ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 548 - 28/7/2009
  Jornal de Debates
Início > Índice Geral > Jornal de Debates + A | - A
 
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]

OI NA TV
Decisões do STF sobre a
imprensa abriram vazio legal

Por Lilia Diniz em 29/7/2009

No primeiro semestre deste ano, dois julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) alteraram drasticamente as estruturas da comunicação do Brasil. Em abril, a partir de uma ação protocolada pelo deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), o Supremo decidiu pela revogação total da Lei de Imprensa, que estava em vigor desde 1967. A maioria dos ministros da Corte decidiu que a legislação era incompatível com princípios fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal de 1988 e que todos os seus dispositivos tinham que ser extintos. A Lei foi taxada de "entulho autoritário". Dois meses depois, o STF derrubou a exigência do diploma específico em Jornalismo para o exercício da profissão. O Decreto Lei que impôs a obrigatoriedade foi instituído em 1969, em plena ditadura militar. O recurso – apresentado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) e Ministério Público Federal (MPF) - questionou a constitucionalidade da exigência do diploma.

O Observatório da Imprensa exibido terça-feira (28/07) pela TVBrasil, excepcionalmente gravado, entrevistou o ministro Marco Aurélio Mello, voto vencido nos dois julgamentos. Foi o único a ser a favor da manutenção integral da Lei de Imprensa. E a decidir pela manutenção da exigência do diploma. Alberto Dines recebeu o ministro na antiga sede do Supremo no Rio de Janeiro, atual Centro Cultural Justiça Federal.

Marco Aurélio Mello é ministro do STF desde 1990, instituição que presidiu entre 2001 e 2003. Em 2002, em uma das ocasiões em que ocupou interinamente a presidência da República, sancionou a lei que criou a TV Justiça. É professor da UnB e da Uniceub. "Esse é um momento importante porque nós temos que respeitar as decisões do Supremo, são irreversíveis, mas nós temos que nos conscientizar de que assim como está, não pode ficar. O Observatório da Imprensa tem uma posição histórica em defesa da profissão do jornalismo, da especificidade do jornalismo, e por isso escolhemos a edição de hoje para ouvir, antes de tudo, o professor Marco Aurélio de Mello", explicou Dines.

O apresentador do programa perguntou ao ministro se há alguma relação no seu posicionamento nos dois casos. "Há. Acima de tudo, há o temor considerando o fato normativo. Não consigo conceber que após a vigência de uma lei durante 40 anos, sendo aplicada, sendo depurada pelo Judiciário quanto àquilo que se mostrava conflitante com a Constituição Federal, se conclua pelo descompasso", criticou. O ministro contou que costuma reexaminar a posição assumida quando fica isolado nas votações do Supremo e disse que está sempre pronto a "dar a mão à palmatória". Nessas duas votações, porém, está convencido de que tomou a decisão acertada. Grande parte da mídia foi favorável à extinção total da Lei de Imprensa, mas muitos veículos de comunicação e jornalistas já questionam o vazio legal que ocorreu após a derrubada da Lei. Dines comentou que no julgamento da extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista a imprensa foi parte da ação, por isso, não podia manifestar-se e "servir à sociedade".

Sobreposição de poderes

O fato de o STF assumir funções que deveriam ser decididas pelo Poder Legislativo foi levantado por Dines. "Está havendo uma judicialização excessiva do processo brasileiro?", questionou. O ministro explicou que a atuação do Supremo é vinculada à lei de regência do conflito de interesses. A interpretação da Constituição Federal, que é a Lei que submete a todos, e das leis ordinárias consubstanciam um ato de vontade. "Um órgão não pode abandonar a Lei, sob pena de graçar a Babel, a bagunça, e criar um critério de plantão. Talvez agora, com a repercussão havida, nós tenhamos uma reflexão sobre as decisões do Supremo", disse.

Na opinião do ministro, em termos culturais e de segurança jurídica, o Brasil não está melhor hoje do que sob a vigência das duas Leis. Houve um retrocesso para a sociedade. O fato de as duas legislações terem sido editadas durante o regime de exceção não significa que havia um "ranço" autoritário. Dines ressaltou que a Lei do Divórcio data do mesmo período e é considerada pela sociedade como um avanço e o ministro destacou que outros parâmetros normativos em vigor nos dias atuais são herança do regime militar. Para Dines, o diploma de Jornalismo foi o grande foco das discussões. A profissão de jornalista, que existe desde o império romano, ficou esquecida no debate. "O Estado existe para proporcionar aos cidadãos segurança jurídica. Como ficam tanto quantos ingressaram em faculdades - são cerca de 430 faculdades nos país - e que agora têm um diploma cuja valia é diminuída? ", questionou o ministro.

"Alguém que ingressa em uma faculdade de Comunicação não fica quatro anos dentro de uma sala de aula ouvindo simplesmente ‘abobrinhas’. Há uma formação. E a formação resulta em uma consequência, uma segurança maior ao atuar. E ao atuar com repercussão inafastável considerada a formação de opinião dos cidadãos em geral", advertiu. Dines completou que o curso de Jornalismo resulta também na formação de uma consciência.

Questão mal colocada

Dines questionou a presença do Ministério Público na ação que resultou na não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. A questão está "mal colocada do ponto de vista técnico", afirmou. Chama a atenção de Dines que o MP tenha atuado junto ao sindicato de empresas de rádio e televisão, que representa apenas um lado da questão. "O Ministério Público tem um papel importantíssimo para a sociedade, o papel de fiscal da Lei. Evidentemente, quando se parte para estabelecer o alcance de um dispositivo legal, se percebe as repercussões na organização da própria sociedade", disse Marco Aurélio Mello. O ministro ressaltou que é preciso considerar também o interesse do "prestador dos serviços" e questionou se o mercado de trabalho conseguirá regular a profissão.

"Eu não posso conceber que durante 40 anos, dos quais 20 sob a regência da ‘carta cidadã’, que é a Carta de 1988, não se tenha percebido esta inconstitucionalidade. Só agora, passados estes 20 anos, é que se glosa este dispositivo do Decreto Lei. É um Decreto Lei que foi editado pela Junta Militar, eu reconheço, mas segundo até um ministro da época, o ministro Jarbas Passarinho, foi a pedido de segmentos do Jornalismo", relembrou.

Outro ponto levantado por Dines foi a questão do sigilo da fonte de informação, garantido pela Constituição Federal. "Já que está extinta a profissão de jornalista, quem será o titular deste direito?", perguntou. O ministro explicou que o sigilo diz respeito ao exercício da profissão e que pressupõe uma qualificação específica. "Aí surge o fato normativo", explicou. Marco Aurélio Mello acredita que os juízes em geral observarão a jurisprudência já existente baseada na Lei de Imprensa e na exigência de diploma para exercício profissional.

Com o novo quadro, o papel do jornalista deve ser maximizado. "Nós teremos que potencializar o papel daquele que está à frente de um veículo de comunicação ou integra um veículo de comunicação e divulga idéias, pensamentos, notícias e fatos. No tocante ao Jornalismo, nós temos que observar o sigilo da fonte. É indispensável para que continue o veículo contando com informações e informações que interessam à sociedade", argumentou.

Vácuo e insegurança jurídica

Com as mudanças na Lei decididas este ano pelo Supremo, criou-se um vácuo que, na visão do ministro, não é benéfico para a segurança jurídica. "Se estando o órgão julgador submetido à legislação nós já somos surpreendidos com certas decisões, o que se dirá se cada qual fixar o critério segundo o conhecimento técnico possuído e também a formação humanística. Aí, evidentemente, não se terá almejado a segurança jurídica", ponderou.

Para Dines, a necessidade do diploma poderia ser discutível, mas a extinção da profissão, implícita na votação, é grave. Marco Aurélio Mello destacou que a responsabilização por possíveis falhas cometidas por jornalistas pode ser prejudicada e que o mercado de trabalho brasileiro é desequilibrado. "Nós temos uma oferta excessiva de mão-de-obra e escassez de empregos. Qual é a tendência, principalmente no interior? Eu não me preocupo muito com os grandes veículos de comunicação, que continuarão exigindo diploma de Jornalismo. Mas e no interior, tendo em conta dificuldades econômicas e financeiras? Os pequenos veículos tenderão a contratar a mão-de-obra mais barata. E isto em prejuízo daqueles que devem ser informados e bem informados", avaliou.

Dines pediu para o ministro explicar de forma resumida os dois votos proferidos. Em relação à Lei de Imprensa, o ministro defendeu que a legislação já estava "purificada", o Judiciário afastara os preceitos inconstitucionais. O ministro avalia que a Lei que assegurava o exercício da profissão continha garantias favoráveis aos jornalistas e cuidava dos parâmetros da divulgação de idéias, de notícias. "Como será exercido o Direito de Resposta se já não se tem mais as balizas do Direito em termos de espaço e veiculação? Segundo o critério do julgador? Isso é muito ruim. Principalmente, se encontrarmos um colega acometido de ‘juizite’, que se sinta acima do bem e do mal. Ele fixará o ‘critério de plantão’ e teremos as decisões variando conforme o juiz que aprecie o processo".

O ministro Marco Aurélio Mello acredita que o Poder Judiciário adotará a jurisprudência que foi fixada segundo a lei anterior. Na prática, a lei declarada como inconstitucional pelo Supremo continuará regendo as relações jurídicas. Dines comentou que a situação é kafkiana. "A jurisdição visa restabelecer a paz social momentaneamente abalada pelo conflito de interesses. É interessante que as regras que impliquem este restabelecimento sejam as mesmas regras aplicadas em todo o território nacional. Nosso Direito é uno, e una deve ser a jurisprudência.", disse o ministro.

A quem interessa o fim do diploma?

Na votação da obrigatoriedade do diploma para exercício do Jornalismo o ministro afirmou que indagou a quem interessava a declaração de inconstitucionalidade. "Aos jornalistas? A reposta é negativa. Aos veículos de comunicação? Resposta também negativa", disse. O ministro não acredita em desregulamentação da profissão e na regulação pelo próprio mercado. "Se, já havendo uma legislação já regedora da matéria, nós temos enfoques conflitantes, o que não se dirá se não houver essa mesma legislação?", questionou. Dines comentou que as grandes empresas jornalísticas hoje têm cursos de aperfeiçoamento que complementam a formação profissional.

"Eu hoje tenho 30 anos de juiz. E acredito ainda que sou um estudante do Direito. O aperfeiçoamento nessa nossa área é constante. E pobre é o homem que já se sinta em um patamar que não precise mais deste aperfeiçoamento", avaliou. Dines considera que o jornalista profissional está em um processo de educação contínua. Para prestar um serviço de maior valor para a sociedade, deve-se acumular conhecimento e leitura. E destacou que não é a mídia que deve formar o profissional, mas sim escolas independentes.

Uma vez que a questão da obrigatoriedade do diploma foi julgada pelo Supremo, não há mais recursos no âmbito do Poder Judiciário. Mas o ministro acredita que o tema voltará ao debate. O Poder Legislativo pode reverter o quadro. Na opinião do ministro, a problemática da exigência se resolve no campo da opção política normativa. Os deputados e senadores é que devem decidir a matéria de acordo com os anseios da sociedade. Uma emenda constitucional que exija o diploma pode ser apresentada. A solução seria uma lei ordinária, e não uma medida provisória."O Supremo não é um legislador. Ele é um legislador negativo quando a lei ordinária conflita com a Constituição Federal. Mas é preciso que o conflito seja evidente. Surja ao primeiro exame. E neste caso eu penso que ele não surgiu", criticou.

Inspirados na primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos, defensores da tese de que o diploma específico em Jornalismo não é necessário para o exercício da profissão alegam que o legislador não pode impor obstáculos à liberdade de expressão. "Exigir-se a qualificação não cria cerceio à liberdade de expressão. Mesmo porque o Decreto-Lei continha um preceito revelando a figura do colaborador", explicou o ministro.

***

Como está, não dá para ficar

Alberto Dines # editorial do Observatório da Imprensa na TV nº 513, exibido em 28/7/2009

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Estamos na avenida Rio Branco, no prédio onde funcionou entre 1909 e 1960 o Supremo Tribunal Federal, a nossa Corte Suprema. E este cenário foi escolhido para ouvir uma figura muito importante que, embora minoritário em duas votações, conseguiu, de certa forma, criar uma consciência de que não adianta votar certas coisas quando não há algo para oferecer em troca.

Este ministro que nós vamos ouvir, discutir e aprender com ele, é Marco Aurélio Mello. Foi minoritário na votação da extinção da Lei de Imprensa em 30 de abril e foi minoritário, aliás, o único, que votou contra o fim da obrigatoriedade do diploma, em 17 de julho.

Este é um momento importante porque nós temos que respeitar as decisões do Supremo, são irreversíveis, mas nós temos que nos conscientizar que assim como está, não pode ficar.

O Observatório da Imprensa tem uma posição histórica em defesa da profissão do jornalismo, da especificidade do jornalismo, e por isso escolhemos a edição de hoje para ouvir, antes de tudo, o professor Marco Aurélio Mello.

Comentários (7)
Comentar
Compartilhe
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas – e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.
         
Nome :   Sobrenome :
E-mail:   Profissão:
Cidade:   Estado:
Comentário:


para o limite de 1400.
 
The CAPTCHA image
Clique aqui para ouvir o
texto soletrado(mp3)
Digite no campo abaixo o texto
que você vê na imagem ao lado.

 
Jorge Robespierre Tomás Japur , Santa Maria-RS - Jornalista
Enviado em 31/7/2009 às 22:25:49
O fim da obrigatoriedade, apesar dos pesares, curiosamente trouxe alguns benefícios (infelizmente não no campo do jornalismo). A entrevista com o ministro Marco Aurélio Mello permite-nos ver que lá no STF também tem gente séria. Seria interessante agora uma entrevista com o douto Gilmar Mendes. Qual seria o nosso juízo de valor nesse caso?
Alaércio Flor Flor , Fortaleza-CE - Porfessor,sociólogo e radialista profissional
Enviado em 30/7/2009 às 20:12:04
Vi ,ontem, aqui em Fortaleza,atentamente a brilhante entrevista com o Ministro ,Dr.Marco Aurtelio Mello, em que ele didaticamente explicou seu voto,seu parecer e deu uma lição de humildade e sapiencia jurídica em declarar que mesmo com trinta anos de magistrado é um ëstivador do Direito¨, é um estudioso entre as ilhas de jurisprudencia e exegetas do STF...Entendi suas explicações,e até fiquei persuadido de que o Diploma é importante,mas não o acho obrigatório como querem os trabalhadores da comunicação que sonham serem doutores,um diploma.Direito é uma ciência positiva,mas jornalsimo naõ é uma saber cientifíco,que precise de uma regulamentação do Estado para conceder exclusividade a uma categoria. Há uma saída para o vácuo e o Observatório da imprensa partiu na frente trazendo o único ministro que votou pelo Diloma,defendeu um decreto Lei da época da dotadura miliatar que somente há pouco tempo foi questionado...É ai que o Ministro douto me compele a somar com o seu parecer,fundamentado e muito didático pois o juiz do supremo deu lugar ao professor paciente e racionalmente positivista como todo Cientista Social especializado em legislação.Acabei me convencendo que o o Diploma é importante,que peciso dar sinceros parabéns ao entrevistador pela aula que nos proporcionou e ao expositor pelo seu espirito público a quem vou expressar em carta pessoal meus sinceros parabéns ...Valeu
Fernanda Moreira , Fortaleza-CE - Jornalista com diploma e orgulho
Enviado em 30/7/2009 às 10:05:08
Fantástico bate-papo entre dois grandes mestres. Acho que toda a sociedade deveria acompanhar debates como os que foram postos no programa de 28/07. Acredito que jornalista não pode ser alienado; tem que ter conhecimento de vários ramos até para poder escrever sobre eles e ter uma postura critica para saber o material que tem nas mãos e isso se aprende muito nos bancos da faculdade. Quem não tem diploma vai "aprender" isso aonde?
Enio Modesto , Passos-MG - Jornalista formado
Enviado em 29/7/2009 às 21:23:54
Ainda bem que temos gente que pensa com fundamentos no jornalismo para contrapor aqueles que tratam nossa profissão de modo leviano. Parabéns Dines e parabens ministro Marco Aurélio! A minha crença não arrefece nunca: jornalismo se aprende na escola.
ricardo penachi de camargo , s. caetano do sul-SP - produtor cultural-músico-etc
Enviado em 28/7/2009 às 23:48:55
Acabei de assistir a uma maravilhosa conversa entre o Dines e o Min. Mello, no OI, pela TV Brasil. Sou habilitado pela Ordem dos Músicos do Brasil, que, ao que tudo indica, será a segunda bola da vez nessa história de se desrregulamentar profissões. O MPF provocou o STF neste sentido, dando sequência ao feito com vocês, jornalistas. Quero sugerir a vocês um exame sobre isso também e que, sabe uma união de classes para sustentar uma posição em prol da evolução dessas atividades, desses profissionais, mesmo sabendo que no nosso caso, a união é mais nebulosa... Vamos nos ajudar? Eu peço socorro... Mais info: http://penachi.blogspot.com/2009/07/nao-esta-legal-melhorar-ou-eliminar.html http://www.conjur.com.br/2009-jul-23/22-dias-duprat-colocou-pgr-favor-gays-aborto-marcha-maconha
Onildo Melo , Belém-PA - Jornalista
Enviado em 28/7/2009 às 23:46:08
Caro Dines, Acabo de assistir ao bate-papo seu com o ministro Marco Aurélio, único integrante do STF a votar contra a extinção da exigência do diploma para jornalista. A conversa foi bastante interessante, tanto que fiquei ligado no programa até o seu tradicional boa noite. Contudo, gostaria de alertá-lo que a democracia manda que o nobre jornalista entreviste também um dos ministros que votaram favorável a extinção da exigência. A isso damos o nome de ética jornalística. Ensinada nas universidades e faculdades onde há curso de jornalismo. Aliás, aproveito para sugerir ao veterano escriba que procure uma dessas escolas para obter o canudo que você, curiosamente, não possui, mesmo sendo um defensor do mesmo. Abraços
MaGrace Simão Simão , Goiânia-MA - Jornalista aposentada
Enviado em 28/7/2009 às 23:32:34
Dines, só quero saber por que não tem mais o OI na Cultura São Paulo? Que falta!!!!!!!!!!!
Compartilhe este texto
Blig Blig BlinkList BlinkList BlogBlogs BlogBlogs BlogLines BlogLines Delicious del.icio.us
Digg Digg Furl Furl Google Bookmarks Google Bookmarks Linkk Linkk Magnolia ma.gnolia
netscape Netscape netvibes Netvibes newsvine Newsvine reddit reddit Stumble Upon Stumble Upon
Technorati Technorati Twitter Twitter Windows Vista Windows Vista Yahoo! MyWeb Yahoo! MyWeb Facebook
Outros artigos desta Seção
LEITURAS DA FOLHA
O abraço de Collor e
a reação de Lurian

Ligia Martins de Almeida
28/7/2009
O PAPEL E A WEB
Os olhos da imprensa
Luciano Martins Costa
28/7/2009
ESTADO & RELIGIÃO
O Brasil entra em campo
Luiz Cláudio Cunha
28/7/2009
ENTREVISTA /
RENATO ROVAI
O jornalismo como
serviço público

Gabriel Brito
28/7/2009
SENADO À DERIVA
Entre pizzas e marimbondos
Jorge Fernando dos Santos
28/7/2009
HONDURAS
A árvore e a floresta da crise
Fernando Massote
28/7/2009
JORNALISMO & POLÍTICA
O Parlamento midiático
Jaume Guillamet
28/7/2009
O PRESIDENTE E A MÍDIA
Como controlar a onipresença de Sarkozy
Leneide Duarte-Plon, de Paris
29/7/2009
OI NA TV
Decisões do STF sobre a
imprensa abriram vazio legal

Lilia Diniz
29/7/2009
STF, PROFISSÃO E DIPLOMA
O tamanho do estrago
Alberto Dines
30/7/2009
Sinais de incoerência
Luciano Martins Costa
31/7/2009
Os frutos do atropelo
Alberto Dines
31/7/2009

Últimos 5 artigos de
Lilia Diniz
OI NA TV
A trajetória do pai da imprensa brasileira
27/7/2010
OI na TV
A morte lenta de um jornal agonizante
20/7/2010
OI NA TV
Acabou a Copa, é hora de balanço
13/7/2010
ENTREVISTA / EDUARDO GALEANO
Futebol e o brilho da liberdade
6/7/2010
OI NA TV
Saudades do futebol-arte
29/6/2010
Mais artigos de
Lilia Diniz >>