ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 531 - 9/2/2010
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LEITURAS DE VEJA
Os ricos também sofrem

Por Luiz Antonio Magalhães em 31/3/2009

Uma das características marcantes da atual fase da revista Veja – e que a diferencia de um veículo noticioso – é a editorialização das reportagens. É bem verdade que em maior ou menor grau, os jornalões brasileiros também trazem em suas matérias um bocado de opinião travestida de informação, mas nenhum vai tão longe quanto Veja. No limite, é até complicado para os leitores comuns perceberem o que é fato e o que é contrabando ideológico no semanário da Abril, o mais vendido do país.

Um ótimo exemplo deste tipo de "confusão" está na reportagem de capa da edição corrente da revista (nº 2106, de 1/4/2009). Com o chamativo título "A queda da casa de luxo", a prisão da empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, foi tema da "Carta ao Leitor", que na prática é o editorial da publicação, e de uma longa reportagem assinada por Laura Diniz, Bel Moherdaui e Sandra Brasil.

No espaço editorial, com o título "A lei vale para todos", Veja defende que a empresária "não pode ser demonizada como o símbolo da desigualdade e da injustiça social no país". Defende também que "é preciso desestimular as tentativas de enxergar na punição da dona da Daslu uma condenação também a todos aqueles que, apenas por desfrutar uma boa situação material, parecem aos olhos do populismo rasteiro cidadãos privilegiados e inimputáveis."

Ostentação e futilidade

Até aqui, nenhum problema, a "Carta ao Leitor" é um canal de comunicação entre a direção da revista e o seu público. E a direção de Veja tem todo o direito pensar dessa forma e escrever o que quiser. Além da preocupação com a "caça aos ricos", a publicação se mostra mais uma vez na vanguarda do liberalismo: "Deve-se refrear também o impulso de ver no comércio de artigos caros e requintados apenas mais uma demonstração viciosa das classes abastadas. As pessoas que fabricam e vendem essas mercadorias, desde que respeitem as leis, são cidadãos tão úteis à comunidade quanto quaisquer outros", deixa claro o editorialista de Veja.

Tudo bem de novo, não há mal algum em explicar ao leitorado que o comércio de alto luxo é tão útil ao país como o de alimentos, eletrodomésticos ou automóveis. O problema, no entanto, está na reportagem, onde o leitor de Veja espera ou deveria esperar um relato detalhado dos fatos que marcaram a semana.

O lide da matéria realmente revela os principais eventos relacionados à prisão da dona da Daslu, mais eis que no segundo parágrafo começa o contrabando ideológico: "Assim como ser pobre não é qualidade, ser rico não é um crime, ao contrário do que esperneiam os demagogos de credo esquerdista. A riqueza, no mundo capitalista moderno, é fruto de trabalho, ousadia e criatividade – e, como tal, produz emprego, consumo e outras oportunidades de negócios num ciclo virtuoso", diz a "reportagem".

Se parasse por aí, poderia ser apenas um pequeno lembrete, redundante com o editorial, é bem verdade. Mas a coisa vai mais longe, muito longe: "A Daslu parecia concentrar todos esses atributos [trabalho, ousadia e criatividade], por mais que seus detratores a apontassem como um ícone da ostentação e da futilidade – que, aliás, estão entre os direitos garantidos a qualquer cidadão numa democracia".

Realmente, é bom saber que ostentação e futilidade são direitos garantidos a todos os brasileiros pela nossa Carta Magna. Poderiam também ser melhor distribuídos, a exemplo da renda, que infelizmente acaba vedando o acesso dos compatriotas a esses bens tão básicos para qualquer existência...

"A dor da gente"

O que vem depois desta vigorosa defesa do liberalismo econômico volta a ser uma reportagem, embora com fatos escolhidos e dispostos de maneira a emocionar o leitor com a fragilidade da saúde da empresária, que desde 2006 luta contra um câncer. Nada contra o relato, faz parte da história e traz uma dimensão mais pessoal do drama de Eliana Tranchesi. Não é pouca coisa lutar contra uma doença grave e ao mesmo tempo se defender em um processo judicial com o valor de causa tão exorbitante quanto o que a empresária enfrenta, de cerca de R$ 600 milhões.

Humano, demasiadamente humano, porém, é o trecho em que as repórteres explicam como foi o dia da dona da Daslu atrás das grades:

"Eliana dormiu sozinha numa cela de 9 metros quadrados, onde às 21h30 de quinta-feira foi instalado um colchão especial recomendado pelo médico. Também recebeu frutas, livros, lençóis e toalhas. Na sexta-feira, almoçou a comida da prisão (arroz, feijão e frango). Na mesma entrevista, ela manifestou seu `inconformismo pela injustiça que estou vivendo e pela desproporção da pena´. `Tenho a sensação de que o tempo parou enquanto a vida corre lá fora´, comparou. E anunciou seu primeiro projeto em liberdade: `A evangelização em favelas onde o tráfico é intenso´."

Pode ser tudo verdade – provavelmente os fatos são esses mesmos –, mas o que se percebe na construção da reportagem é um encadeamento para comover o público e convencer os desavisados que a lutadora e sensível empresária foi parar no Carandiru por uma dessas maldades que acomete juízes despreparados. O crime de sonegação fiscal cometido por Eliana e seus sócios é do tipo que não provoca muita indignação, até porque a parte lesada, em última análise do governo brasileiro, não encontra grandes defensores por aí. Assim, ao terminar a reportagem de Veja, o leitor fica com a impressão de que uma barbaridade foi cometida contra a empresária e também contra o "direito de empreender".

Tudo somado, a mensagem final da matéria é rigorosamente a mesma da "Carta ao Leitor": "Sim, os ricos também sofrem (e isto não é nada bom para o Brasil)". No mais, a única coisa que ninguém vai achar nas páginas de Veja em matérias sobre a Daslu é uma explicação, breve que fosse, sobre o que seria possível ao governo fazer com o valor sonegado pela boutique – quantas moradias, cestas básicas, ligações de água e esgoto ou qualquer outra medida comparativa. Claro, o dinheiro extra que foi para o caixa da empresa deve ter garantido o emprego de alguns, mas em detrimento da carência de muitos. Já dizia Chico Buarque em uma antiga canção: "A dor da gente não sai no jornal". Na Veja então, nem pensar...

Comentários (37)
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Andrea  Celerindo Gama , Sao Paulo-SP - pedagoga
Enviado em 26/4/2009 às 13:19:27
A unica coisa que posso fazer apos ler sua critica em relacao a reportagem da veja e concordar plenamente com tudo, reforcando o ultimo paragafo. E digo mais... agora so falta chamar os politicos de coitadinhos... eles so roubaram 1 milhao... poderiam roubar 10 milhoes...rs....
Givaldo Santos , São paulo-SP - Professor
Enviado em 7/4/2009 às 00:29:05
Max, dizer que a Veja tem coisas interessantes e elencar Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo...Tudo bem que gosto não se descute, mas ao espinafrar o PT no final de sua fala, vc deixa claro seu posicionamento ideológico anti-pt, fazendo-nos compreender o motivo de tamanha admiração por Veja e pelos pseudos-jornalistas em questão. Se bem que para uma pessoa que compra notícia em promoção e faz questão de realçar que pagou R$9,90 pelo Estadão e pela Veja juntos e acha que fez um grande negócio, não poderíamos esperar muita coisa mesmo. Se há no mundo mercadores de notícias(Diogo´s e Reinaldo´s), é pq há desinformados que as compram. A propósito, excelente a análise feita pelo Luiz Antonio Magalhães, bem como a maioria dos comentários aqui postados.
Geraldo Magela Pereira Freitas , Belo Horizonte-MG - servidor publico
Enviado em 6/4/2009 às 23:57:22
Considerando que a revista Veja tem uma linha tendenciosa, não respeita o leitor e pra mim seus autores e donos agem de má fé. Pago meus impostos em dia e posso falar que o sonegador deve ser punido sim. Sem mais conversa. Veja para mim é o lixo.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 4/4/2009 às 20:36:49
"Assim como ser pobre não é qualidade, ser rico não é um crime, ao contrário do que esperneiam os demagogos de credo esquerdista". Realmente na atual democracia brasileira identificamos um conflito entre o "jus espoliandis" do andar de cima, presente na nossa história desde a época da exploração do pau brasil e o "jus esperneandis" do andar de baixo, desde a época da redemocratização... Por mais que os advogados caríssimos utilizem os seus amplos espaços na nossa mídia supostamente isenta, democrática e plural para nos fazer crer que todos somos iguais perante a lei, o cidadão comum desconfia desse discurso empolado e tem a consciência clara de que uns são mais iguais do que outros...Segundo o poeta e escritor carioca Francisco Simões "o crime nem é, às vezes, roubar, mas sim não roubar o suficiente para provar que é inocente" ou, em outras palavras, "quem pode, pode, quem não pode se sacode ,..". Portanto, o poeta está com a razão. Não se trata de uma questão ideológica, como nos quer fazer acreditar a revista. Aos caríssimos advogados que conhecem o caminho das pedras da impunidade não interessa absolutamente a ideologia dos seus clientes mas sim a sua capacidade de pagamento que está lastreada, logicamente, no "quantum" roubado...
Gerson  Chagas , Mogi das Cruzes-SP - Professor
Enviado em 4/4/2009 às 19:42:56
Mais um emblemático exemplo do quanto tal veículo "de comunicação" (sic) contribui para a efetiva formação cidadã do país, ou seja, absolutamente nada. Fosse eu um peixe, imediatamente iria mobilizar toda a espécie e as congêneres, com vistas a proibir que nossos cadáveres fossem envoltos em suas nauseantes e ridículas páginas.
Carlos Martins , Rio de Janeiro-RJ - Economista
Enviado em 4/4/2009 às 16:19:33
Pequeno reparo: a "antiga canção", Notícia de Jornal, é de Luís Reis e Haroldo Barbosa. Chico Buarque a regravou em 1975, mas não é seu autor.
Gabriela Pereira , cosmópolis-SP - estudante de engenharia
Enviado em 4/4/2009 às 00:03:42
Eu fiquei impressionada com o tanto de gente que ficou com dó da Eliana... A mídia conseguiu o que queria, e mais uma vez os papéis se invertem e a ré vira vitima... Haja paciência viu!
Marcelo A. Villlela Jardim , Belo Horizonte-MG - Advogado
Enviado em 3/4/2009 às 13:44:03
A Revista Veja é um veículo completamente desmoralizado depois das duas sapecadas que o Lula deu nela e nos ditos "formadores de opinião", apesar da campanha asquerosa que a "grande imprensa" fez e faz para derrubá-lo. Eles não perdoam o governo que ele vem fazendo, nem a sua popularidade recorde, nem o fato do presidente dos EUA chamá-lo de "o cara" e de "político mais popular do mundo" (tadinho de FHC). Daí esse ódio hidrofóbico, baboso. A Revista Veja só é apreciada em ambientes como os da zona sul das capitais brasileiras, a Daslu, a Avenida Paulista, e por celebridades [ ] como Ana Maria Braga, Hebe Camargo, Daniela Mercury... Daí as colunas de cassandras como Mainardi e Azevedo, excelsos representantes da imprensa marrom do País. Há anos que eu não a leio, pois quando estou disposto a ler as babaquices que eles veiculam, eu acesso, gratuitamente, os sítios do PSDB e do DEM na internet. A Revista Veja e seus articulistas fedem. Simples assim.
Darlan Feitosa , Açailândia-MA - Administrador
Enviado em 3/4/2009 às 10:58:36
Muito bem colocado Daniel, a Veja passa aos seus assinantes uma imagem de defensora da classe média, quando na verdade defende mesmo é quem tem "bala na agulha". Os leitores tornam-se massa de manobra para influenciar outros "intelectuais". É aquela velha história: "Usar o que ta na moda", e a moda é culpar o atual governo, mesmo ignorando os fatos. Seguem a lógica: "Não podemos criticar a prisão de sonegadores, isso é coisa de demagogo de credo de esquerda". Essa mesma prática, muitos propagam de forma espontanea, através de preconceitos quanto a origem de nosso presidente e sua forma de se comunicar.
Paulo Devaniée de Freitas Devaniée , Paulo Afonso -BA - aposentado
Enviado em 3/4/2009 às 10:43:51
" Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem". Trazendo para a nossa realidade este dialogo do médico e sua mulher na obra, Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago, penso que, estamos cegos, sim, cegos de discernimentos; de senso crítico. É repugnante ter de engolir calado algumas matérias publicadas por Veja.
Daniel Fitusie , Rio de Janeiro-RJ - Engº Civil
Enviado em 3/4/2009 às 10:17:35
O problema não é o posicionamento parcial da revista Veja, criando argumentos para que seus leitores culpem o atual governo por uma suposta perseguição ao empresariado. Mas sim, a idéia preconceituosa que tenta passar, ao taxar de "Demagogo de credo esquerdista" quem defende a punição de ricos, Não sou de esquerda e defendo a punição de "espertalhões" como o apresentado nesse caso.
Henning Duarte Saraiva , Natal-RN - Universitário
Enviado em 3/4/2009 às 08:33:38
Causar comoção no seu rebanho de liberais reacionários sobre a dor de uma "grande empreendedora"... essa é muito boa! O repertório da Veja causa"inVeja"...
Roberto Ladeira , Rio de Janeiro-RJ - Func, Público
Enviado em 3/4/2009 às 07:31:16
Fico impressionado como o jornalismo encontra matéria, que se tornam "reportagens" imensas, para defender uma tese. Veja poderia fazer até uma edição extra só com o caso Daslú, enfatizando a dona como vítima. Sinceramente já não sei o que é "Jornalismo". Imaginem vocês se a revista em questão resolvesse de uma hora para outra defender os sem terras ou as ações sociais tipo bolsa família do atual governo? Ela poderia fazer várias edições especiais... ou seja, nós leitores somos refens das opiniões ideólgicas de quem faz a imprensa.
Eduardo George de Oliveira Oliveira , São Paulo-SP - Motorista
Enviado em 3/4/2009 às 02:26:32
Os ricos também sofrem sim, porém! Se curam em Paris ou New york.
Nilson Moura Messias , Natal-RN - Eletricitário
Enviado em 2/4/2009 às 23:52:59
Pô, meu irmão, esta revistinha "tá" de brincadeira. Agora, imaginem os leitores dessa revistinha. Apesar de enviaem edições, onde, os destinatarios não são assinantes. Como diria Gerson canhota " é brincadeira"
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de sistemas
Enviado em 2/4/2009 às 14:16:45
Se você rouba 100 reais. Voce tem uma pena de 1 ano. Se voce rouba 200 reais. Voce tem um apena de 1,5 anos. Se voce rouba 1000 reais. Voce tem uma pena de 2 anos. Se voce rouba 10 vezes, 100 reais. Sua pena deve ser equivalente a um roubo de 1000 reais ou dez de 100? Quem comete um assassinato pode pegar 20 anos. Um crime uma pena. Quem comete 200 assaltos, comete 200 crimes. 200 penas pequenas que podem resultar em mais de 20 anos. E, só para constar, não há efetivamente pena superior a 30 anos no Brasil. Porque a imprensa não explica isto?
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 2/4/2009 às 13:25:24
Excelente colocação, sr. Alexandre Aguiar.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 2/4/2009 às 12:27:11
Ao contrário de muitos dos comentaristas deste espaço, eu comprei a VEJA e li a matéria em questão. (só para informar: compro a VEJA na Banca aos domingos, numa promoção com o ESTADÃO: os dois por R$ 9,90). Eu discordo da análise parcial do autor Luiz Magalhães: fica claro na reportagem os Crimes de que a Sra. Tranchesi é acusada, sua participação nestes, e uma condenação explícita a esta forma de ação. Fica claro na matéria a condenação às práticas efetuadas pela direção da Daslu e à atuação dos envolvidos. O que ficou faltando analisar é a pena ABSURDA (94 anos) a que foi condenada em 1ª instãncia (pena que será reformada em instâncias superiores , com certeza). Um assassino que mata mais vítimas não "pega" nem 1/3 desta pena, o que mostra o seu absurdo. Esta condenação a 94 anos de reclusão é demagógica e não se sustenta. Aos comentaristas deste espaço recomendo: leiam a VEJA; lá tem o Millor, tem o Diogo Mainardi, de vez em quando tem o Reinaldo Azevedo, tem ótimas resenhas de livros, ótimas críticas de cinema, tem entrevistas ótimas nas páginas amarelas, em suma, tem muita coisa boa (que os jornalistas do OI curtem muito). Vocês comentaristas deste espaço ficariam mais informados, mais espertos e menos bitolados se fizessem isto. É melhor do que ficar dando dinheiro (dízimo) para o PT. (Max, só aqui no OI, e leitor de VEJA)
Renata Mendes , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 2/4/2009 às 11:34:03
É Luciano... vc está certinho e o governo erradinho em querer cobrar importos iguais para todo mundo... Afinal: não faz sentido a Daslu pagar imostos poxa!! O trabalhador pobre que pague por ela... Ah, realmente não fazem isso com assassinos.... fazem pior!!!! Mas isso, é claro, se foram pobres.. assassinos ricos nunca são descobertos... Sugiro que você visite uma cadeia... e se informe um pouco mais sobre como tratam presos comuns e pobres. Desde a prisão, até o julgamento, e o esquecimento... a diferença é que estes não têm exposição na mídia, pois não são ninguém... Com certeza essa visita fará muito bem à sua "visão crítica". PS: Isso não é um insulto, é um convite ao seu acordar.... agradeça.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 2/4/2009 às 09:21:34
Parabéns aos comentaristas de todas as posições que atestaram e asseguraram a pluralidade de um debate interessante e somente possível aquí no OI. Gostaria apenas de colocar uma perguntinha: Alguém acredita que se o Madoff tivesse praticado seus crimes no Brasil ele estaria preso?
João Humberto  Venturini , Piracicaba-SP - professor de biologia
Enviado em 2/4/2009 às 02:56:21
É incrível q qdo atinge milionários contrabandistas a mídia sai em defesa destes. Eliana é isso: ma contrabandista. Oras, a mídia vive fazendo propaganda contra produtos vendidos ilegalmente q são contrabandeados e agora tem dózinho dela. Nunca vi reportagem fazendo uma varredura nos camelos q são presos se eles têm doença grave ou não. O chinês Law foi preso por contrabando e todos aplaudiram, mas qdo é a Daslu todos se solidarizam. No mundo dos ricos sonegar é normal e sabem q podem contar com a impunidade, mas qualquer outro q sonegue e q não pertença a mesma classe é exemplarmente punido. Cadeia já para Tranchesi e sua gangue.
roberto carlos , curitiba-PR - cantor
Enviado em 1/4/2009 às 19:39:21
vamos lá, cambada de vermelhos, isto é pura inveja. Vão lá na China ou Cuba para ver como a vida é. Aqui temos liberdade, democracia, voto, tudo de bom. Vejam como Veja prestou um serviço ao mostrar como é bom nosso sistema carcerario tratando tão bem os bandidos, mesmo sendo "inimigos do rei". Vamos lá, parem com tanta inveja....
Luciano  Medina Martins , Porto Alegre-RS - jornalista
Enviado em 1/4/2009 às 16:51:19
"Joga Pedra na Geni" - Filtros ideológicos a parte o que acontece no caso Daslu é total truculência de um governo que quer cobrar impostos antes mesmo de encerrados os fatos que geram estes impostos, esquecendo que os contribuintes tem direitos, e que estes direitos fazem parte dos direitos humanos. Nem no tempo do colonialismo Português se cobrava impostos sobre a expectativa de extração do ouro, e sim sobre o ouro já extraído. No caso específico da empresa Daslu a receita quer incriminar a empresa por operações feitas legalmente fora do Brasil. Para sorte dos comerciantes estrangeiros as absurdas leis fiscais do Brasil não valem lá, onde eles não são execrados em praça pública por dívidas com o fisco. Nem com assassinos se faz isso. O PS2 da Sony é luxo? Não sei. Sei que ele desapareceu das prateleiras dos shoppings brasileiros. Por que? Simples, é muito caro pagar antecipadamente a impostos para ter um PS2 na vitrine esperando um comprador. Quem ganha? Os comerciantes da 25 de Março em São Paulo e da Feira do Paraguai em Brasília. O que a lei brasileira faz é jogar na ilegalidade a todo um setor do comércio ao abusivamente querer cobrar impostos altíssimos antes mesmo de feita a venda do produto. Protecionismo alfandegário? Não, mera truculência e abuso ao contribuinte mesmo. Tudo bem, afinal quem precisa de computador e estas outras bobagens supérfluas do capitalismo?
Tiel  Lieder , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 1/4/2009 às 15:31:21
Já dizia Tom Zé, lá pelos idos de 67, em sua música Profissão Ladrão: "Sei que quem rouba um é moleque/ Aos dez é promovido a ladrão/ Se rouba cem já passou de doutor/ E dez mil é figura nacional/ E se rouba oitenta milhões.../ É a diplomacia internacional, a boa vizinhança e outras tranças." E assim caminha a desumanidade...
Julia Seichas , iperó-SP - estudante
Enviado em 1/4/2009 às 14:04:23
Eu não ia nem comentar pq eu me estresso com essa situação... Mas Como seria bom se a Veja fizesse o mesmo tipo de defesa àqueles pobres que estão presos injustamente... àquele pai de família que perdeu o emprego e não pode mais sustentar os 5 filhos que teve com sua mulher, por não ter a noção e a visão necessária de evitar esses filhos... O que acontce é uma hipocrisia enorme por párte de muitas pessoa,s que ao invez de defender o seu povo, o seu país, preferem defender a política. o dinheiro, e dizer que "essas questões são coisas da esquerda que grita". Bem, talvez a esquerda tenha jmesmo um caráter mais sociológico, mesmo com todos os erros cometidos, la olha mais para as classes desfavorecidas. E isso por acaso vai tirar o pão de algum mauricinho, no seu café da manhã? É impressinante, mas começo a achar que os valors se perderam... de vez. Não sei mais se o ser humano consegue voltar a ser justo e ter discernimento. Meus pesames à população, que perde tanto, sofre, e está morrendo, com a ajuda da revista Veja.
Zé Raupp , Desterro-SC - Pedreiro
Enviado em 1/4/2009 às 13:24:54
Essa revista não há quem veja, muito menos leia...
Jean Tempest , Saalvador-BA - Jornalista
Enviado em 1/4/2009 às 12:55:57
O que se deduz da Materia da Veja, é o seguinte: Quem rouba 10 reais é ladrão. Quem lesa o erário em 1 bilhão é empreendedor! Já esta na hora do Observatorio dar mais atenção para uma das maiores operações de defesa da bandidagem de colarinho branco, incluindodo o executivo, o legislativo, o judiciário e a imprensa, que já vi.
Alexandre Carlos Aguiar , Flroianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 1/4/2009 às 08:07:47
Thomaz, jornalista, aquilo que meus amigos dizem eu já sei. Então tenho que ler meus inimigos (sim, sou inimigo da Veja e de seus assemelhados, por que?) para saber como combatê-los ou criticá-los. Alguma dúvida?
Roberto Takata , sao paulo-SP - estudante
Enviado em 1/4/2009 às 02:44:23
"O crime de sonegação fiscal cometido por Eliana e seus sócios é do tipo que não provoca muita indignação, até porque a parte lesada, em última análise do governo brasileiro, não encontra grandes defensores por aí. " - a sonegação fiscal não lesa o governo, lesa o erário, em última análise, lesa a população. []s, Roberto Takata
Cristian Korny , São José dos Campos-SP - Músico
Enviado em 31/3/2009 às 21:30:52
legal, mesma técnica de sempre, desfocar a questão, pode passar desapercebido, mas é um ato que se repete, como se a causa em questão não fosse de cunho judicial, mas de cunho mercadológico, ainda bem que estou vendo esse mundo mercadológico ruir junto com a crise, e talvez possamos discutir melhor economia e administração, sem ufanismos ou modismos corporativos.
Thomaz Magalhães , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 31/3/2009 às 18:33:38
Que pena que a Veja não é de esquerda, não? Uma revista tão lida, a mais comprada...
Ligia  Oliveira , Campinas-SP - Jornalista
Enviado em 31/3/2009 às 14:15:05
Nossa, a Veja tem um desespero tão grande de defender esse negócio de riqueza, parece que tem sempre alguém à espreita para roubar a caixinha de ouro deles. Ridículo. Coisa besta.
Raphael Carvalho , Recife-PE - Petroleiro
Enviado em 31/3/2009 às 13:39:47
Dormiu sozinha numa cela de 9 m², recebeu colchão especial e frutas... Se todos os presos recebessem um tratamento desse nível ou superior, não haveria mais rebeliões. Veja não serve nem pra cobrir o chão quando a gente pinta a parede.
Ariel Silva , Belo Horizonte-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 31/3/2009 às 13:06:48
A Revista Veja deveria mudar seu nome para VITRINE. Vitrine da loja de horrores sustentados pelo dinheiro daqueles que querem empreender sonegando impostos às custas do povo que sofre. A questão não é ser demagogo de credo esquerdista, a questão é exercitar o lado sadio do senso comum.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 31/3/2009 às 12:42:49
Pago imposto de renda, meu salário sofre taxação de INSS e outras mais, pago IPTU, IPVA, os impostos pelos bens que consumo, água, telefone, luz, supermercado e quantos impostos envolvidos há de existir. Por que, para sobreviver, tenho que me submeter às tributações legais e essa gente, para empreender, não? Pois é, eu sou um demagogo de credo esquerdista. A Veja, evidentemente, prefere que estes "empresários" sobrevivam muitos anos, mesmo sonegando impostos. Claro, óbvio, poderão ser patrocinadores de algumas de suas páginas.
Jose  Ximenes , Brasilia-DF - Advogado
Enviado em 31/3/2009 às 12:17:00
Para a veja, Eliana Tranchesi é um "daniel dantas" de saia. Mais uma vitima do "estado policial". A cobertura do caso do banqueiro se repete: transforma-se o acusado em vitima. Vamos aguardar, pois talvez apareça mais um grampo sem audio que justifique a anulaçao do processo que condenou a empresaria. Praticar atividade empresarial mediante transgressao à legislaçao tributaria nao pode ser alvo de contestaçao das autoridades. Esse "demagogos de credo esquerdista" sao um bando de desocupados que ameaçam o empreendedorismo e a geraçao de emprego e renda. Tragico.
Viviane  Gonçalves , Salvador-BA - Secretária Executiva
Enviado em 31/3/2009 às 11:43:36
Partindo da Veja, nada mais surpreende.
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