ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 525 - 9/2/2010
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JARBAS NA VEJA
Considerações éticas sobre a repercussão da entrevista

Por Eugênio Bucci em 17/2/2009

As "Páginas Amarelas" com o senador Jarbas Vasconcelos à revista Veja ("O PMDB é corrupto", edição 2100, de 18/2/2009; ver aqui, para assinantes), dizendo que o PMDB só pensa em cargos e pratica nada menos que a corrupção desenfreada, continuam a render e a render. O Jornal Nacional de segunda-feira (16/2) mostrou o peemedebista, há 42 anos no partido, reafirmando suas caracterizações, enquanto Sarney, atingido pelas declarações do dissidente, afirma preferir o silêncio. Na mesma segunda, na Folha de S.Paulo, Fernando Rodrigues pede, com razão, que Jarbas aponte nomes envolvidos nas irregularidades que denuncia e, no Globo, Ricardo Noblat diz que ele deu "a mais devastadora entrevista" concedida por um político "nos últimos dez anos". Vem mais por aí.

Não adianta dizer que as palavras do senador pernambucano decorrem de uma jogada de marketing político para promovê-lo. Elas são mais do que isso. São uma explosão, mais que um desabafo tão calculado assim. Jogadas de marketing procuram lidar com efeitos controláveis, ao menos controláveis aos olhos de seus artífices, e essa entrevista destampa um poço de demônios que correrão soltos pelos gabinetes. Sem controle de ninguém. Não dá para ter segurança quanto às conseqüências. Só o que dá para saber é que Jarbas disse a verdade, a sua verdade, no mínimo, uma verdade que não suportava mais guardar. Essa entrevista é uma peça jornalística respeitável. Aqui, porém, não vou cuidar de nenhuma análise das "amarelas". Vou tratar apenas da repercussão ética que elas começam a alcançar.

Agentes da injustiça

Os caciques irão amaldiçoar o entrevistado. Certamente, já o fazem, entre si, como quem execra um traidor. Comecemos, então, por aí. O que é um traidor? Ou, melhor que isso, o que é um traidor na política democrática? A diferenciação há de ser feita porque a nossa política tem o hábito asqueroso de chamar de traidor aqueles que se insubordinam contra os esquemas obscuros – tanto os que se insubordinam cedo como os que se insubordinam tarde, ou tarde demais. A ética dos que fazem agora o papel de apunhalados pelas costas não é bem a ética da política, mas a ética do crime. O ideal ético dessa gente é aquele que superlota as prisões.

As cadeias estão repletas de bandidos que não traem seus chefes, porque não os entregam à Justiça. Para muitos caciques, são o modelo perfeito da lealdade. No crime, delatar é pecado mortal. O bandido não fecha a boca por heroísmo ou coragem, mas pela certeza de que morrerá se falar o que sabe. Ele não é leal por virtude, mas por covardia. Essa é a ética da máfia. Dos traficantes. É também, por mera extensão, a ética dos corruptos e dos corruptores. É, enfim, a ética dos políticos que se especializaram nos dinheiros não declarados, no tráfico de influência fantasiado de gentilezas protocolares e até excessivas, a ética dos que, em cima do palanque, xingam de ladrões seus opositores para depois recolher alegremente sacos de dinheiro às escondidas. Por isso, embora Jarbas Vasconcelos não tenha "entregado" o nome de ninguém, será chamado de traidor pelos caciques.

Agora, se olharmos essa confusão por outro ângulo, quem é o traidor? É o que denuncia, mesmo que tardiamente, ou o que mercadeja votos, o que acoberta os apaniguados, o que comete crimes em nome de uma tortuosa alegação de justiça social, ou em nome do partido? Quem é o traidor? O que se levanta contra a lambança e se recusa a cerrar fileiras com espertalhões, ou o que trai, sistemática e reiteradamente, a confiança dos eleitores pobres de espírito (e de matéria)?

De toda sorte, não se fará aqui o elogio da traição, pois não se trata disso. Não é o caso de afirmar que traidor que trai traidores terá cem anos de perdão. Como os outros, ele também não será perdoado. Trata-se apenas de saber que a métrica moral dos ora ofendidos é inócua. Eles não têm o direito de se dar ares de injustiçados, agentes da injustiça que sempre foram. É bom, é merecido que eles escutem o que Jarbas Vasconcelos tem a dizer em público, ainda que de forma um tanto vaga. Não, não são eles os traídos. Os traídos, nessa comédia de mau gosto, somos nós.

À luz do sol

Isso mesmo: os traídos somos nós, nós que vimos a política brasileira se transformar numa selva em que a seleção natural começou a operar às avessas. Vimos triunfarem os homens públicos pelos seus defeitos, por aquilo que carregam de menor, não por suas virtudes. Vimos a política ser reduzida a um ambiente desumanizado, que repele os ideais de bem comum e de fraternidade. Vimos o jogo do poder se esgarçar em jogo de sombras, na antítese mais abjeta do que pretenderam Platão, Aristóteles ou mesmo Weber.

Essa seleção natural às avessas, que não evolui nem deixa evoluir, tem o dom de fantasiar o muito velho em simulacro de renovação – e o velho, nesse ponto, significa o vício, a perpetuação do patrimonialismo na era digital, a complexificação da corrupção com juros compostos e derivativos cambiais.

Nesse mundo, o antigo deglute a aspiração de emancipação e a devolve como farsa carnívora. Para sobreviver dentro dele, o sujeito precisa reproduzi-lo para além do seu próprio corpo. A isso nós assistimos impassíveis. Sim, somos nós os traídos. Nós, atônitos, atordoados, sem ter para onde correr, sem ter como desativar a besta.

Não defendo Jarbas Vasconcelos. Não o aplaudo. Ele que diga à imprensa tudo o que sabe e que outros o sigam, que falem também. Que se defendam com a palavra. Está com eles a palavra. Também não renego a política, apesar de tudo. Acontece que hoje, a única política que vale a pena é aquela que seja capaz de transformar, mais que a sociedade, a própria política – e isso, prezado leitor e leitora, é com informação de qualidade que se fará.

Vivemos um momento triste, é verdade, mas ao mesmo tempo vivemos uma grande oportunidade para que o jornalismo cumpra sua mais alta vocação – a de formar cidadãos e de expor ao sol o mal que ainda prospera no escuro. Acima dos partidos e das contingências dos caciques, está a fonte do poder: o cidadão. É nele que ainda vale a pena ter esperanças. Por isso, vale a pena jogar energia no jornalismo. Que venham outras entrevistas bombásticas. Que venha mais repercussão. Que outra ética se instale sobre o silêncio dos culpados.

Comentários (43)
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Aninha Franco Franco , Salvador-BA - Escritora
Enviado em 24/2/2009 às 20:54:23
Todo mundo sabe tudo que Jarbas falou, mas ninguém falou antes, a não ser durante a guerra das eleições. O corporativismo pós-eleitoral dos políticos, que nós sustentamos, transformou Brasília numa Ilha de Corrupção. O silêncio, rompido agora, era o que mais me assustava.
Erico Coutinho de Almeida , Manaus-AM - Engenheiro
Enviado em 21/2/2009 às 19:40:00
O texto do nobre professor é um pouco impreciso, pois de certa forma apoia a atitude do senador e reprova o que todo mundo saber que aconteçe em quase todos os partidos, onde a troca de favores é uma premissa. É incrível que o professor não perceba que está reportagem é uma peça ditada pelo DEMO(arena,pds,pfl) e o PSDB do senhor FHC e companhia, este nobre senhor apoiou o gaverno anti-Brasil do democrata FHC durante oito (8) anos e tem sido usado para implodir o partido que ele faz parte e por sinal é o maior partido que apoia o atual governo, para mim está reportagem é um grande engodo com um unico objetivo, mostrar que o Presidente tem ligações com partidos corruptos e está aliança é feita na base do toma lá da cá e ele é um santo que quer salvar o mundo, é como eu falo para amigos, se o presidente Lula falar mal de Hitler a imprensa diz que ele tá sendo injusto com uma pessoa tão boa como Hitler.
José da Silva Souza , Recife-PE - coronel nordestino
Enviado em 21/2/2009 às 09:21:17
Bombástica? Cadê os nomes dos corruptos? E o que esse coronel está fazendo nesse partido ha 40 anos? Bombástica só se for pra ajudar na campanha PSDB-PFL (democratas é a [ ]) da Veja.
alfredo sternheim , são paulo-SP - jornalista-cineasta
Enviado em 20/2/2009 às 19:59:12
A entrevista é só bombástica, bem do agrado da mídia atual que precisa de materias escandalosas e que, de preferência, respinguem em Lula. Vasconcelos posa de INTEGRO, mas permaneceu por mais de 40 anos em um partido que chama de corrupto. Por que permaneceu tanto tempo calado? porque não saiu do partido? Ou ele se aprofunda nas denúncias, aponta fatos e pessoas, ou então ele vai perder o respeito que adquriu, sua aparente dignidade vai para lixo. Ao permanecer na generalização, Vasconcelos sai como cumplice e/ou covarde. Ele que aponte os atos corruptos, manfeste-se por exemplo - como lembrou Ricardo Kotscho- sobre os jetons de 6 mil reais (dois por mês) que o pernambucano Roberto Freire recebe da prefeitura de São Paulo para tratar de problemas da cidade onde ele não vive. Está certo, Freire é de outro partido, mas ambos são ligados. E Vasconcelos, nessa de don Quixote a favor da ética tem muito o que falar, se quiser. Mas sem generalizar, por favor. E os jornalistas - como o articulista acima - não podem ainda passar a mão na cabeça de Vasconcelos . Este deixou a desejar. Se o PMDB é corrupto, seus membros e aqueles que recebem apoio desse partido devem sair em sua defesa e/ou pedir a expulsão de Jarbas
Rogério  Barreto Brasiliense , Santos-SP - vendedor
Enviado em 20/2/2009 às 13:06:51
O observador da imprensa escreve, e bem, sobre teorias. Só que na prática a teoria é outra. O jogo é pesado, duro e o árbitro só apontará o centro do campo em 2010. Neste aspecto, o esquema tático tem que ser muito bem elaborado. A entrevista do senador é um lançamento em profundidade, isto é, tem o objetivo de criar um fato político. É tudo muito claro. O momente o político, a escolha do veículo, o próprio entrevistado e o teor das perguntas e respostas. O observador da imprensa pede que o quarto poder fora da Constituição olhe para o cidadão/leitor/eleitor acima dos partidos e das contingências dos caciques políticos. É pura teoria e ingenuidade, pois elesfazem parte do mesmo time.
Lauro Rodrigues Leal , São Gonçalo-RJ - aposentado
Enviado em 19/2/2009 às 21:17:53
Pegou mal, senador! Então o senhor convive há mais de 40 anos num partido repleto de corruptos e oportunistas? O senhor, que detém um mandato dado pelo povo, deveria, por dever inerente ao cargo que ocupa, nomear todos os corruptos e oportunistas do seu partido. Se não o fizer, terá perdido a oportunidade de ficar calado.
João Neto Neto , Fortaleza-CE - Radialista
Enviado em 19/2/2009 às 18:53:14
Sou da época em que na verdade tem que ter a prova, engraçado depois de quatro décadas agora é que resolveu falar e pior falar sem nomes, eu como brasileiro e eleitor quero os nomes. E o Senado fica com um monte de senadores corruptos, conforme as declarações do Sr.Jarbas pelo menos alguns do PMDB.
Fernando  Trindade , Brasília-DF - advogado
Enviado em 19/2/2009 às 16:32:00
"Isso mesmo: os traídos somos nós, nós que vimos a política brasileira se transformar numa selva em que a seleção natural começou a operar às avessas. (...) Vimos a política ser reduzida a um ambiente desumanizado, que repele os ideais de bem comum e de fraternidade. Vimos o jogo do poder se esgarçar em jogo de sombras, na antítese mais abjeta do que pretenderam Platão, Aristóteles ou mesmo Weber. " O trecho acima dá a entender que Bucci acha que no passado a política brasileira foi melhor do que hoje, pois, segundo ele, se transformou "numa selva". Indago eu, que passado asséptico e nostálgico é esse? O dos Generais da ditadura (64/85)? o da Constituição de 46, sempre ameaçada por golpistas que acabaram com a democracia? Qual foi mote moralista de então? Acabar com a subversão e a corrupção. Lembram-se? Ou quem sabe a República Velha dos bacharéis é quem alimenta a nostalgia de Bucci, quando - há quem acredite - "não havia negociatas" e a Faculade de Direito do Largo de São Franciso fornecia os "impolutos" Presidentes da República. Aliás a passagem que transcrevi parece ter saído de algum discurso daquela época... Sr. Bucci. Pois afirmo: esse discurso compõe - conscientemente ou não - a reação oligárquica e elitista à crescente participação popular no processo político - interrompida em 64, retomada pela resistência democrática a partir de 1974 e hoje vitoriosa.
Eduardo Goulart , Niteroi-RJ - Estudante
Enviado em 19/2/2009 às 13:00:44
É hilário, simplesmente hilário, a reação de muitos leitores desse observatorio aos seus textos, Bucci. Acredito que se você escrever sobre Obama, ou as pesquisas com células tronco, o BBB, ou mesmo o nascimento da filha do macaco Tião no zoológico, a reação será a mesma : mais uma conspiração do PSDB divulgada por um repórter vendido.
João Rodrigues , Salvador-BA - Estudante de Jornalismo
Enviado em 19/2/2009 às 00:31:04
Justamente... concordo com os comentários dos demais colegas! A reflexão à respeito da ética na política é claramente plausível, mas isentar esse sr. Jarbas Vasconcelos de qulquer relação com tudo o que ele "denuncia" nas páginas amarelas de Veja é ignorar a sua presença 42 anos desse partido "prostituto" do sistema, se assim podemos chamar o PMDB dos últimos anos no cenário político brasileiro, pois se vende a apóia a quem oferece mais cargos! São palavras sábias, mas ficam entrelinhas e coisas que não foram ditas e que só podem enganar a leigos que entrem nesse portal e leiam esse texto!
Arlindo Almeida Jr , São Bernardo do Campo-SP - cineasta
Enviado em 18/2/2009 às 23:45:13
Mais interessante que a entrevista onde o Senador nada disse de novo mas teve a coragem de dizê-lo são as estratégias para suplantar a entrevista. Ou minimizam a declaração (apenas um desabafo) ou empurram para o limbo dos processos judiciais: porque ele não dá os nomes? Porque isso incorrerá num longo e desgastante processo onde, no fim, todos serão absolvidos por falta de provas e as calúnias e difamações esquecidas. Infelizmente, esta entrevista também será esquecida, a não ser que o debate cívico prevaleça sobre o cinismo eleitoral a que tanto políticos como jornalistas e cidadãos se entregam.
Fernando Luís Luís , João Pessoa-PB - professor
Enviado em 18/2/2009 às 21:32:05
Bucci, que hstória é essa de entrevista respeitavel? Nassif em seu blog foi preciso: "Jarbas é ventríloquo de Serra". E você vem falar de considerações éticas... Este texto é muito fraco e parece que você conhece pouco do patronato político brasileiro. Que tal ler Raimundo Faoro e Manoel Bomfim?
Rogerio Abreu , Belo Horizonte-MG - comerciante
Enviado em 18/2/2009 às 19:48:58
Fica uma perguntinha sem resposta Bucci: onde estava o Jarbas Vaconcelos nestes últimos 42 anos? Todos sabemos que no PMDB. E só apareceram os "corruptos do PMDB" mais recentemente? Digamos assim: onde estava Renan Calheiros na década de 90? Foi ministro de quem? E o Quércia na década de 80 era governador de SP por que legenda? E o Newton Cardoso também na mesma década em Minas, e também governador, era de que partido? E, repito a pergunta, onde estava Jarbas neste período? Por que "denunciar" os corruptos e/ou o partido corruptor só agora?Se isto não é uma jogada "política" do mais baixo nível o que mais poderia ser? Convenhamos Bucci, convenhamos...
alvaro marins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 18/2/2009 às 17:26:42
Entrevista pífia, artigo idem, e de efeito político nulo. Outro tiro n água da campanha midiática do governador José Serra para eleger-se presidente da República. O que é mais triste é ver esse ex-observatório abdicar de sua missão de analisar o comportamento da imprensa para se transformar em linha auxiliar da mídia tucana, tentando repercutir seus factóides.
Jorge Sá de Miranda Netto , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/2/2009 às 17:07:27
Bucci, belo artigo. Permite algumas observações: a esmagadora maioria dos políticos do mundo adota como "filosofia" uma das principais regras mafiosas: "Mangia e fa mangiare". Em países emergentes (o certo é subdesenvolvidos), povoados de analfabetos, analfabetos funcionais e analfabetos políticos, como o Brasil, "Mangia e fa mangiare" prospera não apenas entre os políticos mas também entre empresários, principalmente entre banqueiros e empreiteiros, e também entre parte do povo. Mas o mais grave são os analfabetos políticos. Diz aí Brecht: "O pior analfabeto é o analfabeto político/ ele não ouve, não fala, não participa/ dos acontecimentos políticos/ Ele não sabe que o custo de vida/ o preço do feijão, do peixe, da farinha/ do aluguel, do sapato, do remédio/ depende das decisões políticas/ o analfabeto político é tão burro/ que se orgulha e estufa o peito/dizendo que odeia a política/ Não sabe o imbecil/ que da sua ignorância política/ nascem a prostituta, o menor abandonado/ o assaltante e o pior de todos os bandidos: o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais." Quanto ao senador Jarbas Vasconcelos dar nome aos bois (os dos canalheiros têm nome, pois não?), na sua entrevista há alguns nomes, quanto aos outros nomes, por que os competentes e brilhantes repórteres investigativos não vão à luta?
Márcio Luiz Hipólito , São Paulo-SP - Engenehiro
Enviado em 18/2/2009 às 16:48:11
Prezado Buci Seu artigo é apenas repercutivo e rebarbativo. Discutir um cadáver político como o Jarbas, que se permite ser bucha-de-canhão para um político como Serra é, no mínimo, perda de tempo. Outrossim, fiquei admirado com o espaço, o fosfato e as tintas desperdiçadas pelo OI com tal defunto...
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 18/2/2009 às 13:23:55
Li toda a entrevista do Sen Jarbas Vasconcelos na VEJA. Ele fala aquilo que todos nós sabemos que é verdade (pelo menos aqueles "nós" que são honestos consigo mesmos). Há muito o PMDB deixou de ser o grande canal oposicionista ... hoje vive as delícias do poder , com qualquer governo, diga-se. Ingenuidade dos comentaristas deste espaço pedir provas e nomes. A corrupção no Brasil (e no mundo) raramente deixa pistas. O sen Jarbas colocou bem: este governo lulo-petista-base aliada É MEDIOCRE, e esta mediocridade se alastra por todas as esferas do governo. Lapidar também sua frase: O BOLSA FAMÍLIA É O MAIOR PROGRAMA DE COMPRA DE VOTOS DO MUNDO. Falar mais o quê? (Max, só aqui no OI)
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 18/2/2009 às 13:14:25
Apenas uma pergunta: será que, se o desabafo fosse direcionado ao psdb, por alguém pertencente ao partido, essa "entrevista bombástica" teria vindo à luz, ou seria apenas um natimorto? Um prognóstico: em 2010 o senhor Jarbas Vasconcelos estará enfileirado com os demo-tucanos.
Amanda Vieira , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 18/2/2009 às 11:13:56
Bucci, eu respeito muito seu posicionamento... Mas a tal entrevista é oca! "Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões". Quando que virou teatro de medicridades? Ou sempre foi? Como jornalista eu teria a obrigação de perguntar isso. Quem são as raras exceções? Se eu tivesse entrevistando eu perguntaria. Mesmo que ganhasse uma resposta atravessada. Como assim só hoje a classe política é medíocre? Desde que eu me conheço por gente ouço pessoas reclamando desses mesmos fisiologismos, clientelismos. Com que desfaçatez um político das antigas vem pra mim dizer que isso é coisa de agora? Que não há nem situação nem oposição que preste? Desde quando, por favor? E porque disse q defende o Serra, ao final da entrevista? Serra nao faz parte da oposição que não presta? Um político chegar no final de uma entrevista e dizer que não tem projeto político pessoal é o FIM DA FEIRA. O cara viveu a vida toda na política, vai sair da política e ser o quê? Eu perguntaria, vais ser torneiro mecânico? Desculpa Bucci, mas não cola. Só vejo falsidade nas palavras desse pulítico e nas da pessoa que o entrevistou. Não vou nem entrar no mérito do uso político da entrevista, só sei que vejo mtas inconsistências e contradições nessas folhas amarelas.
Marcelle de Paula , Varginha-MG - Jornalista
Enviado em 18/2/2009 às 11:01:22
Endosso o texto do Bucci e discordo totalmente da opinião de Orlando F. Filho. O que parece com seu comentário é que a culpa é da imprensa. Não seja insensato. Não somos os salvadores da pátria e nem temos a pretensão de sermos. A imprensa é vítima tanto quanto a população. Não somos obrigados a desvendar todos os atos corruptos de quem quer que seja. Somos sim, obrigados pela nossa própria consciência a divulgar com total fidelidade a verdade dos fatos e qualquer informação que tenha interesse público. Por isso não se deve tomar uma parte pelo todo. Existem muitos jornalistas talvez até mais corruptos do que muitos políticos. Assim como existem advogados, juízes, promotores, e profissionais de todas as outras profissões que desonram a profissão.. Eu, representante desta nova geração de jornalistas que ainda acreditam na profissão como formadores de opinião, não posso admitir tal conceito. A liberdade de expessão pode e deve ser respeitada. Mas, o direito de resposta também. A atitude de Jarbas foi um atentado ao partido ao passo que pode sim, ter sido um golpe de promoção pessoal tendo em vista as próximas eleições. Contudo, o risco que ele corre é um risco considerável. Pois, nem todo escândalo petista do mensalão impediu que o presidente da república perdesse seu prestígio. Enfim, cada eleitor tem o político que merece!
Francisco Surian , Santos-SP - professor
Enviado em 18/2/2009 às 09:53:43
Quando o jogo de luzes é apenas mais um efeito.... É pena que a história nem sempre é lembrada. Toda vez que se fala da corrupção, de tanto dinheiro público desviado para os bolsos privados dos politicos, lembro-me de alguns ideais da Revolução Francesa. Hoje, nossos políticos, não passam de príncipes ocupados com seus feudos eleitorais, esmerando-se em enriquecer com o dinheiro coletado com os impostos. Como regredimos. Com certeza, o maior traído, em toda esta história, é o povo. Pois os políticos eleitos deveriam defender o povo. A mídia deveria ser a guardiã dos direitos do povo (por isso, a liberdade de imprensa). Hoje, imprensa serve ao poder econômico, vende-se. Os políticos recolhem-se em seus castelos. Engraçado, que um castelo tenha ficado tanto tempo escondido, que a mídia não tenha falado dele antes. Aparentemente todos cumplices de mesmo interesse: obter lucro enquanto o povo passa fome, sem escola, sem saúde, sem moradia. Será que precisamos de uma Revolução Francesa do século XXI?
Sílvio  Miguel Gomes , Olímpia-SP - Func. Publico Estadual
Enviado em 18/2/2009 às 08:50:50
Não adiantou nada a entrevista do sr.JARBAS se a intenção foi criar fato policito para as futuras eleições, pois o que provocou grande eco pois a cassação do GOV do PSDB da Paraíba e vai assumir um do PMDB.
Luiz Lage , BH-MG - estudante
Enviado em 18/2/2009 às 08:23:20
Essa entrevista do Jarbas Vasconcelos teve uma conotação essencialmente política, com o objetivo de levantar a bola do Serra e atacar a oposição e se lançando como candidato a vice em uma chapa com o Serra. Mas quanto à acusação de corrupção ele deve apresentar nomes e provas, apenas falar que existe alguma corrupção em algum lugar não serve e pra quem está no PMDB desde a fundação ele deve ter conhecimento de muitas coisas sim, ele têm a obrigação de provar o que falou. Quero nomes com as devidas provas.
Gilberto Marotta , Salvador-BA - jornalista
Enviado em 18/2/2009 às 08:17:02
Mais do mesmo. Palhaçada. Esse momento do Seu Jarbas (que, obviamente, a "grande imprensa" adora explorar acriticamente) me lembra muito aquele outro em que o Roberto Jeferson, um passo além, chegou ao Roda Viva dizendo que todo mundo no Congresso fazia caixa 2. E que os jornalistas sabiam e estavam se portando como freirinhas. Depois, nenhuma resposta de nenhum jornalista (e estavam lá presentes os "grandes"). Silêncio, comerciais e depois, outro assunto. Porque só o que importava, a pauta prévia, era atacar o PT. Qualquer informação que fugisse a isso, ainda que verdadeira, deveria ser desprezada. Ninguém mais leva a sério essa imprensa, que manifesta o tempo todo sua indignação coletiva. Imprensa séria IMPRENSARIA o Seu Jarbas e desvelaria suas mais que evidentes contradições! Está no PMDB há 50 anos porque, se ele é isso tudo? todos são corruptos? quem é, então? e quais as provas? porque o sr. não denuncia (às autoridades competentes, caso a caso, com as provas. Não genericamente)? porque só agora essas denúncias? esse grupo que o sr. acusa não foi o mesmo que deu apoio, com o sr. ao governo fhc? então aquele foi um governo corrupto? e este, é? etc. etc. etc. Mas ninguém tá nem aí pra verdade. Hipócritas! Se vcs não confiam em políticos, eu confio muito menos (cada vez menos) nos jornalistas que aí estão. Mais um produto da Veja para o esgoto. [ ]
Jaime BAlbino , Campinas-SP - Pedagogo
Enviado em 17/2/2009 às 22:08:18
"Que venham mais entrevistas bombásticas"... Se for igual a esse despeito público do Jarbas Vasconcelos, melhor não gastar mais tinta nem papel. Antigamente, "bombástico" em jornalismo significava algo que pautaria não só o noticiário como a vida do país. Hoje se tornou jogar meleca no ventilador e sair correndo. "Vivemos um momento triste, é verdade", principalmente para o jornalismo de encomenda a que se presta a Veja e onde os outros veículos, incluindo este, finge não enxergar os interesses. É assim que o jornalismo vai "formar cidadãos e ... expor ao sol o mal que ainda prospera no escuro"?
Jose de Almeida Bispo , Itabaiana-SE - Publicitário e radialista
Enviado em 17/2/2009 às 21:58:42
A velha ÉTICA SELETIVA em destaque. De Jarbas, um político, é normal tais declarações; ja da Veja, apenas confirma o que a Veja é. Sobre a abordagem de Bucci... Enfim, uma das muitas maneiras de se falar mentiras, mesmo só se dizendo a verdade.
admar junior , Taguatinga-DF - tecnico
Enviado em 17/2/2009 às 21:40:55
Que as denuncias venham com provas, pois a revista veja é mestra em fazer denuncias sem provas, se o senador não apresentar provas, que a comissão de ética do senado o enquadre por falta de decoro parlamentar.
admar junior , Taguatinga-DF - Tecnico
Enviado em 17/2/2009 às 21:37:28
O senador porque só agora na antevespera da eleição presidencial tira o nó da garganta? Com certeza seus interesses pessoais foram atingidos ou não atendidos e ai que faz? Joga pra oposição buscando esfarelar o maior partido do Brasil o PMDB pra favorecer quem? o PartidoSemDódoBrasil.
marina chaves , marilia-SP - bancaria
Enviado em 17/2/2009 às 21:36:39
eu sonho com o dia que a midia cumpra o seu papel e nao tenha medo de nos dizer verdades.... somente assim seremos cidadaos desse pais chamado brasil.... o artigo é de muita coragem, parabens! não há sinceridades com essas que acabamos de ler aparecendo todos os dias...
João José de Oliveira Negrão , Sorocaba-SP - Professor de Jornalismo
Enviado em 17/2/2009 às 21:25:11
Com certa idade, como a que já atingiu Bucci, a "ingenuidade" resvala para a falta de ética. O jogo de cena é evidente. Por que Jarbas e Pedro Simon, com a decadência do PMDB -- é de hoje? -- não tiveram a coragem de criar outro partido? Embora discorde do PSOL, foi o que fizeram, p. ex., Heloísa Helena e Chico Alencar quando concluiram - equivocadamente, a meu ver - que o PT se tinha esgotado. Esta ética pret-a-porter dos dois senadores é eventualmente usada, mas nunca assumida em sua necessária radicalidade. Ficou evidentemente que Jarbas se move para tentar ser o candidato a vice de Serra. É legítimo, mas chamemos as coisas pelos seus nomes.
altamiro souza , curitiba -PR - professor e jornalista
Enviado em 17/2/2009 às 20:38:03
A entrevista do jarbas eh infamia pura dos desesperados...Quercia disse no site Terra antes do senador que Jarbas seria o melhor nome para compor com serra. Tudo muito ridiculo! Bucci como analista academico da mdia eh execelente, um dos melhores do pais.. Mas como politicp, parece que nao entendeu a jogada do jarbas e da veja. Simplesmente eh a luta pelo poder. . (vide o dossie veja, do luis nassif) Ah, sim. Esquece-se de dizer que esse sistema sempre funcionoiu assim mesmo como o bucci escreveu: A [ ] Veja levanta a bola - mesmo que seja furada - e o resto do pig repercute! Grande Midia! Grande honestidade jornalistica! Os aparelhos privados de dominacao do estado pela mamata recorrente aos cofres publicos em sua mais perfeita traicao a si mesmo. Tiros no proprio pe. Credibilidade zero. Nem o congresso supostamente desmoralizado perdera para essa midia, se souber responder, ou simplesmente calar... Quem quer desmoralizar as instituicoes, nao merece sequer o respeito de si mesmo... Melhorem-se as instituicoes, mas nao com golpismos baratos, jogo sujo, baloes de ensaio infames...e por ai vao so golpistas de sempre com a falsa etica
Lil Neto , Itu-SP - Empresário
Enviado em 17/2/2009 às 20:13:01
Não que não devesse denunciar, devia mesmo é dar os nomes aos bois. Que respeito poderemos ter por uma denúncia tão seletiva e tão diferente das que fez outras vezes, quando atacava o Quércia, que agora poupou? Nós simplesmente "achamos" isso ou aquilo. Eu acho que houve mensalão, desde Minas; mas também acho que houve Sanguessugas; acho que há corrupção em São Paulo, no caso Alstom; acho que há corrupção na Sabesp; e disso ninguém fala. A recente contratação do Alckmin foi explicada como boa para ele por causa de falta de dinheiro. Quando Serra perdeu a eleição para Lula, Geraldinho contratou o atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, para cuidar dos contratos da CDHU, alguém lembra? [ ]? Só considerarei sérias as acusações que não forem tão seletivas, que não esqueçam o que outros fizeram outrora, e que só insinuem contra os inimigos de agora. Alguém de Pernambuco poderá nos dizer o quão séria e honesta foi a passagem do Jarbas pelo governo do estado e da prefeitura de Recife. Até lá ele continuará na minha lista de suspeitos, muito suspeito, como o Roberto Jefferson, que só denunciou o que queria denunciar [ ].
Marcos chaves , BH-MG - Func. público
Enviado em 17/2/2009 às 19:49:27
"Ele que diga à imprensa tudo o que sabe... " Este senhor, como senador da república tem a responsabilidade de formalizar a representação de corrupção junto aos poderes constituídos do país e não falar pela orelhas em um segmento da imprensa, como se ela fosse o guardião da nossa ética e da nossa moral. Tão corrupta, tendenciosa e desacreditada, quantos os fatos agora tratados, não merece credibilidade de que possa exercer o fictício poder de investigar, pois encontrará logo ali, na primeira esquina, algum fato que pode coincidir com seus interesses, dos grupos ligados a ela ou ainda, das pessoas a ela relacionada que tem interesses comuns e que portanto, devem merecer tratamento diferenciado diante desta pseudo investigação. Fazer uso político destes factóides é o papel mais comum da nossa imprensa provinciana. Portanto, tendo bom ânimo, ao nosso senador da republica, basta um momento de lucidez e com grandeza de espírito em respeito aos seus eleitores e aos demais brasileiro, trate de objetivamente denunciar por representação junto ao MPF ou ao foro próprio, a corrupção que ele alega conhecer. Não prevarique e não continue sendo omisso como o foi até aqui.
Antonio Nobrega , Sao Paulo-SP - Escritor
Enviado em 17/2/2009 às 19:46:35
Bucci, menos ingenuidade. Leia na Terra Magazine o Quércia indicando o Jarbas como coodernador da aproximação do PMDB com o PSDB. O QUércia, lembra dele? Essa explosão do Jarbas foi manobra política. Sugiro ler os bastidores no blog do Nassif.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte - MG-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 17/2/2009 às 18:52:52
Personagem extraordinário esse Jarbas Vasconcelos. Depois de 42 anos, descobriu que estava vivendo num lamaçal. Emerge então puro, limpo e altaneiro para denunciar seus colegas que, segundo ele, ainda chafurdam na lama. De minha parte, não duvido da existência do lamaçal. Duvido, sim, da possibilidade de que alguém possa permanecer limpo nesse mar de lama assim como desconfio da possibilidade da existência de virgens em bordéis... Os pernambucanos estão, certamente, melhor situados para julgar o seu impoluto senador e suas denúncias genéricas e vazias. Conhecendo como conhece os labirintos da política brasileira o senador, que tanto demonstra saber sobre a corrupção, prestaria um serviço patriótico à nação se compartilhasse esse conhecimento, dando o nome aos bois e fazendo denúncias específicas e portanto passíveis de apuração pelos órgãos responsáveis; do contrário, fica a impressão de que está buscando apenas o brilho temporário e inconsequente das luzes dos holofotes midiáticos.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 17/2/2009 às 18:15:48
A denúncia de Jarbas Vasconcelos ,estranhamente ,lembra ,essa outra recente: a de Paula Oliveira. Não a denúncia em si,mas, a motivação. O senador promove acusação anódina,sem citar nomes,via semanário,especializado em jornalismo marrom ou "amarelo",com o objetivo de abandonar sua condição de lázaro , do seu partido,e ressuscitar de vez, com penas tucanas,qual , o manto imperial de D.Pedro II. Quanto ,a advogada, trata-se de um caso clínico. Ambos ,por motivações diversas, terão, igual, fim melancólico,nos seus propósitos.
Marcos Araújo , Recife-PE - Jornalista
Enviado em 17/2/2009 às 15:10:44
Respeitável Eugênio Bucci, surpreende a pouca visão que se tem do Brasil a partir daí do Sudeste, principalmente por analistas e comentaristas políticos. Há muito que o senador pernambucano não é mais aquele que um dia fundou o PMDB que lutou pela democratização do país. Basta se informar sobre o seu recente período de governo em Pernambuco (oito anos).
Flávia  Lelis , Goiânia-GO - jornalista e publicitária
Enviado em 17/2/2009 às 15:09:26
Será que 42 anos não foram suficientes para Jarbas Vasconcelos perceber que estava imerso em corrupção . Será que nós, eleitores, vamos acreditar em tamanha ingenuidade . Denúncias vazias, interesses escusos...
Miro Junior , Sao Paulo-SP - Analista
Enviado em 17/2/2009 às 12:12:16
Vamos a entrevista do PMDBista que apoia Serra: Dilma = Autoritária Serra = Ele apoia desinteressadamente Sarnei (pró Lula) = atacado Termer (pró Serra) = preservado Indignação seletiva esta não? E o comentário acima não segue o mesmo exemplo? e Quércia (pró Serra)? e Jobim ? e ... Veja + Serra + Jarbas + Mídia = A verdade escamoteada que acaba não servindo para nada.
José Honório Cupertino , Belo Horizonte-MG - Aposentado
Enviado em 17/2/2009 às 12:06:21
O proselitismo do articulista escorrega na rampa. A entrevista de Jarbas é uma jogada sim ... e muito bem estudadada para guinda-lo a vestal do PMDB, o paladino do nordeste. O próprio veículo que escolheu para descer a sua verborragia denuncia isto. A revista Veja é tendenciosa e sem princípios, sempre se prestando a este tipo de factoide. Não dá nome aos bois ... e sai para o abraço de Orestes Quércia, este contumaz frequantador do noticiário negativo e com um tremendo telhado de vidro. Por outro lado,a sua inveja do coterrâneo presidente, chega as raias do paroxismo, daí seus ataques gratuitos a Lula. A entrevista tem a ver com a procura de visibiliade ... e bem estudada pelos caciques do PSDB e a revista Veja. A ideia é criar alternativas dentro do próprio PMDB para um possível apoio a Serra no futuro, inclusive a canditadura a vice. Rifou nesta história alguns que seriam entraves a esta manobra, como por exemplo Renan Calheiros e Sarney. Estes, de maneira simples e cavalheresca, optaram por não responder às grosserias de Jarbas. A impressão geral é que o senador se tornou uma fraude manipulada por políticos sem escrúpulos,que querem chegar ao poder de qualquer maneira, até tratorando a biografia de outros.
Paulo  Nei , São Paulo-SP - Marketing
Enviado em 17/2/2009 às 11:58:35
Creio que o grande câncer que nos assola de cima abaixo está na cultura do interesse próprio, do eu primeiro e da não socialização. Vivemos não como tribo, mas como gado. É o apojeu do quem pode mais, chora menos.
Ethevaldo  Pontes , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 17/2/2009 às 11:35:43
Prezado Bucci, não precisava gastar tanta tinta. O factóide de Veja é evidente. Jarbas quer ser vice de Serra. E Serra precisa de um porta-voz para fazer críticas contundentes contra Lula e Dilma. Basta ver que dois terços das amarelas são usados para desancar Lula e apenas um terço para falar o que as pedras já sabiam. Por sinal, será o PMDB de Serra não é corrupto? E o que faz o impoluto senador nesse pântano tantos anos? O fecho da entrevista é exemplar: vou apoiar Serra para salvar o mundo do Apocalipse.
Orlando F. Filho , Tupã-SP - SP
Enviado em 17/2/2009 às 11:17:43
Concordo com quase tudo, mas, a imprensalona e seus "jornalistas" são tão corruptos quanto os políticos... Esperar o que???
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Eugênio Bucci

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