ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 554 - 9/2/2010
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OPINIÃO PUBLICADA & OPINIÃO PÚBLICA
A correspondência de comadres

Por Washington Araújo em 8/9/2009

Dona Opinião Pública,

Para início de conversa, não fui eu que inventei essa história de ser chamado Quarto Poder. É verdade que sempre lancei olhos de inveja aos demais Três Poderes. Ante meus olhos o Legislativo criava leis, normas e até regras para assegurar uma boa convivência entre temas tão distintos quanto capital e trabalho, cidade e campo, latifúndio e nãofúndio. Não era menor o exagerado apreço que dediquei ao Executivo. Ora, era este que fazia e desfazia, lançava mão de um expediente aqui e outro ali para obedecer a leis feitas na medida ou mesmo para ter certeza de que nas próprias leis brechas seriam criadas para não lhe tolher o espaço e a margem, sempre imensa, de manobra. Ao Judiciário me encantava a idéia da estátua grega de olhos vendados. Por ali tudo poderia acontecer, pois outro refúgio não existia e foi assim que aos pés da dama vendada observava o despudorado desatar de nós. Mas tanto insistiram que hoje não me apraz atender por outro nome que o de Quarto Poder. Admito ser o quarto quando sei que na verdade tenho cacife para ser o primeiro e me transformo no guardião dos outros três.

Sei que quando me alcunharam Quarto Poder a motivação era tão-somente de me advertir, de me mostrar as limitações, quando não minhas vulnerabilidades. Ledo engano. A cada dia e a cada semana mais alargadas são as minhas fronteiras. Se antes me contentava em ser apenas espelho da realidade, hoje sou muito mais que isto, sou a realidade que desejo espelhar. Se antes tinha que vestir aquela velha camisa de força das seis perguntinhas básicas – quem, o que, quando, onde, como, por que – hoje posso até dispensá-las por sua total desimportância. Se antes me obrigavam a uma perda de tempo imensurável ouvindo o sempre açodado outro lado, fonte intermitente de reclamações e queixumes, hoje camuflo tudo isso na forma de generosos espaços e preciosos minutos dedicado a preencher lacunas do tipo "entenda o caso" ou "saiba mais".

Rio liberal

Antes minha lealdade era total à verdade. Transmutava-me em detetive e investigava tudo e todos e só liberava a notícia após conferir minhas fontes, fontes classificadas quanto à sua credibilidade e idoneidade. Hoje deixei de ser tão exigente, pois do contrário iria à bancarrota. Com verdade ou sem verdade fico polindo minha matéria antes de chamá-la de notícia. Escrevo primeiro aonde quero chegar e depois vou ajeitando aqui e ali de forma a não me afastar muito da meta a ser alcançada.

Não trabalho no curto prazo, o que me seduz é o longo prazo. Para cada assunto tenho uma fonte de estimação. Se é tema econômico falo com Antonio, se é político pergunto a José, se é comportamento telefono para Maria, se trata de esportes não deixo de ouvir o André. Minhas fontes estão sempre em primeiro lugar e há muito elevei o nível delas para o de Oráculos. Nada mais justo; afinal, elas entendem melhor do que vai acontecer do que já aconteceu.

Confesso que tal promoção vertiginosa de mera fonte a cultuado oráculo não surgiu de forma espontânea – antes, foi uma imposição delas mesmas. Em troca ofereceram-me exclusividade, lealdade, anonimato, segurança. Sempre soube que para manter sua palavra a fonte invariavelmente passava a servir a dois senhores, e isso significava que a fonte seria sempre tentada a plantar notícias, defender interesses escusos e a cometer traições em pequena e em larga escala.

Antes abominava qualquer rótulo ideológico. Virava fera quando o concorrente me chamava remanescente da ditadura, de dedo-duro da direita ou mesmo carinhosamente como sendo daquela conhecida direita enrustida. Em minha seara os que pontificavam sempre apareciam associados às utopias, aos sonhos de bem-estar geral e àquela antiga história dizendo que os operários quando morrem seguem direto para o paraíso.

Hoje as coisas mudaram bastante. Não hesito em condenar qualquer movimento social, principalmente se for movimento que incite o populacho a invadir a propriedade alheia, que leve a massa ignara a se armar de facões e foices para tomar na marra o latifúndio por eles chamado de improdutivo. Não titubeio ao fazer a mais veemente defesa dos fabricantes de armas nem que para isso tenha que penhorar toda a minha escassa credibilidade. Não deixo de dormir uma boa noite de sono se passei uma ou duas semanas reunindo artilharia pesada para detonar gente como aquele médico argentino morto na selva boliviana conhecido como Che. Também não me aborrece desancar livro de uruguaio destrambelhado falando de umas tais veias abertas dessa nossa América Latina.

Antes criticava veladamente os que abraçavam o credo marxista. Hoje organizo vigílias e procissões para incensar o deus Liberalismo. Minhas páginas, colunas, seções, perfis, blocos, editoriais e comentários são como afluentes do imenso rio liberal prestes a desaguar no mar do consumo desenfreado e do capital que preenche de vazio a minha e a sua vida.

Realidade virtual

Antes tinha o cuidado de empunhar bem alto minha isenção. Se viajava a outro país para cobrir uma cúpula de governantes do continente fazia questão de dizer quem estava pagando as passagens e se fosse ele, o Governo, rapidamente alardeava que valor equivalente foi destinado a um programa social de preferência o mais vistoso. Ah, esse tempo da juventude com seus sonhos envelhecidos! Hoje pauto um assunto com um olho no bolso e outro no futuro. Como todo mundo, tenho também dívidas a pagar e muitos empréstimos a rolar em bancos oficiais. Esse assunto, agora me vem esta percepção, ainda me traz algum constrangimento. Daí que não me apetece demorar muito nele.

Antes observava os ataques freqüentes da concorrência interna. Era o pueril embate corporativo. Como o sarampo, só aparecia nos primeiros anos de existência da publicação e da emissora de rádio e tevê. O embate sempre se dava para ver quem defendia mais e melhor a dignidade humana, quem lutava contra o obscurantismo das ditaduras de plantão, quem recebia mais a visita daquela senhora tresloucada e senil que atendia pelo nome de Censura. Hoje as coisas mudaram. Amaduremos como veículos de comunicação e passamos a ver que existiam apenas dois lados. Um deles era o nosso, nos irmanava a todos. O outro representava os governos e populações com suas instituições e corporações.

O nosso lado passou a ter o hábito de defender com unhas e dentes, centimetragem generosa em todas as publicações e presença constantes nos telejornais de maior audiência, os nossos ícones sagrados mais preciosos: a liberdade de expressão, a liberdade de impressão, a liberdade de pressão. O outro lado passou a nos ver com razoável desconfiança e chegaram ao ponto de nos acusar dos mais hediondos dos crimes: viramos justiceiros, membros não fardados de tribunais de exceção, e liquidamos de um só golpe a honra e a biografia de pessoas e instituições inocentes.

Não posso negar que, como somos todos humanos, costumamos também errar e, mais ainda, é-nos mais cômodo persistir no erro. Afinal, temos aparências a conservar e, pensando bem, de que adianta vencer a guerra e perder a credibilidade?

Minha maior especialidade é criar mundos fictícios, de trazer para a vida da sociedade a chamada realidade virtual. Amparo-me em pesquisas qualitativas para saber o gosto do freguês. Sei do que ele gosta e o que ele abomina. Sei que o público adora um escândalo político envolvendo algum figurão dos demais Três Poderes. Quanto mais escabroso o escândalo mais assombrosa é a audiência, é a venda de meus jornais e revistas. Sei que o público detesta saber de escândalo envolvendo meu pessoal; não, represento um segmento social sempre acima de qualquer suspeita e isso não rende ibope algum. Sou capaz até de criar um encontro inexistente entre um ministro de Estado e uma autoridade do segundo escalão a este subordinado. E para dar contornos de verossimilhança em um estalar de dedos consigo levar o assunto para uma comissão parlamentar de inquérito no Congresso Nacional. E não importa se, apesar de todos os meus esforços, os tais depoimentos na CPI redundarem no vazio da ausência de fatos, ainda assim continuarei reverberando minha versão. É a realidade virtual imitando a própria vida. Como você vê, entendo bem de sua vida e sei até dos seus gostos e segredos mais bem guardados.

Orgulho incontido

Antes o negócio era assegurar o livre trânsito da informação. Penávamos para enviar correspondentes aos confins do mundo para cobrir aquela enchente em Xangai, aquela perseguição estatal movida contra os bahá´ís em Teerã, aquele terremoto em Yokohama ou os estragos daquele furacão sobre a costa da Flórida. Mas tudo isso mudou e estive muito presente na mudança. A internet passou a fazer o trabalho completo: está acontecendo e a cobertura já começa ao vivo e em cores, com som e imagem e tudo acessível a custo zero por qualquer pessoa conectada à Grande Teia.

Para que a informação circule livre, leve e solta como dizia o antigo reclame publicitário, não é mais necessária a mediação do jornalista e sua pesada parafernália. Cada testemunha ocular de um evento – trágico ou não – se transforma rapidamente em correspondente de um sem-número de corporações midiáticas. Mas falham em um ponto: na maioria dos casos não conseguem analisar o fato dentro de seu contexto real. Isso é o que nós fazemos com excelência. Damos sentido às imagens e aos seus sons. E, de quebra, contextualizamos tudo dentro da linha editorial responsável pelo pagamento de nossos salários.

Desculpe se fui muito direto ao ponto, mas havia coisas por dizer e também já estou naquela idade – 200 anos não são duzentos meses! – em que as idéias parecem confusas. Tenho dificuldades para ordenar os pensamentos e já não sei o que é real e o que é ficção, o que é fato e o que é versão.

Sei apenas que palavras como ética, verdade e imparcialidade, expressões muito conhecidas como bem comum, presunção de inocência e direito de resposta exalam cheiro de naftalina e vagam bêbadas em hipotético dicionário de boas intenções – ou melhor dizendo, em manuais do bom jornalismo.

Antes que me esqueça, gostaria que você soubesse que não faltam elementos que desejam nos ver pelas costas. Vivem tentando nos intrigar. Não os leve a sério e lembre-se que estarei sempre lhe representando. Saiba também que falar em seu nome, além de me encher de orgulho, é o que de melhor aconteceu em minha bicentenária existência.

Atenciosamente, Opinião Publicada

Comentários (51)
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Valmont Santos , Salvador-BA - Servidor Público
Enviado em 26/9/2009 às 22:54:34
Excelente texto. Inteligente, criativo, profundo e preciso na análise da realidade. Gosto de ler também os comentários (apesar de levar algumas "tijoladas en los bagos" de vez em quando). Destaco o Jornalista Marcio Varella: "colocaria em cada vírgula a decência, a honra, a dignidade e a honestidade que aprendi sobre a minha querida profissão. Mas deixa pra lá..." Fico cada vez mais chocado, estupefato, com o assassinato do jornalismo. O golpe de misericórdia veio pelas mãos do Gilmar Dantas... Não sei o que eu faria se fosse jornalista, diante de situação tão revoltante. O ultraje mais completo e vil de toda uma classe de profissionais! Eu, que sou um "pacato cidadão", fico com sangue nos olhos diante dessas coisas... Não sei como os profissionais do jornalismo estão conseguindo sobreviver diante de tamanha adversidade. Confesso que me vieram lágrimas ao ler as palavras do digno jornalista Marcio Varella. Registro a minha solidariedade e a esperança de dias melhores, mas, sem dúvida, há necessidade de muita luta, empenho, coragem e militância para chegar lá. Nem tudo está perdido. Ainda temos a Internet e muitos valorosos profissionais que fazem de seu ofício a melhor fórmula contra todos os fascistas: a consciência de um povo. Meus aplausos a todos os jornalistas de verdade e o meu mais profundo repúdio aos "maisnadis" e aos dantescos cozinheiros-algozes da verdade.
calypso thereza  escobar velloso , rio de janeiro-RJ - comentarista
Enviado em 15/9/2009 às 10:12:24
não tenho nada a dizer,só...genial,gêniode uma crônica jamais igual a outras...grata calypso thereza invejei...
Damião Martins , são paulo-SP - securitário/jornalista free lancer
Enviado em 11/9/2009 às 16:21:16
enquanto a caravana passa teros aqui mais um tijolaço do Bucci falando pela milionésima quinquagésima vez da tv pública e de como um dia ele presidiu a Radiobras arre baba
Fred Vasconcelos , SPO-SP - jornalista
Enviado em 11/9/2009 às 16:18:54
Impressinante a boa construção que o senhor fez: "Antes criticava veladamente os que abraçavam o credo marxista. Hoje organizo vigílias e procissões para incensar o deus Liberalismo. Minhas páginas, colunas, seções, perfis, blocos, editoriais e comentários são como afluentes do imenso rio liberal prestes a desaguar no mar do consumo desenfreado e do capital que preenche de vazio a minha e a sua vida." E quanta verdade há nissto tudo. Vejho nela a Veja esculpida em carrara.
Amilton  Aquino , Olinda-PE - Programador
Enviado em 10/9/2009 às 23:38:56
A opinião pública está sem opinião. A que ponto chegamos! O presidente da Republica, em cadeia nacional, menti descaradamente que pagou a dívida externa e ninguém fala nada. Ninguém, nenhum único comentarista, nem mesmo aqui no Observatório da Imprensa!!!! Lula afirmou com todas as letras “Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares”. Só para refrescar a memória do presidente: em julho de 2009 a dívida externa era de US$ 195,9 bilhões. Considerando os empréstimos intercompanhias das multinacionais a suas subsidiárias no país que alcançaram US$ 71,585 bilhões em julho, a dívida bruta apurada foi de US$ 267,482 bilhões. Que saber a verdade sobre as dívidas públicas, acesse http://visaopanoramica.wordpress.com/
Lerguino Pinto , Brasília-DF - desempregado
Enviado em 10/9/2009 às 13:38:47
muito bom mesmo. gostei disso:
Ana Maria Arrigoni Vigano , rj-RJ - operária
Enviado em 10/9/2009 às 11:50:09
Gostaria muito, mas não consegui entrar no seu blog "cidadão do mundo", pelo link disponível no alto à direita desta página.
Ana Maria Arrigoni Vigano , rj-RJ - doméstica
Enviado em 10/9/2009 às 11:46:11
Essencial e brilhante esta sua argumentação. Além do mais tem estilo! Que venham outras, pois estamos necessitados, carentes mesmo.
Rodrigo Azevedo , Fpolis-SC - Letras e jornalismo
Enviado em 9/9/2009 às 19:50:29
Pelo jeito o ilustre militar aposentado que postou aqui deve ter faltado a muitos anos de aula e batido muita continência nos últimos decênios já que não entende de semiologia, de intertexto, de análise d ediscurso, de análise de conteúdo nem de Foucault nem de Bradillard pois é hilário dizer que o texto do Araujo é apenas "para mostrar que a mídia odeia Lula e que a Lina é mentirosa" (ou algo assim). Que tal o senhor militar ficar lendo noite adentro o ótimo Veias Abertas da América Latina (Galeano) ou o Crespúsculo do Macho (Gabeira) ou Batismo de Sangue do Frei Betto? Assim suas lamparinas ficariam um pouquinho mais acesas
Antonio Gabriel Telles Veloso , Belém-PA - professor de filosofia
Enviado em 9/9/2009 às 17:59:30
Se existisse um certame para escolher os melhores textos já publicados no Brasil sobre crítica da mídia certamente este seu texto ganharia de goleada. Argumentação sedutora porque realista e o estilo de crônicas de outros tempos em que existiam ainda papel de carta, envelope, selo e cola. Apreciei sobremodo o título do texto denotando algo despretensioso mas qual Susan Boyle que ninguém dava nada por ela eis que fecha o trânsito com o vozeirão. O mesmo correu quando li seu texto. A princípio pensei o que se esconderia por trás de uma reles e prosaica "correspondência de comadres"? Vale a pena ficar garimpando a net para encontrar com textos luminosos como o seu. Sinta-se abraçado professor.
jucemir rodrigues da silva , Rio de Janeiro-RJ - militar aposentado
Enviado em 9/9/2009 às 17:00:11
Tanta oratória só pra dizer que a GRANDE MÍDIA é contra o Lula e a Lina é mentirosa? Quiçá, mesmo Sarney é um homem probo até prova em contrário. Lembrou-me mais uma vez um trecho de Guy Debord: ”Há nesses textos algumas falhas, pouquíssimos visíveis, e mesmo assim notáveis; neles, o ponto de fuga da perspectiva está, de forma anormal, sempre ausente. Parecem a cópia de uma arma célebre, à qual só falta o percussor. É forçosamente uma crítica lateral, que vê muita coisa com bastante franqueza e acerto, mas que se mantém de fora.” Verdade seja dita, és incomparavelmente mais sutil que Paulo Henrique Amorim, Azenha e Reinaldo Azevedo... ...Mas, prefiro Washington Rodrigues, o popular Apolinho: um excelente comentarista esportivo que jamais negou sua paixão pelo Flamengo.
Helio Miranda , Cuiabá-Mt - jornalista
Enviado em 9/9/2009 às 16:53:53
Texto imprescindível aos profissionais da comunicação dita social. A GRANDE IMPRENSA manipula os fatos, divulga sempre as versões dos poderosos de plantão e termina sempre impune. Este texto reúne farto material para condenação de práticas antiéticas há muito existentes em nosso famigerado Quarto Poder. Na verdade concordo também quando você diz que “ela” se sente o próprio Poder Maior, acima dos três usuais em uma nação democrática. Longe de ficar desapontado com críticas tão ácidas sou solidário a você, pois são poucos os militantes midiáticos corajosos o suficiente para desnudar a hipocrisia que impera absoluta nos contratos de gaveta que misturam o público e o privado, a opinião pública travestida em opinião publicada. Moleza ver nesse cenário perturbador a ascendência de subprofissionais como Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Ali Kamel, Josias de Sousa, Helio Gorowitz, Ricardo José Delgado Noblat e até mesmo o antes acima de qq suspeita Elio Gaspari. São franco atiradores sempre abatendo os fatos e coroando vencedor o falso e a farsa.
Otaciel sw Oliveira Melo , Fortaleza-CE - Professor
Enviado em 9/9/2009 às 16:34:53
Simplesmente GENIAL! Estou rindo até agora. Gostei de tudo, mas adorei o seguinte período "O nosso lado passou a ter o hábito de defender com unhas e dentes, centimetragem generosa em todas as publicações e presença constantes nos telejornais de maior audiência, os nossos ícones sagrados mais preciosos: a liberdade de expressão, a liberdade de impressão, a liberdade de pressão. Vou decorar: "a liberdade de expressão, a liberdade de impressão, a liberdade de pressão". Parabéns, Washington Araújo! Com todo o meu respeito.
Lucas Nery , Salvador-BA - Assessor
Enviado em 9/9/2009 às 15:50:04
Parabéns Washington pelo primor da escrita. Opinião Pùblica x Opinião Publicada - nesse jogo, a goleada já foi há muito tempo imposta pela opinião publicada. Como pano de fundo, temos a articulação engendrada pelos donso do jornal, políticos e empresas de publicidade, em oferecer o que lhes convém ao cidadão. Assista ao filme "Todos os homens do Presidente". Será que algum publisher faria, depois de tanto tempo, o que fez o publisher do Washinton Post de então, sem antes mandar seus 2 repórteres para a geladeira? Opinião pública...que coisa hein!??!
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 9/9/2009 às 14:37:56
Parabéns Washington Araújo. Você foi muito feliz, instigante e talentoso na sua abordagem. Só tenho uma pequena retificação. O depoimento da ex-secretária Lina Vieira aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) e não na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
suely gomes , são paulo-SP - professora
Enviado em 9/9/2009 às 14:13:22
Finalmente alguem que realmente observa a imprensa neste observatório, e não o próprio umbigo! Pena que a internet ainda não é para todos os brasileiros, e os jornalões e as TVs não estão nem aí para a ética!
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 9/9/2009 às 13:20:28
É preciso uma dose imensa de ingenuidde adolescente ou uma tremenda malicia de velhacaria madura para acreditar - e não apenas do ponto de vista moral, mas do ponto de vista racional - que exista algum ato desinteressado e que a "cultura" de uma época não seja manipulada, ao mesmo tempo, por questões econômicas e politicas. O século XX pertenceu às quintas-colunas, às linhas "justa ou injusta", às propagandas de periodos de guerra e a todo tipo de imperialismos. No Brasil, pelo menos desde a dupla Capanema Drummond que todos os esforços "culturais" foram dedicados à criação de uma denominada "cultura nacional", de fato, do ponto de vista politico, importada. Crer na "pureza" do jornalismo (e de todas as atividades "culturais") equivale a negar o processo criativo que, no dec orrer da Historia, desenvolveu-se apesar das ações dos governos ou dos interesses economicos. De fato, o unico proposito de qualquer informação é gerar uma maioria que aprisione as maiorias, ou seja, a antitese da liberdade. O caso da Italia é embrematico; o jornalismo é "P-enesimo" por definição.
Cândido Coelho Netto , Campina Grande-PB - redator
Enviado em 9/9/2009 às 12:10:19
Bem que a CARTACAPITAL poderia lhe entrevistar, pois é ainda a revista melhorzinha, a mais compromissada com o jornalismo sério, aquele na linha do Cláudio Abramo, do Castelinho e do Moacyr Werneck. Se o Mino abrisse espaço para essa sua reflexão já ajudaria muito na compreensão do fenômeno midiático que vem abalando os fundamentos do estado de direito no Brasil. A grande concentração da propriedade dos veículos nas mãos de uns poucos e a ingerência desavergonhada do capital sobre decisões editoriais estão sendo a causa mortis de uma profissão antes honrada e hoje esse balaio de gatos, lebres e outros bichos mais.
Cosme Cerqueira , Sobral-CE - radialista
Enviado em 9/9/2009 às 12:04:41
Fechei pra balanço e fiquei pensando com meus botões e é essa a profissão que exerço há tantos anos. Sempre ficava com essas ideias atravessadas na garganta. Muito bom que o senhor as tenha escrito.
Gorete Rios  Fonseca , Taguatinga-DF - funcionária pública
Enviado em 9/9/2009 às 12:01:18
Sem reparos. Escrever com clareza e precisão sobre assunto polemico não eh pra qualquer um. O senhor está de parabéns por nos ilustrar. Mostrei a meu filho esta sua coluna e ele disse que é isso mesmo que acontece em nosso jornalismo. Disse que ia enviar por mail para seus amigos de faculdade. Obrigado Sr Araújo.
Gabriel  Filho , Maceió-AL - jornalista do tempo em que se escrevia bem
Enviado em 9/9/2009 às 12:00:06
Sou da opinião daquele advogado que torcia para ler o que seria a resposta da Opinião Pública... Fica a pauta.
Silvana Alencastro , SPO-SP - Professora universitária
Enviado em 9/9/2009 às 11:57:51
É assim que os veículos se apropriam dessa coisa vaga que chamamos de opinião pública e em seu nome go0lpeiam a democracia. Há uma articulação da direita sob a chancela dos demos e tucanos para criar a realidade virtual tão bem posta no artigo e ainda bem que temos jornalistas como o senhor com coragem para revelar os subterrâneos da reportagem. Aproveitei para ler seus textos anteriores e me causou boa impressao por nao se deter em temas pontuais que logo se evaporam e se fixar em tendencias que detecta com perspicacia. Faço coro aos que destacam aqui a pertinencia do assunto e a leveza com que o senhor o abordou. Nota 10.
marcio  varella , são carlos-SP - jornalista
Enviado em 9/9/2009 às 11:32:45
Caro Washington, vc reproduziu brilhantemente a dura realidade de uma profissão que em 10 anos vai enterrar os seus últimos sobreviventes e deixar à vontade o patronato liberal. Antes de me aposentar definitivamente, pensei em fazer as minhas últimas reportagens, como uma espécie de homenagem. Tinha até bons temas na cabeça: jornalistas que ficaram ricos em campanhas eleitorais atacando determinados candidatos; ministros do STF, que têm irmãos acusados de homicídio, que ficaram ricos recebendo dinheiro de bandidos; outros ministros de tribunais superiores que ficaram ricos defendendo este ou aquele partido político quando presidiam este ou aquele tribunal e que receberam polpudas comissões que compraram casas belíssimas em Barra de São Miguel, nas Alagoas; autoridades que ficaram ricas exercendo cargos públicos, mesmo sendo acusadas de assassinatos de garotas de 7 anos de idade; ex-presidentes que compraram o câmbio para se reelegerem, pagando a dívida com o achatamento das aposentadorias. A lista é imensa e eu teria de trabalhar mais 40 anos para escrever tudo. Usando palavras modernas, o meu diferencial é que eu mostraria os documentos, apresentaria as fontes, colocaria em cada vírgula a decência, a honra, a dignidade e a honestidade que aprendi sobre a minha querida profissão. Mas deixa pra lá. De uma coisa eu tenho certeza: não vou mais sofrer por isto. Vou ser feliz.
Conceição Mattos , Maringá-PR - médica
Enviado em 9/9/2009 às 10:32:55
Excelente e oportuno. Nunca li também nada parecido com esse diagnóstico certeiro de nossa mídia.
Carmem Antunes , Campinas-SP - Direito, Comunicaçao
Enviado em 9/9/2009 às 10:11:33
De uma sentada li toda a carta e só tenho que lhe dizer: UM TEXTO DESSES DEVERIA CORRER NA INTERNET como rastilho de polvora tal sua importancia. Parodiando Brecht também acredito que existem textos bons, muitos e... bem, achei esse texto IMPRESCINDÍVEL. Vou dar os créditos -- é claro -- e tascar no meu blog de crítica da mídia. O pessoal dos jornalões Estadao, Folha de SP e Globo, a galera de desembargadores e oficiais de justiça travestidos de chefs de cozinha jornalística abrigadas na famigerada VEJA e ÉPOCA precisavam ler o texto e até mesmo fazer uma entrevista coprajosa com o Washington Araujo mas sei que é querer, pedir demais né?
Sérgio Villas-Boas , RJ-RJ - administrador e jornalista
Enviado em 9/9/2009 às 10:03:46
de acordo com o SR Cleomar Dantas Rosado, jornalista radicado em Ribeirão Preto. Transcrevo a seguir seu comentario: Publique-se em todas as faculdades de jornalismo e/ou culinária do imenso Brasil. Dê-se ciência em todas as redações de jornais, revistas e emissoras de televisão e de rádio. Afixe-se no gabinete da Supremacia Togada Gilmar Mendes. Recolham-se multas pelo desconhecimento do texto após 30 dias de sua ampla disseminação.
Janete Maia , RIO-RJ - Profa. universitária
Enviado em 9/9/2009 às 10:00:04
Contundente e lúcido, um texto que passa a ser referência na comunicacao social
Eliana Lobo , Rio de Janeiro-RJ - Aposentada
Enviado em 9/9/2009 às 09:50:51
... nada como uma eleição após a outra!
Cláudio  Cansanção , Recife.-PE - jornalista desempregado
Enviado em 9/9/2009 às 09:47:50
Bem pensado deixar ao claro os deuses que movem os principais veículos de comunicação e que o sr designa com muita propriedade como sendo nossos "ícones sagrados mais preciosos: a liberdade de expressão, a liberdade de impressão, a liberdade de pressão". A pressão está em todas as pautas e não é apenas a velha pressão do tempo nessa louca corrida para não sermos furados pela WEB. É a pressão do cinheiro mesmo o vilissimo metal. Parabens por uma radiografia tao completa. É nesse contexto que o STF do Gilmar Mendes ("... e seus capangas do Mato grosso") pode equiparar a profissão de jornalismo à de chefs e cozinheiros e descarta necessidade de diploma. Basta ser um bom predisdigitador, um venal que saiba fazer negociatas para manter uma revista, jornal, site, Show de jornalismo sério na veia
Jussara Camacho , Natal-RN - apresentadora de tevê
Enviado em 9/9/2009 às 09:40:11
Realmente há muito não via um texto tão denso de realidade e tão oportuno para os dias que correm. Deveríamos enviá-lo a tudo que é site que trata da imprensa para dar a maior visibilidade pois do contrário passará batido. Lástima que a comadre Opinião Pública seja ingênua e se deixe representar pela víbora Opinião Publicada.
Lerguino Pinto , Belzonte-MG - jornalista e devogado
Enviado em 9/9/2009 às 09:36:10
Lavei a alma com este texto pois há anos escrevo em minha paróquia sobre o embuste, o balcão de negócios em que se transformou minha outrora altiva profissão. Uma carta dessas deveria ser estampada na capa dos sítios da ABI e da FENAJ mas dificilmente eles seriam tão lúcidos para abrir o debate que precisa ser feito: se a ´mídia regula e enquadra todos os outros Poderes... quem, fica para regular e enquadrar a mídia?
Cleomar Dantas Rosado , Ribeirão Preto-SP - jornalista com 30 anos de estrada
Enviado em 9/9/2009 às 09:33:16
Publique-se em todas as faculdades de jornalismo e/ou culinária do imenso Brasil. Dê-se ciência em todas as redações de jornais, revistas e emissoras de televisão e de rádio. Afixe-se no gabinete da Supremacia Togada Gilmar Mendes. Recolham-se multas pelo desconhecimento do texto após 30 dias de sua ampla disseminação. Foram esses os impulsos que tive ao ler seu brilhante e norteador texto mestre Washington Araújo. Estou replicando para trocentas pessoas que trabalham na área antes digna do jornalismo.
Sérgio Evangelista , Limeira-SP - Supervisor de Ensino
Enviado em 9/9/2009 às 09:19:10
Ótima análise. Todo mundo me fala que "político é tudo ladrão", uma especíe de mantra primitivo. Então pergunto: se todos são ladrões, porque não se diz nada, absolutamente nada, na maioria dos dias, na grande imprensa, das Câmaras Estaduais,pelo menos aqui em São Paulo!É fácil perceber os interesses, né? Até na veiculação de informações as coisas andam desiguais!
Jaime  Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 9/9/2009 às 08:31:17
Prezado Berlusconi. Nos conhecemos quando vc ainda se chamava Togliati. Não creio que tenha mudado muito o seu comportamento. Sustente a indignação, que lhe dá foros de "verdade" para os incautos. Tenho a certeza de que, in Brazile, continuas a mesma, Maria Tereza!
Lenin Araujo , Guaraci-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 9/9/2009 às 07:56:04
Ótimo texto.
Marcos Barros , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 9/9/2009 às 07:42:37
Excelente o texto do Washington Araújo. Mais que descrição abrangente; trata-se praticamente de uma fotografia da situação.
Ricardo Dias , Rio de Janeiro-RJ - Sem profissão
Enviado em 9/9/2009 às 00:18:51
Prezada Opinião Publicada. És, indubitavelmente, o 1º Poder. Pendendo para um ou para outro lado, comandas as cabeças da oposição e da situação. Mando-te essa curta e simples constatação, pois quero que se visualize e que apenas se VEJA, preto no branco, quão seria inútil qualquer outra prolixa manifestação de minha parte, qualquer CARTA CAPITAL a discorrer sobre as obviedades das disputas pelo poder, teu perene subalterno. Marginalizadamente, Observador Público
Valmir Ribeiro , Brasília-DF - Estudante de Jornalismo
Enviado em 8/9/2009 às 23:46:42
Parabéns Washington Araújo!!!! Esse foi um dos textos mais brilhantes que já lí sobre o tema!! Se me permitir, postarei na íntegra em meu blog (darei os créditos). Excelênte!!!
Pedro perreeira Pererira , Palmas-TO - Oleiro
Enviado em 8/9/2009 às 22:37:11
Esse governo e mesmo muito incompetente. Com toda maquina na mao comprando quase todos jornalistas de primeira grandeza. com dominio completo do senado da camara ,c om 70% de popularidade nao consegue divulgar o que faz de bom para populaçao e ainda tem que se render as oligarquias brancas de olhos azuis. So resto mesmo fechar o espaço para esse reacionairos direitistas que consegue dominar toda opiniao publica.. Parece Fabula de La fontaine... e a choradeira dos incompetentes nao termina. Esquerdista arrependido e a coisa mais comum nesse mundo ja virou parte do anedotario popular.. esquerdista de barana branca so uma meia duzia
Sergio Rego , RJ-RJ - Médico
Enviado em 8/9/2009 às 19:55:38
Parabéns pela clareza em sua reflexão. Entendo que um Conselho profissional poderia ajudar a equilibrar um pouco as coisas na profissão de vocês. Hoje vocês estão tão perdidos que chegam a chamar o patrão de colega.
Rita Maria Barroso , Manaus-AM - desocupada
Enviado em 8/9/2009 às 16:10:32
a verdade doa a quem doer: Não trabalho no curto prazo, o que me seduz é o longo prazo. Para cada assunto tenho uma fonte de estimação. Se é tema econômico falo com Antonio, se é político pergunto a José, se é comportamento telefono para Maria, se trata de esportes não deixo de ouvir o André. Minhas fontes estão sempre em primeiro lugar e há muito elevei o nível delas para o de Oráculos. Nada mais justo; afinal, elas entendem melhor do que vai acontecer do que já aconteceu.
Alfredo Solina , Palmas.-TO - Professor
Enviado em 8/9/2009 às 16:08:15
associo-me ao Jornalista Fábio Carvalho ,de Porto Alegre-RS. E depois ficam falando em nome do povo como se tivessem procuração passada em cartório, o texto deixa claro as maracutaias e o que move o mau njornalismo que impera no país. parabens.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 8/9/2009 às 15:45:12
Excelente e oportuna missiva. Parabéns ao remetente.
Luís Eduardo  Latuf , Sorocaba-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 8/9/2009 às 14:36:06
O consumo desenfreado detona qualquer forma de expressão do pensamento. Do mesmo jeito que criticamos a informação industrializada, alimentamos nossos bebês com latinhas de papinha da marca mais conhecida.
Jonas Vidal , Ctba-PR - estudante
Enviado em 8/9/2009 às 12:34:04
Sua coluna de hoje responde aa manchete da coluna do Moniz Sodré. Para onde vai o jornalismo? Vai pras cucuias...
Solange Maria Fagundes , Aracaju-SE - advogada
Enviado em 8/9/2009 às 12:31:45
Prezado Washington, pena que vc registrou a mais pura verdade. Não lembro de ter lido nada mais pontiagudo sobre a muralha da China que separa a opinião pública daquela que sai na imprensa, a publicada. Jogos de interesses são pesados e enterram reputações. VocÇê está certíssimo quando desmascara artifícios que douram a pílula da notícia. Vendem-se escândalos a preço vil. Institutos como o Ibope deveriam ser proibidos. Li a entrevista do Montenegro àquela revista vanguarda do reacionarismo brasileiro e pude constatar que manipulação e faccionalismo andam juntas na cabeça do iluminado dono do Ibope.ç Como um instituto de pesquisa pode afirmar quem será eleito em outubro de 2010 para governar o Brasil? A Veja por sua vez repercute o caso como se fosse opinião pública o que não passa de libelo partidário.
José Raimundo Oliveira Costa , Taguá-DF - fazendo doutorado em comunicacao
Enviado em 8/9/2009 às 11:19:24
pouca gente com coragem para desarmar o gatilho do corporativismo, pouca gente para esclarecer o povaréu das armadilhas e ataques à cidadania presentes na forma de publicação. Um amigo meu me envuiou seu texto há poucos minutos e vim conferir e encmainhar a outros. Leitura obrigatória nos dias que correm, onde não existe idealismo nem preocupação com a livre circulação de informação. O que os barões da imprensa (mídia??) querem é defender seus interesses financeiros sendo que para atingir este fim criam plantações de notícias, é como conseguem pagar parte de seu passivo junto ao BNDES
Rejane Malta , RIO-RJ - sociologia
Enviado em 8/9/2009 às 11:14:03
Vc colocou o dedo na ferida dos donos da opinião publicada: eles defendem a 3 liberdades ---- liberdade de expressão, a liberdade de impressão, a liberdade de pressão. Segue direto para meus textos selecionados do Observatorio.
Renan Andrade Albuquerque , Bsb-DF - advogado/com. social
Enviado em 8/9/2009 às 11:06:01
geneal, o artigo vale por um tratado sobre a usurpação do direito de falar em nome da opiniao pública. Destaquei essa pérolas: Sei apenas que palavras como ética, verdade e imparcialidade, expressões muito conhecidas como bem comum, presunção de inocência e direito de resposta exalam cheiro de naftalina e vagam bêbadas em hipotético dicionário de boas intenções – ou melhor dizendo, em manuais do bom jornalismo.
José Dutra , Campina Grande-PB - jornalismo
Enviado em 8/9/2009 às 11:01:57
Boa sacada estabelecer a distância cada vez maior entre o que se diz opinião pública e na verdade nada mais é que opinião publicada. Editores da revista Veja se arvoram em porta-vozes da opinião pública mas não tem legitimidade para tal. Criam pesquisas ao estilo tantos por cento da população desaprovam o governo de plantão. O autor desnudou com maestria o embuste "midiatizado"
Edivaldo Oliveira Paraguassu , Salvador-BA - professor de jornalismo
Enviado em 8/9/2009 às 10:56:24
Brilhante. Imagem sem retoques do papel da imprensa nos dias atuais. E pensar que há dois séculos só conseguimos chegar a esse ponto onde a manipulação da informação é a moeda corrente!
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