ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 542 - 16/6/2009
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DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Uma sucessão de equívocos

Por Alberto Dines em 19/6/2009

Convém prestar a atenção a estas frases, escritas em bom português há 200 anos. "O indivíduo que abrange o bem geral de uma sociedade vem a ser o membro mais distinto dela. As luzes que espalha tiram das trevas ou da ilusão aqueles que a ignorância precipitou no labirinto da apatia, da inépcia e do engano. Ninguém mais útil do que aquele que se destina a mostrar com evidência os acontecimentos do presente e desenvolver as sombras do futuro. Tal tem sido o trabalho dos redatores das folhas públicas."

Explica-se: redatores das folhas públicas são os jornalistas e quem escreveu esta profissão de fé do jornalismo brasileiro foi o seu patrono, Hipólito da Costa, em 1808. Os oito ministros do STF que na quarta-feira declararam extinta a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo não o reconhecem como profissão específica porque desconhecem este texto lapidar. E o desconhecem porque nunca foi publicado num grande jornal.

No ano passado, quando deveríamos rememorar e festejar juntos os 200 anos da fundação de uma imprensa livre, sem censura, os senhores de engenho da informação embargaram nossa festa.

O sequestro de tão importante página de nossa história foi, porventura, perpetrado pelos diplomados em jornalismo? A camisa de força foi imposta à nossa sociedade pelos jornalistas que acreditam na especificidade da sua profissão?

O chefe do Executivo novamente acusou a imprensa de denuncista. Seu aliado, o chefe do Legislativo, denuncia os "setores radicais da mídia" como responsáveis por desvendar a clandestinidade e a ilegalidade que imperam no Senado. E o chefe do Judiciário compara jornalistas a... chefes de cozinha.

Na Dinamarca havia algo de podre, no Brasil estamos apenas diante de uma formidável sucessão de equívocos.

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Comentários (49)
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Lùcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTb/RS 7142
Enviado em 23/6/2009 às 21:10:35
Publiquem por favor. Correção: o senhor não traiu seus colegas com ou sem diploma. Faltou um "não": "(...)Não mudou de lado porque não tinha diploma, e [ ] traiu seu colegas jornalistas e articulistas, com ou sem diploma." O assunto é pesado. Desculpe-me, sim? Aproveito para comentar que o ensino de Jornalismo entrou em crise, como tudo neste país. Como não notar isto, e não criticar? Mas não se deve chegar ao ponto de dizer que TODOS que não possuem diploma de Jornalismo vão levantar o nosso País desta indigência educativa e cultural! Todos tem um pouco de culpa, nem que seja por omissão. Governantes, MEC, SEC (federais e estaduais), e inclusive pais. Os professores? Estão, do fundamental ao médio, e até de superiores particulares, em sua maioria, trabalhando sob tratamento - estão com síndrome de Burnout - sofrimento pelas circunstâncias que lhes escapam (algo como queima interna" - ansiedade, etc.). Para mim, verdadeiros heróis... Que Deus os proteja e os fortaleça em suas missões "quase impossíveis"... Professores, que creem em um Criador peçam por nós. Acreditem: jornalistas sempre gostaram e gostam de professores. Sofremos juntos. Desde sempre. Confiram a contradição contra o fim da obrigatoriedade do nosso diploma em http://www.cnpq.br/areasconhecimento/6.htm. "Ciências Sociais Aplicadas-Direito, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, etc.). Falem à Fenaj, ABI, ou OAB.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 20:04:39
Como é fácil caro e estimado jornalista Alberto Dines atirar pedra no telhado dos outros, quando o seu é de vidro. Àqueles que fora da área dizem que não precisam de jornalistas (o que contraria o editorial apresentado há duzentos anos, em editorial de Hipólito da Costa, em 1808, patrono da imprensa brasileira), esquecem que se, hipoteticamente morrerem todos os jornalistas vocês não terão a quem acudir. Ninguém mesmo! Nem Congresso, nem Senado, nem poder Executivo, Judiciário e outras instituições públicas de apoio. Há uma razão: o Brasil é corrupto por natureza e sem senso de cidadania (revejam o filme Roby Roy, com Liam Neeson). Aquilo sim é que é caráter. Até a mulher dele (que fibra!) chega a condená-lo (mas se arrepende depois) porque ele levaria a sério demais os "donos da terra. Acho que se passa na Grã-Bretanha, no final do séc.XVII). Caro Alberto Dines não descanse, não ouça esta cantilena de fracassados em suas áreas, sim? O sr. foi jornalista quando ainda eram incipientes os cursos de Jornalismo. Ou seja: escrevia, e muito bem, tinha uma visão aguda sobre o que prejudicava o país antes da ditadura e depois dela. Não mudou de lado porque não tinha diploma, e traiu seu colegas jornalistas e articulistas, com ou sem diploma. Hoje a traição vem dos oito do STF, de alguns oportunistas dos anos 80, que passaram a ser apoiados por outros oportunistas dos anos 2000.
José Ayres Lopes , São Paulo-SP - Sociólogo
Enviado em 22/6/2009 às 20:14:25
Pra que diploma? Na Folha jornalista é uma mosca! Zzzzz...
Lindemberg  Rocha , São Paulo-SP - Estudante
Enviado em 22/6/2009 às 17:57:24
Vejo analises toscas sobre a importância do diploma. Opiniões restritas ao obvio da utopia jornalística. O que de fato ocorre nesse momento é um embate trabalhista (patrão/empregado). Não veem que a classe dos jornalistas que é: desorganizada, desunida e subalterna aos patrões, agora com essa decisão só agravará a situação de subserviência da maioria dos jornalistas, frente aos mandos dos donos dos meios de comunicação (meia dúzia de empresas, aliás, isso sim é falta de liberdade de expressão!). Fico triste ver jornalistas de gabarito (Bucci) falar sobre liberdade de expressão, sabendo o problema Oligárquico existente, que me leva pensar numa postura do “comodista privilegiado”. O que vejo de real nessa estória é mais uma vez, uma classe patronal sufocando seus subalternos. Área (comunicação) fundamental para estruturarmos a participação da sociedade sobre os rumos do país. Isto só ocorrerá por mãos de jornalistas independentes e organizados. Questões que, no momento o empresariado elitista (covarde e reacionário) se encarregou de dar cabo. Por favor, discutam de fato o problema!
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 22/6/2009 às 13:02:38
Max, não tenho certeza de que para o Supremo cargo haja necessidade apenas de "notável saber jurídico e reputação ilibada". Sei que para muitos cargos do judiciário é esse o requisito, mas para o Supremo realmente não sei. Concordo plenamente com você e, pelo bate boca que presenciamos tempos atrás entre os de reputação ilibada, creio que nem isso seria mais um requisito..
Pavel Andreiewich Checov , São Paulo-SP - Analista
Enviado em 22/6/2009 às 10:14:00
Parabéns ao STF! Como muitos, eu estou realmente cansado dessa falácia de diplomados. Diploma não é significado de verdade, e os jornalistas acham que é. Assim como tantos outros diplomados de tantas outras profissões. Ora, o dploma não prova o bom profissional, só prova que o indivíduo colou bem na universidade. Vejam os tantos futuros "diplomados" pelas faculdades afora: só sabem encher a cara em barzinhos, provocar arruaça, atrapalhar os outros com barulho, e atrapalhar o trânsito com seus carros em fila dupla. Depois que terminam o curso, se acham os donos da verdade. EU sou diplomado, e nem por isso me acho melhor que ninguém. Aliás, quero me ver é livre desses conselhos regionais que só sabem tirar dinheiro de profissionais. O diploma tem que servir de base para o cargo, mas não deve ser requisito principal. É claro qu algumas áreas realmente necessitam, como medicina, onde a garantia de estudo na área é significado de vidas salvas, mas de resto, o curso precisa ser só isso: um curso! Mais uma vez, parabéns ao STF. E agora, abaixo os Conselhos Regionais!
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 22/6/2009 às 09:55:10
Pelo menos o torneiro Lula tinha diploma de torneiro. Já pensou se os médicos (que não são lá essas coisas) fossem substituídos por zearigós, hein?!. Como um jornalistinha aprenderá a fazer uma reportagenzinha?. Em tempo: Se o Folhão se sentiu vitorioso com a cassação da diplomação de seus futuros vassalinhos, por que esse mesmo Folhão continuará a fornecer diplominhas patrocinados pela Philip Morris e pela Odebrecht e pela Oi (ex-Telemar, aquela que patrocinou o Lulinha)?. Ué, se o Folhão é contra a dplomação por que o seu Octavio Frias de Oliveira emitiu milhares deles por conta da tal Fundação Casper Libero?. E o sinecurista e abstrato conselheiro acácio, porém alcândor, pois foháctico, o sociólogo e intelequítual Marcelo Coelho continuará com aquela boquinha na tal Fundação Casper Libero ou ele exigirá sua exoneração?. Afinal, para que um grande folháctico na tal Fundação Casper Libero se o seu principal patrão despreza a tal diplomação?. Olha, o monopólio mudando de "mãos" aí gente!. Em breve: Faculdades Folha. O slogan "O Folhão garante a sua diplomação". Observação: Não aceitamos cotas para negros nem financiamentos do ProUni". É só, mas, tem mais!.
Zedu carvalho carvalho , Dourados-MS - estudante medicina
Enviado em 22/6/2009 às 09:17:49
Povo...como pode esse ser parastario do STJ tomar desicoes desse tipo?..porque se ocupam com pequenas coissas e nao com a gravidade de mudsar as leis idiotas que este ais tem favorecendo o marginal., o ppoedofilo, o bebeado que bate seu carro mata pessoas e responde em liberdade?..porque nao acabar com os habeas corpus?...poque aquele ser imbecil "deputado:"filinho de papai que matou em curitiba dos pobres coitados...a primeria coissa que fez quando saiu do coma foii renunjciar a seu cargo "poiliticos-deputado"?..ate quando esse idiotas de Brasilsia( estou incluindo os parasitarios doSTF) vao a continuar ganhando donheiro do povo sem nada a fazer para melhorar a sitruacao caotica do Rio de Jneiro, e outras cidades deste pobre Brasil?....facam leis para acabar com os Senterra, semcasa, sem muloher, sem tudo...sres parasitrarios que ocupam cargos que nao sabem exercer...fecha o Congresso que cabidade malandrois e ladroes..POVO ACORDA !! ! Estamos pior que em 1964....Saudades das epcas boas dos militares !!!
miriam Vasconcelos , Campo Grande-MS - psicologa
Enviado em 22/6/2009 às 09:09:25
E triste ver os "homens"das ;leis preocupados com pequenas coissas porque ja nao tem condicioes o interesse em atacar as grandes coissas..como PCC...seguranca nas cidades...Maffia das drogas...violencia das torcidas organizadas..leis mais duras contra tudo isso que acontece no Brasil..corrupcao , roubalheira dos politicos, impunidade em tudo dependendo de conhecer alguem importante..ou politico..em fim um caos total...governo, leis procedimentos falidos..sistema em estado de coma agudo..DEus proteja o Brasil porque os politicos corruptos e ladroes jamaz farao isso..
Angelo Frizzo , Bento Gonçalves-RS - desempregado
Enviado em 21/6/2009 às 20:58:35
Um exemplo: OSr.Lula falou para que respeitassem o curriculum do "Ex-presidente Sarney". Isso é muito LONGE de, colocar numa manchete: " LULA SAI EM DEFESA DE SARNEY". Esse é o problema da imprensa Brasileira. Tem o blog da Petrobrás, etc.etc. Coloca-se como 1o.PODER e acha que pode eleger e cassar políticos à seu bel prazer. NÃO ESTOU defendendo o Sarney(que acredito ser um dos piores males que o Brasil tem suportado) ou qualquer outro político, membro do judiciário ou func.público, PORÈM, chamar TODOS DE LADRÕES ? A IMPRENSA VAI GOVERNAR? JULGAR? Quanto ao diploma, no caso de jornalista é como TER QUE FAZER CURSO DE CANTOR, ATOR, DANÇARINA, VENDEDOR, ETC. Ou se é bom e tem vocação, ou não há curso que resolva. A qualidade de um jornalista está na HONRADÊZ com que exerce seu trabalho. Deixar sempre BEM CLARA sua posição, direita-esquerda-centro-contra ou a favor. É a sua VERDADE que VALE, não a do seu patrão. AS DISTORÇÕES QUE MENCIONEI ACIMA, SÓ DENIGREM A IMPRENSA E SEUS INTEGRANTES. prejudicam o povo, impedem o crescimento do país e ajudam os LADRÕES, SONEGADORES, ASSASSINOS, ANALFABETOS POLITICOS, ETC. Já dizia Berthold Brecht
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 21/6/2009 às 17:38:39
Nenhuma novidade. O chefe do executivo faz política (enuncia uma tímida mas inútil defesa do aliado), o chefe do legislativo tenta desviar a atenção das graves irregularidades que cometeu (quem viola acintosamente o princípio da publicidade constitucional pode perder o cargo por quebra do decoro parlamentar) e o chefe do judiciário... apenas disse mais uma bobagem (Gilmar Mendes é especialista em abusar da retórica fora do Tribunal, mas agora que fez isto dentro do Tribunal e durante um julgamento forneceu a prova que faltava para concluirmos que ele realmente NÃO tem condições técnicas de ocupar o cargo lhe dado pelos seus amigos do PSDB). A república de Bananas se tornou a república DOS bananas... mas os bananas obviamente são os contribuintes que sustentam tantos [ ].
Haroldo M. Cunha , São Gonçalo-RJ - Gestor Social
Enviado em 21/6/2009 às 14:05:27
“E não é preciso ter diploma para servir à liberdade de expressão”, concordando com a expressão é também verdade que “o diploma criou jornalistas que adulam banqueiros e são sabujos de patrões”, mas gostaria de saber se Reinaldo Azevedo, Clovis Rossi, Ricardo Noblat, Miriam Leitão, as meninas do Jô, etc. possuem ou não diploma. Caso positivo, bingo! E em caso negativo, Bingo! Ou seja, ser sabujo não é privilégio da “garotada”, pois essa aprende a sê-lo com os “experientes”, são eles que formarão as personalidades dos novos dentro da profissão. Portanto, quem xingava o Pres. Lula por ele não ter qualificação acadêmica, deve triplicar o xingamento contra o STF, que está dando inteira razão a ele! Pra que diploma? Treinar pra quê? Devemos sempre nos lembrar que liberdade expressão é uma coisa e nada tem a ver com jornalismo, não é informação jornalística. A liberdade que eu tenho, todos a possuem e não precisaria nem ser alfabetizado para exprimi-la, não tenho que me preocupar se é verdade ou não. Ser for mentira, não passarei de uma fofoqueiro. Mas um JORNALISTA tem por obrigação ética a verdade. Se isso não prevalecer, que ressucitemos o Ibrahim Sued com suas cocadas e cocadinhas, bombas e outras coisitas mas.
Reinaldo Possi , São Bernardo do Campo-SP - bancário
Enviado em 21/6/2009 às 13:48:31
Não há necessidade de diploma, hoje o jornalista é um mero office boy do patrão....
Ricardo Dias , Rio de Janeiro-RJ - Sem profissão
Enviado em 21/6/2009 às 00:39:57
Destaco o eufemismo no final: "formidável sucessão de equívocos", em vez de "deprimente sequência de chafurdas".
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 20/6/2009 às 21:04:48
"Parabéns aos porcos do Supremo.": sinto muitissimo, Douglas, voce nao tem desprezo o bastante. Eu tenho. Nasci numa cidade aonde o "medico" mais famoso, Ze ARigo, nao tinha diploma, cozinho, fui taxista, tenho esposa costureira. Agora sim: parabens aos porcos do supremo. Eu, Ivan, vou destruir los todos.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 20/6/2009 às 18:45:59
Já falei (rarará): O Executivo é o Executivo e o Legislativo é o Legislativo é o Judiciário é o Judiciário. E a Imprensa é a Imprensa!. Não esculachem: Abaixo o tal Sarney e o tal Gabeira e a tal Marina Silva e o tal Paulo Nogueira Batista Júnior do Folhão!. Pô, que esculhambação!.
Simei  de Almeida , Senador Guiomard-AC - Comerciário
Enviado em 20/6/2009 às 17:13:02
Não acredito que o diploma será abolido no jornalismo, o curso podera fazer um proffissional mais técnico na ora de executar sua função. Porem tecnicismo é que são aplicados aos jornalista dos grande meios de comunicação. O jornal impresso o jornalista terá sempre um quadradinho para escrever e na mídia pequenos minutos, a não ser que falem dentro da conveniência dos seus patrões. Bons profissionais terá sempre com ou sem diploma, e maus idem. O invetor da AAS ou aspirina não era médico e ganhou o Nobel da madicina!
Alvaro Luiz , Jaguarari / Juazeiro-BA - estudante de jornalismo
Enviado em 20/6/2009 às 16:36:38
Diante da situção criada pelo STF e pelas falas do Sr Gilmar Mendes cheguei a algumas conclusões: 1 Se para exercer o jornalismo não é necessário ter formação superior, pois apenas as áreas ligadas a medicina devem ter tal formação então proponho acabar com a idéia de diploma em direito, administração, publicidade, turismo, contabilidade etc; 2 se comunicar é um direito humano e todos podem fazer isso através do jornalismo então vamos acabar com essa história de concessão. Afinal todo mundo tem direito; 3 segundo o ministro do STF, como já citei acima, apenas a áreas relacionadas à medicina devem ter diploma, assim posso - agora - ser advogado, juiz, promotor e até mesmo ministro do supremo. Não sei o que aconteceu entre os chefes da mídia e os ministros do supremo, mas acredito que o ministro Gilmar Mendes não estava muito bem ao dar entrevistas logo após extinguirem o diploma de jornalismo, ou se ele estava bem quero ver cumprir o que prometeu. É Dines, a situação do nosso país é crítica e, aparentemente, está piorando.
Douglas  Oliveira , Belo Horizonte-MG - Jornalista e com diploma
Enviado em 20/6/2009 às 16:28:01
O Brasil se tornou uma república de porcos. A "justiça" acaba de matar a moral e a ética do país. Quem contratava alguém para ser jornalista sem exigir diploma, errou. O engraçado que esta ação é condenável e o STF nunca se importou. Agora, ter diploma, sim. Isso sim é errado. Afinal, nosso país tem fácil acesso às faculdades. Temos um elevadíssimo nível cultural e todos temos dinheiro para investir em educação. Parabéns aos porcos do Supremo.
CLAUDIO AGOSTINHO , São Paulo-SP - Auditor
Enviado em 20/6/2009 às 15:56:21
Esse Gilmar Mendes não se emenda mesmo. Comparando jornalista com chef de cozinha é um absurdo. Ele não deve menosprezar tanto assim os Chefes de Cozinha que ao contrário dos jornalistas só nos oferecem prazeres.
Ana Henriques , Sobradinho-DF - Jornalista
Enviado em 20/6/2009 às 15:42:47
Se o chefe do Judiciário compara jornalistas a chefes de cozinha por que no concurso do STF que será realizado em breve e que parece "oferecer" 14 vagas para jornalistas não são contratados sushimen,comins e barmen. Cada profissão tem sua função social. Qualquer alfabetizado pode escrever... Será ??
Rafael Lucas , Barretos-SP - Jornalista desreconhecido
Enviado em 20/6/2009 às 13:37:54
O STF não tem o respaldo de ser a Corte do supremo conhecimento social, porém, poderia tornar-se o supremo exemplo da conduta ética. Srs. ministros (com "m" minúsculo) venham a público e digam quantos funcionários, sem concurso público, cada um de vocês nomearam. Me sinto envergonhado de ter nascido em um país onde instituições praticam uma "masturbação perfunctória de conhecimento da sociedade", Protejam os coitados : Senadores, Deputados e ministros( sempre com "m" minúsculo ) do STF
Adelto Gonçalves , Santos-SP - Jornalista e professor
Enviado em 20/6/2009 às 13:16:39
Seria melhor que o Estado passasse a exigir diploma de graduação só dos donos de jornais e emissoras de rádio e TV. Talvez tivéssemos veículos de comunicação de melhor nível.
Jedeão Carneiro , Aracaju-SE - Arquiteto
Enviado em 20/6/2009 às 12:37:27
Faltou citar a Opinião Pública, que sustenta todos os outros poderes. Qual a opinião do povo sobre a mídia? Quem acredita no O Globo, Estadão, Veja, Folha e demais integrantes do PIG?
rogerio cardozo , Tubarão-SC - escritor
Enviado em 20/6/2009 às 10:39:28
Eu escrevo,gosto de escrever,mas aviso:ninguem é obrigado a ler ou acreditar no que digo.Vou fazer uma defesa do presidente do senado:voce se lembra do tempo que os jornais publicavam receitas culinarias por causa da censura.No caso do supremo o que deveria ser comentado é que o juiz que mais gosta de um microfone foi o unico voto contra.Juiz é igual a padre não deve falar o que não pode falar.Casos como juizo sobre processos.No caso do presidente tambem vou fazer uma defesa:a imprensa muitas e denucista e tambem ela inventa estorias para complicar esse governo;caso da Revista Veja que diversas vezes caluniou esse governo.Quanto ao senado e camara eu acho que perderam a noção do ridiculo,tem gente ali deveria estar em casa cuidado dos netos e não transformando esse pais em zona como diria CAZUZA.Mas como disse ninguem é obrigado a ler ou acreditar.Quanto ao diploma eu acho que deve ser um orgulho para qualquer um ter um diploma universitario de qualquer area ,isso inclue os jornalistas,mas como eu já disse antes a imprensa brasileira teve grandes nomes que não tinham diploma e escreviam muito bem e com propriedade.Sabe eu creio que fim de semana é marivilhosa e otima oportunidade pra descansar a mente e ler um jornal com calma,pra gente ver que o mundo poderia ser um lugar de paz e solidario para todos,basta para isso que não deixarmos a ganancia e a intolerancia nos dominar.
Sergio Santos , Pilar do Sul-SP - Jornalista/Radialista
Enviado em 20/6/2009 às 10:33:29
Tenho 37 anos e desde os 12 (há 25 anos) estou enfiado em gráficas, rádios, jornais e empresas de publicidade e propaganda. Já fui repórter esportivo, jornalístico, policial em rádios e jornais. Hoje tenho meu próprio jornal. Tenho o MTb (antes precário) de jornalista. Considero-me um ótimo profissional. Agora quer dizer que só porque não tenho um diploma sou INCOMPETENTE, ANTI-ÉTICO, DESPREPARADO, IRRESPONSÁVEL, MENTIROSO E INCONSEQUENTE? E MAIS: OS DIPLOMADOS TÊM MEDO DE QUE? E eu sou totalmente a favor das faculdades de jornalismo e comunicação. O estudo é imprescindível em qualquer área, em algumas a sua obrigatoriedade não se faz necessária.
Thaltama Lemos Alcantara , Recife-PE - Admintradora de Empresa
Enviado em 20/6/2009 às 03:43:57
Boa Noite! Quero muito que o programa Observatório da Imprensa, onde trabalha com o Jornalismo de maneira correta levem a conhecimento e debate do que aconteceu para toda a população, com os Jornalistas DIPLOMADOS, trabalhe com o assunto tão inequívoco, que foi a deflagração do Jornalismo pelo Judiciário. Este assunto tem quer ser tratado e muito, por tudo que foi divulgado na imprensa e pela humilhação que foi feita a classe de futuros estudantes, estudantes e formados em Jornalismo, que busca a técnica, a teoria, o estudo, efim. O que deveria ser feito é a mudança do currículo e não a vulgarização de uma classe que trabalha para levar os fatos reais, VERDADEIROS da cidade, da cultura, da economia, DA POLÍTICA,... para toda sociedade. Não pode ficar assim, lembrando que o Jornalismo foi o primeiro da lista, segundo Gilmar Mendes terá mais cursos de graduação para serem modificados. Repito não pode ficar assim. Atenciosamente, Thaltama lemos estudante de Jornalismo.
Gilberto José Muniz , Rio de Janeiro-RJ - empresário
Enviado em 19/6/2009 às 21:27:10
Caro Alberto Dines. Aprecio seus textos e, por isso mesmo me surpreendí. No Brasil é escandaloso o percentual de meia dúzia de coronéis da mídia. A 1ª TV morreu nascitura na Rádio Nacional pela ação corrupta de Assis Chatobriant. A Rede Globo e seus iguais, detém mais de 80% do poder de fogo da mídia. Até nestas empresas vários colunistas não possuem diploma. Na FGV - uma instituição reconhecidamente valiosa - aprendí muito com pessoas que não são professores, mas sim, pres, vice-pres, Diretor de tal firma, juizes, especialistas nesse ou naquele assunto. Já no âmbito das universidades é imprescindível que o prof seja ainda, doutor e mestre. O que a chamada grande mídia faz é comércio, através da política, vendendo os diplomas de seus jornalistas. Onde já se viu o Estado "pagar" para ter minutos de veiculação para noticiar os graves acontecimentos nacionais? Só no Brasil. O que se deve achar da legislação para TVs comunitárias (não pode ter patrocínio, formar rede, só pode existir por TV a cabo "que é pago", não pode remunerar a direção, mesmo sem orçamento, deve "pagar" seus funcionários etc, etc. As TVs, jornais e revistas, fazem política para engordar seus negócios. A Lei 10.835/04 instituiu a "RENDA INCONDICIONAL DE CIDADANIA", onde "todos", inclusive o nobre observador receberá anualmente um dividendo da pátria. Qual jornalista diplomado noticiou este fato histórico?
Jorge Washington  Astigarraga , Araraquara-SP - Técnico mecânico aposentado
Enviado em 19/6/2009 às 21:21:54
O que acho engraçado,é que à alguns meses,o sr Dines promovia, aqui mesmo neste Observatório,defesa do presidente do STF,se não me engano,quando o ministro da justiça concedeu asilo ao cidadão italiano,condenado pela justiça de seu país. Se bem me lembro,o STF era o último guardião da justiça do país,com suas decisões sendo sempre corretas e inquestionáveis. Será que mudou o STF,ou a decisão da não obrigatoriedade do uso do diploma,fez o nobre articulista mudar de opinião? O certo é que com diploma ou sem diploma,quem tem talento para o jornalismo vai sobreviver.Ou Hipólito da Costa patrono da classe , em 1808,possuía diploma?
Orestes Ianuzzi , São Paulo-SP - aposentado
Enviado em 19/6/2009 às 19:18:21
Penso que com esse posicionamento adotado pelo Sr. Dines, por uma questão de coerência, ele agora terá que frequentar os bancos escolares para ser diplomado em jornalismo. Como é notório, "na prática a teoria é outra". É a única explicação possível para tamanho obtusidade. Cai bem para Dines a comparação com o Chef de cozinha... O artigo é de indigesto como um prato mal feito. UM SONRISAL POR FAVOR.
WALDNEY  LISBOA , VARZEA GRANDE-Mt - PROFISSAO
Enviado em 19/6/2009 às 19:01:42
O que mais me preocupa são os comentários daqueles que apóiam essa decisão. Percebe-se que abriram-se as portas para desregulamentar outras profissões que dizem necessitar de uma "vocação" e não de um diploma. Para se escrever ,obviamente precisa-se de ideias e principalmente saber como apresentá-las, mas apoiar uma decisão que torna a qualificação como algo desnecessário é concordar com a banalização da educação. É apoiar aqueles que querem a população cada vez mais ignorante da situação real. Lógico que em todas as profissões há profissionais com diferentes graus de conhecimento, mas daí descartar todo um conhecimento construido em uma academia em nome de uma falsa liberdade de expressão é não perceber o que está subrepticiamente posto nesse discurso. Isso sem falar que estão em risco outras profissões. Eu como professor vejo minha profissão em risco. Já não bastam as críticas à escola pública e agora sinalizam que daqui uns dias qualquer pessoa poderá ser professor porque não há necessidade de se constituir professor assim como já fizeram com a profissão de jornalista. É uma pena que atitudes como a de Gilmar Mendes coloquem em xeque o futuro de pessoas que querem realizar um trabalho decente e com responsabilidade. Estou falando de profissionais diplomados e responsáveis e decentes. É impossível fazer de conta que o conhecimento não faz diferença.
Paulo  Rocumback , Bauru-SP - Estudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 19:00:03
Bem, acredito que esta decisão não muda nada, o que se discute agora é a qualidade das escolas de jornalismo que aumentará. Agora com relação à votação, acredito ser uma decisão unilateral e revanchista, os senhores do STF tem rabo preso com o público e quiseram desferir um golpe na classe jornalística. Quanto a mim, quero ser jornalista a qualquer custo com diploma ou sem diploma, é um sonho antigo que o senhor Gilmar Mendes não tirará de mim. Não estou revoltado por que acredito que deve haver espaço para todos e desejo que apartir de agora só queira ser jornalista quem gosta e tem vontade de contribuir para a sociedade.
Otto Brauna , Rio de Janeiro-RJ - estudante jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 18:40:10
O médico pensa que é Deus, o jornalista tem certeza. O fim do diploma só faz tirar o jornalista do Olimpo e trazê-lo para o mundo dos simples mortais. É como se diploma fosse garantia de qualidade, de ética ou de qualquer outra coisa. As universidades, mesmo quando boas, só fazem adestrar os jornalistas a executarem uma função burocrática, como carneirinhos, meros papagaios de um sistema maior. Doce ilusão de "formadores de opinião". Pelo amor de Deus, quem forma opinião neste país são os Marinhos, os Magalhães, os Sarneys, os Frias, os Civitas e os Mesquistas. E a gente fica discutindo se ainda haverá vaga no mercado de trabalho? Se os jornalistas sem formação não irão se vender mais facilmente? Se terão competência para entender a sociedade? Quer dizer que apenas aqueles que passam por uma instituição de ensino adquirem essa tarefa divina? O fim do diploma é uma chance de a população tornar a informação algo menos divino, fazer circular as idéias além dos grande veículos "formadores de opinião". Essa é a nossa chance de fugir da lógica que os deuses nos impõem, as informações sagradas como "saiu no Fantástico", "deu na Veja". Quer dizer que informação é algo perigoso, pode acabar com reputações? Não digam? E o que dizer de uma imprensa a serviço de interesses conservadores de uma elite? Ninguém quer discutir isso, né. Ninguém quer mudar as regras do jogo. Pq será?
ana carolina abiahy , Joao Pessoa-PB - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 16:41:25
incrível o que os sábios do STF fizeram. De dentro de suas togas desconhecem um saber específico que foi construído ao longo de décadas, de estudo, de exercício, de reflexão. Não estou pensando apenas na valorização da Universidade não. E se fosse só isso já seria o bastante. Por que desvalorizar o estudo? Se já construímos até pós-graduação na área? Por que retroceder? Como será a partir de agora? Um exemplo: trabalho em uma assessoria de comunicação. Meu “cliente” agora pode se sentir no direito de dizer como devo redigir uma matéria, roteirizar um vídeo ou divulgar uma informação? Sim, ele pode. Afinal, como posso argumentar com ele a respeito do conhecimento específico que eu tenho da área, como profissional qualificada? Qualquer leigo pode chegar e fazer esse trabalho. Enfim, faço uma mea culpa também. Não me mobilizei a altura para impedir tamanho desastre. Mas, é que jamais imaginei que senhores tão cultos pudessem ser capazes de ato de tamanha barbárie. Como faremos um edital para concurso público para preenchermos vaga na área? Não podemos exigir o diploma, nem se quisermos. Afinal, algum curioso desempregado pode entrar com ação e fazer a prova também. Preocupo-me não é nem com a questão ética não, tão propalada por ser a mais importante aos olhos da sociedade, com razão. Penso na qualidade mesmo do material a ser produzido, que tem de ter viés jornalístico.
Julio Prático Souza , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 19/6/2009 às 16:07:36
Uma coincidência pode ser observada aqui. Profissionais de outras áreas, na grande maioria, são contra a obrigatoriedade do diploma; a maioria dos jornalistas são a favor. O que me pergunto após observar esse fato é: Por que eu, Analista de Sistemas, e outros - Biólogos, Técnicos em Eletrônica etc, estão interessados no assunto? Por que defendemos a não obrigatoriedade, sendo que não somos diretamente atingidos pelo resultado dessa decisão? A resposta é: Por que nós como CIDADÃOS brasileiros, não nos sentimos defendidos pela classe jornalística, sejam diplomados ou não-diplomados. Nós cidadãos percebemos, a cada dia que passa, uma mídia entregue ao corporativismo e totalmente desligada do interesse nacional. E nós, nas nossas profissões de escolha, precisamos nos renovar diariamente, pois não temos mais sindicatos decentes e nem legisladores a nosso favor. Vide os professores, os músicos !!! Isso sim é sacerdócio !!! Pois é, enquanto isso os jornalistas mostram que estão realmente preocupados é com o seu próprio mundinho corporativista. Portanto, a causa da minha indignação não é a obrigatoriedade do diploma em si, por mim tanto faz, nossa sociedade não têm mesmo condições de discernir entre o bom e o mau jornalista, o problema é a prova cabal de que realmente o negócio do brazuca é o "siguinte" - Perdeu mano, cada um por si tá ligado! Inté, e viva Joca Terron !
José Roberto Antonio , Guarulhos-SP - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 15:50:53
Mandei uma análise sobre os comentários absurdos feitos no site Conversa Afiada por Paulo Henrique Amorim, que tascou no título do seu artigo Saiu a Lei Áurea do Jornalismo, comemorando a decisão do STF, e para surpresa ela foi vetada. Outra anapise, o site publicou com cortes nas críticas que fiz ao pensamento do autor. Que Lei Áurea é essa. Pensem: como o fim da exigência do diploma pode por acabar com este tipo de censura? Qual é a liberdade de expressão, sem liberdade de empresa? Com ou sem diplona, vão continuar mandando os velhos coronéis da mídia e os novos dos sites e blogs. Ninguém quer democracia na imprensa. O fim do diplona, com este pretexto, não se sustenta e é apenas a maneira rápida de precarizar as relações de trabalho e aviltar sálarios. Foi uma vingança odiosa de Gilmar Mendes contra os jornalistas, atendendo os poderosos da mídia. Seu parecer revela nas entrelinhas este ódio. Precisamos é veículos de comunicação públicos, não estatais, para a democratizar a comunicação e rever o modelo de concessões para rádio e tv.
Lau Mendes , Porto Alegre-RS - SST
Enviado em 19/6/2009 às 15:36:16
A bem da verdade já não existe mais jornalista Com raras exceções, viraram funcionários burocratas que não fazem mais que cumprir pauta do departamento comercial. A desvalorização da classe, e dos mestres de jornalismo com esta rasteira covarde dada por “seus” patrões, me perdoem os bons jornalistas, não passa de reflexo da atitude mais covarde ainda frente aos “jornalismo de aluguel”. Enquanto meia-dúzia denúncia o esgoto que corre de toda a mídia, a maior parte da classe assiste de olhos bem fechados e braços cruzados. Terá algum profissional sério que não tenha a consciência de que a “coisa” vai piorar? A conclusão: não há caras pintadas na classe, só “caras” borrados.
Max de Oliveira , Fortaleza-CE - Jornalista (Diplomado em 2007)
Enviado em 19/6/2009 às 15:06:28
Ibsen, a sugestão de estender a decisão do Supremo para a área do Direito não é de maneira nenhuma estapafúrdia. Até onde sei, para sentar-se na cadeira do excelentíssimo senhor ministro Gilmar Mendes, por exemplo, a lei exige do cidadão apenas “notável saber jurídico” e “reputação ilibada”. Se isso vale para o cargo mais importante do sistema judiciário brasileiro, por que não para o exercício diário da profissão?
Simei  de Almeida , Senador Guiomard-AC - Comerciário
Enviado em 19/6/2009 às 14:48:20
Onde esta o preconceito? Na fala do Gimar Mendes de comparar o jornalista como chefe de cosinha, ou os que absolveram a comparação? Onde estão colocando os "Chefes de Cosinha" no conceito dos bam bam bam do jornalismo? Poderia ser um motorista, um pedreiro, mecânico. Quem se ofendeu é quem esta sendo preconceituoso. Com tanto nervosismo com a medida do STF, caracteriza-se aplausos a quem determinou a obrigatoriedade do diploma. E quem foi? Os militares querendo minguar o máximo o direito de expressão na época do regime militar! Ou não? Estou vendo contradição.......
Luiz Henrique Quemel , Belém-PA-PA - Ex-Tudante de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 14:40:25
Dines, ainda aguardo "ver" sua visão míope argumentada com outra ótica: a da lógica. Por enquanto sua poesia é nota 10. O próximo, por favor?
Rosa Duarte Varjão Duarte Varjão , João Pessoa-PB - Jornalista Profissional
Enviado em 19/6/2009 às 14:25:40
Caro Alberto Dines, o conheci através dos livros de comunicação e, mais adiante, pela televisão, num programa sobre comunicação. Quanto a não obrigatoriedade do diploma para Jornalista o resultado é lamentável. A postura e justificativa de quem derrubou a exigência do diploma tem ares do mofo, de uma área que é uma verdadeira caixa preta, mas que numa democracia começa a viver tais possibilidades, expondo-se o lado visceral. Durante o curso do Jornalismo me aperfeiçoei no cuidado com o tratamento da linguagem, das opiniões e das ideias. Saber escrever é ter a dimensão do que representa nosso ponto de vista junto à sociedade. Não é apenas dar opinião; é saber que efeitos esta opinião pode causar, principalmente se à frente de um veículo de comunicação. Quem trabalha com está área precisa ter os mesmos cuidados que tem um advogado, um médico, um psicólogo. Na condição de formadores de opinião podemos fazer a diferença a partir do tratamento e pesquisa que damos ao nosso objeto de trabalho. Desde quando precisa-se extinguir diploma para garantir que pessoas possam colabor com o jornalismo? Enquanto o Judiciário defende sua autonomia, interfere na regulamentação de uma profissão desta forma. Um desrespeito. Rosa Duarte Varjão – Jornalista profissional (PB)
Ibsen  Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 19/6/2009 às 13:52:25
Márcio, esse seu temor já o vemos desde há muito, mesmo dentre os tão propalados canudados. É só dar uma olhadinha em muitas reportagens da FSP, Época, Veja, Globo etc etc. Os jornalistas, em sua maioria, abandonaram a investigação há muito tempo e, alguns inclusive migraram para a poesia. É só ver as narrações poéticas de muitos jornalistas da Globo com o objetivo, não de informar, mas de comover o teleespectador.
Ibsen  Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 19/6/2009 às 13:47:49
Dines, o artigo é uma falácia a menos que haja prova contundente de que os: "redatores das folhas públicas são os jornalistas" seja igual a: redatores das folhas públicas são os jornalistas "diplomados". Caso contrário continuo acreditando que o que está dito engloba também o trabalho de jornalistas não diplomados, mas vocacionados e garndes contribuintes para a formação de importantes técnicas de jornalismo. Concrod também com o George (não no sentido de desmerecer a decisão do Supremo, mas de ampliá-la), acho que essa decisão poderia se estender aos advogados. Se um cidadão qualquer prestasse e passasse no exame da ordem (pode-se até ampliar as exigências do exame) ele deveria ter o direito constitucional de exercer a profissão. Todos sabem o baixo nível do ensino nessa área e o péssimo desempenho dos bacharéis nos exames da OAB. A questão toda não está na exigência do diploma, mas da competência. Se o diploma de jornalismo for imprescindível à competência jornalística, então, deverão ser eles os contratados sempre e, nesse caso, não haverá com que se preocupar.
Valéria  Vianna , Niterói-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 13:34:42
O que comentar diante do seu texto, Dines? Você disse tudo. Quem tiver percepção para entender, entenda.
Márcio Ikuno , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 13:29:17
A política brasileira, com leis que não funcionam na prática, quase sempre se mostra irresponsável em apurar decisões delicadas. Me refiro ao STF. As afirmações ali feitas pelos protagonistas da "bagunça" contra o jornalismo foi um ultraje. Fomos ultrajados, essa é a palavra correta. Agora, como não se irá mais profissionalizar o jornalismo, muitos "jornalistas" surgirão sem ter O conhecimento da apuração dos fatos, tornando as maracutaias lá em Brasília cada vez mais obscura à sociedade. Foi uma decisão ridícula e ignorante da parte dessas autoridades.
GEORGE JÚNIOR BEZERRA , NATAL-RN - SERVIDOR PÚBLICO
Enviado em 19/6/2009 às 13:26:50
Caro Dines, acredito que, seguindo o raciocínio do STF, não é somente os jornalista que dispensa a diplomação. Os advogados, também. Ora, no passado existiam rábulas famosos, como Evaristo de Morais que, antes de se bacharelar em Direito, já era um criminalista famoso. Quem já estudou Direito, sabe que bons livros pode formar um bom advogado, principalmente se ele for vocacionado. Nâo é o caso de um médico que precisa de uma boa formação acadêmica. Entretanto, acredito que o espírito corporativista dos Ministro não permitiria que um cidadão que passasse no exame da OAB, embora não tenha frequentado uma faculdade de Direito, pudesse advogar. Qualquer cidadão, com uma boa leitura, pode, sim, ser um bom advogado; melhor até que muitos formados, sem ter que frequentar uma faculdade de Direito. Será que um cidadão, com boa formação cultural, poderia ser juiz, mas não ter curso de Direito? Seria isso possível? Vou tentar...
Samuel Lima , Joinville-SC - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 13:23:48
Alberto Dines age com a dignidade e o caráter que se espera de um decano do jornalismo brasileiro. Seus dois textos publicados neste OI desmonta as falácias e expõe à luz do dia a vileza da decisão dos "doutos" do STF. Para além das questões profissionais, é fundamental perceber o jornalismo como forma de conhecimento e, que extamanete por isso, precisa que sejam reconhecidas e fortalecidas as iniciativas cuja finalidade seja qualificar o ensino, aprofundar as pesquisas a respeito do objeto específico deste fenômeno indispensável à formação da opinião cidadã. Os argumentos dos ministros do STF foram uma mistura fina de falácias e leviandades, a começar pelo sr. Gilmar "Dantas" Mendes, porta-voz do atraso e da obscuridade.
Sérgio Henrique Cunha Zica , Taguatinga- - Técnico - Informática
Enviado em 19/6/2009 às 12:09:31
Olha a banda passando... Parabéns ao STF pela decisão.
Patricia Garcia , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 11:56:35
É isso, Dines. O seu texto é o melhor contraponto aos argumentos de Brickmann e Luiz Antonio "Magalhães" em "Muito barulho por nada" e "Vitória da lógica e da democracia". É uma honra ter um jornalista com diploma como você!
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