ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 524 - 10/2/2009
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IMPRENSA & SOCIEDADE
Uma história que não comoveu a mídia

Por Ligia Martins de Almeida em 10/2/2009

"Americano reencontra o filho depois de 5 anos" é o título da matéria do Estado de S.Paulo publicada na terça-feira (10/2), contando a história judicial envolvendo uma brasileira e um norte-americano:

"Quase cinco anos depois, o americano David Goldman conseguiu ontem [segunda, 9/2], na presença do deputado americano pelo Partido Republicano Chris Smith, rever seu filho S.R.G, de 8 anos, que a mãe brasileira, Bruna Bianchi Carneiro Riberio, trouxe para o Brasil em julho de 2004. Desde então, Goldman briga judicialmente para rever a guarda do filho, reivindicando o cumprimento da Convenção de Haia, pela qual os países signatários, como o Brasil, se obrigam a repatriar para o país onde vivia a criança `seqüestrada por um dos pais´. (...) Bruna veio de férias com o filho para o Rio e não voltou para os Estados Unidos. Ela moveu uma ação na Justiça carioca de guarda do menor e outra de separação litigiosa. Paralelamente, se envolveu com o advogado João Paulo Lins e Silva, de quem ficou grávida. Ela morreu ao dar a luz a uma filha do casal, em agosto. Em ação na Justiça, Lins e Silva requisita o reconhecimento de sua paternidade afetiva. Se o pedido for aceito, o nome de Goldman será substituído pelo do advogado na certidão de nascimento do menino". (Estado de S.Paulo, 10//02/2009)

Essa é a história contada em novembro de 2008 pela revista piauí, a única publicação brasileira que tratou do assunto [ver aqui a reprodução da matéria]. História que – embora silenciada no Brasil – tem repercutido nos Estados Unidos e foi resumida assim pelo programa Today Show, da rede de TV NBC:

"David está lutando a batalha de sua vida contra duas poderosas e influentes famílias, os Ribeiro e os Lins e Silva, que têm feito tudo o que podem para evitar que ele encontre Sean. Ele exauriu virtualmente todas as opções legais disponíveis para ele tanto nos Estados Unidos como no Brasil a um grande custo emocional e financeiro. Depois da súbita e trágica morte de Bruna em 22 de agosto (2008) acreditava-se que David finalmente seria capaz de ver Sean e trazê-lo para casa. Infelizmente, ele está agora no meio de outra batalha pela custódia, desta vez com o novo marido de Bruna, João Paulo Lins e Silva."

Normas do bom jornalismo

O caso, ignorado pela imprensa brasileira, rendeu matérias em vários jornais e emissoras de TV americanos e a NBC, no seu texto, diz que o silêncio aqui, se deve a gag orders (ordens de mordaça, ou silêncio) impostas à imprensa brasileira. Um blog, mantido por amigos de David, faz uma intensa campanha pedindo que os compatriotas do pai em luta assinem petições pedindo a volta do menino e até um deputado de Nova Jersey, onde o caso está sendo julgado, se ofereceu para acompanhar David em uma visita ao Brasil. Enquanto os norte-americanos são convocados a colaborar numa campanha pela volta do menino, por aqui, só uma revista falou do caso.

A revista piauí – acusada por uma leitora (em comentário publicado neste Observatório) de parcial e irresponsável – percebeu a chance de fazer uma bela matéria, com todos os elementos dramáticos que fazem o sucesso de uma boa novela: famílias influentes, pessoas bonitas e uma criança no meio da disputa. A revista tinha obrigação de ouvir o outro lado, seguindo as normas do bom jornalismo. Se tentou e não conseguiu, poderia ter dado um PS dizendo que os Lins e Silva se negam a falar do assunto.

Exceções, só em caso de risco

Mas, melhor fazer uma matéria contando um lado da história do que se submeter, como fez o único jornal a tocar no assunto, a contar o milagre sem revelar o santo. Foi o que aconteceu com a Folha de S.Paulo em sua edição de 27 de novembro de 2008 ("Juiz impede americano de ver filho no Brasil"):

"A Justiça do Rio decidiu ontem que o americano Paul não poderá visitar seu filho Andrew, 8, de quem está separado contra a sua vontade há quatro anos (os nomes são fictícios). Segundo o juiz Ricardo Lafayette Campos, da 2ª Vara da Família do Rio de Janeiro, não seria do `melhor interesse do menor a repentina e abrupta visitação do seu pai biológico´, considerando o fato da recente perda da mãe.

A Folha revelou na última terça que a criança foi trazida ilegalmente para o Brasil em 2004 pela mãe, uma empresária carioca da moda que morreu no final do mês passado. O último marido dela, que é de uma conhecida família de advogados, não permite que o pai de Andrew visite o filho. Ele já conseguiu uma decisão liminar pela guarda do garoto e solicita que o nome do pai biológico seja apagado da certidão de nascimento do menino.

Paul veio ao Brasil no último dia 7 e, sem poder ver o filho, recorreu à Justiça carioca na última terça-feira. Com a decisão negativa, embarcou ainda ontem de volta para os EUA.

Especialistas consultados pela Folha afirmam que nunca viram uma decisão como a da Justiça do Rio. No entanto, eles ressaltam que, como o processo corre em segredo de Justiça, não poderiam comentar especificamente sobre esse caso. `Não se pode impedir o pai de ver o seu filho. O que às vezes acontece, como exceção, é permitir uma visita monitorada, mas nunca negar o direito de visita´, diz Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do IBDFam (Instituto Brasileiro de Direito de Família). De acordo com ele, as exceções são para o caso de o pai ser drogado, alcoólatra, violento ou ter abusado da criança – situações em que o filho seria exposto a um risco. No entanto, segundo o advogado de Paul, Ricardo Zamariola, no processo não aparecem tais acusações contra o americano."

Mordaça desconhecida do público

A "parcialidade" da revista piauí e o fato de a Folha dar a matéria sem o nome real dos envolvidos nos fazem perguntar se a NBC tem razão quando diz que o norte-americano está lutando contra "famílias poderosas e influentes". Serão tão influentes a ponto de conseguir que um assunto que costuma comover a mídia seja completamente ignorado? Serão tão influentes que um pedido deles é suficiente para sufocar o fascínio que a mídia costuma ter por escândalos envolvendo os ricos e famosos? Ou será que a lei da mordaça, mencionada pela NBC, realmente está valendo?

Como felizmente vivemos tempos de imprensa sem censura, a única explicação possível é que a imprensa perdeu de vez a sensibilidade para descobrir bons assuntos e fazer belas reportagens, como a da revista piauí. A NBC exagerou ao falar da lei da mordaça, atribuindo o silêncio da mídia a ordens impostas de fora. Mas esqueceu de mencionar uma mordaça muito mais freqüente na imprensa: a que é imposta por donos de jornais, quando seus amigos pedem discrição sobre um assunto. Essa mordaça, que não chega ao conhecimento do público, é bem conhecida de repórteres e redatores, obrigados, como aconteceu com os que assinaram a matéria da Folha de S.Paulo, a dar nomes fictícios aos envolvidos no caso do menino Sean.

Foi preciso uma visita na companhia de um congressista americano para que finalmente David conseguisse ver o filho e merecesse espaço nos jornais. Agora que o caso vai ser analisado na esfera federal, a mídia, com toda certeza, dará mais espaço ao assunto. Quem sabe mostrando não apenas o lado humano do caso, mas tentando explicar como funciona a Justiça que faz com que, durante cinco anos, um pai não consiga ver o seu filho.

Comentários (15)
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Mary Anne , new york-IN - autonoma
Enviado em 13/3/2009 às 04:25:35
Quem quer direito, direito anda. Triste que esta avo brasileira seja tao irresponsavel qt a filha. A maca nao cai muito longe da arvore. Tivesse Dona Silvana juizo, tinha mandado esta filha Bruna voltar e fazer as coisas direitas. E este padrasto Lins da Silva nem casa tem? Ainda mora com os sogros? Quer q Sean fique perto da irma, entao manda ela morar c Sean nos EUA, afinal ela podera ser a filha socio afetiva do David. Ela ainda nao tem nenhum laco de familia c 6 meses de vida no Rio. Sou brasileira, casada c americano, 2 filhas e 2 netos. Todos nos adoramos o Brasil e os EUA. Visitamos o Brasil em media 4 vezes por ano. Nao concordaria nunca com um filho ou neto meu q fosse agir da maneira que a Bruna agiu. Quem continua sofredo eh o Sean e este pessoal ainda nao criou juizo? Onde anda este avo pai da Bruna? Este homem tb nao tem juizo nao? Bota moral nesta familia meu senhor, vcs estao fazendo nos brasileiras e nossa patria de palhacos perante o mundo. Onde estava o amor de Bruna pelo filho qd o arrancou do pai sem pensar nas conseguencias?
Walkiria Leite , Nao Interessa-AL - bancaria
Enviado em 12/3/2009 às 00:01:11
Wow! Esta foi a melhor reportagem escrita por um/a jornalista brasileiro/a que eu li com respeito a o Caso Goldman. Muito interessante como ela ressalta o que a influencia de gente poderosa pode fazer. Calar a midia brasileira e fazer com que processos judicias os befeficie. Gente essa familia Lins e Silva eh demais. Espero que um dia eles paguem caro pelo que estao fazendo.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 9/3/2009 às 21:25:28
... Aí o viúvo resolve se casar de novo, e a nova mulher, madrasta dos dois, passa a criar as crianças, se o cara morre ou se divorcia então a madrasta passa a ser a mãe das crianças... Legal! Pra facilitar, sugiro deixar as certidões e nascimento com o nome dos pais em branco pq assim a gente vai preenchendo de acordo com a maré.
Cilene Araujo , Aracaju-SE - Professora
Enviado em 5/3/2009 às 03:06:39
Esse caso é de uma escrabrosidade que amendronta. A tal bruna deu uma de Daniella Cicarelli: aprontou lá fora e apelou para a justiça brasileira tornar legal algo completamente ilegal. Estava lendo todas as decisões tomadas pela "justiça brasileira" e fiquei estarrecida com os desmandos realizados. Essa família, que certamente deve guardar laços com a Wilma do caso Pedrinho, deve realmente ser muito poderosa. Graças a Deus a má fama deles já chegou ao exterior e compromissos estão sendo desfeitos com os mesmos. Enquanto o caso do menino cubano de 2000 se resolveu em questão de meses, com a Swat retirando a criança da casa dos parentes cubanos nos EUA para devolvê-lo ao pai, aqui o caso se arrasta a quase cinco anos. Mas não há muito mais o que se esperar da justiça brasileira: terrorista Cesare Battisti pode... cubanos do Pan não pode... Valério e Dirceu soltos pode... mulher que roubou shampoo ou o homem que deixou o gado pastar próximo da rodovia não pode... Não dúvido nada que o prodigo STF decida em favor da poderosa família brasileira.
Felipe Costa , Recife-PE - Publicitário
Enviado em 3/3/2009 às 19:04:40
Visite www.eyelegal.tk e conheça: O efeito Neverland: no Brasil é diferente. Juíza da infância e da juventude afasta o pai de 2 menores, há mais de 5 anos, para impor o relacionamento proibido da sua filha aos 12 anos com um homem adulto. Confira a decisão, publicada no Diário Oficial, na qual o Tribunal de Justiça de Pernambuco entende que não há crime Link direto: http://eyelegal.orgfree.com/pages/infancia.htm
Regina Santiago , Rio de Janeiro-RJ - educadora
Enviado em 28/2/2009 às 17:33:47
A meu Brasil seja justo neste caso. Que os nossos juízes verifiquem os dois lados; investiguem a veracidade das acusações (de ambas as partes). Pobre deste menino, perdeu a mãe e não vê o pai tem cinco anos. Não importa com quem esteja a verdade, mas deixem o menino voltar a ver o seu pai biológico; é o mínimo que desejamos como pessoas civilizadas.
Regina Santiago , Rio de Janeiro-RJ - educadora
Enviado em 28/2/2009 às 17:28:47
A histórica trágica deste menino, não comoveu a mídia, pq o assunto corre em segredo de justiça. Qq pessoa q ousar falar no assunto corre risco de ser processado. Infelizmente a mordaça na imprensa brasileira continua. Décadas atrás falavam mal da Ditadura com relação a fatos não divulgados na Imprensa; acabou-se e continua a mesma historinha.... Principalmente se os atores do caso são ricos, famosos e poderosos...
Maria Betz , Atlanta-IN - analista
Enviado em 17/2/2009 às 18:37:32
NBC fez uma reportagem especial sobre esse caso e quase todos os dias o Good Morning America da uma noticia sobre isso. Por que os Lins e Silva nao devolvem o filho dos outros? Por que os pais de Bruna ajudaram ela no sequestro do neto? Por que o Brasil e um pais de bananas e manipuladores? e segundo o Jader, com o maior partido politico equ e o acusa de gostar de corrupcao? Vergonha de ser brasileira.
Luiz Mello , Vitória-ES - Empresário
Enviado em 17/2/2009 às 11:14:06
Sem link para o comentário da leitora que acusa a piauí?
Maristela Shervington , Santa Cruz CA USA-SP - psicologa
Enviado em 17/2/2009 às 02:06:49
Eu acho um absurdo que a imprensa brasileira esteja amordacada deste jeito,moro nos Estados Unidos e aqui temos informacaoes sobre este caso,eh revoltante como um pai que sempre amou e lutou por seu filho,seja obrigado a pagar o preco do coronealismo brasileiro,esta familia Lins e Silva,conhecidos como excelente advogados de familia(nao eh mesmo uma ironia??),infrigiram todas as leis e nao deixaram David o pai BIOLOGICO ver este menino,nem mesmo com um mandato de um Juiz Federal,agora dia 10 que ele pode ter acesso limitado a essa crianca.Muito me envergonha que esses coroneis tupiniquins sejam fortes o bastante para empetrarem mandatos contra a imprensa brasileira,e assim se beneficiarem de suas maracutais.Como ja dizia o saudoso Renato Russo..QUE PAIS EH ESSE????????????????????
alfredo sternheim , são paulo-SP - jornalista-cineasta
Enviado em 16/2/2009 às 20:19:15
Há muitas histórias que não comovem a mídia, são desprezadas. Um exemplo recente: o despejo de centenas de moradores de dois imensos e horriveis porédios construídos há décadas no centro de São Paulo perto do Parque dom Pedro II. Foram despejados para que os predios sejam implodidos apenas por razões estéticas, para que haja uma reforma na praça que, arquitetonicamente, deixe o local mais bonito. Isso em época de grande deficit habitacional, de pobreza, de favelas... Uma insensibilidade do atual prefeito que não considerou oplano antigo,se não me engano da ex-pefeita Marta, de reformar aqueles prédios deteriorados e torná-los dignos de moradias. Mas a imprensa silenciou a respeito, não ouviu os moradores, deixou que a estética seja superior a humanidade, ao humanismo, a dignidade, ao direito a moradia. Ninguém se comoveu com a questão. Mas perguntar não ofende: e se fosse um prefeito do PT que colocasse no olho da rua aqueles moradores, em nome da estética, qual teria sido a reação da imprensa paulistana? Outra, com certeza.
Ibsen Marques , CACAPAVA-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 11/2/2009 às 13:47:16
Num outro comentário meu em outro artigo dizia que todos os poderes têm na corrupção sua verdadeira instituição, inclusive a promiscuidade da imprensa em relação a eles (generalizo porque se há excessão não dá prá contar nos dedos, nem que seja o das mãos do Lula). Esse caso não foge a essa regra. Podemos ver que o coronelismo não atinge somente o parlamento e a imprensa. Há no judiciário um corporativismo doentio e [ ]. Uma criança de 8 anos não lê jornais e, portanto, não seria afetada pelo noticiário. Que prejuízo psicológico teria uma criança sequestrada por quatro anos diante da possibilidade de rever seu pai. Nossa justiça é uma vergonha mesmo. Como puderam colocar em xeque a justiça italiana. Nossa imprensa perdeu completamente seu norte e seu brio. Aliás, onde andam as notícias sobre a ABI e a ditadura que nela se implantou, uma vergonha mesmo. Vamos assitir ao BIG B... .
Mariana Rodrigues , Maceió-AL - aposentada
Enviado em 10/2/2009 às 18:28:46
Ligia em 29 de janeiro de 2009, o Site do Azenha, o Vi o Mundo, publicou uma carta de David Goldman, com o título: David quer levar o folho de volta para casa. http://www.viomundo.com.br/denuncias/david-quer-levar-o-filho-de-volta-para-casa/ Realmente é um absurdo querer desapropriar o pátrio poder de David Goldman por meios escusos. Porém os Lins e Silva parecem que tudo pode. Agem como senhores feudais neste caso. É lamentável.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 10/2/2009 às 15:46:40
"Alias a palavra sequestro como se trata do caso na ultima noticia divulgada pela imprensa brasileira esta entre aspas: "sequestro"!": em termos juridicos internacionais, o que aconteceu foi SEQUESTRO mesmo. Nao da pra confundir. Mas a reputacao do judiciario brasileiro eh so nacional. Aparentemente, precisa se de uma ajudinha.
girlandia goepfert , Salvador-BA - medica
Enviado em 10/2/2009 às 14:06:26
Voce esta incorrendo o mesmo risco da revista Piaui, que e o de nao apurar os fatos. Pelo que consta os advogados conseguiram na justica impedir que a historia seja divulgada na midia. Com o argumento que isto prejudicaria a crianca e tambem os mesmos que sao conhecidos e atuantes no Rio. Tem uma multa fabulosa para quem mencionar nomes em alguma divulgacao a midia. Dai a folha se utilizar de nomes ficticios ou nao mensiona-los... Se voce acha que isto nao e uma forte influencia do advogado o Sr. Lins e Silva e companhia como se caracteriza isto? Alias o Sr. Lins e Silva nem sequer e parente da crianca e esta lutando contra o PAI da mesma pela guarda ???????? Se vc for ao You Tube e procurar o link do David Goldman, vai poder assitir as entrevistas dele com material comprovando todo o amor e cumplicidade que existiam entre o pai e filho nos quatro anos que viveram juntos. Alias a palavra sequestro como se trata do caso na ultima noticia divulgada pela imprensa brasileira esta entre aspas: "sequestro"! Se o meu marido fosse embora com o meu filho sem o meu consentimento eu vou chamar isto de SEQUESTRO com letras garrafais e lutar pelo resto da minha vida para te-lo de volta. O que e totalmente aplicado numa sociedade responsavel ,racional, coerente e integra em que tentamos construir e viver. GIrlandia Goepfert
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