ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 529 - 17/3/2009
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LEITURAS & LEITORES
Desaforos entregues em casa

Por Eugênio Bucci em 17/3/2009

Comecei nesta profissão há 25 anos. Primeiro, como revisor da revista Cães & Companhia e logo depois, aí para valer, como repórter da revista Veja, isso já em dezembro de 1984. Naquela época, nós não tínhamos internet. Sequer computadores nós tínhamos. As cartas dos leitores chegavam até nós na Redação. Algumas eram desaforadas, sem dúvida, mas guardavam um mínimo de urbanidade e elegância. Vinham identificadas com o nome e o endereço do remetente e, para publicá-las, os órgãos de imprensa muitas vezes exigiam o RG do cidadão. Quando líamos algum insulto, isso acontecia no ambiente de trabalho. Processávamos, então, os dissabores ali mesmo. Só depois, mais tarde, voltando já cansados para casa, é que tínhamos de nos resignar: naquele dia, dormiríamos refletindo sobre uma impropriedade ou uma ofensa que tinham mandado pra gente. Sem alternativas, levávamos o desaforo para casa.

Agora é diferente. A rede mundial de computadores inventou essa curiosa modalidade de interação: a entrega do desaforo em domicílio. De casa mesmo nós abrimos o e-mail ou os sites para o qual escrevemos profissionalmente e damos de cara com o desrespeito que nos bate na cara. O pior é que, frequentemente, nem sabemos direito quem é que nos bombardeou com a agressividade sem fundamento. Há casos de missivistas que se escondem atrás de nomes fictícios e, aí protegidos, disparam aleivosias para todo lado. Fira quem ferir. Os terroristas do verbo ficaram mais desinibidos com o cyberanonimato.

Não é verdade que as barbaridades que nos chegam não nos abalam. Eu me abalo. Sei de muitos que se abalam do mesmo modo. Essas coisas nos atingem, fazem mal, impõem um grau de sofrimento, mesmo que pequeno. Essa história de ler desaforos e depois dar de ombros não é assim tão simples. A gente sempre sai machucado da experiência. Estamos submetidos, sem escudos, às injúrias que nos são entregues em casa na velocidade da luz.

De volta às ditas e às desditas

O artigo que postei aqui há duas semanas ("A briga em que todos perdem"), comentando o editorial que a Folha de S.Paulo publicou no dia 17 de fevereiro de 2009 (aquele célebre, que caracterizou a ditadura militar no Brasil de "ditabranda"), foi saudado com quase cem mensagens de leitores. Eram exatamente 96 quando as li, ainda na semana passada. Uma grande parte era raivosa, com agressões à Folha e seus proprietários. Outras traziam insultos contra a esquerda, minimizando os crimes da ditadura militar no Brasil. Apenas 17 cartas, sem tomar partido deste articulista, propuseram uma abordagem menos apaixonada e de mais alto nível do problema. Entre essas, devo destacar as de Saulo Fidelis, Cássio Muniz, Mário Abramo, Álvaro Marins, Ruy Acquaviva, Mariana Martins, Bernardo Meditsch e Luiz Paulo Santana. Em geral, esses leitores protestaram contra o que entenderam ser, no meu artigo, uma tentativa de jogar água na fervura – ou de pôr tudo em panos quentes. Discordaram de mim, mas sem me ofender.

Outros reforçaram meus argumentos, como Luiz Armando Badin. Foram, ao todo, 22 os que me apoiaram. Enfatizaram a correção com que Maria Victória Benevides e Fábio Konder Comparato – acusados pela Folha de nunca terem repudiado as ditaduras de esquerda – se comportaram nas últimas décadas. Também considero inatacável a conduta dos dois professores, como deixei bastante claro no artigo, ainda que considere os termos adotados por Fábio Comparato, pedindo que o diretor do jornal e o redator do editorial se ajoelhassem em praça pública, um tanto acima do tom.

Do restante das mensagens, muitas se empenharam a me achincalhar. Viram em mim um defensor da Folha de S.Paulo. O modo amigável e aberto com que me referi ao jornal, cuja trajetória jornalística eu admiro, foi visto por alguns como um modo submisso, dito brando, de me dirigir àquele diário. Houve quem me chamasse de covarde, houve acusações de que eu falava bem da Folha para ver se conseguia um emprego lá, houve insinuações de que eu estaria recebendo dinheiro de alguma organização de direita.

Entre as mensagens contrárias ao que escrevi, contei 19 bem truculentas. A esses leitores tenho a dizer apenas que, se o objetivo deles foi me ferir, conseguiram. E não há nada que eu possa fazer a respeito. Intriga-me, apenas, a ironia de que justamente esses, os mais deseducados, são os que mais cobram polidez da Folha. Na base do desaforo, inclusive contra este jornalista, julgam militar pela cordialidade e pelo respeito no espaço público.

Pensando nisso, considero que vale a pena voltar uma vez mais ao assunto. É um bom momento para um rápido balanço, ainda que precoce.

O erro que se reconheceu

De 15 dias para cá, a situação evoluiu. No dia 7 de março, um ato público ocupou o espaço bem em frente à porta do jornal, com cerca de 300 pessoas. Os presentes protestaram contra a "ditabranda" e contra o tratamento ríspido dispensado aos professores Fábio Comparato e Maria Victória Benevides. A própria Folha noticiou o ato público no dia 8 de março, um domingo. Nessa mesma edição, ela publicou a íntegra do texto do abaixo-assinado contra ela própria, ao lado de uma nota em que reconheceu o erro de chamar a ditadura de "ditabranda". Mais uma vez, a Folha deu uma demonstração de abertura, de compromisso com o pluralismo e de espírito democrático. Ela manteve, porém, o ataque aos professores, agora chamados de "democratas de fachada", sob o argumento, outra vez, de que eles jamais condenaram as ditaduras de esquerda – entre elas, a cubana. Se houve progresso numa parte da contenda, na outra parte ficamos no impasse.

Aqui é preciso recapitular alguns fatos. Em pelo menos um de seus livros, Comparato denuncia explicitamente a institucionalização do abuso de poder e o totalitarismo dos regimes comunistas, conforme anotei no artigo anterior. Agora, por iniciativa de um leitor, veio à tona uma carta do mesmo Comparato, publicada na Folha no dia 1º de junho de 2004, em que ele evidencia sua discordância ética e política com o governo de Cuba. Vamos transcrevê-la:

Ruptura

"O professor François Chesnais ("Ruptura radical" é a saída para o Brasil, defende professor francês", Entrevista da 2ª, 31/5) tem dado uma excelente contribuição à causa do mundo subdesenvolvido ao mostrar, em seus vários livros, de que forma a globalização capitalista, comandada pelos EUA, aprofunda a divisão entre ricos e pobres até dentro dos países mais ricos do planeta. Mas, ao apontar em sua entrevista a experiência política cubana como exemplo a ser seguido pelos países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil, o ilustre professor prestou um desserviço àquela nobre causa. A mundialização humanista, pela qual lutamos, funda-se no respeito integral à democracia e aos direitos humanos, caminho que, infelizmente, não tem sido seguido pelo governo cubano." Fábio Konder Comparato, professor titular da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP)

O próprio ombudsman do jornal, em sua coluna do domingo (15/3), fez referência a isso. Eis o que ele escreveu:

De empastelamentos a reconhecimento de erros

Não faz muito tempo, alguém que discordasse das opiniões expressas por um jornal podia juntar uma turba e destruí-lo fisicamente.

A isso se chamava "empastelamento". Este jornal, quando era "Folha da Manhã" e "Folha da Noite", foi vítima de tal agressão em 1930.

No sábado, dia 7 passado, um grupo de 300 pessoas (segundo o jornal) ou pelo menos 450 (de acordo com os organizadores) realizaram manifestação de protesto em frente à Folha.

Elas se diziam indignadas com editorial publicado em 17 de fevereiro com menção à ditadura brasileira (1964-1985), chamada de "ditabranda".

O ato, com número de participantes que evidencia tanto o poder de convocação dos promotores do evento quando a importância do jornal, foi pacífico. A Folha o noticiou no domingo e deu na íntegra manifesto lido ali.

Faz muito pouco tempo, veículos de comunicação nunca reconheciam seus erros. A Folha foi o primeiro no Brasil a ter seção fixa para eles.

No domingo, pela primeira vez que eu tenha memória, um jornal admitiu erro de opinião. Foi a Folha, neste episódio.

Isso demonstra como avançou a relação entre imprensa e sociedade neste país.
A propósito, leitores registram que a "Nota da Redação" em resposta a carta de Fábio Konder Comparato em 20 de fevereiro continha erro factual.

É verdade: ela dizia que Comparato não havia "até hoje" manifestado repúdio a ditaduras de esquerda como a de Cuba. Em 1º de junho de 2004, o "Painel do Leitor" publicou carta dele com críticas ao regime cubano.

Eu tinha esperança de que haveria um gesto de reconhecimento da Folha em relação ao erro cometido, e ele veio, ainda que tenha se limitado ao erro da caracterização da ditadura. Sustentei, também, que um episódio deve ser tratado como um episódio. Não mais que isso. Aproveitar um passo em falso do jornal para atirá-lo na vala comum dos que sustentaram editorialmente a ditadura é faltar com a verdade. Não discuto aqui se houve colaboracionismo da empresa, cuja história interna desconheço – e deve ser esclarecida. O que posso discutir é o conteúdo jornalístico da Folha dos anos 1970 para cá. Nesse ponto, não pode haver dúvidas: a Folha se firmou como um veículo de ponta das lutas democráticas no Brasil, dando voz a setores que não tinham entrada nos meios de comunicação conservadores. Não aceito a caracterização de que a Folha, em suas páginas, tenha sido uma base de sustentação do regime dos torturadores. Ela não foi. Eu mesmo fui colaborador do jornal em mais de um período e me orgulho disso. Não vou agora me somar aos que se valem de uma situação tensa para inviabilizar relações de respeito que contribuíram para aprimorar o jornalismo e a democracia. O episódio "ditabranda" não muda a história pregressa. É um episódio – não "isolado", mas bem demarcado – e deve ser avaliado em sua especificidade.

Continuo acreditando que jogar lenha nessa fogueira das exacerbações não nos levará a bons caminhos. Jamais pedi que se mascarassem as posições de um lado e de outro – apenas apelei para o bom senso e para a razoabilidade. Os argumentos, penso eu, podem ser elucidados sem que as reputações sejam vilipendiadas de parte a parte. A indignação dos que se solidarizaram com os professores Fábio Comparato e Maria Victória Benevides é justa. Eles foram desrespeitados e isso dói também em mim. Outra coisa é transformar a tensão do momento num incêndio que consome pontes e tradições que construíram parte das nossas instituições democráticas. Diante dessa fogueira, prefiro o papel de bombeiro.

Um ponto alto na polêmica

Em artigo publicado na semana passada neste mesmo Observatório ("Folha contra Folha"), o editor Cássio Schubsky, da Lettera.doc, diverge de mim em alguns aspectos. Li com grande interesse e com admiração as palavras de Cássio. No meu modo de ver, foi um dos pontos altos da polêmica. Numa passagem, ele chama a atenção do leitor para um defeito no meu texto anterior. Creio que ele tem razão.

Ao final do meu artigo, eu lembrei que entre nós, brasileiros, a abolição da escravatura não custou uma guerra civil (como custou aos Estados Unidos), e que a proclamação da independência também se deu sem tanta violência, assim como a proclamação da República. A própria ditadura militar aqui não atingiu os mesmos graus de matança registrados países vizinhos. Evidentemente, jamais pretendi, com isso, promover a tese da "índole pacífica" da nossa gente, o que considero uma mistificação. Apenas quis apontar o descompasso que existe entre a constatação de baixos índices de violência em nossa história (inclusive com a suposição de que a nossa ditadura teria sido "branda") e a prática aberta da violência verbal em relação àqueles de quem discorda. Se há "brandura" em nossa história, por que tanta violência (sem tanta ternura) nos nossos debates? Revendo agora aquele trecho, desconfio que escrevi mal o que queria escrever. Agradeço ao Cássio por ter me corrigido.

Fora isso, o termo "ditabranda", com o qual também me acusam de ter sido "brando", não foi uma invenção daquele editorial. O neologismo teria aparecido, parece que em primeira mão, na boca de ninguém menos que do general Augusto José Ramón Pinochet Ugarte (1915-2006) – o que é uma paternidade abominável para qualquer palavra. O leitor pode checar no Youtube. Lembro também que o leitor Thiago de Jesus, de São Paulo (SP), postou sob o meu artigo de 15 dias atrás outro esclarecimento providencial. Segundo ele, "o neologismo `ditabranda´ é antigo, da época em que a dita ainda brandia". O leitor explicou: "Lê-se num artigo da revista Time, de 1974: `While it has been ten years of ditadura (hard dictatorship) for the bulk of the population, it has been ditabranda (a mild variety) for business and the middle class´ (ver aqui)."

Enfim, "ditabranda" não é uma palavra tão nova assim e, por todas as razões, adotá-la para uma caracterização histórica é um palpite infeliz, como eu já disse no texto anterior. "Ditabranda" poderia até servir de piada (de mau gosto), na linha do que a minha geração no movimento estudantil gostava de fazer (dizíamos "ditamole"). Mas, para definir um período histórico, não tem a mínima procedência. A própria Folha reconheceu.

Rugas na testa

Nisso tudo, o pano de fundo é a questão da liberdade. Não tanto a liberdade que não havia na época da censura, mas a liberdade com que nós mesmos, hoje, lidamos com a divergência. Sempre acreditei que coube – e cabe – à minha geração o desafio de igualar os homens naquilo que a sociedade de classes os diferenciou e de diferenciá-los onde a sociedade de massas os igualou. Isso está escrito num livro que publiquei em 1993 (O peixe morre pela boca, pela editora Scritta). Ainda acredito nisso. Devo essa formulação às leituras que fiz de Marilena Chaui e de Maria Rita Kehl, e faço questão de dar o crédito. Acredito em combater a desigualdade assim como acredito em promover a liberdade.

É por acreditar nisso que me assusto com a intolerância que aparece em episódios como esse da "ditabranda". Assustam-me os ataques gratuitos e injustos, mas ainda mais me assusto quando alguém se põe a satanizar aqueles que abraçam uma postura considerada "de direita", como se apoiar teses "de direita" fosse um crime. Crime é desprezar os direitos humanos, e esse crime foi praticado à esquerda e à direita. Acusam a Folha de ter uma inspiração "de direita" em seus editoriais. Não concordo com a acusação. Não vejo a Folha como cartilha do neoliberalismo ou qualquer coisa do gênero. Acima disso, porém, não vejo falta de legitimidade alguma em um jornal que expresse uma visão de mundo mais "à direita", desde que nos marcos da democracia. Será que alguém ainda pensa que só a "esquerda" tem as soluções para os problemas contemporâneos?

Vejo nessas satanizações um sintoma de intolerância, com a qual não posso compactuar. Vejo aí a mesma intolerância que há naqueles que ainda execram os socialistas só porque são socialistas. Esse carimbo, "de direita", não desqualifica ninguém, assim como o carimbo "de esquerda" não autoriza ninguém a atropelar o império da lei. Somos uma sociedade que inclui gente de diversas orientações ideológicas e todos devem ter assegurada a sua condição de interlocutores legítimos. Isso exige de nós uma prática e um discurso muito, mas muito distinto do que temos visto.

O compromisso com a liberdade reside justamente aí, na capacidade de reconhecer as diferenças e de vê-las como expressões igualmente dignas. No mesmo plano. A solução não passa por exigir que concordem conosco: a solução passa por ver na discordância respeitosa um ambiente propício à criatividade e às soluções que são maiores do que a formulação fechada de cada uma das partes. Não integro nenhum coro dos contentes, como insinuaram os leitores mais inflamados. Também não comungo do coro dos candidatos a vítimas eternas, que vêem em cada divergência um indício da perseguição das elites. As coisas não são assim.

Ou aprendemos a lidar com as contradições ou ficaremos marcando passo em doutrinas dogmáticas e autoritárias, que, para sorte de todos, já se provaram farsescas. A pior ameaça que hoje pesa sobre nós não vem mais dos potentados, mas dos fanáticos, sejam eles milionários ou miseráveis. As desigualdades sociais devem ser combatidas, repito. Devem ser combatidas sem tréguas. Mas não nos esqueçamos também de combater a intolerância. Em nós mesmos.

De minha parte, não sou fiel a nenhum senhor. Sou fiel apenas ao que penso e ao que sinto. Não é lá grande coisa, bem sei, mas o que eu sinto e penso não se pretende verdade universal – pretende-se apenas um argumento a mais que, em lugar de adesão, almeja alcançar interlocutores de boa fé, partidários da liberdade. E você ainda se pergunta de que lado está a verdade? É simples: a verdade não tem donos. A verdade mora logo ali adiante, num ponto além do alcance das minhas mãos. E das suas. Ou nós a tecemos juntos, na nossa intersubjetividade problemática, ou nada feito.

Quanto aos desaforos, guardo-os em casa, fazer o quê? Guardo-os como marcas do tempo, como rugas na testa. Eles não são limões dos quais se possa fazer uma limonada. São desaforos mesmo, que demoram um tempo para se dissolver através do organismo. Mesmo assim, penso que ainda podemos levar disso algo mais do que desaforos. Talvez uma pequena lição, ainda que mal sucedida, de liberdade. Talvez uma pedra do passado, que o ressentimento conseguiu atirar contra o futuro. Talvez uma torrente de excessos, nostálgica de alguma obscura ordem de exceção. De um lado e de outro. E mesmo assim vale a pena, porque toda interpretação é uma sentença em aberto.

Comentários (69)
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Ana Bednarski , Florianopolis-SC - `Pesquisadora
Enviado em 23/3/2009 às 22:33:45
Caro Ibsen vc diz: "...suas premissas não confirmam sua conclusão. Acostumar-se a sofrer violência, física ou verbal é compactuar com esse estado de coisas. Dizer que essa aceitação é sinal de democracia é um grave equívoco. Quem disse que democracia é aceitar tudo que se coloca? Democracia é um sistema político que intenta a garantia da liberdade do indivíduo, mas essa liberdade só pode existir quando há o respeito pelos espaços e pela liberdade do outro, caso contrário estaríamos falando de Anarquia." a questão é lidar com a realidade, talves o mundo já viva senão a Anarquia, a Barbaríe. É só olhar a nos volta, de salas de aulas universitárias à feiras-livre, salões de beleza de média alta à botequins na periferia. Percebemos rapidamente como a linguagem é muito similar, e que palavras de baixo calão frequentam a boca das mais finas , as mais pobres camadas sem distinção. Claro que isto me deixa insatisfeita, pois tira todo o prazer do diálogo, mas não quer dizer que eu vá desistir dele, continuo acreditando neste exercício de democracia, pena que o vocabulário esteja tão pouco comprometido com o saber e as idéias. Foi isto que tentei dizer, infelizmente é algo (uso de expressões xulas) que ainda não atingiu o seu "pico" para depois entrar em declínio.
Sílvio Miguel Gomes , Olímpia-SP - Func. Publico Estadual
Enviado em 23/3/2009 às 15:17:02
o Sr. FERRAZ está certo. Procure em todas as decisões dos SUPREMO, do SUPERIOR, DOS TRIBUNAIS, se algum Inquérito Policial foi arquivado por causa da comprovação de tortura. Os casos de lesões por espancamento, por muitas desgraças constam, mas nunca. NUNCA, um inquerito foi arquivado. AGORA querem porque querem arquivar o INQUERITO contra o banqueiro. O DR DE SANCTIS sempre foi elogiado por prender ladrão de galinha ([ ]). E QUANDO esta atitude se volta contra os poderosos?. ORA ARQUIVA!
Sílvio  Miguel Gomes , Olímpia-SP - Func. Publico Estadual
Enviado em 23/3/2009 às 15:09:18
Não entendi o escrito pelo senhor Luciano Prado. O único Servidor Publico que é obrigado a esclarecer, prestar contas ao público (isto na prática) é o Professor. Ele tem que dar satisfações para os pais, para a imprensa, ele é agredido, e às vezes até morto. O sr. Gilmar Mendes é um Servidor Publico e a obrigação dele é dar satisfações ao público. É obrigado a responder ao Jornalista. O QUE ACONTECEU no caso da censura é prova material. O Brasil é ainda muito atrasado. Nem tinham que dar atenção ao Dr. GILMAR. E é uma vergonha a própria FOLHA DE SÃO PAULO escrever constantemente, e em várias págimas: O SUPREMO DE GILMAR. O SUPREMO é da nação. É do Brasil. É O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Leonardo  Miranda , São Paulo-SP - Estudante
Enviado em 23/3/2009 às 14:48:50
Eugênio, parabéns pela lucidez do texto. De fato, é desalentador que os intelectuais brasileiros tenham hoje a oferecer nada mais do que os velhos chavões, os quais, como você bem frisou, já foram desmentidos pela História. A velha clivagem da direita e esquerda, a intolerância de se impor a própria mundivisão, tudo isso só atrasa e aflige a necessária cultura que precisamos ter de respeito ao espaço público. Os interesses mesquinhos de alguns em impor suas ideologias a todo custo impedem um projeto comum para esse Brasil tão carente de soluções e jogado no lamaçal da hipocrisia.
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 23/3/2009 às 13:16:15
Não se preocupe,Carlos Mendes.Protógenes não é candidato a Hitler.No máximo é candidato a Simão Bacamarte.
marina chaves , marilia-SP - bancaria
Enviado em 22/3/2009 às 20:27:10
comportamento civilizado deve ser cobrado de ambos... não só dos leitores, mas dos jornalistas tambem... ou da instituiçao imprensa... vamos falar sério: tem jornal, tem blog que extrapolam o limite do que é civilizado... sao palvras de baixo escalão, ofendendo leitores e as vezes até autoridades... assim não vale! outro dia estava lendo o blog de um jornalista, nao me lembro qual, pois nunca mais frequentei lá... o fulano nao tem o que dizer, foi isso o que eu pensei... então parte para o ataque rasteiro... não me condene, estou apenas querendo trocar ideia...
cacalo kfouri , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 22/3/2009 às 15:55:28
por favor, leiam com atenção o que o bucci escreveu: ele não reclama momento algum sobre receber opiniões discordantes. ele só pede comportamento civilizado, sem ofensas. outra coisa: se os jornais trazem notícias sobre fatos que podem ofender os leitores, o problema não é deles, é dos responsáveis pelos fatos. é obrigação dos órgãos de imprensa publicá-los.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 22/3/2009 às 13:19:24
Adoraria acreditar em "compromisso democrático" de nossa imprensa graúda, mas enquanto essa gente continuar a ser amiga do Daniel Dantas e Gilmar "Torquemada" Mendes, continuaremos a ver a Inquisição midiática queimando em sua fogueira o delegado Protógenes Queiroz. Se esse homem for metade do demônio que eles querem nos fazer crer, Hitler já tem um substituto.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 22/3/2009 às 11:22:30
Luciano Prado mostra uma omissão, eu mostro outra, por coincidência, em matéria também saída na CartaCapital e que não foi repercutida por outros veículos: o diretor-geral da Polícia Federal, Luís Fernando Corrêa, é acusado de ter torturado, em 2001, uma ex-empregada doméstica, que trabalhava para a avó da mulher dele. A mulher está cega, e diz que, em grande parte, a cegueira deve-se às torturas que sofreu.
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 21/3/2009 às 19:36:22
Eu fico me perguntando quando é que os jornalistas e a mídia vão parar de entregar desaforos na casa dos leitores. Todo santo dia somos obrigados a engolir inverdades, meias verdades, mentiras por inteiro, desinformação, omissão e por aí vai. Querem um exemplo "quentinho" de omissão entregue em casa? Está aqui mesmo no OI. É a denúncia de Leandro Fortes sobre a censura engendrada por Gilmar Mendes e o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. A indignação dos jornalistas é seletiva. Entendem os indignados que basta reproduzir a denúncia do colega? Raro o jornalista que fica indignado com o fato. Silenciam. Omitem-se. E ainda se acham com autoridade para passar pito no leitor. Tenha a santa paciência.
marina chaves , marilia - sp-SP - bancaria
Enviado em 21/3/2009 às 12:01:09
mas essa historia da "ditabranda" ainda causa confusao? a folha tem o direito de se manifestar, ou não? é uma opinao do jornal, ou dos editores, ou nao sei... nao vejo confusao nenhuma ai... tá certo que é um conceito polemico, tá certo que muita gente se manifesta... a assembleia está formada, o debate publico ainda é direito dos cidadaos, ou não??: ... mas o que se deve debater sao sao fatos, nunca pessoas... ou uma ideia, nunca pessoas... o debate está centrado na questao ditabranda, se esta é correta ou não para caracterizar o regime militar do brasil... mas a qualidade do debate se vai quando pessoas passam a ser ofendidas... liberdade de emitir opinioes devem ser acompanhadas pela responsabilidade... esse pessoal naõ separa a ideia, ditabranda, de quem a proferiu... e nem separam a ideia de quem a comentou, que coisa... misturam tudo e acabam ofendendo pessoas... liberdade deve ser sempre acompanhada pela palavra limite... se não não há debate algum, somente ofensas.... eu tinha lá os meus oito ou dez anos quando a ditadura no brasil se tornou feroz.... o que eu ia saber?? nao muito... mas a ditadura me ensinou uma coisa, para o bem ou para o mal, e essa ideia nao me sai da cabeça... limite!!....... tá certo, lancei uma ideia polemica, vou ser atacada tambem... a confusao vai recomeçar!
Lucio Flavio  Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 20/3/2009 às 23:31:58
Bucci, Li seu artigo na ocasião e fiquei espantado com a agressividade de algumas pessoas. Ia comentar, me solidarizar, mas naquela altura já havias cerca de 90 opiniões e não iria comover ninguem. Sua opinião era bem fundamentada, pacífica e comtemporizadora. Foi com certeza acolhida por um numero maior de leitores que diante do óbvio acharam desnecessario comentar.
Luiz Carlos Ramos , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 20/3/2009 às 19:14:53
Parabéns pelo seu artigo, Eugenio Bucci. Seu texto está magnífico, limpo, direto, sincero, elegante para com seus leitores (os que concordam e os que discordam). Sua análise da questão "ditabranda", em minha opinião, é perfeita. Sou seu leitor também no Estadão e o acompanho desde os tempos da Veja. Gostei, por exemplo, de sua análise sobre a experiência no governo federal. A qualidade de seus artigos no Observatório da Imprensa não é, na verdade, um segredo, já que esse site, o melhor do Brasil para focalizar as questões da mídia, conta também com articulistas do peso de Alberto Dines, Luiz Egypto, Luciano Martins, Luís Weis, Rolf Kuntz e tantos outros. Um abraço. Luiz Carlos Ramos, ex-Estadão, coordenador de Jornalismo da Rádio Capital AM, de São Paulo, e professor de Jornalismo na PUC-SP
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 20/3/2009 às 13:27:47
Ana Bednarski, concordo com você em sua argumentação, mas suas premissas não confirmam sua conclusão. Acostumar-se a sofrer violência, física ou verbal é compactuar com esse estado de coisas. Dizer que essa aceitação é sinal de democracia é um grave equívoco. Quem disse que democracia é aceitar tudo que se coloca? Democracia é um sistema político que intenta a garantia da liberdade do indivíduo, mas essa liberdade só pode existir quando há o respeito pelos espaços e pela liberdade do outro, caso contrário estaríamos falando de Anarquia.
Miguel Conde , RIO DE JANEIRO-RJ - Jornalista
Enviado em 19/3/2009 às 23:16:33
Caro Eugênio, a civilidade e a ponderação são hoje os artigos mais necessários ao desenvolvimento de uma esfera pública digna do nome na internet brasileira, em especial mas não apenas no campo do comentário político. Precisamos cultivá-las, na contramão dos julgamentos sumários e agressivos que vicejam por aí, e você cumpre exemplarmente esse papel. Parabéns pela inteligência, pela responsabilidade e elegância. abraço,
Ana  Bednarski , Florianopolis-SC - Pesquisadora
Enviado em 19/3/2009 às 21:06:16
Caro Eugenio, Discordo do seu ponto de vista em relação a Folha de São Paulo, vc defende coisa indefensáveis, mas na verdade isto não vem ao caso. Apenas comentando sobre os desaforos, que não só vc recebe, mas outros jornalistas e blogueiros dos mais variados assuntos e correntes político-filosóficas. O acesso está se democratizando cada vez mais, e infelizmente acaba refletindo uma violência que permeia nossas vidas o tempo inteiro é só observar as pessoas no trânsito, por exemplo. Algumas pessoas só conseguem se expressar desta maneira, e quanto a isto é bom se acostumar, se vc for um defensor da democracia. Acho que o caminho da internet para a mídia é irreversévil, e todos só tem a ganhar.
Monica Sanches , Santa Bárbara-SP - Policia
Enviado em 19/3/2009 às 17:45:22
Agora vá-lha de um ser cordial com o outro... Haja educação e respeito para um assunto tão pouco acalentador.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 19/3/2009 às 17:11:59
Prezado Noel Oliveira, desculpe-me. Como homônimo do "senhor Fábio", pensei que a crítica fosse dirigida a mim. Aproveitando nosso tratamento respeitoso, acrescento que eu não brigo com fatos. Fato é que o suposto intelectual desonesto criticou a ditadura cubana na própria Folha em 2004. Não seria necessário fazê-lo para ter "moral" para condenar a ditadura brasileira, como alegou a Folha, numa nota de redação abjeta e sem assinatura. Bucci já havia assinalado, aliás, outra crítica à Cuba feita pelo professor e jurista, salvo engano, em 1979. Eu não reputo Fábio Comparato e Maria Victória Benevides como intelectuais desonestos. Também não acho que sejam cínicos, mentirosos ou democratas de fachada - predicados atribuídos pela Folha a ambos. Eles são brasileiros e se manifestaram contra o eufemismo empregado para a ditadura brasileira. Será que eles já condenaram a ditadura chinesa? E a saudita? Ora, não é razoável consentir em colocar Cuba no meio de um debate para tentar FUGIR do grave erro do editorial da Folha. Haveria alguma dose de cinismo se ambos tivessem escrito algo sobre a "ditabranda" cubana. Se o senhor espiar o debate no artigo que citei, verificará que comentadores à direita fizeram, com outras palavras, a mesma coisa comigo. Fui acusado de ser esconder minha simpatia por Fidel! Já os comentadores à esquerda disseram não haver ditadura em Cuba.
henrique rodrigues , americana-SP - estudante
Enviado em 19/3/2009 às 16:46:51
Concordo quando o eugênio diz que a folha não é o bastião de conservadorismo que muitos veêm; este posto é ocupado com garbo pela veja, que parece ser escrita por uma mesma pena dura e intransigente em todos os seus artigos. Acho que bobagens como ditabranda nescem da necessidade que o brasileiro têm em se colocar em sintonia com alguma espécie de modernidade, como se o mundo civilizado exigisse que o brasileiro tivesse que negar a história para entrar em compasso com o mundo: e tome sarcasmo, relativismos e cobranças de posturas que expiariam nossa incapacidade de sermos desenvolvidos. E é claro que muitos chiam a plenos pulmões, completamente contrariados.
Noel Oliveira , Jaboatão-PE - Agrimensor
Enviado em 19/3/2009 às 15:29:50
Fábio Carvalho, o "Sr Fábio, Sra Maria e seus fãs" refere-se ao contexto do artigo e não dos comentários, o "Sr Fabio" não é o senhor. Quanto ao tom do meu comentário, ele foi mais brando do que o "ajoelhar-se em praça pública" e todo o fuzuê pacífico na frente do jornal. Sinto pela confusão, mas não tive a intenção de lhe constranger.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 19/3/2009 às 14:13:19
No mais, para finalizar sem perder o humor, é um prazer ler a Marinilda Carvalho aqui na caixa de comentários. Não somos parentes, meu elogio não tem amparo no nepotismo. Aliás, eu não a conheço pessoalmente. Tenho sérias divergências com ela, que é Fluminense e deve estar se achando a essas alturas do campeonato. Ela não gosta do Flamengo, já me ofendeu, me chamou de “framenguista”. Coisa de gente invejosa mesmo. Eu relevo, é claro, porque entendo que nesse Fla x Flu (do bem) o freguês sempre tem razão. Já o João Negrão eu conheço. É uma grande figura, às vezes de pena pesada. É meu amigo pessoal. Eu não concordo com a crítica dele, o que não diminui nossa amizade. Eu não acho que o Eugênio Bucci está a defender o indefensável, ainda que eu ou você possamos pontuar divergência aqui ou ali. “Agredir a inteligência” é diferente de ser chamado de desonesto, cínico ou mentiroso (coisa que a Folha fez com Fábio Comparato e Maria Victória Benevides). Bucci foi agredido por aqui, João. Como Alberto Dines já o foi tantas vezes – e eu já discordei do Dines um monte de vezes. Abraços a todos e um especial para o Noel Oliveira.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 19/3/2009 às 14:10:56
Reproduzo trechos de alguns dos meus comentários inseridos no artigo do Luiz Antonio Magalhães. Ora fui criticado à esquerda, ora à direita (e eu me considero à esquerda do espectro ideológico). Algumas vezes, no debate, houve críticas acima do tom, a meu sentir. Eis minhas palavras, prezado Noel Oliveira. “Fidel é um ditador, ou então devemos aceitar a tese de que o golpe de 1964 não instituiu uma ditadura, tampouco todos os presidentes militares brasileiros poderiam ser classificados como ditadores” (...). “Tivemos ou não uma ditadura no Brasil a partir 1964? É claro que tivemos, ora, embora tivéssemos Constituição e Legislativo (...). O regime cubano não permite a liberdade de expressão, tampouco a livre organização, a livre circulação de idéias, a liberdade de imprensa, nem tem eleições livres. Esse conjunto, para não mencionar os crimes de traição à pátria, basta para que consideremos Cuba uma ditadura. Para mencionar um exemplo bastante oportuno e prosaico, o debate que ora fazemos, absolutamente saudável, ainda que a gente esteja pontificando divergência, não seria possível em Cuba. Eu não poderia chamar Fidel de ditador no Granma (que obviamente não publicaria o texto) sem sofrer graves conseqüências”. (continua)
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 19/3/2009 às 14:08:16
Prezado Noel Oliveira, eu também acho a reclamação de Eugênio Bucci justa, conforme salientei em meu primeiro comentário. Daí, o senhor dedica a mim palavras que estão, pelo menos, uma oitava acima do tom da orquestra. Ou, dito de outra forma, ofensas que recebo em casa. "O Sr Fábio e [outros comentadores] crêem (sic) que dominam o pedaço e não admitem nenhuma voz dissonante. Gostaria de vê-los criticar a dinastia dos Castros com um décimo do fervor com que criticam o regime autoritário brasileiro. Neste aspecto são impostores intelectuais". Bem, eu não acredito que domino o pedaço. Eu admito voz dissonante nesta caixa de comentários, até porque eu ouço a sua voz dissonante – ou, melhor dizendo, eu leio suas palavras. Pois bem. Seguindo o mau exemplo dado pela nota da redação da Folha, o senhor diz que gostaria de me ver criticar Cuba. Como se fosse preciso criticar Cuba para poder condenar a “ditabranda” brasileira. Deveria eu guardar as suas ofensas em casa, a exemplo de Bucci. Mas tentarei demonstrar minha honestidade. Pois bem, não precisamos ir muito longe. Na edição 474 do OI, de 26/02/2008, Luiz Antonio Magalhães publicou um artigo (“Isto é jornalismo?”. Ao todo, o texto recebeu 136 comentários. A íntegra desse debate, do qual participei, pode ser verificados pelo senhor, se quiser. (continua)
Leo Silveira , Osasco-SP - Advogado
Enviado em 19/3/2009 às 10:07:20
Eugênio, o patrulhamento virtual é a nova prática dos democratas de um lado só. Sinto vê-lo, também, pedindo perdão aos PATRULHEIROS marquissistas. Para eles, imprensa e jornalistas, não têm o direito de retirar uma só vírgula dos seus decretos históricos. Por que não desejam contar mortos e torturados das ditaduras? Eis dois bons motivos: a) as ditaduras marxistas, que defendem ou defenderam, são campeãs em assassinatos, tortura e controle da sociedade; b) nas academias e na política, ter participado das manifestações pela anistia ou pelas diretas já, contra uma ditadura "sanguinária", dá status, poder, grana e, talvez, até uma bolsa ditadura. Quanto aos desaforos, devolva-os um por um, os PATRULHEIROS são eles, você é a vítima.
Marinilda  Carvalho , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 19/3/2009 às 01:59:02
Prezado Eugênio, seu tratamento tolerante da intolerância inspira e energiza a todos que lidam com o público e conhecem a insônia provocada pelas ofensas bestiais. Uma beleza o seu texto. E que maravilha a citação dos leitores que debatem e ampliam a troca de idéias. Pela parte que me toca, obrigada! Marinilda
João  Negrão , Cuiabá-Mt - Jornalista
Enviado em 19/3/2009 às 00:30:40
Caro ingênuo, perdão, Eugênio: eu disse no comentário sob o seu texto anterior e repito agora - ou você é mesmo muito ingênuo ou está pensando que seus leitores são idiotas. Está na cara que, com a sua lenga-lenga, no fundo veio para defender a Folha. Falar que é um jornal democrata é piada. Você é inteligente, tem consciência política e sabe muito bem das conveniências políticas e empresariais dos Frias. Ei, esqueceu, eles são os donos e mandam na linha editorial. OU é ingênuo de pensar que a Folha é uma "entidade" com pernas, voz e vontade próprias? Dá licença, ingênuo, ooops, Eugênio! E ainda não quer que seus leitores se irretem com você. Também não concordo com a falta de educação e a covardia do anonimato, mas você sabe que aqui tem de tudo, infelizmente, e quem entra na chuva é para se molhar. De resto, agressão por agressão, você agrediu tanto - antes e agora - a inteligência de seus leitores que talvez explicaria "a torrente de excessos" que criticas.
Fernando  Dias Pereira , Goiânia-GO - adm. de empresa
Enviado em 19/3/2009 às 00:26:02
Pois receba em casa ou onde estiver a minha mensagem de profunda admiração e satisfação por este texto produzido. PARABENS MEU CARO! São profissionais como vc que garantem relevância a este espaço.
Tatiana Farah , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 18/3/2009 às 23:52:09
Bucci, também não aguento mais a facilidade com que os desaforos têm circulado pela rede, chegado em casa (nas casas). Ofensas são feitas sem a mínima apuração ou consideração pelo nome das pessoas. E o nível das ofensas é qualquer nota. Ah, o que não fazemos, ouvimos e aguentamos por essa tal de liberdade, né? "E mesmo assim vale a pena, porque toda interpretação é uma sentença em aberto." Da parte da "rusga na testa" para frente, fazia tempo que um texto não me valia tão profundamente. Obrigada. Um abraço.
Liziane  Berrocal Costa , Bonito/Camo Grande-MS - JORNALISTA
Enviado em 18/3/2009 às 23:03:05
Eu estava pensando nesse assuntos. As pessoas desrespeitam como se isso fosse normal. Utilizam nossas fotos, desrespeitam pessoas que tiveram significado para o país, para a humanidade. A internet trouxe coisas boas? Sim! Mas também trouxe os cyber-mal-educados-covardes que se escondem atrás de um "nick" e se sentem no direito de ofender, denegrir, esquecendo-se que são só uns covardes. Já senti isso! Já passei por isso, com coisas que até passaram dos limites. Ler seu artigo me deu alento!
Noel Oliveira , Jaboatão-PE - Agrimensor
Enviado em 18/3/2009 às 22:59:25
Prezado Eugênio, O seu desabafo é justo. Mas, o Sr Fábio, a Sra Maria e os seus fãs creêm que dominam o pedaço e não admitem nenhuma voz dissonante. Gostaria de vê-los criticar a dinastia dos Castros com um décimo do fervor com que criticam o regime autoritário brasileiro. Neste aspecto são impostores intelectuais. Lamentável que a Folha tenha se ajoelhado. No contexto do editorial, ela estava certa ao empregar o "ditabranda". O "ditamole" era um deboche da realidade do regime por que era mole mesmo. As editoras publicavam toda especie de literatura; órgãos do governo financiavam teses universitárias marxistas; a grande imprensa dava voz aos opositores; a imprensa alternativa teve seu período áureo; a oposição deitava e rolava nas eleições e por aí vai. Para a turma do "manifesto", não existe mais espaço para contemporizar, deve-se, pacificamente, calar qualquer oposição. No final, apenas um lado deve sobreviver (imagine um protesto com o MST, Via Campesina, etc). Bom, você já percebeu que não está agradando; só falta perceber que, em tempos sombrios, é melhor lutar que desabafar.
herse monteiro , ribeirao preto-SP - comerciante
Enviado em 18/3/2009 às 21:49:47
nossa eugenio q beleza de texto. "Talvez uma pedra do passado, q o ressentimento conseguiu atirar contra o futuro." poxa, parece q tem gente ai de verdade
liliane ramirez , sp-SP - DONA DE CASA
Enviado em 18/3/2009 às 18:15:56
Sr. Bucci, esse seu desabafo , longo por sinal, abrange muitos pontos, porém, quero dizer que todos nós, sem excessão, deveríamos dar graças por termos AINDA uma imprensa ativa e não calada à força, como na época da ditadura. Sei que concordará comigo nesse ponto. Quanto ao aspecto dos desaforos que hoje pipocam na imprensa em geral, mormente via internet, os vejo como um retrato da falta de evolução dos que assim agem. Essas pessoas só sabem argumentar entre esquerda e direita e de maneira irracional. Demonizam Folha, o Estadão, a Veja, como se fossem uma doença contagiosa. Na maioria das vezes porque falam mal do atual governo. Isso é risível (e preocupante); é a demonstração de quanto ainda nos falta caminhar para chegarmos a atuar como verdadeiros democratas.
Lau Mendes , Porto Alegre-RS - SST
Enviado em 18/3/2009 às 17:24:57
Sinto muito que tenha aberto a “home” justamente no “seu desaforo” A briga em que todos perdem. Talvez tenha razão e não devesse tê-lo devolvido, seria um a menos e o crédito dessa força contribuísse para assimilar melhor fato tão depressivo. Não tenho nada contra brandos, mas de “brandura em brandura” chegamos à degradação que hora tentamos reverter; e não será na base do “ditamole”.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 18/3/2009 às 17:02:01
As esquerdas hão de aprender com Ivan Berger, o demo-tucano mór, que, como sempre, dá um dá um show de moderação. Moderação que, como diz ele, as esquerdas raivosas desconhecem. Com incrível afabilidade, o grão demo-tucano alerta a Eugenio Bucci, para que este evite criar uma úlcera, que "mesmo essa indignação pretensamente cívica e humanitária manifestada no tal episódio do editorial da Folha no fundo não passa de uma farsa, uma cortina de fumaça para disfarçar as aberrrações ideológicas que professam, inspirados em anomalias como Stalin, Fidel, Chávez." Cheguei a me emocionar com a candura explicitada no final do texto: "São um caso perdido,melhor ignorá-los, mesmo porque fazer barulho e alimentar provocações é tudo o que eles querem." É muita meiguice e bom senso. Sem dúvidas, é de coisas assim que Eugenio Bucci precisa. Pena que ele não seja o destinário dessa brandura. Continuará, então, a receber desaforos em domicílio.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 18/3/2009 às 17:01:43
Para contribuir com o debate, vai a citação feita pelo Weis há exatamente um ano, no Verbo Solto. "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma." (Joseph Pulitzer). Pulitzer morreu em 1911. No século XXI, ante a possibilidade de interagir, de modo rápido e/ou anônimo, a profecia parece se cumprir com contornos reclamados (justamente) por Bucci.
Augusto Mello , Rio de Janeiro-RJ - Sem Profissão
Enviado em 18/3/2009 às 16:55:30
Eugênio Bucci, acho lamentável que escrevam dizendo que você alivia a grande imprensa para conseguir emprego. Mas você sabe MUITO BEM( me desculpe a caixa alta, mas ela é necessária) que no seu tempo de Veja, a diferença era você. Se tivesse continuado lá, seria devidamente fritado. É melhor reescrever sua história, suprimindo o primeiro trabalho.
sergio ferreira ferreira , belo horizonte-MG - servidor público
Enviado em 18/3/2009 às 15:22:08
Caro sr quantas questões o seu texto levanta! quantas questões interessantes! é possivel o jornaliso transformar-se em diálogo? será que os jornalistas percebem agora o mal que são capazes de fazer? será que os desaforos que você recebeu se comparam ao que passou o dono da escola base? será que o jornalista vai aceitar que o que coloca no jornal é apenas mais uma opinião? será que o jornalismo vai aceitar que a empresa para a qual trabalha é apenas isso, uma empresa? será que o jornalismo vai aceitar que assim como existe uma justificada raiva difusa dos bancos, do estado, por exemplo, existe uma justificada raiva difusa dos jornais e revistas? será que o jornalismo vai perceber o quanto ele influi no dia-a-dia das pessoas? será que a internet não traz a imprensa para os seus dias iniciais em que proliferavam os jornais, em que as redações eram acessíveis, em que os empastelamentos eram comuns e em que os jornalistas assumiam suas posições e não se escondiam atrás de uma suposta objetividade? Será que o Olimpo do jornalismo não está sendo implodido? Será que a difusão de informações não está conseguindo encontrar outros caminhos? Será que a profissão de jornalista não estará, como a dos sapateiros, dos relojoeiros e tantas outras, em extinçaõ? Será que não surgirá outro agenciamento da informação? abçs Sérgio
Jose  Albino , Sao Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 18/3/2009 às 13:31:22
Senhor, cada um tem o desaforo que lhe cabe. Em ninha casa não entra o jornal Folha de Sao Paulo, que por si só é um desaforo ao cidadão e à cidadania. Neste mês cancelei a assinatura da Veja, de forma que receberei menos desaforo ainda, como cidadão. Pelo jeito vou ter que parar de ler o observatório, pois até aqui o Sr, traz desaforo ao leitor? Quem está cansado de desaforos é o cidadão, o leitor. Jornalistas de seu naipe usam tergiversação para disfarças o quanto desaforam o bom senso. Pergunto, vou ter que parar de entrar no observatório? Ou este observatorio ja foi contaminado com desaforos ao leitor também?
nilton franzoi , joinville-SC - metalurgico
Enviado em 18/3/2009 às 11:07:54
a folha teve seu respeito,mas perdeu por se meter com gente q nao se importa com o povo e só com o poder,povo q respeitava a folha,esta mesma q virou puxa saco de corruptos e fantasiava a imagem deles como diplomatas,assim como a revista veja,hoje as pessoas nao suportam mais ler ou ouvir o nome deste jornal,qualquer comentario a ela faz q o leitor se aborreça,vc bucci,nao é um alvo,é a"folha",vc ate possui algum respeito,mas nao faça parte dos q erram contra o povo e sua memoria.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 18/3/2009 às 10:58:05
Já que o tal "debate" é sempre entre "esquerda e direita" (que nojo, não?!), então lá vai: Se existe o tal PIG (Partido da Imprensa Golpista) existe também o tal PIG do B (Partido da Imprensa Governista do Brasil). Atualmente o tal PIG é da "direita" (argh!) e o tal PIG do B é da "esquerda" (argh!, também). Isto porque o atual governo é da "esquerda" (não muito, né!). Como o próximo governo será da "direita" (será muito?) aí o PIG e o PIG do B farão uma metamorfose. Rarará.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 18/3/2009 às 10:42:58
Os "desaforos" não são entregues em casa. Eles são solicitados (ou mesmo encomendados) em casa. O certo é dizer "nem sequer" tínhamos computador. Se se disser "sequer" tínhamos computador a frase "fica" afirmativa. "Sequer" significa "ao menos". Para dizer que não havia computador é necessário "uma negativa" antes do "sequer". O doutor Bucci é reincidente neste erro. Entendo que o doutor Bucci quer a harmonia. Ele prefere a harmonia ao conflito. Mas isso é apenas uma pieguice. Na tal imprensa não há lugar para Polyanas. Se tiver, certamente, será falso. Essa tal "ditabranda" além de ser horripilante nos aspectos fonético e ortográfico é um "neologismo" apenas e tão somente folhático. Ou mesmo octaviático. Mas, reflete bem a pauperidade dos tais "editoriais" (com "e" minúsculo mesmo). Os editoriais folháticos são mingaus aguados e minguados. Aliás, quando não citam "reportagens" "daquela" Folha (ainda com "F" maiúsculo) citam o tal Dactafolha que não se sabe se é mulecta ou amulecto folháctico. Ou se é marquetingagem mesmo. Mas, pior mesmo era quando havia três (3) "editoriais". Aliás, míni-editoriais. Já trocaram Vinicius Mota por Marco Augusto Gonçalves e já destrocaram, mas, a ridicularidade e a mediocridade continuam as mesmíssimas, embora, a tal Folha (de S. Paulo, hein!) têm dez (10) sinecuristas e abstratos conselheiros acácios. Entre eles Clóvis Rossi, hein!. Tem mais!.
Denise Cordeiro , Paulo Afonso-BA - Jornalista
Enviado em 18/3/2009 às 01:42:02
Sr. Bucci... Quem entra em sites como esse aqui, besta não é! Se eu fosse o senhor deixava isso quieto pra não se magoar mais!!! A galera aqui pega pesado...Todos os dias venho aqui e confiro tudinho, ninguém deixa escapar nada e as opiniões são bem fundamentadas! Essa de defender a Folha foi "mal"hein!!!
Elvis Cley  Matos Almeida , Cuiabá -Mt - Estudante Jornalismo
Enviado em 18/3/2009 às 00:38:30
O furor dos comentários ofensivos, vistos muitas vezes em blogs e sites que abrem espaços de interação, são os ecos de uma sociedade antidemocrática baseada na opressão, e intimidação. No estado de direito democrático, os fantasmas deste passado macabro serve para alertar e garantir a vigia dos direitos conquistados, pois ainda existem aqueles que se refrescam na sombra da intolerância, ao pluralismo e a diversidade. E é preciso estar de olho nestes. É necessário que assegure pluralismo, a diversidade e o debate de idéias; necessários para firmar uma democracia sólida.
Marcos Leonel de Campos Leonel , Pompéu MG-MG - Empresário
Enviado em 17/3/2009 às 23:26:50
Em síntese de tanto a folha, envolver sempre favorável com o PSDB e o DEM(ex-ARENA, PDS, PFL, próceres do golpe militar, didatura). perdeu a noção de libertade, e teve mais um tropeção nesta trajetória de anti-Lula, juntamente com o PIG,Partido da imprensa golpitas.
Marnei Fernando , Anapolis-GO - desenhista
Enviado em 17/3/2009 às 23:08:50
O Bucci é membro da elite do PIG... defensor intransigente dos métodos terrorista dessa midia de esgoto... que ofende, assassinam reputaçoes e tentam o golpe dioturnamente contra a democracia... fala o que quer e nao gosta de ouvir o que não quer? pede pro seu chefe e dono do PIG (Daniel Dantas) mandar o Gilmar Mendes (presidente do PIG) amordaçar a internet... assim voce não será obrigado a ler e ouvir o que não quer.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 17/3/2009 às 22:06:05
Penso que esse acalorado debate que está acontecendo na blogosfera sobre a mídia brasileira tem muito a ver com a sua falta de pluralidade. Os herdeiros midiáticos não querem arriscar o patrimônio herdado dos seus papais e procuram trilhar caminhos já conhecidos. O resultado é que os jornalões estão cada vez mais parecidos entre sí. Por outro lado, a blogosfera brasileira, conquanto esteja adquirindo cada vez maior importância, ainda não assumiu um efetivo poder de pauta, limitando-se a reproduzir, ainda que de forma preponderantemente crítica, os assuntos colocados na vitrine pela imprensa tradicional. Assim um jornal como a FSP, com cerca de 300.000 exemplares diários tem a sua repercussão maximizada por dezenas de blogs que repercutem o seu conteúdo. Nota-se um sentimento de orfandade em númerosos participantes da blogosfera brasileira que acreditam viver no Brasil real enquanto a mídia, segundo eles, refletiria, em tese, apenas os interesses de uma fração diminuta e privilegiada da população brasileira. Tenho a impressão de que se existissem jornais de correntes ideológicas diferentes a pressão sobre a FSP, o Globo e o Estadão seriam consideravelmente atenuadas, já que esses jornais seriam considerados como meros participantes de um jogo justo e equilibrado e não como acontece hoje quando são considerados donos da bola, do árbitro e do campo de jogo....
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 17/3/2009 às 22:04:49
Perceba, Bucci, que dois "meios de comunicação" estão fazendo de tudo para mudar história: 1) Rede Globo, na figura de Ali Kamel, que parece um inquisidor medieval; 2) Revista Veja (não há nem o que dizer) E agora também a Folha, querendo mostrar serviço? A impren$a é indefensável e maligna (ainda bem que existe ainda Imprensa)
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 17/3/2009 às 21:58:48
CONTINUAÇÃO Ora, como ser “bonzinho” e cordial num local onde o capitalismo tantas desgraças causou e causa, e onde a imprensa está cada vez mais engajada em manter o status-quo? Às vezes, Bucci, ficamos nervosos com tudo isso, afinal de contas, não somos lordes ingleses.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 17/3/2009 às 21:57:56
É um direito defender idéias. Você simpatiza com a direita, e muitos dos que lhe postam defendem a esquerda. Não sei se você conhece São Paulo. Não sei se já viu a ENORME quantidade de mendigos que “vivem” nas ruas. Já ouviu falar dos inúmeros garotos fazendo “espetáculos circenses” nos cruzamentos de várias ruas de SP, em troca de moedas? Eu vejo isso diariamente. Dói demais. Que eu saiba, desde que o Brasil era colônia, até hoje, nunca tivemos algum tipo de governo esquerdista. Esse horrendo estado de coisas é obra da direita coronelista. É por isso que há muitos esquerdistas que preferem mudanças. Não se pode continuar nessa plutocracia. Nós, da esquerda, não temos o monopólio da bondade, mas, os capitalistas bonzinhos ainda não apareceram. Há alguns anos, Ciro Gomes, candidato à presidência, foi indagado por um jornalista de um canal de TV que nasceu na época da ditadura, sobre sua “cabeça quente”, se isso não lhe atrapalharia. Ele respondeu que muitas pessoas no Brasil passavam fome e esse fato não lhe permitia agir como um “lorde inglês”. A hipocrisia aqui reinante ainda nos “brindou” com um editorial dos mais boçais de todos os tempos, onde se brincou com uma terrível ditadura e se minimizou os efeitos dela, desde os assassinatos, as torturas e a destruição do sistema de ensino. E essa ditadura, como é de conhecimento de todos, nos foi impostas por... direitistas!SEGUE
Marcio B. Martins , Jaraguá do Sul-SC - redator
Enviado em 17/3/2009 às 18:31:50
Perceba, sr. Bucci, pelos comentários abaixos, que os apoiadores da ditabranda acham que todo mundo que discorda do sr. é de esquerda. Querendo elogiar o senhor, partem para a desqualificação direta. para eles, o que a Folha de São Paulo fez e faz é certo. Esse é o problema: a turma é da pesada também. A Folha está colhendo o que plantou. O sr. entrou de gaiato.
Pedro Pereira Pèreira , Palmas-TO - oleiro
Enviado em 17/3/2009 às 17:41:23
Parabens novamente pela honestidade no e do texto. A dicotomia invocada é somente um argumento para os guardadores de portão( dentre eles muitos jornalistas seniors que dividem umas estalecas) agredirem a liberdade de opinião. Esse Patrulhamento ideológico é lugar comum na internet, e sobreviver com argumentos sensatos e embassados filosoficamente a essas discussoes é dar perolas aos porcos. Muitos deles são conhecidos por onde quer que se encontre opinioes politicas, Sempre com as mesmas agressoes o mesmo estilo de texto e colocação de adverbios, Muda somente a apresentação. Todos perdemos. Há um desestimulo a participar e leva-se a crer que esse pensamento está se disseminando entre novos arrebatados. E uma massa de manobra pratica latente que pode ficar a serviço quando for necessario. Coitados da turba.....
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 17/3/2009 às 17:40:31
"a Folha se firmou como um veículo de ponta das lutas democráticas no Brasil, dando voz a setores que não tinham entrada nos meios de comunicação conservadores": 1-a quantos dos projetos de qualquer governo a falha ja deu suporte editorial? E 2-qual foi o resultado desses "projetos"? Isso eh historia: a falha eh paulista e dali so sai mancada. Ela nao pode simultaneamente se defender de "resquicios" dos "terroristas" e apoiar o projeto da ruina brasileira que, de fato, apoia. Desaforo eh a "opiniao" que ela cospe na cara de seus leitores. O editorial ta todo errado a comecar pelo titulo. "Empastelamento"? Sonho molhado da media paulista, ne? "Provaria" que sao vitimas, coitadinhos. Nao da pra ver sem microscopio, mas... eles nao sao algozes, ok?
Washington Araújo , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 17/3/2009 às 17:14:47
Eugênio, seu texto é um primor de honestidade intelectual, o que, no seu caso, longe de ser exceção, é a regra. Poucas pessoas conseguem transitar entre a razão e a emoção ante um texto jornalístico e você faz deste trânsito uma arte. Em suas estatísticas parecem ressoar mais os comentários desaforados. Não é culpa de sue texto, creia-me. É culpa de nossa condição humana onde doença sempre contagia mais que saúde. Eu mesmo gostaria de ter escrito algo concordo com a qause totalidade de sua opinião sobre o episódio "Ditabranda na Folha" mas não o fiz. Creio que existe uma legião de leitores como eu que pensaram na undécima hora: porque escrever louvando um texto se este representa parte preponderante do pensamento crítico? Destarte, não releve em demasia os desaforos. Estes tornam-se ainda mais raivosos quando vemos o aprofundamento desse mal-estar geral da civilização, onde tudo o que é estabelecido está a um passo de se desmanchar no ar. No mais, este seu texto em particular é um inspirador exercício de sensibilidade, objetividade e humildade. Com tais requisitos podemos construir uma forma ousada do fazer jornalismo. Parabéns Eugênio.
Ivan Berger , Santos-SP - jornalista
Enviado em 17/3/2009 às 17:07:00
É o preço que se paga por querer agradar a gregos e troianos,sr Bucci. As esquerdas raivosas desconhecem o que é moderação, se depender da aceitação deles para o sr se sentir feliz, vai acabar arranjando uma úlcera. Mesmo essa indignação pretensamente cívica e humanitária manifestada no tal episódio do editorial da Folha no fundo não passa de uma farsa, uma cortina de fumaça para disfarçar as aberrrações ideológicas que professam, inspirados em anomalias como Stalin, Fidel, Chávez. São um caso perdido,melhor ignorá-los, mesmo porque fazer barulho e alimentar provocações é tudo o que eles querem.
Sandro Jornada Machado Machado , Santo Ângelo-RS - advogado
Enviado em 17/3/2009 às 16:41:39
Sr. Bucci. Discordei do Sr. e pela primeira vez na vida, acho eu, concordei com o Sr. Ali Kamel, no episódio em que ele o havia criticado por ter afirmado o Sr. que havia ou gostaria, não me recordo, de dar um toque assim dizendo"imparcial" a Radiobrás. Na época não entrava na minha cabeça os seus argumentos, afirmando o Sr. na época e creio, até hoje, que uma Tv, Rádio, do Governo Federal, deveria, afrontando a lei ou decreto, não lembro, ser um meio de comunicação imparcial. Lendo o artigo de 15 dias atrás e o de hoje, só vou comentar uma única coisa. Assim, como na dita "imparcialidade" que o senhor pregava na Radiobrás e eu fiz de tudo para entender, pois lhe respeito intectualmente e não entendi, a afirmação que a Folha não é Neoliberal, não é no espectro político brasileiro, de direita, com todo respeito Sr. Bucci, que repito, lhe tenho, é uma piada. E sabe porque piada? Pois assim como piada, esta colocação e outras nesse sentido, fazem rir. Dizer que a grande mídia brasileira e mundial, não é neoliberal, pode ser que mude, com esta crise que este modelo econômico criou, é no dizer, vou usar as palavras da Folha, cínica e mentirosa. E para finalizar, pois o espaço é curto, não tem problema nenhuma em a mídia ser neoliberal, o problema central no meu ponto de vista e não se assumir. Não sair do armário.
Rodrigo  Silva , uberlandia-MG - advogado
Enviado em 17/3/2009 às 15:29:09
Bucci, Eu sempre aprendo muito com seus textos. Mas na internet é como diz o Fernando Pessoa: "Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... ...... Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?" Fraterno abraço, Rodrigo
Marcio B. Martins , Jaraguá do Sul-SC - redator
Enviado em 17/3/2009 às 14:58:07
para ter idéia de quem são suas companhias, sr. Bucci, lê o comentário desse sr. Antônio Carvalho. É esse tipo de gente que acha normal a Folha estar aprontando, à luz do dia, o que tem aprontado.
antonio carvalho , fortaleza-CE - advogado
Enviado em 17/3/2009 às 14:42:02
Mais uma vez um excelente texto do Bucci, em especial quanto a merecida crítica à rotulação de posições políticas e a atribuição do "monopólio da bondade" à esquerda, por alguns. Se prepare pra mais paulada, pois o porrete é a primeira e ultima ratio de alguns esgrimistas da não-palavra.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 17/3/2009 às 13:42:54
Sou-lhe,solidário.Recebo-os,diariamente,também,(os desaforos), e me chegam mais veementes.Som e imagem. As Organizações GLOBO,se esmeram,na arte de humilhar os espectadores,ouvintes e leitores.Há anos...Tripudiam,como todo autocrata.Quando lhe criticam a arrogância,fazem-se ofendidos e correm para a barra da saia da SIP,e acusam de intolerância e chavismo ,seus possíveis desafetos.A Folha,ensaia "som e fúria", contra os que lhe ousam enfrentar.Espanta, a omissão, de outrora combativos profissionais.Terá a "crise",atingido também os seus intangíveis valores ?
Lenin Araujo , Guraci-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 17/3/2009 às 13:22:15
Caro Senhor Eugênio Bucci: Como o senhor ficou agastado, num tom ameno, gostaria de lembrar-lhe a possibilidade de haver alguem milionário e miserável.
Orestes Ianuzzi , São Paulo-SP - aposentado
Enviado em 17/3/2009 às 13:21:37
Os seus pruridos ao se machucar diante de ofensas surpreendem, mas são humanos e justificáveis. Fica aqui a minha solidariedade. Quanto à sua insistência em defesa da Folha de São Paulo, temos então que separar o jornal do infeliz editorialista, para tentar salvar alguma coisa. Continuo achando que a expressão “ditabranda” não foi de brincadeirinha, meramente infeliz ou leviana, ou apenas despropositada... Por vários vértices que se olhe a questão, a defesa do indigitado assinante do texto é um sofisticado exercício de malabarismo. Se brincou, foi leviano e infantil, “um moleque das letras”. Considerando a função que exerce no jornal, não deveria brincar com coisa séria, muito séria, que foi a ditadura militar de 1964/1.985. Se não brincou, se falou sério, se assim é o seu entendimento e se esta é a sua visão, - que a ditadura que infelicitou o país por 21 anos foi mesmo “branda” -, da mesma forma também é grave porque mostra desinformação, desconhecimento histórico, além de incultura e miopia de visão. Se não brincou, se tem conhecimento, se não há desinformação, então agiu por outros interesses, não sabemos quais, que podem ou não ser levianos ou escusos. Enfim, se é para voltar ao assunto, voltemos. Que fique o nome do articulista, quando lembrado, para sempre associado a essa expressão que criou e que a guarde para si, ad eternum: “ditabranda”.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 17/3/2009 às 13:12:28
Falta a muitos brasileiros a aceitação das opiniões divergentes. Diante delas a discordância argumentativa dá lugar à diarréia verbal. Parece que ofendendo o outro nos desopilamos de todos os males que sofremos. Alguns comentadores e muitos leitores desse Observatório movem o foco da análise da atuação da imprensa em determinados episódios para o próprio episódio. O Dines deve ser dos mais calejados nessa prática. Ele analisa a atuação da imprensa em seus mais diversos momentos, mas vive sofrendo críticas (muitas desrespeitosas) às suas posições políticas como se os fatos e não a imprensa fosse o conteúdo do artigo. Eugenio, sugiro que você converse com ele longamente, talvez possa lhe ensinar algo sobre como suportar esse tipo de comentário destrutivo e desrespeitoso. Essas são palavras de quem discorda muitíssimo de seu artigo sobre a Ditabranda e, ainda chamo a atenção para mostrar que a violência não é só aquela que ceifa vidas. Ceifar a liberdade é violência sem paralelo. Muita gente prefere perder a vida à liberdade. Muitos dos que aqui criticam as ditaduras não percebem quão facistas(castristas se preferirem os direitistas) são ao não tolerar a divergência.
Celena  Lima , São Paulo-SP - Empresária
Enviado em 17/3/2009 às 11:53:48
Sr. Bucci. É inacreditável que o sr. resuma tudo em direita X esquerda. Como se muitos estivessem dfendendo a esquerad em detrimento da direita. Eu mesma não voto no Lula, mas também tenho nojo do fascismo que se esconde por trás desse jornal defendido pelo Sr., e de toda a cúpula direitista do país. Sei que você ão é ingenuo ao ponto decfaezr tantas afirmações que soam como tal. Portanto, só me resta acreditar que está servindo à algum interesse. Apesar de saber se colocar muito bem em meios ás palavras. Passar bem.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 17/3/2009 às 11:12:18
As barbaridades que nos chegam nos abalam. A ditabranda abalou muita gente. Como bem disse Marcio B. Martins: "O problema, eu aponto, não está na sua opinião. Está no veículo defendido. A Folha de São Paulo tem deixado cair sua máscara diante de seus leitores e ex-leitores, todos perplexos." Eugenio Bucci, hoje, consegue associar a Folha a este enunciado: "O compromisso com a liberdade reside justamente aí, na capacidade de reconhecer as diferenças e de vê-las como expressões igualmente dignas. No mesmo plano. A solução não passa por exigir que concordem conosco: a solução passa por ver na discordância respeitosa um ambiente propício à criatividade e às soluções que são maiores do que a formulação fechada de cada uma das partes."? Quanto à dicotomia esquerda X direita: o problema não é a direita não poder se manifestar, mas ela ter, praticamente, o monopólio da mídia, e praticamente vedar a manifestação da esquerda.
Henrique Goulart , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 17/3/2009 às 11:09:26
Parabéns pelo artigo, muito bem desenvolvido e ponderado. É triste mesmo hoje observar esta polarização que cria grupos dogmáticos, uma espécie de Fla X Flu ideológico, onde sempre se está com a razão e qualquer crítica ou argumento contrário é desqualificado acusando o outro lado de fazer complô ou de estar envolvido em jogos de interesses sujos. Dificilmente há espaço para uma discussão racional e civilizada, e quem tenta fazê-lo, assim como você o fez, acaba entrando na linha de fogo e é às vezes apedrejado pelos dois lados da história. A Internet acabou criando "gangues ideológicas virtuais" de militantes que usam a violência da palavra pra tentar impor pontos de vista que não aceitam o diálogo, são unilaterais por natureza. Perdem todos pelo desperdício de um espaço que tem um potencial de gerar discussões democráticas e participativas. Essa dicotomia "direita" x "esquerda", além de muitas vezes ser obsoleta e simplificar grosseiramente a realidade, se tornou um motivo pra se partir pra agressão sem motivo algum, de forma bem parecida com o que ocorre com brigas de torcidas organizadas. É lamentável. Parabéns por encarar racional e serenamente este tema mesmo sendo atacado por fazê-lo.
Marcio B. Martins , jaraguá do Sul-SC - redator
Enviado em 17/3/2009 às 11:00:42
Digo que o senho deve ter em conta que estamos em meio a uma avalanche de revolta contra a tentativa espúria, feita à luz do dia, da Editora Abril, Folha e Rede Globo em defender o indefensável, em tentar desqualificar todo mundo que se opõe a esse banqueiro. O Sr. teve o azar de defender a Folha em meio à revolta que ela já enfrenta por outros motivos
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 17/3/2009 às 10:59:51
Tirado do saite de Luiz Carlos Azenha, do dia 25/02/09: "Os ataques do terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta. Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca houve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social-realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. [...] Um país, enfim, de onde a subversão -que se alimenta do ódio e cultiva a violência - está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete os sentimentos deste. Essa mesma imprensa que os remanescentes do terror querem golpear." (Editorial: Banditismo - publicado em 22 de setembro de 1971; Octavio Frias de Oliveira)." Há incopatibilidade entre esse texto e este excerto do texto de Eugenio Bucci: "O que posso discutir é o conteúdo jornalístico da Folha dos anos 1970 para cá. Nesse ponto, não pode haver dúvidas: a Folha se firmou como um veículo de ponta das lutas democráticas no Brasil, dando voz a setores que não tinham entrada nos meios de comunicação conservadores. Não aceito a caracterização de que a Folha, em suas páginas, tenha sido uma base de sustentação do regime dos torturadores."
marcio b. martins , Jaraguá do SUl-SC - redator
Enviado em 17/3/2009 às 10:51:07
Prezado sr. Eugênio, não o conheço pessoalmente e li poucas coisas suas, mas pela qualificação que tenho lido a seu respeito por parte de seus colegas de trabalho, tenho-o como um grande profissional, uma referência do jornalismo. Sim, sr. Bucci, os tempos são outros. O problema, eu aponto, não está na sua opinião. Está no veículo defendido. A Folha de São Paulo tem deixado cair sua máscara diante de seus leitores e ex-leitores, todos perplexos. Quando um jornal se alia ao contorcionismo criado pelo Gilmar Mendes para salvar Daniel Dantas, ele consegue criar inimigos. Quando um jornal não faz nenhuma pergunta embaraçosa ao governador do estado que deveria cobrar, fica claro que esse jornal tem um lado. Dai, ele publica "Ditabranda", dai fica muito claro que ele está de um lado e uma parcela dos leitores está do outro lado. Sr. Bucci, o sr. conhece a Marquesa de Merteuil, aquela personagem do livro "As relações Perigosas", que investida de um comportamento irrepreensível provocou todas as maldades que quis por puro prazer. Ao final, ela não morre, pega uma varíola que lhe cega de um olho. "A doença virou-lhe do avesso.Pode-se dizer que a alma está no rosto", diz alguém sobre a Marquesa. Para mim, o Otávio Frias Filho a cada dia se mostra a Marquesa de Merteuil da imprensa brasileira. Faz o mal enquanto achamos que seu comportamento é irrepreensível.
kelly cristina  aquino , belo horizonte -MG - estudante de jornalismo
Enviado em 17/3/2009 às 10:47:36
Bucci olha o lado bom. Pense que além ter servido como lição, estes contrapontos todos, fizeram com que você cresça mais ainda profissionalmente, não tem jeito de agradar a todos, erros devem ser corrigidos com humildade e cabeça erguida. Felicidades.
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