/10/2008 às 14:36:08
Santa Ignorância... o articulista não disse que a imprensa matou a menina, mas faz uma avaliação dos motivos e do que condicionol o bandido... tão difícil assim de entender????? Alguém duvida de que se esse caso tivesse acontecido num local isolado, sem a presença da mídia teria desfecho diferente? TUDO indica que sim, então, por favor, quem matou foi o bandido, mas um dos principais motivos dele não ter se entregado foi a sensação de poder criada pela mídia. E a PM também não o matou quando teve oportunidades por conta de acreditar (absurdo compreensivel) que a mídia a condenaria. MÍDIA de novo!!!!
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 22/10/2008 às 12:45:53
A maioria dos brasileiros age como se estivesse acometido da Sindrome de Estocolmo. Não tem coragem de acusar o autor do crime, acha uma montanha de atenuantes, por simpatia. Brasileiro acha que bandido é vítima da sociedade, é "levado"ao crime, o coitadinho.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 22/10/2008 às 11:47:05
Quem matou foi o ex-namorado. Certas emissoras exploraram com sensacionalismo todo o caso; e fazem isto porque grande parte da população gosta e assiste estes "espetáculos". Houve falha em algumas ações da Polícia, mas não vamos distorcer os fatos: o criminoso é o ex-namorado.
Valdemar  Papiol , Viseu-IN - Professor
Enviado em 22/10/2008 às 11:34:45
A pergunta deveria ser "Como se esta matando as Eloás no Brasil?" Esses fatos comprovam o que já esta revelado: Estamos em país, sem governo, sem lei, sem policia e sem imprensa.
Juliana  Beatriz , Curitiba-PR - Jornalista
Enviado em 22/10/2008 às 11:03:24
Sinceramente, acredito que a população não goste desse tipo de notícias, o que acontece é que somos direcionados a apenas ter esse tipo de informação. E principalmente, a não pararmos para analisar o nível de cobertura jornalística sobre os acontecimentos diários! Acredito que de tanto sermos bombardeanos com esses acontecimentos e, principalmente, pela cobertura jornalística mal feita acabamos acatando tal opinião como boa, única e correta. O resultado disso é sermos marionetes desses "profissionais da comunicação". Como alguém citou porque não dar os nomes desses jornalistas que fizeram com que essa situação fugisse do controle? Outra coisa, comentaram de um jornalismo democrático. Esse termo poderia ser realmente colocado em prática se discussões como essa fossem pautadas em horário nobre!
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 22/10/2008 às 09:23:06
Felipe Faria, indiretamente estou culpando o capitalismo fétido que ora estamos vivenciando. O Jardim Santo André é uma área esquecida pelo poder público (prefeito do PT). Falta de tudo naquele local, água, esgoto, energia elétrica entre outras necessidades básicas para o povo pobre. Os traficantes de drogas são os donos do local, fazem o que bem entende, vendem drogas abertamente, matam, ou seja, impõe o terror no Jardim sem LEI.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 22/10/2008 às 00:22:49
Renato Gianuca, realmente você quase me convence que a liberdade de imprensa não vale a pena. Talvez você preferisse a imprensa da URSS dos anos 50, onde toda a realidade dos fatos não era trazida ao conhecimento do público. Cadê o Alberto Dines? socorro!
Marcelo Quintão , Sao paulo-SP - professor
Enviado em 21/10/2008 às 23:52:29
Por que voces não dão o nome desses "jornalista" irresponsaveis? Como a Sonia Abraão, por exemplo, que alterou o rumo dos acontecimentos e deveria responder criminalmente pelo que fez.
Luciano J G Souza , SBCampo-SP - Eletricitário
Enviado em 21/10/2008 às 20:03:36
Alto lá!!! Eu não matei ninguém!!! Este esgoto jornalístico cotidiano não entra na minha casa! Não fui repórter que ligou pra sequestrador nem fui vender água mineral para os curiosos no local do evento! Nem diretor de TV eu sou que em nome da audiência dei cobertura excessiva ao caso! Por mais que eu possa ser omisso, me deixe fora disso, porque não dei carne podre pro urubu comer; porém procuro tentar fazer minha parte a cada ataque de histeria contra quem sintoniza suas TVs na Record, Globo, RedeTV e outras desgraças!!!
Renato  Gianuca , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 19:14:26
Este artigo de Nelson Hoineff me leva a um passado não muito distante, em termos comparativos Brasil-EUA . O cineasta Billy Wilder dirigiu, nos anos 50 do passado século, um filme que , por aqui, se intitulou "A Montanha dos Sete Abutres" (The Big Carnival, no original em inglês). Na obra, Wilder desfere uma das mais violentas críticas já vistas à falta de ética por parte da mídia dos Estados Unidos. O personagem do ator Kirk Douglas vive um repórter que manipula um incidente na mina dos Sete Abutres, para poder enviar matérias exclusivas, pelo teletipo, para os grandes jornais e agências de notícias do Leste dos EUA. E a vítima do desabamento da mina termina morrendo. Enquanto a ação se desenrola, vemos "um grande carnaval" tomar conta dos arredores da mina e da pequena cidade interiorana: vendedores ambulantes, turistas ávidos por "aquela" foto do desastre, donos de hotéis em busca de lucros fáceis. Não apenas o repórter norte-americano "lucra" com o incidente. Há, em torno dele, todo um cenário de ganância e cupidez. Seria um retrato amargo, mas verídico, de uma sociedade doente. Como a atual crise do chamado "capitalismo virtual" está a comprovar. Lá, como cá, passados tantos anos da obra-prima de Billy Wilder, as coisas parecem ter degenerado, tanto na sociedade como na própria mídia que busca refleti-la. Renato Gianuca, Jornalista, Porto Alegre (RS).
Roberto Silva , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 21/10/2008 às 19:02:28
Nenhuma surpresa por parte dos comentários. Façamos o seguinte: prendamos toda a mídia malvada (só a malvada hein?) e deixemos os bandidos coitadinhos à vontade para exercer seu legítimo direito à delinqüência. Direito logicamente derivado da injustiça social, gerado pelo capitalismo malvado tambem representado pela mídia sedenta de lucros e ganhos indecentes obtidos às custas da miséria do povo. Falando sério: daqui a pouco este tal Lindemberg vai ganhar uma estátua em praça pública por expor a "maldade da mídia". Minha opinião? Mais diversidade de imprensa na veia! Se a opinião pública é realmente este lixo que temos (dada a audiência obtida com estas desgraças), ofereça-se então melhores alternativas à [ ]. Mas sem minha grana, por favor. Quero ter alternativas quando uso o controle remoto ou compro um periódico qualquer.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 21/10/2008 às 18:50:39
esqueceu de botar a culpa no capitalismo, Marco Antonio.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 21/10/2008 às 18:48:12
Felipe Faria, isso não liberdade de imprensa, mas libertinagem, pois o objetivo era ganhar pontos no IBOPE e, conseqüentemente aumentar os lucros das emissoras envolvidas. Jornalismo é sinônimo de responsabilidade onde esta em risco a vida de seres humanos. Garanto se fosse um burguês essas emissoras de TV não fariam o espetáculo que foi levado ao ar. Não seja ingênuo acreditando que isso que foi mostrado chamasse liberdade de imprensa, ledo engano, isso é pura sujeira jornalística.
Joilson da Silva , rio de janeiro-RJ - reporter
Enviado em 21/10/2008 às 18:48:08
A função do repórter é reportar. Assiste quem quer.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 21/10/2008 às 18:31:30
Quem matou a jovem fomos nós, ou seja, os ativos, os passivos, os omissos entre outros grupos que num caldo de cultura como esse vislumbrava tirar proveito. Saliento, transformando a miséria humana em altos lucros não se importando se a família da vítima esta sofrendo ou não.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 21/10/2008 às 18:31:12
Mas seremos nós apenas crianças nas mãos de malvados repórteres e barões da mídia....ora vamos lá, acabemos com o choro. Querem censurar a imprensa em vez de punir criminosos, se a imprensa atrapalhou a culpa é da policia que não sabe fazer isolamento de área. è policia do PT, do PSDB, do PFL (DEM), o que seja, a imprensa tem obrigação de procurar informações. A isto se chama liberdade de imprensa, a nada mais. Parece sim que entre vocês a liberdade de imprensa não está na moda.
Renata Carvalho , Ribeirão Preto-SP - jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 18:30:52
Parabéns ao jornalista responsável por este texto. Um primor! Essa é a tradução mais clara, na minha opinião, do que é parte da imprensa (se não a maioria). Infelizmente convivemos com isso.
Claudinei Aparecido , Rio Claro-SP - Tec. Informática
Enviado em 21/10/2008 às 17:49:45
A tragédia transmitida em tempo real, como se fosse um filme, Uma espécie de Truman Show misturado com SWAT. Juro por Deus, estou me sentindo como se fosse um daqueles telespectadores no filme, pois até já ligava a TV de manhã e tomava meu café vendo o desenrolar do espetáculo.Comemorei quando a refém foi solta pela primeira vez, acompahei aentrega da comida pela corda de lençóis e fiquei triste no final com o desfecho.Um excelente filme, com ação, romance, suspense e morte.Agora a saga continua com a investigação, a la seriado CSI.Parabéns para as emissoras de TV.
Paulo Rodrigues , Guaíra-SP - Jornalista (diplomado)
Enviado em 21/10/2008 às 17:11:53
Os gananciosos donos da mídia inescrupulosa que promove o espetáculo com a desgraça alheia. Só vêem a audiência. Os grandes donos das emissoras sensacionalista e seus jovens repórteres estagiários em busca da fama, [ ]. Eloá em vida foi vítima de Linderberg, seu ex-namorada, morta é vítima dos asquerosos donos da informação e seus pelegos submissos. Muito sujo. Me enojo em ouvir que estes [ ] que fazem este papel se dizem jornalista. Depois dizem que diploma não vale nada. O meu vale. Ou será que o que vale é vergonha na cara?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 21/10/2008 às 16:18:58
"Pior do que fazer o sujeito apertar o gatilho contra a namorada, foi a maior parte da imprensa querer jogar a culpa em cima da Polícia": quem deu a ordem que permitiu que Nayara voltasse ao apartamento? Nao se esta discutindo a culpa da policia por puxar gatilho algum. O assunto eh outro.
Alvaro  Vallim , Palmas-TO - Jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 16:08:09
Pior do que fazer o sujeito apertar o gatilho contra a namorada, foi a maior parte da imprensa querer jogar a culpa em cima da Polícia. A falta de ética dos veículos me assusta. Como foi citado aqui o caso Isabella Nardoni, apesar de tudo, também vi um exagero na mídia ao tratar o assunto. E assim, muitos outros casos, norteados pelo interesse Comercial ou pelo interesse político, o direcionamento da pauta neste ou naquele sentido é visível. Ética? è de comer ou de passar no cabelo? perguntariam "eles".
Elizabeth Viana , Rio de Janeiro-RJ - Funcionária Pública
Enviado em 21/10/2008 às 15:21:42

Até enfim o Observatório está fazendo o que deve fazer: critica ao jornalismo e ao psedo-jornalisto.

Nota do OI: Consulte a página Edições Anteriores

Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 21/10/2008 às 14:23:48
Oh, mas perco sim, Alexandre, como todo prazer. Eu quero ter o prazer que Eduardo Guimaraes teve hoje. Eu quero esfregar na cara de todas as pessoas que politizaram todos os assuntos brasileiros as proprias palavras deles. Eu quero saber porque as palavras magicas "Serra" e "tucanos" nao aparecem na cobertura da guerra de policias e nem da morte de Eloa. Farei o com todo prazer. Acabei de postar no Eduardo e repito aqui: a sintaxe de procura no google eh essa: >>site:nomedosite coisa<<. Pra procurar todas as vezes que napoleao bonaparte foi mencionado no oi, entao, entre >>site:observatorio.ultimosegundo.ig.com.br napoleao bonaparte<< Eu quero uma explicacao da media brasileira, mais precisamente dos espioes, a respeito do porque procurar >eloa serra< no google me da 29 mil resultados (a maior parte acidentais) quando >acidente da tam lula< me traz 358 mil resultados. OS PAULISTAS fizeram isso. ESTAMOS DE SACO CHEIO. Eu quero explicacoes. Exijo explicacoes da media brasileira.
Fausto José de Macedo de Macedo , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 14:18:39
Minha preocupaçao é com a Justiça. Ainda não sabemos os efeitos do caso Isabela sobre o Judiciário e este está apenas começando em termos de inquerito. Gostaria apenas de sugerir uma entrevista com um jurista de renome sobre os efeitos perniciosos de tais coberturas sobre os Tribunais.
elisa silva , são paulo-SP - analista de sistemas
Enviado em 21/10/2008 às 13:59:25
A imprensa que foi co-autora do assassinato de Eloá também é responsável por um grande número de pessoas em tratamento por depressão e síndrome do pânico. Crianças e adultos. Conheço uma dúzia de pessoas (velhinhas, aposentados, adultos, crianças) que ficaram traumatizados, profundamente tristes, amedrontados, com o que viram pela TV. Um colega meu foi aconselhado pelo psiquiatra a não assistir mais noticiários, depois de ter sofrido profundamente com a Sindrome do Pânico. Sinto muito jornalistas, mas os noticiários já se tornaram contra-indicação para algumas doenças. Mas, apesar da similariedade na cobertura exaustiva e sensacionalista, vejo uma fundamental e preocupante diferença entre os casos Torres Gêmeas e Isabella Nardoni e o caso de Santo André. Nos dois primeiros casos eram noticiados e escarafunchados fatos com desfechos já definidos, mas no caso de SANTO ANDRÉ FOI UMA GRANDE IRRESPONSABILIDADE E FALTA DE ÉTICA fazer a cobertura e analises com os fatos ainda em andamento. Creio que a imprensa deve ser passível de julgamento e punição, assim como policiais e médicos, em casos em que seu trabalho contribui claramente para o desfecho trágico. Assim como no caso de médicos, políticos, policiais, e tantas outras categorias, a desobediência a um código de ética também deve ser punida, com expulsão da classe e também processos civis.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 21/10/2008 às 13:43:30
Ivan Moraes, não perca tempo. O estudante quer platéia. Que se venham debater de forma civilizada, não com palavras chulas e de desmerecimento do debatedor.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 21/10/2008 às 12:56:58
"quem apertou o gatilho é o responsável pela morte, o assassino é conhecido": no caso so dossier, suas palavras: "se quer matar o mensageiro em vez de punir o criminoso. Imprensa serve para fazer oposição aos poderosos, há muito tempo reperesentados pelo PT e Lula"; bolsa familia: "Os beneficiados com bolsas tambem não estão cansados, noventa reais de lambuja não faz mal a ninguém, ou faz? Não era o Luiz Gonzaga que reclamava de esmola para os atingidos pela seca?"; Tam: "Se não foi sabotagem, que diabos ocorreu no cindacta que parou Manaus? Dez meses após o acidente da Gol, o que foi feito de prático até agora? Nada. Lula vai perder a popularidade dele com este acidente? Nunca. Logo nada deverá ser feito. Enquanto o Ibope está favorável, a inação governamental persistirá"; Gol: "a responsabilidade da separação em vôos por instrumentos é do controlador. Querem crucificar os americanos apenas por serem gringos"; apagao aereo: "governistas em geral não estão a fim de conhecer a verdade". Nao da pra simultaneamente querer estar do lado do "assassino" em alguns casos e do lado da "vitima" em outros. Da pra decidir? Ou pelo menos explicitar o criterio da sua tomada de lado? Tanta inacao do governo assim la atraz e hoje quando devido aa incompetencia tucana da qual o Brasil ja esta de saco cheio, duas garotas levam tiros na boca e uma esta morta em consequencia?
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 21/10/2008 às 12:06:36
Permitam-me discordar, quem apertou o gatilho é o responsável pela morte, o assassino é conhecido. Ele poderia ter se rendido antes de atirar. O resto é papo furado vitimista para boi dormir. Vão catar coquinho.
Ângelo  Azevedo Queiroz , brasilia-DF - funcionário público
Enviado em 21/10/2008 às 12:03:38
O articulista toca a corneta da insanidade. Quem matou foi o homemque conseguiu a arma (coisa difícil para gente honesta) comprou farta munição, invadiu uma casa, encarcerou adolescentes, espancou, aterrorizou e, depois, puxou o gatilho. Sim, meus caros, há milhões de namorados tomando um pé na bunda neste momento pelo planeta afora. Quantos saem por aí de revolver na mão? O protagonista não foi a imprensa. Mas pouco importa, para o fundamentalismo ideológico ela já está no banco dos réus.
Jose Leitão Neto , Fortaleza-CE - Aposentado
Enviado em 21/10/2008 às 11:39:48
Marco Antonio, vc tirou as palavras da minha boca, concordo com os dois comentários seus. Eu não assisto TV há quase um ano, gosto de uma saidinha, papear com os amigos e me informo pela internet, e fui bombardeado com esse circo de horrores em todo canto que chegava, quando eu comentava ou reclamava o rapaz do bar sempre dizia "É melhor que a novela", veja só que analogia, é muito triste essa banalização de uma tragédia provocada e alimentada pela mídia.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 21/10/2008 às 11:14:04
"Quem matou Eloá?": ok, mas falar em participacao da media na culpa agora nao modifica o fato que ela adora sua participacao na culpa pela morte de Eloa. Aqui esta o google noticias: http://news.google.com/news?ned=pt-BR_br... Da uma olhada. Num pais normal um monte de pessoas ja teriam sido afastados de seus cargos... nadinha. Absolutamente nem uma pessoa na imprensa questiona QUEM deu a ordem de invasao, nem porque esperou 4 dias, nem a logistica das acoes da policia militar, que de logica nao tinha nada. Porque? Tudo da a impressao que a pm ta cheia de incompetentes sem ideia do que estao fazendo la, mas a media simplesmente esta abafando tudo. Porque nao ha uma unica media brasileira questionando o obvio, a falta de logica e a ilegalidade da "acao" principal, o retorno da menina ao sequestrador? A resposta eh: porque Serra elogiou as acoes da PM, e nao se pode questionar lo. A esse ponto queria mesmo eh ter certeza que a sobrevivente nao esta sendo manipulada por gente no poder. Ela precisa dar seu depoimento o mais rapido possivel, antes de ser manipulada. Por exemplo, quem ja tentou questionar la, e foi perto ou longe dos pais e advogados? EH OBVIO E EVIDENTE que esse eh o ponto fraco. Eh a garota sim. Quem esta tomando conta dela no hospital?
Melchíades A. Prado , BH-MG -
Enviado em 21/10/2008 às 11:07:34
Parabens Nelson. Você disse exatamente o que aconteceu, acontece e acontecerá novamente. É o recorrente direiro de informação que estes urubus se utilizam para fugir das responsabilidades, da ética, da educação, do respeito e piedade pelo próximo.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 21/10/2008 às 10:05:16
Caro Cacalo, a população não tem culpa se a TV brasileira é de baixo nível. Infelizmente, pela condição social de nossa gente, o pobre não tem outra opção, há não ser assistir uma programação de quinto mundo. Tenha certeza de uma coisa, se o brasileiro tivesse dinheiro ele não trocaria um jantar num bom restaurante, uma peça de teatro de bom nível cultural, ler bons livros entre outros lazeres de qualidade por um lixo como é a nossa TV. Abraços...
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 21/10/2008 às 09:59:26
Quem matou a jovem seqüestrada pelo [ ] do ex-namorado foi a IMPRENSA. Imprensa que fez de uma tragédia anunciada um espetáculo televisivo com o intuito de faturar alguns milhões em cima da desgraça alheia. Infelizmente, "democracia" para essa imprensa suja é fazer o que bem entende, ou seja, fazer apologia da prostituição, enaltecer a pederastia, mostrar os glúteos de jovens vazias do ponto de vista cultural, incentivar músicas de duplo sentido, fazer de um seqüestro um espetáculo de teatro de quinta categoria. Temos também nesse teatro a participação de coadjuvantes da polícia do Serra que provou através da incompetência porque ganha um salário ridículo. Nessa história macabra não poderia faltar à participação ativa do sórdido marginal que mata a mocinha no epilogo da peça!
cacalo  kfouri , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 09:55:56
apoiado em número, gênero e grau. só acresecento um detalhe: a população gosta disso, se não desse audiência a tv não faria o que fez (e que fará de novo)..
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