ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 512 - 9/2/2010
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SILÊNCIO OBSEQUIOSO
Omissão da mídia sobre o acordo com o Vaticano

Por Roseli Fischmann em 18/11/2008

É grave e clamoroso o silêncio da imprensa em relação à assinatura do acordo entre o Executivo brasileiro e a Santa Sé. Como é grave a atitude de, ao dar a matéria, meramente divulgar informações oficiais do governo brasileiro ou do Vaticano, que obviamente tentam minimizar a ameaça à laicidade do Estado, que está presente. Não fosse por outro motivo, seria de se esperar atenção da imprensa, pelo vigor renovado das reações de tantos setores, a cada nova ameaça ao Estado laico.

É bom lembrar que há exatos dois anos tornou-se público que a Santa Sé pressionava o presidente Lula para assinar um acordo bilateral (tratado ou concordata), ameaçando o princípio da laicidade, o que ocasionou reações fortes e justificadas de amplos setores. Em continuidade a movimento que remonta aos primórdios da República, são pessoas de muitas e diversas origens que têm se dedicado a demonstrar e reafirmar como o princípio da laicidade do Estado é indissolúvel da democracia, como consagrado na Constituição brasileira.

Mera reprodução

Ora, a opinião pública merece respeito e à imprensa cabe cumprir seu papel de informar, em particular quando o gesto que é político – como reconhecido, em busca de seu próprio benefício, pela Santa Sé – ameaça a liberdade de consciência e de crença dos pertencentes a outros grupos ideológicos e religiosos. O silêncio da imprensa há de ser tomado como presumidamente auto-imposto, já que não se pode imaginar que tipo de pressão as partes contratantes do acordo poderiam fazer, estando, como estamos, em uma democracia.

Vale mencionar, primeiramente, que o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, fez anúncio da viagem do presidente a Roma, "a caminho de Washington". Era 6 de novembro, uma semana antes da data agendada para a assinatura, ou seja, com tempo apertado, porém suficiente, para explorar o anunciado (ver aqui a transcrição da íntegra da coletiva). Assim, seria de se esperar o debate pela imprensa, em particular por toda a polêmica em ocasiões anteriores em que o tema veio à tona, fosse diretamente, ou por riscos a que se viu exposto o Estado laico, como no caso da pesquisa com células-tronco.

Mas houve até veículos que simplesmente suprimiram o anúncio da assinatura do acordo, mencionando apenas que, "durante o encontro, Lula e Bento 16 podem discutir temas como combate à fome, direitos humanos e solidariedade entre os povos". Outros, como o UOL, ofereceram, sem destaque, o anúncio completo: "Na reunião reservada com o papa, Lula deve assinar um tratado com o Vaticano sobre a atuação da Igreja Católica no Brasil" (ver aqui); recortaram em particular a fala do porta-voz da Presidência: "O importante é que o acordo preserve o preceito constitucional de liberdade religiosa. Não será discutido credo, mas os direitos e deveres da entidade religiosa." Ponto final, sem críticas, "outros lados", ou quaisquer análises, mera reprodução da Agência Brasil.

Falha imperdoável

Pode-se até entender a posição do porta-voz de, no anúncio, tentar neutralizar a polêmica, buscando garantir que estariam assegurados os direitos de todos, o que ganhava relevância em face de ser a primeira vez que clara e oficialmente era assumida pelo governo a existência de negociações antigas, como dado no UOL: "Segundo Baumbach, o Brasil e o Vaticano negociam há alguns anos a redação de um documento sobre a relação entre os dois países".

É sabido que diferentes ministérios do governo federal foram chamados a se manifestar sobre a proposta do Vaticano em diferentes rodadas ao longo desses anos; ou seja, não foi gesto isolado do presidente, que bem poderia ter tido e ouvido algum de seus colaboradores a aconselhar a abertura do debate, que só teria a ganhar vindo à luz, protegendo a autoridade republicana da pressão indevida. Mas não foi assim, não sendo possível compreender como a imprensa não rastreou o processo. Sabe-se ainda que são fortes as pressões da Santa Sé reivindicando sigilo nas negociações, como chegou a ser anunciado em 2007, quando da visita do papa ao Brasil.

Por isso, não surpreende que o presidente Lula tenha sido "convidado" a assinar esse documento longe dos olhos do Brasil. Já com o presidente de Portugal havia sido usado esse artifício em 2004, para assinar, no Vaticano, em sigilo, uma concordata, lá noticiada apenas a posteriori. Essa estratégia é da Igreja Católica que, como qualquer instituição humana, procura fazer valer seus interesses; aceitá-la, é problema do governo, atitude questionável, mas do mundo da política; calar e não investigar é falha imperdoável da imprensa.

Sem ouvir nem informar

Ou seja, paradoxalmente, mesmo sob pressão, quem até tentou avisar foi o presidente – de forma limitada, no último momento, mas avisou. Por isso é impossível compreender por que a imprensa se furtou ao debate, quando houvera o anúncio por parte do Palácio do Planalto daquela agenda, ainda que de última hora. Seria o tempo para informar a opinião pública, oferecer debates, dados técnicos sobre o que são acordos bilaterais, peculiaridades da Santa Sé como Estado, a diferença entre a questão política e as questões de crença, o que poderia significar frente à ordem constitucional brasileira, em que afetaria ou não afetaria a vida da cidadania em geral etc.

Haveria a oferecer ao público o aporte do amplo arco de grupos que se mobiliza em favor da laicidade do Estado. Deixaram de ouvir fontes respeitáveis, que têm importantes e diversas contribuições a oferecer: minorias religiosas, em sua imensa diversidade no Brasil, monoteístas e politeístas, ateus e agnósticos; defensores e defensoras dos direitos sexuais e reprodutivos; movimento de mulheres e dos setores GBLTT; grupos acadêmicos dedicados ao estudo do Estado laico; associações científicas; e defensores da liberdade de expressão, para citar apenas alguns segmentos.

A representatividade e força desses setores é sua profunda heterogeneidade, sem qualquer centralização ou hierarquia, indicadora das múltiplas e diversas manifestações da pluralidade humana, base da democracia, como tanto indicaram cientistas políticos e filósofos como Arendt e Bobbio e outros. A imprensa nem se serviu dessas fontes para analisar e, antes ainda, nem informou, deixando igualmente de servir a todos e de cumprir sua missão.

Carta-manifesto

Já na ocasião da visita do papa Bento 16 ao Brasil, em 2007, a cobertura da imprensa deixara a desejar, como analisamos neste Observatório (ver "A imprensa em falta com o Brasil"). Naquela oportunidade, a maior parte da imprensa adotou atitude que extrapolava o respeito e a atenção – naturalmente devidas - à significativa e respeitável população católica no Brasil, para adotar cobertura que ignorou a pluralidade religiosa e o caráter laico do Estado brasileiro. Ali, a imprensa foi positivamente surpreendida pelo gesto do presidente Lula, que naquele momento teve coragem para cumprir seu juramento de defesa da Constituição brasileira e reafirmou a laicidade diretamente ao papa Bento 16, dizendo que não assinaria qualquer acordo bilateral, por ser o Brasil um Estado laico. Alberto Dines destacou no OI a contradição entre uma imprensa recolhida e o presidente assertivo (ver "Catequese da mídia contraria Estado laico").

Não fosse por outro motivo, desta vez seria de se esperar que a imprensa perguntasse ao presidente Lula: o que mudou, em 18 meses, que tornou possível assinar o acordo? Não seria de se esperar que a imprensa pedisse acesso ao documento, antes da assinatura, para submeter a análises e confirmar, ou não, as assertivas de que não haveria riscos à separação entre Estado e religiões? Ou, no caso, riscos à separação entre o Estado e especificamente a Igreja Católica Romana, que vigora desde o início da República, por ser matéria de interesse de todos?

Ao invés disso, o silêncio auto-obsequioso foi quase total: a CBN abriu espaço para o debate antes da assinatura do acordo (com base em notícias de jornais de outros países), como alguns veículos independentes, blogueiros isolados ou de instituições. A ONG "Católicas pelo Direito de Decidir" lançou uma carta-manifesto repercutida por diversas ONGs ligadas ao movimento de mulheres, e que não recebeu atenção da mídia para uma posição relevante que demonstra que entre os próprios católicos não há, felizmente, expectativa unânime de que o Estado brasileiro abdique da laicidade para se submeter a um grupo religioso.

Retrocesso, uma ameaça

Mais constrangedor ainda foi brasileiros e brasileiras precisarem consultar jornais estrangeiros, na internet, como o argentino Clarín, entre outros, que a partir do dia 9 de novembro detalharam aspectos do acordo, ouvindo fontes em geral não identificadas, trouxeram informações relativas a coletivas de que participou o presidente Lula em Roma, com o presidente italiano, em que o tema do acordo com o Vaticano foi abordado, deixando a impressão de que os veículos brasileiros sequer tinham correspondentes em Roma.

Como reagir à situação de o mundo discutir uma interpretação da vida brasileira que não teríamos jamais em vista, pelo absurdo, como a idéia de que o acordo protegeria a Igreja Católica até de mudanças na lei brasileira? Ou mesmo informações da presença de itens que, de fato, "caíram" na versão final do acordo? Ou com interpretação distinta dos termos depois anunciados, como prenúncio de próximas pressões?

Resta esperar que, já assinado o acordo, a imprensa cumpra seu dever, ainda que tardiamente, impulsionando o debate porque há ainda o que fazer. Basta ler o artigo 20, que implicitamente traz a exigência constitucional, no lado brasileiro, de que seja ratificado pelo Congresso Nacional. Que a omissão não permaneça como a marca histórica da imprensa neste momento tão crítico em que a República, em seu 119º aniversário, é ameaçada de retrocesso em séculos.

Leia também
Entrevista da autora a Heródoto Barbeiro (rádio CBN)

Acordo por debaixo dos panos — Alberto Dines

A íntegra do acordo (Ministério das Relações Exteriores)

A íntegra do acordo (em italiano e português)

Comentários (42)
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Gabriela Santos , pinhais-PR - estudante
Enviado em 3/8/2009 às 19:08:19
nao concondo pois nos (evangelicos e outras religioes) tem o direito de expressao e de escolhas.
Vinícius D Avila , Três Rios-RJ - Estudante
Enviado em 6/4/2009 às 15:11:53
A Religião diz: Acredite! A Razão diz: PENSE! Acho que a primeira coisa que os cristãos deveriam fazer antes de defender esse acordo é LER A BÍBLIA! Esse é o primeiro passo para não acreditar em Deus(?), e/ou ter nojo de tal! Como não criticar uma religião que apoia a escravidão(está na Bíblia), o machismo(leia a Bíblia antes de dizer que é mentira), o infanticídio(Deus ordenou que 42 crianças morressem por inocentemente zombarem dele), etc, etc, etc...
Roberto Silva , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 25/11/2008 às 09:55:33
Caro Ivo: o laudêmio ainda vigora (infelizmente, creio). O que mencionei foi a existência de algumas sentenças judiciais que o questionam e eximem alguns de seu pagamento. Alem do fato de não ser necessariamente recolhido à igreja católica. Acho que nos resta tentar sua extinção total, via congresso. Em relação ao crucifixo, o tema ainda é muito discutido em países europeus (França, Espanha, etc.), portanto acho que estamos ainda longe de um consenso. Quanto ao respeito: acho que é o mínimo que devemos fazer nestes tempos de "Fla x Flu´s" exacerbados. Elcio, pelo que eu entendi, a igreja católica deve ser a figura do foreiro, a quem pertence uma parte de 83% da propriedade (os outros 17% ainda são da união). Se meu entendimento for correto, a igreja paga anualmente à união a "taxa de foro", que vale 0,6% do valor atualizado do bem. Mas, como voce mesmo disse, é uma coisa tão arcaica que sua extinção já devia estar a caminho há tempos.
Elcio Machado , Assis-SP - Cidadão
Enviado em 25/11/2008 às 06:26:22
Uma palavrinha sobre o laudêmio (e a enfiteuse): aqui em Assis, que é sede de bispado, em vasta área central da cidade paga-se o laudêmio à Mitra Diocesana, como acontece em muitas, muitas regiões do país. É sim um instituto utilizado largamente pela Igreja Católica, dentro dos marcos legais que vêm desde as Ordenações Filipinas, anteriores, portanto, ao Brasil Império. Para que não fiquem dúvidas, paga-se laudêmio até a particulares, como acontece em toda a cidade de Jales, onde quem recebe os valores são os descendentes do fundador da cidade, que a constituiu como uma grande enfiteuse. Legal, portanto, é. Resta saber se é honesto.
Rodrigo  Pereira , florianópolis-SC - advogado
Enviado em 25/11/2008 às 00:12:25
Qdo. o papa aqui esteve, Janio de Freitas fez a denúncia na Folha.
Ivo Lucchesi , RJ-RJ - Professor Universitário
Enviado em 24/11/2008 às 22:27:52
Prezado Roberto Silva. Não há nenhum problema quanto ao fato de eu estar desatualizado quanto à vigência do "laudêmio". Se já não é, ótimo. Por séculos, porém, o foi. No tocante ao "crucifixo" nas duas Casas do Parlamento, devo discordar: não se trata de associar "laicidade" a "ateísmo". O crucifixo é um símbolo que pertence a cidadãos religiosos de uma certa ramificação. Assim, preservando a laicidade do Estado, nenhum símbolo religioso deve figurar, até porque deputados e senadores são votados por crentes e por descrentes. A imparcialidade, pois, deve estar acima de qualquer outro preceito. Obrigado, contudo, pelo diálogo respeitoso.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 24/11/2008 às 20:05:00
Senhor Paulo Bandarra, por que o nome de Lula? O que eke fez de errado? O senhor acha que ele deveria convocar a imprensa e pedir que ela fizesse uma análise do acordo? O que há de errado no acordo? Eu o li e, como leigo, mas não burro, não vi ndada que ferisse a laicidade do Brasil. Diga qual foi o ero do Lula. Escreva um pouquinho mais, para que possamos avaliá-lo. Lula tem a coragem que muita gente não tem: assume os seus atos. O erro foi da imprensa que não divulgou o assunto, para que pessoas como o senhor pudessem destilar suas angústias e recalques.
Roberto Silva , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 24/11/2008 às 15:00:01
Prezado Ivo Lucchesi: sobre os crucifixos, a argüição básica é não confundir laicicidade com ateísmo. Podemos talvez até cobrar que todas as frases incidentais das maiores religiões sejam proferidas em todas as sessões dos tres poderes, públicas ou não. Já uma burca ou um quipá não são trajados em nossas casas legislativas ou tribunais não só devido ao regimento interno das mesmas, mas tambem devido ao fato que ninguem, que eu saiba ao menos, pleiteou tal coisa. Ou seja, creio que a maioria dos congressistas ou dos juízes não se sintam constrangidos com os crucifixos. Sobre o laudêmio: dê uma olhada aqui e você verá que não tem nada a ver com a igreja católica: http://www.laudemio.com.br/ Em tempo: esta "renda patrimonial" está sendo questionada na justiça há tempos e já existem algumas sentenças favoráveis a sua extinção. Sorte de quem for beneficiado por elas.
Silmar Biazioli , Valinhos-SP - Engenheiro Mecânico
Enviado em 22/11/2008 às 01:00:53
Saudações a Todos! Posso estar enganado, mas lí o acorod e não ví nada de mais. Participo da Igreja a 18 anos e nunca me exigiram dízimo. Apenas que o que eu pegasse para fazer, o fizesse com Amor. Deus capacita a quem ele escolhe (quem lê a Biblia vê que Jesus chamava atenção de Pedro várias vezes). Faltou cobertura por parte da imprensa, sim, devido a não dar audiência. Critica-se o ensino religioso, mas o que tem de errado em ensinar as crianças a amarem seu pai e a sua mãe, que é errado roubar, matar, mentir, que se deve valorizar a família? Eu não tive ensino religioso na escola pública. Acabei tendo noções de Direito na faculdade. Hoje, devido a desestruturação da família, as crianças crescem sem referência e partem para as drogas, para o crime. Sem noção do que é certo ou errado. Salvo raras excessões, quem leva o filho para a igreja (qualquer uma que seja séria, independente da denominação), dificilmente o buscará na cadeia ou no necrotério. O objetivo da colunista foi em revelar a falta de cobertura, e não que não se devia firmar tal acordo, que está disponível no "link" acima. Os melhores votos de sucesso e felicidade a todos os colunistas e participantes deste observatório! Agradeço a atenção!
Elias Chamas Neto , Curitiba-PR -
Enviado em 21/11/2008 às 17:05:52
Na verdade, existem aqui vários pontos a serem analisados: Em primeiro lugar, a jornalista questiona a falta de cobertura da imprensa a um assunto tão importante, e o que pode haver por trás dessa omissão e que pode deixa-la ainda mais marrom do que já é. Em segundo lugar, o tema em sí, que é o acordo assinado, só demonstra a preocupação da Igreja com a sua própria sobrevivência. Ela quer garantir o seu acesso direto aos jovens, e assim garantir o seu futuro próximo. Ela está pouco se lixando para os seus concorrentes. O que a coloca em vantagem com as suas concorrentes é que ela não é simplesmente uma pessoa jurídica como as outra são, mas sim um Estado, baseado nas doutrinas de um mestre que se foi a mais de 2000 anos. Se Ele fosse vivo hoje em dia, certamente demitiria o Vaticano inteiro e todas as suas ramificações, pois o que ele veio ensinar é simples demais para nós, seres humanos, entendermos com a nossa inteligência tão estúpida. Nosso Estado é laico, quem não o é, é toda a população brasileira, incluindo os nossos políticos que usam esse lado para nos fazerem crer que são honestos. Finalmente, incluir ensino religioso ao curriculo escolar é o fim da picada. Quem sabe no lugar dessa matéria incluam uma outra que aborde uma profunda noção de DIREITO, para que possamos ter uma população mais consciente dos nossos direitos e deveres.
Elcio Machado , Assis-SP - Cidadão
Enviado em 21/11/2008 às 16:58:56
(Continuação) De original, aqui neste espaço de comentários, talvez possa acrescentar, ateu que sou, que não se trata de tempestade em copo de água, mas de fundamentos. Não pretendo viver o dia em que meus netos sejam cooptados, coagidos, a ter aulas de religião nas escolas públicas, ou que se sintam discriminados por as recusarem. O que privadamente é lícito, em se tratando de ensino público pode não ser. E, como bem lembrou o dr. advogado que me antecedeu nestes comentários, nem tudo o que é lícito é honesto.
Elcio Machado , Assis-SP - Cidadão
Enviado em 21/11/2008 às 16:53:37
Concordo integralmente, primeiro, com o professor Ivo Luchesi, de quem não conheço o rosto, mas que aprendi a respeitar pelo que escreve aqui neste OI. Sou pobre, e minha parca carteira só tem cédulas que vão de R$ 1 a R$ 10. Todas essas têm, no primeiro quarto, à esquerda, o texto "DEUS SEJA LOUVADO". Só o Estado pode imprimir cédulas. Então, estamos no terreno da ficção quando falamos em Estado laico. Por segundo, concordo, integralmente, com a professora Roseli Fischmann, especialmente o parágrafo final do texto. Por terceiro, pena que não se alevantem, aqui, vozes católicas. Aqui no OI só Dines e Fischmann escreveram sobre o acordo entre o Governo brasileiro e a Santa Sé. Que Dines é judeu todos sabem. O extenso currículo da professora Roseli Fischmann no Sistema Lattes não menciona, em "Prêmios e Títulos", sua participação, em 2006, na comissão julgadora do concurso "De Sion a Sionismo - a obra de Theodor Herzl", da Federação Israelita do Estado de São Paulo, que premiou com viagens a Israel alunos de escolas judaicas que produziram os melhores trabalhos sobre o tema. Mas menciona que tem, como formação complementar, extensão universitária em O Alcorão e a Modernidade, e em Cultura Judaica. E que foi professora na Universidade Presbiteriana Mackenzie. É de se supor que tenha familiaridade com temas religiosos. (Faltou espaço. Continua em novo comentário.)
Renato Levy , Santana do Livramento-RS - Advogado
Enviado em 21/11/2008 às 16:37:23
A articulista deveria ter mencionado claramente quais os pontos do Acordo entre o Brasil e o Vaticano que contrariam a nossa Constituição ou a legislação infraconstitucional. Li o Acordo e o que está ali previsto apenas ratifica o que já está vigente em nossa legislação. Parece-me que o "novo" é o Art. 13 que diz: "É garantido o segredo do ofício sacerdotal, especialmente o da confissão sacramental". Este dispositivo equipara o sacerdote ao jornalista no que respeita ao sigilo da fonte, protegido pelo Art. 5º, XIV, da CF/88. A articulista viu chifre em cabeça de cavalo.
Lucas Artur , Paiva-MG - *******
Enviado em 21/11/2008 às 16:27:50
Eu fico pensando o que diria o nosso amigo de NJ sobre este assunto.
Milton Ribeiro , Santos-SP - advogado
Enviado em 21/11/2008 às 14:19:16
A condição de Estado de Direito do Vaticano, que é uma roupagem legal da Igreja Católica Apostólica Romana, não lhe confere direito especial de utilizando-se de leis e acordos internacionais, tentar obter privilégio e concessões no campo da religião, do Estado laico brasileiro em detrimento de outras denominações religiosas minoritárias. Nem tudo que é legal é moral. Acordos entre Estados soberanos que versam sobre outros assuntos poderiam ser considerados plenamente possíveis.
Fábio Alves , Brasília-DF - Bancário
Enviado em 20/11/2008 às 22:19:25
Parece que as pessoas esquecem que o Vaticano não é um órgão ou uma instituição, mas um Estado de direito. Agora acordos entre Estados ferem a laicidade do Estado? Agora refletir sobre a religiosidade da população fere a laicidade do Estado? A autora se esquece que a sociedade brasileira nada tem de laica, mas é profundamente religiosa? Parece-me, enfim, todo este artigo, muito barulho por nada.
leandro davel , vitoria-ES - web
Enviado em 20/11/2008 às 19:30:12
Acho que essa questão precisa ser melhor aprofundada, mas, em pribcipio, acho que é temerária essa posição da imprensa.
álvaromarins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 20/11/2008 às 17:42:22

Quanta bobagem!!!! Eu bem que tento passar por esse site de vez em quando para ver se ele melhora um pouquinho o nivel e recupera alguns leitores, mas ele realmente a cada dia torna-se ainda pior. O Dines está fazendo escola... A enquete da semana está de doer.

Nota do OI: Sentiremos sua falta. Sua ausência preencherá uma grande lacuna. (Luiz Egypto)

João Silva , São Paulo-SP - Universitário
Enviado em 20/11/2008 às 16:52:15
Não entendo a revolta, vocês já pensaram em consultar o site do MINISTÉRIO DA RELAÇÃO EXSTERIORES (http://www.mre.gov.br/portugues/imprensa/nota_detalhe3.asp?ID_RELEASE=6031) - não espere algo de bom no Jornal Nacional ou no Observatório da Imprensa. Tem gente procurando artigo no Orkut e no Blog da Xuxa. Aprendemos a utilizar a Internet e sermos mais independentes em relação as mídias comerciais. Ou a Globo/Veja e a Folha/Estadão - dominam vocês...
Milton Ribeiro , santos-SP - advogado
Enviado em 20/11/2008 às 14:20:43
Como teólogo protestante me alinho com aqueles que querem ver o Estado Brasileiro inteiramente laico. Essa insistência no ensino religioso em escolas públicas é um absurdo. Como contemplar as minorias religiosas numa situação dessas? Onde está nossa imprensa para denunciar inclusive as concessões patrimoniais do presente acordo?
Tiago de Jesus , SP-SP - analista de sistemas
Enviado em 19/11/2008 às 17:28:13
Eu iria escrever um comentário, mas o de Benedito F. Oliveira , Rio de Janeiro-RJ, que já diz tudo. Se você não o leu aí embaixo, aqui est: "A “Síndrome de 2010” oblitera o bom senso e cega os olhos da nossos jornalões , tvs e revistonas que vivem fixadas em não promover o Presidente, de reduzir ao máximo a sua exposição e de, alguma forma, não ajudar a aumentar a sua popularidade. A omissão sobre o acordo do Vaticano e a cobertura raquítica da reunião do G-20 são desdobramentos patéticos dessa estratégia dos grandes órgãos de comunicação. Quem trabalha nas redações sabe disso muito bem. Agora, por favor, essa tese conspiratória da articulista sobre o tal acordo do Vaticano não deve ser levada a sério por ninguém. Ou será que estamos diante de mais um balão de ensaio, de mais uma tentativa para criar uma nova crise como foram o dossiê, a escuta telefônica, o cartão corporativo e tantos outros que já nem me lembro mais ?"
João  Silva , São Paulo-SP - Universitário
Enviado em 19/11/2008 às 15:02:14
Bem, a autora escreveu, escreveu e escreveu e nada disse... Não sei se a "Rô" sofre do mesmo mal de Dines, mas é sabido, que esses acordos só servem para que os líderes políticos não fiquem sem fazer nada e posem para fotos. Amigos ateus, como diz nossa companheira, relaxem e gozem pois o inferno não será mexido. Lula já deve ter assinado (sem ler claro), mas de 200 acordos. Todo pais que ele visita ele assina alguma coisa. Outra coisa, desde que o Lula assumiu veja tanta coisa contrario a Santa Sé já foi feita no Brasil: Pesquisa com embriões, lei da homofobia e no futuro aborto!
Gregório Guerra , São Paulo-SP - professor
Enviado em 19/11/2008 às 13:36:29
A Igreja e seus negócios secretos. Quando é para socorrer as necessidades dos fiéis: “Rezem, tenham fé, acreditem se quiser!” Quando é para assegurar negócios para a Igreja: “Assine aqui, registraremos em cartório!” E às escondidas da parte mais interessada no assunto? Mentir é pecado! Papa! Cuidado! Deus castiga!...
ismar manso vieira , Diadema-SP - advogado
Enviado em 19/11/2008 às 13:34:58
O Estado é laico. O Vaticado é um Estado e interfere na soberania nacional com esse acordo. O Congresso deve rejeitar o acordo. Vamos nos mobilizar junto aos senadores e deputados federais para que o Congresso Nacional rejeite o acordo por inconstitucionalidade. Em último caso, o STF deve ser acionado, em defesa do artigo 19 da Constituição Federal. O Clero vive a agonia do Poder que usurparam do Império Romano. No México é proibido usar batina em público!
Marta Camilo , Uberaba-MG - Bióloga
Enviado em 19/11/2008 às 10:58:01
É fácil entender as posições dos governantes que têm compromissos com as leis mundanas, com os eleitores, com os partidos políticos e com as relações políticas e econômicas internacionais. Difícil é entender a posição da autoridade máxima do catolicismo, cujos compromissos são estabelecido com Deus, segundo a Igreja. Eu aprendi nas aulas de catequese - que até bem pouco anos eram disfarçadamente obrigatórias em muitas escolas públicas e privadas do Brasil - que com Deus não se brinca! O papa pressionando governos e enganando o povo! Será que para Deus ele usa da verdade?
Luis Alberto Da Silva , Goiânia-GO - Advogado
Enviado em 19/11/2008 às 09:42:22
A informação como prestava está incompleta; o que existe no(s) texto(s) do tal acordo que permitem dizer que o Estado laico encontra-se em perigo? Não conheço o(s) texto(s) do tal acordo e não opino sobre os mesmos, a birra é com o tal do Estado laico que vive ameaçado pelas religiões tentando se impor umas às outras às custas do Estado ou do Erário. Tai uma questão a ser discutida!!!
Rodrigo Leandro , Goiânia-GO - Bancário
Enviado em 18/11/2008 às 23:58:35
Só para ficar claro, não estou defendendo o governo Lula, que para mim é o pior da história deste país, em qualquer período que se considere. O que estou criticando é o fato de a articulista ver uma suposta ameaça à laicidade do Estado brasileiro em documento que definitivamente não tem poder para tanto. Por Deus, essa preconceito contra a Igreja Católica me parece um tanto infantil.
Ivo Lucchesi , RJ-RJ - Professor Universitário
Enviado em 18/11/2008 às 23:56:35
Temos de dar mais clareza ao tema em questão. Quem disse que, no Brasil, há um Estado laico? É apenas no texto constitucional. Na prática, há farta oferta de signos a desmentir. Para começar, no Congresso, há o crucifixo pendurado. Diariamente, a sessão diária do Senado é iniciada com a invocação da proteção de Deus. Na compra e venda de imóveis, ainda se paga uma taxa (laudêmio), recolhida pela Igreja Católica. Com tais evidências, alguém ainda imagina o caráter "laicizante" dos políticos brasileiros? Enquanto não removerem, nas duas Casas, o crucifixo, ficará a prova cabal da submissão de todos os cidadãos (crentes e descrentes) a preceitos que, em nada, dizem respeito ao princípio regulador de um autêntico Estado laico. A classe política de ontem e de hoje ainda não teve a coragem de um gesto sequer simbólico para firmar a autonomia necessária. Assim, o ato presente nada tem de diferente em relação à tradição. Alguém, no futuro, cuidará dessa questão?
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiros
Enviado em 18/11/2008 às 23:50:01
O artigo é um insuportável blablabla acadêmico sobre nada.Afinal de contas, onde é que esse acordo ameaça a liberdade de consciência e de crença e onde coloca em risco o estado laico? Em que artigo exatamente está essa ameaça ? Em que parágrafo ?
Paulo  Eboim , Contagem-MG - metalúrgico
Enviado em 18/11/2008 às 23:39:37
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.... risível, risível, risível. Sem comentários.
Benedito F. Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 18/11/2008 às 19:36:25
Não sei porque alguém ainda se admira das omissões da Imprensa quando se trata do Presidente Lula. A “Síndrome de 2010” oblitera o bom senso e cega os olhos da nossos jornalões , tvs e revistonas que vivem fixadas em não promover o Presidente, de reduzir ao máximo a sua exposição e de, alguma forma, não ajudar a aumentar a sua popularidade. A omissão sobre o acordo do Vaticano e a cobertura raquítica da reunião do G-20 são desdobramentos patéticos dessa estratégia dos grandes órgãos de comunicação. Quem trabalha nas redações sabe disso muito bem. Agora, por favor, essa tese conspiratória da articulista sobre o tal acordo do Vaticano não deve ser levada a sério por ninguém. Ou será que estamos diante de mais um balão de ensaio, de mais uma tentativa para criar uma nova crise como foram o dossiê, a escuta telefônica, o cartão corporativo e tantos outros que já nem me lembro mais ?
RAFAEL VERONES , São Paulo-SP - advogado
Enviado em 18/11/2008 às 19:19:14
Articulista, menos por favor! Poupe seu preciosos tempo... Um abraço!
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 18/11/2008 às 18:31:17
"Um povo que se ufana de eleger um metalúrgico de poucos lustros não pode esperar mesmo manter a sua liberdade e a democracia por muito mais tempo!" Da próxima vez, votarei no ultra-hiper-super preparado Paulo Bandarra, que já se disse fonte de sabedoria e vive dizendo que fala porque é sábio, e um sábio sempre tem algo a dizer. Esses demo-tucanos têm cada uma...
Vitor Luiz , Serra-ES - engenheiro mecânico
Enviado em 18/11/2008 às 18:03:31
basta Lula ou qq presidente do mundo dizer "amém" que logo aparecem rebeldes de caneta na mão para "denunciar" a queda do Estado laico. mas basta dar uma mera simples e rápida olhada nos documentos de tal acordo - como também uma analisada mais profunda - e ver que a união Estado-Igreja não vem ao caso, não está sendo pleiteada nem se deve temer "ameaças". só vê ameaça em um copo d água quem tá com sede ou quem quer quebrar todos os copos por não ter mais o que fazer.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 18/11/2008 às 15:31:18
Um povo que se ufana de eleger um metalúrgico de poucos lustros não pode esperar mesmo manter a sua liberdade e a democracia por muito mais tempo! Se não se dá a mínima importância para o preparo dos lideres e a necessidade do conhecimento dos mesmos para trilharmos futuro melhor, é normal que se caia neste tipo de retrocesso antidemocrático! Não se pode exigir do Lula aquilo para o qual nunca se preparou na vida! Marx deve estar se revirando no túmulo toda a vez que chama o seu governos de esquerda!
Maria Catarina lima , recife-PE - administradora
Enviado em 18/11/2008 às 15:20:48
"...deixaram de ouvir fontes respeitáveis, que têm importantes e diversas contribuições a oferecer: minorias religiosas, em sua imensa diversidade no brasil, monoteístas e politeístas, ateus e agnósticos; defensores e defensoras dos direitos sexuais e reprodutivos; movimento de mulheres e dos setores gbltt; grupos acadêmicos dedicados ao estudo do estado laico; associações científicas; e defensores da liberdade de expressão, para citar apenas alguns segmentos..." o que me surpreende aqui, minha cara roseli, é que a senhora ou senhorita, que provavelmente não é católica, só tenha colocado grupos que não só apenas contra o acordo, mas contra o que a igreja católica prega, muito interessante sua linha jornalistica, bem que um bom jornalista é imparcial, pena que a senhora não foi. quero só dizer mais uma coisa, sou católica, e sou a favor de um estado laíco, mas acho que ser laico ainda é presar pela moral e bons costumes, coisa que o brasil não fez e que vcs que apoiam grupos extremistas (contra deus) insistem em dizer que é liberdade. ah! a tal liberdade, deus já nos consedeu, o que estamos aqui no brasil buscando é promiscuidade, perversão e libertidagem. gostaria que este comentário fosse publicado! agradecida
Rodrigo Leandro , Goiânia-GO - Bancário
Enviado em 18/11/2008 às 14:49:55
E depois os conservadores no Brasil é que são chegados numa teoria da conspiração! Cara articulista, menas, menas!
Luiz Carlos Damasceno Jr. , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 18/11/2008 às 13:18:21
Valdir, é exatamente este o problema. O acordo foi ratificado no dia 13 e só é possível encontrar textos mais ricos datados da véspera ou, pior, do próprio dia da assinatura. Em tempo, mesmo estes textos, como é possível perceber em uma rápida pesquisa, se enquadram ao cenário de omissão apontado por Roseli, pois se limitam às fontes oficiais e abdicam de qualquer ambição democrática à prularidade de opiniões. Excelente texto.
Francesco Andrade , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 18/11/2008 às 12:50:03
A meu ver, falham os profissionais da imprensa ao não dar a este assunto a relevância que ele merece. Mas, pergunto: "Porque eles não entrevistaram ou buscaram faze-lo ao Celso Amorim, que é o dono do assunto, porque não interessa?, ou porque está fora das pautas das redações?
Enézio Eugênio  de Almeida Filho , Campinas-SP - Professor e Historiador da Ciência
Enviado em 18/11/2008 às 12:43:07
A Grande Mídia Tupiniquim tem sido omissa há mais de uma década sobre as insuficiências epistêmicas fundamentais das atuais teorias da origem e evolução do universo e da vida. Estamos no século 21, e uma teoria do século 19, recauchutada no século 20 (neodarwinismo), encontra-se nos seus estertores de suficiência no contexto de justificação teórica, com uma nova teoria da evolução à vista - a Síntese Evolutiva Ampliada, e a Grande Mídia tupiniquim continua omissa. Em 1999 denunciei aqui neste Observatório da Imprensa esta relação incestuosa com a Nomenklatura científica. Vide: http://pos-darwinista.blogspot.com
Jacque iensen , Florianópolis-SC - jornalista
Enviado em 18/11/2008 às 12:38:35
Este é o reflexo do despreparo dos jornalistas que são pautados pelos releases. Não dão um passo se não tiver quem os conduza. Vejo isso diariamente na redação. Parece que jornalismo virou moda. Não encontramos pessoas interessadas na notícia, mas em sim em destacar seu nome e olhar o mundo por cima do ombro. Ou seja, não enxergam nada a sua volta.
valdir  souza , muriaé-MG - estudante
Enviado em 18/11/2008 às 11:33:10
Bem, ao ver o link do texto realmente achei que havia ocorrido o boicote..mas depois ao procurar na interne, vi vários textos sobre o assunto, alguns até de análise, muitos datando do dia 12 e 13 de novembro. Bem, a tv não falou muito, mas o que é a tv hoje em dia também?!
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