ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 513 - 25/11/2008
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OI NA TV
Mídia se cala sobre o acordo
do governo com a Santa Sé

Por Lilia Diniz em 26/11/2008

O Observatório da Imprensa exibido na terça-feira (25/11) pela TV Brasil e pela TV Cultura discutiu a cobertura dos meios de comunicação sobre o acordo firmado no dia 13 de novembro entre o governo brasileiro e a Santa Sé, assinado durante a recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vaticano. A mídia ofereceu pouco espaço ao acordo, que pode ferir o princípio do Estado laico. O tratado, que confere formato jurídico às relações entre o Executivo Brasileiro e a Igreja Católica, tem pontos polêmicos.

O acordo prevê, por exemplo, o ensino religioso nas escolas públicas, com presença facultativa, e a possibilidade da anulação do casamento civil no caso o matrimônio religioso ser desfeito. Participaram do debate ao vivo, no estúdio do Rio de Janeiro, o reverendo Guilhermino Silva da Cunha, pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, e a pesquisadora e professora da USP Roseli Fischmann. Em Brasília, participou o representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi Cysneiros.

No editorial que inicia o programa, o jornalista Alberto Dines classificou a atuação da mídia como "embargo noticioso ou autocensura". O acordo foi mantido sob sigilo porque infringe o espírito e a letra da Constituição Federal. Além de os jornais não terem dado destaque à assinatura do acordo, a mídia eletrônica evangélica não protestou. Na avaliação de Dines, os grupos evangélicos têm sido privilegiados pelo governo de outras formas. "Significa que no lugar de seguir a Constituição e estabelecer completa separação entre estado e religião, o Brasil inventou uma forma original de administrar o conflito religioso, oferecendo vantagens às confissões religiosas mais poderosas", avaliou.

"E como ficam os secularistas e agnósticos que acreditam que um estado democrático deve ser obrigatoriamente laico? E as outras confissões religiosas afro-brasileiras, como o candomblé, não deveriam entrar no bolo de privilégios? Estamos na contramão do mundo desenvolvido e nossa imprensa, esquecida dos três séculos de censura absoluta antes de ser autorizada a funcionar, teve um surto de saudosismo e voltou a experimentar as delícias da autocensura", criticou o jornalista.

Na reportagem exibida antes do debate ao vivo a repórter especial da Folha de S.Paulo, Elvira Lobato, estudiosa das questões que envolvem as concessões de radiodifusão no Brasil, explicou que o Código Brasileiro de Telecomunicações é da década de 1960. A norma não permite que denominações religiosas detenham concessões canais de rádio e TV mas, na prática, grande parte das igrejas conseguem burlar a lei. Algumas não são concessionárias, mas arrendam o espaço em emissoras privadas o que "para efeito de mercado dá no mesmo" porque levam a mensagem ao fiel. Já o fenômeno do altar eletrônico, que vêm crescendo continuamente, passou a ser uma importante fonte de renda para as emissoras privadas.

Igreja Católica, um tabu para a imprensa

No debate ao vivo, Roseli Fischmann comentou que a imprensa tem demonstrado dificuldade de tratar do acordo. A professora relembrou que em maio de 2005, durante a visita do Papa Bento XVI, mesmo com o posicionamento crítico em relação ao tema, publicando forte editorial em prol do estado laico e contra o sigilo que vinha cercando a negociação, a Folha de S.Paulo abriu espaço para a Igreja Católica manifestar-se a cada nova polêmica, como também os defensores do estado laico, o que favoreceu o debate no jornal e na sociedade. Roseli comentou que embora fossem poucos os veículosa que tivessem se envolvido nesses momentos, imprensa trouxe importantes vitórias para a cidadania ao mobilizar a sociedade na discussão da implantação do feriado nacional por conta da canonização de frei Galvão, que foi rejeitado pela Câmara dos Deputados depois de aprovado no Senado, exatamente por esse debate público; e sobre um projeto ligado ao ensino religioso nas escolas paulistas, vetado pelo governador José Serra, depois de aprovado na Assembléia Legislativa de Sâo Paulo.

Dines pediu ao representante da CNBB esclarecer se a Constituição brasileira é secularista. Hugo Sarubbi Cysneiros comentou que a Carta Magna invoca Deus em seu preâmbulo, mas é laica. O Estado não é ateu nem professa uma religião específica. O advogado ressaltou que o projeto de acordo entre a Santa Sé, como pessoa jurídica de Direito Internacional Público, e o Estado brasileiro não privilegiou a Igreja Católica, mas respaldou o estatuto jurídico desta religião.

O Estado brasileiro vê no laicismo positivo "um caminho" e reconhece na religião e na crença "algo que faz parte do ser humano" e que pode ser exercitado pelos cidadãos como um Direito. Dines ponderou que a citação a Deus no preâmbulo da Constituição não chegou a ser uma profissão de fé religiosa, foi apenas uma intervenção pessoal do então presidente José Sarney. Não comprometia o caráter secular que previa a separação entre o Estado e as crenças religiosas.

O acordo é constitucional?

O reverendo Guilhermino Silva da Cunha acredita que a separação entre Igreja e Estado é "absolutamente saudável" e preserva a liberdade religiosa. De acordo com o religioso, esta separação foi preconizada pelo próprio Jesus Cristo na Bíblia, ao dizer, por exemplo, "meu reino não é deste mundo" entre outras passagens. O pastor afirmou que os dois Estados que celebraram o acordo envolvendo apenas uma expressão religiosa atacam frontalmente a Constituição no Artigo 19 porque este proíbe alianças entre o governo e cultos religiosos ou igrejas. "A celebração do acordo fere nosso diploma legal maior. Não apenas agride as expressões religiosas, como também fere a Constituição", criticou. O reverendo tem esperanças de que o Congresso Nacional não referende o acordo.

"Mesmo que existisse um único cidadão de outra religião ou ateu ele teria todo o Direito de exercer sua escolha", disse Roseli Fischmann. O Estado laico tem o dever de preservar o Direito de todos independente do número de pessoas que optem por determinada crença. A professora frisou que o Brasil apresenta um grande pluralismo religioso e que, por isto, é inaceitável um acordo internacional com uma única religião. Neste caso, as demais estão sendo preteridas. "O Estado precisa proteger para que todos se sintam respeitados", avaliou.

Dines comentou que a Santa Sé queria "abafar" o acordo sem a "oxigenação de uma sociedade democrática". O representante da CNBB não concorda que a sociedade tenha sido ludibriada nem que a Igreja seja manipuladora. "O sigilo não foi a bandeira, não foi o meio nem o fim do tratado". O advogado considera que falar em sigilo de um tratado internacional em um país com as características do Brasil é um contra-senso porque a sociedade pode examinar o teor do acordo quando este é submetido ao Poder Legislativo. Cysneiros destacou que a Constituição Federal fala de Deus em outros artigos, não só no preâmbulo.

O silêncio da mídia como sintoma

O advogado da CNBB disse que o tratado não foi firmado com a Igreja Católica e sim com a Santa Sé, que é um Estado soberano. Se, por questões históricas, as outras religiões não têm personalidade de Direito Internacional Privado, não há como estas celebrarem tratados internacionais. Para Cysneros não há privilégio da Igreja Católica em detrimento de outras religiões e o acordo não é inconstitucional.

O tratado é claro e dá estatutos à Igreja Católica no Brasil partindo de dois princípios: o respeito à Ordem Constitucional e ao Estado brasileiro e a isonomia entre todas as entidades de igual natureza. Dines argumentou que a Santa Sé é um Estado soberano, mas que é teocrático e funciona com regras específicas. O silêncio da mídia é conivente na opinião do reverendo Guilhermino Silva da Cunha, pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro. "Quando acontece o silêncio significa que há algum entendimento ou alguma coisa diferente e estranha", avaliou.

Um telespectador perguntou a Roseli Fishmann sobre o ensino religioso nas escolas. A professora explicou que muitas vezes confunde-se o papel das instituições. Principalmente em tempos de violência, quando se considera que o ensino de religião pode combater a criminalidade. A questão da religião é vinculada à consciência de cada indivíduo. Já a escola deve preparar as crianças para respeitar os indivíduos como cidadãos livres e iguais sem precisar recorrer a qualquer figura sobrenatural.

A questão das concessões de rádio e TV

Para o reverendo Guilhermino Silva da Cunha, a presença das demais igrejas na mídia não é diferente da presença da Igreja Católica. O pastor não é contra a entrada das igrejas na mídia televisiva, mas reprova o excesso. Como o telespectador tem o poder de mudar de canal, o grande número de programas religiosos não chega a ser "uma invasão". O pastor ressaltou que todas as igrejas pagam altos valores tanto para alugar tempo nos canais privados quanto para manter uma concessão. Na visão do reverendo, a existência de um canal de televisão que ganhe força e vire uma rede em todo o país cria um contra-ponto ao monopólio da comunicação, que é "um desastre".

Dines pediu a opinião de Roseli Fischmann sobre o "gerenciamento de privilégios" no Brasil. A professora ressaltou a laicidade como o fundamento da democracia no país: "Não existe democracia se as pessoas não estiverem todas igualadas". As minorias religiosas são uma das faces visíveis do pluralismo, que é essencial para a democracia. O Estado não pode ser nem ausente nem omisso para as minorias "não se encolherem e deixarem o campo público". Se um determinado grupo é privilegiado, as minorias tendem a se retrair.

Perfil dos convidados

Hugo Sarubbi Cysneiros é advogado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). É professor das disciplinas de Sistemas de Direito Comparados e de Direito Internacional Público do UniCeub/DF.

Roseli Fischmann é pesquisadora e professora, coordena a área de Filosofia e Educação da Pós-Graduação em Educação da USP e o Grupo de Pesquisa Discriminação, Preconceito, Estigma da universidade. Integrou a Comissão Especial sobre Ensino Religioso do Estado de São Paulo.

Rev. Guilhermino Silva da Cunha é pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro. Doutor em Ministério pelo Reformed Theological Seminary (Estados Unidos) e Doutor Honoris Causa pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil.

***

Barriga coletiva ou autocensura?

Alberto Dines # editorial do programa Observatório da Imprensa na TV nº 487, no ar em 25/11/2008

O que é um "furo" no jargão jornalístico? É uma informação exclusiva. "Barriga" é o contrário: quando um jornal ou jornalista deixa de dar ou deturpa uma notícia. Não existe um termo específico para uma situação insólita, a barriga coletiva, quando o conjunto de veículos esconde uma informação.

Esse embargo noticioso ou autocensura aconteceu há pouco, em 12 e 13 de novembro, quando o presidente Lula foi a Roma assinar um acordo com o Vaticano. Como esta concordata infringe o espírito e a letra da carta magna, governo e mídia acharam perfeitamente natural manter este acordo sob sigilo.

E como se explica a ausência de protestos da mídia eletrônica evangélica? Simplesmente porque a mídia eletrônica evangélica tem sido privilegiada pelo governo de outras formas. Significa que no lugar de seguir a constituição e estabelecer completa separação entre estado e religião, o Brasil inventou uma forma original de administrar o conflito religioso, oferecendo vantagens às confissões religiosas mais poderosas.

E como ficam os secularistas e agnósticos que acreditam que um estado democrático deve ser obrigatoriamente laico? E as outras confissões religiosas afro-brasileiras, como o Candomblé, não deveriam entrar no bolo de privilégios?

Estamos na contramão do mundo desenvolvido e nossa imprensa, esquecida dos três séculos de censura absoluta antes de ser autorizada a funcionar, teve um surto de saudosismo e voltou a experimentar as delícias da autocensura.

 

Leia também

Omissão da mídia sobre acordo com o Vaticano — Roseli Fischmann

Comentários (41)
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Guilherme  Kamitsuji , São Paulo-SP - estudante
Enviado em 1/12/2008 às 10:08:34
A Santa-Sé, mesmo sendo Estado soberano, não deixa de representar o interesse da Igreja Católica, obviamente. Parece ser um jogo de interesses muito interessante: a Igreja católica que a cada ano vê seu rebanho diminuir, pode ajudar o atual governo a angariar votos em eleições próximas, além de um possível apoio do Vaticano às intenções políticas internacionais brasileiras, no sentido de apoiar o Brasil na sua busca por consolidação de sua imagem de potência dos países emergentes.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 29/11/2008 às 09:53:31
O que poderíamos esperar do beato Lula, o qual foi gerado nas entranhas da pastoral operária de SBC, cujo professor foi nada mais, nada menos que frei Beto, companheiro de jornada do católico Lula. Esse acordo prova que o presidente não é homem sério, visto que costumeiramente ele mistura política com religião. Sabemos nós, que tudo na vida fazemos política, mas elas são diferentes, temos a política da boa vizinhança, política no ambiente de trabalho, política religiosa, política partidária entre outras dezenas de políticas. Mas essa conduta inadequada do senhor Lula mostra seu caráter duvidoso, pois existem outras centenas de religiões e seitas, por isso ele esta na obrigação de fazer acordos com todas, não somente com aquela que lhe convém.
VALMIR ANDRADE , ADUSTINA -BA - DESEMPREGADO
Enviado em 28/11/2008 às 17:10:47
A História só se repete em duas circunstancia: ou como farsa, ou como tragédia.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 28/11/2008 às 15:30:17
"Depois disso denuncie e leve ao STF e faça jus ao teu dinheiro público": o STF anda fazendo "jus ao dinheiro publico" ultimamente? Eu estava no banheiro e nao vi.
francisco razzo , sorocaba-SP - prof
Enviado em 28/11/2008 às 14:57:21
Caro gregório! Realmente estou de acordo com você nesses dois pontos, primeiro não quis ser mal educado, se fui, se isso aconteceu, retiro o que eu disse e espero ter suas desculpas aceitas. Caso não aceite minhas desculpas, eu encerro minha participação na discussão por aqui. A outra coisa que concordo com você, e é justamente o que estou querendo dizer também, é quando ao nada de interessante do acordo. Só não dá pra compreender porque tanto alerde, (da Roseli Fischmann e aqui no OI), se o acordo não tem nada de interessante. Você que leu e releu o acordo deve ter percebido muito bem que não há nada de incostitucional nos seus artigos. Aliás, "Reafirma a adesão ao princípio, internacionalmente reconhecido, de liberdade religiosa". Nesse sentido, a imprensa não está certa de não ter dado tanta atenção? Se ele não é importante, qual o problema dele?
Gregório Guerra , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 28/11/2008 às 14:20:25
Francisco razzo que bufa e estrebucha, li e reli o tal acordo e não vi nele nada de interessante ao povo brasileiro. Um povo que tem várias outras necessidades bem mais importantes, inclusive a de boas escolas públicas. É bom falar com mais educação e contar com ela em todos os setores do país, pois só um povo bem educado pode constituir uma nação.
francisco razzo , sorocaba-SP - prof
Enviado em 28/11/2008 às 13:34:28
Caro Gregório. Você leu o acordo? Você sabe o real significado desse acordo? Pelo jeito que bufa e estrebucha com tuas opiniões, não! Faça o seguinte, leia o acordo e demonstre pra gente inconstitucionalidade. Depois disso denuncie e leve ao STF e faça jus ao teu dinheiro público. De resto, qualquer outra coisa é mera opinião! É mero delírio do juízo sobre as sombras! (ou seja, nada de valor racional)
Gregorio Guerra , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 28/11/2008 às 12:47:55
Só pelo fato do Brasil ser um estado laico, este tipo de acordo não deveria ser firmado. É bom lembrar que qualquer ação do governo é custeada pelo dinheiro do contribuinte, sendo ele ateu ou seguidor de qualquer religião. Inclui-se nessas despesas os pagamentos dos professores de educação religiosa, nas escolas públicas.
Michel Murta , Matozinhos-MG - Professor
Enviado em 28/11/2008 às 00:56:43
Sabemos que as políticas são feitas assim mesmo, com avanços e recuos, sendo desta maneira que os erros são descobertos e os acertos empreendidos. Mas a partir do momento em que num país como o Brasil, onde nos últimos 20 anos a bandeira da diversidade está presente em todos os discursos e propostas, uma tal atitude do nosso governo, cedendo privilégios a um grupo de grande influênca como a chamada Santa Sé, nega o paradigma da diversidade, paradigma este intrínseco à nossa própria identidade nacional.
francisco  razzo , sorocaba-SP - prof filosofia
Enviado em 27/11/2008 às 19:57:09
Prezado Ivan! Falar das "intenções escondidas", só mesmo com ajuda da ciência de espíritos. Como essa ainda a própria laicidade da ciência não corrobora, vamos analisar com a Razão (aquilo que nos é comum pela simples condição de sermos humanose e que os gregos e, justiça seja feita, os teólogos católicos nos legaram. Nem tudo, ou melhor, quase nada, na idade média foi fogueira! Voltamos à lógica, dos meros mortais: de que "intenções" você está falando? Bom, se for má intenção (entendida nesse contexto, como essa que fere qualquer princípio da nossa constituição democrática) é simples, contrate um advogado e processe o Estado, há instâncias bem humanas específicas pra isso! Vamos deixar ,cientificamente falando, os espíritos em paz! Sobre o seu: "Infiltracao escolar eh o sonho molhado deles". não vamos esquecer também (com toda suas variantes históricas) que quem inventou o que conhecemos modernamente como escola foram os cristãos-católicos. Se dúvida, basta ler um bom livro sobre Idade Média, mas e não esses, evidentemente, contaminados com a doutrinação ideológica vermelha e nem os psicografados.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/11/2008 às 18:33:01
"Caro Gregorio, quem está dizendo que foi as escondidas? O fato de a imprensa não cobrir o assunto, não permite esse irônico raciocínio, "Se tudo está correto e “abençoado”, por que ser às escondidas como se fosse crime? Ou secreto como se fosse estratégia de guerra?" Quem disse que foi "secreto"? Quem disse que foi às "escondidas"?": o que esta escondido sao AS INTENCOES. Eh isso. INTENCOES. Ninguem acha nada de mais que os evangelicos ficaram calados quando um "acordo" em pele de cordeiro foi firmado entre o Brasil e o vaticano porque eh oportunidade PRA ELES PROPRIOS. Infiltracao escolar eh o sonho molhado deles. Nem por isso o Brasil vai deixar de ser o que EU QUIZER: uma populacao de cientistas espiritas.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 27/11/2008 às 18:22:59
A imprensa não cobriu? Então, o Governo não fez nada errado. Se o fizesse... haja pauladas!
Francisco  Razzo , sorocaba-SP - prof
Enviado em 27/11/2008 às 17:16:01
Caro Gregorio, quem está dizendo que foi as escondidas? O fato de a imprensa não cobrir o assunto, não permite esse irônico raciocínio, "Se tudo está correto e “abençoado”, por que ser às escondidas como se fosse crime? Ou secreto como se fosse estratégia de guerra?" Quem disse que foi "secreto"? Quem disse que foi às "escondidas"? Essas são apenas meras opiniões, coisa que a imprensa sabe cobrir direitinho!
francisco  razzo , sorocaba-SP - prof. de filosofia
Enviado em 27/11/2008 às 16:25:15
O fato de a mídia não dar certa atenção, ou cobertura, a determinado assunto, seja lá qual for sua natureza, isso não significa nada além do que "a falta de atenção da mídia a determinados assuntos". Sintomático não é a indiferença da mídia, sintomático é o ódio em relação ao cristianismo, sobretudo o católico; sintomático é a retórica em relação à razão. sintomático a doutrinação ideológica em relação à verdade; a paranóia é um sintoma muito sério. Mas nada mais sintomático do que essa "pneumopatologia" de que sofrem alguns cinentistas, quando sua "lógica" conclui: "a imprensa não deu cobertura para um determinado assunto, logo estão ferindo a democracia." Demonstre que houve inconstitucionalidade no acordo, aí sim será demonstrado que estão ferindo os princípios da democracia. Porque de resto não passa de pura verborragia e odiosa retórica! Na hipotese de suspeita, demonstre, prove, abra um inquérito... mas (sempre há um porém) como esse papel não cabe à imprensa, espernear, bufar, realmente não adianta!
selma gindri , Dourados-MS - advogada
Enviado em 27/11/2008 às 15:16:16
"O que está em discussão não é a existência ou não do documento, mas a atenção que a mídia dedicou ao seu teor — isto é, nenhuma. (Luiz Egypto)". Eu assisti o programa de terça-feira, ninguém me contou. O propósito pode ter sido o anunciado acima, mas o programa se desenvolveu de forma totalmente diversa, criticaram o documento em si e bateram duro. Se não tem nada de irregular no tratado, por que a mídia necessariamente teria que se ocupar do assunto? Quantos tratados são assinados ao longo de um mandato presidencial e ninguém fica sabendo? Nesse caso o OI estava procurando pelo em ovo para fazer a crítica pela crítica, aliás como tem sido o comportamento da imprensa em geral desde 2003 no se refere ao governo federal, apenas.
selma gindri , Dourados-MS - advogada
Enviado em 27/11/2008 às 14:23:52

Procurei no site do MRE, fornecido nesse espaço, e li o documento. Não existe nada que já não conste em nossa legislação, principalmente na CF. Na verdade ninguém conhecia o documento, inclusive os jornalistas do OI e os convidados do programa de terça, e a maioria criticou. Esse parece ser um vício do brasileiro, inclusive de nossa mídia: vamos criticar, se estivermos errados fica por isso mesmo. http://www.mre.gov.br/portugues/imprensa/nota_detalhe3.asp?ID_RELEASE=6031

Nota do OI: O documento oficial está citado nas remissões ao pé da primeira matéria publicada sobre o assunto neste Observatório ("Omissão da mídia sobre o acordo com o Vaticano"), em 18/11/2008. O que está em discussão não é a existência ou não do documento, mas a atenção que a mídia dedicou ao seu teor — isto é, nenhuma. (Luiz Egypto)

Gregório Guerra , São Pauli-SP - Professor
Enviado em 27/11/2008 às 13:40:30
Aos defensores do acordo Brasil/Vaticano, a questão em debate não se refere às assinaturas, mas a maneira que como foi conduzido o processo deste. Se tudo está correto e “abençoado”, por que ser às escondidas como se fosse crime? Ou secreto como se fosse estratégia de guerra? Penso não ser sensato, nem democrático impor uma crença, mesmo que seja em Deus, através de assinaturas e acordos secretos. Dá até para lembrar os tempos da inquisição!
Marta Camilo , Uberaba-MG - Bióloga
Enviado em 27/11/2008 às 13:33:12
“Assim , o zelo missionário e catequético, enquanto perdura, flagela os povos ímpios do mundo inteiro, conclamando-os, através de todas as formas de compulsão, ao redil cristão. Mas simultaneamente, os engaja em sistemas econômicos e políticos de dominação...” (Por Darcy Ribeiro - As Américas e a Civilização, Editora Companhia das Letras, 2007). O assunto comentado nesta publicação não é simples e nem inocente para ser escondido das partes interessadas. Existem muitas outras disciplinas e atividades escolares, livres de religião, que podem ensinar cidadania, disciplina e civilidade aos estudantes.
Silmar Biazioli , Valinhos-SP - Engenheiro Mecânico
Enviado em 26/11/2008 às 23:28:50
Cordiais saudações aos ilustríssimos participantes deste Observatório. Poucos foram os comentários a respeito da falta de cobertura da mídia a respeito do acordo entre o Estado Brasileiro e o Estado do Vaticano. Nem todos tem acesso a internet. Também, não ví nenhum participante deste observatório (os cidadãos e cidadãs que emitem opinião neste espaço) comentar o acordo, cujo texto encontra-se disponível na página do Ministério das Relações Exteriores. Ensino religioso, para mim, é orientar as crianças e jovens a serem honestas, a valorizarem a família, a não roubar, não matar, a respeitar o próximo, a amar o pai e a mãe. Princípios universais (católica vem do grego que quer dizer universal). Além do mais, o pessoal do Candomblé não participa das festas da Igreja Católica na Bahia? É uma das poucas instituições que estão sempre de portas abertas, sempre com espaço e vez para quem queira participar, e evita a todo custo fazer propaganda das boas obras que faz. A igreja católica não é o Para, nem o Vaticano. É cada ser humano que deseje o bem universal, sem restrição, a igualdade, a hojestidade e a fraternidade. Os mais sinceros votos de sucesso e felicidade a todos os participantes.
francisco  razzo , sorocaba-SP - prof.
Enviado em 26/11/2008 às 22:43:56
Caro Paulo, pergunta simples, você leu o acordo? Em relação ao que exatamente você reintera sua estranheza? Cite um único artigo, ou uma única linha, qualquer ponto que realmente seja estranho à "laicidade" do estado?
Paulo Cunha , São Paulo-SP - Tradutor
Enviado em 26/11/2008 às 22:26:42
Selma, Agradeço sua contribuição, mas é impossível olhar simplesmente para o lado jurídico. Acordos entre Estados não são, por definição, uma questão de aplicação da lei, apenas de ordenanamento jurídico, mas sim, uma questão muito política. E políticamente, espero que o Estado brasileiro continue laico. E isso implica que ele não seja obrigado a ministrar aulas de religião católica apostólica romana (ou qualquer outra). Como cidadão brasileiro, e ator social, reintero minha estranheza com o conteúdo desse acordo. Abraços.
francisco razzo , sorocaba-SP - prof de filosofia
Enviado em 26/11/2008 às 20:59:23
Caro Jordan Bruno Oliveira, depois que a colega selma, desarticulou a lógica do artigo, agora o problema se tornou "o papel da imprensa"? Engraçado que, na própria estrutura do artigo, não é a impresa que parece estar no crivo do juízo da impresa! Convenhamos, não! No fundo, a verdade é que pouquíssimas pessoas leram o "acordo" e não porque ele é sigiloso, mas porque se tornou "cult" meter o pau na igreja católica!
Adriano Goulart , Belo Horizonte-MG - Bibliotecário
Enviado em 26/11/2008 às 20:23:07
Toda essa questão é apresentada sempre com viéses contrários, ora secularistas, ora religiosos. No entanto, pergunto aos companheiros que discutem o assunto: Tal tema configura-se num contexto meramente jurídico ou as posições fortemente defendidas tem resquícios do emblemático conflito laico-religioso? Minha opinião é que ambas posições podem conviver com certo conforto dentro do princípio de pluralidade. O que acontece é que históricamente as universidades são refúgio de agnósticos ou minorias anti-eclesiais que se utilizam do discurso academicista para contrapor-se e evitar a tudo que é propositivo em relação às questões religiosas. Há de se observar também que mesmo que as estatísticas apresentem uma diminuição de pessoas que se confessam sob uma perspectiva religiosa, grande maioria dos brasileiros divulgada no último censo ainda professa uma religião e é natural que tudo que é legislado num país, embora nossa configuração jurídica seja laica, seja interpretado e certamente aplicado sob a perspectiva de um perfil religioso dominante, no caso brasileiro, o católico. Não acredito também que o Brasil esteja na contramão do mundo, pois é assim também em toda Europa, América, sem contar o oriente, com casos mais radicais de regimes teocráticos. Um país estabelecido que não tenha um regime democrático , caso do Vaticano, não pode ser impedido de acordar sobre seus interesses.
Jordan Bruno Oliveira , Teresina-PI - Professor/História
Enviado em 26/11/2008 às 17:58:09
Selma, eu acho que vc não entendeu a proposta que o artigo do OI quer discutir: porque a imprensa brasileira não abordou este tema? É simples assim... Não é a questão jurídica que está sendo discutida, é o trabalho da imprensa brasileira que está sendo questionado...
francisco  razzo , sorocaba-SP - prof de filosofia
Enviado em 26/11/2008 às 17:57:56
Realmente é visível que ninguém leu o acordo, principalmente os participantes do programa. Enquanto isso, a mídia fazendo bem o seu papel de filodoxia! mas tá aí, leiam o acordo que não é segredo pra ninguem; e ainda que não seja papel da mídia, desafio alguem demonstrar inconstitucionalidade: http://www.mre.gov.br/portugues/imprensa/nota_detalhe3.asp?ID_RELEASE=6031 Qualquer opinião contrário ou é ingenuidade ou mera "eclesioclastia".
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 26/11/2008 às 17:33:38
Esse negócio de casamento religioso ainda perdurar no Código (novo?) Civil Brasileiro é algo esquisito mesmo. Ainda bem, que o batismo não está contemplado no Código Civil Brasileiro!. Já pensaram se nesse tal tratado (concordata) entre esta República e o "Estado" do Vaticano -com base no Direito Canônico- propuser ou determinar que a Igreja Apostólica Romana no Brasil poderá anular, a pedido dos interessados, com o devido "processo" conduzido "por profissionais licenciados pela CNBB" o casamento religioso?. Ultrapassará a quantidade de divórcios!.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 26/11/2008 às 17:29:36
"Selma introduziu um pouco de lógica nesse absurdo debate.Afinal, qual é o problema legal ou moral do acordo?": o problema eh uma infiltracao escolar de doutrina religiosa. Selma se atem aa linguagem juridica e legaloide pra nao ter que sequer admitir que existe o problemam, e ao afirmar que Dines ("voces") esta se "desmoralizando" ao afirmar que o Brasil esta "na contramao do mundo desenvolvido", esta negando o obvio do assunto como ele o abordou: a media nao deu atencao a um "tratado" com a catolicada como nao deu atencao aa infiltracao evangelica nos anos 80 e 90, porque era tudo preprogramado. Dines esta certo. Eh planejamento social desconhecido da populacao, igual foi no passado. E o Brasil continua na contramao em muitissimos aspectos. Pra esclarecer, sou nao so "religioso" como espirita ate a raiz dos cabelos do dedao do pe, e minha filha nunca ouviu falar de espiritismo... e de mim nunca vai ouvir. Eu quero Jesus o mito pra fora da minha casa... se alguem aparecer com um Jesus-igual-qualquer-pessoa-porem-melhor, reconsiderarei. Mito, na minha casa, nao.
Marcelo Carvalho , Mesquita-RJ - Professor
Enviado em 26/11/2008 às 15:45:50
Uma pena ver o ópio espalhado em nossas escolas. Nada contra as escolhas do meu próximo, é um direito legalmente constituído ter um "religare", mas por que nas escolas?
Mario  Blaya , piracicaba-SP - engenheiro
Enviado em 26/11/2008 às 15:05:50
Acho que a imprensa tem seus paradigmas, um e criticar sempre que possivel a Igreja Catolica, dizer que ela é tabu na imprensa, me parece piada, ante o escareceu que se faz quando um padre comete um erro. a educação religiosa em nossas escolas, se vier mesmo a ser incluida, será bom, pois do jeito que nossas crianças estão sendo "educadas" pode ser que se tornem cidadãos melhores do que estamos produzindo hoje.
Paulo Roberto Silva , Mogi das Cruzes-SP - jornalista
Enviado em 26/11/2008 às 14:53:11
Por que o estado de Israel pode se posicionar em defesa de judeus fora de sua jurisdição, usando inclusive o Mossad para punir nazistas fugitivos, e a embaixada da Arábia Saudita pode distribuir o Alcorão em português, e a Santa Sé não pode firmar uma concordata que assegure os direitos dos católicos? O estatuto da concordata é reconhecido no Direito Internacional Público, e em mjitos casos serviu para proteger os católicos de regimes secularistas radicais, como o México revolucionário ou os governos comunistas do Leste Europeu.
Rodrigo Leandro , Goiânia-GO - Bancário
Enviado em 26/11/2008 às 14:03:43
Engraçado este OI! Por favor, sem proselitismo ideológioco, nos digam qual artigo deste acordo fere a laicidade do Estado brasileiro! E muito facil criar esse climinha de intrigas sem dizer qual ponto realmente deste acordo fere a Constituição Federal. Outra questão: já que vocês são argutos observadores da nossa imprensa, porque não criticam a total falta de notícia sobre o escandaloso molestamento moral que as crianças e pré-adolescentes de escolas públicas estão passando com a chamada "educação sexual". Falo do caso do sr. João Flávio Martinez, de São José do Rio Preto, pai de uma garota de 13 anos, que escreveu uma carta aberta para o MEC e para a Secretaria de educação de São Paulo. Leiam a carta do pai. Crianças estão sendo "educados" com pênis de borracha e preservativos. Se este OI é tão cioso da não intromissão do Estado em crenças religiosas, porque não o mesmo empenho em denunciar o silêncio da imprensa em um caso grotesco de intromissão do Estado, em uma educação, que é de fundo moral, que cabe às famílias? O Estado, veja bem, faço uma pergunta e não uma afirmação, pode se intrometer desta forma na educação moral de crianças? Porque não comentam esta omissão da imprensa?
Selma Gindri , Dourados-MS - advogada
Enviado em 26/11/2008 às 13:51:49
Jordan, na minha opinião o assunto requer uma análise técnica, não adianta ficar indignado genericamente, faça-se uma análise das cláusulas e se identifique as inconstitucionalidades. A Santa Sé tem personalidade jurídica, portanto apta a assinar tratados internacionais. No programa de ontem, a partir de uma pergunta ao advogado sobre um crucifixo no STF foi respondida tecnicamente, o pastor e Dines não concordaram e a discussão enveredou para um viés como se o advogado fosse responsável pela colocação de crucifixos nas repartições públicas. Esse desvio de foco que não dá para aceitar, vamos fazer críticas, se couberem, mas com maturidade e tecnicamente. Também não entendi a utilidade de tua comparação: "Seria o mesmo que o Estados Unidos firmassem um acordo com o Irã, que eles consideram uma ameça nuclear"(????).
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 26/11/2008 às 13:39:45
Selma introduziu um pouco de lógica nesse absurdo debate.Afinal, qual é o problema legal ou moral do acordo? Ele vai passar pelo Congresso, a quem cabe zelar pela constitucionalidade.Ao que parece,ele não concede nenhum privilégio especial à religião católica.( e se concede, por favor, mostrem qual é )O mais absurdo de tudo é o comentário do professor de História (professor de História, Santo Deus !) comparando o acordo do Brasil com a Santa Sé a um eventual acordo EUA e Irã. Ele confunde a circunstância de que,no momento, são dois estados politicamente inimigos (o que é uma contingência) com o fato de que são dois estados soberanos que podem firmar tantos acordos quantos quiserem no momento em que quiserem.Tem razão a advogada Salma: é preciso parar de espalhar bobagens e desinformações. Ainda mais num site de jornalismo.
Jordan Bruno Oliveira , Teresina-PI - Professor/História
Enviado em 26/11/2008 às 12:54:51
Selma, A Santa Sé é um Estado Teocrático. Só isso já seria suficiente para este acordo ser considerado absurdo. Seria o mesmo que o Estados Unidos firmassem um acordo com o Irã, que eles consideram uma ameça nuclear.
Gregorio Guerra , São Paulo-SP - professor
Enviado em 26/11/2008 às 12:47:15
Sinto nojo ao ver tanta negociata usando Deus como pretexto. Quanta sujeira e religiões misturadas em um só prato. Será que esta turma toda, ao menos, pensa na possibilidade da existência de um Deus? Pelo jeito o deus desses chefes religiosos deve ser o dinheiro. E o Brasil dá um jeitinho em tudo. Coitado dos inocentes e ignorantes seguidores dessas religiões!
Selma Gindri , Dourados-MS - advogada
Enviado em 26/11/2008 às 12:03:53
Ontem assisti aquele monte de bobagens ditas pelo Dines, pela Roseli e pelo pastor, agra repetidas nessa matéria. O advogado deu explicações à luz da Constituição, do Código Civil e do Direito Internacional. Vocês deveriam consultar um constitucionalista para se inteirar se o documento padece de algum vício ao invés de ficar falando e escrendo bobagens e se demoralizando como profissionais. 1. O documento nào é sigiloso, é um tratado internacional, a Santa Sé é um Estado, portanto pessoa jurídica de direito público internacional. Um tratado é assinado pelo presidente da república e depois tem que ser ratificado pela C6amara Federal para ser válido. Onde está o "sigilo"? 2. A citação a Deus no preâmbulo da Constituição não foi uma intervenção pessoal do Sarney, com execeção de uma, todas fazem essa referência. 3. Leia art. 210, parágrafo 1º da CF e o art. 1515 do Código Civil. Tratam do ensino religioso nas escolas públicas e dos efeitos civis casamento religioso, respectivamente. 4. Pode até ser que tenha alguma inconstitucionalidade, que o Congresso com certeza indentificará, ou mesmo o STF se provocado, mas vamos discutir o assunto tecnicamente. 5. Fico imaginando quantas bobagens eu engulo quando se trata de assunto que não tenho um conhecimento mínimo. 6. A título de informação, não tenho religião, minha contribuição é para que tenhamos informações de qualidade.
ROGÉRIO SILVA , Varginha-MG - Jornalista
Enviado em 26/11/2008 às 08:45:30
Programa exibido no dia 25/11/08. Realmente é lastimável vermos uma instituição que espoliou as nações mundo afora, roubou países inteiros, por onde passou deixou marcas irreparáveis de destruição, violentou, agrediu, massacrou enfim, desrespeitou o livre arbitro dos seres humanos, receber privilégios até hoje. Ela é fruto de uma horrenda criação mundana para submeter todos os humanos sob suas vontades. Ela extirpou todo o ensinamento de Jesus Cristo cuja base é o AMOR. A maior contribuição desta “empresa” que tem como base o orgulho ostentado pelo poder econômico e político que arregimentou ao longo dos séculos foi e sempre será a bancarrota das nações. Na sua limitada concepção de mundo esta denominação religiosa acredita que apenas ela sobreviverá em meio ao caos que ela mesma ajudou a disseminar na humanidade. Chega desta covardia! Nosso Brasil é composto por uma diversidade de crenças que devem ser, todas, sem distinção, respeitadas. Não é apenas uma que detém a verdade. A verdade está na busca – LIVRE – de cada indivíduo e isso é outorgado por Deus no livro de Gêneses, na Bíblia. Livro este que, se a igreja não se esqueceu, é a sua maior constituição. Parabéns ao senhor, extensivo a toda sua equipe e convidados que expuseram a ousadia descomunal e descabida da igreja em sigilo selar um acordo entre o Brasil. Obrigado por nos ajudar a abrir os nossos olhos! Sucesso sempre!
José Carlos Camargo , Ribeirâo Pires-SP - Funcionário Público
Enviado em 26/11/2008 às 01:10:59
O Dines tem rezão quando defende o Estado laico. A propósito, a Biblia oferecida ao Dines, por um dos participantes, me pareceu ter sido confeccionado com material do Estado. O Dines poderia confirmar?
Rita Bastos Bastos , Londrina-PR - Socióloga
Enviado em 26/11/2008 às 00:44:55
Quanto mais cresce a miséria ea fome e o desemprego, mais as pessoas buscam "ajuda" para seus problemas no campo religioso. Nós ateus, nos vemos bombardeados todos os dias pelas religiões através da midia. Agora, querer colocar a religião dentro da instituição escola é no minímo desrespeitar totalmente as liberdades individuais. O Estado e as demais instituições dele também são laicas e assim deve permanecer
natalia facury , belo horizonte-MG - estudante de direito
Enviado em 25/11/2008 às 23:49:48
extremamente interessante o debate do programa de hoje, achei bastante parcial a posição do advogado da cnbb, certamente é função do advogado defender o interesse de seu cliente, mas o assunto merce maior discussão, com certezaq. Gostaria de sugerir uma discussão sobre a questão da infûência da Igreja Católica sobre o poder judiciário brasileiro. Quaestões sobre a presença de cruzes nas salas de audiencia e o por que da indagação sobre o fato de professar ou não alguma religiao quando da qualificação do réu no processo pena demonstram claramente que o Estado brasileiro não é assim tão secular quanto deveria.
Ivanir pedrosa , Goianá-MG - professor universitario
Enviado em 25/11/2008 às 22:57:22
Sinto-me sim perplexo ao ver se discutindo sobre este assunto relação entre igreja e estado brasileiro, pois para mim isto sim é censura, pois o vaticano como qualquer país tem relações diplomáticas e assuntos com os outros países do mundo inteiro. Fere sim e desrespeita os brasileiros alguém que nega aos mesmos a formação de sua dimensão religiosa. Todo ser humano possui várias dimensões do viver e do existir: social, cultural, física, intelectiva, emocional e religiosa, sendo que até a ciência mais que comprovou que no cérebro humano há um espaço para o desenvolvimento ligado às ações religiosas. Como assíduo telespectador deste programa, coloco meu parecer e digo que não se valorizar a história do Brasil, com suas caracter´siticas religiosas, com sua formação cristã, desde a origem, chegada da famílai portuguesa , dos jesuítas etc, é negar sua própria história e seu passado. No mais, penso que qualquer pessoa sabe que nossas crianças, adolescentes e jovens como qualquer ser humano precisa de valores, parâmetros em sua vida e negá-los ou omitir esta formação é inadmissivel. Não votei na enquete de semana passada e estou acompanhando o programa e peço que não oriente os que assitem através de qualquer fala para que vem ter respostas formuladas para este assunto. Sou agradecido. Sejam imparciais. Obrigado. Isto sim é um serviço a democracia. Continuem orientando bem .
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