ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 515 - 9/2/2010
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CASO MARCELO SILVA
Época, Veja e o dramalhão de novela

Por Luciano Martins Costa em 15/12/2008

Comentário para o programa radiofônico do OI, 15/12/2008

As duas principais revistas de informação do Brasil, pelo menos aquelas que alcançam mais leitores, escolheram para suas capas o episódio da morte de um ex-policial que foi casado com uma atriz de televisão.

As duas publicações dedicam ao tema páginas e páginas relatando o relacionamento conturbado entre a mulher famosa e o típico galã de subúrbio, quase trinta anos mais jovem. E é assim mesmo que a revista Época trata o ex-policial que morreu de overdose de cocaína no estacionamento de um hotel: "galã de subúrbio". Chama-o também de "anônimo que tirou a sorte grande casando-se com uma estrela da TV".

Não é o caso de se gastar o tempo com análises sobre o evidente preconceito presente nas afirmações, mas observar como a imprensa que se pretende relevante gasta papel com temas de importância duvidosa, em detrimento das questões que poderiam contribuir para melhorar o nível de suas relações com o público.

Banalidade pura

O relacionamento entre publicações que se pretendem influentes e seu público se constrói pela partilha dos temas relevantes, que ajudam esse público a fazer escolhas e formar opiniões.

Para se ter uma idéia, Época dedica quatro vezes mais espaço para a morte do ex-policial do que para o caso de assassinato que envolve o empresário Constantino de Oliveira, dono da empresa aérea Gol. Outro tema relevante, o caso que envolve magistrados acusados de vender sentenças mereceu apenas uma página.

Veja também preferiu dar amplo espaço para a psicologia ligeira sobre o relacionamento entre a atriz famosa e o anônimo suburbano do que a questões como o pacote do governo contra a crise econômica, ou a pesquisa que mostra o hábito de empresários brasileiros de distribuir propinas a agentes públicos.

As chamadas revistas semanais de informação são supostamente importantes pela capacidade de resumir os principais fatos do período e oferecer aos leitores a oportunidade de refletir sobre questões importantes para suas escolhas do dia-a-dia. Quando dedica a capa e muitas páginas a temas que são a marca das revistas de banalidades, a imprensa que pretende ser influente está apenas afirmando que não quer ser levada a sério.

Comentários (31)
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Geraldo Nogueira de Lima , Goânia-GO - Aposentado
Enviado em 20/12/2008 às 05:16:14
Se a revista Veja ainda pretende ter uma imagem de seriedade a unica medida adequada é a demissão de seu chefe de redação.
Rosângela Maria Pires , Guararema-SP - Professora
Enviado em 17/12/2008 às 15:02:02
Há muitos anos que me nego a ler a revista Veja, Época, e outras tantas inutilidades, que estão entre as que propagam fofocas e não cumprem com o papel importantíssimo, a meu ver, de oportunizar reflexões sobre temas relevantes como está tão bem exemplificado no antepenúltimo parágrafo do artigo, ou seja, o caso que envolve os magistrados acusados de vender setenças , que não mereceu todas as luzes necessárias para colocá-los a todos na cadeia, trabalhando forçado pelo desserviço à sociedade brasileira. É vergonhoso tudo isso. Sofrível essa irrelevância toda nos temas escolhidos, formando opiniões que não ajudarão em nada a transformar a nossa sociedade em uma base séria, ética e moral. Por sorte temos ainda revistas como Carta Capital, Caros Amigos, jornal Brasil de Fato, maravilhosos suportes, assim como os sites Observação da Imprensa, Transparência Brasil, entre tanto lixo que teima em proliferar. É pena! Parabéns a vocês que nos ajudam a oxigenar o nosso intelecto com tão bons artigos.
Andréa Ferreira , São Paulo-SP - tradutora
Enviado em 16/12/2008 às 09:42:29
A Veja e a Época parecem disputar leitores com as revistas de fofocas, só que a um preço de capa mais caro. É por isso que na minha casa, há algum tempo, só entra a Carta Capital.
Paulo  Pereira , S J Campos-SP - .
Enviado em 16/12/2008 às 02:00:52
“As duas principais revistas de informação do Brasil, pelo menos aquelas que alcançam mais leitores,..” Por que elas vendem mais? Acho que duplas sertanejas ou cantoras de axé, por exemplo, têm a resposta.
renan esteves esteves , brasilia-DF - militar
Enviado em 15/12/2008 às 23:11:56
Desde que o mundo é mundo e de que a mídia é midia, eles sempre agem assim. Foi a mesma coisa com o Fábio Assumção e semre será com qualquer personalidade que apareça! Com tantos fatos para se interessar e se preocupar, a mídia perde seu tempo com fait divers, na minha opinião. E como você mesmo disse: "quer ser levada a sério".
welber lima santos santos , salvador-BA - pedagogo
Enviado em 15/12/2008 às 22:39:20
Caro diógenes, quando diz que o que circula é culpa noss , não estaria exigindo muito de nós? A imprensa ganhou uma toal relevância nesta sociedade informacional que é capaz sim de forjar decisões importantes - vide a eleição de 89. inda bem que as realçõies sociais e a democratização dos meios de comunicação vem fazendo resistenci aos imperativos midiáticos mas se eles primassem pela ética e a boa formação não priorizava os temas banais a serem explorados. Abraço a todos pelo rico debate aqui
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 15/12/2008 às 19:21:24
Não sei com Veja e Época trataram o tema em tantas páginas, mas o caso mereceria muitas delas. O ex-policial só é ex de junho para cá, quando foi expulso da PM por ter batido numa mulher. Pelo menos é o que se diz. Já o PM que matou o menino de 3 anos foi inocentado e não foi expulso. Se o ex-PM só tinha seis meses de ex e cheirava cocaína há pelo menos três anos, há boa veia para matéria, aí. Mais ainda: a namorada dele disse que ele passou no centro do Rio e recebeu de dois PMs a cocaína que acabaria por matá-lo. Isso também renderia boas páginas, não? Afinal, a PM carioca não vive invadindo morros e matando "traficantes"?
Diogenes Barbosa , Caruaru-PE - Estudante Universitário
Enviado em 15/12/2008 às 19:13:09
Gostaria de parabenizar o Luciano M. Costa pelo artigo e dizer que concordo com a opinião do "Zé da Silva Brasileiro", de Belo Horizonte. Sou estudante de jornalismo e vejo que em poucas palavras o Zé conseguiu sintetizar uma das mais relevantes premissas da relação entre os veiculos de comunicação e o público: É veiculado aquilo que o público quer saber, ouvir, assistir ou mesmo ler. A idéia de que o público é manipulado parece não fazer mais tanto sentido. Só nos resta fazer com que essa ferramenta seja bem utilizada. Se os nossos veículos propagam informações que pouco tem a contribuir com a nossa realidade, com o nosso cotidiano é nossa responsabilidade cobrar um conteúdo descente, que venha a acrescentar algo construtivo as nossas mentes. Temos que lembrar que somos nós os principais responsáveis por tudo isso que circula pelas bancas de revista: somos nós quem financiamos tudo isso.
Caíque Pinheiro , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 15/12/2008 às 18:21:27
Ah! Mas ainda falta cobrir o processo que a família do sujeito falecido vai mover contra a Ana Maria Braga. E, na rebarba, vem a disputa judicial pela honra/desonra do morto. O final é reservado ao editores, por hora. início de novela quente, não?
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 15/12/2008 às 17:28:03
Os leitores dessas revistas não diferem dos leitores periféricos. Essa gente que tem acesso a veículos de comunicação caro, adoram saber que o ator ou a atriz estão envolvidos com drogas, suburbanos sem qualificações profissionais e similares. Infelizmente, este é um país sem futuro do ponto de vista cultural?
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte - MG-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 15/12/2008 às 17:16:27
Os donos dessas editoras não são de jogar dinheiro fora e sabem o que fazem. Eles dão destaque a esse tipo de notícias porque conhecem muito bem o gosto do seu público leitor. As tiragens de suas revistas confirmam que eles estão certos. Eles jogam aos seus leitores o que eles merecem e desejam. Não tenham dúvida de que quando esse tipo de notícia não tiver mais receptividade e houver encalhe nas bancas, esses mesmos empresários, sintonizados como sempre, passarão a ofertar outro tipo de notícias. É o mercado meus caros. A oferta se adequa à demanda.
João Silva , São Paulo-SP - Universitário
Enviado em 15/12/2008 às 16:58:40
Muito bem observado.
Nika  Pereira , Goiânia -GO - Jornalista
Enviado em 15/12/2008 às 16:22:01
Parabéns pelo artigo meu caro colega. É difícil aceitar que uma revista do porte da Veja ou da época dediquem tanto espaço a um assunto tão banal. Tudo bem se o foco fosse o drama das pessoas que usam drogas ou algo assim, mas especular sobre a vida dessas duas pessoas, ex-policial militar e da atriz. Assunto que não muda em nada a vida das pessoas...é muito triste e decadente. Espero que a próxima capa e assunto seja mais inteligente e exija mais dos jornalistas pensantes destes dois meios de comunicação e que possa colaborar para o conhecimento da população. As vezes eu até acredito na decadência do jornalismo.
Gabriela souza , bertioga-SP - auxiliar administrativa
Enviado em 15/12/2008 às 14:48:02
um só comentárioa fazer...concordo com absolutamente tudo o q você escreveu. È um absurdo nossas melhores revistas dedicarem qualquer espaço a este assunto. Parabéns pelo artigo.Muito bom
Cler Mattos , São Paulo-SP - Filósofa
Enviado em 15/12/2008 às 14:42:05
Luciano Martins Costa, é o caso sim de se comentar, para servir de alerta para uma senhora [ ] que só viu a juventude e os musculos de um homem bonito e viril. Precisa ver mais. Se ela o deixasse da primeira vez que ele aaprontou não passaria por isso agora. E ainda vem o padrasto dele colocar a culpa Ana M Braga, ela falou muito bem. Ele o padrasto juntamente com a mãe do rapaz que foram os culpados, que não cuidaram do filho enquanto era tempo. Mais fácil colocar a culpa na mídia. O rapaz já foi tarde, que descanse agora e dê descanso para os outros também.
sammantha Fabricia , Bh -MG - estudante
Enviado em 15/12/2008 às 14:40:39
Quantas são as Suzana por este País ? Que acreditam nos pobrezinhos, nas declarações falsas de amor.... que acreditam que podem ajudar quem está precisando delas.... eu sou uma destas suzanas e existem muito mais outras....
Eduardo Glomersson , Birigui-MG - Halterofilista
Enviado em 15/12/2008 às 14:39:23
Pô gentem, é por isso que eu só leio a Revista Capricho, lá eles abordam os melhores temas sobre traição e falta de honestidade com o parceiro!! Ah1 Outra revista boa é a Nova! Abs
Suzana  Horta , Belo Horizonte -MG - estudante
Enviado em 15/12/2008 às 14:38:20
A melhor frase, foi dita pelo reporte Cabrini : " Dê a um homem poder e dinheiro e verá quem ele é !" Eu e a Vieira temos muitas coisas em comum...o inicio do namoro em 2006, o termino trágico emocionalmente da elação em setembro/2008... Mas em comomum : o excesso da vaidade masculina, o nivel social e financeiro diferenciado entre a mulher e o homem. A vaidade danosa que pra eles age como melado ! Ao comer se lambuzam e não dão conta de se limparem. Pois há a irresponsabilidade e o carater fraco. São homens deslumbrados sem base emocional, mascarados e dependentes, além dissimulados, que nos cusam dó. As diferenças aqui se estabelecem somente na ausência de droga, e midia. A ainda na diferença de idade, os fatos aconteceram em um nível de muito menos glamour.
Teresa Souza Dias , rio de janeiro-RJ - secretaria executiva
Enviado em 15/12/2008 às 14:34:07
Realmente o mundo perdeu a noção de tudo principalmente o jornalismo que se tornou barato e pobre de temas. Ontem assiti ao documentário UMA VERDADE INCONVENIENTE do Al Gore que mostra como nosso mundo está prestes a se acabar por total falta de coragem de todos quererem encarar uma realidade que é a VIDA.... por isso lamenta cada vez mais quando leio essas reportagens sobre um infeliz que casou com outra infeliz e virar caapa. Deveriam colocar nosso planeta na capa de todoas as revistas e chamar atenção com letra garrafais.....TODOS ESTÃO ASSASSINANDO A TERRA E NINGUEM CONDENA.......tenho dito.
Mariza Lobato , Nobres-Mt - advogada
Enviado em 15/12/2008 às 14:24:11
Já encheu o saco a publicidade em torno da morte desse joão-ninguém, sua namoradinha suspeitíssima e da ex-mulher famosa que colocou o cara prá fora de casa para ter sossego e dignidade...
ana paula ferlin , campo grande-MS - publicitaria
Enviado em 15/12/2008 às 14:17:58
Realmente. É uma pena que as pessoas se interessem mais por esse tipo de assunto, algumas pessoas estão mais preocupadas com a vida dos outros e não com o próprio nariz, e se isso rende mais ibope às revistas, é óbvio que trarão o que interessa ao leitor.
Júlio Lins , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 15/12/2008 às 13:47:39
Se fosse gente pobre, a Susana Vieira já estaria na mira da polícia como principal suspeita do crime. Outra coisa não foi esclarecida: ele estava há mais de 1 ano sem cheirar cocaína. Por que ele voltou de uma hora para outra??? Alguma coisa está errada!
Júlio  Lins , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 15/12/2008 às 13:44:00
Peraí, a segunda revista mais importante não é a ISTOÉ não?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 15/12/2008 às 13:12:53
"Outro tema relevante, o caso que envolve magistrados acusados de vender sentenças mereceu apenas uma página": gratidao pura e simples. A media brasileira inteira movimenta bilhoes de dolares, mas foi condenada a pagar somente 80 mil dolares de indenizacao na justica em todo o ano de 2006. A media brasileira ja tem lado, e eh o lado da corrupcao.
Jaime  Collier Coeli , Itanhaem-SP - aposentado
Enviado em 15/12/2008 às 12:52:02
Certo, é horrivel, mas é a norma da primeira pagina da imprensa dita, no Brasil, "vespertina". Na primeira página, um grande desastre (se o numero de mortos for pequeno, somem mortos e feridos), mais algumas chamadas dos assuntos correntes e uma mjulher de maiô. Serve alguma vedete que tenha batido o carro, por exemplo. Se tiver um ex-amante mortos, é o melhor dos mundos. Além de fazer propaganda do governo (nos matuninos), os jornais apostam em uma primeira pagina tão ruim que o leitor resmungue: "Ainda ebem que não ocorreu comigo". E assim o tempo corre.
ADERBAL  AZEVEDO , Recife-PE - Arquiteto
Enviado em 15/12/2008 às 12:32:44
É por essas e por outros que gosto de "Carta Capital"
Jailson  Dias , Picos-PI - Jornalista
Enviado em 15/12/2008 às 12:04:53
Realmente lamentável o papel dessas duas revistas semanais de grande alçance, mostrando esse fato que em nada contribui para discutir e tentar resolver os problemas do país. Mas assim tem se comportado setores da grande mídia, que tem optado pelo entretenimento, com histórias fúteis sobre a vida dos "artistas" do que, como disse o artigo, discutir assuntos de grande relevância para o Brasil, como o pacote do governo contra a crise economica. Em parte, é sobre esse tipo de acontecimento lamentável que a maioria dos brasileiros prefere estar informado, mais e mais sobre a vida de "artistas" que não são nenhum exemplo para as nossas vidas. E os veículos de comunicação de massa dão a sua parcela de contribuição para a ignorância coletiva, preocupando-se mais em alimentar esse conhecimento fútil, do que em contribuir para uma mudança social que teria início a partir da informação que conscientizaria a maioria dos compatriotas sobre a nossa situação. Realmente lamentável!!
carlos anselmo e silva , fortaleza-CE - engenheiro
Enviado em 15/12/2008 às 12:02:53
essa é a razão que desde a época [ ]  do collor que não assino revista semanais ou jornais, isto é, a recorrente imprensa golpista. aposto na internet, a última trincheira da informação. até agora tem dado certo. até onde, não sei. abçs
Jorge Granja de Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Aposentado
Enviado em 15/12/2008 às 11:24:39
Olá, Luciano! Salve este artigo em seus "Favoritos". Daqui a 5, 10 anos, em um daqueles dias em que te faltar inspiração, reprise-o. Substituídos os fatos, a essência será absolutamente atual. Em uma sociedade, há décadas vítima de um processo de massificação, imposto principalmente pela televisão, uma capa com as fotos e a "chamada" para a briga de Dado Dolabella e Luana Piovani vende muito mais do que outra, com os ministros do STF julgando o processo da Reserva Raposa Serra do Sol. E para a grande mídia, é conveniente manter esse statu quo. Então, que surjam outros Observatórios da Imprensa.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 15/12/2008 às 11:03:20
Falta munição para o PIG ,sustentar a campanha de terrorismo econômico,como vinha, até agora. Contudo ,hoje, o jornal dos marinho,traz manchete premonitória:se chover ,todos se molharão! Ou seja, pode ser que aja reajuste,em função disto ou daquilo;porém ,sem o mesmo destaque,pelos mesmos motivos,haverá,com mais certeza,redução! Não é um primor de jornalismo? E o "editorial" do Ricardo Noblat,em defesa da calúnia e do golpe?Antológico e cínico!Tudo isso numa mesma edição,pelo mesmo preço!Aproveitem!
Alberto Mario da Rosa , Porto Alegre-RS - bancário
Enviado em 15/12/2008 às 08:44:08
Estranho que aqui no OI se repete o que aparece em todos os órgãos da imprensa: "...ex-policial que foi casado..." Peraí, quer dizer que, apenas pque a "ex" é atriz de televisão, personalidade (seja lá o que isso significa), ela pode ser poupada da verdade? Ela não era a "ex" do ex-policial que morreu de overdose. Não, ela é a viúva dele, apenas não moravam mais sob o mesmo teto. Isso faz dela, atenção, viúva, seu MARIDO, morreu de overdose. Fosse ela de outra classe social, outra profissão, talvez outra cor, a mídia encararia de outra forma, não mascarando a verdade?
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