ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 542 - 9/2/2010
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DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Uma vitória da lógica e da democracia

Por Luiz Antonio Magalhães em 18/6/2009

Não é mais preciso de canudo para ser jornalista no Brasil. Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal julgou na sessão de quarta-feira (17/06) a questão da obrigatoriedade de diploma específico para o exercício da profissão de jornalista. Foram oito votos contrários e apenas um favorável à exigência. Trata-se de uma vitória do jornalismo e da democracia brasileira, reafirmando as teses da liberdade de expressão e do livre pensamento, garantidas pela Constituição Federal.

Este observador já se manifestou sobre o assunto (aqui e aqui, entre outros tantos comentários neste OI ou no blog Entrelinhas) e sempre apoiou o fim da obrigatoriedade do diploma. Antes que alguém pergunte, cabe logo o esclarecimento: jornalista desde 1995, quem assina este texto não tem o diploma específico, é formado em História pela Universidade de São Paulo e abandonou, no terceiro ano, o curso de Administração Pública na Fundação Getulio Vargas para abraçar a profissão (opção esta que acarretou algum prejuízo material, certamente). É preciso, portanto, desde logo esclarecer que não se trata aqui de advogar em causa própria, pois ao longo desses quase 15 anos a falta de diploma jamais foi óbice para o trabalho em veículos tão diferentes quanto a Folha de S. Paulo, Correio da Cidadania, PanoramaBrasil, DCI, Valor Econômico, além, é claro, deste Observatório, desde o ano 2000.

A questão da exigência do diploma para exercício do jornalismo é na verdade até simples: a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula. Há diversas profissões com as mesmas características, além da de cozinheiro, citada ironicamente pelo ministro Gilmar Mendes. Publicitários, músicos, artistas, escritores são alguns assemelhados: é perfeitamente possível realizar o trabalho sem ter aprendido a teoria na escola.

Tudo que um bom jornalista precisa é de talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão, seja na universidade ou no dia a dia de seu trabalho. E de preferência manifestar esta vontade ao longo de toda a sua vida, continuamente.

Salvo exceções, os melhores profissionais acabarão sendo os mais bem formados e para isto só há uma coisa a fazer: estudar bastante. Este observador recomendaria a um jovem que deseja ingressar na profissão que curse qualquer faculdade – pode ser Direito, Economia, Engenharia, qualquer das Ciências Humanas ou até mesmo Medicina, Química ou Matemática. Uma pós-graduação em Comunicação complementaria maravilhosamente a formação, mas isto não é uma necessidade imperiosa.

O fim da exigência do diploma acaba com uma barreira corporativista tacanha, levantada por um sindicalismo medíocre, e não significa em absoluto o fim das escolas de jornalismo. De fato, o fim da exigência não impedirá que muitos jovens continuem cursando jornalismo para ingressar na profissão. Atualmente existem excelentes faculdades de Publicidade e Marketing, embora o diploma não seja obrigatório para o exercício da profissão. Muitos profissionais que se destacam neste meio são recrutados nas universidades. Por outro lado, gente com talento especial e até sem educação formal alguma poderá exercer o jornalismo sem os constrangimentos dos defensores de um canudo que no fundo só servia para a manutenção de seus próprios feudos no meio sindical. Ou alguém imagina, em sã consciência, um sindicato dos escritores lutando pela exigência de diploma específico para a profissão de escritor; um sindicato dos atores tentando impor a frequência em escolas de arte dramática para que seus pares subam nos palcos?

É claro que a Fenaj e as faculdades privadas (ou seriam fábricas de diplomas?) não vão dar a batalha por perdida, certamente vem aí algum projeto de lei estapafúrdio como o do Conselho Federal de Jornalismo para reinventar a obrigatoriedade do diploma. Afinal, ninguém larga a rapadura assim de graça, portanto esta briga ainda vai longe, muito longe.

Tudo somado, porém, a verdade é que o STF tomou a decisão mais acertada. Não que a questão do canudo seja central na discussão sobre mídia e imprensa no país hoje, mas o fim do diploma obrigatório foi bom para o Brasil, bom para o jornalismo, bom para os leitores. O futuro vai mostrar a correção da decisão tomada em uma fria quarta-feira de junho.

Leia também:

A liberdade de expressão e o diploma – Maurício Tuffani

Dez argumentos pelo fim da obrigatoriedade - Maxwell dos Santos

A necessidade da formação universitária – Muniz Sodré

MEC cutuca omissão de escolas de jornalismo – Maurício Tuffani

O difícil caminho da "sociedade da informação" – Muniz Sodré

Sobre sindicatos, diplomas e ouvidorias – Dioclécio Luz

Como formar o jornalista multimídia – Thaïs de Mendonça Jorge

A promiscuidade no jornalismo político – Argemiro Ferreira

A teoria é necessária – Joice Rodrigues Camargo

Feito para quem quer ser jornalista – Sérgio Gomes

Escolas de Jornalismo off-line – Humberto Schvabe

O que é o jornalista? – Norma Couri

A tarefa intelectual, a moral e a política – Gilson Caroni Filho

O futuro do mestrado e a formação de jornalistas – Maurício Tuffani

O diploma e o trabalho comunitário – Elaine Tavares

O sentido para o jornalismo – Moisés Viana

Reações contra ingerência de empresas no currículo – Henrique Costa

Uma crônica sem escudo institucional – Darley França

Democracia é isso? – Vanderson Freizer

Cinegrafista sem diploma não pode ser jornalista – Milene Magalhães

Conquistar espaços é explorar limites – Darley França

Jornalista ou apoplético com diploma? – Heitor Reis

Muitas escolas, poucos empregos – Luiz Garcia

Os defensores do diploma e seus debates imaginários – Maurício Tuffani

O STF e o jornalismo de qualidade – Alfredo Vizeu

Jornalista não precisa estudar? – Thaís Raeli

Sobre democratização da mídia e o diploma – Mário Augusto Jakobskind

O diploma e a ética profissional – Aloísio Morais Martins

O estigma da condenação – Lúcio Flávio Pinto

Liberdade de expressão e regulamentação profissional – José Carlos Torves

Uma estratégia pendurada na broxa – Maurício Tuffani

Parasitas na pele de "educadores" – Mário Bentes

Ética e credibilidade estão ameaçadas – Andrea Godoy

Jornalistas e sua formação – Eugênio Bucci

A falsa questão do diploma – José Milton Santos

Em defesa do diploma. Mas não só – Elaine Tavares

Diploma, esse desconhecido – Marina Ferraz

Com ou sem diploma, a revisão necessária – Henrique Costa e Cristina Charão

O preço do conhecimento – Luciano Porciuncula Garrido

STF pode derrubar diploma para jornalista – Renata Camargo

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De que lado estou? – Heitor Reis

Estrabismo insistente estreita a razão – Rogério Christofoletti

Só jornalistas produzem informação? – Maurício Tuffani

Análise de uma crítica – Heitor Reis

A difícil tarefa de fazer jornalistas – Carlos Chaparro

Debate na USP isola as falácias – Maurício Tuffani

Cursos de Jornalismo também devem ser limitados – Regiane Muniz

Depois do CFJ, outra péssima idéia – Mauricio Tuffani

Diploma para jornalista volta a vigorar – Marinilda Carvalho

O jornalismo perdeu sua cidadania – Nilson Lage

Preparo vai fazer a diferença – Pedro Celso Campos

Decisão improdutiva – Marcelo Mastrobuono

Os órfãos do medo – Ewaldo Oliveira

Oitenta anos de solidão – Maurício Tuffani

Guerra aos precários – Antonio de Oliveira

Muito além do diploma – Muniz Sodré

Diploma: A volta, em mais um lance – Victor Gentilli

Crônica de uma baixaria anunciada – M. T.

Um bom susto e alguma consolidação – V. G.

Entre o canudo e a carteirinha – Luiz Martins

O jornalismo é uma profissão, sim! – Rogério Christofoletti

Empresas em crise, ensino em baixa – Alberto Dines

Sob os auspícios do AI-5 – Lucas Tadeu Ferreira

Luz no fim do canudo – Luiz Weis

Comentários (206)
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Laura  Ribeiro , SP-SP - Oficial de Jusiça (aposent), Jornalista e Cantora
Enviado em 26/8/2009 às 01:46:48
Sr Luis Antonio Magalhães..., desculpe-me pois não o conheço, mas seus comentários tem lógica, porque até para ser Presidente da República, não é exigido Diploma algum, não é mesmo? É triste para mim, que atravessei toda a Ditadura militar, inclusive cursando Jornalismo, verificar que contudo, até hoje, as pessoas continuam confundindo deveres e direitos, com Liberdade!...
Herbert Marcus , Belém-PA - Jornalista formado na vida e na universidade
Enviado em 25/6/2009 às 21:21:26
Lógica de quem? da tacanice e da superficialidade de quem escreve esse tipo de artigo? Ao que parece o articulista não apreendeu absolutamente nada da profissão, e de 2000 pra cá é bastante tempo. O que me leva a conclusão de que lhe falta talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão (com ou sem diploma), além de glamour e outras qualidades que, pela Lei Gilmar Mendes, foram relegadas à cozinha dos barões da imprensa. É mano, tu tá defendendo, sim, o teu lado... Fala sério!!!!
rosana maria de oliveira e silva , Brasília-DF - jornalista diploma
Enviado em 24/6/2009 às 01:13:27
Jornalista sem diploma, só na OI. Para ser editor então, é muito mais fácil. Acho que é por isso que nunca gostei de ler o que tem lá. Democrácia?? Isso pelo que sei é direito da maioria. Talvez, agora mude, já que o ministro tirano Gilmar Mendes tem uma nova versão a respeito de liberdade de expressão, se crie uma nova também a esse respeito. Sou jornalista para ser livre e escrever com liberdade, não vendo a minha alma para o diabo. Quero dormir á noite e saber que fiz um bom uso da minha profissão para a sociedade. E isso incomoda, não?
Enio Modesto , Passos-MG - Jornalista formado
Enviado em 21/6/2009 às 20:36:52
Como diria um professor de filosofia da Unesp, onde me formei há dez anos: Esse articulista não é historiador e nem jornalista, pois, por que perdeu tempo no curso de história, sendo que o jornalismo é o seu verdadeiro talento? Se o senhor tivesse cursado jornalismo, com certeza seria um profissional melhor.
Alexandre Pastre , Andradas-MG - Contabilista
Enviado em 21/6/2009 às 19:58:37
Lúcia Nunes, O meu diploma, como qualquer outro, pode estar "na mira", sim, e isso não me incomoda. Os softwares calculam balancetes, mas os profissionais diferenciados miram o mercado fazendo-se alternativas às máquinas e ao convencional. Certamente, você, como boa profissional, não perderá espaço para aventureiros. _________________ Jorge Japur, Os departamentos podem receber o nome que quiserem dar para eles, não nego. No campus da universidade onde fiz a graduação havia uma unidade chamada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e nenhum dos cursos oferecidos nela, pela acepção comum, era de Filosofia, Letras ou Ciências. De qualquer maneira, achei seus dados interessantes, mas, como está neste artigo do LAM, não pode tudo isso ser aprendido nas redações, trabalhando e estudando dentro ou fora da academia? O próprio mercado deve selecionar quem é capaz de fazer isso, com ou sem canudo, e não um decreto da ditadura militar. _________________ Bel (de Santa Maria), A Folha defendia faz tempo o fim da obrigatoriedade do diploma e acredito que não seja um jornal pouco respeitável. Então, ao menos neste caso específico, ela não é viúva da ditadura. ___________________ Estão todos convidados para saborear canudos aqui em Minas. Os que vêm bem recheados com doce de leite são os melhores. Quando faltam os canudos, também há geleias e queijos.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 21/6/2009 às 19:54:43
"vai lá e dá uma prensa no secretário de obras que liberou o prédio do ex-deputado e falecido Sérgio Nahas? Voltarão dizendo que o secretário admitiu que era somente um fiscal de obras (apesar de estar cursando Engenharia na época), e o engenheiro do setor da Prefeitura confiou nele e deu OK...). Agora é secretário, mas não pode dizer nada a respeito da gestão do que o antecedeu... Viram?": Lucia, eu so considero seu argumento como uma continuacao do do Rogerio. As pessoas la na rua estao mais cientes do que o "judiciario" necessariamente tem que estar fazendo do que o proprio judiciario, ja que o judiciario tentou parar o Brasil no tempo e o Brasil nao obedeceu aquela veiarada imunda e p[]. Eles estao desatualizados com o conhecimento medio do cidadao e -a essa altura dos acontecimentos- muito mais que a propria media esta desatualizada. 2--"ainda bem que temos garantido que Arquitetura e engenharia tem "saber científico"! Não importa que o mundo inteiro à volta não o tenha: nenhuma marquise vai cair, ninguém vai construir com areia da praia, ou em encostas como alguém lembrou aí embaixo, e melhor, nenhum anestesiologista vai se "enganar" com a quantidade de anestesia e nenhum médico vai deixar o bisturi dentro do paciente...": quem faz isso tudo e muito mais eh o judiciario brasileiro. Eles sao pagos pra desgracar o Brasil.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTb/RS 7142
Enviado em 21/6/2009 às 15:15:00
Não seja ingênuo veterano Sérgio, casual e tardiamente jornalista. Se. jurando um Código de Ética já há todo tipo de distorções, e a verdade vai prá debaixo do tapete (com mensalão ou sem mensalão, lembrando a nossa infeliz banda política...), imagine a moleza para os patrões dizerem para jovem com "talento" para escrever: vai lá e dá uma prensa no secretário de obras que liberou o prédio do ex-deputado e falecido Sérgio Nahas? Voltarão dizendo que o secretário admitiu que era somente um fiscal de obras (apesar de estar cursando Engenharia na época), e o engenheiro do setor da Prefeitura confiou nele e deu OK...). Agora é secretário, mas não pode dizer nada a respeito da gestão do que o antecedeu... Viram? Enquanto isto, as famílias nem ao menos são ouvidas (indenizações, hummm...). Ponto. ainda bem que temos garantido que Arquitetura e engenharia tem "saber científico"! Não importa que o mundo inteiro à volta não o tenha: nenhuma marquise vai cair, ninguém vai construir com areia da praia, ou em encostas como alguém lembrou aí embaixo, e melhor, nenhum anestesiologista vai se "enganar" com a quantidade de anestesia e nenhum médico vai deixar o bisturi dentro do paciente... Fiquemos tranquilos, já que haverá jovens jornalistas responsáveis que aprenderam alguns macetes nos cursos internos dos grandes jornais, e terão plena capacidade de investigar tais tragédias. Que País!
Sergio Santos , Pilar do Sul-SP - Jornalista/Radialista sem diploma
Enviado em 21/6/2009 às 08:34:18
Tenho 37 anos. Desde os 12 anos (há 25 anos) estou enfiado em gráficas, rádios, jornais e empresas de publicidade e propaganda. Fui repórter esportivo, jornalístico e policial em rádios e jornais. Hoje tenho meu próprio jornal. Tenho o MTb (antes precário) de jornalista. Considero-me um ótimo profissional. Agora querem dizer que só porque não tenho um diploma sou INCOMPETENTE, ANTI-ÉTICO, DESPREPARADO, IRRESPONSÁVEL, MENTIROSO E INCONSEQUENTE? E MAIS: OS DIPLOMADOS TÊM MEDO DE QUE? E eu sou totalmente a favor das faculdades de jornalismo e do diploma. O estudo é imprescindível em qualquer área, em algumas a sua obrigatoriedade não se faz necessária. O que foi abolido foi à exigência do diploma. Este país continua a ter leis e constituição. A ética continuará e a responsabilidade também. Quem escrever e fizer bobagens irá pagar por isso. Vai atuar como jornalista ou repórter quem tem vocação para isso. Não é que o dono do jornal vai sair na porta e dizer preciso de um jornalista e o primeiro andante que chegar ele vai contratar e dar um gravador, maquina fotográfica, bloco e caneta e mandar fazer reportagem. PELO AMOR DE DEUS. Pelo jeito que estão colocando parece que virou a casa da mãe Joana e não é isto. é apenas o direito a exercer a profissão sem a obrigatoriedade do diploma. PARABÉNS LUIZ ANTONIO MAGALHÃES.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 20/6/2009 às 21:41:08
"Então, quando LAM entrou no jornalismo, não tinha formação nenhuma": o ponto eh excelente e pode ser generalizado, Rogerio. Nao eh o Brasil que esta tendo uma cricrise educacional por ter professores menos qualificados do que os alunos? Era a isso que as pessoas deveriam estar prestando mais atencao. Quem esta se apresentando como "jornalista" na media brasileira? Eles teem as mesmas qualificacoes que os que se apresentam como "cientistas politicos" e como "analistas economicos"? Entao... que morram.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 20/6/2009 às 21:06:58
Nooossa, o que é isso, pessoal? Tem gente literalmente "soltando a franga"... vamos acalmar, não adianta tirar as calças pela cabeça. Alguém pergunta, o que garante a qualidade sem o diploma? Hum, quando se lê um texto de qualidade, não encontra palavras para descrever... mas sabe que tem qualidade. É assim. Mas a meu ver, o que mais falta no jornalismo não se ensina em faculdade: ética e verdade. Aliás, a descrição é a mesma da qualidade. Quando vê-las, você não terá nenhuma dúvida.
Ricardo Goldbach , Rio de Janeiro-RJ - Analista de Sistemas/Estudante de Jornalismo
Enviado em 20/6/2009 às 14:02:17
Num texto eivado de truísmos, o articulista nos conduz ao inevitável: se basta a "vontade de aprender", se é possível instruir-se no campo, então que seja extinta também a obrigatoriedade do diploma em engenharia para quem queira edificar construções. As inúmeras residências que se mantêm de pé nas encostas do Rio de Janeiro, nas ditas "comunidades", são evidências mais que incontestáveis da inutilidade daquele pedaço universitário de papel, construídas que foram, na esmagadora maioria, por mestres de obra, pedreiros, carpinteiros e assemelhados.
Glaydson  Souza , Campina Grande-PB - estudante
Enviado em 20/6/2009 às 12:05:00
A pergunta que não quer calar: Se o diploma não garante qualidade do jornalista, a falta dele garante??? A desvalorização da categoria é tamanha, que é o mesmo que dizer a um aspirante a profissão: Estude jornalismo se quiser, pois tanto faz estudar ou não...o que vale é o lobby...
Ana Paula Cortes , Uberaba-MG - jornalista diplomada
Enviado em 20/6/2009 às 11:35:54
O STF deverá lançar em breve um concurso para a área de comunicação social do Tribunal. Eu estou ansiosa pra ver se no edital será cobrado dos candidatos o diploma de jornalismo (o que seria incoerente, claro!). Sendo assim, aumenta minha curiosidade para conhecer o programa de disciplinas que serão cobradas dos candidatos (com qualquer formação acadêmica) a vaga de jornalista do STF. Vamos aguardar.
Sergio Santos , Pilar do Sul-SP - Jornalista/Radialista
Enviado em 20/6/2009 às 10:22:14
Tenho 37 anos e desde os 12 (há 25 anos) estou enfiado em gráficas, rádios, jornais e empresas de publicidade e propaganda. Já fui repórter esportivo, jornalístico, policial em rádios e jornais. Hoje tenho meu próprio jornal. Tenho o MTb (antes precário) de jornalista. Considero-me um ótimo profissional. Agora quer dizer que só porque não tenho um diploma sou INCOMPETENTE, ANTI-ÉTICO, DESPREPARADO, IRRESPONSÁVEL, MENTIROSO E INCONSEQUENTE? E MAIS: OS DIPLOMADOS TÊM MEDO DE QUE? E eu sou totalmente a favor das faculdades de jornalismo e comunicação. O estudo é imprescindível em qualquer área, em algumas a sua obrigatoriedade não se faz necessária.
Marcelo  Medeiros , Campina Grande-PB - estudante
Enviado em 20/6/2009 às 05:36:36
O Jornalismo é bem mais que domínio da língua e o relato dos fatos. Nesta decisão, o STF ignorou que na academia estudamos as teorias da comunicação, a ética jornalística, problematizamos e discutimos a relação da imprensa com a sociedade, a responsabilidade jornalística, a sociologia, filosofia da comunicação etc. como formas de refletir sobre a profissão e não apenas utilizar técnicas narrativas. Todos esses conhecimentos são indipensáveis para a formação de um profissional com ampla visão de mundo e formação cultural. Não se pode resumir a atividade apenas como se fossemos "contadores de histórias". É bem verdade que, no dia-a dia das redações alguns jornalistas parecem esquecer o que estudaram na academia. Mas imagina só, se com a exigência do diploma, a sociedade já se depara com um jornalismo sensacionalista, vendido, medíocre e desinformante, como será agora, que qualquer pessoa, sem aqueles conhecimentos que citei, sem uma reflexão sistemática, poderá se dizer jornalista? Como esperar que o jornalismo evolua e tenha mais qualidade? E como um dia ser professor de uma área em que poderá nem haver mais interesse dos alunos em prestar vestibular para ela? O Supremo tratou a questão apenas como trabalhista e deixou de lado a complexidade da profissão e suas implicações sociais. E o jornalismo não é só uma questão de interesse das empresas que decidem ou não quem contrata
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 20/6/2009 às 04:50:12
"...Entrei na profissão por meio de um exame realizado pela Folha de S. Paulo em que constavam, além de uma redação, questões de conhecimentos gerais e específicos. Fui selecionado porque me classifiquei melhor do que colegas formados em jornalismo, depois passei por duas entrevistas até ser contratado por um período de experiência. É assim que a coisa deveria funcionar... " E não é assim que funcionava, funciona e continuará a funcionar? Mais uma curiosidade: que conhecimentos específicos eram esses? Sobre História? Sobre Administração pública? Eu fico invocado é com isso: jornalista não precisa ser formado em jornalismo, mas precisa ser formado...///Me dei conta agora do seguinte: LAM disse que foi aconselhado por grandes jornalistas a fugir dos cursos de jornalismo e cursar faculdades que dessem uma visão melhor da situação mundial e brasileira. Então, quando LAM entrou no jornalismo, não tinha formação nenhuma.
Cristina Nascimento de Oliveira , Boa Vista-RR - jornalista e professora universitária
Enviado em 20/6/2009 às 03:10:44
Sou professora de uma universidade federal, pública e gratuita. Respeito meu diploma, meus alunos, meu conhecimento e o dinheiro público que paga meu salário. Não finjo dar aulas, nem ESTOU jornalista, mas SOU jornalista. Sugiro ao "nobre" autor da pérola acima que faça uma visitinha aos meus alunos em sala de aula para explicar tudo o que ele arrota aí em cima. Quero ver você defender o fim do diploma enquanto alunos choram, discretamente, num canto da sala! Obs.: Historiadores adoram criticar jornalistas e qualquer outra área do conhecimento. O mais estranho é que esses mesmos historiadores também gostam de praticar a profissão alheia. Querem um exemplo? Basta observar a área de Humanas em todo o país. Sempre tem um historiador perdido nos cursos de Ciências Sociais, Antropologia, Filosofia, Relações Internacionais...
Ândrica  Costa , Arcoverde-PE - Estudante de Jornalismo
Enviado em 20/6/2009 às 01:23:28
Eu repúdio a desobrigatoriedade do diploma. JORNALISMO, INFORMAÇÃO com FORMAÇÃO!!!
Jorge Robespierre Tomás Japur , Santa Maria-RS - Estudante de jornalismo
Enviado em 20/6/2009 às 00:55:46
"A formação incipiente começa na precariedade de compreender o que é ciência (!) e depois continua nas adjetivações sem respaldo teórico" Caro Alexandre Pastro, os cursos de jornalismo fazem parte de uma área do Centro de ciências sociais e humanas chamado "Departamento de Ciências da Comunicação". Não é à toa.Isso significa que nós aprendemos a profissão de jornalista através do estudo de um fenômeno chamado "comunicação". A metodologia normalmente utilizada para o estudo das relações entre emissor/destinatário e estratégias para a construção de mensagens é a semiologia (ou semiótica, dependendo a tradição seguida). Não é um simples conglomerado de técnicas de escrita que aprendemos na faculdade. Nós aprendemos isso juntamente com o estudo do fenômeno comunicacional e as suas implicações. Sem falar nas teorias do jornalismo. Estas tentam compreender as implicações/reestruturação da prática jornalística na relação com as novas tecnologias da informação (e com a nova sociedade que surge a partir daí). A metodologia usada vem de outras áreas das humanas. A sua afirmação que citei demostra o velho preconceito positivista comum entre os profissionais que lidam com números, a saber: ciência só fazem as exatas, o resto é resto. E como sei tudo isso? Afinal, sou só um jornalista. Bem, sr. Alexandre, agora consegues entender o que fazemos na faculdade de jornalismo.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTB/RS 7142
Enviado em 20/6/2009 às 00:52:59
Cuidado Alexandre Pastre! Sem a "informação privilegiada" do Luís Magalhães, que imputa a jovens (de cursinhos?) o apoio à eliminação de vários diplomas, tenho dados que apontam que o seu está na mira. Há softwares que calculam balancetes, etc. Não sou viúva de nada, graças a Deus, e menos ainda da ditadura militar. O que foi regulamentado por ela já corria há anos no Parlamento nos idos dos anos 60. Tive um professor, no RS, que veio do interior para fazer Direito, de acordo com seu pai. No final dos anos 50 integrou a primeira turma de Jornalismo da UFRGS. Obviamente o projeto ficou tramitando, e, parou com o AI-5, em 68. Os militares sabiam que a comunicação, a formação da opinião pública (nos EUA há o "direito de saber do público" - me corrijam professores!) tem tudo a ver com jornalistas. Pensaram certamente em algum tipo de "mordaça" legal, instituída, com o intuito de conter críticas de intelectuais - jornalistas, filósofos, sociólogos, etc, os quais, na época tinham alta bagagem cultural. As investigações e outras técnicas ficavam para os formados como meu professor... Agora há o movimento contrário - profissionais (mesmo com curso superior incompleto) se obstinaram em tornar o Jornalismo um "bico". Nos anos 60 e 70 não se tratava de oportunismo e, sim, de patriotismo! Acredito que a maioria queria o bem do País, e não uma conta corrente polpuda. É Ciência a Justiça?
Wagner Lenhardt , Blumenau-SC - Jornalista
Enviado em 20/6/2009 às 00:34:40
Vergonha alheia. É tudo o que posso dizer sobre um "colega" de trabalho que pensa dessa forma.
Bel  A. , Santa Maria-RS - estudante de Jornalismo
Enviado em 20/6/2009 às 00:19:00
Alexandre Pastre, se conhecesses um pouco de História do Brasil, saberia que uma das viúvas da Ditadura é a gloriosa Folha de São Paulo, que formou meu colega "jornalista" e "historiador", Luiz Magalhães. Viúva, aliás, que recebeu "grandes frutos" do seu casamento, assim como a gloriosa Rede Globo, ambas viúvas alegres e poderosas do mesmo marido.
pabblo silva , fpolis-SC - pesquisador
Enviado em 19/6/2009 às 23:53:58
Pra não ficar uma coisa muito estressante o camarada trabalha uma semana em algum lance investigativo, noutra como vendedor de livros , quem sabe em algum 0800, talvez um trampo de paisagista, aí aparece um blog pra administrar por um mês, depois faz umas trilhas e umas fotos da natureza, curti umas de paparazzo, avança em algum submundo desses que tem por aí, paralelamente publica a biografia de alguém interessante , cria umas peças de teatro, organiza um livro de culinária para uma amiga, desenha algumas tirinhas, visita o necrotério pra um trabalho autoral, edita algumas coisas que leu mas que estavam técnicamente fracas, participa pelas bordas de algum projeto publicitário eco qquer coisa, entra em depressão, sai da depressão, produz pequenos shows, volta a trabalhar por uma semana num jornalão, ganha seguidores de peso no twitter, consegue algum dinheiro com resenhas de mp3, se tiver uma pickup dessas pega um bico na área de logistica, tem alguns contatos na Europa e África, grava locuções pra carros de som, escreve discursos políticos até bem famosinhos. Devido a toda essa ação ganha reputação e prestígio, um duplo prazer... um alento qdo junto a algum beneficio social.
Mariana Queiroz , Taubate-SP - estudante
Enviado em 19/6/2009 às 23:32:29
Esta bem claro que o senhor nao cursou jornalismo e ve tal decisao como maneira de excercer uma profissao a qual nao te pertence. o que mais esta por vir? acredito eu q advogado tmb nao precisa de faculdade, visto que mesmo com ela 90% ainda sao reprovados no exame da OAB. Alias, ha casos de pessoas que se defenderam sozinhas, apenas porque leram o que deviam. UMA VERGONHA PARA O BRASIL
Alexandre Pastre , Andradas-MG - Contabilista
Enviado em 19/6/2009 às 23:31:08
Luiz, brilhante. Quando este texto saiu por aqui - um dos melhores do OI de tudo o que já li - não imaginei que o espaço para comentários viraria um espaço para as viúvas da ditadura. Acostumadas a uma sociedade estamental hierarquizada pelas tetas e pela compra de títulos, estas senhoras não compreenderamque o fima da exigência de "diploma" valoriza a profissão e não o contrário. O que o mercado pede é diferenciação e os cursos de graduação devem proporcionar este diferencial. Poucos fazem isso e desses saem os melhores profissionais, que não precisa(ria)m de papelzinho indicando o que são. A formação incipiente começa na precariedade de compreender o que é ciência (!) e depois continua nas adjetivações sem respaldo teórico. P.S.: aplausos também para o comentário de Sérgio Santos e Raquel Gurgel.
Carmen Abreu , Pelotas-RS - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 22:53:31
Diante da lógica expressada pelo senhor Luiz Antonio Magalhães se eu, tendo cursado jornalismo tiver vontade de ser advogada preciso apenas "estudar bastante", pois "salvo exceções, os melhores profissionais acabarão sendo os mais bem formados e para isto só há uma coisa a fazer: estudar bastante". Por favor dizer que para ser um bom jornalista basta ser um autodidata contradiz a grande capacidade intelectual e profissional que o autor proclama ter.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista - MTb/RS 7142
Enviado em 19/6/2009 às 22:26:06
Andei pesquisando umas coisas sobre a "extinção" do nosso diploma. Estou até me sentindo um pouco como um animal, que infelizmente, para nós e para eles (os animais irracionais...), estão em extinção. Estou com 49 anos e formada há 19. Não tem sido fácil. Aliás, caros jovens colegas, se não houver reversão da não exigência, pensem em outra profissão e façam como o Monteiro Lobato (eu tenho "atacado"): sejam escritores. Não façam Direito, apesar da "intocabilidade". a maioria de nós, mesmo jornalistas, suportaria estudar o Código Civil, mas morreria por dentro, ok? Voltando aos "a-diplomados" entendo que haverá uma verdadeira Babel de "talentos". Entre eles, estarão os diplomados que correm o risco de ser abatidos em meio ao "combate" por critérios outros... Já é um pouco assim, infelizmente, mas vai piorar... Em todo caso, quanto à polêmica questão sobre o "saber científico", como Medicina, Engenharia, que excluiria a necessidade de regulamentação o Jornalismo, História, Letras, etc., conforme um dos oito ministros do STF pró-não-exigência, descobri algo interessante. O Direito, segundo lista de áreas de conhecimento do CNPq está arrolado como Ciências Sociais Aplicadas juntamente com Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo Especializado (Comunitário, Rural, Empresarial, Científico), entre outras áreas do intelecto. Fonte: http://www.cnpq.br/areasconhecimento/6.htm. Há algo aqui.
Bel  A. , Santa Maria-RS - estudante de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 22:22:40
"Entrei na profissão por meio de um exame realizado pela Folha de S. Paulo em que constavam, além de uma redação, questões de conhecimentos gerais e específicos. Fui selecionado porque me classifiquei melhor do que colegas formados em jornalismo, depois passei por duas entrevistas até ser contratado por um período de experiência. É assim que a coisa deveria funcionar..." Claro, escreve um textinho e responde umas questõezinhas. Depois sai escrevendo tudo que o Frias manda, sem se importar com critério jornalístico nenhum. Isso, realmente, é ser jornalista no Brasil. Bah, que deprimente.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista - MTb/RS 7142
Enviado em 19/6/2009 às 21:48:05
Afora seu talento "excepcional", que teria batido alguns jornalistas com diploma, não creio que o sr. seja a regra entre os não-diplomados. Assim, nossa admiração e respeito por Monteiro Lobato e Machado de Assis não devem eliminar o fato de que eram escritores, e no máximo, cronistas do cotidiano. Portanto, não andavam com um bloco na mão pela cidade, em meio à correria, a fim de cumprir uma pauta investigativa, ou três eventos... Isto exige um conjunto de técnicas e formação humanística de peso. Faziam um artigo; algumas notas. Estudo e treino: duvido que a maioria dos não-diplomados tenha, sem passar por estudos universitários presenciais, o "feeling" necessário. O sr. acrescentou que teve umas aulas em determinado grande jornal. Estavam burlando a lei ao admiti-lo como aluno, já que pelo MEC não podem fornecer diploma de Jornalismo. Assim, como poderiam empregá-lo como jornalista? Querem gente que "escreve bem o que eles querem", não? Sei como é: cria-se o fato, depois vamos à lei... É o que todos estão fazendo; a tal ponto que a ANJ afirma que é uma prática! A meu ver, a prática da quebra da lei. Um País de foras da lei. É por isto que eu gosto do Clint Eastwood no filme "Os Imperdoáveis"... Os da lei se confundem com os fora da lei. Quanto aos sem-terra, lamento que a situação deles não mude porque, entre eles, há ideólogos do partido que nada mais fazem que política.
cristiano vieira machado , belo horizonte-MG - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 21:10:30
Amigo, começo os dois lados da moeda. Vinte três anos de televisão sem canudo, só após conhecer o lado da visão dos mestres, pude olhar com outros olhos uma profissão que integra e abrange todos os lados da sociedade. Acho que vc deveria fazer a graduação em jornalismo. Depois vc me fala, amigo.
Luiz Antonio Magalhães , são paulo-SP - jornalista sem diploma, editor executivo do OI
Enviado em 19/6/2009 às 20:29:10
Lucia, foi bom você lembrar dos sem-terra. Esqueci de mencionar, também sou integrante do Conselho Editorial e Político do jornal Brasil de Fato, que ajudei a construir, e do Conselho Editorial da Revista Sem Terra. Ideologia à parte, considero correta a tese que alguns estudantes estão levantando de desregulamentação de diversas profissões. É evidente que há trabalhos para os quais a formação é fundamental - médico e engenheiro são os exemplos mais clássicos - e outras para os quais a formação específica não é essencial. Nenhum estudante respondeu a uma questão muito simples: por que publicitário não precisa de diploma e jornalista precisaria? São profissões assemelhadas e que podem perfeitamente serem exercidas por pessoas que por ela se interessem e estudem, não necessariamente em cursos de publicidade ou jornalismo. Entrei na profissão por meio de um exame realizado pela Folha de S. Paulo em que constavam, além de uma redação, questões de conhecimentos gerais e específicos. Fui selecionado porque me classifiquei melhor do que colegas formados em jornalismo, depois passei por duas entrevistas até ser contratado por um período de experiência. É assim que a coisa deveria funcionar...
Lúcia  Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 15:52:21
Sr. Luís Antônio Magalhães o sr. é muito presunçoso, aliás, isto é típico dos "without diploma". Escrevo assim para não desmerecer os "sem-terra", "sem-teto", entende? Não terei boa vontade com suas antecipadas explicações sobre sua situação de desprovido de diploma, já que o sr. demonstra o mesmo em relação aos professores universitários de Comunicação, faculdades tradicionais de ensino do Jornalismo, e pior seus próprios "colegas" de redação. Todos foram seus professores de técnicas e até de "insights" provenientes das Ciências Humanas. Isto compôs sua bagagem "jornalística", aliás, um tanto tardia (1995) - mas para quem anda de galho em galho, isto é, é ex-licenciado em História e ex-estudante de Administração Pública da FGV. Explica, mas não justifica... Vou repetir: o sr. se pavoneia por não "necessitar" de diploma e ser "jornalista", mas descaradamente menciona que qualquer que "escreva bem", venha do ensino médio, de curso incompleto de qualquer coisa, ou ensino virtual de 20 horas, sai com um treininho em alguma redação um... Repórter, um Jornalista. Eu tenho dois de Arquitetura e não me "encostei" (sabem aquela coisa do "QI" - "quem indica", na década de 80) - fui cursar (e pagar) pela formação em Jornalismo, o que muito me orgulha. Além disso, tenha mais respeito com os sindicatos, ainda que estejam um tanto de pernas quebradas pela globalização. Nós temos a Fenaj, e
ANTONIO PAIVA RODRIGUES , FORTALEZA-CE - JORNALISTA, RADIALISTA, ADMINISRADOR E MILITAR
Enviado em 19/6/2009 às 15:46:27
O jornalismo através dos tempos tem sido a profissão que não se enquadrou no exercício ilegal da profissão. Diz presidente do Senado Federal(STF) que outros diplomas serão revistos. Queremos afirmar com isso, que a batalha pela exigência do diploma não cessou e poderá iniciar-se através de Projeto de Lei tendo como ponto de partida, ou azimute a Câmara dos deputados em Brasília. Seria de bom alvitre que os membros do STF fossem escolhidos por uma comissão de alto nível formada por profissionais de conduta ilibada, e que não houvesse intervenção política. Somente a presidência da Suprema corte seria exclusiva de um jurista. Ressalte-se que os julgamentos de criminosos e infratores contam com um júri popular. Como no Brasil o errado é que está certo, como diz o clichê popular, o Supremo Tribunal Federal deveria rever o que andam aprontando as autoridades políticas desse País. A sociedade cumpre decisões da justiça, mas os políticos em grande maioria, não. Aliás, político não é profissão, mas são aquinhoados com os mesmos benefícios que os funcionários públicos. Além das benesses políticas somadas a impunidade, fazem da posição um trampolim para o enriquecimento ilícito. Queremos ressaltar que toda regra tem exceção. A exigência do diploma para o exercício da função jornalística foi adotado no governo dos militares, o que muitos chamam de revolução. Até parece que esta decisão do STF tem um gostinho de desforra. Já pensaram como fica a situação junto ao Ministério do Trabalho, quanto ao vínculo empregatício? O jornalista possui sua carteira de trabalho e contribui para seu sindicato e os que vão exercer a profissão sem diploma terão que cumprir as mesmas normas do MT ( Ministério do Trabalho). E as classes que não podem acumular funções como ficam? São detalhes que precisam ser revistos. Com esta decisão impensada só sobrará para as "celebridades" do BBB, outras carinhas e corpinhos bonitos que normalmente são beneficiados pelo QI ( quem indica). A qualidade de hoje já não é boa e com certeza irá piorar. Muito água vai correr por debaixo da ponte. Vamos nos tranquilizar, repensar as nossas ações,pois quem tem o direito garantido pela formação acadêmica não pode ser execrado sem dó e piedade. O Brasil virou uma parafernália sem proporções o pior é que muita gente quer aparecer praticando o mal em detrimento do bem. Pensem nisso! Obrigado.celpaiva@oi.com.br
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 19/6/2009 às 15:43:05
"Rogério, a questão da democracia é simples: não se pode cercear a liberdade de expressão e de pensamento com a exigência do diploma." Continuo se ver ameaça à democracia. Se, por acaso, a exigência do diploma voltar, teremos, então, uma ditadura? Em que a exigência de diploma fere a liberdade de expressão? Liberdade de expressão, frise-se, não é absoluta, com ou sem diploma. E patrões de jornalistas são os primeiros a tirar-lhes tão decantada liberdade.//"Quanto à minha formação, eu estudei, me preparei para ser jornalista." Você se preparou para ser jornalista estudando história e administração pública e fugindo dos cursos de jornalismo? Quem se forma em história e administração pública está mais preparado para ser jornalista do que quem estuda jornalismo? E por que você estudou para ser jornalista se isso não é necessário, já que você mesmo diz que bastam talento e curiosidade? Realmente, não havia razão ética ou técnica para você não exercer o jornalismo, havia apenas um impedimento legal. Mas, como eu disse, a lei do diploma não pegou, e nunca houve punição para quem contratava ou trabalhava ilegalmente. Curiosidade: você vai se empenhar em acabar com diploma para advogado? Advocacia tem uma senhora reserva de mercado (promotor, delegado, juiz). Há até exigência de advogado para questões acima de 20 salários mínimos. Avante! Faça jus à sua falta de diploma!
Gustavo Fernandes , Viçosa-MG - Estudante de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 14:23:22
É simples, curse Jornalismo para entender a importância do diploma. Talento e vontade são necessários, verdade. Mais do que isso, responsabilidade, formação humanística. Esse é o diferencial, a especificidade do jornalista.
Jorge Robespierre Tomás Japur , Santa Maria-RS - Estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 13:43:50
(último trecho, prometo) comemorando o fim do "resquício da ditadura" talvez um dia tenham que proteger seus fígados da massa faminta que vem por aí. é bom também outras carreiras ficarem atentas. o STF abriu hoje a porta da desregulamentaçã o de toda profissão "intelectual". ou seja: se não tiver um bisturi na mão ou uma lista de compêndios a decorar (com muita expressão em latim, para demarcar bem o conhecimento especializado) , é provável que não haja "especificidade". registre-se que o ministro Marco Aurélio foi o único a votar pela exigência do diploma, lembrando que vamos ter jornalistas com ensino médio ou, talvez, apenas o ensino fundamental. eu diria até: talvez sem nível de ensino algum. já pensou que maravilha, aquele dono de jornal do interior, que agora vai poder contratar o filho do amigo, porque o filho do amigo "escreve bem"? vai ser lindo. pura arte. termino com uma citação do Barão de Itararé que descreve bem as minhas expectativas sobre os ministros do STF: "de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada". ponto.
Jorge Robespierre Tomás Japur , Santa Maria-RS - Estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 13:42:57
(continuação) Desculpe, terá que ser em 3 partes: Celso de Mello perguntou: "onde está a especificidade?". olha, Mello, passa duas semanas trabalhando a fu numa redação, para ver se descobre onde se escondeu a especificidade. constrói uma rede sólida de fontes, traduz documentos para uma linguagem palatável, organiza informações que vêm na espiral do caos, edita uma primeira página, cruza informações, monta uma matéria de TV com lógica, seleciona notícias por critérios válidos. faz uns títulos aí que não recorram à Constituição de 1891, faz um texto aí sem citar Borges de Medeiros e Demétrio Ribeiro, e talvez você descubra onde está a especificidade. bom, eu já sabia e já tinha dito aqui, em outubro do ano passado. eram favas contadas, desde que a coisa começou a ser tratada como mero corporativismo. o fim do diploma não é o fim do mundo. o jornalismo já não anda lá estas coisas, só vai piorar um pouco, ou talvez só vá piorar mais rapidamente. algumas faculdades vão fechar, alguns alunos vão desistir do curso, alguns professores vão ficar sem emprego. normal. os pisos salariais, que hoje são aviltantes, vão desabar. vai ter gente comendo fígado de gente e se vendendo por muito pouco para derrubar os colegas de seus postos. e os jornalistas que estão comemorando o fim do "resquício da ditadura" talvez um dia tenham que proteger seus fígados da massa faminta que vem por aí.
Jorge Robespierre Tomás Japur , Santa Maria-RS - Estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 13:40:09
Luiz, por gentileza, lê este texto da profa. Marcia Benetti da UFRGS. Vai em 2 partes pelo tamanho: o jornalista e a babá "a comunicação de idéias há de ser permanentemente livre", disse agora há pouco o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. já que ele autorizou e não pode me processar, vou comunicar aqui, de forma permanentemente livre, as minhas breves idéias sobre o julgamento histórico que o STF realizou hoje, derrubando a exigência do diploma para o exercício profissional do jornalismo. foi uma exibição pública e patética da mais impressionante ignorância da elite jurídica do país sobre o que seja o jornalismo. o jornalista foi comparado a corretor de imóveis, detetive particular, designer de interiores, modelo, chef de cuisine, motoboy e babá. ouvi os doutos magistrados dizerem que jornalismo é arte, que jornalismo é literatura, que jornalismo é poesia. mais: que jornalismo é "exercício de pura intelectualidade". citaram Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Nelson Rodrigues, Mario Vargas Llosa e Gabriel García Márquez para sustentar o que diziam. exemplos contemporâneos e bem generalizáveis, claro. toda a argumentação dos oito ministros que votaram pelo fim da obrigatoriedade do diploma baseou-se na liberdade de expressão, um argumento totalmente equivocado. a regulamentação profissional nunca feriu o direito de expressão.
Valéria  Vianna , Niterói-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 13:24:59
Jornalismo é um ofício que precisa de aprendizado, sim. O reconhecimento do diploma é fruto de uma luta da classe, desde o século XIX, para valorizar a profissão. Ou seja, elevar os salários para um nível universitário. O que não aconteceu, mesmo assim. É tão óbvio que essa decisão do STF vai ao encontro de interesses patronais para baixar ainda mais os salários aviltantes que hoje já são pagos. Muito triste.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/6/2009 às 11:18:32
"Mas, o presidente pede pra alguém escrever porque ele não tem conhecimento específico em informática ou muito menos em Lingua portuguesa": 1-sua virgula esta errada, 2-Lingua em maiuscula esta errado; 3-diga nos qual eh a sua fonte pra Lula nao ter "conhecimento especifico em informatica e muito menos em Lingua portuguesa". 4-"Ficar sentando em frente a um computador lendo notícias de outros jornalistas e soltando opiniões idiotas até o presidente Lula pode fazer": sim, qualquer um pode ler computador e soltar opinioes idiotas. Mas quem eh pago pra fazer isso eh a media brasileira e o juiz brasileiro. Porque ambos sao analfabetos.
Patricia Garcia , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 11:15:43
Parte 3: Em vez de tirar o diploma dos jornalista, o STF poderia prestar um serviço de utilidade pública aprovando uma fiscalização séria nas faculdades-caça-níqueis que jogam, anualmente e de forma irresponsável, centenas jovens jornalistas mal formados no mercado. Esses locais deviam ser fechados. Se os jornalistas não se unirem, como tudo que é sólido, se desmancharam no ar.
Lucas Fersa , Taubaté-SP - Estudante
Enviado em 19/6/2009 às 10:57:13
Também classifico sua opinião como rídicula. Em todas as faculdades há algo de específico para se aprender e nas redações há que se por em prática o que aprendeu. Gostaria de ver você fotografando ou não precisa desse conhecimento específico? Ficar sentando em frente a um computador lendo notícias de outros jornalistas e soltando opiniões idiotas até o presidente Lula pode fazer. Mas, o presidente pede pra alguém escrever porque ele não tem conhecimento específico em informática ou muito menos em Lingua portuguesa.
Patricia Garcia , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 10:51:47
Parte 2: O dado do Alberto Dines sobre a proporção de artigos escritos por jornalistas e não-jornalistas é revelador. Por que o STF não considera essas informações concretas e reais? Afinal, sempre houve espaço para os não-jornalistas nos jornais, TV, rádio. Agora há um boom na internet, onde todos têm escrito com liberdade de expressão (que é diferente de liberdade de imprensa) sobre os temas que gostam. Existem fatos na prática jornalística que ainda não vieram à tona: hoje é uma prática comum nas assessorias de comunicação e redações é o trabalho forçado silencioso, o controle do que pode e não pode ser escrito, escolha corporativa e pessoal de entrevistados (são sempre os mesmos), jornadas de trabalho superior a 10h por dia, salário baixo – outra vez. Muitos jornalistas escrevem sob ameaças de demissão e seus textos devem servir aos que estão no patamar superior das hierarquias. Como controlar e evitar que empresas públicas e privadas só contratem os amigos dos amigos ou os filhos dos amigos? O que se faz com o corporativismo e os casos de nepotismo que envolvem profissionais da comunicação? As veias da profissão estão abertas ao vampirismo do não-jornalistas e dos donos dos veículos de comunicação.
Patricia Garcia , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 10:50:12
Parte I: Prezado Samuel Lima, Concordo com você. Existem camadas profundas com assuntos preocupantes sobre o jornalismo e a comunicação. Hoje, os salários no mercado são muito baixos e, com mais mão de obra (sem formação em comunicação) disponível, a tendência natural no contexto do capitalismo neoliberal contemporâneo é que os salários fiquem mais baixos ainda. O mercado está saturado. Há jornalistas demais (com formação) e vagas de trabalho de menos. Sim, o jornalismo exige conhecimento técnico para apurar e desenvolver uma reportagem, para entrevistar, para editar um texto, arquivo de áudio e vídeo, e para definir projetos gráficos etc. etc. A bibliografia sobre as técnicas de jornalismo é vasta! É engraçado que os não-jornalistas parecem não conhecer uma única obra o tema. É uma grande falácia dizer que um bom jornalista precisa de talento, curiosidade e vontade de aprender. Se uma dessas pessoas talentosas não estudar e não tiver formação, não tem como o “poderoso” talento, a curiosidade e a vontade torná-lo um ótimo profissional. O Brasil é um país que tem uma tradição desde a colônia: a de desperdiçar talentos por não permitir que todos tenham acesso à educação e a uma boa formação nas universidades públicas.
Fernando Dias , SMO-SC - Estudante de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 10:46:58
ATENÇÃO! Estudantes de Jornalismo de todo o Brasil e Jornalistas formados. Vamos organizar uma MARCHA NACIONAL DE ESTUDANTES DE JORNALISMO PARA INVADIR BRASÍLIA, para ir ao supremo e conversar com os magistrados. Porque a partir de agora nós também podemos organizar um movimento nacional para extinção do diploma de Direito. O curso de Direito é um curso teórico, pode ser feito em casa, então também não precisa de diploma. Vamos ser capa da VEJA, vamos ser manchete no Jornal Nacional, não podemos nos calar, temos de agir e unir forças. Isso não pode ficar assim. O MUNDO precisa ficar sabendo. O Brasil é o primeiro país do mundo que RETIRA A LEGALIDADE de um diploma universitário. E ainda querem falar de Chaves e Fidel. VAMOS NOS AGILIZAR e lutar por nossos direitos! - - Colaboração de Luiz Carlos Prates.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/6/2009 às 10:22:16
"A proposito qual é a formação acadêmica do nosso Presidente?": infinitamente superior aa de Fernando Henrique Cardoso.
Nadia Mastella , Rondonópolis-Mt - Jornalista e professora
Enviado em 19/6/2009 às 10:11:52
"não prestei comunicação porque fui aconselhado por alguns grandes jornalistas a fugir do curso de jornalismo e estudar em faculdades que ajudassem a compreender a realidade mundial e brasileira." Pôxa Luís, se você pudesse vir estudar em Mato Grosso poderia estudar com os mestres da UFMT (universidade pública, viu?), que tanto compartilharam comigo e meus colegas conhecimentos sobre a realidade mundial e brasileira. Ah... sem esquecer que ali também aprendi que jornalismo tem técnica. Vou inclusive sugerir o curso para os ministros... assim, eles podem conhecer o que é Jornalismo, né? Dom, curiosidade e criatividade! Que profissional não precisa disso? Já viu um arquiteto sem criatividade? Ou um cientista sem curiosidade? Ou um médico sem dom? Bom... deixa eu voltar pra cozinha...
Mario Gustavo , SJC-SP - Coordenador de Comunicação
Enviado em 19/6/2009 às 09:32:06
Ele, o nosso chefe maior, o grande representante do estado, aquele que tudo vê e tudo sabe, o Presidente da Republica Federativa do Brasil, ele sim, vai valorizar o diploma e a existência de um curso superior. A proposito qual é a formação acadêmica do nosso Presidente?
Mario Gustavo , SJC-SP - Coordenador de Comunicação
Enviado em 19/6/2009 às 09:31:03
Ah se essa onda pega! “...Em um futuro não tão distante: Imagino eu voltando para minha casa após cumprir o meu medíocre dia em uma banalizada redação de jornal, caminho meio torto, manco, doente, não por culpa minha, mas devido ao diagnostico errado de um médico que não é médico (não tem diploma). Chego em minha casa, meio torta, com problemas e infiltrações, não por ser velha, mas devido ao projeto de um engenheiro que não é engenheiro (não tem diploma).Sento em minha poltrona um pouco triste, devido a uma condenação de um crime que não cometi, devido a um erro de argumentação do meu advogado que não é advogado (não tem diploma). Pego meu jornal para distrair a cabeça e vejo anúncios feitos por publicitários que não são publicitários, e não sinto vontade de comprar nada. Enfim, após me deliciar com os textos bem redigidos com técnicas e argumentações, percebo que algo não mudou e que continua como no passado.Começo a ler a coluna sobre política e vejo que os governantes são os mesmos, muitos deles com grande formação acadêmica, principalmente na área de ciência política. Me revolto e percebo que cada vez se desvalorizou e desqualificou um profissional, ficou mais fácil de manipular a grande massa. Pronto! Já sei a quem recorrer, quem poderá mudar tudo isso e colocar a casa em ordem.
Franco Adailton , Salvador-BA - Estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 09:22:01
Assim como a Renata Campos, também me sinto órfão, em saber que todo meu esforço para entrar e me manter na faculdade foi em vão. Saber que os investimentos em cursos, palestras, seminários, congressos, viagens e livros não fazem tanta diferença assim. Me formo no final do ano e, após pegar me diploma de jornalista, vou ser simplesmente piloto de avião, apesar de não saber nem por onde começar, mas, é meu sonho de criança. E daí? Viva a DEMOhipocrisia...
Ivan Berger , Santos-SP - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 09:10:38
Tudo bem, o diploma não é um atestado de qualificação profissional,mas acho que se o precedente está aberto, outras profissões também deveriam ter o mesmo tratamento. Há muita charlatanice por aí, com danos ainda maiores à sociedade. Inclusive togados,que sequer conseguem interpretar corretamente o emaranhado de leis que desvirtuam para atender interesses obscuros.
Laila Garroni , Porto Alegre-RS - Futura Jornalista COM DIPLOMA
Enviado em 19/6/2009 às 08:54:40
Comparar jornalistas a artistas, cantores, cozinheiros me soa como uma bela piada sem graça. Penso se toda a matéria de Teorias da Comunicação, embasada em importantes estudiosos, é descartável para a formação da minha futura profissão. Matéria essa que nos mostra a importância da comunicação e a força que esta assumi quando se trata de comunicação de massa. Ou será que as infinitas aulas que eu tive de ética jornalística, tratamento de fontes e responsabilidade jurídica são também dispensáveis aos aspirantes a jornalista? Talvez sejam para aqueles que não se preocupam com ética nem responsabilidade, e é claro que uma faculdade não mudaria isso. Mas, sem sombra de dúvidas, não é dispensável para a sociedade. Será que o cidadão ao ler o jornal ou ao ligar a TV não deve também ter “uma garantia de que ele será atendido por profissionais minimamente qualificados”? Para mim nesse caso o diploma se faz ainda mais necessário, já que muitas vezes não é por uma escolha direta e objetiva que ele, espectador, escolhe quem vai ouvir. As notícias podem chegar de uma forma subjetiva, em uma mesa de bar, ou em uma zapiada por canais de televisão. Sem tempo também de pesquisar o passado de quem o está “atendendo”. O diploma de jornalista não assegura empregos, mas sim o direito da sociedade receber informações escritas por pessoas qualificadas.
Jorge Robespierre Tomás Japur , Santa Maria-RS - Estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 05:17:35
"Esse é o problema, as pessoas que escrevem aqui tem mais de 50 anos de profissão - ou seja, fazem parte de um pensamento antigo, romantico e, infelizmente, completamente desatualizado. Fica complicado encontrar uma análise digna, sem paixão, enfim, imparcial." Concordo contigo, Fernando. Afinal, nenhum dos que assinam esse tipo de artigo passaram pelas disciplinas de Introdução ao Jornalismo, História de Jornalismo, Jornalismo Digital e Teorias do Jornalismo. Um dos ministros do STF afirmou que antigamente os jornalistas eram literatos... Ah, não tem problema se isso era no século retrasado, onde o contexto era um pouquinho diferente, para esses românticos sem diploma era tudo a mesma coisa. Agora, se fores falar de "novas tecnologias da comunicação" para eles, não há a necessidade de se dedicar ao estudo delas e do seu possível impacto. É só fazer um curso de datilografia com uma máquina de escrever velha, para depois aplicar ao teclado do computador. Aprender depois noções de windows, a abrir/fechar o IE e mandar e-mails. É ralmente ridículo. Eu sempre nutri admiração pelos jornalistas formados nesse contexto do Luiz, porque eram dignos - no seu contexto - por feitos admiráveis. Agora, vê-lo vir aqui demonstrar ignorância sobre o que se aprende em uma graduação em jornalismo, dizendo que isso, no contexto atual, é dispensável para a prática jornalística, é entristecedor.
Gabriel  Menezes , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 04:04:41
A decisão do STF foi política e desqualificou nós, profissionais, jornalistas. Na minha opinião, o Dines foi brilhante na argumentação. Fiquei pasmo com os argumentos apresentados por Luis Antônio Magalhães e tive que concordar com a brilhante estudante de jornalismo de Santa Maria que agora eu aqui também posso me declarar "historiador". Evidentemente que não. Para ser jornalista não é preciso muitos requisitos. Quem acha que não há é por ignorância. Claro, não sabem das técnicas, das discussões éticas que envolvem o trabalho de um jornalista. Um professor meu, que inclusive escreve aqui nesse observatório dizia com muita sabedoria e razão "Opinião todos têm e argumentos?". Dines apresentou um bom argumento estatístico. Verdade, basta ver nos jornais o espaço destinado a médicos, historiadores, que mais? Delegados, Antropólogos, cozinheiros (e por que não?) etc. Decisão como sempre autoritária, sem nenhuma discussão. Foi um golpe. Como profissional me senti muitíssimo desrespeitado. Acho que seria necessário mais debates, mais análises. Gostaria de deixar claro também que respeito a opinião de Luiz Antônio Magalhães, mas discordo completamente. Se ele fosse jornalista não iria defender a posição que atualmente defende. E se sentasse humildemente na cadeira de uma faculdade iria ver quão complexa é a nossa profissão. Mas não, ele já tem a opinião dele formada. É um direito.
Jairo Sanguiné , Pelotas-RS - professor - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 00:32:51
Nunca vi tanta falta de conteúdo na defesa de uma teoria. Ora, sr. Magalhães, bem se vê que o sr. nao estudou jornalismo nem as teorias da comunicação, muito menos pesquisou sobre o assunto. Jornalismo é uma CIENCIA, não uma mera técnica redacional. O sr. deveria vestir uma daquelas togas ridículas dos ministros do STF e compartilhar daquelas manifestações enfadonhas e sem embasamento dos nossos magistrados, aqueles mesmos que libertaram Daniel Dantas e sua corja. Visite http://blogsempalavras.zip.net
João  Liberto , Belo Horizonte-MG - Jornalista sem diploma
Enviado em 19/6/2009 às 00:09:35
Todos os comentários que se posicionam contra o texto não apresentam argumentos, mas sim, desqualificam o interlocutor. Uma estratégia barata e que não favorece a discussão. Aliás, movimento que tem se tornado comum na imprensa diplomada. Que tal apresentarmos argumentos de ambos os lados? Ou melhor, o que vocês acham de melhorarmos os cursos de jornalismo que andam uma porcaria. Que tal adicionar mais ciências humanas?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/6/2009 às 00:08:35
"Você não respondeu porque o diploma de jornalismo é uma ameaça para a democracia": porque espionagem no Brasil nao precisa de ajuda de diplomas. Ainda. O STF nao chegou aa questao ainda.
Ana Carolina Castellucio , Salvador-BA - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 00:04:59
Ser jornalista não é ser técnico em redação. As escolas de jornalismo não oferecem apenas a técnica. Se assim fosse, não se justificariam , haja vista a facilidade de informação a que todos temos acesso. Ser jornalista é saber lidar com a natureza humana, é estar no fio da navalha entre a realidade e a ficção, entre o seu olhar e o olhar do outro, é buscar mostrar os recortes de realidade que fazem parte da vida. Assim, como diz Clóvis Rossi, o jornalista tem uma arma, muitas vezes, mortal: a palavra. Será que para manejar a palavra é preciso apenas da técnica? E onde fica a ética, o pensamento, o sentimento, o discernimento, a filosofia, a compreensão sociológica e antropológica desta sociedade em que vivemos? Não quero com isso, dizer que aqueles profissionais que não frequentaram uma escola de jornalismo não tenham estes elementos, mas sem dúvida, os jornalistas formados, têm obrigatoriamente, que discutir estas questões nas salas de aula e fora das mesmas em atividades extra-curriculares que os aproximam do "mundo real", das questões sociais e humanas. As escolas de jornalismo propiciam formação para um profissional que vai lidar, antes de tudo, com a vida humana. Um texto irresponsável, com a tecnologia atual, pode construir ou destruir, afagar ou machucar. P/ ser jornalista, não basta escrever bem. É preciso pensar bem. As faculdades, sem dúvida, semeiam bons pensadores
Bel  A. , Santa Maria-RS - estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 23:53:37
Bom, seguindo seu argumento: eu posso aprender História lendo livros; posso, também, aprender sobre Direito estudando a constituição. O mesmo vale para a Sociologia, Filosofia, Geografia, Física, Matemática.... Então, para que Universidades? professores? pesquisa? E outra: "Rogério, a questão da democracia é simples: não se pode cercear a liberdade de expressão e de pensamento com a exigência do diploma. " Por acaso a exigência do diploma de Jornalismo impedia as pessoas de pensar? Ah, tá, agora entendi! Esse texto foi escrito quando a exigência ainda existia ¬¬ Não confunda liberdade de expressão com liberdade de imprensa. Qualquer pessoa pode falar o que quiser e escrever o que quiser no Brasil, desde que não ofenda ou calunie alguém. Com a internet e os blogs, qualquer pessoa pode não apenas pensar, falar e escrever, mas também publicar o que quiser. Além disso, colunas e artigos de opinião na imprensa sempre foram feitas tanto por jornalistas quanto por não-jornalistas. Então, meu caro colega "historiador" e "jornalista" (sim, eu também sou historiadora agora), no que a exigência do diploma impede alguém de se expressar? Dizer que a profissão de jornalista não precisa de nenhum conhecimento específico só comprovas que não sabes nada de Jornalismo. O jornalista deve seguir um código de ética próprio da profissão, o qual se aprende, sim, nas boas faculdades.
Angélica Cordova , Brasília-DF - Jornalista e professora
Enviado em 18/6/2009 às 23:14:39
Poderia ser simplista e calssificar seu artigo como ridículo. Mas vou além, você realmente advoga em causa própria. Além disso, minimiza um trabalho que requer visão crítica, persistência, rigor no texto, e uma série de outras características de que precisam um jornalista a talento. Crianças e adolescentes têm talento, profissionais têm compentência: resultado de estudos e, sim, de prática. Cozinheiros não têm a responsabilidade que um jornalista têm. Caso o cozinheiro erre, apenas meia dúzia de pessoas sofrerão a consequência. O erro no jornalismo traz prejuízos políticos, sociais e econômicos. Impressionante como oito magistrados podem advogar por todo um País. Essa debate não foi levado à sociedade, não é a vontade da categoria. Cada vez mais o STF se reafirma como órgão arbitrário alheio ao país que pertence. A falta do "canudo" traz, sim, prejuízos ao jornalismo. Sofrem jornalistas, sofrem faculdades (públicas ou privadas), sofre a sociedade. Você não é jornalista, é comentarista, articulista, cronista ou qualquer outra coisa. Mesmo em jornais, você tem o seu lugar: páginas de opiniões.
Luiz Antonio Magalhães , são paulo-SP - Editor Executivo do Observatório da Imprensa
Enviado em 18/6/2009 às 23:08:51
Ilda, já me graduei, obrigado pelo conselho. Rogério, a questão da democracia é simples: não se pode cercear a liberdade de expressão e de pensamento com a exigência do diploma. Quanto à minha formação, eu estudei, me preparei para ser jornalista, trabalhei minha vida inteira nesta profissão - em um jornal da grande imprensa (Folha), um alternativo (Correio da Cidadania), um econômico (DCI) e neste Observatório, além das colaborações para diversas publicações. Só não fiz o curso de jornalismo. Não vejo nenhuma razão ética ou técnica pela qual não pudesse exercer a minha profissão. Não, eu não poderia ser médico sem estudar medicina, mas posso perfeitamente ser jornalista, publicitário ou escritor apesar de não ter o diploma específico. Sim, porque essas profissões, entre outras assemelhadas, não requerem nenhuma técnica específica que não se possa aprender estudando e trabalhando, sem frequentar cursos específicos. Espero ter sido claro.
Ilda Nogueira , BH-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 22:55:10
Uai, um editor executivo do OI sem diploma. A observatório vai bem. Pois é, o jornalismo sempre recebeu os companheiros nas redações pacificamente, mas agora as visitas resolverem tomar posse, de vez, do terreno - como se fossem proprietárias de direito. Eu realmente ainda não processei a decisão do STF. Um amigo, querido, me deu uma sugestão brilhante: “não processa a decisão? Processa o STF”. Boa! De verdade, eu não sei o que é pior: não ter uma profissão regulamentada ou os péssimos salários do mercado. Digo, são péssimos para mim, mas creio que vai piorar um pouco mais. Ok, vou quem sabe atuar como profissional de saúde. Afinal trabalho na área há uns cinco anos e os colegas dizem que sou atenta com os pacientes, escuto, tenho senso...Penso com os meus botões: nada mais faço que prevenir crises, sondar insatisfações buscar novas estratégias para fazer uma assessoria de comunicação descente. Que Deus nos ajude, pois o DEMO (cracia) engana e nos levam a dias lamentáveis - “uma fria quarta-feira de junho”. E não largaremos a rapadura e, claro, os dias de verão estão a caminho. Ps: acho melhor parar de ler o OI. O Abramo já disse que tem uma praga das assessorias, que estragam a qualidade do jornalismo. Se me permitam uma sugestão: 1)Luiz , faça uma graduação.2) Abramo, contrate um assessor de imprensa diplomado, que oriente o senhor nas suas defesas.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 18/6/2009 às 22:31:27
"Não é mais preciso de canudo para ser jornalista no Brasil": e pra ser espiao, ja precisa? "Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal julgou na sessão de quarta-feira (17/06) a questão da obrigatoriedade de diploma específico para o exercício da profissão de jornalista": e pra ser espiao? Ja precisam de diplomas? E a exigencia de diploma vai ser so pra jornalistas ou vai ser aplicada pra juizes tambem?
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 18/6/2009 às 21:59:25
"Caro Rogério, não prestei comunicação porque fui aconselhado por alguns grandes jornalistas a fugir do curso de jornalismo e estudar em faculdades que ajudassem a compreender a realidade mundial e brasileira. Escolhi História e Administração Pública na FGV, que por sinal ainda era gratuita e bem mais concorrida do que os cursos de jornalismo." Essa eu não entendi. Quer dizer que, para exercer o jornalismo, é necessário fugir dos cursos de jornalismo? E é necessário e aconselhável ser formado em outras áreas? Quer dizer que, para se exercer o jornalismo, é preciso ter diploma, desde que não seja diploma de jornalista? E quais são as faculdades que ajudam a compreender a realidade mundial e brasileira? História é uma delas? Administração Pública da FGV é outra? E quais outras mais? Quem é formado em História ou em Administração Pública está capacitado para exercer o jornalismo? Essa sua resposta é, se me permite dizer, estapafúrdia. E, já que você me respondeu, poderia completar a resposta. Você não respondeu porque o diploma de jornalismo é uma ameaça para a democracia.
Caroline  Rodrigues , Belo Horizonte-MG - estudante de engenharia civil
Enviado em 18/6/2009 às 21:08:18
"Oge eztou muito felis porque meu paíz ficou maiz legal. Algumas peçoas me deram me uma profiçao nova; a de Jornalista. Eu fiquei muito comtemte e ja estou me preparamdo para comcorer tanben. Obrigada STF." Creuzevania. Dona de casa desempregada. Pra que ter pessoas que denunciam suas corrupções? Pra que formar pessoas que investigam o descaso, a farsa, o oba-oba? Pra que formar pessoas que lutam pra que o país seja menos ridículo? Pra que levar informação? "O Brasil é um país geométrico ... Tem problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por um monte de bestas quadradas."
Bel A. , Santa Maria-RS - estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 21:07:36
Democracia? Jornalismo? Tu achas mesmo que entendes disso? Fazer Jornalismo não é escrever em um jornal. Jornalismo é uma forma de conhecimento que tem não apenas regras técnicas, mas também morais e éticas, que são ensinadas, sim, nas boas faculdades. (Veja bem, estou falando de ética jornalística, e não de honestidade. Se é que tu sabes a diferença dos dois conceitos). Escrever na Folha de São Paulo não te tornas, em hipótese nenhuma, um jornalista! E tu achas mesmo que pseudo-jornalistas criados dentro de redações como a Folha de São Paulo - aprendendo a escrever tudo que o editor quer e da forma que o editor quer - são bons para a Democracia??? Lamento, mas teu "conceito de democracia" é, no mínimo, duvidoso. Quanto à faculdade de Jornalismo, em breve me formarei em uma, e, não, ela não está me vendendo um diploma. É uma faculdade federal, a qual, pelo menos, ensinou-me a diferença entre Literatura e Jornalismo. Portanto, eu jamais faria uma analogia entre um escritor e um jornalista. Tu, se tivesses cursado uma boa faculdade de Jornalismo, saberias a diferença entre ser um escritor e ser um jornalista, e não farias tal comparação. Lamentável que alguém que não saiba sequer isso se intitule jornalista.
Renata Guimarães , Campos-RJ - estudante
Enviado em 18/6/2009 às 20:33:13
Minha reação ao saber que, depois de quatro anos na faculdade de jornalismo, meu diploma não faz mais tanta dferença, me deixou a principio revoltada. Mas concordo que talento independe de qualquer coisa. Só que se uma pessoa gosta e tem o dom para a área médica faz uma faculdade de medicina, e por que no caso do jornalismo também não pode ser assim? Até porque estudo só enriquece e qualifica qualquer profissional. Não concordo com a opinião de Luiz Antonio, pois o diploma pode não fazer diferença para quem não o tem, mas para quem passou por tantas dificuldades para poder tê-lo ele faz toda a difereça, e saber que o seu valor não é mais o mesmo me faz terminar esse curso me sentndo orfã.
Franco Adailton , Salvador-BA - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 20:32:59
Realmente, mais que um diploma, é preciso talento e aptidão para ser jornalista. Mas, a julgar pelo sobrenome do autor, Magalhães, não me vem à mente critérios de credibilidade e respeito à opinião pública, nos últimos 30 anos de jornalismo praticado pela família de mesmo sobrenome aqui na Bahia, a começar pela aquisição da concessão pública de tv e rádio.
Rodrigo Toffolli , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 20:30:13
Viva o fim do mercado de diplomas.
Fernando Albuquerque , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 20:29:14
Esse é o problema, as pessoas que escrevem aqui tem mais de 50 anos de profissão - ou seja, fazem parte de um pensamento antigo, romantico e, infelizmente, completamente desatualizado. Fica complicado encontrar uma análise digna, sem paixão, enfim, imparcial.
Rosana Maria maria , Brasília-DF - jornalista com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 20:24:43
Vamos manifestar. Segue abaixo os emails dos ministros. Para mostrar nossa liberdade de expressão. Ellen Gracie – ellengracie@stf.gov.br Gilmar Mendes – mgilmar@stf.gov.br Celso de Mello – mcelso@stf.gov.br Marco Aurélio de Mello – marcoaurelio@stf.gov.br Cezar Peluso – carlak@stf.gov.br Carlos Britto – gcarlosbritto@stf.gov.br Joaquim Barbosa – gabminjoaquim@stf.gov.br Eros Grau – gaberosgrau@stf.gov.br Ricardo Lewandowski – gabinete-lewandowski@stf.gov.br Carmen Lúcia – anavt@stf.gov.br Menezes Direito – alexandrew@stf.gov.br
Monique  Virgilio Teixeira de Souza , Campos dos Goitacazes-RJ - Vendedora
Enviado em 18/6/2009 às 19:51:54
Nao discordo completamente do luis,mas acho q existe ai uma puxaçao de sardinha pro seu lado pelo fato dele ser jornalista e nao ter o diploma.Concordo qnd ele afirma q para ser jornalista precisa-se principalmente de talento e prática,porém nao se pode negar que os melhores profissionais sairam de universidades.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 18/6/2009 às 19:36:06
Galera, não sei quantos jornalistas há aqui, mas leiam com atenção o texto do Luiz Antonio Magalhães. A não-exigência (do diploma) não é e nunca foi sinônimo de incompetência, assim como o diploma nunca foi sinônimo de competência. Estranho como as pessoas não debatem esses temas. Será que acham que competência (ou talento) não são importantes?
João  Drummond , Sete lagoas-MG - Autonomo
Enviado em 18/6/2009 às 19:27:58
JORNALISTAS SEM DIPLOMA A nobre profissão de jornalismo carece de diploma para ser exercida? O Tema é polemico e vem dominando as rodas de debates depois que o Supremo votou contra o diploma. Os argumentos contra e a favor se multiplicam e a Internet promete se transformar num ringue virtual de vale tudo onde todos os golpes são validos e as regras da baixaria ficam a critério dos moderadores. Pessoalmente acho que o debate sobre o tema está mal direcionado. Neste caso um diploma por si só não qualifica ninguém, assim como sua ausência também não desmerece. Podemos por exemplo pegar uma pessoa que se comunica com dificuldades e aplicar-lhe muitos diplomas e isto não vai transformá-la num bom jornalista. Por outro lado sabemos de pessoas que não tem nenhum estudo e são extremamente comunicativas. Acho que exatamente por ser uma profissão que exige independência e coragem ela não deve ser enquadrada nas regras acadêmicas. Alguém já pensou em exigir diplomas de um poeta ou escritor. Já pensaram se cobrasse de um Carlos Drummond de Andrade, ou de um Jorge Amado um diploma daquela atividade em que eles mais se destacaram? Um diploma pode vir a ser mais uma qualificação de um jornalista, mas não pode nunca ser argumento para se tolher a expressão de um talento autentico. A única coisa que a obrigatoriedade de um diploma neste caso pode fazer é inst
Vitor Dornelles , Bagé-RS - Estutande do VERDADEIRO Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 19:26:07
"Antes que alguém pergunte, cabe logo o esclarecimento: jornalista desde 1995, quem assina este texto não tem o diploma específico" Lamentável. Lamentável. Lamentável. Que isso me custe a vida: És um a Viva a liberdade de expressão. Não?
Samuel Lima , Joinville-SC - Jornalista e professor universitário
Enviado em 18/6/2009 às 19:18:43
O jornalista Luciano Martins Costa disse quase tudo no seu comentário. O jornalismo, como espaço público nobre de formação da opinião da cidadania, deve ser entendido como forma social de conhecimento. Há mais de trinta anos várias gerações de pesquisadores, no Brasil e mundo afora, se dedicam à elucidar esse fenômeno. A decisão do STF, guiada por argumentos falaciosos e levianos, mostrou desprezo por esse patrimônio da sociedade. O próprio LAM, repete duas falácias e um argumento leviano. As falácias: (1) a defesa da liberdade de expressão e do livre pensamento; o texto do jornalista Alberto Dines, pulveriza o argumento - "dos 29 artigos regulares e assinados, apenas 18 eram de autoria de jornalistas profissionais, os 11 restantes eram de autoria de não-jornalistas. Esta proporção 60% a 40% é bastante razoável"; (2) a outra falácia se refere à generalidade abstrata de que "tudo que um bom jornalista precisa é de talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão" - Luciano desmontou essa lorota. Por fim, o argumento leviano: "certamente vem aí algum projeto de lei estapafúrdio como o do Conselho Federal de Jornalismo para reinventar a obrigatoriedade do diploma". Para ser coerente, LAM, você, a ANJ e os patrões em geral deveriam defender a criação do Conselho para, entre outras coisas, fazer o exame de ingresso nos moldes da OAB, para formados ou não.
Sergio Santos , Pilar do Sul-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 19:14:59
O que foi abolido foi a exigência do diploma. Este país continua a ter leis e constituição. A ética continuará mantida e a responsabilidade também. Quem escrever e fizer bobagens irá pagar por isso. Não é o liberou geral. Vai atuar como jornalista ou repórter quem tem vocação para isso. Não é que o dono do jornal vai sair na porta e dizer preciso de u jornalista e o primeiro andante que chegar ele vai contratar e dar um gravador, maquina fotográfica, bloco e caneta e mandar fazer reportagem. PELO AMOR DE DEUS. Pelo jeito que estão colocando parece que virou a casa da mãe joana e não é isto. é apenas o direito a exercer a profissão sem a obrigatoriedade do diploma. OU SERÁ QUE OS DIPLOMADOS TEM MEDO DA CONCORRÊNCIA DOS JORNALISTAS COM FORMAÇÃO INTELECTUAL (os inteligentes)?
Yuri Abreu , Salvador-BA - Jornalista (COM DIPLOMA)
Enviado em 18/6/2009 às 18:43:49
Luiz, muita infelicidade no seu texto. Então não há a mínima necessidade se estudar história para virar professor. Basta força de vontade, boa capacidade de ensino para ensinar a hi(e)stória a qualquer um. As discussões vão muito além do que você e outras pessoas que tem espaço aqui e nos jornais estão expondo. O nível do jornalismo e o controle nesse país vão aumentar e muito! Ah, e viva a DEMO...cracia!
Fabio  Monteiro , Taguatinga-DF - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 18:41:58
Luiz, Para você (e o leitor Igor), os comentários postados são prova de que o STF tomou a decisão correta? Acredito exatamente o contrário. Se estudantes universitários de jornalismo possuem fraca capacidade de argumentação e dissertação, imagine quem não teve acesso aos estudos sociológicos e comportamentais que eles tiveram. As instituições que deveriam parar de formar profissionais dessa maneira. O diploma é um dos poucos filtros que o jornalismo tem. Mas não adianta argumentar 1400 caracteres, rebatendo o seu texto tendencioso, até porque esse espaço é seu e quem vem aqui não vem obrigado. Mas é hipocrisia pura dizer que "Defende o fim do diploma, mas não está advogando causa própria". Se não é, parece muito. Quanto a criação de um órgão fiscalizador, que regulamente a profissão, o senhor é a favor? (Algo mais sério, como o CRM dos médicos ou a OAB dos advogados?)
Flaviane  Paiva , Juiz de Fora-MG - estudante jornalismo - UFJF
Enviado em 18/6/2009 às 18:38:44
Bem se nota que você não é formado na área. Se você achou válida a afirmação do Ministro Gilmar Mendes (comparação de jornalistas com cozinheiro) você não imagina o quão importante é minha futura profissão (em apenas 6 meses terei meu diploma, mesmo que ele não seja obrigatório mais). Acho que todos vocês que defendem ferrenhamente o fim da obrigatoriedade merecem sofrer com os gerundismos, falsas afirmações e informações e coberturas jornalísticas cada vez mais vazias. Se vocês acreditam que todos podem ser geradores e tradutores de informações, com certeza se contentarão com qualquer tipo de profissional. Acho sim que existem péssimas escolas particulares, que só visam o lucro. Mas analisando por esse lado, deve-se acabar com o diploma de muitas outras faculdades, como, inclusive, medicina, direito e administração, que encontramos em qualquer esquina!
Eduardo Fernandes , Anchieta-ES - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 18:32:48
A queda da obrigatoriedade do diploma é uma vergonha, assim como o texto que acabei de ler. Nem o Observatório está livre... Uma pena.
Angélica  Weise , santa cruz do sul-RS - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 18:15:29
A imprensa assim já é uma palhaçada. Salve alguns veículos de comunicação. Imagine agora um ser qualquer se torna jornalista. Isso é uma piada que não tem graça nenhuma!!!
Edwaldo  Ribeiro Cordeiro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 18:14:40
Fiquei envergonhado ao ler este nobre artigo, tão inteligente e macabro. Não é possível que em pleno século XXI exista pensamentos tão medievais e tão insanos. Pergunto: Qual relação existe entre ter diploma de jornalista e liberdade de expressão? Nenhuma! Não é possível que se faça tal confusão... Esse artigo é tão preconceituoso que bate de frente até com que não é jornalista, que trabalha em redação. Esse decisão do STF, além de acabar com uma classe importante no Brasil, coloca a todos no mesmo nível salarial, que é uma vergonha em todo o Brasil.
Ito Silverio  Guedes , Gurupi - Tocantins-TO - Acadêmico de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 18:12:46
Na sessão em que Gilmar Mendes absorveu Daniel Dantas ele negou qualquer ligação como o acusado, (Tenho minhas dúvidas). E reforço meu apoio ao ministro Joaquim, quando se refere a pessoa de Gilmar. Com certeza alguns amiguinhos do Gilmar e do supremo deram uma forcinha para derrubar o diploma !!!
Edgar Borges , Boa Vista-RR - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 18:09:32
Caro Luiz, admiro sua coragem em, apesar de negá-lo, escrever em causa própria e e elogiar, servilmente, a decisão do STF. Com jornalistas não diplomados assim, para que precisamos mesmo cursar jornalismo?
Elisangela  Machado , Brasília-DF - Jornalista com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 18:02:50
Você quer ser jornalista? Parabéns você já !!!
Marcelo Oliveira , Recife-PE - Eng. Mecanico
Enviado em 18/6/2009 às 18:01:03
Uma pena que tantos jornalistas com diploma, são levados por interesses escusos dos editores chefes, mas ainda assim sou a favor da diplomação sim, quem sabe um dia estes maus jornalistas levem na prática do dia-a-dia o que aprenderam em suas faculdades. Ah se eu, como engenheiro mecânico que sou cometesse essas atrocidades q a gente vê todo dia nos jornais. E ainda se protegem sob a máxima da "liberdade de imprensa". Liberdade de imprensa sim, mas com responsabilidade.
Max  de Oliveira , Fortaleza-CE - Jornalista (diplomado em 2007)
Enviado em 18/6/2009 às 17:53:13
Quem defende que o diploma era um obstáculo à liberdade de expressão ou está cheio de "segundas intenções" (a exemplo dos empresários da área) ou é completamente alienado da realidade. Quem tem um mínimo de conhecimento do jornalismo diário sabe que a coisa não é por aí. Não há liberdade incondicional nos meios de comunicação. Quem dá a palavra final sobre a notícia não é o jornalista, é o editor. Isso é fato. Principalmente em alguns jornais aqui do Nordeste, que funcionam muito mais como braço político das oligarquias do que como instrumentos de informação. E para os articulistas de plantão - ansiosos para tornarem-se nossos colegas de profissão (?) - eu sugeriria informarem-se com os colegas dessa lista o que lhes espera: salários baixos, jornadas estafantes, assédio moral – para dizer o mínimo. Então: não acho que seja bom negócio vocês abandonarem suas brilhantes e promissoras carreiras de economistas, médicos, advogados e engenheiros. A posição de articulista semanal é bem mais cômoda, acreditem. E se mesmo assim lhes faltarem “liberdade de expressão”, corram para a internet. Na internet sim, ainda há um pouquinho dela. Pelo menos por enquanto.
Julio Prático Souza , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 18/6/2009 às 17:51:27
Leila Souza, você quer dizer então que hoje, o principal ímpeto para alguém querer ser jornalista é "estar na mídia"? Hmmm... bom, se algum jornalista frustrado aí quiser se aventurar na área de Informatica, minha profissão está aberta a aventureiros a quase 30 anos. Mas é claro que jornalista que se preze não vai querer ficar desenvolvendo sitezinho por aí como bico, não é mesmo? OPINIÃO: A competência prevalece!
Lucas Brito , Mogi das Cruzes-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 17:48:43
Tambem quero nas horas vagas dar uma aulas de historia, ou quem fazer uma cirurgia em alguem! ... Por favor Luiz, não confunda democracia com profissionalismo.
Alberto Hektor El khouri , pouso alegre-MG - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 17:45:31
Eu trabalho como assessor de imprensa e parlamentar de um vereador, estudo leis e legislação e entendo de direito público mais que alguns advogados, isso quer dizer que eu sou advogado agora Luiz Antônio? Posso fazer uma prova na OAB? E o conhecimento sobre ética, sobre liberdade, privacidade, sobre etnocentrismo, sobre como narrar sem julgar, sem setenciar, sobre a diferença de real e realidade, da diferença de público e privado, da diferença entre verdade e versão, a diferença entre interesse público e interessante ao público? Aprendi isso na faculdade. Fazer uma petição é fácil, como fazer um texto, mas jornalismo é muito mais que saber técnicas de redação. O saber jornalismo é muito mais que isso sr. Antonio, é saber o direito da informação e que ela pertence a sociedade e não ao repórter. Técnica todas profissões tem, mas o jornalismo, como outras profissões, é o saber exercer com responsabilidade, seriedade e humanidade. É saber tratar de um assunto sem ser tão parcial como o senhor foi. Lembrando que nenhum veículo contrata alguém pra aprender na redação e sim contrata quem já sabe fazer. O sr. próprio é jornalista e mal tem a sensibilidade que fazer jornalismo é muito mais que ter técnica pra redigir um texto, é preciso saber como tratar a informação. E podemos ver que o sr peca muito isso no seu texto, claramente parcial.
Benito Correia , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 17:43:52
Concordo, o tempo mostrará quantos absurdos serão publicados. Isso é verdade. Porém, duvido muito que jornalistas que vierem poderão fazer diferença já que os meios de comunicação ganharam mais força ainda e continuarão devendo favores a ministros como Gilmar Mendes. Jornalista como você, que escrevem para poucos, tampouco vão contribuir com a verdadeira democracia porque efetivamente se curvam diante de magistrados do STF que mereceriam, numa democracia de verdade, tratamento como bando ou grupo e não como deuses supremos. Se houvesse um veículo que não dependesse de decisões do STF, muitas máscaras desses atuais ministros já teriam caído, especialmente por decisões compradas e muito bem pagas por políticos, empresários e veículos de comunicação. Essa é a contribuição que você dá em seu texto, mostrando sua curvatura e ajoelhando-se para a os togados do STF.
Leila Souza , Manaus-AM - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 17:41:32
De tudo o que foi dito por Luiz Antonio Magalhães, algo é definitivo: "Afinal, ninguém larga a rapadura assim de graça, portanto esta briga ainda vai longe, muito longe". Realmente ninguém quer largar a possibilidade de "estar na mídia", políticos, médicos, advogados, afinal quer melhor marketing pessoal que esta. Realmente, ninguém quer largar a rapadura, inclusive Luiz Antonio Magalhães.
Luciano Martins Costa , Sao Paulo-SP - Jornalista (Profissional diplomado há mais de trinta anos)
Enviado em 18/6/2009 às 17:41:20
Luiz, ao longo da carreira, como reporter policial, vi muitos presidiarios - mais comumente os estelionatarios - sem qualquer diploma de nivel superior ou mesmo de segundo grau, comporem recursos para abrandamento de pena e outros beneficios, que eram posteriormente assinados por advogados. Segundo seu raciocinio, portanto, tambem deveria ser dispensado o diploma de bacharel em Direito para o exercicio dessa profissao e de cargos no sistema jurisdicional. "Talento, curiosidade e vontade de aprender" certamente formam a base de qualquer profissao, regulamentada ou nao. Alias, essa frase seria cortada, segundo o que se aprende na faculdade de Jornalismo, por ser imprecisa e tendenciosa. O ataque ao direito dos jornalistas nasceu de fonte menos nobre: a conveniencia de reduzir os custos dos muitos cadernos de servicos da Folha de S.Paulo; depois, tornou-se uma questao de honra para Otavio Frias Filho, por causa de uma pendencia com o Sindicato dos Jornalistas de Sao Paulo. Sou testemunha desse processo. O tema nao tem a nobreza que lhe quiseram emprestar os defensores da extincao da obrigatoriedade do diploma e nao guarda nenhuma relacao com o preceito constitucional do direito a livre expressao do pensamento ou a liberdade de informacao. No caos institucional em que se encontra o Brasil, atos oportunisticos como esse revelam o quando estamos longe de uma democracia aceitavel.
Luiz Antonio  Magalhães , são paulo-SP - Editor Executivo do Observatório da Imprensa
Enviado em 18/6/2009 às 17:38:46
Caro Rogério, não prestei comunicação porque fui aconselhado por alguns grandes jornalistas a fugir do curso de jornalismo e estudar em faculdades que ajudassem a compreender a realidade mundial e brasileira. Escolhi História e Administração Pública na FGV, que por sinal ainda era gratuita e bem mais concorrida do que os cursos de jornalismo.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 18/6/2009 às 17:32:36
Trata-se de uma vitória do jornalismo e da democracia brasileira? Por que vitória da democracia? O diploma de jornalismo era uma ameaça à democracia? Há controvérsia quanto ao autor não estar advogando em causa própria. Se a falta de diploma não foi óbice para que ele exercesse o jornalismo, era um fator que o colocava na ilegalidade. LAM, agora, exerce legalmente a profissão, depois de 15 anos exercendo-a ilegalmente. Esse exemplo, aliás, mostra que a exigência de diploma foi uma lei que não pegou. Veículos contratavam ilegalmente, e os ilegais exerciam abertamente a profissão. Uma curiosidade: se LAM era/é tão vocacionado para o jornalismo, por que não cursou uma faculdade de jornalismo? Por que foi se formar em História e cursar, por 3 anos, Administração Pública na Fundação Getulio Vargas? O vestibular para comunicação era muito concorrido?
Ito Silverio  Guedes , Gurupi - Tocantins-TO - Acadêmico de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 17:29:09
TÕ vendo que as analogias de LULA estão dando certo... por exemplo: Comparar a descoberta do pré-sal ao sitio do Pica pau amarelo. A Dilma... sem comentários. O Gilmar compara jornalista com conzinheiro. Álias, minha tia é louca para fazer um curso de culinária, pois o marido dela não aguenta mais o pirão que ela faz. E agora o coitado do Luiz. Meu orientador do TCC todo dia me fala da importância da ciência. Ciência para que ? O sitio é a lei do pré-sal, para fazer jornalismo pode se aprender num livro de culinária e o seu Luis, que se diz observador da imprensa, não consegue nem medir o que fala. Brasil esconde a tua cara, porque os caras estão fazendo sacanagem nela.
Anderson Porto , Niterói-RJ - Analista de Sistemas
Enviado em 18/6/2009 às 17:23:39
Os jornalistas que me perdoem, mas vocês são responsáveis por abaixarem a cabeça e aceitarem a tal "linha editorial", portanto sem compromisso com a verdade e com os fatos.
Sergio R. Del Giorno , Curitiba-PR - Jornalista ex-chefe de redação e agora chef de cozinha
Enviado em 18/6/2009 às 17:22:14
No texto do Dines, falei que a coisa tem defensores e opositores e muita porcaria rolando dentro. Também desconfio das grandes corporações que agora estão com a faca e o queijo na mão com uma categoria que ja era perdida e agora está mais ainda. Quanto menos atenta, mais fácil explorar... Mas só pra constar, independente de faculdade ou não, é de rir achar que grandes chefs de cozinha, por exemplo, se fazem sozinhos, só na prática do dia a dia. Esses caras, com exceções que só confirmam a regra, fizeram e fazem muuuitos cursos e especializações. E também é de rir achar que médicos aprendem a operar ou atuar na faculdade. Eles têm que matar muuuita gente no mercado até conseguir um bom desempenho. Fico aliviado em saber que a liberdade de expressão foi restaurada com a desnecessidade de diploma. Dizem que até o Leonardo Boff foi convidado pra ser articulista na Veja no lugar do Marinardes, e que o Stédile vai ocupar o lugar do Reinaldo Azedo. Não é mesmo um milagre? Pra esclarecer: estou sendo sarcástico, pra isso não precisa de diploma. E sorria, bastam alguns músculos.
Rosa, Jornalista com diploma , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 17:10:16
Vamos esquecer os diplomas!! Vamos esquecer a educação!! Vamos agora ser o quisermos ser! Se qualquer um pode ser jornalista, qualquer um pode ser professor de história ou geografia, qualquer um pode ser advogado, qualquer um pode ser juiz ou ministro do STF. Para que pagar grana com faculdade? Para que gastar tempo em sala de aula? Basta ir até uma biblioteca, debruçar-se em cima de um código ou livro de história e começar!! Vamos, você também pode ser o que quiser!! Pra que diploma?
Marcelo  Sousa , São Paulo-SP - Corretor
Enviado em 18/6/2009 às 16:59:33
O texto parece sim na minha opinião em defesa de causa própria, embora eu ainda esteja muito confuso, desde os meus 17 tenho o desejo de ser jornalista, embora anos de estudar e não conseguir concretizar ainda o velho sonho de entrar na ECA, cai essa bomba na minha cabeça, o que fazer continuar estudando??? e agora???
Rosana Maria maria , Brasília-DF - jornalista com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 16:59:24
Isso tá longe de ser democrático. Isso foi imposto, isso é ditadura. Qualquer um pode exercer sua liberdade de expressão. Por isso vou exercer a minha. Quem defende a não necessidade são sempre aqueles que nunca sentaram no banco de uma instituição. E estão, com medo do melhoramento do curso e perderem suas vagas.
André  Lopes , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:55:52
Sr. É muito fácil escrever, falar e comemorar a decisão ridícula do STF. O Sr. no artigo acima diz que ao abraçar a profissão de "jornalista" (as aspas servem para expressar o que o Sr. não é) teve perdas materiais...e por que então não foi lecionar como professor de História? Nossa profissão é tão maravilhosa que todos querem uma lasquinha, mesmo que seja pra ganhar mínimos salários. Agora com essa decisão, a qual o Sr. é favorável, fica difícl para nós que saímos da faculdade buscarmos emprego, pois vão querer contratar a preço de nbanana, mas o bom disso é que ainda tenho idade e força de vontade pra buscar novos horizontes, enquanto ao Sr. ...ficará aí na sua verborragia alugando o tempo dos outros.
Rosana Maria Maria , Brasília-DF - jornalista com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 16:51:32
Discordo. Acho que você realmente está defendendo o seu. A formação é importante, pq a informação precisa ser de qualidade, rápida e eficiente. O profissional para entrar em uma redação tem que está encaminhado e não começar a aprender. Quem irá ensiná-lo dentro da redação? Se não serão aqueles que se formaram antes? Talvez a forma como se ensina é que precisa ser revista. Essa atitude não foi democrática, mas sim feriu o meu direito já adquirido. Ter o diploma não impede a mais ninguém exercer o direito a liberdade de expressão. Qualquer um pode fazer. Não é necessário acabar com o sonho e dedicação daqueles que se esforçaram, para entrar em uma faculdade e pagaram um preço por isso. Roubar esse direito isso sim é uma ditadura.
Eliane  Marcia Tenório de Oliveira , Palmas-TO - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:47:57
Estamos regredindo mesmo. Num país onde há, visivelmente, carência de informação ( que é luz) na maioria das áreas do conhecimento, ao invés de estimular o estudo, as autoridades, que são os guias de um Estado, induzem as pessoas que para execer a função de informar , basta ir aprendendo com os erros. E ainda ter que ler as palavras de um ignorante que defende que para ser jornalista não precisa ter formação profissional universitária. O diploma de jornalista não é uma carteria de motorista dada por políticos em troca de voto, em tempo de eleição. É uma ciência. É o estudo de técnicas que ensinam a dizer o que realmente se pretende dizer, cercado de cuidados como fontes para comprovar o que se diz, e ética para denunciar o fato. Essa decisão é o atestado da falta de informação de pessoas que chegam ao poder sem a visão de que, o resultado de um país onde não se estimula a educação ( leia-se também: formação profissional) é uma nova forma de ditadura.
Raquel Gurgel , Niterói-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 16:44:54
Fico impressionada com a quantidade de comentários de pessoas que abominam a decisão do STF sob uma justificativa que não faz o menor sentido: não porque realmente acreditam que o que se aprende no curso de jornalismo é essencial para o exercício da profissão, mas porque se sentem injustiçadas, já que investiram “tempo e dinheiro” em algo que agora não é mais pré-requisito para “concorrer no mercado”. Pedem ressarcimento pelos anos “perdidos”! Que argumentação é essa? Se (pelo que de tal raciocínio se infere) até hoje o valor do curso estava no diploma oferecido, e não propriamente no seu conteúdo, por que discordar da decisão? Como é que se pretende defender a obrigatoriedade de um curso atestando justamente que ele serve apenas para oferecer um papel no fim? Independentemente da minha própria opinião sobre o tema, não dá para aceitar esse tipo de argumento.
adriana trindade santos , belém-PA - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:39:33
ainda bem que vc não tem diploma...seria ainda mais vergonhoso.
Antonio Baiano , PortoAlegre-RS - estudante
Enviado em 18/6/2009 às 16:32:28
dessa forma , fica mais fácil , pras TVs ficarem infestadas de BBBs e pernas de paus , falando muitas bobagens. um abraço a todos
Mônica Magna Cardoso OLiveira , Caçapava-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:18:15
Sim, o diploma é importante. Tenho 25 anos de formada, tenho uma filha jornalista e mantenho há iguais 25 anos um jornal aqui em minha cidade. É um trabalho árduo, gratificante e de uma ideologia e dedicação totais. Mesmo assim, com formação, trabalhando com ética e profissionalismo, somos obrigados a conviver com vários outros veículos dirigidos e editados por pessoas sem qualquer qualificação ou formação na área e que, por vez e outra, demonstram claramente a falta de preparo para exercer uma profissão que deveria ser dignificante. Por vivenciar no meu dia a dia a falta que faz a formação adequada, quero registrar aqui a minha revolta e discordância com a decisão do supremo, com todo respeito que eles deveriam merecer. É lamentável, é decepcionante e ultrajante para todos aqueles que buscam, através de uma formação superior, prestar um serviço de qualidade. E por favor, me responda quem souber: o que diploma tem a ver com liberdade de expressão? É realmente uma grande pena.
Jorge Robespierre Tomás Japur , Santa Maria-RS - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 16:05:21
"Aos estudantes enfurecidos com o texto: pouca coisa vai mudar para quem cursa jornalismo. Propaganda e Marketing também não exige diploma para exercício da profissão é é um dos cursos mais concorridos que há no país. Vaga na ESPM de São Paulo é disputadíssima. O diploma vai continuar a valer, qualquer editor leva em consideração a formação do jovem profissional para realizar uma contratação. Um curso na ECA conta pontos, como também contará se o profissional tiver feito outra boa faculdade, em universidades de ponta. Quanto melhor a qualificação, melhor para o profissional." Prezado sr. Luiz, Depende do que o veículo vai estar disposto a pagar. Afinal, não foi só para defender a "liberdade de expressão" que os principais veículos de comunicação do país defenderam a decisão do STF. E convenhamos... ser foca será algo ainda mais cruel. Qualquer jornalista com um pingo de dignidade que não quiser se submeter a uma pauta espúria vai ter 100 "jornalistas" querendo o seu lugar, e provavelmente por um preço ainda mais baixo. O senhor já está aí, estabelecido, é de outra geração. A guerra vai acontecer aqui no nosso degrau, no início da escada. Já é difícil, e vai ficar ainda mais. Seremos nós e os professores secundaristas da rede pública disputando para ver quem é panaca por ficar quatro anos em uma universidade para disputar migalhas.
Raphael  Leal , Juazeiro-BA - Jornalista por formação
Enviado em 18/6/2009 às 16:05:16
SUGIRO UMA GREVE GERAL, DE, NO MÍNIMO, DOIS DIAS. QUEM VAI PRODUZIR AS NOTÍCIAS DO DIA SERÁ O GILMAR MENDES E SUA COZINHEIRA
Lucas Frederico , Maringá-PR - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:05:03
O Brasil é um país engraçado. Faz-me rir a falta de seriedade. O discurso da universidade chega a ser inverossímil com a realidade das redações. No entanto, essa decisão parece ser coerente com o país. A democracia representativa venceu. Vivemos a morte anunciada do especialista. A opinião política de dono de boteco. A falta de critério para se afirmar qualquer coisa. Vamos enterrar nossos diplomas e levantar o estandarte da ignorância, pois nosso Brasil não é carente de cidadãos formados. Sem criticar nada, vamos apenas relatar os fatos e continuar com a ilusão da informação.
Karise Brustolin , Pato Branc-PR - Graduando Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 16:04:15
Cadê meus comentários, hein Sr. Liberdade de Expressão?
Milene Sacco , Pelotas-RS - Publicitária
Enviado em 18/6/2009 às 16:00:44
O escritor deste artigo, acima, mostra bem que ignora o estudo da Comunicação Social como CIÊNCIA social aplicada.
Giselle Tiscoski , Criciúma-SC - jornalista com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 16:00:36
Ao senhor Magalhães, autor do artigo Uma Vitória da Lógica e da Democracia, primeiramente, digo que o senhor nao pode estar falando da realidade brasileira. O seu texto pode caber no contexto da Europa ou dos Estados Unidos, mas nao aqui. Caia na real e diga-me qual a redaçao, no atual momento economico, que vai ter profissionais que estimulem o desenvolvimento de técnicas para o exercício da profissão, Ou melhor, com lugares de trabalho cada vez mais enxutos, quem vai dispor de tempo para socializar o conhecimento ético necessario...Bom essa sua frase "a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula", pra mim, resume a falta de conhecimento da realidade que o senhor tem.
Victor Barone , Campo Grande-MS - Jornalista (sem canudo por 20 anos, com canudo deste janeiro)
Enviado em 18/6/2009 às 15:55:45
Resumiu a ópera.
calypso thereza escobar velloso , rio de janeiro-RJ - comentarista(só)
Enviado em 18/6/2009 às 15:49:33
obrigatório a formação universitária...o enxame de amadores,analfa e outras porcarias em nosso país já quebrado, por tantos fatais acontecimentos,aí a porca toce o rabo,grata calypso thereza escobar velloso
Luiz Antonio Magalhães , são paulo-SP - Editor Executivo do Observatório da Imprensa
Enviado em 18/6/2009 às 15:46:52
Aos estudantes enfurecidos com o texto: pouca coisa vai mudar para quem cursa jornalismo. Propaganda e Marketing também não exige diploma para exercício da profissão é é um dos cursos mais concorridos que há no país. Vaga na ESPM de São Paulo é disputadíssima. O diploma vai continuar a valer, qualquer editor leva em consideração a formação do jovem profissional para realizar uma contratação. Um curso na ECA conta pontos, como também contará se o profissional tiver feito outra boa faculdade, em universidades de ponta. Quanto melhor a qualificação, melhor para o profissional.
Fábia  Assumpção , Porto Velho-RO - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:37:21
Passei quatro anos numa faculdade, para ser comparada a uma cozinheiro. Realmente, é por isso que o Brasil é esse lixo, esse mar de corrupção.. por causa de pessoas que tem um pensamento tão mesquinho como o senhor... !
Douglas Dorneles , Ijuí-RS - alguém que sabe escrever
Enviado em 18/6/2009 às 15:26:06
Só pode ser piada de mau gosto esse seu texto. Uma palhaçada sem tamanho essa decisão, estabelecida apenas para favorecer interesses obscuros de grandes corporações de comunicação. A partir de agora ser jornalista é não ser nada. O salário já defasado será ainda mais ridículo. Comparar a realidade brasileira a da Europa e Estados Unidos é de uma hipocrisia irritante. Mas o que esperar de agluém que defende a própria situação? Escândalos públicos com favorecimentos para cargos estratégicos. Absurdos de conteúdo e desleixo ético em jornais. Tudo isso norteado por uma prostituição de mercado na profissão que não deve mais ser chamada de jornalista. Que de agora em diante chame-se esse profissional de "alguém que saiba escrever".
Edileine  Ferreira Guimarães , Sorocaba-SP - jornalista FORMADA
Enviado em 18/6/2009 às 15:25:11
Sou muito boa em ouvir as pessoas, aconselhar e tenho grande facilidade para fazer as pessoas entenderem seus pensamentos. Vou abrir um consultório e virar psicóloga! Para mim o texto parece legislação em causa própria sim!
Áurea Olimpia Figueiredo Rego , Campina Grande-PB - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:24:10
O autor do texto diz que não advoga em causa própria na defesa do fim do diploma quando ao mesmo tempo assume que não tem o referido diploma...quem sabe deve estar fazendo o trocadilho imbecil dos ministros, quando falam de liberdade de imprensa, na verdade eles querem dizer "liberdade de empresa", sim a liberdade de contratar quem quiser receber um salário menor, por não posuir a qualificação adequada...e que venha a precarização dessa profissão!!!
RODRIGO OLIVEIRA , BELO HORIZONTE-MG - ESTUDANTE DE JORNALISMO
Enviado em 18/6/2009 às 15:19:49
Seu post não é defesa de causa própria? Jornalista sem diploma e bem sucedido é exceção!
SEVERINO CARVALHO GOMES Carvalho , MARAGOGI-AL - jornalista por formação, graças a Deus
Enviado em 18/6/2009 às 15:19:49
Sai hoje de casa para trabalhar envergonhado da minha profissão que foi tudo o que conquistei desde o primeiro dia que entrei na escola: um projeto de vida jogado na lata do lixo por amebas travestitas de ministros. O que vou dizer a meus filhos no futuro? Que o pai fez um curso superior que de nada vale? Para onde vão as teorias da comunicação,a sociologia da comunicação, a psicologia da sa pcomunicação, tudo o que aprendi nos bancos da faculdade? E o Código de Ética, jogo-o fora também? Pelo visto até o espaço aqui está a serviço dos grandes meios de comunicação, que serão os maiores beneficiados pelo decisão vergonhosa do STF. Pouca vergonha! Não sei mais em quem acreditar!
Andrea Costa , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:18:52
Espero que essa terrível decisão do STF sirva pelo menos para uma coisa positiva: o fechamento da Fenaj e de todos os sindicatos de jornalista, que nos últimos anos deixaram claro que não servem para nada! Não fiscalizam o exercício da profissão, não coibem erros ou abusos dos jornalistas e veículos, não fortalecem a profissão, não a defendem, não a dignificam, não se mobilizam...
Priscila Silva , Belo Horizonte-MG - estudante
Enviado em 18/6/2009 às 15:17:11
O STF decretou a morte do Jornalismo brasileiro, que já estava na UTI há anos. Esse texto é inacreditável, assim como os comentários do nosso caro misistro Gilmar Mendes. Agora há liberdade de expressão neste país. Não há lei, limitação, origatoriedade. Parabéns Brasil, este é o país que queremos. E aos colegas da extinta profissãode jornalismo, um consolo: poderemos usar nossa liberdade de expressão enquanto cozinhamos!
Jorge Robespierre Tomás Japur , Santa Maria-RS - Acadêmico de Jornalismo e Licenciado em Filosofia
Enviado em 18/6/2009 às 15:15:13
Interessante é o ponto de vista do jornalista e professor Muniz Sodré sobre o tema: "Colegas, tenho defendido o diploma em jornalismo, sempre com ressalvas, já que não tenho nenhum ponto de vista absoluto sobre a matéria. Eu próprio trabalhei muitos anos como jornalista profissional (tenho o competente registro...)sem a formação específica. Acho também que cada um nós deve ter plena liberdade para manifestar o seu ponto de vista sobre o assunto. Mas eu me pergunto(1) se foi ouvida a opinião dos estudantes, esses que atravessaram um vestibular escorchante para entrar no curso e alimentaram expectativas. Talvez, em respeito a eles, não devessemos ser tão exultantes na comemoração do fim do diploma obrigatório; 2) se os juízes não se limitaram confirmar os julgamentos das corporações, que sabem ser os jornais apenas intelectuais coletivos (expressão do velho Palmiro Togliatti) das classes dirigentes. Bem. .. eu me pergunto muito mais, mas vou ficar por aqui. Penso,entretanto, que deveriamos ser mais cautelosos com frases como "do ponto de vista da imprensa, acredito que vá melhorar a qualidade dos jornais". Isto equivale a dizer que a qualidade dos jornais era baixa por causa dos egressos dos cursos de jornalismo.E isto é um absurdo, porque uma parte notável desses egressos tem uma qualidade cultural que a maioria dos que conheci nas velhas redações não tinha.Abrs.,Muniz Sodré"
Fabrício Marques , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:14:59
Caro Luiz Antônio Magalhães, vamos seguir sua lógica então. Se eu estudar bastante - mas bastante mesmo -, também não posso virar um historiador assim como você? Ora, não é preciso nenhuma técnica específica para ser historiador a não ser gostar de história e estudar, não é mesmo? - heródotos e tucídides que o digam. Mas vamos além: por que os digníssimos ministros do STF também não suspendem a obrigatoriedade de ser bacharel em Direito para se tornar advogado? É só aplicar a prova da OAB para quem quiser. Qual técnica maravilhosa é necessária para ser advogado? É só estudar bastante, né? Aquele que tiver competência para passar na OAB já está habilitado a advogar - e, quem sabe, se tornar ministro do STF no futuro.
Claudemir Lastori , Descalvado-SP - Jornalista e Professor
Enviado em 18/6/2009 às 15:12:24
Tem muita gente formada em Jornalismo que está opinando neste blog que comete erros terríveis de Língua Portuguesa. Que formação tão diferenciada esse povo teve?
Alexandra Marques , Balneário Camboriú-SC - Jornalista por formação
Enviado em 18/6/2009 às 15:12:11
Colegas, chega de blá blá blá. Tem muito palpiteiro por aí, como os Ministros por exemplo, falando asneiras e não têm a mínima noção do que é jornalismo, inclusive esses que exercem a profissão sem diploma. Portanto, o negócio é ação! É isso aí. Podemos entrar com ação contra a União exigindo o ressarcimento dos anos de investimento em uma faculdade profissional, e que agora os [ ] Ministros tiraram o nosso direito do dia pra noite. Se não fosse obrigatório ninguém teria feito, então "ressarcimento neles"! Alguém vai pagar por decisão estúpida. Outra ação inteligente seria por danos morais contra os ministros que compararam nossa formação a um curso de culinária e de corte e costura. Uma coisa é formação intelectual e outra é mão-de-bra. Também podemos requerer na Justiça a extinção do diploma de Direito para magistrado, afinal, eles são apenas indicados pelo Governo e para ser indicado pelo governo não precisa muita coisa, muito menos estudo, a começar pelo próprio presidente. Para ser advogado pode-se ler apostilas, publicações específicas, palestras, cursos on-line, estágio, enfim, também não precisa de graduação ou diploma, é tudo teoria mesmo! Mais fácil ainda, não é? Fim do diploma para advogados também, inclusive para ser ministro da Justiça! Vamos lá colegas, menos "falação" e mais ação. Procure todos os advogados que vc conhece e saiba sobre seus direitos!
Ana Maria Marques , Belém-PA - Jornalista Diplomada
Enviado em 18/6/2009 às 15:10:36
"(...) a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula." Francamete! Como alguem que escreve uma coisa dessas, pode se se considerar jornalista? E pior, como o presidente do STF apoia que pessoas com esse mesmo pensamento possam exercer a profissão de jornalista? É... vou começar a ler uns livrinhos de direito, quem sabe em alguns anos não chego lá no Supermo e derrubo a obrigatoriedade do diploma para ser advogado, juiz, professor...
Rodrigo Suita , Rio Grande-RS - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:05:03
Prezado Luiz Antonio Magalhães, o que fazer com os estudantes das universidades que acreditavam na profissão, investiram recursos e conhecimentos ou naqueles que olham para seu diploma na parede? É superficial demais embasar a justificativa na liberdade de expressão. Foi o golpe fatal na categoria, que já não dispunha de salários dignos e entidades legalmente representativas( não falo dos sindicatos). Viva o monopólio da comunicação, o patronato, e o que incomoda, se esmaga como formiga. Obrigado Brasil, tanto quer se comparar com a elite mundial, mas retrocede a passos largos. Vai ser um oba lê lê geral
Daniel Isaia , Santa Maria-RS - Estudante de JORNALISMO
Enviado em 18/6/2009 às 15:04:18
Alguém, por favor, pode me explicar qual é a relação entre o diploma de jornalista e liberdade de expressão? Quer dizer que pra ter liberdade de expressão tem que ser jornalista? Então, todo aquele que não é jornalista é reprimido ideologicamente? Por favor! Estão querendo enfiar goela abaixo uma ideia absurda, simplesmente fazendo referência à Ditadura Militar. E o mais engraçado é que as mesmas empresas que gritam isso aos quatro ventos (Globo, Folha de São Paulo) são as que mais "cresceram" durante o regime.
Marcio Rocha , Joinville-SC - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:56:42
Meu caro Luiz Antonio, fiquei assustado com o seu texto e ao mesmo tempo feliz. Assustado por uma pessoa que jamais cursou jornalismo está apto para exercer a profissão. Pelo visto você é um gênio não é mesmo?! Um caso raro! Quanto a felicidade que estou sentindo no momento é que agora sei que posso estudar história e passar um tempo em um hospital e começar a fazer cirurgias, ou então estudar matemática e exercer a profissão de engenheiro. Fantástico!!! Podemos ser o que quisermos!! Isso é liberdade!! Falando sério agora. Mais uma vez o b (posso chamá-lo de b pois isso é liberdade de expressão) do Gilmar Mendes provou a que veio. Não satisfeito em ajudar o banqueiro Daniel Dantas, ele ainda teve a coragem de atacar a classe jornalística. Mas claro! Ele está fazendo apenas o que os donos do Brasil pediram, ou seja, pilhar ainda mais o país.
Karise Brustolin , Pato Branco-PR - Graduanda Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:56:07
Eu vou comprar um livrinho de história e nós trocaremos de cargo, valeu?
Gustavo Serrate , Brasilia-DF - Nao sei mais
Enviado em 18/6/2009 às 14:55:26
Vou me formar em jornalismo daqui ha duas semanas (COMPUTDOR SEM ACENTOS), e o que me deixa realmente irritado com essa questao toda e que no Brasil varias grandes e corajosas decisoes como esta, que precisam ser tomadas permanecem do mesmo jeito . Mas com o jornalismo tudo muda de uma hora para outra. Nos, recem formandos estamos sem chao, cursamos quatro anos de faculdade para que? Poderiamos ter estudado outra coisa, e a gora sinto que meu curso nao me valeu de nada, pois eu poderia aprender jornalismo de outra forma, e ter aprendido outro oficio. me sinto enganado pelo Brasil, sinto raiva e nao sei em quem descarregar. Tambem trabalho com cinema e vejo as politicas audiovisuais engessadas pelo paternalismo governamental, sao milhares de problemas que podem ser corrigidos com decisoes firmes como esta, mas e ai? Porque alguem nao faz algo assim, com essa forca, com essa rapidez? O jornalismo vai ter que se reinventar, os formandos terao que aceitar, mas e realmente deprimente ver que o poder pode ser exercido com rtapidez, mas so e feito quando interessa alguem.
Jorge Robespierre  Tomás Japur , Santa Maria-RS - Acadêmico de Jornalismo e Licenciado em Filosofia
Enviado em 18/6/2009 às 14:54:51
Tenho graduação em jornalismo e sou licenciado em filosofia.Como licenciado,estou acostumado a ver aulas de filosofia sendo ministradas por professores formados em outras licenciaturas, como a de História - a mesma que o sr.Luiz Antonio Magalhães tem.Como se já não bastasse ter que aguentar profissionais de outras áreas lecionando filosofia,dizendo que "são capazes disso",agora vou ter que aguentar qualquer sujeito criado a martelo, sem nenhum conhecimento de teoria do jornalismo (proferindo aquela velha bandeira de teorias retrógradas, como a midiacêntrica),dizendo "Eu sou Jornalista" de peito estufado.Provavelmente tudo vai acabar como é no Uruguai, onde os jornalistas também não precisam de diploma: vendem-se por qualquer merreca. Minha mãe dizia, faz engenharia . Que desgosto, né mãe? Uma outra questão é:se agora as empresas estabelecem o critério utilizado na contratação dos seus funcionários, por que os concursos públicos não podem estabelecer se exigem ou não diploma em jornalismo?É vergonhoso alguns dos argumentos apresentados por alguns ministros.Isso que dá deixar gente de outras áreas dar pitaco sobre o que não conhecem.Experimente deixar um cidadão secundarista desempenhar o papel de um historiador.Ele até consegue, mas tenho certeza que o senhor não levaria a sério esse trabalho, por considerar que falta a ciência da disciplina.É como no jornalismo, seu Luiz.
Felipe Silva , São José dos Campos-SP - Estudante Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:47:44
Deveria sentir vergonha na cara de vir escrever tais palavras. Talvez a falta total de competência no que julga ter estudado, fez com que se sentisse a vontade para abrir essa tola mente e escrever o que a ela lhe passou. Mil perdões meu camarada, mas ponha-se no seu lugar. Francamente em OI
Silvana Costa , FSA-BA - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 14:36:26
Luis Antonio, com seu texto e seus argumentos não se faz necessário esclarecer que não és formado em jornalismo...Não que isso garanta retidão, caráter e ética. Nenhum curso de ensino superior nos dá garantias de um profissional qualificado. Agora pensemos, se as faculdades privadas ou "fábricas de diploma", como o senhor definiu, e as universidades públicas são apenas emissoras de um canudo, qual o sentido de um curso superior em qualquer que seja a área? Essa questão é que deveria ser discutida: a qualidade da educação fundamental e superior. Concordo com Ayrton Maciel quando afirma que "jornalismo também não é, e não pode ser, o refúgio dos incompetentes, a atividade dos que não deram certo em outros ofícios e, por falta de opções mais fáceis, venha a ser a alternativa de senhores de dinheiro, políticos ou autoridades de verem um filho enfim empregado e finalmente com uma profissão. Jornalismo não pode ser a ocupação dos que não deram certo no direito, na engenharia, na medicina, na economia, no comércio, em qualquer outro ramo", o da história talvez...
Karise Brustoli , Pato Branco-PR - Graduanda Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:21:49
LUIZ ANTONIO MAGALHÃES VOCÊ É DIGNO DE PENA! Pessoas da sua pequenez são as que mais me preocupam, pois, as informações disponíveis no mundo AINDA COM A OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA são as que compõe seu discunrso fajuto e sem argumento IMAGINA SEM A OBRIGATORIEDADE. EXISE TECNICA SIM! Existe ética, redações, dentre muitas outras cadeiras ESSENCIAIS! Como TU NÃO CURSOU JORNALISMO, obviamente, NÃO SABE DISSO! E continuará estando à merce das informações manipuladas e as disponibilizadas de maneira incorreta. EU SINTO PENA DO SEU PENSAMENTO FORMADO PELAS INFORMAÇÕES QUE O SR. ABSORVE. Meu TOTAL REPÚDIO.
Luiz Henrique  Brandão , São Paulo-SP - Recém-formado
Enviado em 18/6/2009 às 14:12:25
Jornalismo não precisa de técnica? É só fulano entrar numa redação que dá-se um jeito! Me deixa cinco anos num hospital, aprendendo a fazer cirurgia e um pouco de teoria de medicina, aposto que saio de lá com boas noções da técnica de cirurgia. Ou então me empresta alguns livros de Direito pra eu fazer uma leitura detalhada de cada página. Mais 5 anos e consigo ser um bom advogado. Ou quem sabe até um juiz que o que faz de melhor é bater boca. Infeliz seu post e seus argumentos!
Ana Carolina  Farias , porto alegre-RS - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:09:58
Credo...se o nivel da imprensa brasileira já era baixo, imagina agora. Técnica qualquer um aprende, como bem disseste, mas formação crítica é bem diferente. Curso jornalismo na Ufrgs e se lhe interessa, não tenho só cadeiras de cunho técnico. Agora, seremos ainda mais marionetes dos patroes, que realmente não querem um jornalista com formação crítica. Jornalista não tem que pensar, tem que executar... Parabéns, senhor editor !!!L A M E N T A V E L!!!
Rafael Vazquez , Madrid-IN - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 14:05:46
Eu fui enrolado durante 4 anos de faculdade. A faculdade dizia que eu aprenderia ali as técnicas da profissao de um repórter, mas a verdade é que eu aprendi muito melhor e mais rápido fora de lá, trabalhando na prática. Em poucos meses, aprendi 10 vezes mais do que a faculdade prometia ensinar em 4 anos. Nao precisar de diploma para execer a profissao nao significa que um jornalista nao precisa estudar. Muito pelo contrário! Um jornalista precisa estudar muito, ter uma formaçao sólida e conhecimento apurado do assunto que vai escrever. O ideal seria cursos técnicos mais rápidos e também pós graduaçoes em jornalismo para pessoas formadas em outros cursos. Portanto, eu, que fiz faculdade, concordo inteiramente com o autor deste artigo, que nao fez. Neste atual formato das faculdades de jornalismo, o diploma realmente nao vale nada!
Andrea  Costa , brasilia-DF - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 13:52:16
Luiz Antônio, a falta de um diploma de jornalista nunca foi impedimento para alguém talentoso, com boa escrita, escrever onde quer que seja. Você sabe bem disso. Mas a total ausência de restrição abre um caminho enorme para a baderna geral da atividade. Vc conhece, por exemplo, a assessoria de imprensa do STF? É um cabidão de emprego e não tem um jornalista concursado. Pelo menos eram jornalistas. Agora, a cozinheira do ministro, o filho da amante dele e qualquer pessoa apenas alfabetizada terá cargos nas assessorias de imprensa do setor público. Os salários da categoria vão baixar vertiginosamente. O jornalista que se recursar a realizar um trabalho degradante irá imediatamente para rua, pois JORNALISTAS de todas as espécies estarão doidos para ocupar sua vaga. Um grande retrocesso essa dicisão!
Weliton Torres , Teresina-PI - Estudante de Comunicação Social
Enviado em 18/6/2009 às 13:47:48
Lamentável decisão. Faculdade de Jornalismo trabalha os aspectos técnicos da profissão.
Luis Dzulinski , Ponta Grossa-PR - Jornalista até 17/06/09 - agora? não sei. Talvez, caminhoneiro, bancário ou professor... Estas ainda estão regulamentadas.
Enviado em 18/6/2009 às 13:43:37
Como podem os senhores do Supremo criar e extinguir profissões sem ter conhecimento para tal? Ou alguém acha que eles sabem tiudo ? Depois daquela discussão babaca entre dois senhores do Supremo (um deles, por sinal, relator do processo que desrregulamentou a profissão de jornalista, Gilmar Mendes) tenho certeza que não passam de pessoas comuns, cheias de visões e comportamentos equivocados. As razões para acabar com a profissão foram muito burras - confundir direito de expressão com capacitação profissional e ética - foi demais!!! Aliás, gostaria de perguntar a eles se para ser juiz também ainda é preciso curso superior. Para ser cozinheiro é preciso ter noção técnica de alimentos e temperos. Para ser juiz, basta saber ler e, olha!, nem interpretar o que se lê parece ser necessário.
Gisele Quintão , Juiz de Fora-MG - estudante de Comunicação
Enviado em 18/6/2009 às 13:29:06
Bem se vê que o sr. não possui o diploma de jornalista. Dizer que a profissão não exige técnicas?Realmente é muita ignorância.
Deivinin Bertson , Brasília-DF - Administrador
Enviado em 18/6/2009 às 13:23:21
Eu creio que quem tem competência se estabelecerá, independentemente, de diploma ou não. Não há o que temer!Coragem irmãos!Existirá a seleção natural dos bons profissionais.
Vinicius  Ferreira , Curitiba-PR - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 13:21:04
Será que acabando com o diploma de jornalismo teremos liberdade de expressão? Se for sim, como? Caro Luiz Antonio, o que realmente gera uma falta pluralidade da notícia é o monopólio dos meios de comunicação e a falta de espaço para outros que realmente necessitam de voz. Com diploma ou não os jornalistas continuaram tendo chefes e tendo que seguir uma linha editorial. O erro está justamente neste ponto, muita voz para uma mídia pobre que tem poder e pouca voz para os reais fatos.
Tiago Volpato , Belém-PA - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 13:20:59
Como se aqui no Brasil as coisas todas funcionassem as mil maravilhas. Onde o bom senso e a ética prevalecem sobre interesses pessoais. Mas uma coisa eles estão certos, o jornalismo de hoje em dia até um macaco treinado pode fazer. O lado bom é que agora todo mundo tem uma profissão ;]
Acácio Tadeu  Lima Filho , Mairiporã-SP - estudante (de jornalismo)
Enviado em 18/6/2009 às 13:12:49
Acredito que há uma inversão de valores nessa discussão, como já foi citado anteriormente o que dita o ritmo do jornalismo no nosso país não são os detentores de canudo ou não e sim os que possuem e os que cedem concessões para nossos veículos de imprensa, só agora o Brasil conseguiu se libertar de algo que nos foi imposto pela ditadura, justamente para afastar pessoas de qualidade das redações, creio que isso é uma vitória da democracia sim, o fato do canudo não ser mais necessário não vai validar a presença de incompetentes nos jornais.
Luiz Miguel  Soares , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 13:11:26
Luiz Magalhães. Me evergonha sua postura. Você, há nove anos nesse observatório, fazer esse comentário. Se bem que você e editor EXECUTIVO. Talvez isso explique.Não se trata de corporativismo, temos que estar atentos e preocupados com o significado da informação para o sociedade. É claro que só o diploma não diz nada. Mas sem ele então...............
Regiane Antunes de Souza , São Sebastião do Paraíso-MG - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 12:55:06
Eu poderia até discordar de sua opinião, já que paguei 4 anos de faculdade de jornalismo. Mas sabe que pensando bem, você está certo em defender o seu ponto de vista e eu tenho a absoluta liberdade de mudar de profissão, na qual me dê todo o aparato legal de exercê-la.
Marco Santos , Londrina-PR - Jornalista por formação
Enviado em 18/6/2009 às 12:50:23
Fábrica de diplomas ou de caráter e ética??? Acredito na segunda opção. Parabéns Brasil... Demos mais um passo ao retrocesso!
Priscila Saraiva , Recife-PE - COMUNICADORA SOCIAL!!
Enviado em 18/6/2009 às 12:36:50
Preferia que tudo tivesse continuado como estava. Artigos, crônicas, textos opinativos em geral (como este) continuassem sendo escritos por qualquer cidadão. O problema a meu ver é que a decisão do STF abre esbaço para que noticias factuais, onde a técnica é primordial, possam ser redigidas por mão de obra barata e desqualificada. Ora meus caros, estamos no Brasil, o país do sensacionalismo e de seu jeitinho tão especial.. não precisamos de uma bola de cristal para vermos o futuro que nos aguarda.
Leonardo Rodrigues , Divinópolis-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 12:35:50
Na minha humilde opinião, acredito que o fim da exigência do diploma de jornalista foi um grande golpe contra todos os profissionais. Mas fazendo uma análise fria, sem paixão, de nada vale exigir diploma, se não há quem regulamente a profissão de jornalista, a exemplo da OAB, ABO, CREA, etc., que tenha poder para cobrar uma qualificação mínima, através de uma prova (quem sabe?) e principalmente, punir, tal qual erros médicos, até com a proibição do exercício da função. Se isso funciona com outras profissões, porque não com a nossa? Acho que falta o mínimo de organização entres nós, jornalistas, para que, quem sabe, não façamos uma limonada, com um imenso saco de limões que nos foi entregue de presente. Porque não propor a criação de uma "ordem" para os jornalistas? Ai sim, teremos força e condição de exigir que se formem e se contratem profissionais qualificados, com o mínimo de conhecimento de nossa profissão. Gostamos muito de ressaltar que somos "especiais", pois temos visão diferenciada do mundo, questionamos tudo e buscamos sempre o implícito nos discursos, mas infelizmente, nos falta uma visão mais estratégica de nosso papel perante a sociedade. Estamos esquecendo de evoluir.
Stephanie Carvalho , bh-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 12:32:20
Voce não poderia ter falando tamanha bobagem.... Quer dizer então que TUDO que aprendemos em 4 sofridos anos qualquer um pode aprender numa redação, como vcocê dá a entender na garra e na coragem ? Serio mesmo??? Voce deve ter aprendido isso nas interessantíssimas aulas de história né? Respeito ( e muito por sinal) a liberdade de expressão, mas voce teria sido muita mais feliz se tivesse ficado calado e de boca fechada.
Eulalia Moreno , Sao Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 12:10:38
Será que entendi direito? Músicos não precisam de formação específica? Na argumentação de uma decisão absurda está valendo tudo. As universidades que mantém cursos de jornalismo deviam ser obrigada a devolver o dinheiro pago pelos estudantes para um obterem um diploma desnecessário. Lamentável.
Luisa Pessoa , Campinas-SP - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 12:08:21
Caro Luiz Magalhães, parabéns pelo artigo! É interessante que no site do OI, onde infelizmente os comentários dos leitores sejam tão mirrados, quando se coloque um texto sobre este assunto chova comentários...obviamente, comentários na maioria de profissionais formados em jornalismo, que sentem que seu pequeno quinhão está sendo tomado por incompetentes . Acredito que as justificativas, neste caso, são um pouco deturpadas e ingênuas da parte deles. Esses formados e formandos em jornalismos não deveriam se preocupar com a qualidade jornalística simplesmente pela relação do com ou sem diploma, mas sim, atentar ao fato do pequeno número de detentores/possuidores/donos dos principais meios de comunicação em massa no Brasil, estes sim então definidores do tom e o toque das reportagens e artigos de sua redação, de seus jornalistas, diplomados ou não. A discussão da obrigatoriedade do diploma em minha opinião esconde esta questão, chegando a ser mesmo uma não-questão, quando se observa que o buraco é mais embaixo e a idílica liberdade jornalística na prática nem sempre existe. (só uma coisa: por favor, fala com que o sistema de comentário tbm funcione em mozila firefox)
Jakeliny  Mendonça , Goiânia-GO - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 12:05:57
É muito triste saber que a imprensa brasileira está nas mãos de pessoas que pensam desta forma. Nota-se de longe quem tem diploma ou não, pensamento pequeno e medíocre.
Leonardo Gomes , Manhuaçu-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 12:01:02
Texto lamentável... Se em minha cidade os meios de comunicação eram vendidos para políticos por "jornalistas", tenho agora é pena da comunidade que vai aguentar coisas muito piores. Todos os jornalistas formados por faculdades que conheço defendem a notícia como fator de grande importância para a população, exatamente por conhecerem teoricamente os problemas que uma informação mal veiculada pode gerar. Agora, pouquíssimos são os "jornalistas" que tem a mesma visão. O efeito maior vai acontecer no interior, onde o jornalismo vai virar blog, publicam o que melhor lhe interessar R$...
Naiara English , Rio de Janeiro-RJ - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 12:00:09
"O futuro vai mostrar a correção da decisão tomada em uma fria quarta-feira de junho." Não se pode esperar uma conclusão diferente de alguém que defende a decisão do STF!Simplesmente lamentável.Dispenso maiores comentários.
Sheron Nicolette , Rio Grande-RS - Jornalista por aptidão e formação
Enviado em 18/6/2009 às 11:46:51
A decisão se resume em: mão de obra barata, "formação" pelas grandes empresas, jornalismo marrom, e... Azar daqueles que não possuirem um bom apadrinhamento.
Manuella  Bezerra de Melo , Recife-PE - Jornalista DRT 4181
Enviado em 18/6/2009 às 11:38:02
Com o perdão dos colegas, na minha forma de ver, quem defende a inobrigatoriedade do diploma desconhece a realidade do mercado de trabalho, os já baixos salários pagos aos profissioonais que buscaram qualificação e, pior, está embasado em exemplos fracassados. Sou ampla defensora da liberdade de expressa, mas acho que a exigência do diploma foi, sim, um elemento fortalecedor da democracia. Basear-se em exemplos como o jornalism praticado na América do Norte é confundir democracia com democratismo e enveredar para o caos da informação, onde qualquer pessoa sem conhecimento das téncicas - porque há técnicas sim, e muitas -, e da ética poderão intitular-se jornalistas. Pior ainda, mãos de obra antigas nas empresas serão substituidas por aspirantes a baixo custo e assessorias de imprensa vão surgir a cada esquina oferecendo serviços sem qualidade a valores abaixo do mercado tirando o emprego dos que buscaram o conhecimento. Com muito respeito as colegas, mas, na minha humilde visão, historiador é historiador. Jornalista é jornalista.
Gerline Soares , Brasília-DF - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 11:31:05
Ahhhh! Por favor!! Isso terá um grande efeito sobre todos nós SIM! Por trás desses votos estão os interesses dos grandes empresários das mídias brasileiras! Agora é que a notícia vai ser filtrada mesmo e só será publicado o que for do interesse deles! Sem ética e técnica! Estes instrumentos não podem ser aprendidos em 2 meses de oficina oferecidos pelas escolas de monstrinhos . Se o sistema "QI" já rolava solto por aí.. imaginemos agora em que ter diploma não significará "preencher os requisitos necessários"! ! Essa decisão é muito pobre e se baseia em fundamentos mais que medíocres!! Pense.. o que eu estou fazendo na faculdade?! Morrendo dentro de ônibus lotados.. me dedicando ao máximo?! Que história é essa de que o Estado não pode regulamentar a profissão?! Então vamos acabar com as Comissões de Assuntos Sociais que atuam na Câmara e no Senado Federal, pois esta é uma de suas Competências! ! Jornalismo não requer preparo técnico e específico?! Ahhh.. por favor, isso é PIADA!! Qual o próposito da faculdade então?! Eu estou decepcionada, para não usar o termo FRUSTRADA, antes mesmo de receber o diploma!! E cá entre nós, Sr. Luiz Antonio Magalhães, esta luta nunca foi sua!
paulo lopes , teresina-PI - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:28:17
LEIAM ISSO DE NOVO: "a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe NENHUMA, técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula". POIS BEM, VAMOS ABRIR VAGAS PARA ALUNOS NAS REDAÇÕES DOS JORNAIS DO PAÍS. VEJO QUE O SENHOR TEVE UMA EXCELENTE ESCOLA. PASSAR BEM.
Paula Araújo , Três Rios-RJ - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:27:45
Como moradora de uma cidade do interior, discordo totalmente da decisão do STF em derrubar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Vejo aqui coisas absurdas, pessoas totalmente despreparadas e desqualificadas exercendo a função de jornalista e cometendo erros que, com certeza, se tivessem cursado uma faculdade não existiriam. Para mim, essa decisão é lamentável e tira, sim, a oportunidade de quem estudou e se preparou com seriedade para realizar uma função que lida com vidas, com a sociedade e que, assim como medicina, direito, engenharia (e não culinária e costura), precisa de diploma.
Suhelen  Almeida , Rio Piracicaba -MG - Estudante de Comunicação Social - Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 11:20:53
É com trsteza que leio esse artigo. Considero que a teoria e capacitação é importantíssima para auxiliar na prática, mesmo sendo nela que o Jornalista realmente mostra seu valor! Mesmo aceitando a idéia de que existem muitos profissionai, antigos na área, sem diploma, defendo e continuarei defendendo, não o canudo, papel, representativo, mas a preparação acadêmica para os que realmente querem ser Jornalistas.
Fernando de Assis , Cuiabá-Mt - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:56:38
Lendo os comentários vejo que a decisão do STF foi mais do que acertada. Lendo e assistindo aos jornais vejo que a decisão do STF foi mais do que acertada. Pra quê precisamos de diplomados se for para fazer o "jornalismo" que vemos no Brasil? Ética? Moral? Imparcialidade? Faz tempo que não vejo isso em nosso jornalismo.
Luiz Antonio Magalhães , são paulo-SP - Editor Executivo do Observatório da Imprensa
Enviado em 18/6/2009 às 10:56:14
Caros Sergio e Samia, os melhores jornalistas com quem tive a honra de trabalhar também jamais pisaram em uma faculdade de jornalismo - são eles Alberto Dines, Roberto Muller Filho e o recém falecido Getulio Bittencourt. Os argumentos dos estudantes a favor da obrigatoriedade do diploma beiram o ridículo, há até alguns culpando "o governo" (Lula, talvez?) pela decisão do poder judiciário. Faço minhas as palavras do estudante Maximiliano Igor: os comentários mostram como foi acertada a decisão do STF.
Fernando  Dias , SMO-SC - Acadêmico de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 10:54:17
REVOLTANTE e PATÉTICO.
Rian  Santos , Aracaju-SE - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:51:02
Quanto sindicalista rancoroso... Ainda bem que o Supremo não julga levando em conta ansiedades pessoais, nem de classe. Ao contrário, ajusta o ordenamento jurídico do país ao que determina a Constituição. As palavras de Carlos Brito, meu conterrâneo, me enchem de orgulho. "Nesse campo, a salvaguarda das salvaguardas da sociedade é não restringir nada. Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porém esses profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os vocacionados, para os que têm intimidade com a palavra". E tenho dito!
Kely de Paula , Campo Grande-MS - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:41:54
Como brasileira me sinto envergonhada por esse retrocesso que é a decisão do STF. Como jornalista estou indignada, dizer que não precisa pasar por uma universidade para ser jornalista é um argumento tipíco de alguem como o colega Luis Antonio Magalhães, que nunca esteve em uma aula de jornalismo. Essa decisão desqualifica a profissão. "gente com talento especial e até sem educação formal alguma poderá exercer o jornalismo sem os constrangimentos ". Caro colega, não é só o telento que faz um jornalista , precisa de técnica, ética ,teorias que apenas a educação formal pode oferecer e que com a rotina corrida de uma redação não há tempo para se aprender. o que nos resta, jornalistas por formação, e lutar para que nossa profissão não seja desvalorizada nem corrompida por essa decisão miope desse senhores do STF.
Sérgio Haroldo Ribeiro , Atibaia-SP - Func. Públ. aposentado - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:39:54
Eu sugeriria, com a devida vênia, à Sra. Samia Brito, do Piauí, que procurasse se informar aa faculdades de jornalismo em que se formaram Boris Casoy, Carlos Chagas, Joelmir Betting e outros profissionais de reconhecido mérito. Eles também seriam, na opinião da Sra. Samia, "jornaistas" entre aspas? Entre os que se foram, David Nasser, Assis Chateaubriand, Júlio Mesquita, Otávio Frias e tantos outros que ajudaram a escrever a história do jornalismo verdade, praticado com garra e competência indesmentíveis, eram diplomados? Nenhum deles contribuiu para destruir a família proprietária da Escola Base, símbolo máximo da atuação de "jornalistas", estes sim, merecedores das aspas sugeridas pela Sra. Samia.
Paulo Roberto Botão , Piracicaba-SP - Jornalista diplomado
Enviado em 18/6/2009 às 10:37:49
Realmente um texto que exprime com maestria a posição das entidades patronais, dos donos e controladores dos meios de comunicação no Brasil, a quem caberá o privilégio também agora de decidir quem poderá ou não exercer a profissão. Qual é a origem da ação julgada pelo STF mesmo? O comentarista revela também desconhecer os cursos de jornalismo, seus conteúdos e estrutura, bem como os avanços que vem ocorrendo na pesquisa e ensino nesta área. Gozavamos, no Brasil, até ontem, de uma posição de vanguarda em relação a outros países, nos quais não se exige o diploma para ser jornalista. Uma pena este retrocesso. Finalmente, difícil não entender este texto como advocacia em causa própria, inclusive por que o autor se diz "jornalista" desde 1995.
Romero Cruz , São Paulo-SP - Fotógrafo
Enviado em 18/6/2009 às 10:35:03
E o Senhor se considera jornalista? Agora sim você vai conseguir bater no peito e dizer que é um jornalista. É lamentável o que você escreveu e eu ainda perdi meu tempo lendo.
Danielle Costa , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:30:19
Estapafúrdios são os seus argumentos. Talvez até pela ausência de formação ou pela restrição a um só tipo de veículo a sua visão esteja limitada ao conhecimento. Jornalismo exige sim, técnica. Escreve-se de um jeito para rádio, de outro para TV, de outro para impresso e ainda de outra forma para o webjornalismo. A atitude do STF nada mais é que mais uma forma que os políticos encontraram de tentar fazer com que a população do Brasil permaneça ignorante e que os jornalistas não possuam legitimidade suficiente para tentar informar de forma esclarecedora e construtiva, Bando de ignorantes que se julgam espertos. Dá desânimo de viver em um país como este.
Sérgio Haroldo Ribeiro , Atibaia-SP - Func. Públ. aposentado - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:22:00
Mais do que uma vitória da lógica e da democracia, foi uma vitória do bom senso. A obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista era um dos últimos "entulhos" autoritários que permanecia insepulto. Os colegas mais jovens talvez desconheçam que tal obrigatoriedade não foi mais do que um "calaboca" no jornalismo autêntico, que não se dobrava aos desígnios da ditadura, classificada pelos remanescentes dos anos de chumbo como "ditabranda". Derrubada pela maioria absoluta dos votos no STF, com manifestação contrária apenas do ministro Marco Aurélio, o "Dr. Voto Vencido", a insidiosa legislação autoritária foi, definitivamente, para o lixo da História.
João  Felipe Cândido da Silva , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:07:58
Me sinto injustiçado em ter estudado 4 anos numa faculdade, para conseguir meu diploma. Mas isso não é de se surpreender, até o nosso atual Presidente da República não possui curso superior... acho que o artigo acima de certa forma tem embasamento e sustentação, mas porque então durante 40 anos o diploma foi exigido e agora não? Amo a profissão, mas se essa decisão tivesse ocorrido antes de ingressar na faculdade, certamente eu pensaria duas vezes em gastar tanto dinheiro e tempo para no fim ter que concorrer com pessoas sem o diploma! De fato nem todas as faculdades possibilitam a formação necessária, pois um bom jornalista não aprende o que precisa apenas na sala de aula, o dia a dia com certeza é seu melhor aprendizado. Justiça seja feita!!! Espero que pelo menos a mídia boicote "jornalistas" que não tenham formação.
Ana Laura Lima , Belém,PA-PA - Jornalista (COM DIPLOMA!)
Enviado em 18/6/2009 às 10:01:24
Luiz Antônio, O melhor jornalista que conheço é Lucio Flávio Pinto e é sociólogo. Por outro lado, foi o melhor professor da Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Pará e contribuiu para a formação de muita gente talentosa. Por que o mercado tem se encarregar da formação de especialistas? Aprender é um processo que envolve erros e acertos e certamente não é o mercado o melhor lugar para isso ao contrário da escola. Sim, porque as redações são "mercado" e com o fim da obrigatoriedade do diploma serão ainda mais. Venha trabalhar como jornalista iniciante na Amazônia, sem diploma. Certamente será muito bem recompensado.
Maximiliano Igor , Goias-GO - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 10:00:14
Lendo estes comentários é que percebo o quanto foi acertada a decisão do STF. Um mais ridículo que o outro. Prova cabal do tacanhismo que impera entre a clase, sem falar na falta de ética e senso discursivo.
Allan Canto , petro-SP - estudante
Enviado em 18/6/2009 às 09:53:11
Para este seu "eloquente" e irresponsável texto, Srº Luiz Antonio Magalhães , só tenho um comentário bem popular: PIMENTA NO OLHO ALHEIO É REFRESCO! É muito fácil (para o Srº) fazer este tipo de análise, quando já está consolidado no mercado de trabalho. O que aconteceu ontem repercute em muito mais do que uma discussão analítica que beira a subjetividade, REPERCUTE EM CARREIRAS, EM VIDAS, NO SUSTENTO DE MUITAS PESSOAS! Mas, nem o Srº, nem os nossos prezados juristas têm nada a ver com isso, não é mesmo? REPÚDIO!!
Nadia Mastella , Rondonópolis-Mt - Jornalista e Professora de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:49:38
Íncrivel a capacidade do colega de criticar a faculdade de Jornalismo sem nunca ter colocado os pezinhos ali. Assim é fácil. Outra coisa: o trabalho de um ator, de um escritor é artístico, sem o compromisso com a verdade. Não sei se você sabe, mas um "ATOR" representa algo. O poeta, ah... o poeta é um fingidor... alguém já leu isso? E o jornalista, o que é? Que implicações tem seu trabalho? O que ele pode causar? Aliás, quem tem talento, vocação, dom, curiosidade, sempre pode ter acesso à mídia. Vai dizer que nunca viu artigos (excelentes, por sinal), escritos por médicos, engenheiros, historiadores, administradores, cozinheiras, estudantes, enfim.... Quanto ao texto jornalístico noticioso, ah, quanta diferença! Fique à vontade para se encher de orgulho com a decisão. Acho que você conhece a história do Brasil (ah... desse curso você não desistiu, né?) e sabe que nem sempre há bom senso nas decisões que vem lá de cima. Parabéns por ser um historiador desertor, um quase administrador e um jornalista cheio de dom e talento. Eu me conformo com o meu diploma, o meu estudo, o meu registro profissional e o meu respeito à faculdade (aliás, dela faço parte e me orgulho disso). Se alguém se interessar, tenho dom e muita curiosidade para medicina. Leio tudo a respeito (curioooosa...). Por favor, quem quiser agendar uma consulta, é só me enviar um e-mail.
Mayara Lopes , Caçapava-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:44:15
Ah! E mais uma coisa: agora mais do que nunca sei que escolhi a profisssão certa! Sempre quis ser jornalista, desde criança, e sabia que precisava estudar para isso. Escolhi a profissão certa porque sei que há um longo caminho a trilhar até que a nossa imprensa atinja a plenitude
Salomão Terra , BH-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 09:43:09
Percebe-se que, além de não ter diploma de jornalista, seu conhecimento sobre internet é bem limitado. Aspectos como usabilidade, design de conteúdo e redação para web, entre outros, devem ser levados em consideração na composição e/ou publicação de um texto para internet.
Cristiane Mendonça , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 09:40:57
Sim, o senhor advoga em causa própria! E é triste constatar que uma profissão de tamanha relevância social quanto a de um jornalista seja tratada com tamanho desrespeito! Nas universidades somos preparados com técnica, e principalmente, para agirmos com ética, para que o cidadão ao ler uma notícia seja informado, e não, enganado. Sou jornalista por formação, faço jus ao meu diploma e assino em nome daqueles que tiveram uma formação superior e extremamente necessária para o exercício da profissão!
samia brito , Teresina-PI - PUBLICITÁRIA COM DIPLOMA
Enviado em 18/6/2009 às 09:31:23
É muito fácil argumentar em benefício própio. O seu artigo demonstra claramente isso. Inúmeros "jornalistas" como você, iriam apoiar mesmo um retrocesso como esse. Não fale do que não conhece. Como vc não é formado na área, não sabe o que os professores repassam em teoria e prática, assim como as pessoas que julgaram o futuro do jornalismo e do jornalista. Duvido que tirem a obrigatoriedade dos seus diplomas. Assim como vc argumentam em benefício própio. Essa atitude é ridícula, sem dimensões e com grande prejuízo para a sociedade como um todo. Vá para as ruas e pergunte para a sociedade a opinião delas. Vá para a rua e pergunte aos profissionais que investiram em estudar para ser um profissional melhor. Pergunte as professores. Pergunte aos meios de comunicação sérios desse país. Colocaram novamente uma mordaça e ainda justificam como "liberdade de expressão". É para rir. Mas o que mudou ontem (17/06) com essa decisão, um dia poderá mudar novamente. Mas... O que esperar de um país que realmente não valoriza a educação? A ignorância é audaciosa. Isso é fato. Mas mesmo com essa decisão, você e tantos outros vão continuar sendo "jornalista" entre aspas. Bom "trabalho" para você.
Felipe Severo , Santa Maria-RS - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:21:15
É triste ler um artigo como esse. Como estudante do 3º semestre de jornalismo, jamais me imaginaria capacitado a trabalhar na área sem os conhecimentos que adquiri até agora, junto com os que ainda irei acumular. É falaciosa a idéia de que jornalismo se aprende em redações! Nas redações se aprendem as técnicas, a prática... Valorizar a prática frente à teoria é uma ótima desculpa para quem tem preguiça de pensar. E é de pessoas pensando que o Jornalismo brasileiro precisa, e não de meros reprodutores de idéias de pessoas que sob uma falsa imagem de "benfeitores da liberdade de expressão" trabalham apenas em prol de si mesmas.
ribamildo bezerra LIMA , CAMPINA GRANDE -PB - JORNALISTA
Enviado em 18/6/2009 às 09:18:13
É vergonhoso me deparar com falácias tão ridiculas quanto aqui lidas. Essa polifonia arbitrária tão elogiada pelo colega, so mostra o quanto de credibilidade precisamos , além de respeito ao profissionais neste pais para exercermos o nosso perfil como cidadão. Caro Luiz Antonio Magalhães um pouco de senso crítico nos é suficiente para entender que um profissional sem identidade de classe ou academica só poderia expor as vergonhas falacias que você destacoou no texto assim. Tenho vergonha dos seus neuronios.
Cristiano Pereira , SÃO LUÍS-MA - Funcionário Público, Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 08:57:48
Essa decisão é insana dos senhores de "capa-preta" ou posso chamá-los de blue caps, de pouco $en$o. Eles não proporcionaram um debate sério sobre um assunto tão importante. Vai ver, cada um tinha os seus motivos, afinal, os novos formadores de opinião não são mais obrigados a nada. Os que pensam como eles escrevem o que querem, fazem o jogo dos interesses dos donos "mass midia", os próprios donos país, moradores de Brasília, com suas redes de persuasão, talvez agora irei advogar em causa própria, já que posso cozinhar também como um francês, como diz um jornalista e radialista daqui. Vocês são uma "Maria vai com as outras", me comprem um "Bode".
Mayara  Lopes , Caçapava-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 08:47:53
Sr. Luiz Antonio Magalhães, o STF ao julgar o diploma inconstitucional não apenas desregulariza a profissão de jornalismo, a enfraquece como classe, e ainda questiona a importância de formação em um ofício que mexe com a vida de tanta gente, representa a sociedade. O senhor nunca frequentou uma escola de comunicação, portanto, não pode dar pitaco nesse aspecto. Não se forma um jornalista apenas com talento. Vivemos num país em que a educação é desvalorizada, e o Estado ao derrubar a exigência do diploma fere mais uma vez esse princípio, pois classifica a informação, a notícia, as únicas pontes entre um cidadão comum e este mesmo Estado como passível de alcance por qualquer um. Realmente não é preciso técnica aprendida na universidade não é mesmo Magalhães? Não é preciso técnica porque a técnica incomoda, e muito, este Estado. O jornalista é desavalorizado porque é de interesse dos patrões e do governo em ter esta classe em baixo conceito. Jornalista sem diploma tem menos força como classe, ganha menores salários, é facilmente manipulável a favor deste Estado, que julga a janela entre os feitos e a sociedade tão importante quanto um prato de comida. É revoltante.
Dionísia Santos , Juazeiro-BA - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 08:46:56
Luis Antônio, é por causa de profissionais como você que nunca passaram pela acadêmia de jornalismo que os meios de comunicação só transmitem porcaria. De fato, se for para fazer "jornalismo" como você não é preciso diploma.
Flávio  Mantovani , Óleo-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 08:41:09
Nâo é à toa que o cara não é jornalista: observem o texto transcrito literalmente: "atores tentando impor a frequencia em escolas de arte dramática". É necessário dizer algo mais? Os profissionais de administração pública agradecem pelo fato de você ter abandonado o curso.
João Paulo Rocha , Goiânia-GO - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 08:25:12
Considera-se a decisão de grande valia àqueles que estão infiltrados nos meios midiáticos sem ao menos terem passado numa carteira de universidade e terem discutido sobre todos os paradígmas que a comunicação social envolve. Uma afronta à todos nós, jornalistas, que um dia sonhamos com a profissão e fizemos de tudo para conseguir concluir a graduação, todos os congressos, feiras e etc... Investimento desnecessário? Eis a pergunta. Acredito que as empresas de comunicação não podem aliar-se a essa decisão de meros 8 indivíduos que NÂO representam a classe jornalística, ora explicitamente prejudicada. Essas sim tem "a faca e o queijo nas mãos" para que, diferente desses "falsos jornalistas" e de decisões infelizes, possam sim exigir um profissional que não somente passou pela universidade, mas àquele que continuamente investe na sua formação. Um recado aos jornalistas: NÂO DESANIMEMOS! Façamos valer a nossa graduação comprovando a nossa profissionalidade.
Wagner oliveira , cascavel-PR - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 08:20:20
É ridículo, mas precisava ler uma coisa dessas somente para ter mais certeza ainda de que é mais do que necessário sim uma formação específica para exercer a profissão de jornalista, para que nunca mais precisemos ler baboseiras como essas escritas pelo caro "colega sem diploma."
Nathana Simões , Belém-PA - Futura Jornalista Com Diploma
Enviado em 18/6/2009 às 08:18:36
Sem dúvida, essa foi uma decisão histórica, historicamente vergonhosa. Um golpe não somente para a categoria, bem como para toda sociedade. Pura miopia como se colocou Dines, no artigo acima.
Fabiano Kutach , Sâo Bento do Sul-SC - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 07:47:12
Felizmente uma sábia decisão do STF. A exigência do diploma para exercício da profissão era contraditória para a liberdade de expressão. Formado ou não, quem trabalha nas redações responderá da mesma forma caso passe dos limites na elaboração de alguma reportagem, pois o que vale é o bom senso. E falar que universidades dão "técnica" e "conhecimento" é balela, pois o que mais se vê são diplomados recém-saídos destas faculdades de jornalismo que não tem a menor ideia do que é de fato a profissão. E esse pedido de indenização ao governo para quem cursou a faculdade apenas comprova de que de fato foram quatro anos perdidos, pois se o conhecimento de fato foi repassado, não haveria motivo dos diplomados estarem reclamando, afinal de contas estariam melhor capacitados do que os não diplomados. Apesar de tudo, sou favorável à formação, desde que ela seja aliada a vivência prática da profissão, já que jornalismo nada mais é do que o exercício diário em uma redação. Essa formação servirá como complemento, mas não como peça fundamental para o exercício da profissão.
Mislene  Santos , João Pessoa PB-PB - Jornalista com DIPLOMA
Enviado em 18/6/2009 às 06:54:58
Conheço alguns amigos que têm o talento, a curiosidade e vontade de serem neurocirurgião, obstetras, cardiologistas, pediatras, cirurgiões plásticos, outros de serem engenheiros e não esquecendo os que desejam ser professores de História. Imagem todas essas pessoas entrando na justiça, que muitas vezes é injusta, para garantir o exercício da profissão por terem: “talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão, seja na universidade ou no dia a dia de seu trabalho.”
Ubirajara  Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 06:37:07
Estudei QUATRO longos anos numa Instituição particular. Sou Formado em Comunicação Social. Com o fim da exigência do diploma, pergunto: Posso entrar na justiça e pedir o ressarcimento do que investi em tempo e dinheiro?
Pedro Aguiar , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 03:02:08
Só li argumentos descolados da realidade brasileira - principalmente aquela longe dos grandes centros. Se vocês mesmos argumentam que não se aprende técnica jornalística na graduação, como podem crer que aprender-se-ia numa pós? Em cursos de pós ninguém ensina procedimentos elementares como editar texto, fechar página, editar VT, contar toques pra título, cortar foto, entrevistar. Curso de pós é uma vez por semana e olhe lá. As demandas da profissão requereriam um curso intensivo, e quem é que tem chance de se dedicar a isso quando já está na redação?! O argumento é uma falácia evidente.
Carolina H. , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 02:56:12
É um retrocesso absurdo deixar de exigir formação para uma função, seja ela qual for. É evidente que atitudes como esta vão piorar a qualidade da informação. Só mesmo uma pessoa que nunca sentou numa faculdade de jornalismo para dizer um absurdo desses, que a faculdade é desnecessária! Que a educação superior é desnecessária, meu Deusss.... Concordo que existem pessoas que dominam determinados assuntos, que têm o dom da palavra e da linguagem... Estas podem escrever artigos, ser colaboradores, sem problemas!! Mas ignorar uma formação superior, por favorrrr!!! "Não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações"... Que absurdo esta afirmação!!!! Existe sim!!! Sugiro que o senhor dê uma olhada no currículo de algum BOM curso de jornalismo, ou "fábrica de diploma", como preferir. Dizer que o fim do diploma será bom para os leitores? Hahaha... Realmente colegas, nossa esperança ficará nas empresas sérias (se ainda existirem) que priorizem a qualidade da informação e de quem por ela se dedica, valorizando sim a qualificação profissional. Aos colegas, aconselho que sigamos confiando em nosso trabalho e nossa competência. Aos demais sugiro que rezem para que no futuro não sejam banidos também os diplomas de médicos, engenheiros, e afins, pois neste país nada é impossível...
Cristiano Gomes , Nova Friburgo-RJ - universitario
Enviado em 18/6/2009 às 02:19:45
Pra que serve um diploma de comunicação social??? Que graduação é essa???Cade o Mec?O diploma não tem mais valor?Q confusão...Ja q estou no 3° periodo vou transferir o curso para engenharia,direito,administração ou farmacia... senão como diz o lula (q não tem diploma algum) vou me f...:(
Luiz Antonio  Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 02:01:13
O diploma de propaganda também não é obrigatório para o exercício da profissão, Cristiano. Sua situação é idêntica a de qualquer estudante de jornalismo a partir de agora.
cristiano Gomes , Nova Friburgo-RJ - universitario
Enviado em 18/6/2009 às 01:56:51
Sou estudante de comunicação, fazia o 3° periodo de jornalismo,mudei a minha habilitação para propaganda. Imagina se tivesse concluido o curso?Levaria 4 anos estudando, para competir no mercado com outro profissional de outra área...que nao tem o conhecimento "teorico" e a "tecnica"da universidade. Isso é uma vergonha!
Flávia Rocha , carangola-MG - jornalista com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 01:44:53
Fala sério, ainda somos obrigados a ler esse artigo. Acho que o STF levou ao pé-da-letra o artigo sobre liberdade de expressão presente na Constituição: liberdade de expressão é liberdade de opinião em casa, na rua, com amigos num bar. Porém, na hora de se oficializar a opinião tem que ser profissionalmente. E o que dizer da Filosofia, Sociologia e outras gias da vida, todas também não podem exigir diploma. Afinal, tratam-se de ciências humanas das quais ninguém tem domínio ou teriam o topete de afirmar que se sabe quem somos ou aonde vamos. também não vejo necessidade de diploma nesses casos: basta sentar no chão, olhar pro céu e inventar teorias do caos. Por outro lado, como jornalista formada acredito que poderemos exigir do Governo indenização pelos quatro anos gastos em tempo e dinheiro( e muito dinheiro) numa cadeira de faculdade. Queria ver amigo, você do outro lado. Se tivesse cursado jornalismo numa particular e tendo que empenhar todo seu salário num diploma. Aí, você não ia ter esse discurso de defesa não. O que o governo quis é desmoralizar a profissão e tentar calar a voz oficial da imprensa, uma vez que agora qualquer denúncia de corrupção pode ser calada com a seguinte desculpa: "quem fez a matéria não sabe escrever ou não tem conhecimento suficiente para alegar tais fatos, então concluímos que são falsos." Affe, voltamos à censura da ditadura militar.
Francisco Figueiredo Zaiden , Bauru-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 01:34:11
Curioso você apoiar o não exigência do diploma de jornalista. Aparentemente você não fez universidade. Você não pode se sentir tão revoltado. Pelo simples fato de estudar muito para tentar ser um bom jornalista. E agora José?
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