ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 541 - 9/2/2010
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BLOG DA PETROBRAS
A praga das assessorias

Por Claudio Weber Abramo em 10/6/2009

Reproduzido do blog do autor, 10/6/2009

A respeito do tal blog da Petrobras, escreveu-se neste espaço que:

1. Ao publicar perguntas de jornalistas e as respostas oferecidas antes que os veículos publiquem as suas matérias, a Petrobras não descumpre nenhum princípio de relacionamento com a imprensa.

2. Contudo, como a Petrobras precisa da imprensa por causa de suas relações com o mercado, não creio que a atitude durará. É provável que a empresa volte atrás.

3. A Petrobras deveria continuar a publicar perguntas e respostas após a publicação das matérias correspondentes pelos veículos, pois isso pode ajudar a melhorar a qualidade da produção de jornalistas e de jornais.

Observo que a prática poderia ser adotada por outras empresas e organismos do Estado.

Muito bem, abordada a questão sob o ponto da cobertura jornalística, vejamos agora o "outro lado", a saber, o que o blog da Petrobras mostra a respeito da… Petrobras. Decerto não era essa a intenção dos dirigentes da Petrobras ao desencadear a iniciativa, mas uma consequência direta é também mostrar como a empresa não responde a perguntas.

Sem respostas

O blog tem uma categoria de notas intitulada "Respostas da Petrobras", em que se exibem as tais perguntas e respostas. É instrutivo examinar esse material.

Tomo dois ou três exemplos. Em vermelho, perguntas que não são de fato respondidas, mas embromadas. (Não são todas assim, mas uma quantidade demasiada é. Convida-se o eventual visitante a verificar por si mesmo.)

Folha de S. Paulo, 4/6/2009:

Pergunta – A Aepet reclama ainda da grande quantidade de dirigentes da FUP ocupando cargos de gerência ou assessoramento na Petrobras e também na Petros.
Resposta Na Petros, todos os profissionais são capacitados tecnicamente para a função que exercem, inclusive na Direção, onde a lei exige experiência profissional e curso superior.

Pergunta – Qual a explicação da Petrobras para a nomeação de sindicalistas para cargos de gerência ou direção na companhia?
Resposta Todos os gerentes e diretores da Petrobras são empregados concursados, atuaram em diversas áreas e têm no mínimo 10 anos de empresa.

O Globo, 1-2/6/2009:

Perguntas – Como é a estrutura de comunicação da Petrobras? Detalhar essa estrutura. Está ligada direto à presidência? Quantos profissionais ao todo trabalham na assessoria de imprensa? Desses, quantos são funcionários concursados, e quantos são contratados? Especificar quantas trabalham na assessoria, seja em atividades internas como site, etc., seja para atender imprensa, etc. Qual é a estrutura nas diretorias e subsidiárias (tem diretoria que publica boletins internos, e tem assessores específicos como na diretoria de Gás, Engenharia, E&P, além dos assessores diretos da presidência, etc.). Por que a Petrobras contratou a CDN? O pessoal próprio já não seria suficiente para atender a demanda da CPI?

Resposta A Petrobras possui várias gerências de comunicação tanto na holding quanto nas subsidiárias. Na sede, além da Comunicação Institucional ligada ao presidente, existem gerências de comunicação ligadas às diretorias de Exploração e Produção (E&P), Abastecimento (ABAST), Gás e Energia (G&E), Serviços (SERV), Financeiro (FIN) e Internacional (IN) que atuam de forma independente para atender suas necessidades.

Além destas gerências corporativas na sede ainda existem as regionais que cuidam das comunidades vizinhas às instalações da Companhia. São nove unidades de negócio do E&P (áreas de produção de petróleo e gás) espalhadas pelo país, 16 refinarias e 3 fábricas de fertilizantes do ABAST, e os empreendimentos da engenharia (SERV). A área internacional (IN) possui estruturas de comunicação na Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Estados Unidos e outros países, além das subsidiárias Transpetro, com terminais em todo o país e Petrobras Distribuidora, com escritórios nas grandes capitais. No total são cerca de 1.150 pessoas, sendo 400 na Comunicação Institucional e 750 nestas outras áreas da empresa entre empregados concursados e profissionais contratados.

A Petrobras, assim como toda grande empresa, possui um Sistema de Comunicação de Crise com o objetivo de comunicar-se de forma ágil, objetiva e transparente, buscando atender às demandas de informação de seus públicos de relacionamento principalmente em situações de crise. O Sistema foi criado por norma, aprovada pela diretoria em 2002 e desde então atua em todos os momentos mais importantes como acidentes, greves ou outros assuntos de maior relevância que em, muitos casos, exigem a contratação de agências externas de forma a garantir o pleno atendimento a todas as demandas de comunicação.

Como se percebe nesses exemplos, a publicação das respostas da Petrobras ajuda também a perceber que a empresa procura esquivar-se de questionamentos que lhes são dirigidos e para os quais não tem ou não quer dar as respostas. Saber isso é também útil para a informação do público.

Assessorias de imprensa

Outra peculiaridade interessante diz respeito ao título desta nota: a praga jornalística de aceitar que assessorias de imprensa funcionem como fontes legítimas de informação.

Ao apresentar as perguntas dos jornalistas e as respostas que produz, o blog da Petrobras abre informando que "Em x/x/2009, o jornal Y entrou em contato com a assessoria de imprensa da Petrobras para produção de uma matéria sobre o assunto Z. As perguntas do(a) jornalista e as respostas da Petrobras estão disponíveis a seguir".

No que se constata que jornalistas entram em contato com a assessoria de imprensa da Petrobras para formular perguntas, mas as respostas não vêm dos funcionários da empresa que de fato são responsáveis por algo objetivo e sim da própria assessoria de imprensa.

As afirmações constantes das respostas não são atribuíveis a ninguém, mas "à Petrobras". (Quando se lê esse tipo de coisa, aprenda o eventual visitante que quem forneceu as informações não foi alguém que faça algo de relevante nas empresas e ministérios e secretarias etc. etc., mas um assessor sem responsabilidade sobre coisa nenhuma.)

No material que a Petrobras publica em seu blog não há uma única menção a respostas fornecidas por pessoas que efetivamente exerçam responsabilidades concretas na empresa – nem mesmo no caso de um gerente (Wilson Santarosa, que ao que parece é o czar da "Comunicação Institucional" da Petrobras) nominalmente mencionado em perguntas como "escalado" para a tropa de choque anti-CPI. Quem responde a perguntas sobre o sr. Santarosa não é o sr. Santarosa, mas algum assessor de imprensa que permanece anônimo.

Essa prática, de assessores de imprensa assumirem papéis que não lhes cabem, desvirtua a função da assessoria de imprensa. A principal responsabilidade por esse desvirtuamento é da imprensa, ao aceitar que esses intermediários assumam papéis que não são deles.

Responsável pela embromação

A justificativa de existência de assessorias de imprensa em organizações grandes deriva da necessidade de direcionar internamente as demandas que vêm da imprensa. Um repórter não sabe necessariamente quem na empresa responde por isto ou aquilo. A assessoria de imprensa serve, em princípio para isso.

Outras atividades que assessorias de imprensa oferecem a seus clientes incluem "cavar" matérias, arranjar almoços de executivos com jornalistas, pressionar editores em nome da empresa ou órgão público e outras intermediações desse tipo.

Alguns assessores de imprensa limitam a sua atividade à função primordial, que justifica a sua existência. Muitos, porém, são na prática lobistas, atravessadores, traficantes de influência.

Embora apresentadas como "facilitadoras", grande parte das assessorias de imprensa contratadas por empresários e por burocratas do Estado na verdade tem a função de erigir uma barreira entre o fulano e a imprensa. Não trabalham em favor do fluxo de informações, mas no sentido oposto.

Tome-se um só dos exemplos replicados acima. Se a resposta embromatória à pergunta "Qual a explicação da Petrobras para a nomeação de sindicalistas para cargos de gerência ou direção na companhia?" proviesse de Fulano de Tal, diretor da área Sicrana da Petrobras, o jornal lascaria lá, com toda razão: "Perguntado, o diretor Fulano de Tal não quis responder". (Na verdade, o que passa por objetividade jornalística hoje em dia proibiria usar o verbo "querer", pois "querer" é subjetivo. Escreveriam, em vez, "não respondeu".)

Frente a tal possibilidade, é de se duvidar que a Petrobras (ou qualquer outra empresa, estatal ou privada, ou burocrata governamental) tratasse certas demandas da imprensa como trata. Alguém seria responsável pela embromação, e esse alguém teria de responder a seus pares, chefes, acionistas etc. pelo que tivesse deixado de declarar ou informar.

Problemas a encarar

Observe-se que o estado de coisas vigorante poderia ser facilimamente neutralizado pelas empresas jornalísticas. Bastaria a elas recusar-se a aceitar que suas perguntas, questionamentos, solicitações de dados e assim por diante fossem atendidas por assessores de imprensa.

Empresas e burocratas poderiam continuar a contar com essas assessorias, mas agora colocadas no seu lugar devido, a saber, o de identificar quem na estrutura da empresa ou do órgão público melhor poderá responder às demandas da imprensa e, a partir daí, tirar o time de campo.

Observo que assessores de imprensa não falam em noticiosos de televisão ou rádio: quem fala é alguém responsabilizável. Por que jornais impressos e noticiosos de internet aceitam o que as TVs não aceitam?

O diabo seria lidar com as relações de dependência mútua que se criaram nas redações entre muitos repórteres e os assessores de imprensa das áreas que cobrem. Um jornal que adotasse a prática de eliminar assessores de imprensa como fontes de reportagens enfrentaria uma penca de problemas internos.

Ainda assim, valeria a pena. Os leitores agradeceriam.

Comentários (29)
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Sergio Ribeiro , São Paulo-SP - bancário
Enviado em 12/6/2009 às 12:12:03
Com todo respeito ao Cláudio (gosto muito do trabalho da Transparência Brasil), mas ele realmente desconhece dados básicos de assessoria de imprensa. Como já foi dito abaixo, as assessorias são encarregadas pela comunicação externa e os devidos setores são consultados por ela para a elaboração das respostas. Mais óbvio que isso é que, independente da resposta vir de um assessor, técnico ou presidente da empresa, quem está na verdade respondendo é a Petrobrás SA. Ninguém dá respostas individuais quando fala ou está a serviço de uma empresa ou instituição. Se um bancário atende mal a um cliente, quem vai responder na justiça é o presidente do Banco. Setorizar a resposta não muda absolutamente nada.
Ana Maria Arrigoni Vigano , RJ-RJ - Médica
Enviado em 11/6/2009 às 19:50:04
Concordo em gênero, número e grau com as avaliações feitas aqui por Cristiana Rocha. Ela disse tudo que eu gostaria de dizer. Muito obrigada.
Raphael Jardim , Belo Horizonte-MG - Músico/Jornalista
Enviado em 11/6/2009 às 17:57:15
Claudio, discordo que as pessoas não podem ser preservadas. E quando eu digo preservação, eu quero dizer que os trabalhadores de qualquer empresa não possuem tempo e preparação para conversar com órgãos de imprensa e distribuir "a esmo" informações que podem ser cruciais para a população. Quem deveria estar sendo constantemente arguído pelos órgãos de imprensa são os presidentes, diretores e superintendentes dessas empresas, mas quando os jornalistas dão de cara com essas figuras, tremem nas bases e são incapazes da fazer perguntas precisas e essenciais. Não possuem coragem e muito menos capacidade de estar suficientemente contextualizados para entrevistar figuras tarimbadas. Não acho que ficar entrevistando técnico de empresa seja importante para o jornalismo, já que o assessor facilita o trabalho da imprensa, e MUITO, intermediando essa relação. E o assessor tem que ter credibilidade sim, pois ele é o jornalista dentro da empresa. Teoricamente, o jornalista é a própria opinião pública dentro da empresa. Infelizmente não é o que vemos hoje no Brasil, e acredito que em lugar algum do mundo. Mas não é por isso que nós devemos jogar no lixo o trabalho do assessor, porque aqui nesse país, praticamente 90% dos profissionais de qualquer área chegam próximo do ridículo em performance e inovação. Não é exclusivo pra assessoria de imprensa não...
Remindo Sauim , Canoas-RS - Aposentado
Enviado em 11/6/2009 às 17:52:36
Que me desculpe o Abramo, mas as perguntas são genericas e as respostas também, é obvio que os jornais estão tateando no escuro, vão na onda de que atirando a esmo vão acertar alguma falha da Petrobras. Toda esta briga é pela diminuição é pela pulverização das verdas da Petrobras. Não tem nada a ver com jornalismo. Horóscopotambém sai em jornal.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 11/6/2009 às 13:54:09
"Seria o caso de dizer que o lead está no pé, embora aqui certamente não se trate de incompetência, mas de uma tática para informar envergonhadamente sobre o recuo, sem lhe dar o devido destaque": o "devido destaque" foi imenso. Tanto que o nome do post eh "O blog eh nosso", derivado diretamente de "O petroleo eh nosso". O blog estava informando procedimento interno do blog, exclusivamente para seus leitores. A reacao da media ao anuncio de procedimento interno de blogs nao chegou a informar seus proprios leitores a respeito do filho de FHC -furo internauta- e de dezenas de outros furos internautas que eles estao larapiando pras suas paginas. Pra quem quer ler o post original (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/10/o-blog-e-nosso/) as "banalidades"-de acordo com voce- da abertura afirmam apoio de milhares de internautas sem dizer o obvio: em mais uma semana e meia um por cento dos 34 milhoes de internautas brasileiros ja terao acessado diretamente o blog da Petrobras.
sylvia moretzsohn , rio de janeiro-RJ - professora
Enviado em 10/6/2009 às 23:08:53
Embora a ênfase do texto seja a crítica - com a qual concordo plenamente - à hipertrofia e ao desvirtuamento do trabalho das assessorias de imprensa, acho importante registrar que a previsão do articulista quanto ao recuo da Petrobras se cumpriu hoje (quarta, dia 10), no início da tarde. Com isso, como diz o Weis no P.S. a seu artigo, acaba o problema. Porém, achei curiosa a forma pela qual os responsáveis pelo blog deram a informação: no meio do post "O blog é nosso", que abre com banalidades e apenas no fim do segundo parágrafo chega ao principal. Seria o caso de dizer que o lead está no pé, embora aqui certamente não se trate de incompetência, mas de uma tática para informar envergonhadamente sobre o recuo, sem lhe dar o devido destaque. A propósito, um post anterior, em "resposta" a duas perguntas do Estadão, também sai pela tangente. O jornal pergunta: "Por que não houve publicação de nenhuma pergunta ou resposta hoje? Há algum ajuste na estratégia de divulgação das informações?" A resposta é: "Todas as perguntas e respostas serão publicadas". Não mente, mas não diz a verdade, pois de fato houve uma mudança de estratégia. Uma mudança simplesmente fundamental. A forma como a Petrobras se comportou neste episódio é mais um exemplo, muito significativo, a demonstrar "como a empresa não responde a perguntas", corroborando a crítica do articulista.
alvaro marins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 10/6/2009 às 19:54:25
Para o Quarteto Midiático (Espia, O Bobo, O Estadinho e a DitaBranda) "sindicalista" é um nome feio que não deve ser pronunciado nas reuniões de gente fina. Seria como convidar gente de cor para festas de família, das boas famílias, bem entendido. E nos veículos de comunicação que possuem os tais sindicalistas devem ser sempre referidos como baderneiros, grevistas, agitadores e comunistas. E as manifestações, que promovem como parte da luta por seus direitos, sempre ser tratadas como arruaça, bagunça, baderna. Essa é a maneira correta de redigir.
Marinilda  Carvalho , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 10/6/2009 às 19:41:08
Samuel e Marcio Batista mataram a pau. Mas é inútil. Política não conta. Contratar sindicalista, petista e esquerdista é crime. Pra ser legítimo e legal tem que rezar pelo terço PIG/PSDB/PFL. Sindicalista, petista e esquerdista não estudam, não ralam, não balizam seu caminho pelo bem: é tudo ladrão, bandido, sem-vergonha, apaniguado do Lula e tem mais é que morrer de cara pro chão com a boca cheia de formiga. Todos os cargos, do Ipea do Pochmann à Petrobras de Gabrielli, têm que ser ocupados pelos únicos viventes que prestam, tipo Fabio Giambiagi, David Zylbersztajn, Mendonça de Barros. Se Virgílio e ACMNeto não aprovam num pódi! Bom era no tempo do Sarney, em que a empresa ACM/Marinho trocava até as lâmpadas dos ministérios. Só há um probleminha: tem gente que discorda. E prefere ler o blog da Petrobras. Que, por sinal, deu um recuo feio: só vai publicar perguntas/respostas depois da meia-noite do dia de interesse lá do PIG (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/10/o-blog-e-nosso/). Sniff... (Isso não significa que eu não esteja amando os posts do Weber! Ele está arrasando, tem os melhores insights neste debate.)
Marcio  Batista Martins , Jaraguá do Sul-SC - Redator
Enviado em 10/6/2009 às 18:23:21
A Petrobras não pode nomear sindicalistas então? É proibido pela Constituição da GLOBO, FOLHA e estadão?
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 10/6/2009 às 18:14:42
( cont. ) o fim, desse monopólio, degradante, a que somos submetidos há décadas. Só para constar, ninguém está sendo manupulado ou enrolado no Blog, todos estão ali, sabendo, exatamente, o que estão fazendo e com que fim e é isso que nossa imprensa não está suportando ver. Eu lamento, por jornalistas decentes que trabalham para jornais, TVs e rádios, indecentes e espero que eles não se juntem a tipos como Dora Kramer e Boris Casoy que ontem foram um exemplo, claro, de crianças que não sabem perder.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 10/6/2009 às 18:08:02
Vou tentar ser bem objetiva. O Blog é o máximo e cumpriu a sua função, ou seja, colocar a mídia no seu devido lugar, com o apoio maciço da população. Há muito que já está bem claro o manifesto descontentamento da população com os desmandos da nossa imprensa, mas ainda assim, nossa mídia, colocada num pedestal, dava um nem aí pq a população não apita nada. Não entendo chiar pq respostas não são dadas objetivamente, uma vez, que nossa mídia, sobretudo, a televisiva, nunca fez nada além de enrolar a população e se esconder sob o manto da liberdade de imprensa. Qto a estrutura funcional da Petrobrás, ninguém quer saber de nada, o que importa a população é que o sucesso da rasteira que a Petrobrás deu na mídia seja garantido, e, para isso, conta com o apoio quase que irrestrito da sociedade. Nãoé mais só o povo, agora é um Titã contra outro Titã. Nossa imprensa cavou isso para si qdo fez ouvidos de mercador a população que justificava a sua utilidade. A cara de pau com que foi tratado o direito de resposta, ontem, já nos deu o esboço do que vem por aí. O Globo de hoje, numa entervista com um tal de filósofo da Unicamp, é um tributo ao bizarro. Que venham muito mais empresas para a rede, vamos precisar delas qdo o PIG começar a defender o projeto nefasto do Azeredo. A Petrobrás se interpôs entre a população e a mídia, nós merecíamos isso e é isso só que esperamos, ( cont. )
Claudio Weber Abramo , São Paulo-SP - DE
Enviado em 10/6/2009 às 17:56:07
Ao Raphael Jardim: O que você menciona justificativa é exatamente o problema. Informação parte de alguém que não pode ser "preservado". E por que motivo seria conveniente dar "credibilidade" a assessores de imprensa?
Raphael Jardim , Belo Horizonte-MG - Músico/Jornalista
Enviado em 10/6/2009 às 17:07:20
Claudio, Gostei muito do seu texto de maneira geral, mas discordo de você no que diz respeito às informações publicadas como "A Petrobras informa". Na rotina da assessoria de imprensa, na grande maioria das vezes as respostas são obtidas com os profissionais das respectivas áreas. No entanto, o nome do profissional e sua área de atuação são omitidos com o intuito tanto de preservá-lo como de dar credibilidade à assessoria de imprensa da empresa. Não vejo problema nessa estratégia, já que é uma forma de mostrar que o profissional de comunicação empresarial está longe de ser apenas um secretário, ou um canal de informação.
Claudio Weber Abramo , São Pauilo-SP - DE
Enviado em 10/6/2009 às 16:43:43
À Andrea Costa: Comentário supimpa o seu. A sra. afirma ser jornalista. Importa-se de informar onde trabalha?
Renato Hoffmann , BSB-DF - Jornalista
Enviado em 10/6/2009 às 15:26:11
Samuel, você pegou bem o "espírito da coisa". Parabéns
Andrea  Costa , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 10/6/2009 às 15:14:26
Isso mesmo! Agora o presidente da Petrobrás deve reservar duas horas por dia para atender ligação de jornalista. Os diretores, pessoal que trabalha nas plataformas, no departamento financeiro, no jurídico devem fazer o mesmo. Dane-se o trabalho efetivo na empresa. O que importa é atender a imprensa! Das duas uma: esse senhor que assina o texto é doido ou não tem o que fazer. Se for quem estou pensando, um cara da Transparência Brasil, sei que ele não tem o que fazer e passa o dia todo livre para atender a imprensa. Mas acho que estou errada, pois não seria coerente um representante desta instituição ser contra a atitude transparente da Petrobrás e ainda combater essa transparência com argumentos tão pobres.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 10/6/2009 às 14:40:19
"Assessorias de Impresa foram criadas justamente para não dizer nada": o Brasil nao eh a Sao Paulo de Jose Serra. "São como os advogados quando falam pelos seus clientes": sinal que Daniel Dantas esta preparando mais outra entao. "Basta assistir as entrevistas dos assessores de Comunicação Social da Marinha e da Aeronáutica sobre o acidente com o avião da Air France": nao vivo ai, mas ouvi exatamente o contrario disso, EXCETO pelo xuxu lunatico ministro da defesa de Dantas. "Dizem o que o Comando mandou repassar e no resto do tempo, só enrolam": nao foi isso que a PM disse ontem quando agrediu os estudantes ai em Sao Paulo?
Samuel Lima , Joinville-SC - Jornalista
Enviado em 10/6/2009 às 14:35:32
A questão nada tem a ver com liberdade de imprensa, constragimentos aos profissionais da "ungida" grande mídia, tampouco com esotéricos pactos de confidencialidade entre jornalistas e fontes. O debate tem um pano de fundo político, cerzido nos desvãos dos jogos de poder aos quais a mídia, como ator nem sempre legítimo, assume papel inconteste. Ora, Cláudio, não seria escrever sobre o óbvio afirmar que "a publicação das respostas da Petrobras ajuda também a perceber que a empresa procura esquivar-se de questionamentos que lhes são dirigidos e para os quais não tem ou não quer dar as respostas". Qual seria o papel do jornalismo investigativo? A meu juízo jogar luz sobre eventuais sombras de informação, guiado pelo interesse público. A criação do blog impede o exercício da apuração rigorosa? Desde o começo, o jogo da CPI da Petrobras está marcado pela tabelinha do DEM/PSDB + grupos de mídia nacional, antecipando o jogo político de 2010. Nesse terreno, gritar por "imparcialidade" e "independência" é pura hipocrisia. No fundo, o que percebo é o seguinte: a verdade dos "deuses" dos "oráculos" (aquários) das grandes redações, dos jornais impressos, parece ameaçada por esse tipo de iniciativa. Mas, há que se respeitar também a capacidade crítica de "sua excelência", o leitor, inclusive ao acessar informações no blog da Petrobras.
Leônidas Souza , Santos-SP - aposentados
Enviado em 10/6/2009 às 13:08:00
Assessorias de Impresa foram criadas justamente para não dizer nada. São como os advogados quando falam pelos seus clientes. Basta assistir as entrevistas dos assessores de Comunicação Social da Marinha e da Aeronáutica sobre o acidente com o avião da Air France. Dizem o que o Comando mandou repassar e no resto do tempo, só enrolam. Um abraço!
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 10/6/2009 às 12:56:31
"criança prendeu a respiração,ficou roxa,mas a birra não impressionou": pois eu estou muito impressionado com o jus chilicandis mediatico, Dante... tou procurando um lencol pra enxugar minhas lagrimas e um pregador de roupa pro nariz nesse minuto!
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 10/6/2009 às 12:44:49
"quantos são funcionários concursados, e quantos são contratados? Especificar quantas trabalham na assessoria, seja em atividades internas como site, etc., seja para atender imprensa, etc. Qual é a estrutura nas diretorias e subsidiárias (tem diretoria que publica boletins internos, e tem assessores específicos como na diretoria de Gás, Engenharia, E&P, além dos assessores diretos da presidência, etc.). Por que a Petrobras contratou a CDN? O pessoal próprio já não seria suficiente para atender a demanda da CPI?": quantos sao os funcionarios concursados do senado e quantos sao contratados? Qual eh a estrutura das diretorias, gerencias, e subsidiarias? Porque Brasilia contratou o filho de Jose Sarney, entre outros filhos de politicos? O proprio pessoas de Brasilia nao eh suficiente pra desgracar o Brasil? Finalmente, quanto tempo a "canhestra tentativa" de blog da Petrobras vai levar pra chegar aos xuxus supremos e ser derrubada pelos xuxus supremos?
Claudio Weber Abramo , São Pauilo-SP - DE
Enviado em 10/6/2009 às 12:17:54
Ao Luiz Amaral: Sugiro ler direito o que escrevi.
alvaro marins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 10/6/2009 às 12:13:59
Esse blog da Petrobrás é máximo. O pessoal da mídia está a beira de um ataque de nervos. Tô simplesmente a-d-o-r-a-n-d-o!
Luiz Amaral , Rio das Ostras-RJ - Web Designer
Enviado em 10/6/2009 às 12:09:24
O autor lamenta que as assessorias não RESPONDEM ou RESPONDEM GENERICAMENTE às perguntas que são feitas. Ou seja, lamenta que sua passividade não gere os resultados que espera. Ao ler este e outros artigos fico com a impressão que o JORNALISMO INVESTIGATIVO, onde o profissional não se conformava com chavões e levantava da mesa de telefone e computador e IA ATRÁS DAS RESPOSTAS, onde quer que estivessem, com perseverança e trabalho duro (VIDE WATERGATE), não existe mais. Um exemplo: acusa-se a Petrobras de nomear sindicalistas para cargos importantes. QUANTOS e QUEM são, no imenso universo desta empresa?
Claudio Weber Abramo , São Pauilo-SP - DE
Enviado em 10/6/2009 às 12:06:35
Ao Tiago: 1. Decerto nunca trabalhei em assessoria de imprensa. 2. Sei perfeitamente como se dá a produção de notas (releases). 3. Não desmereço trabalho de assessor de imprensa, desde que se limite à função que justifica a sua existência. 4. É descabido que jornais publiquem noticiário em que a "fonte" é um assessor de imprensa. Assessor de imprensa não pode ser fonte, pois não é responsabilizável.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 10/6/2009 às 11:48:41
Quando classificam a iniciativa da Petrobrás, com seu inédito blog, de "terrorismo de estado","apud " Roberto Romano,professor da Unicamp, via GlOBO, o assunto envereda rumo ao "perigoso terreno da galhofa". Portanto, o assunto esgotou-se,a criança prendeu a respiração,ficou roxa,mas a birra não impressionou.
Josmailton Lopes , Brasília-DF - Contador
Enviado em 10/6/2009 às 11:37:52
Lamento, mas discordar do autor faz parte da democracia, a Petrobrás respondeu, sim. Respondeu da forma considerada possível, ou seja, as nomeações foram por mérito e competência não importando se eram sindicalistas, dirigentes de federação ou outro, mas, sim que foram seguidos os critérios objetivos da empresa. Muitas das perguntas feitas, pessoalmente, considero intromissão, querer saber demais, investigue, não é esse o trabalho do Jornalista, com J maiúsculo. Quanto as televisões, poucos são as falas de responsabilizáveis, na imensa maioria, são analistas externos e o próprio jornalista opinando, não descrevendo o fato, em cima de uma edição de imagem. Mesmo discordando considero excelente o artigo do articulista. E só para informar não sou da Petrobrás, que já provou ser capaz de se defender, mas adoraria ter informações fedidignas na imprensa.
Tiago Chaves , Belém-PA - Analista de Comunicação
Enviado em 10/6/2009 às 11:28:35
Desculpe-me perguntar, caro Cláudio. Mas ao ler o trecho em que você se refere à praga da assessoria de imprensa, fiquei com a nítida impressão que você nunca trabalhou em uma e talvez nem saiba como se dá a produção das notas enviadas por uma. Talvez em alguma empresa isso não aconteça, mas meu conhecimento é que toda informação repassada por uma assessoria de imprensa é aprovado e repassado anteriormente por um profissional da área daquele assunto. Nunca, jamais, o assessor teria capacidade de dar uma informação técnica sem este respaldo. Fico receoso quando leio este tipo de artigo/comentário/blog, pois me passa a sensação de que, cada vez mais, os jornalistas se utilizam da liberdade de imprensa como um autoritarismo da imprensa, onde tudo podem. Contestar o papel da assessoria de imprensa dessa forma é desconhecer e desmerecer o trabalho de profissionais capacitados e que respeitam e merecem o trabalho dos jornalistas mais sérios e éticos das redações deste país. Mas eu imagino que tudo isso seja de seu conhecimento, que você saiba sim como uma assessoria trabalha, do contrário quem seria você para fazer este tipo de análise, correto?
Lenin Araujo , Guaraci-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 10/6/2009 às 09:57:26
Vejam o que um "olhar clínico" pode fazer para melhorar o fluxo de informações. Os esgares da ANJ, Folha e Globo poderiam ter adotado este ângulo, melhorando a si mesmos e a quem deve nos deve informações sobre superestruturas como a Petrobras.
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Claudio Weber Abramo

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