ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 556 - 9/2/2010
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MÍDIA & CRIACIONISMO
Desonestidade na divulgação científica

Por Rubens Pazza em 22/9/2009

Os trilhos da divulgação científica realmente não são fáceis. Como se não bastassem as imprecisões jornalísticas comuns pela ignorância no assunto que está sendo abordado, temos também a infelicidade de encontrar desvirtuamentos no que um cientista disse, o que na verdade se trata de má fé. Na matéria "Descoberto fóssil que altera teorias sobre dinossauros", veiculada pelo site Terra (ver aqui), podemos ter alguns exemplos desse ato de má fé. Neste texto, a autora deixa transpassar toda sua imparcialidade religiosa colocando palavras na "boca" do cientista.

Uma coisa que se espera de um jornalista é boa fé. As pessoas que lêem seus artigos acreditam no que ele está escrevendo. Ele pode ter sua opinião e deixar claro sua opinião no texto, mas em hipótese alguma ele deve desvirtuar o que um cientista disse em entrevista.

No caso em questão, cientistas descobriram um fóssil de um dinossauro com as mesmas características do grande Tiranossauro, mas com um tamanho muito menor e bem mais antigo que esse. Trata-se do Raptorex.

A notícia veiculada no site Terra, de autoria de Ligia Hougland, apresenta a descoberta, que será publicada na edição desta semana da revista Science, juntamente com algumas palavras dos pesquisadores. Quando li a matéria fiquei um pouco apreensivo, pois as palavras dos pesquisadores estavam estranhas, induzindo a um criacionismo ou mesmo ao famigerado "desenho inteligente". Uma rápida busca nas agências de notícias internacionais e percebi o que houve: má fé da autora. A transcrição em português está completamente equivocada e recheada de um abuso criacionista sem tamanho.

Dizer "design" não é pecado

Por exemplo, no texto de Ligia Hougland temos a seguinte afirmação atribuída ao pesquisador Paul Sereno: "É impressionante. Não conheço nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão perfeitamente criado em uma versão cerca de 100 vezes menor do que, mais tarde, se tornaria" (o grifo é meu). Tão perfeitamente criado? Teria este cientista afirmado isso? Seria este cientista um criacionista?

Na matéria da CNN, vemos que não é bem assim. Paul Sereno afirma: "Raptorex really is a pivotal moment in the history of the group where most of the biological meaningful features about Tyrannosaurs came into being and the surprising fact is that they came into being in such a small animal" (grifo meu). Came into being. Paul Sereno disse "surgiu" ("veio a ser", para uma tradução mais literal). Onde está o "perfeitamente criado"?

Mais adiante, mais uma citação de Paul Sereno, de acordo com o site Terra: "Todas estas características fazem parte de um design belamente criado para um predador de grande sucesso." Design belamente criado? Paul Sereno por acaso é criacionista do DI? O que será que Paul Sereno teria mesmo dito? De acordo com o Scientific Blogging, ele afirma: "And that´s pretty staggering, because there´s no other example that I can think of where an animal has been so finely designed at about 100th the size that it would eventually become." Antes que se faça qualquer comentário maldoso, evolucionistas podem dizer "design", sim, isto não é pecado. A diferença é que não atribuímos design a qualquer divindade, mas ao poder da evolução pela seleção natural. Paul Sereno afirmou que desconhece outro exemplo de um mesmo design sendo encontrado em animais com tamanho tão diferente (o Raptorex é 1/100 vezes o tamanho do T. rex). Nada a ver com "design belamente criado para um predador".

Autora desvirtuou trechos

Por outro lado, o outro cientista envolvido na descoberta, Stephen Brusatte, afirma: "We can say that these features did not evolve as a consequence of large body size but rather evolved as an efficient set of predatory weapons in an animal that was 1/100th the size of Tyrannosaurus rex and that lived 60 million years before Tyrannosaurus rex." Este trecho demonstra que além de colocar palavras na afirmação de um pesquisador, a autora ainda confundiu as citações. Neste trecho está clara a explicação científica de que as características encontradas nos tiranossaurídeos (cabeça grande e braços curtos, entre outras) não evoluem como consequência do tamanho, mas sim, evoluem como um eficiente conjunto de armas predatórias. A autora Ligia pegou o que Brusatte disse, desvirtuou retirando os trechos onde ele afirma que estas características evoluem e colocou na "boca" de Sereno como sendo características criadas.

A que ponto está chegando a desonestidade do movimento criacionista no Brasil!

Comentários (81)
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Agildo  Santos Matos , Itaobim-MG - Agente Administrativo
Enviado em 11/1/2010 às 18:54:45
Ao autor do comentário abaixo devo explicar que, pelo texto que acabei de ler, o Rubens Pazza está demonstrando sua preocupação com a ética e a lisura no meio jornalístico. Ao publicar seu artigo de forma desonesta e imparcial, a referida jornalista prestou uma desinformação aos seus leitores e faltou com o respeito e a lealdade com os mesmos. Demonstrar preocupação com a ética na imprensa não é nenhum sinal de fundamento religioso ou ideológico. Isto deveria ser a preocupação de qualquer um que preza por informação de qualidade, algo muito raro no Brasil hoje em dia.
Maycon Campos , florianópolis-SC - corretor de seguros
Enviado em 5/11/2009 às 15:03:44
Sem sombra de dúvidas que este artigo foi completamente manipulado pelos criacionistas, Tomem cuidado evolucionistas, porque as palavras "criado" ou mesmo "design" podem desvirtuar suas convicções... Ora se aquilo que o evolucionismo diz é tão sólido, porque se preocupar com simples palavras de procedencia criacionista? Está fé evolucionista não se difere em nada dos credos da dogmatica Igreja Papal, onde em certos periodos da historia, pessoas foram queimadas por proferirem apenas a verdade, gerando um retrocesso no conhecimento científico da humanidade... O Evolucionismo não é diferente, seus dogmas estão acima de qualquer prova científica, e quando não são capazes de se utilizar dos seus postulados para explicar a grandeza das complexidades do cosmos, continuam os aceitando mesmo assim, e rejeitando de modo ferrenho todos aqueles que se opõem à sua loucura. Evolucionistas... se isto tudo que vocês dizem é verdade mesmo, porque não ficam tranquilos ao invés de ficarem inquietos e confusos? Vocês possuem mais fé no Acaso do que os muçulmanos radicais possuem fé em Alah.
miriam   coutinho , porto alegre-RS - autônoma
Enviado em 18/10/2009 às 15:50:37
entre a ciencia e a verdade de cristo posso dizer que ele não é mentiroso senti paixão por ele me inflamei fumando e deus sente dó de mim o arroubo me tirarem violentamente um colar que me desequi-librou um arrroubo um roubo eu enlevo deus sente compaixão de mim sente dó e pertenço a outro e não sei que outro é este jesus na minha infância disse que eu tinha dono e as vezes peço para ser salva por jesus quero a verdade somente com a verdade obterrei a salvação deus desde minha infancia diz que possui dó de mim mau alheio dos outros jesus demonstrou amor por mim e eu por ele mea foi verdaderiro quando disse eu ser de outro a cobra o cobrelo eu tive a ciência me quer e penso deus quer que me admirem luto toda de preto penso se sofro o mau dos outros a natureza também a ciência se sou submissaa foi o brigada com toturas fizeram eu a força crer na católica mas sei que sou benévola a dó que deu sente por mim talves uma cobra sem veneno a auréola azul da terra a cência me traiu atravez dos católcos estão me dando remédios que secam a pele e eu sou as águas ou uma coral ou sei lá quem ainda não sei de quem sou mas sei que a ciência é boa e a católica faz guerra usando ela para o mau sou benévola porque deus tem dó de mim uma alienada que pertence a cobra cogumelo celeste cripta criptogama o subterrâneo de cólera doença asiática mas acho que tenho raizes brasileiras .
Elyson Scafati , sao paulo-SP - X
Enviado em 13/10/2009 às 08:42:44
Waldo a singularidade bíblica somente existe onde existe cristianismo e este é dominante. A arqueologia prova tanto as verdades bíblicas como determinadas pessoas e lugares assim como prova muito do que existe em outros livros sagrados (existência de Maomé e da cidade de Krishna). Mas dai a partir para dizer que os deuses, demônios, anjos , personagens com super poderes e toda a trama épica destes livros são reais me desculpe, mas isso é falácia de parte pelo todo. Cada um se prende àquilo que quiser e nem por isso perdem o seu mérito científico. Assim como os nomes que citou, há muitos cientistas indianos e chineses que são fiéis de suas respectivas crenças. Estamos tratando de questões subjetivas. A ignorância humana consiste em não entender seus livros sagrados pelo moral da história mas literalmente, o que leva a casos como a sanha de querer implantar o criacionismo nas escolas. Ou seja e vc querer transformar o seu subjetivo (crenças pessoais) em algo objetivo e válido para todos como se fosse uma ciência confirmada. Mas o que torna o criacionismo pregado por cristãos mais ou menos válido que aquele propalado por chineses ou indianos? Nada pois ambos são mitos respectivos a cada crença. Ciência não é questão de crença, mas de EVIDÊNCIA, que é o que não existe em nenhum mito da criação.
Waldo Pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng. Florestal
Enviado em 9/10/2009 às 16:17:09
“Waldo dizer que a circulação de um livro é grande e por isso ele é verdade é uma falácia tipo argumento da ignorância” elyson scafati, desculpe por não ter me expressado adequadamente, eu não quis dizer que pelo fato da bíblia ser única em circulação isto seria prova de sua veridicidade, o que eu queria era despertar sua singularidade, porque qualquer pessoa que esteja sinceramente procurando a verdade iria pelo menos analisar um livro com as características distintivas mencionadas. “ela não se trata de um compêndio científico” elyson scafati, eu em momento nenhum disse isto, sem querer ser injusto me parece que vc cria uma caricatura daquilo que falo para depois refutá-la. Creio que se a Bíblia fosse um livro ciêntífico já teria sido varrida do face da terra. “menciona provas de verdades na bíblia” elyson scafati, faça uma breve pesquisa, mesmo no Google que a própria arqueologia lhe dará boas provas. “[a Bíblia] best seller a razão disso é a ignorância humana e sua necessidade de uma muleta divina”, com esta afirmação, indiretamente vc está dizendo que Louis Pasteur, Kepler, Pascal, Faraday, Boyle, Werner Von Braun, James Irwin, John Lennox, Henry Schaefer, Paul Nelson, Arthur Schawlow, Walter Bradley, Marcos Nogueira Eberlin, Benjamin L. Clausen, Francis Collis... são todos ignorantes.
Elyson Scafati , sao paulo-SP - x
Enviado em 8/10/2009 às 13:48:31
Pois é Pazza. É difícil responder essas questões, mas a quem alega cabe o ônus da prova. Juro que não vou desanimar da esperança que algum dia alguém me responda tais perguntas.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 8/10/2009 às 10:33:47
Elyson, não faça perguntas difíceis!
Elyson scafati , sãoPaulo-SP - x
Enviado em 7/10/2009 às 14:08:07
Umas pergunta aos adeptos doDI: Desculpem a minha ignorância, mas quem é o criador inteligente, ou desenhista inteligente? Seria algum deus (qual deles) ou um ser de outro planeta (qual)? Quem os teria criado? Qual a evidência que existe a respeito desse personagem? Por favor, respondam.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 7/10/2009 às 00:19:29
Caro Renato, é sempre bom ver bem onde é que se obtém as informações. Em nenhum artigo publicado pelo Dr. Douglas Axe ele afirma tal hipótese ou sequer faz alguma demonstração biológica ou matemática dela. Este tipo de afirmação é encontrada em sites como o do Discovery Institute ou no documento Wedge (que você certamente deve conhecer), que não requerem o mínimo de rigor científico ou de embasamento. Por outro lado, uma busca simples no Google Acadêmico retorna inúmeros artigos com evidências do papel da duplicação gênica na evolução de redes e vias metabólicas, como pode ser visto neste artigo, por exemplo: http://www.nature.com/ng/journal/v36/n5/abs/ng1340.html. Caro Renato, o cerne da questão entre o DI e o neodarwinismo é que o neodarwinismo é ciência e como tal é escrutinado pelo método científico e baseado em evidências. O DI não passa de pseudociência misturada com religião. Simples assim. Você afirma que não é biólogo molecular ou matemático mas mesmo assim prefere um argumento sem evidências a um argumento com centenas delas, paciência. A evolução é fato e não precisa de sua crença para ocorrer e, por sorte, até mesmo a medicina e a agronomia se utiliza dos conhecimentos gerados por esta área da ciência, embora muitos nem imaginem. A questão que os DIs não abordam é que uma teoria científica faz predições, e as que o evolucionismo faz até agora estão corretas. E o DI?
Elyson sacafati , sao paulo-SP - x
Enviado em 6/10/2009 às 21:14:50
Bem Iba, para alguém que "procura não se deixar contaminar por ideologias" vc foi mal sucedido em sua empreitada. Só a frase "A TDI - TEDEÍSMO, Teoria do Desenho Inteligente (ou Design Inteligente, Intelligent Design) surgiu para ser um paradigma alternativo aos pressupostos materialistas da teoria da evolução" já denuncia o viés ideológico de sua forma de pensamento. Se estudar os pressupostos do DI, perceberá que ele é tão ideológico quanto qualquer outra forma de ideologia ou crença religiosa, pois parte de petições de princípio e não de evidências concretas a fim de construir seu raciocínio. Evidências da TE, existem às toneladas. Só não as vê quem não quer. Ideologia cega sabia? "DI uma ciência revolucionária"... vc só pode estar de brincadeira! Essa maluquice já levou pau no julgamento de Dover , dentro em breve, se tivermos juízes com consciência aqui na terra dos tupiniquins, também levará. Realmente o seu site faz jus ao nome ... é humor darwinista, ou seja para darwinistas rirem.
Elyson Scafati , sao paulo-SP - x
Enviado em 6/10/2009 às 21:00:41
Iba ... vc não leu direito o que postei. Quanto ao Doug Axé, só podia ser do Discovery Institute, o bastião do DI. Esqueça os trabalhos dele, pois se tratam de um engodo pseudocientífico a fim de sustentar as maluquices do DI. Há toneladas de erros os quais não entrarei no mérito por falta de espaço e de saco. Aliás, recomendo que procure saber como surgiu o DI e quem foi seu idealizador e qual seu objetivo de fato. Caso queira entender algo a respeito de informação genética, vá a uma livraria e compre a Linguagem de Deus de Francis Collins. É simples e claro. Ao comentar sobre estragos que mal intencionados provocaram com a eugenia, é irônico que a ciência afastou essas idéias por serem confirmadas falsas. Não foi a pseudociência do DI. Mais estragos que o criacionismo e seu correlato o DI podem causar só uma bomba H. Sua idéia de ciência é muito equivocada meu caro. Vc anda lendo Enézio (incrível mas os bordões são os mesmos) e o lixo produzido pelo DI em demasia! Não pense que é só o fulano dizer porque é o fulano (argumento da autoridade). Há que se demonstrar que o quê o fulano disse se confirma por meio de EVIDÊNCIAS e não de conversa mole como vocês fazem. Sobre o humor darwinista, bem divertido, porém irreal. Mas, confesse... vc tem um fetiche por Charles!!!! Seria a barba, a idade, a inteligência ou o sotaque britânico?
Renato Souza , Sap Paulo-SP - xxx
Enviado em 6/10/2009 às 15:01:19
Sr Pazza Doug Axe tem argumentado que a probabilidade de surgirem novos genes funcionais, por erro de duplicação, é extremamente improvável, a ponto de ser virtualmente impossivel ter ocorrido a evolução da forma como os nedarwinistas propõem. Não sou biologo molecular, como o sr Axe, nem matemático, de forma que me abstenho de comentar o trabalho dele. Mas já lí sobre outros que estudaram o problema pelo mesmo angulo, e chegaram à mesma conclusão. Isse é um dos motivos pelo qual eu não creio no neodarwinismo. Sinceramente, pelo que percebo, o cerne da questão entre DI é neodarwinismo é esse.
Iba Mendes , sao paulo-SP - professor nas horas vagas
Enviado em 2/10/2009 às 21:47:38
“Iba, ninguém ora para Darwin, lhe pede favores, não há templos em seu nome, não há coletas para sua profissão de fé ou há sonoros améns para o que ele disse.” ELYSON – Se orasse...((rs))... http://humordarwinista.blogspot.com/2009/07/oracao-de-um-darwinista-sincero.html
Iba Mendes , São Paulo-SP - professor nas horas vagas
Enviado em 2/10/2009 às 21:45:09
“as falsificações não passam pelo escrutínio do método científico. Não se preocupe que a ciência em si consegue eliminar estes problemas, pois é próprio dela se autocorrigir.” PAZZA – Mas isso em nada anula o estrago (inclusive na esfera social) causado por muitas dessas falsificações. A Eugenia, por exemplo, entre outros fatores, fora resultado de inúmeras falsificações de dados “científicos”. “Aponte um único artigo com evidências do criacionismo!” PAZZA – Não sou Criacionista e, portanto, não tenho nada a lhe indicar neste âmbito. É assim que age o ultradarwinismo, rotulando e classificando os outros segundo seus incontestáveis “FATO.” “O que mais vejo é os religiosos cometerem a falácia do "olha o avião", pois quando se pede por evidências começam a chorar e lamentar, distorcendo o que está escrito” PAZZA – Nada tão irônico do que ver um darwinista falar sobre distorção. Consulte no Dicionário por “lógica.” ((rs)) É isso!
Iba Mendes , São paulo-SP - professor nas horas vagas
Enviado em 2/10/2009 às 21:41:39
“Darwinismo não tem nada a ver com religião” PAZZA – E por que eu deveria acreditar no que você escreve? Ora, a forma como se comporta um ultradarwinista não é nem um pouco diferente de um religioso que se fecha em seu mundinho dogmático, rejeitando toda realidade que não condiz com sua visão doutrinária. O ultradarwinismo é como uma religião às avessas: não se pode duvidar dele. Ele está acima de qualquer suspeita. Dessa forma, a questão deixa o campo científico e passa a ser uma questão fé. E, portanto, religião. “Não vende promessas que não pode cumprir e não afirma o que não pode comprovar pelas evidências” PAZZA – Isso de algum modo corrobora o que afirmei anteriormente. Do contrário, cite aí uns três exemplos (INEQUÍVOCOS) que realmente evidenciem, por exemplo, que os vírus, as bactérias, as plantas e os animais estão todos inter-relacionados. Facilitando, que tal você organizar uma confrontação verdadeiramente definitiva com os diversos "dados" em questão (dados decorrentes da classificação, da paleontologia, da anatomia comparada, da genética, da embriologia, da biogeografia etc.)? Hum?
Elyson sacafati , sao paulo-SP - x
Enviado em 1/10/2009 às 10:13:07
Iba, ninguém ora para Darwin, lhe pede favores, não há templos em seu nome, não há coletas para sua profissão de fé ou há sonoros améns para o que ele disse. Pelo contrário, na TE temos de ter evidências de tudo; não basta dizer foi o fulano que disse e respeitarmos sua autoridade. Daí a razão de tudo no campo da ciência se auto-corrigir. Mas e na religião; alguém até então resolveu reformar o que existe de tolices dentro da bíblia e adaptá-la ao mundo atual? creio que não. Sobre falsificações, o mais irônico é que a própria ciência é quem as desvenda e os falsários caem em desgraça. Nem mais para assistente de laboratório são aceitos. Irônico também é que a ciência pisa nos calos da religião e desvenda suas mentiras, como mundo plano, Adão e Eva, o dia que a terra parou, entre outras impossibilidades. Assim, Iba, a religião se pauta pelo dogma (verdade incontestável) e a ciência se pauta pela zetética (infinitas questões). São duas formas completamente distintas de estruturação de pensamento, daí ser um erro estúpido confundi-las e dizer que podem caminhar juntas. A ciência é o mundo do ser e a religião o do dever ser. Mas o "pluralismo cristão" somente é plural desde que se restrinja às suas idéias e crenças. Isso é pura dissimulação e proselitismo, além de ditadura religiosa.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 1/10/2009 às 00:15:15
O pastor Waldo deve estar acostumado com a multidão de ignorantes que frequenta templos religiosos e que acredita nessa ladainha de "livro sagrado". A bíblia só sobreviveu tanto tempo porque não foi catalogada num Index Librorum Prohibitorum e não foi jogada à fogueira por um "Santo Ofício da Inquisição". Se valessem pesos e medidas, se os ateus pudessem fazer publicamente aos livros cristãos o que os cristãos fizeram aos livros considerados "hereges", talvez a bíblia e seus personagens fantásticos também tivessem ficado restritos à História. E ainda assim mais valem os Voltaires e os Sartres nas estantes do que deus na imaginação.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 30/9/2009 às 22:39:10
Caro Iba, não tente inverter ou desvirtuar o que está escrito, não fica bem. Você escreveu: "apenas mostra o desejo de certa vertente darwinista em colocar o darwinismo no antigo lugar da religião, e Darwin, sei lá, no lugar de algum daqueles papas bonachão da Idade Média. " Darwinismo não tem nada a ver com religião. Não vende promessas que não pode cumprir e não afirma o que não pode comprovar pelas evidências. Jamais isto acontecerá ou passa pela cabeça de qualquer um. "E, por fim, se o senhor fosse mais atento à realidade histórica do darwinismo, veria que “há algo de pobre no Reino de Darwin”, e isso sem levar em conta as já conhecidíssimas falsificações." Iba, as falsificações não passam pelo escrutínio do método científico. Não se preocupe que a ciência em si consegue eliminar estes problemas, pois é próprio dela se autocorrigir. Retirando os poucos problemas que existiram neste assunto, continuam abundando as evidências a favor da evolução, que a tornam fato cada vez mais comprovado. Aponte um único artigo que contradiga isso! Aponte um único artigo com evidências do criacionismo! O que mais vejo é os religiosos cometerem a falácia do "olha o avião", pois quando se pede por evidências começam a chorar e lamentar, distorcendo o que está escrito. Quando citarem alguma evidência de criação poderemos discutir melhor o assunto.
Elyson Scafati , sao paulo-SP - x
Enviado em 30/9/2009 às 14:52:02
Quanto á filosofia medieval, não a clássica, por motivos óbvios, ela foi toda acentada no cristianismo, o qual adaptou a filosofia grega naquilo que era interessante a sustentar seu pensamento e suas "verdades". Mas isso foi mudando com o Renascimento. O homem passou a ter liberdade de pensar e assim poder contestar muitas das mentiras patrocinadas pelo cristianismo, como o poder do rei é divino, a autoridade do papa é infalível, o cristianismo está acima de tudo, etc. Toda a religião se intitula como verdade acima das demais. Como se prova essa verdade? É porque, no caso do cristianismo Jesus ou alguém disse "eu sou o caminho" ? (INRI Cristo tb diz isso!!). Não há nada que prove ser o xintoísmo ou o cristianismo a verdade suprema. A questão para tal é dialética, sendo que cada qual apresenta sua fantasia e suas promessas ao ouvinte a ser convencido. Não é esse o papel da ciência. seu papel é observar entender como e por que as coisas são como são e aplicá-las ao nosso bem estar, de nosso planeta e demais seres que nele vivem. É entender quem somos, de onde vimos e para onde vamos, não chutar todo nosso encargo para uma divindade e esperar que ela nos salve de sei lá o que. deus é a resposta mais plausível para a nossa ignorância; é confundir insondado com insondável.
elyson scafati , sao paulo -SP - xxx
Enviado em 30/9/2009 às 14:40:28
Waldo dizer que a circulação de um livro é grande e por isso ele é verdade é uma falácia tipo argumento da ignorância com o ad popolum. è obvio que a bíblia guarda uma diferença grande com os vedas. neste a história é cíclica como ocorre com as crenças indo -arianas (européias) e iranianas. naquela a história é linear, característica do Oriente Médio. Ninguém está querendo o fim da bíblia ou de qq crença. Simplesmente, ela não se trata de um compêndio científico, ou seja, é inadequada para responder questões científicas, históricas, sociais, antropológicas e mesmo filosóficas; neste aspecto, é nitido o fanatismo de Paulo ao tratar de interações com outras culturas. Sem contar que todo o acervo lendário bíblico foi copiado de histórias sumérias, babilonicas, persas e egipcias, além de crenças locais. Bíblia não é prova de nada que se relacione a uma verdade absoluta como crença. O que a torna o livro mais malhado é consequência da atitude de fundamentalistas como vc. Vc menciona provas de verdades na bíblia; cite-as. Sobre ela ser um best seller a razão disso é a ignorância humana e sua necessidade de uma muleta divina.
waldo  pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng. Florestal
Enviado em 30/9/2009 às 08:33:04
Nenhum outro livro tem sido tão atacado, retalhado, vasculhado, examinado e difamado, q livro de filosofia, religião, psicologia ou literatura, do período clássico ou moderno, sofreu um ataque tão maciço como a Bíblia? Um ataque marcado por tanta maldade e ceticismo? O fato é q existe uma aceitação generalizada de que, por inúmeras razões, esse é o livro mais notável q já foi produzido nestes aproximadamente cinco mil anos em q a raça humana domina a escrita. A Bíblia não é o tipo de livro q um homem escreveria caso pudesse, nem q poderia escrever, caso quisesse, comparada com outros escritos antigos, a Bíblia possui mais provas em termos de manuscritos do que, Juntos, possuem os dez textos de literatura clássica com maior número de manuscritos. John Warwick Mont gomery deu a feliz afirmação "ter uma atitude cética quanto ao testo disponível dos livros do Novo Testamento é permitir q toda a antigüidade clássica se torne desconhecida, pois nenhum documento da história antiga é tão bem confirmado bibliograficamente como o Novo Testamento"
Waldo Pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng Florestal
Enviado em 30/9/2009 às 08:25:20
Marcelo, é importante q vc conheça algumas características deste livro q difere dos demais, segundo já dizia Montiero Williarns antigo professor de sânscrito, q passou 42 anos estudando livros orientais e comparando-os com a Bíblia, afirmou q existe uma grande distância entre ela e os chamados livros sagrados do Oriente, de modo q existe um “abismo real q nenhuma ciência do pensamento religioso conseguirá transpor”. A Bíblia tem sido lida por mais pessoas e publicada em mais línguas do q qualquer outro livro. Vc Marcelo não é o 1º e nem o único a combatê-la, durante 18 séculos os incrédulos tem refutado e atacado, no entanto, ele está hoje firme como uma rocha. Aumenta sua circulação, é mais amada, apreciado e lido do q em qualquer outra época. Voltaire falhou feio em sua previsão de q em cem anos depois dele o cristianismo estaria varrido da face da terra e teria passado à história. Pobre Voltaire q passou para a história, ao passo q a circulação da Bíblia continua a aumentar em quase todas as partes do mundo.
Iba  Mendes , São Paulo-SP - Professor nas horas vagas
Enviado em 29/9/2009 às 17:51:43
RAFAEL POLLI: Seleção natural, Acaso, mutações e outros “coadjuvantes evolutivos” também são insuficientes para provar que uma batata e William Shakespeare tem um ancestral comum. A questão não é de crença ou descrença, mas de FATOS. Entende? É isso!
Iba  Mendes , São Paulo-SP - Professor nas horas vagas
Enviado em 29/9/2009 às 17:35:28
Senhor PAZZA: De onde tirei essa “coisa” de militância darwinista? O Enézio dá uma dica: dos neo-ateus dândis, chiques e perfumados a la Dawkins. E desde quando uma militância ideológica tem – necessariamente – que ganhar dinheiro para construir seus próprios “púlpitos” e proclamar suas próprias “verdades”? E para isso, nem é preciso “um status de poder milenar”, basta apenas ser um “Lair Ribeiro” da ciência, como Dawkins, e ganhar muita grana com seus tipos de livros de auto-ajuda. Sua frase: “Desde Darwin temos evidências cada vez mais contundentes que podem pôr fim a um poder que vende e promete o que não pode cumprir há milênios. E não precisa ser um iluminado para entender a evolução” apenas mostra o desejo de certa vertente darwinista em colocar o darwinismo no antigo lugar da religião, e Darwin, sei lá, no lugar de algum daqueles papas bonachão da Idade Média. E, por fim, se o senhor fosse mais atento à realidade histórica do darwinismo, veria que “há algo de pobre no Reino de Darwin”, e isso sem levar em conta as já conhecidíssimas falsificações. Um abraço! É isso!
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 29/9/2009 às 14:43:06
Pastor Waldo, e quem te disse que QUALQUER UM CONCORDA que o tal Jesus foi um bom homem? As únicas "evidências" da existência, do modo de vida e dos supostos feitos deste homem são aquelas retratadas num livro que foi manipulado por diversos povos e em épocas distintas (leia-se: bíblia). Isso aí não é referência para nada, muito menos para alguma verdade. Ademais o mundo está cheio de homens bons e loucos, ou bons e mentirosos, é só você ler alguns artigos ou comentários neste Observatório. Aliás não apenas no OI, para que fique bem claro que este é um ônus da liberdade de expressão.
Waldo Pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng. Florestal
Enviado em 29/9/2009 às 12:37:46
Caro Marcelo, o verdadeiro Cristianismo é exclusivista, isto pode soar terrivelmente dogmático e imbecil, mas na verdade o Cristianismo não é uma religião, é um relacionamento com Deus, é uma confiança em Jesus, naquilo que Ele falou. Os cristãos não saem por aí dizendo que o Cristianismo é o único caminho porque eles são arrogantes, tacanhos, estúpidos e julgadores. Eles o fazem porque crêem naquilo que Jesus disse. Ele mesmo foi quem ditou o exclusivismo cristão. Como exemplo cito o livro de João 14:6 "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." Ou Ele dizia a verdade, ou então era louco, ou foi um mentiroso. Mas, desde que qualquer um concorda que Jesus foi um bom homem, como, então, Ele poderia ser bom e louco, ou bom e mentiroso? Ele tinha de estar falando a verdade. Ele é o único caminho.
elyson Scafati , sao paulo-SP - xxx
Enviado em 29/9/2009 às 12:03:16
A humanidade Waldo tomou três golpes: O primeiro foi o fim do geocentrismo (Copérnico e Galileo), quando perdemos a característica de lugar mais importante do universo; o segundo foi com darwin quando perdemos a característica de seres especialíssimos, pois somos animais como qualquer outro. O terceiro foi com Freud pois nossa consciência (ego) é a menor instância de nosso pensamento sendo dominada pelo id e reprimida pelo super ego. Vocês ainda estão se batendo com o segundo... Sua crença, não é evidência de nada. Mesmo que haja aspectos históriocs reais na bíblia, não se pode considerá-la por inteiro como uma verdade, pois toda história sagrada possui fatos e personagens míticos e reais mesclados. Mas entender que o homem não é especial e logo não teve pecado original e portanto naão precisamos de salvação é um duro golpe para as finanças dos templos.
Elyson Scafati , sao paulo-SP - xxxxx
Enviado em 29/9/2009 às 11:55:15
Waldo, abra uma igreja em vez de vir aqui tratar de questões meramente de fé. Evidências concretas de sua fé... cite-as. Quanto à existência de Cristo, ela somente existe na bíblia e há diversos pontos em que as coisas não batem. Já está mais do que provado que os documentos históricos que se referem a ele foram falsificados, ou seja, seu nome foi inserido a posteriori da elaboração do documento. Ex. testemonium Flafiano, quando menciona Jesus, não foi Flavio Josefo que colocou, mas algum gaiato copista bem depois dele ( tecnicas literárias demonstram isso - não entrarei no mérito). Complexidade irredutível... essa é boa ! aqui está a resposta para tal tolice: http://cienciaxreligiao.blogspot.com/2009/09/o-misterio-do-sexo-parte-18.html Em suma Waldo, sua fé é tão racional quanto o candomblé, o hinduísmo ou o paganismo. Mas tem o agravante de se julgar a única verdade acima de tudo. Bíblia meu caro, são alegorias com um moral da história em determinado contexto, para determinado povo. Não se tratam de verdades literais ou de forma para contextualizar situações atuais. Essa prática se denomina fundamentalismo. Como o Pazza, apenas procuro desfazer o mal que criacionistas criam com sua péssima retórica, má fé e ignorância. Não ganho nada para tal, somente o prazer de ensinar.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 29/9/2009 às 08:48:56
Caro Waldo, a complexidade irredutível é um engodo que já foi amplamente refutado inclusive em livros-texto de evolução, como o já citado de Freeman e Herron. É interessante esta inversão que religiosos fazem, dizendo que para aceitar as evidências que estão diante de seus narizes é preciso fé, até mais fé do que acreditar num livro que dizem ser inspirado por um ser superior, mas que apresenta tanta incoerência e contradição que não consegue sustentar as próprias alegações. A questão, Waldo, é que eu não quero converter ninguém ao ateísmo. Mais uma vez, eu não ganho nada com isso. Mas é impossível não tentar imaginar o motivo do tamanho desespero em querer desqualificar a evolução, apelando para espantalhos e para idéias já há muito refutadas e soterradas pelas evidências utilizando até mesmo parques temáticos para tentar ludibriar o povo. São quase dois mil anos de muito lucro que não podem simplesmente ser descartados. Aos que realmente precisam acreditar em um ser superior para viver, minha dica é que criem um deus com as características que quiserem e sejam felizes. Não tentem distorcer a realidade para ela caber numa crença ultrapassada, que já fez tudo que estava ao alcance para inibir o avanço do conhecimento científico e agora só consegue espernear e chorar. Acreditem no que quiserem, mas lembrem: contra fatos não há argumentos.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 28/9/2009 às 19:43:04
Caramba, e eu não vi isso: "Arrependa de seus pecados e busque a santidade que está no único que pode mudar a sua história e levá-lo a vida eterna". Uau! Depois alguns dizem que o Cristianismo não se oferece para ser a "luz", para conduzir as pessoas para o "paraíso", para apresentar a "verdade"... Se estivéssemos em 1499, diante de Diego Rodrigues Lucero, já ia ser hilário - imagina agora?
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Porto Alegre
Enviado em 28/9/2009 às 19:33:35
"Jesus Cristo é um fato, nossa fé é firmada em evidências". CITE-AS, pastor Waldo.
Waldo Pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng Florestal
Enviado em 28/9/2009 às 18:39:20
Caro Rubens Pazza, conforme eu postei anteriormente, não tenho uma opinião formada a respeito de evolução ou não, o que sei é que, por exemplo, para acreditar que a complexidade irredutível de sistemas biológicos ser mero acaso, necessidade ou causas naturais com o milagre dos bilhões de anos, teria de ter muita fé, eu não sou dotado de tanta fé assim. O que me estranha e me deixa perplexo é que sua matéria me parecia voltada para o campo científico, mas ela caminhou para o filosófico e agora apela pelo teológico, o que leva a crer que sua intenção é persuadir indoutos e incautos ao ateísmo. Você assim como outros tem a frustração de não poder provar que Deus não existe, sabe por quê? Porque ele é real. Jesus Cristo é um fato, nossa fé é firmada em evidências. Assim como muitas celebridades do meio científico que trás inveja a qualquer um, se renderam diante dos fatos. Arrependa de seus pecados e busque a santidade que está no único que pode mudar a sua história e levá-lo a vida eterna. Aí você tbem terá a alegria de ser mais um dizimista financiador da verdade. Pense nisto. No amor de Jesus Cristo.
Elyson Scafati , sao paulo-SP - xxxxx
Enviado em 28/9/2009 às 15:53:28
Waldo, vc pode questionar o que bem entender, desde que o faça de acordo com a metodologia científica e não com a conversa mole de púlpito de igreja. Como no ensino médio detalhar a TE? Isso é o mesmo que vc se enveredar para o mundo da Quântica e da Relatividade para explicar gravitação universal. Nem na graduação da universidade se faz isso (fica para especialização). Sua proposta é no mínimo descabida. Nenhuma ciência e dogmática, pois, diferentemente de crenças religiosas, está aberta à contestação. Ninguém se curvou a TE ou ao big bang ou a teoria do eletromagnetismo. Simplesmente há evidências que as confirmam. Aliás, que causa primeira é esta que cita. Causa primeira é conceito grego que foi adaptado pelo cristianismo a fim de levar tudo a deus. Dizer causa inteligível, é confundir o insondado (ainda não compreendido) com o insondável (aquilo que reles mortais jamais compreenderão), ou seja, é abrir precedentes para o deus das lacunas. Sim design na natureza é detectado empiricamente, mas daí a saltar para o desenhista... vc não acha que é um grande passo ou um ótimo argumento da ignorância?
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 28/9/2009 às 15:44:56
Caro Waldo, as idéias de Darwin-Wallace estão sendo postas à prova desde 1859! A cada nova evidência mais conseguimos vislumbrar o gênio que estes dois foram. Evolução é um fato que está mais do que comprovado. Agora, se você acha que evolução não é o que podemos ler nos livros texto de evolução (Ridley, Futuyma, Stearns e Hoekstra, Freeman e Herron, por exemplo), então você está bebendo na fonte errada. É muito fácil inventar uma historinha dizendo que evolução é isto ou aquilo, publicar e depois ficar chutando, como o senhor Enézio costuma fazer e aqui pudemos ver uma prova cabal deste tipo de argumentação. Agora, pegue um artigo ou um livro de evolução e mostre o que é que está errado! Vamos! Uma única evidência! Por outro lado, qual é a evidência a favor do criacionismo? Pior que isso, mesmo estando os evolucionistas errados, o que é que prova que automaticamente o criacionismo está certo? Criacionismo não é ciência, portanto não pode ser uma hipótese alternativa. Evolução pode ser testada. E vem sendo testada há muito tempo. Agora, se ficar se enganando te faz sentir bem, paciência. Mas tente pensar em quem está ganhando com um lado ou outro. Eu não recebo e não pago dízimos...
Waldo Pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng. Florestal
Enviado em 28/9/2009 às 12:40:43
O fato é que a teoria da evolução sempre foi apregoada nas escolas como algo inquestionável, incontestável cientificamente, apoiado pela mídia e sempre escondendo suas zonas de incertezas privando o acadêmico a chance de analisar criticamente. O nome dado a isto é dogma, desonestidade e desrespeito à sociedade, pois isto trouxe problemas irreparáveis à humanidade, Darwin, segundo os Darwinistas, “o homem que teve a idéia mais brilhante que toda humanidade”, que por ela, levou várias gerações ao engodo. Todos foram obrigados a se curvar diante da teoria darwinista deixando muitos estudantes, doutores e cientistas decepcionados e revoltos porque as evidências têm convergido para uma “causa primeira” inteligível. Questionar hoje a “big bang” seria assinar o atestado de obtusidade científica, o design é “real” e é empiricamente detectado. Obrigado
Rafael Polli , Guarapuava-PR - Biólogo
Enviado em 27/9/2009 às 22:49:16
Para Iba Mendes: Cabala? Algo só para iniciados? É, poderia ser a segunda opção, se a iniciação consistisse na leitura obrigatória de Biologia Evolutiva do Futuyma, Evolução do Ridley ou outro do gênero. Aí, por exemplo, as pessoas não cometeriam erros feios, como você, ao afirmar que evolução biológica acontece simplesmente pelo "acúmulo de mutações".
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 27/9/2009 às 22:44:11
Caro Iba, de onde conseguem tirar essa coisa de militância Darwinista? Por acaso acha que alguém ou algum grupo ganha dinheiro vindo de dízimos dos Darwinistas para manter um status e poder milenar? Que eu saiba não é bem assim. Estão invertendo uma questão bastante delicada, pois os argumentos contra esta hegemonia religiosa estabelecida estão ganhando forças de evidências além das questões filosóficas e das contradições há muito questionadas e não respondidas. Desde Darwin temos evidências cada vez mais contundentes que podem pôr fim a um poder que vende e promete o que não pode cumprir há milênios. E não precisa ser um iluminado para entender a evolução. Basta não tentar distorcer os fatos para que encaixe nas convicções pessoais. O que os criacionistas e neocriacionistas fazem é iludir as pessoas menos cultas, inventando um evolucionismo que não existe, que ninguém defende e que é fácil de ser batido, por ser um espantalho, uma mentira. O senhor Enézio provou isso nas mensagens abaixo. Isto é ignorância ou desonestidade? Pense bem nisso.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 27/9/2009 às 22:25:24
Caro Renato, as principais evidências apontam as duplicações gênicas como sendo um dos grandes motores de produção de novos genes. Temos como exemplo as grandes famílias multigênicas de genes ribossômicos, histonas e complexo de histocompatibilidade, por exemplo, mas a proporção é riquíssima. A duplicação de um gene permite que uma das cópias varie ao acaso enquanto a outra segue prestando o serviço ao portador. Montar um experimento como o que sugeriu não seria difícil, nem tão caro. O problema é o tempo. Por isso as análises de pseudogenes são mais adequadas. É a questão da velha história: se não há testemunhas de um assassinato, não podemos condenar o culpado?
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 27/9/2009 às 18:07:07
A única ladainha efetiva que eu conheço é o Criacionismo (este desprovido de qualquer possibilidade de comprovação prática), o resto é confronto contínuo - e salutar - de teorias que se ainda não apresentam um consenso: pelo menos têm a prerrogativa de um dia poderem achá-lo.
Iba  Mendes , Sao apulo-SP - professor nas horas vagas
Enviado em 27/9/2009 às 14:39:56
"Seu texto apenas mostra que você não sabe o que é Evolução Biológica..." Karine Kavalco - Interessante! A impressão que se tem é que a tal "Evolução" é uma espécie da "Cabala" ou cousa do mesmo gênero, a qual apenas alguns iniciados tem acesso ao seu pleno conhecimento. A confusão que se criou em torno deste termo é simplesmente de uma grandiosidade descomunal. Ainal, o que seria esta tal "Evolução"? Que mistério seria esse que apenas alguns poucos iluminados pode usufruir? Ora, a verdade é que nenhum darwinista, por mais neófito que seja em sua "especialidade", não é capaz de citar sequer um único e inequívoco exemplo de formação de uma nova espécie pelo acúmulo de mutações. De resto, sobram as mesmas e tradicionais ladainhas. É isso!
Iba Mendes , São paulo-SP - professor nas horas vagas
Enviado em 27/9/2009 às 13:15:48
"Desejo deixar claro que não tenho motivos para duvidar que o universo tenham os bilhões de anos de idade que o físicos alegam. Acho a idéia de ascendência comum (que todos os organismos tiveram um mesmo ancestral) muito convincente e não tenho nenhuma razão particular para pô-la em dúvida." - Michael Behe, em "A Caixa Preta de Darwin" O senhor Pazza mostra um desconhecimento jibóico acerca das propostas do Criacionismo e da Teoria do Desenho Inteligente. O texto de Behe, acima, oferece uma pequena mostra da disparidade que existe entre ambas as propostas. Ademais, quem se presta a ler as costumeiras notícias acerca das "novidades" darwinistas, não terá nenhuma dificuldade em constatar o tamanho da tendenciosidade que há nelas. Veja-se, por exemplo, a seção Ciência da Folha, na qual a militância a favor de Darwin, mais do que óbvia, é escandalosa. A atitude do senhor Pazza reflete muito bem o comportamento de certa vertente darwinista em rotular de "criacionismo" tudo que contesta os dogmas estabelecidos. Ilógica e paradoxal tal atitude! É isso!
Renato Ulisses de Souza , São Paulo-SP - engenheiro
Enviado em 27/9/2009 às 13:10:40
Estranhei um pouco a discussão. Até onde eu me informei sobre o assutno, todos os defensores do DI ou do criacionismo acreditam na seleção natural (pelo menos aqueles que eu já li ou ouvi). A questão que eles colocam é sempre sobre a possibilidade ou não de serem criados ao acaso novos genes funcionais. E já lí matemáticos argumentando que não concordam que a alteração de genes ao acaso e seleção dos mais úteis, não poderia de forma alguma explicar o a diversidade da vida que existe. Penso que, se todos concordam com a ocorrência da seleção natural, isso não deveria nem entrar na discussão. A discussão deveria ser apenas sobre o ponto de divergência: Criação de novos genes. Não sou matemático nem biólogo, mas suponho que será possivel realizar, um dia, uma experiência para provar esse ponto. Seria cara e difícil, mas extremamente útil. Se for possivel mapear os genes de uma certa espécie (ou grupo de espécies) e mapea-los novamente décadas (ou séculos, sei lá) depois, poderá ser verificada a existência de novos genes funcionais QUE NÃO TENHAM VINDO DE OUTRAS ESPÉCIES, NEM ERAM GENES JÁ EXISTENTES QUE SE TORNARAM ATIVOS, e a quantidade de novos genes, se os houver. Se existirem novos genes funcionais e a taxa de surgimento for a esperada, o neodarwinismo está confirmado. Senão, vai pro saco. É uma experiência cara, mas resolve.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 27/9/2009 às 10:45:50
Existe cientista que disponha de um corpo doutrinario estável, inflexível, liberto da história? Não o conheço. Sei de mentalidades religiosas que pretendem dispor de um elenco de afirmativas disponiveis desde o inicio dos tempos. Mas encaram a adversidade de não disporem de uma data confiavel para o tal inicio dos tempos. Portanto, quemquer que afirme conhecer "verdades" imutáveis, está faltando com a "verdade".
Elyson  Scafati , sao paulo-SP - xxx
Enviado em 26/9/2009 às 21:51:09
Enézio, vc faz muito barulho e não traz nada de concreto. Se há fraudes, apresente-as, fundamente suas alegações não com bla bla bla inútil, como vc sempre faz, mas com evidências concretas, com experimentos, com artigos revisados por pares. O fato da ciência não saber tudo ou de haver pontos obscuros na TE não a invalidam e, tão pouco automaticamente validam o DI. Traga apenas uma evidência concreta do DI ou do criador inteligente. Aliás, quem é o tal criador inteligente (ET, predador, os klingons, a galera da guerra dos mundos ou do 4 de julho, os cilônios, o ultraman, Nacional Kid, deus, Zeus, Osiris, Krishna, o diabo,.... )quem? Seus artigos, Enézio, até um estudante de nível médio é capaz de refutar. Vc critica uma teoria e suas falhas e logo, automaticamente, o DI é o correto. Isso se denomina argumento da ignorância, ou seja, é falácia da boa. Traga evidências que rechacem o fato, o fato da evolução e que corroborem a ficção a ficção do DI.
Karine Kavalco , Rio Paranaíba-MG - bióloga
Enviado em 25/9/2009 às 18:16:52
Caro Enézio, você disparou um tiro contra seu pé. Seu texto apenas mostra que você não sabe o que é Evolução Biológica, o que a Nova Síntese ou Neodarwinismo propõe. Aí é fácil tentar colocar um deus das lacunas para resolver o problema... você acha que a mutação surge em resposta ao meio... mas a mutação é pré-existente e SELECIONADA pelo meio. Sua base está totalmente equivocada. Será que é por isso que os neocriacionistas gritam aos ventos que o neodarwinismo é errado? Será que é porque não sabem nada de evolução? Parece que sim.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 25/9/2009 às 17:28:51
Prezado Enézio, sua afirmação sobre o caso das mariposas apenas demonstram que você não entende o que é evolução. Sabemos que mutações, assim como a recombinação, é que são as fontes principais da variação, necessária para que haja processo de evolução, quer seja por meio de seleção natural quer seja por deriva genética. É óbvio que as mariposas escuras já estavam na população, assim como um antibiótico seleciona uma cepa que já tem a resistência! A seleção não pode atuar sobre variação que não existe. Pelo que você escreveu podemos ver que sua idéia do que é evolução é extremamente distorcida. Você queria que no momento em que uma pressão seletiva surge, o organismo responde criando uma adaptação, o que seria, na verdade, um processo direcional. Em outras palavras, pela sua lógica, no momento em que surge a pressão seletiva aconteceria uma mutação exatamente no local apropriado para gerar a variação necessária para acontecer a seleção natural! Isto é um absurdo! Definitivamente, se isso fosse um conceito de evolução ensinado nas escolas eu reforçaria o coro dos críticos, pois não existem evidências de tais processos. Evolução não é assim. Por isso eu afirmo em várias discussões que o que os criacionistas acham que é evolução não passa de um espantalho. Você realmente acha que evolução é isso? Qual seria o limite entre a ignorância e a desonestidade?
Enézio E. de Almeida Filho , Campinas-SP - Professor e Pesquisador em História da Ciência
Enviado em 25/9/2009 às 16:27:18
As mariposas Biston betularia aparecem em alguns livros didáticos de Biologia do ensino médio aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM como sendo uma prova a favor da evolução através da seleção natural. A crítica séria que se faz, e Pazza parece não aceitar, é que evidentemente não surgiram novas mutações que resultou no melanism. As mariposas escuras já estavam na população. O que houve foi apenas flutuação de populações e não evolução. Afinal de contas, pela atual teoria geral da evolução somente mutações é que podem criar informação - a seleção natural somente elimina, não cria. Considerando-se que as mariposas salpicadas não exibiram nenhuma nova mutação, elas não podem servir como prova a favor da evolução. Quanto às zonas de incertezas das atuais teorias da evolução química e biológica elas são: a origem da vida, a embriologia e o desenvolvimento, o registro fóssil, as árvores filogenéticas, e a seleção natural e os mecanismos evolutivos. O neodarwinismo (Síntese Evolutiva Moderna) não é corroborado no contexto de justificação teórica nessas áreas científicas e, brevemente em 2010, nós teremos uma nova teoria da evolução: a Síntese Evolutiva Ampliada, que deve relegar a seleção natural a um plano secundário. Com este comentário eu encerro minha presença por aqui. Pazza, foi um prazer.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 25/9/2009 às 09:31:04
Acabei de conversar pessoalmente com Ligia Hougland e na próxima semana publicarei uma correção ao texto atual. João Alfredo tinha razão em seu questionamento.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 25/9/2009 às 09:18:52
O "quadro" é o consumidor por excelencia. Tanto faz que seja academico ou proletário, ele precisa conquistar uma posição sólida de espectador. Por via de consequencia, apresenta-se como o fulcro da falsa consciencia de seu tempo, não obstante se esforce para surfar a onda do momento, porque aspira atingir sempre algo mais em termos de classificação social. Por esse motivo quer estar sempre junto com o conceito de autoridade e, se possivel, ser seu porta-estandarte. O quadro é militante de qualquer seita, de qualquer partido politico, porque é viciado na ideologia do puro espetaculo, seja tocando guitarra, seja martelando as teclas de um computador. O quadro em nada difere do pequeno burguês, porque é intelectualmente pobre, mas pretende viver entre os ricos. Mas enquanto o pequeno buruguês se apega aos valores tradicionais, o quadro agarra-se as novidades ocasionais do espetaculo. O quadro, infelizmente, corrompe das instituições academicas porque transforma qualquer ideia razoavel numa crença indestrutivel. E, com isso, fuzila o devir.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 25/9/2009 às 08:56:01
João Alfredo, talvez ela não seja. Mas isso não exclui a evidência da distorção e da desonestidade vista na revista Istoé em uma matéria não assinada.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 25/9/2009 às 08:52:04
Caro Waldo, como escreveu Marcelo Ramos, essa história de "elo perdido", "fóssil vivo", "eva mitocondrial" e tantas outra sentenças de efeito não passam do que se pode chamar de "licença científica". Elo perdido só seria um termo que pudesse ser aceito se a evolução não fosse dinâmica, mas um processo de checkpoint. Neste sentido, qualquer fóssil assim como qualquer espécie atual é um elo perdido, um organismo transicional, pois a evolução não pára. Certamente há espécies com pouca variação morfológica desde um ancestral antigo observado em fósseis, mas isto de maneira alguma quer dizer que nada, absolutamente nada nele mudou, pois fósseis não deixam DNA, via de regra. Além disso, há tantos exemplos de falhas grosseiras de design nas espécies que chega a ser ridículo imaginar que trata-se da obra de um arquiteto inteligente. Por outro lado, há exemplos reais (e não pura abstração matemática) de ordem advinda do caos, como pode ser observado nos trabalhos de Kauffman, por exemplo. Essa coisa de sintonia fina não se sustenta ao observar o universo e não passa de uma distorção antropocêntrica das evidências para que se adequem às crenças de alguns. Este é o problema, se achar o centro do universo.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 25/9/2009 às 08:21:15
Caro Enézio, não perca a compostura. Eugenie Scott chama o movimento do Design Inteligente de neocriacionismo há mais de dez anos! Se você não encontrou o que refutar no artigo que citei ou em outros é porque sabe que não há nada errado ou não tem condições de fazê-lo. Aponto que pode haver desonestidade na veiculação da notícia, especialmente na edição da ISTOÉ desta semana pois em nenhum momento os pesquisadores afirmam daquela forma e, principalmente, as evidências não correspondem àquele tipo de comentário. Se a ignorância e ingenuidade é tão grande a ponto de cometer um absurdo como este eu temo pela acurácia de notícias em outras áreas. Agora, se não for... Em relação ao questionamento sobre os processos evolutivos, não se engane, todos sabemos que isto faz parte da ciência e temos ciência de que a todo momento qualquer teoria pode ser questionada. Entretanto, nenhuma evidência é contrária ao que sabemos e ensinamos sobre evolução. A cada novo número de revistas como a Evolution temos mais e mais demonstrações dos processos evolutivos em ação. Veja os artigos de Proulx e Servedio, ou Latta e Gardner da edição de Agosto, só para citar dois exemplos. E leia bem o artigo de Majerus sobre o caso das mariposas para parar de fazer denúncias vazias, isto pode prejudicar sua credibilidade.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 24/9/2009 às 22:21:33
Prezado Waldo, já que todos podemos dar pitaco, o Elo Perdido é uma abstração, criada por cientistas para dar uma capa de seriedade À teoria de que o homem é um "símio melhorado", não uma criação divina. Nesse ponto, Nietzche, apesar de louco, estava certíssimo: o homem é uma ponte entre o macaco e o super-homem. Richard Strauss achou essa frase tão extraordinária que compôs uma sinfonia, Also Sprach Zaratustra. A produção científica brasileira é muito boa, mas, na academia, a maioria dos cientistas, mesmo aqueles que tem religião, se comporta como religiosos enrustidos... como se fosse demérito ser religioso. A vida Einstein foi um exemplo de que os cientistas, hoje, estão sem rumo. Estão até hoje batendo na mesma tecla, ou, como se diria na minha área, cavando no mesmo buraco, procurando o tal elo. E haja terra pra cavar...
Waldo Pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng. Florestal
Enviado em 24/9/2009 às 19:57:43
Eliezer, não defendo nenhum dogma, o que clareia o meu raciocínio é a luz das evidências, amanhã podemos até sermos surpreendidos por alguns registros fósseis de elos perdidos realmente convincentes, sei lá, mas uma coisa é certa, que por mais fanático que alguém possa ser, terá de admitir a inteligibilidade do universo o “fine-tunning” as evidências da sintonia fina, em fim, um início de todas as coisas. O programa foi planejado, o enter já foi clickado, o computador está processando e talvez já chegamos na arte final que é perfeitamente explicado pelo princípio antrópico. Obrigado.
João Alfredo Beltrão Vieira de Melo Filho , Caruaru-PE - advogado/professor
Enviado em 24/9/2009 às 19:33:48
Peraê! Alguém sabe informar se jornalista é criacionista? Ela foi acusada desse "pecado". Alguém a consultou?
Eliezer Belo Belo , Cariacica-ES - Professor
Enviado em 24/9/2009 às 17:46:48
Compreendo sua posição. A falta de evidências realmente é uma "corda bamba". Estou passando este ano num grupo de estudos de Filosofia, na Universidade Federal daqui, dialogando um pouco sobre o assunto entre mestres e doutores. Ainda vejo um grande mistério nas coisas que envolvem a existência, mistérios que se pode afirmar e se negar o fazer com muito respeito. Nesse momento não desprezo nenhum saber a respeito, muito já se descobriu, mas, acredito que está ainda muito distante de satisfazer-nos. Como pesquisador, não me canso de reavaliar as coisas e respeitar as possibilidades. Agora, permita-me uma particularidade, como "cristão" que sou, embora muitos não acreditam que seja, procuro ver-me como ser que depende e que não pretende, para com isso caber-me como humano em condição ou natureza nessa diversidade de idéias e evidências.
Enézio E. de Almeida Filho , Campinas-SP - Professor e Pesquisador em História da Ciência
Enviado em 24/9/2009 às 17:00:45
A que ponto chega a racionalidade dos darwinistas. Primeiro, sou instado a replicar um artigo científico. Fui lá e não vi nada que replicar. Depois, a acusação infundada de que o design inteligente é criacionismo. De duas, uma: ou Pazza não sabe o que é criacionismo (ideias derivadas de relatos sagrados de criação) e nem o que é design inteligente (ideias derivadas da natureza - complexidade irredutível de sistemas biológicos e informação digital complexa especificada do tipo encontrada no DNA). Além disso, o que está em jogo é a desonestidade de uma jornalista. Eu contrapus com a desonestidade de alguns autores de livros didáticos de Biologia com duas fraudes sabidas pelos biólogos que foram aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM. Quando é que os darwinistas ortodoxos vão admitir suas fraudes e erros cometidos desde 1859? Ao que tudo indica, nunca. Daqui a uma semana eu vou apresentar um trabalho sobre as zonas de incertezas nas ciências da evolução química e biológica. Isso não faz parte das grades curriculares das licenciaturas de Biologia no Brasil. São pinceladas de quatro décadas de artigos de especialistas em biologia evolutiva questionando algum aspecto das atuais teorias da origem e evolução da vida no contexto de justificação teórica. Qual teoria evolutiva temos hoje? http://pos-darwinista.blogspot.com/2009/09/razao-de-nao-se-discutir-publicamente.html
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 24/9/2009 às 14:33:36
Caro Eliezer, há muitos cientistas que tentam conciliar o evolucionismo com suas crenças religiosas. A questão sobre um “evolucionismo criado”, entretanto, é a brecha utilizada pelo neocriacionismo, também chamado Design Inteligente. O fato é que não há evidências que sugiram tal direcionamento e o papel de uma divindade atuante no processo evolutivo torna-se uma explicação desnecessária, um enfeite que não contribui na busca por respostas. A questão é que os criacionistas e religiosos de um modo geral partem do pressuposto que algum deus existe e que ele é responsável pela criação do universo. Mas não querem saber de discutir ou pensar de onde ele veio ou quem o criou. Dizer que ele é a “causa primeira” só tapa o sol com peneira pois, se ele não teve início, por que o universo deveria ter? O universo não poderia ser eterno e causa primeira em si? De qualquer forma, evolução é fato e o ser humano faz parte dela, com suas características especiais como qualquer outra espécie também as tem. Cada ser vivo possui características que o distinguem das demais, estando no que Dawkins chamou de topo do monte improvável. Particularmente não vejo espaço para um deus neste contexto, mas desde que não se tente bagunçar as evidências, não me incomodo que muitos consigam esta conciliação. Não admito coisas como comentei abaixo sobre a notícia na revista ISTOÉ, uma desonestidade sem tamanho.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 24/9/2009 às 13:59:04
Enézio, se você quer criticar um assunto, deve estar completamente inteirado dele. Não basta ler uma resenha, um resumo, e achar que já entende do assunto. O artigo de Majerus que citei é apenas um dos que corroboram o processo de seleção natural, mesmo corrigindo o procedimento utilizado em outros trabalhos. Não é um reforço à crença, mas sim um reforço de evidências. É o trabalho da ciência, corrigir problemas e ajustar teorias. É assim que a ciência funciona. Por isso te solicitei a refutação: monte um experimento que demonstre que o que eles estão afirmando que acontece não acontece! Simples, desde que seja feito nos rigores científicos. Você não refuta porque não tem evidências que suportem suas alegações. As mariposas continuam sendo um exemplo de seleção natural, dada a imensidão de artigos publicados sobre o assunto e que são complementares ou que corroboram os experimentos iniciais, apesar das dificuldades iniciais. Você quer ler mais um artigo, veja o de Majerus na revista Evolution: education and outreach de março deste ano: Industrial Melanism in the Peppered Moth, Biston betularia: An Excellent Teaching Example of Darwinian Evolution in Action. Veja o porquê de suas acusações serem infundadas.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 24/9/2009 às 11:21:25
Prezado Waldo, o que você entende por macroevolução? Talvez uma boa lida no artigo de Reznik e Ricklefs publicado na Nature este ano: http://www.nature.com/nature/journal/
v457/n7231/abs/nature07894.html. A macroevolução não está no âmbito hipotético uma vez que já foi realizada experimentalmente através de processos de poliploidização. O problema é que muitos criacionistas querem impor uma definição de macroevolução que não é a utilizada pelos cientistas. Aliás, muitos cientistas não delimitam micro e macroevolução e alguns outros conseguem ver até mais delimitações, como Newton Freire Maia, por exemplo. Os erros de Darwin já foram corrigidos pelo conhecimento sobre a hereditariedade e pela biologia molecular. O artigo citado da New Scientist é um caso que demonstra que os problemas com os jornalistas não acontecem apenas no Brasil. Aliás, existem grandes discussões sobre isso lá fora. A manchete foi irresponsável e o texto já foi refutado por muitos cientistas, basta fazer uma busca pela internet para ver. Por favor, veja o contexto das afirmações, pois o que mais vejo neste tipo de debate é citação fora do contexto. Nunca se produziu tanto conhecimento quanto nos últimos 150 anos e os últimos que deveriam comentar qualquer coisa sobre emperrar o conhecimento são os religiosos, não acha?
Eliezer Belo Belo , Cariacica-ES - Professor
Enviado em 24/9/2009 às 10:40:26
Eu te entendo Rubens. As evidências, na verdade não são evidências, são fatos, as ossadas estão aí, não enxerga só quem feixa os olhos para isso. Eu axei o Adalto um pouco imaginário demais, sem ignorar o saber dele é claro. Mas vou ser honesto pra você. Sou da idéia de que criacionismo e evolocionismo não são uma dualidade. Estive refletindo sobre isso e observei que o evolucionismo não anula o criacionismo e nem o contrário. A discussão sobre "Condição" e "Natureza" humana me fez reavaliar isso. Sei que alguém poderá me chamar de lunático, tolo, inconsequente, talvez; mas, hipotéticamente, não desprezo a possibilidade de um evolucionismo criado. Não para defender Deus, mas, para sustentar uma "Natureza Condicional". Não sei como Deus apareceria nessa proposta, isso é uma coisa que ainda não refleti. Sou admirador do evolucionismo, mas também amante da Filosofia. O que me vem à mente quando avalio essa possibilidade é exatamente a questão de o "nada absuloto" "ser"... entende?
Enézio E. de Almeida Filho , Campinas-SP - Professor e Pesquisador em História da Ciência
Enviado em 24/9/2009 às 10:34:45
É impossível um cientista ler todos os artigos científicos. Não li todos os artigos, mas os mais importantes. Especialmente de Majerus. O texto de Majerus, Brunton & Stalker não trouxe nada de novo que explicasse a origem das mariposas ou da evolução em ação diante de nossos olhos através da seleção natural. Eles concluíram que “past attempts to assess the relative fitness of the [light and dark] forms, using formal predation experiments, have been flawed for two reasons. First, moths have been placed out on the wrong parts of trees... Second, moths have been placed out in positions appropriate to their phenotype on the basis of human perception, without consideration of the UV element of the moths’ pattern, or that of the substrates.” Mesmo assim, eles afirmaram sua crença “that differences in the relative crypsis of the forms of the peppered moth, leading to differential bird predation, has been, and is, crucial to the temporal and spatial changes in frequencies of the forms.” Replicar o quê se eles simplesmente apresentaram evidências do por que as experiências feitas estavam erradas e, apesar disso, afirmaram sua ‘fé’ na história clássica de Kettlewell? Sobre a fé de Majerus, eu sugiro este artigo de Jonathan Wells http://www.discovery.org/a/4198 Mantenho a denúncia do uso de fraudes em livros de Biologia aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM.
Waldo Pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng. Florestal
Enviado em 24/9/2009 às 10:33:56
Rubens, você disse que “a evolução acontece” e é fato, esta afirmação confunde os indoutos que passam a dar creditos ao darwinismo, o darwinista bem intencionado diria que a evolução que acontece e que é fato, é a “microevolução” e que a macroevolução está em âmbito hipotético, ou seja, tem de ser aceito pela fé, acreditando que um dia será comprovada. Agora quanto a afirmação de tudo ter originado de um ancestral comum, desculpe mas me parece que vc está descontextualizado na literatura especializada. Árvore da Vida monofilética ou a hipótese do ancestral comum não foi corroborada pelas evidências no contexto de justificação teórica. Como exemplo possa citar a revista científica new scientist publicada no reino unido, salienta em reportagem de capa, que (“Darwin was wrong”) esta estória de árvore da vida única não é mais verdadeira. Até cientistas Darwinistas como Carl Woese, o pai da sistemática molecular evolucionária, declarou que “chegou a hora da biologia ir além da Doutrina do ancestral comum”. Posso tbem citar, Eugene V. Koonin e o próprio Craig Venter que confrontado com as evidências, disse que podemos ter milhares de ancestrais comuns. Quando as universidades e toda ciência se submeteu rendidos ao darwinismo como verdade científica, ficou emperrado o conhecimento por mais de um século. Obrigado.
Rodrigo  Saraceno , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 24/9/2009 às 10:08:11
Prezado Rubens Pazza, ótimo artigo. Me parece que houve ume esforço desmedido dos jornalistas que traduziram a matéria em enxergar um argumentação criacionista no estudo científico traduzido. Aproveitando, entendo que a lógica criacionista (e até a não engajada nessa visão de mundo) ignora que a ciência não se baseia em dogmas, mas na busca incessante do conhecimento. Encaram o questionamento de uma teoria, sua substituição por outra, como uma prova de que a ciência, como dogma, não se sustenta. Ocorre que essa pretensão a ciência nunca teve. O pensamento científico é muito mais na base do até onde se sabe do que na base do a verdade é que .
Rubens  Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 23/9/2009 às 19:45:13
Complementando, Enézio, livros aceitam tudo, basta ter patrocínio para bancar a publicação e o que não falta é gente opinando sobre o que deve e o que não deve ser ensinado nas escolas. Na minha opinião, na aula de ciências deve-se ensinar ciências. O avanço científico atual é tão avassalador que é impossível ensinar detalhes minuciosos de cada evento natural. Por exemplo, na escola precisamos dizer que a fotossíntese tem duas fases, uma clara, dependente de luz e uma escura, mas não há abertura nem maturidade intelectual para explicar aos alunos os detalhes de como a rubisco, principal enzima da fase escura, é inativada pela ausência de luz. Isso é uma fraude, uma meia verdade ou uma simplificação grosseira? Os professores e escritores de livros didáticos precisam estar atualizados, mas é impossível repassar todo o avanço científico aos alunos até mesmo nas universidades. Os livros precisam ser revisados para minimizar erros, isto é fato, mas acusar de fraude sem se dar ao trabalho de buscar informações adequadas de outras fontes é que é desonestidade. Ou você leu todos os artigos sobre a mariposa "Biston betularia" que demonstram a evolução por seleção natural para escrever sua denúncia? Refute um deles! Um só. Que tal este: Majerus, M.; Brunton, C. F. A.; Stalker, J. (2000). A bird s eye view of the peppered moth. Journal of Evolutionary Biology 13: 155-159?
Rubens  Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 23/9/2009 às 19:31:30
Caro Enézio, não basta dizer o tema, é preciso que você coloque o contexto. O fato de Haeckel ter fraudado seu experimento (assumido pelo próprio e revisado por pesquisadores independentes há alguns anos, com imagens mais acuradas) refuta a teoria da recapitulação, mas chamou a atenção para o óbvio - existem muitas semelhanças no desenvolvimento. Os estudos sobre o desenvolvimento e a genética do desenvolvimento já estão muito avançadas e a evolução dos homeoboxes é um tema muito rico para o campo da evodevótica. Em nenhum momento este fato inviabiliza a evolução biológica. Em relação às mariposas, Majerus já rebateu as acusações de Janet Hooper e afirma: "Majerus afirma: "Eu tenho estudado as mariposas salpicadas há 40 anos, tendo encontrado na natureza mais do que qualquer outra pessoa viva, e tenho lido mais de 200 artigos científicos sobre o caso. Minhas conclusões são simples - esta ainda é uma ilustração perfeita de evolução por seleção natural". Se as mariposas foram coladas no tronco ou não, pouco importa para a pergunta que foi respondida. Isto se chama experimento controlado ou você acha que como os chimpanzés não brincam com computador na natureza não se pode fazer um experimento controlado utilizando computadores para avaliar sua capacidade de comunicação? Enfim, mesmo sem você mencionar o contexto, está bem claro que sua denúncia foi vazia. Traga evidências Enézio.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 23/9/2009 às 19:15:40
Prezado Eliezer, o ser humano é só mais uma espécie única. Não houve criação em separado. Todas as evidências obtidas até o momento, e não são poucas uma vez que há muito investimento em pesquisas sobre os seres humanos, apontam para o ser humano como uma dentre as demais espécies de animais, encaixado perfeitamente no paradigma evolutivo. Isso de maneira alguma pode nos rebaixar! Pelo contrário, temos cada vez mais evidências de que pertencemos ao que chamamos de natureza e, com isso, o respeito pela natureza como um todo deve ser maior. Todo e qualquer processo que acontece no mundo natural acontece e aconteceu com humanos. É muito fácil ter uma pequena noção disso quando se estuda comportamento dos outros primatas, como pode ser visto em artigos científicos de revistas indexadas. Em relação ao que Adalto Lourenço anda propagandeando, por favor, cite um único artigo científico analisado por pares que evidencie seus argumentos. Não há um único sítio paleontológico com evidências da coexistência de humanos e dinossauros, pelo contrário, todos os sítios paleontológicos que apresentam fósseis de dinossauros datam da mesma época, mesmo em regiões tão distantes quanto aqui no Triângulo Mineiro e na China. Repito: onde estão as evidências?
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 23/9/2009 às 17:21:33
Tinha T-Rex e Raptorex na arca do noé?
Eliezer Belo Belo , Cariacica-ES - Profesor
Enviado em 23/9/2009 às 15:49:35
Parmita-me Rubnes umas observações: Minha crítica a você funda-se apenas à acusação de criscionista simplismente pelo uso do termo "perfeitamente criada" nada mais que isso. Entendo que seria uma postura mais acadêmica questionar diratamente ao autor sobre o uso do termo. Quanto ao fato do evolucionismo, concordo com você em grande parte; apesar de "criacionismo" não ser um argumento teológico e sim apenas da lógica e não ter existência em qualquer livro que fundamente uma religião, inclusive a Bíblia. Sobre o evolucionismo enxergo uma questão conplicada. A humanidade atual possui uma limitação grande em relação consolidação daquilo que ela não é capaz de instrumentalizar. O Professor Adalto, pesquisdor da NASA (criacionista declarado) apresentou algumas ilustrações sobre pinturas em cavernas que demonstram a presença humana em conjunto com alguns dinossauros. Isso me encabulou um pouco, até porque ví as gravuras. A impossibilidade de instrumentação entre "o elo perdido" e o que já foi encontrado nas escavações arquelógicas, demonstram em parte, que a ausência de cultura não foi confirmana nos antropoides isso dificulta consolidar alguns argumentos. Os fatores de evolução são incontrestáveis, isso admito. Mas aceitar que o ser humano é resultado disso anularia toda possibilidade do ser humano transcender ao aspecto físico-biológico; acredito que esteja aí nosso maior problema.
Enézio E. de Almeida Filho , Campinas-SP - Professor e Pesquisador em História da Ciênciaiência
Enviado em 23/9/2009 às 15:24:02
Manteno as acusações de uso de fraudes: as mariposas de Manchester [melanismo industrial] e os desenhos dos embriões de vertebrados de Hackel, foram notificadas ao MEC/SEMTEC em 2003 e ao MEC/SEMTEC/PNLEM em 2005 através de uma análise crítica de alguns livros didáticos de Biologia do ensino médio. Que eu saiba, nada foi feito. Dos autores contactados, apenas Amabis & Martho retiraram as fraudes, mas não disseram aos estudantes porque retiraram e o que isso significa para uma teoria científica no contexto de justificação teórica. Quanto às zonas de incertezas nas ciências da evolução química e biológica eu apresentarei um trabalho na II Conferência Nacional de Licenciaturas, na Universidade Mackenzie, no dia 01/10/2009, embasado em artigos de especialistas de diversas áreas científicas. Se nossos livros didáticos de Biologia ensinam nossos alunos por meio de fraudes e distorções de evidências, não é de se estranhar por que a sugestão de Edgar Morin feita à UNESCO em 1999 de se ensinar essas zonas de incertezas também não façam parte da grade de licenciaturas de Biologia no Brasil. O nome disso é desonestidade acadêmica, muito mais grave do que um pequeno escorregão de uma jornalista criacionista .
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 23/9/2009 às 14:26:08
Caro Enézio, as evidências de evolução por seleção natural ou por outros mecanismos estão vastamente documentadas em periódicos científicos através de artigos revisados, como na PNAS, Nature, Science e Evolution, por exemplo. Não faltam exemplos de como a seleção natural age. Recentemente foi publicado até mesmo na Scientific American Brasil um artigo sobre o fato de mutações sinônimas não serem neutras, mas sim estarem sob ação da seleção. Conforme o Fernando prudentemente colocou, é necessário se fazer uma distinção entre fraude e equívoco. Se há fraude, aponte-a. Escreva um artigo científico e encaminhe para uma revista como a Evolution, por exemplo, ou para a "Evolution, Education and Outreach", que trata exatamente do ensino de evolução. Se o seu argumento é científico e tem embasamento, certamente seu artigo será aceito. Equívocos, erros em livros didáticos e até desatualizações, existem aos montes e provavelmente estão sendo alvo de revisões periódicas, como deve ser. Entretanto, fraude é uma acusação grave, que não pode ser feita de modo leviano. Se o MEC está comprando livros muito ruins, é porque os professores estão errando na escolha. No entanto, o exato motivo que os leva a errar na escolha só pode ser determinado com um amplo estudo que indique, inclusive, mecanismos para minimizar tais erros.
Enézio E. de Almeida Filho , Campinas-SP - Professor e Pesquisador em História da Ciênciaiência
Enviado em 23/9/2009 às 10:06:00
Não advogo o criacionismo. Além disso, a questão hoje em dia não é se as especulações transformistas de Darwin contrariam relatos de criação de textos de concepções religiosas. A questão é se as evidências encontradas na natureza corroboram as teses de Darwin. Desde 1859 a seleção natural não fecha esta conta. No seu livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, Edgar Morin sugeriu à UNESCO incluir o estudo das incertezas que surgiram nas ciências físicas, nas ciências da evolução biológica e nas ciências históricas no século XX. Eu poderia citar alguns exemplos da discussão por especialistas de algumas linhas de evidências usadas para defender a evolução química ou biológica em livros-texto de biologia do ensino médio. Os argumentos apresentados contradizem aspectos fundamentais das atuais teorias da evolução química e biológica, especialmente aqueles apresentados aos alunos em livros didáticos. Quais são as implicações para a evolução química e biológica em um contexto de justificação teórica? Darwin simplesmente não fecha a conta epistêmica. A questão principal levantada por Pazza foi sobre a desonestidade da jornalista. Eu respondi sobre a desonestidade do MEC/SEMTEC/PNLEM que aprovou livros didáticos de Biologia do ensino médio com duas fraudes e evidências científicas distorcidas a favor do fato da evolução. Isso não incomoda a Pazza?
Fernando Schultz , Agudo-RS - Físico
Enviado em 23/9/2009 às 00:12:32
Enézio, A evolução como mudanças na dinâmica dos seres vivos e em suas estruturas biológicas, é fato desde que seres vivos habitam a Terra. O que se altera desde Darwin é a nossa compreensão dos mecanismos nos quais a evolução ocorre. Essa simples distinção é sempre mal-compreendida pelos críticos do darwinismo. Outra coisa, existe uma diferença grande entre fraude e equívocos. Afirmar a primeira na abordagem científica na pedagogia escolar é acusasão grave, enquanto a segunda é recorrente.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 22/9/2009 às 22:08:32
Prezado Waldo Enézio, a evolução como qualquer outra ciência tem hipóteses e teorias que podem ser questionadas. Aliás, como toda ciência, ela se renova a todo instante face novas evidências. Entretanto, em 150 anos de estudos evolutivos nenhuma destas evidências desmentem o fato, sim, o fato, de que os organismos vivos descendem de um ancestral comum e que a descendência com modificações acontece. Sim, a evolução acontece. Isto é fato e até agora, com todo o choro e resmungo dos criacionistas ninguém, absolutamente ninguém, conseguiu demonstrar uma única evidência contrária. E a imprensa não tem nada a ver com isso. Portanto, este lamento eneziano talvez seja útil para ganhar mais dinheiro do povo inculto, mas está longe de preencher o mínimo requisito para ser levado a sério. Vamos lá, Enézio, traga evidências do criacionismo!
Waldo Pereira , Mogi das Cruzes-SP - Eng. Florestal
Enviado em 22/9/2009 às 19:14:06
Quantos anos eu estudei e fui bombardeado, com todo aval da mídia, pela teoria da evolução como algo inquestionável, incontestável e somente agora com o avanço da informação estou me libertando dos dogmas evolucionistas, quando heuristicamente, analisei as zonas de incertezas.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 22/9/2009 às 16:25:02
Professor Rubens, depois de terem inventado um deus, eximido de toda e qualquer lógica, fulcrado apenas na vontade do ser humano, estava muito evidente que jamais haveria limite algum para a fraude criacionista. Graças a acordos feitos por baixo dos panos ao longo de séculos a fio, como a recente Lei da Capitulação, costurada entre o Vaticano e o presidente da nossa República Católica, chegou-se a este estágio em que a Teologia, mera instrumentalização do pensamento cristão, tem status de Ciência. Antigamente a coisa era na espada e na fogueira (tudo em nome de deus, naturalmente), hoje os "cientistas" do Cristianismo estão aí, articulando as suas explicações "científicas" para o inexplicável em livros, artigos, jornais, blogs, escolas, praças e onde mais colar. Ora... o sujeito pegar um fóssil de dinossauro, que antecipa a História da humanidade em alguns milhões de anos da versão bíblica, e ter a cara de pau de dizer que aquilo é produto divino: ultrapassa toda a paciência e toda a finesse que se pode ter acerca deste confronto do factual com o absurdo. Vou até sair para beber um café. Depois eu volto.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 22/9/2009 às 14:44:15
Prezado Eliezer, em relação ao livro "Sobre a origem das espécies", sugiro a leitura da primeira edição. Esta sim, trata-se do puro pensamento de Darwin. Nas edições seguintes ele tentou acalmar os ânimos e até se perdeu tentando explicar alguns assuntos aos quais não se tinha maiores informações na época, como no caso dos mecanismos da hereditariedade. Na segunda edição ele encerra o volume dando alguma atribuição a alguma força superior escrevendo "pelo criador". Caro Eliezer, não sou religioso e não endeuso homens. Não importa quais foram os motivos que o levaram a escrever isso, ele errou. No entanto, sua obra como um todo demonstra que ele não pensava assim. Por outro lado, o que realmente importa é que após 150 anos de acúmulo de evidências, nada sugere que os organismos vivos tenham sido criados como são. Pelo contrário, somam-se evidências do poder da seleção natural e outros processos evolutivos para moldar as espécies como as vemos hoje, ou como as vemos através dos fósseis. Aliás, a ciência que estuda os fósseis é a paleontologia, e nem nesta existem evidências contrárias à evolução. Na Istoé está escrito: "achava-se que esse monstro era fruto da evolução". Pois isso não passa de desonestidade, como pode ser visto pelos links. Golpe muito baixo do criacionismo.
Enézio Eugênio de Almeida Filho , Campinas-SP - Professor e Pesquisador em História da Ciência
Enviado em 22/9/2009 às 13:00:02
Desonestidade na divulgação científica só da jornalista? E as fraudes nos livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM? http://pos-darwinista.blogspot.com/2009/09/desonestidade-na-divulgacao-cientifica.html
Eliezer Belo Belo , Cariacica-ES - Professor
Enviado em 22/9/2009 às 11:49:23
É interessante como você defende o que você mesmo escreve Rubens Pazza, você deve ficar muito emocionado ao escrever um texto, ao ponte de se esquecer dos Clássicos que deram origem a todo o pensamento que sustentamos hoje. Vou te fazer um convite. Dê uma lida no livro "Origem das espécies" de Darwin. Lá você vai encontrar uma expressão assim "poder criador", a partir dessa expressão, pelo que você disse, ele também deve ser "criacionista". Assuntos dessa natureza exige estudos sobre cosmológia, não é tema da biológia, embora fosseis também seja tema de discussão da arqueologia. Você já leu alguma coisa sobre arqueologia? Talvez nos livros que você leu os animais ainda tinham carne sobre os ossos e sangue nas veias. Sabe o que mais me assusta? É ver no seu curriculum que você é "Professor Universitário". Você sempre terá meu apoio Rubens Pazza, quero contribuir para o enriquecimento das pessoas e ajudá-lo nessa missão, mas, não quero me entregar ao fundamentalismo da crítica. Att. Eliezer Belo, Seu admirador
Rubens  Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 22/9/2009 às 10:51:47
Errata: a frase "É impressionante. Não conheço nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão perfeitamente criado em uma versão cerca de 100 vezes menor do que, mais tarde, se tornaria" na realidade é tradução de "And that´s pretty staggering, because there´s no other example that I can think of where an animal has been so finely designed at about 100th the size that it would eventually become." Assim, o "perfeitamente criado" é tradução de "finely designed", o que não inocenta a citação errada e retorna à discussão do uso da palavra "design". O pesquisador em nenhum momento cita "criação", um termo bastante típico quando se associa o fato a uma divindade.
Rubens Pazza , Rio Paranaíba-MG - Biólogo
Enviado em 22/9/2009 às 10:08:08
Apenas para acrescentar um detalhe novo - na edição desta semana da revista ISTOÉ, na página de abertura da área "Semana" existe uma notícia sobre o fóssil. Nesta notícia, o autor (não identificado) afirma que a descoberta indica "este monstro não foi fruto da evolução". Esta afirmação é um completo absurdo. Em nenhum momento no artigo da CNN ou outros os pesquisadores dão a entender tal absurdo. Pelo contrário, são muito claros no que se refere ao modo como a seleção natural moldou tal desenho. Para completar, também foi utilizada uma citação distorcida do pesquisador.
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