ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 516 - 9/2/2010
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BUSH PARA A POSTERIDADE
As sapatadas do jornalista iraquiano

Por Fernando Massote em 16/12/2008

George W. Bush disputa um lugar de destaque na história mundial. Não vai ficar contrariado. Será um dos símbolos mais representativos da derrocada moral, política e militar do império americano, o mais sangrento, sem dúvida, da história da humanidade. Ele acaba de conquistar, a poucas semanas do final do seu repudiado mandato, mais pontos para sua vitoriosa corrida para esta posteridade execrada. Foi no Iraque, uma das numerosas tumbas do Império USA, que Bush exibiu o ser sinistro que é. Aparecendo de surpresa em Bagdá, por óbvias razões de segurança, ele lá foi para se despedir do exército ainda sob seu comando.

Nem no menor, mais restrito e vigiado recinto daquele país ocupado e despedaçado, amordaçado e trucidado pela agressão imperialista, o gabinete do premier fantoche Al-Maliki, os serviços de segurança americano e iraquiano conseguiram proteger Bush. Foi aquele o espaço que restou para o jornalista Mountazer AL-Zadi, do canal sunita e antiamericano Al Bagdadia, demonstrar sua ira santa contra o algoz do seu povo.

O encontro chegava ao seu auge, com os dois políticos apertando as mãos sob as luzes dos spots da imprensa, quando o jornalista, para surpresa de todos, se levantou e, jogando os dois sapatos contra Bush, em sinal de desprezo, gritou: "É o beijo de despedida, seu cachorro!". O gesto é considerado, no país, como uma ofensa muito grave.

Zelo e esmero

Retirado do local pelos policiais do Iraque e dos Estados Unidos, o jornalista gritava, na direção de Bush, comunicando o sentido do seu gesto: "Você é responsável pela morte de milhares de iraquianos".

Mesmo cercado, por todos os cantos e recantos, pelos seguranças que o protegem dia e noite, Bush teve, certamente, um dos maiores e indeléveis sustos da sua carreira. Recompondo-se com dificuldade do ultraje tão surpreendente, ele respondeu, acabrunhado: "E aí? O homem jogou os sapatos em mim!". E desconversou: "É uma maneira de chamar a atenção". Ele podia, no entanto, aplacar o seu ânimo ofendido. Sabia que os seus serviços de segurança estavam ali, bem adestrados, para vingá-lo...

E foi mesmo o que parecem ter feito. As agências de comunicação distribuíram a notícia com esta linha final muito sinistra: "Restos de sangue eram visíveis, depois, no local onde o homem foi apanhado pelos agentes de segurança".

Os nossos votos são para que os organismos de direitos humanos se ocupem do caso e procurem saber o destino do corajoso jornalista. A moral da história? Ora, se nem naquele espaço tão restrito e protegido do Iraque há segurança para Bush, como é que o exército norte-americano ainda pensa poder reverter o quadro catastrófico que lembra permanentemente o Vietnam e chegar, ainda, "até a vitória final" da democracia... norte-americana?

O caso incomodou certamente – e muito – as forças que querem uma saída honrosa para a guerra do Iraque. O gesto do jornalista marcou toda a viagem de Bush ao Iraque e ao Afeganistão, atingindo, sem dúvida, até o gradualismo da retirada articulada por Barack Obama. É este o contexto que explica a reação da grande imprensa mundial, que começou logo, em cima do fato, a trabalhar para defender Bush com mais zelo e esmero do que a sua própria segurança, operando em parceria com a do governo iraquiano.

Sapatos e canhões

Os telejornais se apressaram em propalar logo que "o agressor de Bush" teria sido pago para realizar aquele gesto espetacular. Não conseguiram, no entanto, apagar, no comunicado das agências, a nota que dá conta dos sinais de sangue que cobriam o local onde Mountazer AL-Zadi foi apanhado – e de onde foi levado para interrogatórios e análise do seu estado de saúde que poderia estar abalado pela droga.

Que balbúrdia , quanta contradição! Afinal, qual foi a verdadeira causa: o patriotismo, como querem as ruas que exigem a libertação do jornalista; a corrupção, de quem teria comprado o seu gesto; ou a droga? O que parece ser mais verdadeiro é que os sapatos do jornalista pesam mais que todos os canhões de Bush e seus fantoches.

 

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Jornalista enfurecido atira sapatos em Bush — Monitor da Imprensa

Comentários (55)
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João Lincoln Viol  viol , Araçatuba-SP - advogado
Enviado em 4/2/2009 às 23:39:39
Respeitem o Presidente Bush. Ele enfrentou a maior adversidade que um presidente pode enfrentar. Teve apoio total do seu país. Foi reeleito e se postou imparcial nesta última eleição, com elegância.É um absurdo o mundo todo contra ele hoje, esquecendo o horror que ele teve de enfrentar. Terrorista não pode ser tratado com flores não...O mundo ainda vai pedir perdão ao Presidente Bush pelas ofensas que lhe estão sendo irrogadas. Ele defendeu a liberdade no mundo. E os soldados votaram nele e no candidato republicano.
Yé Borges Borges , Belo Horizonte-MG - Músico
Enviado em 23/12/2008 às 14:27:09
Grande Massote, Ao atirar o sapato no tirano Bush, o jornalista iraquiano mostrou a indignação de um povo. Andaram questionando sua pontaria,pra mim ótima, o problema é a reconhecida agilidade dos ratos. Abraços, Yé Borges
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 23/12/2008 às 00:02:10
O Iraque era uma ditadura brutal, sem dúvida, apoiada pelos EUA desde Nixon (1968, ano em que o Baath, partido de Saddam, com o próprio à testa, assumiu o poder) até 1991, quando Bush pai deflagrou a Guerra do Golfo em função da invasão do Kwait. Mas somente passou a ser reconhecido como ditadura brutal a partir do momento em que se tornou adverso aos EUA. Repito palavra por palavra, pois, no sentido de que não se pode olvidar que, até 1991, Saddam, o ditador, era considerado aliado dos EUA no Oriente Médio, servindo como a força contrária ao regime dos Ayatollahs do Irã. Por 23 anos, foi ele um "baluarte anticomunista", sem ser considerado, pois, como ditador, a despeito de ter sido enforcado por um ato praticado em 1982, quando era um baluarte(!). Basta verificar discursos que foram proferidos na década de 80, na nossa Câmara dos Deputados, sobre as "intenções pacifistas do Iraque" (DCN 15 mar 1984, p. 173), durante a guerra contra Khomeini, ou mesmo o pronunciamento do então Dep. Bonifácio de Andrada, sobre a obra administrativa notável de Saddam, para conter o belicismo bolchevista (DCD 25 mar 1982, p 1377). Tempos em que o Brasil, inclusive, fornecia armamentos e carros de combate ao Iraque.
gisele  lemper , brasília-DF - atriz
Enviado em 22/12/2008 às 21:43:14
pena que não acertou. ei, alguém tem o link do vídeo, aí? grata.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 22/12/2008 às 19:09:40
"...Ora, o tal "império" é um país democrático que sequer pretende ocupar definitivamente o Iraque. Já o Iraque, antes da guerra, era uma ditadura brutal que mantinha eleições falsas e massacrava opositores e minorias. Praticava tortura e assassinato." Como esse país democrático é bonzinho: sequer pretende ocupar definitivamente o Iraque! E como é mal agradecido o jornalista! Atirar sapatos em quem tanto bem fez não só ao país dele, mas a ele mesmo! A ditadura brutal de Saddam Hussein mantinha eleições falsas? E o que dizer da primeira eleição do cachorro, digo, de Bush? A ditadura brutal praticava tortura e assassinatos? E o que a democracia americana faz em Guantanamo? O que faz no Iraque e no Afeganistão? E o que faz nas bases clandestinas que mantém na Europa - que, por sinal, despareceram do noticiário?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 22/12/2008 às 13:19:33
"fanatismo militante não se interessa por fatos quando estes não lhe convêm. O episódio da sapatada demonstra que Bush, mesmo invadindo o país sob pretextos falsos, fez um bem ao próprio "jornalista" iraquiano, que hoje não corre o risco de ser morto, e antes teria morte certa": o assunto eh esse: "O que parece ser mais verdadeiro é que os sapatos do jornalista pesam mais que todos os canhões de Bush e seus fantoches." Por sinal, "Imperio USA" se refere, igualmente, ao efeito do ato sob a percepcao mundial. E igualmente, nao tem a ver com o jornalista estar sob um regime ou outro, pois se tivesse acontecido nos EUA o efeito na percepcao mundial teria sido o mesmo -deploravel- efeito de agressao "justificada". No mais, abaixo Aecio Cunha Neves!
Filipe Fonseca , Niterói-RJ - Funcionário Público
Enviado em 22/12/2008 às 11:54:51
Sr. Ricardo Camargo, não pretendo de forma alguma apontar o Sr. Massote como "marxista xiita". Afirmo apenas que o texto acima é típico do fanatismo militante. E o afirmo porque o texto é de um maniqueísmo cego e vulgar. O uso de termos como "Império USA" é digno do delirante Granma da família Castro. Ora, o tal "império" é um país democrático que sequer pretende ocupar definitivamente o Iraque. Já o Iraque, antes da guerra, era uma ditadura brutal que mantinha eleições falsas e massacrava opositores e minorias. Praticava tortura e assassinato. O fato de a "violência sectária" ter emergido após a queda da ditadura não invalida de forma alguma essa queda. Afinal, moralmente, a liberdade é um valor muito superior à ordem. Ou o Sr. Massote considera preferível uma ditadura com ordem a um regime de liberdades onde eventualmente ocorra desordem? Creio que não. Mas o fanatismo militante não se interessa por fatos quando estes não lhe convêm. O episódio da sapatada demonstra que Bush, mesmo invadindo o país sob pretextos falsos, fez um bem ao próprio "jornalista" iraquiano, que hoje não corre o risco de ser morto, e antes teria morte certa. É perfeitamente legítimo a um "progressista" não gostar de George Bush; não é nada legítimo ignorar os fatos mais óbvios para celebrar a demagogia e anular o pensamento.
Carmen  Vieira , Belo Horizonte-MG - professora universitária
Enviado em 22/12/2008 às 08:54:34
Em política, como de resto em outras atividades humanas, as atitudes valem além do que aparentam. O que importa no episódio é menos o ato em si - lançar sapatos - e sim o seu simbolismo. O que o jornalismo iraquiano conseguiu foi "lavar a alma" de grande parte da humanidade cansada dos desmandos de Bush e, por extensão, de todos os demais políticos, comprometidos com o neo-liberalismo que cada vez mais corroe o tecido social com políticos neo-liberais. A crise mundial é o pano de fundo das sapatadas e o jornalista, tudo aquilo que queríamos ser e não podemos.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 21/12/2008 às 17:13:32
Conheço pessoalmente o Prof. Massotte, apresentado que fui a ele por um amigo comum, o Prof. Jorge Machado, e tenho um irmão que foi seu aluno no básico da UFMG. Creio que lançar a ele a qualificação de marxista"xiita"seria, efetivamente, distorcer-lhe o pensamento. De qualquer sorte, mesmo considerando que, em regra, seria um desrespeito a um chefe de Estado atirar-lhe os tais sapatos, quem vem na condição de chefe de um Estado inimigo, que mantém forças de ocupação, não pode esperar ser tratado como uma visita. E, de mais a mais, não se pode olvidar que, até 1991, Saddam, o ditador, era considerado aliado dos EUA no Oriente Médio, servindo como a força contrária ao regime dos Ayatollahs do Irã. Por 23 anos, foi ele um "baluarte anticomunista", sem ser considerado, pois, como ditador, a despeito de ter sido enforcado por um ato praticado em 1982, quando era um baluarte(!). Basta verificar discursos que foram proferidos na década de 80 sobre as "intenções pacifistas do Iraque" (DCN 15 mar 1984, p. 173), durante a guerra contra Khomeini, ou mesmo o pronunciamento do então Dep. Bonifácio de Andrada, sobre a obra administrativa notável de Saddam, para conter o belicismo bolchevista (DCD 25 mar 1982, p 1377).
Mauricio Libânio , Sete Lagoas-MG - sociólogo
Enviado em 21/12/2008 às 12:32:31
Gostei dos comentários e da sapatada também. No entanto, considerei-a tardia. Foi como "jogar pedra em cachorro morto". Queria ver a grande imprensa ocidental, exultante com o episódio, ter se posicionado contra o Bush, no inicio da escalada no Iraque e no Afeganistão. Quando o Lula ainda chamava Bush de "irmão".
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 20/12/2008 às 14:58:42
"requereria compreensão e serenidade": use a sua "serenidade e comprehensao" pra explicar como um artigo que conclui que no resto do mundo "os sapatos do jornalista pesam mais que todos os canhões de Bush e seus fantoches" te demonstrou que o "Sr. Massote é típico do fanatismo militante, que só enxerga o que quer, distorcendo a realidade em função de um esquematismo pronto e fechado". Ate la, voce enxergou o que quiz, Massote, e distorceu a realidade em funcao de seu esquematismo pronto e fechado, que pode ser resumido em: Massote eh um dos unicos oposicionistas em Minas Gerais --uma desgraca que eu nao desejaria ao meu pior amigo, muito menos a ele. Chegue ao *seu* assunto pronto e fechado de uma vez porque o assunto do artigo voce nao tem acumen doutrinario, logico, politico, ou filosofico pra comentar, voce so tem alvo: Massote. (Alias, todo oposicionista mineiro eh alvo: detesto Aecio, pra quem quer saber.) Tanto que voce nao leu a CONCLUSAO dele, que nao tinha a ver com o sapateador ter ou nao ter chance de viver em outro regime pois se tivesse acontecido na Alemanha, que tem lei e ordem, a sapatada teria tido o mesmo efeito: pesado mais no resto do mundo do que a invasao do Iraq em si.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 20/12/2008 às 12:09:51
"Sr. Alencar, se o senhor é incapaz de entender que ditadores como Saddam Hussein podem mandar matar qualquer cidadão a despeito de sua própria legislação, essa discussão é impossível." Felipe Fonseca, você está reconhecendo, implicitamente, que referiu-se à legislação iraquiana. Como você saberia que eu seria um "mentiroso eventual" e, não, um mentiroso? E eu não menti em momento algum. Antes de se considerar a razão, procure entender pelo menos o que você escreve. Este ignaro delirante retribui: um bom natal para você também.
Filipe Fonseca , Niterói-RJ - Funcionário Público
Enviado em 20/12/2008 às 00:44:01
Sr. Alencar, se o senhor é incapaz de entender que ditadores como Saddam Hussein podem mandar matar qualquer cidadão a despeito de sua própria legislação, essa discussão é impossível. Não sei se é por má fé, por dificuldade de raciocínio, ou ainda por ignorar o que é "legislação", mas parece que o senhor permanecerá impermeável à razão. Quanto à distinção entre um mentiroso e alguém que eventualmente mentiu, sugiro que procure um dicionário. De minha parte, dado o nível dos "argumentos" do senhor, reconheço que não posso sequer esperar retratação, pois isso requereria compreensão e serenidade. Tenha um bom Natal.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 19/12/2008 às 23:00:41
“...Por fim, lembro que não chamei o senhor de "mentiroso", o que seria leviano e inadmissível, mas apenas pedi que não mentisse, porque o senhor mentiu quando afirmou que fiz referência à legislação iraquiana.” Felipe Fonseca, posso não ser capaz de entender um texto simples, devido à minha ignorância, como você diz, mas entendo, ao menos, o que escrevo. Você diz que eu menti, mas diz que não me chamou de mentiroso. Diz que, no regime de Saddam Hussein, o jornalista que atirou sapatos no [ ], digo, em Bush, seria morto, mas diz que não afirmou rigorosamente nada sobre a lei iraquiana. Como você diz que eu menti, mas diz que não me chamou de mentiroso, e diz que o jornalista seria morto, se o regime ainda fosse o de Saddam, mas diz que não afirmou rigorosamente nada sobre a lei iraquiana, aguardo suas desculpas, pela leviandade que você mesmo reconhece ser inadmissível.///Paulo Bandarra, você tem razão: estou passando por louco, por comemorar o nascimento de Cristo, ou seja, o Natal, em 25 de dezembro. Ainda não havia me dado conta de que só eu faço isso.../// José de Souza Castro, grato pela atenção.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/12/2008 às 14:00:55
"citei os militantes porque o texto do Sr. Massote é típico do fanatismo militante, que só enxerga o que quer, distorcendo a realidade em função de um esquematismo pronto e fechado (...) não menti em nenhum momento. Se o fiz, peço que o senhor o prove": eh isso mesmo, Rogerio! Prove o ou cale se...
Filipe Fonseca , Niterói-RJ - Funcionário Público
Enviado em 19/12/2008 às 12:11:51
Sr. Alencar, é cansativo debater com o senhor. O trecho que o senhor pinçou do meu comentário não contém nenhuma referência à legislação iraquiana. Talvez, por ignorância, o senhor associe a palavra "regime" somente à constituição legal de um país, o que, sinceramente, não é problema meu. O senhor tem muita dificuldade em compreender um texto simples. Por exemplo, não atribuí à massa ignara nenhuma afirmativa. Atribuí aos militantes. Os militantes são aqueles que vêem a massa como um rebanho a ser guiado autoritariamente - mas sempre com "boas intenções". E citei os militantes porque o texto do Sr. Massote é típico do fanatismo militante, que só enxerga o que quer, distorcendo a realidade em função de um esquematismo pronto e fechado. Por fim, lembro que não chamei o senhor de "mentiroso", o que seria leviano e inadmissível, mas apenas pedi que não mentisse, porque o senhor mentiu quando afirmou que fiz referência à legislação iraquiana. É um fato. Quanto a mim, não menti em nenhum momento. Se o fiz, peço que o senhor o prove, para que eu compreenda onde errei e possa lhe pedir as devidas desculpas. Em caso contrário, aguardo retratação.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 19/12/2008 às 11:27:14
Rogério Ferraz Alencar, você pode comemorar o nascimento de Cristo em 25 de dezembro ou colocar na conta de quem quiser. Você não possui preocupação nenhuma com a realidade mesmo! Aqui você é livre para isto! Liberdade!
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 19/12/2008 às 11:02:57
Paulo Bandarra, responda, por favor: pelo menos os soldados americanos mutilados podem ser colocados na conta do cachorro, digo, do Bush?
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 19/12/2008 às 09:07:01
Caro Marco Antônio Leite, quem despreza completamente o povo cubano é você o confuso Rogério Ferraz Alencar, que desmerecem o mesmo e negam o seu direito de decidir o seu próprio destino roubado em 59. Data em que os direitos humanos sumiram da ilha para nunca mais voltar. Quem matou mais, Batista ou Fidel Castro? Mortalidade infantil zero é boa esta. Ainda mais sem imprensa livre para denunciar! Deve ser que nem o mentiroso Bloqueio que não existe. A renda per capita deve ser maior do que os americanos como Fidel prometera em 1960. Liberdade para o povo cubano, morte para os ditadores Castro! Democracia já!
cid  velloso , belo horizonte-MG - (édico, ex-reitor da UFMG)
Enviado em 19/12/2008 às 04:42:07
Excelente artigo. O jornalista iraquiano não representou apenas o povo do Iraque, mas toda a população mundial - nunca um Presidente do Estados Unidos foi tão odiado e repudiado como esse Bush. Como não acredito no Juizo Final, sempre acho que todos males que cometemos neste mundo pagamos aqui mesmo, assim como todo o bem. A fragilidade dos impérios manifesta-se em fatos simples, mas significativos.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 19/12/2008 às 03:17:41
Tá bom, Bandarra, agora você respondeu: Bush não matou ninguém. Vou botar o mais de um milhão de iraquianos mortos nesta "guerra" na conta de Putin. Qauntos morreram no Afeganistão? Você sabe? Vou botar na conta de Fidel. Os mais de seis mil soldados americanos mortos nessas duas "guerras", vão para a conta de Hugo Chávez. Mutilado vale, ou só vale morto? Pelo menos os mutilados eu posso botar na conta do...do...do que foi mesmo que Mountazer AL-Zadi chamou Bush? Ah, chamou de cachorro. Então? Posso botar os soldados americanos mutilados na conta do cachorro, digo, do Bush?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/12/2008 às 03:13:51
"Será que nossa opção será sempre escolher o poder que menos mata? Como se isto fosse uma grande vantagem. - Fulano matou 10 milhões. - Cicrano matou 8 milhões. - Beltrano sim, é o melhor. Matou 5 milhões": o ponto eh excelente mas so vale para paises bons. Nao vale para o Brasil, aonde tudo esta invertido: roubam se trilhoes sem culpado algum enquanto a pichadora terrorista (e aposto que eh comunista tambem) fica 2 mezes na prisao.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 18/12/2008 às 20:32:06
Caro Bandarra, não seja insensível com o grande comandante Fidel Castro, aja vista ter sido o homem que há quase 50 anos encara os Estados Unidos e seus proxenetas de frete, será que existe um ser humano corajoso como ele na face da terra. Porque você nutre tanto ódio assim contra o povo Cubano e seus dignos dirigentes, homens honestos e competentes naquilo que fazem em favor do povo. Basta ver o sistema de saúde, um dos melhores do mundo, erradicou o analfabetismo, o índice de mortalidade infantil é zero, quer mais. Doutor para com sua perseguição gratuita contra uma nação que não lhe fez mal algum.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 18/12/2008 às 20:02:14
Felipe Fonseca, mentiroso é você. Leia seu texto. Eis o que você disse: “O fato é o seguinte: sob o regime de Saddam Hussein, que foi derrubado pelos EUA de Bush, o tal "jornalista" não poderia jogar sapatos em autoridades sem pagar com a própria vida. Graças à guerra do Iraque, o regime de Saddam se foi, e o sujeito pôde enfim dar suas sapatadas.” Taí. Não adianta mentir. Está registrado. Como registrado está “o bem” que você diz que Bush levou ao Iraque: “Graças à guerra do Iraque, o regime de Saddam se foi, e o sujeito pôde enfim dar suas sapatadas.” Isso realmente é um bem? Só não entendo como o jornalista Mountazer AL-Zadi pôde ser tão ingrato: jogar sapatos no homem que tanto bem fez ao Iraque. E por falar nisso: há uma guerra, no Iraque? Ou há um massacre? Quanto á questão da verdade: eu não defendi aqui nenhum dos meus “ídolos” marxistas. Nem você falou neles. Você falou da “massa ignara”, dos “militantes” que vitimam a verdade, em comentários aqui no OI. E que essa massa ignara diz que a verdade é coisa de “reacionário, burguês, capitalista, expoliador, etc.”. A massa teria mesmo que ser muito ignara, para atribuir a virtude da verdade aos reacionários, burgueses, capitalistas e espoliadores.
José de Souza  Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 18/12/2008 às 18:45:10
Peço perdão, caro Rogério Ferraz Alencar. Me expressei mal. Não acho que Lula seja ditador, de modo algum, embora o excesso de medidas provisórias editadas por seu governo tenha um travo ditatorial, pois acabam atropelando o poder legislador da Câmara e do Senado (embora, na verdade, deputados e senadores não estejam muito preocupados com isso. Estão mais interessados em manter os próprios privilégios do que em propor leis que de fato contribuam para a melhoria das condições da maioria dos brasileiros. Essa criação de novos vereadores é um exemplo disso. Felizmente, a Câmara dos Deputados barrou o projeto de lei aprovado na calada da madrugada pelos senadores. Vamos ver até quando eles vão resistir à pressão. Só para lembrar aos que acham que na ditadura militar apoiada pela direita era melhor: foi Geisel quem estendeu aos vereadores dos outros municípios o pagamento que era feito apenas aos das capitais. Só para relembrar, durante toda a ditadura que se seguiu ao golpe de 1964, o Congresso funcionou "normalmente", pois havia interesse em fazer de conta que vivíamos numa democracia. Lula, quando líder sindical e político do PT na oposição, foi um crítico dessa situação. Ao contrário de FHC, que pediu na presidência que esquecessem tudo o que ele escrevera antes, Lula nunca quis o esquecimento. Da minha parte, prometo nunca esquecer o que ele dizia naquela época...
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 18/12/2008 às 18:42:11
Rogério Ferraz Alencar , já respondi sim. Você que não volta para ler e fica por fora sempre perguntando a mesma coisa. Como sobre o Natal. Fidel Castro, em quase 50 matou muito mais, pois George Bush não matou ninguém nestes 8 anos. Se você falar proporcionalmente a suas populações o que os dois governos fizeram poderia se comparar. Mas quem matou mais cubanos é o que interessa. Fidel não está lá para impedir Bush de nada. Devia há muito ter sido julgado por crimes contra a humanidade. A humanidade do povo cubano. Você está sempre por fora do assunto repetindo as mesmas perguntas. reacionários, burgueses, capitalistas, são os que lutam pelos Direitos Humanos que em Cuba não existe. Espoliadores é a família Castro e o partido comunista cubano, fascista, que explora o povo como mão de obra escrava para suas fantasias pessoais! Quem matou mais islâmicos, Putin, o garoto educado na KGB, na Chechenia e no Afeganistão, ou Bush? Liberdade para o povo cubano já! Fora Raul fascista!
Filipe Fonseca , Niterói-RJ - Funcionário Público
Enviado em 18/12/2008 às 17:04:27
Sr. Alencar, peço que não minta. Não afirmei rigorosamente nada sobre a lei iraquiana. Saddam Hussein não era exatamente um legalista. Quanto à questão da verdade, talvez o senhor não saiba, mas seus grandes ídolos marxistas negam a existência mesma de verdades universalmente válidas. Leia-os antes de defendê-los.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 18/12/2008 às 16:20:45
Essas sapatadas desnortearam muita gente! Felipe Fonseca diz que a massa ignara, ou seja, quem discorda dele, entrou em delírio. Tão delirante ficou, a massa ignara, que passou a atribuir a verdade aos reacionários, burgueses, capitalistas, espoliadores. Que delírio, não? Paulo Bandarra, que nunca responde a uma pergunta simples que fiz a ele – quem matou mais gente: Fidel Castro, em quase 50 anos, ou George Bush, em menos de oito? – quer que Marco Antônio Leite responda se Bush matou mais iraquianos e iranianos que Saddam Hussein. José de Souza Castro diz que temos ditadores disfarçados de democratas, inclusive -Lula é um deles? - temos “...(até os que usurpam as funções do Congresso Nacional editando medidas provisórias para assuntos pouco urgentes)”. E medida provisória, por acaso, é prerrogativa do poder legislativo? Paulo Bandarra e Felipe Fonseca dizem que, se Saddam estivesse no poder, o jornalista seria morto, pois assim determinava a lei iraquiana sob Saddam, e José de Souza Castro diz que o jornalista foi preso de acordo com lei da época de Saddam...Enfim, pelo visto, Felipe Fonseca e Paulo Bandarra não lamentariam tanto, se as sapatadas fossem contra eles. E José de Souza Castro gostaria que as sapatadas fosse dadas em Lula.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 18/12/2008 às 15:15:53
Sapatada boa que o OI silenciou: na calada da noite, o Senado aprovou a recriação de 7343 vagas de vereadores. Tá bom assim?
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médica
Enviado em 18/12/2008 às 15:13:58
Cara professora Maria Inez Salgado de Souza , Lagoa Santa-MG - as sapatadas na ONU forma por Nikita Krushev. Considerar o mesmo um democrata e defensor dos direitos humanos mostra a distorção e desinformação dos nossos comentaristas. Não sabem nem que não existe mais a URSS e o muro de Berlim. Professora!!!!!
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de sistemas
Enviado em 18/12/2008 às 13:54:23
Será que nossa opção será sempre escolher o poder que menos mata? Como se isto fosse uma grande vantagem. - Fulano matou 10 milhões. - Cicrano matou 8 milhões. - Beltrano sim, é o melhor. Matou 5 milhões. - Que nada! E o tal que matou a mixaria de 1 milhao e meio? Qua papo mais .... Deixa prá lá. Vão censurar mesmo....
Filipe Fonseca , Niterói-RJ - Funcionário Público
Enviado em 18/12/2008 às 13:24:50
Nada como um bom delírio para agitar a massa ignara. A verdade é sempre vitimada pelos auto-proclamados "militantes". Afinal, verdade é coisa de reacionário, burguês, capitalista, expoliador, etc. O Sr. Massote, "cientista político" (um termo involuntariamente revelador), prefere ignorar o fato mais óbvio que a história da sapatada traz à luz. O fato é o seguinte: sob o regime de Saddam Hussein, que foi derrubado pelos EUA de Bush, o tal "jornalista" não poderia jogar sapatos em autoridades sem pagar com a própria vida. Graças à guerra do Iraque, o regime de Saddam se foi, e o sujeito pôde enfim dar suas sapatadas. E graças à liberdade de que o Sr. Massote desfruta - liberdade que ele não encontraria no Iraque de Saddam Hussein (ou na Cuba da família Castro) - ele pode falar mal da democracia, chamar o governo iraquiano de fantoche e espalhar seus lugares-comuns aos quatro ventos. Ao menos, não posso negar que ele termine o artigo com uma bela verdade - ainda que involuntária. Os sapatos do "jornalista" são o sinal inequívoco de que "os canhões de Bush e seus fantoches" derrubaram uma ditadura brutal e abriram caminho para que os iraquianos possam desfrutar da mesma liberdade que o Sr. Massote parece acreditar só caber a ele mesmo e às suas vãs palavras.
Maria Inez  Salgado de Souza , Lagoa Santa-MG - professora
Enviado em 18/12/2008 às 10:52:48
Ora a sapatada do jornalista contra Bush, me lembra outra sapatada histórica - esta a de Kruchov, primeiro ministro russo que desafiou os Estados Unidos, batendo com os csapatos na mesa por ocasião da reunião da ONU em N.Y. São sapatadas carregadas de significados, impregnadas de indignação, são tetemunhos de um grande NÃO a tudo o que representa pessoas como Bush e organizações terroristas - estas sim- como o Pentágono e o Imperio Americano. Foi um ato de bravura e não de bravata.
Valéria Said , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 18/12/2008 às 10:48:12
Amigo Massote, Parabéns por mais uma (im)pertinente análise política da tão politicamente execrável gestão do inefável presidente Bush, que ficará marcado pela imperdoável História como o “homem das sa(patadas)”. Bem lançados mas (infelizmente) mal mirados pelo jornalista iraquiano M. AL-Zadi, os sapatos foram atirados em protesto pelos milhares de iraquianos mortos durante a Guerra do Iraque. A mira simbólica do audacioso e indignado jornalista, porém, está na mira do algoz de seu povo, de quem recebeu, “simbolicamente”, uma coronhada de rifle na cabeça e teve um braço quebrado, além de estar preso por “desacato à autoridade estrangeira”, pelo, pasmem, próprio Código Penal datado da época de Saddam Hussein!! Com efeito, Massote, gostaria de aproveitar seu artigo e registrar minha SOLIDARIEDADE AO JORNALISTA IRAQUIANO e JUNTAR-ME À MOBILIZAÇÃO DE COLEGAS E ENTIDADES DO MUNDO INTEIRO PARA QUE AL-ZADI SEJA LIBERTO, AINDA VIVO, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL. E para buscarmos um exemplo histórico de INTERVENÇÂO de INTELECTUAIS em defesa de outro caso notoriamente político e categoricamente ético, posto que se trata de Direitos Humanos,cito o “Manifesto dos Intelectuais”, escrito no século XIX pelo jornalista e intelectual Émile Zola, cujo título do texto é o mundialmente conhecido “J`ACCUSE. Valeria Said Tótaro, Diretora do Fórum Mineiro dos Professores de Jornalismo e do SJPMG.
José de Souza  Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 18/12/2008 às 09:46:56
"Gente, por favor, ninguém tira o sapato. A gente vai perceber antes de jogar por causa do chulé". É Lula brincando com jornalistas. A frase foi destacada hoje no Blog do Noblat. Que bom que o presidente Lula esteja preocupado com os sapatos (e o chulé) dos jornalistas. Espero que todos os governantes, em qualquer lugar, estejam também, pois agora, graças ao colega iraquiano, os súditos descobriram uma boa forma de protestar contra atos que os deixam indignados. A menos que se proíba o uso de calçados no mundo inteiro (vocês se lembram do ministro brasileiro que foi obrigado a tirar os sapatos, ao chegar num aeroporto americano, logo depois do 11 de setembro?), nenhum déspota e nenhum ditador disfarçado de democrata, como já tivemos muitos aqui (até os que usurpam as funções do Congresso Nacional editando medidas provisórias para assuntos pouco urgentes) ficará livre das sapatadas das multidões. Se os sapatos estiverem fedendo chulé, melhor...
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 17/12/2008 às 18:45:48
Caro Dr. Paulo Bandarra. As informações transcritas aqui estão na Folha de S. Paulo de hoje (falha minha, não ter dito isso). Acho legítimas todas as manifestações públicas contra atos injustos e autoritários, sejam eles praticados por governos de direita, de esquerda ou de centro, por ditaduras ou democracias. Como jornalista, procurei sempre me manifestar escrevendo (sou ruim de oratória), e não acho que jogaria sapatos contra um entrevistado, fosse ele Bush, Saddam Hussein ou Lula. Mas achei divertidos o ato do colega iraquiano e a cara de bobos dos seguranças de Bush. E apreciei a ironia do agressor ser preso por causa de uma lei feita para proteger Saddam. Uma lei que nem protegeu o ditador iraquiano - que acabou na forca - e muito menos o presidente Bush, que não consegue driblar o ridículo em que se meteu indo visitar às escondidas o ladrão de Bagdá.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 17/12/2008 às 17:44:09
Caro jornalista José de Souza Castro. O que eu ouvi foi que ele estava em perfeita saúde e foi apresentado ao juiz de instrução criminal. Se estiver ferido ou com o braço quebrado certamente seria pela tradição do país em 20 anos de Saddam, que deixou até as leis de hoje. Mas saiu barato perto do que alguém naquela época apenas divergia do ditador. Ainda mais sendo xiita. Ou ser pego um xiita pelos terroristas sunitas! Ou um ou outro entrarem numa mesquita e se explodir fazendo voar os da outra linha islâmica intolerante. Imagina se o um cara jogasse no Hugo Chaves, que legal! Ele já fecha mídias por muito menos! Eu achei mais interessante a galinha preta na Marta no centro acadêmico! No RGS os militantes petstas cairam de pau nos manifestantes que protestavam conra Lula! São dois pesos duas medidas. Mario Covas, doente, levou uma pedrada na cabeça pela petezada em greve em São Paulo!
José de Souza  Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 17/12/2008 às 15:24:58
O artigo do professor Massote (que bom para os mineiros, que têm pelo menos um cientista político para cada mil halterofilistas...) mostra que Bush saiu do episódio bem mais ferido que o jornalista, apesar de ter-se esquivado da sapatada. Do insulto, ele não vai se livrar nunca! O jornalista al Zaidi, informou ontem um irmão dele à imprensa, depois de ser detido levou uma coronhada de um rifle na cabeça e teve um braço quebrado pelos seguranças. A ONG Repórteres Sem Fronteiras procurou saber do ministro do Interior iraquiano a razão da prisão do jornalista. Foi informada que ele foi detido em flagrante, em virtude dos artigos 223, 225 e 227 do Código Penal, datado de 1969, no governo Saddam Hussein. O primeiro prevê prisão (não se estabelece prazo para a punição) para quem atente contra o presidente iraquiano ou chefe de Estado estrangeiro em visita oficial ao país. O segundo, até 7 anos de prisão, para quem insultar publicamente o presidente iraquiano. O terceiro estabelece pena de até dois anos de prisão e multa por ofensa a chefe de Estado estrangeiro em visita oficial ao Iraque. Não é irônico Bush, que chegou ao país quase clandestinamente, ser vingado por uma lei do inimigo Saddam? O mais curioso está no New York Times: um magnata da Arábia Saudita quer comprar um dos sapatos atirados em Bush por até US$ 10 milhões... Ah, se a moda pega entre jornalistas!
Fabrício  Fuertes , Belo Horizonte-MG - Consultor Imobiliário
Enviado em 17/12/2008 às 15:17:14
Foi realmente incrível esta reação do jornalista e corajosa, ou seja, representou muito a enorme indigestão de milhões de pessoas pelo mundo a fora. Para mim essa atitude partiu de sua própria fúria interna, independente de quais quer possibilidades, como corrupção e etc, ou ele é um excelente ator, dos bons mesmo. È claro que qualquer tipo de agrsssão é ultrajante e anti-social, porém somos seres humanos movido a sentimentos profundos, uma cutucada e esbarrada não faz mal a ninguém, muito menos ao Bush. O que chama mais atenção também é o fato de que o homem mais poderoso do mundo, sendo por tabela o mais protegido tenha em seu quadro, históricos e fatos tão incomuns, além dos vários gafes e saias justas durante sua temporada presidencial. Que ele vai tarde sabemos, ainda temos mais alguns dias, qual será a próxima cena? Viva a democracia,, que libertem o jornalista já e com assistência médica apropriada para os vários ferimentos ocorridos, pela falha da segurança de Bush, que com o fato consumada desconta o erro com truculência anti-democrata..
Heitor Reis , Belo Horizonte-MG - Engenheiro civil
Enviado em 17/12/2008 às 15:02:20
Sem nenhuma sombra de dúvidas, Bush é o líder terrorista mais perigoso da face da terra. Mas seus patrões e os de Obama não são terroristas, são empresas petrolíferas, armamentistas, bancárias, etc. Negócios, apenas negócios. Pouco importa se mataram 1 milhão de iraquianos! Seja como for, temos um símbolo que, se for bem tratado, poderá pegar e se tornar o estopim de uma manifestação planetária contra o imperialismo e terrorismo estadunidense. Assim, proponho colocarmos mais lenha nesta fogueira, de forma lúdica e didática. Esta história do sapato está rendendo e os EUA desrespeitam de forma imperial os Direitos Humanos e ambientais, acusando os mais insignificantes como se eles próprios não o fossem o grande Satã, sugiro: Colocar em praça pública e também criar um jogo para computador com o tema "Sapato no Bush". Já criaram dois: http://charges.uol.com.br/game_ver.php?game_pk=37 http://bushbash.flashgressive.de/ Basta uma foto do canalha e alguns sapatos bem velhos. Poderia até fazer a imagem oscilar, para ter mais ação... Quem acertar, ganha um pirulito ou um nariz de palhaço, um pequeno míssil ou coisa assim. Sempre lembrando que a coisa não é pessoal, mas que se trata atacar um símbolo, cujas ações possivelmente serão imitadas, ainda que de outra forma, por Obama. Contem comigo para esta empreitada e divulguem esta idéia. Quem sabe pega?
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 17/12/2008 às 12:32:09
País bom é aquele que se pode jogar sapatos no presidente. Viva o Iraque.
Bruno Moreira , Niterói-RJ - Sociólogo
Enviado em 17/12/2008 às 11:48:47
É impressionante como no século XXI ainda existem pessoas com pessamentos do tipo: "o jornalista iraquiano deve ser punido por atirar um sapato! Isso não é jornalismo!" São os mesmos que acham que os palestinos atirando pedras devem ser massacrados pelos tanques israelenses, o povo pobre favelado deve ser massacrado pelos caveirões da vida e vidas devem tiradas por aqueles que tiveram suas mulheres cantadas por terceiros. São estes que abrem a boca para dizer: "direitos humanos é para defender bandido!" E ainda se reivindicam os grandes democratas. Aposto que nunca leram uma linha de qualquer obra de Marx e desconhecem totalmente os processos pelos quais países como Bolívia e Venezuela vêm passando, processos estes realmente DEMOCRÁTICOS. Bush já vai tarde! Se a "democracia" estunidense fosse tão boa, não precisaria ser exportada a força.
Paulo  Barbosa , Belo Horizonte-MG - Cartunista (às vezes)
Enviado em 17/12/2008 às 10:54:54
Este momento ficará marcado na história como a desforra simbólica de um país que teve seu território invadido por uma potência em busca de mais e mais petróleo. É a desforra também daquele outro povo, o americano, que foi levado à guerra pela mentira segundo a qual o Iraque escondia armas químicas sabe-se lá onde. Foi, nas palavras de alguém lá da América, "o momento mais feliz do ano". Tô com o Massote e não abro.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-MS - Médico
Enviado em 17/12/2008 às 08:05:01
Meu amigo Marco Antônio Leite, se não existe importância os Direitos humanos, não existe crime de Bush. Só podemos criticá-lo por estes fatos, por estes valores, por estes princípios burgueses, iluministas. Entre ele falar a verdade. E a verdade é que Saddan Matou mais iraquianos e iranianos. A Rússia matou mais no Afeganistão na sua longa luta de 9 anos! Não para levar a democracia, mas para levar o marxismo! O jornalista que seria liquidado no regime de Saddan ontem foi ouvido em um tribunal. Não tem porque repórteres sem fronteiras emitir alguma opinião. Sapatada não é jornalismo, mas falta de educação. Discordar é crime de prisão em Cuba. Mas aí vale não ter direitos humanos, perguntar coisas inconvenientes, mostrar as falhas do sistema, noticiar a fome endêmica do povo! O bombeiro inventa faros e versões livremente! Não é de estranhar de sentir náuseas por quem não acredita na sua falta de informação e torção dos fatos! Onde morreu mais civis, na Chechenia sob o regime do oficial da KGB, Putin, aquele que também não conseguiu prender Bin Laden no Afeganistão (muito antes), ou no Iraque por Bush? Ora, Putin ia deixar a mídia visitar o local! Isto é direitos humanos que a esquerda detesta no seu lado. Liberdade de imprensa!
Evandro de Morais , Belo Horizonte-MG - Bombeiro
Enviado em 17/12/2008 às 03:06:46
Não acho nada sadio essa mórbida enquete de "quem foi o maior assassino da história"; o fato é que Bush nada fez para impedir o ataque terrorista de 11 de setembro, aproveitou-se do fato para invadir o Iraque e derrubar Sadam Hussein (não para libertar o povo iraquiano, mas para saquear o petróleo e abrir espaço para empresas norte-americanas), não teve competência sequer para capturar Osama Bin Laden, rasgou o tratado de Kioto (as consequências estão saltando à vista) E o que é pior, deixou que os pobres e negros de New Orleans se afogassem à míngua com o furacão Katrina (enquanto que, o mesmo furacão passou por Cuba, do "terrorista" Fidel Castro, sem que houvesse uma morte sequer) - isso sem falar na sua omissão covarde às vítimas do maremoto na Ásia. Além disso, assolou o´s EUA numa crise econômica sem precedentes (mesmo depois de receber o país em pleno crescimento econômico do governo Clinton)... fora outros fatos lamentáveis que agora me falham à memória. Mas o pior de tudo é saber que existem pessoas que defendem esse cara, como é caso do halterofilista de Birigui, dentre outros que, para mim, devem se juntar à ilustre artista Britney Spears, que apóiam tal sujeito. Apesar de respeitar opiniões diferentes da minha, pessoas com pensamentos como esse me fazem envergonhar da espécie humana.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 16/12/2008 às 22:45:12
O fato de Bush ser presidente dos EUA não nos impede de chamá-lo de terrorista, afinal de contas, o [ ]  mandou seus assassinos matarem milhares e milhares de iraquianos e afegãos. O valente jornalista agora deve estar sendo torturado (outra especialidade da turminha do Bush) e ainda não ouvi o pessoal dos repórteres sem fronteiras emitir alguma opinião. Será que eles estão preocupados com o governo da Venezuela ou da Bolívia?
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 16/12/2008 às 19:16:01
Senhor Bandarra, diga-me onde existem direitos humanos. No Brasil direitos humanos existem somente para meia dúzia de espertalhões, para a grande massa atrasada o que vigora é a ditadura civil dos banqueiros, empresários, imprensa burguesa e agregados. Você esta equivocado, o maior matador da face da terra é o Bush, somente no Iraque seu exército já matou um milhão e 200 mil pessoas inocentes. Na África ele também matou milhões de habitantes daquele Continente, não foi de bala, mas de inanição, bem como, em outros Continentes. Esqueça a esquerda e, fale um pouco da direita nacional? Saddan matou menos nessa disputa de insanos e assassinos!
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 16/12/2008 às 18:52:08
Que é isto caro Marco Antônio Leite, o que um Bush perto de Lenin e Stalin? Um amador, principiante! Mas me admiro que sejas admirador de Saddan Hussein, o maior matador de iraquianos e iranianos da história! Mas como é admirador incondicional do "por que é que não te calas" já sei que os direitos humanos para tí não valem nada! Me admiro que você e o autor da matéria aceitem mentir descaradamente em relação aos números de mortes! Falta de argumentos, provavelmente. Quem matou mais cubanos, Bush ou Castro (tanto faz Raul ou Fidel)! Responda!
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 16/12/2008 às 17:42:59
Cara Bandarra, pelo que escreveste tu és fã do Bush, o maior matador da história da humanidade?
Eduardo Glomersson , Birigui-MG - Halterofilista
Enviado em 16/12/2008 às 16:39:24
Eu gostei de ver o Bush desviando dos sapatos. Achei a cena pitoresca. Ao contrário de muitas pessoas, eu creio que ele é, e foi um bom Presidente, e creio também que ele fez o melhor para os Estados Unidos da América. É natural que todo Presidente que se envolve em guerras, tenha a popularidade reduzida e a imagem desgastada, porém, não podemos ser imaturos e dizer que a economia global não precisa "guerrear". Eu acho que o Bush é ninja! Muito + ágil do que alguns governantes que se dizem de "esquerda". Por fim, o jornalista perdeu a razão, e com certeza pagará o preço, e acho que os direitos humanos não tem haver com o assunto. Quando alguém enfia a mão na câmera de algum jornalista, a imprensa repudia o ato....faltou profissionalismo.
Ronaldo  Martins de Oliveira , Santos Dumont-MG - Advogado
Enviado em 16/12/2008 às 16:30:06
Independentemente da análise sobre se o presidente dos EUA merecia ou não, entendo, s.m.j, que não é função de uma pessoa que se diz jornalista, atirar sapatos em quem quer que seja, principalmente em se tratando de um entrevistado. Talvez Carlos Brickman possa falar com mais propriedade sobre o evento.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 16/12/2008 às 15:53:15
Como mudou o Iraque! O que ocorreria se o alvo fosse Saddam, Bin Laden, Fidel ou Stalin todos sabemos. E tem gente que ainda faz pouco da liberdade... Quanto a ser o "o mais sangrento, sem dúvida, da história da humanidade" fica pelo ideologia do autor. Não leu muito sobre o século XX! Ou achou bençãos o que os comunistas mataram.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 16/12/2008 às 14:53:02
"Como a imprensa repercutiu nos outros paises eu nao sei, o que sei: que o episodio vai se tornar emblematico de todo o governo Bush, mas por extensao, infelizmente, de toda a America do Norte. Logico, era so isso que os EUA precisavam, sabe?
Eduardo Goulart , Niteroi-RJ - Estudante
Enviado em 16/12/2008 às 13:27:41
Como a imprensa repercutiu nos outros paises eu nao sei, o que sei [e que aqui, a imprensaem geral nao parece ter lamentado o ocorrido. Muito pelo contrario. E merecido.
Lucas Artur , Paiva-MG - *******
Enviado em 16/12/2008 às 11:14:56
Se foi armado eu não sei, mais que milhões de pessoas lamentaram o fato de o sapato não acertado em cheio a lata do bush, não da pra negar. Seria o sepultamento perfeito ou quase perfeito para a carreira de um politico que tanto mal fez ao mundo nos ultimos 8 anos.
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