ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 544 - 30/6/2009
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CASO FOLHA-DILMA
Manobra primária para encobrir responsabilidades

Por Sylvia Moretzsohn em 30/6/2009

Primeiro, foi o episódio da "ditabranda"; agora, é a história da ficha falsa da ministra Dilma Rousseff, que acaba de ganhar mais um capítulo: não será exagero dizer que a atitude arrogante e provocativa da Folha de S.Paulo já configura um caso clínico, do qual só vale a pena tratar porque o jornal, além de ter o seu lugar na história da imprensa brasileira, ainda se inclui entre as publicações de referência no país.

Trata-se de um jornal que se orgulha de seus leitores esclarecidos. Sua recente campanha publicitária é um bom exemplo disso: assinaturas variadas que vão se espalhando em letras luminosas pelos prédios e monumentos de São Paulo, até abranger toda a cidade. Assinaturas elegantes, de caligrafia caprichada, ágil, decidida: não os garranchos disformes e hesitantes dos semi-alfabetizados. Assinaturas de gente culta, qualificada, ilustrada, que quer "a verdade acima de tudo".

Gente tão sofisticada assim não merecia ser ofendida com uma manobra discursiva tão primária e óbvia quanto a da chamada de primeira página da edição de domingo (28/6), em que o jornal procura, a um só tempo, inverter responsabilidades e desqualificar a comprovação da fraude que ajudou a perpetrar, ao publicar uma ficha falsa da ministra Dilma Rousseff, presa na época da ditadura.

Pequenas verdades em nome da mentira

Em fins dos anos 1980, uma notável campanha publicitária tornou-se referencial para a Folha: um locutor em off enaltecia as várias realizações de um estadista enquanto a imagem reticulada ia se compondo, até formar o rosto de Hitler. E a conclusão: "É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade".

O jornal agora pratica o que antes criticava. A chamada da edição dominical afirma: "Laudos pagos por Dilma dizem que ficha é fabricada". Diz a verdade. Uma verdade banal, que, de tão elementar, é irrelevante: de fato, os laudos foram pagos. Nem poderia ser de outra forma: imagine-se o que se diria se peritos de duas universidades públicas tivessem trabalhado voluntariamente para uma ministra... Porém, o que essa pequena verdade pretende afirmar é: os laudos são suspeitos, porque "pagos" (ou "contratados") por uma autoridade interessada num determinado resultado. Ou seja: insinua-se que a ministra poderia estar manipulando a perícia, quando a manipulação foi do jornal, ao publicar um documento falso.

A matéria, na página interna, também só diz verdades. Porém as relaciona de acordo com o interesse do jornal, de modo que o essencial – o fato de que a Folha asseverou, na chamada de capa do dia 5 de abril, que a ficha ali reproduzida era do Dops – aparece escondido, quase envergonhadamente, no meio do texto [ver íntegra abaixo]. Além disso, sugere que os laudos não deveriam ser levados em consideração, porque não utilizam a ilustração publicada pelo jornal – que, como argumentou um dos peritos, não se prestaria à análise –, mas sim uma imagem entre várias semelhantes capturadas na internet. Com uma agravante: a imagem em que se baseou a perícia foi retirada do blog do jornalista Luiz Carlos Azenha, notório crítico da Folha.

Uma agressão à inteligência

Para concluir, o jornal reafirma que continua tentando checar a autenticidade da ficha. Ou seja, continua a abusar da inteligência do leitor – esse leitor sempre tão esclarecido – e a tentar justificar o que qualquer estudante de jornalismo – dessas escolas que, depois da decisão do STF sobre o diploma, já não são tão importantes assim – está obrigado a saber: que todo jornal precisa confirmar a origem das informações antes de publicá-las. E que não pode, simplesmente, reclamar inocência por ter publicado um "documento" que, alegadamente, lhe chegou por e-mail, como se fosse um spam vadio.

O jornal sabe que sua posição é insustentável. Sabe que fez o que não podia fazer. Sabe que a única saída seria identificar a fonte que lhe forneceu a tal ficha e expor o processo que resultou em toda essa polêmica. Ou, mais ainda, como recomendou o ombudsman na última vez em que tratou do caso, em sua coluna de 3 de maio: constituir comissão independente para apuração dessa história, à semelhança do que fez a CBS, quando divulgou informação falsa sobre George W. Bush, na reta final das eleições americanas de 2004.

Enquanto não fizer isso, a Folha estará autorizando todo tipo de especulação sobre os motivos que a levaram a fazer o inaceitável: inclusive, que é partícipe de uma fraude com intenções muito precisas. Eticamente, portanto, só teria uma saída. A não ser que deseje forçar uma ação judicial, para então dizer-se vítima de perseguição política às vésperas da campanha eleitoral.

***

Dilma contrata laudos que negam autenticidade de ficha

Folha de S.Paulo # 28/6/2009

Da Reportagem Local

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, encaminhou à Folha dois laudos técnicos, por ela custeados, que apontaram "manipulações tipográficas" e "fabricação digital" em uma ficha reproduzida pela Folha na edição do último dia 5 de abril.

A ficha contém dados e foto de Dilma e lista ações armadas feitas por organizações de esquerda nas quais a ministra militou nos anos 60. Dilma nega ter participado dessas ações. A imagem foi publicada pela Folha com a seguinte legenda: "Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu".

O laudo produzido pelos professores do Instituto de Computação da Unicamp (Universidade de Campinas) Siome Klein Goldenstein e Anderson Rocha concluiu: "O objeto deste laudo foi digitalmente fabricado, assim como as demais imagens aqui consideradas. A foto foi recortada e colada de uma outra fonte, o texto foi posteriormente adicionado digitalmente e é improvável que qualquer objeto tenha sido escaneado no Arquivo Público de São Paulo antes das manipulações digitais".

O laudo produzido pelo perito Antonio Nuno de Castro Santa Rosa da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), ligada à UnB (Universidade de Brasília), chega às mesmas conclusões.

A ministra anexou o laudo da Unicamp em carta ao ombudsman da Folha. "Diante da prova técnica da falsidade do documento, solicito providências no sentido de que seja prestada informação clara e precisa acerca da "ficha" fraudulenta, nas mesmas condições editoriais de publicação da matéria por meio da qual ela foi amplamente divulgada, em 5 de abril de 2009", escreveu Dilma.

Em reportagem publicada no dia 25 de abril, intitulada "Autenticidade de ficha de Dilma não é provada", a Folha reconheceu ter cometido dois erros na reportagem original. O primeiro foi afirmar, na Primeira Página, que a origem da ficha era "o arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebera a imagem por e-mail. O segundo foi tratar como verdadeira uma ficha cuja autenticidade não podia ser assegurada, bem como não podia ser descartada.

O jornal também publicou um Erramos com os mesmos esclarecimentos. A ministra se disse insatisfeita, questionou a nova reportagem e decidiu contratar um parecer técnico.

Para a análise, os professores descartaram a imagem da ficha reproduzida pela Folha em sua edição impressa. Captaram na internet cinco imagens "com conteúdo similar ao utilizado pelo jornal Folha de S.Paulo". Dentre elas, escolheram como "objeto do laudo" a imagem divulgada no blog do jornalista Luiz Carlos Azenha, que reproduz artigos que criticam o jornal e questionam a autenticidade da ficha.

Para os peritos, a imagem do blog era a que tinha "a maior riqueza de detalhes". Goldenstein disse à Folha que "todas as imagens são de uma mesma família" e que a qualidade da imagem publicada pelo jornal não é boa o suficiente para "análise nenhuma".

Os professores compararam a imagem com documentos reais que supostamente teriam alguma semelhança (papel, caracteres) com a ficha questionada. Trata-se de cópias de fichas de presos pela ditadura, hoje abrigadas no Arquivo Público paulista. Escolheram as produzidas entre 1967 e 1969.

Contudo, no Erramos e na reportagem publicados no final de abril, a Folha havia explicado que a origem da ficha não era o Arquivo Público. A imagem não é datada -relaciona eventos ocorridos entre 1967 e 1969, mas pode ter sido produzida em data posterior.

Para concluir que a fotografia foi "recortada e colada", os professores compararam a foto de Dilma com fotos que encontraram no mesmo arquivo. A ficha questionada não informa que a foto de Dilma foi obtida naquele arquivo.

Sobre a impressão digital contida na ficha, os peritos apontaram não ser possível nenhuma conclusão, devido à baixa qualidade da imagem.

Crimes negados

Ouvido pela Folha na última quinta-feira, Goldenstein disse que não leu o blog do jornalista em que captou a imagem analisada e tampouco a reportagem original da Folha. "Não estou criticando o que a Folha fez. Vou ser bem sincero, eu nem li a reportagem original da Folha. Não cabe a mim julgar absolutamente nada. Meu papel é analisar essas imagens digitais que estão circulando na internet. O que a ministra me pediu: "É possível verificar, é possível um laudo sobre a autenticidade/origem da imagem? É possível dizer se vieram ou não do Arquivo Público?"."

Doutor em ciência da computação pela Universidade de Pennsylvania (EUA), ele diz que foi o primeiro laudo externo que produziu em sua carreira. A ficha questionada era uma das imagens que ilustrava a reportagem original cujo título foi: "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto".

Na carta à Folha, Dilma escreveu: "Reitero que jamais fui investigada, denunciada ou processada pelos atos mencionados nesse documento falso e de procedência inidônea, ao qual não se pode emprestar nenhuma credibilidade".

A Folha tem procurado checar a autenticidade da ficha. Foram contatados três peritos de larga experiência na análise de documentos e um especialista em imagens digitais.

Todos disseram que teriam dificuldades em emitir um laudo, pois necessitavam do original da ficha, que nunca esteve em poder da reportagem. Disseram que a análise de uma imagem contida num e-mail não seria suficiente para identificar uma eventual fraude.

Leia também

A arrogância do silêncio diante da fraude – S.M.

Quando o "erramos" pretende encobrir a fraude – S. M.

Jornal admite erros na matéria sobre sequestro de Delfim – Celso Lungaretti

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O que ameaça os jornais – Ricardo Kotscho

Comentários (38)
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Rodrigo Rosa , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 7/7/2009 às 00:25:11
"Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz" Raul Seixas
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 6/7/2009 às 22:11:03
O que há de verdade na campanha publicitária da Folha?
william costa , são paulo-SP - vendedor
Enviado em 6/7/2009 às 12:46:32
há alguns meses alguém falou em "Falha de São Paulo". Sugiro mais duas, a "Farsa de São Paulo"ou a "Falsa de São Paulo" Prezado Max, é claro que o PT, assim como o PSDB, e vários outros partidos, cometeram diversos delitos, ou vc acha que no PSDB não há roubalheira ? Foram oito anos...
Ivanilson Alves , Teresina-PI - Servidor Público
Enviado em 6/7/2009 às 08:48:02
A Folha de Serra já é página virada.
Leonel Paulo do Amaral , Porto Alegre-RS - Professor
Enviado em 6/7/2009 às 06:59:36
Caro Max, voce nao ve o que nao quer ver. Esta mais do que evidente que existe um movimento da grande midia em prol de Jose Serra, ou melhor contra uma releicao do PT. Alias, eles deixam claro para leitores que coonseguem ver nas entrelinhas o quanto a Folha e outros veiculos da "grande imprensa" contra o governo atual. E sim uma pentenga que a elite brasileria nao consegue aceitar, que o governo de um ex-metalurgico possa ser melhor que o deles. Digo "deles" porque a imprensa brasileira, apesar de nao assumir isso oficialmente com medo de perder parte dos seus leitores, joga sujo. Por que nao assumem e fazem campanha para Jose Serra em 2010? Porque querem dizer aos seus leitores que sao imparciais. A verdade e que a "grande imprensa brasileria" e marrom e suja, que sempre esteve por tras e apoiando o que ja tivemos de pior no meio politico. Por isso nao gasto um centavos com estes jornais e revistas... VIVA A INTERNET!
Leandro almeida , são gonçalo-RJ - bancário
Enviado em 5/7/2009 às 21:49:52
Acho que depois desses últimos episódios, a Folha é Página virada!
rafael palomino , araraquara-SP - professor
Enviado em 5/7/2009 às 15:44:41
A Folha está adotando os procedimentos da Veja. Agora, qualquer lixo que lhe chega às mãos, ela publica. Estranhamente, esse lixo chega sistematicamente trazendo evidências favoráveis a José Serra - assim como na Veja. Talvez seja hora desse pasquim de araque fazer jornalismo.
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 5/7/2009 às 13:05:33
O ombudsman da Folha voltou a carga hoje: "Se a Folha quer mesmo esclarecer o assunto, é simples: deve identificar a fonte que lhe enviou eletronicamente a ficha (assim, o público avaliará sua credibilidade) e instá-la a fornecer o documento original para exame de peritos isentos e pagos pelo jornal. Só isso elucidará o caso, embora para leitores especializados em artes gráficas, nem seja necessário. Alguns me mandaram material convincente para comprovar a fraude. Um deles, André Borges Lopes, diz que "trata-se de falsificação tão grosseira que qualquer técnico do departamento de arte do jornal poderia detectar os indícios de fraude em cinco minutos de análise".
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 4/7/2009 às 12:40:51
Max, se com opinião (da prof. Sylvia) você quer dizer descolamento da realidade, cabe dizer que o que você tem é uma opinião descolada da realidade. Se fosse só por essa matéria (da ministra Dilma) já daria para dizer que a Folha é mentirosa, mas como já aconteceram muitas ocasiões (da Folha mentir), fica bem mais do que provado que a Folha mente e manipula. Em seus textos você nem consegue esconder que usa o mesmo artifício utilizado pelas pessoas que já integraram a ditadura, e que hoje possuem site na internet se colocando na posição de vítimas. Os torturadores se colocando na posição de injustiçados! Essa é sua posição, Max, de inverter. Dizer que a Folha só decaiu de qualidade por causa da patrulha ideológica é uma comédia, que me divirto meramente em apontar. Nariz de palhaço pra você, meu irmão.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 3/7/2009 às 15:39:33
"...a dificuldade de mostrar aos jovens de hoje que a Folha já foi um jornal progressista e plural. " colocou a Prof. Sylvia. Segundo ela, a Folha já foi um jornal progressista e plural, não é mais. É pura opinião da Prof. Sylvia, e como a Terra é a morada da opinião a dela vale tanto quanto a dos que discordam disso. Não leio a FSP habitualmente ... prefiro o Estadão ... mas li a companhei a FSP desde sua mudança em 1977 com o Boris Casoy, quando tínhamos o Samuel Wainer, o Claudio Abramo e tantos outros bons articulistas. Acho que a FSP decaiu exatamente porque ficou refém da patrulha ideológica da esquerda, e também pelo grande número de jornalistas petistas e filo-petistas que lá ainda escrevem. Acho que a FSP procura ser imparcial até demais, sempre querendo ouvir o outro lado, até quando não existe o outro lado. Virou mania neste OI xingar a FSP, usando termos como PIG (ridículo), como se a imprensa quisesse derrubar o pres Lula, e para quê ... se ele faz a festa de todos os poderosos do Brasil (banqueiros, industriais, grandes empresários, empreiteiros, políticos tradicionais etc.). Não leio a FSP mas acho que ela tem até obsessão pela isenção, o que acho errado, mas daí a afirmar que o jornal não é plural é demais, e mostra a tendenciosa inclinação da Prof. Sylvia.
sylvia moretzsohn , rio de janeiro-RJ - professora
Enviado em 3/7/2009 às 14:22:13
Eu gostaria de retomar a discussão originalmente proposta, que diz respeito ao jornalismo, e agradecer aos comentários, a começar do primeiro: trata-se exatamente disso que o Venício aponta, jornalismo de insinuação, e me penitencio por não ter utilizado essa expressão. Concordo também com o protesto do Rodrigo contra a apatia de nossas entidades "representativas" diante de situações como essa (e aqui incluo as associações de pesquisa). Maurício lembrou outro aspecto importante: a dificuldade de mostrar aos jovens de hoje que a Folha já foi um jornal progressista e plural. Também concordo com o Samuel quanto ao benefício de se assumir abertamente o apoio a uma candidatura, embora isso não seja tradição no Brasil e por isso mesmo o manto da imparcialidade continue a ser cultivado. Finalmente, subscrevo a preocupação (e a angústia) que o Ivo expressa: como fazer para oferecer e sustentar alternativas a esse modelo? Penso que esta é a grande questão a enfrentar, e que iria ao encontro das preocupações do Aílton quanto às possibilidades de levar o público a perceber o que está por trás de certas notícias.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 3/7/2009 às 10:18:20
Ai meujesuscristino dai-me paciência ... interpretação de texto deveria ser matéria obrigatória em todos os anos escolares ... a tese do livro do Paulo Francis é que a Abertura Política poderia ter vindo mais cedo se não tivesse havido os movimentos subversivos (Var-Palmares, MR-8, etc.). A existência destas organizações e atos subversivos levou água ao moinho da ala mais dura do regime, que pretextou estes atos para manter o regime fechado. Não era tradição das forças armadas do Brasil tomar o poder e nele permanecer. Na história republicana por diversas vezes os militares intervieram e em seguida devolveram o poder aos civis, o que não ocorreu em 64 por diversas razões. Insisto num ponto, e não posso desenhar aqui infelizmente: Quem rouba para fortalecer o partido (PT) como no caso do Mensalão, é tão ladrão como quem rouba um banco para alimentar movimentos de subversão, e é tão ladrão como quem subtrai recursos públicos, que é tão ladrão como aquele que rouba uma casa para pegar dinheiro e jóias. É tudo Roubo, É tudo Ladrão. como disse: o mal é sempre mal, e quem está acostumado a balir não consegue zurrar, embora tente de toda maneira.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 2/7/2009 às 22:42:43
A lógica do Max é inegável. Inverter, inverter e, de novo, inverter. A ditadura seria mais branda se ninguém tivesse reagido (parece a tese da Folha de São Paulo), mas como alguns poucos "criminosos" reagiram, "puxa, veja o que vocês nos forçaram a fazer, tivemos que torturar e matar mas foi tudo culpa sua". Latir forte? Até pra ficar igual ao Reinaldo Azevedo o Max tem que melhorar muiiito. Esse discurso é só piada, não percam tempo.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 2/7/2009 às 20:56:39
Bernardo medite um pouco: Não sei se estou a latir forte; porém, sem dúvida, muitos aqui estão a zurrar em uníssono, em perfeita harmonia. Sugiro a leitura dos dois romances do Paulo Francis: Cabeça de Papel e Cabeça de Negro. Vou tentar ser didático: Uma coisa é você resistir à opressão, à repressão, e buscar alternativas para sua luta. Exemplos na história: Gandhi na India, Martin Luther King nos EUA, os políticos brasileiros que estavam no MDB (uma parte pelo menos). Outra coisa é sequestrar pessoas (embaixadores ou não), matar humildes vigias de banco e soldados rasos, justificando lutar contra o regime. Que papo é este? criminosos sim. Uma coisa é lutar contra o invasor, atacando soldados (a resistência francesa na 2ª guerra), outra coisa é matar civis inocentes. Quem não vê esta diferença não distingue o bem do mal, e aí não tem papo mesmo. No livro Cabeça de Negro fica uma tese interessante: o regime só permaneceu fechado mais tempo por causa dos movimentos subversivos, os quais deram munição ao lado mais duro do movimento de 64; ou você não sabe que sempre houve dois lados naquele movimento: o pessoal da Sorbonne (Castelo, /Geisel) e o pessoal mais duro (Costa, Médice). Vale dizer que o pessoal que pegou em armas nada conseguiu contra o regime, o qual só abriu com o tempo e ação dos políticos e da sociedade.
Bernardo Meditsch , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 2/7/2009 às 14:37:59
O sr. Max Suel late forte, mas o fato histórico e ético é que é direito de qualquer povo oprimido por um governo ilegítimo (seja por ter tomado o poder de forma inconstitucional, como no brasil de 1964, seja por, de posse deste, ter-se mostrado tirânico) lutar para se libertar do jugo autoritário. Não fosse assim, não teria havido a Revolução Francesa, berço do iluminismo e do liberalismo e mãe das lutas libertárias que se espalhariam pelo mundo nos séculos seguintes. A tentativa de colocar na ministra Dilma a pecha de criminosa não passa de mais um lance da direita ressentida e derrotada nas urnas a emular o procedimento inaceitável de Veja, Folha e congêneres.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 2/7/2009 às 12:27:53
Consultor Ailton, de seu arrazoado só consegui entender o trecho em que diz "... Agora, comparar luta ideologica com terrorismo ..." Que história é essa? é claro que é terrorismo quando um fanático em nome de sua crença (religiosa ou política) mata (bomba, tiro, etc) pessoas para alcançar fins políticos. Repito (para não ter que desenhar) Crime é Crime, o mal é sempre mal. Aqueles que pegaram em armas para lutar contra o sistema na época do regime militar fizeram esta opção que teve sim ataques que hoje dizemos terrorista. Quanto ao resto do seu texto não consegui mesmo entender por mais que me esforçasse.
ailton amaral , sao paulo-SP - consultor
Enviado em 1/7/2009 às 18:11:33
Parece que o Max é mesmo um dos leitores assíduos da folha e da veja, além de seus argumentos serem tendenciosos e ignóbeis, partindo para esse lado sem argumentos que ele mesmo escolheu. Em momento algum percebi uma defesa aos crimes cometidos, e essa cartilha que ora reza, Max, é a velha ditadura falando pela boca da direita política, financeira e social dessa terra, não é possível ter todas as informações que estão à mostra e achar que os bons foram os serras, fhc e cia, como o próprio psdb costuma dizer, eles fizeram tudo que o Lula esta mantendo, não sei a que você se refere, já que após a ditadura e o surgimento de alguns partidos de ideologia nula quase entregamos esse país para ser mais achacado pelo sistema econômico e financeiro, para as velhas oligarquias e elites, emburrecidas pela sua ganância. A pequenez de argumentos tão ignorantes, Max, só pode vir de quem ainda não olhou para a realidade, nem do mundo nem do país, onde as pessoas estão cada vez menos tendo oportunidade de serem e incentivadas pela velha ideologia pregada por pessoas com sua visão, de ter. A abertura para um debate só é possível com capacidade mental de discernimento. Agora, comparar luta ideologica com terrorismo, usar do argumento vil de que a reacao a uma ditadura é igual ao que os nazistas propunham coloca realmente sua capacidade de entender a historia em um nivel muito baixo.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 1/7/2009 às 16:43:49
Vi no viomundo, saite de Luiz Carlos Azenha, que Eduardo Guimarães, através da ONG MSM, presidida por ele, representará ao MPF contra a Folha de São Paulo (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ficha-falsificada-msm-entrara-com-acao-contra-folha/). Considero uma boa iniciativa.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 1/7/2009 às 15:36:16
Ora, parece que há algumas pessoas em dúvida. Ou como disse o professor Lucchesi, tem os valores turvos. Então, vamos resumir: O JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO MENTIU. Viu como é fácil?Alguém aqui ainda tem dúvida? Não adiante dizer que fez isso por causa daquilo, etc. Mentiu, mentiu. Pão é pão, pedra é pedra. As pessoas ficam discutindo, tentando justificar o injustificável. E os caras que torturaram na época da ditadura, hoje tem site e se consideram vítimas... pode?
Roberto Ribeiro , Aracaju-SE - Arqueólogo
Enviado em 1/7/2009 às 14:59:13
Ora "tentando checar a autenticidade"... Eu gostaria de saber o que há de tão lindo no verbo inglês to check que o faz substituir os vernáculos "verificar", "confirmar" e outros. Será que o som de to check é tão mavioso assim?
Anderson Rodrigues , Itabuna-BA - Autônomo
Enviado em 1/7/2009 às 14:51:29
Max Suel realmente o fim não justifica os meios. Não insista nessa tese em que o jornal fajuto se deu mal. Leu na Folha e na Veja? Azar o seu!
Fábio Piva , uberlandia-MG - professor
Enviado em 1/7/2009 às 13:38:00
Mais uma prova de que a comunicação social nesse país (claro que não só no Brasil) deve ser repensada com profundidade ou nós não vienciaremos uma verdadeira democracia. Não é possível que os supremos juízes do supremo não conseguem ver uma clara manifestação de injustiça no fato das comunicações viverem um verdadeiro oligopólio. A constituição é clara nesse sentido, ou eles consideram essa lei inconstitucional? Mais um flagrante da incoerência de alguns desses senhores de capa preta.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 1/7/2009 às 12:30:37
Pelamordedeus !!! O fim não justifica os meios. Quem mata para roubar é tão criminoso como quem mata em nome de qualquer ideologia. Se não fosse assim os crimes dos nazistas estariam purgados pelas desculpas de que estavam apenas fazendo uma limpeza étnica. Não, aqueles que pegaram em armas e roubaram bancos e sequestraram embaixadores cometeram crimes sim. O guarda de banco assassinado num assalto pelos terroristas era inocente, não tinha nada a ver com a ditadura (que durou de 1968 a 1975); assim como o soldado raso que dava guarda em quartel e que foi morto também pelos terroristas. Crime é sempre crime. Assassinato é sempre assassinato. O mal é sempre mal; não venham com argumentos pífios , risíveis, ilógicos e burros. Outra coisa, aqueles que ficaram e lutaram politicamente contra a repressão e a ditadura foram corajosos sim. Bravos exemplos de Ulisses, Freitas Nobre, Lisaneas Maciel, Alencar Furtado, Mario Covas, Franco Montoro, e tantos outros. Engraçado, do outro lado estava Sarney, o grande aliado do pres Lula, e ninguém lembra disto. Não, não foi agradável ter que se exilar (caso de Serra e outros), só um cego ideológico para dizer uma coisa destas.
ailton  amaral , sao paulo-SP - consultor de seguranca
Enviado em 1/7/2009 às 10:23:09
O problema que ainda aflige esse país é que as pessoas mais informadas ou melhor formadas não buscam saber realmente o que há por trás das notícias que leem. Fico abismado como algumas pessoas, que usam da liberdade de expressão hoje, não se dâo conta de que só o fazem porque gente como a Dilma, e não sou um defensor nem eleitor da mesma, teve a coragem que não temos de reagir, muitos deram suas vidas ou tiveram castigos inimagináveis para nos assegurar essa abertura que temos hoje, mas vem um bando de gente inescrupulosa que mostra-se saudosista de um regime que matou, destruiu vidas e entregou nosso país nas mãos dos que lhe eram bajuladores. Chamar quem luta por uma causa de terrorista é no minimo falta de informação, visto que esses não mediram esforços para libertar o país dos que o consumiam como vermes. Lamarca, Marighella, Dilma e cia, fizeram o que nossa incapacidade de ação não nos permite. Permitir que os que sobraram da ditadura influencie nossos pensamentos é ser incoerente, pois é isso que não permite ao Brasil tornar-se verdadeiramente uma nação, com identidade, pois fomos ludibriados com falsas informações e esmolas, como se a cada direito conquistado tivessemos uma concessão, uma moeda em troca de nos calar. A postura da FSP é um dos resquícios da velha ditadura, que eles querem provar e nos fazer engolir como uma ditabranda.
Constante Constante , Curitiba-PR - Tec. Ap
Enviado em 1/7/2009 às 00:54:46
A ministra Dilma fez parte de um grupo que decidiu ficar no país, e enfrentar de armas na mão, o terrorismo praticado pela ditadura. Enquanto os FHC, os Serra , eram retirados do país para parecerem que eram contra o estado de coisas, e iam viver boa vida no exterior,-(ou lecionar em Universidades estrangeiras é passar necessidade?), este pessoal não arredou pé. Foi preso e torturado, muitos morreram, mas continuou aqui, enfrentando a ditadura!!
Ivo Lucchesi , Rio de Janeiro-RJ - Professor universitário
Enviado em 30/6/2009 às 23:52:29
Pois é, Sylvia, a matéria dá a dimensão real do quanto ainda temos de aprender com a relação entre ética, jornalismo e democracia. Infelizmente, tenho de reconhecer que a ditadura instalada no país, ao longo de 25 anos, foi competente, ao produzir uma situação cultural da qual proveio uma geração cujo perfil ético, jornalístico e democrático se apresenta, preocupantemente, turvo. A questão é: como sairemos desse modelo instituído num país no qual os que podem "rasgar" o véu não encontram veredas pelas quais possam fazer escoar o discurso da diferença? Bem, não desanimemos!!!
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 30/6/2009 às 20:47:10
Fato: a Miinistra Dilma fez parte de organização terrorista que cometeu crimes (não importa os motivos, o fato é que a organização a que ela pertencia cometeu crimes). Não importa se ela não agiu pessoalmente nas ações criminosas cometidas; mas ela participava da organização das ações. (não sou obviamente a favor das torturas que sofreu. Tortura também é crime, e quando feita pela Estado é mais grave ainda). O fato é que a min Dilma não era nenhuma inocente quando pertencente àquela organização. Se a ficha publicada pela folha era falsa, não é falso o passado da ministra.
Lázaro Almeida Machado , São Paulo-SP - aposentado
Enviado em 30/6/2009 às 19:53:18
A campanha publicitária da Folha é um reflexo ridículo da crise de credilidade pela qual passa o jornal.
rogerio cardozo , Tubarão-SC - operario
Enviado em 30/6/2009 às 19:41:18
A verdade que esse assunto não teve repercução nenhum fora do tititi da imprensa,mas cá para nos se eu não engano todos que tem alguma reputação politica (boa)nesse pais teve ficha no DOPS,que mentia mas que a serpente do paraiso,voces do site OI poderiam fazer uma pesquisa e veram que só gente boa tinha ficha no DOPS,inclusive Jose Serra a quem a folha talves quissese favorecer com essa reportagem.E 2010 nem começou e jogo está duro povo brasileiro.Haja saco.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 30/6/2009 às 16:43:38
Folha de São Paulo é uma organização intrinsecamente inidônea. Poder-se-ia, classificar seus colaboradores igualmente com os mesmos adjetivos?Como estes, classificam,publicamente, toda classe politica, deputados, senadores,o executivo(claro,não poderia faltar)incluindo ministros assessores, promovendo uma campanha de desmoralização da política,abrindo caminho para os messias de ocasião. A pergunta central, é : a família Frias,é honesta?Se for ,prove!
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 30/6/2009 às 14:51:01
Como mencionaram o Veniio, o Ailton e o Mauricio, à Folha só resta ser "bancada" pelo anúncios do governo Serra. Literalmente. De vez em quando encontro alguns desses "leitores", ocasião em que faço piada sobre a campanha recente da Folha com a mosca, e a coincidência com o video no youtube em que aparece Obama matando a mosca. Algum antropólogo diria que é "sinal dos tempos". Eu digo que os sinais já apareceram há tempos e que a Folha hoje sequer teria coragem de mostrar sua planilha de custos, pois depende do Serra para sobreviver. E aí, meu irmão, quando chegar a campanha, infelizmente me repetindo, a Folha vai agir como jornal de cidade do interior do Brasil da década de 30. Já o faz agora, imagine em campanha.
Samuel Lima , Joinville-SC - Jornalista e professor universitário
Enviado em 30/6/2009 às 14:40:21
Caríssima Sylvia Moretzsohn, o texto é brilhante e digno de ser utilizado em sala de aula, para reflexão de docentes e futuros profissionais. Vou recomendar, se vc me permite... O caso segue a mesma lógica de classe que orienta, por exemplo, a cobertura que o jornal dos Frias faz da Petrobrás: o "viés" ideológico contamina o noticiário e o jornalismo da Folha se conecta direto com o "esgoto". Democracia e respeito à inteligência do leitor, como bem observou o prof. Venício de Lima, não se vê no jornal que tem "o rabo preso" apenas nos interesses de classe da elite paulistana. Por último, penso que a Folha daria uma excelente contribuição ao jogo democrático se assumisse, definitivamente, a candidatura Serra para presidente. Seria jogar limpo com o leitor, com a sociedade.
Fransérgio O. Coutinho , Ubatuba-SP - aux. de serv. gerais
Enviado em 30/6/2009 às 13:28:56
O pior ainda está por vir!!! Notícias como essa e outras mentiras descaradas, serão durante a campanha de 2010 publicadas na fsp e, depois, inacreditavelmente, reafirmadas "com destaque" no jornal Nacional da Rede Globo para que o povo ñ fique "desinformado". E ninguém terá culpa de nada... Tudo em nome do "sagrado" direito a informação, da liberdade de expressão.( Amém!) Quanto ao direito de informação o Jornal Nacional , sequer , citou o discurso do presidente Lula sobre o "não repasse" , por parte da Indústria, das desonerações e do fim da cpmf, da qual fez novela. Os empresários embolsaram o dinheiro, mas isso , o povo ñ precisa saber. É o que se pode chamar de "padrão globo de jornalismo".
Mauricio Caleiro , Sao Paulo-SP - Jornalista e Cineasta
Enviado em 30/6/2009 às 13:01:25
É simplemente abjeto o modo como a Folha procede nesse caso. Vai contra tudo o que o jornal defendeu e representou com tanto afinco da posse de Claudio Abramo na redação à posse de Lula na Presidência do país. Faz, com razão, que as novas gerações duvidem que um dia - por interesses políticos oi não, não vem ao caso - a Folha foi um jornal progressis e plural. É mesmo uma´lástima. E Sylvia vai direto ao ponto: "O jornal sabe que sua posição é insustentável. Sabe que fez o que não podia fazer. Sabe que a única saída seria identificar a fonte que lhe forneceu a tal ficha e expor o processo que resultou em toda essa polêmica". Deplorável.
Jedeão Carneiro , Aracaju-SE - Arquiteto
Enviado em 30/6/2009 às 12:50:48
A Folha está entregue às moscas...
ailton  amaral , sao paulo-SP - consultor de seguranca
Enviado em 30/6/2009 às 12:33:54
Pois é, Sylvia, parece que os leitores dos jornais no país não são tão esclarecidos como parece, o analfabetismo funcional está em todas as camadas, infelizmente, já que entender o conteúdo de um texto simples e a forma como a mídia trata as informações não é uma atitude presente nos leitores brasileiros. Digo isso também com base em algumas experiências, uma delas eu tive ao participar de uma pesquisa que buscava informações sobre leitores das revistas época e veja, decepcionante, pessoas de classe média e classe média alta, empresários, graduados, se achando culta, lendo época e veja sem questionar, enaltecendo jornalistas de tons marrons como mainardi e azevedo, mostrando que a seriedade e verdade das matérias estão em segundo plano. Como imagino que a expressão "leitores esclarecidos" seja um mote irônico, só queria deixar claro que só pode se tratar assim a maioria de nos, leitores, que não têm discernimento da realidade, subestimados e submetidos a várias situações ridículas por parte dos meios de comunicação, a ponto de acreditarmos em tudo, sem questionar, deixando nossa função de pensar para pessoas sem escrúpulos como as que escrevem nesses veículos. Talvez nesses casos, como o da folha, que não é o primeiro dela nem de outros jornais de grande circulação, seja o que deu STF a idéia de jornalistas sem diploma, visto que para escrever asneiras qualquer um escreve.
Rodrigo Rosa , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 30/6/2009 às 11:46:41
E depois se perguntam porque os jornais estão em crise. Trata-se fundamentalmente de crise de credibilidade, não fruto simplesmente de um novo contexto tecnológico. O que a Folha está fazendo é mais do que um insulto a nossa inteligência, é um ataque articulado a democracia, um crime que tem de ser punido, não apenas pela fraude já em si absurda, mas pelas atitudes que vem demonstrando ao tratar a questão. Se houver um minímo de dignidade nas associações dos jornalistas que defendem a liberdade de expressão, essas devem agora exigir a retratação da Folha com o mesmo vigor que se levantam para fazer críticas a quem tem censurar a imprensa. Não existe pior inimigo da liberdade de imprensa que uma jornal que publica mentiras claras e insiste no erro. Trata-se de jorgar contra a credibilidade de todos os jornais.
Venicio A. de Lima , Brasilia-DF - jornalista
Enviado em 30/6/2009 às 11:42:46
O jornalismo de insinuação é um tiro no pé: supõe que o leitor é idiota e, como resultado, joga a credibilidade no buraco. Para a FSP, a perda da credibilidade me parece um processo sem retorno. Parabéns pelo belo texto. Como sempre.
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