ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 542 - 9/2/2010
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DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Uma decisão danosa

Por Alberto Dines em 18/6/2009

Difícil avaliar o que é mais danoso: a crítica do presidente Lula à imprensa por conta das revelações sobre o comportamento do senador José Sarney (PMDB-AP) ou a decisão do Supremo Tribunal de eliminar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. São casos diferentes, porém igualmente prejudiciais à fluência do processo informativo. E exibem a mesma tendência para o sofisma, a ilusão da lógica.

Fiquemos com a decisão do STF. Embora irreversível, não é necessariamente a mais correta, nem a mais eficaz. A maioria do plenário seguiu o voto do presidente da Corte, Gilmar Mendes, relator do processo, que se aferrou à velha alegação de que a obrigatoriedade do diploma de jornalista fere a isonomia e a liberdade de expressão garantida pela Constituição.

Para derrubar esta argumentação basta um pequeno exercício estatístico: na quarta-feira em que a decisão foi tomada, nas edições dos três jornalões, dos 29 artigos regulares e assinados, apenas 18 eram de autoria de jornalistas profissionais, os 11 restantes eram de autoria de não-jornalistas. Esta proporção 60% a 40% é bastante razoável e revela que o sistema vigente de obrigatoriedade do diploma de jornalismo não discrimina colaboradores oriundos de outras profissões.

No seu relatório, o ministro Gilmar Mendes também tenta contestar a afirmação de que profissionais formados em jornalismo comportam-se de forma mais responsável e menos abusiva. Data vênia, o ministro-presidente da Suprema Corte está redondamente enganado: nas escolas de jornalismo os futuros profissionais são treinados por professores de ética e legislação e sabem perfeitamente até onde podem ir.

É por isso que na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, são as empresas jornalisticas que preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais.

O STF errou tanto no caso da derrubada total da Lei de Imprensa como no caso do diploma. E foi induzido pela mesma miopia. (segue)

Comentários (162)
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Fernando Claro Dias , Vitória-ES - advogado
Enviado em 26/6/2009 às 01:49:03
Caríssimo Alberto Dines, tudo bem? Sou obrigado a discordar quando afirma que o jornalista tem compromisso com a verdade, justo por ter uma formação específica para a profissão. Não sou contra a graduação, mas convenhamos com o assalariamento da classe mesmo que o jornalista tenha princípios e opinião, deixa-os de exercê-los em razão da relação de emprego. É com muita tristeza e indignação que vejo uma classe tão relevante, mas impotente diante do capital/banqueiros e da grande imprensa que representa seus interesses. O respeito ao Código de Ética já há muito não é obedecido e a grande imprensa se partidarizou. Entre a verdade e o repúdio à espetacularização das tragédias mandou mais o instinto de sobrevivência, consubstanciado em pautas comuns e no final do mês um salário como contraprestação. Jornalista empregado e compromissado com o destinatário da matéria e com a verdade não poderia vingar e era de se esperar. Assim temos o fim do trágico espetáculo diante de uma corte de equivocados. Saudações patrióticas com liberdades, Fernando, O Claro
Edu mendes , rj-RJ - estudante
Enviado em 24/6/2009 às 10:17:36
Sr. Dines, a imprensa, nas últimas ou anteriores ingerências do STF, na figura patética do Gilmar Mendes, chegou por várias fezes elogiá-lo como se fora um salvador das instituições, o que houve, mudaram de idéia? Pimenta nos olhos do outros é refresco, não é mesmo?
Jacob Nadler Blumen , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 24/6/2009 às 01:15:49
Dines, Decepcionante o que assisti em seu O.I. Com sua vivência, defender o indefensável o levou a uma catástrofe intelectual. Tivesse iniciado o programa fazendo sua mea culpa, " nunca me formei em jornalismo ,no entanto 10 anos após iniciar na profissão já dava aulas em Faculdades sobre a matéria, chegou a ser bisonha. Quase crime, para alguns terias cometido falsidade ideológica, manipulação, sei lá mais o que. O digno sauro é a prova viva de que existem sinais de inteligência além de um canudo hoje aviltado pela massificação de um ensino sem qualquer responsabilidade social. A enfadonha retórica do juridiquez x o mundo, assemelhou-se à caturrice do Prestes/Comunismo. Sua intervenção quanto ao aspecto do " entulho ditatorial que alguns..." foi indigna e ofensiva à memória daqueles que viveram o período. Se desmemoriado, o que ocorre com alguns sauros, lembre-se que: O Ato da Ditadura que em 69 facilitava regularizar a profissão aos que não tinham diploma tinha o objetivo de descobrir o paradeiro de jornalistas, intelectuais, familiares e colegas, para prender, torturar e matar. Sabes que não existe , nunca existiu imprensa livre, exceto a do Barão de Itararé todas as demais redações são manipuladas. Nem jornalista independente, os únicos são os que estão desempregados. Que os Chateaus, Wainers, Ary, Mesquita, Adolpho, FENAJ, ABI, não são,nunca foram exemplos.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 23/6/2009 às 00:41:16
Parece que eu perdi uma parte da discussão e uma parte do próprio Observatório, pois nosso timoneiro Dines já disse em em tempos idos que o diploma - tal qual se apresentava até o momento (ocultando cursos medíocres) - era tão somente um canudo... Mas nem vou me ocupar de tentar entender esta mudança de postura, o que importa é que o diploma foi sepultado e junto com ele todas concepções equivocadas de competência e lisura. Agora a coisa tende a ser mais no talento de fato. A choradeira protecionista ainda vai durar algumas semanas, mas passa. Tudo passa.
Flávio de Freitas Campos , São Gonçalo do Pará -MG - Vaqueiro
Enviado em 22/6/2009 às 13:41:41
Senhora Lúcia, confesso que tenho gostado desse "embate" civilizado e democrático. Também concordo, em todos os graus, com vários de seus pontos de vista e princípios, além de ficar muito indignado com a postura nem um pouco ética das principais autoridades do Brasil - começando por alguns ministros do STF. Infelizmente, a cultura brasileira está bastante impregnada do querer se dar bem de qualquer maneira, independente dos caminhos e meios usados. Um exemplo recente está no Congresso Nacional, onde reinam os representantes do povo. Mas povo é apenas um acessório, disse Zélia Cradoso de Melo. No entanto, poucos se recordam do cidadão Eriberto, o motorista responsável por conduzir a imprensa e as autoridades até as provas de coorupção no governo Collor. Acho que a Receita Federal deveria, sempre, comparar o patrimônio dos políticos com a remuneração que recebem para defender os interesses do povo. Senhora Lúcia, acho que nós dois podemos, e devemos, iniciar uma longa caminhada para cobrar das autoridades, comecemos pelo STF, o fiel cumprimento da Constituição, e das leis existentes no Brasil. Nesse instante lembro-me do cantor Geraldo Vandré e da letra que diz "(...) meu quintal não se varre com vassoura. Varre-se com fuzil e balas de metralhadora(...)", numa alusão ao regime militar que terminou, mas os desmandos permenacem com os civis com toga e sem toga. ABS.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTb/RS 7142
Enviado em 22/6/2009 às 12:19:06
Sr. Flávio nestes tempo de desfaçatez a gente vê "chifre em cabeça de cavalo", como diz meu pai, que veio do mundo rural como meu avô, no RS, mas se aposentou como técnico de nível médio na construção civil. Ele não foi marceneiro, e sim o avô de meu marido. Veja que eu também tenho origens como a sua. sei o que ter uma mentalidade simples, mas admirar a produção cultural letrada que rola este "vasto mundo", como dizia Carlos Drummond de Andrade. Eu fui devagar, não fui? Mas ainda assim "meio envenenada pelos dardos dos mal-intencionados que subtraíram (os oito do STF) e os "outros", que para mim são oportunistas "sem talento", já que concluindo ou não outro "saber" obstinaram-se em retirar o reconhecimento de nosso diploma. Além disso, há os grandes jornais que querem mandar às favas a Fenaj (piso mínimo, condições de trabalho) e, no interior do Brasil, a ANJ que já contrata à farta qualquer um que "escreva bem", mas com a condição de não ver nada a fundo, aquela coisa do editor "deixa assim, é peixe graúdo...", compreende sr. Flávio? Há muitos autoditadas em nosso País - o senhor é um deles, já que não é do ramo ou não concluiu o Jornalismo, e além disso leu Claudio Abramo, Guimarães Rosa. A questão é que mesmo para ser articulista de jornal, etc., qualquer um, com diploma ou não, tem que ter uma "mundivisão". Isto faz parte do "talento". Os de hoje veem só o umbigo...
Flávio de Freitas Campos , São Gonçalo do Pará-MG - Vaqueiro
Enviado em 22/6/2009 às 07:44:50
Senhora Lúcia, quando citei que o jornalista Cláudio Abramo escreveu que "(...) a ética do jornalista é a ética do marcineiro(...)", ele dizia, a bem da verdade, que a ética de um e de um outro profissional está fundamentada na ética do cidadão. Aqui na roça, nesse mundão de meu Deus, aprendi com meus pais e avós - todos caipiras e não letrados - que ética é não prejudicar os outros, é não empurrar a cerca para os terrenos dos nossos vizinhos, é não colocar o carro de bois em cima das calçadas, é não prometer nada mas cumprir tudo aquilo que se comprometeu a fazer. Ética nos tempos de meus avós e pais, senhora Lúcia, fazia-se com o aperto de mão, com o fio do bigode, com palavra, e palavra dada não se voltava atrás. Ninguém sabia escrever, mas todos sabiam o significado de honra, dignidade, seriedade, caráter, brio.... Assim, acredito, se comportava o senhor Cláudio Abrama, o pai. Senhora Lúcia, embora não tenha o conhecimento e o diploma que muitos dos seus possuem, aprendi a ler e apreciar os textos de Guimarães Rosa, Carlos Drummond, Machado de Assis, Érico Veríssimo. Sou vaqueiro que sabe lidar com os bons autores. Com todo respeito, tem muito jornalista de diploma que nunca leu nada desses escritores brasileiros. Aqui em Minas, o que tem de jornalista interessado nas tetas do poder público. Então, é preciso ter diploma e saber que o pau que dá em Chico dá em Francisco !!!
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTb/RS 7142
Enviado em 21/6/2009 às 21:59:44
Sr. Flávio vou levar em consideração suas palavras ao colega Alberto Dines, que,provavelmente, não tem diploma de jornalista, mas construiu sua carreira antes do reconhecimento da profissão em 1969 sob a caneta dos militares. Tudo bem. Cultura, talento e sentimento de nacionalidade não faltavam antes dos anos 70. Nasci em 60 e as gerações posteriores nunca viram problema em assimilar os da antiga forma de exercício. Além disso, as técnicas e as Humanidades já eram ensinadas desde o final dos anos 50 nas universidades que ofereciam o curso de Jornalismo. O Cláudio Weber Abramo é filho (e advogado) do Cláudio Abramo, jornalista da antiga e que influenciou gerações de jornalistas (escreveu a "Regra do Jogo). Se ele falou que a ética do jornalista é a ética do marceneiro, eu não "alcancei" (mesmo tendo diploma...). Cozinheiros, marceneiros não tem ética? qual profissão é isenta destes dilemas? Não pode ter sido dito com sentido pejorativo. Acho que há descontextualização aí... Ele próprio era um cara que se movia moralmente e não generalizaria dessa forma a própria profissão, e não tomaria a dos outros como anti-ética em si. Sei que quando seu filho (o Weber) era criança foi despedido por perseguição da ditadura e aceitou emprego em jornal "não-engajado", mas como linotipista, ou coisa assim. Há jornalistas imorais ou de ética duvidosa, "flexível". Outros morrem pela verdade.
Jedeão Carneiro , Aracaju-SE - Arquiteto
Enviado em 21/6/2009 às 17:53:09
Joaquim Barbosa tinha razão. "Vossa Excelência está destruindo a justiça deste país." O pior é que os jornalistas ajudaram a alimentar esse monstro, que agora se volta, faminto, contra os próprios jornalistas. Acho que só a Carta Capital publicou artigos contra essa "Vossa Excrescência".
Flávio  de Freitas Campos , São Gonçalo do Pará-MG - Vaqueiro
Enviado em 21/6/2009 às 15:27:21
Caro Dines, de longe tenho acompanhado essa peleja de vocês jornalistas e confesso não saber se é mesmo preciso ter diploma e registro de jornalista pra escrever e assinar matérias nos vários veículos. Certa vez li um artigo de seu colega Cláudio Abramo, no qual ele dizia com todas as letras que a "(...)a ética do jornalista é a ética do marcineiro(...).". E qual era mesmo o diploma dele ? Sei lidar com pasto e animais irracionais, seres que não se compararm à categoria de muitos jornalistas - com diploma e sem diploma - que dedicam-se a ocupar cargos de conselheiros em diversas empresas públicas federais, estaduais e municipais. Basta uma olhadela nos nomes dos conselhos e constatar. Então, pergunto: o que é mais importante o diploma ou o caráter ? Se a gente pesquisar com calma vai encontrar bandidos com e sem diploma de jornalista - bandidos, que ao contrário dos analfabetos dos morros brasileiros, usam e abusam de suas canetas Mont Blanc, e do prestígio que adquiriram sabe-se lá de que maneira. Naturalmente, que existam JORNALISTAS sérios, que admiro e respeito. Entre esses, faço questão de reverenciar José Hamilton Ribeiro. E o que dizer daqueles profissionais que depois de um "I love you pra chuchu" com algum figurão do congresso nacional se transformam em celebridades da TV ?!!!! Portanto, acredito que a crise é de caráter - citando um ex-vereador de BH,Wilson Trópia.
Alexandre  Rodrigues Vianna , São Paulo -SP - empregado público
Enviado em 21/6/2009 às 13:02:12
Pena que o (SEGUE) do artigo não funciona! De qualquer forma, concordo com a parte que consegui ler. O pessoal procura tomar a exceção por regra e eliminar a doença matando o doente. No "site" do PHA consta até um notório advogado, do início do século passado, que não tina diploma. Sabemos hoje que o povão sai do ensino médio sem saber ler nem escrever. E basta verificar um jornal de bairro ou até mesmo jornalões para constatar que as relações com a língua não são nada amistosas, como o próprio PHA já salientou. Isto para não falarmos em Ética e em PRINCÍPIOS. Que há muita faculdade tranqueira sabemos. E elas deformam gente em todas as áreas. Basta analisar o que ocorre todos os anos com o Exame da OAB, que visa simplesmente aferir um mínimo e essencial conhecimento. A solução é exigir mais das faculdades e dos alunos! Dizer que jornalista, advogado e outro profissionais não precisam de diploma porque tem muita gente boa que militou e ainda milita sem carteirinha é o mesmo que dizer que o fumo não faz mal porque um de nossos maiores arquitetos tá aí, com mais de 100 anos, vivinho e sempre fumando.
Bianca  Batista , São Paulo-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 21/6/2009 às 00:16:53
Alberto Dines, artigo foi preciso. Como pessoas formadas em outra área e sem conhecimento algum sobre jornalismo podem julgar e determinar algo que pode ser tão prejudicial aos profissionais da categoria e à sociedade? Somos comparados a cozinheiros e temos que aguentar pessoas dizendo que isso é em prol da liberdade de expressão ... então seremos todos palhaços de nos preoculparmos em ter uma formação qualificada e com ética para o serviço à sociedade. Agora teremos que batalhar pelo nosso espaço com qualquer um, por uma decisão que se quer se utiliza de argumentos plausíveis. É vergonhoso.
eduardo lettieri , sp-SP - free
Enviado em 20/6/2009 às 20:46:56
Prezado Eduardo Neto, o sr. usou com impropriedade o imperativo. Ao escrever "Vai terminar o ginásio" o sr. usou a 3ª pessoa do singular do indicativo. O correto será "Vá". É isso.
Talles  Rangel Rodrigues , Vilhena-RO - Estudante de Jornalismo
Enviado em 20/6/2009 às 17:39:45
É lamentável que essa profissão seja vista somente pelo viés da técnica. Jornalismo não é apenas técnica. A decisão do Superior tribunal Federal (STF) solapa não só o desenvovimento da profissão como também o fomento às pesquisas em Comunicação. Será o próximo passo derrubar a obrigatoriedade do diploma para o ingresso em um curso de mestrado em Ciências da Comunicação? Os cursos de Comunicação Social-Jornalismo não formam profissionais somente para atuar em áreas relacionadas a imprensa, formam também futuros pesquisadores que analisarão cientificamente o fenômeno da Comunicação em noisso país. Para tanto é preciso que o estudante de jornalismo tenha um resguardo, e competir apenas com pessoas do seu meio, ou seja, que passaram pela Academia. Assim como um estudante de Pedagogia, de Economia, ou Direito.
Aurelio Moraes , SJC-SP - jornalista
Enviado em 20/6/2009 às 15:01:36
Como recém formado, me sinto profundamente desrespeitado. Quer dizer que alguém que NÃO ESTUDOU jornalismo, não fez todas as matérias técnicas que eu fiz e tudo mais pode ser contratado tanto quanto eu? Estes ministros não merecem meu respeito. Também quero ser ministro do STF sem ter estudado direito. Pode ser? Quero essa boquinha. Afinal, eles ganham rios de dinheiro para proferir opiniões e leis imbecis.
Lílian de Araújo Soares , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 20/6/2009 às 12:02:16
Caro Alberto Dines, parabéns por excelente artigo. Muitos ingênuos confundem liberdade de expressão com acesso à informação e, erroneamente defendem-na a todo custo, ainda que isto implique em irresponsabilidade. Qto ao comentário de Juliano Nunes, então vamos abolir o diploma de direito tb, já que não é ciência exata, e ou a pessoa é justa e ética, ou de nada adianta só saber as leis. E, concurseiros, uni-vos, nós estudamos mto direito, vamos exigir, nossa carteira de advogado na OAB, mesmo sem graduação e sem prestar o exame? É só o que tá faltando... Essas [ ] do STF, nem sabe o que é ser jornalista, e decidiram acerca do que não sabem... Lamentável!
Aliny  Dantas , Caicó-RN - Jornalista
Enviado em 20/6/2009 às 09:38:30
DIPLOMA: Você não vale nada mais eu gosto de você!
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 20/6/2009 às 02:28:42
"Não é porque temos um desgoverno que é exercido por alguém que não se preparou para coisa nenhuma que vamos estender a moda a outros profissionais": eh, lembro me bem do ultimo presidente com "nivel superior" de educacao. Aquela fabrica de favelas. E do anterior a ele, o de gases francesoides. Aquela *outra* fabrica de favelas. "Sou a favor da obrigatoriedade de diploma universitário sempre, também para o jornalista": nem todos os diplomas do mundo tiraram a media brasileira de escolherem o caminho da espionagem contra a populacao. Espiao ainda nao precisa de diploma.
ester  Azoubel , Recife-PE - Professora aposentada
Enviado em 20/6/2009 às 00:07:25
Nada entendo da profissão de jornalismo, mas tenho por princípio que, para qualquer profissão, a preparação teórica e prática é indispensável. Isto se traduz em obrigatoriedade de cursos adequados para qualquer profissão. O jornalista profissional deve, sim, ter formação em nível universitário. Não é porque temos um desgoverno que é exercido por alguém que não se preparou para coisa nenhuma que vamos estender a moda a outros profissionais. Sou a favor da obrigatoriedade de diploma universitário sempre, também para o jornalista.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 19:22:34
No link Etimologia da palavra "Diploma", na Wikcionário, há algo muito interessante e que talvez "ilustre" este verdadeiro desdém (porque tendencioso) com a nossa profissão, o nosso ofício. Gosto de dizer ofício; "ele oficiou a cerimônia"; é quase uma celebração da vida...). É o seguinte: Substantivo "di.plo.ma": 1. título ou documento oficial com que se confere um cargo ou habilitações de alguém * Lula disse que ganhou sua cidadania ao conseguir diploma de torneiro mecânico no Senai. (editorial do jornal O Estado de São Paulo de 30 de outubro de 2007) - Fonte:http://pt.wiktionary.org/wiki/diploma#Etimologia. Perfeito. Em 2007, o presidente Lula associou cidadania à diploma. Então, não somos mais cidadãos deste país. Nosso presidente se sentia "no ar" sem algum diploma, e por que agora nossos adversários (e, figadais, porque temos o diploma de jornalismo) não vão tomar satisfações do presidente por ter sonhado com um "canudo". Nada farão porque são falaciosos (lembremos que falácia é um deslocamento de sentido, do significado de algo), ou seja, distorcem o que for necessário para auferirem qualquer tipo de vantagem em suas frustradas vidas. Sim, por que alguém subverteria a lógica, descontextualizando o uso do termo "liberdade de expressão", apontando-o como uma arma para os jornalistas que cursaram uma universidade e obtiveram a devida habilitação humanística e técnica?
Geraldo Silva , Belo Horizonte-MG - **
Enviado em 19/6/2009 às 18:33:22
Mas Dines, as empresas jornalisticas brasileiras não estão proibidas de preferirem os profissionais formados e jornalismo.
José Roberto Antonio , Guarulhos-SP - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 16:54:25
Mandei uma análise sobre os comentários absurdos feitos no site Conversa Afiada por Paulo Henrique Amorim, que tascou no título do seu artigo Saiu a Lei Áurea do Jornalismo, comemorando a decisão do STF, e para surpresa ela foi vetada. Outra análise, o site publicou com cortes nas críticas que fiz ao pensamento do autor. Que Lei Áurea é essa? Pensem: como o fim da exigência do diploma pode acabar com este tipo de censura? Qual é a liberdade de expressão, sem liberdade de empresa? Com ou sem diploma, os velhos coronéis da mídia e os novos dos sites e blogs vão continuar mandando. Ninguém quer democracia na imprensa. O fim do diploma, com este pretexto, não se sustenta e é apenas a maneira rápida de precarizar as relações de trabalho e aviltar salários. Foi uma vingança odiosa de Gilmar Mendes contra os jornalistas, atendendo os poderosos da mídia. Seu parecer revela nas entrelinhas este ódio. Precisamos é veículos públicos, não estatais, para democratizar a comunicação, e rever o modelo de concessões para rádio e tv.
Eduardo Neto , Guarulhos-SP - Emp.
Enviado em 19/6/2009 às 12:10:21
Já sei! Vc é beneficiário do bolsa familia
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/6/2009 às 11:47:30
"Se vc não entendeu muito provavelmente tbm deve ter votado no lula": entendi perfeitamente. Voce nao estava por perto quando o curso superior da Marquesa de Rabicoh do Planalto levou os brasileiros aa fome varias vezes pela unica razao que fazer alguma coisa em prol do Brasil nao eh requerimento pra ser presidente. Pela sua logica, nao eh preciso fazer nada pelo Brasil. 2-"Vai terminar o ginásio": pegue seu curso superior e tente argumentar melhor que eu. Vai, tente. Nao vai ser o primeiro nem o ultimo.
Henrique  Lindner , Sobradinho-RS - Jornalista/radialista
Enviado em 19/6/2009 às 11:41:13
Alberto Dines: a decisão do STF mostra o quanto os magistrados brasileiros vivem fora da realidade, da vida cotidiana. Mostra, também, que é cada vez maior o interesse em transformar jornalismo em entretenimento, com a gradual substituição de jornalistas por celebridades. Na visão dos donos dos conglomerados de comunicação pouco importa o conteúdo das matérias jornalísticas. Como vamos falar em compromisso com a reflexão crítica num ambiente assim?? Seremos considerados utópicos e desnecessários. A sensação que fica é de que jornalistas são dispensáveis, na visão dos ministros do Supremo que, assim, confirmam um pensamento vigente na cabeça dos donos dos meios de comunicação.
Euclides Pereira , São Paulo-SP - sem prof
Enviado em 19/6/2009 às 11:21:46
Liga não Eduardo o cara é burro mesmo.
mauricio figueiredo , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 11:18:01
O seu comentário é muito importante. Participe do aprovaçãoautomatica.blogspot.com Jornalistas e o canudo A decisão do STF de derrubar a exigência do diploma de curso de Jornalismo para o exercício da profissão, causou um clima de revolta entre muitos profissionais, principalmente os formados recentemente. Assunto polêmico, ao bater o martelo o Supremo entendeu (apenas um voto foi contrário à medida) ser o jornalismo uma tarefa mais artística do que técnica e por isso aberta a um maior número de pessoas. A reação emotiva de alguns jovens jornalistas, conforme registros em Portais especializados como o Comunique-se apenas ressalta o despreparo de muitos, que perdem a oportunidade para realizarem uma análise isenta e profunda do assunto, dando margens a comentários desairosos aos membros do STF, com a utilização de textos muito longe do que se propõe para um bom jornalista. Tive durante anos a tarefa de orientar jovens jornalistas e estagiários. Informa-los da importância da isenção (o que não significa, quando o contexto pedir, falta de opinião) foi sempre colocado em destaque. O fim da exigência do diploma não deve ser visto como o fim do mundo. Há lutas a serem travadas, entre as quais a do preenchimento das vagas públicas da função de jornalista, por meio de concurso e não por ações entre amigos ou reserva de vagas por partidos políticos.
Maurício Batarce , Pedreira-SP - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 11:14:29
LAMENTÁVEL E TRÁGICA... Duas palavras que expressam sucintamente a atitude do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a exigência do diploma de jornalista, para a prática da profissão. A decisão aprofunda ainda mais a crise institucional que a Imprensa vive nos dias de hoje e abre as portas do “Inferno de Dante” e a “Caixa de Pandora” da Imprensa Marrom, do Jornalismo Sujo e da mediocridade informativa. A decisão beneficia apenas o caos na já trágica existência do jornalismo antiético, da irresponsabilidade incondicional de empresários burocratas que se aproveitam de forma indevida do princípio constitucional da liberdade de expressão para defenderem seus interesses escusos. Decisão defendida em alto e bom som pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ) que reúne a elite dos empresários burocratas que enxergam somente o lado econômico da notícia, sem dar a mínima atenção à principal função social do jornalismo: levar a consciência crítica e a capacidade de análise e interpretação dos fatos, sem o ranço da parcialidade, da defesa de interesses individuais acima do interesse público. Lamentável e trágica a atitude do Supremo, que investido do poder a si mesmo outorgado por seus próprios representantes, dispara o tiro de misericórdia na já convalescente crise institucional sistêmica pela qual passa o país e da qual o Judiciário passa a ser o principal expoente.
Eduardo Neto Neto , Guarulhos-SP - empresário
Enviado em 19/6/2009 às 11:10:06
Se vc não entendeu muito provavelmente tbm deve ter votado no lula. Vai terminar o ginásio
clara mattos , brasilia-DF - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 11:06:47
Aos ministros do STF: Lamento muito que o STF tenha derrubado o diploma para jornalista. Vocês não são legisladores. Só mesmo uma interpretação muito forte poderia concluir que o jornalismo não pode trazer riscos para a sociedade ou para o cidadão individual. É claro que pode e é por isso que a ética é uma disciplina fundamental nos cursos de Comunicação. A questão é: por que privilegiar uma interpretação forte quando o principal seria apenas coibir verdadeiros ataques à Constituição? Quanto à liberdade de expressão, ela é das fontes, do cidadão; e não do jornalista, um intermediário neste processo. Se a sociedade brasileira fosse fundada hoje, eu concordaria com o argumento de que não é preciso diploma para nada (inclusive para a advocacia); mas não é assim. Precisávamos de um mínimo para nos protegermos contra os patrões. É corporativo? É. E tudo que é corporativo é ruim? Procurem no google: “pejotização” e “profissionais multimídia”.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/6/2009 às 10:54:02
"No Brasil pessoas com curso superior votam em pessoa sem curso superior pra presidente da república. Definitivamente não necessitamos de curso superior": definitivamente uma logica superior em tudo que conheco! Qual eh o seu curso superior? Cozinhamento de aboborinhas?
Fernando  Dias , SMO-SC - estudante de jornalismo - terceiro período
Enviado em 19/6/2009 às 10:44:54
ATENÇÃO! Estudantes de Jornalismo de todo o Brasil e Jornalistas formados. Vamos organizar uma MARCHA NACIONAL DE ESTUDANTES DE JORNALISMO PARA INVADIR BRASÍLIA, para ir ao supremo e conversar com os magistrados. Porque a partir de agora nós também podemos organizar um movimento nacional para extinção do diploma de Direito. O curso de Direito é um curso teórico, pode ser feito em casa, então também não precisa de diploma. Vamos ser capa da VEJA, vamos ser manchete no Jornal Nacional, não podemos nos calar, temos de agir e unir forças. Isso não pode ficar assim. O MUNDO precisa ficar sabendo. O Brasil é o primeiro país do mundo que RETIRA A LEGALIDADE de um diploma universitário. E ainda querem falar de Chaves e Fidel. VAMOS NOS AGILIZAR e lutar por nossos direitos! - - Colaboração de Luiz Carlos Prates.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/6/2009 às 10:20:40
Senhorita Ivete, voce pode nos mostrar primeiro qual pais do mundo exige diploma pra um presidente?
Rosa Duarte Varjão Duarte Varjão , João Pessoa-PB - Jornalista profissional
Enviado em 19/6/2009 às 10:09:46
Caro Alberto Dines, o conheci através dos livros de comunicação e, mais adiante, pela televisão, num programa sobre comunicação. Quanto a não obrigatoriedade do diploma para Jornalista o resultado é lamentável. A postura e justificativa de quem derrubou a exigência do diploma tem ares do mofo, de uma área que é uma verdadeira caixa preta, mas que numa democracia começa a viver tais possibilidades, expondo-se o lado visceral. Durante o curso do Jornalismo me aperfeiçoei no cuidado com o tratamento da linguagem, das opiniões e das ideias. Saber escrever é ter a dimensão do que representa nosso ponto de vista junto à sociedade. Não é apenas dar opinião; é saber que efeitos esta opinião pode causar, principalmente se à frente de um veículo de comunicação. Quem trabalha com está área precisa ter os mesmos cuidados que tem um advogado, um médico, um psicólogo. Na condição de formadores de opinião podemos fazer a diferença a partir do tratamento e pesquisa que damos ao nosso objeto de trabalho. Desde quando precisa-se extinguir diploma para garantir que pessoas possam colabor com o jornalismo? Enquanto o Judiciário defende sua autonomia, interfere na regulamentação de uma profissão desta forma. Um desrespeito. Rosa Duarte Varjão – Jornalista profissional (Paraíba)
Eduardo Neto , Guarulhos-SP - empresário
Enviado em 19/6/2009 às 09:56:38
No Brasil pessoas com curso superior votam em pessoa sem curso superior pra presidente da república. Definitivamente não necessitamos de curso superior.
Fábio Vale Vale , Mossoró -RN - Assessor de Imprensa
Enviado em 19/6/2009 às 09:22:45
O jornalista precisa ser um especialista em notícia. Ninguém gostaria de entrar em um hospital e ser atendido por um contador. Ou ser defendido no tribunal por um veterinário. Então, por que seria diferente com o jornalismo? Em suma, se para ser médico é preciso estudar Medicina, e para ser advogado é preciso estudar Direito, então, para ser jornalista é preciso estudar Jornalismo. E isso se faz na universidade. É a Academia que oportuniza uma formação que inclui disciplinas “técnicas” como redação jornalística, assessoria de imprensa e telejornalismo com disciplinas teóricas com um caráter reflexivo e analítico. Defender a obrigatoriedade do diploma em jornalismo não é um ato à favor da censura, o que inclui um exercício de forma abrupta e sem critérios. E sim, uma ação em defesa da regulamentação da profissão de jornalista em busca da ética, da liberdade e da qualidade da informação.
Sidney Sousa , Boa vista-RR - sonhava em ser jornalista, vou aprender a cozinhar
Enviado em 19/6/2009 às 02:57:04
Quero fazer uma ressalva no meu comentário anterior. Enalteço e agradeço ao EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO DE MELO, grande jurista. Tanto nesse caso dos jornalistas quanto na questão da reserva raposa-serra-do-sol. O magistrado demonstrou ter uma grande VISÃO da realidade. PALMAS, PALMAS E PALMAS. Obrigado Doutor Ministro. Afinal, alguém parece estar bem acordado!
Sidney Sousa , Boa Vista -RR - sonhava em ser jornalista, vou aprender a cozinhar
Enviado em 19/6/2009 às 02:35:44
Boas Palavras Sr. Dines. O "Excelentíssimo Jurista, e Ministro, e Presidente, e Relator, e Fazendeiro errou feio. Me tira uma dúvida. Em qual escola pública ele estudou? No caso da reserva indígena raposa-serra do sol, também não foi diferente. Não errou pela causa dos índios, meras massas de manobra, mas sim por não enxergar ou "não querer", ou talvês "não poder" ver o que se realmente se passa lá. Alguém por acaso procura "índiozinho" louro de olhos azuis para estrelar numa minissérie da toda-poderosa "Globo" dá um pulo na reserva waimiri-atroari (divisa AM/RR), ou no Catrimani, ou Ajaraní, ou lá na preciosa e cobiçada raposa-serra-do-sol. alguém se atreve a ir lá? Duvido que consigam, pois se até as forças armadas precisam avisar e aguardar a benesse dos "senhores dos cabrestos". Têm muitos gringos "pesquisadores" por lá. Mas porque raios eles só acham de pesquisar entre as índias. Tem muito padre por lá também. Mas que raio de interesse é esse desses senhores de batina em catequizar primeiro as beatas índias. Por falar em cegueira, por que será que o STF não se posiciona sobre o caso de uma reserva indígena (waimiri-atroari) que decide quem e a que horas se pode atravessar dentro de uma BR fereral. Reze para seu carro não quebre (fato constante devido as péssimas condições da estradas) ou como num passe de mágica (tecnologia) uma pickup luxuosa lhe enxota bem rápido.
ivete depelegrim ribeiro , são paulo-SC - estagiária/estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 02:19:13
Se somos bons para criticarmos a decisão do Supremo, vamos ser melhores ainda, proponho as Universidades, aos profissionais de comunicação - jornalismo - a União para demonstrar ao Supremo que profissionais com diploma e que honram este diploma demonstrando conhecimento teórico que faz um ser humano deixar de ser um robot pré- programado, para passar a ser um ser pensante, é capaz de derrubar esta decisão lastimável que envergonha o país, de põe em risco a qualidade da profissão de quem é responsável por formar opinião, informar, alertar a população sobre vários assuntos. Este é o medo do Governo, quanto melhor preparado um jornalista, pior para ele, quanto mais sem cultura, conheciemnto, instrução, educação for uma nação, mais fácil de dominá-la, mantendo-a alienada. Theodor Adorno deve estar se revirando no túmulo devido a esta decisão abominável do nosso Supremo. Peço perdão pelos erros de grafia do outro post, é a indignação de alguém quase com diploma, que da noite para o dia perde seu valor....
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 19/6/2009 às 02:11:21
1-"Venceu o monopólio das ccomunicações": mentira. 2-"que proteje": mentira. 3-"a um Governo Analfabeto Funcional": mentira. 4-"que semrpe afirmou": mentira. 6-"que não era necessário ter um diploma de curso superior para governar o Brasil": mostre me um pais do mundo que requer curso superior pro cargo de presidente. 6-"que tudo de ruim que acontece, é culpa da imprensa": mentira. Eh dos juizes. 7-"aplausos a Marco Aurélio Mello por sua coerência": [ ]
ivete  depelgrim ribeiro , são paulo-SC - estagiária/estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 01:47:19
Foi com extrema indignação que recebi a notícia. Venceu o monopólio das ccomunicações que proteje a um Governo Analfabeto Funcional que semrpe afirmou que não era necessário ter um diploma de curso superior para governar o Brasil e que tudo de ruim que acontece, é culpa da imprensa. Para se emitir uma opinião, formar opinião é necessário, ao contrário afirmado no Supremo, ter sim embasamento teórico, os cidadãos tem direito a informação de qualidade e para isto, o profissional dever ser bem preparado. Pergunto ao Sr. Gilmar Mendes e seus minístros se esta decisão não deveria estender-se aos Magistrados, pois os argumentos usados para embasar a decisão irrevogável do Supremo foi ridicula, sem fundamentação e desrespeitosa. Irrevogavél, será mesmo? Somos o Quarto Poder, fazemos e derrubamos presidente, porque não derrubar esta lei??? Leis foam feitas para serem aplicadas ou derrubadas. Vaias ao Sr. Gilmar Mendes, aplausos a Marco Aurélio Mello por sua coerência.
jatom melo , Sobral-CE - aposentado
Enviado em 19/6/2009 às 01:41:46
Pode haver jornalistas sem formatura superior com muita competência, bem como graduados incompetentes. Porem, desconsiderar o curso superior de jornalismo como não necessário para o exercicio da profissão é uma aberração. É partilhar das idéias do presidente da republica de que não é necessário estudar para ser presidente do Brasil já que ele proprio conseguiu isso. A idéia do Gilmar Mendes parece de má intenção para que as matérias sobre o comportamento de autoridades não tenham o alcance de jornalistas abalizados. Eles não suportam criticas e cobranças sobre seus desempenhos e atuação profissional. Se o jornalista invadir a privacidade de uma pessoa comum para os ministros ou outros figurões não tem problema nenhum, mas se for de um deles não pode. Porisso o Daniel não devia ser algemado quando foi preso pela PF.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 19/6/2009 às 01:29:16
Oh meu pai, só assim aparecem jornalistas postando no OI, o que já fala por si. Dines, me permita discordar, não acredito que a não abrigatoriedade do diploma vá ou deva alcançar, só jornaistas. Muito embora, jonalistas, tem nos dado exemplos de não entender nada de nada, vide, eleições no Irã, quem não esperaria o esperneio do Ocidente ante a vitória esmagadora e constrangedora de seu opositor? ( O planeta, sabe, os jornalistas, não. ). De qq forma, acredito, siceramente, que 90% das profissões, inclusive, a minha, prescindam totalemnete de um diploma, trabalho é ofíco, ofício é prática. No caso do jornalismo, há que se ter conhecimento, vivência, e isso nenhuma faculdade oferece. Diplomas são títulos, como outrora os títulos de nobreza, não dizem nada, só dão status aos que podem comprá-los, não fosse assim, pq só agora, na defesa de seus interesses, esse observatório se entope de posts de jornalistas? Vc estaria aqui, independente de títulos, assim como nós, mas e os outros? Estão aqui pq? O que esperam do OI? É o OI que vai lutar por eles? O OI está aqui para ouvir a voz da sociedade ou para defender direitos corporativos? Eu pergunto aonde estavam esses ornalistas todosqdo o povo tava se ferrando e pedindo socorro ao OI? O que é um dilploma comparado a cidadania de mihões de pessosas?
Valéria  Vianna , Niterói-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 01:02:55
Nos Estados Unidos, o diploma não é obrigatório, mas lá a cultura é outra. Uma cultura que valoriza o estudo, a educação. E, apesar da não obrigatoriedade, a formação na faculdade de jornalismo é sempre exigida. Acho estranho não se discutir a não obrigatoriedade para publicitários e relações públicas. Alguém já parou para pensar sobre isso? É óbvio que existem interesses políticos e econômicos por trás desse assunto. Sempre tive vocação para o jornalismo, mas, sem meu preparo acadêmico, seria apenas uma vocacionada sem noção. Com o estudo e domínio das técnicas, sou profissional com p maiúsculo. Todo o meu respeito ao ministro Marco Aurélio de Mello. O único que votou a favor do diploma. O pior foi ouvir os argumentos dos que votaram contra. De doer o coração. Tsc tsc tsc. Ignorância ou cinismo. Joseph Pulitzer, proprietário do ‘New York World’ e defensor do diploma universitário para jornalistas nos Estados Unidos, afirmou que, para se atuar no jornalismo, é preciso algum treino, ou seja, aprendizado específico. Como em todas as profissões! Por que só o jornalismo enfrenta essa berlinda injusta? Triste… muito triste. Bom ler seu artigo, Dinnes. Sinto-me consolada diante de tanta besteira que ando lendo por aí, inclusive de jornalistas formados, estudantes e professores. Prefiro acreditar mais na ignorância do que no cinismo. Valeu, Dinnes, pelas palavras.
Júlio  Ottoboni , São José dos Campos-SP - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 00:28:57
Professor Dines, como tenho comentado com o Luiz Egypto, o processo de degeneração do exercício da imprensa não estará nos grandes centros, o impacto avassalador ocorrerá no interior, nas cidades de médio e pequeno portes. A carteirada , o achaque, a promiscuidade com os poderes serão carro-chefe desta relação, que já ocorre hoje, porém ainda sob um certo controle. A realidade da imprensa no interior do País é para ser avaliada em caráter de urgência e serve como pauta para esse forum. Abs a todos.
Jairo Sanguiné , Pelotas-RS - professor-jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 00:12:28
Por favor leiam meu post intitulado ´o jornalista, o cozinheiro, o costureiro e seu ´meretríssimo´: http://blogsempalavras.zip.net. Obrigado.
Gerson Chagas , Mogi das Cruzes-SP - professor
Enviado em 18/6/2009 às 23:39:36
Até aqui, 115 mensagens, o que expressa o significativo interesse pelo tema. Em contrapartida, outros artigos, publicados neste mesmo Observatório, acerda da Educação - notadamente a Pública, raramente chegam a 2 dezenas de comentários. Creio que tais números são capazes de explicar o verdadeiro teor do problema : um país acéfalo, no qual as efetivas condições de formação e aprimoramento intelectual são relegadas a segundo plano (na verdade , frequentemente, ocupando o último lugar) , sinceramente, ficará à mercê da mentaldidade elitista, cartorial e escravagista.
Carlos Alberto Duarte Elleres , Brasilia-DF - aposentado
Enviado em 18/6/2009 às 22:12:55
Caros Jornalistas, aos que escrevem nos jornais, revistas, sites e blogs, perguntem ao Sr. Gilmar Mendes, se não seria o caso de tambem dispensar o diploma de bacharel em direito para representar na justiça "ad judicia", basta ser um rábula, lambram? Pois é, bastava saber empregar as leis e representava-se em juízo ou fora dele. Como li em comentário anterior que basta ter os Códigos ou sisplesmente consultar "google". Indiquemos para ministro de qualquer tribunal superior um "chef de cozinha" que com certeza saberá apreciar os casos melhor do que alguns desses ministros atuais que só sabem agradar aqueles que lhes agrada...A maioria dos votos de min. Gilmar Mendes, nos processos que relatou, foram vencidos por outros argumentos e votos melhores.
Lúcia  Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 21:39:13
Caro sr. Alberto Dines, colega da quase extinta profissão de jornalista, como lidar com este duro golpe em nossa democracia? Apesar de seu conformismo quando chama de "irreversível" a decisão do STF pela não exigência de diploma, em nome da "liberdade de expressão", entendo seu cansaço. A mentira, a falácia, o desmando, a subversão do sentido das coisas está bem de acordo com o atual "relativismo moral" vigente. Que charme, diriam: isto é pós-moderno... Se não há mais virtudes neste relativismo, preparem-se todos para ciladas corporativas, envolvendo laboratórios, agronegócios, biotecnologias, agressões ambientais, enfim, um rol de ameaças às nossas vidas. Qual o problema? Tudo. Quem "escreve bem" pode ser um cronista (Monteiro Lobato, Machado de Assis), mas em geral, não saberá conduzir-se jornalisticamente até as últimas possibilidades, sem ferir a ética... Resultado: os lobos, as raposas entram e saem do galinheiro (desculpem a analogia) e "papam" quem quiserem. Pior para nós que não poderemos confiar na qualidade de vacinas, por exemplo. Quem "ousará" investigar, questionar a qualidade? Ciosamente se manterá ocupado manipulando press-releases... Se tiver diploma pensará dez vezes antes de digitar... Em enquete sobre confiança, o povo atribuiu certo tempo atrás um honroso 2º lugar aos jornalistas. Alguém falou em regulamentação (que tipo?)para reverter a decisão no STF?
alfredo  sternheim , são paulo-SP - jornalista-cineasta
Enviado em 18/6/2009 às 20:39:23
O essencial era encontrar um ponto de equilibrio entre diplomados e não diplomados. Para os que trabalham, diariamente em redações de jornais, revistas, programas audio-visuais, o correto seria exigir diploma ou registro de jornalista profissional. Para os colaboradores (cada vez abundam mais) , teriam que ter conhecimento da área em que escrevem, vevência prática. Assim, biologia teria que ter um colunista biologo, cinema um cineasta ou que tenha praticado cinema, economia, idem, medicina também. Mas fazer o que Gilmar e seus companheiros fizeram, ainda com comparações em tom de chacota, é o fim. Deram um atestado de otário para os que acreditam nas leis no Brasil. A regulamentção do jornalismo surgiu em 1960 (ano da ditadura), mas er aum pleito antigo dos jornalistas. E a partir da regulamentação, centena de pessoas fizeram universidade ou tornaram-s erpofessores em universidades e cursos criados com essa finalidade para o mercado. E agora, fazem o que? O STF se preocupou com esse lado da questão? Ah, esses senhore cheios de proselitismo que nada fazem para agilizar a justiça no Brasil. Agora fica mais fácil o QI (Quem Indica): filho de publicitário vai ter facilidade para fazer sua coluna, amantge do diretor do jornal idem, e assim por diante. Diploma não garante ausência de exibicionismo e eficiêrncia. haja visto alguns jornalista e juizes.
Desirée Miranda , Belo Horizonte-MG - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 20:29:59
concordo com o Dines perfeitamente. Não só miopia, mas claro que também há a imprensão de uma certa revanche contra os jornalistas que "pegam no pé" de pessoas do alto escalão de Brasília. Afinal, será que é somente a imensa vonta de ver "liberdade de expressão" garantida que motivou nossos "caríssimos" ministros? Alguns deles com reputação abalada pelas matérias apuradas por jornalistas que pensam no interesse público. Cabe agora a briga pela criação de um órgão que fiscalize a atividade dos não diplomados e exija, como a OAB, uma prova de conhecimentos para que se exerça a profissão daqui pra frente.
Franco Adailton , Salvador-BA - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 20:18:00
Bem...já que o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo, visando atender aos interesses do patronato, foi atendido pelo Sr. Gilmar Mendes, ao desqualificar a necessidade de diploma para o exercício da profissão de jornalista, acredito que, no caso dos juristas, magistrados e afins, seja completamente dispensável o diploma também! Num país onde os maus exemplos da lei, como a corrupção, impunidade, foros privilegiados etc, são mostrados diariamente na televisão, como prova da total ineficiência do nosso sistema jurídico. E digo mais! Se é assim, qualquer pessoa pode ser um ministro do Supremo Tribunal, ora! Vamos então abrir um processo junto Supremo para pedir a cassação do diploma de Direito, uma vez que, para ser advogado basta ter os Códigos em casa e consultá-los como Bíblia. Ou melhor, como costuma fazer uma advogada conhecida, busca no Google!
José  Ximenes , Brasilia-DF - Advogado
Enviado em 18/6/2009 às 19:12:47
Foi uma grande liçao o voto proferido por gilmar mendes. Para ele, jornalistas e cozinheiros desempenham funções que merecem o mesmo tratamento. Recordar é viver: o episodio da censura ao programa da tv camara demonstra ate aonde vai seu apreço pela liberdade de expressao.
Sérgio  Bártholo , Manaus-AM - Jornalista (com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 19:04:54
Que confusão é essa?! O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou apenas a “obrigatoriedade” do diploma. Não impediu ninguém de fazer faculdade de jornalismo e ser diplomado. Que os donos dos veículos de comunicação coloquem quem quiser para trabalhar em suas redações. E que paguem pelas conseqüências. Vejam o que diz Alberto Dines (que defende a obrigatoriedade do diploma), aqui no OI: “É por isso que na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, são as empresas jornalísticas que preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais.”
Adriana Carrara , Osasco-SP - Secretária
Enviado em 18/6/2009 às 18:50:58
Como disse uma amigo jornalista, "CONCORDO COM O GILMAR MENDES, um bom cozinheiro pode ser um bom jornalista, assim como, um bom cozinheiro pode ser um ótimo ministro.." Temos que fazer algo, os profissionais de outras áreas talves não entendam, até porque vivemos nessa loucura e só pensamos em si mesmos. O grande objetivo dos grandes conglomerados e dos politicos é calar os que estão falando demais e ter nas mãos os meios para manipular a massa. Talves essa seja a alegria de muitos políticos, até porque a imprensa bate, bate e no final eles vencem, não esquecendo a o que acha a opinião pública não importa....
Adriana Carrara , Osasco-SP - Secretária
Enviado em 18/6/2009 às 18:44:38
Como disse uma amigo jornalista, "CONCORDO COM O GILMAR MENDES, um bom cozinheiro pode ser um bom jornalista, assim como, um bom cozinheiro pode ser um ótimo ministro.."
Thogo Lemos Santos , Uberlândia-MG - Médico
Enviado em 18/6/2009 às 18:37:15
A decisão está aí e, segundo dizem em algum país, é para ser cumprida. É claro que é importante a formação acadêmica, mas, deixe-me entender: "são treinados por professores de ética e sabem perfeitamente até onde podem ir." Será que li mesmo isto? É possível considerar ciente de até onde pode ir quem destrói pessoas ou instituições e que, diferente de qualquer mortal, tem a certeza de que nunca será penalizado, escondido impunemente debaixo do cobertor amigo e corporativo da tal "liberdade de imprensa"? Como é que se avalia a ética de uma instituição que nunca foi e nunca será questionada ou investigada por aqueles que detêm o maior poder para isso, a própria mídia? Com diploma ou sem diploma, o que precisamos é de responsabilidade e ética, infelizmente, não se aprende no banco da faculdade.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 18/6/2009 às 18:36:27
Primeiro gostaria de concordar com o Fernando Soares em suas argumentaçãoes. Quanto ao mais, achei engraçada a conclusão que tiro de alguns comentários que vi abaixo e acima. Vamos lá. Segundo alegações de alguns juízes, estes parecem desconhecer o tema ou não se interessaram em se aprofundar nele. Pode-se então dizer que agiram como jornalistas? Se agiram como tal, porque serã que não se aprofundaram? E também, tal comportamento (não se aprofundar no tema) seria evitado se tivessem diploma ou é um comportamento generalizado? Outros questões: os jornais, seguindo uma lógica financeira, tentam contratar por preço mais baixo. Será que os formados saem mais caro? e os não-formados, dão conta do recado? Bem, parece que sim. Mas vamos ficar por aqui.
João Carlos de Faria , Taubaté-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 18:32:49
Com o fim da exigência de diploma para jornalistas tem muita gente comemorando, como se o acesso ao registro profissional fosse a única condição para ser jornalista e não o talento, o conhecimento e a capacitação técnica para saber distinguir pelo menos o que é notícia e o que é opinião. Sou jornalista há 25 anos e trabalhei 12 anos sem o diploma, mas fiz a faculdade e não me arrependo. Não acho que o diploma seja fundamental, nem que substitua o talento - conheço e admiro muitos jornalistas sem diploma - mas acho importante para evitar a banalização da profissão. Tampouco concordo que exigir diploma para jornalista seja descriminação ou barreira à livre expressão. Há muitas formas de médicos, engenheiros, cozinheiros, donas de casa e até ministros se expressarem nos veículos de comunicação. Se não há necessidade de regulamentar uma profissão que tem a responsabilidade de informar e formar opinião, zelando pela própria democracia, mas que é extremamente vulnerável do ponto de vista ético, por que outras, que poderiam ser facilmente aprendidas até por correspondência, vão continuar exigindo diploma? Muitos agora vão poder se apresentar como jornalistas; a maioria o será de direito (?), mas não de fato, por falta de talento, de ética. Azar da sociedade, que vai ter que engolir um punhado de “picaretas” transformando informação em mercadoria, graças aos diplomados do TSJ.
Felipe  Chimicatti , Belo Horizonte-MG - estudante
Enviado em 18/6/2009 às 18:32:17
Infelizmente a ética está alheia às universidades repletas de interesses comerciais: o tecnicismo e o ostracismo delegado a maior parte das instituições de ensino forma profissionais despreparados e com demasiada necessidade de auto-afirmação por detrás do diploma. O jornalismo se estabelece com carência de uma ciência fundadora, como por exemplo as Ciências Sociais. Exigir o diploma é afundar o exercício jornalístico na seara pedante da classe que, mesmo unida por ofício, encontra-se diluída no maremoto de interesses midiáticos.
Orestes  Ianuzzi , São Paulo-SP - aposentado
Enviado em 18/6/2009 às 18:27:02
A miopia está na falta de preparo técnico, histórico, político e jurídico do lamentável comentário para o Rádio assinado pelo Sr. Dines, que destoa das opiniões mais cultas, abalizadas, lógicas e históricas e porque não dizer também, juridicamente corretas, de vários outros articulistas que estiveram aqui no OI, nesse longo debate democrático sobre o fim da obrigatoriedade do indigitado e defunto diploma. Simplesmente lamentável... Sugiro ao Sr. Dines a leitura atenta da peça inicial do Ministério Público Federal, do voto do relator Gilmar Mendes, do voto do Ministro Celso de Melo (um primor...!), do dossiê de Maurício Tuffany existente em seu blog "Laudas Críticas", etc., ou ao menos o artigo de Luciano Martins Costa e outros que estão arquivados no OI. Um pouco mais de informação, conhecimento e menos casuísmo não faz mal a ninguém...!
Claudete Barcellos , Porto Alegre-RS - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 17:57:45
Que tal uma campanha contra a obrigatoriedade do diploma de Direito para o exercício da magistratura? Será que o STF concordaria? Os jornalistas também poderiam concorrer às vagas de juízes, desembargadores e ministros e ganhar infinitamente mais.
Isaura Carrijo , Goiânia-GO - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 17:56:15
Ainda estou tentando digerir a notícia: "Supremo Tribunal Federal derruba exigência do diploma para jornalista." Antes de tudo, considero que essa determinação desrespeita profundamente todos os profissionais que dedicaram anos de suas vidas à academia. Desrespeita o aluno da graduação, desrespeita professores, teóricos, pesquisadores e o mais importante, desrespeita toda a sociedade. Entretanto, o que me deixa mais chocada é a total falta de conhecimento do nosso judiciário. Se a instância máxima da justiça entende que qualquer pessoa pode exercer livremente a atividade jornalística, ela enfim reconhece o imbróglio de sua notória cegueira. Dá mostras de que sua balança tende para o lado dos mais fortes, deixando a outra parte à mercê de seu próprio destino, desamparada, sem chão. O que me irrita é essa conduta bitolada, de insistir em enxergar o que é conveniente, de interpretar ao pé da letra, conforme seus interesses. Os ministros do Supremo alegaram que a obrigatoriedade do diploma representa obstáculo às garantias constitucionais de livre expressão. Francamente. Seria necessário um pouco mais de instrução e vontade.... (continua) www.faxinaivos.blogspot.com
Fernando Soares Campos , Rio de Janeiro-RJ - Funcionário público aposentado
Enviado em 18/6/2009 às 17:41:04
Tá logo aí embaixo pra quem quiser ler: "Caro Dines, admiro seu trabalho mas discordo totalmente de seu comentário. Danoso em que sentido? O que você imagina que acontecerá agora? Precarização da profissão? Declínio ético? O que mudará é o ensino do jornalismo que hoje, salvo honrosas exceções, é péssimo. Você acerta ao apontar o equívoco de Gilmar ao relacionar obrigatoriedade do diploma e liberdade de expressão. Mas dizer que jornalistas encanudos são, necessariamente, mais éticos que os que não passaram por uma universidade é forçar a barra. Neste Observatório existem muitos jornalistas que não possuem diploma de Jornalismo, são menos éticos que os formados? Você tem diploma de Jornalista Dines? Se ao tem, se considera menos ético que um recém formado? Outra coisa interessante é o termo “jornalista profissional”. Ao usá-lo você se refere aos que possuem diploma e aos que obtiveram o registro profissional por “experiência”? Pois os sindicaleiros de plantão basearam sua campanha pelo diploma apelando aos “jornalistas profissionais” que, para eles, eram apenas os encanudados. " // E o autor é formado em jornalismo. Sempre admirei o Dines.
Lucas Brito , Mogi das Cruzes-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 17:38:12
Extra!Extra!Extra! Contrata-se Jornalistas. Requisitos: - estar vivo, - saber ler .. (escrever é apenas detalhe). Vagas:180 milhões Bem vindos futuros colegas e viva o amadorismo. .. bem vindo futuros colegas !!
Marco Vieira , Aracaju-SE - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 17:31:03
Antes que me corrijam: "Descobri"
Leandro Miranda , Brasilia-DF - Serv. Pub
Enviado em 18/6/2009 às 17:28:52
Vocês realamente acreditam que são os unicos éticos e justos no mundo né!? Costumava gostar do OI! Ora! Vocês mesmo assumem que já não são todos profissionais que trabalham no ramo que são jornalistas diplomados.. pra que diploma então?
Marco Vieira , Aracaju-SE - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 17:24:20
Decepção, frustração, e mais outros sentimentos me tomaram na noite de ontém.O que fazer? pelo comunique-se descobrir que tem uma galera se mobilizando pra entrar com uma ação conjunta de danos morais e materiais. Mas se chegar ao Supremo... Coitados dos estudantes de comunicação que estão nas universidades, em nenhum momento os oitos senhores mór da magistratura pensaram no conflito interno e familiar por que passam estes estudantes agora.
Julio Pratico Souza , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 18/6/2009 às 17:03:27
Caros amigos jornalistas. Como digo na minha apresentação, sou Analista de Sistemas, formado em Ciências da Computação. Minha profissão convive a quase 30 anos com profissionais de diversas áreas atuando como analistas e programadores - temos de tudo - advogados, padeiros, contadores e até jornalistas. Quem até hoje reclamou disso? Possivelmente o próprio site aqui do Observatório da Imprensa tenha tido na equipe de desenvolvimento um profissional não formado na área. Ou seja, minha profissão no Brasil já começou sem a obrigatoriedade e regulamentação. Que tal os jornais darem o exemplo e começarem a contratar apenas profissionais formados, porém, em todas as áreas. Ou será que o jornalista no Brasil só reclama onde o calo aperta? Pesquei aí a frese: "Jornalismo não é só ter coluna ou escrever um texto opinativo. É saber apurar, interpretar e reportar uma informação, além de transmití-la com coerência. " Me digam: Alguém formado em direito ou filosofia não está capacitado para tal atividade?
Sergio R. Del Giorno , Curitiba-PR - Jornalista??
Enviado em 18/6/2009 às 17:03:19
Há quem seja a favor e quem seja contra, e há muita bobagem de parte a parte. Sempre proletariando, desconfio muuuito da sanha das corporações em querer desregulamentar a profissão e poder empregar qualquer um a um salário de fome. Indo à parte prática, os colegas de redação poderiam fazer matéria de serviço explicando: 1 – Como fica a regulamentação? Valem os pisos, o registro e tudo o mais? Quem não tem diploma nem registro, o que precisará pra se registrar? Só chegar na DRT e pedir um registro de jornalista, um de pizzaiolo e um daquele que tá atrás das pilhas de molho de tomate, de que é? De cozinheiro? Então, me dá um desse. Ah! E me vê um de ministro do supremo também! Ah, não pode? Esse é só pra pessoas especiais? Então tá, desculpa aí. 2 – Se tenho um diploma, continuo a ter terceiro grau ou fui rebaixado? Se precisar entrar em algum processo seletivo que exija terceiro grau, posso ou não participar? Se não puder, aí ferrou tudo e realmente podemos jogar esse papelzinho no lixo. 3 – As publicações que necessitam de assinatura de um jornalista responsável continuam a ter essa necessidade ou podem passar a ter somente um irresponsável? 4 – E, para alguns (não o meu caso no momento, mas nunca se sabe, né?), o diploma, que até então se referia a um curso superior, continua dando direito a cela especial, ou teremos que ficar junto com a galera?
Lívia Andrade , Salvador-BA - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:59:36
É completamente absurda a decisão do STF. Passamos quatro anos em uma faculdade, estudando, adquirindo conhecimentos para ser um profissional ético, orientado a agir de forma correta, sempre ouvindo os dois lados de uma situação para quê? Se hoje qualquer pessoa pode exercer nossa profissão... É ridícula a falta de respeito, é uma ofensa a nossa dignidade, ao nosso trabalho, dizer que todos podem ser jornalistas... é por isso que o Brasil está do jeito que está e sabe quando vai mudar??? NUNCAAAA.... Gilmar Mendes que diga.... e apoiando o colega Eraldo Alves VAIAS PARA GILMAR... UHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Gleice Queiroz queiroz , aracaju-SE - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 16:43:06
Hoje choreiiii .. Queria gritar pAra Ayres Britto que SERGIPE hoje tem vergonhA de você e que Gilmar Mendes saia as Ruas.. É umA burrice chegar ao STF e confundir Liberdade de Expressão por Liberdade de Profissão. " Meu diploma não vai PRO AYRES"
carlos  golembiewski , ITAJAÍ-SC - jornalista e professor
Enviado em 18/6/2009 às 16:37:44
Pessoal, Ainda o diploma: Ontem quando fui pra casa às 18 horas, assisti alguns juízes manisfestarem os seus argumentos para os votos: a) um disse que o Jornalismo não era CIÊNCIA e que não coloca em risco a VIDA de ninguém; b) um outro (Aires Brito) citou Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, etc. para dizer que basta ter vocação para ser jornalista. c) o único a defender o diploma foi o juiz Marco Aurélio de Mello; Fiquei impressionado com a falta de conhecimento sobre o tema. Ora, os trabalhos científicos produzidos no Brasil e no mundo não têm valor? Como confunfir o trabalho de um poeta, de um cronista, com um jornalista que cumpre uma jornada de trabalho estressante em busca da informação? A tese da liberdade de Expressão foi usada na má fé pelo Sindicato das empresas de RTV de SP e aceita pelos juízes do Supremo. Como se hoje só os jornalistas pudessem escrever nos jornais. Qualquer cidadão pode fazê-lo. Que vergonha! Venceu a liberdade de Empresa! Apesar dessa decisão, ainda acredito no Estado de Direito e na nossa Justiça, Abraços, Carlos Golembiewski
ana goulart , juiz de fora-MG - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:25:47
Estou enojada com tudo isso. O que o STF precisa saber é que para ser jornalista é necessário ter sensibilidade, entender de ética e cidadania, ter curiosidade para levantar o tapete e varrer para fora o lixo que esses próprios ministros acumulam (terá sido represália?). É preciso estudar, sim, um pouco de tudo, além de ter capacidade de indignação. É fundamental, sim, ter alguma técnica para escrever, caso contrário, não conseguiremos comunicar aos cidadãos comuns, leigos, a malandragem que ronda palácios e gabinetes. Quantas vezes pedi a médicos e advogados, principalmente, para "traduzirem" termos técnicos para que o leitor pudesse entender a entrevista? É preciso entender as nuances da profissão e ter senso de responsabilidade, o que parece estar faltando nos três poderes que regem o país. Felizmente, tenho meu canudo, e prestes a me aposentar, ainda procurei uma faculdade para me especializar em mídia e cidadania. Acredito no conhecimento, não no improviso.
Samantha  Natielli , Lorena-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 16:23:57
Concordo absolutamente quando diz que a derrubada da Lei de Imprensa e da não-obrigatoriedade do diploma é um erro irreparável na história brasileira. Tanto pelos argumentos que foramutilizados pelo STF quando disse que o curso de jornalismo vai contra a Constituição,pois um jornal não é formado 100% somente por jornalistas, mas é aberto às críticas e às opiniões de profissionais de diversas áreas, que exercem o seu direito à liberdade de se expressar. É repugnante que, nós futuros jornalistas, estudantes universitários fiquemos desamparados sem uma lei concreta que regulamente a profissão e sem a Lei de Imprensa, afinal, o jornalismo é sim o quarto poder e um poder que causa transformações irreparáveis em uma sociedade: a informação. Além disso, os jornalistas por formação são preparados para apurar, investigar e, sobretudo tornar acessível a uma grande parcela da população linguagens técnicas. Um exemplo disso, é colocar um profissional de economia para escrevr uma matéria em um jornal:quem vai compreender, a não ser ele (ainda que isso não seja uma crítica a este profissional, pelo contrário, eles possuem tanta importância quando o profissional de jornalismo e qualquer outro). A dúvida que paira na minha faculdade, hoje, é: jornalista, ser ou não ser? Vale a pena continuar na faculdade e buscar uma formação em prol da sociedade ou, simplesmente esperar calado?
Flaviana  Costa , Maceió-AL - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:21:44
Concordo plenamente com Dines... Indignação, esta palavra resume o que eu sinto, e acredito que a maioria dos recém-formados também o sentem, diante dessa infeliz decisão da Suprema Corte. Depois de passar quatro anos na Universidade, sonhando com o canudo, agora vejo o meu "troféu", no sentido de esforços recompensados, simplesmente sendo jogado no lixo! Sem falar no mercado de trabalho, se já é extremamente competitivo, imaginem agora que vamos disputar uma vaga com profissionais de outras áreas! É muito injusto! Realizei um sonho do dia da minha Colação de Grau, agora me parece que usurparam o meu sonho realizado!!!
Moacir Assunção , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 16:01:22
Parabéns pelo cometário, caro Dines. O ministro, será que deveríamos chamá-lo assm? definitivamente não sabe o que é jornalismo e o que significa a profissão. Ao comparar com costureiras e cozinheiras demonstra mesmo que não entende nem de leis. Será que um rábula poderia advogar? será que um farmacêutico poderia ser médico? jornalista, como se sabe, não exerce a opinião no veículo em que trabalho. O que o STF fez foi criar a "lei da selva" na profissão, abrindo espaço para todo tipo de picareta. É lamentável. Parabéns ao ministro Marco Aurélio, ao que parece, o único com visão naquele plenário. Vamos à luta para ver o que é possível fazer, mas já deu para perceber que o STF, sob a liderança do homem que acorda de madrugada para dar habeas corpus a banqueiros, temos muito pouco a esperar.
Vânia Alves , Barueri-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:55:34
Concordo com o Dines, embora ela não tenha apresentado argumentos que sustente a sua opinião. Exigir diploma para exercício da profissão de jornalista não é acabar com a liberdade de expressão, é exigir técnica na construção de textos jornalísticos, é exigir compromisso com a informação objetiva (opiniões e liberdade de expressão deixemos para os articulistas). Não podemos esquecer que o jornalismo é considerado o quarto poder e este poder tem que ser usado com responsabilidade. Temos o compromisso com a informação e em formar opinião e não em expressar opinião. Como disse, deixemos as opiniões para os articulistas. Ah, mas tenhamos a nossa também!!!
Victor Barone , Campo Grande-MS - Jornalista (sem canudo por 20 anos, com canudo deste janeiro)
Enviado em 18/6/2009 às 15:52:53
Caro Dines, admiro seu trabalho mas discordo totalmente de seu comentário. Danoso em que sentido? O que você imagina que acontecerá agora? Precarização da profissão? Declínio ético? O que mudará é o ensino do jornalismo que hoje, salvo honrosas exceções, é péssimo. Você acerta ao apontar o equívoco de Gilmar ao relacionar obrigatoriedade do diploma e liberdade de expressão. Mas dizer que jornalistas encanudos são, necessariamente, mais éticos que os que não passaram por uma universidade é forçar a barra. Neste Observatório existem muitos jornalistas que não possuem diploma de Jornalismo, são menos éticos que os formados? Você tem diploma de Jornalista Dines? Se ao tem, se considera menos ético que um recém formado? Outra coisa interessante é o termo “jornalista profissional”. Ao usá-lo você se refere aos que possuem diploma e aos que obtiveram o registro profissional por “experiência”? Pois os sindicaleiros de plantão basearam sua campanha pelo diploma apelando aos “jornalistas profissionais” que, para eles, eram apenas os encanudados.
Claudio Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:41:44
O Lula sempre disse que buscava a igualdade social, mas ninguém nunca perguntou como. Agora está explicado. Ao invés de investir na ampliação e qualificação da rede pública de ensino, optou pelo populismo e pela desqualificação profissional. Continuando assim, em breve seremos todos iguais. Nivelados por baixo. Fico imaginando o impacto que uma medida como essa terá em cidades de médio porte e em capitais menores, como nas regiões Norte e Centro-Oeste. Pastores e coronéis devem estar numa felicidade incontida. Bolsa família para todos!
Eraldo Alves Alves , Salvador-BA - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:34:19
A questão não é ser contrário a obrigatorirdade ou não do diploma, a discussão vai muito mais além haja vista que no Brasil empresas de comunicação (assessorias ) e grandes jornais de circulação vão aproveitar da queda do diploma para demitir e contratar pessoas sem formação acadêmica nehuma na área. Quem perde é o leitor e a sociedadade como um todo. Vais para Gilmar Mendes... uhhhhhhhh
SEVERINO CARVALHO GOMES Carvalho , MARAGOGI-AL - jornalista por formação, graças a Deus
Enviado em 18/6/2009 às 15:24:22
Enfim uma visão esclarecedora!
Matheus Reino , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:21:43
Valorização = Reconhecimento = Obrigatoriedade do Diploma = Imprensa Responsável. Na atual conjuntura, onde todas as categorias trabalhistas estão se organizando e unificando sua metas profissionais, eis que nos dizem que não precisamos de diploma. Senhores ministros, vossas Excelências só disseram que jornalismo não causa riscos porque nunca sentiram a ponta afiada de uma caneta de um jornalista bem treinado. Cuidado, na próxima enrevista que derem à imprensa fiquem de olho nos entrevistadores devidamente credenciados com crachá de imprensa. Como diria o ditado: "Saia às ruas", ou melhor Saiam às redações.
RODRIGO OLIVEIRA , BELO HORIZONTE-MG - ESTUDANTE DE JORNALISMO
Enviado em 18/6/2009 às 15:12:23
Jornalismo não é só ter coluna ou escrever um texto opinativo. É saber apurar, interpretar e reportar uma informação, além de transmití-la com coerência. Todos reclamam que a imprensa manipula e tem poder. Agora, com qualquer um podendo ser "imprensa", imagine a bagunça que tudo pode virar. Para quem concorda com a decisão do Supremo, experimente estudar um pouquinho sobre Jornalismo para entender a dimensão da profissão.
Roney Moraes , Cachoeiro de Itapemirim-ES - Jornalista por dedicação
Enviado em 18/6/2009 às 15:09:14
Meu caros amigos! O diploma foi junto com a vaca pro brejo... Penso que o caso do desrespeito do presidente com a imprensa deveria ter dedicação total dos diplomados (em jornalismo ou qualquer outra área, mas que exerça a profissão de jornalista). Agora somos todos "farinha do mesmo saco", e não adianta discriminar... Caso contrário vou ao Supremo pedir uma "cota" para os não diplomados trabalharem na Globo! OBS: Deus me livre!
Jussara Florêncio , Caruaru-PE - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 15:07:17
È realmente revoltante! Não podemos ficar calados, precisamos nos unir e valorizar os nossos conhecimentos, o nosso diploma. Já que o supremo votou e aparentemente não podemos "fazer nada", vamos nos juntar a nossa nobre colega Alexandra Marques , Balneário Camboriú-SC - que sugere: Vamos entrar com ação contra a União exigindo o ressarcimento dos anos de investimento em uma faculdade. Quem sabe assim né?!?
Lucas  Magalhães , Varginha-MG - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 15:01:35
Estou no quinto período de jornalismo, e acho que o STF errou e também não soube dar argumentos plausíveis para sua decisão. Nossa profissão não se limita a escrever lides, cabeças, notas pés, etc... Assim, a justiça mostra ao povo brasileiro que a educação superior é de fato uma quimera, que comunicação não é assunto para se estudar. Será que o senhor ministro Gilmar Mendes tem medo de jornalistas por formação, medo da capacidade crítica de uma massa de jovens estudantes que se esforçam para sair da facultdade sem temer mostrar sua consciência histórica e por isso muito mais preparados para evidenciar os desmandos e equívocos do judicário, do legislativo e do executivo? Me pergunto. Antes de tudo essa decisão fere o sistema democrático e educacional do país. Mas creio que a decisão nos leva a mostrar que somos muito mais que um papel pode dizer. Agora temos que provar, nós jornalistas por formação, que somos diferenciais no mercado e na imprensa.
Lucas Nery , Salvador-BA - Assessor Jurídico
Enviado em 18/6/2009 às 15:01:26
Assim como os cursos de graduação em Direito, Administração, Economia, Meidcina, etc., a maior parte das atuais faculdades de jornalismo são abaixo da crítica. Entretanto, não quero dizer q. com baseadas nessa ingrata realidade deveríamos abrir as portas do mercado para qualquer um não diplomado. A verdade é que a profissão de jornalista tal como a concebemos no passado está em crise, assim como a advocacia. Na era da globalizaçao e da mídia eletrônica o que mais vemos são os artistas, gente que não sabe sequer redigir um texto corretamente, nem analisar os fatos. Basta ver o Jornal Nacional e se preparar para aparecer na TV, como repórter, âncora, comentarista. Viva a mediocridade!
Áurea Olimpia Figueiredo Rego , Campina Grande-PB - Ex-Jornalista (?)
Enviado em 18/6/2009 às 14:53:44
Isso tudo é muito vergonhoso pra mim, a gente fica sempre sem saber se o cara lá é ignorante mesmo ou sacana, porque esse argumento da liberdade de expressão é no mínimo rídiculo...mas pra mim está claro a que interesses serve esta decisão, é a velha história que a gente escutava na faculdade da liberdade de imprensa X liberdade de empresa...e qual será o resultado disso tudo? Lamentavelmente fácil de prever: mais precarização da nossa atividade, já tão cansada de guerra...parabéns pelo texto Dines!
Márcio Simões , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 14:47:23
Curso de graduação de jornalismo deveria acabar, disse o escultor aí embaixo. Deveria nada. Se algum jovem escritor quer estudar jornalismo na faculdade, ótimo: por mim, será bem-vindo. Com o tempo, aliás, só as faculdades melhores devem sobreviver, pois, se não existe reserva de mercado para diplomados, só um imbecil desperdiçaria dinheiro num curso de jornalismo das Faculdades Xumbrega. E se algum jovem escritor ambiciona viver de jornalismo, mas quer estudar matemática na faculdade, ótimo: por mim, será ainda mais bem-vindo.
Heldon Jaime , Natal-RN - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:45:02
Que pena! Todos perdemos com isso.
Aldair Santos , Cuiabá-Mt - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 14:43:07
Jornalista sim, com orgulho. É triste ver o país dar um passo para trás intelectualmente e socialmente. O jornalismo jamais ameaçou a liberdade de expRessão. É uma tragédia o argumento simplista e comparações infelizes na decisão da maior instância de justiça do país. Qualquer leigo sabe que o fantástico processo de estudos sobre a origem da comunicação humana, dos primeiros sinais para transmitir uma informação, dos dialetos, os primeiros idiomas, suas origens, estudos sobre antropologia, filosofia, psicologia, pesquisas diversas, leitura, interpretação e contextualização dos fatos é CIÊNCIA E PRECISA DE DIPLOMA SIM! É pobreza intelectual comparar uma faculdade de jornalismo a qualquer atividade prática. Existem milhares de formas para se expressar. Não há argumentos sérios para afirmar que jornalismo é atentado à liberdade de expressão. É um retrocesso. A decisão tem cheiro de vingança contra uma classe que revela à sociedade, a corrupção e a ideologia criminosa que, muitas vezes surge no coração da democracia, o poder. Desmoralizar e enfraquecer quem luta por qualificação profissional em uma área fundamental à democraia, cheira perseguição, ideologia facista. O espaço para artigos é uma das várias ferramentas à liberdade de expressão. O diploma de jornalismo atenta contra a liberdade, e presisa ser exterminado? É muito estranha essa teoria. O Brasil não merece isso.
Deivinin Bertson , Brasília-DF - Administrador
Enviado em 18/6/2009 às 14:29:53
Compromisso com a ética se aprende na faculdade? Parem com isso. Ou você é ou não é!
Luiz Henrique Quemel , Brasilia-DF - Ex-tudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:26:52
Caro Dines, aguardo ansioso para "ver" com outra "ótica" a sua visão míope. Argumentos lógicos e consistentes, please! Escrevo para veísulos de comunicação desde 31 de maio de 1999. Com essa decisão não preciso mais continuar com o curso de jornalismo? Devo continuar com os contratos de risco, tipo "quando você tiver o diploma, poderá assinar as matérias"? Tava cansado de ter que engoli o vulgo "Da Redação" e o Sindicatão. Registro Podre? Chega de multas! Quemel - Jornalista Não-Depromado
Eglanen Nascimento , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 14:20:06
É verdade Dines, concordo com você, a afirmação de que o nosso diploma fere os direitos de liberdade de imprensa é sem fundamento. Gostaria de saber agora o que será feito dos milhares de estudantes que estão nos bancos das faculdades...largar o curso?! Isso tudo dá no que pensar e no que se discutir...
Paulo Sérgio Pires , São Paulo-SP - Jornalista (diplomado)
Enviado em 18/6/2009 às 14:18:55
"Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e de expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras." (Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos)
Thales Rafael , Niterói-RJ - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:18:07
Muitos dos que comentaram aqui caíram em um erro banal: como a atividade jornalística encontra-se em estado lastimável, não se faz necessário o diploma. Após adquirir o diploma, o jornalista será guiado por sua própria ética, pelos interesses das organizações e até mesmo por uma lógica de autocensura. O código deontológico, por exemplo, chafurda em sua ineficiencia. Não há quem o conheça e caso o conheça não o respeita. O diploma é, no mínimo, a garantia de que o profissional teve contato com os estudos que regem a comunicação. É preciso ler McLuhan, Debord, Adorno. Bem como ter conhecimentos políticos, antropológicos e econômicos bem definidos. O diploma respondeu pela desorganização das instituições de ensino e sua lógica corporativista que forja o futuro jornalista como um produto do sistema, pronto a enquadrar-se na funcionalidade do que já é exercido. O problema profundo que existe e que a partir de agora entrará em processo de alargamento é o obscurantismo da mídia. Quem debate o jornalismo? O OI e outros sites e blogs que sentem a necessidade disso. Já o mainstream da informação recusa-se a discutir sua própria atividade. Agora a mídia achou um subterfúgio muito mais confortável para não tocar em seus pontos cruciais. Os ingênuos acham que a situação não mudará, que os diplomados irão sobressair sobre os que não são. Ledo engano que a história irá jogar em nossa cara.
Nadia Mastella , Rondonópolis-Mt - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 14:16:44
Como diria o ministro Joaquim Barbosa: "Vossa Excelência está destruindo a Justiça desse país". SAIA À RUA, MINISTRO...
Alexandra Marques , Balneário Camboriú-SC - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 14:13:04
Colegas, chega de blá blá blá. Tem muito palpiteiro por aí, como os Ministros por exemplo, falando asneiras e não têm a mínima noção do que é jornalismo, inclusive esses que exercem a profissão sem diploma. Portanto, o negócio é ação! É isso aí. Podemos entrar com ação contra a União exigindo o ressarcimento dos anos de investimento em uma faculdade profissional, e que agora os [ ] Ministros tiraram o nosso direito do dia pra noite. Se não fosse obrigatório ninguém teria feito, então "ressarcimento neles"! Alguém vai pagar por decisão estúpida. Outra ação inteligente seria por danos morais contra os ministros que compararam nossa formação a um curso de culinária e de corte e costura. Uma coisa é formação intelectual e outra é mão-de-bra. Também podemos requerer na Justiça a extinção do diploma de Direito para magistrado, afinal, eles são apenas indicados pelo Governo e para ser indicado pelo governo não precisa muita coisa, muito menos estudo, a começar pelo próprio presidente. Para ser advogado pode-se ler apostilas, publicações específicas, palestras, cursos on-line, estágio, enfim, também não precisa de graduação ou diploma, é tudo teoria mesmo! Mais fácil ainda, não é? Fim do diploma para advogados também, inclusive para ser ministro da Justiça! Vamos lá colegas, menos "falação" e mais ação. Procure todos os advogados que vc conhece e saiba sobre seus direitos!
Carlos Perrout , rio de janeiro-RJ - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 14:02:28
Apenas volte para suas esculturas e deixe de falar o que não entende!! Dar palpite é muito fácil. Encarar uma profissão com seriedade, estudar, se esforçar para fazer um trabalho de qualidade, com ética e compromisso com o cidadão é outra coisa...
Felipe mendes , viçosa-MG - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 13:49:15
Mas cadê os argumentos? o autor desta coluna discorda de Gilmar Mendes? argumente.
rocco frizzo , são paulo-SP - escultor
Enviado em 18/6/2009 às 13:39:34
Não acho a decisçao danosa e pouca coisa vai mudar. É brincadeira querer comparar a obrigatoriedade de diploma que se exige em cursos como medicina, odonto, direito, engenharia, etc., com esta de jornalismo. Curso de graduação em jornalismo deveria acabar mesmo. Deveria ser uma pós-graduação (lato senso) para os cursos de economia, bilogia, direito. Não precisa de mais de dois anos para aprender a trabalhar no meio jornalístico. O que demanda tempo é o conhecimento básico (economia, sociologia, biologia...). Um biologo com mínimo de formação jornalística poderia ser um ótimo jornalista científico, ambiental, etc. O contrário não é verdadeiro.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo (pretenso jornalista)
Enviado em 18/6/2009 às 13:32:32
O colega aí abaixo me deu uma boa sugestão. Como tenho participado bastante de blogs e sites de relacionamento, quem sabe não consigo uma boquinha de jornalista, hein? Falando sério, confesso que tenho medo do que podemos encontrar "escrito" por aí agora. Se com um diploma em mãos, muitas vezes encontramos barbaridades sem fundamentos nenhum, imagine agora?? Um passo gigantesco para trás!
Deivinin Bertson , Brasília-DF - Administrador
Enviado em 18/6/2009 às 13:29:28
Não se deixem guiar pelos teóricos do caos. Quem tem competência se estabelecerá.
Fernando Kelysson kelysson , Belo Horizonte-MG - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 13:28:28
A decisão abre espaço para qualquer profissional que não sabe nem por onde passam noções de técnicas e ética de informar com responsabilide. Depois reclamam que a imprensa é denuncista e entra em terrenos que não são de sua competência. Talvez esse quadro piore, e então eles terão muito mais serviço
Souza Pinto , Goiânia-GO - desempregado/Vagabundo
Enviado em 18/6/2009 às 13:23:28
Não vai mudar nada, não sei para que tanto desespero. Acho que isso é bom, democratiza mais, conheço grandes colunistas e jornalistas que não tem diploma. Pior do que está é impossível, acho que a qualidade da mídia no Brasil não consegue ficar pior.
Luiz Miguel  Soares , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 18/6/2009 às 13:21:05
Caro Alberto Dines. Por favor empreste seu óculos para o Luiz Magalhães, Lula, Sarney, Gilmar e cia e a todos os donos dos grandes conglomerados de comunicação. Eles não conseguem ler o significado da palavra INFORMAÇÃO.
Luciano Martins Costa , Sao Paulo-SP - Jornalista (Profissional diplomado há mais de trinta anos)
Enviado em 18/6/2009 às 13:00:00
Caro Renato Machado: "se ética só se aprende na faculdade, o curso obrigatório deveria ser de filosofia, e não de jornalismo" - típico raciocinio de economista - sem abrangência, linear, simplista, ariotmetico. Aliás, o que justificaria a regulamentação da "profissão" de economista?
Pedro Tinôco , Recife-PE - Jornalista (formado pela UFPE)
Enviado em 18/6/2009 às 12:56:15
Além da ignorância dos ministros a respeito da nossa profissão, percebemos claramente também a "caça às bruxas" em relação ao fato de a regulamentação ter ocorrido no tempo da ditadura, como se TUDO que o Regime Militar fez fosse ruim. Claro que só asnos podem pensar dessa forma. E comparar jornalista a cozinheiro??? Só isso é sufuciente para demonstrar a "preciosidade" dos elemntos que basearam a decisão. Esse pensamento rasteiro e arrogante dos ministros vai nos levar a uma situação caótica e os danos à sociedade serão conhecidos em breve. Agora "qualquer um" vai poder, em tese, ser jornalista. Absurdo. Os sindicatos e a Fenaj têm que ser criativos e ousados para inibir esse abuso. A defesa da profissão é a defesa do jornalismo de qualidade e comprometido com os interesses da sociedade. É só dar uma olhadinha nos jornais dos anos 50 e 60 para perceber a diferença gritante na qualidade dos textos em relação ao que temos hoje. Bem, nunca se viu na história desse país. . . . tantos absurdos e desmoralizações. E ainda tem babaca que diz: O presidente Lula não tem diploma e está sendo um ótimo presidente!!!! Façam-me o favor. Se o presidente não estudou e superou dificuldades não significa que temos que seguir o mesmo exemplo. Faculdades não fazem bons jornalistas, mas ruim com elas e infinitamente pior sem elas. Eita Brasil!!!! Estamos retrocedendo em tudo.
Regiane  Antunes de Souza , São Sebastião do Paraíso-MG - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 12:41:34
A decisão do STF é LAMENTÁVEL!!! Sugiro a eles que desregulamentem então, TODAS as profissões, inclusive a deles. Só uma pergunta, será que a faculdade me devolveria o meu dinheiro? Claro que não né. Isso pra mim é o inverso de democracia!
Andreia P , São Paulo-SP - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 12:25:57
Confesso que fiquei bem nervosa quando soube da notícia. Mas de qualquer jeito, tem muita gente no mercado que já trabalhava sem diploma como jornalista, mesmo com a lei antiga. Entretanto, com a lei nova, isso aumenta o número de pessoas fora da área dentro do jornalismo, ou seja, pessoas que não estudaram comunicação como ciência. E isso provavelmente vai influenciar no produto final: a notícia. É verdade também que o diploma em si só não é garantia de qualidade, visto que muitas faculdades colaboram na formação profissional medíocre e com conteúdo fraco, que pensa na técnica mas esquece da teoria, da lógica, e da contextualização. Nossas faculdades , em grande parte, pensam em formar jornalistas técnicos excelentes, mas poucos articulados. São futuros jornalistas com pouco conteúdo, ou então, que tem preguiça de pesquisar, de apurar.
Priscila Saraiva , Recife-PE - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 12:19:40
As únicas pessoas que concordam com a decisão do STF são as que irão se beneficiar dela. Isso é óbvio. No país do sensacionalismo, vamos aguardar os estragos da "liberdade de expressão"! A categoria mais do que nunca precisa se unir, e a reforma na grade curricular deve ser efetuada com responsabilidade. Fica aqui o sentimento de indignação e revolta, mas tenho certeza que os bons jornalistas prevalecerão.
renan  esteves , rio de janeiro-RJ - estudante de jornalismo. Agora precisa de diploma?
Enviado em 18/6/2009 às 12:14:54
Eu discordo quanto ao fim do jornalismo. O jorrnalismo não vai acabar. Isso porque disseram que o rádio ia acabar e o teatro. E ai? Tem cinema, internet, rádio, televisão e teatro todos juntos para comprovar esse fato. Quanto ao diploma, apesar de tudo, o STF errou, mas fica uma questão subjetiva no ar. Vai ter pessoas entrando pela janela nas redações ou principais emissoras do país? Vai baratear a mão-de-obra? ou vai continuar a mesma coisa? Na minha opinião, eu acho que não deve sofrer mudanças. O Brasil quer imitar EUA e Europa seguindo esse modelo da não obrigatoriedade do diploma. Pode dar certo - espero que dê-, mas pode cair por terra. Enfim, devemos pensar que aqui é Brasil, um país de terceiro mundo, e não primeiro mundo. Infelizmente, só temos que aguardar o que vai acontecer daqui pra frente!
Renato Machado , Brasilia-DF - economista
Enviado em 18/6/2009 às 12:13:03
se ética só se aprende na faculdade, o curso obrigatório deveria ser de filosofia, e não de jornalismo.
Juan esteves , santos-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:57:14
O que será que precisa para que entendam a diferença entre liberdade de expressão e exercício de profissão ? Fazer uma faculdade de Jornalismo ? Acho que não é o caso. Na realidade, não existe mais inocente. O que tem é esperto ao contrário.
Sergio R. Del Giorno , Curitiba-PR - ex-jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:39:00
A questão é que os togados e donos do poder, no alto de seus salários astronômicos, mandam e desmandam utilizando sofismas para acobertar interesses outros. A tese da liberdade de expressão é ridícula. Desde quando quem trabalha num meio de comunicação, seja jornalista ou não, pode escrever o que bem entende? Essa tese só serviria se viesse com um adendo dizendo que, então, a partir de agora, qualquer um pode adentrar, por exemplo, a Folha, a Veja ou o Estadão e solicitar um espaço para escrever qualquer coisa, mesmo que vá contra a linha, a ideologia e os interesses economicos do meio em questão. Ora, poupe-me. Outro ponto que ninguém questiona é sobre a regulamentação da profissão. Porque agora qualquer pessoa que passe na rua pode ser guindada pra dentro, e, não tendo a necessidade de diploma, pode-se então cadastrá-lo em qualquer função, tipo "auxiliar administrativo", pagar-lhe um salário mínimo, e fazer o mesmo trabalho que três jornalistas profissionais faziam antes. Estamos perdidos. Os mais altos guardiões de noss democracia, que são os senhores do Supremo, não passam de velhos caquéticos, preconceituosos, entediados e enebriados por uma falsa ilusão de poder. Assim como todo o séquito da grande elite branca e rica. Esta é minha modesta contribuição. http://cronicasterraqueas.blogspot.com/2009/06/diploma-pra-cachorro-levantar-perninha.html
Daniela  Fonseca , Viçosa-MG - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 11:37:35
Liberdade de expressão. Jornalismo não é só exprssão. Expressar-se todos deveriam poder. Fazer jornalismo exige técnica, conhecimentos específicos e observância de um Código de Ética.
Márcio Simões , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:30:03
[1] Se alguém estudou biologia na faculdade, e se escreve bem, agora qualquer editor pode contratar esse biólogo para trabalhar como repórter. Isso é bom. Talvez o STF tenha derrubado a reserva de mercado para diplomados pelos motivos errados, mas a decisão é boa. [2] Se algum editor vai aproveitar a chance para contratar gente desqualificada e barata, azar o dele. Eu não pretendo trabalhar numa redação assim, nem pretendo ler essa publicação. [3] Mas, pensando bem, qualquer editor já conseguia contratar jornalistas desqualificados, baratos e diplomados.
Lili Santos , Santa Maria-RS - Jornalista - com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 11:20:05
Vamos aguardar agora o fim da OAB... Alguém acredita nisso? O fim da obrigatoriedade do diploma para direito, administração, ciências sociais, contábeis, econômicas... Vamos logo iniciar a faculdade de engenharia ou da área da saúde, que é o que sobrará. Só podia vir de uma Vossa Excelência dessas e seus comparsas. Até a Ellen Grace? Ass.: Uma jornalista, publicitária, administradora, advogada, atriz, pedagoga...
Rian  Santos , Aracaju-SE - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:18:24
Discordo ipisis literis do caro colega Alberto Dines, de quem aliás, sou um grande admirador (2).
Norma  Engel , Brasília-DF - Universitária (jornalismo)
Enviado em 18/6/2009 às 11:18:15
Agora seria um ponto a repensar, acho a classe de jornalista a mais individualista e com mais complexidade de representação devido ao ego intelectual, que já mostrou em varias épocas da sociedade que mais afeta do que provem méritos. Pensar quem são os donos das empresas de comunicação brasileira, já me dá um arrepio. Espero que este evento sirva para uma reflexão e amadurecimento, pois acho que teremos que ser melhores, mais atentos a ética desta profissão tão amada e tão cheia de desilusões.
Emanuelle Najjar Najjar , -----SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:11:15
Bom, o diploma fere a liberdade de expressão. Então nós somos resquício de ditadura, estudamos para no fim nos formamos censores. Esse argumento, assim como o da disseminação da internet e dos blogs, assim como todos os outros, foram tão absurdos que feriram a lógica e subestimaram a inteligência alheia... vergonhoso porque nem mesmo uma derrubada por bons argumentos aconteceu.
Clarice Bagrichevsky , Salvador-BA - Professora Universitária e Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:06:36
Erros atrás de erros: o que esperar do atual corpo de magistrados do STF ? Só nos resta o desalento.
Haroldo  Mendes , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:06:21
Discordo ipisis literis do caro colega Alberto Dines, de quem aliás, sou um grande admirador. Mas ele está usando a mesma cantilena da fenaj de que o decreto-lei da ditadura, expedido pelos três patetas miliares não restringe a liberdade de expressão. Admira-me mais ainda, sendo ele mesmo, Dines, um não diplomado dizer que a exigência do canudo é danosa. O decreto-lei 972 imposto num período excepcional e inclusive, ilegal, pois foi decretado por quem não tinha competência para tal, não foi recepcionado pela Constituição Federal e portanto, tem que ser extinto na íntegra. Dizer que se aprende ética na faculdade é no mínimo ingenuidade! Viva a democracia, viva a liberdade de imprensa!!!! Haroldo Mendes - Jornal A Palavra
Ruy  Acquaviva Carrano Junior , São Paulo-SP - analista de sisteas
Enviado em 18/6/2009 às 11:05:49
Sr. Dines, o senhor não está perebendo, mas os jornais diários vão acabar e o jornalismo está sofrendo uma profunda revolução, cuja velocidade está aumentando em prograssão geométrica. Nada será como antes, NADA. E o Sr. fazendo a defesa corporativista de uma classe que além de estar completamente perdida em meio a essa revolução, ainda perdeu completamente o compromisso com a verdae e a ética e já não se dá ao respeito.
Fábio José  de Mello , Descalvado-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 11:00:39
Engraçado. Se 40% dos que escrevem em jornais não têm diploma de jornalismo, então para que servia a obrigatoriedade?
Ana Eliza Pereira de Oliveira , Governador Valadares-MG - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 10:55:01
O que mais me deixou impressionada foi a ignorância dos ministros que deveriam lutar pela democracia. Sem contar a comparação da comunicação com a gastronomia, foi o cúmulo. Como acontece em países mais desenvolvidos como Europa e Estados Unidos, resta agora saber se as empresas jornalísticas do Brasil estão amadurecidas o bastante para exigir qualidade ao invés de mão-de-obra barata dos seus profissionais.
Janaína Gonçalves , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:51:52
"Fere a liberdade de expressão"...isso é mais uma desculpa para aqueles que não possuem argumentos sólidos. A liberdade de expressão pode ser garantida independente do diploma de jornalismo. As autoridades baniram a obrigatoriedade do diploma por pura ignorância. Não precisamos deixar de lado aqueles que obtiveram o título na década de 60, 70...esses são e continuarão sendo grandes professores na prática da profissão, mas é, no mínimo, uma falta de respeito com todos aqueles que passaram dias e noites trabalhando até tarde para pagar uma faculdade e ter qualificações aprofundadas. Sou formada há pouco tempo e me dediquei sempre aos aprendizados nas salas de aula, enquanto trabalhava para pagar cada dia na Universidade. Já que é assim, acho que nós, jornalistas, podemos também ocupar uma cadeira no STF, sabemos indagar, relutar, opinar, somos formadores de opinião como políticos...e se tivermos boas aulas com o "dono do castelo", conseguiremos até enganar!!!!
Oswaldo  Norbim , BH-MG - Publicitário
Enviado em 18/6/2009 às 10:48:40
Realmente absurda a decisão do STF (e infelizmente é uma decisão em instância máxima). Pelas matérias que acompanhei pela televisão, senti que a maioria dos ministros conheciam muito pouco sobre a prática do jornalismo. Direito e liberdade de expressão é uma coisa. Jornalismo é outra. A prática do jornalismo requer formação crítica, desenvolvimento e aprendizado de técnicas, reflexão ética. No final das contas, o sentimento que fica é de desvalorização da área de comunicação, como se ela pudesse ser realizada por qualquer pessoa com vocação. Todos sabemos que a vocação é importante, mas ela não exclui a formação e o aprendizado. Do contrário, quem gostaria de se submeter a um profissional médico ou a uma advogado sem formação, mas como imenso talento? A faculdade é importante também porque nos diz até onde ir ou não ir, e sobretudo, qual o papel que desempenhamos na sociedade. Há especificidade sim. O jornalismo não é hobby.
Suhelen  Almeida , Rio Piracicabda-MG - Estudante de Comunicação Social - Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 10:42:33
Só tenho uma coisa a dizer: a partir de fevereiro/10 estarei com o meu dploma de Jornalista nas mãos. Considero que serei, verdadeiramente, JORNALISTA! Vou trabalhar de forma a orientar a sociedade sobre decisões mal tomadas ou tomadas para privilegiar os já "poderosos".
José Anderson Sandes Sandes , Fortaleza-CE - Jornalista e professor
Enviado em 18/6/2009 às 10:41:51
Os integrantes do Supremo jamais deveriam ser indicados por presidentes de plantão. Faltou seriedade. Desinformação sobre uma profissão tão importante quanto a de jornalismo. O ministro Ayres de Brito citou Machado. Ora, as condições do Século XIX eram bem diferentes.. Mostrou desinformação em seu voto. As condições do início do Século passado também eram menos complexas, bem diferentes do que vivenciamos hoje no campo do jornalismo. Ele são desinformados ou estavam defendendo interesses que não da sociedade? Temos 200 anos de jornalismo neste País. O diploma - profissionais éticos com horizonte cultural amplo, juntamente com a Fenaj - formam um contrapoder aos grandes conglomerados de comunicação deste País. A palavra neste país sempre foi censurada. Desde a Colônia. Qualquer cidadão hoje colabora com jornais - cientistas, filósofos, políticos, economistas.... Estes ministros deveriam se debuçar mais sobre alguns livros de mestres do jornalismo e da complexidade dessa profissão. Sem falar que este país é um continente. As condições do Nordeste são muito difíceis. Se tornarão ainda mais sem a obrigatoridade do diploma. O STF joga. Não é uma instituição séria como pensei. Agora, vou ficar mais de olho nestes cidadãos. A Lei - norma - gera diversas interpretações. Agora, eles interpretaram a favor de quem? A sociedade sai mais uma vez perdendo neste jogo bruto do poder.
Maria Clara  Araújo , Niterói-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 10:33:43
A questão da obrigatoriedade ou não do diploma de jornalista vai além da questão da formação acadêmica. Ela implica um descaso com uma profissão crucial em uma sociedade democrática. Ora, se há tantos jornalistas ruins com diploma na mão, o que dizer dos que não tem nenhum conhecimento na área? Saber escrever uma matéria ultrapassa a fronteira do bom português. É necessária técnica e raciocínio jornalístico para isso. Cursei dois anos de Ciências Sociais. Li Marx, Weber, Nietzche. Saí de lá com senso crítico apurado. Mas, só na faculdade de jornalismo aprendi a diferenciar o que é noticía do que não é. Aprendi a estruturar um bom texto jornalístico. Descobri os segredos da diagramação. Isso sem falar nas questões éticas que envolvem a proffisão. Defendo o diploma e a qualidade na formação do jornalista. Não dá pra continuar levando essa profissão como se fosse brincadeira.
Patrícia  iunovich , Foz do Iguaçu-SC - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:32:01
Ser jornalista é basicamente um estado de espírito . Pelo menos essa é a interpretação do Supremo Tribunal Federal. Ainda seguindo essa mesma lógica, segundo o presidente do STF, Gilmar Mendes, cozinheiro e jornalista são profissões parecidas. Amante da boa gastronomia, confesso: essa análise me deu uma baita indigestão. O tempero desse relatório ficou totalmente fora do ponto. Da clareza. Embora tenha sido criado na época da ditadura, vale lembrar que a obrigatoriedade do diploma foi uma forma de profissionalizar a atividade. Sim, devemos discutir a qualidade dos cursos superiores nesta área, mas colocar o jornalista na condição de subprofissão, num país onde a imprensa é vista como maldita por políticos e os donos de poder, de uma maneira geral, é um risco à sociedade. Num país de analfabetos, não adotar nenhum critério para a profissão é uma afronta. Mais que arte e um certo conhecimento intelectual, é preciso uma base de formação em todas as áreas humanas e técnica específica de reportagem. Como jornalista é um “estado de espírito”, quem tem dinheiro para comprar um jornal ou uma televisão, logo vpara comprar um jornal ou uma televisão, logo vira jornalista. Não precisa de formação. O processo ocorre por osmose. Isso ocorre também com quem cria leis. Esse pode tudo, mas o que ele gostaria mesmo é de ser jornalista, profissão que desdenha, mas tanto inveja.
Anacleto da Silva Melo Melo , Recife/Brasil-PE - Policial Militar
Enviado em 18/6/2009 às 10:28:16
Simplesmente desconsiderar 04 de formação para uma profissão é o cúmulo, considerar que qualquer um que tenha o dom com as palavras possa ser um jornalista sem qualquer qualificação técnica é simplesmente banalizar uma categoria profissional. Onde vamos chegar? Qualquer um pode expressar sua opinião, é um direito constitucional, mas exercer a profissao de jornalismo simplesmente com talento é um desresepito ao profissional...
João Felipe Cândido da Silva , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:21:55
Excelente artigo, concordo com você Alberto Dines!
Clarissa Lima Paes , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:16:05
Os jornalistas brasileiros podem não ser os mais responsáveis e éticos, mas em que esse desfecho trágico pode melhorar nossa profissão? Precisávamos sim de instâncias em que pudessem ocorrer julgamentos éticos, no caso de excessos. A mídia é tão perigosa como uma cirurgia, pode ceifar vidas e reputações. Nossos profissionais precisam de ter mais reflexão e não menos! Lamento a justiça que temos, isso sim. Lamento sermos visto como cozinheiros... Esses homens de lei não são homens de ideias e de razão.
Osni Rodolfo Schmitz , NAVEGANTES-SC - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:09:51
Já que o presidente do STF nos comparou a cozinheiros, que tal os jornais voltarem à prática da época do Regime Militar publicando algumas receitas culinárias, assinadas pelo chefe de cozinha, aliás, editor-chefe...
Lidianny Barbosa , Goiânia-GO - Estudante de Jornalismo?!
Enviado em 18/6/2009 às 10:05:10
É uma vergonha a decisão STF. Como julgar a obrigatoriedade do Diploma sem conhecer a profissão, sem saber o que vem ser Liberdade de Expressão nos Jornais brasileiros?! uma dica: Vá fazer um curso de jornalismo, assita ás aulas, ai sim, pode falar o que quiser sobre a profissão.
Helena Hindi Hindi , Belo Horizonte-MG - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 10:04:45
É a minoria corrupta neste país decidindo pela maioria. Advogados também não precisam de diploma. Estou arrasada.
Márcia  Barreto , Salvador-BA - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 10:02:53
Isso é mais um golpe contra a nação brasileira. Não existem palavras para justificar isso. Quer dizer que para ser médico, advogado...é cobrado diploma, mas para ser jornalista pode ser qualquer um? Os detentores dos grande conglomerados de comunicação sabem o risco que é ter profissionais bem preparados e capazes de questionar a linha editorial. Os cacique comunicacionais querem apenas "gado". A população brasileira deve se mobilizar e repudiar atitudes como estas. Acorda povo brasileira!!! A sociedade unida e organizada pode mudar a cara do Brasil.
Alan  Barreto , Aracaju-SE - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 09:55:02
Sinceramente não fiquei surpreso, os sinais estavam aí na nossa cara. Acredito que com o tempo o próprio mercado irá regular, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos, ou seja, é ir contra a ordem, remar neste retrocesso presenteado pelo STF.
kelly cristina de aquino  aquino , belo horizonte -MG - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:45:29
O mercado de trabalho para jornalistas formados e com diploma já está difícil, imagina agora, o que nos resta e termos esperanças que aqui no Brasil, quem sabe,as empresas jornalísticas adotem o mesmos critérios da Europa e Estados Unidos.
Rodrigo Ricardo Rodrigues dos Santos , Chapadinha-MA - servidor público
Enviado em 18/6/2009 às 09:42:58
Um advogado também é essencial à democracial, e nem por isso tal profissional prescinde de formação universitária. Absurda a decisão do STF que "errou por último".
Carolina  Oliveyra , Pouso Alegre-MG - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:31:09
“Ser jornalista é como ser um cozinheiro não precisa de diploma para mostrar que é bom”.Gilmar Mendes, relator e presidente da corte. Comparação infeliz, assim como a decisão do Supremo. Existe uma grande diferença entre o trabalho de um cozinheiro e de um jornalista, o primeiro trabalha com alimento e o jornalista com pessoas, que tem sentimentos. Trabalhar com pessoas, com o jornalismo é necessário um preparo. Ser jornalista não é só escrever matérias, fotografar e ter um bom relacionamento com as fontes é muito mais. É ter bom sendo, ser crítico, trabalhar com seriedade, saber improvisar, ouvir os dois lados e dizer sempre a verdade. Será que os “jornalistas” que não passaram pela universidade sabem disso? Sabem ouvir os dois lados? Conseguem desconfiar do que as fontes dizem? Acredito que não. Acredito também que mesmo com a decisão do STF, as empresas sérias de comunicação vão continuar contratando profissionais que possuem o diploma de jornalista, principalmente para não serem processados e para não precisarem pagar altas indenizações.
Marina  Dinizio , Goiania-GO - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:30:51
O engraçado foi que um dos argumentos usados para a derrubada da obrigatoriedade do diploma de jornalista, é que quem tem o diploma comete os mesmo erros de quem nao tem, agora, entao a partir de um argumento deste nenhuma profissao deveria ter obrigatoriedade do diploma, pois estao todos aptos a errar em qualquer uma delas.
Felipe Severo , Santa Maria-RS - Estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:30:24
O país deu um grande passo atrás. É inadmissível e totalmente contraditória a idéia de que tornando desnecessários todos os estudos sobre ética no jornalismo vai se alcançar maior liberdade de expressão! É claro que tal decisão só poderia vir de pessoas que nada entendem sobre o assunto, como claramento os são os ministros do STF!
Fernando Dias , SMO-SC - Acadêmico de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:26:59
Pela primeira vez senti vergonha de ser brasileiro e da ridícula justiça desse país. E o que é mais frustrante ainda, para mim que sou estudante de jornalismo, é ter que ler os comentários de sujeitos medíocres formados em qualquer coisa, ou não formados, assinarem como jornalistas. Isso definitivamente é um retrocesso social e quem perde é a sociedade. O ministro Gilmar Mendes beneficiou as empresas de comunicação do país deixando com que as mesmas definam o ingresso à profissão de jornalista, o que compromete em muito a qualidade das informações e beneficia as grandes mídias, que não tem interesse com a verdade e nem se preocupam com a sociedade, apenas pensam na questão financeira. Só não vê isso quem não quer. Agora sinceramente, um jardineiro culto que tenha um bom texto e que saiba criticar... Volta pra realidade meu senhor. Só poderia ser comentado por uma pessoa sem formação e sem diploma mesmo. Isso me recorda um pouco os tempos da ditadura, mas a classe dos jornalistas formados e conscientes do papel social que exercem, não vão baixar a cabeça diante dessa vergonha nacional, que é o exercício da profissão sem a exigência do diploma. E tenho dito.
Tatiane Sacramento , Salvador-BA - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 09:17:51
Agora se abrem duas categorias profissionais: Jornalistas diplomados e sem diploma. Aquilo que me faz estupire sao os argumentos para a queda do certificado de Jornalismo, em nível superior. Como pode "cidadaos"decidirem sobre algo que eles desconhecem? Me pergunto se o Supremo Tribunal de Justiça conhece a formaçao universitária em Jornalismo e o quanto ela é rica e importante. Daqui a uma meia-dúzia de anos veremos anuncios: "Curso técnico de jornalismo em um ano e você já sai encaminhado para o mercado de trabalho". Menos mal que o meu passaporte está em dia... vou ser cozinheira no exterior... [sic]
Vanda Viana , Serra-ES - esperança
Enviado em 18/6/2009 às 09:17:35
Como as impresas jornalisticas gosta de "COPIAR" as ORAPAS e os ISTEITES...é só contratar os bons Jornalistas FORMADOS...e continuam a não correr RISCOS...
Roges  Augusto Neri da Fonseca , Goiânia-GO - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 09:09:36
A decisão é um golpe pesado para a democracia. Acho que a discução agora será falta de qualificação profissional na área. Normalmente um profissinal passa quatro anos em uma cadeira de faculdade é não consegue abstrair de forma qualitativa o número de conteúdos necessários para a profissão_ entender a comunicação é um exercício complexo e que exige alto grau de raciocínio_ e sofre muito no mercado por ter que disputar vagas com jornalistas veteranos que por "prática e teoria" se tornaram mais qualificados. Agora, estes mesmos profissionais que lutaram durante quatro anos teram que disputar vagas_de poucos salários e muitas exigências_ com jardineiros, costureiros e etc... Calma ai, o que o Brasil irá ganhar com isto???? Em presidente da corte, Gilmar Mendes!!!
Mayara Lopes , Caçapava-SP - estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 09:03:21
Alberto Dines, concordo com você em relação ao diploma. Um jornalista não se faz apenas de talento, mas de forte base teórica passada pelas universidades. Não se acorda um dia jornalista, é preciso preparo! Nunca vou me esquecer das palavras da professora Eliane Freire no meu 1º ano do curso de jornalismo: "Vocês sairão daqui com uma cabeça completamente diferente em relação a forma de vero mundo e ver a mídia", e hoje entendo perfeitamente, talvez se não estivesse me formando não enxergasse tão claramente quão danosa é essa decisão para a sociedade e para o mundo da informação, que só receberá a cada dia profissionais mais despreparados e sucetíveis a manipulação e enfraquecidos como classe.
wagner oliveria , cascavel-PR - jornalista com diploma
Enviado em 18/6/2009 às 09:02:37
Querido Juliano, até entendo a sua indignação, mas dizer que qualquer um que tenha apenas um bom texto pode sim ser jornalista é demais né? ja que você nao passou pela faculdade de jornalismo entendo realmente o seu comentário, pois só quem passou pelos quatro anos de estudo pode entender realmente o que se aprende de etica em sala de aula... Abraços!!!!!!! a a e concordância verbal também se aprende em sala de aula...
Rafaele  SIlva , SJCAMPOS-SP - Jornalista?
Enviado em 18/6/2009 às 08:58:51
Estou sentindo um misto de evrgonha, frustração e indignação. Acebei de colar grau, há exatamente 3 meses e estou desfrutando da maravilha que é ou era ser jornalsita. Agora qualquer pessoa que acha que tem o dom das palavras pode exercer a função. Isso não vai dar certo.
Helen Dias , macaé-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 08:54:30
Nunca fiquei tão indignada!Essa decisão é a prova de que nem tudo que é decidido, o que eles aprovam ou não, funcionam na prática.Tenho certeza que uma emissora de Tv como a Globo, a Record e etc ou as Rádios vão exigir de seus profissionais diploma.Claro que nos meios de comunicação existe contribuição de diversos tipos de profissionais de outras aréas, mas para ser um jornalista de verdade é preciso gabarito que se consegue com diploma.Acho que essa decisão esta completamente fora da realidade.E outra, os jornalistas não estão expressando apenas opinião, eles não servem só para isso, o que eles fazem é correr atrás de pautas, notícias, reportagens, melhores formas de escrever e de levar a informação e etc.Entendem como funcionam as mais diversas formas de se comunicar, o que é comunicação de massa, o que não é, o que foi e o que será o futuro da comunicação.Um jornalista, tem que saber o que é comunicação para poder ser um profissional de fato.Não concordo em nenhum aspecto a questão da "inconstitucionalidade" no sentindo de que a exigencia do diploma fere a liberdade de expressão. Senhora Tais Gasparian, acho que ninguém está impedido de dizer o que pensa.Existem blogs, flogs, sites e etc que fornecem essa possibilidade a quem quer que seja.E jornalista não é só publicador de opinião, ele é muito mais.Leia mais sobre comunicação, acho q nem isso a senh. sabe o que é.
Nelson Felix , Aparecida de Goiânia-GO - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 08:51:38
A decisão do STF é, sem dúvida, insana. "Para expressar opinião não precisa ser jornalista". Até aí tudo bem. Mas, não é porque um cidadão tem uma opinião que ela precisa ser publicada em jornal, seja ele de mídia impressa, tv, web ou rádio. Se quer expressar sua opinião, reúna um grupo de amigos e monte uma discussão sobre o assunto. Para exercer profissão de jornalista tem sim que "ralar" nos bancos das universidades e faculdades. Não estou julgando aqueles que exercem profissão sem formação, mas um jornalista que se preze tem sim que passar por formação superior. Para os que já exercem a profissão e não são formados, passem pela universidade e serão ainda melhores.
Vinicius Braga , Rio Branco-AC - Jornalista (formado)
Enviado em 18/6/2009 às 08:47:40
Pelo que vi desses sofistas de toga argumentarem, poderia-se imaginar que agora seremos o país da plena liberdade de imprensa, pensamento, idéias etc. Até parece que era o diploma um empecilho à democratização dos meios de comunicação. Um comparou a atividade jornalismo à cozinha, outro, a "arte literária", e na certa mais bobagens devem ter sido alegadas. Ora, uma das coisas que caracteriza o jornalismo moderno é justamente o esforço tomar a atividade como passível de ser conduzida por uma técnica, conhecimento e afastar a produção da notícia do personalismo do autor. Esse último tem seu espaço no colunismo. Outro coisa a se lamentar é que o espaço acadêmico, apesar de seus problemas, ainda era um lugar de reflexão sobre o fazer jornalismo entre profissionais, pesquisadores e aspirantes à profissão. Ele não vai deixar existir, mas na certa será profundamente enfraquecido. Os novos jornaistas vão se "formar" pelos manuais de jornalões e praticamente ter como referência principal sobre o que implica sua atividade as políticas das empresas. É um viva à liberdade; de empresa.
Jair Viana Ribeiro , São José do Rio Preto-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 08:27:56
Discordo integralmente do grande Alberto Dines, de quem sou admirador. Onde está a lógica de que os jornalistas diplomados são mais responsáveis que os não diplomados? Ora, ética e responsabilidade não se encontram entrincheiradas na universidade.Comno jornalista não diplomado sempre atuei no jornalismo investigativo sem nunca ter sido processado. O Sindicato dos Jornalistas me denunciou formalmente por "exercício ilegal da profissão". Errou o Sindicato, aliás, formado só por jornalistas diplomados. A Justiça me absolveu ada acusação. Irresponsáveis esses diplomados do Sindicato, não?
MArcela Prado Carvalho , Aracaju-SE - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 07:09:28
Ontem senti uma mistura de frustração, decepção. Estou no último período do curso de jornalismo e senti profundamente esse golpe contra o jornalismo.
Eduardo  Miranda , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista (?)
Enviado em 18/6/2009 às 03:33:14
Tá certíssimo, Dines. Eu já coloquei meu diploma à venda. O último que sair apaga a luz.
Ramon Ribeiro , Natal-RN - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 03:09:44
Dines, você sempre bem informado, de boa retórica, e lhe faltou argumentos para contestar a decisão do STF. Talvez aí pro Sul os jornalistas diplomados realmente não sejam abusivos e irresponsáveis. O que na verdade nem acredito. Mas voltando. Aqui na parte de cima do país, se vê outra realidade. Os jornalistas formados fazem muitas besteiras. Por sinal, muitos são jornalistas. Há muitos competentes, tenho que declarar, mas mesmo assim, o fato ainda é que um diploma em jornalismo não garante boa qualidade, responsabilidade, ética, valores, e outras importâncias. Não sou a favor do diploma, mas sou a favor de uma formação acadêmica. Estudo e acredito que aqui na academia eu terei mais oportunidades de me qualificar. E outra coisa. Tu citou o exemplo dos EUA. Cara, tem melhor exemplo contra a tua opinião do que esse. Como tu disse, lá na gringa, a não obrigatoriedade do diploma não impediu que as empresas jornalísticas preferissem os diplomados.
Juliano Nunes , São Paulo-SP - Jornalista sem diploma
Enviado em 18/6/2009 às 03:08:22
"Nas escolas de jornalismo os futuros profissionais são treinados por professores de ética e legislação e sabem perfeitamente até onde podem ir." Esse é um argumento leviano. Aqui cabem aspas em "escolas" e em "futuros profissionais". Em "escolas" porque não se ensina ética (com a legislação se pode até contar, por ser algo escrito de modo a haver o menor número de interpretações) nos cursos superiores de jornalismo. O que se ensina - na verdade, se impõe - é a opinião, muitas vezes, deturpada de um professor. "Treinamento"? Ora, a grande maioria dos "futuros profissionais" saem e sairão da faculdade com o todo-poderoso diploma e uma opinião formada sobre o que é ética e de até onde podem ir. A ética é essencialmente derivada da moral. E moral não se ensina. Até onde se pode ir é um termo subjetivo, inerente ao jornalismo. Quem fala tem que ser responsável pelo que falou, jornalista ou não. Não é um diploma ou uma faculdade que determinarão tal coisa. Moral é *saber* o que é certo e errado. Um jardineiro que saiba diferenciar um de outro, seja culto, tenha um bom texto e saiba criticar pode, sim, exercer o jornalismo. Mesmo porque qualquer pessoa, formada ou não, que vá trabalhar em uma empresa jornalística e não tenha qualquer uma destas qualidade não durará nem uma semana no emprego. Jornalismo não é profissão. É vocação. E vocação - ainda - não precisa de diploma.
Andrêzza Castro , Boa Vista-RR - Jornalista ???
Enviado em 18/6/2009 às 02:50:27
Resta agora saber quantos egressos do ensino médio optarão pelo curso de Comunicação Social - Hab. Jornalismo quando forem prestar vestibular.
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