ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 550 - 9/2/2010
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IURD NA MÍDIA
Novo round na guerra santa

Por Alberto Dines em 17/8/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 17/8/2009

Qualquer guerra é perversa, mas a guerra em nome de Deus é coisa do Diabo. Denunciar as eventuais falcatruas dos líderes de uma seita religiosa é uma obrigação das autoridades, também da imprensa, mas é impiedoso ignorar as convicções dos seus fiéis.

Na terça-feira (11/8), a Folha de S.Paulo noticiou com grande destaque: "Universal é acusada de lavar dinheiro". A pedido do Ministério Público de São Paulo, a Justiça abriu na véspera uma ação criminal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha contra dez dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), entre eles o seu dirigente máximo, bispo Edir Macedo.

A IURD, enquanto confissão religiosa, não estava sendo denunciada, nem os seus oito milhões de devotos e crentes – a manchete da Folha foi formulada de maneira preconceituosa. Naquela mesma noite, o Jornal Nacional da TV Globo dedicou 11 minutos – na TV, uma eternidade! – à repercussão do noticiário daquela manhã.

Da quarta-feira (12/8) até domingo (16), toda a grande mídia aderiu com gosto ao pesado bombardeio contra o bispo Macedo e o seu conglomerado que inclui 23 emissoras de TV, entre elas a Rede Record, 78 rádios (próprias e arrendadas), três jornais e outras 16 empresas em diversos segmentos.

Não é a primeira vez que o grupo empresarial é alvo de investigações relacionadas com o recolhimento dos dízimos pagos pelos fiéis e indevidamente embolsados por Edir Macedo e seus parceiros, a maioria destacados dirigentes da Igreja Universal. Mas aqueles que freqüentam os templos, participam dos cultos e seguem a sua Teologia da Prosperidade não deveriam ser misturados às supostas trapaças de seus sacerdotes.

É preciso não esquecer que o grupo ligado à Igreja Universal criou um partido, o PRB (Partido Republicano Brasileiro; antes chamava-se PMR), cujo membro mais destacado é o vice-presidente da República, José Alencar. O PRB faz parte da base aliada do governo e todas as suas concessões de radiodifusão são tão legais – ou tão ilegais – quanto a maioria das outras. A religião é o ópio do povo, mas Karl Marx ao criar a máxima não diferenciou os credos.

Sem transparência

A ofensiva contra a Igreja Universal do Reino de Deus não parece espontânea, sugere alguns indícios de orquestração. É certo que as evidências são gritantes, parece irrepreensível o trabalho investigativo do Ministério Público baseado na quebra do sigilo fiscal e bancário dos envolvidos. O que causa alguma estranheza é a rapidez da formação da bola de neve midiática.

A Folha tinha legitimas razões para vingar-se das 107 ações quase simultâneas impetradas por fieis da Universal contra um primoroso levantamento conduzido pela repórter Elvira Lobato

Os grupos Globo e Edir Macedo são inimigos históricos, seus conflitos transcendem o âmbito empresarial e situam-se também no explosivo terreno religioso. Mas o resto da veiculação foi com muita sede ao pote: não levou em conta os interesses dos anunciantes e do próprio público, ambos interessados em manter o atual leque de opções. E arrogantemente desconsiderou o enorme rebanho evangélico ao qual não foi oferecida qualquer compensação informativa, como se os oito milhões de crentes não importassem já que não lêem jornalões, revistões e a mídia nacional.

A criação de um escândalo alternativo ao de José Sarney convém a muitos grupos políticos. E, como sabemos, a mídia não consegue manter duas ofensivas simultâneas. O caso de Edir Macedo tem mais apelo popular.

Não estão claras também as razões da recente e surpreendente reviravolta da mídia no tocante à concordata do Estado brasileiro com o Vaticano. Os jornalões acumpliciaram-se com o governo no fim do ano passado e disfarçaram todos os indícios de um tratado com a Santa Sé – na realidade, um convênio preferencial com a Igreja Católica. Na ocasião este Observatório esperneou [ver "Omissão da mídia sobre o acordo com o Vaticano" e "Acordo por debaixo dos panos"]. Agora, um a um, os veículos começam a interessar-se pela questão do Estado secular como se nada tivesse acontecido em Roma em novembro de 2008.

Nossa mídia não consegue ser transparente. Mesmo quando trilha os insondáveis caminhos da fé.

Leia também:

Igreja e Estado: Acordo por debaixo dos panos – A.D.

Omissão da mídia sobre o acordo com o Vaticano – Roseli Fischmann

Igreja e Estado: Notícia (convenientemente) ignorada – A.D.

Mídia se cala sobre o acordo do governo com a Santa Sé – Lilia Diniz

O crucifixo do STF – A.D.

A íntegra do acordo – Ministério das Relações Exteriores

A íntegra do acordo (em italiano e português)

Comentários (53)
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Edson Gonçalves , São Paulo-SP - F. Público
Enviado em 20/8/2009 às 01:13:20
Grande Dines! A Globo já anda veiculando matérias sobre ação social da empresa junto a outras igrejas (batista, etc). Nada é despropositado no jogo das grandes emissoras e jornais.
Claudemir  dos Santos , Santo André-SP - Engenheiro
Enviado em 19/8/2009 às 17:58:30
Meu caro Alberto Dines. Sempre que posso assisto ao Observatório da Imprensa. Não vamos ser hipócritas e tentar tapar o sol com a peneira neste episódio da IURD. A nossa constituição é falha em muitos aspectos. O fato de podermos expressar nossas crendices dentre as mais variadas vertentes e não pagarmos impostos ao adentrarmos nestes propalados templos, é um exemplo. Qualquer imbecil sabe que o senhor Edir Macedo e seus comparsas, usam e abusam de extorquir o dinheiro e bens daqueles desesperados que não encontram nos orgão públicos, na igreja católica entre outros, rspostas para seus dilemas. Este câncer chamado IURD, começou comendo pelas beiradas nos espaços ociosos das manhãs televisivas,.Os carnês de pagamentos foram sendo mostrados aos "fiéis" para ajudá-los a manter os programas e deu o que deu. Os sacanas se infiltraram em tudo. A rêde e a organização criminosa ultrapassa fronteiras. Isto tudo que noticiam não vai dar em nada. Conforme disse àcima, nossa Constituição facilita tudo. O nosso Congresso é um exemplo gritante de um monte de irregulariedades. Muita gente se esquece que existe lá a chamada bancada evangelica. Eles posam de profetas,encabeçados pelo "fala mansa" Crivella( que é apoiado pelo Lula) vide episódio do Rio de Janeiro, militares etc.) Pergunto: Porque os jornalistas ex-globo que hoje estão lá, defendem com unhas e dentes os charlatões ?
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 19/8/2009 às 17:49:54
Sr. Hugo Lombardi, o senhor foi apoiador da ditadura militar e do autoritarismo como uma mal necessário, pois não? Só isso poderia justificar sua opinião sobre a existência da religião como um mal necessário e que seus dirigentes deveriam conter seus fiéis pelo cabresto. A questão aqui não é a manutenção de hegemonia, mas de ética e lisura de comportamento. O fato de a Globo ter interesses escusos nessa empreitada não transfere créditos ao bispo falastrão e vice versa. Apoio a investigação sobre os dois conglomerados e sua cassação se necessário for.
Fernando Moreira Filho , Brasilia-DF - Funcionario Publico
Enviado em 19/8/2009 às 16:30:34
Ao ler seu texto , Alberto Dines , endosso o seguinte paragrafo que o senhor brilhantemente escreveu " A criação de um escândalo alternativo ao de José Sarney convém a muitos grupos políticos. E, como sabemos, a mídia não consegue manter duas ofensivas simultâneas. O caso de Edir Macedo tem mais apelo popular. " Eu sempre tive essa opiniao . Sem mais ,parabens pelo seu observatorio e por sua capacidade de observaçao .
Hugo Lombardi , Jundiai-SP - aposentado.
Enviado em 19/8/2009 às 14:48:35
Ateu convicto. Religião é um mal necessário até certo ponto para conter as pessoas de má índole para que não coloquem suas “vontades” em prática todo homem de bom discernimento sabe disso, no entanto não pode se deixar escapar entre os dedos senão acaba virando fundamentalismo religioso e fanatismo e acaba levando a intolerância e fazendo este mesmo povo de má índole a cometer seus verdadeiros anseios e veleidade. Os que tangem a manada devem fazê-lo com inteligência e não podem perder o cabresto mantendo firme o bridão porque a ira contida em certo momento pode estourar a manada e deflagrar a fúria e depois fica difícil refrear. Depois só chamando o exercito americano para debelar as chamas e haja homens bomba.
Ricardo Arini , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 19/8/2009 às 14:12:01
Tudo que está escrito no artigo estaria absolutamente certo, não fosse por um "pequeno detalhe": os fiéis da IURD comungam dos pontos de vista de seus "líderes", principalmente no que diz respeito à intolerância religiosa daqueles que não crêem nas mesmas coisas que eles...
Geovani Figueiredo dos Santos Santos , Cabo Frio-RJ - Comerciário
Enviado em 19/8/2009 às 12:42:37
As investidas da Rede Globo contra a IURD ( Igreja Universal do Reino de Deus), revelam em seu bojo uma tentativa desesperada do famigerado império midiático global dos Marinho em manter o seu monopólio. Longe da imparcialidade necessária ao desempenho do bom jornalismo, a Globo reafirma a sua tendenciosa tentativa de marionetizar a opinião pública, sobretudo, a grande a massa de iletrados desta nação para favorecer os seus interesses escusos de perpetuação de seu espólio. Não estou defendendo a IURD, e também não nutro qualquer simpatia por este segmento Neopentecostal, embora seja evangélico de uma corrente pentecostal. O que considero estranho nesse episódio é a avalanche de denuncismo contra a IURD, concomitantemente veículado pela imprensa escrita e falada do Brasil e que ganhou repercussão internacional. Parece haver um conciliábulo secreto por trás de todas estas notícias. Uma espécie de conspiração para favorecer os interesses de figurões nos bastidores do cenário midiático nacional.
Melchíades  A. Prado , BH-MG - Calçadista
Enviado em 19/8/2009 às 11:45:37
Quem é de BH-MG conhece o Celton, um rapaz talentoso que escreve, produz e vende revistas nos sinais da Cidade. Um grande sucesso foi O Capeta do Vilarinho. Nestes dias ele está vendendo uma nova produção (O batalha da Sogra com o Capeta). Ainda não comprei, mas acho que é baseada nesta história da Globo com a Record. Se não for isso, é na briga do Senado.
Cesar  Costa , B.H.-MG - jornalista desempregado
Enviado em 19/8/2009 às 00:10:46
Não estou em nenhum lado. Será que o "Criança Esperança" é idôneo?Na minha opinião caberiam investigações severas e diversas.
Lotar  Kaestner , Curitiba-PR - jornalista
Enviado em 18/8/2009 às 21:29:43
Midia no I Mundo é um veículo onde se debatem idéias, opiniões, conhecimento. Nós no Brasil ainda não chegamos a este estágio porque vivemos numa sociedade primitiva (de pouca evolução mental). Quem não lê jornal é analfabeto, ou tem dor de cabeça quando raciocina. Não há debates, há governos e políticos corruptos e autoritários, um rebanho semi-analfabeto, fanáticos que fazem afirmações truculentas. A sociedade é dominada por grupos vários, que se digladiam entre si. Autoridades são sempre honestas. O pior está acontecendo agora...se está tirando o sossego do coronel e seu clã...viviam tão bem em sua senzala...e de repente os bois e vacas começaram a mugir todos...não está adiantando cassar diploma de jornalista...todos continuam mugindo...mas pastando...e o coronel não consegue...dormir, nem assistir missa, nem ser poeta. Não tendo o que fazer tenta ser escritor...o próximo livro vai tratar da...revolta dos bois e vacas na fazenda...
Miro Junior , Sao Paulo-SP - analista
Enviado em 18/8/2009 às 19:09:22
Quem pode levar a sério este negócio que chamam de Mídia? O que não está na mão de uma igreja ou de um interesse político está na mão de interesses comerciais. Os principais meios de comunicação pertencem a poucas famílias. No andar de baixo um bando de macaquinhos se dizendo jornalistas. Certo está o Lula, que já disse que nem lê jornais.
Ricardo Godinho , Rio de Janeiro-RJ - Assistente Administrativo
Enviado em 18/8/2009 às 15:57:15
Uma primeira coisa: os advogados da IURD dizem que se trata de acusações já julgadas, das quais todos foram inocentados. Se isto é verdade, quem paga os danos morais da IURD, seus seguidores, da Record, e dos acusados? O MP paulista? Aquele MP que nunca fez nada contra os policiais que fantasiaram os sequestradores do Abílio Diniz com camisetas do PT na véspera da eleição? A Globo, que gasta 10 minutos para achincalhar o concorrente evangélico pidão (mas a Canção Nova e a Rede Vida podem mandar cartinhas dizendo para você deixar seus bens em legação para eles, para agradar nossa senhora (sic), e pedir doações de milhões todos os dias...)? Quem paga essa conta? Uma segunda coisa: porque "Beyond Citizen Kane" está proibido pela justiça até hoje? Pra quem não sabe, trata-se de um documentário da respeitabilíssima BBC mostrando como o capo Marinho foi muito além do personagem de Orson Welles. Aliás, alguém precisa dizer para o Bispo Macedo que houve uma CPI sobre a Globo, e mostrar a ele as origens prá lá de ilegais da vênus platinada. No mínimo podiam fazer um especial de domingo mostrando os documentos, o contrato com a Time-Life, a traição às leis pátrias. No fim das contas, esfumam-se os escândalos do senado, pois Sarney no pelourinho poderia abrir a boca e deixar muita gente mal...
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 18/8/2009 às 15:39:20
No domingo (16/08/2009) a tal TV Band veiculou uma propaganda nos jornalecões dizendo que "A verdade UNIVERSAL [e ADHEMARAL] é que sem credibilidade e ética não tem bom jornalismo". E ilustra a propaganda fotos do tal Joelmir Beting e do tal Ricardo Boechat. -Esse Joelmir Beting é aquele "jornalista de economia" que fez (ainda faz?) propaganda (comercial) de um tal fundo de investimento o qual sorteia um carro por dia (pô, com aquela taxa de administração poderia sortear uma frota, né!)?. -E Ricardo Boechat é aquele "jornalista-colunista social" que era empregado e recebia do "O Globo", mas, trabalhava e informava e manipulava a favor do "Jornal do Brasil" do patrão "informal", o tal Tanure?.
Leni Oli , São Paulo-SP - professora
Enviado em 18/8/2009 às 15:04:49
As duas emissoras são iguais, e tem o mesmo projeto alienam pessoas, manipulam informações e atuam politicamente para obeter privilégios e distinções. O povo em várias décadas foi levado a assistir programas desqualificados que resultarm numa juventude acrítica e manipulada. Enquanto apresentadores manipuladores ganham milhões, o povo empobrecido materialmente, culturalmente e intelectualmente. Um povo desunido e a merce da mídia e de políticos corruptos. Estes fiéis são produto do que a Rdede Globo incutiu na cabeça de cidadãos durante 40 anos. Mulheres adultas estimulando a erotização de crianças e massacrando o povo pobre. "Todo mundo tá feliza", já que nem todos podem ter acesso seque r a serviços básicos de sáude, educação, moradia, ofereceram uma TV acessível a todos, mas cujos programas são dirigidos aos que queriam dominar. E conseguiram. Não se questiona a fé, não se questiona quem é Edir Macedo. E oferecem fortuna pela fé da alienação, da desqualificação, Para entender melhor é só ler 10 maneiras de manipular o ser humano de Noam Chonsky. Rede Globo 40 anos.Tudo a Ver? E o vídeo Cidadão Kane. A Universal tem entre os seus fiéis os baixinhos e baixinhas da Xuxa.
Otto Lima , Niterói-RJ - Engenheiro Mecânico
Enviado em 18/8/2009 às 15:03:37
Vamos aos fatos... 1) O alto clero da IURD e a alta administração da Record, ambos encabeçados pelo bispo Edir macedo, têm um longo histórico de falcatruas. 2) Nos últimos anos, a Record investiu pesado na contratação de artistas e jornalistas (muitos dos quais oriundos de sua arquirrival, a Globo) e na reestruturação de sua grade, investimentos esses que resultaram em uma crescente audiência, a qual está incomodando a Vênus Platinada. 3) Na direção oposta, por causa da TV a cabo, das mídias sociais e da própria Record, a Globo tem perdido audiência nos últimos anos e sua supremacia hoje está praticamente limitada ao horário nobre. Isto posto, conclui-se que, por mais fortes que sejam (e são) as evidências contra Macedo e, por mais extensa que seja a sua ficha criminal, essa denúncia apresenta indícios de manipulação por razões comerciais, uma vez que há interesse da rivla Globo em um julgamento desfavorável à Record e isto, porque a Globo parece despreparada para uma concorrência que tende a se acirrar.
Gabriela Guerreiro , Campo Grande-MS - jornalista
Enviado em 18/8/2009 às 14:50:33
Finalmente uma análise dignamente jornalística dessa execrável postura das duas maiores emissoras de televisão do país (maiores em lucro, mas não em profissionalismo, a perceber pela qualidade dos profissionais de TV Brasil, por exemplo).
Natália Chagas , BH-MG - Jornalista
Enviado em 18/8/2009 às 14:32:23
Pois que seja orquestrada a "ofensiva",que seja para abafar o caso Sarney.A questão é mais complexa e,apesar de estar atrelada a maracutaias políticas(novidade!),falcatruas abissais dessa ou daquela emissora de TV,diz muito mais respeito aos humildes,cidadãos enganados na sua própria fé.E ninguém faz nada.Nem imprensa que,prioritariamente,deveria estar a frente dos interesses da população,nem qualquer outro organismo desse nosso país de m....Sequer denunciam concretamente os absurdos que acontecem entre as tantas e suntuosas paredes dos templos.Os interesses prevalecem e a população segue ludibriada,vendendo os parcos bens na esperança de prosperidade e tempos melhores.E pensar que isso se repete,sistematicamente,de canto a canto do país.Os desesperançados,por conta de um Estado que não os assiste,buscam nessa "religião" o conforto e o alívio aprazível das promessas.É com isso que não só a imprensa, mas o cidadão deveria se preocupar.Ou será que não se conhece a realidade dessas pessoas? Para a Fogueira Santa são R$10.000,00,meu caro.É esse o preço da salvação!É preciso não ter dúvidas de que deixam de comer para doar.Famílias se desagregam por conta dessa fé.Adoecem,adiam tratamentos, morrem.Uma crença vazia que dizima a já tão fragilizada auto-estima brasileira e segrega pessoas em nichos de debilidade.Teologia da Prosperidade. Ah, tá!
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 18/8/2009 às 14:09:33
Considero meu posicionamento político de esquerda, mas fico cada vez mais pasmo com certas teses que circulam por aí: quando atacam Sarney, querem na verdade atacar o governo e seu projeto; agora atacam a Igreja Universal do Reino de Deus com o mesmo propósito. Acho o cúmulo que se minimize os crimes desse político e dessa seita em nome de uma suposta governabilidade. Um governo que precisa do apoio de tais figuras está realmente muito mal acompanhado e, se tivesse um mínimo de esperteza, deixaria esses trastes caírem em desgraça sozinhos. Por muito tempo, a eleição de Lula era tida como a hipótese de uma mudança ou uma virada no jogo do atraso do Brasil. A crer nessas teses conspiratórias, parece mais que o metalúrgico foi eleito para "mudar as coisas para que continuem como estão".
Luiz Reis , Vitória-ES - Bancário
Enviado em 18/8/2009 às 13:08:03
Meu Deus (sou ateu)! E tem gente que realmente vem aqui para dizer de que lado está e defender sua idéia com unhas e dentes? Eu não acredito!!!É TUDO bandido, não tem mocinho mesmo nesse filme... e aí tem gente que acha que a única opção é essa? Escolher um lado, mesmo sabendo que é bandido também? Caramba, e eu pensei que eu fosse tolo por ser ateu e, ainda assim, acreditar que a humanidade tem jeito... Por quê não escolhemos outra via? Por quê temos que ficar reféns de TV ou jornais da grande mídia? Que se danem os Marinho e os Macedo... eu não preciso deles para viver ou para pensar sobre o certo e o errado, eu NÃO pauto minha vida e decisões pelo que é decidido numa reunião em escritório de jornal... eu decido a partir de várias informações, de várias fontes, eu não culpo a tv por me transformar num idiota, se eu assisto a BBB, Faustão, Gugu, Novelas, Fantástico (e seus similares), Hebe, Ana Maria, Xuxa (ainda existe?)etc, etc, etc... queria me transformar em quê???? Portanto, se tenho inteligência suficiente para buscar informação, não posso escolher lado nessa disputa de audiência, de poder político, econômico e religioso, que as duas se EXPLODAM e podem levar outras junto... REDETV, SBT e BAND... não vão fazer falta alguma, a não ser, é claro, àqueles que não têm vida própria. Eu garanto, confiem em mim, não vão sentir falta nenhuma de assistir suas porcarias..
Silas josé , Rochedo-MS - publicitário
Enviado em 18/8/2009 às 12:25:15
li muito sobre o caso na internet e não vi quase nada na televisão. não assisto ela.... aqui no OI vi alguns e recomento a leitura do "Entre o céu e o inferno: a audiencia" http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=551JDB004 Contudo o autor é muito feliz quando cita que o ópio do povo e a religião e não a Universal.
Hell Back , Forianópolis-SC - Aposentado
Enviado em 18/8/2009 às 11:50:50
Faço minha as palavras da advogada Cristiana Castro, RJ. Isto tudo está acontecendo, porque no Brasil há uma linha tênue separando o público do privado. Na maioria das vezes nem separação há. Tenho a impressão que estamos num imenso mercado dominado pela Cosa Nostra, onde as respectivas “famiglias” não querem largar o osso. Precisamos de um “maluco” igual Chaves. Pensando bem, precisamos de mais figuras “malucas”. Notei que as grandes mudanças na história da humanidade, originaram-se dessas mesmas figuras “malucas”. Elas deram início ao processo de mudanças que as sociedades necessitavam. Alguns exemplos históricos bem visíveis: 1-Revolução Francesa; 2-Revolução Industrial; 3-Revolução Socialista; 4-Revolução de 1930 no Brasil; 5-Revolução de 1964; enfim, esses são alguns dos exemplos mais conhecidos. Em todos eles, quem iniciou o processo para desencadear as mudanças, foram justamente os “malucos e psicóticos” de então!
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 18/8/2009 às 10:05:39
“Só que a Igreja universal tem um discurso religioso que ela quer impor ao Brasil” “A GLOBO já é o mal no Brasil e trocar este mal por um outro mal desconhecido? Não obrigado.” “Se a Record não é oposição à Globo então prefiro que na briga entre as farinhas de mesmo saco a Globo prevaleça” Será que é funcionário da famigerada globo.Ignora que quem quer impor alguma coisa ao Brasil é essa famigerada,através de políticos sem escrúpulos,antipatriotas e entreguistas.Ignora que ela burla as leis do País,ignora que ela,uma empresa concessionária,através de ilicitudes,pega mais que o dízimo,pega o nosso suado dinheirinho dos muitos impostos que pagamos,logo ela que critica tanto a carga tributártia e fez campanha feroz contra a CPMF.Porque que ela não nos mostra onde estão e quais os preços que ela divulgou que cairiam?Pelo menos o dízimo da Universal e de outras religiões são voluntários.Ela que condena o MST invade terreno em área nobre da maior cidade do país,invade área de preservação no Rio.Se é para usar o mesmo parâmetro,será que a TV Aparecida quer impor o catolicismo ao Brasil? “Nossa mídia não consegue ser transparente. Mesmo quando trilha os insondáveis caminhos da fé.”E muitos que postam aqui,não perceberam isso ainda.
Thiago  MG , São Bernardo-SP - Professor
Enviado em 18/8/2009 às 04:34:59
Por que optar pela Globo, mesmo sabendo que ela não vale a pena? Por que a TV Record é instrumento de um líder religioso para um projeto de poder que inclui em levar Marcelo Crivela ou outro membro da Universal / PRB. Só que a Igreja universal tem um discurso religioso que ela quer impor ao Brasil. A Globo não usa um discurso religioso e para quem acredita que existe uma associação nefasta Igreja Católica / Rede Globo, convido-os a circular pelas linhas de direita e esquerda na Igreja, o único consenso na Igreja no Brasil: A Globo é péssima: para uns por levar o pecado às famílias, para outros, por questões políticas. A GLOBO já é o mal no Brasil e trocar este mal por um outro mal desconhecido? Não obrigado. A oposição a Globo não pode ser uma outra globo ainda por cima com fanáticos religiosos em seu comando. A oposição à Globo deve ser uma TV Pública e Aberta com participação de amplos setores do Brasil, inclusive evangélicos, católicos, gays, movimentos sociais, artistas inovadores, etc... Todos os cidadãos. Se a Record não é oposição à Globo então prefiro que na briga entre as farinhas de mesmo saco a Globo prevaleça. O povo da esquerda, não se engane: apesar da IURD apoiar o Lula, o projeto de Nação deles não é de esquerda. E é isso que está em jogo: um projeto de nação. Sou de esquerda, votei no Lula e sem contrangimento nenhum digo: nesse caso estou com a Globo!
Marco Freitas , Teresina-PI - Jornalista
Enviado em 18/8/2009 às 00:32:26
As duas emissoras tem histórias que sobremaneira depõem contra a moral de cada uma delas. A guerra entre as duas e a utilização de artifícios não-jornalísticos, de muito mau gosto, imorais mesmo, é uma vergonha. É uma vergonha termos duas empresas extremamente preocupadas em explodir-se e oferecerem uma programação lixo; é o que elas oferecem. Nunca se interessaram em fazer jus ao direito de explorar o espectro; que para mim, jamais deveria ter sido concedido a ambas. Se a Universal não vale nada, e sabemos que não vale mesmo, a Globo não vale muito mais que ela também. A situação é extremamente preocupante na TV aberta brasileira. Os programas são cada vez mais pobres de informação, credibilidade, enfim. Agora o colega Washington querer colocar na balança quem tem mais culpa no cartório; vergonha alheia, eu tive agora, meu caro: ora bolas... quem tem a história mais bonita? Como assim, ... ? [sic] São duas emissoras sujas e não importa se há mais sujeira debaixo do tapete da Globo ou da Record. Vamos parar com "debochismos" professorais aqui, por favor, porque opinião, vc não tem melhor do que ninguém.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 17/8/2009 às 22:41:15
Vão continuar atacando o bispo e não vai acontecer nada com a Globo. Quem vai denunciar? O MP, que entrevista traficante pra Tv e já declarou, hoje, que tá tudo certinho. Quem julgaria? O TJ, que tb declarou estar tudo dentro dos conformes, inclusive promotor marido de juíza? Muita sorte ou muito azar, um mesmo promotor, mesma denúncia ( coisa julgada ), distribuição aleatória para a vara da ex mulher do promotor que acaba de se licenciar... Talvez, alguma voz ética venha do legislativo, onde as concessões são brindes. A falsificação de documentos e de assinaturas parece bobagem, insistem em focar no terreno, e as instituições públicas tb não estão vendo nada demais, nenhum funcionário tem autorização para falar nada. o Executivo, se ousar se manifestar, será, prontamente, atacado por toda a mídia, envolvida em maior ou menor grau, por atos ou omissões. No mesmo segundo em que a Globo vier abaixo, vem tb, o judiciário, o legislativo, o executivo e o midiático. A população ficará só assistindo. O Brasileiro tem trabalhado demais e há muito tempo para manter uma cambada de inúteis públicos e privados. Agora consigo entender o horror que um Chavez causa ao Brasil. uma canetada destrói o sistema. Vivemos num castelo de cartas e não lucramos nada com isso, trabalhamos e vamos trabalhar a vida inteira pra bandidos covardes pq bandido macho se assume como bandido e encara a vítima.
rita cesario , marilia-SP - comerciante
Enviado em 17/8/2009 às 22:28:21
agora eu entendo a reaçao virulenta dos acusados, via rede de televisao. é um constrangimento para os jornalistas da casa, os fieis da igreja, que menos culpa tem nessa historia toda, e a propria rede record. seria melhor que os acusados usassem o direito de defesa, amplamente garantido pela lei, e se explicassem junto a opiniao publica. quando adquiriam empresas e como. e els tem orgaos de comunicçao ao seu dispor para isso.
Jean Takada , Atibaia-SP - designer
Enviado em 17/8/2009 às 22:05:00
Hoje (17/08) estranhei os jornais. Apesar do que se viu ontem nos dois principais canais de televisão brasileiros, ninguém deu destaque para a guerra da Record x Globo. Ninguém fala da guerra da Globo x Edir Macedo, nem sequer sobre MP x Universal. Depois de ter jogado fezes no ventilador, a grande mídia diz não querer “meter a colher” na briga das duas emissoras. Agora a imprensa "imparcial" se recolhe no Olimpio e passa para meus ombros o peso de uma cruz: depender do jornalismo parcial e tendencioso de ambas. Restará a mim, simples mortal, sem TV a cabo, acompanhar a Globo denunciando a Universal, assistir a Record reservar toda sua programação para atacar a família Marinho (daqui a pouco falarão disso até no reality A Fazenda, por que não?). Até o governador de São Paulo e pré-candidato à presidência, José Serra entrou na roda agora (Edir Macedo pega pesado na hora de mandar recado). Enquanto o juízo final não chega, Sarney estende faixa para Santo Expedito, jornalistas globais e da Record se entopem de remédio para não dormir, promotores se escondem debaixo de suas camas, a Universal fábrica milhões de vítimas de preconceito e o diabo, aplaudido por Deus, produz faíscas sapateando sobre o mapa do Brasil. A mídia está escrevendo uma nova Bíblia e ninguém quer “meter a colher”...
Cristian Korny , São José ds Campos-SP - Músico sem OMB
Enviado em 17/8/2009 às 19:55:21
Sem exceções, segundo a Record denúncias semelhantes já foram arquivadas, ou seja, convém, antes de dizer que houve roubo de quem quer que seja, esperar a sentença, a velha máxima do trânsito em julgado nunca respeitada por nenhum jornalista! de imprensa nenhuma!
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 17/8/2009 às 19:47:57
As coisas estão realmente mudando. O mercado da manipulação, antes tão tranquilo, está em polvorosa. Tudo sugere que os herdeiros midiáticos não terão um reinado tão tranquilo quanto o dos seus papais. O bispo, por outro lado, pode preparar o lombo. Ao anunciar que pretende desbancar o monopólio global ele praticamente declarou uma guerra total. A Veja por exemplo já se alinha nas hostes globais. Como ambos os contendores têm telhado de vidro veremos estilhaços por todo lado...
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista
Enviado em 17/8/2009 às 19:44:59
A julgar pelos comentários, o efeito didático da guerra das tevês para o grande público telespectador é semelhante ao do imbroglio dos senadores. Percebe-se claramente que não existem mocinhos na história, só vilões. Para não ficar no pensamento simplista, apenas um dado para a reflexão de todos; quem tem uma história na televisão brasileira mais bonita, a Record (emissora mais antiga que a Globo) ou a emissora dos Marinho?
André Paixão , Rio de Janeiro-RJ - Consultor Web
Enviado em 17/8/2009 às 19:28:43
Essa briga parece a do Diabo contra o Gramunhão. Mas transformar as denuncias contra os responsáveis pela IURD em FlaXFlu também é muito ruim. Temos que fugir dessa história de ser contra ou a favor da IURD o que foi apresentado pelo Ministério Público é muito sério e bem fundamentado. Tem que ser muito bem julgado e quanto a isso a Globo não tem nada com isso. Não foi ela que cometeu os supostos ilícitos. Os canais se matam por audiência mesmo e nesse campo vão tentar sempre a destruição do outro. A Globo fez isso quando a Manchete começou a crescer e em todo mercado os lideres tentam destruir a concorrência da mesma forma que se quer destruir os lideres. Capitalismo é isso, sempre foi e sempre será uma guerra. Não quer isso? Pense em outro sistema econômico...
Otaciel  de Oliveira Melo , Fortaleza-CE - Professor
Enviado em 17/8/2009 às 19:08:35
Que maravilha! Quando eles brigam a verdade vem à tona. Pela primeira vez a Globo e a Record estão falando a verdade. E quem ganha com isto é o telespectador. Tomara que o circo pegue fogo. Eu sei que a briga é pela audiência, e é antiga. Mas hoje ela não é só por causa da audiência. O Edir tinha arrefedido o ânimo com relação às críticas ao governo Lula. Cheguei a pensar que o Bispo tinha mudado de lado. Agora, chegou a vez dele levar umas cacetadas, da mesma forma que o Sarney. Mas sem dúvida as duas redes estão, no momento atual, prestando um grande serviço ao Brasil. Viva o Edir Macedo! Viva a família Marinho!
Hermes Melo Oliveira , Barra Mansa-RJ - aposentado
Enviado em 17/8/2009 às 18:36:22
a maioria dos orgãos de comunicação tem seus pecadinhos. em algum momento alguns apoiaram o golpe de 64 e a ditadura que se seguiu. outros se locupletaram fazendo negociatas. outros são honestos. a briga entre a globo e a igreja universal é apenas mais novela da vida real.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 17/8/2009 às 18:24:44
Fica a impressão que essa discussão vai definir se a Confederação dos Tamoios estava certa ou se as Sete Missões não deveriam ser destruídas. De fato, como os tamoios e os guaranis, estamos discutindo se nossos "chefes" devem ou não dominar o sistema de comunicação vigente ou qual deles deve faturar os direitos ancestrais sobre nossa ingenuidade. A liberdade individual sofre forte abalo quando o necessario poder dos governantes é monopolizado por uma ou duas castas. Quando estamos em pleno vigor de um monopolio desse tipo, somos ludibriados antes mesmo de a questão ser exposta, porque ela fica circunscrita ao ambito de ação dos principais interessados. A equação não é a de uma TV contra a outra, mas das duas TVs contra outras quaisquer.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 17/8/2009 às 17:50:38
Ontem (16/08/2009) foi veiculada uma propaganda nos jornalecões afirmando que a "RELIGIÃO" da tal TV Band é a ver.da.de!. Junto com a propaganda há uma foto do tal Bóris Casoy!. Não entendi o "termo" "RELIGIÃO"!. Afinal, o tal Bóris Casoy não va$$ala mais na TV Record!.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 17/8/2009 às 17:28:28
Complementando o Washington Ferreira e o Alfredo Sternhein, devo acrescentar que, pelo que parece, a Globo se tornou uma religião. A Globo pode tudo, e quem atacá-la merece a fogueira. Como ambos enganam a fé do público de uma forma ou de outra, creio que devemos nos ater aos fatos. Primeiro, o Globo não é tribunal e não condena ninguém, nem antes, nem durante e nem depois. Segundo, como é uma guerra suja, que nem no senado, é lama pra todo o lado. Assim, o fatos apontados pelo programa da Record, que eu gravei, são sérios e devem todos ser investigados, desde o promotor que parece ter pautado Globo até o processo que tramita na justiça sobre a posse da TV São Paulo. E agora, nos tempos de internet, apesar de certo amadorismo do programa da Record, as denúncias foram na jugular da Globo. Vou gostar de ver o desenrolar dessa estória.
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista
Enviado em 17/8/2009 às 16:34:00
Aloísio Silva. Hum.....lullo-petismo. Hum...Mais um fanático que acha que o debate por aqui se limita a um flaxflu entre petistas e tucanos. Seria interessante se acrescentasse algo à discussão, [ ]
Aloisio Silva , São Paulo-SP - Programador
Enviado em 17/8/2009 às 15:26:57
Argumentação boa é só a sua né, Washington Ferreira? No caso, você forma opinião lendo blog chapa-branca do lullo-petismo. Isenção pelo visto foi banida das atribuições jornalísticas. Por favor, não envergonhe a classe!
Rodrigo  Fernandes , Florianópolis-SC - Professor Universitário
Enviado em 17/8/2009 às 15:10:40
Quais são os "jornalões"? Qual o sentido do último período do sexto parágrafo - . A religião é o ópio do povo, mas Karl Marx ao criar a máxima não diferenciou os credos"? Já li algumas partes do Capital e um tradução da Ideologia Alemã, mas ainda me parece obscuro o aforismo do Alberto. Sinceramente, não consegui conectar a frase ao restante do texto, embora perceba que deve havewr uma relação sutil e visível a quem esteja familiarizado com os temas. Por acaso os credos não diferenciados são uma referência às igrejas Católica e Universal? Saudações florianopolitanas, Rodrigo
Thiago  Mello , São Bernardo do Campo-SP - Professor
Enviado em 17/8/2009 às 14:31:45
Discordo do Alberto Dines pois a própria instituição IURD foi criada com propósitos de ser um "fast-food" da fé. Não é religião, mas comércio e se desmembrarmos o discurso da Universal conseguimos comprovar isso: Religião é uma manifestação que liga o ser humano ao transcendente a partir do imanente. A materialidade, que são as manifestações, símbolos, discurso, leva os seres humanos a Deus. A IURD e algumas outras neo-petencostais fazem o caminho inverso. Usam o transcendente para alcançar o imanente, sendo assim, não é fé, mas práticas de obtenção de riquezas a partir de ritos simbólicos. Ora, o Deus na IURD e algumas neo-pentecostais não é Cristo, mas o Dinheiro e dinheiro não pode ser considerado um ser abstrato no qual só acreditamos pela fé. Dessa forma, conceitualmente é errado afirmar que a Universal é uma religião. A IURD não é religião, é um discurso baseado na subjetividade para alcance de bens. A partir do momento que pessoas financiam uma obra com finalidade fraudulenta e partindo do pressuposto que ninguém é burro nesse mundo, as pessoas têm responsabilidade por seus atos e são responsáveis por ajudar financeiramente uma obra que foi criada não a partir da revelação, mas a partir do interesse de seus membros em terem uma fonte de lucro altamente rentável travestida de religiosidade.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 17/8/2009 às 14:11:23
Eu tô com o Ibsen, esse patrimônio todo no dízimo, é um pouco forte. Mas enfim, não sei. Não entendo nada de religião. Até onde eu sei, o porta voz de Deus, já foi, devidamente, investigado. E "Deus"? Quem vai investigar? E não é que " Deus" tb é chegado a pilhar uns terreninhos... MST e Via Campesina, tem muito o que aprender ainda. Essa turma da Globo é boa mesmo, enxergam longe, já usavam o CPF qdo ele ainda nem existia e não gostam de quem faz corpo mole, não. Essa desculpa de não fazer as coisas pq tá morto é coisa de vagabundo, na Globo não. Todo mundo trabalha duro. Vivo, morto, ET, extinto, todo mundo ralando para manter a audiência.
Silvio  Miguel Gomes , Olímpia-SP - Func. Publico Estadual
Enviado em 17/8/2009 às 13:58:55
O sr. Cláudio Moreira está sendo sincedro quando faz esta crítima ao sr. Edir Macedo e outros Bispos, mas eu tenho certeza que não há sinceridade nenhuma por parte dos Jornalistas da GLOBO e da Folha ao divulgarem o processo contra a IURD. Estão somente querendo destruir um concorrente e um adversário. Há um setor da Igraja Católica que "morre" de saudades do passado (leian a revista Catolicismo). EU Sou católico. Parece que muitos religiosos não aprenderam com os erros da Igreja Católica no passado quando conseguiu tanto poder. Era o Poder e esse foi o maior pecado.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 17/8/2009 às 12:30:24
As duas não estão erradas. A Globo está certa no que diz sobre a IURD e a Record está certa no que diz sobre a Globo. Espero que ambas não sobrevivam.
José Costa Batista , Barbalha-CE - professor universitário/advogado
Enviado em 17/8/2009 às 12:22:17
A denúncia oferecida pelo Ministério Público de São Paulo contra os gestores da IURD, tendo por base as informações do controle de trnsações bncárias de vulto via Banco Central, coloca em xeque a efetiva legitimidade do procedimento uma vez que se algo estava errado o próprio sistema deveria sinalizar para tal medidas, quer de caráter administrativo quer de natureza penal. O destaque dado pela mídia impressa (Folha de São Paulo) e televisão, notadamente a Rede Globo traz algumas observações, visto que a indeéndência da informação não se concilia con tais empresas. Se porventura existiram delitos cometidos no repasse de recursos o próprio COAFI deveria encaminhá-lo ao MP caso se configurasse prática indevida. Segundo o advogado de defesa dos envolvidos a denúnica repete ação que já foi arquivada, se de verdade fato novo não aconteceu é uma mera repetição de ações anteriormente ajuizadas e decididas em última instânc ia - STJ. Logo, acompanho com a devida cautela tais procedimentos e espero a devida elucidação dos fatos, e se acaso não prosperarem que se dê a mesma cobertura como do momento inicial. Tão grave quanto supostamente a utilização e transferência de recursos da IURD temos os empréstimos do BNDES a empresas de televisão, e que nem são tão fiscalizados como deveriam pelo MPF e pelos órgãos de controle administrativo do governo e do TCU.
James Moreira , Rio de Janeiro-RJ - Pedagogo
Enviado em 17/8/2009 às 12:01:13
Excelente texto Dines que comprova, como fazer jornalismo verdadeiro, pois a mídia no Brasil tem sido veículo político e empresaral, onde a premissa do bom jornalismo de divulgar fatos e permitir a interpretação e formação de opinião desses fatos pela sociedade NÃO EXISTE! O que a mídia fez não foi divulgar o fato: A abertura de ação criminal por lavagem de dinheiro. O que foi feito pela GLOBO e seus parceiros foi o julgamento com o seguinte veredicto: Bispo Macedo e os 9 acusados são CULPADOS e devem ser condenados a não quebrarem o monopólio televisivo e midiático. Não sejamos hipócritas! Se o bispo Macedo investisse o dinheiro da SUPOSTA lavagem de dinheiro em qualquer outra coisa que não fosse rádios, REDE RECORD e agora o portal R7, o tratamento dado ao caso pela REDE GLOBO e a mídia em geral seria o mesmo? Como minar o bispo Macedo? A GLOBO tem a resposta! incentivar o achincalhe, a o menosprezo e a desqualificação dos membros da igreja Universal, para que diminuindo seus membros diminua o apetite, da REDE RECORD, pela liderança e assim se torne um SBT da vida, que nunca incomodou, que se contentava com o segundo lugar. Você que lê este comentário não pensa assim dos membros da IURD, os rotulam como enganados, tolos, sem estudo e pobres coitados? Sou membro da IURD a 10 anos, em breve farei meu mestrado, nesta igreja fui incentivado a terminar o ensino médio e progredir
alfredo sternheim , são paulo-SP - jornalista-cineasta
Enviado em 17/8/2009 às 11:56:38
Faltou mencionar as acusações da Record contra a Globo. Uma delas me chocou: o terreno do governo do estado (Um pequeno parque na avenida RobertoMarinho) junto a séde da Globo. Está cercado pela Globo e só pode ser usado pelos funcionários da Globo. Que isso? Globo e Gov. do Estado devem uma explicação. Não devemos esquecer, no passado a transmissão editada do debate Collor-Lula. O uso que se faz da religião (ou das religiões) em benefício de terceiros é grave. Vejam a Renascer, que tem o o jogador Kaká entre os seguidpores, cujos diretores (o casal fernandes) foram presos e condenados nos Estados Unidos por levarem dólares (57 mil mais ou menos,) de forma clandestina. Fora os processos que respondem no Brasil. Mas a mídia já esqueceu, como daqui a pouco vai esquecer as irregularidades cometidas pelo senado como um todo, e por Sarney, Virgilio, Guerra, Suplicy de forma individual. De qualquer maneira TV aberta é uma concessão, não poderia transmitir cerimônias de credo religioso. Nem a Cultura e nem a Globo poderiam transmitir missas católicas, nem a Record os cultos da Universal. Ou então, teriam que transmitir também manifestações muçulmanas, judaícas e etc.
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista
Enviado em 17/8/2009 às 11:55:24
Seria muito pedir aos jornalistas e estudantes de jornalismo que postam por aqui que procurem analisar o texto e escrever algo sobre, ao invés de exporem suas opiniões pobres e pessoais? "Espero que o massacre midiático continue. A Universal merece", é simplesmente ridículo como argumentação. "Essa briga é lamentável e quem perde é o telespectador, que ao invés de receber infomarção de qualidade fica no meio de uma guerra que não lhe diz respeito". Quer dizer que a aquisição ilegal do espectro eletromagnético para a radiodifusão, através da compra fraudulenta de emissoras de televisão, não nos diz respeito? Será que as duas sabem que canais de tevê são concessóes públicas, ou seja, são do povo brasileiro? Por favor, não envergonhem a classe.
Ariane Fonseca , Lavrinhas-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 17/8/2009 às 11:26:44
Eu acho que nessa guerra as duas emissoras estão erradas e os outros veículos que estão "dando corda" para o fato também. A Globo deixou bem claro, dedicando 10 minutos do seu telejornal de 45, que estava atacando a Record. No mesmo dia, o SBT fez uma matéria de 4 minutos e a Bandeirantes uma de 2 sobre o mesmo assunto. O telejornal da TV Cultura e o da Rede TV nem noticiaram o caso. Exagero da família Marinho, não? É claro que o caso era notícia, mas também não era para tanto. Mais errada ainda foi a Record, que revidou com uma matéria sem sentido atacando a Globo. O que achei cômico foi ela anunciar o dia todo que teria uma grande reportagem para mostrar como a Universal do Reino de Deus utiliza o dinheiro dos fiéis. No final, deu 5 minutos para a tal notícia, e mais de 11 para o ataque aos Marinho. Essa briga é lamentável e quem perde é o telespectador, que ao invés de receber infomarção de qualidade fica no meio de uma guerra que não lhe diz respeito. Escrevi um post no meu blog a respeito => http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/consideracoes-sobre-a-guerra-entre-globo-x-record
Clarissa  Poty , Teresina-PI - jornalista
Enviado em 17/8/2009 às 11:21:12
Discordo do artigo. Os interesses por trás da cobertura midiátia neste caso são evidentes, mas também é evidente para todo brasileiro o que a IURD faz há décadas em seus templos. A denúncia do MP dá respaldo jurídico a cobertura jornalística desta situação ilegal que todo mundo conhece há muito tempo. E é dever da mídia explorar o assunto. É inegável que a queda da IURD vai favorecer a Globo, mas isso não invalida a cobertura do caso feita pela rede dos Marinhos, que inclusive entrevistou o advogado da Universal por diversas vezes. E a Record, que teria a chance de abordar o assunto por esse viés evangélico, que o autor do artigo propõe, está mais preocupada em atacar a Globo por todos os lados e muito menos em apresentar outras vertentes da história [ Mesmo porque não devem existir muitas outras vertentes]. Ninguém é inocente e a Universal menos ainda. Espero que o massacre midiático continue. A Universal merece.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 17/8/2009 às 10:53:35
Continuo acreditando que há muito mais do que simplesmente o dízimo dos fiéis nessa compra desenfreada de concessões midiáticas.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 17/8/2009 às 10:48:57
Uma velha estoria, pois não? A questão das confissões religiosas e de seus correspondentes investimentos financeiros, além da consequente colheita de lucros, persiste desde uma época longinqua, que parece remontar a 1600, com as companhias das indias inglesa e, depois, a holandesa ( 621). A segunda foi acusada de ser um envestimento sefardita, por exemplo. E os corsarios ingleses e holandeses constituiram durante longo tempo, o unico instrumento economico viavel para combater o catolicismo espanhol e português. O presente capitulo, menos épico, também se revela uma guerra religiosa, uma "guerra santa", como diz o Dines. De fato, é pior que uma guerra santa, porque os dois lados são claramente mercantilistas, almejam o dominio do publico consumidor, pugnam por controlar a publicidade de mentes que devem, a seu ver, serem mentidas no pensamento religioso mais primitivo. Lastimo apenas a dificuldade encontrada do ponto de vista social, aprisionando essa disputa a temas que só podem ser superados pela propaganda do ateísmo.
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista
Enviado em 17/8/2009 às 10:32:18
Ótimo texto. Quando observa a imprensa, em artigos cada vez mais raros, poucos são tão elucidativos quanto os textos do Dines. A acrescentar, apenas, o seguinte reparo: a orquestração é evidente pela própria rapidez na formação da bola de neve midiática, não são apenas indícios. A desenvoltura do PIG volta-se agora contra meios de comunicação que não seguem a sua linha editorial, de repercussão mútua de factóides políticos. Fico me perguntando se governos como o de Chavéz e Morales não legitimam, a partir da experiência brasileira que, sabemos, de resto é o comportamento da mídia em toda a América Latina, ações governamentais como a não-renovação de concessões de rádio e, principalmente, tevês. Por mais que sejamos a favor da liberdade de imprensa e de expressão, no âmbito dos sistemas mídiáticos destes países todos o que se vê é a liberdade de expressão dos donos destes veículos. Famílias que há anos lotearam o espectro eletromagnético entre si, no caso das telecomunicações, e que se articulam com grupos editoriais para provocar a desestabilização política do Brasil e eliminar a concorrência. Se isso não é banditismo, o que serã?
Cláudio Moreira , São Gabriel-RS - pastor evangélico
Enviado em 17/8/2009 às 10:27:03
Sou pastor evangélico da Igreja do Evangelho Quadrangular, uma igreja de linha pentecostal. E, no entanto, não endosso a tese de uma perseguição contra a Igreja Universal. Seu comentário age como se não houvesse nada além de uma cortina de fumaça contra a Igreja, como se não houvesse nada de irregular em uma empresa de comunicação ser comprada com recursos isentos de tributação. O próprio fato de uma igreja "criar" um partido - tratado no seu artigo com naturalidade - não emula um projeto pernicioso de poder?
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