ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 548 - 9/2/2010
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O PAPEL E A WEB
Os olhos da imprensa

Por Luciano Martins Costa em 28/7/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 28/7/2009

A leitura dos comentários postados nas áreas de debates de blogs e sites noticiosos, inclusive neste Observatório, pode induzir o observador a concluir que o Brasil está dividido em dois grupos políticos radicais, irredutíveis e inconciliáveis.

Um deles apóia incondicionalmente o presidente da República, mesmo quando ele defende o indefensável presidente do Senado, odeia o presidente do Supremo Tribunal Federal e acha que a imprensa não merece confiança.

O outro grupo condena liminarmente tudo que diz ou faz o presidente da República, independentemente de seus recordes de popularidade e seus indicadores de acertos, tem o presidente do STF em alta conta e parece acreditar em tudo que a imprensa publica.

Esses dois universos paralelos se manifestam em reuniões sociais, onde um encontro entre indivíduos das correntes antagônicas oferece sempre o risco de descambar para bate-boca e irracionalidade. As posições controversas também podem ser detectadas no comércio, nas correntes de opinião que circulam pela internet e até nas anedotas que eventualmente brotam em elevadores lotados.

O outro lado

No Brasil ainda não se percebe a contaminação de outros ambientes mais inflamáveis, como as torcidas de futebol, por esse assunto radical e explosivo. Em Honduras, por exemplo, a questão que envolve o afastamento do presidente Manuel Zelaya provocou um confronto entre torcidas dos dois times de futebol mais populares do país, deixando dois mortos e quase vinte feridos. Mas, estranhamente, essa expressão da diversidade democrática passa quase imperceptível pela imprensa brasileira, ou aquilo que ainda chamamos de o núcleo duro da imprensa.

A leitura dos jornais e revistas dá a impressão de que o Brasil se caracteriza por uma opinião majoritária e claramente oposicionista. As seções de cartas dos leitores, se fossem tomadas como referência da opinião pública, revelariam um cenário absolutamente oposto ao que demonstram as pesquisas.

Articulistas, colunistas, entrevistados e humoristas em geral que têm espaço garantido na mídia tradicional alinham-se quase absolutamente de um lado dessa linha divisória, o que faz a imprensa parecer um linguado, aquele peixe que tem os dois olhos de um lado só.

Quem quiser conhecer o outro lado tem que acessar a internet. O Brasil de verdade não está no papel.

***

Ele tinha razão

As empresas brasileiras de mídia tiveram participação ativa e fundamental em duas decisões recentes do Supremo Tribunal Federal: na extinção da Lei de Imprensa e no fim da exigência do diploma universitário específico para o exercício da profissão de jornalista.

As duas medidas se revelaram não apenas controversas, mas, principalmente, fontes de novas dores de cabeça para a própria imprensa.

No caso da revogação da Lei nº 5.250, de 1967, já se observa movimentação do lobby das empresas de mídia pela criação de uma lei substitutiva, especialmente no que se refere à regulamentação do direito de resposta. Com a extinção da lei, agora as decisões cabem a cada juiz, o que deve atrapalhar o planejamento das empresas e pode criar interpretações distorcidas e prejudiciais ao exercício do jornalismo.

No caso da extinção da obrigatoriedade do diploma, também se comenta que as empresas estão percebendo dificuldades, algumas das quais já manifestas na seleção de estudantes e recém formados nas chamadas escolas de "focas" que funcionam em alguns jornais e revistas.

Se limitam as inscrições a formandos e diplomados pelas escolas de jornalismo, as empresas não têm como justificar o fato de haverem lutado pela extinção da obrigatoriedade do diploma. Se, para manter a coerência, abrem inscrições para todos os cursos universitários, torna-se muito mais onerosa e complicada a seleção.

Assim, as empresas de mídia se enrolam na teia que elas mesmas criaram.

***

O Observatório da Imprensa na TV apresenta, nesta terça feira, uma entrevista do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, o único integrante do STF que sugeriu a manutenção da Lei de Imprensa e também o único que defendeu a necessidade da obrigatoriedade do diploma específico para o exercício do jornalismo profissional. Mostrando-se absolutamente coerente, o ministro falou a Alberto Dines sobre suas convicções.

O Observatório da Imprensa vai ao ar hoje às 22h40, ao vivo, pela TV Brasil. Pela Net, canais 4 (SP), 16 (DF), 18 (RJ e MA); pela Sky-Direct TV, canal 116; pela TVA digital, canal 181.

Comentários (16)
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OTAVIO BARROS DA SILVA  Barros , PALMAS-TO - Jornalista
Enviado em 2/8/2009 às 19:54:38
Senhor Editor, Nâo me lembro de ter enviado o comantário abaixo. De qualquer maneira concordo com ele. Otávio Barros PALMAS - TOCANTINS ---------------------------- otavio barros da silva barros , palmas -TO - jornalista Enviado em 28/7/2009 às 6:58:25 PM Não são só os jornalões. Depois de meio milenio, finalmente o sistema escravocrata e de casta que foi implantado no Brasil por europeus brancos & católicos para explorar o trabalho de índios & africanos vem desmoronando. Tanto por rachaduras internas, dos que saltaram fora para crticar/ propor alternativas, como por pressão da caldeira dos que se cansaram de só levar lenha nos couros, seja dos patrões, da policia ou de brilhantes analistas. Amen!
wilson silva , sao vicente-SP - aposentado
Enviado em 1/8/2009 às 00:20:36
Esta discussão é meio bizantina cresci ouvindo que o JB era o jornal da condessa, o Globo o jornal mais bem dublado do brasil, o Estadão tinha maravilhosos editoriais do século XIII e a Folha éra diário oficial da TFP, quando o governo vai bem os jornais querem que fique ruim, quando vai mal querem pior, na Inglaterra vitoriana Bernard Shaw se queixava que após a lei de educação compulsória apareceram os primeiros jornais da imprensa amarela(para nós marrom) alguns querem tipo chapa-branca, outros o D.O., leio quase tudo do Estadão,FSP, jornais estrangeiros, até a Hora do Povo, mas é lamentável que tenhamos "jornalistas" sectários e partidários que não se contem e aí a militancia é uma praga, esta acontecendo em alguns vizinhos a sutileza da mídia chapa-branca pois a censura está voltando a mil com leis e decretos de fazer corar Stalin e Hitler, vem com epitetos lindinhos como democratização e populismos e quanquer insurgencia o reclamante vira reacionário, elitista, O chavão de direitista então é carne de vaca, o negocio tá feio.
Robson Novoa Santos , SP-SP - desempregado
Enviado em 29/7/2009 às 11:05:43
Luciano, suas ponderações deixaram algumas reflexões. Uma dela é pensar a política como possibilidade e não um fim nos gabinetes, nas eleições e na troca de governo. Segundo um partido sendo heterogêneo nem todos concordam com a atual situação em que desmoraliza a política com uma série de denuncias de corrupção. Terceiro não podemos negar o impacto ocorrido com a entrada de nosso presidente quando grande parte pensava poder ter mudanças radicais. Quarto entender a "crise" com o fortalecimento dos Bancos engolindo uma enorme quantia de dinheiro publico. Fica complicado defender tais política de financiamento. Essa ultima são as causas que abalam sistemas (judiciário e a política) como um todo. Quinto a disputa midiática sensacionalista tem predominado muito mais na focalização dos fatos particulares generalizando as informações muito mais desinformando na medida em que as noticias parecem flutuar diante dos problemas essenciais. Afinal qual o papel da mídia? Penso eu sem dar grande importância e rigor na investigação não é o caminho. A desregulamentação da profissão penso eu como em outras áreas tem sentido nas suas formações a perda de identidade. Não conheço os cursos de jornalismo como estão, no entanto, penso eu a universidade pode contribuir nessa empreitada se não de outra forma com bom jornalista compromissado e responsável com o projeto histórico.
Amilton Aquino , Olinda-PE - Programador
Enviado em 28/7/2009 às 23:36:06
Jose de Almeida Bispo, comecei a ver a “pesquisa” e parei já no início, pois pelo linguajar da apresentação já dá para ver como ela é “imparcial”. Olha o termo que o autor descreve o PSDB: “grupamento neo-udenista do PFL/PSDB”! Aí não dá né, amigo! Bom, sobre minha afirmação sobre o apoio da imprensa na eleição de Lula eu te respondo com uma outra pergunta: desde quando neste país alguém chega ao poder sem o apoio do empresariado e da mídia?
Ricardo Dias , Rio de Janeiro-RJ - Sem profissão
Enviado em 28/7/2009 às 23:34:08
Faltou o 3º grupo : o grupo dos que não torcem nem para o PT Futebol Clube nem para o Clube de Regatas PSDB - principais times do atual "Brasileirão da Lama" - e tampouco vivem atirando separadamente pedrinhas inofensivas ao STF, ao Congresso, ao Executivo, à “mídia golpista”, à “esquerda” (existe?) ou ao “golpe de estado de direita” , ao “PIG” etc. - indistintos entre si nas quatro linhas da grande poça do poder. Faltou o 3º grupo dos que não colocam seus sapatinhos na janela na próxima eleição de Natal do “nosso estado democrático (e eletrônico) de direito”, ou sequer aspiram uma assessoria em alguma casa de brinquedo do próximo Papai Noel. Ausência compreensível até certo ponto, pois na velocidade atual dos artigos diários, tende-se ao superficialismo ou imediatismo característicos dessa nossa época. Inconscientes ou não.
Jose de Almeida Bispo , Itabaiana-SE - Publicitario e radialista
Enviado em 28/7/2009 às 22:16:13
Caro Amilton, quer dizer que "essa mídia acusada de golpista ajudou o Lula a subir, foi?" Quais as bases científicas, estatísticas, em que vossa mercê se baseia para fazer tal afirmação? Deixa eu te encaminhar a um endereço que tem quase nada. Repito quase nada do que pude levantar, mas, como se costuma por nos registros civis, "é verdade e dou fé". Dá uma olhadela numa pequena listagem da Veja durante algum tempo! Tá aqui: http://www.markltda.blog.uol.com.br Pô, eu doido pra fazer oposição ao governo e ninguém quer deixar. Também com esse tipo de argumentação!... Meu caro, quando o feitiço é demais, vira bicho e come o próprio dono. A mídia se enrolou em si própria. De tanto mentir, para a maioria virou verdade que só sabe mentir.
Marcos  Chaves , Belo Horizonte-MG - Func. público
Enviado em 28/7/2009 às 21:25:48
Uma constatação sobre a primeira parte do artigo. De fato, quem quiser descobrir o Brasil que trate de buscar informações além dos jornais, pois lá não encontraram o verdadeiro Brasil, assim como na TV aberta, principalmente, depois de assistir aos jornais noturnos o resultado é de um cançaso só. A pauta é mesma nas três principais emissoras, globo, record e band. O que passa numa emissora, entrará logo em seguida na outra. Não há mesquinhez maior em termos de jornalismo televisivo do que essa linha adotada pelas tvs. Devo acreditar que o editor é o mesmo nas tres emissoras ou então concluir que neste caso, as três cabeças não são suficientement capazes de produzir algo melhor, mis informativo e mais esclarecedor ao público que deseja uma cobertura jornalística desapaixonada de qualquer vinculação ideológia e partidária e descompromissada com interesses econômicos nada éticos e legítimos.
MANO NUNES , BELÉM-PA - fp
Enviado em 28/7/2009 às 20:50:55
...a lei e a desobrigação do diploma nada mais é, do que a materialização da guerra tácita entre duas das mais corporativistas profissões no país, será que é difícil perceber isto? É a pedra virando sabão e a vidraça se tornando espelho e refletindo o sol.
Amilton Aquino , Olinda-PE - Programador
Enviado em 28/7/2009 às 20:29:58
(continuação 2) Quanto ao Paulo Henrique Amorim vou citar uma de suas últimas pérolas e aí vc tira suas próprias conclusões: o site do ex-jornalista trouxe no domingo a seguinte manchete “TIRAR SARNEY É O GOLPE DE ESTADO DE DIREITA”. A “conspiração” denunciada é a seguinte: O PIG (Partido da Imprensa Golpista) quer derrubar Lula (muito fácil). Se Lula cair, assume o vice. Se o vice morrer, assume Temer. Se Temer recusar, assumiria Perillo (já contando que Sarney tivesse renunciado - mais um “SE”) e então, o mentor de tudo isso, o Gilmar Mendes (que o PHA quer a todo custo jogar para a oposição, quando na verdade ele é coleguinha do Lula e do Sarney, todos homens de “biografia”), assumiria por pelo menos 48 horas!!!! Bom nestas 48 horas ele teria uma listinha de tarefas urgentes, entre as quais a principal seria a privatização da Petrobrás!!! Será que ele acredita também em papai Noel? E o pior de tudo é que existem mais de 80 comentários de internautas alarmados com a iminência do “golpe”!!! Tentei postar alguns comentários lá, mas todos foram censurados. E olha que o PHA diz que faz um “jornalismo colaboralivo e democrático”. Por que será então que ele censura meus comentários?
Amilton Aquino , Olinda-PE - Programador
Enviado em 28/7/2009 às 20:28:22
(continuação 1) Sua defesa, claro, é a mesma de Chaves: a culpa é da “imprensa golpista”. E aí entra um outro fator importante nesta disputa que a cada dia se acirra: o medo de que aconteça aqui o que vem acontecendo nos nossos vizinhos latino-americanos. A situação é parecida: a grande massa hipnotizada pelos discursos populistas do “grande pai dos pobres” contra os setores da “direita”, na qual se inclui a grande mídia. Quanto a Sarney, se ele está no olho do furação hoje é porque procurou, assim como esteve Renan, assim como esteve Jáder. Ao se candidatar a presidência ele deixa de ser coadjuvante e passa para a vitrine (assim como o Serra em SP) justamente num momento delicado onde o candidato do PT é proferido pelo próprio presidente da república que preferiu apoiar Sarney já de olho nas próximas eleições. (continua)
Amilton Aquino , Olinda-PE - Programador
Enviado em 28/7/2009 às 20:27:25
Sr. Gersier Lima, a mesma mídia que agora é chamada de “golpista” é a mesma que ajudou o agora "vitima" Lula a chegar ao poder e ao endeusá-lo ao logo desses anos. A grande questão nisso tudo é que o governo Lula está perdendo apoio a cada dia entre os formadores de opinião e a culpa é toda dele, do PT e, mais recentemente, da grande prostituta da política brasileira, o PMDB. Desde que assumiu o governo Lula não desceu do palanque. Nos seus milhares de comícios promoveu o culto a si próprio e demonizou o governo anterior do qual herdou a política econômica tão criticada, sem mudar absolutamente nada. Ao fazer suas comparações descontextualizadas, o presidente ganhou os votos das massas que agora o endeusam, mas, aos poucos, foi ganhando a antipatia dos formadores de opinião devido as suas cada vez mais infelizes e declarações e injustas comparações. O apoio descarado a Sarney representa a cristalização da transformação de Lula. A popularidade subiu a cabeça e ele passou a ser cada vez mais audacioso em suas posições. Compare o comportamento do presidente no escândalo do Mensalão e agora e vc vai ver a diferença. No primeiro o presidente se mostrou desconfortável, triste e preocupado. Agora, ele está se lixando para os jornalistas, pois sabe que tem uma base eleitoral que não acompanha as nuances do processo político. (continua)
Jose de Almeida Bispo , Itabaiana-SE - Publicitario e radialista
Enviado em 28/7/2009 às 20:22:29
"O Brasil de verdade não está no papel." FAZ anos que não vejo tanta lucidez. Habemus jornalista! Parabéns pelo conjunto do artigo.
otavio barros da silva barros , palmas -TO - jornalista
Enviado em 28/7/2009 às 18:58:25
Não são só os jornalões. Depois de meio milenio, finalmente o sistema escravocrata e de casta que foi implantado no Brasil por europeus brancos & católicos para explorar o trabalho de índios & africanos vem desmoronando. Tanto por rachaduras internas, dos que saltaram fora para crticar/ propor alternativas, como por pressão da caldeira dos que se cansaram de só levar lenha nos couros, seja dos patrões, da policia ou de brilhantes analistas. Amen!
Geraldo Silva , Belo Horizonte-MG - **
Enviado em 28/7/2009 às 18:34:09
"A leitura dos jornais e revistas dá a impressão de que o Brasil se caracteriza por uma opinião majoritária e claramente oposicionista. As seções de cartas dos leitores, se fossem tomadas como referência da opinião pública, revelariam um cenário absolutamente oposto ao que demonstram as pesquisas." É claro. as cartasa são selecionadas.
Gersier Lima , Montes Claros-MG - radialista
Enviado em 28/7/2009 às 13:27:09
“Ou seja, não se discute mais a ética e sim se a denúncia tem ou não objetivo político.”Concordaria com essa frase desde que a chamada grande mídia usasse o mesmo peso e a mesma medida para apurar todas as denuncias e não apenas dos aliados ao Lula.Não é o que se vê.Onde está a indignação dela pelo vazamento do grampo do Sarney?Porque não se procurou saber “quem vazou”?Porque ele não é o heráclito?E quem disse que o PHA virou garoto propaganda do Lula?Só porque ele mostra pra nós brasileiros que o rodoanel está saindo pela ninharia de cinqüenta milhões o quilômetro,enquanto a grande mídia está preocupada com oito reais pagos por uma “tapioca”?Existem sim dois tipos de brasileiros hoje,os que acreditam no Brasil e não numa mídia tendenciosa,os que amam o Brasil,os que tem auto estima e não querem mais ver hipócritas no comando do País e os que por má fé ou por serem alienados,esses sim,defendendo o indefensável.Será porque o "santo" Sarney de ontem virou a Geny de hoje?E porque que a globo que condena tanto o "lobysmo" mantém o sr.Evandro Guimrães praticamente dentro do Congresso?
Amilton Aquino , Olinda-PE - Programador
Enviado em 28/7/2009 às 10:49:16
Discordo apenas quando o Luciano “joga” o Gilmar Mendes para os críticos de Lula. Muito pelo contrário, o impopular chefe do STF está afinadíssimo com Lula e Sarney. Todos são homens de “biografia”, que detestam as “pirotecnias” e acham que devem ser criadas leis para “disciplinar” a imprensa e a PF. O Luciano chegou a esta infeliz conclusão por ver todos os dias no site do Paulo Henrique Amorim uma manchete sensacionalista envolvendo o Gilmar, cujo nome agora foi mudado para “Gilmar Dantas” pelo ex-jornalista e agora garoto propagando do Lula, que se diz democrático , mas censura comentários contrários a sua apologia pró-endeusamento do Lula em seu site panfletário. Na verdade, esta é a tática: Radicalizar os discursos, assim como ocorre entre os discípulos de Chaves. Assim, todas as denúncias ficam caracterizadas como “campanha midiática” ou “golpe político”. Ou seja, não se discute mais a ética e sim se a denúncia tem ou não objetivo político.
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