ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 536 - 5/5/2009
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CASO FOLHA-DILMA
A arrogância do silêncio diante da fraude

Por Sylvia Moretzsohn em 5/5/2009

Um dos casos mais graves da história recente do nosso jornalismo – ou, pelo menos, um dos casos mais graves tornados públicos – vai ficar por isso mesmo, se depender do próprio jornal.

Em sua coluna de domingo (3/5), o ombudsman da Folha de S.Paulo faz saber que, embora não tenha dado explicações convincentes sobre o episódio da ficha policial falsa utilizada em matéria sobre a militância política da ministra Dilma Rousseff nos tempos da ditadura, a Redação considera o caso encerrado.

Na nota, Carlos Eduardo Lins da Silva informa que, já no dia 5 de abril, quando saiu a reportagem, um leitor enviara carta alertando que circulava na internet uma ficha falsa com aquelas características.

Só agora, quase um mês depois, ficamos sabendo disso. Só agora, porque a carta nunca foi publicada.

Como se sabe, a Folha deu a entender que só se mexeu para pesquisar a origem da ficha – o que seria um pressuposto para a publicação da matéria – depois que a ministra declarou a uma rádio, no dia 17 de abril, que o documento era "uma montagem recente".

Em carta enviada ao ombusdman, dia 21, Dilma afirma que manteve contato com o diretor da sucursal de Brasília, Melchíades Filho, que lhe teria assegurado, a partir de informação da repórter responsável pela matéria, que a ficha era do Dops. Não era verdade, como se pode concluir do dissimulado pedido de desculpas que o jornal publicou numa página interna da edição de 25 de abril, no qual afirma que a autenticidade do documento "não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada". Não era verdade, mas o jornal não faz qualquer referência a esse trecho da carta da ministra.

A origem suspeita

Também no dia 25, o jornalista Antonio Roberto Espinosa, ex-líder da organização guerrilheira da qual Dilma participava e principal fonte da matéria, divulga longa carta aberta ao ombudsman, em que afirma:

"A ficha citada, na verdade, foi produzida recentemente por quadros que, na época da ditadura, eram subalternos, faziam o trabalho sujo dos porões. Hoje já estão aposentados, mas se sentem como os heróis do regime de terror e preparam armadilhas com o objetivo de desestabilizar uma virtual candidatura presidencial da atual ministra Dilma. Eu e alguns amigos fizemos uma pesquisa amadora na Internet e descobrimos que o primeiro a divulgar a ficha falsa, e seu provável autor, é o hoje coronel reformado (na época major) Lício Augusto Ribeiro Maciel, o Dr. Asdrúbal, torturador e assassino de dezenas de pessoas em Xambioá. A seguir foi reproduzida por dois dos mais conhecidos blogs da direita mais reacionária, também alimentado por quadros subalternos do regime militar, o `Ternuma´, do notório coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o `A verdade sufocada – As histórias que a esquerda não quer contar´, também mantido por sargentos e oficiais de baixo escalão dos porões".

"Caso encerrado"

No artigo de domingo (3), o ombudsman anota que o pedido de desculpas da Folha não teve referência de capa, como seria adequado, e que o jornal não observou seu próprio Manual de Redação, que prevê a identificação da fonte responsável por uma informação errada.

Ao buscar esclarecimentos, ouviu da Redação que "nenhum jornalista envolvido na produção e edição da reportagem original sabia da ficha falsa na internet". Santa ingenuidade – ou, menos ironicamente, "incrível desinformação de jornalistas especializados".

Finalmente, o ombudsman insiste na constituição de uma comissão interna para a apuração rigorosa do episódio, nos moldes do que ocorreu com a CBS, que divulgou uma denúncia falsa contra George W. Bush, na reta final da campanha presidencial de 2004.

Insiste em vão, pois ele mesmo informa que o jornal considera o caso encerrado.

Caso encerrado: afinal, foram apenas 55 leitores que se manifestaram sobre esse episódio na semana passada, todos criticando a Folha. Como um comerciante de secos e molhados, o jornal deve calcular: o que são 55 leitores, num universo de milhares? Uma insignificância. Daí essa atitude acintosa, esse arrogante desprezo pelo público. Porque é o público em geral que o jornal atinge, embora a gravidade da ofensa só seja percebida por essa pequena parcela que tem plena consciência dos compromissos éticos que todo jornal precisa assumir.

Ao público, as conclusões

No entanto, se a Folha não acha necessário esclarecer o público, o público pode tirar as conclusões que quiser desse episódio. Por exemplo:

1. A carta do leitor que alertou para o documento falso que circulava pela internet não poderia mesmo ter sido publicada, porque levantaria de saída uma suspeita que desmontaria a matéria e evidenciaria a fraude. Logo, ao censurar – repito, porque é importante repetir, nesses tempos de tamanhos louvores à liberdade de imprensa: ao censurar a manifestação do leitor, a Folha sonegou uma informação crucial para todo o seu público;

2. O Manual não foi aplicado porque não era mesmo o caso: a fonte que enviou por e-mail a ficha falsa não passou informação errada à repórter, não induziu o jornal a erro – quem trabalhava naquela "reportagem" sabia desde sempre a origem do material. Não houve erro, mas cumplicidade para a perpetração de uma fraude;

3. Se, como diz Espinosa em sua carta aberta, a fonte original é um notório torturador, podemos concluir, não sem algum espanto, a qualidade das relações que a Folha estabelece com esse tipo de fonte, por mais distantes que estejam os tempos em que a casa cedia suas camionetes de entrega para o serviço da Oban.

Para "cair a ficha"

O mais curioso é que, coincidentemente, a Folha acaba de divulgar suas diretrizes para uma "mudança editorial" (ver "Folha comunica novas diretrizes à Redação"). Não há qualquer novidade no documento, que apenas reitera o óbvio em relação ao trabalho jornalístico – ou melhor, à declaração de princípios do que deva ser o trabalho jornalístico. Que, é claro, se choca flagrantemente com o episódio da ficha falsa.

Como foi confrontada com o escândalo, não explicou nada e mesmo assim resolveu dar o caso por encerrado, a Folha enreda-se numa armadilha ao expor suas novas-velhas orientações editoriais: se ela mesma não se obriga a apurar a verdade sobre seus próprios atos, como cobrar a verdade de suas fontes? Como – só para dar um exemplo – encarar autoridades que dizem nunca saber de nada, se a Folha também não sabe e acha isso muito natural? Como, em síntese, exercer o jornalismo?

Justiça seja feita, porém: ainda assim a Folha nos presta dois grandes serviços. Porque tem um ombudsman, obriga-se a um mínimo de publicidade de seus atos. E, por explicitar tamanha arrogância, desmonta a tese sempre tão cara à polidez e ponderação de certos articulistas, que defendem a autorregulação da mídia.

Uma curiosidade final é o título que o ombudsman deu à sua coluna: "Até ver se a ficha cai". Por maior que seja a perseverança nessa tarefa inglória de cobrar esclarecimentos, ele dificilmente se refere ao próprio jornal. Pode se referir ao leitor – àquele leitor com quem a Folha costuma dizer que tem o "rabo preso" – que ainda não se deu conta do que está em jogo. Pode se referir a todos nós, que algum dia ainda haveremos de entender que não bastam artigos indignados e veementes diante de tamanha aberração: é preciso uma reação mais objetiva, que obrigue judicialmente o jornal a se explicar e a arcar com as consequências do que fez.

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Comentários (15)
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william costa , são paulo-SP - desempregado
Enviado em 7/5/2009 às 10:08:41
Prezada Sylvia Moretzsohn e prezado Luciano Prado. Quero parabenizar novamente o esclarecedor texto da professora. Li o comentário de vocês, e agradeço o retorno. É gratificante compartilhar de um espaço democrático e respeitoso como este oferecido pelo OI. Grato.
calypso  escobar velloso , rio de janeiro-RJ - comentarista
Enviado em 7/5/2009 às 00:03:27
decifrar quem está mentindo é um salto para navegar num oceano de moral provisória,sempre ficamos cercados de humildes carnívoros e pum! Quem não conhece a ficha da ministra e sua fisionomia angelical?Com aqueles traços foram retirados a mentora da guerrilha e salve quem lutou com rigor contra a dita-dura...confrontou o jargão militar.Folha,Dilma,eu e você integramos no mercado da ideologia,. grata calypso escobar
Pedro Pereira P , Palmas-TO - oleiro
Enviado em 6/5/2009 às 23:41:23
O oleiro diz; mostre a verdadeira face da Dilma, o que ela fez e o que faz pela democracia e pelo povo do Pais.Ela tem um passado que deve ser mostrado sob o risco de outros contarem a história errada e isso ser usado como forma de propaganda às avessas... Essa turma é muito ingénua, não conhece o que se é capaz de fazer para atingir o poder. A ficha falsa, assim com a doença está sendo usado como propaganda para promover uma candidata que o povão nem sabe que existe, politicamente insignificante,e sem apelo nenhum a não ser que é a escolhida do Lula. Olhe que isso são métodos da direita,,, bem aprendidos por essa turma que passeia pelos corredores do poder. So acredite nessa turma após a conversão,,, mas é questão de tempo..já está usado até mantilha preta.
sylvia moretzsohn , rio de janeiro-RJ - professora
Enviado em 6/5/2009 às 20:26:12
Caro Lungaretti, eu li os seus textos, aqui e no seu blog, mas acho que há um equívoco no seu comentário: o ombudsman cita um leitor que se comunicou com ele no mesmo dia da publicação original, ou seja, dia 5 de abril, apontando a existência de uma ficha falsa na internet. Essa informação só nos chega agora e é mais uma indicação de que a Folha teria tido todas as condições de reparar o erro rapidamente, se tivesse havido mesmo erro, e não má-fé. Além disso, naquele enviesado pedido de desculpas, o jornal afirma que a tal ficha foi enviada à repórter por email, ou seja, não foi (ou não teria sido) garimpada em sites de extrema-direita. Você ainda concede o benefício do erro - a Folha teria percebido que ajudou a difundir uma versão produzida com fins propagandísticos e por isso quer evitar a investigação sobre o caso. Eu duvido muito: acho que desde sempre quem produziu essa matéria sabia de tudo. É uma conclusão possível, considerando as informações disponíveis, que são poucas e permitem muita especulação. Para evitá-la é que o jornal deveria ser o primeiro a esclarecer a história. Outra conclusão possível: se não toma essa iniciativa, é porque não pode. Mas, de um jeito ou de outro, só piora a situação para si próprio. Quanto à pergunta do William, creio que o Luciano respondeu por mim.
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 6/5/2009 às 18:59:26
William Costa permita-me. Acho que quando a Sylvia se refere a “essa pequena parcela que tem plena consciência dos compromissos éticos que todo jornal precisa assumir”, acho que ela remete ao público mais consciente, vigilante, preocupado como você, por exemplo, e que tem acesso ao debate. Embora grande parte da população possa (potencialmente) também rechaçar esse tipo de comportamento, lamentavelmente, por inúmeros motivos, não acompanha o caso. Há ainda os que não conseguem alcançar a relevância ética que o caso suscita. Afora os que, embora conscientes, se omitem porque do episódio tiram proveito.
william costa , saõ paulo-SP - desempregado
Enviado em 6/5/2009 às 17:02:47
Parabéns pela matéria.Discordo apenas em um ponto:"Porque é o público em geral que o jornal atinge, embora a gravidade da ofensa só seja percebida por essa pequena parcela que tem plena consciência dos compromissos éticos que todo jornal precisa assumir.". Será que poucas pessoas perceberam ? Poucas pessoas escreveram ao ombudsman, mas muitos perceberam a intenção da folha. Não entendi com que certeza a jornalista pode afirmar que poucos perceberam. Vamos acompanhar as vendas do jornal e tirar a dúvida. grato
william costa , são paulo-SP - desempregado
Enviado em 6/5/2009 às 16:46:23
PARABÉNS PELA MATÉRIA. DISCORDO APENAS EM UM PONTO: "Porque é o público em geral que o jornal atinge, embora a gravidade da ofensa só seja percebida por essa pequena parcela que tem plena consciência dos compromissos éticos que todo jornal precisa assumir." COMO SABER QUE É UMA PEQUENA PARCELA ? SE APENAS 50 OU 70 PESSOAS ESCREVERAM PARA O OMBUDSMAN, NÃO QUER DIZER QUE TODOS OS QUE NÃO ESCREVERAM DEIXARAM DE PERCEBER A FALTA DE ÉTICA DA FOLHA DE SÃO PAULO. MAS AS PESSOAS COMENTAM EM RODAS DE AMIGOS, NO TRABALHO, NO CAFÉ, NA PADARIA, ETC, E A CREDIBILIDADE DA FOLHA SÓ DESPENCA. CREIO QUE MUITOS ENTENDERAM A FALHA DA FOLHA, OU O GOLPE DA FOLHA, COMO QUEIRA.
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 6/5/2009 às 16:18:35
Vamos resumir; tratou-se de fraude dolosa. Crime que o jornal se nega a admitir. É óbvio que a Folha não pretende contribuir à elucidação e silencia. É dá essência do criminoso contumaz negar a autoria de seus delitos e dificultar a apuração. O que nos resta? Acreditar das entidades de classe dos jornalistas a forçar uma explicação, apuração? Ledo engano. Essas entidades, tudo indica, não se prestarem a essas empreitadas. Sobra-nos a denúncia e apenas a denúncia. Que, aliás, a Sylvia tem feito com rara desenvoltura e coragem.
Sandro Machado Machado , Santo Ângelo-RS - advogado
Enviado em 6/5/2009 às 15:11:30
Sylvia: os dois textos seus em relação a fraude do jornal FSP, são arrazador para o pouco que faltava de ética, profissionalismo, independência editorial, etc.., a este periódico. O que mais me espanta, é a arrogância deste jornal para com um assunto tão sério como este, ou seja, a fraude da ficha da Ministra Dilma. Imagina se fosse um Serra, por exemplo, exemplo meio inimaginável, pois nunca esse jornal faria qualquer coisa para prejudicar seu eterno editorialista, mas tudo bem, se tivesse errado qualquer coisa em relação ao Governador tucano, e, sabendo que errou, será que daria o caso por encerrado? Tenho certeza que não, e para os leitores do jornal e para o Serra, demetiria o jornalista que tivesse feito a fraude, que repito, nunca teria acontecido contra o Serra. E temos que aguentar um Eugênio Bucci escrever neste mesmo espaço eletrônico, que a folha não é neoliberal, anti pt, tucana, e é sim, para este jornalista, um exemplo de jornalismo, competente, plural e imparcial. É mole, ou que mais. Abraço Sylvia, e parabéns por nos mostrar com tanta lucidez e competência quem é de verdade este jornal Folha de São Paulo.
Darlan Feitosa , Açailândia-MA - Administrador
Enviado em 6/5/2009 às 13:57:31
A folha concerteza terá que contratar mais pessoas para defender suas ações, pois o texto esclareçe de forma didática o modus operandis com que ela tenta lavar os pensamentos dos eleitores em prol de seu candidato. Dois comentários exemplificam essas ações de defesa. Um proferido por um inocente operador de TI, no qual afirma: "CABE A DILMA PROVAR, QUEM NÃO DEVE NÃO TEME1"... Utilizando a tática, todos sao culpados até que se prove o contrário. O outro um humilde eleitor oleiro, que tenta polarizar os comentaristas entre esquerdistas e direitistas... O oleiro deveria ser menos preconceituoso e entender que não é necessário ser de esquerda para cobrar a verdade, e que se descoberto algo COMPROVADO contra a ministra deverá ser divulgado, do mesmo modo que se ouver algo de errado no passado do governador de s. paulo, o que não deve ser feito a tratar como verdade uma acusação leviana. Ah... Sr oleiro, antes que me acuse de ser militante de esquerda, deixo claro que não sou petista muito menos favorável ao comunismo, sou um brasileiro que vota e que não aceita a idéia de que "OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS".
paulo  costa , são paulo-SP - adm. de empresas
Enviado em 6/5/2009 às 08:42:39
Muito oportuna e própria a matéria em tela. Tirante a "ingenuidade" da Folha de São Paulo, o teor da reportagem atravessou todo o labirinto da redação. Estranho que ninguem se desse conta e confiar nas fontes de um reporter, quiçá, despreparado, causa descrédito irreparável, apesar do alerta do atento leitor. Ainda assim, mascaram a realidade dos fatos com um pronunciamento ambiguo e difuso. Cumprimento a jornalista Sylvia Moretzsohn pela clareza e objetividade exibidas.
Celso Lungaretti , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 6/5/2009 às 08:21:02
Prezada Sylvia, no sábado em que a Folha publicou aquela pitoresca notícia segundo a qual, atendendo à queixa da Dilma Rousseff, iria averiguar qual a origem da tal ficha policial, fui eu que escrevi ao Carlos Eduardo, comunicando-lhe que a mesma circulava desde novembro/2008 na internet, tanto que eu denunciara esse jogo sujo num artigo de 20/11/2008. Até sugeri que a Folha fosse rastreá-la nos sites fascistas. Foi exatamente onde o jornal a encontrou. Idem a equipe da Dilma, a qual constatou que ela está no ar no site do Ternuma (Terrorismo Nunca Mais) desde novembro. Ou seja, por mais que a Redação tente esconder, foi da internet que retirou esse documento altamente suspeito. Ao publicá-lo, agiu com uma leviandade estarrecedora. E, percebendo que ajudou a difundir uma falsificação produzida para fins propagandísticos, tenta agora botar uma pedra sobre a discussão, ao invés de admitir honestamente o erro vexaminoso. Mas, quem acompanha o caso com isenção e espírito crítico, já percebeu onde está a verdade.
Pedro pereira pereira , Palmas-TO - oleiro
Enviado em 6/5/2009 às 00:20:39
Nos brasileiros que votamos, queremos saber mais sobre quem foi a Dilma, e o que ela fez. Tem alguma ficha real que possa ser confirmada por ela?Ela relamente participou da ¨resistencia¨como dito por algums altruistas ou é tudo invençao da burguesia e da elite dominate. E a nova ficha divulga pela MOLIPO? e real? Se for real deveriamos saber porque o nome dela não estava incluido com produto de troca?ou não? Eita historia confusa.. quem é nunca foi e continua sendo. quem naõ foi não será e continua sem ser Uma coisa é fato; o que tem de gente comprada pra poder transformar um suco de giló em batida de grosselha!!! acho que tem potencia essa candidata, dependendo do que vão fazer com a doença dela. 55 leitores não SRa Sylvia, 55 militantes...com jargoes decoradissimos.. Eu penso, vcs não tão nem ai pro que penso, mas não tem valor nenhum essa tal ficha.. isso não é um fato, pronto, encerrado. Divulgue a coisa real conte os fatos venha a publico toda turma revolucionária colocar os pingos nos lugares certos , SEjam honestos com o povo... contem porque faziam tudo aquilo e quem estavo finamciando as açoes. Simples assim , nada vence a verdade, o povo vai compreender..
Miguel Álvares  Cardoso , Rio Verde-GO - Professor aposentado
Enviado em 6/5/2009 às 00:06:01
Minha cara Sylvia, você acha que quem mente vai confessar facilmente a mentira? "Nem morta!!!!!" E de morta vai se fingir até a poeira baixar. Se baixar, pois esse é o recurso dos covardes quando cometem ações desonestas.
Rogério  Rosa , Canoas-RS - TI
Enviado em 5/5/2009 às 23:53:49
Estou confuso! O que estou vendo é uma briga: Dilma, Record X Folha e resto do mundo! O mais correto era alguem tornar público as tais fichas do dops, doi ou o que o valha!Se é que já não o fizeram. Para mim a palavra da Dilma tem o mesmo peso das palavras da folha. Quem está mentindo? Cabe a Dilma provar! Vale o ditado "Quem não deve não teme".
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Sylvia Moretzsohn

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