ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 533 - 14/4/2009
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COBERTURA DO PODER
Pobres deles, tão perseguidos

Por Eugênio Bucci em 14/4/2009

Primeiro ato

Quando o escândalo no Senado ainda não era tão escandaloso assim, quando tudo não passava de discussões em torno de uma residência suntuosa à beira do lago, ou seja, uma autêntica mansão, cujo proprietário, então diretor-geral do mesmo Senado, julgara por bem não declará-la como sua à Receita Federal; quando ainda não se sabia nem a metade do que hoje se sabe, o presidente da casa, senador José Sarney, reclamou da imprensa.

"Nós estamos sendo o que popularmente se chama de boi de piranha. Enquanto tudo passa, nós ficamos aqui na frente. E os grandes problemas não estão surgindo. Está se discutindo pequenas coisas" [ver no Globo Online (12/3/2009) ou na Folha de S.Paulo (13/3/2009), na matéria "Sarney usa polícia do Senado para vigiar casa"].

Ah, sim, havia também, naqueles dias, um questionamento sobre o uso de agentes da segurança do Senado para vigiar a casa de Sarney em São Luís (MA), mas isso não vem ao caso. Logo entrariam em pauta as horas extras, as quase duzentas diretorias e, mais recentemente, as contas de celulares, os jatinhos fretados e, finalmente, a idéia – lançada pelo senador Cristovam Buarque – de se submeter a plebiscito a manutenção ou a extinção do Parlamento. Está tudo aí, nas páginas dos jornais – páginas que, na opinião de alguns, como se sabe, são a fonte de todos os problemas. Esses jornais não têm coração. Fizeram do pobre Senado "o que popularmente se chama de boi de piranha".

Segundo ato

Estado de S.Paulo de quinta-feira (9/4), página A8: "Câmara culpa mídia por imagem negativa". Lá vamos nós outra vez com a mesma ladainha. O discurso, na véspera, foi do presidente da Câmara, Michel Temer, em plenário. Eis o que ele disse:

"Menos as notícias, talvez mais as manchetes e as fotos visam colocar a Câmara dos Deputados em confronto com a opinião pública. Veja que a cultura política vai sendo construída de uma maneira que, se nós não repudiarmos um pouco, não tivermos uma ação muito concreta em relação a isso, não estaremos fazendo um benefício à democracia."

Outros deputados o secundaram, à esquerda e à direita. "Os editores estabelecem um tema e os jornalistas são obrigados a enquadrar a realidade naquele tema", diagnosticou o líder do PT, Cândido Vaccarezza. "Não importa o que o deputado fale. Isso pega a todos. Não contribui para a democracia." Na seqüência, falou também Ronaldo Caiado, do DEM: "É inaceitável. Não é possível essa campanha difamatória que aumenta a cada dia".

E isso por quê? Simplesmente porque fora noticiado, naqueles dias, que a Câmara destinaria 80 milhões de reais para reformar apartamentos funcionais dos parlamentares. Os representantes do povo, do PT ao DEM, passando pelo PMDB, discordam entre si sobre as mais diversas matérias, mas, nisso, estão de acordo: a culpada é a imprensa.

Terceiro ato

Quanto mais eu ouço autoridades reclamando de jornalistas, mais tenho vontade de ler jornais. Algo estão querendo esconder de mim. Ainda bem que existe a imprensa. Ainda bem que essas autoridades estão incomodadas. A existência de órgãos noticiosos que pelo menos procuram ser independentes é uma garantia muito maior do que a gente normalmente imagina.

Dia desses, eu conversava com um amigo meu que mora numa cidade do interior. Ele estava encafifado com um e-mail que recebera, dando conta de uma falcatrua envolvendo familiares de gente que despacha no Palácio do Planalto. Nada de muito excepcional: todos os dias circulam mensagens caluniosas na internet – e algumas até parecem verdadeiras. Às vezes, confundem as pessoas. E ele estava confuso. Foi então que, falando sozinho, enquanto eu apenas escutava, meu amigo foi chegando por sua conta a uma conclusão sensata. Ele, que não morre de amores pela revista Veja, disse, um tanto aliviado: "Ah, pensa bem: você acha que se isso fosse verdade a Veja ia deixar barato?"

Trocando em miúdos: o meu interlocutor, embora seja ácido em relação ao comportamento habitual dos meios de comunicação, sente segurança de viver num país em que a imprensa pode fiscalizar o poder, pode denunciar o que quer que seja. Mais ainda: ele sente que os jornalistas estão vigilantes, mesmo que de vez em quando passem das medidas. Ele confia que, se alguma prática ilícita estiver em curso, os repórteres, mais cedo ou mais tarde, vão descobrir e vão publicar. Essa possibilidade não resolve tudo, mas pelo menos o tranqüiliza. Melhor assim.

Quarto ato

A opinião pública está perplexa. Além da Câmara e do Senado, há histórias mal contadas também na Assembléia Legislativa do estado de São Paulo. Reportagens de Silvia Amorim no Estadão (6 e 7/4) revelaram centenas de contratações sem concurso e privilégios injustificados de ex-integrantes das mesas diretoras, que conservam gabinetes especiais e outras regalias.

Alguém minimamente ajuizado acha mesmo que tudo não passa de uma campanha difamatória? Alguém acha que não existem caixas pretas? Alguém não gostaria de saber para onde vai o dinheiro do contribuinte? Por acaso alguém acha que não é nosso direito conhecer em detalhes todas essas contas? Será que alguém acha que abrir os números do Senado, da Câmara e das Assembléias não seria um benefício para a democracia?

Sexta-feira da Paixão, meio-dia, mais ou menos. Eu caminho bestamente sob o sol pelas alamedas da cidade universitária, onde sou professor nos dias úteis. Não ando só. A meu lado, uma advogada vai conversando comigo, enquanto percorremos um itinerário incerto entre os prédios vazios, nas cercanias da Politécnica da USP.

"A imprensa é a melhor forma que nós temos de controle social", ela argumenta. Eu concordo. A expressão "controle social", nesse caso, é mais que adequada. Imagino um conselho de representantes sindicais e representantes "da sociedade civil" encarregado de exercer "controle social" em instituições públicas. Seus integrantes ganhariam diárias, além de passagens e hospedagem em Brasília. Nada contra os conselhos, por favor, mas vale perguntar: será que fariam um controle mais eficiente do que esse que é exercido por uma imprensa livre? Modestamente, penso que não.

A imprensa é sensível para as necessidades do público, é especialmente sensível para as carências e aspirações da sociedade. Ela vive disso. Exatamente por isso, ecoa de modo relativamente eficaz os reclamos dos cidadãos.

Ainda bem que existe imprensa. Ainda bem que existe opinião pública. Ainda bem que ela está perplexa. Seguimos o passeio e mudamos de assunto. Aquele monumento de colunas em granito tem cara de fascista. O prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo precisa de uma restauração. Que filme a gente podia ver hoje à tarde?

Quinto ato

Falei aqui da revista Veja e vou falar de novo. Na edição corrente (nº 2108, de 15/4/2009), ela deu capa para a reforma do Enem, que será o novo critério de seleção para centenas de universidades brasileiras, públicas e privadas. Reproduzo, a seguir, o primeiro parágrafo da reportagem, assinada por Camila Pereira, Monica Weinberg e Renata Betti:

"Mais de 5 milhões de jovens se preparam neste ano para o vestibular, etapa crucial na vida de um estudante brasileiro. Em 2010, cerca de 1,5 milhão conseguirão ingressar numa universidade – mais gente do que nunca. A novidade é que parte desse grupo não fará o tradicional vestibular, mas será avaliada por meio de outro sistema, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada. Trata-se da maior mudança já feita no concurso desde 1911, quando ele surgiu no Brasil. Uma verdadeira revolução. Diga-se desde logo: se as intenções forem cumpridas, o novo sistema não prejudicará o mérito. Os melhores alunos continuarão a ser os escolhidos."

Parece um discurso panfletário contra o governo Lula? Nem de longe. Aliás, se essas mesmas palavras tivessem sido pronunciadas pelo presidente da República, alguém logo veria nelas uma reedição do "nunca antes na História deste país". E, no entanto, trata-se de uma reportagem da Veja. Uma reportagem baseada em fatos e em planos bem delineados. Uma reportagem que recolhe depoimentos de gente do ramo, com autoridade na área. Uma reportagem que transmite ao leitor uma visão positiva da reforma pretendida pelo MEC.

Penso comigo: como é que os adeptos das teorias conspiratórias da mídia explicariam essa capa? Qual a intenção oculta que veriam por trás? Qual a armação? Será mais uma jogada maquiavélica para beneficiar a candidatura de José Serra?

Sexto ato

Aqui estou eu, cara a cara com a tela do meu computador. Sei que, outra vez, os leitores deste Observatório irão se insurgir contra mim. Alguns talvez queiram me injuriar outra vez. Dirão que defendo a "mídia dos patrões". Afirmarão que sou sustentado por organizações da direita. Olho para a tela, acendo um cigarro e prossigo. Quase sorrio. Passa pela minha lembrança uma canção de João Bosco e Aldir Blanc: "Eu estou de bem comigo, e isso é difícil".

Algo de estrutural está mudando no Brasil, e os fanáticos das teorias conspiratórias não perceberam. Antes, até alguns anos após o fim da ditadura militar, o poder político e o poder da mídia se entrelaçavam perigosamente, em promiscuidade – com exceções conhecidas. À medida que a democracia ganhou vigor, complexidade e ritmo, esses campos se distanciaram um pouco. A imprensa – ainda bem, outra vez – revela as contradições sociais. Dá voz a elas, ainda que de forma desequilibrada. A mídia – não gosto dessa palavra como sinônimo de imprensa, mas ela me escapou –, senhoras e senhores, a mídia é contraditória. Espelha conflitos. A imprensa não pode ser compreendida pelo prisma dos ordenamentos partidários. Muitas vezes, infelizmente, ela se deixa tragar por esse tipo de alinhamento, mas, na sua essência, ela segue outra lógica – e cresce à medida que sabe ser fiel a essa outra lógica.

É por isso que tenho insistido: a imprensa não fez do Senado "a bola da vez" ou "um boi de piranha". Ela não está em campanha para desmoralizar a Câmara dos Deputados. Ela comete erros, muitos e graves, mas, na sua essência, ela se afirma quando fiscaliza o poder em favor da cidadania. E, em linhas gerais, é isso o que explica o intenso noticiário sobre a administração do Poder Legislativo. É isso também que explica a pauta sobre a reforma do vestibular por iniciativa do MEC, que vem despertando comentários favoráveis em tantos veículos diferentes. É controle social, como alguém me disse, de modo ponderado e perspicaz.

Tenho, no currículo, um amontoado de escritos críticos contra as principais empresas de – vá lá – mídia deste país. Contra quase todas. Não retiro nada do que escrevi. Não retiro uma vírgula. Com a mesma tranqüilidade, escrevo agora que, hoje, no Brasil, o nosso maior problema não é a imprensa – embora esta ainda tenha muitos problemas a resolver. O nosso maior problema está no poder público. Mesmo as transformações regulatórias que a mídia requer dependem, hoje, mais do poder público do que da própria mídia. A democracia precisa de benefícios, como gostam de dizer os deputados. Mas esses benefícios precisam vir da transparência que eles mesmos forem capazes de adotar para as suas próprias prestações de contas. Precisam vir da racionalidade do nosso sistema de ensino. Ainda bem, digo de novo, ainda bem que não dependem do julgamento que as autoridades têm feito dos nossos jornalistas.

A imprensa que precisamos ter é uma imprensa independente e plural, que não aceite ser controlada por governos, por anunciantes, por autoridades e pelos loquazes pregadores da conspiração permanente. O primeiro passo para quem quer melhorá-la é reconhecer e fortalecer sua independência. O resto vai se ajeitando no caminho.

Comentários (41)
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Marnei Fernando , Anapolis-GO - Desenhista
Enviado em 20/4/2009 às 21:08:06
Ave Bucci... tá bombando aqui no OI seu post einh... caramba... 40 comentários numa semana? valeu cada tragada no seu cigarro.
Luiz Antonio de Morais , Piracicaba-SP - Policial Civil
Enviado em 20/4/2009 às 16:21:54
Mas é dificil reconhecer que a grande imprensa seja independente e plural, desatrelada de governos e principalmente dos anunciantes, sem esquecer que uma bela fatia do faturamento vem dos cofres públicos. É fato que a imprensa em São Paulo promove uma blindagem em torno do atua governo. Um exemplo disso: quando da prisão da dona da Daslu, ninguém da imprensa lembrou que a filha do ex-governador Alckimim e mais uma parente trabalhavam na empresa. Se fossem filhas de um político da oposição teriam o mesmo silêncio?
mano  nuno , belém-PA - fpúblico
Enviado em 20/4/2009 às 10:16:47
...há uma estreita relação entre o poder público e a imprensa de forma elíptica, hora mais quente depois esfria, é um casamento indissolúvel. Mas, realmente necessária, tudo depende dos componentes dessa ligação.
João Motta , Florianópolis-SC - dentista
Enviado em 19/4/2009 às 17:39:34
O problema é que nem toda imprensa é independente e plural, nem toda imprensa necessariamente contribui com a democracia. O artigo do Eugênio dá uma generalizada que não condiz com a realidade. As mazelas que o Brasil sofre nas diferentes áreas também existem no âmbito das empresas de comunicação. A Veja até faz uma matéria decente de vez em quando mas ao mesmo tempo o grupo Abril atua em lobbies e licitações em que o interesse público vai para o espaço.
Francisco Souza , Giânia-GO - Funcionário Público
Enviado em 18/4/2009 às 17:07:57
eu particularmente tenho orgulho da imprensa do meu país, com exceção de alguns jornais , rádios e emissoras de tv que servem como instrumentos de domínio politico intelectual das massas, como na maioria das cidades do interior e algumas capitais principalmente do nordeste, acho que a grande imprensa do país presta um bom trabalho à população. Sobre a proposta de acabar com o senado, sou totalmente a favor e acho que deveria ser feito um plebiscito pro povo decidir, só a câmara já dá muitas despesas pro país. Tem também o judiciário, que é um problema gravíssimo, inclusive me pergunto o porque desses ministros da justiça, desembargadores, dos trubunais de contas etc. são indicados por governadores, presidentes e até assembléias, quando os mesmos serão julgados por esses indicados, será que as decisões terão insenções?outro dia mesmo vi nos jornais que o ex-presidente Sarney teria cobrado ao ex-ministro do STJ, o Rezex através de uma carta se não me engano, ele teria cobrado fidelidade porque o teria indicado ministro da justiça quando ele(Sarney) foi presidente, o9 que eu particularmente acho imoral e antiético, o que nos deixa a todos preocupados com que mais há nos bastidores, só uma imprensa livre prá descobrir essas verdades.
Angelo Frizzo , Bento Gonçalves-RS - desempregado
Enviado em 18/4/2009 às 11:17:01
Quer dizer que a imprensa (primeiro poder real), não sabia, antes, que rolam "grandes" mordomias no Congresso? O Collor de Mello (vejam só) já denunciou, naquela época, que haviam mais de 35 mil funcionários no congresso. Se todos fossem lá, seriam necessários mais dez (?)prédios . Qual o orçamento do congresso deste ano? dez, quinze bilhões? Só pelo valor, a imprensa realmente séria, teria motivos, HÁ MAIS DE VINTE ANOS, para fazer denuncias desinteressadas e imparciais. Não sou defensor de politicos, mas está na hora de parar de achar que todo mundo é idiota e não sabe matemática. Ficar acusando os politicos como UNICOS CORRUPTOS OU LADRÕES no Brasil é demais. Temos pouco mais de dez mil politicos ELEITOS, ENTRE PREFEITODS, DEP.ESTADUAIS, FEDERAIS, SENADORES, GOVERNADORES E PRESIDENTE DA REP., NÃO É? Vereadores não dá p/considerar neste caso. A arrecadação de impostos total é de 1,05 trilhões(2008), não é? Pois bem...Se conseguissem roubar UM POR CENTO do dinheiro público, ficariam ricos em UM ANO, ou dois. OS POLITICOS NÃO ESTÃO NEM ENTRE OS DEZ MAIS LADRÕES DO DINHEIRO PÚBICO. Por isso, acho que os jornalistas que cobrem a politica, a economia, e, a sociedade em geral, deveriam ser mais informados e independentes. Quando a GI (cinco familias e uma igreja)vão colocar no ar (hor.nobre)debates entre esq.e dir. ou situação e oposição? Ai será democracia.....
Bruno  Marchetto , São José do Rio Preto-SP - Analista de Relações Internacionais
Enviado em 18/4/2009 às 10:27:33
Vejo como positivo o artigo de Bucci. O autor aborda a imprensa por uma perspectiva mais geral, apresentando seus aspectos positivos, sem se esquecer, contudo, de mencionar que existem, sim, graves problemas a serem combatidos para que possamos desfrutar de um maior pluralismo, responsabilidade e ética do jornalismo brasileiro. Pude notar em alguns comentários sobre o artigo, uma certa confusão com o conceito de "crítica", que não significa apresentar somente os fatores negativos daquilo que se analisa senão também os positivos. Está claro - concordo - que Bucci se dedica mais ao lado positivo da imprensa da forma que a mesma se caracteriza atualmente. Entretanto - acredito - devemos ter uma visão mais relativista e lembrarmos que este artigo se insere em uma revista digital, no todo, dedicada a analisar e criticar imprensa, devendo, portanto, contar com articulistas com opiniões diferentes e dedicados a abordar os diferentes aspectos do objeto a ser criticado. Caso contrário, teríamos um instrumento de crítica incorrendo nos mesmos erros apresentados pelo objeto da crítica.
Bruno Ribeiro , Jundáí-SP - engenheiro mecanico
Enviado em 17/4/2009 às 23:41:31
Eugenio, por favor, só me responda uma coisa: o q faz vc nesse observatório, se a crítica já não lhe desperta mais o interesse? Talvez nosso cologa aí de baixo esteja certo, pois talvez, esteja na hora vc montar seu blog e procurar tua turma.. que aliás... esta aí ó, descrita no seu prórpio texto. Boa sorte, vc sérá bem recebido, pode ter certeza.
Welington Silva , Salvador-BA - Professor
Enviado em 17/4/2009 às 16:22:37
Não vejo problema nenhum na sua análise sobre a imprensa brasileira. Seria um completo pessimista crítico se não considerasse o ponto positivo da imprensa e só me baseasse em teorias conspiratórias. Mas, a boa dialética, coloca a contradição no centro e, como isso, o pólo negativo. Ambos lutam cotidianamente para prevalecer a lógica que ao fim e ao cabo é dada pelo sistema mais geral em que vivemos. Até que me provem o contrário, esse sistema tem nome e sobrenome: capitalismo financeiro. No interior do projeto histórico capitalista a lógica é submeter tudo e todos a mecanismo que promova a sua reprodução. Portanto a imprensa e a mídia em geral estão a serviço dessa reprodução, embora ela nem sempre tenha sucesso devido aos condicionantes complexos e contraditórios da dinâmica social, das organizações da sociedade civil, entre outras instituições. Percebo este movimento como uma expressão também da própria crise que vive os jornais, a maior exigência dos leitores etc. Mas o conjunto da obra (a totalidade do fenômeno) não me deixa pensar de forma ingenua. É só olhar para a dificuldade na realização da conferência de comunicação, das concessões das rádios comunitárias, entre outros para percebermos que nas lutas de classes hoje existente, que tem levado a melhor é o sistema metabólico do capital. Por enquanto.
Adriana  Araújo Alves , Brasília-DF - estudante de jornalismo
Enviado em 17/4/2009 às 13:09:28
A imprensa tem a função fiscalizar o estado e mediar a relação entre governantes e governados. Para isso, é necessário transparência do poder público principalmente com os gatos. Além disso, o jornalista tem que ser ético, trabalhar para a sociedade e não para o interesse dos donos dos meios de comunicação, de grupos políticos ou econômicos.
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 17/4/2009 às 11:52:10
A análise do articulista está correta. Só acho que como tudo, na imprensa também existem os éticos e os sem ética. O fato da VEJA fazer uma matéria positiva sobre o MEC não elimina o jornalismo rasteiro e desonesto que anda praticando em relação ao caso Daniel Dantas, por exemplo. Minha impressão é que os jornalistas têm uma resistência absurda a criticas. Claro que a imprensa é saudável para democracia...mas nem sempre. Não sejamos ingênuos, empresas de comunicação também defendem interesses.
Rosalvo de Oliveira Junior , Brasília-DF - Engenheiro Agrônomo
Enviado em 17/4/2009 às 10:35:54
O principal e central da atuação do Congresso Nacional e de seus senadores e deputados (licenciados ou não para exercerem cargo de ministros de estado) não é a questão da utilização indevida, ilegal e imoral da cota de passagens dos parlamentares, mas sim a produção e a produtividade dos trabalhos legislativos atribuídos ao Poder Legislativo numa democracia representativa. Pois recuso-me a discutir e comentar que eles possam usar indiscriminadamente dinheiro público para viagens de parentes, mulheres, namoradas e filhos; claro que não podem e devem devolver TODO o dinheiro gasto (mais juros e correção monetária correspondente) com esta safadeza de viagens de turismo (Ministério Público, TCU, Polícia Federal e demais órgãos da justiça que os façam devolver TODO o dinheiro utilizado e roubado do povo). O país deveria estar discutindo sobre as funções, produtividade, produção e contribuição do Senado e da Camara dos Deputados para o desenvolvimento sustentável do Brasil. E apontando indicadores institucionais e metas para serem cumpridas anualmente pelo Poder Legislativo. Outro ponto importante sobre a atuação do Poder Legislativo, e que passa despercebido, é a atualizadíssima limitação da democracia representativa no século XXI para atender as necessidades do processo civilizatório atual.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 17/4/2009 às 07:48:26
Parabéns a: Nilton Franzoi, Maurício Caleiro, Zeno Otto, Ricardo Buono e Celena Araújo. Comentários impecáveis!!! A Impren$a foi (há muito) usurpada pela impren$a, que alguns ainda insistem em defender...
nilton franzoi , joinville-SC - metalurgico
Enviado em 17/4/2009 às 01:44:16
bucci meu caro,o observatorio nao é instrumento seu,ele é publico e de muito respeito,usar para falar as meias verdade ao favor de sua propria imagem para fingir-se preocupado com a falta de verdade q um dia a propria "VEJA"se deliciava e hoje colhe os frutos,nao é diplomatico. Aconselho q fassa um blog seu e abandone o Observatorio da imprensa,seria nobre de sua parte,pois respeito muito ,nao só o site como o programa de tv,e nao te vejo caracterizado com este nobre veiculo informativo.
Mauricio Caleiro , Sao Paulo-SP - Jornalista e Cineasta
Enviado em 17/4/2009 às 01:02:39
Curiosa argumentação a do articulista: o fato de existir, na Veja, um (1) texto em que o primeiro (1o.) parágrafo não é "um discurso panfletário contra o governo Lula" é suficiente para isentar a revista de qualquer acusação e para acusar de "fanáticos por teorias conspiratórias" os que ousaram identificar, ao longo de meses, um padrão sistemático de distorção e manipulação da notícia, inclusive apontando em nome de quais interesses? Se Bucci voltasse ao vigor analítico de outrora e apresentasse argumentos consistentes e análises engenhosas (ao invés de invocar Aldir Blanc para um constrangedor e desnecessário exercício de autoindulgência) talvez me conquistasse como leitor. Com essa pobremente embasada e suspeita defesa da mal chamada "grande imprensa" me deixa é perplexo e decepcionado.
Zeno José Otto Otto , Curitiba-PR - Publicitário
Enviado em 16/4/2009 às 20:56:18
Mas que a grande imprensa está do lado do Daniel Dantas, está! Algo há! E esse algo está cheirando muito mal. Por que não fazem matérias imparciais falando tudo, com provas e não com palpites, opiniões ou calúnias? O Brasil está querendo a verdade. Ou começar um processo de canonização do Daniel Dantas, de uma vez!
Ricardo Buono , São Paulo-SP - assessor de imprensa
Enviado em 16/4/2009 às 16:28:40
Caro Bucci A liberdade de imprensa não é apenas importante, ela é fundamental. Mas acreditar na liberdade dos jornalistas nos grandes veículos é ingenuidade, e não te vejo uma pessoa ingênua. Talvez você tenha de passar esta imagem positiva aos teus alunos de jornalismo, para eles acreditarem na possibilidade de realizar bons trabalhos jornalísticos, onde impere a verdade. Pergunte, por exemplo, ao Azenha ou ao Rodrigo Vianna como é a liberdade de imprensa dentro da Globo de Ali Kamel. E mais, partir de uma reportagem positiva da Veja em relação ao governo federal para justificar seu ponto-de-vista não me parece uma ideia feliz. Vou te fazer um desafio, encontre três reportagens positivas em relação ao Governo Federal nas últimas 54 edições da revista Veja. Afinal, para um governo com mais de 60% de aprovação, esta não deveria ser uma tarefa difícil. Te adianto que você não vai encontrar. O que você vai encontrar lá são articulistas que, declaradamente, querem derrubar o governo Lula, como o presunçoso Diogo Mainardi, aliás muito bem retratado pelo Luiz Antônio Magalhães, aqui mesmo no OI, no artigo Cimento, Cocaína e um Colunista Ensandecido. Não me restam muito toques, então vou tentar ser sucinto. Hoje há um pouco mais de liberdade para os jornalistas graças à internet. Só pra terminar, reveja Cidadão Kane, é sempre bom.
Rogério Carneiro , Sao Jose-SP - Micro-empresário
Enviado em 16/4/2009 às 16:09:56
É por essas e outras que esse observatório da imprensa já deixou de ser, há tempo, um observatório da imprensa...
Celena Araújo , Rio de Janeiro-RJ - Psicóloga
Enviado em 16/4/2009 às 15:20:49
É uma pna que parte (grande) da imprensa não esteja muito afim mesmo de pegar peixe grande... uma pena mesmo. E se esse peixe for do PSDB paulista então... esquece! Não vão pegar mesmo.
Mayara Lopes - , Caçapava-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 16/4/2009 às 08:55:59
"O primeiro passo para quem quer melhorá-la [A Imprensa] é reconhecer e fortalecer sua independência." Concordo com o texto do professor Bucci, mas sinto que a imprensa vem recebendo nos últimos dias um duro golpe desse sistema que denuncia. O STF ao colocar em pauta a obrigatoriedade do diploma em jornalismo, no primeiro dia deste mês de abril, questiona os últimos anos de avanço na liberdade de expressão e profissionalização da nossa imprensa, querendo submeter a sociedade a um retorno a era Chateaubriand, onde os interesses pessoais e políticos sobressaiam a vigilância necessária para o "controle social". Temos que impedir esse duro golpe a imprensa livre, e apoiar a formação de profissionais capacitados a exercer ofício tão nobre e crucial para uma sociedade justa. Jornalismo é sacerdócio, como diz o mestre Ricardo Kotscho, e para tal, é necessária a formação básica do aspirante a jornalista, com doação total a profissão, que deve nortear sua carreira em benefício a população.
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 15/4/2009 às 15:53:18
Parabéns, professor! Da minha parte, não há qualquer insurgência. É sempre muito bom ler suas idéias e ponderações. É o que há de melhor neste OI atualmente.
Luís Rogério Gomes Zanuto , Caraguatatuba-SP - Turismólogo
Enviado em 15/4/2009 às 14:43:40
Em primeiro lugar aviso que não abro mão, como cidadão, do direito de livre expressão. Não abro mão de uma imprensa livre, como não abro mão de uma saúde pública. Agora, não abrir mão de saúde pública não quer dizer que concordo com a que me é oferecida hoje pelos governos, nas suas 3 esferas. O mesmo ocorre com a imprensa livre, não abro mão, mas não concordo que ela use a liberdade de forma moral, ética, imparcial, e aqui não falo dos editorias, mas das reportagens e da escolha das reportagens. Não acredito que é a relevância quem domina as pautas dos grandes meios de comunicação no Brasil atual. Longe disso, e o que é pior, quando o assunto é relevante, a falta de realidade factual que seja ligado à reportagem inexiste na maioria das vezes. Dizer que alguns meios não "puxam" sardinha pro Serra é não querer ver a realidade, essa sim fartamente recheada de fatos. Um deles foi escrever que o desconto do IPI poderia não ser suficiente para reduzir o desemprego na indústria automobilística é um fato relevante, mas um meio de comunicação de massa, com um mínimo de bom senso, ética, deveria lembrar que o imposto federal foi descontado, que a maior parte da produção automobilística fica no estado de São Paulo e que o governo estadual não reduziu nada dos 25% de ICMS que cobra da venda de automóveis, ou seja, as ações federais podem ser insuficientes e as estaduais que não ocorr
Lenin Araujo , Guaraci-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 15/4/2009 às 12:24:41
Concordo com o Professor Eugenio Bucci.
Gilberto Ferraz , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 15/4/2009 às 12:13:33
NÃO ENTENDI O QUE O BUCCI quer dizer sobre o parágrafo abaixo, onde conclui que esse textículo "Parece um discurso panfletário contra o governo Lula?" "Mais de 5 milhões de jovens se preparam neste ano para o vestibular, etapa crucial na vida de um estudante brasileiro. Em 2010, cerca de 1,5 milhão conseguirão ingressar numa universidade – mais gente do que nunca. A novidade é que parte desse grupo não fará o tradicional vestibular, mas será avaliada por meio de outro sistema, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada. Trata-se da maior mudança já feita no concurso desde 1911, quando ele surgiu no Brasil. Uma verdadeira revolução. Diga-se desde logo: se as intenções forem cumpridas, o novo sistema não prejudicará o mérito. Os melhores alunos continuarão a ser os escolhidos." --- Aqui você errou na mão: o texto que vc reproduz e eu também não tem nada, nadinha, que possa ser visto como um ataque ao governo Lula ou estarei louco? Cada palavra louva a iniciativa, fala bem, não desanca governo algum! Vc está sempre querendo ser simpático em defesa de Veja hein Eugenio Bucci? Estará buscando um emprego lá? Logo você que foi chefe da Radiobrás sob a égide de Nosso Oráculo de Garanhuns? Vai pra Veja não Bucci que essa revista costuma destruir reputações. Isto é, aquelas em que ainda restam algo a ser destruído.
Julio Cesar Montenegro , Fortaleza-CE - aposentado
Enviado em 15/4/2009 às 11:48:58
Como sempre lúcido e elegante o professor Bucci. Só pra não esquecer: temos uma preponderante mídia de classe. Pra não entrar em muitos detalhes, basta observar como são apresentados os suspeitos da classe dominante e achincalhados os "pés de chinelo". Isso é um padrão "midiático" geral. Da Veja guardo a lembrança de um ódio implacável e perseverante ao MST e de um horror provinciano ao Brasil do colunista fixo Diogo Mainardi. Da Globo não esqueço o debate editado pró Collor. Mas o que esperar duma elite colonizada que só tem elogios prum primeiro mundo de fantasia e apenas queixas dum "ignorante povo brasileiro"? As coisas só mudarão quando os que trabalham servindo à Casa Grande perderem os condiconamentos herdados das senzalas ou aldeamentos onde eram controlados, catequizados e... confinados.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 15/4/2009 às 11:45:54
"A imprensa que precisamos ter é uma imprensa independente e plural, que não aceite ser controlada por governos, por anunciantes, por autoridades...". Concordo totalmente e parabenizo o articulista pela inclusão da palavrinha mágica "anunciantes" que os seus coleguinhas costumam esconder quando tratam do assunto... Entretanto gostaria de mencionar um artigo publicado aquí mesmo no OI pelo jornalista Luiz Weis em 12/2/2007 chamado "Quem paga o flautista dá o tom", que provocou uma interessante discussão entre os comentaristas sobre a relação entre o poder econômico e a mídia. Um comentarista bem humorado colocou uma indagação sobre quem estaria pagando o flautista do OI... É possível uma imprensa independente dos anunciantes (sejam eles governo ou iniciativa privada)? No Brasil durante a década de setenta tivemos algumas experiências com a chamada "imprensa do leitor", semanários que não publicavam anúncios. O modelo se revelou inviável. A propósito, o jornalista André Freire está publicando aquí no OI um artigo chamado "Na guerra do lucro, uma das vítimas é a imprensa", em que relata um episódio esclarecedor. O jornal Gazeta Mercantil contrariou uma grande empresa privada, desafinou e dançou, tendo sido substituído pelo jornal Valor Econômico, aparentemente mais afinado com a filosofia realista do Sr. Weis...
rafael palomino , araraquara-SP - professor
Enviado em 15/4/2009 às 10:59:28
Sr. Bucci, é preciso ponderação ao criticar a imprensa, mas também ao elogiá-la. Nossa imprensa vem, sim senhor, cumprindo papel vergonhoso em diversas questões, e não se trata de escorregões e erros isolados, mas de campanhas sistemáticas. Dizer isso não é ser contra a liberdade de imprensa, mas assumir um fato. Um dos maiores defensores da imprensa, Alexis de Tocqueville, dizia que amava a liberdade da imprensa não pelos bens que ela traz, mas pelos males que ela evita. Imprensa livre também traz alguns dissabores.
Guilherme Ibraim de Oliveira , Contagem-MG - Jornalista
Enviado em 15/4/2009 às 10:16:07
Concordo com o professor Eugênio Bucci no que tange ao papel da mídia e a necessidade de que ela realize um "controle social" por meio de suas páginas. No entanto, fico pensativo se a população quer mesmo que a imprensa faça isso. Meu questionamento se baseia nas crescentes tiragens dos jornais populares que não trazem uma página sequer de cobertura política. Baseiam-se na tríade: futebol, mulher pelada e crimes. Que uma parte da população - leia-se classe média - tem interesse nas questões de interesse público eu concordo, não consigo visualizar esse mesmo interesse por parte da maioria da população. Diante disso me parece que a empresa jornalística sente-se compelida a eliminar o incômodo, ou seja, as editorias de política, economia, literatura, cultura em prol de outras menos, digamos, sem viés democrático. A constatação acerca da necessidade de uma imprensa forte é muito correta, mas será que a população está mesmo preocupada com isso? O estímulo aos novos universitários que poderão surgir, como citado na matéria da "Veja", pode fazer com que as coisas mudem. Pelo menos é a minha esperança.
Raphael Bezerra , Rio Branco-AC - Estudante
Enviado em 15/4/2009 às 10:13:15
Primeiro Ato: Você escreveu que ainda bem que existe a imprensa. Vou corrigir sua frase: Ainda bem que existe PARTE da imprensa. Porque uma outra parte poderia muito bem parar de escrever agora que não faria falta nenhuma, e disso eu tenho certeza. Outra coisa, é claro que os politicos vão dizer que é culpa da midia, porque eles são tão [ ] quanto essa parte da midia que poderia parar de escrever agora.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 14/4/2009 às 22:39:56
Fico feliz por verificar que você e a imprensa em geral estão preocupadas não só com os desmandos do governo federal. Vejo que vocês estão muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito empenhados em verificar as mazelas e desmandos dos governos estaduais também. Isso me reconforta. Vou dormir mais trnaqüilo (com trema, mesmo)
Nídia Martins , Taubaté-SP - jornalista
Enviado em 14/4/2009 às 20:17:39
Nossa, Sr. António José; não diria melhor que V.Sª. Suas considerações, pautadas pelo respeito, também me representam. Parabéns a Eugênio Bucci pela coragem de expressar-se livremente neste país onde as represálias aos que clamam pelos interesses do Brasil. As pedras são pesadas. Assassinatos próximos ao poder, sem solução, imagine o resto... Decisões que soltam presos capturados com risco de vida de servidores leais e que agem corretamente. Já não se entende que papel essa Constituição de 88 representa na defesa dos interesses do Brasil já que todas essas decisões foram legais, apesar de contrárias ao interesse do povo brasileiro. Se o ministros estão certos ao interpretar a Constituição, então esta CF/88 está errada. Ter uma CF que interfere em tudo e não regulamenta nada equivale ao regime de exceção, onde rasga-se a Carta. Quando nem a CF representa mais os valores do povo, resta contar com a imprensa livre, que a nada se curva.
Antonio José Gussão , João Pessoa-PB - aposentado
Enviado em 14/4/2009 às 18:19:00
Sr.Eugênio Bucci, parabens por este seu artigo. Concordo plenamente com o pensamento de V.Sª. O que de melhor existe na Democracia é poder expressar opiniões, quer venham do público ou da Imprensa. Um país só é democrático se a Imprensa for livre. E a Imprensa só é livre se trabalha em função do Social, isto é, se fiscaliza o Poder Público e o critique sempre que necessário para que cumpra o seu dever precípuo, o de governar bem, já que todo erário sai do Povo e deve voltar para o Povo, distribuindo com justiça a riqueza (sentido ecônomico da palavra). E finalizando, para quem viveu em alguma época tempos de chumbo sabe o valor da Democracia, ainda que nosso Congresso precise muito de correções éticas devemos como Povo fazermos tudo para melhorá-lo com melhores escolhas de nossos parlamentares para que possamos colher a cada dia melhores frutos dentro do nosso Sistema Democrático. Parabens tambem à Imprensa pelo trabalho de divulgação que vem fazendo de todas as irregularilades que vem ocorrendo no Congresso para que o Povo delas tome conhecimento e tenha conhecimento de seus autores, parlamentares indígnos de serem parlamentares, indígnos de representarem o Povo Brasileiro.
calypso escobar velloso , rio de janeiro-RJ - comentarista
Enviado em 14/4/2009 às 17:40:09
bom,bonito,afásico até onde a imprensa é para o povo fóra dos distúrbios que "chefões" políticos ou os pagantes,que tratam suas galinhas no poleiro e gastam com milhos; hospedar o que deve ou não ser editado,danem-se!O povo espera o ataque animal p/pôr fim ao suplício;com diz o deus do Olimpo o país precisa ficar tinhoso,ele nem sabe o poder de Satanás,né?É certo que temos q/caminhar passo-a-passo,o q.queremos é a independência do verbo um conceito de cidadania cultural,expliquem isto ao desentendidos...grata calypso escobar velloso
Ivan Berger , Santos-SP - jornalista
Enviado em 14/4/2009 às 17:33:15
Reflexão e texto primorosos. Parabéns, professor.
Sandro Machado , Santo Ângelol-RS - advogado
Enviado em 14/4/2009 às 14:06:00
Gostaria que o sr. colocasse aí, a cobertura da mídia em relação ao verdadeiro Poder, a Operação Satiagraha. Essa mídia, que tu tanto defende, posa de defensora da ética e da moralidade, mas sempre de forma seletiva, que o diga este caso Daniel Dantas, que o alvo único da mídia são os que investigaram o banqueiro. Como pode uma pessoa que dizem ser de esquerda, ter o currículo que o Sr. tem, achar que esta mídia faz cobertura isenta, inclusive, pasmem, a revista veja. O caso Daniel Dantas, me mostrou uma imprensa que eu ingenuamente não sabia que existia com esta força, corrupta. É só ver as abordagens na grande imprensa de 08 de julho de 2008, data em que o banqueiro foi preso, até, hoje, quem se deu mal até agora, quem? Graças a mídia, principalmente a revista veja, e ao seu ídolo maior Gilmar Mendes, somente os que ousaram investigar este banqueiro amado pela mídia. Que decepção jornalista, eu lhe admirava, mas cada dia que passa, vejo que o senhor é igualzinho a esta grande imprensa, ou seja, um cínico.
Lausamar Humberto Alves , Frutal-MG - advogado e professor universitário
Enviado em 14/4/2009 às 14:04:27
Ótima análise, Eugênio. Este estado de vigilância da imprensa é que permite que o estado democrático se fortaleça. Há contradições, erros, conflitos? Certamente. Mas não há um orquestramento diabólico da grande mídia contra os interresses sociais. É isto que aqueles que se consideram os únicos representantes da mídia ética precisam entender. Parabéns pela correta abordagem.
Silvia Gusmão , São Paulo-SP - aposentada
Enviado em 14/4/2009 às 13:35:45
Concordo plenamente com a iprensa independente e plural, quem não concorda é a própria imprensa comprada e manipulada. Por que não assistimos a própria imprensa lutar para acabar de vez com a Lei de Imprensa, um absudo da época ditatorial? Aliás se fossemos uma dmocracia esta Lei nem existiria. Cadê os jornalistas que não brigam e não noticiam a que pé anda? O fato é que todos os políticos que reclamam desta imprensa ainda capenga que denuncia alguns casinhos, falam sempre que ela põe a democracia em risco. O que põe a democracia em risco é exatamente a falta da imprensa que mesmo capenga e comprada ainda denuncia. Mesmo que denuncie somente seus desafetos,mas denuncia. Mas, o mais engraçado é que toda a imprensa só denuncia as falcatruas do Poder Legislativo, por que será? Será que o Poder Executivo é santo? Nada de errado acontece neste Poder? Alguém da imprensa já investigou o caso do Lulinha? Não, é claro, o assunto morreu e morreu por que? Porque não há interesse da imprensa em mostrar toda a verdade, foi constrangida com certeza a se calar. E como esta imprensa quer mostrar serviço se não mostra à população o quanto Lula tranforma bandido em santo e denunciante em criminoso, ou ainda, cala a boca de todo mundo oferecendo cargos ou pagando advogados para defender aquele que sabe muito? Isto não é falado, nem escrito e pior é escondido.
Marnei Fernando , Anapolis-GO - Desenhista
Enviado em 14/4/2009 às 13:32:12
A opinião pública está perplexa, e irremediavelmente esperta com o PIG que você tão bem defende e representa Bucci... Tão esperta e achando ser tão fora de moda e nociva pra saúde quanto o cigarro que você tão sorridentemente traga.
Anderson Porto , Niterói-RJ - Analista de Sistemas
Enviado em 14/4/2009 às 12:29:13
O que aconteceu com a Tribuna da Imprensa Online? O site está fora do ar desde que publicou uma reportagem sobre Rede Globo... E quando é que o Observatório irá fazer uma análise sobre o papel da imprensa na época do filho bastardo de FHC com a repórter da TV Globo, Miriam Dutra?
Jorge Tarquini , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 14/4/2009 às 12:25:18
Eugênio, concordo totalmente quando diz que precisamos de uma imprensa independente e plural. E que o primeiro passo para melhorá-la é reconhecer e fortalecer sua independência. Só boto reparo no final do texto: "o resto vai se ajeitando no caminho". Tanto eu quanto você fomos "criados" dentro de redações onde havia com quem aprender, em quem se espelhar, em ambientes de trocas de idéias e aprendizado. Não acho que o resto vai se ajeitar quando redações se transformam em uma roda-viva de focas que ensinam focas que mandam em focas... A independência depende de sermos realmente plurais e, mais, merecedores dela – já que isso se conquista todos os dias. E, pena, temos visto tantas bobagens feitas em nome dessa independência... Não abriremos mão nunca dela, mas precisamos olhar para o nosso umbigo e arrumar nossas própria casa. Sem interferências externas, mas com firmeza interna. Um grande jornalismo não se faz cmo pequenos jornalistas.
henrique rodrigues , americana-SP - estudante
Enviado em 14/4/2009 às 11:54:56
não sei... esse papo que ruim com ele, pior sem ele é sempre ruim de engolir.
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