ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 543 - 9/2/2010
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DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Um fim prenunciado

Por Muniz Sodré em 25/6/2009

Houve quem ficasse ofendido com a comparação, feita pelo ministro Gilmar Mendes, do jornalista ao chefe de cozinha. Em princípio, não há motivo para zanga. No geral, além de ganhar melhor do que o comum dos jornalistas, chefe de cozinha é profissão em alta, com requintes que só se obtêm com mais anos de prática do que o tempo médio de um curso universitário. Depois, "cozinha" é como na velha gíria das redações se designavam as funções de retaguarda (copydesk, editorias etc) na produção do jornal. Nessa cozinha, costumava-se também ganhar mais do que na reportagem.

Muito provavelmente não é flor desse campo semântico a metáfora do ministro Mendes. Parece-nos mais o resultado de uma noção imprecisa do que se faz na mídia e na cozinha dos restaurantes. O melindre deve-se na certa à suspeita de que a metáfora seja índice do milenar desprezo do trabalho intelectual pelo manual. Há razões para isto: num país em que a tradição escravagista permanece em tantos corações e mentes, a cozinha é conotada como lugar de servos ou subalternos.

De fato, não podemos honestamente afirmar, apenas suspeitar, sobre o que ia na alma dos preclaros ministros que acabaram com a obrigatoriedade do diploma de jornalista. Um deles mencionou a falta de "verdade científica" no jornalismo. Para algumas pessoas, inclusive professores universitários, foi um toque de pós-modernidade – a desregulamentação das corporações anda de mãos dadas com o capitalismo cognitivo, este que transforma o conhecimento em principal força produtiva. Ao que sabemos, isto caracteriza os países do Norte, exportadores de tecnologia. Assim, cabe perguntar aos entusiastas a que região do Hemisfério Sul já chegou esse capitalismo, uma vez que aquilo que ainda parece vigorar é o capitalismo coercitivo, o mesmo que, aumentando a produção de alimentos, aumenta simultaneamente a fome no mundo: mais de 1 bilhão de famélicos é a conta oficial neste 2009.

Salve-se-quem-puder

Cabe também perguntar aos apressados teóricos desse capitalismo se, por coerência, aceitariam a desregulamentação do estatuto que lhes garante estabilidade como professores de universidade pública. Ou, então, auscultar os preclaros juízes sobre se, respeitando esse espírito do tempo, concordariam com o fim da vitaliciedade de sua função, senão com a sua eleição por parte da comunidade. A internet seria aí de grande valia.

Como a intuição nos diz que nada disso será aceito, podemos ao menos sugerir, sempre com vistas à coerência, que se passe agora ao fim da exigência de diploma para o exercício da advocacia e se retorne ao tempo dos rábulas. Vale reforçar a sugestão com a lembrança de Cosme de Farias, lendário advogado de defesa nos tribunais do júri da Bahia, que era rábula. Na condição de antigo aluno da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Federal da Bahia (da qual, aliás, detenho com muita honra o título de Doutor Honoris Causa), ouso sustentar que não existe "verdade científica" no Direito, nem nada que não possa ser aprendido fora do âmbito universitário.

Não é absurda nem provocativa essa sugestão, já que o próprio ministro Gilmar Mendes, em entrevista à imprensa, deixou claro que é lícito desregulamentar a quase totalidade das profissões. Não mencionou a advocacia, mas isto está naturalmente implícito.

"Ou não...", como diria o compositor popular, com o argumento de que não se pode sair por aí desregulamentando tudo em nome do capitalismo cognitivo ou da verdade científica. A regra deveria valer, quem sabe, para algumas profissões, aquelas que a tradição patrimonialista – regente desde que para cá se transferiu, com a tomada das terras, o espírito da dinastia de Avis – considera mais próximas da cozinha. Para estas, vale o salve-se-quem-puder do mercado. Por exemplo, desregulamentada a profissão de jornalista, o contratado não poderá mais reclamar na Justiça os seus direitos acima das cinco horas regulamentares de trabalho.

Motivo verdadeiro

É inútil falar de pressão técnica da internet, de liberdade de opinião e quejandos. Nada disso pesou como motivo real na cabeça de magistrados assoberbados por um número interminável de processos a julgar, sem tempo nem formação específica para compreender a complexidade teórica do que é hoje informação/comunicação. Para ser muito franco, nem mesmo a velha esquerda da vulgata marxista consegue bem entender a questão da mídia numa sociedade em que o "solo" societário é feito de informação.

Jornalista gosta de fatos. E o fato de agora é a irreversibilidade do diploma obrigatório, pois, como bem advertiu o magistrado, qualquer futura regulamentação dessa profissão por lei será inconstitucional. Pode-se certamente experimentar a regulamentação de algumas funções jornalísticas, mas nunca se sabe o que pensará disso o Supremo Tribunal. E, afinal de contas, talvez não valha a pena ficar malhando em ferro frio, discutindo substância (episteme, ética, formação, informação), quando o que está em jogo é adjetivo, ou seja, o mero processo de gestão do que interessa às classes dirigentes.

Não foi por amor ao saber ou à liberdade de opinião que se acabou com o diploma de jornalista. Foi por amor próprio.

Comentários (22)
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Murilo de P. Souza , Caracas-SP - Aposentado
Enviado em 30/6/2009 às 22:01:50
Quanto aos advogados, é bom saber que na Inglaterra e Reino Unido por extensão, não há exigência de diploma para ser advogado, quer para o solicitor ou o barrister, este último atuante nos tribunais. Claro que lá não há códigos, mas a jurisprudência é vasta e foi construida há séculos. Desconfio que não há faculdades de gastronomia tampouco.
Carlos Rodrigues Neto , Pena-MG - Jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 09:31:28
Caro João, faz de conta que o funcionalismo público seja contratado e avaliado de acordo com sua produtividade. Agora pense em qualpaís o funcionalismo público não é avaliado dessa forma. grande abraço.
Danilo Moret , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 29/6/2009 às 16:58:25
Não concordo que a questão do fim da exigência de curso superior para jornalistas seja na linha de aumentar ou diminuir a qualidade da profissão, ou mesmo reserva de mercado. Vejo o jornalismo como o verdadeiro quarto poder dos estados democráticos, acesso a investigação, divulgação de opinião, visibilidade das notícias e, claro, fonte de entretenimento. Sendo assim o acesso a este poder é uma das bases de uma sociedade democrática: qualquer cidadão com um mínimo (veja bem, um mínimo) de educação e preparação deve ter permissão de falar e publicar o que achar válido e, claro, ser responsável por isso. Depois dá valor e ouve quem quer. Dos poderes do estado democrático o único (não por coincidência) que é um poder profissional e assim deveria requerer sim educação superior é o judiciário. A vantagem é que diferente dos outros poderes, o jornalismo é dinâmico e envolvido no capitalismo. Sendo assim o mercado e os leitores irão criar seus requisitos mínimos para ler algo. Jornalismo também é opinião. Não é opinião comparada como o direito, e sendo assim não me parecem válidas as comparações do autor. Soam mais como implicância, como parece na última frase.
Ibsen  Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 29/6/2009 às 15:38:37
João, o diploma não só não garante qualidade como também é uma falácia dizer que sua liberação irá trazer redução salarial ao profissional jornalista. A questão é que dificilmente qualquer mídia, principalmente a grande mídia: FSP, VEja, Globo, Estadão, Carta Capital etc irão contratar profissionais incopetentes com ou sem diploma só para reduzir a folha de pagamento. Eles não seriam loucos em arriscar a reputação. A concorrência é muito grande para que, comercialmente, se corra esse risco. A questão a meu ver é do mais puro corporativismo. Tanto que atualmente os estudadtes de jornalismo e jornalistas passaram a comentar profusamente aqui no OI. Desde que frequento o Observatório a alguns anos nunca vi tanto jornalista comentando e olha que muitos assuntos importantes vieram a baila por aqui; inclusive a propriedade das mídias regionais por parte de políticos e o abandono do CCS. Achava até que se tratava de uma classe em extinção. Quem sabe se com esse chacoalhão eles passam a discutir o que realmente interessa não só a eles, mas à sociedade como um todo.
Gustavo Medeiros , Natal-RN - professor/ jornalista
Enviado em 29/6/2009 às 13:59:54
Olá colegas. O que se quer com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício de Jornalismo é dar um golpe na categoria que denuncia os erros dos Poderes Federais. É uma luta entre os patrões (da ANJ) contra os trabalhadores (os jornalistas, associados ou não a sindicatos ligados á FENAJ). O STFvem demonstrando que não respeita os direitos adquiridos, vide a taxação dos inativos e agora o fim da obrigatoriedade do diploam para o Jornalismo. Querem abaixar os salários dos jornalistas e desprestigiar a categoria. A solução é muita mobilização da classe junto ao Congresso, para tentar revertaro quadro.
João Samuel  Batista , guarapuava-PR - Func Publico
Enviado em 29/6/2009 às 11:51:25
Faz de conta que diploma é sinônimo de qualidade. Qual outro país exige diploma para ser jornalista? Alguém seberia responder? Pesquisem.
Amanda  Silva , Belo Horizonte-MG - estudante de Jornalismo
Enviado em 26/6/2009 às 16:06:47
Orestes, informação errônea a sua de que as redações possuem esmagodora maioria de não diplomados em Jornalismo. Pelo menos, aqui em Minas o que tenho visto é que esses profissionais estão voltando às escolas para se graduar ou até pós-graduar. Para quem informar e comunicar são sinônimos, poderá também presumir que exercer a função de jornalista não requer estudo (dentro ou fora da universidade), afinal, como essas pessoas irão entender algo que não lhes compete. A questão é que, antes viesse uma espécie de "exame da ordem" para jornalistas, quem sabe assim os cidadãos não seriam melhor informados (atingindo níveis de comunicação efetivos) e os profissionais incompetentes ficassem excluídos do processo. Minha pergunta para Gilmar Mendes seria: que liberdade de expressão (imprensa) é essa sempre submetida aos interesses capitalistas e aos poderosos de plantão? Ao professor Muniz Sodré, o agradecimento por sempre nos incentivar a buscar por reflexões nesse campo tão importante, mas que continua desprezado por segmentos elitizados e aristocratas.
Franco Adailton , Salvador-BA - Estudante de jornalismo
Enviado em 26/6/2009 às 11:22:33
Foram poucos os jornalistas que me serviram de inspiração para escolher tal profissão. Com certeza, Sodré, meu conterrâneo (e aqui digo com orgulho), está entre eles. Sem comentários! Quanto à você, Orestes, uso das suas palavras contra você: "é humanamente impossível que “qualquer um do povo” faça uma simples petição ao Juiz, ao Promotor ou ao Delegado ou qualquer autoridade administrativa sem conhecimento". "Qualquer um do povo" não é capaz de fazer uma petição ao juiz (com letra minúscula), pelo simples fato dos juristas lançarem mão da linguagem como fator de exclusão social, por utilizarem um idioma dentro de outro idioma para, assim, o "povo" achar que o "homi" fala difícil e chamá-lo de "dotô". Doutor, zorra nenhuma! Qualquer um do povo pode ser um advogado, jurista ou magistrado e, até, ministro do Supremo.
Elcio Machado , Assis-SP - Cidadão
Enviado em 26/6/2009 às 08:53:05
Interessantes, as posições defendidas pelo professor Muniz Sodré, e pelo aposentado Orestes Ianuzzi. Há verdades em ambas. O levemente magoado tom acadêmico do professor chega a ter semelhança com o tom de sutil indignação do aposentado, possivelmente oriundo das lides judiciárias. O fato é que o professor preferiu não malhar no ferro frio da substância, talvez guardando o tema para um próximo texto. Talvez sua intuição lhe diga da dificuldade de defender, na complexidade teórica do que é hoje informação/comunicação, o foca que não sabe direito o que fazer com seu diploma e seus conceitos novinhos em folha, numa profissão onde ingenuidade e teoria são esmagadas pelas prensas rotativas ou fulminadas pelos sinais digitais e de radiofrequencia. Não é o foca muito diferente do bacharel de Direito, à diferença de que deste se exige o degrau do exame de Ordem. E muitos dos recém-saídos da academia, de qualquer forma, irão pendurar seus diplomas e se lançar no salve-se-quem-puder do mercado real, seja na cozinha do restaurante, seja fazendo lanches nas barraquinhas de praia, seja vendendo alguma coisa qualquer -- porque no final das contas, vender é o que importa, mesmo no mundo da informação. Ou então, aninhando-se em alguma sinecura. Seixas, o Raulzito, já dizia: "Trabalho em cartório mas sou escritor, Perdi minha pena nem sei qual foi o mês. Metrô linha 743!!"
sonia maria peres de oliviera , juiz de fora-MG - serviodra publica
Enviado em 25/6/2009 às 22:40:17
Pena que o ministros provavelmente não vão ler este artigo e se lerem, muito provavelmente não vão entender. Não sou jornalista, mas concordo com todos os que estão revoltados com esse grave equívoco cometido pelo STF e, mais ainda, com a ameaça feita pelo Coronel Gilmar em relação a uma possível nova regulamentação do jornalismo e em relação ao seu apetite por desregulamentar outras profissões.
MIlena Muricy , São Paulo-SP - JOrnalista
Enviado em 25/6/2009 às 20:03:42
Perfeito!
Carolina  Pessôa Mulatinho , Rio de Janeiro-RJ - estudante de jornalism
Enviado em 25/6/2009 às 15:57:19
Vale acrescentar que agora, além da carga horária, os salários ficarão ainda piores e o sindicato perderá a força. Daqui a pouco começarão a pagar o salário de só colocar na carteira um terço. Aliás, esse negócio de carteira já era né! Mas isso a "justiça" não olha!
Janaina  Campos , Rio de Janeiro-RJ - Estudante de jornalismo
Enviado em 25/6/2009 às 15:05:14
Simplesmente maravilhoso! Foi o melhor texto que eu li a respeito do assunto, muito realista, com um final brilhante!
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista sem-diploma
Enviado em 25/6/2009 às 14:53:50
Diante de estagiários, estudantes de jornalismo e jornalistas diplomados, um aposentado faz-se notar pela sabedoria e coerência do seu raciocínio. Congratulações, Orestes Ianuzzi.
Samuel Lima , Joinville-SC - Jornalista e professor universitário
Enviado em 25/6/2009 às 14:04:17
Caro Orestes Ianuzzi, o prof. Muniz Sodré fala do jornalismo como fenômeno social, forma de conhecimento indispensável hoje à convivência democrática. Talento e competência são atributos humanos aplicáveis à qualquer profissão. O que está falido neste país é a noção de "justiça" do guardião da Constituição, capazes de soltar duas vezes, em menos de 24h, um banqueiro condenado. O aperfeiçoamento do ensino do jornalismo, entendido como um conjunto de saberes teóricos e técnicos, inseperáveis porque só existem nesta conectada dimensão, é algo de interesse público inequívoco. Não por acaso, o voto do sr. Gilmar Mendes tenta atribuir (a luta não está finda) o monopólio da regulamentação profissional aos barões da mídia: "Poderão as empresas de comunicação estipular critérios de contratação, como a especialidade em determinado campo do conhecimento, o que, inclusive, parece ser mais consentâneo com a crescente especialização do jornalismo no mundo contemporâneo”. A decisão do STF nada tem a ver com "liberdade de expressão" ou o "livre pensamento". É só você avaliar, como bem indicou o jornalista Alberto Dines, o tom da cobertura desta decisão do Supremo. Os arautos e donos do monopólio da "liberdade de expressão" foram hábeis na arte de manipular e desinformar. O acesso de especialistas de quaisquer áreas de conhecimento sempre foi livre e frequente na mídia. Basta conferir.
Thales Rafael , Niterói-RJ - Estudante de Jornalismo
Enviado em 25/6/2009 às 13:46:45
Por fim alguém que consegui enxergar os problemas do fim do jornalismo além de sua agonizante morte. Reserva de mercado, salários, ética. Esses são normalmente os temas que envolvem o debate sobre o fim da obrigatoriedade do diploma. Entretanto, esses temas são discussões de muito curto prazo - que em momento algum são desnecessárias. Faltava alguém para ver as nuances econômico-políticos que estavam presentes no processo. A lógica capitalista é a que domina as corporações midiáticas . O fim da obrigatoriedade é um golpe que visa dar mais poder aos detentores dos meios de comunicação de massa. O problema é a lacuna que pode abrir-se nos estudos da comunicação, tão recentes e mal estruturados.
Lilian  Azevedo , cascavel -PR - jornalista
Enviado em 25/6/2009 às 13:23:21
Depois dessa análise muito bem sustentada de Sodré sobre "verdade científica", seria louvável se surgisse o movimento pela não obrigatoriedade de diplomas para juristas... nada mal...
Eloy Vieira , Aracaju-SE - Estudante de Jornalismo
Enviado em 25/6/2009 às 12:33:08
Tenho plena consciência de que diploma não implica qualidade em nenhuma profissão. Talento sem diploma (entenda-se diploma por embasamento teórico, ou como gosta de dizer uma professora minha, o "background") precisa de muito tempo. Mas se a pessoa combinar talento com diploma, será que não será um bom profissional? Estamos de volta ao século XIX! Viva o mundo moderno! A propósito, não tinha final melhor para esse texto, muito bom!
Ana Carolina  Abiahy , João Pessoa-PB - jornalista
Enviado em 25/6/2009 às 11:26:43
estava ansiosa por um texto de Sodré...pena que outros professores do curso não se manifestem sobre este absurdo que desvaloriza o estudo da área. São inúmeras as reflexões que podemos fazer acerca desta atitude discriminatória da maior corte do país. Ao falar que o jornalismo é profissão da mera intelectualidade com certeza o magistrado abriu o precedente para que qualquer jornalista cozinheiro possa sentar-se ao seu lado...Mas, não quero isso. Prefiro o jornalismo, apesar de tudo. Vamos lá, agora em busca de uma Emenda Constitucional que garanta a diferenciação entre a liberdade de expressão e o exercício do jornalismo!
Cláudia Monteiro , Fortaleza-CE - Jornalista (com diploma)
Enviado em 25/6/2009 às 10:57:53
Simplesmente genial. Especialmente o fechamento do artigo.
Orestes Ianuzzi , São Paulo-SP - aposentado
Enviado em 25/6/2009 às 10:21:56
Os que lêem jornais, neste país, sabem que há décadas a esmagadora maioria dos que se dedicam ao jornalismo, seja nos jornais impressos, nas rádios, nas TVs, nos pequenos jornais de associações, fábricas, clubes de serviços, NÃO SÃO DIPLOMADOS e muitas vezes, quando há jornalistas diplomados que “assinam” a responsabilidade do periódico, o fazem sem nenhuma participação na pauta. A exigência do diploma há muito é letra morta no mundo das leis, porque nunca foi ABSOLUTAMENTE necessário para se fazer um informativo, da presença de um egresso do mundo acadêmico. Com a Internet, essa situação se tornou visível, escancarada, e o livre fluxo de informação não pode mais ser cerceado, controlado, como querem os míopes defensores do falido diploma. O mesmo não se pode falar de um advogado. Hoje, num mundo regido por dezenas de códigos, portarias, resoluções, leis, decretos e o escambau, isto sem falar na doutrina e na jurisprudência, é humanamente impossível que “qualquer um do povo” faça uma simples petição ao Juiz, ao Promotor ou ao Delegado ou qualquer autoridade administrativa sem conhecimento. O cidadão não irá conseguir fazê-lo. Nem mesmo quem sai da faculdade consegue de pronto advogar, como mostram os Exames de Ordem.
Lucas Magalhães , Varginha-MG - Estagiário de Jornalismo
Enviado em 25/6/2009 às 07:53:36
Enfim uma voz cientificamente sensata sobre o assunto. Sem diplomam, sem qualidade, o jornalismo perde força diante da soberba jurídica.
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