ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 559 - 13/10/2009
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LIVRO ELETRÔNICO
O avanço para trás

Por Alberto Dines em 16/10/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 16/10/2009

Novo brinquedo eletrônico na praça, mas não se destina às crianças. O Kindle é um gadget para adultos, abonados e novidadeiros: trata-se de um leitor eletrônico de livros, lançado pela livraria digital Amazon. Custará no Brasil cerca de mil reais e desde já tem à disposição 200 mil títulos que podem ser baixados do próprio aparelho em 60 segundos.

A direção da Feira de Frankfurt, o maior evento editorial do mundo, onde o aparelho foi apresentado, já previu que o livro de papel acabará até 2018. Dois anos depois da Olimpíada do Rio.

Jornais e revistas estão excitadíssimos. O Globo já anunciou sua adesão: sua edição impressa já está disponível no Kindle. O aparelho foi capa de revista no último fim de semana e Paulo Coelho, o maior fabricante de livros, proclamou que "quem não adotar a nova tecnologia ficará tão antigo como os monges medievais". Então, um viva aos monges medievais – eles sabiam o que é bom.

Tipos móveis

De qualquer forma, os próprios jornalistas que se encarregaram de promover o incrível aparelhinho estão dizendo que a sua primeira versão é tosca e as páginas não são muito claras. Os fabricantes anunciam que funcionará com a mesma tecnologia dos celulares, embora isto não seja uma garantia de qualidade: como sabem os milhões de usuários das grandes cidades brasileiras, seis de cada dez ligações por celular são imperfeitas, perdem-se ou não conseguem ser completadas.

Os alegres promotores do fim do livro impresso também não informam o peso da maquineta nem a sua portabilidade. Muito menos respondem a algumas perguntas essenciais: é possível ler um Kindle na cama, no metrô, no toalete?

A nova noção de progresso é muito estranha, tem algo de medieval: ao invés de saudar avanços, regozija-se com retrocessos.

Portabilidade é a questão central nos veículos impressos. Não foi Gutenberg quem inventou o livro, o livro já existia antes dele. Johannes Gutenberg, de Mainz (Mogúncia), inventou os tipos móveis – quem inventou o livro tal como o conhecemos hoje foi o veneziano Aldus Manucius, meio século depois.

Era verdadeiramente portátil.

Comentários (27)
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Marcelo Silva , Macapá-AP - Bibliotecário
Enviado em 26/10/2009 às 23:46:58
CONTINUAÇÃO Não se falou em políticas públicas para promoção da leitura, Política Nacional do Livro e da Leitura, o projeto de lei para universalização das Bibliotecas escolares, a avaliação dos cursos superiores feita pelo MEC, que conceitua os cursos em vários itens, e a Biblioteca tem um peso enorme nessa avaliação, um sistema de alunos/exemplar para alcançar a maior nota, isso não se falou! Como posso comemorar esse avanço em uma cidade que existe 01 Biblioteca pública e 02 livrarias? A região norte tem o menor IDH do Brasil, milhares de pessoas analfabetas, em Macapá, capital do Amapá, não existe banda larga por telefone fixo, existe uma operadora que oferece conexão via rede 3G, mas o custo é altíssimo e a conexão não é confiável, um dia desses o Ministério Público entrou com uma ação coletiva no Procon-AP para pedir explicações sobre o número excessivo de reclamações sobre os serviços prestados por todas as operadoras de celular do Estado. Enquanto vivermos em um país de contrataste, fazer festa para assuntos tão poucos discutidos, na minha opinião é ter uma Biblioteca com uma coleção enorme sem um Bibliotecário, não serve para nada. Como comemorar o fim dos livros e da Biblioteca se o Brasileiro não os conhece?
Marcelo Silva , Macapá-AP - Bibliotecário
Enviado em 26/10/2009 às 23:44:21
Toda essa discussão sobre o "mágico" Kindle em minha opinião é mais uma comemoração muito antecipada dos defensores do e-book, sabes que as novas tecnologias estão surgindo em todo momento, a comunicação “global” é notória. A afirmação que o Kindle irá “acabar” com livros e Bibliotecas, é no mínimo uma falta de sensatez em todos os sentidos. Penso que o que faltou foi discutir com os profissionais que estão ligados diretamente com o livro e Biblioteca, cientistas da informação, profissionais que tem formação superior e na acadêmica absorveram conceitos, teses, discussões, avaliações sobre livros, bibliotecas, centro de documentação, a informação pode estar em qualquer suporte, e nesse ponto que quero chegar, falar que será o fim dos livros e Bibliotecas e renunciar séculos de estudos no campo da catalogação, indexação e sistemas de classificação para recuperação da informação (CDD, CDU, LOC e outros), um exemplo da desordem dessa organização é a própria internet, quem nunca ficou desanimado com os resultados na recuperação da informação no google, cadê e outros.
Lucas Parente , Mundo Novo-BA - Advogado
Enviado em 24/10/2009 às 14:03:53
Não há como deter o avanço tecnológico. Há problemas com o celular? Sim. Mas quem vai dizer que ele não facilitou a comunicação? Bem vindo o Kindle e as outras trapizongas. Serão úteis a muita gente. Pena que essa "muita gente" ainda seja uma pequeníssima minoria. Moro numa remota cidadezinha no sertão da Bahia. MUITA gente aqui mal sabe ler. Livro é coisa rara (Me faz lembrar "A ausência do livro", de Ana Miranda - procurem no Google (viva a tecnologia)). Se você falar de Kindle, podem achar que é xingamento. Mas muitos têm celular... não é curioso? Acredito que é preciso, ao mesmo tempo em que festejamos o Kindle, nos preocuparmos sempre e cada vez mais com essas pessoas, gente real, esmagadora maioria, nos rincões do Brasil, sem acesso, pura e simplesmente, à educação. E, sem ela [educação], toda a tecnologia do mundo será inútil ou subaproveitada. E até mesmo os livros, que eu tanto amo, terão diminuída a sua importância ou perderão a sua razão de existir - os leitores.
José Lira , Recife-PE - Tradutor
Enviado em 19/10/2009 às 14:49:02
Sr. Dines, dê uma olhada na apresentação do Kindle: http://www.amazon.com/gp/mpd/permalink/m2EV4VGJ1ZQMQ7 Depois repense o seu conceito de portabilidade, permanência dos pergaminhos, alfarrábios, livros e que tais. E me diga quem é que está "avançando para trás", se o mundo ou V. Sa.
bruno borges , sum paulo-IN - designer
Enviado em 19/10/2009 às 11:22:34
É muito simples: caiu na água, pisou em cima, foi-se o livro .
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 17/10/2009 às 21:06:04
Dines, gostei do "avanço para trás". É parente do "de vante a ré"?
ednadeoliveirasantos oliveira santos , osasco-SP - aux.escritorio(contingencia)
Enviado em 17/10/2009 às 17:35:59
Boa tarde! Penso que tenha um pouco a ver com o e-mail e as cartas (cartas, gente ,selo, Correios, aquele do mensalão....) existem coisas que jamais acabarão..........sofrimento, fome, miséria,onibus lotado,enfim.................calma gente.....o homem precisa trabalhar.........ainda que tenha que ter vergonha do que acabe por fazer e pondo o nome de trabalho...............
Ruy Acquaviva , São Paulo-SP - analista de sistemas
Enviado em 17/10/2009 às 11:04:21
Simplesmente anacrônico esse artigo do Sr. Dines. Acho que virou moda entre os jornalistas escreverem sem se informar sobre o assunto de seus textos. Reclamar da portabilidade do livro eletrônico é um absurdo. O Kindle é apenas a primeira geração desse tipo de dispositivo e já tem capacidade para armazenar milhares de livros. A portabilidade é justamente o ponto forte dessa tecnologia. Você pode carregar simplesmente TODA sua biblioteca em um dispositivo do tamanho de um livro de 10 páginas e com o mesmo peso deste. Questões importantes sobre como garantir a remuneração pelos direitos autorais não foram abordadas. Outro ponto importante é o modelo de comercialiação do Kindle , que "prende" o usuário a um único fornecedor, no caso a Amazon. Pessoalmente prefiro modelos como o da Sony ou mesmo leitor o "ebook reader" da brasileira Braview. Modelos como esse permitem a leitura delivros no formato PDF. Existem milhares de livros de domínio público que estão disponíveis degraça na internet. Somente o valor desses livros já paga com grande folga o dispositivo. Encontra-se neste texto apenas um neoludismo tardio e anacrônico. Livros em papel sempre existirão, assim como a fotografia não acabou com a pintura e os automóveis não acabaram com a equitação. Mas a finalidade e a abrangência dos livros em papel mudará completamente.
CAL Silva , S Paulo-SP - Desenvolvedor
Enviado em 17/10/2009 às 08:34:05
A meu ver, ainda tem alguns problemas: o aparelho não funciona sem energia elétrica. Vai ter que estar sempre carregado para funcionar (ou terá que ter uma alimentação tipo energia solar, por exemplo). Ele pode quebrar; nesse caso terá que ser substituído. Com certeza é mais caro que um livro. E, claro, o problema do "revisionismo" nos textos, que é substituir versões de textos, assim perdendo-se a fidelidade do original . Nesse caso, se o usuário do Kindle puder "baixar" e manter a versão original guardada, creio que aí não haverá problema. Acredito que os livros e demais impressos continuarão a ser preferidos ainda por bastante tempo, enquanto essa novidade não estiver mais segura, barata e adequada para nosso uso.
Paulo Santos , Divinópolis-MG - prof.
Enviado em 17/10/2009 às 08:26:42
Assim, à primeira vista, me parece mesmo um avanço para trás; uma delicada e perigosa dependência de técnicos e de tecnologia, de baterias, de energia para recarga, de manutenção que não se faz com fita adesiva e cola, ... Prefiro ser antiquado, medieval nesse caso, e ler um livro convencional.
Dimitri Andrade Barbosa , Três Pontas-MG - Estudante
Enviado em 17/10/2009 às 08:22:06
Não nego que a tecnologia trouxe inúmeros benefícios para o homem, especialmente na seara da comunicação. Porém, acredito que o Kindle irá retirar toda a "magia" dos livros, pois o gostoso é tocar nas folhas de uma obra, admirar seus acabamentos, sentir aquele "aroma de livro novo" (ou velho!) , apreciar sua leitura com uma boa xícara de café ou, nas palavras do Dines, "[...] é possível ler um Kindle na cama, no metrô, no toalete?". Aliás, este é o primeiro passo para as extinção das livrarias, pois se as obras impressas perderem seu valor, qual será o sentido da existência de tais estabelecimentos? Parabéns Alberto Dines, seu artigo não é um "delírio nostálgico", mas a expressão de alguém que conhece e admira o espírito dos livros.
Otaciel de Oliveira Melo , Fortaleza-CE - Professor
Enviado em 16/10/2009 às 23:22:39
Daqui para lá, se Deus me ajuder, eu estarei morto. O livro que estou lendo atualmente, atendendo a uma sugestão de um leitor do Conversa Afiada, chama-se Ascensão e Queda do Terceiro Reich. São dois volumes, cada um com aproximadamente 850 páginas. Para mim, a impressão em papel é imprescindível. Naturalmente que a candidata Marina Silva não concordará com esta minha "implicância" com relação às novas tecnologias. Argumentará a nobre ambientalista que a celulose vem das toras de madeira contrabandeadas da Amazônia. Eu sei disso. Mas não consigo me concentrar num dispositivo eletrônico da mesma forma que me concentro num livro de papel. Da mesma forma que escrever um simples comentário, como este, num monitor, é um deus nos acuda: quase sempre encontro erros logo depois da publicação. Alguns erros são por ignorância mesmo, mas a maioria eu não sei explicar porque acontece. A luminosidade de um monitor parece que me cega, ou quase isto. Prefiro imaginar Hitler na escuridão de uma casamata do que vê-lo espumando de ódio, antes da invasão da Tchecoslováquia, num vídeo acoplado ao livro eletrônico com o título acima citado. Pra terminar, quero dizer, "salve o livro de papel"! PS: Pela primeira vez nesses últimos 3 anos eu concordo 100% com o jornalista Alberto Dines.
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 16/10/2009 às 21:37:18
Caro Sostenes: desta vez o Lula é inocente.Não tem nada a ver com nada que diga respeito a livros ou assemelhados. Trata-se de um objeto ao qual ele nunca foi apresentado.
Geraldo Alberto Schott , Niterói-RJ - Professor
Enviado em 16/10/2009 às 20:11:33
Não vou fazer um grande comentário. Tenho 67 anos de idade e lido com computadores, como usuário curioso, desde 1982. Meu primeiro computador foi um TK 82C. O brinquedinho custou-me na época Cr$ 100 cruzeiros. Liguei-o na TV — era assim que funcionava — e mergulhei no mundo da informática, onde transito até hoje como, já disse, usuário curioso. Desde então sempre ouço que os computadores vão substituir isso e aquilo. Mas sempre me vem à cabeça uma pergunta: E quando a pilha ficar descarregada no meio da ilha deserta?
Marcos Correia , Indaiatuba-SP - jornalista
Enviado em 16/10/2009 às 19:53:45
Caro Dines, um livro seu me ajudou muito na época da faculdade: O Papel do Jornal. Excelente. Sugiro que você escreva um novo volume: O PAPEL DO LIVRO. Os tempos demandam uma análise mais profunda dessa questão do Kindle. Não vou apedrejar a engenhoca, mas confesso que ela não despertou meu interesse. Acho que livro tem que ter cheiro, textura, aqueles defeitinhos de impressão que o tornam especial - uma letra que sai torta ou um rasgadinho na página. Ler, para mim, sempre foi uma experiência sensorial. Não consigo me desfazer da impressão de que perderei muito com um objeto de plástico e silício nas mãos, no lugar do bom e velho livro de papel. Romântico? Sou mesmo. Mas não creio que o Kindle venha acabar com a imprensa. Talvez traga novos e desafiantes horizontes para o nosso mirrado universo de leitores.
Erica Ribeiro , Salvador-BA - designer
Enviado em 16/10/2009 às 19:40:45
Os tipos móveis já exitiam na China quatro séculos antes de Gutemberg compilar esta tecnologia, com as tintas de escrita (também chinesas) e as diversas prensas usadas amplamentes para outros fins. Gutemberg tem o mérito da compilação de tecnologias e desenvolvimento da liga metálica, mas não foi o inventor dos tipos móveis. (mais informações no livro Elementos do Estilo Tipográfico) E sobre o Kindle, fiquei curiosa para ver mais detalhes sobre o aparelho. Também achei a opinião do autor precipitada, mas, entendo que como toda novidade assusta, o autor se assustou.
Zemário Santos , Ibaiti-PR - Jornalista
Enviado em 16/10/2009 às 18:38:32
Um viva a tecnologia da informação. Afinal, certamente o kidle vai facilitar e muito a vida de pesquisadores. Mas, afirmar que o livro impresso terá fim decretado em 2018 é pura sandice... Duvido e dou, no mínimo, mais um século de lambuja à vida deste maravilhoso prato de letrinhas que nos tem ensinado ao longo da existência. Humm, estão mesmo é querendo substituir a polêmica criada em torno do jornal impresso em relação ao online. O primeiro subsiste enquanto o segundo engatinha tentando encontrar um padrão.
Carlos Franco , Sorocaba-SP - Arquiteto
Enviado em 16/10/2009 às 17:05:21
Prezado Sr. Dines, Imagino que seja difícil falar sobre algo sem nunca tê-lo visto. É por isto que considerarei seu artigo a expressão de alguém que "ouviu o apito tocar, mas não sabe de onde". Sua análise a respeito do Kindle é bastante equivocada. Atende a quem, especificamente? Além disso, por que não falar sobre os outros e-readers no mercado? Ou por que não analisar o real cerne da questão, qual seja, a questão do controle do conteúdo e o maldito DRM, que muito provavelmente fará com que os e-books não possam ser acessados no futuro? Especificamente, qual foi o jornalista que disse que "as páginas não são muito claras"? Se aquele quis dizer que a página não é branca, tudo bem. Mas se falou em legibilidade, disse uma enorme nonagem. Pois a legibilidade dos e-readers é, muitas vezes, superior à do livro impresso. Pois é, Sr. Dines, o assunto é fascinante. É por isso que eu o venho estudando há tempos. Tão fascinante que não consigo entender o por quê de sua miopia e sua vontade de matar o mensageiro ao invés de ler a mensagem...
Gabriel  Rodrigues , Brasília-DF - Programador
Enviado em 16/10/2009 às 16:02:35
>Os fabricantes anunciam que funcionará com a mesma tecnologia dos celulares, embora isto não seja uma garantia de qualidade: como sabem os milhões de usuários das grandes cidades brasileiras, seis de cada dez ligações por celular são imperfeitas, perdem-se ou não conseguem ser completadas. Sim, mas uma vez que a "ligação for completada" você terá o seu livro para ler por horas. >Os alegres promotores do fim do livro impresso também não informam o peso da maquineta nem a sua portabilidade. Digite "KINDLE SPECS" no google =) >Muito menos respondem a algumas perguntas essenciais: é possível ler um Kindle na cama, no metrô, no toalete? >Sim. Porque não?
Mario Netto , SP-SP - Func.Publ.
Enviado em 16/10/2009 às 15:58:20
Dines, se o título deste seu comentário não figurar entre as pérolas do Carlinhos Brickmann eu vou acreditar em corporativismo !!!
Sostenes Da Silva , Londres-IN - ex-publicitario
Enviado em 16/10/2009 às 15:35:57
Dines, isso e culpa do Lula, ne nao???? So por curiosidade, as primeiras "impressoes" do gutenberg tambem nao foram grande coisa, ne???
Nelson Derani Gurgel Valente , Rio de Janeiro-RJ - Comerciante
Enviado em 16/10/2009 às 15:35:20
Motivo de preocupação realmente. O que está impresso, assim está e ficará. Um arquivo baixado, quantas vezes poderia ser acessado e suas informações alteradas posteriormente? Perigoso... uma possibilidade de revisionismo constante da História e da realidade.
eduardo lettieri , sp-SP - free
Enviado em 16/10/2009 às 14:46:06
Já estão atirando antes do negócio funcionar. Vou guardar esse texto para lê-lo no futuro no meu Kindle. No final da década de 80 conheci uma maquininha de tela verde. Apelidamos de ET. Naquela época nunca imaginaria que 5 anos depois teria um daquele. Muito menos que passados 20 anos teria um computador portátil e poderia me comunicar com outras pessoas escrevendo em um banco parque, como faço agora. O autor tirou conclusões precipitadas.
José Lira , Recife-PE - Tradutor
Enviado em 16/10/2009 às 13:37:55
Há muitos equívocos de datas nessas previsões, e 2018 pode ser um deles, mas que o livro eletrônico vai prevalecer no futuro me parece uma conclusão lógica. As vantagens são muitas. A portabilidade é uma delas: quem anda por aí com uma biblioteca de 200.000 volumes debaixo do braço? A praticidade de pesquisa é outra: em segundos se encontra o que se quer no meio das mil páginas de um compêndio qualquer. E outra ainda é o preço do livro eletrônico em comparação com os alfarrábios de hoje. Dizer que o leitor eletrônico é um retrocesso, mas que bobagem, Sr. Dines! O senhor está perdido no espaço e no tempo.
Herman Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 16/10/2009 às 10:51:38
Caro Dines! Se tem uma coisa que aprendi neste vida é não bater de frente com a tecnologia, até porque ela não perde tempo discutindo e passa logo por cima. Resisti o uso do computador no meu ofício o quanto pude, até que em 1992 me deixei seduzir por um potente 386 ou 486 (nem me lembro mais), e um mês depois me senti o perfeito pateta, repetindo para mim mesmo o bordão de um personagem português criado pelo Chico Anísio, que tomado de surpresa em face de certas evidencias dizia: “Que tempo eu perdi em Coimbra...”
Márcio Simões , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 16/10/2009 às 10:43:15
Você se apressou ao generalizar: mesmo que essa versão do Kindle seja tosca (não é) e mesmo que as páginas sejam difíceis de ler (não são), os fabricantes vão lançar dispositivos assim cada vez melhores. Logo poderemos comprar a bom preço um dispositivo leve, resistente a quedas e ketchup, fácil de usar, gostoso de ler, com a capacidade de armazenar milhares de livros... quem vai resistir? Eu vivo a consultar certos livros, e ficaria contente de enfiá-los todos num dispositivo só, para procurar trechos por palavra-chave. // O problema do Kindle é outro: alguns autores reclamam das regras pelas quais a Amazon negocia comissões e repasses. Esse problema tende a se resolver, pois a Amazon quer ganhar dinheiro e, se ela não quiser, algum outro empresário há de querer.
Carlos Fortunato , Brasilia-DF - jornalismo
Enviado em 16/10/2009 às 10:42:48

Dines, a parte final desse seu texto twitter (cada vez menor) é confuso: Escreveu você: "Portabilidade é a questão central nos veículos impressos. Não foi Gutenberg quem inventou o livro, o livro já existia antes dele. Johannes Gutenberg, de Mainz (Mogúncia), inventou os tipos móveis – quem inventou o livro tal como o conhecemos hoje foi o veneziano Aldus Manucius, meio século depois." Pergunto: se o livro foi inventado antes do do linotipo do Gutenberg como é que você conclui dizendo o oposto: Manuciu o inventou meio século depois. Não seria Manuciu inventou o livro como o conhecemos hoje MEIO SÉCULO ANTES DE GUTENBERG?

Nota do OI: Prezado leitor, o livro existia, sim, antes de Gutenberg. Os copistas que o digam. Com a tecnologia de tipos móveis desenvolvida por Gutenberg, Aldus Manucius criou o livro editado, num dos formatos que ainda hoje conhecemos, in-oitavo — "em que cada folha (3), dobrada três vezes, é composta de 16 páginas, i. e., oito de cada lado", segundo o dicionário Aurélio. O linotipo foi inventado em 1886. (Luiz Egypto)

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