ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 541 - 9/2/2010
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BLOG DA PETROBRAS
Quando a fonte abre o jogo

Por Claudio Weber Abramo em 9/6/2009

Reproduzido do blog do autor, 9/6/2009; título original "O blog da Petrobras"

Anda causando celeuma a decisão de Petrobras de publicar, num blog ("Fatos e Dados"), as perguntas que lhe são formuladas por escrito pela imprensa, bem como as respostas dadas.

A justificativa que a Petrobras apresenta para a iniciativa está publicada aqui. Destacam-se os seguintes pontos:

** A relação entre a Petrobras e os veículos de comunicação que a interpelam é essencialmente pública.

** A publicação das respostas no blog, antes da decisão editorial de o jornal publicar ou não a reportagem em questão, reforça o objetivo da Petrobras de alcançar o máximo de transparência possível no relacionamento com seus públicos de interesse.

** A agilidade no tratamento e no encaminhamento das respostas ao sempre legítimo questionamento da imprensa demonstra também o compromisso da Cia em prestar todos os esclarecimentos a ela solicitados.

** A Petrobras tem liberdade para publicar a íntegra das respostas que fornece aos veículos de comunicação porque é fonte e detentora dos dados disponibilizados.

Os jornais não gostaram. A Associação Nacional dos Jornais, que reúne as empresas proprietárias desses órgãos, soltou uma nota na segunda-feira (8/6) em que afirma:

"Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes."

Sem intermediação

A atitude da Petrobras estimula uma porção de observações.

1. Não há problemas com as justificativas da Petrobras.

2. Não procede a reclamação da ANJ, de que a Petrobras teria rompido algum compromisso de confidencialidade entre a fonte e o veículo de imprensa. Esse compromisso nunca existiu. O que existe é o princípio de resguardo da fonte por parte de jornalistas. Não existe dever subjetivo da fonte de resguardar o jornalista. As fontes não estão presas à confidencialidade que a ANJ menciona.

3. Qualquer pessoa que já tenha sido fonte da imprensa sabe que entre o que se informa (por declaração, por escrito ou num relatório formal) a um jornalista e aquilo que sai publicado vai uma distância. Quando o repórter é um profissional correto, e quando o veículo em que trabalha também é, essa distância é geralmente pouco relevante. No entanto, em particular na imprensa escrita e nos noticiários da televisão, o processo de edição, em que se corta muito do que a fonte informou, pode levar a citações fora de contexto ou incompletas. (Já quando jornalista e/ou veículo são desonestos, o que sai publicado é qualquer coisa.) Assim, de modo a resguardar aquilo que se informou à imprensa, a iniciativa de publicar perguntas e respostas pode contribuir para a melhoria das práticas profissionais da área.

4. Na prática, o que a Petrobras passou a fazer tem consequências sobre a capacidade de órgãos da imprensa "furar" seus concorrentes. Se a Petrobras publica as perguntas formuladas por um jornal assim que envia as respostas, bastará ao jornal concorrente consultar sistematicamente o blog da Petrobras para não ser "furado". Isso tende a uniformizar o noticiário e a reduzir o estímulo para que os veículos busquem levantar assuntos inéditos. Quem perde com isso é o leitor.

5. Ao tomar a iniciativa que tomou, a Petrobras não disse o que fará em relação às informações que passa com exclusividade a jornalistas por sua própria iniciativa. O princípio deveria ser o mesmo – se a ideia é comunicar-se com o público sem a intermediação dos veículos de comunicação, então essas notícias "plantadas" precisariam também ser divulgadas no blog da Petrobras assim que formuladas por sua assessoria de imprensa.

Pela qualidade

6. De toda forma, ficará fácil verificar se a empresa procurará resguardar essas informações que distribui com exclusividade, pois se algo for publicado em algum veículo e a notícia disso não for divulgada previamente pela Petrobras, estará configurado o uso de dois pesos e duas medidas.

7. Em particular, é bom ver o que acontecerá com as informações prestadas pela Petrobras a veículos e agências noticiosas internacionais. Será mesmo que a empresa vai "furar" a Reuters, a Associated Press, o Financial Times, a Economist? Não é de se crer.

8. Embora pareça claro que a iniciativa da Petrobras vem como reação à CPI montada para investigar as suas operações, a tensão criada com os jornais não deverá persistir, pois não interessa à própria Petrobras. Por mais que a política de comunicação do governo federal tenha se voltado preferencialmente aos pequenos veículos locais e regionais, a Petrobras não pode prescindir da chamada "grande imprensa", porque os investidores do mercado não lêem o Democrata de Xixirica da Serra, mas o Globo, o Estadão, a Folha, o Valor.

9. Por isso, é provável que a empresa recue da decisão de divulgar as perguntas e as respostas antes que os veículos publiquem as reportagens correspondentes.

10. Contudo, em favor da melhoria da qualidade da imprensa, a Petrobras deveria continuar a fazê-lo após os veículos terem publicado as suas histórias.

Comentários (40)
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Otto Lima , Niterói-RJ - Engenheiro Mecânico
Enviado em 12/6/2009 às 14:14:41
Que liberdade de expressão é essa que alguns dos principais veículos de comunicação de massa deste País defendem, onde só a sua versão dos fatos pode ser livremente divulgada? A julgar por sua reação tão virulenta ao blog da Petrobras, eles não defendem a liberdade de imprensa, mas a ditadura da imprensa. Com o perdão de um possível exagero de minha parte, assim como a invenção da imprensa abriu caminho para a Reforma Protestante, que pôs fim ao monopílio do conhecimento e da informação da Igreja Católica, a internet está acabando com o monopólio das grandes corporações de mídia impressa e audiovisual. E os blogs, que vieram para ficar, estão mostrando que a teoria evolucionista de Darwin se aplica também aos meios de comunicação. Quem não evolui não sobrevive e, se quiser sobreviver no século XXI, a grande mídia brasileira terá que se adequar à realidade imposta pela blogosfera.
Carlos Gomes , Curitiba-PR - Algumas
Enviado em 12/6/2009 às 13:47:06
"Incestidores" levarão em conta avaliações de jornais desacreditados?
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 11/6/2009 às 21:43:30
Blog da Petrobras. Começo do fim? Assim espero.
Haroldo M. Cunha , São Gonçalo-RJ - Gestor Social
Enviado em 11/6/2009 às 17:52:23
Sr. Claudio, que tipo de questionamento é este:"Caso a resposta à pergunta anterior seja negativa, não estaria a empresa numa situação de querer pautar o veículo de comunicação, ou seja, de determinar a data em que a matéria deve ser publicada?". Eu pergunto, pra que ser jornalista? Qualquer escriturário faz isso aí. Paga-se pouco e não há custos com outros profissionais na edição da "notícia". Para serem chamados de jornalistas, por favor, sigam o conselho do MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, "saiam às ruas"!
Cristian Korny , São José dos Campos-SP - Músico
Enviado em 11/6/2009 às 14:57:30
não tem nada de mais em "furar" os jornais por causa do leitor, isso não prejudica o leitor, pois a este só interessa que a informação chegue a si, independentemente de qual jornal publicou, a entrevista pertence ao entrevistado e ao entrevistador, não pertence apenas ao entrevistador, como sujere o monopólio da liberdade de expressão pela imprensa,
Carlos  Américo , Campos-RJ - Tec de inspeção
Enviado em 10/6/2009 às 19:49:39
O equívoco nesta história toda é que a Petrobras não é a fonte dos jornais, mas sim o tema e o motivo das matérias. Se nossos jornais trabalhessem com ética, pautados pela verdade e isenção no que publicam, este blog da Petrobras seria desnecessário. Mas quando temos uma imprensa que é porta-voz de grupos contrários ao governo e que não medem esforços para derrubá-lo, este blog passou a ser uma pedra no sapato dessa "patota". Estamos vendo os falsos defensores de liberdades, sejam quais forem elas e muito menos da imprensa, desesperados ao verem antecipadamente seus pafletos políticos que alguns ousam chamar de matérias desmentidos publicamente pelo blog. Estes jornalistas que escrevem mentiras protegidos pelo manto da "liberdade de imprensa" terão, a partir de agora, de trabalhar de forma séria ou se não quiserem, pedir um cargo de acessor de qualquer coisa para seus padrinhos em Brasília. Os jornalões que sobrevivem acuando empresas e governos estão com seus dias contados.
Eduardo Martinez , São Borja-RS - Radialista/Jornalista
Enviado em 10/6/2009 às 10:39:08
Estamos falando da "liberdade da imprensa" ou "liberdade de imprensa"? Há uma imensa diferença entre as duas. Eu considero criminosa a nota da ANJ, um absurdo cerceamento da liberdade de imprensa.
Guilherme Scalzilli , São Paulo-SP - Historiador e escritor
Enviado em 10/6/2009 às 01:23:01
É fácil compreender por que a mídia oposicionista reagiu tão veementemente contra o novo blog da Petrobrás: o sucesso da iniciativa transformou-a num dos muitos símbolos de resistência à contaminação política do noticiário que cobre os governos Lula. E representa uma ruptura na pusilanimidade que marcou a comunicação dos órgãos federais nos últimos anos, inserindo-a num fenômeno virtual de mobilização que já evidencia cotidianamente o divórcio entre a grande imprensa e tal “opinião pública”. Os argumentos críticos são pequenininhos de constranger. Então quer dizer que os veículos detêm exclusividade sobre informações colhidas junto a funcionários de uma estatal? Ou esta é que não deveria divulgar suas próprias versões de matérias que a atingem e que são convenientemente editadas para atender a interesses inconfessos (com correções eventuais, mínimas, em espaços secretos)? Mesmo as (poucas) reações negativas ponderadas passam ao largo da questão pontual e enveredam por discussões amplas acerca da identidade ou do futuro da imprensa brasileira – convenhamos, barulho demais por causa de um instrumento simples e corriqueiro de comunicação institucional. O episódio não tem nada a ver com liberdade de informação, sigilo de fonte, “furo”, assessorias e os cambau. A Petrobrás tem tanto “direito” de publicar seus esclarecimen (continua no http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com)...
Julio Amorim , Sao Paulo-SP - Func Publico Federal
Enviado em 10/6/2009 às 01:13:23
Parabéns a essa inteligentíssima iniciativa da Petrobrás. Não é transparência o que queremos? Que se divulguem perguntas, respostas e tudo o mais e logo veremos quem está mal-intencionado, quem manipula dados, quem distorce, quem calunia... Parece que a grande mídia está com medo...
Aloísio Morais Martins , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 10/6/2009 às 00:49:56
Acho que a Petrobras comete um equívoco, talvez tenha sido precipitada. Mas temos de considerar que hoje estamos sem pai nem mãe diante do vazio criado pela supressão de nossa Lei de Imprensa pelo STF. Hoje não há nada em vigor que a substitua. Além do mais, a Petrobras enfrenta um bombardeio da chamada grande imprensa, que procura desgastá-la para justificar uma possível privatização.
Paulo  Peixoto , Riode Janeiro-RJ - Analista de Tecnologia da informação
Enviado em 10/6/2009 às 00:29:44
A petrobras esta coberta de razão . Para o leitor mais importante que um "furo" e a veracidade das informações , e isto com certeza não é a prioridade da nossa chamada "grande imprensa". Parabéns ao Marcio Flizikowski pela sua excelente colocação.
Ilda Nogueira , bh-MG - Jornalista
Enviado em 9/6/2009 às 22:40:08
Ótima iniciativa.Parabéns a Petrobras pela brilhante estratégia de comunicação.
Jose de Almeida Bispo , Itabaiana-SE - Publicitário, radialista e webmaster
Enviado em 9/6/2009 às 22:01:48
Abramo, exceção ao empresariado médio nacional, notadamente o paulista, ninguém toma decisões por pitacos do Sardenberg ou da Miriam Leitão, e sim por informações de gente exclusiva, e você bem o sabe disso. Do tipo que não aparece nem em colunas sociais. Todavia, em nome do jornalismo - mesmo que aqui se trate de uma guerra envolvendo partidarismo político - concordo com o exposto no parágrafo 10. O problema é que da forma irresponsável, lesa-pátria até como tem se comportado a geração substituta aos do Golpe de 64, não dá para pensar como deveria ser num ambiente civilizado. Repito o que já foi dito antes de mim: isso é uma guerra. É assim que a neo-UDN quer. É isso que eles terão. (Na minha modesta opinião, foi o médio-empresariado que ao dar ouvidos à midia golpista sobre a crise mundial, turbinando artificialmente seus efeitos no Brasil, se lançou no evidente risco de quebradeira e provocou essa queda no PIB).
Leonardo Darbilly , Rio de Janeiro -RJ - Professor universitário
Enviado em 9/6/2009 às 21:58:50
Não concordo muito com a análise do autor do texto de que os investidores utilizam O Globo, Folha e Estadão como fonte de informação. Ao contrário do que ele diz, os investidores não se pautam pelas denúncias vazias desses veículos que apenas enganam uma parcela ínfima da classe média acrítica. Os investidores preferem ler o Valor (que mesmo sendo produzido pelo Globo e Folha, possui uma linha muito diferente destes exatamente por ser destinado a um público diferente), a Gazeta Mercantil ou mesmo acompanhar a programação da Bloomberg. A prova disso é que os investidores não se deixaram levar pela campanha difamatória da imprensa vendida e permaneceram na Petrobrás. Ora, até uma criança sabe que a gestão da Petrobrás é exemplar e que a empresa nunca esteve tão produtiva, competitiva e promissora quanto nos tempos atuais. Dessa forma, a empresa tem o dever de continuar informando ao público essas informações e não se deixar intimidar por aqueles que demandam exclusividade no exercício da liberdade de expressão...
Pedro pereira Pereira , Palmas-TO - OLeiro
Enviado em 9/6/2009 às 20:42:08
Somente agora, depois da enxurrada de denuncias sobre a gestão fraudulenta a que esta submetida a Petrobras, e que sai esse Blog!!!! Quanto a abrir ¨ espaço para transparencia¨SR Carlos castilho vc tá de brincadeira com o leitor.. um total desrespeito... uma empresa publica tem que ser transparente independente de ter ou não um blog especifico para isso. Porque a cúpula do governo e da petrobras não quer que seja instalada uma CPI? Qual o medo do uso politico do fato? Essa turma não fez isso a vida inteira... não abria CPI ate pra investigar compra de calcinhas.. agora não pode mais e ainda consegue ajuda dos jornalistas enganjados que perderma totalmente a noção de sua função, que não é blindar governo nenhum.. Mais uma retórica de araque inaugurada pelos mandatários reclusos na década de 60, e que não se atualizaram seus conceitos mofados e infectados com uma vontade enorme de transformar em unica peça de informação... o pior.. com ajda de vcs mesmos
Marinilda  Carvalho , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 9/6/2009 às 19:45:07
Eu amo o Observatório! Tinha alguma reserva sobre a legitimidade da publicação das perguntas dos jornais no blog da Petrobras (sobre as respostas, não), mas os comentários do Rodrigo Meira e do Marcio Flizikowski acabaram com elas! Valeu, amigos!
Claudio Weber Abramo , São Pauilo-SP - DE
Enviado em 9/6/2009 às 17:06:39
Ao Marcio Flizikowski: Não, "furo" não é feito por assessor de imprensa, ou ao menos "furos" na acepção usual da palavra. Mas perguntar-se algo à fonte dá pistas à concorrência a respeito de qual poderá ser o rumo geral do que se está procurando.
Ruy  Acquaviva Carrano Junior , São Paulo-SP - analista de sisteas
Enviado em 9/6/2009 às 16:54:39
A questão do furo (questão número 4) é muito fácil de se tratar. Basta que o jornalista combine com a Petrobras que a divulgação de uma informação exclusiva seja feita após a publicação do jornal. De mais a mais, se a empresa é a fonte da informação e a mesma quiser divulgar um fato, tem o direito de fazê-lo independentemente do jornal A ou B querer um furo de reportagem, Outrossim nota-se que não existe furo de reportagem algum nem nas respostas da Petrobras, nem nas perguntas do Jornal. Aliás é de se estranhar essa alegação de "sigilo de perguntas".
Marcio Flizikowski , Curitiba-PR - Professor
Enviado em 9/6/2009 às 15:37:50
Aparentemente, o texto do Abramo é bastante elucidativo, mas esconde alguns equívocos. O primeiro deles é referente ao item 4. Quer dizer que furo hoje se faz com pergunta a assessoria de imprensa? Ora, ora. Qual a diferença da Petrobras divulgar as respostas das perguntas em um blog ou então emitir um release para os veículos de comunicação? Simples. No primeiro não existe o intermediário. Não tem nada a ver com furo. Pelo contrário, a ação da Petrobras fará com que jornalistas preguiçosos levantem a bunda de suas cadeiras e corram atrás de informações, dados e não fiquem no jornalismo de declaração. Outro ponto é a relação Petrobras e grande imprensa. O que leva o autor a acreditar que a Petrobras depende dosinvestidores que leem os jornalões? Não seria o inverso? Os investidores buscarão informações relevantes e verdadeiras para aplicar seu dinheiro, mesmo que seja no blog da Petrobras? E pelo que eu entendi a Petrobras não vai apelar ao Democrata de Xixirica. A Petrobras apelou para o maior meio de comunicação da atualidade - a Internet. Com penetração zilhões de vezes maior que todos os jornalões e revistões juntos. Finalmente, porque o fato da empresa não publicar algo previamente que seja publicado em um jornal, configurará dois pesos e duas medidas? Acho que a empresa tem como base publicar apenas assuntos controversos.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 9/6/2009 às 15:28:16
"vai ficar claro para o leitor como são produzidas as reportagens": e principalmente como nao sao produzidas as reportagens. Ora, se eu pergunto pra Petrobras "Uai, vi dizer que o gasoduto Urubus-FimDoMundo teria custado 12 quintilhoes, eh vera?" e a Petrobras responde "ouviu errado, nois nunca ouviu falar", nao esta dentro da pratica e metodos jornalisticos seguir com outra pergunta? Ou eh pratica comum simplesmente deixar morrer o assunto? Eh a FALTA DE PERGUNTAS DE FOLLOW UP que denuncia que a media esta fazendo "perguntas" a cujas respostas nao tem a menor intencao de dar atencao. Pelo contrario. Eh tudo descontextualizado e cortado. O grande blog da Petrobras eh tudo que os internautas esperavam que o blog do Protogenes fosse e nao foi, porque ele esta sendo processado pela policia federal a pedido de espioes, mas principalmente porque ele eh delegado e nao blogueiro ou escritor... (a entrevista de Protogenes na internet outro dia passou batido na media, por exemplo, mas ele nem colocou o link no blog dele ate agora.) GRANDE BLOG, PETROBRAS!
alvaro marins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 9/6/2009 às 15:14:08
Me desculpe, Abramo. Mas se algum investidor for basear suas decisões no que esses periódicos publicam vai quebrar a cara e perder dinheiro. Os grandes investidores sabem perfeitamente bem como se fazem jornais e salsichas. Existem diversos blogs de economia e finanças que são muitas vezes melhores do que toda a grande imprensa junta e a Petrobrás tem infinitamente mais credibilidade do que ela. Parabéns à Petrobrás pela iniciativa. A mídia está nuinha tomando uma tremenda vaia na avenida.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 9/6/2009 às 15:01:58
Como leitor do prestigiado do Democrata de Xiririca da Serra, sinto-me profundamente ofendido. Os periódicos mencionados ,Globo Folha de SP e Estadão, formam , um cartel conspirativo, distante do que se pode classificar como veículo de informação. Mais grave, as Organizações Globo,que gozam de uma situação privilegiada,ímpar no mundo democrático:possuem as três modalidades de mídia, que lhes confere um quase monopólio informativo,de alcance nacional.
Ethevaldo Pontes , São Paulo-SP - engenheiro
Enviado em 9/6/2009 às 14:44:03
A iniciativa da Petrobrás deixou a nu a grande imprensa. Por isso, todo o buxixo. Com o blog, vai ficar claro para o leitor como são produzidas as reportagens. O repórter sai com uma pauta pronta, tenta confirmar aquilo que o editor conseguiu. Se não o conseguir com informações, o editor coloca os cacos que quiser no texto para tender seus objetivos. Quem conhece a Veja , sabe como isso é feito. São três pessoas que escrevemas a revista. A Petrobras está certíssima. O leitor não vai perder nada. Vai ganhar porque poderá se o jornal que lê é sério ou está a serviço de alguém.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 9/6/2009 às 13:37:04
Prezado Ismar, concordo com você. Mas, no caso da Petrobrás, ela é fonte E alvo. Assim, quando a fonte for apenas fonte de informação concordo com você. Mas quando a fonte tiver algo a perder ou algum interesse, ela ganha relevância. Por exemplo, notícia e entrevista sobre Ismar Capistrano. Você acha que você deve ser consultado ou eu posso apenas perguntar para seus colegas?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 9/6/2009 às 13:18:22
"É tudo uma guerra e cada um se defende como pode": concordo. Que falta faz um judiciario, neh? Deve ser caro demais pro Brasilzinho instalar um judiciario...
Menjol Almeida , São Paulo-SP - Analista de Cobrança
Enviado em 9/6/2009 às 13:12:54
A Petrobras descobriu agora o que muitos leitores já haviam descoberto há muito tempo: os grandes veículos de comunição, ou seja, os grandes jornais pertencentes a meia dúzia de abastados, tornaram-se completamente inúteis. Vão amargar seus últimos dias comentando o BBB e as pornochanchadas da novela das oito. Toda figura pública deveria imediatamente lançar o seu blog e disponibilizar sua versão dos fatos.
Fábio Couto , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 9/6/2009 às 12:55:07
Perfeito!!!
Remindo Sauim , Canoas-RS - Aposentado
Enviado em 9/6/2009 às 12:44:37
É muito ingenuidade e desinformado este texto do Abramo. O blogue da Petrobras não tem nada a ver com jornalismo, assim como os ataques dos jornalões ao governo Lula (a CPI da Petrobras não é nada mais do que isso) também não tem nada a ver com jornalismo. É tudo uma guerra e cada um se defende como pode.
Rodrigo Guedes , Porto Alegre-RS - professor
Enviado em 9/6/2009 às 12:28:20
"Será mesmo que a empresa vai "furar" a Reuters, a Associated Press, o Financial Times, a Economist?" Se não quiser "furar" a Reuters, a Associated Press, o Financial Times, a Economist enquanto "fura" o PIG, qual é o problema? O que é isto? Amor de mãe?
Ismar Capistrano Costa Filho , Fortaleza-CE - Jornalista e professor universitário
Enviado em 9/6/2009 às 12:21:34
Concordo com parte de suas idéias. Discordo, no entanto, que a publicação das respostas da Petrobras fornecidas aos jornais vá uniformizar as informações e o leitor sai perdendo com isso. Uma só fonte não deve determinar o conteúdo todo de uma notícia. Isso pode se tornar um convite para valorizar a multiplicidade de versões sobre os fatos.
Eduardo  Tenório , Niterói-RJ - Administrador
Enviado em 9/6/2009 às 12:15:52
Não entendo... A imprensa que reclama é a mesma que acessa, sabe-se lá como, gravações entre pessoas que não se sabem gravadas e publica essas gravações na busca de audiência, venda de jornal e espaço publicitário? Ué!!!!!
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 9/6/2009 às 12:12:20
"em favor da melhoria da qualidade da imprensa, a Petrobras deveria continuar a fazê-lo após os veículos terem publicado as suas histórias": "historias" nao as hao na media brasileira. Eh tudo insinuacao, mentira, e espionagem.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 9/6/2009 às 12:10:24
""Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas(...)": que a ANJ prove essa "canhestra" ou consulte um dicionario antes de falar besteira. Se foi "tentativa de intimidar", foi tudo MENOS "canhestra". Ooooh, ANJinha, tente "fabulosa", "visionaria", e "dinossauricida" da proxima vez.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 9/6/2009 às 12:05:08
Também vi esse roda viva de ontem O SG deu um verdadeiro baile em cima dos mal-preparados jornalistas do PIG. Lá pelo fim, o cara do Valor Econômico(leia-se Globo), argumentando em cima de resposta do SG sobre se era bom ou ruim a privatização da Petrobrás, mostrou a cara por trás da máscara:"mas qual o problema de privatizar?" perguntou o Jose Fucs? O SG também poderia ter respondido que o que está no solo brasileiro deve reverter em melhorias para o povo brasileiro, o que não aconteceria com a privatização, que visa o lucro apenas da empresa e o entorno não cresce. Agora também está explicado porque o PSDB (no Congresso) não quis escutar o Sergio Gabrielli. Porque o cara está muito bem preparado, respondeu todas as perguntas com enfoque totalmente técnico, desfazendo um monte de enganos e distorções publicados pelos jornais. O membros governistas da CPI devem até usar a gravação desse programa como respostas à questões dessa CPI que, agora, está muito claro querer apenas desgastar o governo e/ou diminuir o valor da Petrobrás. Vão dar com os burros nágua... de novo.
Ricardo Pereira , Campinas-SP - quimico
Enviado em 9/6/2009 às 11:48:47
A questao se o blog vai publicar as perguntas da imprensa internacional é relevante e merece atençao. Mas se isto se configurar, o que significaria? Que a imprensa internacional segue os mesmos parametros da imprensa nativa? Gostaria que eles publicassem as perguntas destes jornalistas, pois revelariam os interesses que movem a midia estrangeira, neste tempos onde o senado nacional enlameia o nome da empresa. Nao nos esqueçamos que os estrangeiros estao de olho grande na regulamentaçao do pre-sal. Transparencia neles.
Rodrigo Meira , Sao Paulo-SP - administrador
Enviado em 9/6/2009 às 11:41:36
Então a maneira pela qual os jornalistas realizam "investigações profundas e detalhadas" é eviando email à assessoria de imprensa da empresa? Agora entendo a profundidade das reportagens... Fonte jornalistica é um contato interno, a informação de alguem em posicao privilegiada; a resposta oficial da empresa - via assessoria - deve sim ser pública e aberta.
João Paulo  Catalão , Araçatuba-SP - Especialista Ambiental
Enviado em 9/6/2009 às 11:19:04
Assistindo ontem (08/06) ao programa Roda Viva da TV Cultura, no qual o o convidado era o presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli, percebi como os jornalistas se sentiram ameaçados perante a atitude de a empresa de divulgar em seu blog as entrevistas das quais ela própria é a fonte. Membros da impresa caduca brasileira ainda acretidam poder exercer algum controle sobre as informações dessa instituição que, diga-se de passagem, é pública e de capital aberto. ´ Parabéns Petrobrás, seus investidores e a população brasileira não podem depender do veículo de comunicação A ou B para obter todas as as informações sobre a empresa. Quanto aos jornalistas, reciclagem.
Carlos Fochesatto , Caxias do Sul-RS - Professor
Enviado em 9/6/2009 às 11:08:43
Não se pode levar muito a sério a grande imprensa brasileira. É ela quem sempre faz apologia ao dito "primeiro mundo". Que lá é melhor assim, melhor assado. Ora, a Petrobrás copiou de lá e os nossos jornais ficaram nus. Mas que ótimo, avoé blogsfera.
Sérgio Pires , Brasília-DF - consultor
Enviado em 9/6/2009 às 10:37:34
O Editorial de O Globo do dia 09 de junho, "Ataque à imprensa", é de um absurdo total. Este editor possui todo o ranço dos censores da ditadura, que seleciona que tipo de informação pode ser divulgada e qual não pode. A Petrobras como dona da informação, falo das informações oficiais, não questionáveis éticamente ou jurídicamente, faz o que quiser com elas, divulga as que forem na medida do seu interesse. O que tem de existir não é apenas a liberdade de "imprensa", mas sim a liberdade de "informação", por todas as mídias.
Daniel Ruoso , Fortaleza-CE - Consultor
Enviado em 9/6/2009 às 10:01:28
Gostaria de apontar uma questão de imprensa que foi, no meu entender, chocante. Os links relevantes são: http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1187731-16021,00-DIVULGACAO+DE+INFORMACOES+EM+BLOG+DA+PETROBRAS+CAUSA+POLEMICA.html http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/05/esclarecimentos-da-petrobras-ao-jornal-o-globo/ http://www.anj.org.br/sala-de-imprensa/noticias/anj-se-manifesta-contra-atitudes-da-petrobras A atitude tanto do jornal O Globo quanto da ANJ são simplesmente vergonhosas...
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Claudio Weber Abramo

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