ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 542 - 16/6/2009
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DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Oito contra oitenta mil
Oito contra 180 milhões  

Por Fenaj em 19/6/2009

Perplexos e indignados os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil. Contrariando todas as expectativas da categoria e a opinião de grande parte da sociedade, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, nesta quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Outros sete ministros acompanharam o voto do relator. Perde a categoria dos jornalistas e perdem também os 180 milhões de brasileiros, que não podem prescindir da informação de qualidade para o exercício de sua cidadania.

A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país. A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira. Ao contrário do que querem fazer crer, a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem aos interesses da sociedade. A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas.

O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão. Desrespeitosamente, joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.

O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não ter conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social. Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), como entidade de representação máxima dos jornalistas brasileiros, esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão. Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.

Igualmente, a FENAJ esclarece que a profissão de jornalista está consolidada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. No caso brasileiro, a categoria mantém suas conquistas históricas, como os pisos salariais, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo. Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo vão seguir capacitando os futuros profissionais e, certamente, continuarão a ser a porta de entrada na profissão para a grande maioria dos jovens brasileiros que sonham em se tornar jornalistas.

A FENAJ assume o compromisso público de seguir lutando em defesa da regulamentação da profissão e da qualificação do jornalismo. Assegura a todos os jornalistas em atuação no Brasil que tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.

Neste momento crítico, a FENAJ conclama toda a categoria a mobilizar-se em torno dos Sindicatos. Somente a nossa organização coletiva, dentro das entidades sindicais, pode fazer frente a ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas. Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade, em especial os estudantes de jornalismo, que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista.

Somos 80 mil jornalistas brasileiros. Milhares de profissionais que, somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o jornalismo.

Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais este golpe!

Comentários (34)
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Eduardo  Marques , Belém -PA - Jornalista
Enviado em 22/6/2009 às 10:26:27
É claro que no estado democrático de direito todas as opiniões devem ser consideradas e respietadas. Mas, aqui, vejo um bando de jornalistas com visieira de burro, olhando só em uma direção e falando pela emoção. A questão do diploma trata de "DIREITO ABSOLUTO" que é garantido na constituição de 1988 que simplesmente, não recepciona o entulho autoritário do AI-5. Somente um Jornalista brasileiro falou sobre isso. William Waack, no jornal da globo. O restante, tenho percebido uma carga emocional e uma parcialidade bairrista, que não deveria ser comum aos jornalistas diplomados. O Brasil daria um passo vergonhoso e graças ao STF caminhamos para frente, por conta desssa decisão história contra a reserva de mercado e a limitação da liberdade de expessão. Nesse primeiro momento, senhores diplomados, deixem a dor de lado e vamos analisar o fato como o deve ser. Avaliando a realidade e ouvindo os dois lados. o STF apenas referendou o que já vem acontecendo na prática. Quem não conhece pelo menos um profissional, não formado em jornalismo, exercendo a profissão ?. Acho que agora é o momento certo para o jornalismo brasileiro crescer de verdade. que venha um novo jornalismo. sem medo, sem leis, sem reservas de mercado e sem as mordaças transparentes dos sindicatos.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 22/6/2009 às 10:06:53
Fábio Luis, só uma coisinha, eu sou a primeira a apontar a falta de ética na minha profissão. E, independentemente, daposição dos jornalões, sou contra diploma para jornalista, aliás, tb o sou, para advogados. No caso do jornalismo, a coisa complica, na medida em que, para se fazer circular, por um quarteirão, um jornalzinho com receitas da titia, eu preciso deum jornalista, reponsável e isso é bizarrice pq a livre manifestação está assegurada. Então filho, relaxe, que o fim da exigência do diploma não é para atrapalhar vcs e sim,para adiantar os outros. Só pra lembrar, advogados não podem advogar NEM COM DIPLOMA!!!! Qto a Gilmar Mendes, concordo com vc,em gênero,número e grau, mas,infelizmente, como disse Joaquim Barbosa, " O Sr. não está nas ruas, está na mídia!"
merielen monteiro , macaé-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 22/6/2009 às 09:25:46
Adorei Fenaj!Até que fim um artigo defendendo os diplomada nesse site. Ao meu ver, jornalista é quem ralou muito numa faculdade.Essa galera, que se nomeia jornalista, por "experiencia" não é jornalista.Porque durante tantos anos nao procurou uma faculdade?Pode um médico ser médico sem diploma?Sem experiencia?Acredito que um deve complementar o outro, um sem o outro não valem de nada.Mas sem dúvida alguma, se o que já era ruim, agora certamente vai piorar.Adorei Carlos Gabriel seu comentário.Concordo plenamente.
João  Drummond , Sete lagoas-MG - Autonomo
Enviado em 22/6/2009 às 09:11:36
Quem crê na importancia do diploma que corra atrás do seu e depois vá para o mercado. Tentar eliminar concorrencia com o canudo é falta de confiança e seu taco e no canudo.
Fabio Luis , Passo Fundio-RS - Jornalista
Enviado em 22/6/2009 às 09:07:01
Cara Cristiana Castro. Como seus colegas do STF, você coloca todos os profissionais na mesma bandeja, mistura os grandes jornalões que manipulam o país com as dezenas de milhares de empresas em todo o Brasil que exercem um jornalismo para a comunidade todos os dias. No seu Rio de Janeiro, esquece dos milhares de profissionais que nãio trabalham sob as ordens dos jornalões poderosos. E lembre que os jornalões poderosos que você cita como exemplo de manipulação foram aqueles que buscaram essa desregulamentação. Você, tão letrada e versada nesses fatos, não estranha isso? E sobre ética na profissão, a sua, convenhamos, é a menos indicada para servir de base para isso, certo - colegas seus que defendem criminosos e exclamam em público sua inocência ou mesmo seus colega Gilmar Mendes são os últimos exemplos passíveis para o que você conclama de ética profissional. Comemoram aqueles que eram incomodados pelas denúncias nos últimos anos. O poder, aquele lá de cima, conseguiu enfraquecer a única classe que os estava incomodando, e ainda abriu as portas para que eles próprios possam usar do alcance da imprensa quando bem entenderem. lamentável, tanto sua posição quanto a decisão. No interior desse Brasil, encontrará empresários de alcance curto contratando o zé da esquina, que escreve bem e só cobra 200 reais, no lugar de profissionais. E você comemora isso...
Patrícia  Casali , Rondonópolis -Mt - Jornalista diplomada
Enviado em 21/6/2009 às 20:07:07
Considero um retrocesso a resolução do STF porque entendo que qualquer debate a respeito de qualquer tema, seja ele qual for, pode mudar pensamentos, estruturas e paradigmas, mas dizer que de nada vale uma faculdade de jornalismo é um absurdo, porque é ali que acontecem as discussões para a melhoria do processo de comunicação. E quem nunca cursou uma faculdade, vai ser contra mesmo, porque não CONHECE O PROCESSO. O STF deu seu voto contra a educação, contra a informação e contra a democracia. Votou pelos poderosos e para a perpetuação de um sistema ditatorial, nada democrático, embora aparentemente deixe transparecer o contrário. Quem viver verá. A coisa é muito mais grave do que a questão sobre o diploma em si, está em debate a formação de quem vai trabalhar com a informação.
Ricardo  Ribas , Unaí-MG - Jornalista diplomado
Enviado em 21/6/2009 às 19:56:55
Os homens de preto (alheios à realidade) declaram a guerra nas redações. As trincheiras já estão montadas. Jornalistas com diploma contra jornalistas sem diploma. Que excrecência!!!!
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 21/6/2009 às 18:50:32
( cont. ) tentando transformar a eleição no Irã em uma melhor de três. Já vimos isso acontecer, qtas vezes? Quantas vezes, somos obrigados a engolir toda essa choradeira de burguês perdedor e a tentativa de manupulação da opinião pública? Nem qdo colocada na berlinda, a nossa mídia consegue fazer cair a ficha, isso é vício de impunidade, isso é a certeza de que,mais cedo ou mais tarde, a gente faz a cabeça dos Hommers. Vão precisar muito mais que um diploma para isso.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 21/6/2009 às 18:44:06
Vá entender essa turma... " Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais esse golpe! " Mas quem foi mesmo que deu os outros golpes? Quem é mesmo que usa a tal liberdade de expressão para derrubar governos dentro e fora do País? Há quarenta anos quem dá golpe por aqui são os jornalões e até parece que estamos contando alguma novidade. O que os jornalões fazem aqui é dar palpite, pitaco, testar hipóteses, assassinar reputações, enfim, manupular a seu bel prazer e de acordo com seus interesses. E, para isso, convenhamos, ninguém precisa de diploma nenhum. Então qual é a questão? O que querem, AGORA, os jornalistas que aqui postam, indignados e que antes pareciam tão a vontade e tão certos de sua impunidade perante a sociedade que pagou e vem pagando pela sua irresponsabilidade a peso de ouro? Pois bem, como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, os Barões da mídia estão a salvo e os seus empregados pagam o pato, fiquem calmos, não vão morrer, afinal, a sociedade que sempre pagou muito caro, eu repito, pela falta de ética e irresponsabilidade dos jornalistas, está mais viva do que nunca. A gente aprendeu, vcs aprenderão tb. A sociedade e o STF não confundiram nada, quem confundiu tudo foi a imprensa, que se escondendo atrás da tal liberdade de expressão, usou, durante décadas, um país a seu favor. E continua, é só ver nossa mídia ética e responsável, (cont.)
eduardo lettieri , sp-SP - free
Enviado em 20/6/2009 às 18:38:09
Oitenta mil CONTRA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL!
Guto  Jimenez , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista / fotógrafo / locutor
Enviado em 20/6/2009 às 17:40:38
Isso só pode ser uma peça de (má) ficção, e não um comunicado que tem a pretensão de representar toda uma classe. Que vergonha escrever algo como "a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa"! Que bizarro defender que a decisão do STF é "uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas"! Não é à toa que o texto é apócrifo, dado o caráter acéfalo de quem quer que o tenha escrito... Liberdade de imprensa é não cercear o direito à informação em primeiro lugar, não só em relação ao destino como também no que diz respeito à origem. FENAJ: 1968 já acabou faz tempo. Saiam da era das rotativas e entrem logo no século 21 de uma vez por todas, os novos tempos de informação em tempo real. Como diz o povo nas ruas: fala sério, FENAJ!
Geussiane Francelino , Cabo Frio-RJ - Estante de jornalismo
Enviado em 20/6/2009 às 09:53:31
È realmente podemos afirmar que o STF é leigo em comunicação social. Continuaremos na luta pela democracia, porque isso é um problema democrático sim. Vejo com tudo isso uma oportunidade de ser uma destaque no mercado, de mostrar com um trabalho sério e de qualidade que a teoria e ciencia são essenciais na bagagem jornalística.
Haroldo M. Cunha , São Gonçalo-RJ - Gestor Social
Enviado em 20/6/2009 às 03:27:20
Não sou jornalista, não tenho mínima vontade de ser, quase nunca leio jornais, me dá azia, esse debate é impróprio, pois o que se pede (pelo eu peço) é ética. Seja com ou sem diploma, quero é voltar a ler jornais, ter confiança na matéria veiculada. Os jornalistas (até entendo as razões de muitos) são hoje sabujos do todo poderoso mercado, perderam a dignidade, o poder de informar. Eu não defendo o diploma pelo diploma, mas qualquer um que assinar uma matéria jornalística tem que ter um código de ética o regulando. CF? Ninguém respeita! Ao menos um curso de extensão. E não se fala em hipótese alguma em cerceamento de liberdade, pois essa está assegurada a qualquer um que se habilite a escrever uma coluna, pois isso não é jornalismo, é opinião. Jornalista é a pessoa que respeita o leitor e não faz juízo de valor, sebe usar das técnicas investigativas (não policiais, quero ser claro), busca o furo e não fica buscando esse "furo" nos assessores de imprensa. Cara, Tim Lopes de a vida à toa, por favor senhores, respeitem sua memória.
Alexandre Pastre , Andradas-MG - Contabilista
Enviado em 19/6/2009 às 22:55:41
Não é fácil perder um privilégio assinado na ditadura, especialmente quando se faz dele um ponto de vendas em plena Era da Informação. O fim da exigência valorizará a profissão e não o contrário, já que para sobressair a "formação" nas paredes das universidades terá que ser diferenciada, restrita atualmente a poucas instituições. O próprio mercado seleciona em qual teta se pode mamar.
cristiano  vieira machado , belo horizonte-MG - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 21:04:12
Amigo, seria simples dizer que é uma vergonha, mas tudo o esses oito senhores fizeram com o jornalismo é humilhante e concordando com vc sem conhecimento da profissão. Tenho vinte três anos de televisão e só após fazer a minha universidade de jornalismo pude compreender que por mais que o dia a dia da profissão aperfeiçoa o profissional, a cadeira e a mesa de uma escola é e sempre será mais importante do que conhecer apenas um lado da moeda.
Antonio  Nelson , Salçvador-BA - Estudante de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 20:24:53
Colei e publiquei no meu blog: www.sentinelasdaliberdade.blogspot.com
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista sem-diploma
Enviado em 19/6/2009 às 18:23:47
Cara Ilda, quis ser jornalista sim, e não professor ou pesquisador em História. E não quis faze a graduação em Jornalismo porque, francamente, não percebi em que a graduação poderia me acrescentar em termos de realizsar um trabalho bem feito, de acordo com preceitos éticos e com qualidade na informação. Milito no rádio, colaboro com jornais locais e, eventualmente, apresento programas na tv local. A sua fixação na graduação para o exercício do jornalismo só confirma a minha opinião sobre jornalistas que, como você, se apegam a velha tradição bacharelesca ibérica que, infelizmente, herdamos.
Ilda  Nogueira , BH-MG - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 18:07:17
Washington Ferreira, realmente não tenho dúvida mais sobre suas intenções. Intolerância? “Agora, se este monte de chorões diplomados não vão conseguir concorrer com esse "bando de analfabetos" que, teoricamente, irão ocupar suas vagas, então vão plantar batatas!”. Por essa afirmação, digo e reafirmo, que será mesmo penoso conviver com pessoas com esse tipo de mentalidade. Você deve prestar atenção nas suas falas. Que pena que com 20 de profissão você não tenha aprendido a ser ‘coerente’ com suas afirmações. Se quisesse ser jornalista, que fizesse a graduação, mas você optou por cortar o caminho. E hoje, a sua ação foi regulamentada pela Justiça. Acredito na formação plena. Ao contrário de você que parece perceber a graduação como um item de prateleira de supermercado ou loja de elétricos. Sabe, nos meus quatro anos de faculdade aprendi, cresci, construí pilares de boa estrutura que não serão quebrados por uma decisão do STF. E como diz as Santas Escrituras: Não devemos jogar pérola aos porcos. Portanto, seria grande perda de tempo tentar explicar essas coisas, tão sutis e nobres para um pensamento tão vulgar - como este que você tenta estabelecer.
Carlos Henrique Costa , BH-MG - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 17:46:17
Essas pessoas que são contra diploma de jornalista devem ser sócias de empresas de mídia, não é possível acreditar em opiniões tão sórdidas e mesquinhas. Em um País em que a grande deficiência está na educação, togados do STF acabam contribuindo com esse problema. Precisamos valorizar todas as profissões: as de ensino superior, técnicas etc... Isso sim é a verdadeira democracia e a verdadeira chave de transformação social.
Wenel Anastacio Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 19/6/2009 às 17:42:29
Senhores; Finalmente caiu a ficha! A gritaria era: Abaixo o entulho da ditadura que era a lei de imprensa. Agora vem a derrubada da obrigatoriedade do diploma. Então pergunto: Qual será a próxima? Ouso dizer, e até provocar. Será que o feitiço não virou contra o feiticeiro? Precisamos urgente abir a caixa preta da mídia! Mas será que os graduados e não graduados, irão aderir? Nunca quiseram. Agora não adianta chorar sobre o leite derramado. Aos jornalista sérios, meus respeitos. Aos "prostitutos/mercenários" da profissão meus sentimentos
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista sem-diploma
Enviado em 19/6/2009 às 17:08:35
O argumento dos diplomados de quanto lhes "custou" o diploma dá a entender que não procuravam uma capacitação para o exercício da profissão ao cursarem Comunicação Social. Parece que, na realidade, quiseram comprar um diploma em suaves prestações e agora querem o seu dinheiro de volta. Cara Ilda Nogueira, realmente em 2007 já me considerava um jornalista: primeiro, porque em setembro deste ano completo 20 anos de atividade profissional e, segundo, porque uma liminar do STF já me garantia esse direito. Quanto ao meu diploma de História, não o consegui de graça, apesar de ter cursado uma universidade pública. E para me tornar um jornalista gasto uma boa grana em livros e revistas especializadas, além de ser um atento pesquisador da internet, onde dedico boa parte do meu tempo. Quanto ao dom, que você diz ser uma besteira, prefiro usar a palavra TALENTO, que é o que diferencia realmente o jornalista do pseudo-jornalista. E isso não se aprende em faculdades, já nasce com a gente. Sobre a sua manifestação de desprazer em ter que conviver com os sem-diploma, posso dizer apenas que a recíproca é verdadeira. É tristre ter como colegas de profissão gente eivada de intolerância e, principalmente, da tradição bacharelesca, que impera no Brasil desde os idos coloniais, onde há a substituição do conteúdo pela forma (o conhecimento pelo diploma).
José Roberto Antonio , Guarulhos-SP - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 16:51:53
Mandei uma análise sobre os comentários absurdos feitos no site Conversa Afiada por Paulo Henrique Amorim, que tascou no título do seu artigo Saiu a Lei Áurea do Jornalismo, comemorando a decisão do STF, e para surpresa ela foi vetada. Outra análise, o site publicou com cortes nas críticas que fiz ao pensamento do autor. Que Lei Áurea é essa? Pensem: como o fim da exigência do diploma pode acabar com este tipo de censura? Qual é a liberdade de expressão, sem liberdade de empresa? Com ou sem diploma, os velhos coronéis da mídia e os novos dos sites e blogs vão continuar mandando. Ninguém quer democracia na imprensa. O fim do diploma, com este pretexto, não se sustenta e é apenas a maneira rápida de precarizar as relações de trabalho e aviltar salários. Foi uma vingança odiosa de Gilmar Mendes contra os jornalistas, atendendo os poderosos da mídia. Seu parecer revela nas entrelinhas este ódio. Precisamos é veículos públicos, não estatais, para democratizar a comunicação, e rever o modelo de concessões para rádio e tv.
Juliano Camargo camargo , Florianopolis-SC - profissional desregulamentado
Enviado em 19/6/2009 às 16:18:54
Oito contra oitenta mil e Oitenta mil contra 180 milhões. Chega de corporativismo no Brasil.
Luiz Henrique Quemel , Belém-PA - Jornalista Não-Depromado
Enviado em 19/6/2009 às 16:08:29
É esse tipo de pensamento tacanho que também quer regulamentar as carreiras de informática. Fica a dúvida: um engenheiro de sistemas deve ser registrado no CREA ou no CREU (Conselho Regional de Enformática Unida)?
Carlos Gabriel  Santana Dusse , Belo Horizonte-MG - jornalista com diploma
Enviado em 19/6/2009 às 16:06:44
Um dos direitos fundamentais implícitos, mas reconhecido, pela Constituição Federal de 1988 é o da supremacia o interesse público sobre o privado. Creio que este princípio será violado de agora em diante devido à extinção da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Com a decisão do STF, fica à cargo dos patrões determinar quem trabalha ou não nas redações. Caríssimos, respondam-me: quem são os patrões dos jornalistas, sobretudo os que trabalham em rádios? Os POLÍTICOS. Tenham certeza de que, no ano que vem, centenas de deputados estaduais e federais serão eleitos por causa da força de reportagens "imparciais" que serão redigidas por jornalistas sem diploma e sem ética. O interesse público (formação das Assembléias Legislativas e da Câmara dos deputados) foi posto abaixo do interesse privado. Sei que o jornalismo marrom sempre existiu, mas a Fenaj (e outras associações da classe) sempre lutaram para que ele fosse extinto. Agora, sinceramente não acho possível que essa luta contra a má qualidade da informação seja vencida. No entanto, a decisão do STF já foi tomada e não cabe recurso. Não sei se a liberdade de expressão é uma cláusula pétrea da constituição (ou seja, que não pode ser alterada). Se assim for, teremos que esperar anos até seja votada uma nova constituição. E aí teremos que ter lábia para convencer nossos políticos a abrirem mão de um presente que o STF lhes deu.
Jorge Fernando dos Santos , Belo Horizonte-MG - jornlaista e escritor
Enviado em 19/6/2009 às 14:59:39
O país precisa democratizar o supremo, fazendo seus juízes serem escolhidos por concurso público e não mais nomeados por quem quer que seja. Dizer que o artigo 972/69 vai contra a Constituição de 1988 e ignorar que esta já está caduca e que o próprio presidente Lula se comprometeu em fazer uma nova Assembléia Constituinte. Pena que somos um país sem memória. Republiqueta de bananas e os bananas somos nós, jornalistas, que nos desmobilizamos e ainda fazemos o jogo dos patrões. Para este, imprensa é dinheiro e não informação a serviço da cidadania.
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista sem-diploma
Enviado em 19/6/2009 às 14:56:30
Os apelos à mobilização "pró-diploma" me lembram o movimento "Cansei", aquele que foi sem ter sido. Aliás, o panfletarismo contido na última frase, e de modo geral em todo o texto da FENAJ soa ridículo e absolutamente anacrônico. Aliás, dos 80 mil jornalistas em todo o País, seria bom que a FENAJ dissesse quantos são filiados à entidade e, principalmente, quantos participam efetivamente da eleição da diretoria. Quanto a afirmar que a opinião de grande parte da sociedade é favorável ao diploma, francamente... Basta ler os comentários aqui postados e "n" artigos, de jornalistas e não-jornalistas, já publicados neste OI. É como escrevi mais abaixo, os "jornalistas" da FENAJ querem eliminar o contraditório do debate jornalístico.
Ilda Nogueira , BH-MG - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 14:54:11
Washington, mesmo antes da decisão de quarta o senhor já se acha um jornalista, conforme comentários neste OI (Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista Enviado em 25/8/2007 às 10:28:04 AM -Será que vale a pena jogar a credibilidade pelo ralo por um punhado de dólares?). Parabéns para você que conseguiu seu diploma de graça – sem custo de tempo, dedicação dentre outras coisas que as pessoas sérias buscam fazer – e como dizem os defensores: você deve ter o dom ou qualquer outra besteira do tipo. Aos colegas de profissão – digo, os graduados e éticos – são com essas pessoas que teremos que conviver de agora para frente. Lamentável.
Betina Alonso , São Paulo-SP - Estudante
Enviado em 19/6/2009 às 13:58:07
Grande parte da sociedade? Até em redações tenho visto apoio à decisão do Supremo. Em países com mídia bem estabelecida a prática do jornalismo é aberta a todos, e não afeta a competência da profissão. Ter alguém especializado no assunto sobre o qual reporta é infinitamente melhor do que alguém que só sabe reportar - coisa que aliás, aprende-se na prática. Muito pior ter gente que aprende economia enquanto já está escrevendo sobre o assunto.
Fernando Dias , smo-SC - MARCHA NACIONAL DE ESTUDANTES DE JORNALISMO PARA INVADIR BRASÍLIA
Enviado em 19/6/2009 às 13:34:36
ATENÇÃO! Estudantes de Jornalismo de todo o Brasil e Jornalistas formados. Vamos organizar uma MARCHA NACIONAL DE ESTUDANTES DE JORNALISMO PARA INVADIR BRASÍLIA, para ir ao supremo e conversar com os magistrados. Porque a partir de agora nós também podemos organizar um movimento nacional para extinção do diploma de Direito. O curso de Direito é um curso teórico, pode ser feito em casa, então também não precisa de diploma. Vamos ser capa da VEJA, vamos ser manchete no Jornal Nacional, não podemos nos calar, temos de agir e unir forças. Isso não pode ficar assim. O MUNDO precisa ficar sabendo. O Brasil é o primeiro país do mundo que RETIRA A LEGALIDADE de um diploma universitário. E ainda querem falar de Chaves e Fidel. VAMOS NOS AGILIZAR e lutar por nossos direitos! - - Agradecimentos a Luiz Carlos Prates.
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista sem-diploma
Enviado em 19/6/2009 às 13:05:50
A FENAJ, historicamente, desqualificou os argumentos dos defensores da não-obrigatoriedade do diploma. Isso quando acatava esses argumentos. De um tempo para cá, pelo menos em seu site, simplesmente interditou o debate, recusando-se a veicular uma única opinião sequer favorável a não-obrigatoriedade. Esquece-se que é uma entidade de jornalistas e, como tal, deveria permitir o contraditório em seus debates. Oui seja, a entidade máxima dos jornalistas não segue os princípios básicos da atividade jornalística. Agora, se este monte de chorões diplomados não vão conseguir concorrer com esse "bando de analfabetos" que, teoricamente, irão ocupar suas vagas, então vão plantar batatas!
Camila Costa , Teresina-PI - estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 12:46:43
Que comentários deprimentes! Se o país tinha não-jornalistas nas redações e havia regulamentação o ideal seria proibir que os inabilitados [para um profissão que requer SIM capacitação] exerçam-na, não é?! E não permitir que qualquer frustrado ou sem rumo ocupe postos de pessoas qualificadas... Lamentável!!! Nuca ouvi dizer que EDUCAÇÃO e ESTUDO são desnecessários!!! Haja retrocesso...
Thanius Sarchis , Juiz de Fora-MG - Estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 12:32:05
Será que ninguém enxerga que essa "obrigatoriedade do diploma" foi sempre pra inglês ver? Não jornalistas sempre povoaram as redações. Agora isso só se torna oficial. Na prática, pouca coisa vai mudar. Não há razão para lamentações. Os problemas que virão com a extinção da exigência do diploma, não são maiores dos que existiam com a sua obrigatoriedade.
Ibsen  Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 19/6/2009 às 12:28:07
FENAJ, não seja corporativista. Há um enorme número de jornalistas contrários a exigência do diploma e falaciosa a informação de que a sociedade civil apóia a exigência do diploma. Como pode uma dizer-se democrática se acusa de golpe uma decisão tomada pela mais alta corte judiciária. Golpe e antidemocrático seria questionar uma decisão da justiça, não acha? A decisão não desqulifica a profissão, simplesmente democratiza seu exercício ao definir a competência e não o diploma como parâmetro de avaliação do profissional.
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