ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 509 - 9/2/2010
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IMPRENSA MINEIRA
Estado de Minas e a vitória de Pirro

Por Fernando Massote em 29/10/2008

O jornal Estado de Minas apareceu, nas eleições municipais de Belo Horizonte, como o antigo aríete das guerras antigas: um enorme soquete hiper-protegido, "blindado", a ser utilizado para derrubar, a ferro e fogo, a resistência da frente inimiga. Este soquete adaptado às atuais circunstâncias políticas foi lançado, de cheio, sem nenhum pejo ou cautela ética, contra os adversários do esquemão dos dois palácios: o da Liberdade, estadual, e o da prefeitura.

O jornal agiu na esteira de uma trama urdida nos moldes daquela que armou e desenvolveu o golpe de abril de l964. Com o acompanhamento da CIA, os articuladores do golpe de então criaram as siglas famigeradas do Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), articulados, entre outros, pelo general Golbery do Couto e Silva. Elas agiram orientadas por um modelo de mobilização tirado no arsenal da CIA depois de testado nos grandes golpes de que a espionagem norte-americana participou no pós-guerra.

A campanha do golpe mobilizou figuras do mundo econômico, político, cultural, militar e religioso. O seu modelo era o da guerra santa, antagonizando, de um lado, Deus e do outro, o Diabo. A célebre "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" foi um dos seus produtos mais acabados e visou enquadrar as forças antigolpistas como inimigas das tradições populares e nacionais, identificadas com as concepções, as crenças e entidades da história do cristianismo. Os defensores da legalidade eram assimilados, além do mais, aos comunistas que haviam sacrificado, segundo eles, em países como a União Soviética, a Família, Deus e a Liberdade. O círculo, então, se fechou. Todos que não estivessem com os golpistas estavam com os comunistas. O esquema maniqueísta modelar de qualquer campanha direitista estava, assim, pronto: "Nós, os bons, contra eles, os maus".

"Decisão madura"

Um esquemão semelhante foi usado agora, em Belo Horizonte, para eleger Marcio Lacerda, candidato da "aliança PT-PSDB". Os interesses econômicos, políticos, de setores culturais, religiosos e outros foram intensamente acionados por uma programação orgânica que, numa de suas pontas, quis neutralizar o peso das críticas ao mensalão sobre a classe média; e, na outra, colocá-la contra Leonardo Quintão, apresentado-o como o candidato do atraso, da perseguição religiosa em Ipatinga, do populismo e da corrupção.

O jogo consistia em apresentar a "aliança" do governador Aécio Neves e o prefeito Fernando Pimentel – que patrocina Lacerda – como cosmopolita, moderna e até de "esquerda", e Leonardo Quintão como uma liderança paroquial e atrasada, além de "direitista".

A experiência do PT em disputa histórica pelo controle político da cidade de Ipatinga, apresentada com as cores do maniqueísmo, foi jogada na internet e invadiu as caixas eletrônicas com milhares de e-mails. A controversa figura do ex-governador Newton Cardoso, apresentada como retaguarda do candidato Quintão, foi rememorada no estilo goebbelsiano de propaganda: por todos os lados e a todo instante.

É este um quadro referencial para ler a atuação do jornal Estado de Minas na liderança na campanha eleitoral de Belo Horizonte em 2008. As aparências não contam mais para o jornal seus articulistas. Virou coisa démodée. O que conta mesmo, a qualquer preço, é o poder. O Estado de Minas fez a defesa do candidato Marcio Lacerda de forma desabrida, escancarada, sem limites. Os sentimentos traduzidos pelas manchetes e textos que anunciam da vitória de Lacerda na edição de segunda-feira (27/10) são de êxtase. Ele ocupa duas linhas inteiras da primeira página do jornal, com caracteres em caixa alta: VITORIA DA ALIANÇA! O anúncio é apresentado como desforra sobre os adversários.

É este, aliás, todo o conteúdo dos artigos internos e da coluna "Em Dia com a Política", usada para plantar notícias do interesse do jornal e dos grupos econômicos e políticos que ele sustenta. Tudo que o jornal escreve, sobre política, é marcado pela parcialidade. Na coluna citada, a reviravolta de parte do eleitorado, que no primeiro turno delineou uma curva ascendente em favor candidato Quintão e no segundo turno acabou dando a vitória a Lacerda, é apresentada, segundo o articulista, como um passo calculado do eleitorado para pensar melhor, ganhar tempo e dar a vitória a Lacerda: "O eleitor deu show porque pensou, ganhou mais tempo para pensar e tomou uma decisão madura, de acordo com sua convicção". Foi então, conclui, que "Leonardo Quintão acabou experimentando do próprio veneno. Belo Horizonte não precisava e não merecia isto" – ou seja, a vitória de Quintão…

Vontade expressa

Um dos fatores que explicam a vitória do candidato Lacerda, confessa o articulista (em contradição com a versão anterior da "reflexão" do eleitor), foi o peso de natureza político-administrativo da "aliança" sobre o eleitorado. A eleição do candidato dos dois palácios foi apresentada, de fato, insistentemente, na campanha, como condição para a continuação das obras em andamento. Este foi um dos leitmotiv do terrorismo oficial sobre o eleitorado de baixa renda e se constituiu mesmo num dos eixos principais da campanha de Lacerda. O outro foi a pressão ética sobre a classe média e o eleitorado em geral, que levou à abstenção, ao voto nulo e branco de tantos que, de outra forma, como no final do primeiro turno, votariam em Leonardo Quintão podendo dar-lhe, numa curva ascendente, até a vitória no segundo turno.

Na opinião de muitos, no entanto, o que a "aliança" mais conseguiu, com a sua pressão política e moral sobre o eleitorado, não foi convencê-lo a votar em Lacerda, mas levar boa parte do eleitorado (o número dos votos brancos, nulos e a abstenção somaram quase 25%) a não votar em Quintão. Além do mais, são muitos, hoje, os que questionam a legalidade e a legitimidade dos vencedores. Veremos como isso vai pesar no pós-eleições.

Estas duas pontas da pressão exercida sobre o eleitorado levaram a um voto inseguro, pressionado e de fato, precário. Esse voto não satisfaz a vontade expressa pelo próprio Lacerda, de desenvolver um papel que o prefeito de Belo Horizonte tem que ter, ou seja, o de se constituir numa liderança forte e capaz de articular e mobilizar, na Grande BH e fora dela, as forças e os recursos políticos e materiais que a solução dos seus problemas ou o seu desenvolvimento exigem.

Comentários (54)
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Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 3/11/2008 às 19:35:52
"Massote, o apoiador, ainda vê margens para questionar a legitimidade do pleito. Típico de quem não tem mais argumentos, projetos ou propostas": finalmente alguem com argumentos pra apresentar! Ja tava desistindo. Voce se importa muito se eu pedir seu argumento pra dizer que o texto eh "confuso" e o significado de "historia pelas metades", que alguem aqui achou o texto "extraordinario", e tambem seu argumento pra afirmar que, baseado em entrevista COM O AUTOR voce chegou aa conclusao que ele eh so um "raivoso" com o resultado das eleicoes? Argumentos nao te faltam, faltam? Mas estamos falando em MG, naturalmente: se os argumentos faltarem corra pra um juiz mineiro que eles ajudam rapidinho.
Vinicius Ruiz , Belo Horizonte-MG - Estudante de comunicação
Enviado em 3/11/2008 às 17:35:48
Aos críticos do professor Massote: ele apoiou o Leonardo Quintão sim e não escondeu isso de ninguém. A questão colocada por ele aqui se refere a atuação do Estado de Minas neste segundo turno. Todos os dias os jornais dava alguma denúncia contra o peemedebista, em geral suspeitas, mas que rendiam manchetes oportunas para serem exibidas pelo seu adversario. "Quintão usa mesmo esquema de Maluf e Pitta" falava sobre um suposto envio de remessas para o exterior. Pergunto: por que a vida dos candidatos não foi esmiuçada antes? A resposta é simples, o jornal foi colocado a serviço da candidatura de situação, desesperada em vencer as eleições. Tudo bem, O Tempo também fez algo semelhante, mas é um jornal pequeno se comparado ao bairrista Estado de Minas.
Januário Pereira , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 3/11/2008 às 16:22:43
Discordo daqueles que conseguiram enxergar no texto do Massote alguma análise extraordinária ou coisa do gênero. O texto é confuso, uma história pelas metades, a versão dos derrotados. Comparando o texto do Massote com as entrevistas do candidato Leonardo Quintão pós-eleições, principalmente a que ele deu ao jornal O Tempo, a minha conclusão é de que o autor do texto ai acima ficou mais entristecido e raivoso do que o próprio candidato dele, com o resultado das eleições. Enquanto Quintão já se coloca como pré-candidato ao governo do Estado, Massote, o apoiador, ainda vê margens para questionar a legitimidade do pleito. Típico de quem não tem mais argumentos, projetos ou propostas novos a oferecer aos leitores. Tempo perdido. E até mais............
José de Souza  Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 3/11/2008 às 11:22:18
É verdade, Ivan. Entendi mal. Mas meu equívoco deu azo (acho que é a primeira vez, uma pena, que uso essa palavra tão simpática, na minha vida) a esclarecimentos valiosos para o debate em pauta. Presumo, também, que seus comentários serão bem-vindos no blog do professor Massote. Ele me disse que os aprecia. Talvez aquele não publicado não tenha chegado ou não foi percebido (intelectuais de mais de 60 anos são geralmente distraídos). Abraços.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 2/11/2008 às 23:26:23
"pergunta teve má repercussão na diretoria do jornal e, em represália, o artigo da sexta-feira, intitulado “O brilho de Brizola”, foi vetado, e o autor informado depois que estava "demitido"": tenho certeza que o texto eh verdade. A maior characteristica neocon eh a cricrificacao de tudo -vide o judiciario mineiro no [ ] de quem eh "opositor". Nao, nao pode fazer pergunta que nao pode, mas primeiro verifique com eles e com a Opus Dei, porque se nao pode fazer pergunta que nao pode e voce faz eles te demitem fora do focus de atencao, e nao de maneira mais "publica" como o caso de Massote. Mas voce me entendeu mal: "Conversei há pouco com o professor Massote. Ele confirma que aquela nota foi publicada na coluna citada". Disso eu nao tinha duvida, afirmei que eh mentira que Massote "destila um ódio visceral pelo Estado de Minas e pelo editor de política e colunista do jornal, Baptista Chagas de Almeida" pela simplicissima razao que nao existem textos a respeito na internet, e portanto quem teria acesso a um texto como o que o Thiago nos trouxe, como se o texto tivesse saido do ar, seria alguem cujo trabalho eh fazer assassinato de reputacao [ ]: Thiago Conceicao []. Mas que fique bem claro que a pergunta nao somente nao foi respondida como ficou engasgada na garganta DA DIRETORIA do JORNAL.
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 2/11/2008 às 22:44:15
Caro Ivan Moraes. Conversei há pouco com o professor Massote. Ele confirma que aquela nota foi publicada na coluna citada do EM. Por 23 anos, sem remuneração, ele colaborou eventualmente com o jornal, e nos últimos anos, até a morte de Brizola, em 2004, o EM publicava um artigo dele toda sexta-feira. Massote colaborava também com um semanário chamado “Proposta”, e participou de uma entrevista com o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas. Uma das perguntas que ele fez foi sobre as ações do “Estado de Minas” que pertenciam a Tancredo Neves, se elas haviam ficado para Aécio Neves. Essa pergunta teve má repercussão na diretoria do jornal e, em represália, o artigo da sexta-feira, intitulado “O brilho de Brizola”, foi vetado, e o autor informado depois que estava "demitido". Portanto, quando a nota foi publicada, no dia do lançamento do livro, o jornal tinha Massote como "inimigo da casa". O editor da coluna não havia lido o livro, que reproduziu alguns dos artigos publicados pelo EM. Apesar de seu caráter destrutivo, mais de 150 pessoas compareceram ao lançamento, no Sindicato dos Jornalistas. As duas primeiras edições se esgotaram em dois anos, e a terceira, lançada em agosto passado, foi publicada pela Editora da Universidade Federal de Viçosa, após parecer favorável de dois consultores do Conselho Editorial. A nota apenas confirma: é um jornal provinciano e atrasado.
Janaina Rochido , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 2/11/2008 às 15:47:33
Eu só sei que, na sexta-feira antes do segundo turno, dia 24/10, o Estado de Minas definitivamente "[ ]" do Leonardo Quintão estampando em letras garrafais uma pesquisa e, logo abaixo, falando que ele lavava $$$ no mesmo esquema do Maluf e do Pitta. Ali eles elegeram o Márcio Lacerda. Nunca vi uma prova tão grande de parcialidade de um veículo de comunicação.
janes pretto , canoas-RS - farmácia
Enviado em 2/11/2008 às 14:00:03
Se eu tivesse que votar no rj ou em bh, anularia meu voto pela primeira vez.
Maria Inez Salgado , Belo Horizonte-MG - Professora
Enviado em 2/11/2008 às 11:24:41
Poucos apartes se dão ao trabalho de analisar o conteúdo postado pelo artigo do Fernando Massote. Entre esses destaco os de Maísa Caldeira e de Maria Natália Moreira. Conclusão: alguém falou acima de torcidas,ou disputa sem conteúdo sobre quem apoiou quem na eleição mineira. Meus caros, o que está em questão é maior que isso, é o patrocínio seja lá de quem , sobre como os belorizontinos deveriam escolher seu governante. A força da retórica de Massote àz vezes parece extrapolar os efeitos e figuras de linguagem. Reparem porém o ponto aonde ele quer chegar! Há toda uma urdidura de conceitos e argumentos contra uma certa prática provinciana de se fazer política.
Paulo  Barbosa , Belo Horizonte-MG - Cartunista
Enviado em 2/11/2008 às 11:11:46
Será que ainda há quem defenda este jornaleco que é o Estrago de Minas, como é chamado por aqui? O órgão oficial do governo de Minas tem mais dignidade. Subscrevo as palavras do Massote em relação àquela embromação impressa em papel jornal, embora respeite os profissionais que ali trabalham, muitos dos quais de altíssimo quilate. Não posso deixar de me manifestar aqui, pois colaboro com o Massote há bastante tempo como cartunista e senti na pele também a intimidação que o governador Aécio tentou fazer ao blog dele. Fiquei esperando uma intimação também, que (não sei se comemoro ou se lamento) não veio. O Massote tem a opinião política dele, da qual discordei, no segundo turno. Mas que a imagem da prefeitura de bh saiu muito tisnada destas eleições, isso saiu.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 2/11/2008 às 02:25:38
"professor Massote destila um ódio visceral pelo Estado de Minas e pelo editor de política e colunista do jornal, Baptista Chagas de Almeida": mentira. Nao ha um unico texto na internet com os dois nomes juntos >http://www.google.com/search?q=%22Baptista+Chagas+de+Almeida%22+massote&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:en-US:official&client=firefox-a< exceto acidentalmente: >http://jornalrecomeco.blogspot.com/2008/07/pas-rfo-de-justia.html< Ta me pedindo pra decidir? Voce eh Opus Dei.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 1/11/2008 às 23:21:05
"lamentável de toda essa história foi a judicialização do debate e o processo contra o Professor": pra isso juiz mineiro serve. Sempre serviu. Vide "Injusticados" em pdf: http://www.rsconsultants.com.br/O%20Caso%20Portilho.pdf Falando do assunto, eu perdi uma chance enorme de fazer uma pergunta ha um tempo atraz a respeito de outro juiz em Amapa e me arrependi: alguem pode nos dizer com nove digitos de precisao qual foi o ultimo salario do juiz que permitiu esse processo a ir pra frente? Eh que eu ja passei fome em Brasilia e portanto ja conheco juiz.
Gabriel Morais , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 1/11/2008 às 23:04:22
Ótimo artido do Massote! Não posso deixar de parabenizá-lo pelo ótimo texto. O vejo como uma tradução do cenário deste processo eleitoral pelo qual passamos. Bom, estou triste! Acho que o pior é ver que as pessoas de meu convívio que votaram (muitos deles cegamente) em Márcio Lacerda devem estar pensando agora que sou louco, que votei em um novo Collor, um homem de família totalitarista religiosa e politicamente falando… essas coisas! Eles devem imaginar: “sorte que a maioria não é como ele!” É, realmente… a mídia ganhou as eleições em BH!
Wanderley Alvarenga , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 1/11/2008 às 22:59:35
Muito bom seu comentário, Zé da Silva Brasileiro. Essa turma estão dando muita importância ao Estado de Minas. O pessoal de lá deve estar "se achando". A melhor explicação de BH está na Carta Capital. Eles dizem que o apoio de Newton Cardoso "levou ladeira abaixo a campanha de Quintão". Quintão "apareceu na televisão ao lado de figuras políticas com péssima imagem, como o ex-governador mineiro Newton Cardoso e o ex-governador do Rio de Janeiro Antony Garotinho". Quando o povo ficou sabendo que Niltão estava na parada, o trem desandou. Agora, depois que passou as eleições, ninguém quer mais saber do Niltão. Nem a turma que assinou manifesto. É como dizia minha avó: filho feio não tem pai. Melhor foi o pessoal que fez como o Zé da Silva Brasileiro: voto nulo. Quem votou nulo foi coerente e agora não precisa ficar tentando varrer o Niltão prá baixo do tapete. E, haja tapete, pois o home é danado de grande.
José  Silva , Belo Horizonte-MG - Sociólogo
Enviado em 1/11/2008 às 22:44:37
O professor Massote destila um ódio visceral pelo Estado de Minas e pelo editor de política e colunista do jornal, Baptista Chagas de Almeida. Mas parece que o contrário também é verdadeiro. Veja só que o Baptista publicou, em 2005, quando do lançamento do livro do Massote, em sua coluna diária naquele jornal: “Miopia - Fernando Massote lança hoje A história pela metade, mais um exemplar de sua incansável trajetória de escrever delongas sobre política sem nenhum conteúdo sério e robusto. O livro é mais uma visão rasteira e medíocre da esquerda brasileira e mundial. A história pela metade é uma coletânea de textos publicados em jornais. Coitado do leitor.”
José Silva , Belo Horizonte-MG - Sociólogo
Enviado em 1/11/2008 às 21:26:10
Santo Sacrário, só a Flora pra dar conta desta gente – e com aquele solo de guitarra estridente ao fundo!!! Essa tropa do Newtão, do Quintão, do Quércião... não é mole não.. Querem nos censurar para que possam publicar seus “artigos” e “manifestos” contra a censura livres, leves e soltos sem contestação - é claro, assim fica bem mais fácil.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 1/11/2008 às 18:44:00
"mais, veja só quem está pedindo ao Oi que faça censura de comentários... esses caras não aprendem mesmo. Primeiro querem editar e dirigir o jornal “O Estado de Minas”, agora querem impedir que comentários sejam postados aqui, livremente, como sempre fez o Observatório": Thiago Conceicao. Agora entendi. Voce nao lembra? Quem disse alguma coisa a respeito de impedir comentarios aqui foi o Clerton, em outra pagina. Essa incapacidade de lembrar a fonte de uma coisa que voce leu ha 3 horas atraz antes de usar la contra alguem so porque tem um som tao bom eh [ ] . Sua estrutura mental eh religiosa: evangelico ou Opus Dei?
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte - MG-MG - Bancário
Enviado em 1/11/2008 às 18:43:02
"Se há algum equívoco no artigo é a importância, a meu ver excessiva, que o autor parece dar ao jornal Estado de Minas. O que ele escreveu a respeito desse decadente jornal se aplica a todos os outros jornais mineiros". Correta a interpretação do Sr. José de Souza Castro. E digo mais, as críticas do Professor Massote aplicam-se a toda a imprensa brasileira. Creio, entretanto, que estamos gastando muita vela para pouco defunto. Será que algum dos comentaristas conhece algum eleitor cujo voto tenha sido influenciado pelo decadente "Estado de Minas"?. O interessante é que o outrora grande jornal dos mineiros perfilou-se entre os vitoriosos como se realmente tivesse desempenhado um importante papel e deve estar tendo o seu ego massageado pelas críticas contundentes do Professor Massote.... A verdade é que, nessas eleições, nós mineiros ficamos como cegos num tiroteio. Eu, depois de muito refletir votei no zero zero (nulo)... O lamentável de toda essa história foi a judicialização do debate e o processo contra o Professor que, inclusive ofereceu expressamente no seu blog o espaço para o "direito de resposta", aparentemente não exercitado. Nós, mineiros, precisamos dar o exemplo e conduzir o debate no campo das idéias, sem agressões pessoais e sobretudo sem atravancar o judiciário que já está assoberbado por questões muito mais importantes.
José Silva , Belo Horizonte-MG - Sociólogo
Enviado em 1/11/2008 às 17:52:55
Kkkkkkkk Graças a Deus no Google se acha quase tudo, mas não se acha tudo. Já pensou essa turma do Quintão passando e-mail pra gente o dia inteiro... Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que nos proteja... E mais, veja só quem está pedindo ao Oi que faça censura de comentários... esses caras não aprendem mesmo. Primeiro querem editar e dirigir o jornal “O Estado de Minas”, agora querem impedir que comentários sejam postados aqui, livremente, como sempre fez o Observatório. Que turminha barra pesada é essa minha gente............
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 1/11/2008 às 12:03:49
Jose, estou vendo que eh um grupelho de fanaticos evangelicos, no maximo 3 pessoas, que aparece aqui com as distorcoes logicas. So existe uma maneira de combater autismo, repetindo as mesmas coisas centenas de vezes. Vou dizer em publico quantas vezes for necessario que NEOCONS ESTAO INFILTRADOS NO GOVERNO DE MINAS GERAIS E NA MEDIA DE MINAS GERAIS E VAO ARRAZAR O BRASIL SE ESCAPAREM DE LA. E quantas vezes for necessario vou postar isso aqui e pra todo lado. (alguem sabia que eu nao tolero o Massote porque ele cortou o unico comentario que eu postei no blog dele falando exatamente isso?)
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 1/11/2008 às 09:59:47
Ivan Moraes, é melhor esperar sentado pela resposta. José Silva, Ademar Moraes, Gilberto Leite, Luciano Quirino, Jonas Pires, todos têm em volta de si uma aura fantasmagórica. Vêm do além (ou será que vêm do núcleo de comunicação social criado por Andréia Neves? É mais provável) com nomes apanhados no meio do caminho, para se manifestarem pontualmente, depois somem. Isso ocorreu nesse artigo do professor Massote, lembrado aqui de forma distorcida, ocorreu naqueles artigos meus e do professor sobre a censura contra o Novo Jornal e vai continuar ocorrendo. Não sei se o OI tem algum sistema caça-fantasmas, mas tais sistemas não costumam funcionar bem frente a entes tão fantasmagóricos. Uma busca no Google mostra, em comum, que todos eles são citados uma única vez: exatamente nesses comentários que fizeram aqui, agora, neste artigo do professor Massote. Há algum tempo já, tomei a iniciativa de não debater com fantasmas, pondo minha cara relativamente bem conhecida a tapa, com endereço facilmente localizável, contra alguém que se esconde atrás de pseudônimos. O máximo que faço é denunciá-los aos leitores, como estou fazendo aqui, para que estes decidam por sim mesmos.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 31/10/2008 às 23:27:49
E sabe porque eu estou perguntado, Jose Silva? Porque ta com uma cara enorme que as pessoas que apareceram aqui acusando de censura um artigo anticensura sao opportunistas tomando o nome de um petista em sua propria vantagem quando de fato nao teem permissao do governo de Minas Gerais pra, jamais, "protegerem" qualquer petista que seja de qualquer tipo de ataque que seja. Os links, por favor. Mostre nos o que voce ja teve a dizer a respeito de petistas.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 31/10/2008 às 23:23:28
1-"Chamar o Newtão de "controversa figura" me parece mais um "eufemismo" de cortesia entre aliados": tente um dicionario, Marcio; mas chamar Newtao de "Newtao" eh eufemismo pro que, voce limpa o nariz dele se ele espirrar? 2-"Isso tem um nome: censura": nem aqui nem na China. O texto: "O professor deveria ter-se declarado suspeito para tratar do assunto, como fazem, com muita objetividade e garbo, advogados, juizes e promotores(...)". Chama se declarar CONFLITO DE INTERESSE -uma vez declarado eh DECIDIDO POR OUTRA PESSOA OU GRUPO DE PESSOAS (talvez a palavra "suspeito" tenha sido infeliz, perguntemos pro gilmar mentes pra saber mais). Nao tem nada a ver com censura (exceto pra gilmar mentes que nem declara CONFLITOS DE INTERESSE). Isso tido, mentira sua. Ele nao "questionou o direito do sociólogo Otávio Dulci, da UFMG, de dar entrevista ao Estado de Minas". Ele questionou O JORNAL. Nao adianta ler sentenca sem ler paragrafo e contexto porque so passa batido com evangelico -tivesse voce entendido, nao acusaria um artigo anticensura de censura; o original http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=497JDB004 Finalmente, me mostre com link pelo menos uma defesa que voce ja tenha feito de um petista na sua vida. Ou eu estou suposto a tomar sua palavra e acreditar que voce tem mais defesa petista em voce se a gente te espremer na maquininha de massa de pastel?
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 31/10/2008 às 22:34:37
José Silva, sociólogo? Huuummmm.... Essa turma está ficando pouco criativa em relação a pseudônimos. É possível debater com fantasmas? Ser ou não ser, eis a questão.
Cid  Velloso , Belo Horizonte-MG - médico
Enviado em 31/10/2008 às 20:21:22
Massote: Análise correta em relação ao deplorável comportamento do ESTADO DE MINAS nas eleições de BH. Como você, tenho uma experiência recente lamentável com esse jornal. Foi publicada uma manchete em primeira página contra o Conselho Estadual de Educação e eu, como atualmente sou membro do Conselho, enviei um artigo para publicação, mostrando outro olhar sobre o assunto - não foi publicado. Impressionante a quantidade de eleitores que votaram contra os dois candidatos (votos brancos, nulos e abstenção), mostrando a rejeição ao candidato biônico.
José Silva , Belo Horizonte-MG - Sociólogo
Enviado em 31/10/2008 às 20:06:43
Vejam a que ponto leva a intolerância. Em artigo publicado aqui neste Observatório da Imprensa, no dia 15 de julho passado, Fernando Massote questionou o direito do sociólogo Otávio Dulci, da UFMG, de dar entrevista ao Estado de Minas. Massote quer agora delimitar quem pode e quem não pode dar falar ao jornal. Otávio Dulci é irmão de Luís Dulci, ministro de Lula. Vejam o que Massote escreveu sobre Otávio Dulci, que havia sido procurado por um jornalista do Estado de Minas: "O professor deveria ter-se declarado suspeito para tratar do assunto, como fazem, com muita objetividade e garbo, advogados, juizes e promotores, diante de um assunto qualquer que consideram não ter a devida isenção para apreciá-lo. Ele, afinal, é petista, irmão de um ministro petista de Lula e acadêmico incapaz, solitamente, de assumir, nos debates da universidade, qualquer opinião ou posição independente do stablishment acadêmico". Isso tem um nome: censura. A seguir por essa cartilha, o próprio Massote deveria se declarar suspeito para dar palpite sobre as eleições de 2008 em BH pois é parte interessada, pelo apoio militante que deu ao candidato Leonardo Quintão, tendo se aliado a Newton Cardoso e Hélio Costa na empreitada. Ao tentar censurar Otávio Dulci, Massote acabou por propor a censura a si próprio!!!
Marcio Lorenzon , Belo Horizonte-MG - Bancário
Enviado em 31/10/2008 às 19:25:53
Dr. Ademar, discordo do seu ponto de vista. Chamar o Newtão de "controversa figura" me parece mais um "eufemismo" de cortesia entre aliados. O ex-ministro Nilmário Miranda, do PT, expressou-se de outro jeito sobre o mesmo personagem. O jornalista Ricardo Noblat publicou em seu blog uma antologia de frases quando Nilmário era deputado estadual e Newton Cardoso era governador de Minas. Com qual Newton Cardoso o Professor Massote se aliou agora em 2008? "A controversa figura" ou o do Nilmário? Aqui, vai uma das frases: "Em Minas está instaurada a permissividade. Roubai! Roubai! A corrupção aqui é livre e generosa. Vinde, corruptos, que nós os absolveremos. Dá até para engordar porco." (Trecho de discurso do então deputado estadual Nilmário Miranda no plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, em 08/08/1989, no processo de impeachment do governador Newton Cardoso, publicado no Diário do Legislativo em 13/09/1989, páginas 40 e 41). Confira no próprio Noblat (link a seguir): http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=mudou_natal_ou_mudou_nilmario&cod_Post=39142&a=111
Gilberto Leite , Betim-MG - Professor
Enviado em 31/10/2008 às 19:18:00
Newtão + Massote + Serra + Quércia = “Newmasserraria” – um “novo” momento da vida política brasileira. Já estou ansioso pra ler o próximo manifesto desta turma!!!!
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 31/10/2008 às 18:42:25
"Das palavras aos atos, Sr. Massote: vamos promover um ato de desagravo para Newton Cardoso, vítima desses goebbelsianos neoliberais": o estilo era DA PROPAGANDA: "A controversa figura do ex-governador Newton Cardoso, apresentada como retaguarda do candidato Quintão, foi rememorada no estilo goebbelsiano de propaganda: por todos os lados e a todo instante". O assunto era o estilo goebbelsiano de propaganda que apresentou como retaguarda do canditato Quintao a controvesa figura do ex-governador Newton Cardoso. Eh so ler os fragmentos ao contrario. Ou aprender ingles pra comparar com o portugues.
Ademar Moraes , Contagem-MG - Advogado
Enviado em 31/10/2008 às 17:20:38
Queria dar os parabéns ao Sr. Massote por ter a coragem de defender o Sr. Newton Cardoso, aliado dele no apoio ao Leonardo Quintão, em quem votei e votarei sempre que puder. Gostei muito do que o Sr. Massote escreveu: "A controversa figura do ex-governador Newton Cardoso, apresentada como retaguarda do candidato Quintão, foi rememorada no estilo goebbelsiano de propaganda: por todos os lados e a todo instante". Newton Cardoso sempre foi chamado de tudo quanto é palavrão, injustamente. Mas na pena sensata e elegante do Sr. Massote, o ex-governador virou uma "controversa figura". Bonito mesmo. Nem o marqueteiro do ex-governador teria bolado uma expressão tão adequada como essa "controversa figura". Se eu entendi bem, Newton Cardoso foi atacado pelos nazistas mineiros, os que usam o tal "estilo goebbelsiano de propaganda". Goebbelsiano deve vir de Goebbels, "por todos os lados e a todo instante". Bonito. Das palavras aos atos, Sr. Massote: vamos promover um ato de desagravo para Newton Cardoso, vítima desses goebbelsianos neoliberais.
Paulo Matos , BH-MG - estudante
Enviado em 31/10/2008 às 17:08:46
Muito boa essa sugestão do Colin Bayton. É preciso ter fatos. Sobre o Estado de Minas, o Massotti já falou bastante. Vamos ver o resto. O jornal O Tempo desceu o sarrafo no Lacerda durante boa parte da campanha. Mas, o Tempo foi o único jornal mineiro a publicar uma pesquisa própria que acertou na mosca o resultado do segundo turno: Lacerda com quase 20 pontos na frente. Parabéns para a pesquisa de O Tempo!!! Já o jornal Hoje em Dia deu mais destaque para a pesquisa furada do Ibope, que apontou empate entre o Lacerda e o Quintão. O Hoje em Dia teve uma clara inclinação pela candidatura da Jô no 1º turno. Bateu pesado no Lacerda no primeiro e no 2º turno, mas cumpriu seu papel, pois jornalista é prá fazer oposição, senão vira armazém de secos & molhados como diz o Veríssimo. O site Comuniquese disse que 32,2% dos jornalistas de BH era a favor da Jô e 19,2% a favor de Quintão. Só 17,7% era a favor do Lacerda. Bem, Colin Bayton, esses são os fato que eu conseguir reunir para provar que essa acusação que o Lacerda teve vida mansa por parte da imprensa é historinha pra boi dormir.
Antonio Carlos Frnandes Fernandes , Machado-MG - professor
Enviado em 31/10/2008 às 16:42:32
O Prof, Massote sempre lúcido e claro em suas opiniões. Desta feita a metralhadora virou-se para o Jornal Esado de Minas. Já em tempo de isto acontecer. Fui assinante deste jornal por muito tempo (anos) tenho de fato percebido a tendência do mesmo. O jornal então conseguiu eleger o Lacerda. Poderia até ter sido eleito, ao menso sem o uso do jornal em questão. Eu já andava desanimado com o jornal agora com o comentário do Professor Massote fiquei convencido daquilo que eu pensava sobre o "maior" jornal de Minas - Jornal dos Mineiros. TEnho dito e FUIIIIIIIIIIIII.
Luciano Quirino , Belo Horizonte-MG - Geógrafo
Enviado em 31/10/2008 às 16:10:12
Quer dizer então que o baluarte da liberdade de imprensa em Minas e no mundo livre fez um manifesto de apoio ao candidato do Newtão? Ta de braços dados com o combativo PMDB de Quércia, Garotinho... Quer dizer então que agora propagam as belezas das estripulias newtistas? Kkkkk Quem diria, mundo vasto mundo..... Não passam de viúvas do Leonardo Quintão. E olha que o candidato derrotado já ta em outra, preparando para novas disputas, e esses camaradas ainda choram os votos que não vieram!!!!
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 31/10/2008 às 15:52:29
"Já li aqui o “prof. Massote” pregar a censura contra um colega dele da UFMG por esse colega ser petista e ter um irmão ministro do governo Lula": voce nao pode simultaneamente colocar esse porem aqui sem tambem se lembrar que Masote foi intimidado juridicamente por Lacerda. Nao da! Ou desonestidade intelectual e politica so se aplica a ele e nao a Lacerda?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 31/10/2008 às 15:47:56
E falando em invasao neocon, quem entende ingles por favor assista "The Trap: What Happened to Our Dream of Freedom", no video.google.com. Tem tambem "The Power of Nightmares", mais cabeludo ainda.
Jonas Pires , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 31/10/2008 às 15:43:33
Já li aqui o “prof. Massote” pregar a censura contra um colega dele da UFMG por esse colega ser petista e ter um irmão ministro do governo Lula, mas não faço o mesmo que ele. Eu defendo a liberdade dele de dizer o que pensa, quando e como. Não importa o teor desse comentário ou a falta de honestidade intelectual, quando for o caso, quando trata de divulgar as suas opiniões. Eu só acho que ele deveria colocar, sim, para todos os leitores a postura política adotada por ele durante a campanha municipal, por ter apoiado os canidatos derrotados. Não é desonra perder uma eleição nas urnas. Informar isso seria salutar para o debate.
José de Souza  Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 31/10/2008 às 15:36:42
Ao tentar desmoralizar o articulista e seu candidato Quintão apoiado por Newton Cardoso, Benedito Andreatti se esquece de uma coisa que está bem perto dele. Vou transcrever texto da Agência Estado (http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/not_cid266978,0.shtm), de 26 de outubro, relatando a vitória da candidata petista em Contagem: "Ao mesmo tempo, a campanha de Lacerda explora, pelo lado negativo, o apoio do ex-governador Newton Cardoso (PMDB), o Newtão, ao adversário Leonardo Quintão, numa tentativa de levar o eleitor a mudar o voto ou se afastar do peemedebista. Em Contagem, a menos de 30 quilômetros do Palácio da Liberdade e da sede da Prefeitura de Belo Horizonte, de onde despacham Aécio e Pimentel, ocorre a situação inversa à da capital. A candidata do PT, Marília Campos, teve o apoio de Newtão na luta para se reeleger e derrotar o tucano Ademir Lucas, que contou no seu palanque com Aécio. Até nas alianças ocultas os dois casos são parecidos. Enquanto em Belo Horizonte Lacerda tem o apoio não oficial de Aécio, em Contagem o PMDB não integra a aliança formal de Marília. Esta é composta por quatro partidos: PT, PPS, PHS e PSL. Apesar de não fazer parte da coligação, o PMDB trabalhou firme para a reeleição de Marília." Eu não poderia escrever melhor. Quem sabe alguém que escreva bem queira argumentar com o professor Massote?
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 31/10/2008 às 15:18:51
A turma do "choque de gestão" demorou, mas descobriu aqui o artigo do professor Massote, que ele há havia publicado no blog dele, bem como o Manifesto contra a candidatura de Márcio Lacerda e de apoio a Leonardo Quintão. (http://www.massote.pro.br/?p=303#comments). Fui um dos signatários, e fiz questão de explicar: "Esse novo manifesto, publicado aqui, é também contra a censura. É realmente uma grave censura, dessa vez recorrendo aos préstimos da justiça, a tentativa do candidato Márcio Lacerda, apoiado pela elite econômica mineira e sua imprensa, pelo governador e o prefeito da capital, de calar um dos mais coerentes críticos, o professor Fernando Massote, do seu caciquismo eleitoral. Por isso, assino o manifesto. Mais por isso do que pelo desejo de ver eleito o candidato do PMDB, que pelo menos até agora nada fez que merecesse o meu apoio, a não ser o confronto eleitoral com o candidato das oligarquias, confronto esse que mais se deve ao desejo de boa parte dos eleitores, que do próprio candidato Leonardo Quintão (que se diz um aliado do governador Aécio Neves)." O manifesto, assinado por 52 pessoas, começa assim: "Nós, abaixo-assinados, vimos expressar nosso repúdio aos rumos da campanha eleitoral em BH. Nunca nossa cidade sofreu como agora a imposição de uma candidatura por meio de uma conjugação espúria de poderosos interesses políticos e econômicos..." (íntegra no blog)
Maísa Caldeira , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 31/10/2008 às 11:35:17
Vemos que a sucessão municipal de BH mobilizou mesmo o ânimo das pessoas. Pena que de uma forma muito pouco crítica como demonstram alguns comentários desta página. Boa parte deles transformam uma disputa política importante como esta em uma briga entre duas torcidas de futebol. Para eles política e futebol é a mesma coisa. Isto não eleva a nossa política. Tem ali muita emoção e nenhuma racionalidade. Eles se colocam numa torcida que acusa o professor Massote de ter atuado na defesa de um outro time! O artigo do professoer Massote, no entanto, demonstra que se ele esteve ou está de um lado, não o faz à moda das torcidas de futebol. Ele faz a análise critica, racional, de todo o processo eleitoral e do comportamento de uma certa imprensa que não respeita os leitores. A sua maneira de tomar posição não é a mesma dos que reagem de forma tão apaixonada ao seu artigo que é mais um dos seus trabalhos, sempre muito lúcidos e esclarecedores. Os senhores dizem que o professor Massote perdeu as eleições. Perdeu mesmo, porque quem ganhou é o Estado Mínimo que quer o arrocho contra os funcionários e contra o povo e a prefeitura servindo aos ricos; perdeu mesmo porque quem ganhou quer o pensamento e o partido únicos; ora, sem as diferenças e o contraditório entre os partidos, o que temos é a ditadura! Parabéns ao prof. Massote por reagir contra tudo isto.
maria natalia l. m. moreira , belo horizonte-MG - médica
Enviado em 31/10/2008 às 11:09:00
Desqualificar o oponente, tecnica dos opressores que estão no poder e percebem que podem perde-lo. Técnica usada pelo IBAD e IPES que o prof. Massote bem lembrou. A tropa de choque de Marcio Lacerda e seus patrocinadores entrou para comentar e tentar desqualifica-lo. - E o Movimento "Coerência Petista" que fez campanha pró Quintão? -E a Jô Moraes com seu histórico que também apoiou Quintão no segundo turno? -E a unanimidade do PCdoB mineiro pró Quintão no segundo turno?- E o próprio vice presidente José de Alencar tão pró Lula e tão contra Márcio Lacerda? -Essa turma toda é só ressentida, é "pro´Newtão"? No Barreiro, bairro nascido de trabalhadores com alto nível de organização popular, ganhou o Quintão no segundo turno. Esse bairro originou e origina diversas lideranças para o PT e para organização popular. Esse bairro não vota no Newtão. Mas a pequena burguesia( no sentido pejorativo mesmo) belo horizontina, hipnotizada pelo "charme" do Aécio, sem conseguir e nem querer ver as fragilidades deste, faz tudo que o governador manda tal qual manada, sem livre arbìtrio. Só enxerga "Marcio na prefeitura é igual a Aécio na presidência". Engoliu essa propaganda subliminar das forças retrógradas, coloniais da cidade.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 31/10/2008 às 00:39:56
1-"filmes de "teoria conspiratória"": quem o esta falando eh EU, nao ele, so troque "CIA" por "neocon". A invasao mineira eh neocon do comeco ao fim. 2-"Deve ter passado a vida estudando Aristóteles, Platão, Descartes, Hobbes, Kant, Marx, Engels, Russell, Heidegger, Wittgenstein, Adorno, Habermas, Horkheimer, Benjamim, Marcuse, Sartre e Althusser, entre tantos outros": passei, Benedito, como voce advinhou? O ponto de "apoiar" Quintao (pra derrubar lo aa primeira burrada, tecnica usada frequentemente pela direita latina pois ate mesmo quando nao ha nenhuma burrada eles a inventam) eh que prefeito mediocre, sem suporte politico, juridico, e mediatico eh facinho derrubar ou isolar, mas prefeito mediocre com suporte politico, juridico, e mediatico esta livre pra toda e qualquer burrada e eh impossivel se livrar dele. Se tivesse envolvido em voto, eu teria apoiado Jo, depois Quintao, depois Satanas, antes de me dilacerdar. Tambem tou paranoico: pra mim ele eh so OUTRO invasor. 3--"Massote esconde dos leitores deste Observatório da Imprensa que(..)": "esconde"? Se Minas Gerais tivesse media nao aconteceria, pena que ate os jornalistas de la estao tao mal informados! Ja tentou media internacional? Porque Minas Gerais nao pensa em fundar um jornal do estado todo? Bem podia se chamar uma coisa como "Estado de Minas", "Diario de Minas" ou coisa parecida! Nao eh uma boa ideia?
Benedito Andreatti , Contagem-MG - Professor
Enviado em 30/10/2008 às 23:40:52
Prezada Renata Moreira (comentário de 5:37:56 PM). Não se ofenda, mas você deve ser tucana. Leia o que você escreveu para dizer que Massote não precisa demonstrar o que afirma: o professor “é um analista dos processos e movimentos políticos no plano das articulações e do desenvolvimento político global”. Hahaha – tucanaram o “cascateiro”, como diria o glorioso Macaco Simão. Aliás, vou mandar essa pérola do tucanês imediatamente para a Folha. Aposto que vai sair na coluna do José Simão. Hahaha. “Analista dos processos e movimentos políticos no plano das articulações e do desenvolvimento político global” foi a melhor do dia. Não preciso nem comprar a Folha de São Paulo amanhã. Tucanaram o “cascateiro”!!!
Mariana Ferreira , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 30/10/2008 às 23:17:04
Massote esconde dos leitores deste Observatório da Imprensa que participou ativamente da oposição ao candidato Márcio Lacerda alinhando-se tanto com as candidatura de Jô Moraes (PCdoB, no primeiro turno) e de Leonardo Quintão (PMDB, no segundo turno). Seu texto é "partisan", no sentido do engajamento. No caso, o engajamento em duas candidaturas derrotadas pelas urnas. É o chororô do derrotado nas urnas, revestido de uma retórica acadêmica. Melhor papel fez o próprio candidato de Massote: Leonardo Quintão recebeu o veredito nas urnas no domingo à noite, reconheceu a vitória de Márcio Lacerda, considerou coisa do passado o bate-boca eleitoral do segundo turno e ainda prometeu ajudá-lo como deputado federal a melhorar a vida dos belo-horizontinos.
Benedito Andreatti , Contagem-MG - Professor
Enviado em 30/10/2008 às 22:50:22
O Prof. Massote tem um currículo acadêmico de valor, com doutorado em filosofia na Itália. Não é pouca coisa. Deve ter passado a vida estudando Aristóteles, Platão, Descartes, Hobbes, Kant, Marx, Engels, Russell, Heidegger, Wittgenstein, Adorno, Habermas, Horkheimer, Benjamim, Marcuse, Sartre e Althusser, entre tantos outros filósofos. É também professor aposentado de ciência política na UFMG. Com tanta leitura e tanto conhecimento, Massote achou que Leonardo Quintão era o melhor para ser prefeito de Belo Horizonte. Ao optar por fazer campanha para Quintão (o candidato da direita em Belo Horizonte), Massote acabou tendo como colega de apoio nada menos que Newton Cardoso, que declarou seu voto numa entrevista à Rádio Itatiaia, no segundo turno. O comediante Tom Cavalcante errou de personagem – Massote é dez vezes melhor para um vídeo no YouTube. A filosofia, quem diria, acabou em Irajá.
Marcia Vieira , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 30/10/2008 às 22:07:22
Massote e sua obsessão. Mesmo que trocando alhos por bugalhos!!!
Álvaro Machado , Nova Lima-MG - Aposentado
Enviado em 30/10/2008 às 19:31:25
A Folha de São Paulo tem um procedimento muito interessante com relação à contratação de articulistas externos (que não são funcionários da empresa). Eles passam a ocupar os espaços nobres das colunas dos jornais por tempo determinado. Vencido o período, podem ser substituídos por outros, sem traumas. Como nos negócios, "o combinado não sai caro", para usar uma expressão popular. O articulista não pode sair eternamente atirando contra o jornal, acusando-o de tê-lo censurado, pelo simples fato de ter perdido seu espaço. Se o Estado de Minas tivesse adotado anos atrás essa política da Folha, teria se livrado dessa ressentida campanha que lhe move Fernando Massote, anos a fio. Ele perdeu a coluna que tinha na página de opinião em 2003 ou 2004. E passou a se dizer vítima de uma ditadura pior que a Rússia de Stalin. Coluna de jornal não é cargo vitalício. E ainda se o fosse, deveria exigir concurso público, ao menos...
João Sena , Belo Horizonte-MG - Administrador
Enviado em 30/10/2008 às 17:43:08
Isso parece aqueles filmes de "teoria conspiratória". Não estou aqui para defender o jornal Estado de Minas, mas esse parágrafo contém afirmações paranóides: "O jornal agiu na esteira de uma trama urdida nos moldes daquela que armou e desenvolveu o golpe de abril de l964. Com o acompanhamento da CIA, os articuladores do golpe de então criaram as siglas famigeradas IPES e o IBAD, articulados, entre outros, pelo general Golbery. Elas agiram orientadas por um modelo de mobilização tirado no arsenal da CIA depois de testado nos grandes golpes de que a espionagem norte-americana participou no pós-guerra". Ora, a "trama urdida" em 1964 resultou num regime militar de 20 anos de duração, com o fim das liberdades democráticas, milhares de presos políticos e cerca de 500 assassinatos sob tortura. Vamos admitir apenas por hipótese, que o jornal Estado de Minas participou da "trama urdida" em 2008. No que ela resultou? Se for verdade, a "trama urdida" resultou na eleição do candidato Márcio Lacerda, que foi adversário de Leonardo Quintão, o candidato apoiado por... Fernando Massote, o articulista. Ora, Massote, seu candidato perdeu. Não invente teorias grandiloqüentes para explicar por que você apoiou o Leonardo Quintão em BH - e perdeu. Repito, prezado, Massote, você apoiou o Quintão e perdeu.
Renata  Moreira , Belo Horizonte-MG - jornalista e estudante
Enviado em 30/10/2008 às 17:37:56
Sr, Collin, o artigo do prof. Massote está cheio de dados e fontes sobre o que ele discute,fundamentadas nas mais sólidas orientações político-ideológicas e articulações psico-sociais da campanha da "Aliança", que se constituiu em BH para eleger o candidato "poste" para a nossa prefeitura. Realmente, as enumerações unicamente quantitativas, de fato, não parecem se encontrar com as preocupações do professor, que é um analista dos processos e movimentos políticos no plano das articulações e do desenvolvimento político global.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 30/10/2008 às 13:21:06
"convocados, desde o primeiro momento, a opinarem sobre uma aliança, baseada num amplo espectro partidário": e judiciario. Vide novojornal.net.
Robson Sávio  Reis Souza , Belo Horizonte-MG - Professor
Enviado em 30/10/2008 às 10:18:16
Os cidadãos belo-horizontinos conviveram com uma eleição atípica, neste ano. Ao invés de escolherem o chefe do executivo municipal, foram convocados, desde o primeiro momento, a opinarem sobre uma aliança, baseada num amplo espectro partidário. Mesmo antes do início da campanha, os argumentos utilizados e amplamente difundidos pela mídia local e nacional frisavam a premência da chamada “aliança” em detrimento, inclusive, do candidato. No primeiro turno, os resultados foram límpidos: os cidadãos questionaram o conluio, levando a disputa para o segundo tempo. Terminada a última etapa do pleito, não obstante o uso ostensivo das máquinas públicas estadual e municipal, o primado do marketing político – com direito à batuta de Duda Mendonça na reta final - e a pífia participação da imprensa mineira, elegeu-se Márcio Lacerda. Mas o candidato da aliança, para vencer a disputa, teve que reorganizar toda a sua tática de campanha. Ao invés de falar de aliança, priorizando seus padrinhos políticos, foi obrigado a se apresentar à população. Portanto, colocou-se no devido lugar, reposicionando a disputa ao cargo político de chefe do executivo. Mas há um detalhe questionador: tanto no primeiro quanto no segundo turnos praticamente um terço dos belo-horizontinos se omitiu. No resultado final do pleito, Márcio Lacerda teve 767.332 votos num universo de 1.772.227 eleitores.
mauricio  campolina , belo horzonte-MG - sociólogo
Enviado em 30/10/2008 às 07:23:04
Massote, seu artigo, VITORIA DE PIRRO, foi lido, na íntegra, em sessão da Assembléia, nessa quarta-feira (29.10.08), com pedido de registro nos anais da Casa. A iniciativa foi do deputado Sávio Souza Cruz, em aparte a outro deputado, Getúlio Neiva, que discursava sobre as eleições em Belo Horizonte.
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 29/10/2008 às 15:18:21
Mais um bom artigo do professor Massote sobre a política e a imprensa mineira. É valiosa essa lembrança do IBAD e dos tempos sombrios de confecção de um pensamento único patrocinado pela CIA com a colaboração da elite econômica brasileira, para conter o desejo de libertação nacional despertado pelos anos JK. O que se assiste em Minas Gerais remete sim àqueles tempos, pois o que se procura, no fundo, é a manutenção dos privilégios de uma parcela da população. Se há algum equívoco no artigo é a importância, a meu ver excessiva, que o autor parece dar ao jornal Estado de Minas. O que ele escreveu a respeito desse decadente jornal se aplica a todos os outros jornais mineiros. O professor Massote é do tempo em que o "Estado de Minas" não parecia tão ridículo com seu slogan, "O grande jornal dos mineiros". Se foi, não é mais. Está tão frágil, que nem se anima a contestar a campanha publicitária do principal concorrente, "O Tempo", do grupo do ex-deputado federal tucano Medioli (que ao lançar o jornal dizia que sua intenção era acabar com EM, num ato de vingança). Seu último anúncio, não contestado até agora, diz: "A Sempre Editora é o maior grupo de mídia impressa de Minas e de acordo com o instituto de pesquisa Marplan detém 85% dos leitores de jornal da Grande BH somando-se os leitores dos seus 5 títulos: O Tempo, Super Notícias, Pampulha, O Tempo Betim e o Tempo Contagem".
Colin Brayton , São Paulo-SP - Tradutor
Enviado em 29/10/2008 às 14:15:13
Comparações com Hitler são muito coloridas, mais que tal uma medida mais objectiva da alegada viés para quem nã lé a imprensa de lá? Pode ser que houve tal coordenação de mídia, como o Sr. alega. Essas coisas acontecem no Brasil. Mais o Sr. não cita casos, dados, nem fatos. Quando o ombudsman da Folha quis denunciar um viés na cobertura da polêmica sobre a propaganda "será que ela é?" de Marta Suplicy, por exemplo, ele citou ou número de centimetros e colunas gastos no assunto antes de concluir que tinto demais tinha sido derramando num assunto de pouca importância. O Observatório da Mídia, seguindo o exemplo de muitas missões de observação de eleições hoje em dia (da Uniõ Européia, notávelmente), fez um monitoramento quantitativo da cobertura favorável, desfavorável, e netura para cada candidato em cada órgão em várias eleições. Útil, aquilo. São interessantes, esses tipos de pesquisa, porque dão um fundamento para denuncias de parcialidade além de meramente tachar o adversário de nazista -- um discurso meio exagerado e vazio.
maria natalia l. m. moreira , belo horizonte-MG - médica
Enviado em 29/10/2008 às 12:44:33
Perfeito prof. Massote. Foi exatamente o que aconteceu em BH. Um estado repressivo policialesco quer lembrou em tudo o clima de 64 e do AI 5.
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