ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 543 - 2/2/2010
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DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Perguntas e respostas sobre o canudo

Por Carlos Brickmann em 23/6/2009

O curso de Jornalismo perdeu a validade?

Não: a transmissão de conhecimento é sempre útil e aquilo que se aprende é propriedade perpétua de quem o adquiriu. O diploma de Jornalismo vai continuar existindo; quem o tirar continuará tendo registro. Imagine que você tenha aprendido mandarim: isso jamais foi exigido para trabalhar em Jornalismo, mas vai ajudá-lo muito a conseguir um bom emprego e a desempenhar suas funções com eficiência.

As empresas são obrigadas a contratar quem não fez o curso?

Não: as empresas vão contratar os profissionais que lhe oferecerem o melhor serviço. Se as faculdades de Jornalismo formarem profissionais mais bem qualificados que os que não as cursaram, os diplomados terão a preferência. O que ocorreu foi o fim da reserva de mercado, não a criação de outra reserva.

As empresas podem contratar quem quiserem?

Sim. Mas, como o mercado é competitivo, as empresas sempre procurarão contratar os profissionais de melhor qualidade. E os que tiverem curso superior, se bem feito, levarão vantagem sobre os que não o tiverem – a menos que o talento e a capacidade de estudo dos que não tiverem curso superior superem a desvantagem da falta de educação formal.

As empresas vão contratar não-jornalistas para pagar menos?

Não: profissionais como Roberto Muller, Rodolfo Konder, Ricardo Kotscho, Fernando Gabeira, Luís Carta, Ennio Pesce, Nahum Sirotsky, Rolf Kuntz, ou como este colunista, sempre ganharam os melhores salários das diversas redações em que trabalharam, e não têm diploma de jornalista. O cálculo é mais complexo e engloba a relação custo-benefício: profissionais de alto nível custam mais caro, tenham diploma de jornalista ou não, e seu trabalho é habitualmente melhor.

Para que investi tempo e dinheiro fazendo faculdade de Jornalismo se o diploma é desnecessário para exercer a profissão?

Para que aprender inglês, espanhol, alemão e japonês se os respectivos diplomas são desnecessários para exercer a profissão de jornalista? Porque acreditam que os conhecimentos que adquiriram são úteis. Mas, se alguém fez uma faculdade daquelas bem maleáveis, no facilitário, apenas para obter o diploma, terá perdido seu tempo e dinheiro. Mas iria perdê-lo de qualquer forma: o mercado de trabalho é competitivo e impiedoso com quem não estuda, formal ou informalmente.

Qual a consequência do fim da obrigatoriedade do diploma na ética jornalística?

Nenhuma. Ética se tem ou não se tem. Ética não se aprende em cursos superiores. Há canalhas com diploma, há canalhas sem diploma.

Caem as prerrogativas legais da profissão de jornalista?

Não: o piso profissional, a jornada de cinco horas, o reconhecimento do Jornalismo como profissão diferenciada (mesmo que você trabalhe numa empresa distribuidora de petróleo, continuará sendo jornalista e descontando imposto sindical para o Sindicato dos Jornalistas, não o dos Petroleiros), tudo continua em vigor. Outras prerrogativas já caíram ao longo do tempo (jornalista era isento de Imposto de Renda, pagava metade da sisa, o Imposto de Transmissão Intervivos, tinha 50% de desconto em passagens de avião) e não houve enfraquecimento da profissão.

Por que outras profissões precisam de diploma e jornalista não? Posso então pleitear um cargo de ministro do Supremo?

Pode. A lei não exige diploma de Direito para ministros do Supremo. As condições necessárias são "notável saber jurídico e ilibada reputação". Caso o presidente da República (que também não precisa ter diploma de curso superior) o indique e o Senado o aprove, o novo ministro estará nomeado.

 

Cuidado: mais contas!

O jornal O Estado de S.Paulo passou a cobrar pelo acesso via Internet a seu conteúdo. O preço da assinatura do jornal impresso é um; com web, é outro.

Por enquanto, só o Estadão, que seja do conhecimento deste colunista, está cobrando separado o acesso pela rede. Mas essa iniciativa pode prosperar: nos Estados Unidos, pressionados pelos prejuízos, muitos jornais já falaram neste assunto, embora ainda não tenham tomado nenhuma decisão.

 

Adeus, Ennio

É fácil descrevê-lo, já que cada uma de suas características era marcante. É difícil descrevê-lo, já que a soma de características marcantes moldava um homem complexo, de múltiplas habilidades, competente nas mais diversas áreas. As colegas costumavam chamá-lo de "Marcello", à italiana (comparando sua aparência com a do ator, então no auge da fama, Marcello Mastroianni).

Ennio Pesce, claro. Nasceu na Itália, de pai italiano e mãe brasileira; veio ao Brasil logo depois da Segunda Guerra Mundial, e só voltaria à terra natal 56 anos depois – para encontrar, em Luca, intacta, depois de tantos anos, a casa em que nascera. Formou-se em Direito, mas tornou-se conhecido como jornalista.

E que jornalista! Ao contrário de boa parte dos colegas, fazia questão de vestir-se bem, com excelentes gravatas e ternos feitos sob medida por um alfaiate de primeiro time – que aprendeu a profissão na terra dos grandes alfaiates, a Itália, e veio depois morar no Brasil. Escrevia bem (foi colunista da Folha de S.Paulo e do Jornal da Tarde, e isso na época em que o Jornal da Tarde era o Jornal da Tarde), era bom de vídeo (e foi apresentador de telejornais da Rede Globo).

Ennio conhecia os políticos, e era respeitado por eles; e, conhecendo-os, manteve-se sempre longe das tentações que eles costumam semear pelo caminho. Conhecia a arte da política, e suas análises eram agudas, articuladas, precisas: poucas vezes foram equivocadas.

Como assessor de imprensa, destacou-se em momentos de extrema complexidade: trabalhou com o governador Abreu Sodré, numa época em que o regime endurecia (e ajudou muitos jornalistas, inclusive este colunista, a escapar de problemas com o Governo militar); e com o candidato à Presidência Paulo Maluf, que não tinha nenhuma chance, mas ajudando a trabalhar a imagem que levaria Maluf à vitória em duas eleições seguidas para a Prefeitura de São Paulo).

Ennio foi responsável por uma entrevista antológica com o ex-presidente Jânio Quadros. Estudou as principais artimanhas de Jânio e se preparou para uma conversa complicada. Fez-lhe uma pergunta difícil, a respeito de um fato conhecido por todos, e Jânio usou seu truque preferido: "De onde o sr. tirou essa história?" Ennio, firme: dos jornais, das revistas. Jânio: prove! Ennio, tranquilo, começou a puxar recortes da gaveta. Demoliu o entrevistado. Nunca antes nesse país, como se diria mais tarde, algum jornalista tinha julgado necessário provar que fatos óbvios existissem, e o habilíssimo Jânio se valia disso para desmoralizá-los no ar.

Em outra ocasião, como apresentador da Globo, o jornal já terminava, com as legendas rolando na tela. De repente, uma barata voadora, provavelmente vinda também daquele depósito onde se hospedam as moscas que chateiam Barack Obama, instalou-se no seu ombro direito. Ennio se manteve impassível, como se nada estivesse acontecendo, até que sua imagem sumiu do ar.

Só como comparação: fato semelhante ocorreu recentemente em uma TV portuguesa, e o apresentador começou a gritar, arrancou os microfones da lapela e saiu correndo estúdio afora.

Ennio Pesce morreu no dia 12. A imprensa, à qual dedicou sua vida, pouco retribuiu: os amigos souberam da morte por um anúncio pago, e pouquíssimo noticiário foi publicado sobre este personagem tão importante.

Mas, pensando bem, não é difícil defini-lo: foi um amigo de excelente caráter, do tipo que faz falta. E um grande, excepcional jornalista.

 

Policial é tão bonzinho

No final da Parada Gay, em São Paulo, uma bomba caseira foi atirada de um prédio no meio de um grupo de pessoas, bem no centro da cidade. A explosão da bomba feriu muita gente, mas a Policia diz que não vai investigar nada: segundo o delegado da região, ninguém apresentou queixa, então não há como investigar. E ainda faz gracinha: diz que ali havia homossexuais de alto poder aquisitivo, que não querem aparecer, por isso não foram à delegacia.

Admitamos, para argumentar, que o delegado tenha razão. Mas uma bomba foi atirada no meio de gente, no centro da maior cidade do país. É um fato que independe de queixa. Ocorreu, e pronto. Significa, entre outras coisas, que alguém anda fabricando bombas. E ninguém fabrica bombas apenas para colecioná-las e para mostrar aos amigos sua habilidade com artefatos mortais.

Entre outras idiotices que foram ditas, e que nossos meios de comunicação publicaram acriticamente, está a de que alguém atirou a bomba por estar irritado com o barulho. OK, aceitemos a argumentação: embora a região seja barulhentíssima, embora seja habitualmente ponto de reunião de gays, alguém se irritou. E, em vez de jogar ovos, uma garrafa de urina, o forno de microondas, fabricou uma bomba e a atirou prédio abaixo. Quanto tempo levaria para fabricar a bomba? Não, a coisa é mais séria: tem gente brincando com armas mortais. E a Policia espera o que para investigar o caso e descobrir quem são os malucos?

 

Abaixo o racismo

De acordo com a Internet, o texto abaixo figura num anúncio divulgado na Espanha. Pode ser verdade, pode não ser. Mas seria ótimo se fosse!

O anúncio mostra um garotinho preto, de olhos grandes e redondos, sorriso de dentes muito brancos, com um quadro-negro onde está escrito:

Seu Cristo é judeu; sua escrita é latina; seus números são árabes; sua democracia é grega; seu som é japonês; sua bola é coreana; seu DVD é de Hong Kong; sua camiseta é da Tailândia; seus melhores jogadores de futebol são do Brasil; seu relógio é suíço; sua pizza, italiana. E você ainda vê o trabalhador imigrante como um desprezível estrangeiro?

 

Como...

De um grande jornal, de circulação nacional:

"Subprocurador se envolve em acidente de carro embriagado"

Mas a matéria é incompleta: não informa se o carro bebum soprou o bafômetro ou foi autuado, conforme determina a lei.

 

...é...

De vários jornais, que transcreveram press-release da empresa:

"(...) investe R$ 150 milhões em moderna fábrica de soja em (...)"

Eta, modernidades! Este colunista é do tempo em que a soja era plantada, e não fabricada.

 

...mesmo?

De um grande portal noticioso:

"São Paulo - Tiroteio deixa um morto e dois feridos em Porto Alegre"

 

E eu com isso?

Muita gente tem preconceito contra as noticias que envolvem celebridades. Diz que não tem nada com isso (e tem toda a razão). Mas a gente precisa saber de algumas coisas. Por exemplo, da série "pensamentos que machucam":

"Às vezes sofro por pensar muito", diz Maria Fernanda Cândido

Ou da série "Eu, Priapo":

"Ex-preso processa enfermeira por causa de ereção de 55 horas"

Ou, ainda, da série "primeiro me deixa explicar":

"Preso se masturbando, americano diz que colocou pênis para tomar ar"

E, como de hábito, a dura vida dos astros e estrelas deste país:

1. Regina Duarte vai à praia do Pepê com a família

2. Stephany Brito almoça em shopping carioca

3. Christian Slater é flagrado abastecendo seu carro em Los Angeles

4. Atriz Melanie Griffith toma multa de trânsitio em Los Angeles

5. Patrícia Pillar olha roupas em loja, mas não leva nada

6. Grávida, top Heidi Klum leva os filhos ao zoológico

7. Usar cueca e desodorante vira lei em cidade da Flórida

 

O grande título

Desta vez, temos um daqueles títulos fantásticos, que indicam os pesonagens, mas não dizem o que aconteceu, simplesmente porque não couberam na diagramação:

Modelo diz que sabia que namoro com Adriano não

Temos um titulo narrando coisas estranhas:

George Clooney contrata vidente para entrar em contato com porco de estimação morto em 2006

E um excelente, da área policial:

Conheça o brasileiro que matou o joystick

É daquelas matérias importantes: pelo menos ficamos sabendo quem fez o quê. Se a nossa Polícia não investiga nem quem lança bombas sobre grupos de pessoas, imagine se vai investigar a morte do joystick!

Comentários (14)
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Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 24/6/2009 às 19:07:06
Ah, Maria Fernanda Cândido! Seria melhor se, mas a gente dispensa você de pensar...
Rodrigo Dias , Manaus-AM - Biólogo
Enviado em 24/6/2009 às 15:44:33
Algum indivíduo joga uma bomba na rua para deixar clara sua homofobia, a polícia não dá a mínima (ora, a polícia...), e "jornalistas" vêm perguntar onde ficará a ÉTICA no jornalismo, mas nem se dão ao trabalho de comentar o crime. Realmente, se é pra manter esse nível é melhor vocês irem vender cachorro-quente, ou melhor, cigarros (eu não compraria nem um cachorro-quente de um desses)...
Nara Rocha Vieira , Tijucas-SC - professora
Enviado em 24/6/2009 às 12:33:56
Em um grande portal hoje:"Morto em casa, corintiano chorou por se fingir de são-paulino para não apanhar" . Como assim? Morto chora?
Cléber Fabbri , porto ferreira-SP - jornalista
Enviado em 24/6/2009 às 08:47:26
Hoje, pela manhã, num jornalístico da Record, a chamada e a legenda de vídeo durante toda a exibição da matéria dizia mais ou menos: "Menor mata adolescente em posto de combustível". Aí passou a reportagem, com vídeo da câmera de segurança, etc e tal. Qual não foi a surpresa ao saber que o suposto assassino tinha 19 anos, com nome e rosto amplamente divulgados...
marcia cunha , bh-MG - funcionaria pública
Enviado em 23/6/2009 às 23:39:23
a questão de necessidade de diploma escolar não é pra se decidir na justiça. não se trata de certo ou errado para que ela decida se libera isso ou aquilo na área da educação. esta deve ser discutida pela sociedade, pelo ministério próprio que já existe pra esse fim. essa nossa justiça está equivocada. deve decidir o mensalão e os 40 .... há muito que fazer em matéria de "punição", que não é o caso de "diploma escolar". enquanto isto, os bandidos estão "esperando" condenação. mas ela diz que há acúmulo de processos. claro, escolhendo amenidades ...e que não lhe competem... vai decidir o que deve quando?
jurandyr frança da silva França , Parnamirim-RN - Militar / Radialista
Enviado em 23/6/2009 às 23:35:57
Fiz um curso de radialismo e agora jornalismo após ter sido candidato a cargo eletivo percebendo a manipulação da imprensa. Pensei que se daria a liberdade para o entrave do conhecimento versus a manobra destes que defenderam a aniquilação da esperança na busca da qualidade da informação. Jornalistas da grande mídia apoiam e destroem o sonho de muitos jovens que passaram anos analizando a cultura e os efeitos desvastadores dos oligarcas. O Brasil precisa deixar de hipocrisia quanto aos moldes aplicáveis aos assuntos que disciplinam o nosso comportamento.
Nino Flexa , Cafarnaum-ES - Sem
Enviado em 23/6/2009 às 18:16:45
E para a contração de josnalista para o serviço público, liberou geral?
Fábio Ricardo de Oliveira , Blumenau-SC - Jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 18:08:00
Ouch! Colunista com cara de dono de grande jornal. Ideiais completamente defensivas d eum mercado tão irreal que nem ele mesmo deve acreditar que seja realmente assim. Como seria bom se a vida fosse mesmo tão bonita.
Arnaldo Mandel , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 23/6/2009 às 17:12:12
Provavelmente todas as matérias que você citou no "Como...é...mesmo?", "E eu com isso?" e "O grande título" ao longo dos últimos anos foram feitas por jornalistas diplomados.
tiago jucá oliveira , porto alegre-RS - jornaista
Enviado em 23/6/2009 às 15:50:35
mt bom !
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 23/6/2009 às 14:09:33
A principal prerrogativa do diploma de curso superior,não foi abolida: o direito a prisão especial!
Fabiano  Avila , Florianopolis-SC - jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 12:31:22
"As empresas vão contratar não-jornalistas para pagar menos? Não: profissionais como Roberto Muller..." Aqui na verdade a resposta é: depende. Como o senhor colocou, pessoas com renomado conhecimento sempre foram bem pagas dentro das redaçoes. Mas imagine um jornal de bairro ou com poucos recursos. O que esse veiculo vai fazer de agora em diante é contratar um jornalista como editor (espero ao menos isso) e meia dúzia de estudantes do segundo grau como repórteres, pagando R$ 600 para eles. Então além da clara perda de mercado para os milhares de recem formados em jornalismo, teremos a redução salárial. Com mais gente procurando emprego, mais facil alguem se sujeitar a receber menos que o piso e sem carteira assinada. Abraços
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 23/6/2009 às 11:54:24
Qual a consequência do fim da obrigatoriedade do diploma na ética jornalística? Nenhuma. Ética se tem ou não se tem. Caem as prerrogativas legais da profissão de jornalista? Não. Por enquanto. Quem será efetivamente jornalista daqui alguns anos? Quem garante que somente a conclusão de um “curso superior” alçado à categoria de hobby terá validade para se reconhecer um jornalista? Por que outras profissões precisam de diploma e jornalista não? Posso então pleitear um cargo de ministro do Supremo? Pode. Presidente da república não precisa ter diploma de curso superior, mas será e é cobrado e discriminado impiedosamente por isto, independente de possuir qualidades, talento e capacidade. É aconselhável, no mínimo, ter curso de sociologia, mesmo que tal seja comparável a um curso de jornalismo. “QI” (Quem Indica) não se discute, não depende muito de mérito.
Edmilso  Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 23/6/2009 às 11:53:30
O curso de Jornalismo perdeu a validade ?Não, mas se para ser jornalista não é necessário um curso de jornalismo aproveite seu tempo e dinheiro e faça um outro curso aumentando suas chances futuras. / As empresas são obrigadas a contratar quem não fez o curso?Não. As empresas vão contratar quem exigir menor salário e oferecer melhor retorno. Salvo exceções, claro! / As empresas podem contratar quem quiserem?Sim. Mas, as empresas também participam desta competitividade e querem diminuir custos, desta forma vão exigir mais pagando menos. / As empresas vão contratar não-jornalistas para pagar menos?Não. Elas vão contratar jornalista pagando menos, para isto usando a tal de competitividade e a “concorrência” com os não jornalistas. Para um Ricardo Kotsho ou Luís Carta ou Carlos Brickmann, qual a proporção de não Ricardo Kotsho ou não Luís Carta ou não Carlos Brickmann que dependem do jornalismo? / Para que investi tempo e dinheiro fazendo faculdade de Jornalismo se o diploma é desnecessário para exercer a profissão? Não invista em faculdade de jornalismo, mas faça inglês, espanhol alemão, japonês e faça outro curso superior.
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