ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 514 - 9/2/2010
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JORNALISMO ESPORTIVO
Complô contra a memória do futebol brasileiro

Por Antonio Carlos Teixeira em 2/12/2008

No episódio sobre o reconhecimento dos títulos nacionais conquistados por vários clubes nas décadas de 50 e 60, a imprensa esportiva brasileira está de mãos dadas com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Sabe-se que a entidade comandada por Ricardo Teixeira despreza os torneios anteriores a 1971, quando teve início o Campeonato Brasileiro. Entre os times vencedores daquelas competições estão Santos, Botafogo, Palmeiras, Bahia, Cruzeiro e Fluminense.

De acordo com a fraquíssima memória da CBF, Pelé não tem títulos nacionais. É rei sem coroa. O atleta de todos os tempos é órfão de conquistas no país que ajudou a se transformar no maior papão de títulos do mundo.

A entidade máxima do nosso futebol não está só. Tem o apoio de parte da mídia esportiva. O Globo Esporte, da TV Globo, vira e mexe traz reportagens colocando o Flamengo como pentacampeão brasileiro. Justíssimo. Ocorre que a TV Globo, ao mesmo tempo em que "reconhece" o título do time carioca de 1987, ignora as conquistas do Santos de Pelé e do Botafogo, de Jairzinho, por exemplo.

Se a CBF considera o Sport o legítimo campeão nacional daquele ano, por que a Globo contradiz a versão oficial, colocando o Flamengo como penta? O comportamento da emissora carioca seria coerente se também considerasse os títulos vencidos por Santos, Botafogo, Palmeiras, Bahia, Cruzeiro e Fluminense.

O jornal Folha de S.Paulo também presta desserviço à história do futebol brasileiro. No final do ano passado, o diário paulista publicou ranking dos clubes mais vitoriosos no Brasil. E atribuiu pontuação bem inferior aos campeonatos disputados antes de 1971.

Injusto e imoral

CBF e imprensa esportiva não têm memória. Os argumentos para o não-reconhecimento dos títulos dos anos 50 e 60 são frágeis, superficiais e despropositados. Um deles é o de que os campeonatos anteriores a 71 mudaram de nome várias vezes. Se o critério for este, o que dizer do atual Brasileiro, cuja competição trocou de nome pelo menos cinco vezes? Nasceu Campeonato Nacional, virou Taça de Ouro e Taça de Prata, ressurgiu como Copa União (módulos de várias cores), voltou a ser Brasileiro, apareceu como Copa João Havelange e agora é o "novo" Brasileiro de pontos corridos.

De 1971 para cá, a competição "oficial" da CBF teve um regulamento para cada ano. Bagunça generalizada. Essa babel de regulamentos e desmandos durou pelo menos 32 anos. Muita coisa aconteceu nessas mais de três décadas. As viradas de mesa tornaram-se comuns. O Campeonato Brasileiro só passou a ser mais bem organizado a partir de 2003. Ainda assim, não se observa o tal "caráter nacional" da competição. Somente nove dos 26 Estados, além do Distrito Federal, têm representantes no "novíssimo" Campeonato Brasileiro.

Seria, então, o caso de menosprezar as conquistas entre 1971 e 2002? A julgar pelo entendimento da CBF e mídia esportiva, sim. Mas seria injusto e imoral tirar títulos conquistados dentro de campo, tal qual nos anos 50 e 60. A prova de que as disputas nesses anos eram tão nacionais é que Náutico, Fortaleza, Sport e Bahia chegaram a várias finais, desbancado os "grandes" de São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul.

Torneio continental

Outra coincidência: os títulos ignorados pela CBF foram conquistados entre 1958 e 1970, justamente no momento em que o Brasil passou a dominar o futebol mundial. Depois disso, o "país do futebol" só voltaria a vencer outra Copa 24 anos mais tarde.

Vale lembrar que muitos campeonatos estaduais chegaram a ser disputados por apenas quatro equipes. O Paulista, por exemplo, chegou a ter dois campeonatos paralelos, além de edições com apenas quatro clubes. Mais: desde 1902, esteve sob a responsabilidade de nove diferentes federações. Mesmo diante de tantas alterações, todos os títulos são reconhecidos.

O Wikipédia traz um texto sobre a Taça Brasil, cuja introdução revela o caráter nacional dessa competição: "A Taça Brasil foi uma competição de futebol de nível nacional disputada em sistema de copa entre 1959 e 1968, antecedendo a criação do Campeonato Brasileiro. Foi criado pela CBD em 1959 para indicar os representantes brasileiros para um torneio continental e que teve sua origem no Congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), realizado no Rio de Janeiro em 1958, e que passaria a se chamar Taça Libertadores da América. Participavam da Taça Brasil equipes campeãs estaduais de todo o país..."

Será que Pelé existiu?

Para a CBF, o zagueiro Odvan, do Vasco, tem mais história que o grande Mauro Ramos, do Santos. Os laterais Giba, do Corinthians, e Maurinho, do Cruzeiro, têm títulos nacionais. Merecidíssimos, aliás. O contra-senso é descobrir que o grande capitão do tri do Brasil e do grande Santos, Carlos Alberto Torres, não traz essa conquista em sua biografia, mesmo fazendo parte de um time que venceu cinco campeonatos nacionais consecutivos.

Jairzinho, Gérson e Paulo César Caju são, na memória da CBF, nada diante de Bobô, Tupãzinho, Tonhão, Paulo Almeida, entre outros. E quem são Djalma Santos, Dudu e Ademir da Guia perto de Cris, Richarlysson, Wilson Mano e Tóbi? Pode-se comparar, por exemplo, Tostão e Piazza a Vampeta e Luizão? Para a CBF, não só pode como estes levam ampla vantagem sobre aqueles.

Louve-se a notável ferramenta Wikipédia, que mantém intacta a história do futebol brasileiro dos anos 50 e 60. Os torcedores de Botafogo, Santos, Bahia, Cruzeiro, Fluminense e Palmeiras que quiserem olhar pra trás têm de lançar mão do vasto material disponível na internet sobre o período mais vitorioso do futebol brasileiro.

Porque, se depender da mídia esportiva, a história desse esporte no Brasil começa somente em 1971. Foi quando a CBD – e depois a CBF – passaram a gerir o esporte mais apaixonante do planeta de maneira irresponsável e irregular, sob enxurrada de denúncias de corrupção, dentro e fora de campo.

Fica, por fim, pergunta aos burocratas da CBF e aos jornalistas esportivos, principalmente aos da velha guarda: Pelé existiu? Têm certeza? E Garrincha, Gérson, Ademir da Guia, Tostão, Pepe, Gilmar, Piazza, Cafuringa, Marco Antônio e tantos outros campeões das décadas de 50 e 60?

Comentários (21)
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José Osmane Rocha , Penápolis-SP - Designer Gráfico
Enviado em 16/1/2009 às 16:41:30
Apenas uma pergunta a CBF: Se a Fifa resolver mudar o nome da Copa do Mundo, como fica o Brasil com seus títulos, e os outros, ficariam todos em igualdade de condições, então deveríamos enterrar a históriao, títulos nacionais sempre serão nacionais, mas é muito difícil reconhecer coisas que não trouxeram beneficios financeiros aos dirigentes apaniguados pelos dirigentes de federações estaduais e suas camari...
João Paulo  Tozo , São Paulo-SP - Publicitário e Blogueiro.
Enviado em 13/1/2009 às 15:21:18
Parabéns pelo texto, caro Antônio Carlos. Há alguns dias, tomei a liberdade de reproduzir essa matéria em meu blog, o Ferozes Futebol Clube. Foi a forma que encontrei de dizer o quanto concordo com suas análises e o quanto essa situação toda me incomoda. O link: http://ferozesfc.blogspot.com/ Grande abraço, João Paulo Tozo.
Carlos Virgilio  Nepomuceno , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 29/12/2008 às 14:59:12
A única questão que permite discussão é se a Taça Brasil, a partir de 1959, e o Roberto Gomes Pedrosa, de 1967 a 1970 (este último ano com o nome de "Taça de Prata") eram oficiais ou não. Mais do que isso: se eram as competições que davam ao seu ganhador o status de campeão nacional daqueles anos. E sobre isso não há qualquer dúvida. As súmulas dos jogos da época provam isso, além de centenas de reportagens em veículos como O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal dos Sports, A Gazeta Esportiva, O Estado de Minas, rádios, tevês e até o Canal 100. Quem tiver curiosidade, entre no youtube, pesquise os termos "Taça Brasil 1965 Santos Vasco" e verá duas matérias - uma da TV Cultura, outra do Canal 100 - sobre as finais da Taça naquele ano. Quem fizer isso ouvirá o locutor Cid Moreira dizendo, para milhões de brasileiros, o que significava a Taça Brasil. Enfim, concordo plenamente com o articulista e acho que ele ainda pegou leve. Pois o Campeonato Nacional, a partir de 1971, pode ser chamado de "O Campeonato da Ditadura Militar", cujo lema era: "Onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional. E onde vai bem, mais um time também". Assim, a Taça Brasil deveria valer muito mais do que qualquer outra competição, pois representou a era de ouro do futebol brasileiro. Está na hora de respeitar nosso passado esportivo.
Carlos Virgilio  Nepomuceno , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 29/12/2008 às 14:47:17
O argumento - único, por sinal - do senhor Capone é digno de pena. Ela achq que toda competição em forma de "Copa" é inferior à de "campeonato". Em primeiro lugar, senhor Capone, as principais competições do futebol são em forma de "Copa", ou jogos eliminatórios, ou "mata-mata", como famigeradamente se diz. Vejamos: Copa do Mundo, Europa, Copa América, Liga dos Campeões da Europa, Copa do Mundo de Clubes da Fifa, Copa Libertadores da América. Por este raciocínio, chegaríamos á conclusão de que Copas devem valer mais e não menos do que "campeonatos". Em segundo lugar, "Copa" é uma designação igual à Taça, que vem do inglês "Cup", que quer dizer xícara ou em formato de. Portanto, Copa tem a ver com o formato do troféu jogado, e não com a sua forma. Um Campeonato pode se chamar Copa, ou Taça, ou Troféu. É só uma questão ortográfica. Em terceiro lugar, o fato de ser uma Copa não elimina o aspecto oficial da competição. Bebamos em fontes onde o futebol é mais profissional e organizado - como nos Campeonatos Espanhol, Inglês,Italiano e Alemão - para constatar que as competições anteriores à competição de pontos corridos são consideradas da mesma forma. Os campeões da Copa da Espanha, competição anterior ao Campeonato Espanhol, são considerados campeões espanhóis. Está no site da Federação Espanhola. É só ter o trabalho de checar. (continuo no próximo comentário)
Boris Capone , Rio-RJ - Engenheiro
Enviado em 6/12/2008 às 17:05:31
Caro Antonio Carlos, continuo com o mesmo argumento, uma é uma competição em forma de copa e outra em forma de campeonato, e na minha sincera opinião é impossível a comparação de uma competição com a outra. Concordo com você no que diz respeito a importância da Taça Brasil, a mídia esportiva e o "mundo do futebol" deveriam valorizar tal título, no entanto, muitos torcedores nem têm conhecimento desta competição; inclusive os próprios clubes não a valorizam, prova disto é o fato que os clubes incluirem estrelas a seus escudos para campeonatos estaduais, campeonatos brasileiros, libertadores, mundiais, etc, menos para a Taça Brasil. No que diz respeito à CBF, todos nós podemos concordar que lá o $$$ fala mais alto que à memória e respeito ao esporte.
Osvaldo Luiz Prado , São José dos Campos-SP - Analista de Tecnologia da Informação
Enviado em 5/12/2008 às 13:45:38
Parabéns ACT pelo brilhante texto. Já passou da hora do Brasil reconhecer os campeõs brasileiros anteriores a 1971. Se a imprensa considera o Flamengo campeão de um campeonato vencido pelo Sport Recife e o Vasco da Gama campeão de um campeonato não "administrado" pela CBF porque não reconhecer os legítimos campeões brasileiros da década de 50 e 60. Para aqueles que ainda têm dúvida desses títulos recomendo uma pesquisa aos jornais e revista da época.
Antonio Carlos  Teixeira , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 5/12/2008 às 10:36:18
Caro Boris, pergunto: quando foi criada a atual Copa do Brasil? Se não me engano, em 1989 E o Campeonato Nacional da CBF, não foi a partir de 1971? Por que igualar os títulos nacionais anteriores a 71 à Copa do Brasil e não ao Campeonato Brasileiro? O Campeonato Nacional iniciado em 71 substituiu que competição mesmo? Respondo: Taça Brasil. Por que apagar tudo o que passou? Onde está o tal direito adquirido? Os times que venceram aquelas competições o fizeram no tapetão? Sobre os argumentos pueris, eles estão de acordo com o entendimento da CBF sobre aqueles títulos, pueril, irresponsável e despropositado. Sobre as comparações entre jogadores, você entendeu ao seu modo, pois ao invés de menosprezar os craques a partir de 71, eu os elogiei. Mas também fiz questão de dizer que, para a CBF, os craques das décadas de 50 e 60 não têm a mínima importância. Muitos deles têm títulos de Copa do Mundo, mundial de clubes e libertadores, mas não têm títulos nacionais. Onde está a coerência disso? Com a palavra, a CBF e parte da mídia esportiva que caminham para onde aponta o cifrão ($$$).
valdir  teodoro dos santos , são paulo-SP - segurança
Enviado em 5/12/2008 às 08:27:33
Ótimo comentario e muito pertinente, seria muito bom que comentaristas esportivos principalmente estes que se denominam intelectuais como o Sr. Juca Kfouri e muitos outros éticos como eles se denominam, podessem ler este comentario, e apredenderem o que é ser imparcial. Parabéns
Boris Capone , Rio-RJ - Engenheiro
Enviado em 5/12/2008 às 01:33:40
Discordo total e completamente do autor Antonio Carlos. Primeiro e derradeiro argumento. A Taça Brasil não era um campeonato, era uma copa (sistema de chaves, playoffs). Portando senhores, como a própria Wikipedia diz na sua primeira sentença "A Taça Brasil foi uma competição de futebol de nível nacional disputada em sistema de copa entre 1959 e 1968", concordo que estes títulos devem ser reconhecidos, mas como oriundos à Copa do Brasil, não ao Campeonato Brasileiro. O argumento referente à importância dos atletas é lamentável e pueril, usando-se de comparações esdrúxulas e descabíveis. Nenhum jogador deixa de ser "menor" por falta desde ou aquele título. Zico, Cruyff, Zizinho e outros nunca ganharam uma Copa do Mundo e nem por isso deixam de estar dentre o hall dos melhores da história.
Milton Nunes , Matão-SP - Jornalista
Enviado em 4/12/2008 às 17:35:29
Concordo em número, gênero e grau. Parabéns.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 4/12/2008 às 10:48:11
Concordo com Antonio Carlos Teixeira. E é muito bom o argumento sobre os diversos nomes que o "campeonato brasileiro" já teve.
Marco Davis , SP-SP - analista de sistemas
Enviado em 4/12/2008 às 09:33:42
O meu Santos F.C é Octa-Campeão Brasileiro faz tempo! Não preciso que uma entidade sabidamente corrupta "reconheça" esses títulos! Está escrito na história do futebol Mundial (não só brasileiro...). [ ]. Aliás, qualquer título não reconhecido pela "famiglia Teixeira" só lhe dá mais nobreza!! E qualquer veículo de comunicação que despreze a história merece muito cuidado por quem os assiste ou lê.
Jaime Guimarães , Salvador-BA - professor
Enviado em 3/12/2008 às 19:21:44
Primeiramente, gostaria de parabenizar o jornalista pelo excelente texto. Um texto que não precisaria ser escrito com tantos argumentos e fatos incontestáveis caso o óbvio prevalecesse: Santos, Palmeiras, Bahia e outros clubes que venceram a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa são, sim, campeões brasileiros. E democraticamente discordarei do jornalista Ivan Berger. Enquanto ele se refere a saudosismo, eu prefiro utilizar os termos justiça e reconhecimento. Se a empresa do Pelé desviou dinheiro da UNICEF ou se isso ou aquilo é outra história; o fato é que o jogador conquistou títulos nacionais que precisam ser reconhecidos oficialmente pela entidade que comanda o futebol brasileiro ( e mal, diga-se de passagem). Conquistou dentro de campo e não apenas ele, mas tantos outros jogadores como Tostão, Garrincha, etc. Bagunça é o reconhecimento de títulos paulistas da era amadora, por exemplo, onde havia dezenas de ligas de futebol pelo estado disputando torneios. Em uma dessas ligas o S.C.Corinthians sagrou-se campeão, mas por outra liga o Paulistano sagrou-se campeão. Resultado: em 1916, dois "campeões paulista" por ligas diferentes. E foi assim em 1924, 1928 e 1929. Ligas diversas, uma bagunça total. No entanto, ninguém contesta esses títulos. Por que, então, contestar títulos legítimos de Santos, Palmeiras, Cruzeiro em campeonatos ORGANIZADOS na década de 60?
Sheik Leandro , São Paulo-SP - Músico / Op eventos
Enviado em 3/12/2008 às 17:27:31
Primeiramente, muito boa essa matéria. Claro nessa época meu pai era adolescente, mais mesmo assim foram conquistas foram titulos nacionais e nada pode apagar o que foi ganho em campo. Com isso vemos que a desordem sempre foi uma "caracterisitica" do nosso futebol e isso nos entristece como brasileiros. O Estranho é que ninguém comenta sobre isso não é verdade ? ? ? Todos tratam esses titulos como se fossem titulos insignificantes. Na verdade esses titulos valem mais do que o Tal Brasileiro de 2007 , onde 12 rodadas foram anuladas e na final o time da marginal sem n° (pop curinthinhas) ainda foi AJUDADO com a não marcação do PENAL mais "Roubado que eu já vi" INTER MORALMENTE CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2007 (parabens colorado) ... O Palmeiras é o legítimo octacampeao brasileiro ao lado do Santos, e é isso q dói na alma da patética e escrota CBF. O Palmeiras é o legítimo octacampeao brasileiro e o time do Santos também.
Athayde  Filippinni , S Paulo-SP - Economista
Enviado em 3/12/2008 às 10:24:19
A Federação Argentina considera até os titulos conquistados por Boca, River e outros times de Buenos Aires no amador. Isso é preservar a memória do esporte. E a AFA está anos luz à frente da senhora CBF. O Palmeiras é o legítimo octacampeao brasileiro ao lado do Santos, e é isso q dói na alma da CBF e Globo.
marcelo zanello , louveira-SP - administrador
Enviado em 3/12/2008 às 00:29:38
estamos no brasil meus amigos!!! país sem memoria...o [ ]teixeira jamais irá reconhecer esses títulos tão importantes quanto os de hoje, seria ir contra a rede globo de telealienação...
joel emidio  da silva , sao paulo-SP - funcionario publico
Enviado em 2/12/2008 às 19:45:02
Com o devido respeito pela opinião alheia, permita-me o senhor jornalista Ivan Berger discordar e igualmente opinar tal atitude por parte de um jornalista, que deveria antes de tudo, apreciar a verdade. E é disso que tratamos, apenas a verdade histórica, respeito à memória, nada mais. Quer criticar Pelé? Pois critique, tens toda a liberdade. Queres criticar Gerson? A vontade! Quer criticar o Luxemburgo, um vencedor, mais autentico "mala", à la vontê! Porém, repeito o que Pelé, garrincha, Nilton Santos, Bauer, Domingos da Guia, Oberdã, Valdir de Moraes, Djalma Santos e tantos outros, fizeram. Isso é saudosismo? Não, não é saudosismo, é apenas MEMÓRIA. E falamos da memória não de um time ou de um jogador, mas do próprio futebol brasileiro. Isso que a CBF faz é sobretudo BURRICE e justamente ela, a Organização máxima, quem deve zelar pelo patrimônio, pois se depender de certos "pensadores", mesmo jornalistas, memória é daquelas coisas que nada serve. Quye o sr. Ivan reflita sobre o que é um povo, uma nação sem História.
joel emidio da silva , sao paulo-SP - funcionario publico
Enviado em 2/12/2008 às 19:30:42
Isso que ocorre com a CBF é das coisas mais infames e injuriantes que conheço. É esquisofrenico. É como se ignorasse o futebol antes de 1971. É como se não fosse tri mundial entre 1958 e 1970; é como se Pele e Garrincha não tivessem existido ou fossem amadores. Não quero reforçar nossa imagem de "complexo de viralata", mas na verdade, os ingleses são mais sérios em termos de estatisticas: lá eles consideram TODOS os titulos, até aqueles ganhos pelos clubes em no século XIX. Isso que ocorre com a CBF simplesmente deveria ser motivo de piada....
Luiz Gustavo Souza , São Paulo-SP - Advogado
Enviado em 2/12/2008 às 16:51:13
Não se está discutindo aqui a qualidade de quem jogou antes de 1971, O que se propõe é que a CBF reconheça aquilo que aqueles times ganharam dentro do campo. O resto é conversa mole, ou opiniões de torcedores de times que não ganharam nada antes de 1971. A inveja é uma droga. PELO RECONHECIMENTO JÁ DOS TÍTULOS ANTERIORES A 71.
Ivan Berger , Santos-SP - jornalista
Enviado em 2/12/2008 às 15:48:35
Volta e meia aparecem os saudosistas para reclamar de supostas injustiças ao pessoal da velha guarda,o que não corresponde exatamente a verdade. A começar pelo culto a Pelé,que continua sendo endeusado a ponto de fazer-se vistas grossas as trapalhadas e transgressões éticas e morais que pontificam sua trajetória pós-futebolística,remember os 800 mil dolares subtraidos da Unicef argentina e nunca devolvidos, só para ficar num exemplo. Os antigos craques e equipes que marcaram época estão sempre sendo lembrados,pelos canais esportivos e a infinidade de comentaristas que proliferam em nossa imprensa especializada. Quanto aos títulos passados e não reconhecidos oficialmente, é óbvio que a disputa do Campeonato Brasileiro a partir de 1971 foi uma espécie de divisor de águas em nosso futebol, se não em termos de organização,já que a bagunça só começou a diminuir de 2003 para cá, pela efetiva integração que proporcionou, ao contrário das competições regionais de outrora.Se for levar ao pé da letra esse papo de que Odvan tem mais história do que Mauro Ramos de Oliveira não esqueçamos que nem só de craques vivia o futebol de antigamente, os cabeças de bagre não são exclusividade dos tempos atuais, mesmo nos grandes times sempre haviam os que destoavam. Só que hoje tudo repercute muito mais. Na própria seleção de 70,por exemplo,metade daquele time não formaria hoje.Mas como ganhamos...
Neli Faria , são paulo-SP - PROCURADORA DO MUNICÍPIO DE SP
Enviado em 2/12/2008 às 12:10:01
Parabéns,senhor Jornalista. É um acinte a dona CBF não reconhecer os títulos Nacionais antes de 1970...esses pernas-de-paus,valem mais do que Pelé. E,o caderno de Esportes da dona Folha é ruim,muito ruim. No mais,parabéns,pelo brilhantismo .
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