ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 551 - 9/2/2010
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MONITOR & PAPEL
Os jornais e a cacofonia da internet

Por Sandro Vaia em 20/8/2009

É dado como certo que os jornais impressos vão morrer. Mais do que isso: é dado como certo que a morte dos jornais tem até dia marcado para acontecer. Há apenas algumas dúvidas sobre a exatidão das datas.

Um certo clima de euforia inconseqüente toma conta de setores da blogosfera que imaginam que está em andamento o processo de tomada do poder pelos "democratizadores" da informação em razão da constante perda de audiência por parte dos grandes jornais.

Os ativistas políticos que postam comentários nos blogs "engajados", e que formam uma pequena multidão, estão firmemente convencidos de sua missão libertadora. Estão crentes de que, ao diminuir a influência "perniciosa" da grande imprensa, estão preparados para criar uma nova comunidade informativa, livre e democrática, que dará generoso abrigo à sua maneira de ver o mundo – que eles acreditam ser a única séria, correta, honesta e digna de confiança.

A crença pia de que "a notícia está sendo manipulada por grupos poderosos" faz parte do amplo espectro das teorias conspiratórias que compõem um dos traços formadores do caráter do brasileiro médio. O conspiracionismo é uma das peculiaridades desse caráter. Sempre há algo, ou alguém, muito acima do cidadão comum, que conspira, manipula, distorce em benefício de um grupo de poderosos que querem subjugar a grande maioria humilde, submissa e incapaz de discernir. A entidade superior e inalcançável geralmente identificada como "eles" é formada por uma misteriosa e anônima organização de poderosos, que vive em estado de complô permanente, que se opõe e se impõe à maioria oprimida dos coitados – iludidos, enganados e oprimidos.

Percepção empobrecida

É natural que a instituição da imprensa seja alvo desse rancor liberticida, pois ela é vista como parte integrante do establishment ao qual se atribuem todas as mazelas de um mundo imperfeito, onde a renda é mal distribuída, onde os políticos (os do outro partido, claro) são interesseiros e corruptos, e onde o poder econômico é responsável pelo contraste da ostentação da riqueza de uns poucos contra a miséria de muitos.

A demonização daquela que é chamada depreciativamente de "grande mídia" tornou-se um esporte popular na blogosfera.

Mas os demonizadores se esquecem de um detalhe: toda a matéria-prima sobre a qual tecem as suas teorias é produto do trabalho das grandes corporações de mídia, que ainda são as únicas em condições de investir na apuração, organização e edição das informações dos grandes temas que fazem o mundo se mover, tanto na área da política como da economia, das ciências, do entretenimento, do esporte etc.

A pergunta instigante é esta: que fariam os blogueiros comentadores sem ter o que comentar? Que condições têm a maioria – senão a totalidade – deles de apurar e publicar informações acabadas, completas, críveis, influentes? Qual é o nome de um site ou de um blog que não esteja ligado a uma corporação jornalística estabelecida e que tenha originado uma só informação exclusiva e importante que tenha mexido com a ordem das coisas?

Conforme apurou o projeto "Deu no Jornal", da Transparência Brasil, 92% das matérias sobre corrupção publicadas nos jornais de todo o país têm origem das agências de notícias dos grandes jornais, Folhapress e Agência Estado. Mesmo nos Estados Unidos, onde o site Huffington Post consegue publicar alguma notícia política exclusiva e original, isso só é possível porque eles dispõem de 7 repórteres em tempo integral em Washington, mantidos pela excentricidade de Ariana Huffington, a dona milionária.

Comentei neste Observatório um post do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto ("O melhor do jornalismo"), onde ele dizia que o possível desaparecimento dos grandes jornais poderia causar um empobrecimento da percepção do mundo. Qual blog atualmente está em condições de revelar um relatório Kruchev, os segredos de Watergate, os papéis do Pentágono ou até mesmo o Fiat Elba de Fernando Collor?

A opinião sobre a razão

Não está dito que a imprensa seja uma instituição imaculada, acima do bem e do mal, e que mereça estar isenta da vigilância da sociedade para a qual deve prestar serviço. Mas o fato é que o media watching, a quem cabe vigiar suas destemperanças, desvios e erros, acaba sendo vítima do mesmo processo de maniqueísmo político do qual ela é acusada, muitas vezes injustamente.

A verdade é que as empresas de comunicação, mesmo as que nasceram no século em que eram instrumentos de ação política ou expressão do idealismo de seus fundadores, hoje são – para o bem ou para o mal, dependendo do ângulo que se olhe – negócios geridos de forma cada vez mais impessoal, submetidos a regras de governança rigorosas, e cuja finalidade última é gerar lucros; o que não apenas é lícito, como também absolutamente necessário para garantir o financiamento de um jornalismo honesto e submetido ao escrutínio do mercado. O certo é que maus e bons jornais sofram o julgamento de seus consumidores, que podem premiá-los com prestígio, respeito e lucros crescentes, ou castigá-los com a irrelevância ou a morte, dependendo da competência e da honestidade com que conduzam seu negócio.

É difícil, portanto, imaginar hoje em dia nebulosos concílios familiares de donos de jornais, reunindo-se na calada da noite para decidir de que forma manipularão a informação para atender seus exclusivos e sórdidos interesses e contrariar sistematicamente os interesses do povo e de seus destemidos, honestos e puros defensores.

Para uma parcela dos detratores dos jornais é bom que eles continuem existindo, não só para que mantenham o fornecimento da informação básica que usam para formar a sua opinião, como para poder criticá-los pelo crime de não compartilhar de suas idéias, idiossincrasias e crenças.

Num comentário colocado neste Observatório da Imprensa, acoplado a um post qualquer, um publicitário sentenciava, com a sabedoria dos auto-suficientes: "Precisar de jornais, não precisamos. Se é para ver fantasias, prefiro ir ao cinema e ao teatro" (...) "a geração dos donos do poder está morrendo. A internet, com todos os seus defeitos e virtudes, está crescendo". Outro, um advogado, escreveu: "O problema da internet não é que impossibilita o jornalismo. O problema é que permite um contraponto que acaba com o pouco (e ilusório) verniz de credibilidade que a carcaça podre da grande mídia (FSP, Globo, Veja, Estadão) ainda insiste em exibir".

Nos dois casos (e existem aos milhares na internet), os comentadores não se preocupam com as notícias, com o fato gerador primário, com a informação básica que os jornais lhe fornecem, mas com o julgamento que eles mesmos podem fazer a respeito das notícias – principalmente as que não lhes agradam.

Ainda indispensáveis

Num admirável livro chamado O Cérebro Político (Editora Unianchieta, 388 pp.), o neurologista e psicólogo clínico norte americano Drew Westen, que trabalhou como conselheiro em campanhas presidenciais do Partido Democrata dos EUA, mostra, através de pesquisas científicas desenvolvidas na universidade, com monitoramento neurológico feito por ressonância magnética, como funcionam os circuitos neurais do eleitor.

O córtex pré-frontal, no topo do cérebro, é o que controla as emoções. Em estado de grande excitação, como uma discussão política ou uma eleição, por exemplo, ele produz reações já estabelecidas pela escolha política prévia do seu dono. Confrontado com uma notícia que contraria os interesses de seu partido ou de seu candidato, sua rede de neurônios torna-se ativa, produzindo sofrimento.

"O cérebro registra o conflito entre os dados e o desejo e começa a buscar formas de evitar a emoção desagradável" (...) "Os circuitos neurais encarregados da regulação dos estados emocionais pareceram recrutar crenças que eliminaram o sofrimento e os conflitos experimentados pelos eleitores quando confrontados com realidades desagradáveis. Além disso, tudo pareceu ocorrer com pouca participação dos circuitos neurais normalmente envolvidos no processo de raciocínio".

A tradução disso, no nosso caso, é muito simples: quando as notícias produzem "sofrimento" à mente de quem tem uma crença política estabelecida, culpa-se o portador das notícias, e não o seu causador. É uma atitude emocional, não tem nada de racional. Por isso a mídia, portadora de más notícias, é vilã, e a internet, onde posso trocar figurinhas com outros jogadores do meu time, é um futuro radioso onde todos pensam como eu, porque eu só convivo e troco idéias com quem tem as mesmas idéias que eu e onde ninguém me contraria.

Outra reação da mente para afastar a sensação de "sofrimento", explica Drew Westen, é a negação do que se leu. Ou seja: a pessoa lê o que quer, e não o que está escrito. Isso é muito comum nos comentários que se lêem nos blogs da internet. Reação típica também é ignorar a evidência do que se leu. Por isso há muitos reptos desafiadores à "grande mídia" nos blogs da internet. Por exemplo: "Por que não publicam nada sobre a Alstom? E da Yeda Crusius, ninguém fala?" Experimente perguntar ao desafiante: como foi que você ficou sabendo disso? Mas não espere resposta. O córtex cerebral vai procurar outras ligações, e nenhuma delas é com a racionalidade.

Pode ser que o futuro dos jornais tal como os conhecemos hoje não seja uma grande aposta. Mas para as sociedades abertas, pluralistas e democráticas, eles ainda são indispensáveis. Pelo menos enquanto as ferramentas da internet forem usadas preferencialmente para produzir cacofonia ideológica.

Comentários (41)
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Gil Dias , belo horizonte-MG - funcionario publico
Enviado em 27/8/2009 às 18:07:55
Obs: me refiro ao "pré-frontal" em minha mensagem abaixo.
Gil Dias , belo horizonte-MG - funcionario publico
Enviado em 27/8/2009 às 17:08:47
Ora, ora... O córtex é necessário para julgamento, análises, pensamento estratégico, considerações sociais... com seu reducionismo ridículo, o autor então deve estar se gabando de não ter ideologia (acreditem... se quiserem. Discurso de direita completamente "isento"), ou então de não usar o córtex cerebral. Estou quase acreditando na segunda opção. Pobres neurocientistas sérios.., vendo seu trabalho ser deturpado desse jeito.
Carlos Henrique , Florianópolis-SC - Analista de Sistemas
Enviado em 27/8/2009 às 13:59:05
O autor trata com condescendência as evidências de que a grande mídia sonega e deturpa as informações que publica. Ele acha que o "mercado" vai regular e punir os veículos que adotarem essa prática, o que de fato parece estar ocorrendo. Mas esquece que outra fonte de recursos que desponta atualmente são as assinaturas de jornais e revistas para a rede pública de ensino estadual, prática que se dissemina pelo país. Não será esse o pagamento pelos serviços prestados?
Ricardo Cardoso , Belo Horizonte-MG - Funcionário Público
Enviado em 27/8/2009 às 09:42:07
Interessante o texto do autor, ainda mais por evidenciar as conclusões científicas sobre o funcionamento do cérebro das pessoas ao lidarem com fatos que vão contra sua ideologia. Graças a Deus, temos a Grande Imprensa cujos diretores e proprietários não possuem esse mesmo mecanismo cerebral ou, se possuem, falta-lhes ideologia política. Louvemos esses seres privilegiados da sociedade moderna, ainda mais quando nos pagam nossos salários... Faça-me o favor...
Luiz Felipe Muniz de Souza , Campos -RJ - Advogado
Enviado em 24/8/2009 às 19:20:00
Vaia, eu também acho que vc está blefando com este artigo! Algo apenas para saber a quantas anda o público do Observatório, né não? Sinceramente eu não acredito que com sua capacidade expressa de coordenar idéias e opiniões, você acredite de fato no que escreveu... As novas gerações já não leem jornal faz tempo, já estão na internet aos milhões e parece que estão sabendo identificar muito bem os tolos que ainda acreditam numa manipulação fácil num cenário muito próximo... Vc fala de razão e emoção? Entra na esfera neurológica para tentar justificar sintomas generalizados, qualificados por vc como uma quase patologia coletiva daqueles que escolheram a internet como um fórum de idéias, opiniões e transparência? Alto lá, cidadão! Conheça a obra "O Erro de Decartes" de Antônio Damásio - neurofisiologista - sobre emoção e razão e verá que nenhum de nós produz nada racional sem o hemisfério cerebral responsável por suas emoções. Os seus argumentos somente foram bem articulados, um factóide, mas são deprimentes se vindo de um jornalista independente e autônomo!! Você e eu ainda veremos muito mais acontecer no universo da informação, da comunicação e do conhecimento nos próximos anos! Fique calmo!
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/n.c.
Enviado em 24/8/2009 às 12:04:11
Caro Zemario, talvez atee gagueje, mas nao sinto inveja nem escrevo hipocrisia. O q escrevi foi uma sincera repulsa aos chamados "jornalistas e colunistas" da blogosfera q s/ pudor algum de soo mostrar os seus interesses e s/ dar mostrar o "outro lado", e q existe sim no OI tais "jornalistas e colunistas". Se ee este ee o tipo de jornalismo q vc defende e faz, entao ta. Porem, acho q isso soo mostra a sua deficiencia, nao minha. Abcs, Odracir.
Zemário  Santos , Ibaiti-PR - Jornalista
Enviado em 23/8/2009 às 23:10:10
Esse Odracir pesquisador consegure gaguejar até na internet e derrapa na hipocrisia ao declarar publicamente que sente inveja dos colaboradores deste observatório...
Glaucia  Reggina Loriato do Nascimento , Vila Velha-ES - Jornalista
Enviado em 22/8/2009 às 15:54:15
Muito bem, Sandro Vaia, seu artigo é uma análise racional (diante) e sobre essa esquizofrenia de blogs, blogueiros e bloquices,twitices que está ocorrendo, curioso que eles também precisam da publicidade da grande mídia para repercutirem as opinionices e informacionices que publicam.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 22/8/2009 às 15:25:25
"Em casa de ferreiro o espeto é de pau". Os jornalistas sentem-se melhor no papel de críticos. Quando são criticados revelam uma sensibilidade à flor da pele. Para um sexagenário é fácil entender o saudosismo dos veteranos jornalistas profissionais com relação aos tempos pré-internet. De vez em quando eu também me vejo idealizando situações do passado. Naquele tempo a informação circulava por uma via unidirecional. Numa ponta o jornalista ativo, produtor e sujeito da informação. Na outra ponta o leitor passivo, objeto da informação. Numa ponta o jornalista sabido, formador de opinião, na outra o leitor, uma opinião a ser formada. Para os jornalistas era uma situação muito tranquila. Um mundo onde todos reconheciam o seu lugar. O leitor tinha basicamente três opções: podia aceitar satisfeito, contrariado ou indiferente mas não tinha que ficar dando palpites. Sua missão era simplesmente engolir o que lhe era apresentado e, como diria o grande filósofo contemporâneo Fernando Collor de Melo, digerir como melhor lhe aprouvesse. De repente surge a Internet conectando os produtores e os consumidores da informação e embaralhando os papéis. O jornalista escreve e os leitores ousam dizer o que pensam e alguns até ousam, atrevidamente, discordar causando sofrimento ao jornalista...
Cristiana Castro , Rio de janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 22/8/2009 às 00:12:19
Teoria conspiratória?????? Tá aí o resultado das faculdades de jornalismo, o sujeito conspira 24hs por dia e nem percebe isso, pq se percebesse, jamais escreveria sobre isso, sobretudo, num momento como esse. Eles armam tanto que já nem sabe mais o que é real e o que é fantástico. E o mais duro, armam sobre o que ñão conhecem pq acreditam que seus patroões são gênios. Aí, ficam indignados qdo, nem um retardado dá credibilidade a seu texto tão parabenizado pelo chefe. Cheguei a triste conclusão de que nossos jornalistas não manipulam, são manipulados, muito mais do que qq um de nós. Veo o Willian Bonner explicando a proposta de segunda reeleição de Uribe, deu pena. Ele, tal qual um Bart Simpson, não tinha a menor noção do que estava fazendo. Ele acreditava mesmo que eram situações diferentes. O que eu acho é que a Blogosfera vai melhorar o nível dos nossos jornalistas, eles não tem informção nenhuma de nada, qq assunto besta de botequim, que qq um conhece, é visto como alguma invenção popular, tipo mula-sem-cabeça ou saci-pererê. Só pq eles não sabem ou souberam pela população, não torna o fato inexistente. P. ex. A Blogofera inteira sabe que Lina tem relações fecadas com a família Sarney e com o DEM/PSDB, e vcs vão dizer, ah eles sabem mas não divulgam pq não interessa. Eu digo, eles não sabem e acham que o que vai aqui não tem credibilidade pq eles tb não sabem o que é a web.
Maurício Medeiros , Cruz das Almas-BA - Jornalista
Enviado em 21/8/2009 às 20:08:18
Quase me convenço da imparcialidade da sobrancelha de Bonner. Quase. Foi por pouco que não corri para fazer uma assinatura de Veja. Mas graças a Deus o texto acabou e eu retomei a consciência.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/n.c.
Enviado em 21/8/2009 às 19:55:52
O artigo estaa correto em relacao a blogosfera tupiniquim. Nao haa nenhum blog no Brasil q tenha o impacto como o HuffPo ou o de um Drudge report. Haa tentativas como este espaco, o OI, mas q falha miseravelmente c/ contriubuicoes de tipos como Luciano Martins Costa, Venício A. de Lima, e, o pior de todos, Mauricio q faz parte da comunidade do Nassif. Certamente falta um contraponto no OI. Porem, o OI ee um dos melhores site, pois a blogosfera tupiniquim estaa habitado c/ blogs altamente engajados como o do Nassif e o Reinaldo de Azevedo, o do Noblat tenta ser mais imparcial, mas parece nao ter muito sucesso.
CAL Silva , S Paulo-SP -
Enviado em 21/8/2009 às 19:48:23
Prezado Sandro: Lamento, não posso concondar com você. A manipulação da mídia é evidente. E existe, sim, uma linha seguida à risca pelas empresas de comunicação hoje, favorecendo uns e demonizando outros. Seu texto é um exemplo disso . A quem você quer enganar ? Não adianta tentar desqualificar os internautas. Sua analise psicológica sobre nós é pífia. Nem todos os internautas agem dessa forma. O que defendemos, sim , é isenção dos meios de comunicação, divulgação de todas as notícias, igualmente, sem viés, de forma independente e clara, a verdade, sem factóides, e sem esconder fatos. Não é o que está ocorrendo no Brasil, faz muito tempo. Concordo, sim, que a imprensa é necessária, no que tange a apuração e divulgação dos fatos. O exemplo que você deu sobre o caso Alstom: existe cobertura da imprensa sim, mas quase insignificante, conveniente com certos interesses estabelecidos. Vocês, jornalistas, preparem-se. As pessoas agora tem a internet para manifestar suas opiniões livremente, e irão fazê-lo cada vez mais. Esse processo não tem volta. E isso vai pesar cada vez mais na opinião pública, de um modo geral. Será um processo longo, talvez com revezes, mas necessário.
anselmo tramontin , ponta grossa -PR - engenheiro
Enviado em 21/8/2009 às 18:23:04
acredito seriamente que a imprensa escrita será enormemente reduzida, mas para sua extinção ou quase, precisaremos, nós leitores, confiar muito mais na imprensa web, pois, ainda penso que lemos as notíais pois sabemos estarem vinculadas a meios jornalísticos já acreditados. Será que o faremos se nao associarmos os nomes a randes jornais, mesmo os televisivos? E o fato de menor importancia é o financiamento das reportagens, isto se consegue. Porém, o que se ouve e o que ssabemos que uma multidão lê, foema nossa opinião? Como termos certeza sobvre a verracidade dos fgatos apenas da web?
Rodrigo Rosa , São Paulo-SP - engenheiro
Enviado em 21/8/2009 às 17:37:09
"A crença pia de que "a notícia está sendo manipulada por grupos poderosos" faz parte do amplo espectro das teorias conspiratórias que compõem um dos traços formadores do caráter do brasileiro médio. " Não pode estar falando sério. Chamar de teoria conspiratória o que é um fato claro a qualquer pessoa com o menor senso crítico chega a ser uma ato de má fé. A manipulação da grande mídia, seu uso político, está no centro do processo de fim dos jornais. Não se trata da Internet, se trata se buscar uma alternativa, ainda que também sujeita a uma série de limites, a uma situação que não é mais aceitável ou sustentável. Morrem os jornais, renasce o jornalismo.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 21/8/2009 às 17:24:07
Puxa, mais um artigo desses e me convenço da isenção da mídia. A grande mídia só é parcial e defensora de interesses escusos quando apoia e financia com suas publicações e omissões o fim da exigência de diploma específico para o exercício do jornalismo. Mais ainda, comprova cientificamente que o ser político é uma Anta incapaz de aprender, ler e raciocinar (por esse raciocínio, o homem define uma posição política e nunca mais muda de idéia, pois vai se revoltar com tudo o que é diferente de usas posições), mas o jornalista e os veículos de comunicação , esses não tem preferências políticas; são isentos, ouvem sua fontes e, mesmo quando se opõem a suas idéias são capazes de utilizar seu córtex de forma diferente do humano comum. Agora descobri o que o jornalista aprende na "facu": como dominar seu córtex cerebral !!!
Ale Gennari , São Paulo-SP - roteirista
Enviado em 21/8/2009 às 17:09:46
Não há dúvida: A democratização da informação – cuja principal responsável é a Internet – é um grande avanço. Entretanto, o grande problema da “blogosfera” é a credibilidade, mais até do que a capacidade (ou não) de “apuração da matéria-prima” do jornalismo. Em princípio a grande imprensa, mesmo com todas as suas mazelas, responde pelas notícias que veicula, está estabelecida, bem ou mal, “dando a cara pra bater”. Há blogs seriíssimos na rede, mas quem responde pela maior parte deles? A sensação de informar-se por meio de muitos blogs é, algumas vezes, a mesma que comprar importados na banca do camelô. A garantia da veracidade das informações, da seriedade dos editores, muitas vezes “soy yo” e mais ninguém. Na hora que o produto dá pau ninguém mais responde por ele. Haja vista a quantidade de barbaridades, inverdades e besteiras que lemos diariamente nos blogs. Talvez por isso, a grande imprensa (repito: mesmo com todas as suas mazelas) tenha um papel vital neste processo de transição desencadeado pela web, cuja dimensão sequer suspeitamos.
Maria  Perez , São Paulo-SP - economista
Enviado em 21/8/2009 às 16:17:20
Os jornais impressos vão morrer, assim como provavelmente os livros impressos. Isso não significa que a notícia vai morrer e que a literatura vai morrer. Não confunda o meio físico com o conteúdo. O meio virtual é mais barato, mais rápido e mais sustentável. Além disso, mais democrático. Os grandes jornais já tem suas versões "on line" e essa forma vai se disseminar cada vez mais (algumas revistas americanas já adotaram somente a versão na web). As empresas de comunicação não vão morrer. A blogosfera é um elemento a mais, que seguramente enriquece a comunicação, fazendo um contraponto com as empresas de comunicação. Felizmente..........
Ronaldo Lenoir , Belo Horizonte-MG - jornalista
Enviado em 21/8/2009 às 13:09:11
Creio que termo cacofonia está empregado incorretamente neste texto.
Dante Caleffi , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário
Enviado em 21/8/2009 às 11:52:23
Para confirma a assertiva,conclúi com um autor americano. Qualquer texto escrito ou de origem no idioma inglês,tem credibilidade religiosa.Desde afirmações estapafurdias até as mais ingenuamente ridículas. Somos antes de tudo, consumidores colonizados por informações desses variados graus distribuidas como orégano ao longo dos anos influenciando o discernimento crítico.A "grande mídia que conspira na calada da noite",mencionada com irreveverência pelo autor, é a difusora dessa cultura e processadora das verdades convenientes.Assim como no "design" a tendência é universal:sejam modelos de carro,eltro demésticos,vestuários,relógio e até computadores,obedecem a invisível mão da "tendência",versão conspiradora do "mercado . Não crer, que as quatro famílias que dominam o oligopólio da informação, não possuam afinidades ideológicas e até políticas,é no mínimo desonestidade intelectual. A orquestração da pauta jornalística seria suficiente para despertar a curiosidade até, de um"foca".
Roberto Ribeiro , Aracaju-SE - Arqueólogo
Enviado em 21/8/2009 às 11:06:49
Antes os inimigos eram maquiavélicos, hoje são gramscianos? Mas então eu citarei Isaac Asimov. Asimov na série das Fundações diz que seu império galático caiu pq era grande demais e suas armas podiam destruir planetas, mas não proteger indivíduos. Se o articulista lembrar de Guerra nas Estrelas, os valentes pilotos atacam a Estrela da Morte justamente num ponto vulnerável, pq os vilões achavam que ninguém seria louco o bastante para se aproximar e jogar um míssil nas brechas da fortaleza interplanetária. Enfim, sem usar Gramsci eu digo, as brechas dos grandes atraem os pequenos e é por aí que eles são destruídos. Dizem que foi assim com os dinossauros, os pequenos mamíferos comiam seus ovos. O articulista sugere que simplesmente nos deixemos pisar pq é injusto reagir?
Lúcio Flávio Pinto , Belém-PA - Jornalista
Enviado em 21/8/2009 às 09:27:30
Acompanhei desde o início duas invenções que muito contribuíram para o exercício da liberdade de expressão: os aparelhos de xerox e de telex. Tenho uma estima religiosa por ambos, que me ajudaram a usar documentos para comprovar minhas matérias e multiplicaram minha capacidade de apuração e divulgação de informações. A internet é a xerox e o telex multiplicados muitas e muitas vezes. Sua invenção e uso representam um avanço fantástico na interlocução, agora em escala planetária. Tem sido minha principal arma para reagir às perseguições que sofro por parte dos muito poderosos no Pará. Arma vital. Sem ela, provavelmente eu já teria sido esmagado. Quando rompi com a grande imprensa, por razões comuns a muitos dos debatedores que aqui se manifestaram, fiz uma publicação impressa. Mantenho o Jornal Pessoal em papel mesmo tendo um site. E o considero o veículo mais importante. O impresso permite uma leitura mais meditada e atenta. E uma checagem em maior profundidade. Antes de analisar e concluir, é preciso saber ler (como saber ouvir). Parece-me que este é o grande problema dos que ingressaram no espaço público pela internet: a dificuldade de estabelecer uma base factual para sustentar suas interpretações e opiniões. Recomendo, mesmo como exercício, a leitura do Diário Oficial (mais chapa branca não há) e a Nova Gazeta Renana, o jornal de Marx. Sem ficar nos intérpretes. À fonte.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 21/8/2009 às 07:19:23
Resumindo, a imprensa não consegue ser de grande circulação. Penso que a meta é fazer imprensa individual ou por classes sociais. Por exemplo, uma edição para banqueiros, outra para detentores de titulos universitários, outra para marxistas, uma para a opus dei. Alçguém observouo que noticia correta e boa é a que concorda com nossa interpretação dos fatos. Os fatos que se danem. E é isso mesmo. A internet agrava essa condição, porque (ainda) possibilita opiniões individuais. Xo, internet! Estamos acostumados a besteiras padronizadas, Big Brother!Viva a democracia consentida, pois afinal o que o cidadão pode fazer? Comer, defecar, votar. E já é muito
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 21/8/2009 às 01:01:55
"...os comentadores não se preocupam com as notícias, com o fato gerador primário, com a informação básica que os jornais lhe fornecem, mas com o julgamento que eles mesmos podem fazer a respeito das notícias – principalmente as que não lhes agradam." De pleno acordo ! Chega de jornalista pensando ou julgando por mim...
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 21/8/2009 às 00:03:18
Eu não sei não, mas acho que o autor tá meio recalcado com a rede. Eu hein, a rede só faz colaborar e informar algumas coisas que, as vezes, a imprensa esquece. Por exemplo, a Imprensa esqueceu de lembrar que o marido da Lina Vieira, que agora trabalha no gabinete o Agripino Maia, foi ministro interino de FHC e que a D. Lina foi processada por improbidade administrativa, junto com Roseana Sarney. Tb esqueceu de lembrar a população que o ônus da prova é de quem alega. Aí a rede, ajuda, e lembra pq vai que eu resolva dizer que o Arthur Virgílio, atacou a minha vizinha... Como fica o sujeito para provar que não fez nada? A rede só faz lembrar que existem leis para as pessoas e que para elas, denúnciar sem provar é crime, provas documentais não são recortes de jornal ( agora aprenderam, mas o processo do " Mensalão" foi todo baseado nisso. ). De onde a gente tira as informações? As fontes são sigilosas.
Sandro Vaia , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 20/8/2009 às 22:33:23
Ao caro Zé da Silva Brasileiro: mesmo a um gramsciano preocupado com a batalha pela hegemonia cultural e política , como é o caso do professor Dênis de Moraes, que o sr, cita, não escapa uma constatação óbvia, que, de resto, não chega ao discernimento dos submarxistas de feira livre que frequentam os blogs em enxames,como moscas varejeiras: "Um dos traços distintivos da mídia,enquanto sistema de produção de sentido, é sua capacidade de processar certas demandas da audiência"; e "os meios não vivem na estratosfera" e "estão entranhados no mercado".Claro que ele,como gramsciano,não propõe censurar a mídia ou simplesmente acabar com ela, como os mais trogloditas gostariam de fazer.Propõe ,como "recurso tático", "a exploração de brechas dentro das corporações midiáticas". Ou seja; em vez de eliminar a mídia, "hegemonizá-la". O que, de resto, acontece há muito tempo. .
Marcos Aurélio , Belo Horizonte-MG - Funcionário público
Enviado em 20/8/2009 às 22:12:51
Então somos nós que lemos a notícia como queremos?! Os jornais não publicam aquilo que lhes convêm, e, sobretudo, como lhes convêm?! Entendi. Isso explica uma certa ficha falsa de uma certa ministra publicada em um certo jornal. Foi ela (enquanto leitora) que notou uma falisificação que não existia, numa informação que lhe dizia respeito. De fato, os blogs estão atrelados a tendências ideológicas, e só eles, as grandes empresas de comunicação não. Elas não visam o lucro, e também não têm interesse na eleição deste ou daquele candidato.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 20/8/2009 às 19:43:31
Quase não acreditei que estou lendo este texto no OI. Este espaço é um dos templos mais conhecidos do culto ao vitimismo e ao esquerdismo anti-imprensa.Quase todos os artigos sobre tema aqui publicados são pra afrimar a conspiração da impresa (sempre chamada de mída, como nos EUA), como se fosse um dado tão certo como um fenômeno da natureza. Parabéns ao autor não só pela sólida argumentação, como também pela corargem de dissentir da consenso. Vai apanhar demais nos comentários. Os membros da igreja viram em bando bater no texto.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 20/8/2009 às 18:42:13
Vale lembrar que pela primeira vez, desde a proclamação da republica e de seu encilhamento, o bipartidarismo corre o risco de ficar sob a suplemacia dos tamios. Em decorrência, o argumento a favor do bipartidarismo talvez não assegure a vitoria do tradicionalismo, supondo identidade com o existente no USA. A mim tanto faz como tanto fez, pois prefiro o ateismo e um libertarismo mais intenso. Como motivo para diversão, está ótimo.
Anderson Porto , Niterói-RJ - Analista de Sistemas
Enviado em 20/8/2009 às 16:01:12
No auge dos meus 37 anos, Zé da Silva Brasileiro, concordo sem tirar nem por contigo. A mídia vendida, controlada pelos interesses patronais e da casta que não larga o poder (basta ver quem são os concessionários de rádios e TV s, a grande maioria políticos) e que manipula a verdade de forma que sempre pareça o que não é. Nada como uma mentira contada repetidas vezes.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte -MG - Bancário Aposentado
Enviado em 20/8/2009 às 15:03:52

Para os leitores interessados nesse interessante tema colocado pelo eminente jornalista Sandro Vaia gostaria de sugerir o livro "A Batalha da Mídia" de Dênis de Moraes, Editora Pão e Rosas. O autor é Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do CNPQ. No livro o autor aprofunda este e outros temas indo muito além das possibilidades dessa nossa ligeira porém interessante discussão.

Nota do OI: Ver aqui a apresentação do livro. 

Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte -MG - Bancário Aposentado
Enviado em 20/8/2009 às 14:52:46
Meus circuitos neurais sexagenários me dizem que no caso dos jornais, está havendo um problema de comunicação. O jornais se apresentam no Brasil como democráticos, plurais, isentos e pautados por um compromisso inquebrantável com a verdade factual. Tem gente que acredita no discurso e fica cobrando, na prática, essa pluralidade, isenção e esse compromisso com a verdade e aí vem a decepção porque até nas vírgulas qualquer leitor mediano percebe o contrário. Nos Estados Unidos existem grandes jornais que se identificam claramente como democratas ou republicanos, explicitam seu posicionamento político em editorais e continuam mantendo a sua credibilidade inclusive entre leitores que não compartilham das suas preferências partidárias. Penso que se os jornais brasileiros assumissem claramente seus posicionamentos políticos, uma posição legítima assegurada a um veículo que não é uma concessão pública, o dialógo e até a aceitação deles ficaria mais fácil porque estaria pautado, pelo menos, por uma relação de sinceridade e não de hipocrisia. Num ponto, entretanto, Sandro Vaia está com a razão. A repercussão dos jornais vai muito além da sua tiragem. Eles são como espingardas que espalham chumbo para todos os lados. Um exemplo é essa campanha do Estadão contra Sarney que alcançou uma repercussão muito maior do que a sugerida pela reduzida tiragem do decadente jornal.
Gilberto  Scofield Jr , Washington-IN - Jornalista
Enviado em 20/8/2009 às 14:02:01
Eu concordo com absolutamente tudo o que vc escreveu, Sandro. Minha admiração por vc só fez crescer depois deste lúcido artigo. Gostaria até de reproduzi-lo em meu blog (é cacofonia, mas quem mandou ser lúcido?). Um grande abraço
Nando Netto , Fortaleza-CE - Analista de Tecnologia da Informação
Enviado em 20/8/2009 às 12:36:34
Pelo visto, a "grande mídia" está ttrreemmeennddoo!!!!
WALDIR alves , mongagua-SP - aposentado
Enviado em 20/8/2009 às 11:09:35
É importante realmente, sua opinião. Lí que no Brasil, jornalista chama o patrão de "colega", é verdade? O jornalista tem liberdade no exercicio de sua profissão? Não é verdade (sob meu ponto de vista), que a internet produza zumbis que pululam de sites em sites, em busca de noticias agradaveis. A questão passa principalmente pela credibilidade dos atores que "produzem" noticias. As mesmas noticias "ala-carte" que surgem como que "por encanto", dos mesmos editores contra os mesmos politicos. Não é demonstrada a imparcialidade necessaria a quem detem o dominio quase que total sobre o que é noticia. Existe plagio nas redações? O que aconteçe com quem plageia? Alguns blogs respondem, os "conspiradores" não. Eu acredito sim que ""a notícia está sendo manipulada por grupos poderosos"". Entre a "cacofonia ideológica" da rede e a mentira, fico com a primeira
marcelo camargo , SP-SP - arquiteto
Enviado em 20/8/2009 às 10:51:04
Muito superficial sua visão sobre a blogosfera. Não há nenhuma expectativa de "tomada do poder pelos democratizadores da informação", ou seja, pelos blogs. O problema não é o fim do produto "jornal impresso", embora em outros países, como nos EUA, a discussão seja por aí mesmo. Jornais são necessários. Investigar custa caro, opinar não. No caso da blogosfera brasileira, o que há é uma reação - igualmente necessária - ao jornalismo de péssima qualidade que se produz nos principais veículos, especialmente nas editorias de política. Entenda-se por péssima qualidade: apurações superficiais, editorialização de conteúdo informativo, manipulações grosseiras, manchetes escandalosas que não correspondem ao conteúdo interno, pensamento único, e por aí vai. Sou assinante do Estadão e há semanas o jornal segue da porta da cozinha para o lixo, sem escalas. Acho ridículo ter que ler um jornal como quem joga o jogo de 7 erros. Se o Estadão acabar, ou se minha paciência com o jornal acabar antes, não vou sentir diferença. Um jornal de verdade deveria ser uma arena onde se discutem vários pontos de vista a partir de apurações consistentes. Não encontro nem uma coisa nem outra nos grandes veículos brasileiros.
Carlos Fochesatto , Caxias do Sul-RS - Professor
Enviado em 20/8/2009 às 10:42:04
Não é só na internet que existe essa cacofonia dita acima, na imprensa escrita também. Qualquer factoide de um deles é repetido pelos outros, pura papagaiada. Que fim levou o famoso grampo entre o Senador e presidente do Supremo?
Roberto Ribeiro , Aracaju-SE - Arqueólogo
Enviado em 20/8/2009 às 10:41:06
Existe uma deformação em todas as profissões de se atribuir a si mesmo uma importância muito maior do que se tem. Um padre acha que se não houvesse padres, as crianças iriam para o inferno, o mundo se perverteria e finalmente viria o Juizo Final e que o clero é responsável por estarem os planetas em suas órbitas. Um advogado vai dizer que sem eles, viveríamos na barbárie, com todos tomando a justiça nas próprias mãos e que os advogados são essenciais na manutenção da ordem social. Um médico acha que todos iriam morrer se eles não receitassem suas mezinhas e que tomar analgésico sem receita deveria ser punido com a morte. Pois bem, a dinâmica social não depende dos jornalistas, se fosse assim, não teriam havido revoltas e revoluções antes de Gutemberg. Jornalistas são importantes, mas as pessoas não são idiotas teleguiados. Jornalista não forma opinião, ou pelo menos, não com exclusividade e não na intensidade que imaginam. Padres, médicos, advogados, jornalistas têm sua utilidade, mas muito menor do que pensam. O mundo seria muito pior sem professores, mas sobreviveriamos e achariamos um meio de nos educar sem eles. Jornalistas são úteis, mas não estão no centro do universo.
Luiz Paulo , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 20/8/2009 às 10:34:39
Concordo e entendo a sua preocupação quando fala da morte dos jornais impressos. Os blogs, como você bem elucidou, não têm capacidade de produzir importantes matérias. Entretanto, não sei em que imprensa você trabalha. Se nunca recebeu ligação de um chefe proibindo determinada matéria por causa de anunciantes, ou simplesmente porque queria certo enfoque, parabéns. Você é um cara de sorte. O sarcasmo em relação às conspirações é desnecessário e até mesmo ingênuo.
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 20/8/2009 às 10:26:46
Com todo respeito ao colunista e ao pesquisador citado, não prefiro a internet apenas por encontrar nela quem concorde comigo. Leio também quem discordo. Apenas considero que ela é muito mais democrática e aberta do que a imprensa em geral. Quem lê a seção de cartas da Veja, tem a impressão que se trata do melhor veículo informativo do mundo, de tantas opiniões laudatórias. Agora quem surfa pela internet está cansado de ver outras informações que mostram o quanto esta revista manipula, distorce e omite fatos. Nestes casos saímos do terreno da opinião e entramos nas questões éticas, o que gera discussões ainda maiores no que tange aos meios de comunicação.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 20/8/2009 às 09:38:05
"A pessoa lê o que quer e não o que está escrito", sem dúvida, o que favorece a versão que estabelece a "verdade", chave das divergencias acerca do que é possível "conceituar" sobre religião, politica, ou seja, o que se entende por "jornalismo". Mas toda essa confusão tem utilidade maior se confrontamos a palavra escrita ou dita com os fatos jornalisticos. Por exemplo, é fato que as TVs têm tempo de duração, no BR, desde a TV Tupi, passando pela TV Excelsior, a antiga TV Record. AS emissoras de radio são "distribuidas" pelo ´politico instalado no poder, Os jornais, então, talvez sejam os mais faceis de serem destruidos. A industria jornalistica exibe uma fome de financiamento extraordinaria e eu só me lembro de dois jornais de alguma importancia politica que sobreviviam de pequenos anuncios populares. a sabefr o falecido Diario Popular em SP e o antigo Jornal do Brasil antes da remodelação na época dos 60. Algumas empresas transformaram-se em conglomerdos economicos em que um interesse mantinha outro, num encadeamento de dependencias impossivel de se sustentar. Foi assim, por exemplo, com a Excelsior, para dar apenas um exemplo. Nessas condições é dificil estabelecer quando uma "denuncia" não representa apenas um interesse contrariado. Defender a correção automaticas dos procedimentos do jornalismo apresenta, a dúvida: "É de Tibiriça ou Cunhambebe?
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