ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 538 - 9/2/2010
  Feitos & Desfeitas
Início > Índice Geral > Feitos & Desfeitas + A | - A
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
 

HISTÓRIA REVISITADA
Simonal, a reabilitação

Por Urariano Mota em 19/5/2009

Reproduzido do Direto da Redação, 15/5/2009

Com o filme Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, começou a reabilitação de Wilson Simonal. Não se conclui outra coisa, quando se lêem os artigos publicados em todo o Brasil. Em todos os jornais, os críticos mais parecem uma orquestra afinada para uma só composição, para um só samba de uma nota só. Em toda a mídia se repetem as saudações ao documentário, à sua imparcialidade etc. etc.

Na Folha de S.Paulo, no texto com o título épico "Simonal refaz saga do cantor", entre outras coisas se escreve:

"Aconteceu no final de 1971. Por suspeitar que estivesse sendo roubado, o cantor teria mandado bater no contador de sua empresa. Só que o homem vai parar no Dops (Departamento de Ordem Política e Social, hoje extinto), onde é torturado. Não demora até que os jornais liguem as pontas – não necessariamente cobertos de verdade – e publiquem a manchete: `O cantor Wilson Simonal é informante dos órgãos de segurança do Estado´...

Mais que biografar a ascensão e queda meteóricas de um ídolo – e isso é feito de maneira empolgante –, o documentário reescreve a saga de Simonal para que, conhecendo finalmente sua história, o Brasil possa absolvê-lo de coisas que talvez ele nem sequer tenha feito."

Preconceitos raciais e sociais

Observem que:

1. O cantor "teria mandado bater no contador". Teria mandado, em lugar de mandou.

2. "...o homem vai parar no Dops (Departamento de Ordem Política e Social, hoje extinto), onde é torturado". Por acidente, ele foi parar no Dops.

3. "...o documentário reescreve a saga de Simonal para que, conhecendo finalmente sua história, o Brasil possa absolvê-lo de coisas que talvez ele nem sequer tenha feito". Absolvê-lo... Não demora, a família entrará com processo na Anistia.

Por falar em anistia, artigo no Jornal do Commercio, do Recife, é mais explícito:

"A chance de anistia de Simonal – Filme conta história de cantor que morreu com fama de dedo-duro, mas foi mesmo uma vítima da intransigência."

No UAI, de Minas, a reabilitação continua:

"Nos dias de hoje, a maioria das pessoas que conhecem o assunto acredita na tese de que Wilson Simonal foi derrubado por uma rede de boatos, somada a preconceitos raciais e sociais que levavam, em muitos grupos, a um estado de desconforto frente ao sucesso do cantor. Simonal pende nitidamente para este lado."

Condenado ao ostracismo

No Jornal do Brasil, do Rio, o mesmo samba:

"Com um design e produção impecáveis, o trio de diretores Cláudio Manuel, Micael Langer e Calvito Leal tenta também trazer à tona a perseguição que o cantor sofreu, após a suspeita de que ele estava a serviço do Dops, na época da ditadura. Recheado de entrevistas, o filme tem o mérito de ser, em grande parte, imparcial. Mas faltam depoimentos e nomes de artistas que efetivamente promoveram o boicote... Numa montagem esperta, o papel de bicho-papão ficou só com os jornalistas do Pasquim que participam do filme: Sérgio Cabral, Ziraldo e Jaguar. Este último, em destaque, é colocado pela edição nos momentos antagônicos, em contraponto a considerações positivas sobre o cantor. Seria alguma forma de revanche? O público é quem decide."

Em O Globo, entre outras louvações, transcrevem-se as palavras de Nelson Motta, "Simonal virou um tabu, um leproso, um pária..." Mas o modo mais parcial vem do Guia da Semana, de São Paulo, em editorial (!):

"No início da década de 70, Simonal percebeu que estava sendo roubado por seu contador. De pavio curto, o cantor contratou um grupo para dar uma surra no traidor. Porém, o episódio envolveu agentes do Dops, e o obscuro fato fez com que se espalhasse a notícia de que o músico era informante do regime militar. Sem provas contra ou a favor do artista, Simonal foi condenado ao ostracismo, morrendo como um desconhecido em 2000."

Só falta absolver o cabo Anselmo

Parece ter desaparecido no espaço o texto de Mário Magalhães, quando era ombudsman na Folha de S.Paulo, em 30 de março de 2008:

"A verdade: em 1974, Simonal foi condenado por surra dada em um contador. No processo, levou como testemunha sua um detetive do Departamento de Ordem Política e Social do Estado da Guanabara. Ele assegurou que o cantor era informante do Dops. Outra testemunha de defesa, um oficial do 1º Exército, jurou que o réu colaborava com a unidade. O juiz sentenciou: Simonal era `colaborador das Forças Armadas e informante do Dops´. Em 1976, acórdão do Tribunal de Justiça do RJ reafirmou a condição de `colaborador do Dops´. Não foram inimigos que inventaram a parceria com o regime, exposta sem reservas pelos amigos de Simonal, que se dizia ameaçado por gente ligada `a ações subversivas´."

Pelo andar da carruagem, não demora vão fazer um documentário que absolva o cabo Anselmo. Com a repercussão em uma só nota de toda a imprensa. Como agora, no filme desta semana: Simonal, a reabilitação.

Comentários (14)
Comentar
Compartilhe
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas – e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.
         
Nome :   Sobrenome :
E-mail:   Profissão:
Cidade:   Estado:
Comentário:


para o limite de 1400.
 
The CAPTCHA image
Clique aqui para ouvir o
texto soletrado(mp3)
Digite no campo abaixo o texto
que você vê na imagem ao lado.

 
Roberval Evandro Rodrigues Neto , Rio de Janeiro-RJ - Feirante
Enviado em 16/6/2009 às 15:01:25
O curioso nesse documentário é que todos os que se diziam amigos de Simonal, detiveram seu quinhão de poder. O Chico Anysio (98 pontos de Ibope, um recorde que nunca foi quebrado e talvez nunca seja) era tão influente na Rede Globo que chegava a se reunir, com certa frequência, com Roberto Marinho, Walter Clark e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (outro amigo de Simonal). O Nelson Mota era nada menos que diretor da Polygram. Pelé já ostentava o título de "rei" do futebol. Então me pergunto: por que esses amigos nada fizeram para ajudar e reabilitar o Simonal quando este ainda era vivo?
José Luiz  Soares , Rio de Janeiro-RJ - sociólogo
Enviado em 10/6/2009 às 01:46:29
O filme não tem nada de imparcial, até porque o tema não permite. Mas é rico em elementos. Em especial por dar voz ao suposto "delatado" por Simonal, o que dá credibilidade ao documentário. Simonal mandou dar uma surra nele - solução que muitos brasileiros teriam em seu lugar, seguindo hábitos largamente difundidos ainda hoje. Mas não foi por esse crime que foi "julgado" e incriminado. O documentário, aliás, não é a primeira tentativa de se fazer justiça a Simonal: em 2003 foi feita uma audiência na OAB para tanto, contando com depoimentos de diversos artistas e pessoas próximas. Mesmo em vida, Simonal conseguiu, de certa forma, provar seu não envolvimento com a ditadura. O filme é convincente nesse ponto. Aliás, que delator é esse que só delatou a uma pessoa (nunca pareceu outro para reclamar – a não ser um boato envolvendo Gil e Caetano)? A questão é: nenhum indício é indício para quem não quer vê-lo, para quem quer queimar bruxas. A "bruxa" Simonal não é uma torturadora, nem delatora. O caso todo faz pensar o quanto são nocivos contextos de radicalismos - talvez inevitáveis frente a ditaduras - onde não se têm escolhas: ou se é bom ou mal. Vejam o filme!
João Wiken , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 26/5/2009 às 07:24:59
Ivan, você está bem? O que houve com você aí em Newark? Qual a razão de tanta histeria? A imigração está atrás de você? Fica calmo, meu irmão, dias melhores virão. Enquanto isso, tente ver o filme sobre o Simonal. É claro que, aí em Newark, você não teve oportunidade de vê-lo, mas faça isso da próxima vez que for ao Brasil. E só então volte a emitir suas opiniões sobre o assunto. OK? Um abraço.
João Wiken , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 26/5/2009 às 05:15:30
Ivan Moraes, você tem razão. Quando escrevi "racismo de esquerda", deveria ter deixado a palavra "esquerda" entre aspas. Do modo que está escrito, fica mesmo parecendo que estou falando de uma esquerda autêntica, cujos representantes são genuinamente comprometidos com as grandes causas da emancipação das classses oprimidas. Não era o caso, evidentemente, das alegres esquerdas que enfeitavam as praias e os bares de Ipanema naquela época, cuja única preocupação era emular os trejeitos decadentistas dos boêmios da belle époque, tudo isso a serviço de um Partidão stalinista que, como sabemos, era tão moralista, tão retrógrado e tão reacionário quanto qualquer tradicional família burguesa, católica e temente a Deus. E o racismo deles era o mais pernicioso, pois dissimulado, intolerante com os crioulinhos ignorantes que não tiveram a sorte que eles tiveram, de freqüentar as boas escolas particulares que seus pais de classe média zelosamente lhes reservavam - em detrimento dos Simonais da vida que não tiveram a educação que eles tiveram e, quando cresceram, procuraram vingar-se por meio do sonho da opulência e da celebridade. Reiterando: você tem toda razão, Ivan. Aqueles racistas não tinham nada de esquerda.
Daniel F. Silva , Rio de Janeiro-RJ - Professor
Enviado em 26/5/2009 às 01:46:02
Um exemplo de racismo de esquerda: o do regime de Robert Mugabe no Zimbábue, que toma terras de fazendeiros brancos querendo "reparar injustiças históricas" - por sinal, exemplo clássico de racismo de negros contra brancos, aqueles relevados pela ex-ministra Matilde Ribeiro (peço desculpas por fazê-los lembrar da figura).
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 26/5/2009 às 01:09:39
"falta alguém responder ao desafio do Chico Anísio: que apareça o cidadão que prove ter sido dedurado pelo Simonal": ninguem nunca disse que Chico Anysio nao era analfabeto. O ponto foi perdido por ele? Voltemos ao assunto entao: Simonal era a prova derradeira que se alguem quizesse se vender ao regime POR IMPUNIDADE GARANTIDA e aa prova de bala, ela era assegurada mesmo 30 dinheiros, digo, anos depois. Chico Anysio entendeu agora, ou Chico Anysio precisa de um mapinha?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 26/5/2009 às 00:06:48
"Em quarto lugar, o próprio estilo do cara, cujo swing era imperdoável na “estética” do Partidão, que exigia uma MPB limitada aos xotes e aos baiões nordestinos - além daquela guarânia do Vandré": isso eh so mais sandices! O que eh "Partidao", no entanto? Fiquei perdido... 2-"sua capacidade de dominar as massas, coisa que as esquerdas não admitiam em crioulos ignorantes como ele e o Pelé": mais sandicies! Desde quando? O que tem a imunda guerra esquerda/direita importada dos EUA por sua paulistada imunda a ver com Pele ou Simonal ha 40 anos atraz?! Voce conseguiria, por graca de Jesus Cristo, ser honesto por 5 segundos que seja pra dizer que ha 40 anos atraz voce era repressor, Joao Wilken, e que ainda esta do lado do regime que protegeu a [ ] de Simonal mesmo que isso agrida diretamente seus sobreviventes, sua familia, agora e ja, mas somente porque seu interesse esta sendo agredido por qualquer conversa que mencione Simonal? Da pra sair do armario? Simonal ainda nao esta disposto a ser cabo de guerra 40 anos depois. Pergunte pra familia dele.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 25/5/2009 às 23:55:28
1-"o despeito por ele ter comido as gatinhas brancas que a turma do Pasquim, no delírio de sua impotência etílica, proclamava que comia" otimo. Voce pode documentar uma delas que fosse? Ou mulher trepar com preto quer dizer que ela foi rejeitada pela esquerda?! Nao somente Simonal comia branca como ninguem -preto ou branco- fez segredo disso -o "lobo mau" nao deixou duvida alguma. 2-De onde voce tirou "impotencia etilica" de Simomal, e 3-mostre nos a documentacao, porque eh a primeira vez que ouco falar dela em 40 anos. 4--"Simonal [ ] para o pesadíssimo patrulhamento ideológico que vigia naquela época, tendo o desplante de desafiar os cânones “revolucionários” ao declarar que o seu negócio era grana, carrões e muita mulher – atrevimento indesculpável num crioulinho como ele, filho de empregada doméstica da Zona Sul": voce eh de Minas Gerais? Eh a primeira vez que ouco alguem falar que a imagen de Simonal pre-escandalo era algum tipo de obstaculo, ja que ele proprio, e toda a media, faziam questao de documentar sua "grana, carrao, e muita mulher". Voce esta dizendo sandicies. Deixe me advinhar... direitista complexado, com interesse em fazer a desgraca de Simonal ser "culpa" da esquerda... advinhei? Simonal era um caracter complexo. Nao era reduzivel aa imunda guerra esquerda/direita da paulistada 40 anos depois. Nao cabe historicamente. Nem logicamente.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 25/5/2009 às 23:36:55
"Em primeiro lugar, o racismo – o mais perigoso deles, por ser um racismo de esquerda, sem os estigmas de fascismo normalmente associados aos racismos de direita": em quais paises do MUNDO voce pode me apontar a qualquer c oisa que poderia, no melhor dos mundos, ser chamada de "racismo de esquerda"?! ?! ?! Ele nao existe e voce sabe muito bem disso. Ou, se ja conhece outra historia, documente a: aonde , no mundo inteiro, voce ja viu qualquer coisa que possa ser chamada de "racismo de esquerda"? Eh marca registrada da ***direita mundial***!
JoãoWiken , Riode Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 25/5/2009 às 19:55:50
Simonal foi vítima de várias coisas. Em primeiro lugar, o racismo – o mais perigoso deles, por ser um racismo de esquerda, sem os estigmas de fascismo normalmente associados aos racismos de direita. Em segundo lugar, o despeito por ele ter comido as gatinhas brancas que a turma do Pasquim, no delírio de sua impotência etílica, proclamava que comia - sem, contudo, jamais conseguir comer (com exceção das barangas de fim de noite, que era mesmo a praia deles). Em terceiro lugar, o fato de o Simonal [ ]para o pesadíssimo patrulhamento ideológico que vigia naquela época, tendo o desplante de desafiar os cânones “revolucionários” ao declarar que o seu negócio era grana, carrões e muita mulher – atrevimento indesculpável num crioulinho como ele, filho de empregada doméstica da Zona Sul. Em quarto lugar, o próprio estilo do cara, cujo swing era imperdoável na “estética” do Partidão, que exigia uma MPB limitada aos xotes e aos baiões nordestinos - além daquela guarânia do Vandré. Em quinto lugar, a sua capacidade de dominar as massas, coisa que as esquerdas não admitiam em crioulos ignorantes como ele e o Pelé. Nesse contexto de intolerância, o episódio do contador caiu como uma luva. Mas ainda falta alguém responder ao desafio do Chico Anísio: que apareça o cidadão que prove ter sido dedurado pelo Simonal (desafio esse que, é claro, não se aplica ao cabo Anselmo).
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 25/5/2009 às 13:36:42
""amigos" de Simonal que foram depor, fritaram-no. Como são Policiais não poderiam mentir para a Justiça, então falaram a verdade": uh, quero dizer... nao sei por onde comecar! Foram **dois** depoimentos de policiais que acusaram Simonal de ser dedo-duro. Ninguem mais falou essa historia ou a presenciou. Nao existem testemunhas. Perdoe me por nao acreditar neles. Simonal vai continuar imperdoado pro Brasil, mas nao eh por causa da "verdade" do depoimento deles nem por causa do contador. Eh porque pediu protecao da direita na hora de apuro causado por ele proprio. A historia dele ser dedo-duro da policia era uma extensao de protecao do sistema de repressao a ele, tanto que ninguem sabe o que aconteceu com quem de fato espancou o contador ate hoje. Nao, a historia nao passou em branco e nao vai ser esquecida.
Antonio Oséas , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 25/5/2009 às 11:39:48
Concordo: logo, logo, a família vai pedir indenização... Lembro que, em 1975, o cantor era contratado da RCA e o colunista Ronaldo Boscolli, tido no meio jornalístico como "a voz do dono", publicou em sua coluna na extinta Última Hora que "Simonal nada mais fez que aplicar a popular instituição da "prensa" (SIC), frase distribuída em um press-release da gravaodra... Para bom entendedor...
Sílvio Miguel Gomes , Olímpia-SP - Func. Publico Estadual
Enviado em 21/5/2009 às 21:27:52
Mas é muito interessante os "amigos" de Simonal que foram depor, fritaram-no. Como são Policiais não poderiam mentir para a Justiça, então falaram a verdade, jogaram o infeliz na frigideira. Também são uns perfeitos [ ].
Paulo Ribeiro , São Paulo-SP - estudante
Enviado em 20/5/2009 às 10:08:30
Vio filme e fica claro que Simonal ordenou o espancamento de seu contador por agentes do DOPS. O depoimento do contador é estarrecedor! Simonla não só ordenou como assitiu a sessão de torturas. Ora, como alguém que é um estranho podia ter acesso `s catacumbas do DOPS? [ ]. Só pelo fato de ter amigos como aqueles já bastaria para provar a sua íntima relação com o regime militar. Dizem seus amigos que ele morreu pobre. Ora, [ ], era ingênuo e irresponsável, são apenas mais dois defeitos que reforçam o justo julgamento que foi feito de seu caráter.
Compartilhe este texto
Blig Blig BlinkList BlinkList BlogBlogs BlogBlogs BlogLines BlogLines Delicious del.icio.us
Digg Digg Furl Furl Google Bookmarks Google Bookmarks Linkk Linkk Magnolia ma.gnolia
netscape Netscape netvibes Netvibes newsvine Newsvine reddit reddit Stumble Upon Stumble Upon
Technorati Technorati Twitter Twitter Windows Vista Windows Vista Yahoo! MyWeb Yahoo! MyWeb Facebook
Urariano Mota

Outros artigos desta Seção
MEIO AMBIENTE
Chuvas no Brasil,
jornalismo ausente

Lisandro Diego Giraldez
19/5/2009
REVISTAS CIENTÍFICAS
Uma questão de qualidade
Fábio de Castro
19/5/2009
HISTÓRIA REVISITADA
Simonal, a reabilitação
Urariano Mota
19/5/2009
Simonal, quanta hipocrisia
Guilherme Cardoso
19/5/2009
QUESTÕES TRABALHISTAS
De como escapei de ser roubado por Adolpho Bloch
Moacir Japiassu
19/5/2009
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Urgente! Parem as máquinas!
Gizeli da Cruz
19/5/2009
MAU EXEMPLO
Ministério das Comunicações
se trumbica com o Português

Rogério Tomaz Jr.
19/5/2009
CASO EDMAR MOREIRA
Expressões e verdades:
quem se lixa para quem?

Emanuelle Najjar
19/5/2009
Vício de conivência
Luis Carlos Brito Lopes da Silva
19/5/2009
LEITURAS DE VEJA
O discurso da hipocrisia venceu
Victor Barone
19/5/2009
Genes e ceroulas
Gisele Toassa
19/5/2009
AQUELE ABRAÇO
Os políticos, o mar e a "cronometria jornalística"
Ana Helena Tavares
19/5/2009
VÍRUS H1N1
5 mil casos num mundo
de 6 bilhões é pandemia?

Lelê Teles
19/5/2009
MÍDIA & SOCIEDADE
Opinião pública e devaneios "ciberfilosóficos"
Gil Castillo
19/5/2009
FALSAS OPINIÕES
Dante Alighieri e
a guerra no Iraque

Fábio de Oliveira Ribeiro
19/5/2009
ESTADO E POVO
A íntima relação
do pão e do circo

Edson Arlindo Silva
19/5/2009
JORNALISMO CULTURAL
Que cultura é essa?
Giselle Lucena
19/5/2009
APPARÍCIO TORELLY (1895-1971)
O riso que abalou a ditadura
Sebastião Jorge
19/5/2009
MÍDIA IMPRESSA
E os jornais, a quem preferem?
Rafael Motta
19/5/2009
VOTAÇÃO-RELÂMPAGO
Congresso Nacional está
se lixando para o povo

Luiz Carlos Santos Lopes
19/5/2009
OBSERVAÇÃO DOS LEITORES
Obama e os prisioneiros torturados
Fábio de Oliveira Ribeiro
19/5/2009

Últimos 5 artigos de
Urariano Mota
LEITURAS DE VEJA
Nabuco do futuro
26/1/2010
DIREITOS HUMANOS
Anistia sem memória
12/1/2010
LEITURAS DA FOLHA
Royalties e pitombas
15/12/2009
CASO CÉSAR BENJAMIN
Ele, de novo
1/12/2009
PADRÃO DE BELEZA
A modelo da capa de revista
24/11/2009
Mais artigos de
Urariano Mota >>