ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 520 - 9/2/2010
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AZIAS & ALKA-SELTZER
Bem-vindo ao Observatório, presidente!

Por Alberto Dines em 13/1/2009

O ano começou com um bom debate. Debate sobre a imprensa na imprensa é coisa rara desde o momento em que o assunto foi expurgado pelo pool da grande mídia. E neste comecinho do ano, com metade do país em recesso e a outra metade na sombra, o desempenho da imprensa foi discutido pelo presidente da República em pessoa!

O pronunciamiento está na edição de janeiro da excelente piauí ("Azia, ou o dia da caça", págs. 18-20), a revista mais bem escrita e mais bem editada do Brasil. Esvoaçou pelos jornais (apenas o Estado de S.Paulo comentou em editorial, em 8/1), azedou o humor de poucos colunistas e até provocou a inédita republicação em versão integral (OI e Folha Online, em 9/1, e O Globo, em 10/1, pág. 8).

A reprodução de O Globo veio acompanhada pela informação de que a versão completa foi distribuída pelo Planalto. Não é verdade: as íntegras de todas as manifestações do presidente são disponibilizadas no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, vinculada à Secretaria de Comunicação Social (Secom).

O assunto morreu e ninguém tentou exumá-lo. O presidente de uma república democrática afirma solenemente que "a imprensa brasileira tem um comportamento histórico em relação a mim", acrescenta que não lê jornais ou revistas "por que tem problemas de azia", anuncia a obsolescência da mídia impressa diante da internet e ponto final, estamos conversados.

"Questões mercadológicas"

Não estamos: o cidadão-leitor ficou preocupado com a azia (ou pirose) presidencial. Lula vai bem, obrigado, a saúde está ótima, a qualidade das metáforas é que caiu ligeiramente. E o bordão "ou seja" usado com tanta freqüência prejudica a compreensão da frase que pretende explicitar.

O texto da piauí registra que Lula repetiu duas vezes a afirmação de que a sua ascensão à presidência "é produto direto da liberdade de imprensa" e foi enfático ao dizer que não precisa da imprensa para informar-se: "Um homem que conversa com o tanto de pessoas que eu converso por dia deve ter uns trinta jornais na cabeça todo santo dia... Não há hipótese de eu estar mal informado".

O presidente listou alguns pecados clássicos da imprensa (Escola Base etc.), citou distorções e os casos em que foi obrigado a agir judicialmente contra veículos jornalísticos (Folha de S.Paulo e Rede Bandeirantes). Não há má-fé, segundo Lula, apenas "questões mercadológicas". Sensacionalismo, conclui o autor da matéria Mario Sergio Conti, diretor de Redação do mensário desde a sua criação.

Sem embargos

A parte final da entrevista consistiu numa espécie de miniprêmio Esso às estrelas do colunismo conferido pelo chefe da nação. O repórter citava um nome e o presidente sapecava a sua nota. A matéria de piauí reproduziu todos os nomes e respectivos pareceres. Omitiu Mino Carta, não é justo.

A grande verdade é que a matéria de piauí é menos importante pelo que publicou e muito mais pelo que deixou de publicar. Mario Sergio Conti é um dos mais competentes editores de revista do país e certamente tem argumentos para explicar porque uma entrevista exclusiva concedida por um presidente da República tão avesso a entrevistas pessoais sofreu tamanho corte. Tamanha manipulação – esta é a palavra.

O autor da entrevista deve esta explicação à sociedade, aos demais jornalistas, aos historiadores. O que diz um presidente da República num encontro formal, agendado e gravado, não pode estar sujeito a embargos de qualquer natureza. Faz parte da história.

Saldos e balanços

A entrevista aconteceu no dia 18 de dezembro, véspera das festas de fim de ano. A edição de janeiro deveria estar nas bancas na primeira semana útil do ano e, certamente, só ficaram abertas aquelas três pagininhas. O que fazer – reabrir a edição correndo o risco de atrasar a distribuição ou adiar a publicação para fevereiro?

Óbvio, ululante: não se amputa um pronunciamento presidencial. Sob nenhum pretexto. Mesmo que entre entrevistador e entrevistado existam vínculos pessoais, antigas empatias, a função social do jornalista obriga-o a ser rigorosamente fiel ao que foi dito e ouvido. Fiel no tocante ao teor e fiel no tocante à extensão. Um jornalista não tem mandato para avaliar ou eliminar partes de uma manifestação presidencial. A não ser que esteja a serviço do governo. Não é o caso.

A versão publicada pela piauí tem no máximo um terço da íntegra divulgada pela Secom. Justifica-se uma adaptação do texto à linguagem escrita, justificam-se cortes de palavras (ou palavrões) inaudíveis. Injustificável foi a severa compressão. Ou supressão.

Pela íntegra (ver "Presidente com azia da imprensa") percebe-se que o presidente Lula não quer brigar com a imprensa enquanto instituição. É um extraordinário avanço, admirável trabalho de pacificação empreendido pelo ministro Franklin Martins (que num dos momentos da versão impressa aparece como "ministro Franklin de Oliveira"; tudo bem, lembrar o admirável Franklin de Oliveira é sempre oportuno).

Enquanto evita o confronto institucional com a mídia, Lula mostra que não engole certos jornalistas. Daí a azia. Está no seu direito gostar ou não gostar de alguém. O que não pode é manifestar publicamente as antipatias. Equivale a veto, soa como ameaça.

Saldo do episódio: perdeu-se formidável oportunidade de promover um grande e salutar debate sobre a nossa imprensa. Fomos todos relegados à esfera gástrica. Não merecemos.

O presidente está tinindo. Pronto para participar do Observatório da Imprensa. Vai gostar: as entrevistas não são editadas.

***

Num dos trechos eliminados, o presidente Lula rebate a acusação de que o governo ajuda pequenos veículos com grandes verbas de publicidade oficial. Lula alega que a distribuição de verbas obedece a critérios técnicos, não há privilégios. "Não é assim que eu trabalho."

Na última edição de CartaCapital foram publicadas 11 páginas de anúncios: seis pagas por entidades federais e governos estaduais do PT: 54,5%.

***

Para entrar no clima da piauí, mensagem aos companheiros do watch-room do Planalto: este observador é admirador de Lev Davidovitch Bronstein desde o início dos anos 1950. E enquanto espera o entrevistado poderá trocar alguns dedos de prosa com Clara Ant em idisch (e não iídiche).

Comentários (68)
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henrique lacoste Lacoste , Rio de Janeiro-RJ - funci. estaatal - aposentado
Enviado em 21/1/2009 às 15:06:35
Parabéns Dines, excelente comentário. O que aborrece grande parte da impresa (aquela turna a serviço de alguns políticos e partidos de oposição) é o fato inegavel , confirmado pelos institutos de pesquisa; Lula - o melhor Presidente da República da história republicana do Brasil, isso relamente incomoda alguns faróis apagados (as Alexandrias a muito foram esquecidas). Quanto a distribuição da publicidade oficial, nota-se que não existe favorecimento algun. É dito que brasileiro tem memória curta, é verdade. À época da construção do complexo gráfico da Globo;aqui no Rio de Janeiro - a beira da rodovia Rio-Petrópolis , eu pegunto vcs. lebram quem financiou aquela obra faraonica ? Eu me lembro , foi a Caixa Econômica Federal, na gestão do governo federal anterior.
rinaldo vitor da  costa , dourados-MS - professor
Enviado em 19/1/2009 às 15:01:19
Dines insinuou que a imprensa é venal, ou foi impressão minha? Deve ser por isso que as revistas e jornalões não criticam os governos privateiros tucanos, todos financiam com publicações, é isso ai, pagando bem que mal tem?
Piort  Ilianovic , Brasília-DF - auxiliar de escritório
Enviado em 18/1/2009 às 12:05:12
Por favor Dines, tenha dó, veja tb a publicidade governamental em outras publicações: é enorme. Dá uma olhadinha em Exame, por exemplo.
Aldezir  Rego , Recife-PE - aposentado
Enviado em 17/1/2009 às 23:40:04
Todos estão cobertos de razão nessa discussão. Desde de quando me entendo por gente imprensa é assim: Se não falar bem do governo vai viver exclusivamente de classificados e de programas de auditório e olhe lá! Logo, senhores, deixem que os da imprensa defendam seu leite até os próximos governantes. Afinal, pobre e povo foram feitos para se enganar.
Clovis  Eduardo , SPA-RJ - Estudante de Comunicação
Enviado em 17/1/2009 às 11:41:20
Pois é Dines Gosto muito de seus artigos, mas infelizmente falta-lhe clareza, para não dizer "falta de coragem" de admitir sua face oposicionista quanto ao governo Lula. Se ele falasse que lia todos os jornalões para agradar aos presentes, certamente surgiria um que, de posse de uma pergunta incoveniênte, intentasse colocar o presidente em saia justa para gerar mais uma polêmica.
Henrique de Souza Dantas , Rio de Janeiro-RJ - Comerciante
Enviado em 16/1/2009 às 14:27:49
Segundo aquele Jornalista Americano, Sr. Marcos Alcantara, sua observação é pertinente.
David [Will] da Silva Junior , Campinas-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 16/1/2009 às 01:07:56
Dines, te aconselho e leitura de outras revistas para saber que existem muitas que são oposição (algumas delas passam longe da ética para manter esse posicionamento) repletas de publicidade estatal. Te peço para que, caso você tenha algum vínculo partidário ou “rabo preso” com alguém, por favor, seja sincero em seu texto. Tua oposição além de útil aos taxados por mérito de golpistas frustrados, como o “Cansei”, não tem argumentos palpáveis. Ouvi a entrevista completa e concordo que cortaram conteúdo de fundamental importância, mas não vi posicionamento governista ou qualquer coisa do tipo nos cortes. Acho até que partes em que o Presidente se saiu muito bem não foram citadas. O Mino Carta é sim amigo do presidente, o que não o torna automaticamente subserviente. Se você “observar” (é para isso que o OI serve, não?) os grupos de amigos de editores e principalmente donos de diversos jornais, TVs, revistas... tidos como respeitados, chegará à conclusão de que são amigos dos donos do poder. Qual o motivo que te leva a perseguir o Presidente da República com maior aprovação da história do país e, principalmente, um jornalista de brilhante carreira, fundador de veículos respeitadíssimos como a revista Quatro Rodas e o extinto Jornal da República? Fica uma pergunta no ar.
Rogério Ferraz Alencar , fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 15/1/2009 às 16:41:06
"...E para aqueles que insistem em dizer que o pres Lula tem 80% de popularidade, quero lembrar que outros personagens históricos tiveram indices de aprovação maiores, o que não significa necessariamente que estavam corretos (vide um tal de Adolf e um tal de Josef). (Max, só aqui no OI, e muito de vez em quanto)." Pode ser, mas Lula está correto.
Marco Antônio Leite , São Caetano do Sul-SP - TST
Enviado em 15/1/2009 às 15:26:09
Ler se trata de uma diversão nada prazerosa, principalmente em se tratando da imprensa brasileira, seja ela de papel, televisiva, via internet, revistas etc. De uma maneira geral essa imprensa manca e carcomida não presta para nada, haja vista que todas as noticias ou fala bem da elite, mal do pobre ou então sofisma sobre o governo Federal, em especial sobre o desempenho do Lula. Todos nós sabemos que o Lula aderiu ao sistema neoliberal, mas prossegui-lo somente porque não gosta de ler noticias mentirosas, aí é pura perseguição gratuita.
Daniel Carneiro Carneiro , Manaus-AM - Servidor Público
Enviado em 15/1/2009 às 13:37:17
Discordo da afirmativa de que o presidente da República não pode externar sua antipatia por determinados jornalistas, sob a justificativa de que soa ameaça ou algum tipo de perseguição. Se estamos numa democracia, não é somente a imprensa que pode dizer o que bem quer, sem garantir o espaço para o contraditório como fazem os principais veículos de comunicação do país. O presidente Lula demonstrou ter serenidade e respeito à imprensa livre, falou sem interesses comerciais, quando enfatizou o avanço da internet e disse algo que é muito verdadeiro: não é preciso ler os grandes jornais de hoje para saber o que acontece. A imprensa não tem interesse em divulgar o que defato ocorre no Brasil, pois quer criar o terrorismo econômico.
Cláudio Rangel de Oliveira Borges , Salvador-BA - Ex-Jornalista
Enviado em 15/1/2009 às 12:59:46
O sr. Max Suel tenta imputar aos participantes do Observatório a pecha de "patrulheiros ideológicos" fazendo justamente aquilo que aqueles a quem critica supostamente estariam fazendo aqui: patrulhamento ideológico!
Antonio Carlos  Silva , Riode Janeiro-RJ - Funcionário Público
Enviado em 15/1/2009 às 12:53:28
Sr. Max : "...ainda bem que no Brasil tem jornalistas com cabeças pensantes.." Realmente Max, aqui no Brasil tem muitos jornalistas com cabeças pensantes, mas infelizmente com os bolsos nervosos, e que não tem escrúpulos em serem sabujos dos grandes barões da mídia . Saudações,
Cláudio Rangel de Oliveira Borges , Salvador-BA - Ex-Jornalista
Enviado em 15/1/2009 às 11:47:53
A melhor parte deste Observatório tem sido os comentários dos leitores. Concordo com quase tudo o que os participantes escreveram, principalmente no tocante a idéias equivocadas do texto de Dines. Nunca vi aqui qualquer artigo consistente sobre a interferência da publicidade no conteúdo dos veículos de comunicação em geral - e não sobre alguns veículos espefícicos. E é evidente que a imprensa dominante - ora, vamos deixar de hipocrisia; leia-se: "tucana"! - tem sido protegida neste site! Não moro no estado de São Paulo, mas tenho me informado do que José Serra e o grupo dele têm feito para tentar barrar qualquer matéria negativa sobre o governo dele, mais ou menos o que ACM e seu grupo fizeram na Bahia durante 16 anos seguidos. E, como a mídia "tucana" se estende para todo o País... Recomendo a todos a leitura de "A miséria do jornalismo brasileiro", de Juremir Machado da Silva, que desmascara toda a precariedade técnica do jornalismo no Brasil, falando também, é claro, do jogo de interesses e da descarada má-fé. O que "se salva" do jornalismo brasileiro é pouquíssima coisa, e quem diz que não percebe isso ou é bastante ingênuo ou está agindo com a mais extrema falsidade. Tenho uma sugestão: vamos fundar o "Observatório do Observatório da Imprensa"? Ah, ah, ah, ah!
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 15/1/2009 às 11:26:27
Jornalista Jorge Sá, o senhor é uma exceção excepcional (sic) neste espaço dominado quase 100% pelos lulo-petistas fiéis seguidores de Zé "sai já daí" Dirceu e de Pomar: cegos guias de cegos e patrulheiros ideológicos. Ainda bem que temos no Brasil cabeças pensantes como Millor, João Ubaldo Ribeiro, Ferreira Gullar, Villas Boas Correa e outros. O pres. Lula está a dever uma entrevista coletiva realmente livre, exposto a qualquer tipo de pergunta. E para aqueles que insistem em dizer que o pres Lula tem 80% de popularidade, quero lembrar que outros personagens históricos tiveram indices de aprovação maiores, o que não significa necessariamente que estavam corretos (vide um tal de Adolf e um tal de Josef). (Max, só aqui no OI, e muito de vez em quanto)
Rogério Furtado , Itapeva-MG - Jornalista
Enviado em 15/1/2009 às 00:17:58

Alô, Alberto Dines, li sobre você no blog do Mino Carta: "Recordo, porém, fotos dele, ainda jovem e pimpão. Uma o retrata a receber uma medalha na praça dos Três Poderes, ou em logradouro semelhante, das mãos do ministro da Aeronáutica, em plena ditadura. Ou seria da Marinha?" Pergunto: deu pra falar com o tal ministro em iídiche (Aurélio e Hoaiss mandam escrever assim)? Você ainda guarda a medalhinha? Que bons serviços você prestou, rapaz?

Nota do OI: Ver "Quatro lorotas e uma patacoada"

Leriston  Vieira , Areia-PB - faz tudo
Enviado em 14/1/2009 às 20:30:58
Sr Dines, O Sr. distorce tudo para seu interesse de sempre. Exemplo: diz que Lula "não lê jornais ou revistas", quando na verdade, se o Sr. leu realmente ou ouviu a íntegra a entrevista, Lula não sai correndo logo cedo para ler jornais. Tem fontes mais seguras e objetivas, e outra rotina. O entrevistador (?) foi com uma tese: quer saber o tempo inteiro"quem" da imprensa influencia Lula (no fundo, o de sempre, ou Lula não seria dado à leitura ou seria desinformado, inculto. Ou manipulado. Foi buscar lã e saiu tosquiado. O que se viu (na íntegra) foi uma aula de lucidez e jornalimo: "primeiro o fato, depois a opinião". O resto já se sabe: essa imprensa que "se acha" tem que se reinventar se quiser ser respeitada. Quanto à qualificação que o Sr. atribui no início à Piauí e ao entrevistador (?) mostra-se completamente contraditória diante do que o Sr. mesmo coloca depois sobre a manipulação na "edição" impressa. Ademais, o que se viu no caso, da publicação à repercussão -opiniões frívolas, reações obtusas, manipulações de conteúdo- ficou muito claro e auto-exemplificador daquilo que Lula perecebe sobre a imprensa e diz na entrevista sobre a forma de agir de certos jornalistas e empregadores. Resta uma coisinha: NÃO DUROU DUAS SEMANAS A PUBLICAÇÃO DO ELOGIO DE LULA A NASSIF PARA, "POR ACASO", ESTE SER DEMITIDO DA CULTURA DE SÃO PAULO (SERRA). O QUE O SR. PENSA DESSA COINCIDÊNCIA?
Marcos Alcantara , Franca-SP - Assistente Administrativo
Enviado em 14/1/2009 às 17:21:34
Será que não foi algo um pouco mais líquido que está dando azia no Presidente?
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 14/1/2009 às 14:54:03
Marcelo Ramos, vi no Jornal Nacional: três meninos foram para um córrego e a correnteza os levou. Dois foram salvos, um morreu.
Jorge  Sá de Miranda Netto , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 14/1/2009 às 13:23:12
No longo e "belo" nariz de cera, até chegar na parte das "sábias" opiniões do "Nosso Guia", Mario Sergio Conti poderia ter contado que ele também pertenceu à Libelu, quem era subordinado a quem e otras cositas más, principalmente otras cositas más. Mas é uma boa matéria, que mostra (para quem ainda não sabia) como mudaram os "companheiros" de Libelu citados e que o negócio e ser da esquerda de resultados. Por fim, e não menos importante, a matéria mostra que, cada vez mais, como já disse Millôr Fernandes, "a ignorância subiu à cabeça de Lula, ele pensa que sabe tudo mas não sabe nada".
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 14/1/2009 às 13:08:58
A Denúncia de que o Nassif teria sido demitido da cultura por conta das denúncias sobre a Sabesp é extremamente grave e precisa de apuração, denúncia e punição imediata. Acho que o Serra cantou pro Nassif a canção de ninar: Serra, serra, serradô, serra o papo e a cabeça do Nassif faladô!!!! Olha, do jeito que as coisas andam já estou achando (sempre acreditei no mensalão) que o mensalão foi puro delírio da imprensa brasileira. É isso o que a imprensa tem conquistado. Não confiávamos nos políticos e instituições e, agora, desconfiamos também de quem deveria não só informar, mas informar com qualidade. Parafraseando ex-folhista Boris Casoi, a imprensa está uma vergonha!!!
nilton franzoi , joinville-SC - metalurgico
Enviado em 14/1/2009 às 12:58:45
Lula nao generalizou ,mas,deixou claro q a internet oferece uma noticia melhor q os telejornais ,radios em fim...exemplo este site(observatorio da imprensa)informa bem e explica,isto é fato.Lula exagerou?nao,pois assisto telejornais sobre a materia de politica e vi muita coisa errada.1997 quando houve muita zoeira no congresso ,a imprensa só mostrava a positividade no brasil,pelo menos neste governo a corrupçao nao ficou escondida,mas a imprensa nao acha isso.quando comecei assistir o observatorio d/imp. na antiga TVE vi toda a verdade,foi graças o observatorio q eu entendi a diferensa entre jornal e jornaléco milionario.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 14/1/2009 às 12:54:20
"Enquanto evita o confronto institucional com a mídia, Lula mostra que não engole certos jornalistas. Daí a azia. Está no seu direito gostar ou não gostar de alguém. O que não pode é manifestar publicamente as antipatias. Equivale a veto, soa como ameaça." Senhor Dines, ao escrever isso, o senhor está exercitando o seu direito de "livre pensar". Mas o seu comentário é hilariante, pois ao manifestá-lo, "censura" o mesmo direito que o Presidente Lula detém: ele, também, é livre para pensar. Tenho visto tantas coisas neste OI...
Fábio Gomieiro , Guarulhos-SP - administrador
Enviado em 14/1/2009 às 12:16:48
Apenas para lembrar. O Presidente da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) é o Sr. Paulo Markun, autor do livro "Meu amigo Vlado". O que diria o Vladimir Herzog sobre o comportamento do seu amigo? Algumas pessoas se revelam ao longo do tempo.
paulo oliveira , porto alegre-RS - empresário
Enviado em 14/1/2009 às 11:36:22
Concordo com o Sidnei Brito, está mais do que na hora de uma lei federal para proibir qualquer tipo de propaganda governamental paga nos meios de comunicação. Só assim o NOSSO dinheiro não será usado para comprar opiniões favoráveis.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 14/1/2009 às 11:07:12
Pô, Rogerio, morreu gente aqui em São Paulo e eu nem sabia? E agora, o que fazer com a imprensa daqui, que esconde tudo para não expor o presidente Serra?
edson sanches , são paulo-SP - téc. adm.
Enviado em 14/1/2009 às 10:52:31
Se alguém fizer uma pesquisa mais consistente aos textos do Alberto Dines publicado ao longo do texto observará dois caminhos principais. Primeiro do atual governo, que segundo se possa definir, quebrou o "paradigma" de cordialidade a qual se rompeu com a gestão anterior. O que é muito superficial, pois o que se denomina grande Imprensa são um aglomerado de grupos familiares como os Civitas, Marinhos, Mesquitas (e um dia foi os Blochs...) etc. Historicamente eles sempre defenderam seus interesses como qualquer oligarquia. De resto, são enviezados, aqui as reminiscência pouco democráticas e nada plural remontam a própria história do país. Em relação ao Mino Carta, conforme citado por um dos comentadores. E aonde estava o sr. Dines quando a Veja soltava páginas e mais páginas da propaganda da Oi no momento de recrudescimento da disputa desta operadora, conforme cita o Luiís Nassif? E mais uma vez, será pessoal ou de consaguinidade?
Rogério Ferraz Alencar , fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 14/1/2009 às 10:22:13
"Saldo do episódio: perdeu-se formidável oportunidade de promover um grande e salutar debate sobre a nossa imprensa. Fomos todos relegados à esfera gástrica. Não merecemos." Não merecem? Há controvérsia.../// Acho Sidnei Brito deu boa idéia, e Tiago Ferraz fez boa observação. Como vários leitores falaram em José Serra, e no favorecimento que a mídia dá a ele, me lembrei: Alberto Dines, há umas três semanas, sentou a pua em Aécio Neves, que, segundo ele, se omitiu em relação às enchentes em Minas. Pois bem: José Serra nada disse sobre as enchentes em São Paulo, onde, até na capital, morreu gente por causa delas. E Alberto Dines nem aí...
JORGE LYRA , VILA VELHA-ES - geologo
Enviado em 14/1/2009 às 08:58:58
E as propagandas dos Bancos nas organizações GLOBO, não é mais constrangedor que as propagandas da CartaCapital? Acho que o presidente pode começar a perder o medo de colocar o dedo na ferida!!!
Sidnei Brito , S. Paulo-SP - Servidor
Enviado em 14/1/2009 às 08:51:14
A minha dica seria o fim de toda e qualquer publicidade governamental na imprensa. Jornalistas cobram o tempo todo o corte de gastos do governo. Uma boa maneira de fazer isso seria eliminando aquela montanha de propagandas nas revistas e jornais. A imprensa ficaria contente com a austeridade oficial e, de quebra, pouparia o Dines de ficar contando as propagandas veiculadas na Carta Capital.
Fábio  Missura , Rio Pardo-SP - Professor
Enviado em 14/1/2009 às 08:37:12
"O assunto morreu e ninguém tentou exumá-lo" Claro que não, pois a grande mídia sabe que o Lula tem razão!
Andrea Guedes , Campinas-SP - Porfissonal liberal
Enviado em 14/1/2009 às 08:16:07
Piauí é uma revista fraquinha. Uma Veja metida a inteligente.
maria luizateixeira , são paulo-SP - psicologa
Enviado em 13/1/2009 às 23:53:14
Pois é, Dines, luta manifesta sua antipatia a determinados jornalistas e isso é uma ameaça... já Serra não fala nada e demite... vc acha melhor? Ou só não acharia se o demitido fosse outro que não o Nassif? Olha que começa a dar azia de ler certos jornalistas do Observatório também... Mas não se preocupe... a gente fica só com azia, [ ]...
Cláudio  de Souza , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 13/1/2009 às 23:11:46
A matéria da Piauí está muito bem escrita, é muito interessante pelo que mostra dos bastidores do Planalto, e de modo geral o MSC não distorceu o que Lula disse, apenas editou de um jeito para que o texto ficasse coerente, com começo, meio e fim. Não acho que os trechos em que Lula fala da midia foram distorcidos. No entanto, a transcrição revelou um entrevistador confuso. Fiquei realmente surpreso com o que li no site do Planalto. De resto, é claro que Lula lê jornal, nem que não seja diretamente. Se não lesse, não saberia dar nó em pingo d água na imprensa "crítica", como faz diariamente. E outra: era só o que me faltava esperar que ele gastasse umas duas horas diárias lendo todos os jornais "importantes" pela manhã. Eu, que não sou presidente e não tenho tanta coisa a fazer quanto ele, já me sinto perdendo tempo lendo UM jornal em 15 minutos todas as manhãs... De resto, Lula é sujeito da notícia, não espectador.
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 13/1/2009 às 22:29:10
“Lula mostra que não engole certos jornalistas. Daí a azia. Está no seu direito gostar ou não gostar de alguém. O que não pode é manifestar publicamente as antipatias. Equivale a veto, soa como ameaça.”Era só o que faltava.Quer dizer que os tais jornalistas podem lascar o bambu no Presidente extendendo muitas vezes as ofensas e calunias a seus familiares e ele tem que ficar caladinho.Soa como ameaça porque?Libertinagem tem que ser ameaçada sim e combatida também.Ele tinha que era reagir com mais vigor e rigor, delegando alguém da sua assessoria para entrar com processos contra os que se acham ser jornalistas e que a mando e a serviço de certos grupelhos ou por puxa saquismo mesmo,se escudam nessa expressão para caluniar,difamar,lançar factóides,tentando criar crises e pânico.No Brasil são poucos que realmente o são e honram a profissão.Ninguém está pedindo para esconderem os problemas que claro,existem,muitos deles herdados das más administrações anteriores,mas inventar,perseguir e esconder os erros dos apaniguados,é querer nos taxar de otários,panacas,burros,etc.Não é só o Presidente não,muitos brasileiros também não engolem esses manipuladores inescrupulosos que de jornalistas não tem nada e para terem a certeza disso,basta lerem o juramento.
Marco Vitis , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 13/1/2009 às 22:22:11
Sr. Dines Por que o sr. tem tanto ódio de Mino Carta ? O que o sr. achou de Serra ter demitido Luís Nassif da TV Cultura ? O sr. acha que o governo federal deveria proibir publicidade na Veja ?
edson sanches , são paulo-SP - téc. adm.
Enviado em 13/1/2009 às 22:14:41
Concordo com o jornalista Andrea Costa, realmente é um texto mal escrito este da Piauí. Conti poderia muito remeter a Comte (Augste), positivista eminente, talvez a maior influência à Imprensa oficial em termos teóricos e conceitual. O sr. Dines volta novamente a atacar o Mino Carta e faz uma encenação e faz vista grossa que a maior parte da Imprensa ataca de modo voraz, procurando desqualificar a figura do presidente. Até que o Lula foi muito polido ao dirigir ao Mainard. Desse modo a crítica do sr. Dines cai por terra abaixo e fica enviezada. O famoso PiG é muito estudado nas faculdades de comunicação e não é novo e remete até Getúlio Vargas, dizer que o PIG (muitas vezes com outro nome) não existe seja superficialidade. Acho que a crítica do Dines revela um recalque ao não ser citado pelo mesmo Conti aos vários jornalista influentes e qual a visão do presidente em relação aos mesmos. Creio que o Dines ficou muito triste e com uma ponta de ressentimento. Infelizmente a retórica de desqualificar o presidente mostra uma decisão errática, no momento que Lula é agraciado à Imprensa internacional com um dos nomes vivos da atual geração.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 13/1/2009 às 22:06:01
Dines, com todo o respeito, você (e por que não os jornalistas de SP) foram massacrados pelos navegantes... você ficou com azia?
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 13/1/2009 às 21:58:00
Dines, com suas palavras: "A grande verdade é que a matéria de piauí é menos importante pelo que publicou e muito mais pelo que deixou de publicar[...] sofreu tamanho corte. Tamanha manipulação [...], já se constata que a revista não é boa e o editor não está entre os melhores. Pra falar a verdade, a Piauí é um porre de vinho barato...
Raimundo  Andrade Simões , São Vicente-SP - Aposentado
Enviado em 13/1/2009 às 21:34:35
Dines é capcioso em enumerar os anúncios de CartaCapital. As 6 páginas pagas por entidades federais ( notar que nisto inclui governos estaduais e prefeituras que nada têm a ver com governo federal) talvez seja a cota de anúncios públicos da revista. Isso não tem relação nenhuma com as páginas de anúncios privados. Mesmo porque este pessoal não tem interesse algum numa publicação com o viés político e independência do semanário em questão. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O resto é observação tendenciosa que não deveria caber a um comentarista que se propõe imparcial. Eu disse imaprcial ????? KKKKKKKKKKK!
rogerio cardozo , Tubarão-SC - desempregado
Enviado em 13/1/2009 às 21:32:06
Querer que a Imprensa entre no debate é coisa dificil,vejamos:fala-se na crise e não se critica a bagunça que é o mercado financeiro. Pergunta:se paraiso fiscal só serve para lavar dinheiro ,porque se permite o envio de dinheiro atraves de bancos do Brasil para esses lugares e porque o silencio da midia e não falo só da brasileira a grande imprensa do mundo simplismente enguliu um sapo sem tamanho.Não se discute a midia porque ela é um empresa como qualquer outra e tem seus compromissos que não são totalmentes legais.Sera que empresa de comunicação tem caixa dois?Sera que empresa de comunicação tem contas em paraisos fiscais e usa esses para fazerem negocios?É vai ser dificil a midia discutir a midia. O mundo dos grandes negocios todos falam dos pecados dos outros para não se chamar atenção para os seus.
Hélio Amaral , SP-SP - Músico
Enviado em 13/1/2009 às 21:29:06
Acho que Lula tem razão ao discriminar: não conheço jornalista que fale mais mal do governo do que Clovis Rossi (claro, tirando os jornalistas que odeiam o presidente). No entanto, Lula se diz amigo dele. Lula parece saber separar a crítica baixa, pessoal, da crítica pesada, mas honesta.
Andrea Costa , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 13/1/2009 às 21:19:08
Piauí, "a revista mais bem escrita e bem editada do país"? Como diria seu célebre editor, a revista é chata pra cacete ! "Conti é um dos mais competentes editores de revista do país"? hahahahahahahah Se bem que ao lado de veja, deve ser mesmo. Mas peraí! O cara nào consegiu formular uma única pergunta com sentido completo? A transcrição é vergonhosa, constrangedora! Por isso ela não foi públicada na íntegra. Para a Piauí não assumir a paternidade de um mico histórico! Mas o Palácio preservou a história e fez o favor de publicar tudim!
Riberto  Cacheiro , Praia Grande-SP - Oficial de Justiça
Enviado em 13/1/2009 às 20:42:06
Revista mais bem editada do Brasil ? Mais bem escrita ? Excente piauí ? Ora, vamos e venhamos Sr. Dines, aquilo é um lixo, infectado por inúmeras das bactérias tucanas que ainda nos fazem engasgar diariamente ao tentar ler ou assitir o noticiário televisivo. Vamos falar com seriedade, por favor - ou ainda não há assunto sério disponível em 2009 ???
sílvio  freitas , porto alegre-RR - engenheiro
Enviado em 13/1/2009 às 20:23:35
O presidente Lula foi simpático ao dizer que dá azia, na realidade ler a imprensa nativa dá é úlcera, e a insistência de leitura dessa gente, poderá se transformar em um câncer.
antonio barbosa filho , delft holanda-IN - jornalista
Enviado em 13/1/2009 às 19:30:02
A demissão de Luis Nassif da Tv Cultura logo após as denúncias dos gastos eleitorais da Sabesp em todos os Estados, e da publicação de críticas a Serra (ao lado de manifestações a seu favor, diga-se), no blog do jornalista, é fato político da maior gravidade. Estamos numa fase de obscurantismo em termos de imprensa em São Paulo. Não há liberdade, simplesmente. Há censura dos donos dos media, sobre os jornalistas. E há do governador sobre patrões, jornalistas e anunciantes! Cadê a Fenaj? Cadê o OI e outros defensores da liberdade de expressão? Na verdade, o caso em São Paulo está mais para Justiça Eleitoral e Ministério Público, porque o governante transformou o Estado num feudo. Socorro Brasil!!!
Ricardo  Zanoni , São Vicente-SP - Aposentado
Enviado em 13/1/2009 às 19:23:11
Só o fato da revista ser editada por Mário Sérgio Conti já lhe rebaixa a credibilidade. Não a leio.
Ilda Nogueira , BH-MG - Jornalista
Enviado em 13/1/2009 às 19:21:54
O Dines como sempre traz um olhar incrível. É isso aí, companheiros, queremos o Lula no OI. Na torcida para que isso ocorra logo.
Augusto Mello , Rio de Janeiro-RJ - Sem Profissão
Enviado em 13/1/2009 às 19:17:11
Dines, talvea a azia não seje metáfora. É o que eu sinto lendo a imprensa tucana.
Fábio  Gomieiro , Guarulhos-SP - administrador
Enviado em 13/1/2009 às 19:16:58
Na Carta Capital desta semana (nº. 528) encontrei publicidade das seguintes empresas privadas: Banco Santander, Vale, Gazeta Mercantil, Reserva Cultural (salas de cinema em S. Paulo). Na de número 527: Azul - Linhas Aéreas Brasileiras, Coca -Cola, Gazeta Mercantil, Reserva Cultural, Vivo, LG. Em números anteriores há publicidade do jornal DCI, Banco Real, indústria automobilística japonesa, Odebrecht, Banco Itaú, Bradesco. O Sr. Alberto Dines deveria pesquisar a veiculação da publicidade oficial (Federal e Governo do Estado de São Paulo) nos últimos catorze anos. Talvez o resultado o surpreenda.
alvaro marins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 13/1/2009 às 19:04:44
Eu tenho a mesma curiosidade do João Humberto Venturini, de Piracicaba. Dá gosto ler os comentaristas deste site, desmontando um por um, cada um dos argumentos capciosos que os defensores da mídia tucana ainda pensam que passarão despercebidos. Apenas conseguem provocar azia e queda nas vendas e audiências.
Fernando Pinto , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 13/1/2009 às 18:28:35
Será que o Dines já perdeu tempo contando quantas páginas de anúncios do governo federal são encontradas na Folha, Veja, Globo, Estadão, etc? Isso, com todo respeito, só pode ser falta do que fazer,
Luiz Pereira , Rio de Janeiro-RJ - comerciante
Enviado em 13/1/2009 às 18:21:45
Dines, Você parece ter algo pessoal contra o jornalista Mino Carta, pois volta e meia solta uma farpa. Não é a primeira vez que você comenta sobre os anúncios de CartaCapital. Para que você não seja rotulado como leviano e irresponsável, o que seria uma pena, pelo seu currículo e história no jornalismo brasileiro, seria bom que a partir de agora você apresentasse toda semana o percentual de anúncios do governo e de órgãos públicos ligados ao PT na Carta Capital. Que tal? Toda semana. Assim teríamos um número razoável de edições para comprovar se as suas insinuações procedem ou não. É que pegar, convenientemente, uma edição aqui, outra 3 meses depois e mais uma 6 meses adiante pega mal. Parece que você está querendo montar uma tese baseada em fatos circunstanciais, não em situações permanentes. Isso tira credibilidade e quase iguala você ao que de pior existe no jornalismo brasileiro. E nem você e nem sua história merecem isso.
Paulo Silva , goiania-GO - estudante
Enviado em 13/1/2009 às 18:14:58
E o governador Serra que não aceita criticas e pede a cabeça de jornalistas. Agora acaba de pedir a do jornalistas Luis Nassif da TV Cultura. Ninguem fala nada. Já estamos acostumados com a midia corporativa. E a propaganda eleitoral do governador Serra com a veiculação de propaganda da Sabesb por todo o país? Isso é normal? Dois pesos e duas medidas.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 13/1/2009 às 18:05:49
João Humberto, posso responder essa: o governo de São Paulo deve ter um baita desconto pra anunciar ali. No fim, nenhuma dessas revistas anda bem de saúde, todas perderam assinantes. Mais difícil é para as alternativas (Caros Amigos, Carta Capital). A Piauí é um braço da Abril, apesar do estilo.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 13/1/2009 às 17:29:38
Algumas coisas são tão previsíveis que chega a ser monótono. É claro que o Lula não vai dizer que ler Veja, Globo, Folha e Estadão dá azia; é claro que ele vai dizer que os critérios são técnicos. É o jogo da hipocrisia, jogoado por todos, partidos, imprensa e presidente. Será que algum dia o Lula vai dizer?:"Eu mando não botar anuncio na Folha nem em Veja nem em Globo porque são jornais de oposição, e boto na Carta Capital porque é a única revista que é justa. E se possíve, quero ver Estadão falir no meu governo." A imprensa, do jeito que vem sendo feito, não contribui em nada para a democracia. Se diz isenta mas está partidarizada; quer alcançar todos os públicos mas só faz perder credibilidade e público. E pra mim tanto faz se é idisch ou iídiche.
João Humberto  Venturini , Piracicaba-SP - Biólogo
Enviado em 13/1/2009 às 16:12:24
Por que sera q o governo do estado de São Paulo, q esta gastando bastante em propaganda, não anuncia na Carta Capital, na Caros Amigos e na Fórum? Pq só faz propaganda na Veja, Folha, Estadão e até fora do estado de SP? Ai pode sr. Dines?
Rodrigo Whatever , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 13/1/2009 às 16:08:11
Dines, Lamentável algo que se supõe um observatório que, se não imparcial, deveria tentar ser isento, imprimir um viés tão pró-Israel às avaliações sobre a cobertura da imprensa brasileira da ofensiva em Gaza. Quando Estadão, Folha e Globo conseguem ser mais imparciais e pluralistas que o OI, é porque alguma coisa está muito errada...
André Martins , Bauru-SP - Engenheiro
Enviado em 13/1/2009 às 15:24:45
Caro Dines. O Presidente disse que as verbas publicitárias são distribuídas de modo técnico (conforme a tiragem?), evidentemente numa revista maior com espaço caro e com uma quantidade de anúncios absurdamente imensa (como a Veja) a verba oficial resultará em uma porcentagem de anúncios menor. Eu fico até constrangido de ter que explicar isso. Apure melhor os fatos antes de formular juízos, para não ter que insinuar que o Presidente mentiu nem ficar surpreso de causar azia em seus leitores.
eduardo moreira , guarulhos-SP - tecnico
Enviado em 13/1/2009 às 14:46:29
Se a imprensa fosse conivente com o lula da mesma forma que é com o serra acredito que ele não estaria se queixando. no tocante as verbas publicitárias, acredito que é mais do que justo que o governo anuncie nos mais diversos segmentos, agora gostaria que se fizesse uma investigação no governo estadual paulista do porque se duplicou as verbas de publicidade para o próximo ano, e porque as empresas do estado estão tão atuantes nos grandes meios de comunicação.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 13/1/2009 às 14:31:57
Fez-me rir imaginar o papo em idisch com a Clara Ant. No mais, eu também acho que a proporção de anúncios do governo federal (Dines somou, compreensivelmente, os governos do PT) na Carta Capital é alta. Essa observação é, sim, valiosa. Parece que não existe muita gente interessada em anunciar na revista. Mas o presidente falou que o critério de distribuição da verba oficial de publicidade é técnico - e Dines teve que engolir essa sem contestações. Ou traz algo concreto contra Mino Carta, ou deixa de ranhetice, mestre.
Carlos Fochesatto , Caxias do Sul-RS - Professor
Enviado em 13/1/2009 às 14:24:19
A mim também me dá azia quando leio a grande impresa. O meu alka-seltzer é o Observatório da Impresa.
Tiago Ferraz , Sao Paulo-SP - Economista
Enviado em 13/1/2009 às 14:18:03
Se a idéia é questionar a afirmaçao de Lula de que não há privilégios, falta dizer quanto as entidades federais e governos estaduais pagaram em anúncios de outros veículos. Se CartaCapital recebe uma verba desproporcional comparada a outros veículos, legal. A informação assim solta não me parece muito justa.
Aderbal  Azevedo , Recife-PE - Arquiteto
Enviado em 13/1/2009 às 14:13:05
Se eu fosse Lula, estaria escrevendo um livro intitulado "Todas as besteiras e mentiras que a imprensa disse sobre mim" a ser lançado depois do mandato. Só a revista Veja mereceria umas 500 páginas... Mas como ele diz que não lâ para não ter azia, não terá como escrever tal livro.
Mauro Gilberto Simas , Goias-GO - comerciante
Enviado em 13/1/2009 às 14:06:43
Quando o presidente Lula falou sobre a imprensa com azia, certamente ele deve ter lembrando que imprensa paulista em especial o jornal Estado de S.Paulo parece mais assessor de imprensa de Serra e Alckmin do que um jornal que deve tentar manter uma certa imparcialidade na veiculação de informações. É incrível ver em todos os meios de comunicação de São Paulo a linearidade de idéias de jornalistas dos principais jornais e revistas com o entreguismo, elitismo de partidos como o PSDB. Não sou PTista, mas é incrível perceber um certo ranço partidario com relação ao PT.Hoje no Estadão um editorial estava elogiando a admnistração Serra por diminuir a quantidade de remédios distribuidos gratuitamente.As justificativas dadas pelo editorial são as mesmas da assessoria de imprensa do partido do mesmo. É ridículo esse papel de cabo eleitoral que esse jornal e outros tb exercem a favor de administrações tucanas. Desde o começo da prefeitura de Serra, o Estadão vem elogiando quase que todas as atitudes tomadas por ele e culpa todas as difuculdades e escorregões do prefeito a antiga administração.Assim como faz com o governador Alckmin, o qual é poupado de críticas e sempre elogiado pessoalmente pelo jornal. Parece que o Estadão junto com a Folha e é claro a Veja já estão preparando para favorecer a candidatura tucana nas próximas eleições. http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com
Luiz Armando  Badin , São Paulo-SP - Advogado
Enviado em 13/1/2009 às 13:19:57
Ainda a respeito do comentário anterior, gostaria de entender melhor por que razão o presidente não pode opinar criticamente sobra as opiniões dos colunistas, ou ainda avaliar as posições que eles expressam. Ele deve se submeter àquela mesma autocensura a que alguns jornalistas se submetem nas redações? Por que limitar ainda mais o debate público -, desde que, evidentemente, circunscrito ao campo da argumentação? O leitor-cidadão, à falta de uma discussão mais séria sobre o funcionamento dos meios de comunicação, tem o direito de conhecer, como sustenta o próprio Dines, todas as opiniões do presidente, inclusive aquelas que dizem respeito aos próprios jornalistas. Sem isso, como então poderia formular seu próprio juízo a respeito da qualidade da informação que recebe? Avaliar por meio de notas pode ser superficial e até um tanto simplório, mas, ao que consta, não é veto, nem ameaça. É opinião. Que o cidadão tenha os meios para julgar e atribuir sua própria avaliação, sem qualquer tipo de censura.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 13/1/2009 às 12:33:37
Evidentemente que o debate contém, em seu cerne, questões de mercado. Se o presidente mais popular do Brasil em toda a sua história declara, abertamente, que a "função imprensa" é dispensável, alguma considerável parte da população o acata. E diminuem-se as tiragens. Simples assim. O Bush pai disse, certa vez, que não gostava de brócolis e o que se viu foram fazendeiros irados às portas da Casa Brtanca pedindo explicações. São os gostos, não se discutem. E o gosto de Lula, percebe-se, é bem refinado. Afinal, que coisa mais indigesta ler um Mainardi, um Clóvis, um Azevedo declararem abertamente suas considerações pessoais contra ele. A propósito: o repórter que o entrevistou comeu mosca? Seria necessário perguntar como ele curava a sua azia. Apenas rejeitando o objeto de má-indigestão?
Marcelo Carvalho , Mesquita-RJ - Professor
Enviado em 13/1/2009 às 12:27:34
Devo concordar com a Renata. O Presidente tem todo o direito constitucional de gostar ou simpatizar com quem quer que seja; não pode, isso sim, usar de tal antipatia para censurar, vetar ou agredir o "antipático". Liberdade de imprensa é poder dizer tudo sobre o presidente (só não vale ofensa!). Liberdade de expressão, tão exigida por você, caro Dines, também é ouvir do Presidente as causas da "azia".
renata silva , belo horizonte-MG - professora
Enviado em 13/1/2009 às 11:42:11
"Está no seu direito gostar ou não gostar de alguém. O que não pode é manifestar publicamente as antipatias. Equivale a veto, soa como ameaça." Ai, ai,. Como diria Macunaíma: "Ai, que preguiça!" Não tem jeito. Dines tem de persistir na tese pessoal de que Lula é um ditador, travestido de sujeito democrático. Não adianta, o articulista parece que tem uma necessidade atávica de ressuscitar essa tese. Depois reclamam da azia do presidente. Ler o discursos reincidentes, para quê?
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