ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 542 - 16/6/2009
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DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Talento e dicas de redação

Por Reinaldo Azevedo em 19/6/2009

Reproduzido do Blog do Reinaldo, 18/06/09

Algumas pessoas estão revoltadas com o meu apoio incondicional ao fim do diploma específico para o exercício do jornalismo. E que fique claro: acho que não é necessário exigir diploma nenhum. E aí vamos corrigir algumas tolices para avançar: "Você fala em causa própria!" Eu? Que bobagem! Tenho diploma. Estava em situação legal na velha ordem. Os que foram meus contemporâneos na faculdade são testemunhas de que sempre fui contrário à obrigatoriedade. Mesmo quando esquerdista e meio porra-louca, corporativista nunca fui. O trotskismo, no meu tempo, por mais estúpido que fosse, não se parecia com a LER-QI. Não sabíamos consertar aparelho de ar-condicionado… Há gente reagindo como se falasse em nome de um guilda! Qual é?

Aí diz um: "Mas estudei por nada? O que faço com o meu diploma agora?" Bem, se foi "por nada", está demonstrada a inutilidade do curso, e o STF não poderia ter mantido uma excrescência constitucional apenas para não evidenciar a obsolescência das faculdades. Ademais, canudo ensina alguém a escrever? A apurar? O sujeito o coloca ao lado do teclado, estabelecendo com ele, sei lá, uma relação mística ou fetichista? Mais: o fim da exigência do diploma tornou menos competentes os competentes diplomados? Quem, afinal de contas, perdeu o quê?

As comparações com profissões que põem em risco a segurança de terceiros ou a segurança pública são absolutamente descabidas. Eu é que não me consulto com quem não tenha se formado em medicina! Não que a formação impeça o  profissional de errar, mas o diploma é uma garantia de que ele ao menos teve acesso a um conhecimento que não pode ser adquirido como conseqüência de aptidões naturais e algum treinamento. O mesmo vale para engenheiros, enfermeiros, dentistas…

"Ah, mas o jornalismo lida, sim, com matéria delicada, que diz respeito à honra das pessoas…" Pois é. São valores éticos e morais que vigem na sociedade. E cada veículo acaba criando as suas próprias regras internas. As faculdades não têm a menor interferência nesse debate. E, meus caros, há uma coisa que nenhum curso consegue fazer: ensinar a escrever. Isso não acontece.

Vejam só: dei aula de redação durante muito tempo. E era bom isso. Sim, você consegue passar adiante algumas dicas para os estudantes:
- numa dissertação, exponha com clareza seu ponto de vista logo no primeiro parágrafo;
- nos parágrafos seguintes, argumente em favor da sua tese e aproveite para se referir a teses contrárias, demonstrando por que estão erradas ou apenas parcialmente certas;
- cuidado para não dedicar espaço excessivo à contestação do que você rejeita em vez de defender seu ponto de vista;
- cuidado com a argumentação em camadas, com parágrafos justapostos, sem que um se conecte com o outro;
- No parágrafo final, o da conclusão, retome a tese inicial de modo a evidenciar para o leitor que você demonstrou o que queria e não se perdeu na trajetória.

Tudo isso a gente ensina. Os bons alunos aprendem e apreendem as regras e conseguem ter um bom desempenho em vestibulares e provas de seleção. Mas o sujeito talentoso, o que vai viver da escrita, bem, queridos, este domina as regras e consegue o seu diferencial estourando com elas, entenderam? O nome disso é talento. Como dizia Picasso, para pintar como Picasso, é preciso saber pintar como Rafael. E atenção! Não existe "professor de transgressão". Isso é coisa da moderna educação, quase sempre beirando a delinqüência. Um bom mestre é o que ensina regras — como um bom pai é que tenta conservar a ordem. Cabe ao estudante — e, no meu paralelo, aos filhos — testar os limites do que se aprende, fazendo uso criativo da norma.

Ensinei muito aluno a escrever e a passar em provas. Mas não consegui ensinar talento para ninguém. Porque não se ensina. Quando muito, ele pode ser disciplinado. Também as regras para uma boa narrativa podem ser expostas na sala de aula:
- se você pretende que, ao fim de sua história, A personagem "X" seja caracterizada como psicopata, por exemplo, sugira isso com sutileza ao longo da história;
- tente estabelecer uma relação transitiva entre personagem e ambiente: poder ser tanto por similaridade como por contraste. Vale dizer: ou ela vive em harmonia com seu meio ou é outsider;
- tendo imaginado um desfecho para sua história, vá lançando indícios ao longo do texto. E faça uma escolha: ou eles concorrem para o fim que você imaginou, ou eles o contrariam, surpreendendo o leitor;
- ao construir uma personagem, deixe claro para você mesmo se a quer como um caso típico de um grupo social ou como uma exceção…

E vai por aí. Essas dicas, no entanto, não tornam ninguém um escritor. Há técnicas para se fazer uma dissertação correta. Há técnicas para uma narração correta. Há técnicas para uma reportagem regulamentar. Mas dominar o bê-á-bá da dissertação não faz de ninguém um articulista. Dominar o bê-á-bá da narração não faz de ninguém um romancista ou contista. Dominar o bê-á-bá do texto jornalístico não faz de ninguém um jornalista. Porque nada disso faz com que se cruze a linha da distinção se não houver TALENTO. Sim, esta profissão também requer talento. E acreditem: hoje mais do que antes, com a proliferação de sites e blogs. Sim, existem aos milhares. Mas quantos são legíveis?. Melhor ainda: quantos realmente têm leitores?

Um diplomado de talento deixou de tê-lo porque caiu a exigência? Ora… A demanda pelo curso vai cair? É evidente que sim. E pode crescer, com o tempo, se os cursos de jornalismo conseguirem se reinventar. Faz sentido haver, como há hoje, "professores" de jornalismo que ocupam o lugar privilegiado de que dispõem para fazer, por exemplo, proselitismo em favor do MST?  Está ensinando jornalismo ou procurando fazer cabeças para "infiltrá-las" na imprensa burguesa? Ou ainda: faz sentido desprezar um especialista em economia que consiga se fazer entender com clareza? O jornalismo tem muito a ganhar quando for ocupado, também, por gente que sabe a diferença entre percentagem e ponto percentual…

Vamos parar com essa bobagem corporativista. Não é por acaso que os grandes defensores do diploma estejam concentrados hoje da Fenaj e na ABI. Há, nas duas entidades, uma gigantesca inflação de "jornalistas de carteirinha" que nunca pisaram numa redação. O que isso significa? Pertencem ao cartório do jornalismo, mas jornalistas, de fato, não são. Embora digam defender a "catchiguria".

E outras profissões que também não põem em risco a segurança etc? Ora, a exigência do diploma, é questão só de cobrar esclarecimento do tribunal, caiu junto. Qual é o sentido da relatoria de Gilmar Mendes, endossada por outros sete ministros? As qualificações profissionais de que trata o artigo 5º, inciso 13 da Constituição, só podem ser exigidas das profissões que podem trazer dano ou perigo à coletividade ou prejuízo a terceiros.

Fez-se uma escolha que privilegia a liberdade e o talento. Entendo que as guildas chiem um pouco, que as corporações de ofício reajam. Afinal, esse cartorialismo estúpido, inconstitucional e em desacordo com tratados internacionais — como a Convenção Americana de Direitos Humanos (1969), conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica, ao qual o Brasil aderiu em 1992 — é que lhes assegura um pouco de poder e influência. O artigo 13º da tal convenção "garante a liberdade de pensamento e de expressão como direito fundamental do homem." Falei em guildas? É, a metáfora nem chega a ser perfeita. Elas realmente reuniam os profissionais de uma determinada área. As nossas, além de tudo, são guildas-fantasmas.

À luta, talentosos!

Comentários (27)
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Leonardo  Aldrovandi , São Paulo-SP - professor
Enviado em 5/3/2010 às 17:16:47
Um bom professor não ensina regras, mostra elas e o que é principal: busca fazer o aluno pensar por si mesmo. E me desculpe, o Sr. não escreve tão bem quanto acha. Obrigado, Leonardo
calypso thereza  escobar velloso , rio de janeiro-RJ - comentarista e poeta
Enviado em 24/6/2009 às 22:52:52
Tardio,mas gosto de ler quantas possíveis o Observatório da Imprensa:vejamos a razão de eu caminhar na contra-mão.Fez-me lembrar uma coisa e sendo mulher,curiosa pergunto se já não o fizeram;O lulismo vigente não é tão burro como podia parecer,mas como não tem nenhum DIPLOMA é de se encontrar alguma coisa que o substitua,ele detesta a Imprensa,forte, certo? Então para o homenagearem, baixaram uma decisão judicial.Pronto Agora vamos a luta, só acompanho.Grata calypso thereza escobar velloso
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTb/RS 7142
Enviado em 23/6/2009 às 12:22:38
Bernardo jornalista (é formado?): você conhece bem o Reinaldo, não? Como consegue dar uma bofetada em seu amigo e ao mesmo tempo puxá-lo para um abraço. Vejo algo tendencioso aí - contra nós - os diplomado é claro! Os textos são ambíguos; sem amor à Lógica, imaginem à verdade... Reinaldo se diz professor: Um bom mestre é o que ensina regras — como um bom pai é que tenta conservar a ordem. Cabe ao estudante — e, no meu paralelo, aos filhos — testar os limites do que se aprende, fazendo uso criativo da norma." Depois: "(...) Dominar o bê-á-bá do texto jornalístico não faz de ninguém um jornalista.". Tá bom, e se não dominar? Afinal, caro ideólogo Reinaldo, você é anti-PT/MST, etc, ou quer tirar de qualquer jeito os ideólogos jornalistas pró-PT, do setor público ou privado, com a "eliminação sumária" do diploma? E tanta a vontade de combater este governo e obter outras vantagens para seus amigos da política que chega a elaborar este panfleto contra a Fenaj e ABI (que não foi criada pela turma do presidente Lula...) para "encorpar" a destruição da trajetória reconhecida de milhares de jornalistas desde a ditadura. Eu me arrependo de ter votado no Lula porque era de esquerda, mas não misturo as coisas como você! Você e seu amigo Ricardo estão dando um tiro no próprio pé. ainda não está doendo porque certamente tem "costas quentes". As lógicas mudam, e, estranhamente: o "crash".
Bernardo Tonasse , rio-RJ - jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 11:10:49
realmente, não esperava que o reinaldo pudesse escrever qualquer coisa que merecesse ser lida. Estou surpreso. Bom texto, boa lucidez e argumentos.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 22/6/2009 às 07:12:59
Opções políticas são opções políticas e não devem poluir um texto que trata de JORNALISMO! Justamente por estarmos abarrotados de idéias malandras de "marketing" (ao estilo Göebbles) é que muitos levam a imprensa para o ralo... Tendo ou não diploma, o ideal é a busca da verdade, e nada de malandragens publicitárias...
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTb/RS 7142
Enviado em 21/6/2009 às 22:13:30
Que está tudo virado de cabeça prá baixo está mesmo neste país! Mas ler, escrito por um jornalista a expressão "À luta, talentosos", lembra Joseph Goebbels. Revi com meu marido "A Queda - os últimos dias de Hitler" é insuportável! E você buscou o diploma? Militava tanto que um dia achou que precisaria dar uma "melhorada" no currículo partidário? Porque não fez Publicidade? Seu texto é panfletário (sem críticas aos do ramo, que vivem de técnicas persuasivas). Sua articulação de idéias lembra os textos de articulistas (não diplomados), recém saídos da forma dos cursos internos dos "grandes" jornais e revistas, virtuais e impressos... Tem algo "fake", postiço, transbordam superficialidade, afetação, descompromisso...
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 21/6/2009 às 20:33:34
Tirando a parte que trata do MST, concordei, tô besta!
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 21/6/2009 às 18:08:55
É, quando se parte para desqualificação do articulista por causa de opções políticas, signfica que o nível já desceu pelo ralo e ninguém viu. Parafraseando o Fernando Soares Campos, eu não esperava ver um bom artigo do Reinaldo... fui surpreendido. Ah, e só pra acrescentar, também não tenho diploma.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 20/6/2009 às 23:36:40
Se o ministro falasse que jornalistas são como músicos talvez não recebesse tantos "elogios".
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 20/6/2009 às 21:06:35
Lúcia, ele escreve tão mal e subestima tanto a inteligência do leitor (a não ser que todo extremista de direita seja realmente muito burro), que até num texto onde o assunto seria o diploma para exercer jornalismo, ele precisa atacar o MST ou alguns professores... Isso o que ele fez é que é proselitismo (e bem reles, por sinal) para direitistas... Realmente, para escrever assim, tão mal e se achar sutil, sendo um hipopótamo, não precisa de diploma...
Regia Bernar Kruchevys Bernar , Salvador-BA - jornalista
Enviado em 20/6/2009 às 16:09:36
O diploma é sim necessário e valoriza o profissional, mesmo sabendo que faculdade é só uma base. Por outro lado crio que deveriamos voltar para censura, evitaria de ler tanta besteira escrita nesse texto.Podemos até fazer uma campanha pra quem não sabe ler e escrever poder ser médico, dentista,pisicologo, engenheiro, publicitário................E pessoas que acham que o diploma é desnecessário poder precisar desses profissionais.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTB/RS 7142
Enviado em 20/6/2009 às 15:39:21
Eu percebi o mesmo Marcelo Conti. É fascista e prepotente. Deixa terminar o atual mandato e ela vai murchar as orelhas, e até vai perguntar o que querem que ele "escreva"... Cansa a gente porque ele fala de cima de um pedestal, e pior "enche" a boca que é jornalista. Para mim é traidor de uma história. Nossa profissão não colaborou com a ditadura; pelo contrário., lutou e foi perseguida (os diplomados e os não-diplomados, que lutavam unidos). É bom ele lembrar do medo do Nabucodonosor e o sonho com os pés de barro. É de perder o sono se perder o acesso aos "podres poderes"... Meu caro Evandro Santos, jornalista. Somos diplomados e o Lula também. Verdade. No link "substantivo" da Wikipédia temos a seguinte informação: "di.plo.ma 1. título ou documento oficial com que se confere um cargo ou habilitações de alguém. * Lula disse que ganhou sua cidadania ao conseguir diploma de torneiro mecânico no Senai. (editorial do jornal O Estado de São Paulo de 30 de outubro de 2007). Viu, diploma para o presidente só acrescenta, já que experimentou o que era cidadania quando obteve diploma de mecânico. Nós somos chorões, e segundo o "deslumbrado" com diploma aí de cima - o Lula, antes não tinha talento, já que bastaria dar umas olhadelas na metalúrgica, memorizar a montagem do carro, e pronto - vida feita! Reynaldo, há hienas por todo lado.
Fernando  Soares Campos , Rio de Janeiro-RJ - Funcionário público aposentado
Enviado em 20/6/2009 às 11:37:22
Nunca imaginei que um dia poderia concordar com esse moço. Mas, vivendo e aprendendo... quer dizer, concordando. Mesmo que por motivos ou interesses distintos. P.S.: Lembrem-se dos conselhos do Veríssimo.
robertt de moraes brito Moraes , Gurupi-TO - estudante
Enviado em 19/6/2009 às 22:58:28
É muito legal falar em talento espontâneo, para quem teme em estudar. Acredito que nesse caso seria interessante para essas pessoas que possuem esse talento adequá-las ao JORNALISMO embasado em estudos científicos como a psicologia que está presente na academia de jornalismo, já que está profissão trabalha com seres humanos e não com verduras como disse o Ministro. Em nenhum momento falou-se em tirar o direito de liberdade de expressão e sim regulamentar a categoria levando para sociedade informações de qualidade. Sei que nem todos possuem condições financeiras ou condições de frequentar uma universidade e sonha em exercer a profissão. Conheço pessoas que são loucas para fazer medicina ou direito, mas devido aos mesmos problemas de quem defende o jornalismo sem diploma não podem fazer, por falta de estudos ou condições financeira. A sociedade precisa de profissionalismo fundamentado em conhecimentos científicos e técnicos adquiridos somente em uma universidade. Jornalista com DIPLOMA é ferramenta de viabilidade de expressão de uma sociedade oprimida, que não encontram oportunidades para se expressar devido a interesses de empresas de comunicação ser maior do que o interesse social. ESSA É A NOSSA DIFERENÇA. LIDAMOS COM VIDAS. Não sou cozinheiro como falou o Ministro. E VOÇÊ É? APOIO O DIPLOMA. Acabaríamos com muitos picaretas que em épocas de eleições se vendem.
robertt de moraes brito moraes , gurupi-TO - estudante
Enviado em 19/6/2009 às 22:48:37
É muito legal falar em talento espontâneo, para quem teme em estudar. Acredito que nesse caso seria interessante para essas pessoas que possuem esse talento adequá-las ao JORNALISMO embasado em estudos científicos como a psicologia que está presente na academia de jornalismo, já que está profissão trabalha com seres humanos e não com verduras como disse o Ministro. Em nenhum momento falou-se em tirar o direito de liberdade de expressão e sim regulamentar a categoria levando para sociedade informações de qualidade. Sei que nem todos possuem condições financeiras ou condições de frequentar uma universidade e sonha em exercer a profissão. Conheço pessoas que são loucas para fazer medicina ou direito, mas devido aos mesmos problemas de quem defende o jornalismo sem diploma não podem fazer, por falta de estudos ou condições financeiras. A sociedade precisa de profissionalismo fundamentado em conhecimentos científicos e técnicos adquiridos somente em uma universidade. Jornalista com DIPLOMA é ferramenta de viabilidade de expressão de uma sociedade oprimida, que não encontram oportunidades para se expressar devido a interesses de empresas de comunicação ser maior do que o interesse social. ESSA É A NOSSA DIFERENÇA. LIDAMOS COM VIDAS. Não sou cozinheiro como falou o Ministro. E VOÇÊ É? APOIO O DIPLOMA. Acabaríamos com muitos picaretas que em épocas de eleições se vendem.
Felipe  Izar Xavier , Belo Horizonte-MG - Estudante - hahaha, de jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 22:16:18
Deche que a babá iscriva (ela poderia, sim) q rinaldo dicida q dr mario ria da insignificante Kom unik Assao( by Drummond) ria da burrice dos burro da experiencia dos avulsos tão cultos, ah, tão cultos que corroboram com a conformacao da genial liberdade de expressão huaeuaheuaehu Não tenho talento para poemas.
Alan Araguaia , Belém-PA - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 17:17:24
O Reinaldo Azevedo fala muita besteira, mas dessa vez foi impecável.
Sergio Santos , Pilar do Sul-SP - Jornalista/Radialista
Enviado em 19/6/2009 às 16:49:12
Tenho 37 anos e desde os 12 anos (portanto há 25 anos) estou enfiado em gráficas, rádios, jornais e empresas de publicidade e propaganda. Já fui repórter esportivo, jornalistico, policial em rádios e jornal. Hoje tenho meu próprio jornal. Tenho o MTb (antes precário) de jornalista. Me considero um ótimo profissional. Agora quer dizer que só porque não tenho um diploma sou INCOMPETENTE, ANTI-ÉTICO, DESPREPARADO, IRRESPONSÁVEL, MENTIROSO E INCONSEQUENTE? Parabéns Reinaldo pelo belo artigo. Me lavou a alma. Precisava ouvir isto de um jornalista com a sua credibilidade. E MAIS: OS DIPLOMADOS TEM MEDOS DE QUE? E eu sou totalomente a favor das faculdades de jornalismo. O estudo é imprescindível em qualquer área, em algumas a sua obrigatoriedade não se faz nescessária.
Zemário Santos , Ibaiti-PR - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 16:19:49
Antes mesmo de ingressar na faculdade de jornalismo eu observava o comportamento de determinados profissionais que mantêm atitude desfavorável à própria classe. Causa tristeza. Não causa? Sabe-se que existem os "Reinaldos" da vida. São formados, têm diploma e escrevem bem. Nasceram com o "talento". Pena que não nasceram com a "vocação" e pecam por não saber o que fazem...
JOÃO GABRIEL  BRESSAN , MOGI DAS CRUZES-SP - JORNALISTA
Enviado em 19/6/2009 às 14:54:04
A (in) JUSTIÇA DO DIPLOMA Uma das justificativas, de um dos ministros do STF, foi a de que o jornalista é profissional da "liberdade de expressão". E nesse aspecto, interpreta o tal ministro, ao exigir diploma para quem quer ser jornalista, o Estado restringe a liberdade de expressão. Em resumo: é uma conversa tão vazia quanto repugnante e revoltante, ainda mais por vir da mais alta esfera do judiciário brasileiro. Da mesma maneira que ninguém nasce aprendendo a fazer cirurgias, pilotar aviões, administrar impérios e empresas, uma pessoa também não vai entender o que é jornalismo apenas por inspiração. Ou pior: por acreditar que é autodidata no assunto. Quando a Justiça arranca a obrigatoriedade do diploma para jornalista, ao mesmo tempo, ela abre precedentes perigosos para a informação de qualidade. E se a gente pensar que, a informação hoje é um dos mais importantes instrumentos democráticos deste país, com a mudança na lei, o futuro chega a dar medo. Para ser jornalista, não basta escrever bonito, falar elegantemente, ter uma voz fenomenal. A pessoa pode ter escrito duzentos livros, ter entrado pra Acadêmia Brasileira de Letras, ter ganhado um Oscar. Mas nada disso faz dessa pessoa um jornalista. Nem no mais surreal dos mundos.
Luiz Henrique Quemel , Belém-PA-DF - Ex-tudante de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 14:31:50
Caro Rey, você não é de direita? Como ousa vir aqui escrever numa mídia de esquerda? Foi isso que escutei certa vez de um "fessor" que queria saber qual minha "inclinação ideológica". Falei jogava como lateral esquerdo, mas na centro-avância. Fiz bem? Cruzes, quantas palavras de baixo "escalão". O que mais me diverte é saber que realmente nunca tirei o emprego de jornalistas competentes, diplomados? Talvez. Quemel. Jornalista Não-Depromado, ex- TV Manchete, ex-SBT, ex-Jornal de Brasilia, ex-Correio Braziliense e atualmente EX-tudante de Jornalismo (com Jota maiúsculo).
Fernando Souza , saão paulo-SP - Agronomo
Enviado em 19/6/2009 às 14:31:36
Reinaldo é muito culto, tem diploma, mas não convence principalmente quando diz que já foi comunista. Quando defende o Gilmar Mendes e a "grampolândia" então, fica mais inacreditável ainda.
GEORGE JÚNIOR BEZERRA , NATAL-RN - SERVIDOR PÚBLICO
Enviado em 19/6/2009 às 13:57:26
Caro Reinaldo, você disse tudo. Concordo com o fim da obrigatoriedade de diplomação para ser jornalista. Mas a decisão do STF tem um certo cinismo. Os Ministros não aceitariam que um cidadão vocacionado e talentoso, advogasse, sem antes passar por uma faculdade de Direito e prestar o exame da OAB.
Ibsen  Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 19/6/2009 às 12:39:14
Aos comentaristas Marcelo e Evandro: Quem mesmo não respeita a diferença de opinião?? É a sanha corporativista. Competência não é sinônimo de diploma e diploma não é sinônimo de competência, então vamos deixar que os competentes e não os com ou sem canudo exerçam a profissão. Não seria correto alijar da profissão um jornalista da qualidade do Luis Fernado Veríssimo. Não, ele não é só escritor. Aliás, descobriu-se escritor após a oportunidade de trabalhar no jornal Zero Hora. Felizmente à época como agora o diploma não era uma exigência, mas uma recomendação.
Evandro Santos , Belém-PA - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 12:05:17
Concordo, Marcelo. Pelo menos, nesse ponto, o Reinaldo não pode criticar Luiz Inácio Lula da Silva, que é presidente do Brasil, e não tem diploma.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 19/6/2009 às 11:40:16
Reinaldo Azevedo é o melhor exemplo de que o diploma é desnecessário: Escreve mal, suas "sutiliezas" são como as de um macaco numa loja de cristais, é tendencioso, truculento, fascista, retrógrado e estúpido com os que pensam de maneira diferente dele... Ainda sendo assim, está empregado numa empresa de comunicação. Viram como o diploma não quer dizer nada?
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 19/6/2009 às 11:38:57
É, a prova viva , que o diploma não faz o jornalista.
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